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CIDADE E CANAL DO PANAMÁ (PANAMÁ)

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Chegámos à cidade que dá nome ao canal que veio mudar as trocas comerciais e o transporte de mercadorias no mundo, a Cidade do Panamá. Não fizemos uma viagem convencional nesta cidade porque o Ricardo, amigo do Tiago, proporcionou-nos uma estadia menos turística que nos soube mesmo bem. À chegada, no aeroporto, a primeira surpresa, não havia táxis para sair. Lá nos desenrascámos, como portugueses que somos, mas explicamos depois no post habitual que descreve a entrada e a saída do país, porque até teve a sua graça.

A cidade foi fundada em 15 de agosto de 1519 por Pedro Arias Dávila. Foi uma importante conquista para dominar uma das maiores rotas comercias do continente e iniciar a conquista do Perú e do ouro e prata dos incas. A sua criação é anterior a cidades como Washington, Brasília ou Cidade do México. A 28 de janeiro de 1671, Henry Morgan saqueou a cidade, que é depois consumida por um incêndio, na zona que é hoje o Panamá Viejo, porque a nova cidade seria reconstruída a 8km dali. Fez parte da Gran Colômbia e pertenceu à Colômbia quando esta se tornou independente. Quando começou a procura de ouro na Califórnia recebeu os viajantes que tinham como destino a américa do norte.

Como tem a localização ideal para a criação de um canal no seu istmo, iniciam-se negociações com França e posteriormente com os EUA para a construção e exploração do canal. Após o fracasso do Tratado Hay-Herran, negociado com a Colômbia, a independência do Panamá é incentivada pelos EUA e pela França, que consideram mais fácil negociar com um novo governo. Os EUA conseguem o que pretendem e, após a independência de 3 de novembro de 1903, é assinado o Tratado Hay-Bunau-Varilla, apenas 15 dias depois. Roosevelt consegue o controlo da zona a 23 de fevereiro de 1904 por 10 milhões de dólares. Inicia-se de seguida uma onda de imigração para receber mão de obra para a construção, que trouxe também problemas raciais. A influência dos Estados Unidos fica bem marcada na história deste país, tendo exercido controlo sobre o canal até 1999, incluindo acesso restrito à região que o rodeia para os cidadãos nacionais, algo que sempre foi muito contestado, com episódios de violência.

A zona velha da cidade é pitoresca, a zona moderna faz inveja a qualquer grande capital do mundo. Não falta nada, incluindo uma das famosas Trump Tower do presidente dos EUA.

O que fazer:

Canal do Panamá

Pode não ser interessante para toda a gente, mas é quase obrigatório. Não se pode visitar o novo canal, aumentado e inaugurado em junho de 2016, mas não se deve perder a oportunidade de ver o antigo, e devem esperar, sim, pela passagem de um cargueiro, porque serão minutos de pura engenharia. O canal antigo foi inaugurado a 15 de agosto de 1914, e a primeira embarcação a passar recebeu o nome do distrito de Ancón. Devem ir ao Centro do Visitante de Miraflores e percorrer a história do canal. Abre às 8h e fecha às 18h, o preço são 15USD, ou 25USD se combinado com o Biomuseo. Dentro do centro há várias atividades, como o filme 3D, as 4 salas de exibição, as galerias de observação do canal, o restaurante (caro), também com vista para o canal, e as lojas de souvenirs. É anunciada a previsão de passagem dos porta-contentores, na nossa visita começaram às 14h e no total passaram 28 embarcações (algumas de recreio). Ainda fomos um pouco para a varanda do restaurante para testar a visibilidade, mas decidimos descer às galerias. Por baixo do restaurante é possível subir as escadas para o piso 1, onde se consegue ver os barcos sentado, sem pagar mais por isso.

É melhor tirar o dia para visitar o Canal. Os barcos geralmente passam no período da manhã até às 11:30h e à tarde depois das 15h. A melhor hora para chegar ao canal é até às 11h, para ver o movimento da manhã.

Explicaremos mais à frente como chegar de autocarro.

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Casco Viejo

De dia, ou de noite, mas tem que se ir à zona velha da cidade. Nós fomos de dia caminhar como turistas, e saímos por lá à noite no fim de semana. Experimentem os raspados, comprados aos vendedores de rua. O raspado não passa de gelo raspado para um copo, servido com sumo de maracujá, limão, uva ou morango e, por mais 1USD, com leite condensado. É demasiado doce para nós, mas tem de ser experimentado. Caminhem pelas ruas e vejam como a zona velha da cidade é pitoresca e cheia de atrações. Podem ir ao Museo del Canal, custa 10USD (5USD para estudantes) e fecha à segunda.

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Biomuseo

Sendo um grupo de 3, em que 2 são engenheiros civis, não dá para evitar visitar os edifícios imponentes. Este é da autoria de Frank Gehry, o famoso arquiteto do Museu Guggenheim de Bilbao, sendo esta a sua primeira obra na américa latina, motivos mais do que suficientes para mercer a nossa visita, nem que fosse para pôr defeitos à construção. Estamos a brincar, só críticas construtivas. O edifício é desenhado para contar a história do istmo, mas a interpretação depende sempre de quem vê. Está aberto de terça a domingo, das 10h às 16h (fins-de-semana até às 17h) e custa 18USD (combinado com o canal por 25USD). Não entrámos, acabámos por ver só o edifício e a exibição livre que estava no pátio. A sua localização na Calzada de Amador providencia uma vista privilegiada, tanto para a cidade nova como para a antiga, para o cerro Ancón e a Puente de las Americas. Durante o período em que os americanos controlavam o canal, esta era uma zona interdita aos panamenhos.

Nós fomos de carro, mas pode-se chegar de metro bus (Ruta Albrook-Amador por 0,25USD). Está incluído o audioguia no bilhete, com 5 línguas disponíveis.

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Panamá Viejo (Conjunto Monumental Histórico de Panamá Viejo)

Aqui ficam as ruínas da chegada dos europeus e dos primeiros habitantes do istmo. O complexo tem 28 hectares e é desde 2003 património da humanidade pela UNESCO. Foi o abandono da zona, após o ataque de Morgan, que permitiu a conservação das ruínas, onde nunca mais se construiu. É possível ver no site o mapa. A visita demora cerca de duas horas e não devem perder o miradouro (mirante) na torre da Catedral (entrada custa 15USD). Fica na Via Cincuentenario, e de autocarro chega-se de várias rotas, Panamá Viejo-Via Israel-Albrook, Panamá Viejo-Mercado del Marisco, Panamá Viejo-Cinta Costera e Albrook-Via Porras-Cincuentenario.

Avenida Balboa

Não conseguíamos falhar esta avenida, visto ser onde estávamos alojados. Passeámos muito a pé a percorrer os seus jardins, ver os hotéis, os arranha-céus, passear à beira-mar. Ficam nesta avenida o Miradouro Pacifico, o Mercado de Mariscos, a estátua a Vasco Nunez de Balboa e podem apreciar os iates do Club de Yates. Já no fim da avenida encontra-se o Hard Rock Cafe e o respetivo hotel.

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Los Cajones

Uma das vantagens de estar num sítio com gente que aqui mora é ter acesso a pérolas escondidas, que partilham connosco mas estão fora do circuito habitual dos turistas. Soubemos que havia um sítio para dar mergulhos frequentado quase exclusivamente por panamenhos. Decidimos ir e fez-nos lembrar Las Grietas nas Galápagos, mas até mais bonito e com água menos fria, ainda que turva. Chegámos a Los Cajones e éramos os únicos. Nós e os peixes, os únicos dentro de água, só mais tarde começou a chegar gente (4 pessoas). Há quem salte das pedras, mas não nos pareceu muito seguro, porque há muitas rochas e em muitos sítios não há profundidade suficiente, além da falta de visibilidade. Explicaremos mais à frente como chegar de autocarro.

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Playa Grande (Las Uvas)

De los Cajones seguimos até Las Uvas em busca da Playa Grande. Tinha sido sugerida como sendo espetacular, mas não foi bem o que encontrámos. Fomos a pé da paragem de autocarro até à praia, que fica a cerca de 30 minutos de caminhada. Chegados à praia, apesar de ter todo o potencial, estava suja, demasiado suja para nós. Acabámos por tirar só umas fotos à paisagem (e ao lixo) e regressámos. O percurso é feito pela zona residencial e podem apanhar mangas se tiverem fome, um luxo!

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Praia Vera Cruz

Fomos no domingo com o Ricardo à praia, que tal como a Praia Grande, também tinha lixo trazido pelas marés e que ninguém limpa. Comemos no restaurante Veramar corvina al ajillo com patacones. O peixe e os patacones do Panamá nunca desiludem.

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Transportes na cidade:

De onde estávamos seguíamos de metro desde a estação de Santo Tomás até Albrook. Aí, entravámos no Gran Terminal Nacional de Transportes (o nome faz jus ao tamanho). Se comprarem o cartão de transporte no metro custa 2USD, mas só dá para utilizar no metro. O ideal é comprar o rapid pass por 3USD, que dá para tudo. Na utilização do cartão MetroBus a empresa recomenda um cartão individual para cada passageiro para a utilização das promoções. Funciona de forma semelhante ao Viva Viagem em Lisboa, só que aqui permite um intervalo de 40 minutos entre autocarros, até um máximo de 150 minutos com um único bilhete. É preciso validar nas máquinas.

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Para ir para o Canal – No terminal, virar à direita quem vem do metro, ir até ao fim, passar pela praça de alimentação e sair, à direita, onde diz SACA. Aí, passar o cartão para pagar a taxa de embarque (0,10USD) e entrar no cais de embarque, o restante bilhete paga-se no autocarro, à saída. Autocarro de hora em hora, na linha Gamboa. Os autocarros são engraçados, super coloridos, personalizados para atrair clientela. Alguns barulhentos, outros com música, outros muito tuning, com o tubo de escape em sinfonias, ultrapassando os decibéis de um concerto rock. Os autocarros têm 3 lugares do lado esquerdo e 2 do lado direito. Escolham bem para não ficarem apertados. A viagem demora cerca de 15 minutos, custa 0,5USD e vão identificar facilmente a saída. Para regressar a casa foi só ir para a paragem de autocarro junto à estrada que nos leva até ao canal e fazer o percurso inverso.

Para ir a Los Cajones e de lá à Playa Grande (Las Uvas) – Mesmo método até Albrook. Virar à direita à chegada ao terminal e procurar o autocarro para Chame. Custa 2,5USD e vão em mini-bus ou carrinha, pequenino e apertado, mas cheiroso e com ar condicionado. Os lugares são tão estreitos que nós ficamos meios de fora. Esta viagem é mais longa (1h20m). Saímos onde o cobrador disse (Bejuco) e contornámos o supermercado para apanhar outro mini-bus até Cajones (1USD). Para regressar custou 0,75USD (destino Aguadulce) e daí um autocarro para Las Uvas (1,5USD), mas pode ser uma carrinha para El Valle. Para regressar à Cidade do Panamá é mais fácil (qualquer um que diga Panamá). São diretos de São Carlos e pagámos 3,5USD, com o bónus de aumentar a nossa cultura musical latina, com os videoclips durante toda a viagem, acompanhados de uma chuva tropical torrencial.

Onde comer:

Mercado de marisco. Não há como falhar este espaço se gostarem de ceviche ou de peixe e patacones.

Fomos uma noite comer tapas a um restaurante espanhol, La Malaguena, onde estavam a dançar as sevilhanas. Comemos tapas na esplanada.

As restantes refeições foram feitas em casa.

Sair à noite:

Já vos dissemos que não costumamos sair à noite neste tipo de viagem, mas quando temos gente conhecida não dizemos que não. Fomos ao Relic Bar e ao La Septima. Muita música latina, espaços bastante cheios e bom ambiente. Regressámos a casa de táxi, que negociámos para não ser enganados.

Aqui também existem os autocarros festa, as Chivas, e, claro, o tradicional Hard Rock de que falámos acima.

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Nota:

Faltou-nos na zona norte do canal ir até Colon e aí conhecer Chagres, o forte de San Lorenzo e Portobello, cidade fundada em 1597 e que foi tomada pelos ingleses durante a Guerra da Orelha de Jenkins.

Nas profundezas da selva do Panamá podem visitar a tribo embera, um tour (Embera Village Tours) acima do orçamento para a maioria dos viajantes. Para quem não os puder visitar podem sempre ver o programa da National Geographic “The Story of Us”, que estreou em outubro de 2017. Os passeios partem da Cidade do Panamá ou de Colon.

Pensámos ir até San Blas, as praias paradisíacas, exploradas por comunidades (Kuna Yala) que as mantêm no mais possível estado puro. Apesar de termos visto várias opções (um dia, dois dias) e várias agências acabámos por desistir, por achar que ficava bastante caro no nosso orçamento. Também ouvimos dizer que o cruzeiro de Cartagena até San Blas é de sonho e encontrámos um blog que dá uma alternativa mais curta, já junto à fronteira entre os dois países, em Sapzurro, com a empresa San Blas Adventures, mas a convencional de partida de Cartagena pode ser reservada com a Blue Sailing. A segunda opção obriga a passar mais tempo no barco e a viagem é mais agitada.

365 dias no mundo estiveram 3 dias na Cidade do Panamá, de 14 a 17 de Junho de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥
Preços: caro
Categorias: natureza, praia, snorkeling, museus, cidade
Essencial: Canal do Panamá, Los Cajones, Biomuseo, Panamá Vieja, Casco Viejo

Estadia Recomendada: 3-5 dias

www.365diasnomundo.com

 

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Faltou dizer dos barcos que,uma vez por mês,no último sábado,tem autorização do canal e o percorrem atê o lago Gatun.

Cheio de americano de 3 idade,perguntei pelos coxas,a senhora me disse que raramente aparecem.Muito melhor que ver os navios passarem pelo canal ê estar em um deles.

Táxi não para no aeroporto,somente vans brancas,se pararem tem multa.

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Obrigada pelas informações acrescentadas, Fabiano. :) 
Conheço alguém que já viajou de barco pelo canal e adorou a experiência. 
 

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    • Por gstabelin
      Pessoal, segue meu primeiro relato escrito aqui, sempre estou de olho mas nunca havia postado um relato ou mesmo participado ativamente, mas agora acredito que possa contribuir mais vezes, segue o meu último mochilão, fiz sozinho em julho-2014 Cuba, Costa e Panamá.
       
      CUBA: HAVANA- SANTA CLARA – REMEDIOS- TRINIDAD(8 dias)
      COSTA RICA: ALAJUELA – LA FORTUNA – PUERTO VIEJO(6 dias)
      PANAMÁ: CIDADE DO PANAMÁ – SAN BLAS ( 5 dias)
       
      O objetivo dessa viagem era originalmente conhecer Cuba e o Panamá em duas semanas, era o tempo que eu tinha disponível, deixei o Panamá por último, pois pretendia trazer um PS4 e mais algumas muambas.
       
      A viagem para Cuba não teve motivo ideológico, estava muito a fim de ver os carros antigos, construções e praias. Cuba é um grande museu automobilístico a céu aberto e em movimento, havia tb a curiosidade de ver como funciona um país socialista, apesar de que aos poucos o país está se abrindo e evoluindo muito rápido.
       
      Durante as pesquisas para a compra das passagens não consegui achar um bom preço mesmo com antecedência, numa dessas pesquisas incansáveis, vi que o trecho Havana – Alajuela( San Jose, CR) estava cerca de R$500,00 mais barato do que para a cidade do Panamá, sempre tive a curiosidade de conhecer a CR, daí pensei, pq não agora.... A partir disso consegui mais uns dias e fechei a viagem toda com 19 dias. Consegui casar a passagem de Ida e volta com a Avianca, ida para Havana e volta pela Cidade do Panamá, sempre com conexão em Bogotá, comprei o trecho de Havana para Alajuela a parte ,pois não consegui comprar junto, esse voo com escala em San Salvador.
      Passagem ida e volta com taxas R$2100,00
      Passagem Havana- Costa rica com taxas R$600,00
       

       
      Visto e exigências:
      Somente Cuba exige o visto, vi alguns relatos que a COPA e a AVIANCA forneceriam o visto, a informação sobre a COPA estava mais clara, mas sobre a Avianca não confiei muito nos relatos que já eram um pouco antigos, entrei em contato com eles e me informaram de modo curto e grosso que não passam informações consulares. Enfim acabei indo no consulado de Cuba em São Paulo, paguei a taxa(R$45,00) e o visto foi impresso com os meus dados.
      Em Bogotá, a Avianca estava vendendo o visto no balcão de embarque .... então não posso confirmar se eles sempre fornecem o visto durante o embarque , não sei se vale o risco.
      Na Costa Rica é exigido o comprovante internacional da vacina de febre amarela, me pediram no check in em Havana e na Imigração em Alajuela.
      No Panamá e Costa Rica eles podem solicitar o comprovante de saída do país, imprimi todos os meus trechos mas só me pediram isso no Check in em Havana.
       
       
      CUBA-
       
      Em Cuba circulam duas moedas, o peso convertível chamado CUC destinado aos turistas e o peso normal para os Cubanos, o CUP, o CUC vale mais ou menos U$$1 dólar, mas para realizar o cambio a melhor opção é levar EUROS e foi o que eu fiz, pois o dólar tem uma taxa extra.
      Vale muito a pena conseguir uns CUPs, não havia trocado de início mas no meio da viagem troquei e poupei algumas moedas na hora de comer.
       

       
      1° Dia Havana
       
      Comecei mal, o voo de GRU para BOG foi num A319 e meu assento era na última fila, o assento não reclinava, talvez foi o pior trecho que já voei haha, principalmente por ser noturno e não ter uma posição boa para dormir... , ao menos havia sistema multimídia para distrair, foram 5 horas longas.... O Segundo voo saiu atrasado de Bogotá em cerca de 2 horas, quando chegamos em Havaná já era 16 h , um calor infernal como há muito não havia sentido no Brasil, como meu voo estava atrasado ele encavalou com mais uns 4 voo internacionais , a imigração ficou lotada , fiquei uma hora na fila. Já estava ficando preocupado, pois tinha feito a reserva numa casa e combinado de um táxi me pegar no aeroporto, como já havia acumulado umas 3 horas de atraso pensei que não estariam me aguardando, mas assim que saí do aeroporto lá estava o Carlos, o motorista gente boa com uma placa com meu nome. A imigração foi tranquila , nada diferente de outros países. Fiz um pouco câmbio no próprio aeroporto. Táxi já acertado anteriormente 25 CUC.
      Do Aeroporto até o centro de Havana é uma distância razoável, havia pesquisado e dificilmente conseguiria chegar lá sem ser táxi.
      Em Cuba os hotéis são muito caros e não vi muita info sobre hostels, então temos a opção de se hospedar nas casas de algumas famílias, antes da viagem havia imaginado que seria um ambiente familiar, mas tive a impressão de que são pousadas, talvez com a experiência o pessoal meio que caminhou para profissionalizar o esquema, algumas casas contam até com funcionário.
      Fiquei na Casa Pablo(http://www.casaparticular.org/viewproperty.asp?code=HAV107&Lang=0), 30 CUC , tentei negociar o preço sem sucesso , mas consegui um café simples incluído, o café seria mais 5 CUC.
      Casa muito boa, bem localizada, fica próximo do museu da revolução e do malecon, o quarto tinha AC Split e TV, a cama e chuveiro eram bons.
      Assim que cheguei na casa perguntei como poderia ligar para o Brasil , precisava avisar que havia chegado e estava vivo, o Pablo disse que seria quase impossível fazer uma ligação internacional, até é possível mas seria complicado, ele me indicou ir no Hotel Parque central e comprar um cartão de internet, 8 CUC para 1 hora.
      Coloquei uma bermuda e um chinelo e saí para usar a internet, a essa altura já estava morrendo de fome. Saí e fui andando no Passeo del prado que era próximo da casa, ali é pior lugar para caminhar , te abordam por todos os lados te oferecendo de tudo, charutos, chicas, almoço, café e tudo mais. Conheci os famosos Jineteiros, como já havia lido muito sobre isso, já estava esperto, mesmo assim é difícil não dar atenção, são muito insistentes e bons de papo chegam a ser chatos, perguntam da onde a gente é, depois já vai emendando conversa até pedir algo, querer te vender aquele charuto COHIBA mais barato que nas lojas, e aqui vai um ALERTA, NÃO COMPREM CHARUTO NAS RUAS, no primeiro dia já encontrei uma família brasileira que caiu nesse golpe ,deixe para comprar nas lojas oficiais, geralmente nos hotéis mais top tem.
      Cheguei no hotel parque central, comprei o cartão e avisei pra minha família que estava vivo, usei esse cartão até o final da viagem, usei poucos minutos por dia, nem tentem usar Skype pois é bloqueado, wathsapp e facebook são tranquilos. Saí em direção ao Capitólio em busca de algo para comer e já tirar umas fotos dos belos carros antigos que ainda circulam em Cuba.
      Assim que saí na praça um rapaz me abordou e me ofereceu para dar uma volta nos carros antigos pela cidade, já estava meio cabreiro com tanta gente me abordando e tb aquele clima de cidade nova, tudo estranho, papo vai papo vem, confiei , o carro passaria nos principais pontos, seria bom para ter uma referência da Cidade. Negociei com ele uns 20 minutos, tinha me pedido 30 CUC, depois abaixou para 25 CUC e chegamos no 18 , escolhi um chevy belair conversível azul e branco , o tour leva cerca de 1 hora, o motorista explica bem os locais e tudo mais, achei que valeu a pena, faria de novo.

      Já estava escurecendo e voltei para a casa tomei um banho e fui deitar um pouco, depois saí para jantar, achei um restaurante simples perto, comi e fui dormir.
       
      2° Dia Havana
       
      Nesse dia havia combinado com o Carlos para me levar no terminal da VIAZUL , é a única empresa rodoviária para turista, existe uma outra para cubanos, mas não arrisquei , parece que os ônibus são bons tb mas fiquei com medo de ser barrado ou algo do tipo, acredito que as passagens são bem mais baratas . Passagens compradas para o dia seguinte 18 CUC, depois pedi para ele me deixar no Hotel Nacional. Tudo por 6 CUC.
       
      Cheguei no hotel nacional, ambiente fino, estava tendo uma conferência com uns chinenes, dei uma volta tirei umas fotos e fui ate o barranco em direção ao malecon, ali tem uma trincheira , é tipo um museu que explica sobre o período da guerra fria, um senhorzinho simpático toma conta do local e me explicou tudo detalhadamente, demos a volta em toda a trincheira, show de bola, no final dei 1 CUC de gorjeta.
       

       
      O sol já estava ficando alto e o calor insuportável, para economizar umas moedas resolvi voltar caminhando pelo malecon , passei na casa antes de ir para o museu da revolução, o próximo destino.
      Quase uma hora andando, cheguei na casa, tomei 2 litros d agua e fui para o museu, muito grande, tem muito informação, fotos e vários monitores a disposição, ao lado tem uma praça com uns aviões, tanque e carros muito legal.
       

       
      Próximo ao Museu tem o edifício Bacardi, é possível subir no topo dele, tem uma bela vista 360 de Havana, paga-se 1 cuc.
       

       
      Parti em direção a Calle obispo, a principal rua de comércio, ali tem as Cadecas(casa de câmbio oficial) , comi num restaurante um franguinho muito bom, gastei 6 cuc com a cerveja.
      Fui até o Castillo da Fuerza Real que fica na Bahía de Havana e depois fui andando pelo centro em busca do museu do automóvel que estava no guia Lonely planet mas não achei.
       


       
      Tem uns museus interessantes da região, como uma antiga armaria e um museu de bombeiros.
       

       
      Caminhei pela Bahia de Havana em direção a Estação Central , somente para conhecer pois me passaram a informação de que os trens não são muitos pontuais, mas parece que tem ligação por toda a ilha com serviço regular, quem sabe numa próxima viagem com mais tempo. Já estava morto de tanto andar, combinei com um taxista para levar para a casa por 2 CUC.
       

       
      Cheguei tomei outro banho e descansei um pouco peguei um táxi até o Castillo de los três Reyes Malgos del Morro, , conhecido popularmente como Castillo del Morro no outro lado da Bahia, 5 CUC sem choro, tinha intenção de subir no farol mas ele fecha as 6pm e o Castillo as 7 pm, então quem quiser subir tem que chegar antes.
      Do Lado do Castillo tem a Fortaleza de San Carlos de La Cabanã, local que acontece o famoso canhonzaço as 9 pm, lá dentro tem um restaurante bacana, comi algo e fui ver o pôr do sol e depois ver o espetáculo do canhonzaço.
       

       
      Na volta para a casa fui ver um táxi e tinha centenas na saída da fortaleza, um rapaz me abordou e pediu 8 CUC , negociei e iria pagar 6 CUC, iria pois assim que o taxi chegou na casa dei 6 contado e o táxi falou que era 8, discuti com ele, e o bixo ficou exaltado para arrumar treta, acabei pagando 8...
      Depois dessa eu aprendi que toda vez que fosse negociar um táxi já pagaria no começo para não ter dor de cabeça depois.
       
       
      3° Dia Havana – Santa Clara- Remédios
       
      Acordei cedo e fui para o terminal da Viazul.
      O ônibus saiu pontualmente as 8:40 e a viagem foi tranquila, ônibus novo com AC, cerca de 4 horas até Santa Clara com uma parada para comer, um fato curioso foi que no meio da viagem os motoristas trocaram de posição com o busão em movimento, tinha uns gringos que ficaram assustados , ouvi “oh my god” repetidas vezes hahaha .
      Chegando em Santa Clara o terminal estava uma zona, assim que o pessoal descia do ônibus já tinham 3 , 4 pessoas oferecendo de tudo, fiquei até meio perdido com um senhor me oferecendo um tour com seu taxi de forma agressiva, como que se eu fosse obrigado a fechar com ele, estava buscando info de como deixar a mala ali e depois de como ir para Remédios, já estava ficando puto, nesse dia saí com a camisa do Corinthians e em meio a muvuca, alguém me cutuca e pergunta se eu era Brasileiro, eu disse opa, daí conheci o Victor, que estava fazendo quase o mesmo roteiro que eu. Ele já tinha deixado a bagagem guardada e já sabia dos esquemas do tour em Santa Clara, deixei minha bagagem e o senhor continuava atrás da gente, enfim negociamos com ele para guiar pelos principais pontos de Santa Clara e depois voltaríamos ao para tentar chegar em Remedios no mesmo dia.
      Fomos no Memorial do Che, no Monumento do trem Blindado e no local que tem a estátua do Che com o ninho.
       

       
      Ele tinha um Chevy , estava novinho, fechamos o tour por 6 cuc, sem pressa, no nosso tempo, só de andar no carro dele já valeu a pena.
       

       
      Depois ele levou num lugar para almoçar, um lugar muito bacana mas não peguei o nome. Acredito que foi a melhor refeição que fiz em Cuba. Cerca de 10 CUC
      O senhor disse que o filho dele também trabalha com táxi e poderia nos levar a Remedios, fechamos com ele por 20 CUC, e tinha ar condicionado \o/\o/\o/.
      Após uma hora de viagem, chegamos em Remédios, cidadezinha que parou no tempo, muito tranquila, o Victor tinha indicação de uma casa e foi a melhor hospedagem que tive em cuba , o quarto para nos dois saiu por 15 CUC , tinha AC, cama e chuveiro bom. Casa da Yunai(http://cubacasas.net/cities/remedios/lalucia/) , super gente boa e atenciosa, preparou uma lagosta por 10 CUC que foi a melhor da viagem.
       

       
      4° Dia REMEDIOS - CAYOS
       
      No dia anterior combinamos com a YUNAI de um táxi nos levar até o Cayo Santa Maria e Las Brujas por 30 cuc o dia todo no nosso tempo. O caminho é fantástico, chamado de El pedraplén
       

       
      Fomos Primeiro no Cayo Santa Maria numa praia que parecia ser a única aberta sem estar cercada por um resort , se tornou uma reserva a pouco tempo, o motorista deixou a gente lá, tem que atravessar a mata por uns 500 metros e depois chega na praia, tem um monitor que toma conta e tem que pagar 3 cuc para ele, praia fantástica, uma piscina, nunca tinha visto algo como aquilo.
       

       
      Ficamos umas horas por lá e partimos para o Cayo Las Brujas, entre esses Cayos tem uma vila que atende os resorts, com restaurantes, boliche, etc. Paramos ali e comemos um lanche .
       

       
      Depois partimos para uma praia que é mais acessível para Cubanos e estava lotada, fomos andando pela praia até uma parte mais tranquila onde tinha um resort, “ tomamos conta’’ das cadeiras até a hora de ir embora.
       

       
       
      5° Dia REMEDIOS-TRINIDAD
       
      Não existe uma ligação direta da Viazul entre Remedios e Trinidad, teríamos que voltar até Santa Clara, provavelmente de táxi e pegar o ônibus que sairia a tarde para Trinidad, ou seja perderíamos o dia,
      A Yunai então deu a dica para fazer o trajeto de táxi coletivo, mas um direto ia ficar muito caro, então ela traçou um roteiro para nós , o único receio foi por conta de ser um domingo e talvez não teriam muitos táxis disponíveis.
      Então o primeiro táxi pegou a gente na casa as 7 am.
      Remedios - Placetas 10 CUC
      Placetas – Camayguan 6 CUC
      Camayguan – Sanct Spirits 4 CUC
      Sanc Spiritis – Trinidad 6 CUC (esse por pessoa)
       

       
      O esquema desses táxis é que eles são coletivos , normalmente eles esperam o carro encher e partem, como era um domingo e não queríamos perde tanto tempo, já íamos fechando logo com o motorista, a exceção foi o ultimo que a viagem é mais longa e ficaria mais caro, e aconteceu algo irado.
      Assim que chegamos em Sanct Spiritis no terminal de ônibus o nosso motorista perguntou para um outro taxista do outro lado da rua se ele estava saindo para Trinidad e ele confirmou. Então pegamos nossas coisas e caminhamos até o táxi, mas assim que chegamos ele viu que éramos gringos e meio que desconversou e disse que não estava saindo, então pensamos fudeu... Entramos no terminal para ver se tinha algum ônibus e ele já tinha saído.... Voltamos para a rua e fomos insistir mesmo sem entendo o que passava, nesse meio tempo tinha chegada uma van trazendo uns turistas e esse motorista ofereceu para nos levar por 20 cuc, achamos caro e fomos insistir com o taxista. Ele disse para aguardar um pouco que ia sair, ele ia cobrar 6 por cabeça, então fechamos com ele, ainda estávamos no lucro e pela distancia o valor era razoável, entramos no carro e começou a entrar mais gente, fomos em 8 num carro americano tipo perua, no final da viagem o pessoal pagou cerca de 2 a 3 cuc e os gringos trouxas aqui pagaram 6, daí questionamos ele pq de cobrar o dobro da gente e tal e começamos a bater boca com ele, no final deixamos quieto e pagamos os 6 combinados, mas ficamos puto.
       

       
      Chegamos em Trindad antes do meio dia.
      Buscamos a casa que o Victor tinha pego referência, Casa da Nairobi ,no nosso quarto o AC estava muito fraco e a cama não era das melhores, mas indico como uma segunda opção. 15 CUC por quarto, ela preparou uma lagosta excelente por 10 CUC.
      Pegamos informação e fomos atrás do ônibus que levam para a Praia na Península Ancon, mas ele só sairia as 2 pm por 2 CUC ida e volta , para não perder tempo perguntamos para alguns taxistas e ficaria de 5 a 6 cuc, no fim achamos 3 argentinas e rachamos um táxi maior que ficou 8 no total. Praia é legal, mas nada diferente que temos no litoral norte de sp, por ex, talvez por eu ter ido nos cayos no dia anterior não achei a Peninsula Ancon tão bela.
       

       
      Na volta fomos pegar o ônibus pensando que íamos pagar 1 cuc por pessoa, mas não, o bilhete é único. 2 cuc para ida e volta, então pagamos, as argentinas ficaram bravas e foram atrás de táxi... Pegamos o último ônibus as 6 pm, ficou lotadaço, como pegamos ele no ponto inicial fomos sentados, mas o trajeto é curto, então suave.
      Toda noite rola numa escadaria próximo a Igreja um tipo de show, conhecido como Casa de lá musica, começa cerca de 9 pm, muito bacana.
       

       
      6- Dia TRINIDAD
       
      Acordamos cedo e fomos numa cachoeira no vale dos engenhos de cavalo, custou 15 cuc por cabeça e um guia nos acompanhou, valeu muito a pena, a região é belíssima, fizemos no nosso tempo sem correria, e o cavalo dava umas galopadas legais, fantástico, a cachoeira estava com pouca água, reflexo da falta de chuva dos dias anteriores, mas só pelo passeio com cavalo valeu a pena.
       

       
      Na volta Tinha a opção de almoçar num rancho , mas achamos caro e partimos para Trinidad, deixamos o cavalo, pagamos uma caixinha para o guia , no caminho para casa achamos um restaurante que tinha os preços em CUP expostos na janela, achamos muito barato, entramos com desconfiança mas acabamos comendo lá, tinha uns 3, 4 sucos naturais muito gostoso, foi o lugar mais barato que comi, valores irrisórios, ficou 1-2 CUC contando com uns 6 copos de suco , ganhei o dia hahaha.
       
      No meio da tarde demos uma volta com calma na cidade e subimos o morro da antena para tirar uma foto do pôr do sol e da península ancon. Na antena tem um vigilante, chamado carlos, uma pessoa muito legal, ele nós chamou para subir numa lage para ter uma vista melhor, me liguei que ele ia pedir uma propina como normalmente aconteceria..., mas fomos, ele gosta de conversar, foi o melhor papo que tive sobre o sistema,foi uma troca de experiência legal, nos explicou de forma clara como tudo funcionava em Cuba, tiramos muitas dúvidas com ele, ficamos umas 3 horas batendo papo, no final demos uma propina como forma de agradecimento.
       


       
      Na volta já estava de noite e fomos novamente para casa de La musica e nesse dia estavam cobrando 4 ou 5 cuc para entrar, até isolaram a escadaria com uma corda, não entendemos mas pagamos, ficamos um pouco lá e o Victor encontrou um casal de Brasileiros que veio no voo junto com ele, tomamos uma gelada e fomos para uma balada dentro de uma caverna que por coincidência ficava no caminho do morro da antena, o ambiente é muito louco,uma caverna mesmo haha nunca vi nada como aquilo, mas a balada em si é bem fraca, tocando músicas de 10 , 15 anos atrás , tipo Britney spears, me lembrou as festas de debutantes kkkk. Ficamos pouco e vazamos
       

       
      7- Dia TRINIDAD - HAVANA
       
      No dia anterior combinamos com a Nairobi de pegar um táxi coletivo para Havana no mesmo preço da Viazul, com a comodidade de sair mais cedo e ser mais rápido. Blz, combinamos as 7 am e o táxi chegou as 7.30, era um Peugeot 207 novo , alugado, o motorista ainda foi abastecer, engraçado que ele parou o carro numa casa ao lado do posto e completou o tanque com uns galões, ai me veio em mente a conversa do dia anterior , o jeitinho cubano de sobreviver, em cuba existem dois sistemas, o que o governo cubano acho que existe e o que realmente existe.... ele abasteceu e ficou enrolando um tempo , perguntamos se ia demorar muito e blefamos dizendo que a gente ia perder o voo em Havana, daí partimos quase 8 am.
      Viagem de quase 4 horas, chegamos em havana e fomos na casa onde o Victor havia se hospedado assim que chegou em Havana, lugar muito bacana, mas não tinha mais quarto, então ela nos levou numa vizinha, 25 cuc, local bom tb, mas não anotei a referência . Dei umas dicas de Havana para o Victor e ele me passou algumas, então nós separamos e combinamos de se encontrar no parque central no fim da tarde para racharmos um tour de carro antigo novamente , foi tão massa que iria repetir, hahaha, só que choveu e não deu certo, a chuva parou logo depois e como o Victor não tinha ido no Castillo de los três Reyes, fechamos um táxi até lá, eu estava doido para entrar no farol, massss chegando lá estava fechado por causa da chuva, até argumentei que já tinha parado de chover há 1 hora, mas não teve jeito, vai ficar para uma terceira visita...
      Dia estava acabando e o Victor tinha visto um restaurante que tinha uma lagosta por um preço bom , 12 cuc, para havana estava barato, comemos lá, rolou uma briga numa mesa ao lado de uns mexicanos haviam cobrado a mais deles, blz, na nossa vez ficamos espertos e aconteceu a mesma coisa, cobraram além de 10% uma taxa de serviço absurda, no total ia ficar quase 40 cuc para nos dois, batemos o pé é só pagamos os 10%, detalhe que em nenhum lugar tinham me cobrado isso em cuba e o garçom avisou antes que cobraria os 10%, mas somente essa taxa... e não a outra, blz, problema resolvido, fomos na Bodeguita del Médio tomar o famoso mojito, mas nem tomamos, muito caro, hahaha.
       

       
       
      8 –Dia HAVANA
       
      O voo do Victor era bem cedo, então nos despedimos ele foi rumo ao aeroporto. Eu ainda tinha a manhã livre antes do meu voo que era no meio da tarde. Nesse dia aproveitei para tirar fotos dos carros e dos principais pontos de havana com calma, peguei o ônibus turístico que circula praticamente na cidade toda com o esquema hop on hop off , 5 cuc , ele sai do parque central.
       


       
      Voltei para a casa antes do meio dia, arrumei minhas coisas e peguei um táxi para o Aeroporto. Negociei por 20 cuc.
      No Aeroporto tem que pagar uma taxa de 25 cuc antes de embarcar após o check in, detalhe , como cheguei muito cedo no aeroporto, antes de fazer o check in dei uma volta para comprar umas lembranças e vi que tinha uma fila gigante num guichê para pegar tal taxa, mas no outro lado do tinha outro guichê e não tinha ninguém, não tive dúvida depois que fiz o check in fui no outro e nem peguei fila, ganhei uns 30 minutos haha. Fica a dica, principalmente pra quem chegar em cima da hora.
      Tudo ocorreu normal e peguei meu voo para Costa Rica com conexão em San Salvador , numa das filas conheci um Costarriquenho e ficamos batendo papo, por coincidência quando cheguei em Alajuela as nossas malas foram as últimas a sair, então para não ser enganado pelos taxistas perguntei para ele quanto sairia um táxi até o meu hostel, o maluco fez questão de ir comigo negociar o preço com o taxista, acertou tudo pra mim. Hahaha, peguei o táxi até o Hostel Alajuela backpackers, pertinho do aeroporto, paguei 4 dólares.
       
       
      Enfim, Cuba é um país fantástico, voltaria lá tranquilamente, o que mais me surpreendeu foi a segurança, em nenhum momento me senti ameaçado, seja em Havana ou em outras cidades menores.
       
      Continua....


























    • Por FlavioToc
      Antes de mais nada, sobre mim e minha esposa, tenho 59 e minha esposa 55 anos, frequentamos academia e caminhamos diariamente. Buscamos destinos que tenham contato com a natureza envolvido, colecionar experiências e conhecer pessoas com sua cultura. Um ponto fundamental que buscamos é segurança, logo, destinos que sejam bastante seguros. No Panamá, com exceção de San Blas que não é necessário, em todas as ilhas tinham policiais bem alertas. Em Cartagena também pode ficar bem tranquilo e andar à noite.

                  Fiz esta viagem com minha esposa entre os dias 22/02 a 16/03/2018, ou seja, 23 dias. O caribe é um destino muito atraente com uma variedade de ilhas e de culturas, porém a dificuldade é de caber no bolso. Já tinha conhecido San Andrés e Providência, então procurava outro destino que não fosse à falência. Então encontrei no Panamá, Bocas del Toro e San Blás. Também desejava conhecer Cartagena. Então, fiz uma pesquisa de voos multidestinos que valeu muito a pena. Acrescentar Cartagena custou, pelo que lembro, apenas uns 100 a 150 reais a mais.

      O Panamá não é um destino de massa e também tem muito mais do que o Canal. É também o que chamam “hub de las Américas”, ou seja, é um lugar que permite a ligação ou conexão fácil com todas as três Américas e Caribe, e inclusive é saída de vários cruzeiros pelo Caribe. Mas além do óbvio Canal, também tem muito turismo de contato com a natureza. Nós passeamos bastante na capital Panamá City e também fomos à Bocas del Toro e San Blás. O Panamá é um destino um pouco caro para nós brasileiros mas economizando dá para encarar. O dólar oficial na época estava em torno de R$ 3,30.

                  Bocas del Toro também é pouco conhecida pelos brasileiros, é um arquipélago com várias praias e também muito procurada para mergulho e surf. A natureza é preservadíssima.  Sugiro pesquise em imagens no Google para San Blás e Bocas del Toro e tenho certeza que ficará de boca aberta e vão entrar na sua lista de desejos. Tanto San Blás como Bocas del Toro são muito frequentadas por europeus e americanos.

      Para quem nunca ouviu falar em San Blás, também um arquipélago com mais de 360 ilhas paradisíacas que parecem aquelas de desenhos animados com náufragos, tudo aquilo que imaginamos só haver na Polinésia Francesa. É uma região autônoma (como um país) administrada pelos índios Kuna Ayala. Muitas listas de viagem colocam como um dos destinos mais fantásticos do mundo, e eu também. Tinha visto um ótimo relato no Mochileiros anos atrás, mas tinha um pouco de receio de ser um pouco programa de índio, no caso, literalmente. Porém, não se preocupe com isso. Apesar de ter certa dificuldade de acesso, porque tem que ir de veículos 4x4 a viagem é dura e demorada, além de pegar uma lancha até a ilha desejada. Os índios só permitem 4x4. É um pouco cansativo, depois só alegria e paisagens que são tão lindas que até parecem falsas. Nós desfrutamos até do caminho até lá, foi a mais pura aventura.

      San Blás, como chegar:

                  Para mais informações veja o que diz no blog da Lala Rebelo, que é uma especialista em Panamá, escreve para a revista Viagem & Turismo e residia na época no Panamá. https://lalarebelo.com/country-cat/caribe/panama-caribe/. O site Melhores Destinos também tem ótimos guias para San Blás e Bocas del Toro. Também neste blog encontrará ótimas informações http://www.daninoce.com.br/viagem/san-blas-kuna-yala/o-que-voce-precisa-saber-antes-de-ir-a-san-blas/. Alguns hostéis também organizam os pacotes para San Blás. Você vai ter que usar uma agência. Pode se hospedar com sua barraca ou em cabanas muito básicas mesmo. É para quem não tem frescura.

      Tínhamos visto no blog da Lala Rebelo a opção de se hospedar em um veleiro e conhecer várias ilhas. Então, foi o que fizemos. Acreditamos que viajar é também colecionar experiências e que essa nós tínhamos que ter. Foi caro e valeu cada dólar. Fizemos a reserva pelo site http://www.sailinglifeexperience.com/home/ que é tipo um “Booking” de veleiros e é bem seguro. Reservamos pagando 5% do valor fazendo uma remessa pelo Pay Pal. A proprietária do site, Marina, nos colocou em contato com o proprietário do veleiro pelo WhatsApp  e combinamos tudo. O transporte terrestre de SUV 4x4 e de lancha até o veleiro foi organizado pelo capitão. Chegando ao porto, não se preocupe com a confusão, é bem caótico mesmo. Mas dá tudo certo. O motorista te coloca em contato com o índio responsável para te levar até o veleiro. Ou se for o caso, para as cabanas da ilha escolhida por você. Todos se comunicam via WhatsApp o tempo todo. Ah, escolhemos o veleiro Lycka, recomendado pela Lala, que agora foi vendido para outro casal. Ah, com a Marina pode escrever em português que ela gosta de praticar. No veleiro a comida e bebida estão incluídos no preço.

      Para chegar até a sua ilha ou barco você pagará:

      -Transporte em SUV 4x4 - US$50 por pessoa

      -Taxa de entrada no território Kuna Ayala US$20 por pessoa

      -Taxa do porto US$2 por pessoa

      -Lancha até a ilha desejada ou veleiro US$35, por pessoa por trecho (depende da distância do porto até a ilha)

                  Combine com seu hotel de deixar parte da bagagem e leve apenas o mínimo como o que couber em uma mochila de ataque ou bagagem de mão e se não for impermeável (a prova de respingos) ponha na hora da lancha em um saco de lixo.

                  Você vai sair do hotel em torno das 5 da manhã. Então, leve um lanche e evite tomar leite, pois pode dar enjoo. A estrada é muito sinuosa e li sobre tomar Dramin antes e pensei que era bobagem, mas não. Nós não precisamos, mas tínhamos. Alguém em seu transporte provavelmente vai vomitar. As curvas e o sobe/desce são terríveis. O trecho de lancha, dependendo das condições do mar também pode ser com bastante emoção. No nosso caso foi. Sabe aqueles saltos que os caras fazem com jet-skis, é coisa fraquinha perto do nosso traslado de lancha. Mas foi bem legal, nem minha esposa sentiu medo.

      Nosso itinerário foi o seguinte:

      -São Paulo –22/02 Viajar as 12:00 (meio-dia) para Panamá City

      -Panamá City – dia 23 a 24/02 (Viajar à noite para Bocas)

      -Bocas del Toro – dia 25/02 a 04/03 (Viajar às 6 da manhão para Panamá City)

      -Panamá City – dia 05/03 a 06/03 Viajar pela madrugada para San Blás

      -San Blas – dia 06/03 a 09/03

      -Panamá City – dia 09/03 a 11/03 (Viajar as 7:25 para Cartagena)

      -Cartagena – dia 11/03 a 16/03

      -São Paulo – dia 16/03 a 17/03


       
      Panama City, o que fazer:
      -Albrook Mall – Shopping gigantesco. Você vai ter que passar por lá mesmo. Então aproveite.

      -Calçada Amador – andar de bicicleta. A vista parece com Miami ou Dubai.

      -Calle Uruguay – Bares, restaurantes e vida noturna

      -Canal do Panamá – É uma obra fantástica que mudou os rumos do mundo. Há uma segunda passagem mais moderna para navios maiores ao lado da turística que todos veem. Não deixe de ver o filme explicativo que é bem legal.

      -Casco Viejo –Catedral, o Palácio Presidencial (só é possível ver de fora e um pouco distante), Plaza de la Independencia, Teatro Nacional, Paseo de las Bovedas, Plaza Francia, Iglesia de San José, Plaza Bolívar, Ruínas da Companhia de Jesus, Teatro Nacional e o Convento Santo Domingo.

      -Cerro Ancon – morro com 200m de altura com vista da cidade e do canal

      -Cinta Costera – Calçadão a beira- mar

      -Ponte Las Americas – Mirante

      -Bio Museu – Não deixe de ir

      Dicas do Panamá

      -Se você tem alguma frescura San Blás e Bocas del Toro, então não vai ser a sua praia.

      -Procurei descrever como fomos e a logística. Mais informações sobre o Panamá veja no blog da Lala Rebelo.

      -Uso o site: https://www.numbeo.com/cost-of-living/ para ter uma estimativa de gastos. E é bem preciso.

      -Não se esqueça do Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela.

      -A moeda oficial do Panamá é o Balboa, mas o que é usado mesmo é o dólar. Então, não se preocupe em trocar.

      -Táxi Aeroporto Panamá. O valor é de US$30 até o hotel ou outros da zona costeira

      -Uber Aeroporto Panamá: Uber X: US$ 10-18; Uber XL US$ 14-22 (fiz um orçamento on-line) e dizem funcionar muito bem.

      -Os táxis não tem taxímetro, então pergunte no hotel para ter uma referência, quanto custa do ponto A ao B. Mas são bem baratos e vale pechinchar.

      -Compre um cartão (tarjeta) para o ônibus e outra para o metrô. As do metrô você compra em uma máquina. É bem simples, mas tem que pedir ajuda. E coloque uma pequena recarga. As do ônibus vendem na estação rodoviária que é junto ao shopping Albrook Mall. Você vai ter que ir lá mesmo, para comprar a passagem para viajar à noite para Bocas del Toro. Os ônibus saem entre 19:30 e 20:00h. Mas tem que comprar a passagem antecipada. Vá depois das 14:00 horas, dizem que antes não vendem. Não se preocupe, não é longe da zona hoteleira. Aproveite para dar uma volta no Albrook Mall que é enorme. Na rodoviária você vai comprar além da passagem, o táxi até o cais e o barco para Bocas Town, é tudo junto mesmo. Isso dá em torno de US$ 30.

      -O Albrook Mall é um shopping para todas as classes sociais e tem de tudo. Desde dentista até armas, de lojas populares até as de grifes caríssimas como Prada, etc. Tem duas enormes praças de alimentação e com preços que dão para pagar. São quase da metade de um campo de futebol cada. Localize-se pelos bichos em cada corredor, como o do pinguim, da girafa, do urso, etc. São estátuas enormes dos bichos, é bem prático para se guiar.

      -Você vai precisar da tarjeta do ônibus para acessar a plataforma dos ônibus na rodoviária para Bocas del Toro. E só vai saber disso na hora do embarque, então compre para evitar stress e aproveite para andar de ônibus que são muito envidraçados (vidros enormes).

      -Supermercado Riba Smith, bem próximo do hotel Ojos del Río (550m). Para comprar frutas e lanches.

      -Canal do Panamá- ingresso US$15. Táxi US$$10. Ônibus US$0,50. Os ônibus custam $0,25, mas tem que passar o cartão na entrada e na saída. O mesmo no metrô.

      -Compras no Panamá. Verificar se o preço inclui o imposto de 6%

      -Táxi do Hotel Ojos del Río Casco Viejo US$ 2 (ida) $5 na volta sim todos os taxistas pedem mais na volta, pechinche.

      -Escolhemos o Hotel Ojos del Río no Booking por estar localizado perto de uma estação do metrô e valeu a pena.

      -Jantar no Hotel Ojos del Río US$ $ 8. Massa caseira à bolonhesa, uma delícia.

      -Para ir ao canal do Panamá, compre um cartão para usar nos ônibus e metrô. Entre na estação de metrô mais próxima e compre o cartão nas máquinas automáticas,   carregue-o com alguns dólares. Apanhe o metro para a estação Albrook (US$ 0,35). Tanto nos ônibus quanto o metrô tem-se que passar o cartão na entrada e na saída. É estranho.

      Do outro lado da avenida fica o terminal de autocarros de Albrook. Atravesse a passagem superior e chegará facilmente ao terminal. Atravesse o hall do terminal e, do outro lado, caminhe para a direita. É provável que veja uma fila com muita gente à espera dos ônibus que param lá ao fundo. O ônibus que precisa pegar diz Miraflores. O destino final é o em frente ao Centro de Visitas do Canal do Panamá (US$ 0,25) é bem fácil. Gostamos dos ônibus porque eles têm uma ótima vista panorâmica.

      -Para voltar de Bocas del Toro compre a passagem no mesmo lugar onde desembarcou. Outros lugares também vendem, porém na hora de embarcar está sujeito à confusão, nós vimos acontecer. Umas meninas tiveram que comprar outra passagem entre choro e falta de lugar.

      -Em Bocas del Toro procure se hospedar em Bocas Town, pois é onde tudo acontece e cada travessia para outras ilhas custa US$ 2. Então, faça as contas.


       
      O que fazer em Bocas Del Toro:
      -Bahia de los Delfines

      -Cayo Coral

      -Cayo Zapatilla. Estes costumam ser um pacote.

      -Bocas Del Drago

      -Playa Estrella (evitar sábado e domingo porque fica muito cheia) Na Isla Colón. Ir de ônibus (16 km) descer em Bocas del Drago e caminhar no sentido de volta pela praia. Comida cara.

      -Isla Carenero. Tem aluguel de caiaques.

      -Isla de los Pájaros. Linda, mas de difícil acesso, depende das condições do mar.

      -Paki Point (ou Playa Paunch) praia de surf.

      -Playa Bluff. Na Isla Colón. Ir de ônibus, a playa Paunch é na metade do caminho. Lindas playas para surf.

      -Isla Bastimentos. Red Frog Beach (surf) Ir de barco. E Praias: Playa Larga, Playa Polo, Playa Wizzard, Turtle Beach, e Cayman Beach.

      Cartagena

       
      -Castillo de San Felipe

      -Plaza San Domingo (Point à noite)

      -Palacio de la Inquisición

      -Museu del Oro Zenú

      -Museu das Esmeraldas

      -Museu Naval

      -Torre del Reloj

      -Los Zapatos Viejos

      -Convento de Santa Cruz de La Popa

      -Iglezia de San Pedro Claver

      -Iglezia de San Domingo

      -Plaza de San Pedro Claver (Point à noite)

      -Avenida San Martin o Carretera 2 (Bocagrande)

      -Café Havana (bar, música e agito)

      -La Vitrola (Restaurante, bar e agito)

      -Café del Mar

      -La Cocina de Pepina (comida típica e barata) fica no Getsemani

      -Playa Blanca (nós não fomos decidimos curtir mais da cidade)

      -Islas del Rosário – Também não fomos


       
      Dicas de Cartagena
      -Táxi Aeroporto Cartagena – COP 10.000–15.000

      -Trocar alguns dólares por COP ao chegar ao Aeroporto de Cartagena e depois dentro da Cidade Amuralhada pode pesquisar em várias casas de câmbio. Passando pela Torre do Relógio é a segunda rua à direita.

      -Aproveite para comprar livros usados em espanhol e inglês nos inúmeros “sebos” junto da praça antes da Torre do Relógio.

      -Ficamos no bairro Getsemani no Hotel Boutique Casa Isabel. Recomendo, pois fomos super mimados. Tudo é bem perto, tem vários lugares mais econômicos e é cheio de mochileiros. Dentro da Cidade Amuralhada os hotéis em geral são mais caros.


       
               ORÇAMENTO (dólares) US$
      PANAMÁ

      -San Blás:                            1.142 (total)

                  Taxa dique:              4

                  Taxa Kuna:               40

                  Lycka:                                    918 (+170 já pagos como sinal) Total 1088

                  Jipe:                           100

                  Lancha:                     80

      -Hotéis Panamá:                 600

      -Compras Panamá:            250

      -Ônibus p/ Bocas                120

      -Ingressos e Passeios

      Panamá:                               100

      -Táxi Panamá:                     120

      -Alimentação Panamá:      780

                  Panamá total:           3.112


       
      CARTAGENA

      -Hotel Cartagena:               325 (pago)

      -Alimentação Cartagena:  170

      -Táxi Cartagena:                 20

      -Passeios Cartagena:        50

                  Cartagena total:       565


       
      Total geral:                          3.677


       
      Os preços em Cartagena foram convertidos para dólares, mas tem que trocar por pesos colombianos (COP) e como era pouco (o hotel já estava pago), eu troquei tudo no aeroporto mesmo.


       
      Abaixo as fotos em sequência:
      -Canal do Panamá

      -Bio Museu

      -Calzada Amador

      -Bocas del Toro – Playa Estrella

      -San Blás – vista do veleiro

      -Vista do veleiro, também

      -Cartagena. Torre del Reloj à noite

      -Cartagena. Ruas










    • Por brunooliveira1901
      3Dia 1 (05/02)
      Cheguei em havana por volta de meio dia. Voo tranquilo. Aeroporto bem modesto. Começamos já a perceber o que é Cuba. Troquei 300 euros no próprio aeroporto (tinha lido que as taxas não variavam, porém já não sei mais se é assim. Hoje vou verificar isso).
      Gastei 30 cups do aeroporto até o Hostel Casa de Ania. (acredito que seja esse o preço mesmo, também não estava afim de chorar preço tendo em vista que queria chegar logo e deitar.)
      Ao chegar dei uma deitada, já comecei a me ambientar em relação à internet (aqui no hostel é 50 cents meia hora, 1 cup 1 hora, sem promoção mesmo. Rs), e logo depois saí para almoçar e começar a conhecer Havana. Do hostel é perto para andar pelo “Malecón”. Encontrei um restaurante agradável e resolvi almoçar por ali mesmo (La Abadia. Comida justa. Pareciam mais especialistas em frutos do mar e tal, mas não tava afim disso naquela hora. Comi um Fricassé de frango, pedi uma água e uma sobremesa, muito boa por sinal. Tudo deu 6,60 cups).
      Após isso foi seguindo o Malecón até chegar ao “Museo de La Revolución”. Andei bastante, porém encontrei. 8 Cups a entrada. Museu bacana (modesto como tudo em Havana), e com um grande aporte histórico e cultural. Conta a história da revolução de maneira bem simples e didática. Tem uma parte reservada para Che guevara e outro malandro lá que não conhecia. “Cienfuegos”. Vale a pena ler e saber um pouco mais sobre a história dessa galera. Tem um anexo ao museu, com alguns carros, jipes, “tanques”, aviões, barcos, botes, mísseis, tudo que participou e teve a ver com a revolução.
      Saindo de lá fui em direção à “Habana vieja”, andar por lá meio sem destino mesmo. Acabou que lembrei do “Bodeguita del Medio”, e resolvi procurar por ele. Dei uma sorte que tinham umas placas indicando o lugar. Ao chegar já ta rolando um som bem característico de Havana e uma galera na rua tirando foto e tomando, é lógico, o Mojito da casa. Não fiquei por ali muito tempo, nem quis tomar o mojito, pq eu começava a sentir o que depois me daria mais dor de cabeça literalmente. Estava me sentindo meio tonto, dor de cabça e gargante inflamada. Resolvi tomar esse Mojito depois. Rs
      Saí de lá e logo ali próximo tem a “Catedral de Havana”. Entrei, rezei e agradeci. Depois fiquei sentado na calçada observando o pessoal que passava e ouvindo uma bandinha que tocava num restaurante que ficava em frente. Tem uma “baianas cubanas”, vamos assim dizer, que ficam tirando foto (dão uma risada maneira, colocam um charutão na boca e o gringo senta no meio das duas.). Fiquei um bom tempo ali (tava cansado e como já disse, tava meio na merda já).
       
       
      Gastos (1º dia)
      Táxi (aeroporto-hostel) 30 cups
      Almoço (La Abadia) 6,60
      Museo La Revolucion 8 Cups
      Água pequena 1 Cup
      Sloppy bar (2 cervezas e 1 tapa) 10 cup
      1 burrito no hostel 3,50 cup
      1 agua grande 2 cup
       
       
      Dia 2 (06/02)
      Depois de uma noite de muito frio (ar condicionado insano do quarto do hostel), eu acordei com muita dor de cabeça, dor na garganta, nariz escorrendo (resumindo, tava bem podre). Perguntei pro cara aqui do hostel onde comprar remédio, e ele me recomendou ir ao Hotel “Habana Libre”, pois lá tem “tiendas” estrangeiras.
      Chegando la, consegui achar a farmácia para estrangeiros. Dipirona comprada e imediatamente tomada (8,15 cuc), só me restava sair batendo perna pra conhecer um pouco mais de havana.
      Pesquisando no mapa que o Hostel me deu (dei mole, esqueci de baixar o maps.me e fazer o download do mapa de cuba...e no wi-fi do hostel não era possível isso, então era tudo no mapinha que me deram...mas cumpri bem a missão.), resolvi ir à faculdade de Havana. Desci a “Calzada de Infante” e me deparei com a bela universidade. Subi as escadas, tirei umas fotos, e saí entrando na facul. Como é fevereiro, acredito que não tinha muita gente. Achei que tinha pouco, mas ainda sim tinha uma galera lá. Andei um pouco mais por lá e depois saí. Después, eu tava meio sem rumo (normal), porém lembrei que ainda não tinha passado no Capitólio.
      Andei bastante (eu ando mesmo, gosto de ir observando tudo), mas recomendo pegar um taxi . O capitólio atualmente está em obras (24 de fevereiro é a data que acaba toda a obra), com isso só era possível visitar um lugar chamado “Al Mambi desconocido” (restos mortais de um soldado que lutou na guerra de independência de Cuba) . É muito bonito. Logo que vc chega tem umas meninas que são guias (de graça), e ela te explica a história do capitólio, o pq ele foi construído, que não é uma replica igual do capitólio de Washington (e que inclusive é mais alto), e o significado das diversas estátuas, e outras coisas que tem por lá. Acredito que depois de 24 de fevereiro, seja mais bacana. Será possível visitar todo Capitólio.
      Saí do Capitólio, tirei mais algumas fotos (a região em volta do Capitólio é bem bonita. Tem uns hotéis famosos por ali), e quando avistei aqueles ônibus de turistas, resolvi entrar. Seria bom pra chegar no Memorial  José Martí e não andar que nem um doido. O esquema do ônibus é o mesmo utilizado em outros países. Vc paga 10 cuc e tem uma certa faixa de horário pra vc utilizar (bastante tempo, quase o dia todo). Pois bem, saltei no memorial, muito bonito por sinal (1 pra subir e ficar na parte externa tirando foto, e mais 5 cuc se vc quiser entrar no museu e no “mirante”.). Nessa região também ficam aqueles prédios com a caroça do Che Guevara e de um outro malandro.
      Novamente entrei no busão, ele andou pra cacete, foi até um “município” chamado Playa (no caminho tem bastante hotel bacana, inclusive passou por uma escola de mergulho....pode ser que eu passe por lá esses dias), não achei mais nada interessante (tem um cemitério enorme também....tem um pessoal que visita lá...não fiz questão.). No final, ele para tipo num ponto final, espera pra ver se a galera vai sair pra comer (ng saiu) e volta. Tava morrendo de fome, e nem sabia mas ele passava perto da região de perto do meu hostel. Comi e voltei pra usar uma hora de internet e descansar....se melhorar, de noite quero ouvir umas musicas por aqui.
       
      Gastos 2º dia
      Desayuno “A La Cubano” 3,50 cup
      Remédio 8,15
      Bustour 10
      Memorial José Martí 06
      Almoço 14,20
      Àgua 0,70
       
      3º dia (07/02)
      Bem, acordei 1h30 da manhã com um casal fazendo saliências no quarto (inveja branca), e também com dor de cabeça e nariz entupido (o efeito do remédio estava na hora de acabar), porém dei um jeito e dormi sem tomar remédio mesmo.
      Acordei às 07h00, tomei um banho gelado, tomei o remédio e pedi o café da manha no hostel (muito bom por sinal, amanha vou repetir!). Tinha definido que iria conhecer Habana Vieja como um todo. Tirei foto do livro guia de Cuba aqui do hostel, e parti!
      Fiquei esperando aquele ônibus tour que falei anteriormente durante uma hora (na real eu bizonhei, pq o ônibus só começa a operar a partir de 09h e passa no ponto aqui perto do hostel às 09:30.). Bem, esperei o danado e embarquei. Dessa vez eles me deram um guia com todas as paradas, o que facilita vc se guiar. ( ou vc pode tirar foto da placa que fica em todo ponto de ônibus). Lendo o guia, eu achei que ia atééé o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, porém descobri na hora que não. O último ponto te deixa num mercado (bom pra comprar lembranças). Saí nesse último ponto, dei uma volta la dentro, mas não estava afim de comprar nada. Saí de lá e resolvi caminhar beirando a orla.
      Beirando a orla, eu vi o lugar onde a galera pegava o ferry pra ir pro outro lado da baía. E aí resolvi pegar essa bagaça e ver como chegava no bendito do forte do outro lado da baía. Por lá vi alguns turistas meio perdidos, mas geral na esperança de chegar lá.
      Não foi difícil, peguei o ferry pra Casablanca (bem rápido, uns 10 minutos pra chegar), e de lá é só subir a rua que vc chega na entrada do forte.
      Pra minha surpresa, só aceitam CUP na entrada, e não CUC (WTF???), a entrada é 3 cuc, mas deixei 3 cup lá mesmo (o que me arrependi depois) e entrei. Outra surpresa que tive, é que o lugar tava cheio pra cacete! Tava rolando a “Feira do Libro Cubana”, cujo o país convidado especialmente era a China! Rs. Show.
      Bem, muitos estudantes, gente pra cacete mesmo, dei uma andada no forte (que é imenso!), mas não me interessei em nada. Queria mesmo conhecer o lugar, a questão dos livros eu tava descartando. Primeiro vc entra nesse primeiro forte, depois vc tem q descer, pagar uma outra entrada (achei bizarro isso! Pq não cobrar logo uma entrada pra tudo??) e vc vai pro outro forte.
      Chegando no outro forte, que é o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, tinha várias barraquinhas vendendo artesanatos (muitas na verdade. Não sei se é sempre assim, ou pq tava rolando a bienal do livro cubana lá.). Não tinha nada falando sobre a história ou coisa parecida. Se tinha passei despercebido, pq o movimento era mt grande. Tb tinha bastante barraca de comida e coisas afins (para fins de curiosidade, lá tem uma farmácia internacional! Sim, no meio do forte! Rs. Comprei meu neosoro cubano lá.).).
      Tirei fotos, explorei o lugar, e resolvi sair. Andei tudo de novo ao contrário, até o lugar do ferry. 1 CUP! A passagem é 1 cup! Foda que a gente acaba pagando mais caro, mas como tinha trocado antes lá no forte, paguei o justo na volta.
      De volta à Habana Vieja, resolvi visitar aqueles lugares que tinha colocado como objetivo no início do dia kkkkk. Fui nas plazas (Plaza de armas, Plaza de San Francisoe pra finalizar a Plaza Vieja). A que mais me chamou a atenção foi sem dúvida a Plaza Vieja. Muito bem conservada e bonita, parei num “Brew Pub” e fui tomar minhas cervejas. Dei sorte que sentei em frente à bandinha, e pude acompanhar eles tocando. 3 cup cada chopp (achei justo pelo lugar e pela qualidade), peguei um taxi (fiquei puto pq perdi o papel do ônibus! O Planejado era voltar o o bustour, porém perdi o bendito papel em algum lugar....).
      No taxi o maluco me fez uma oferta sobre uns charutos, e comprei (20 cuc numa caixa com 20 mini charutos. Depois me digam se ta caro, ou se me dei bem. Se é que é verdadeiro.kkkk).
      Vou tentar agora colocar os gastos...kk
       
      Gastos 3º Dia
      Café da manha hostel 3,50
      Bustour 10
      Passagem de ida pra “Casablanca” 1 cuc
      Entrada no forte 3 cuc
      Almoço 10 cuc
      Entrada no outro forte 3 CUP (troquei numas barraquinhas azuis)
      Volta no ferry 1 CUP (peguei o bizu)
      Cervezas na plaza vieja 09 CUC
      Churros 0,75 cuc
      Pizza 02 cuc
      Taxi 06 cuc
      Mini charutos 20 cuc
      Janta 3,50 cuc
       
      4º Dia (08/02)
      Melhor noite dormida! \0/. Consegui dormir de boa. Achei que ia sair na noite de ontem. Mas caí no sono quando parei pra ler um pouco (21h, rs / Stephen King – A redoma). Bem. Acho q acordei de madrugada, mas não lembro. Dormi bem mesmo. Acordei 07h.
      Acordei. Bati um papo com a galera (ou tentei), tomei café da manhã, banho e saí. Resolvi ir à praia hoje. Perguntei ao cara da recepção e ele me disse que bastaria eu pegar um taxi colectivo até o Capitolio, e de lá pegar outro. (achei bizarro pq disse que ia só dar 2 cucs tudo). A primeira parte deu certo. Paguei 3 CUP até o capitólio, muito barato, mas chegando lá não encontrava o taxi colectivo para Playa de Este. Os taxistas só me ofereciam viagem “solo” (50 cup, 25 cup...). Quando tava desistindo, perguntei a mais um, e ele me ofereceu à 10 cuc. Parti. Até achei justo pagar esse valor pq o lugar é longe, porém por aqui isso é caro.
      Enfim, cheguei em Ganabo, praia grande, bonita, estilo caribe (areia branca, mar com aquela coloração típica, porém a agua era fria. Rs. E porra, tinha várias águas vivas cubanas (são azuis) e queimam. Entrei, fiquei um tempo lá e depois só fiquei de boa na areia lendo meu livro e pegando sol). Almocei por lá, comprei um chapéu (??kkk). Na hora de voltar descobri que tinha um bustour pra lá tb. (05 cuc!! Pqp, eu e minha mania de gastar dinheiro de bobeira.) Mas beleza. Vivendo e aprendendo. Rs. O ônibus deixa na Plaza Central. Dei uma volta por lá, mas não fiz nada de interessante mais....
      Voltei andando mermo pro hostel. Rs
      Vamos ver se hoje dou uma saída e falo um pouco da night cubana....Adiós.
      E preciso melhorar meu inglês rs.
       
      Gastos 4º dia
      Café da manhã hostel 3,50 cuc
      1º Taxi colectivo 3 CUP
      2º Taxi coletivo 10 CUC
      Chapéu 05 cuc
      Bono 50 CUp
      Almoço 7,50 cuc
      Mercadin 02 cuc
      Volta Bus tour 05 cuc
      Cerveja hostel 3 cuc
       
      5º dia (09/02)
      Bem. Não saí ontem. Acordei, dormi um pouco mais. Hoje estava sem planos de turismo. Fiquei enrolando e lendo no hostel até meio dia mais ou menos. Saí para procurar o “Zuerra e el cuervo”, e para comprar meus imãs de viagem. Andei pra um lado que ainda não tinha ido, nada de interessante...Achei a “Avenida de Los Presidentes”, mas não me interessei. Na volta, consegui achar o bar (era o mesmo que já tinha visto, o da cabine telefônica....). Parei num bar ali do lado pra tomar minhas cervejinhas de lei, e observar a galera. Almocei, voltei ao hostel. Vi que precisava trocar mais 20 dólares pelo menos para curtir um pouco da noite de hoje. (vai que....)
      Gastos 5º dia
      Café da manhã 3,75
      Cambio de 20 dolares (17,50 cucs)
      3 imãs 3 cuc
      Almoço 7 cuc
      Água 0,70 cuc
       
      Impressão de Cuba
      Bem, eu realmente achava que encontraria um país mais “fechado”, com menos influências estrangeiras (músicas, roupas e etc), e um pouco mais de miséria. Porém não foi bem isso o que vi. Sim, realmente a cidade precisa muito de uma reestruturação e de obras (grande maioria dos casarões e prédios de havanas com a aparência de abandonados e necessitando, a meu ver, de reformas estruturais urgentes), os carros são bem antigos e inseguros (cinto de segurança e air bag não existem), apesar de nesses 5 dias não ver nenhum absurdo no trânsito. E também uma grande quantidade de lixo, em algumas esquinas, nas gramas e etc.
      Não sei se pelo fato de estar em Havana, capital de Cuba, a população aqui tenha uma condição melhor. Mas o que me parecia é que todos estavam acostumados a viverem com o que tem (apesar que me assustei com a quantidade de celulares, caixinhas de som bluetooth, carros novos e outros apetrechos eletrônicos. Não esperava ver tantos) As pessoas me pareceram ok com tudo isso. Não vi ninguém reclamando, nem demonstrando insatisfação (ok, só fiquei 5 dias). Crianças na rua, não vi. Geral com uniforme. Bem, depois que acabavam as aulas, deu pra ver várias dando rolê na cidade. Mas não me recordo de nenhuma pedindo dinheiro, ou “trabalhando”, como podemos ver no Brasil. Mas me pareceram com qualquer adolescentes na idades deles, andando em bandos com uma caixa de som bluetooth tocando reggaeton a todo volume.
      A internet funciona em alguns pontos da cidade. Onde vc ver um monte de gente sentada, mexendo no celular, é pq ali é um ponto de wi-fi. Compre seu cartão, digite a senha do wi-fi e aproveite pra navegar na internet.
      Não há engarrafamentos (poucos carros). A estrada até Ganabo me pareceu boa (sem buracos).
      A região da praia achei muito bem conservada e bonita. Me surpreendeu. Até pelo que li, dizendo que ali é uma praia que os cubanos frequentam, e não a massa dos turistas.
      A mensagem de Fidel castro e Che Guevara é forte e presente em toda cidade. Em lojas, em casas, nas praças, em prédios públicos, podemos ver fotos dos dois e mensagens sobre a revolução. Acredito que grande parte da população apoie o governo e a revolução.
      Muitos turistas caminhando por havana, não senti presença de violência em nenhum momento, ou insegurança de caminhar por alguma rua. De noite as ruas são pouco iluminadas, mas ainda sim não há perigo.
      No geral, achei muito válida a minha passagem por esse país que gera tanta curiosidade pelo fato de ser um país Comunista, socialista e etc. Voltaria para conhecer as diversas praias (Varadero, Cayo Largo e etc.).
      Preciso deixar aqui a conversa que tive com o taxista a caminho do aeroporto. Começamos a conversar sobre Cuba, e as impressões que geralmente o país deixa para os estrangeiros. E da mesma forma que eu fiquei, normalmente os outros turistas também ficam. Achando que era bem pior, e quando chega em Havana, vê que não é bem assim. Chegamos no assunto que os cubanos não saíam da ilha, nisso ele me disse que seus pais, que trabalharam e moraram toda vida em Havana, NUNCA conheceram outros lugares de CUBA, por não deixarem. Ele mesmo, o qual a profissão era taxista, só conheceu outras cidades pq foi a trabalho. Ele me disse da vontade de conhecer a Espanha e de voltar, disse que não queria sair de Cuba, apesar de muitos cubanos quererem. Como ele disse, e como pude ver, Havana e Cuba sobrevive muito em parte do turismo, o que caiu um pouco depois do Trump, se não me engano. Muitos cruzeiros que paravam em Havana, agora já não param mais.
      CHEGADA AO MÉXICO
      6º Dia. (10 /02)
      Cheguei ao México da mesma forma que em cuba, de ressaca e com sono! Rs. Porém foi por uma razão muito justa. Galera do hostel lá em cuba animou pra sair em Havana, (Fábrica de Arte. Muito bom lugar! Vários ambientes, realmente tem mostra de artes, mas tem reggaeton, tem show de banda de jazz cubana, tem bar, tem bastante coisa. Altamente recomendado).
      Cheguei na Cidade do México às 09h aproximadamente, e como é bom voltar pro capitalismo.....rs. Após passar pelos trâmites normais de entrada em qq país, fiz um lanche, tomei um café no Starbucks, e já consegui comprar um chip (sincard) aqui do México. Chamei um Uber e fui ao Hostel. Estava tendo tipo um comício, ou algo do tipo no Zócalo (local onde fica a bandeira enorme do México). Pegamos um trânsito básico, mas cheguei ao hostel. Como o check in era só às 14:00 (não fiquei nada feliz, queria deitar), guardei a mala no hostel e fui dar uma volta próximo ao hostel. A rua estava muito cheia, devido ao comício que disse anteriormente. Entrei na Catedral Metropolitana do México. Muito bonita! Entrei, fiquei bem surpreso com a igreja, assisti ao finalzinho da missa, e depois tirei umas fotos por ali. Voltei ao hostel, pois estava muito cansado. Nesse dia não fiz mais nada praticamente. Li, depois fui ao terraço. Tem um espaço bem legal, tomei umas cervejas, mas logo depois desci. Tava sem clima, e a música também não ajudava (algum tipo de deep lounge house music kkkk).
      Ah, senti a altitude um pouco. Coração palpitante, ruim pra dormir. E um pouco ofegante. Porém nada absurdo.
      Gastos (que lembro)
      Adaptador 100 pesos
      Hostel 600 pesos
      Almoço 200 pesos mais ou menos
      Sincard (chip) 195
      Starbucks e carls jr não lembro
      Cervejas (não lembro quantas) 40 pesos cada. Bebi umas 6? 240 pesos
      Água e pãozinho 50 pesos?
       
      7º Dia. (11/02)
      Após uma noite boa de sono. Era dia de andar. Resolvi fazer as coisas mais próximas ao hostel, já que eu estava no centro nervoso da cidade. Passei no museu da economia (bacana, paguei 65 pesos era promoção pq era cedo, 09:30.). Fiquei uma hora lá mais ou menos e peguei a direção ao “Palacio de Mineria” e “Museu Nacional de Arte”. Entrei somente no “mineria” (era de graça e tava vazio rs). No museu nacional de arte tinha uma fila bacana pra entrar e não tava afim de ficar ali. Segui em direção ao “Palacio de Bellas Artes” (muito bonito, tanto por fora, quanto por dentro). A entrada era de graça, então entrei. Não conheço, e nem sei opinar sobre arte, mas lá fui eu ficar vendo quadros de Diego Rivera. Maneiro os quadros. Tinha bastante coisa sobre as culturas ancestrais do México. Mas passava, olhava, se fosse ler tudo eu tava lá até agora. No último andar era sobre decoração de interior. Poha, nem subi.
      Dali segui para a “Torre Latinoamericana”. Paguei 110 pesos, e subi. É bacana, dá pra ver a cidade toda, ter uma noção de onde é cada coisa, a distância e tal, e uma linda visão do Palacio Bellas Artes e do parque em frente (que acabei não indo).
      Fiz um lanche por lá (150 pesos eu acho, nachos com carne, bem bacana, e um sanduiche com frango, queijo e presunto, bacana também.) Desci e fui em direção à “Plaza de la Constitución”. Como já tinha ido à Catedral, fui em direção ao “Museu de la Ciudad”. Confesso que caguei quando vi a frente do negocio. Voltei pra “plaza” pra ir ao Palácio Nacional. A entrada lá é de graça, vc deixa seu passaporte, guarda a mochila e pega tudo na saída. Muito bonito lá dentro. Tem uma parte só destinada ao Benito Juárez (grande líder dos mexicanos), e depois vc segue e encontra vários paredões pintados pelo Diego Rivero, que trata muito da história do México. Bem bonito.
      Saindo de lá andei pelas ruas, queria ir ao “Templo Mayor”, mas deixei pra outro dia pq eu estava bem cansado de caminhar (talvez ainda pela altitude).
       
      Gastos
      Torre Latinoamericana 130 (paguei mais 20 pra ir num museuzinho lá)
      Lanche 150 pesos acho
      Museu da economia 65 pesos
      Café 32 pesos
      Chocolate 36 pesos
       
      8º Dia (12/02)
      Mermão, passa rápido essa poha. Bem, hoje acordei meio tarde, esse colchão ta foda de dormir. Bem, caguei pro café da manhã, acordei, me arrumei e saí rumo ao museu da Monocelha, ou também Frida Kahlo. Porra, estudei mapa, entrei na internet pra ver caminho, decidi ir de metrô, fui feliz da vida, troquei de estação, andei pra cacete. Cheguei, tava fechado.....
      Beleza, não tinha me atentado ao detalhe do museu da monocelha não abrir segunda. Daí decidi dali mermo rumar à “Basílica de la Virgen de Guadalupe”. Voltei pro metrô, olhei o mapa de estações (aliás o metro da cidade do México anos luz à frente do Rio de Janeiro, por conta da quantidade de estações e de conexões. Achei bacana.). Achei de boa, e cheguei.
      Logo ao sair da estação vc já ve muita gente. Me lembrou muito a nossa Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Muita loja, lugar pra comer, galera vendendo coisa na rua e por ai vai. O lugar é bem legal e carregado de história. Logo ao entrar, já percebe-se a basílica nova à esquerda, muito bonita por dentro (por fora achei meio bizarro). O lugar além da basílica nova e da igreja de Nossa Senhora de Guadalupe (que vc tem q subir vários lances de escada), conta com mais outras igrejas, cada uma muito bonita (tortas como as igrejas do Mexico, rs), e com sua história característica. Achei muito válido a ida.
      O que achei bem bizarro, é que enquanto tá rolando a missa, tá um baita de um barulho lá fora de bandinha mexicana, tocando as musiquinhas deles, e poha, dentro da igreja tem q se concentrar pra escutar o que o padre ta falando. Acho que isso podia ser mais bem controlado. Mas enfim....
      Saindo de lá passei numa das lojinhas pra comprar umas lembrancinhas sobre Nossa Senhora de Guadalupe.
      Após essa visita, já era quase 3 da tarde, e eu ainda não tinha decidido o que fazer. Ia para o Castelo de Chapultepec. Mas ai lembrei da monocelha e decidi ver no tripadvisor. Tava fechado na segunda também. Assim como o Templo Mayor. Voltei para o hostel, e lembrei do “Paseo de La Reforma”. Peguei o bustour e me fui. Antes parei no “Monumento a La Revolución”, bacana (80 pesos se não me engano), tem uma vista bonita da cidade, além de entender sobre o monumento. De lá peguei o ônibus de novo e fui para o “Paseo”. É a Avenida Paulista deles. Porém achei mais insana, mais moderna e mais bonita. Andei bastante por lá, tirei umas fotos do “Monumento de La Independencia” . Peguei o ônibus e voltei.
      Amanhã partiu visitar as pirâmides e o Castelo de Chapultepec. Prioridades
      Gastos
      Bilhete de metro (comprei 3, usei 2) não lembro
      Recarga de celular 200 pesos
      Café da manha insano perto da monocelha 130 pesos
      Agua 12 pesos
      Lembrancas (55 pesos)
      Bustour 160 pesos
      Dorito e Pepsi 100 pesos
      Burger king + mcflurry 200 pesos (mais ou menos)
      Agua 30 pesos
       
      9º Dia (13/02)
      Boa tarde, hoje é dia 22/02/2018 e eu literalmente não escrevi nada desde o décimo dia de viagem. Rs (hoje é o 17º dia, fudeu, muita coisa pra escrever. Rs)
      Bem, Nesse dia, como dito anteriormente, fui às Piramides e ao Castelo Chapultepec.
      Até as Pirâmides. Bem, como queria chegar cedo, pedi um uber como  Wi-Fi do hostel e fui, pegamos um baita de um engarrafamento pra chegar, mas cheguei por volta de 09h. Se não fosse o engarrafamento, teria chegado 08:30 ou até antes, e encontraria o local beeeem vazio. Mas mesmo assim estava bem vazio ainda, a maioria das lojinhas fechadas ainda e tal. O que eu recomendo fortemente aqui, é que vc CONTRATE guias! Sua visita vai ficar muito mais interessante e produtiva! Logo na entrada, um guia veio me oferecendo se não me engano 900 pesos para as duas primeiras partes (que era a primeira “plaza”deles de rituais e tudo mais, e a Pirâmide do Sol, por 900, tudo se não me engano era 1200 pesos). Como estava sozinho, pensei um pouco, até esperei pra ver se alguém queria, mas deixei meu obrigado e resolvi caminhar um pouco mais até entrada (nesse instante eu estava na entrada do estacionamento do local). Na entrada realmente do sítio arqueológico, tinha um mulherzinha lá, e ela me ofereceu 600 pelas duas primeiras partes, chorei por 500 e ela aceitou (por estar só). Realmente engrandece muuita a visita ao local! Dei sorte de no caminho encontrar um casal de brasileiros, e perguntei se eles não queriam a guia também. Eles aceitaram e fizemos um acordo na hora de pagar 600. Ficou bom pra todo mundo.
      O local é muito foda. A história de como a galera construía, e reconstruía a cada 54 anos (ciclo do sol), o material que eles usavam, era tudo na carcaça, é muito interessante. Para subir nas pirâmides é possível (na do sol até o topo e na da lua até uma certa parte).
      Outra coisa boa de lá é comprar “regalitos” e lembranças. A galera lá é ávida por negociar. Negocie, pq eles curtem. Levei uma “faca” teotihuacana, e um imã, por 280 pesos. Eu acho que vlw a pena, a faca é bem legal.
      Na saída também tem umas vendinhas, pra comer, e comprar outros regalos. Vale a pena também.
      Na hora de voltar, é muito fácil. Passa de 20 em 20 min um ônibus em direção à Cidade do México. (não lembro o valor, mas algo como 30 pesos.).
      O ônibus te deixa no terminal norte (próximo à estação da basílica de Guadalupe). De lá, meu plano era ir para o Castelo de Chapultepec. Dito e Feito, peguei o metrô, e soltei numa estação perto. Em volta do Castelo de Chapultepec existe um parque muito bonito, que inclusive tem outras atrações por lá (zoológico, museus, do outro lado da rua tem o Museu nacional de Arqueologia, queria ir, porém não deu tempo, dizem que é muito interessante!).
      Bem, caminha um pouco lá por dentro, sobe uma ladeira bacana e chega ao Castelo de Chapultepec. Lá atualmente é o Museu de História Nacional. Muito bacana também e dá pra se ter uma idéia legal da história do México, até os dia atuais. O que fiquei PUTO, é que o museu fechava as 17h, e o que eu mais queria ver e conhecer, era sobre os cadetes que defenderam até o último momento o Castelo, quando na invasão dos americanos ao México. A história é muito bonita e tem alusão à esses garotos em toda a cidade do México. Quando cheguei na sala que contava a história deles, um tiozinho me chutou de lá falando que tinha dado 17h....Bem ok.
      Tinha esquecido, mas nesse dia de manhã fiz o check-out e deixei minha mala no hostel. Minha passagem era à 23:59 pra Guanajuato. Ia de metrô pra rodoviária. Mas poha, de noite pra cacete e o Uber tava dando uns 15 conto. Fui de Uber.
       
      10º dia (14/02)
      Po, ônibus maneiro (ADO, paguei uns 600 pesos), cheguei por volta de 04:30 em Guanajuato. Frio da porra, esperei um pouco pra ir pro Hostel (30 min, deveria ter esperado mais, bem mais.). Peguei um taxi até o Hostel Casa de Dante (recomendo). POORRA, não tinha ninguém pra me atender naquela mierda, e tive que esperar até 07:30 o maluco chegar. Mas ok. Quando chegou, ele já fez logo meu check in (por mais que fosse só as 14h, e eu estava com mt sono, então vibrei quando pude dormir um pouco). Acordei ao meio dia e desci para o centro e para conhecer a Cidade.
      Do local do Hostel até o centro da cidade era uns 15 minutos caminhando. O que pra mim é de boa. A cidade (pelo menos a parte histórica e turística dela é bem pequena), então fiz tudo andando. No primeiro dia, já fui logo no “museo de las momias de Guanajuato”. (70 pesos). Po, confesso que não é uma das coisas mais legais que vi na viagem. Uma porra de monte de cadáver lá, e não entendi muito bem a história (garanto que vou ler no wikipedia ainda). Mas como é uma das atrações da cidade, eu fui conferir rs. No primeiro dia, eu basicamente só andei mesmo pela cidade, e conheci as múmias. No final do dia, Fiz umas amizades no Hostel e saímos pra comer, beber e depois bailar um pouco. (Aqui eu deixo a Boate Grill como forte recomendação!!, era uma quarta feira e tava cheio pra cacete e fui feliz lá! Rs – 50 pesos a entrada e 40 a cerveja).
       
      11º dia (15/02)
      No dia seguinte acordei de ressaca, lógico, e também tinha decidido não ficar lá mais tempo, e no dia seguinte seguiria para Guadalajara, e depois para Sayulita (não estava no meu roteiro inicial!). Voltando à Guanajuato, Fui conhecer o mirador, pra ver toda a cidade, paga coisa de 70 pesos pra subir e descer no Funicular. Bacana! Depois conheci outras coisas da cidade. Mercado Hidalgo (bom pra comprar regalos e diversas outras coisas, inclusive comer), Teatro Juarez (muito bonito), a Igreja principal deles, que é muito bonita também, Calejón del Beso, acho que escreve assim (lá tem uns guias “for free” que explicam o lance do beco da pegação lá). E as diversas praças maneirinhas e ruas bonitas que a cidade tem. Ah, tem a universidade da cidade que é bem legal tb! E o Alhóndiga de Granaditas (local cheio de história de Guanajuato e da Independência do México. Gastei um bom tempo lá lendo e aprendendo sobre a história deles.).
       
      12º Dia (16/02)
      Acordei (ainda em Guanajuato), e como estava decidido à ir para o Pacífico, fiquei de manhã resolvendo os lances de passagem para voltar à Cidade do México, hostel e tudo mais.
      Fui para a Rodoviária de busão (uns 30 ou menos pesos), tranquilo, ele roda bastante mas chega e é muito barato. Peguei meu ônibus pra Guadalajara e fui.
      Guadalajara! Cidade bem legal! Pra chegar no Hostel (Hostel Hospedarte da rua Maestranza), peguei um busão (616 se não me engano) e fui. Sempre vou acompanhando pelo google maps no celular, pra ter certeza que não to perdido. Rs. Cheguei de boa.
      Andei pelas calles lá por perto, comi uns Taco, voltei pro hostel, e decidi que queria beber e sair (tava embrazado de Guanajuato ainda kkk). Uma surpresa boa foi ter chegado no meio das comemorações do aniversário de Guadalajara. Tava rolando uma mega festa (à moda deles, não tipo carnaval nosso) na praça principal da cidade. Fiquei lá um tempo vendo (percebi que não pode beber na rua) e quando acabou fui em direção da onde eu sabia que tinha uns bares e vida noturna (direção à Av. Chapultepec).
      Po, galera tava animada por lá, parei primeiro num bar que tocava Blues (Escarabajo Scratch blues) poha, os caras mandavam muito no Blues!!! Fiquei lá mais do que pensei, mas depois saí, pq queria uns reggaeton. Kkkkk
      Dali, logo do lado, tinha o tal do Lupita, Maneiro e tal, porém extremamente cheio a poha do lugar. Beleza. Bebi, fiz amizades lá, dancei, e meti o pé bêbado. Kkkk Noite ok.
       
       
      13º Dia (17/02)
      Comecei fazendo um Walking tour com a galera do Hostel. Valeu muito a pena. Andar pela cidade com um guia te contando a história e as particularidades de cada local é muito legal.
      Tem o lance das praças formarem uma cruz, o porquê que a igreja não é tombada pela Unesco (aliás quase nada lá é, pq não é original, mas mesmo assim é mt bonito.) Vale a pena. O Tour terminava num mercado bem da galera lá mesmo, e depois numa cantina (bar pra eles) bem antigo. Não fui no museu grande que tem lá.
      Voltei para o Hostel e de noite teve Noite da Tequila. PQP. Tomei uns 15 shots de Tequila (não é caô, a diferença é que a Tequila é 100% agave, o que não te deixa tão pior que a que nós bebemos normalmente.). De lá íamos pro mesmo Lupita que fui no dia anterior, mas pra variar o lugar estava abarrotado, e fomos pra outro bar em frente.) Esse dia gastei mesmo bebendo. A noite da Tequila do Hostel era de graça, o Walking tour tb (porém convém dar uma gorjeta, é justo).
       
      14º Dia (18/02)
      Porra, o tão esperado dia da Tequila! Hehehehe. Po, acordei bem até, pra quem tinha tomado uns 15 shots de Tequila no dia anterior (Juro!)
      Paguei 450 pesos pelo passeio. O ônibus passou no hostel por volta de 09:00 e vai pegando uma galera em outros hostels e hotéis. Depois eles param num estacionamento com outros ônibus, e dividem quem vai pra Tequila e pra quem vai pra outro passeio que não sei qual é.
      Quando começa a viagem, a mulherzinha que era a guia do passeio, era bem animada, fazendo várias piadas, achei bem legal. Paramos primeiro na “Tequilaria” Tres Mujeres. Eles fabricam uma tequila artesanal que está entre as 3 melhores do mundo. É bacana pq ela ensina passo a passo a fabricação da tequila. Desde a colheira do agava, o tempo que ele fica tipo numa sauna,  e depois quando é extraído o seu sumo e vai pra fermentação e etc. Curti. Ainda dá pra andar por entre os barris que estão maturando e algumas tequilas feitas sob encomenda por algumas celebridades e restaurantes pelo mundo.
      Dali, o ônibus te leva para um campo de agave onde há a prova de tequilas (muito boas, e dá pra ficar bem loco kkkk) e onde tem os Mariachis!
      È maneirinho, galera bebe tequila, fica animadasso e começa a dançar, conversar, é legal! Lá também tem uma lojinha (a qual gastei comprando 3 tequilas, vale a pena!)
      De lá vamos almoçar. Um Buffet que é 150 pesos e pode comer a vontade (me gusta), e depois eles te levam ao Poblado Mágico de Tequila.
      É bacana a cidadezinha. Tequila pra tudo quando é lado, porém vc tem apenas 1h10min pra visitar. Pra mim foi ok. Porém se vc é aficionado por Tequila ou destilados, recomendo pegar um busão e ir direto pra tequila. Lá tem o museu do José Cuervo, e muita loja de tequila. Achei que valeu a pena.
      Nesse dia de noite, fui comer umas “aletas”e dormi.
      Dia seguinte de manhã cedo iria à Sayulita!!
       
      15º Dia (19/02)
       
      Às 08:30 estava previsto meu ônibus para Sayulita (Papo de 500 e poucos pesos)! Pero, saiu lá pelas 09:00h. Tranquilo. Umas 4h mais ou menos, estava na entrada da Cidade para Sayulita (Obs. Só há um horário de Guadalajara para Sayulita direto, que é esse de 08:30).
      Olhei no Google Maps e como vi que não era muito longe, fui andando. Uns 15 minutos depois, já estava na “cidade”. Olha, Sayulita eu só fui pq queria muito pegar umas ondas, e pq me falaram bem de lá. A cidade é bem pequena, tem muito americano e canadense. Mas vi um pessoal da argentinha por lá. Brasileiro, não reconheci. Bem. O importante é que queria descansar e pegar minhas ondas.
      O Hostel era ok (Hostel La redonda, 900 e poucos pesos, mais 100 de reserva pela chave, mas eles te devolvem no final).
      Como não fiz muuuita coisa por lá. Vou resumir Sayulita, pq eu basicamente, ia pra praia, pegava onda, comia e dormia. O dia que fiz algo diferente, eu fui andando até uma praia chamada “Playa Carricitos”, que incrivelmente eu cheguei ao 12:00 e não tinha ng! Vazia! Exatamente o que queria. Fiquei por lá lendo meu livro, pensando na vida, descansando e voltei por volta das 16:00
      Hoje, dia 22/02, estou em Puerto Vallarta (que queria muito ter ido ao “malecon” daqui, porém no aeroporto não tem como guardar minha bagagem, e até por isso que estou escrevendo aqui. Rs)
      Esperando vôo para passar uma noite em Cidade do México e depois Cancún!!
      Acho que vou ficar um bom tempo sem escrever também! rs
      Ainda vou colocar a parte de cancun e playa del carmen, acabou que acabou a viagem e não escrevi nada, mas tenho tudo anotado!
    • Por Duke
      ALÔ, galera mochileira!
      Lápis e papel na mão ou dedo a postos no CRtl+C/CRtl+V.
      Aqui vão dicas importantes, atualizadas e revisadas na versão 2018 sobre a dupla Costa Rica + Panamá.
       
      RESUMO:
      20 dias de viagem.
      Intinerário: 
      3 noites em San José/Costa Rica.
      4 noites em La Fortuna/Costa Rica.
      1 dia em Siquirres/Costa Rica.
      5 noites em Puerto Viejo/Costa Rica.
      5 noites em Bocas del Toro/Panamá.
      1 noite na Cidade do Panamá.
       
      Passagem Copa Airlines:
      R$ 2.300,00
       
      Custo total de hospedagem + alimentação:
      US$ 2.000,00
       
      Custo total com tours + entradas + shuttles:
      US$ 521
       
      Dica número 1:
      Costa Rica e Panamá não são países baratos para se fazer turismo. Esteja preparado(a) financeiramente mesmo que esteja determinado(a) a guardar dentro da mochila as bananas do café da manhã do hostel para economizar na alimentação.
       
      ========== SAN JOSÉ/COSTA RICA ==========
       
      O voo teve duração de 7:00h até a Cidade do Panamá. Depois de mais 1:30h de voo cheguei na capital da Costa Rica.
      É importante dizer que em San José fiquei hospedado na casa de amigos. Então não tive custos com hospedagem nesses primeiros dias de viagem.
       
      [ MITO ]
      Li em diversos relatos que era pra passar batido por San José devido a alta delinquência na cidade. Bobagem.
      Como todo centro urbano, a população convive com furtos e assaltos (infelizmente). Mas o que quero dizer é que se você tiver o devido cuidado de não usar objetos de valor à mostra (relógios, cordões, celular e câmeras fotográficas) pode circular tranquilamente da forma que fiz.
      Durante três dias caminhei pelas ruas, entrei no temido Mercado Municipal, Museu Nacional, Teatro Nacional (imperdível), almocei em restaurantes onde só haviam costarricenses e não fui incomodado.
       
      [ DICA INÉDITA ]
      Os táxis comuns têm cor vermelha.
      Táxis executivos têm cor laranja.
      Ambos usam taxímetro. Não é necessário negociar o valor da corrida.
      O UBER é amplamente usado pelos moradores de San José mas não é regulamentado no país. Por isso os motoristas do aplicativo sugerem aos passageiros para sentarem-se no banco da frente do carro para evitar problemas com os taxistas e não chamarem a atenção da fiscalização.
      Usei táxis vermelhos e o UBER. Confesso que não há diferença no valor final das corridas.
       
      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Os costarricenses são extremamente amáveis, cordiais, solícitos e amam nós, brasileiros.
      Facilmente surgiam conversas com vendedores do Mercado Municipal ou moradores da cidade que dividiam comigo alguma mesa compartilhada.
      Aliás, não deixem de tomar o sorvete “Helado Sorvetera” que existe dentro do Mercado Municipal. Há um único sabor: Creme de baunilha com canela. A textura é diferente do nosso sorvete. Parece um mousse. A “tienda” é fácil de ser localizada, o Mercado é pequeno.
       
      [ OBRIGADO, BRASIL! ]
      Tanto na Costa Rica como no Panamá, as águas de garrafa não são águas minerais. São águas tratadas por algum método de filtração ou osmose. O Brasil é um dos poucos países no mundo com água mineral em abundância.
      O que isso quer dizer?
      As águas engarrafadas desses países não têm potássio, sódio e outros minerais que ajudam a regular a pressão e a circulação sanguínea.
      O calor e a umidade são intensos. Beba muita água. Mas dependendo do seu biotipo se hidratar apenas com água de garrafa não será suficiente. Lá pelo sétimo dia de viagem me deu uma moleza no corpo… Intercalei a hidratação entre água engarrafada e isotônicos e deu certo. (Exemplo: Gatorade, Powerade…) 
       
      Saindo de San José:
      Os ônibus para qualquer outro destino do seu roteiro saem do Terminal 7-10 (http://terminal7-10.com/es/). O terminal é novo, limpo, seguro e organizado. Foi construído em 2015. Compre a sua passagem com antecedência. A companhia que opera o trecho para La Fortuna é a Transportes San Jose Venecia (ônibus de cores rosa e branca). A bilheteria desta companhia abre às 10:00h da manhã e está localizada no último andar do terminal.
      Pedi um UBER para ir até o terminal. Existe uma alta concentração de táxis e às vezes uns “rateiros” (delinquentes) pelas redondezas do Terminal.
      A dica é pedir ao motorista do UBER ou táxi para ele te deixar dentro do estacionamento do terminal (subsolo). Há uma placa que indica “parqueo/encomendas” como entrada do estacionamento.
      O custo por 15 minutos de estacionamento é de 100 colones (R$ 0,60). Dei os 100 colones ao motorista para que ele pagasse o estacionamento e para que eu pudesse desembarcar e pegar minha mochila e minhas coisas tranquilamente.
       
      ========== LA FORTUNA/COSTA RICA ==========
       
      Fui para La Fortuna no ônibus das 10:00h de uma quarta-feira. A maioria dos passageiros eram turistas.
      Ao todo foram 5 horas de viagem à uma velocidade média de 60km/h.
       
      [ MITO ]
      É fácil você encontrar relatos dizendo que as estradas da Costa Rica estão em péssimo estado de conservação. Não mais.
      De fato as estradas são de pista de mão dupla em via única para cada um dos sentidos. Mas estão com uma nova pavimentação e sinalização em todos os trajetos em que percorri.
      Obedecendo os preceitos de preservação do país, as estradas não são retas ou com túneis e viadutos megalomaníacos. Elas contornam morros e muitas vezes cortam cidades pequenas. Por isso a velocidade média é baixa.
      Deve-se evitar viajar à noite.
      Regiões como Turrialba não são seguras à noite. 
       
      [ DICA INÉDITA ]
      A Costa Rica é conhecida internacionalmente pela alta qualidade do café e a melhor cidade para se comprar é em La Fortuna. Os preços estão mais baratos no Supermercado MegaSuper, ao lado do terminal rodoviário. Comprei dois pacotes do café Britt, a marca mais famosa no país.
      Se você tem interesse em fazer um tour para uma fazenda de café, de San José saem tours para diversos lotes, inclusive para a fazenda licenciada pela Starbucks.
       
      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Antes de embarcar para La Fortuna, comprei no Terminal 7-10 (San José) um chip da Claro para ter internet e poder me comunicar em caso de alguma emergência.
      Os planos pré-pagos são extremamente caros e a internet da operadora é muito deficiente.
      Além disso, os serviços são vendidos separadamente. Não há um combo telefonia + internet.
      Paguei R$ 60,00 para ter direito a 15 minutos de plano de telefonia em roaming para as Américas.
      Depois da Costa Rica fui para o Panamá, então imaginei que seria vantajoso comprar um plano de telefonia que funcionasse em toda a América.
      A internet custava mais R$ 90,00 adicionais para ter direito à 50MB durante 7 dias, apenas. Não comprei e me contentei com o Wi-Fi por onde eu passava.
      No aeroporto de San José há uma operadora oferecendo simcard com acesso ilimitado para turistas. Talvez valha à pena caso você queira estar 100% conectado.
       
      [ OBRIGADO, BRASIL! ]
      Enquanto aguardava no Terminal 7-10 reparei que os ônibus das companhias não eram tão novos… Viajei em ônibus melhores no Brasil, Peru, Chile e Argentina. 
      Ri quando chegou o ônibus da Transportes San Jose Venecia em que eu faria o trajeto para La Fortuna.  Caindo aos pedaços.
      Não tinha ar-condicionado e acreditem: Faltavam assentos em determinados conjuntos de poltronas!
      Fui lá pro fundão do ônibus, procurei um lugar em que não havia um assento no corredor e sentei na janela. Assim pude colocar as minhas mochilas ao meu lado.
      Detalhe: Os assentos não reclinam. Todos são soldados. Os que não estão soldados caem para trás. Hahaha… Faz parte da experiência.
      Há a alternativa de você percorrer o país com shuttles turísticos (microvans). A Interbus (www.interbusonline.com) é uma das empresas que oferecem esse serviço. A diferença de preços entre as companhias de ônibus e os shuttles turísticos é muito grande. Paguei US$ 5,00 pela passagem para La Fortuna. A Interbus oferece o mesmo trajeto por US$ 50.
       
      [ HOSPEDAGEM ]
      Em La Fortuna fiquei hospedado no Selina em um quarto para 4 pessoas. Hostel extremamente limpo e organizado. Todos os dias o quarto era limpo e as camas arrumadas.
      La Fortuna não é a cidade em que vi muitos mosquitos, mas eles estavam lá. É fundamental o uso do repelente concentrado tanto de dia quanto à noite. Procure por marcas que oferecem 10h - 12h horas de proteção. São fórmulas com icaridina. É fácil encontrar em boas farmácias de rede.
      Além do repelente levei barbante e um mosquiteiro da Quechua. Usei nas camas dos hostels em que me hospedei. Fácil de amarrar e proteger o seu sono durante a noite.
      Valor total da hospedagem por 4 noites: US$ 140.
      Fiz todos os tours no Sky Adventure (https://skyadventures.travel/)
      É uma empresa costarricense com 15 anos de tradição em La Fortuna. Eles instalaram um complexo de ecoturismo dentro da reserva florestal que está no entorno do vulcão Arenal. Também oferecem o transporte de ida e volta e almoço no complexo.
      São extremamente profissionais, cumprem à risca todas as normas de segurança e oferecem lockers e toalhas gratuitamente. As toalhas são oferecidas apenas para as atividades  aquáticas.
       
      Tours/Passeios:
      Combo Sky Walk + River Drift (Pontes suspensas + Descida das corredeiras em boia individual) = US$ 92 + US$ 16 (transporte de ida e volta) + US$ 18,00 (almoço). Total de US$ 126,00.
      Arenal Sky Trek (Percurso de 6 tirolesas por cima da floresta) = US$ 81,00 + US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 97,00.
      Sky Wild Kayaks (Passeio de Caiaque pelo lago Arenal) = US$ 47,00 +  US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 63,00.
      Comprei todos os tours antecipadamente aqui no Brasil através do site. Compras pelo site têm 5% de desconto com o código promocional ADVENTURE5.
      Todos os tours valeram muito à pena. O passeio de caiaque não tem muita procura… no dia em que fiz só havia eu e o guia remando pelo lago Arenal com o vulcão ao fundo. Uma paz sensacional. Reservei no horário mais cedo, um visual incrível. No decorrer da manhã aparecem barcos dos cidadãos locais que saem para pescar, beber e escutar música alta. Principalmente aos finais de semana.
      O River Drift também foi sensacional, a decida é longa e o rio cruza diversos cânions de mata fechada. Para chegar até a cabeceira do rio é preciso encarar 2 tirolesas + trilha + passagem suspensa sobre um riacho. Bem completo. 2 guias acompanham todo o trajeto.
       
      ========== SIQUIRRES/COSTA RICA ==========
       
      Não há como ir para a Costa Rica, paraíso do ecoturismo, e não fazer o rafting pelo Rio Pacuaré (Lê-se: Pacuáre). Esse é o quarto melhor rio do mundo na prática de rafting.
      Eu era o único brasileiro de uma excursão de 40 pessoas e 15 botes. Nosso país é tetracampeão mundial em rafting. Impossível perder esse passeio.
      Não há nada para fazer em Siquirres a não ser esse rafting. A cidade está localizada no meio do caminho entre La Fortuna e a costa do Caribe, no estado de Turrialba. Costarricenses haviam me alertado a não sair às ruas caso passasse uma noite em Siquirres. Não foi o meu caso.
      Depois de longas pesquisas para incluir Siquirres em meu roteiro, descobri a agência Exploradores Outdoors (https://exploradoresoutdoors.com). A agência é muito bem recomendada aqui no Fórum e eu assino embaixo. São especialistas em rafting.
      Além disso, oferecem um pacote sensacional:
      Te buscam em La Fortuna às 6:00h da manhã, te levam até Siquirres, fazem a atividade de rafting com café da manhã e almoço incluído e depois te levam até Puerto Viejo (meu próximo destino). Também fazem o trajeto inverso.
      O rafting tem duração de 4 horas com uma parada para o almoço improvisado (sanduíches e wraps) no meio da mata. Em todo o percurso as paisagens são fenomenais.
      O custo é US$ 99,00. Há lockers gigantes em que é possível você guardar toda a sua bagagem enquanto faz a atividade.
      Consulte a agência antes de planejar sua viagem e decidir fazer o rafting. Em uma determinada época do ano está suspenso devido à grande vazante do rio (época das chuvas).
       
      ========== PUERTO VIEJO/COSTA RICA ==========
       
      Confesso que eu estava com certo receio da vibe de Puerto Viejo. Por tudo que li, havia imaginado um lugar abandonado e pouco turístico na costa caribenha. Me enganei redondamente. Foi uma surpresa tão boa que fez com que Puerto Viejo fosse o melhor destino de todo o meu roteiro. Puerto Viejo é praia, bicicleta, sunga/biquíni e chinelos. Só vida boa! Uma pequena estrada asfaltada e plana corta todo o vilarejo e faz com que as bicicletas sejam o principal meio de transporte de todos os turistas.
      [ MITO ]
      Por causa da influência Jamaicana o reggae está presente mas o lugar é uma verdadeira mistura de ritmos e de gente do mundo inteiro. Um lugar democrático e onde o tempo passa bem devagar.
       
      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Para aproveitar Puerto Viejo é preciso acordar cedo. Fiquei hospedado no Selina Puerto Viejo. Aqui peguei um quarto individual com banheiro compartilhado para ter mais sossego. 
      4 noites saíram por US$ 274,82. Os quartos individuais ficam longe da piscina, cozinha e bar do hostel. É uma boa pedida. O melhor almoço que tive foi no próprio Selina. Apesar de existirem bons restaurantes em Puerto Viejo, a maioria deles está nivelado ao poder aquisitivo dos norte-americanos e europeus.

      [ Prato servido no Selina Puerto Viejo ]
      O cardápio do Selina tem um excelente custo benefício e pratos saborosos que vão além do tradicional casado.
      Já o café da manhã não vale à pena. Na unidade Selina de Puerto Viejo o café da manhã é um buffet à quilo. 100g = US$ 1,00.
      Na unidade Selina La Fortuna o buffet é liberado (coma à vontade) por US$ 5,00.
      O espírito brasileiro “se vira nos 30” sempre presente fez com que eu fosse ao mercado comprar coisas para preparar o café da manhã na cozinha do hostel. Existem 2 geladeiras e 2 fogões e todos os equipamentos disponíveis. Foi a melhor opção para economizar uma grana.
       
      [ OBRIGADO, BRASIL! ]
      Nesta altura do campeonato eu já estava enjoado de comer sempre o mesmo prato no almoço, o casado. Em comparação ao Brasil e outros lugares do mundo, a Costa Rica não tem uma vasta variedade gastronômica.  O Selina Puerto Viejo foi uma boa opção para dar uma variada na mistura diária.
      Aproveitando o embalo do assunto “comida”, em Puerto Viejo não deixem de ir à loja de chocolates artesanais, a Cho.co (http://cho.co.cr/). Eles revendem os chocolates artesanais produzidos pelas cooperativas da região.  Puro cacau. E pode levar pra viagem porque não derrete, mesmo.
       
      Tours/Passeios:
      A caminhada pela Reserva de Cahuita é uma boa pedida. Tem a Playa Blanca e animais fáceis de serem avistados. Mas chegue cedo se a sua intenção é atravessar todo o parque. A trilha é fácil mas bem extensa.
      Os ônibus saem em horas partidas desde o centro de Puerto Viejo. Por exemplo: 8:30h / 9:30h / 10:30h… Esteja atento(a) ao horário do último ônibus.
      Para acessar o parque é preciso fazer uma contribuição voluntária em dinheiro.
      Manzanillo é bem bonito mas é uma pena que a reserva esteja abandonada. Foi neste lugar em que vi um bicho-preguiça mais de perto durante toda a viagem.

      [ Praia de Manzanillo ]
      O parque está sem sinalização, não há banheiros, segurança e as trilhas estão sendo engolidas pelo crescimento da mata. Também vi certa quantidade de lixo durante a caminhada pela reserva.
      Para chegar até Manzanillo, fui de bicicleta com um casal de chilenos + 1 canadense de Toronto. O trajeto de ida e volta somam 24 km. Não posso andar muito de bicicleta por conta de um problema no joelho. Principalmente subidas (tenho 35 anos). Mas não há dificuldades no trajeto. Em sua maioria é totalmente plano. Encontramos apenas uma leve subida em que precisei descer da bicicleta e subir caminhando.  Em Manzanillo há um bicicletário improvisado antes de atravessar a ponte suspensa para acessar o parque. Sempre use a trava/cadeado ao estacionar a sua bicicleta.
      Sobre as praias, estive em Cocles, Playa Chiquita e Punta Uva. Todas com temperatura muito boa para se passar horas dentro d’água. Playa Chiquita é a mais bonita de todas e pouco movimentada. O acesso se dá por uma trilha que está no meio da estrada.
      Em Puerto Viejo visitei o Centro de Resgate Jaguar Rescue. É uma ONG responsável por reabilitar animais que estão em estado crítico de saúde. Existem duas modalidades de tour. Paguei pela mais simples (US$ 20,00).
      Estava com a expectativa bem alta para fazer essa visitação. É uma excelente oportunidade para ver animais de perto, como o bicho-preguiça, mas confesso que achei o tour muito superficial. Tem duração aproximada de 40 minutos. Existem outros tours mais privativos que têm o valor de US$ 60,00. Informações sobre horários de funcionamento e outras modalidades de passeio estão neste link: http://www.jaguarrescue.foundation
       
      ========== BOCAS DEL TORO/PANAMÁ ==========
       
      Confesso que imaginar atravessar a fronteira por terra entre a Costa Rica e o Panamá me dava um certo frio na barriga.
      Eu já havia cruzado fronteiras terrestres entre o Chile e a Argentina e entre a Argentina e o Uruguai.
      Mas essa aqui estava no meu imaginário dias antes de começar a viagem.
      Antes que esse processo também se instale no seu imaginário gerando algum tipo de preocupação, tranquilize-se. É seguro, confuso e divertido.
      Não me atrevi a fazer essa aventura por conta própria. Por mais que a gente leia todas as informações possíveis no Google, o cagaço toma conta e a amnésia é efeito colateral.
      Contratei o shuttle da Caribean (US$ 35,00 www.caribeshuttle.com) para fazer a travessia. Esse valor inclui a passagem de lancha no Porto de Almirante para Bocas del Toro. Compre com dias de antecedência porque esta rota é disputada. É fácil localizar o quiosque da companhia no centro de Puerto Viejo.

      [ Fronteira entre a Costa Rica e o Panamá ]
      Programe-se para fazer essa travessia nos horários das 6:00h ou 8:00h. Dizem que no decorrer do dia o fluxo na fronteira aumenta e a sua passagem por lá pode demorar horas sob o sol escaldante.
      Quando entrei na mini-van e o guia informou que havia wi-fi gratuita, me senti no primeiro mundo. Foi como um abraço quando se está sozinho rumo à fronteira.
      Toda a região parece um gigante canteiro de obras. Estão ampliando uma das pontes que dá acesso ao Panamá. Atravessar a fronteira significa você cumprir 3 etapas:
      Ao chegar na fronteira, a van estaciona em frente a uma lojinha onde é preciso pagar US$ 7,00 para o Ministério da Fazenda da Costa Rica. O rapaz te entregará um recibo carimbado.  De porte deste recibo + seu passaporte é preciso caminhar cerca de 100 metros até um segundo posto de imigração da Costa Rica onde a Polícia Federal carimbará o seu passaporte. É IMPORTANTE LEMBRAR QUE NESTA ETAPA VOCÊ PRECISARÁ APRESENTAR A SUA PASSAGEM AÉREA DE RETORNO AO BRASIL + CONFIRMAÇÃO DE RESERVA DE HOSPEDAGEM NO PANAMÁ. Sem esses papéis impressos a sua entrada não será liberada. Tickets de ônibus de saída do Panamá não são aceitos. Ao sair do posto da PF da Costa Rica, é preciso atravessar uma ponte à pé em direção ao Panamá em meio à constante passagem de caminhões de banana.
      Há muita gente por ali, logo na entrada do Panamá: Vendedores, guias, pessoas que não consegui identificar o propósito de estarem ali, exército… Ou seja, não dê sorte ao azar. Faça exatamente o que o guia da Caribbean orienta.
      Neste momento seja o brasileiro agilizado ou brasileira agilizada que todos nós somos. Não fique esperando amigos recém conhecidos durante a viagem, não pare para tirar fotos, não dê mole com as suas mochilas, não fique com medo de vir um caminhão buzinando… Trace uma reta, atravesse a ponte e quando chegar em terra firme no Panamá aviste no alto, do seu lado esquerdo, uma pequena placa amarela informando “imigración”, dentro de uma “galeria” coberta.
      Faça os trâmites e depois entre em outra van da Caribbean que estará esperando ali, do lado panamenho.
      Ao sair da fronteira e seguir pela estrada rumo à Bocas del Toro haverá no meio do caminho uma blitz do exército com parada obrigatória para verificar se todos os passageiros da van estão com o passaporte carimbado.

      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Depois de cerca de 40 minutos de lancha você chegará à Bocas Town (Isla Colón), ilha principal de Bocas del Toro. Desta ilha partem todos os tours.
      Durante a fase de pesquisa da viagem, eu havia visto algumas fotos de Bocas Town em relatos antigos e sinceramente já esperava algo sujo e desordenado.
      Mas me surpreendi positivamente.
      As fotos mostravam entulhos e montanhas de lixo espalhadas pela rua.
      Percebi um melhoramento… Há lixeiras espalhadas pela cidade e propagandas de conscientização para os moradores da ilha. Também vi duas ruas interditadas porque estavam em obras para a instalação dos dutos de saneamento do esgoto.
      Mas ainda sim é fácil avistar lixo doméstico em certos pontos da cidade.

      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO - PARTE II ]
      Bocas Town é um lugar muito bem policiado. Tanto de dia como à noite.
      Por volta das 22:00h desembarquei no cais retornando de um dos tours, caminhei em direção ao meu hostel de bermuda e com a camiseta pendurada no meu ombro. Em uma das mãos eu carregava uma pequena mochila.
      Há poucos metros do meu hostel fui abordado por uma dupla de policiais.
      Me perguntavam para onde eu estava indo… Expliquei que eu era turista e estava retornando para o meu hostel.
      Gentilmente me disseram que é proibido circular sem camisa pela ilha.
      Em um primeiro segundo fiquei estarrecido com a abordagem mas rapidamente pedi desculpas, disse que eu não sabia desta lei, coloquei a mochila no chão e vesti a camisa. Desejei boa noite e segui caminhando para o hostel.
      Há 5 dias atrás meus trajes em Puerto Viejo/Costa Rica eram sunga, chinelos e uma bicicleta. O fato de eu ser carioca e ter vivido muito tempo em uma cidade de praia provocou esse choque cultural. Fiquem atentos.


      [ O MITO QUE É VERDADE ]
      À primeira vista os panamenhos não são um povo simpático e receptivo.
      A diferença é grande no comparativo com os costarricenses.
      A maioria dos panamenhos caminham de cara amarrada pelas ruas e não são pró-ativos para ajudar os turistas. É claro que guias de turismo e funcionários do comércio dedicado ao turista não se aplicam de forma alguma à essa descrição.
      Enfim, é uma particularidade da cultura do país que deve ter alguma explicação histórica e deve ser respeitada.

      [ HOSPEDAGEM ]
      Fiquei hospedado no STAY Bocas (www.staybocas.com). É um Bad & Breakfast localizado próximo ao aeroporto de Bocas Town e a poucos metros da rua principal. Está longe de ser o point dos mochileiros ou mochileiras que querem/precisam economizar com estadia mas valeu cada centavo investido na reta final da minha jornada. Paguei US$ 390,00 por 5 diárias em uma suíte privada com ar-condicionado e um banheiro para chamar de meu.
      Esse valor inclui toalhas, café da manhã, bicicleta free e toalhas de praia.
      [ Restaurante flutuante na Ilha Solarte ]
      Tours/Passeios:
      Durante os 5 dias em que estive hospedado em Bocas del Toro, fiz apenas 2 passeios através de agência. Os demais dias desbravei praias em voo solo.
      O primeiro passeio que contratei desde o Brasil foi o tour noturno da bioluminescência (US$ 30,00). Sempre tive vontade de ver o plâncton que brilha à noite.
      Esse tour acontece somente durante a lua minguante. Ou seja, está disponível apenas durante uma semana a cada mês do ano.
      Inicialmente achei que seria uma furada. Embarquei na lancha já certo de que não veria muito coisa ou quase nada. Mas é realmente mágico!
      E ao final do tour eles fazem um mergulho em águas rasas onde você pode ver o plâncton iluminar à medida em que você mexe o corpo dentro d’água.
      O segundo tour que contratei foi o trivial que engloba: Ilha dos bicho-preguiça, Isla Solarte y Cayo Zapatilla (US$ 35,00).
      Contratei a Hello Travel Panama (https://hellotravelpanama.com) para fazer ambos os tours. Além de ser uma das poucas autorizadas a fazer o tour da bioluminescência, eles são os únicos que tem uma prancha de acrílico patenteada para fazer o Anfibia Board (A prancha fica amarrada à lancha e puxa você vagarosamente enquanto admira os corais no fundo do mar usando uma máscara de mergulho).
      Os valores dos passeios incluem bebidas (cervejas, água, sangria e refrigerantes).
       
      Playa de las Estrellas:
      Esqueçam as fotos que estão publicadas no Google sobre essa praia. Infelizmente o turismo predatório acabou com este lugar.
      Muitos panamenhos construíram quiosques de madeira na areia da orla que deveria ser a margem de um manguezal preservado.
      Você facilmente vê uma grande quantidade de lixo doméstico na trilha que dá acesso a esse lugar que é o cartão postal da ilha (latas de spray aerosol, desodorante, embalagem de óleo para barcos, fraldas usadas…). Catei algumas coisas que estavam ao alcance com um saco de lixo improvisado e ao retornar para o Centro despejei em uma lata de lixo da Praça Central.
      Além disso, a quantidade de estrelas não é a mesma que anos atrás. Avistei uma estrela do mar a cada 100 metros que caminhava dentro da água.
      O que ninguém conta é que as estrelas do mar se alimentam dos materiais vivos e orgânicos dos corais e fazem a filtragem da água. No fim do processo, elas excretam partículas muito finas de coral que “espetam” a nossa pele.
      Um argentina me havia alertado sobre isso no hostel. As partículas são invisíveis ao olho nú. Usei sapatilhas náuticas na praia. Não usei chinelos. Mas de nada adiantou. Em 20 minutos dentro da água eu já sentia algo “espetar” o meu corpo por toda parte. A dor não é absurda mas incomoda.
       
      [ DICA INÉDITA ]
      Uma feliz descoberta na Isla Colón foi a Playa Paunch.
      Peguei um táxi coletivo na Praça Principal (US$ 8,00) e pedi para que me deixasse no Paki Point que está localizado na Playa Paunch. Cheguei lá por volta das 10:00h da manhã achando que iria encontrar um point de badalação à beira-mar mas o lugar ainda estava fechado. Só abre às 11:00h!
      Notei no caminho um outro Beach Bar e resolvi caminhar até lá… Decisão acertada! Acabei descobrindo o Skully’s Beach Bar.


      Na verdade, o Skully’s é um hostel descolado com toda a infra de Beach Bar e o melhor: O acesso é gratuito mesmo para quem não está hospedado.
      Existem espreguiçadeiras, redes, mesas, bar, restaurante, mesa de Ping-pong, piscina… Chegue cedo caso queira assentar em uma espreguiçadeira acolchoada.
      Existe uma barreira de corais na extensão da Playa Paunch. Em muitos trechos os corais estão no raso e impedem até mesmo molhar as canelas… Mas justamente no trecho em frente ao Skully’s, os corais formam uma rasa piscina para você ficar ali em banho-maria tomando uma cerveja gelada. O bar/restaurante tem excelentes smothies e a comida e os preços são bem honestos. Não há taxa de consumação.

      [ Skully's / Playa Paunch ]
       
      ========== CIDADE DO PANAMÁ ==========
      A viagem de ônibus de Bocas del Toro até a Ciudad de Panamá pode durar 10 horas ou mais. Um casal de amigos chilenos fizeram esse trajeto e me disseram que a viagem é massacrante.
      Antes de sair do Brasil, investi em uma passagem de avião da AirPanamá (US$ 130) e fiz o trajeto em 1:00 hora. Existem preços mais baratos para esse voo mas decidi pagar pela tarifa cheia porque ela garante a remarcação ou reembolso total em caso de desistência.
      O fato de estar hospedado ao lado do aeroporto também facilitou a hora de carregar a mochila pesada até lá.
      É importante dizer que esse voo permite apenas despachar uma única bagagem de até 14kg. A aterrissagem é feita no aeroporto Albrook (em frente ao shopping Albrook), na capital.
      O UBER do aeroporto até o meu Hotel na Av. Cincuentenario custou US$ 6,61 (11km percorridos de distância).
      A capital definitivamente não é uma cidade para se explorar à pé. Prepare-se para alugar um carro ou rodar de UBER ou Cabify.
      No último dia de viagem pedi um Cabify para me levar ao Aeroporto Internacional Tocumen (US$ 20,61 para 20km percorridos). Assim como no Brasil, a qualidade do serviço e o carro do Cabify foram muito superiores às corridas de UBER que fiz pela Ciudad do Panamá.
       
      [ HOSPEDAGEM ]
      Passei apenas uma noite na “Casa Ramirez”, no bairro Coco del Mar. Um bairro nobre e seguro, próximo às ruínas de Panamá Viejo e aos melhores restaurantes da capital.
      Fiz a reserva pelo Booking. As fotos do site me deram a impressão de ser um lugar bacana e novo. Tem até piscina.
      Mas o valor que paguei pela diária (US$ 77,00) não fez jus às instalações. Vi alguns pontos de infiltração pelo quarto e o ar-condicionado era bem antigo. Demorava horas para gelar.
       
      Tours/Passeios:
      Costumo dedicar o último dia de viagem à um bom almoço ou jantar pra fechar a viagem com chave de ouro. Afinal, a gente merece depois de encarar perrengues mantendo o bom-humor das férias.
      Almocei no Botánica e jantei no famoso Maito (ranqueado em 2016 entre os 20 melhores restaurantes da América Latina). Esqueça o Maito. Atendimento fraco e comida sem novidades. Prefira o Botánica (http://www.botanicapanama.com/)
       
      CONCLUSÃO:
      Dois destinos pouco explorados pelos brasileiros e que valem o investimento de planejar uma viagem em modo slow motion, sem correrias.
      A decisão de viajar no período da seca é fundamental para que a sua viagem esteja garantida com praia e boas paisagens.
       
       
       
    • Por Carola_RJ
      12 noites de viagem.
      Voo da Copa Airlines direto do Rio para o Panamá. Pagamos um pouco mais caro para ser voo direto.
      A viagem foi ótima. O Panamá é um país muito interessante da América Central por sua diversidade de paisagens.
      Se alguém tiver alguma dúvida, pode falar!
       
      BOCAS DEL TORO
       
      Cidade do Panamá X Bocas del Toro
      Passagem de ônibus: $28
      A compra dos bilhetes do ônibus: Saímos do aeroporto e fomos direto para a rodoviária comprar a passagem rezando para não ter se esgotado. Não dá para comprar online antecipado.
      A fila no guichê estava imensa e não tinha ninguém para atender. A atendente chegou 10 minutos antes do horário que o ônibus partia. Ela atendia em uma lentidão absurda, depois entendi que ela ainda fazia dupla função: vendia bilhetes e depois corria para a plataforma, e ficava na frente do ônibus recolhendo os bilhetes de quem subia. Tudo muito confuso. Quando chegou na nossa vez e disse que viajaríamos no mesmo dia, ela pediu para segui-la até o ônibus porque não daria tempo de emitir a passagem e que pagaríamos diretamente ao motorista. Mas, para entrar na plataforma precisa de uma tarjeta de transporte, que cobra $0,10 de cada um. Óbvio que não tínhamos isso e ninguém avisou. A sorte foi que uma cidadã caridosa passou o cartão dela para nós.
      Estávamos morrendo de fome de tanto tempo na fila. A viagem duraria 10 horas, fui tentar perguntar se não dava para pegar um ônibus mais tarde, ela toda grossa disse que não. Enfim, subimos no ônibus sem bilhete, sem pagar, com fome e muito irritados com a desorganização. No meio da viagem demos o dinheiro da passagem ao motorista.
      Sobre a viagem em si: o ônibus era novinho, confortável, o ar condicionado era MUITO gelado, fez 3 paradas ao longo da viagem. Tinha uma televisão maldita com som super alto que ficou ligada até às 2h da manhã!!! Reclamamos, é claro. Saímos 19h30 de Panamá City e chegamos às 6h em Almirante. O ônibus não vai direto para Bocas del Toro, o destino final é Almirante.
       
      Almirante X Bocas Town
      Taxi (!?) até o porto: 1 dólar por pessoa
      Barco até Bocas: $6
      Quando você chega na rodoviária de Almirante tem que pegar um transporte até o porto. A viagem dura minutos e custa 1 dólar por pessoa. O motorista entulha o maior número de passageiros possível. O carro foi abarrotado de gente, e não havia porta para fechar a mala, mas as bagagens não caíram pelo caminho não. O carro era muito velho, não tinha nenhuma luz que funcionasse, bizarro!
      O barco para Bocas deve demorar uns 40 minutos, e a viagem é bem tranquila.
       
      Opinião geral sobre Bocas:
      - vale a pena ficar uns 4 ou 5 dias inteiros lá. Não vá com o tempo muito apertado pois chove muito, parece que o tempo é inconstante.
      - é um lado muuuito turístico! Então, você vai esbarrar com poucos panamenhos lá! Mas o clima é legal.
      - tem muito pernilongo: leve repelente!
      Comida: Tem muito restaurante legal, com culinária internacional, comida tailandesa, italiana, argentina. A maioria dos restaurantes tem happy hour na parte da tarde, então, se chover, vá pro bar encher a cara!
       
      Hospedagem em Bocas
      A ilha central é Bocas Town. Ficamos hospedados na ilha em frente, chamada Isla Carenero. O taxi custa só 1 dólar para fazer a travessia, e demora cerca de 2 minutos.
      Ficamos no Hotel Oasis Over the Sea. O hotel é bonito, limpo, organizado. Os quartos são grandes e confortáveis. O staff é ótimo, super atencioso, nos deu todas as dicas sobre o local. O valor foi o melhor custo X benefício da região. Essa ilha é bem calma, tem uma vista ótima. A única coisa que não gostei muito foi do café da manhã. O café da manhã é bem restrito: café, ovos, pão, fruta do dia e cereais.
       
      Passeios de Bocas
       
      Playa Estrella - Essa praia fica na própria Isla Colón. Pode chegar de barco ou de ônibus. Preferimos o ônibus que era mais barato. O ônibus sai da praça central a toda hora com destino a Bocas Del Drago. Desse local você anda 20 minutos até chegar a praia ou pega um barco por 1 dolar. Essa praia é maravilhosa. Parece uma piscininha, sem onda, água quente e cheia de estrelas do mar. Se você toca em alguma estrela, logo vem alguém te dar um mega esporro. Achei legal essa preocupação em resguardá-las. Nós passamos uma manhã nessa praia, mas dá para passar o dia inteiro.
      Passagem de ônibus: $2,50
      Duração da viagem: 30 minutos
       
      Isla Zapatilla + Cayo Coral + Baía dos Golfinhos - Esse é o tour padrão e o preço também é padrão. Pode reservar na véspera, no próprio hotel ou vai a qualquer agência no centro.
      Preço: $35
      Horário: 10h às 17h
      Primeiro passamos na Baía dos Golfinhos onde ficamos uns 15 minutos. Confesso que achava que não teria a menor graça. Mas foi legal ver os golfinhos sim. Depois paramos num restaurante sobre o mar para fazer o pedido do almoço de mais tarde. Depois fomos para Zapatilla onde ficamos 2 horas. A praia é bem bonita, com uma cor linda, MASSS minha experiência não foi da melhores. O tempo estava péssimo nos dias que estivemos em Bocas, mas sempre saia um solzinho em alguma hora do dia. No dia desse passeio também amanheceu chuvoso. Arriscamos, e simplesmente o tempo só piorou ao longo do dia. Na ida para Zapatilla caiu um temporal, ventava muito, ficamos ensopados dentro do barco, morrendo de frio. Quando chegamos em Zapatilla não tinha absolutamente nenhum abrigo, estávamos com frio, na chuva e tinha que esperar 2 horas. Tinha uma família com crianças e elas choravam muito querendo ir embora, que agonia. Demos uma caminhada na ilha, a água estava bem quente, mas não entramos na água pelo frio que sentiríamos ao sair. Passadas as 2 horas, o barco buscou e levou para Cayo Coral. Esse lugar é bem interessante: uma área bem rasa, cheia de corais, com água cristalina, bem legal para fazer snorkel. Mas a gente estava com tanto frio que perdemos a vontade de tudo.
       
      SAN BLAS
       
      O QUE É SAN BLAS? - um arquipélago formado por 365 ilhas localizado num território autônomo comandado pelos índios Kuna. Nem todas as ilhas são habitadas. Logo no começo, mais próximo do continente, tem umas 3 ilhas bem grandes onde residem a maior parte dos índios. Nestas ilhas não ha turismo e elas não são bonitas, pelo contrário são lotadas de lixo! Fiquei assustada quando o barqueiro fez uma parada nelas. As ilhas mais turísticas ficam mais distantes. O nome da hospedagem nas ilhas é “cabana”. Tem ilha que possui mais de uma cabaña, inclusive. Cada cabaña é controlada por uma família diferente.
       
      ONDE E COMO SE HOSPEDAR - Existem várias ilhas e tipos de hospedagem distintos. O valor é bem proporcional a qualidade do lugar. Pode acampar também. Tem cabana simples, com chão de areia (não recomendo, particularmente, explico minha experiência abaixo), tem com piso de madeira e banheiro privado, tem umas casinhas lindas sobre a água (não sei o nome da ilha, mas fica bem no começo, com um mar bem cristalino, eu tirei fotos quando passei em frente de barco) eu nem sabia dessa opção. Outra opção é ficar num veleiro, parece bem top, e não faço ideia do quanto custe.
       
      Ficamos hospedados na Ilha Chichime. A ilha é linda demais! Achei mais bonita que a Isla Perro. O mar de Chichime é impressionante, com diversas tonalidades e é muito deserta. Não é a toa que próximo da ilha ficam vários barcos atracados. A Isla Perro também é muito boa, mas fica muito cheia. Eu descobri que agora tem tipo um hotel lá. Tem uma construção de dois andares com quartos, tudo muito bonitinho. Se soubesse antes, teria me hospedado lá talvez. A Isla Diablo fica em frente a Perro, e é bem bonita também.
       
      Valores para 2 noites, quarto privado, por pessoa, incluindo:
      - Transporte Terrestre ida y vuelta (PTY-Port Barsukun-PTY)
      - Transporte de bote ida y vuelta (Puerto-Cabañas Ina-Puerto).
      - 2 Noches en Cabaña Privada
      - 3 Comidas diarias.
      - Un Tour a Isla Pelicano.
      Cabañas Ina: $150.00 - noche adicional $25.00
      Cabañas Franklin o Senidup: $170.00 - noche adicional $35.00
      Cabañas Eneida: $200.00 - noche adicional $50.00
      Cabañas Chichime: $218.00 - noche adicional $50.00.
      Cabañas Diablo: $218.00 - noche adicional $50.00
      Cabañas Iguana: $200.00 - noche adicional $50.00
      Quarto com piso de madeira e banheiro privado:
      Nombre de Isla o Cabaña: Iguana -$285 - noche adicional $75.00
      Nombre de Isla: Coco Blanco - $310.00 noche adicional $100.00
       
      Agencia de turismo LAM TOUR
      Agendei tudo por e-mail bem antes de viajar. Eles pedem para esperar na recepção do hotel entre 5h e 5h45 da manhã. Fomos os primeiros a ser buscados. O motorista chegou antes das 5h. Só e permitido passar pela estrada carros grandes. Viajamos num 4X4 com 7 lugares mais o motorista. Não aconselho sentar no ultimo banco pois é muito apertado. Se você sente enjoo, tome remédio antes pois a estrada é terrível, muito sinuosa. Depois de buscar todos os passageiros, passamos no escritório da agencia de turismo para fazer o pagamento. Quem tem mala grande, é aconselhado a deixar no escritório. Mas eu vi muita gente levando bagagem grande. No prédio do escritório tem um mercado. É importante levar coisas para comer e beber porque tudo é muito escasso nas ilhas. Daí são cerca de 2 horas de viagem de carro. Quando chega na fronteira do território Kuna, temos que apresentar passaportes e pagar uma taxa de 20 dólares por pessoa. No porto tem que pagar mais 2 dólares por pessoa. Deste porto saem diversos barcos para diversas ilhas. Demora cerca de 1 hora o trajeto de barco. Saímos encharcados do barco tanto na ida quanto na volta. Tem muita onda, a coisa não é muito calma. As bagagens não molham, pois são colocadas num compartimento abaixo.
       
      - Há energia elétrica de 6PM ate 10PM. A energia é fornecida por painéis de energia solar.
      - Celular pega. Acho que só da empresa Movil. Eu não fiquei preocupada com isso, mas se informem se quiserem ter celular durante a estadia.
       
      PASSEIOS EM SAN BLAS: acho que todos os pacotes incluem um tour pelas ilhas. Fomas na Isla Perro, que tem um barco afundado e é legal para fazer snorkel, e na piscina de estrelas, que é uma piscina natural no meio do oceano cheia de estrelas do mar. Se quiser fazer mais passeios, é só negociar com o barqueiro e dar umas voltas.
       
      MINHA EXPERIENCIA - O barqueiro que nos buscou, proprietário das cabanas da nossa ilha, era um senhor muito gentil. Já me chamou atenção o fato dele andar com o celular pendurado, e já sair falando “já sei que vocês são vegetarianos” , explico: quando passamos no escritório avisamos que meu marido não comia peixe, ela passou uma mensagem para o índio pela internet. A informação chegou super rápido e funcionou. Eles fizeram refeição especial para ele. A comida de Chichime é ótima. Parece que é uma marca registrada no local.
      Continuando, pegamos o barco e passamos primeiro nas ilhas que servem de moradia para os índios para buscar umas pessoas da tribo. Quando chegamos a Chichime ficamos encantados. O lugar é lindo mesmo. Tomamos banho de mar, tomamos cerveja (quase quente, por 2 dólares). De dia foi tudo ótimo! Usar o banheiro coletivo também foi tranquilo. O banheiro nunca estava ocupado, a água do banho é salobra. MASSSSS, depois que a luz acabou e fomos dormir, nossa, tinha muitos bichos entre nós: largatixas (umas 20, sério), aranhas super enormes, caranguejos, bichos rastejantes, e muitos outros que nem sei como se chamam! Particularmente, não curti NADA dormir assim, porque os bichos subiam na cama, eu tomei vários sustos durante a noite com bicho sobre mim. Conversando com algumas pessoas, ouvimos gente que foi picada, e ficou com inchaço e tal. Com certeza dormir em barracas é melhor! Por isso, decidimos voltar uma noite antes. Já havíamos pago por 2 noites mas não dava! Falamos com o índio que eu tava me sentindo mal, e ele disse que não tinha problemas. Por sorte fizemos o passeio (que está incluso no pacote) logo de manhã, e de tarde, às 14h30 pegamos o barco de volta para o Panamá. Assim, a gente não perdeu quase nada! Porque voltaríamos no dia seguinte às 8h da manhã! Quando chegamos na Cidade do Panamá (umas 20h) passamos no escritório da Lam Tour para pegar as malas. A funcionária Jude foi muito atenciosa, perguntou sobre o meu “estado de saúde”, e, incrivelmente, devolveu uma parte do dinheiro por não termos dormido mais uma noite. Achei isso muito bacana.
      Aconselho muito conhecer San Blas, mas quem não curte dormir com toda a “fauna” local, melhor ficar numa hospedagem melhor ou fazer um bate e volta , um day trip.
       
      CIDADE DO PANAMÁ
       
      Taxi Aeroporto X Rodoviária: $35
      Achamos bem esquisito o taxi não ter nenhuma identificação. Era um carro normal. Rezamos para não ser um golpe e correu tudo bem. O trânsito de fim de tarde é péssimo, mas o motorista andou super rápido e chegamos em meia hora. Acho que é normal andar acima dos limites de velocidade, e usar o celular dirigindo. Mas os motorista foi super prestativo e gentil conosco.
       
      Hospedagem: Passamos pela Cidade do Panamá duas vezes, uma antes e outra depois de San Blas. Nos hospedamos no Novotel, que é garantia de qualidade padrão Accor. Pegamos uma ótima promoção, e pagamos 44 dólares na diárias de final de semana, e 77 durante a semana. Sim, na maioria da rede Accor, que é mais voltada pro business, as diárias de fim de semana são mais baratas.
      Só que voltamos antes de San Blas. A mulher da Lam Tour nos recomendou uma hospedagem na cidade, já que não tínhamos reserva. Ficamos essa noite no Hotel Latino por 40 dólares o casal. O hotel era horrível!!! Evitem isso!
       
      Passeios:
      - Casco viejo – é onde fica a sede do governo. É um local de arquitetura mais antiga, contrastando com os arranha-céus da orla. Tem muitos restaurantes. Comemos duas vezes no Tantalo, que é bem famosinho, e gostamos muito. Lá também rola uma night.
      - Avenida Balboa – parece muito com o Aterro do Flamengo no Rio, parece que essa área é de fato um aterro também. O mar fede tanto quanto o da Baía de Guanabara, talvez um pouco mais. Ainda assim, é bem bonito tanto para andar nele, quanto para admirá-lo do alto dos prédios, sobretudo na parte da noite, quando brilham as luzes dos edifícios. Num domingo de manhã, alugamos aquela “quadricicleta” e ficamos dando uma volta.
      - Canal do Panamá – Tem que conhecer, né? Custa 15 dólares a entrada. Desde o terminal Albrook, taxi custa 10 dólares, mas também tem ônibus por 0,50! É super perto!
      - Hard Rock Café – Só o prédio já é maneiríssimo. Se não estiver muito caro, eu recomendo se hospedar aí. Lá tem vários bares e restaurantes em diversos andares. Fomos numa quinta-feira no topo do prédio, 62º andar. Pagamos 20 dólares por pessoa, só para entrar. Isso porque chegamos cedo! Eu achei bem caro, mas queríamos conhecer. Tem uma ótima vista da cidade, muito legal. Nas cercanias do prédio tem muitos bares também. Paramos em um bar na frente com música. Achamos curioso as garçonetes, além de serem bem bonitas, siliconadas e com uma roupa bem apertada, ficarem de papinho com os clientes, tomando uma dose aqui outra ali, abraçando os clientes. Depois puxamos papo com um taxista (taxista sempre conta as fofocas!!! Rs) e ele disse que os donos permitem que elas tenham um “trabalho paralelo” após o expediente. A maioria vem da Colômbia e elas cobram 200 dólares por uma hora de serviço. Com o dólar a R$4,10, isso significa que elas ganham em uma hora o salário mínimo do Brasil. Choquei!
      - Cassinos – Tem cassino em toda esquina! Acho que vale a pena conhecer
       
      VISÃO GERAL
      - Quase ou praticamente não tem bares pelas ruas. As pessoas não tem muito essa cultura de sentar no bar da esquina para beber. E, como muitos outros países, não é permitido beber na rua.
      - O engarrafamento é infernal!
      - Os carros são muito novos, e quase não se vê carro hatch, é tudo caminhonete, e os sedãs mais ralés são do tipo Toyota Corolla, e etc.
      - o salário mínimo é de 650 doláres, mas acho que a maior parte das pessoas ganha bem mais que isso.
       
      Tem algumas fotos no meu instagram: carolcasj
      Sites que usei muito:
      http://abraceomundo.com/ilhas-de-san-blas-como-escolher-a-hospedagem/#comment-2352489392
      http://lalarebelo.com/


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