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Helen Pusch

México - Mérida, Tulum, Cozumel e Playa del Carmen

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Helen Pusch    6

Oi, gente!

 

Vim contar a 2ª parte da viagem de 24 dias que fiz em janeiro/2017 com meu marido e um amigo.

 

Nosso roteiro de viagem foi basicamente esse:

 

30/12 - Chegada +- 12:00 na CDMX

31/12 - CDMX

01/01 - CDMX

02/01 - CDMX

03/01 - CDMX

04/01 - CDMX / bus para Puebla

05/01 - Puebla

06/01 - Puebla / bus para Oaxaca

07/01 - Oaxaca

08/01 - Oaxaca

09/01 - Voo para Mérida

10/01 - Mérida

11/01 - Chichén Itzá / bus para Tulum

12/01 - Tulum

13/01 - Tulum

14/01 - Tulum

15/01 - ferry para Cozumel pela manhã

16/01 - Cozumel / ferry para Playa del Carmen

17/01 - Playa del Carmen

18/01 - Playa del Carmen

19/01 - Playa del Carmen

20/01 - Playa del Carmen

21/01 - Playa del Carmen

22/01 - Playa del Carmen

23/01 - Voo de retorno pela manhã

 

A primeira parte, CDMX, Puebla e Oaxaca, eu já relatei aqui: http://www.mochileiros.com/mexico-cdmx-puebla-e-oaxaca-t144367.html

 

Vou contar agora sobre a parte que está em negrito aí em cima. Como dá para perceber, praia, praia e mais praia, com Chichén Itzá de bônus.

 

Hospedagens:

 

Como estávamos em 3 pessoas, em alguns casos o Airbnb ficou mais em conta do que hostel.

 

Mérida:

Hostal La Ermita - USD 38 por 2 diárias

Valor de um quarto para duas pessoas com banheiro privativo (nosso amigo ficou em um quarto individual, banheiro compartilhado, USD 17,50 as duas pernoites).

Café da manhã incluído, wi-fi, cozinha coletiva, piscina (que nem chegamos a usar). Fica a uns 15 minutos de caminhada do Zócalo, mas muito perto do terminal de ônibus da ADO, o que para nós fez bastante diferença pois o ônibus para Chichén Itzá era bem cedo.

 

Tulum:

Posada Malix Pek - USD 272 por 4 diárias (valor para 3 pessoas)

Apartamento com um quarto com cama de casal, banheiro, sacada e mais um ambiente grande que era cozinha, sala de jantar e tinha outra cama de casal. Boa localização, wi-fi incluso, empréstimo de bicicletas para os hóspedes. Não oferecia café da manhã, mas a cozinha era bem equipada e usamos para fazer diversas refeições.

 

Cozumel:

https://www.airbnb.com.br/rooms/15253666?location=cozumel&s=0FDzRRy- - USD 62 uma diária para três pessoas.

É uma casa de hóspedes no pátio da casa da anfitriã. Lugar muito bonito, com um quarto e um sofá-cama na sala. A proprietária foi muito simpática e gentil ao nos deixar entrar antes do horário de check-in e sair depois do horário de check-out, visto que não havia outras reservas.

 

Playa del Carmen:

https://www.airbnb.com.br/rooms/9923131?guests=3&adults=3&location=Suites%2034%3A40%2C%20Calle%2034%20Norte%2C%20Playa%20del%20Carmen%2C%20M%C3%A9xico&s=vlesiaR2&check_in=2017-10-16&check_out=2017-10-23 - USD 320 por 7 diárias

Excelente apartamento. Dois quartos, cada um com ar-condicionado e banheiro. Cozinha equipada, wi-fi, perto de supermercados e restaurantes. Fica a uns 10 minutos de caminhada da praia, o que para nós não foi nenhum problema. Para quem estiver de carro, tem garagem. O proprietário foi muito gentil e atencioso conosco.

 


Sobre as duas pernoites em Mérida

 

Mérida entrou no nosso roteiro por dois motivos: 1º conseguimos uma passagem por 10.000 milhas Smiles a partir de Oaxaca e 2º tem um ônibus que sai bem cedo rumo a Chichén Itzá e que é perfeito para quem quer chegar lá antes das multidões. Entre a chegada e a partida deixamos um dia cheio para conhecer algo por lá, mas não diria que é imprescindível.

Há o Gran Museu da Cultura Maya que dizem que é sensacional e eu gostaria de ter conhecido, mas infelizmente estivemos lá justo em uma terça-feira, dia em que está fechado.

 

1º dia

Boa parte do dia foi tomada pelo voo vindo de Oaxaca, com conexão na Cidade do México. O que salvou nossos bolsos na zona de embarque do aeroporto da CDMX foi ter encontrado uma 7eleven para fazer um lanche bem barato.

Chegamos em Mérida à tarde. A visão do Golfo do México enquanto o avião está próximo de pousar é maravilhosa!

Pegamos um Uber para ir até o hostel, o ônibus não passa no aeroporto e teríamos que caminhar um bom trecho até a parada. O Uber saiu 48 pesos, muito barato.

Depois de fazer check in, comprar umas coisinhas em um mercado próximo e fazer um lanche, fomos conhecer o Zócalo de Mérida. Já começava a anoitecer.

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Pesquisamos em algumas empresas de turismo sobre um passeio para o dia seguinte e depois de algumas opções fechamos o tour Charcas de Sal com a La Jarana Tours, por 600 pesos por pessoa.

Deu tempo de conhecer o Palácio de Governo, construção bem bonita e com obras de arte expostas. Entrada gratuita.

Estavam acontecendo umas apresentações em comemoração ao aniversário da cidade. Pegamos cervejas e salgadinhos na Oxxo e ficamos por ali curtindo. Depois, jantamos no Los Trompos - misto de fast food com comidas locais a bons preços. Comida gostosa, juntos gastamos 271 pesos.

 

2º dia

Cedinho nosso guia nos buscou para o passeio do dia, uma simpatia ele!

A primeira parada do dia foi na reserva ecológica El Corchito. Foi nosso primeiro contato com os ojos de agua, uma espécie de “introdução” antes de conhecermos os cenotes.

A cor da água é incrível! Ela é fria, mas o banho é irresistível! Cuidem seus pertences e mochilas, pois diversos quatis vivem soltos ali e arrastam qualquer coisa que pareça de comer.

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Depois, conhecemos as tais charcas de sal. São lagunas rosadas, onde vivem dezenas de flamingos.

A terceira e última parada do dia era em Progreso. Tempo livre para almoçar e aproveitar a praia. Olhamos o cardápio do restaurante onde o guia nos levou e nos pareceu interessante, pedimos um peixe achando que seria suficiente para dividirmos, mas quando veio, era porção para uma pessoa. Pedimos outros petiscos (nachos, guacamole) e cervejas e nessa brincadeira gastamos 375 pesos. Quem quiser fazer um lanchinho mais econômico por lá, tem uma Oxxo bem pertinho. ;)

O resto da tarde seria para aproveitar praia, mas quem disse? Ventão muito forte, mar agitado, ninguém se animou a entrar na água. Ficamos andando de um lado para o outro para matar tempo.

Retornamos para Mérida. Mais tarde, jantamos novamente no Los Trompos, dessa vez deu 252 pesos.

Compramos uns sanduíches e sucos para tomar café da manhã no ônibus no dia seguinte, pois sairíamos antes do horário do café no hostel

 

Chichén Itzá: É tudo isso que falam?

 

Sim! Tudo isso e muito mais! Sensacional!

 

3º dia

O ônibus para Chichén Itzá saiu 6:30. A passagem já estava comprada há alguns dias, e custou 140 pesos por pessoa.

Comemos nosso café da manhã e dormimos o restante das duas horas de trajeto.

Chegando lá, deixamos nossas mochilas no guarda-volumes (pagamos 80 pesos por cada, para ficar o dia inteiro).

O valor da entrada ao parque é de 237 pesos (70 tarifa nacional+167 tarifa estadual).

Na entrada do sítio já há diversos guias oferecendo seus serviços e juntando pessoas com interesse em formar um grupo para rachar o valor, de modo geral eles cobram 800 pesos por grupo. Entramos para primeiro conhecer por conta.

O lugar estava ainda bem vazio e deu para tirar várias fotos na Pirâmide de Kukulcán sem gaiatos aparecendo! Só mesmo chegando cedo para conseguir essa proeza!

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Depois de explorar bastante por conta, retornamos à entrada e contratamos uma guia. Ela nos propôs fazer um tour um pouco menor, com cerca de uma hora e meia de duração, por 650 pesos. Achamos ótimo, porque nossa intenção era pegar um guia exclusivo, sem dividir com pessoas desconhecidas (e com chance de vir de brinde algum mala ¬¬:D).

A guia, Angélica, é descendente de maia e o passeio com ela foi excelente, suas explicações eram cheias de entusiasmo. A não ser que tu estejas fazendo um mochilão bem econômico e contando os trocados, recomendo muito fazer o passeio com guia. Enriqueceu demais a visita!

No começo da tarde, o lugar já estava entupido de gente. Comemos em uma lancheria da entrada do parque, que não tinha preços tão abusivos quanto pensávamos que teria: hambúrguer+refri=112 pesos.

Pegamos um táxi que nos levou ao cenote de Ik Kil. Marcamos com ele um horário para nos buscar e cada trecho saiu por 80 pesos. A entrada de Ik Kil custou 70 pesos.

Para descer à área de banho do cenote, não é permitido levar mochilas. Alugamos um armário para deixar nossas coisas por 30 pesos. Além disso, eles também alugam máscara, snorkel e coletes flutuantes.

O lugar é espetacular! A água é fria, pois fica em um buraco onde quase não bate sol. Para os friorentos -como eu- uma blusa de lycra ajuda.

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Quando cansamos de tomar banho, todas as pessoas que tinham chegado tarde em Chichén Itzá estavam chegando em Ik Kil, abarrotando o lugar.

Na hora combinada, o taxista estava nos esperando. Retornamos a Chichén, retiramos nossas mochilas do guarda-volumes e ainda deu tempo de dar uma olhada nos artesanatos. Fica a dica para quem pretende fazer compras: as coisas aqui são bem mais baratas do que em Tulum, Cozumel ou Playa del Carmen.

O ônibus levou cerca de duas para chegar em Tulum. A pousada onde nos hospedamos fica a uma quadra e meia do terminal. Deixamos nossas coisas e saímos para conhecer os arredores. Há diversos restaurantes, bares, lojinhas e alguns mercados e lojas de conveniência.

Jantamos no La Nave, pizza bem gostosa e ceva gelada, cada um gastou 125 pesos.

 

Tulum - 3 dias inteiros

 

Deu tempo de fazer as principais coisas que queríamos, mas eu ficaria mais tempo ali fácil fácil. Tem um clima tranquilo, ar de cidade pequena. Apesar do centro de Tulum ficar um pouco afastado da praia, é bem tranquilo de chegar pedalando em praias públicas maravilhosas, próximas às ruínas. Muitas pousadas (como a que ficamos) oferecem empréstimo de bikes para seus hóspedes, e na avenida principal existem muitos estabelecimentos que oferecem aluguel.

 

4º dia

Pegamos as magrelas e fomos direto para as ruínas de Tulum. O estacionamento para bikes, inclusive, deixa bem mais perto da entrada do que as pessoas que vem de ônibus de excursão, carro ou táxi, que precisam caminhar mais um pedaço.

O ingresso para o sítio custou 70 pesos por pessoa.

Tudo muito bonito e encantador, mas quando batemos o olho no mar… não deu mais para prestar atenção em ruínas.

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Eu e o Rodrigo estávamos vendo pela primeira vez na vida o mar do Caribe, e ele não parava de nos chamar para o mergulho!

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Terminamos a visita na correria, buscamos as bikes e pedalamos mais uns minutos em busca de um acesso à praia. No primeiro que pareceu ser público, entramos. Prendemos as magrelas em uma árvore mesmo.

Havia alguns beach clubs, mas bastante espaço na areia para quem quiser chegar e ficar por ali. Corremos para o banho de mar. Delícia!

Depois de muuitos banhos de mar, de sol e cervezitas à sombra dos coqueiros, fomos embora. No caminho de retorno, na Avenida Tulum, passamos por uma taquería do jeito que a gente gosta: simples e barata. E os tacos eram deliciosos. Chama-se Taquería El Arbolito, gastamos 138 pesos no almoço com bebida para nós três!

Como nos hospedamos em uma espécie de quitinete, compramos coisas para cozinhar. Encontramos uma peixaria que vendia uns camarões enormes por ótimo preço, mas somente pacote de 2 quilos. Tivemos que fazer o “esforço” de consumir dois quilos de camarão em três dias!

 

5º dia

Amanheceu chovendo, então ficamos pela pousada. Almoçamos ali perto em um restaurante bem simples, PF super bem servido a 75 pesos por pessoa.

O tempo deu uma melhorada e saímos com as bikes. Nos enfiamos em umas ruas que, teoricamente, levariam à praia, mas depois de um tempo… a estrada não tinha saída! Como a beira-mar tem muitos estabelecimentos (hospedagens e restaurantes), as vias de acesso à praia são restritas. Voltamos tudo e fomos para a mesma praia do dia anterior, aproveitamos até o final da tarde.

À noite, compramos um isopor para carregar nossas bebidas. As long necks nos quiosques de praia custam em média 55 pesos, enquanto nos mercadinhos pagávamos 15. É fácil de achar isopor à venda, tem até na Oxxo. Compramos um por 60 pesos.

Queríamos muito ir ao cenote Sac Actun e pesquisamos em diversas agências de turismo, mas nenhuma fazia esse passeio (e, obviamente, tentavam nos convencer a comprar os outros passeios que eles ofereciam, que eram mucho mejores que o Sac Actun 9_9). Consultamos alguns motoristas de táxi, que queriam nos cobrar 1400 pesos para levar, esperar e trazer de volta. Acabamos alugando um carro pelo site da Rental Cars, locadora Álamo. Entre diária e gasolina, gastamos cerca de 600 pesos.

 

6º dia

Buscamos o carro na locadora e nos tocamos para o Sac Actun. Esse fica na mesma estrada que leva ao cenote Dos Ojos, mas uns quilômetros mais para dentro.

A visitação ao Sac Actun acontece somente em passeios com guia, snorkel ou cilindro. Como não somos habilitados para mergulho em cavernas, fomos no tour de snorkel, custou 450 pesos para cada.

Foi indescritível! O lugar é lindo! A água tem uma cor incrível! E os lugares que chegamos, saguões enormes repletos de estalagmites… uau! 45 minutos que passaram voando, mas que valeram muito a pena.

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A água é bem fria, até porque grande parte do tempo ficamos em locais sem nenhuma incidência de sol. Usei blusa de lycra e meias de neoprene e fiquei confortável.

Almoçamos novamente na Taquería El Arbolito (de novo gastamos 138 pesos, para os três, com bebida). Decidimos aproveitar que estávamos de carro e conhecer um lugar mais distante. Tínhamos lido uma recomendação a respeito de Boca Paila e fomos até lá.

Essa praia fica dentro de uma reserva ecológica (entrada paga, 32 pesos por pessoa). Andamos bastante até chegar em um ponto com acesso à praia, boa parte do tempo em estrada de terra. Quando chegamos lá, o vento estava forte e as árvores faziam sombra na minúscula faixa de areia... Enfim, claro que o lugar é bonito, mas não vale o trabalho para chegar até lá…

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Final de tarde devolvemos o carro. À noite, demos mais uma passeada pela Avenida Tulum e jantamos no apê, para dar fim ao nosso pacotão de camarões.

 

Cozumel - dois dias e uma noite

 

Fomos para Cozumel com o mesmo objetivo de milhares de pessoas que vão para lá: mergulhar. E foi espetacular. Mas para curtir praia, não é dos melhores lugares, a não ser que o ser humano vá ficar em um resort. Há poucas praias públicas e os deslocamentos na ilha são complicadinhos. Mas sem dúvida o mergulho fez tudo valer a pena!

 

7º dia

Cedo pegamos uma van rumo a Playa del Carmen (45 pesos para cada). Descemos no ponto final (fica na Calle 2 Norte, entre as Avenidas 15 e 20) e caminhamos até o píer, de onde saem as balsas para Cozumel. Compramos na hora o bilhete de ida e volta (100 pesos por cabeça) com a México Waterjets. Saímos no ferry seguinte, das nove horas, e o horário da volta ficou em aberto.

A travessia dura uma meia hora. Chegando, fomos direto à sede da Blue Magic, fechar o mergulho para o dia seguinte. Cozumel tem dúzias de operadoras de mergulho, pesquisamos uma bem conceituada porque não temos muita experiência e estávamos há muito tempo sem mergulhar. Justamente por causa desse período de tempo grande sem praticar, o proprietário nos disse que ou a gente pagava para um dive master nos acompanhar, ou a gente fazia um curso de “refresh” (onde a gente ia gastar bem mais grana) ou ele não nos atenderia porque estaria nos colocando em risco. Apesar de termos que desembolsar mais, nos sentimos muito seguros e achamos que ele foi muito profissional. O pacote dois tanques, aluguel de regulador, neoprene e colete custou USD 104 para cada, e para o acompanhamento da dive master nós três rachamos o valor de USD 75. Caro? Sim. Mas é mergulho em Cozumel! Não é pouca porcaria! :P :D

Fomos levar nossas coisas para a casa que pegamos pelo Airbnb e em seguida já saímos para aproveitar praia.

Tínhamos lido um relato aqui mesmo no Mochileiros de uma moça que ficou no Money Bar, e que ela pôde usar a estrutura de espreguiçadeira, banheiro etc desde que consumisse algo no bar. Pegamos um táxi (deu 120 pesos, valor combinado antes de entrar no táxi), mas chegando lá não foi bem assim. Talvez as coisas tenham mudado, ou talvez foi porque estávamos em mais pessoas, ou talvez ele não foi mesmo com a nossa cara… mas nos cobraram 500 pesos em consumo (para nós três). Não ficamos muito felizes com a ideia, mas já que estávamos ali…

Pedimos logo um baldinho de cervejas, o jeito era relaxar e aproveitar o lugar maravilhoso onde estávamos!

Ali tem snorkel e máscara para alugar, mas levamos os nossos. Caímos na água e já ficamos encantados. Que transparência! Isso que estava nublado.

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Um tempo depois, começou a chover e a ventar forte. Ainda fizemos um lanche dentro do bar, na esperança de que o tempo melhorasse, mas não rolou. Pegamos outro táxi para ir embora (outros 120 pesos).

Mais tarde, saímos para conhecer o centrinho de Cozumel. Aquela coisa de sempre: lojinhas, artesanatos, restaurantes… só que tudo mais inflacionado.

Jantamos no Los Otates, a poucas quadras da beira-mar, saindo um pouco da parte mais badalada. Lugar simples, ceva gelada e comida típica mexicana, boa e barata. Precisa mais que isso? Comemos guacamole, tacos e burritos e gastamos ao todo 400 pesos.

 

8º dia

Nos encontramos na sede da Blue Magic com nossa dive master, a Cris, que para sorte nossa era brasileira e super querida.

O primeiro ponto do mergulho foi Palankar Jardines. UAU! Muitos corais coloridos. Vimos uma arraia imensa e uma tartaruga. Visibilidade de aproximadamente 50 metros! Demais! Passou em um piscar de olhos.

Voltamos para o píer para trocar os cilindros, e fomos para a segunda caída na água: Tormentos. Igualmente espetacular! Como comentei antes, o mergulho fez valer a pena a ida para Cozumel e os vários dólares desembolsados, a fama do mergulho lá não é de graça!

Para almoçar, fomos novamente no Los Otates, que comida gostosa!

Deu tempo ainda de tirar um soninho, e pegamos o ferry das seis da tarde para voltar à Playa del Carmen.

Na saída do terminal dos ferrys, o assédio dos taxistas é grande, assim como o preço. Queriam nos cobrar 100 pesos até o apartamento em que ficaríamos. Andamos mais três quadras e abordamos outro taxista, que nos cobrou 35 pesos! Aí sim!

Largamos nossas coisas e fomos em um supermercado próximo fazer praticamente um rancho, pois a estadia seria de sete noites. Jantamos no apê e ficamos por lá.

 

Playa del Carmen - 7 noites

 

Escolhemos ficar bastante tempo em Playa porque é um lugar de onde se chega a muitos pontos de interesse dos arredores com facilidade e para curtir praia, sem programação nenhuma, na hora que desse vontade. E foi uma ótima escolha. Intercalamos passeios com dias completamente à toa, que era exatamente nosso objetivo.

 

9º dia

Enchemos nosso isopor de Coronas e fomos para a Praia de Mamitas, a uns dez minutos do apartamento onde ficamos. É uma das mais conhecidas de Playa del Carmen. Cheia de hotéis à beira-mar e clubes de praia. É um lugar muito legal e ponto de encontro de tudo que é tipo de gente: famílias com crianças, hippies, mulheres de top less, homens de sunga fio dental, todo mundo convivendo na boa, curtindo a praia.

Como era o primeiro dia, demos uma caminhada de reconhecimento e nos ajeitamos em um lugar na areia. Apesar dos diversos estabelecimentos na praia, há uma faixa de areia livre, qualquer um pode chegar ali, colocar sua toalha ou canga e ser feliz!

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Basicamente, nosso dia se resumiu a intercalar chimarrões com banhos de mar, e a partir de um certo momento, intercalar cervejinhas com banhos de mar. Lanchamos uns petiscos que levamos (Sabritas e amendoins).

À noite, fomos conhecer a famosa 5ª avenida. É legal para passear, mas é uma rua cheia de lojas de grife caras, restaurantes das mais variadas cozinhas -caros- e até as lojas de artesanato são caras. Novamente jantamos no apartamento.

 

10º dia

Pegamos um táxi do apartamento até o ponto de onde saem as vans em direção a Tulum, na Calle 2 Norte, entre as Avenidas 15 e 20. A van custou 40 pesos por pessoa, ela deixa na estrada e de lá dá uns dez minutos de caminhada até chegar em Akumal.

Mal colocamos os pés na areia e fomos abordados por um homem que se apresentou como guia. Disse que Akumal atualmente é uma reserva protegida por leis, e que para mergulhar com as tartarugas é obrigatório estar acompanhado de guia e usar colete flutuante. Nos cobrou a bagatela, se estou bem lembrada, de 400 pesos por pessoa. Tínhamos lido diversas informações desencontradas na internet, algumas pessoas disseram ser obrigatório acompanhamento de guia enquanto outras relataram que fizeram tudo por conta própria. Mencionamos que gostaríamos de entrar no mar sozinhos, que já tínhamos nossas máscaras e snorkels, então ele mudou um pouco o discurso e disse que só era permitido entrar acompanhado de guias na área delimitadas por bóias, mas que para o lado direito da praia, após umas pedras, o acesso era livre.

Bom, fomos para a tal parte livre, e… não era bem assim. A parte “pertence” a um resort e o segurança não queria de jeito nenhum a gente ficar ali “perturbando” seus ricos hóspedes. Discutimos, batemos pé, até que coloquei a canga e sentamos ali, aí o bonito se plantou atrás de nós e ficou nos vigiando. >:( Fui para a água, puta da cara, enquanto os guris ficaram cuidando das nossas coisas.

Dentro da água, a história foi bem diferente. Não demorou quase nada para dar de cara com uma bela arraia! Logo em seguida, a primeira tartaruga. Linda! Mais pessoas se aproximaram dela, saí de perto e logo encontrei outra. E isso se repetiu por algumas vezes. Sempre que mais alguém se aproximava, eu me afastava e não demorava para encontrar outra, para que ficássemos “a sós”. :D  É simplesmente fantástico nadar junto com o bicho, no seu habitat natural, acompanhando seus movimentos. Ela sobe para respirar, depois mergulha de novo, se alimenta do capim que tem no fundo… e assim vai. É a coisa mais fofa!

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Bom, saí da água para deixar um deles ir mergulhar, e o nosso “guarda-costas” seguia lá! O Rodrigo foi para a água, e eu e o Rico desistimos de ficar ali com um vigia em cima de nós. Ele nos constrangeu até conseguir o que queria: pegamos nossas coisas e fomos para uma parte que não “pertencia” ao resort (coisa mais irritante um resort ou hotel possuir uma praia, lugar que sempre deveria ser público).

Depois disso, aproveitamos o resto da manhã com mergulhos e sempre encontrando as tartarugas.

Antes de ir embora, ainda fui perguntar em uma tenda que tem na entrada da praia como funcionavam os mergulhos com guia. A moça disse que não era obrigatório acompanhamento do guia, que na área demarcada era obrigatório somente o uso do colete (para proteção dos corais e das tartarugas), e que o serviço de guia “garantia que a pessoa veria tartarugas, porque os guias conhecem o lugar e sabem onde achá-las”. Enfim, como deu para ver, diversas informações desencontradas. Esse quiosque aluga todos os equipamentos para quem quer mergulhar por conta, e há inclusive lockers para alugar e deixar os pertences.

Saímos de lá com um sentimento misto. Tivemos uma experiência maravilhosa com as tartarugas, mas por outro lado sentimos que eles tentam enrolar os turistas com esse papo de guia obrigatório. Sem contar o episódio do resort…

Ficamos chateados porque é um lugar maravilhoso, que deve sim ter um controle de acesso para a sua preservação, mas de maneira organizada, com informações claras e operadores autorizados. Escrevendo este post, li algumas notícias de que Akumal esteve fechada para os mergulhos com tartarugas (no período logo após a nossa viagem), mas que já foi liberada novamente. Para quem está pretendo ir para lá, acho que vale a pena acompanhar a situação por aqui: http://www.ceakumal.org/ .

Fizemos um lanche no Oxxo que tem junto à saída da praia e voltamos até a estrada para pegar uma van até o Cenote Azul.

A van deixa na entrada do cenote, a entrada custa 80 pesos. O cara que nos vendeu as entradas disse que a gente não podia entrar com nosso isopor, mas que não havia problemas em deixar ali com ele.

Que lugar lindo e agradável! Que cor da água incrível! Há desde uma parte funda, onde a galera pula de cima da pedra, até pontos bem rasinhos. As pedras no fundo, em diferentes profundidades, dão à água variados tons de azul e de verde. Sensacional!

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Tinha muitas famílias, grupos de amigos, pessoas com crianças, casais. Apesar de ter bastante gente, o lugar é muito tranquilo. Sensação de paz! Ficamos lá o resto da tarde.

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Na hora de ir embora, estávamos na estrada esperando a van e de repente encosta um busão com a placa indicando que estava indo até Cancun. Nos olhamos e… porque não. Entramos no ônibus. Era um pinga-pinga, mas nos deixou na esquina do nosso apartamento! Tentei descobrir algo mais sobre esse ônibus, tipo frequência e horários, mas não encontrei nada. A empresa era Rutas del Sol.

No térreo do prédio onde estávamos, tinha uma loja de uma família argentina. Comemos umas empanadas bem gostosas, e ainda havia produtos para chimarrão (erva-mate, cuia e bomba). Fica a dica para algum gaúcho, argentino ou uruguaio que estiver por lá: Calle 34 Norte esquina com Avenida 40. ;)

 

11º dia

Para economizar, tínhamos comprado um protetor solar vagabundo, mas… ele não deu conta, então estávamos bem vermelhos e ardidos. Resolvemos ficar em um beach club, para poder ficar sob um guarda-sol (e a economia foi por água abaixo... hehehe). Escolhemos o Mamita’s Beach Club, um ombrelone com três espreguiçadeiras por 100 pesos em consumo por pessoa. Um detalhe importante é que eles não permitem que as pessoas levem bebidas ou alimentos de fora, então nesse dia deixamos nosso isopor em casa. Consumimos umas cervejas e uns petiscos lá, porque tínhamos que gastar esse valor, mas fora isso tem uma loja da Oxxo bem pertinho e dá para ir lá lanchar ou bebericar algo. ;) 

O dia foi completamente à toa, aproveitando aquela praia maravilhosa.

 

12º dia

Mais um dia de praia e sem grandes acontecimentos.

Pela manhã ficamos em um lado um pouco mais afastado da Praia de Mamitas, mas estava um pouco ventoso.

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Depois de almoçar em uma hamburgueria (Hamburgueria Brontos, um hambúrguer + um suco saiu 60 pesos), voltamos para o apê para tirar um cochilinho básico.

Saímos para conhecer mais um pedaço da 5ª Avenida. Lojas e restaurantes bodosos, enfim, não é a nossa.

À noite fomos ao Walmart. Aqui é o lugar para comprar souvenirs e bugigangas em geral em Playa del Carmen! A grande maioria dos souvenirs que tem à venda nas lojas da 5ª Avenida tem aqui por metade ou até um terço do preço! Tem tudo o que se pode pensar em comprar para levar de lembranças: ímas, bolsas de praia, camisetas, chaveiros, canetas, garrafinhas de tequila etc. Bugigangas variadas para aproveitar a praia também tem: bóias, máscara e snorkel, cadeira, guarda-sol, até colete salva-vidas. Todas as compras de souvenirs que queríamos, fizemos nesse dia. :P

 

13º dia

Queríamos ir a um lugar não tão turístico dos arredores e pedimos uma dica para o Edgar (proprietário do apê), ele nos indicou XCacel. Pegamos um táxi até o ponto das vans (30 pesos) e depois uma van até lá (45 pesos por pessoa).

É um lugar bem interessante porque combina praia (Xcacel) com cenote (Xcacelito). Dá para tomar banho de mar, caminhar poucos minutos e mergulhar no cenote. É uma área protegida e para entrar é necessário pagar uma contribuição. O valor sugerido é de 20 pesos.

Como qualquer praia da Riviera Maya, essa não decepcionou: é linda! É completamente roots, não tem estrutura nenhuma de quiosques, vendedores, resorts infernizando a vida alheia ou coisas do tipo. Possivelmente por isso, a praia estava bem vazia. As poucas pessoas por ali ficavam a muitos metros de distância umas das outras.

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Porém, o vento nesse dia estava muito forte e o mar bastante agitado. A ventania estava tão desagradável que resolvemos juntar folhas e pedaços de pau e construir um abrigo :D . Foi engraçado!

Ficamos amontoados na nossa “casinha”, tomando chimarrão e curtindo o visual da praia. As poucas pessoas que se animavam a entrar no mar saíam em poucos minutos, porque ele estava muito forte e com repuxo. Nós não encaramos.

Depois de um tempo, resolvemos ir para o cenote. Mas, se a praia estava ruim, o que todas as pessoas que estavam em Xcacel pensaram? Exato. Que no cenote estaria melhor.

O cenote é bem pequeno, está mais para um olho de água. E tinha um número de pessoas maior do que as que estavam espalhadas por toda a extensão da praia. Como o Edgar havia falado, é um local onde os moradores dos arredores vão para passar o dia, especialmente nos fins de semana. Estivemos lá em um sábado, então acredito que durante a semana seja melhor de conhecer.

Bom, o número de pessoas dentro da água levantou bastante areia e sedimentos do fundo, e a água não estava tão límpida como nos outros cenotes. Nos banhamos um pouco e decidimos voltar para Playa Del Carmen.

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Descemos no ponto final das vans e fomos conhecer o Portal Maya.

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Depois, ficamos na praia por ali mesmo. Havia uns barcos na areia, sentamos à sombra, comemos os sanduíches que tínhamos levado e tiramos até um cochilo.

Caminhamos pela beira do mar até Mamitas, que estava bombando! Cheia mesmo, espaços na areia estavam disputados. Como em Xcacel, o mar também estava bastante agitado e os banhos foram curtos. Já era final de tarde e fomos embora.

À noite, compramos uns produtos típicos no supermercado e fizemos uma janta mexicana. Guacamole, tortillas, quesadillas, frijoles… Nós três adoramos cozinhar, e curtimos muito comprar os ingredientes locais e fazer tudo! No fim das contas, não saímos para jantar nenhum dia em PDC, todo dia rolava uma janta deliciosa feita por um de nós!

 

14º dia

Último dia das férias! Contamos nossos pesos restantes e havia o suficiente para ficar novamente no Mamita’s Beach Club. Passamos o dia lá, de boas, entre banhos de sol, de mar, descanso à sombra, cervezitas, nachos… Enfim, um dia no esquema-patrão! B|

Fomos presenteados pelo melhor mar das férias todas: a água estava calma e a temperatura, perfeita. Tomamos longos banhos.

Chegamos tão cedo que o caixa do Beach Club ainda não estava aberto (para pagar pelas espreguiçadeiras), e ficamos até o sol começar a se pôr. Não queríamos ir embora…

Mas… voltamos ao apê, arrumamos nossas bagagens e fizemos nossa última janta. Ligamos para um taxista indicado pelo Edgar, combinamos para ele nos levar ao aeroporto de Cancún no dia seguinte. Nos cobrou 600 pesos. Existem ônibus da ADO que fazem esse trajeto, mas entre três pessoas a diferença fica tão pequena que não compensa.

 

15º dia

O José estava nos esperando no horário combinado, e lá fomos nós até o aeroporto. Figura simpática, foi conversando o caminho todo.

E assim, pegamos nosso voo de retorno ao Brasil.

 

Foi uma viagem incrível!

Os mexicanos são uns queridos!

A comida é deliciosa!

As praias... (suspiro) são paradisíacas!

Sem contar o patrimônio histórico-cultural, riquíssimo.

Destino para encantar diversos perfis (e bolsos) de viajantes.

 

Deixo aqui o vídeo que resume a trip:

 

 

Quem quiser ler em mais detalhes e ver mais fotos, está no meu blog: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/category/americas/mexico/ .

 

Se alguém tiver alguma dúvida, pergunta lá ou aqui, fico muito feliz em ajudar!

 

Abraços a todos e ótimas viagens!

Editado por Helen Pusch
Correção do texto
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licealvess    1

Olá, Helen!

 

Que relato incrível. Amei que vocês fizeram a maioria dos passeios com um isopor chei de cerveja. Copiarei a ideia em outubro! haha

Me passa o contato do taxista que levou vocês até aeroporto na volta, por favor.

:)

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Helen Pusch    6
Em 21/08/2017 em 18:50, licealvess disse:

Olá, Helen!

 

Que relato incrível. Amei que vocês fizeram a maioria dos passeios com um isopor chei de cerveja. Copiarei a ideia em outubro! haha

Me passa o contato do taxista que levou vocês até aeroporto na volta, por favor.

:)

Olá, licealvess!

 

Obrigada! Que bom que gostaste!

Sim, o isopor cheio de ceva foi nosso fiel amigo, praticamente o 4º integrante da trip xD. Além de ser bem mais barato (a gente comprava o fardo com 12 latas de Corona no super por 120 pesos!), a ceva ficava mais gelada também, eles não são muito adeptos da bebida gelada como nós brasileños.

Infelizmente não guardei o contato do taxista... falha minha. Vou tentar entrar em contato com o proprietário do apartamento em que ficamos em PDC, pois foi indicação dele. Se eu conseguir, te passo.

Abraço!

 

 

 

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Bom dia, Helen. Estou indo com o meu namorado em outubro. Vamos passar 20 dias. Mas nosso cronograma de viagem está um pouco mais apertado, pois queremos passar mais dias em Oaxaca (para o dia de los muertos) e ir a Palenque. Estamos até agora em dúvida se de lá vamos para San Cristóbal de las Casas ou Mérida/Chichén Itzá. Queria saber se você lembra se esse ônibus que vocês pegaram de Mérida para  Chichén Itzá, se ele faz o trajeto de volta "direto" (ou se ele vai por outros lugares antes de voltar para Mérida) e se tem horários no trajeto de volta que viabilize voltarmos a Mérida (caso não der tempo de ir para Tulum) no mesmo dia do passeio.

Grata pela atenção!

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    • Por Leandro Z
      "Desconhecidas" porque ainda não são famosas. Não achei quase nenhum relato sobre elas, mas vocês precisam conhecer esta maravilhosa região, a 600km da Cidade do México, que ainda est[a barata (se não for com agências que encontrar na internet).
      Huasteca Potosina é uma região de rios e cachoeiras. A principal saída para suas atrações é Ciudad Valles, em San Luis Potosi, 570km da Cidade do México, 10h de ônibus, MXN$1377 (ida e volta, viaje de madrugada).
      Eu tentei reservar os passeios por duas agências que encontrei na internet: Huaxteca.com. e Ruta Huaxteca. A primeira nem me respondia no zap. A segunda pediu um depósito antecipado (eu estava na Cidade do México), fui até a loja de conveniência mais de uma vez e o sistema inteiro estava fora do ar, informei a agência e ela, de muita má vontade, não facilitou em nada e ainda falou que eu tinha tempo para ir outra hora fazer o tal do depósito (disseram deste jeito mesmo!).  Desisti e ISSO FOI MUITO BOM, pois os preços das agências são mega caros e, em alguns casos, guia é desnecessário.
      A recepcionista do nosso hotel, Hotel Riviera, simpaticíssima, nos ajudou muito, ligou para guias, pediu táxi, nos auxiliou. Talvez o guia fosse parente dela e estivesse fazendo um trabalho por fora, a cidade é pequena, deve ter muito disso, não importa, foi melhor assim.
      Enfim, a minha dica é que não precisa fechar com agência antecipadamente. Feche os tours quando chegar lá. Às vezes nem precisa de guia, pegue um táxi e vá! Inclusive, pode ganhar muito tempo com isso.
      Os passeios foram:
      Cascadas de Tamul – precisa de guia por causa da canoa, remos, colete e o cara ajuda muito a remar. A recepcionista do hotel nos colocou em contato com ele e fomos até o ponto de encontro com táxi. O passeio consiste em remar por um pouco mais de 1h até a cachoeira, que é vista de longe (dá para chegar mais perto andando), mas muito bonita. Também passa pela “Cueva del Agua”, um poço muito gostoso dentro duma gruta. O passeio cansa (depende também de quantas pessoas estiver na canoa), mas sempre vale a pena! Paguei MXN$250 + táxi, que não lembro quanto. O taxista nos buscou e ainda levou pra Puente di Dios.

      Puente di Dios – precisa de colete, o qual se aluga no local por MXN$25 (algo assim), a entrada não é cara, uns MXN$100. O caminho é bem demarcado, não precisa de guia (na agência, o passeio custa MXN$850, eu teria me arrependido profundamente se tivesse acertado com ela). Chegando lá, é quase um cenote, cachoeira pra todo lado, água bem gelada e correnteza forte. Lugar maravilhoso. Deixe a correnteza te levar e passe por uma gruta e do outro lado  tem mais quedas d’água! Este lugar é sensacional!

      Saltos de Micos – Dia seguinte... a recepcionista do hotel entrou em contato com um guia, que foi nos buscar no hotel. De lá, fomos para Micos, onde havia outro guia que nos forneceu os coletes. O tour tem este nome porque você realmente tem que descer o rio saltando as cachoeiras! A maior delas tem 9m. É o tempo inteiro na água e o guia é essencial para te indicar onde pular, aonde ir e etc. Excelente passeio, menos para idosos.

      Minas Viejas – impressionante a cor da água! A queda é bem alta e fizemos rapel ao lado dela. É possível chegar ao local sem guia e pagar para fazer o rapel. Para quem não quiser, é possível descer por escadas e se banhar embaixo. Lugar lindo e muito gostoso para nadar. De lá, fomos almoçar (já passava das 15h). O passeio todo com transporte, rapel, almoço saiu MXN$1.100

       
      Quando marquei a minha viagem para Cidade do México, fui procurar cachoeiras nas proximidades e encontrei este belíssimo lugar! Estranho que nem os mexicanos com quem conversei na Cidade do México o conheciam! Parece que é pouco divulgado, mas o guia disse que está aumentando o número de turistas, principalmente vindos da parte norte do México.
      Merece a visita!


    • Por fmoreira
      CIDADE DO MÉXICO E ARREDORES
      Vôo cansativo, nove horas (sem contar o trecho Rio x Guarulhos e o tempo infernal de conexão). Cheguei na Cidade do México às 7:00 pelo horário local. Ainda que gastando um pouquinho mais, já havia reservado o hotel com a diária a partir do dia anterior para evitar ter que esperar até 14:00 para o check in, o que foi muito bom porque eu precisava dormir e ainda por cima, chovia. Quando acordei, já estava disposta para perambular a pé e tentar pegar o clima da cidade e até a chuva já tinha dado uma trégua. A partir do hotel no bairro Juarez, peguei a badalada Avenida Paseo de La Reforma no sentido do Museu de Antropologia. Já pela Avenida você sente que a cidade está anos-luz à frente do Rio de Janeiro no quesito policiamento. Bem, eu viajei sozinha, andei muito sozinha, com uma câmera profissional relativamente cara e não me senti insegura um só minuto, apesar de todas as mil recomendações recebidas com relação ao perigo. Cheguei à conclusão que os cariocas estão realmente jogados às traças e ao descaso da administração pública. Essa área da cidade é muito moderna, prédios gigantes, embaixadas, grandes empresas, bolsa de valores, shopping centers, similar à Avenida das Américas, porém mais organizada e mais amigável, com jardins (e pessoas sentadas nos bancos sim!!!), muitos cafés, exposições ao ar livre, bicicletas nas ciclovias. Aos domingos, o trânsito é fechado aos carros e vira uma enorme área de lazer, que comporta inclusive competições, como um Aterro do Flamengo.
      Refiz meu roteiro de forma a passar para os primeiros dias, os pontos turísticos fechados,já que a chuva e o frio incomodaram um pouquinho. E o recomendadíssimo Museu de Antropologia sugou toda minha tarde, com seu grande pátio retangular, cercado em três lados por dois andares de exposições. O andar térreo reserva as exposições relacionadas ao México pré-hispânico, enquanto acima, as salas estão reservadas aos descendentes indígenas. Tudo é muito organizado. Passar pelas salas correndo seria um desperdício. É nesse museu, que está exposta a Pedra do Sol, também conhecida como Calendário Asteca, encontrado em 1970 nas escavações arqueológicas do Templo Mayor. De deixar o queixo caído!!!
      Na Cidade do México, usei muito o serviço do Turibus, que é um ônibus panorâmico de turismo, onde você pode descer em qualquer ponto, retornando posteriormente, além da possibilidade de usar os quatro circuitos. O negócio funciona relativamente bem por um preço bem barato (140 pesos, aproximadamente 33 reais), mais barato que taxi e mais confortável que o metrô. Claro que o ápice desse circuito foi a chegada ao Museu Frida Kahlo, a casa azul onde a majestosa pintora nasceu e cresceu, onde viveu com o Rivera e onde repousa suas cinzas (em uma urna, sobre a penteadeira no quarto superior). Mas vamos falar sobre Coyoacán, que na língua nativa mexicana náuatle significa "lugar de coiotes", bairro que mantém sua identidade tranquila, com ruas estreitas da era colonial, cafés e bares aconchegantes. Porém no Jardim Centenário, assim como na Praça Hidalgo, sendo domingo, há um fervilhão de pessoas curtindo os músicos, mímicos e artesãos e a visita fica mais interessante ainda. Da praça até a Casa Azul são seis quadras, passando pelo Mercado, mas antes de seguir vale uma parada na Igreja de San Juan Batista. Eu acredito que se o dia estivesse ensolarado eu teria mais interesse em passsar pelos demais pontos do Turibus, principalmente para ver de pertos os mosaicos de Juan O'Gorman que cobrem as paredes dos dez andares da Biblioteca Central, mas confesso que nesse dia fiquei no modo turista superficial, dominada pelo péssimo humor dos dias nublados.
      Na segunda-feira, pelo hotel, consegui o contato de uma agência de turismo e resolvi fazer as Pirâmides de Teotihuacan. Seria fácil ir por conta própria, mas cheguei à conclusão que um tour facilitaria a questão de conhecer a história através de um guia, além de conhecer pessoas e me misturar um pouco mais. A parte ruim foi que a Monopolis leva à sério os acordos firmados com os comerciantes locais e exagera no tempo destinado às compras e consequentemente reduz o que interessa. Nesse tour, o tempo gasto na loja caríssima próxima às Pirâmides, poderia ter sido utilizado na Basílica que foi insuficiente. O mesmo aconteceu no tour à Taxco com as lojas de prata, cujo tempo poderia ter sido utilizado para percorrer as lindas ruas do vilarejo e eu praticamente "briguei" com o guia para não entrar na segunda loja. Mas vamos ao que interessa...
      O complexo das Pirâmides de Teotihuacan já foi a maior cidade da mesoamérica e está distante da Cidade do México em 50 Km. É a maior cidade antiga do país e a capital do que foi provavelmente o maior império pré-hispânico do México. A única coisa muito incômoda são os vendedores ambulantes (me senti em Salvador, me desviando das fitinhas). O tempo abriu, o sol apareceu com o céu azul mais intenso que jamais havia visto. A cidade era dividida em quartos por duas grandes avenidas que se uniam perto de La Ciudadela, uma delas com um traçado norte-sul, é a famosa Calzada de los Muertos, chamada assim porque os astecas acreditavam que as imensas construções que a ladeavam eram tumbas enormes, construídas por gigantes para os primeiros governantes de Teotihuacan (do século 1 até o século 8, os astecas apareceram posteriomente). Embora a antiga cidade tomasse 20Km2 de território, a visitação está restrita aos 2km da Calzada com seus os principais monumentos: o Templo do Sol e o Templo da Lua em cada extremidade.
      Pirâmide do Sol - é a terceira maior do mundo, perdendo para a de Queops no Egito e a de Cholula, também no México (mas essa só tem maior base, logo, no olho eu já a promovo à segunda maior, com 222 metros de base de cada lado e 70 metros de altura e 248 degraus. A crença dos astecas que a estrutura era dedicado ao Deus Sol foi confirmada em 1971 com a descoberta arqueológica de artefatos religiosos em um túnel subterrâneo de 10 metros que vai do lado oeste até uma caverna bem no centro da pirâmide. Acredita-se que a parte frontal era pintada de vermelho, tornando a visão com o pôr do sol pra lá de radiante.
      Pirâmide da Lua - aparentemente tem a mesma altura da Pirâmide do Sol, mas foi na verdade construída em uma parte mais alta do terreno. Foi concluída posteriormente, por volta do século 300. A Plaza de la Luna, bem em frente é espetacular, tem doze plataformas de templos, que totaliza treze com a própria pirâmide, o que os arqueólogos entendem ter a ver com o calendário mesoamérico.
      Parada para o almoço e meu primeiro contato direto com a comida mexicana. Não vou me prolongar no assunto: meu problema não foi a pimenta, mas sim o milho. Toda massa tem milho: tortilhas, tacos, nachos, quesadilhas. Uma tortura. O frango é anêmico. Não rola um bifão e as famosas sopas são ralas. Tive sorte apenas em um restaurante com um frango com molho de pimentões em Taxco e em Puebla com o "mole". Provavelmente vou ficar um bom tempo sem comer no Subway porque extrapolei meu limite de sandubas por uma vida.
       
      No fim da tarde fizemos a visita rápida à antiga e nova catedral de Guadalupe. A antiga está nitidamente cedendo e tombando, internamente dá para sentir uma ligeira ladeira e a nova, de 1970 é espetacularmente linda por dentro, o que surpreende por seu exterior simplório. A Virgem de Guadalupe foi declararada oficialmente a padroeira do México em 1937 e sua imagem está por todos os cantos.
       
      Como todas as grandes cidades de países colonizados pela Espanha o Centro da Cidade do México reserva uma grande praça, lá chamada de Zócalo, construída sobre o que, alguma vez, foi o epicentro de Tenochtitlan (capital da civilização asteca). É uma das maiores do mundo, foi testemunho de importantes eventos políticos, cívicos e culturais do país no últimos 700 anos. Debaixo da praça, na estação do metrô, é possível ver maquetes e fotografias da região através dos séculos. Ao redor, a Catedral que levou 200 anos para ser construída o Palácio Nacional, onde os murais fantásticos de Diego Rivera, chamado “México através dos tempos”, pintado entre 1929 e 1951, deixou meu queixo simplesmente no chão!! Há pouco tempo, descobri que há possibilidade de vislumbrar o Zócalo do alto do campanário da catedral, mas não fiz. Vacilona, não estudei o destino como deveria.
       
      E enfim, chegamos ao Templo Mayor, que foi um dos principais templos dos astecas na sua capital Tenochtilan, atual Cidade do México. O templo era dedicado a dois deuses simultaneamente: Huitzilopochtli, o deus da guerra e Tlaloc, deus da chuva e da agricultura, cada um deles com um santuário no topo da pirâmide e cada um destes com a sua própria escadaria. Medindo aproximadamente 100 por 80 metros na base, o templo dominava um Recinto Sagrado. A construção do primeiro templo teve início algum tempo depois de 1325, tendo sido reconstruído posteriormente por seis vezes. O templo foi destruído pelos espanhóis em 1521 e ruínas foram tombads pela Unesco em 1987. Os objetos encontrados nas escavações atualmente fazem parte do acervo do Museu do Templo Maior, que merece algumas horas de atenção. O acervo ainda contempla a medalha recebida pela guatemalteca Rigoberta Menchu pelo Nobel da Paz de 1992, pela sua campanha pelos direitos humanos a favor dos povos indígenas, doada pela própria ao México, onde esteve exilada por anos.
       
      E então eu tive que voltar ao Centro em um outro dia para fazer os demais pontos turísticos dessa vez começando pela Alameda Central que é um grande parque com muitas árvores, fontes e bancos e que tem em uma de suas extremidades o Museu Mural Diego Rivera, que foi construído em 1987 com o objetivo de guardar o grande mural “Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central”, que originalmente estava no restaurante do Hotel del Prado até que este sofreu danos em um terremoto (mas o mural nada sofreu). No dia, o museu não mantinha nenhuma outra exposição, mas só o mural vale a visita e um senhor chamado Arturo me contou toda a história do mural e ainda me levou ao subsolo para ver fotografias de como um estacionamento se tornou o museu e como o mural foi transportado. Diego Rivera, mais um vez me encantou. O mural, de 65 metros quadrados, conta a história do México em ordem cronológica: com a conquista pelos Espanhóis, o massacre dos infiéis com o domínio da Igreja Católica, a manifestação dos direitos da mulher. Trata-se também de uma das mais polémicas obras do pintor, graças à inscrição da frase "Deus não existe", situação que remeteu o mural para a censura, ficando nove anos sem ser exposta. Apenas em 1956 o mural voltaria a ser exibido livremente, depois de Rivera ter substituído a controversa frase por uma outra inscrição. E é nessa obra que a Catrina, o mais famoso personagem folclórico do México foi imortalizado, mas isso é papo para mais tarde. Cheguei cedo e o museu estava fechado, então aproveitei para ir em La Ciudadela (umas quatro quadras da Alameda), um local que centraliza a venda de artesanatos, onde fui comprar os crânios coloridos, que deixei de comprar em Oaxaca pela metade do preço, porque fiquei com medo de quebrar na agitação entre uma cidade e outra.
       
      Na outra extremidade da Alameda Central está o fantástico Palácio das Artes. Dez minutos depois que entrei, começou uma visita guiada gratuita. Eu sou sortuda???? Mais ou menos.... Eu acho que foi para compensar a falta de sorte com o cancelamento da apresentação do Ballet Folclórico exatamente no dia em que eu estava na cidade. Na verdade, só descobri a visita guiada por conta da minha cara de decepção na bilheteria. No fim da visita, a funcionária que fica na função de informações estava do lado de fora com um cartão postal do Ballet para me presentear e o mais interessante ela estava estudando português com um professor paulistano.
       
      Atravessando a rua, contrastando com a arquitetura, encontra-se a Torre Latino Americana, o primeiro arranha-céus da cidade, construído entre 1949 e 1953 com 43 andares. Na cobertura há um mirante interessante com visão 360 graus da cidade abaixo, incluindo a Calle Francisco Madero, onde fica a Casa dos Azulejos (prédio que vale pela arquitetura, não pelo café) que corta o centro da torre até o Zócalo e foi essa que atravessei mais uma vez para então visitar os murais de Orozco e Siqueiros no antigo Colégio de Santo Idelfonso. Imperdíveis.
       
      E a vida noturna? Não sei dizer como é!!! Eu tinha três programas no roteiro: o ballet, a luta livre e os mariachis na Plaza Garibaldi. Os dois primeiros tive um desencontro de agenda e o terceiro optei por não ir porque estava sozinha e sempre que chegava cansada no hotel, depois de andar como um camelo por todo dia, a preguiça me vencia.
       
      Castelo de Chapultepec - Trata-se de um palácio, localizado no alto da colina de Chapultepec, no centro do Bosque de Chapultepec, onde está localizado o Jardim Botânico, Zoológico. É uma área gigantesca e andei por toda a manhã e posso garantir que não conheci tudo. Construído na época do Vice-Reino da Nova Espanha como casa de verão e depois foram-lhe dados diversos usos, desde armazém de pólvora até academia militar, em 1841.
       
      Museu Soumaya - Inaugurado em 2011 pelo seu fundador, o empresário Carlos Slim, o museu abriga uma das mais importantes coleções particulares de arte e conta com a maior coleção de Rodin fora de território francês, também há obras de Pietro Bazzanti e Camille Claudel. A arquitetura é só para abrir o apetite. São seis andares, divididos em seis grandes salas. Há obras de Diego Rivera, Rufino Tamayo, José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros e Dr. Atl, Georges Braque, Salvador Dalí, Pablo Picasso e Joan Miró; Jean-Frédéric Maximilien de Waldeck e Mónico Guzmán Álvarez, assim como peças de cerámica, concha e piedra de arte mesoamericano procedentes de Colima, Guanajuato, Jalisco e Nayarit.
      O mais interessante é que a inauguração teve a participação de Gabriel Garcia Marquez, o nosso Gabo.
      Xoximilco - fica distante uns 20Km do centro e é conhecido como "Veneza Mexicana", pois seus canais abrigam barcos coloridos, chamados "trajineras", que levam os turistas para cima e para baixo, ao som de mariachis e marimbas (pagos à parte). Eu, particularmente não gostei, achei enfadonho, os canais fedem e é muito "turistão". Talvez no fim de semana seja um pouco mais animado e interessante. Mas eu não indico. Para ajudar, no retorno, pegamos o famoso engarrafamento fenomenal da Cidade do México.
       
       
      PUEBLA E OAXACA
       
      E no fim, pelo comodismo, optei por ir para Oaxacana partir de Puebla, onde cheguei por um tour, onde conheci um casal de espanhóis de Salamanca e batemos perna pelas ruas. Paramos para almoçar em um local bem interessante, La casa de los muñecos, onde experimetamos a deliciosa cerveja pueblana e o famoso frango com "mole", o molho estranho com chocolate. Acho que foi o que de mais diferente comi em todo México e que curiosamente gostei.
       
      No fim do tour, me deixaram na rodoviária para continuar para Oaxaca, em uma distância de aproximadamente quatro horas em ônibus relativamente confortável, treinando o espanhol com um filme na TV. Da Estação de Oaxaca até o Centro histórico foram dez minutos, onde ficava meu hotel, brilhantemente escolhido, colado ao Zócalo, onde não parecia estar muito seguro, pois alguns acampamentos de manifestantes ocupavam os arcos dos prédios centrais, mas no fim nada aconteceu. Foi uma das cidades que mais gostei, é o reduto indígena do país e o melhor local com relação aos artesanatos (fui idiota em levar uma mala pequena).
       
      No primeiro dia, pela manhã fui ao Monte Alban, a antiga capital zapoteca, um sítio arquelógico 400 metros acima a cidade. Na entrada, há um museu bastante interessante com toda a explicação sobre a primeira civilização a utilizar a escrita. As esculturas dos "dançantes" me deixou encantada, assim como a representação das mulheres em trabalho de parto. De lá fomos a uma comunidade e casa de um escultor para a comum venda casada de artesanatos, mas acabou que foi bem legal e até me rendi a comprar um sapo. Almoçamos em um racho e o dono estava com uma camisa do Brasil!!! Seguimos na parte da tarde para o Templo Cuilapam Guerrero, também conhecido como Convento de St. James, uma obra majestosa iniciada em 1559 e nunca foi concluída. Foi planejado para atrair tantos povos indígenas que se converteu ao catolicismo, as dimensões gigantescas que exibe sugerem que tendo terminado pode ter sido o monumento melhores e mais bonitas da América colonial espanhola. Neste local foi baleado general Vicente Guerrero um 14 de fevereiro de 1831, um dos independentistas mexicanos. Quando cheguei no hotel, tinham cinco mil mensagens no celular por conta das notícias que estavam chegando no Brasil sobre Patrícia, um mega furacão que havia passado pelo litoral mexicano que provocou muita destruição e eu completamente alienada no meu torpor de férias históricas. Ainda bem que eu havia escolhido estar longe das praias.
       
      No segundo dia, parte do pessoal do dia anterior estava no meu tour e ainda fiquei treinando meu inglês ruim com um americano no hall do hotel que inclusive me chamou para jantar, seguimos para Teochillan del Valle, pueblo com tradição nos tapetes cuja lá é colorida com plantas e outros colorantes naturais (poupei meu bolso, porque estavam fora do meu orçamento) e paramos nas bodegas de mezcal e tequila. Lá eu com a gengiva dormente com as provinhas!!! Na parte da tarde fomos ao Sítio de Mitla, com sua arquitetura espetacular, formada de mosaicos e depois fomos para Hierve el Agua, uma formação rochosa que parece uma cachoeira de pedras. Nesse caso, as fotos valem mais que mil palavras.
       
      Últmo dia: photostreet!!!! Tirei o dia inteiro andando pelas ruas, entrando nos mercados, visitando as igrejas e museus. Chorei na emocionante missa da catedral. Acabei com minha sapatilha. Me rendi às batas bordadas. Assisti a uma manifestação de feministas. Tomei café em várias paradas. Almocei no restaurante sobre os arcos da praça e fiquei vendo a vida oaxacana passar. No fim da tarde, tomei meu rumo para rodovária para seguir rumo à região de Chiapas, ainda mais ao sul, para a cidade de San Cristobal de las Casas, 13 horas de viagem.
       
      CHIAPAS
      Eu queria ir ao sítio arqueológico de Palenque e fiz a escolha incorreta, não que San Cristobal de las Casas não tenha sido legal, mas é que eu poderia ter seguido direto para Palenque (seriam 3 horas a mais), continuado para Mérida (seriam 7 horas a mais na noite do dia seguinte) e o famoso sítio Chichén Itzá, e então teria voltado de Merida para CDMX de avião, assim como fiz ao voltar de Tuxtla. Teria aproveitado mais porque não vi nada de interessante em Agua Azul (que estava barrenta) e Misol Ha (parece que só estão lindas em uma parte do ano) e o tal Canion do Sumidero também não, só demonstrou que as garrafas pet são as grandes vilãs do meio ambiente. Esses dois passeios mais o dia chuvoso de San Cristobal seria o suficiente para ir mais ao sul.
       
      Na manhã de chegada, com a chuva, optei por ir para o hotel, único ruim de toda a viagem, mas bem localizado, levantei um pouco antes do almoço, ainda chuviscava mas ainda assim saí para comer e para reservar os passeios dos dias seguintes, a cidade é minúscula e em dez minutos dá para cruzar a Praça 31 de maio até o Cerro de Guadalupe pela movimentada Calle Real Guadalupe, somente de pedestres. A minha sorte é que nesse período estava acontecendo o Festival Cervantino, com apresentações de escolas de ballet, música, um show de tango e crianças apresentando Don Quioxote.
       
      E então vou me ater a falar de Paleque, que realmente foi o ápice da viagem ao sul do México. De San Cristobal até o sítio arqueológico é uma longa viagem, partindo às cinco da manhã, o que possibilita ver o sol nascer entre as montanhas e florestas, com aquela neblina suspensa. Se tivéssemos seguido à Palenque direto teria sido mais produtivo, pois já chegamos no fim da tarde, pois paramos nas tais cachoeiras sem graça.
       
      Jóia da arqueologia no México, Palenque é o mais importante conjunto de ruínas maias da América Central. Sob o comando de K’inich Janaab’ Pakal – Pacal, o Grande – seu governante mais importante, que assumiu o poder no ano de 603, Palenque viveu o auge da construções de edifícios inovadores. Um dos projetos mais impresssionates foi o hoje chamada de Palácio, com paredes e teto cobertos de argamassa feita com conchas moídas e cal, moldadas com figuras que representam as cerimônias e atividades dos governantes e dos deuses. O Templo das Inscrições, a imensa pirâmide que domina a praça central , também conta o dia-a-dia de quem governava os maias da cidadela. Sua importância não para aí. O edifício é um dos mais estudados do mundo maia, não apenas por ter uma função crucial – servir de monumento funerário para o rei Pacal – mas também por ter as incrições mais detalhadas e importantes já encontradas por quem pesquisa o mundo maia. Há, ainda, painéis esculturais dentro da tumba de Pacal. Ficamos duas horas por lá. Pouco, muito pouco!!!
       
      MEXICO CENTRAL - GUANAJUATO, MORELIA E PATZCUARO
      Para retornar do sul, optei por fazer por aéreo, porque meu tempo estava curto e eu ainda tinha Guanajuato e San Miguel do Allende antes de chegar à tradicional Festa dos mortos em Morelia e Patzcuaro. De San Cristobal de las Casas peguei um ônibus até Tuxtla de Guitierrez e de lá um vôo pela Aeroméxico para a capital, do aeroporto peguei um taxi para a rodoviária e seguindo o conselho da minha companheira fantástica de vôo, comprei minha passagem pela ETN e super confortavelmente cheguei à Guanajuato, a cidade mais fantástica do México!
       
      O centro histórico de Guanajuato possui um característico sabor europeu, com centenares de becos de pedras que sobem e descem a ladeira. As praças arborizadas estão cheias de cafés ao ar livre, museus, teatros, mercados e monumentos históricos. Os edifícios da cidade são um excelente exemplo da arquitetura colonial de estilo neoclássico e barroco. Uma rede de túneis subterrâneos corre debaixo da cidade para ajudar a controlar o fluxo do tráfego.
       
      Conhecida como o berço da Independência do México, esta cidade é uma importante parada ao longo da Rota da Independência, que também passa pela Dolores Hidalgo e San Miguel de Allende. Percorre a Alhóndiga de Granaditas, um edifício e monumento histórico localizado no centro da cidade, e o lugar onde aconteceu a primeira grande vitória sobre os espanhóis em 1810. É uma cidade de lendas e lugares lendários. Um dos mais conhecidos é o famoso "Callejón del Beso" (Beco do Beijo), um lugar muito estreito onde os casais podem se beijar desde varandas opostas. Não podemos deixar de participar de uma "callejoneada", ou serenata a pé, dirigida por músicos estudantes que, acompanhados por violões, oferecem serenata aos presentes e contam histórias locais.
       
      Anualmente, a cidade alberga o Festival Internacional Cervantino (eu cheguei com uma semana de traso), um evento de artes cênicas nomeado em honra a Miguel de Cervantes Saavedra, autor de Dom Quixote de la Mancha. Há menção a Cervantes em cada esquina, com muitos monumentos e um museu fantástico!!! A cidade abriga também a a casa do famoso muralista Diego Rivera, nascido neste mesmo estado, que foi convertida num excelente museu. Gostei tanto da cidade que abri mão de San Miguel do Allende para ficar dois dias por lá.
       
      e Guanajuato até Morélia é bem rápido, acho que três horas, não lembro bem. Cheguei no final da tarde, coloquei as malas no hotel e já fui dar uma volta na praça central e o clima Noche de los muertos já pairava no ar, com as crianças fantasiadas, lindas mulheres vestidas de Catrina, decoração fantástica, velas, "oferendas" e a flor típica em todos os lugares, chamada de la cempasúchil, que eu já era apaixonada e chamamos aqui de cravo francês.
       
      E como funciona o Dia dos Mortos? Eu segui o rito turistão: fechei um tour com uma agência local, a Morelianas, e segui para visita aos cemitérios locais em Pátzcuaro e Tzintzuntzan e o mais tradicional de todos, na Isla de Janitzio . É muito interessante, como as pessoas encaram a "comemoração". Que na verdade é uma celebração da vida, a saudade dos que já foram, para que sejam relembrados e não renegados à terra dos esquecidos. A festa está dividida em duas etapas, entre o 31 de outubro e 1º de novembro, os mexicanos celebram as almas que morreram quando crianças, no Día de los Angelitos. Já o dia seguinte é dedicado a quem foi para o outro mundo durante a vida adulta. É uma festa linda de se ver.

      De origem indígena, o Dia de Finados mexicano comemora as vidas dos ancestrais, que nessa época voltam do outro mundo para visitar os vivos. Os povos indígenas tinham cerca de um mês inteiro dedicado aos mortos: o nono do calendário asteca, equivalente ao nosso agosto. Quando os espanhóis chegaram naquelas terras, se assustaram com esses costumes e logo trataram de cristianizar a festa, que teve a data alterada para coincidir com o Dia de Finados católico. As famílias preparam verdadeiros banquetes, as pessoas se enfeitam e as crianças se divertem em suas visitas aos mortos, nos cemitérios!
       
      Cheguei ao hotel às cinco da manhã, realizadíssima por ter conseguido fazer a viagem que estava em meus planos há tanto tempo.
       
      Morelia é a capital do Estado mexicano de Michoacán e tem a mais linda arquitetura colonial dentre todas as cidades que conheci. A catedral começou a ser construída em 1660 e foi concluída em 1744 com a fachada em estilo barroco e interior neoclássico. É simplesmente fantástica, principalmente a iluminação noturna. A rua principal fica fechada aos domingos para lazer e no fim dela há um gigantesco aqueduto. Agora, o maior espetáculo da cidade é o Santuário de Guadalupe, com seu interior magnificamente decorado pelo artesão Joaquín Orta, cheio de adornos florais, coloridos em tons de rosa e lilás. Li em um guia que parece um templo hindu. É verdade.
       
      Havia comprado minha passagem de retorno à Cidade do México para a manhã do dia 03/11 e acidentalmente peguei um taxi na porta do hotel que descobri que havia sido chamado para outra pessoa. Conversando com o taxista, falei sobre o fato de não ter ido à Patzcuaro durante o dia e que tinha planejado os horários do dia e tal e seguimos para a rodoviária, chegando lá ele sugeriu que eu trocasse minha passagem e me cobrou 400 pesos (aproximadamente R$ 100,00) para me levar a Patzcuaro e rodar comigo pelas redondezas, ao sítio arquelógico e me "devolver" na rodoviária no fm da tarde. Consegui trocar e lá fomos nós. Coisas do destino. E assim, conheci Patzcuaro (e mais um muralista Juan O'Gorman), Quiroga e ainda consegui comprar as Catrinas por 1/4 do preço no pueblo dos artesãos que vendem para as grandes cidades.
       
      De volta à Cidade do México para um dia e meio de sol! Aproveitei a manhã no Castillo de Chapultepec e voltei ao Centro para fazer a visita guiada ao Palácio de Belas Artes
      (que para minha sorte também estava apresentando uma exposição fantástica de grandes fotógrafos), subir ao topo da Torre Latino Americana, andar a pé pelo Paseo Francisco Madero e passar a tarde toda nos murais de Siqueiros e Orozco no antigo Colégio Sao Idelfonso, hoje Museu de Arte e correndo as ruínas do Templo Mayor. Fechei o último dia com mais Rivera e uma corrida ao Museus Soumaya.
       
      HOSPEDAGEM:
      Cidade do México: Hotel del Principado - Atendimento espetacular, apesar da estrutura merecer uma boa reforma. Bem localizado, atrás do Shopping Reforma 222 e rua do Museu de Cera. Excelente custo x benefício.
      Oaxaca: Hotel Trebol - O melhor hotel de toda viagem pela localização, pelo conforto e atenção do staff. O preço para qualidade me surpreendeu, mas creio que foi uma promoção conseguida pelo Hoteis.com, uma vez que a tabela de preços da recepção estava o dobro.
      San Cristobal de las Casas: Hotel Casa Madero - Praticamente um pulgueiro bem localizado. Cama barulhenta, cheiro de mofo, chuveiro tipo splash que molhava até para fora da cortina. Mas foi tpo preço de hostel para um quarto privado. Então tá bom, né? Bolso agradeceu.
      Guanajuato: Hotel San Diego - De cara para o gol! Ao lado do Teatro Juarez. Quarto enorme, confortável. Chuveiro fantástico. Equipe insossa. Doeu no bolso, mas eu merecia depois do sufoco em San Cristobal.
      Morelia: Hotel Casino - Muito bem localizado, praticamente no quintal da Catedral. Quarto pequeno, mas longe do barulho do restaurante do térreo. Bom custo x benefício.
       
      RESTAURANTES: Não vão ser dicas brilhantes, porque eu nunca fui muito fã de comida mexicana e lá a coisa piorou.
      Oaxaca: El Asador Vasco - Fantástico!!! Ambiente legal, atendimento nota mil e um filé dos deuses. Sentei no varandão e fiquei lá vendo a vida passar.
      San Cristobal de las Casas: El Argentino - A melhor carne e salada que comi em toda minha vida! Melhor que na Argentina!
      Guanajuato: Casa Valadez - Tanto para o café da manhã quanto para o almoço é uma excelente opção!
      Morelia: Pulcinella - Fettucine al Alfredo. É isso!
      De resto, eu só posso dizer que Subway, Burger King e o meu preferido Crepes & Waffles foram a minha salvação!!!
    • Por Helen Pusch
      Olá, [email protected]!
       
      Em janeiro/2017 passei 24 dias no México com meu marido e um amigo. Sabem aquela viagem que combina povo acolhedor, história rica, patrimônio cultural, paisagens incríveis, comida deliciosa e praias paradisíacas? Pois é! Em resumo, foi assim!
       
       
      Nosso roteiro de viagem foi basicamente esse:
       
      30/12 - Chegada +- 12:00 na CDMX
      31/12 - CDMX
      01/01 - CDMX
      02/01 - CDMX
      03/01 - CDMX
      04/01 - CDMX / bus para Puebla
      05/01 - Puebla
      06/01 - Puebla / bus para Oaxaca
      07/01 - Oaxaca
      08/01 - Oaxaca
      09/01 - Voo para Mérida
      10/01 - Mérida
      11/01 - Chichén Itzá / bus para Tulum
      12/01 - Tulum
      13/01 - Tulum
      14/01 - Tulum
      15/01 - ferry para Cozumel pela manhã
      16/01 - Cozumel / ferry para Playa del Carmen
      17/01 - Playa del Carmen
      18/01 - Playa del Carmen
      19/01 - Playa del Carmen
      20/01 - Playa del Carmen
      21/01 - Playa del Carmen
      22/01 - Playa del Carmen
      23/01 - Voo de retorno pela manhã
       
      Foram praticamente duas férias em uma. A primeira, Cidade do México/Puebla/Oaxaca, recheada de sítios arqueológicos, história, museus. A segunda, a partir do momento que fomos para Mérida, baseada em praias e cenotes (com exceção de Chichén Itzá e as ruínas de Tulum).
       
      É dessa primeira parte que vou falar aqui. Vou tentar ser um pouco mais objetiva nesse relato, com algumas dicas e com alguns gastos que tivemos, para dar uma ideia para quem está fazendo o seu planejamento.
       
      Hospedagens:
       
      Como estávamos em 3 pessoas, em alguns casos o Airbnb ficou mais em conta do que hostel.
       
      CDMX:
      https://www.airbnb.com.br/rooms/6199021?location=Ciudad%20de%20M%C3%A9xico%2C%20M%C3%A9xico&s=q1COJWGi – USD 252 por cinco diárias.
      Foi nossa primeira experiência com o AirBnb e foi excelente. Apartamento de dois quartos, com wi-fi. A proprietária foi super prestativa, antes e durante a nossa permanência, e a localização é ótima, fizemos muitas coisas a pé.
       
      Puebla:
      Hostal Casona Poblana – US$ 43 por 2 diárias
      Esse valor foi de um quarto para duas pessoas (duas camas de solteiro e banheiro privativo), nosso amigo ficou sozinho em um quarto igual e pelo mesmo valor. Café da manhã (super simples) e wi-fi, cozinha disponível para uso. Reservamos direto pelo site (http://casonapoblana.com/index.html) e foi uma dificuldade receber a confirmação da reserva, eu mandava e-mail, mensagem pelo site, e nada… só fui conseguir contato pelo Facebook. Fora isso, o hostel fica em um casarão antigo muito bonito e sua localização é excelente.
       
      Oaxaca:
      Hospedagem: Andaina Hostel – USD 62 por 3 diárias (valor de um quarto para duas pessoas).
      Quarto duplo com banheiro compartilhado, wi-fi, sem café da manhã. O hostel é bem grande, há vários banheiros e várias pequenas cozinhas. As cozinhas poderiam ser melhor equipadas, não tinham nem geladeira. A localização é excelente.
       
      5 pernoites na CDMX, não é muito?
       
      Não.
       
      A CDMX é imensa e cheia de atrações. Para quem, como nós, gosta de conhecer o lugar com calma, andando sem pressa pelas ruas e observando o dia a dia das pessoas que moram ali, cinco dias é o mínimo para conhecer os principais pontos. Aqueles que a gente considerava “se der tempo a gente vai” ficaram de fora, ou seja, mais dias aqui também seriam facilmente preenchidos.
       
      1º dia
       
      A imigração foi bem tranquila, sem perguntas.
       
      Podem trocar uma quantia considerável de dinheiro no aeroporto mesmo, a cotação deles é ótima (pegamos MXN 20 para USD1).
       
      Usamos o metrobus para ir ao centro da cidade. Pegamos ele logo na saída do Portão 3 do Terminal 2. É necessário comprar a passagem na máquina de auto-atendimento e atenção: a máquina não dá troco, tentem conseguir o valor exato já na casa de câmbio. O cartão custa 10 pesos e a passagem 30 pesos por pessoa. O cartão pode ser usado por mais de um ser humano e pode ser recarregado para viagens posteriores, a cobertura do metrobus pode ser consultada aqui: http://www.metrobus.cdmx.gob.mx/ .
       
      Como era o dia da chegada, não programamos nada (o voo pode atrasar, coisas do tipo). Simplesmente caminhamos pelo Parque Alameda, passamos pelo Palácio de Belas Artes e seguimos até o Zócalo. Ficamos curtindo a movimentação de final de ano (estava tudo decorado, inclusive com uma árvore de Natal enorme).
       

       

       
      Fomos atrás de um supermercado e compramos diversas coisas para abastecer nossa estada no apartamento.
       
      Boa opção para comer comida típica, bem popular e barata: barracas no Parque Alameda. Jantamos lá e provamos quesadillas, huaraches e gorditas, além das famosas pimentas mexicanas. Cada um de nós gastou 80 pesos para comer muito bem.
       
      2º dia
       
      Dia de conhecer melhor o Zócalo e seus arredores.
       
      Primeiro conhecemos a Catedral (entrada gratuita).
       
      Depois, visita ao Palácio Nacional para ver os painéis pintados por Diego Rivera. O ingresso também é grátis, mas é necessário deixar um documento na entrada.
       

       
      Voltamos à Catedral e fizemos a visita guiada às torres (20 pesos por pessoa).
       
      Almoçamos no Mercado San Juan. Muitas opções apetitosas e a bons preços. Gastamos 75 pesos cada para comer um monte de comida (que sobrou de tanta que era) com bebida e atendidos por um garçom gente finíssima.
       
      Voltamos para o Zócalo e visitamos o sítio do Templo Mayor. Não sei até hoje porquê, mas nesse dia a entrada era grátis, seu preço normal atual é de 70 pesos.
       

       
      À noite fomos participar das celebrações da virada do ano junto ao monumento Ángel de la Independéncia. Havia um palco com shows, diversas pessoas estavam dançando e a queima de fogos foi linda! É um tipo de festa diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil, bem mais tranquila. Muito se deve ao fato de não ser permitido beber nas ruas, e notamos que eles respeitam muito isso.
       
      3º dia
       
      Usamos o metrô para ir até o Bosque de Chapultepec, o tíquete custa 5 pesos e por ser manhã do primeiro dia do ano, estava bem vazio e tranquilo.
       
      Visitamos o Museu de Antropologia, que é simplesmente espetacular! Entrada: 70 pesos.
       

       
      Ficamos mais de duas horas e meia no museu e saímos para almoçar. A boa dica é essa: dá para sair do museu e voltar com o mesmo ingresso, e logo em frente há diversas barracas vendendo lanches gostosos e a bons preços. Comemos um sanduíche enorme, tipo “xis”, cada um por 50 pesos. De brinde, enquanto almoçávamos assistimos a uma apresentação dos hombres voladores.
       
      Voltamos para o museu e ficamos outras duas horas e tanto. Sim, ao todo foi algo entre cinco e seis horas dentro do museu! Eu disse que ele é espetacular (claro que vai do gosto pessoal também, nós adoramos museus)!
       
      Na saída passeamos pelo Bosque de Chapultepec, o lugar estava cheio. Já estava próximo do horário de encerramento do Castelo de Chapultepec e decidimos não entrar (não era uma atração que considerávamos imperdível).
       
      Em vez de pegar metrô, voltamos andando pela Avenida Paseo de la Reforma e valeu muito a caminhada. A avenida é arborizada, há prédios lindos e vimos de dia o Ángel de la Independéncia.
       

       
      Passamos novamente no supermercado e compramos coisas para fazer uma janta no apê mesmo, estávamos podres de tanto caminhar.
       
      4º dia
       
      2ª feira é um ótimo dia para visitar Teotihuacán, porque muitas atrações da CDMX estão fechadas.
      Os ônibus para lá saem da Estação Autobuses del Norte, o metrô deixa bem na frente. O balcão da empresa Autobuses Teotihuacán fica quase ao final do corredor à esquerda da entrada da estação, compramos na hora as passagens (98 pesos ida+volta por pessoa).
       
      A entrada para o sítio custa 70 pesos. Levem bebidas e comidas, tem onde comprar lá mas é um pouco mais caro, tem muitas filas e, além disso, é muito legal sentar num canto à sombra e fazer um pic-nic admirando aquele lugar incrível!
       

       
      Ah, outra dica importante é: vá cedo! Do meio da manhã em diante chegam as excursões e o lugar fica lotado de gente.
       
      Ficamos cerca de 4 horas por lá, incluindo uma visita rápida ao museu do local.
       
      Quando resolvemos ir embora, ainda não sabíamos se iríamos visitar a Basílica de Guadalupe (combinação clássica de passeio: Teotihuacán+Basílica). Resolvemos voltar até a Estação Autobuses del Norte e lá decidir se iríamos ou não. Ainda bem que não era um lugar que fazíamos questão de conhecer, porque um protesto fechou a estrada e ficamos cinco horas e meia dentro do ônibus (para percorrer um trajeto que normalmente leva uma hora)!
       
      Quando finalmente chegamos, fomos ao guichê da ADO e compramos as passagens para ir a Puebla dali a dois dias, custou 200 pesos por cabeça.
       
      Fomos novamente jantar no Parque Alameda, mas as barracas já estavam todas fechando e comemos em uma taquería ali em frente, a El Caifan. Boa opção para quem não gosta de comer em barracas de rua, os tacos são gostosos e gastamos cerca de 100 pesos cada, incluindo a cerveza.
       
      5º dia
       
      A coisa mais importante que eu posso dizer sobre esse dia é: se vocês querem ir ao Museu da Frida Kahlo, comprem o ingresso com antecedência (https://www.boletosfridakahlo.org/)!
       
      Fomos até lá inocentemente achando que após alguns minutos de fila estaríamos desfrutando do museu, mas nos demos mal . Fizemos um lanche em um lugar com wi-fi e compramos os ingressos para o dia seguinte, porque para o mesmo dia já não tinha mais nada.
       
      Para não perder a viagem, passeamos um pouco pelo bairro de Coyoacán, entramos na igreja San Juan Bautista e passamos pelo Jardín Centenário.
       
      Fomos até a Arena México comprar ingressos para a lucha libre daquela noite. Daria para comprar na hora, mas depois do susto com o museu quisemos garantir. O bom é que conseguimos assentos para a 4ª fileira (195 pesos cada, há opções mais baratas para lugares mais distantes do ringue).
       
      Fizemos a visita ao mirante da Torre Latinoamericana. Vista de 360º da cidade. Muito legal. A entrada custa 100 pesos por pessoa e permite mais de uma subida no mesmo dia (queríamos voltar lá à noite, mas não conseguimos fazer isso por causa do horário que a lucha libre acabou).
       

       
      A lucha libre foi uma das coisas mais divertidas que fizemos na CDMX! Vale muito a pena! Só uma amostrinha:
       

       
      Jantamos tacos na esquina da Calle de Balderas com a Avenida Juárez, uma carrocinha de rua bem simples com tacos baratíssimos. Cada um gastou 32 pesos!
       
      6º dia
       
      Dessa vez com os ingressos devidamente comprados com antecedência, visitamos o Museu da Frida Kahlo.
       

       
      Voltamos até o Zócalo e demos mais uma passeada por lá antes de ir embora.
       
      Almoçamos em um lugar muito delícia. E barato: Los Callejeros (na Av. 5 de Mayo, a uma quadra e meia do Palácio de Belas Artes e da Torre Latino Americana). Não chegou a dar 60 pesos para cada um, com bebidas!
       
      A moça que nos vendeu as passagens de ônibus para Puebla disse que eles também saíam da Estação Autobuses del Norte e que também levavam duas horas de viagem. No fim das contas, ficamos uma hora rodando no maior engarrafamento dentro da Cidade do México até chegar na estação Oriente para que mais pessoas embarcassem e só aí partimos em direção a Puebla (e a partir daí, sim, deu duas horas de viagem) . Fica a dica: comprem para partir da Estação Oriente.
       
      Antes de embarcar, compramos as passagens da ADO que faltavam: Puebla-Oaxaca (326 pesos cada), Mérida-Chichén Itzá (140 pesos cada) e Chichén Itzá-Tulum (200 pesos cada).
       
      Chegando em Puebla, rachamos um táxi que custou 70 pesos até o hostel, no centro histórico.
       
      O Zócalo de Puebla é a coisa mais bo-ni-ti-nha!
       
      Os restaurantes ali são meio carinhos, mas encontramos um mais em conta: Meche. Gastamos 100 pesos cada com chilaquiles, enchiladas e cervezas.
       
       
      2 pernoites em Puebla, é apropriado?
       
      Não chegamos a ficar entediados, mas para quem tem menos tempo dá para encurtar a estadia sim. Se tivéssemos antecipado a ida para Oaxaca do fim da tarde para a manhã do 3º dia estaria de bom tamanho. Mas como eu já comentei, gostamos de conhecer os lugares com calma e não nos arrependemos do tempo em que ficamos em Puebla.
       
      7º dia
       
      Visitamos a Catedral, que é lindíssima. Entrada gratuita, não pode tirar fotos lá dentro.
       
      Depois, fomos conhecer a Capilla del Rosário, que fica dentro da Igreja de Santo Domingo. Uau! Para mim, já valeu a ida a Puebla. A entrada é gratuita, mas acontece uma pequena visita guiada e ao final a contribuição é espontânea.
       

       
      Almoçamos no Mercado de Sabores - muitas opções econômicas. Comemos super bem, com bebida, por menos de 50 pesos cada.
       
      Ali em frente saem os ônibus para Cholula (cada passagem no bus direto: 15 pesos).
       
      A entrada ao sítio de Cholula custou 70 pesos cada. Ficamos com preguicinha de visitar o museu e depois percebemos que isso empobreceu a visita.
       

       
      A subida até a igreja no topo vale a pena pela vista dos arredores.
       
      Na volta, pegamos um ônibus pinga-pinga (6 pesos).
       
      A cidade estava um caos, tinham acontecido alguns saques relacionados às mesmas manifestações que fecharam a estrada no dia que fomos a Teotihuacán. Lojas fechadas, policiamento pesado e corre-corre.
       
      Lanchamos gorditas de nata: pãezinhos feitos com nata, adocicados, fofinhos, que desmancham na boca, com cobertura de leite condensado. Por favor, não deixem de comer isso! Uma porção custou 18 pesos.
       
      À noite, muitos estabelecimentos seguiam fechados e acabamos jantando na taquería que tem junto ao hostel, mas não gostei muito da comida.
       
      8º dia
       
      Esse foi o dia que fizemos algumas coisas mais por preencher o tempo do que por serem interessantes.
       
      Fizemos visitas rápidas dos Secretos de Puebla (20 pesos). Primeiro, a Puente de Bubas. Depois, a Pasaje 5 de Mayo. Caminhamos até o Parque 5 de Mayo, passeamos um pouco por lá e pegamos um ônibus para voltar ao centro.
       

       
      As ruas atrás do Zócalo (Avenida 2 Oriente e Avenida 4 Oriente) são lindinhas, vale dar uma caminhada por lá.
       
      Começou um novo corre-corre, muitas lojas fecharam de novo. Logo as coisas acalmaram, mas diversos restaurantes seguiram fechados. Acabamos almoçando em um lugar um pouco mais caro (mas nada absurdo) em frente ao Zócalo: La Familiar Corona (cada um gastou 112 pesos).
       
      Visitamos a bonitona Biblioteca Palafoxiana (ingresso: 25 pesos).
       
      Compramos uns lanches no Oxxo (rede de lojas conveniência que tem aos montes, assim como a 7eleven) para levar na viagem.
       
      Pegamos um táxi até a rodoviária, rachamos os 80 pesos. No final de tarde, partimos para Oaxaca. Não lembro exatamente, mas acho que esse trecho durou umas 5 horas.
       
      Chegamos em Oaxaca bem tarde, também pegamos um táxi até o hostel, custou 50 pesos.
       
      O Zócalo de Oaxaca é mais feinho comparado ao da CDMX ou ao de Puebla, mas também estava com uma simpática decoração natalina. Não procuramos muito um lugar para comer porque já era tarde e estávamos com bastante fome. Encontramos um restaurante (esqueci de anotar o nome) que servia jarra de 2 litros de cerveja, pedimos pratos individuais de massa e gastamos uns 130 pesos cada.
       
       
      3 pernoites em Oaxaca, que tal?
       
      Como chegamos tarde da noite no 1º dia, e saímos cedinho da manhã no 4º dia, tivemos dois dias inteiros e ficou na medida. Um dia para ir ao Monte Albán e conhecer o centro de Oaxaca e outro para fazer a famosa tour Árbol del Tule+Mitla+Hierve el Água.
       
       
      9º dia
       
      O hostel não incluía café da manhã, então comemos no Oxxo. Incluindo água mineral para o resto do dia, gastamos 40 pesos cada.
       
      As empresas que fazem o transporte para Monte Albán saem da frente do Hotel Rivera del Ángel. Optamos pela empresa Lescas, que cobrou 50 pesos ida+volta/pessoa.
       
      O ingresso de Monte Albán custa 70 pesos, inclui o museu. O lugar é lindo! O museu é pequeno mas interessante. Nossa visita levou umas 3 horas, deu para passear por tudo sem correria.
       

       
      De volta ao centro de Oaxaca, almoçamos um menu sem graça por 55 pesos cada.
       
      Fomos ao escritório da Lescas em frente ao Zócalo, fechamos o tour do dia seguinte por 200 pesos cada.
       
      Passeamos pela super bonitinha Calle Macedonio Alcalá, rua de pedestres cheia de lojas e restaurantes.
       
      À noite, fomos em um dos bares com terraço em frente ao Templo de Santo Domingo, a vista para a igreja iluminada é bem bonita. Cada um pediu um drink diferente (piña colada/sangria/mojito) e tudo deu 200 pesos.
       
      Nos rendemos ao charme de uma cantina italiana ali perto, restaurante Alfredo da Roma, cada um gastou 165 pesos para comer a pior comida italiana da vida! Não comam lá!
       
      10º dia
       
      Fizemos a famosa tour (que todo mundo que vai a Oaxaca faz - e que é muito legal!).
       
      A saída também é do Hotel Rivera del Ángel.
       
      A primeira parada é na Árbol del Tule (ingresso: 10 pesos). É rápido, só pela curiosidade de ver a árvore mais grossa do mundo.
       
      Depois, um pouco de atração pega-turista: uma fábrica de tapetes. Explanação de como eles são feitos e em seguida, todos são “convidados” a comprar.
       
      Seguindo, visita ao sítio arqueológico de Mitla (ingresso: 65 pesos). Aqui o guia deu várias explicações sobre o lugar, foi bem legal.
       

       
      Paramos para almoçar, restaurante no esquema buffet (140 pesos/pessoa). Gostamos da comida, mas quem quiser pode levar seu lanche e poupar esse gasto.
       
      Fomos então para Hierve el Água, o lugar mais bonito, interessante e diferente do tour (ingresso: 50 pesos). Fomos preparados para tomar banho lá, mas estava bem frio e desistimos. Uma pena que o tempo fica curto para esse lugar, mas faz parte…
       

       
      Finalizando, fomos a uma fábrica de mezcal. Degustação à vontade de diferentes tipos e de outras bebidas à base de mezcal. A galera sai de lá torta…
       
      De noite, estava ainda mais frio, cerca de 10º. Jantamos no mesmo restaurante do primeiro dia: jarra de 2 litros de cerveja, com nachos e guacamole (total para 3 pessoas: 120 pesos).
       
      No dia seguinte, fomos cedo para o aeroporto (o hostel chamou um táxi para nós, custou 120 pesos), e voamos para Mérida.
       
      Esses primeiros dez dias no México já tinham valido a viagem. Vimos coisas maravilhosas, os lugares por onde andamos eram super seguros, comemos muito bem e os mexicanos são muito queridos.
       
      Vou deixar para fazer um outro relato sobre a segunda parte da viagem.
       
      Quem quiser saber em mais detalhes como foi, estou contando aqui: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/category/americas/mexico/ . Toda essa primeira etapa da viagem já foi publicada lá, entre outras coisinhas de outras viagens.
       
      Espero ter ajudado alguém que esteja pensando em ir para o México! Garanto que vale muito a pena!
       
      Fiquem à vontade para perguntar ou comentar.
       
      Abraços!
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