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Travessia Saco do Mamanguá + Pico do Pão de Açúcar e Travessia da Ponta da Joatinga + Cachoeira do Saco Bravo

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Bacana relato. Quero muito fazer essa trilha  tb. Sera inicio junho tempo fica bom? Tem algum blog ou zap. Buscando mais info e amigos p trilhar tb. Sou carioca. 21 98339 3338 zap

Obrigado 

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    • Por Alan
      Ola pessoal.
       
       
      Fiz essas 2 travessias: da Serra da Bocaina (Trilha do Ouro) e Ponta da Joatinga/Paraty, uma seguida da outra, no dia 04/07/2003 terminando no dia 11/07.
       
      A Travessia da Serra da Bocaina é muito conhecida pelo nome de Trilha do Ouro e se inicia em São José do Barreiro/SP e termina no bairro de Mambucaba em Angra dos Reis/RJ. Normalmente se faz essa travessia em 3 dias, mas como eu tinha intenção de conhecer o Pico do Tira Chapeú, resolvi emendar uma caminhada na outra.
      Fiz primeiramente a caminhada até o topo do Pico do Tira Chapéu e depois segui para a travessia do PN da Serra da Bocaina.
       
      Fotos e croquis da Travessia da Serra da Bocaina:

       
      Fotos e um croqui com a trilha plotada da Travessia da Ponta da Joatinga:

       
       
      Minha pretensão inicialmente era somente fazer a travessia da Serra da Bocaina (Trilha do Ouro), mas como o Pico do Tira Chapéu ficava próximo da portaria do PN, resolvi emendar uma caminhada com a outra.
      Seriam 4 dias de caminhada exaustiva, mas as belas paisagens da Bocaina compensariam o esforço.
      Peguei algumas dicas na net sobre a Trilha do Ouro, mas não me preocupei muito porque todas falavam que essa travessia é bem tranquila e sem receio de se perder.
      Enviei a solicitação de autorização (obrigatória) ao PN para iniciar a travessia no dia 06 de Julho e depois liguei confirmando se tinham recebido. Tudo ok.
      Um problema de se chegar na cidade de S. José do Barreiro (onde se inicia essa travessia) é a escassez de ônibus. Saindo de SP somente a empresa Pássaro Marrom faz esse itinerário, mas não é todo dia que ela faz esse percurso, por isso a melhor alternativa é seguir de SP até Guaratinguetá e de lá até S. José do Barreiro.
      E com isso só fui chegar na cidade no início da tarde do dia 04 de Julho (Sexta-feira).
      Quanto a hospedagem, já tinha uma indicação da Pousada da D. Maria que fica ao lado Igreja Matriz e segui para lá. É uma pousada simples e pequena, mas perfeita para passar a noite.
       
      Depois de acomodado no quarto, saí para procurar algum transporte até o alto da Bocaina e comer alguma coisa.
      Fiquei sabendo que sempre tem algum veículo que sai ao lado da Igreja, mas são bem caros. O ideal é para um grupo de 10 pessoas, mas eu estava sozinho naquele dia.
      Há uma pessoa chamada Zé Pescocinho que é um dos mais baratos para levar até o alto da serra e recomendado por muita gente que já tinha feito essa caminhada.
      Depois de me informar com a D. Maria onde fica a casa dele, fui até lá.
      O carro que ele tem é um Fusca, mas fui informado por ele que só tinha eu para subir a serra, então ficaria muito caro.
      E com isso não me restou alternativa senão subir até o alto da serra na caminhada mesmo.
       
      Procurei acordar bem cedo no naquela manhã de Sábado (05 de Julho) e saí de S.J Barreiro por volta das 07:00 hrs na caminhada até o Pico do Tira Chapéu (2.088 mts) onde iria acampar.
      A subida da serra é longa e exaustiva.
       

      Depois de umas 3 horas de caminhada começam a aparecer as primeiras bicas de água e o visual começa a ficar legal depois de + - 4 horas, quando toda a Serra da Mantiqueira com Pico do Marins, Serra Fina e Itatiaia aparece. Dá p/ se ver todo o perfil da Mantiqueira.
       
      Todos os carros que passavam por mim nem procuravam me notar, para não dar carona, é claro. Um deles até tinha 2 montanhistas com mochilas na carroceria, confirmando que eles também iam fazer a travessia.
      Lá pelas 14:00 hrs e depois de pouco mais de 20 Km, a estrada chega ao topo da serra e depois é só descida. Mais uns 4 Km do alto da serra e passei ao lado da Fazenda Recanto da Floresta (que pertence a Agência MW Trekking) e da Pousada Conde D´Eu.
      Logo a frente tem a placa de Fazenda Sincerro e Fazenda Pinheirinho à direita e foi aqui que eu saí da estrada principal e segui na direção da Fazenda.
      Até a sede da Fazenda Pinheirinho foram pouco mais de 3 Km, onde eu peguei uns 2 litros de água, porque no topo do Pico do Tira Chapéu não tem.
      Ao passar pela sede ainda caminhei cerca de 1,5 Km pela estrada até a divisa da propriedade, marcada por uma cerca de arame e uma porteira.
      Cerca de 100 mts antes de chegar nessa porteira se inicia a trilha, à esquerda, que é uma íngreme subida em direção ao pico.
       

      Resolvi apertar o passo porque o Sol já estava se pondo e precisava chegar em algum local plano para montar a barraca, pois já tinha caminhado cerca de 10 horas ininterruptas.
       

      Nessa primeira subida parei várias, como se o corpo estivesse mandando um aviso de que era preciso parar e montar a barraca por ali mesmo. E foi o que fiz quando a trilha se nivelou e seguia rente a cerca. O pico estava bem visível ao sul e era fácil localizá-lo.
       

      Montei a barraca em um local plano, junto à cerca, a mais ou menos 1 hora do topo do Tira Chapéu (como era área de descampado, durante a noite ventou muito).
      No manhã de Domingo bem ao amanhecer deixei as coisas dentro da barraca e subi até o pico.
      Foi só seguir a cerca de arame, já que ela passa pelo topo do pico, que na verdade não chega a ser um pico.
      É um morro, onde 3 cercas de arame farpado se encontram. Segundo o IBGE sua altitude é de 2088 mts.
       

      No local existe uma Cruz e uma placa com uma oração e daqui dá para se ver toda a baía de Paraty, Pico do Frade, vales da Serra da Bocaina; em resumo, até onde a vista alcança.
      Voltei e desmontei a barraca e segui em direção a Portaria do PN. O retorno até que foi rápido e cheguei na portaria por volta das 11:00 hrs. Assinei a autorização que tinha enviado 1 semana antes e segui em direção a travessia (isso é obrigatório, pois sem essa autorização não se consegue fazer a travessia).
       

      Junto à guarita encontrei um casal de adolescentes alemães que estavam entrando no PN para fazerem a travessia e com isso seguimos juntos a maior parte do tempo.
       
      Logo depois da guarita, seguimos pela estrada e logo à frente já chegamos numa bifurcação à direita que sai da estrada e viramos aqui.
      Pouco menos de 1 hora de caminhada desde a Portaria chegamos na Cachoeira do Santo Izidro à esquerda, que possui um belo poço na base, mas nem ficamos muito tempo.
       

      Voltamos para a estrada e com a maior parte de trecho no plano, seguimos caminhando com uma ou outra subida ou descida.
      Depois de umas 2 horas de caminhada chegamos no acesso à Cachoeira das Posses, que está do lado esquerdo, mas antes de chegar nela, passamos ao lado das ruínas de uma antiga Fazenda.
       

      O lugar pode ser uma boa opção para acampar, se alguém estiver passando por aqui no final de tarde.
      Pegue água nessas cachoeiras ou em alguma nascente que você cruzar, porque depois só no Camping e Pousada Barreirinha que está bem distante.
      Depois de umas 3 horas desde a Portaria, a estrada inicia uma subida íngreme até chegarmos a uma outra bifurcação.
      Nesse local existe uma placa apontando Pousada Vale dos Veados à direita e Trilha do Ouro à esquerda.
      A partir daqui a paisagem vai se abrindo e a caminhada é feita por um pequeno trecho no plano para depois iniciar a longa descida até a Pousada/Camping Barreirinha.
      E parecia que a descida não acabava mais. Começou a anoitecer e nada de pousada para passarmos a noite. Encontramos uma placa da Pousada indicando a 3 Km (mas pareciam que eram 6 Km).
      Ela fica em um fundo de vale com a estrada passando do lado direito. Quem nos recepcionou foi o Sr. Sebastião e o lugar é perfeito para o primeiro pernoite dentro do PN, mas se você estiver passando muito cedo por aqui é possível chegar até a Pousada da D. Palmira, cerca de 1 hora à frente.
       
      Chegamos na Barreirinha já durante a noite e já fomos montar nossas barracas no gramado (no local existem alguns quartos da pousada).
      Combinamos que iriamos jantar no lugar, já que estávamos bastante cansados para preparar a comida e logo depois do delicioso jantar fomos dormir.
       

      No dia seguinte subimos o Pico do Gavião (subida ao lado da pousada, dá para fazer em uns 45 minutos) e lá do topo é possível ver o litoral e toda a região em volta. No local existe uma placa apontando altitude de 1600 metros.
       

      Depois de alguns clics, iniciamos a descida rapidamente e com as barracas desmontadas e mochilas nas costas, retomamos a caminhada por volta das 09:00 hrs.
      Depois de uns 30 minutos de estrada tem uma bifurcação que muitos se confundem e pegam o caminho errado.
      A estrada principal parece seguir para a esquerda, mas a o caminho correto é virar na bifurcação da direita.
      Dali para frente a estrada passa ao lado da Pousada da D. Palmira e de algumas sedes de fazenda.
       
      Esse trecho é desgastante demais, porque é um tal de sobe morro/desce morro, mas a estrada é bem nítida e já vai tendo ares de trilha em alguns lugares.
      Água não é problema, pois cruzamos com inúmeros riachos pelo caminho. O que chama a atenção aqui é que o calçamento de pedras construído pelos escravos a cerca de 300 anos atrás. Ele não está em todo o percurso, mas em vários trechos ele está preservado.
      Só é preciso tomar cuidado com o limo que se forma nas pedras, pois os tombos e escorregões são comuns.
      Depois de um trecho final de descida, chegamos no gramado, ao lado do Rio Mambucaba as 16:00 hrs.
      Ali me separei do casal e eles ficaram ao lado da Cachoeira do Veado em camping selvagem e eu na área de Camping da Pousada do Zé Candido e D. Vera, do outro lado do Rio Mambucaba, onde se atravessa por uma pequena gaiola de metal.
      Junto do Rio Mambucaba existe uma enorme área gramada e perfeita para quem quiser ficar em camping selvagem ao lado do rio e continuando a trilha, próxima ao Mambucaba, chegará na pinguela sobre o Ribeirão do Veado uns 10 minutos depois.
       
      Aqui uma outra bifurcação e seguindo em frente vai sair em uma outra Trilha do Ouro, mas essa conhecida como Trilha do Rio Guaripu que vai terminar em um bairro do município de Cunha.
      Se quiser chegar na Cachoeira do Veado é só seguir na trilha à direita, logo que atravessar a pinguela.
       

      A cachoeira é enorme e com 2 quedas que somam mais de 200 mts de altura e que vale o esforço para chegar até aqui.
      Depois de vários clics voltei ao camping.
      Acordei cedo na manhã de Segunda-feira (07 de Julho) e com barraca desmontada e mochila nas costas voltei para o outro lado do Rio pela gaiola de metal.
      Depois de passar o enorme descampado atravessei novamente o Rio Mambucaba na pinguela, seguindo agora pelo lado esquerdo dele por encosta bem inclinada.
      Preste atenção porque desse trecho se tem um belo visual da Cachoeira do Veado e daqui para frente é trilha em mata fechada e só descida por umas 4 horas até o final dela.
      Nesse trecho da travessia o calçamento de pedras é bem visível e está presente em boa parte dela, por isso cuidado com os tombos.
       
      Quando chegar no final da trilha, na estrada de terra tente conseguir um transporte até o bairro do Perequê, porque é um longo trecho de uns 13 Km até a Rodovia, passando ainda por uns 2 rios pelo caminho.
      Eu não consegui nenhuma carona, então tive que ir na caminhada mesmo e fui chegar no ponto de ônibus em Perequê por volta das 14:30 hrs e ônibus para Paraty só as 15:40 hrs, onde cheguei por volta das 17:00 hrs e como pretendia fazer a travessia da Ponta da Joatinga no dia seguinte, já fui atrás de uma pousada próxima do centro histórico (Pousada Marendaz) para tomar um banho e sair para comer alguma coisa.
      A localização da Pousada é perfeita e seus preços são relativamente bons e como era uma Segunda-feira (07 de Julho) nem fui com reserva, pois sabia que a cidade estava vazia.
      Depois de uma noite tranquila levantei bem cedo no dia seguinte (Terça-feira), tomei o café da manhã na pousada e sai em direção ao cais de Paraty para procurar algum barco em direção a Praia do Pouso por volta das 09:00 hrs.
      Sempre é possível encontrar algum pequeno saindo do cais ou retornando para a Praia do Pouso e eu consegui um, que dividi com mais 4 adolescentes surfistas que estavam indo para a Praia Martim de Sá.
       

      Como o barco era pequeno, ele demorou um pouco mais e só fomos chegar lá por volta das 14:00 hrs.
       

      Depois de chegar na areia da praia com a ajuda de uma pequena canoa, agora era procurar a trilha que nos levasse morro acima até o selado e de lá descer para a Praia Martim de Sá.
      A trilha se inicia logo atrás do orelhão, seguindo para esquerda e se tiver dúvidas é só perguntar para os moradores que qualquer um pode indicar. A subida é íngreme e exaustiva e depois de chegar no selado e passar pela bifurcação para a Praia da Sumaca (ou Praia da Joatinga) iniciamos a descida até Martim de Sá, onde chegamos por volta das 16:00 hs.
       

      O único morador aqui é Sr Maneco e sua família, que recentemente ganhou a posse definitiva do lugar.
      Ele disponibiliza uma área de camping com banheiros e uma pequena cozinha com pias.
      A praia é muito bonita, ondas fortes e boa para surf.
      Depois de uma noite tranquila no camping, acordei bem de manhãzinha naquela Quarta-feira (09 de Julho) e fui acertar com o Sr. Maneco o valor do camping e saí em direção à Praia de Ponta Negra, meu objetivo naquele dia.
      A trilha sai bem ao lado da casa, na direção oeste. Na dúvida é só perguntar ao Seu Maneco que vai te dar algumas orientações bem úteis, mas a trilha é bem nítida e fácil.
       
      Existe uma bifurcação para um Poção e para o Pico do Cairuçú à direita, depois de uns 30 minutos, mas é uma trilha usada somente para quem vai até o Poço.
      O Saco das Anchovas vai aparecer logo à frente com várias casas de pescadores ao lado do costão.
       

      Aqui é possível seguir pela trilha bem acima das casas ou descer e passar ao lado delas.
       

      Mais alguns minutos à frente e outra bifurcação, sendo que esta leva até a Praia do Cairuçú, onde existe uma casa e uma nascente ao lado. É uma praia muito pequena e quase deserta e ótima opção para passar algumas horas descansando.
      Seguindo pela trilha principal, mais a frente passei ao lado da casa do Sr. Aplígio à esquerda e uns 50 mts depois tem um riacho onde encontrei algumas mulheres lavando roupas.
       
      Depois desse riacho tem ainda uma outra casa à direita e logo a trilha se divide em 2: uma que segue para esquerda, próxima ao costão, mas a trilha certa é a da direita.
      Mais alguns minutos de caminhada e chego novamente em uma bifurcação em "T", onde é só seguir para esquerda e daqui para frente é plano até iniciar a longa subida, com alguns trechos bem íngremes cruzando inúmeros riachos (junto a bifurcação existia uma placa fixada em uma árvore indicando PONTA NEGRA para esquerda, mas parece que recentemente retiraram ela).
      Esse é o pior trecho, já que a subida parece nunca terminar. A caminhada é muito cansativa por dentro da mata fechada e no meu altímetro o topo chegou a + - 560 mts.
      Pouco minutos antes de chegar lá existe uma Gruta chamada Toca da Onça que pode ser uma boa opção em uma emergência.
      Depois de um pequeno trecho no plano, agora é descida muito íngreme, onde é recomendável ir se segurando nas raízes e galhos senão é tombo na certa.
       

      Cheguei na Praia de Ponta Negra as 16:00 hrs com uma pequena chuva.
       

      Aqui existem 3 campings e escolhi o quintal da casa da D. Dilma, junto da escada de acesso à praia. O lugar era bom porque tinha a proteção de um bambuzal bem ao lado e a praia estava bem próxima.
      Depois de montada a barraca, desci até praia e encontrei inúmeras crianças que jogavam futebol na areia.
       
      Entrar na água era um pouco perigoso porque as ondas eram fortes, devido ao tempo chuvoso. Só fiquei mesmo observando o pessoal jogando futebol.
      Depois de alguns clics voltei para a barraca e fiquei descansando até o anoitecer, quando fui preparar meu jantar.
      Durante a noite choveu para caramba e de manhãzinha ainda tinha aquela garoa e o vento frio. Fiquei na dúvida se continuava dentro da barraca ou continuava a caminhada. Ficar no camping com aquele garoa era perda de tempo.
      Não poderia ficar esperando o tempo melhorar, né.
      Continuei a travessia com garoa mesmo.
      A continuação da trilha está bem a oeste da praia e seu acesso é bem fácil.
       

      Depois de alguns minutos já fui chegar na Praia das Galhetas (muita pedra e sem areia, mas inúmeros poções em um rio que deságua na praia). Nesse trecho é preciso tomar muito cuidado porque a trilha cruza o rio pelas pedras.
      Deixando o rio para trás, a trilha vai subindo um pequeno morro para depois descer tudo.
       
      Nesse trecho se encontra com uma bifurcação junto a um pequeno riacho que leva até a Praia dos Antiguinhos, que é deserta.
      Mais alguns minutos e chego na praia mais bonita dessa travessia: a dos Antigos.
       

      O local conta com 3 nascentes e é proibido para camping.
      Existe até uma placa no local alertando sobre isso.
      Nessa praia fiquei por um bom tempo apreciando a vista (é por essas coisas que vale toda essa caminhada).
       
      Mais um trecho de subida de morro e chego na Praia do Sono, que é a última dessa travessia e a preferida de muitos mochileiros.
       


      O visual que se tem antes de descer até a praia é lindo e mereceu vários clics.
      O problema é que a chuva deixou a trilha escorregadia e com isso tive que descer bem devagar para não cair.
      Próximo da areia, encontrei muito barzinho com algumas barracas e mais para dentro existem outros inúmeros campings.
       

      Depois de chegar no final da praia, parei um certo tempo aqui e fiquei só observando a minha última praia dessa caminhada, pensando em voltar algum dia com tempo bom.
      A continuação da trilha é no final da praia, mas agora a caminhada é quase toda ela feita por uma antiga estrada de terra com um pequeno trecho inicial por trilha íngreme.
      Do Sono até o ponto de ônibus na Vila Oratório foram umas 2 horas de caminhada, onde cheguei por volta das 13:00 hrs e lá esperei o circular para Paraty.
      Ainda deu tempo de comprar a passagem de volta para Sampa naquele dia 10 (Quinta-feira) no ônibus das 16:30 hrs, onde dormi a maior parte da viagem.
       
       
      Abcs
    • Por MarcosJ70
      Esta travessia, apesar de já ter sido relatada por vários colegas, merece sempre algum comentário e a inserção de algumas fotos para serem apreciadas por quem ainda tem dúvidas se vale a pena a aventura.
      Resolvi fazer um trajeto que fugiu um pouco da travessia clássica, no qual foi acrescentado mais um dia, com trechos de barco e início e fim em Laranjeiras, totalizando 4 dias.
      Eu e Luis de Salvador e Clayton e Ângelo de São Paulo iniciamos o trekking no sábado de carnaval.
       
      1º DIA:
      Seguimos por volta das 12h em direção ao fundo do Saco do Mamanguá. Uma caminhada tranquila, com muita sombra e muita jaca pelo caminho..rsrsrs. Devoramos “uma” que estava perfeita. Vimos durante o trajeto algumas casas de nativos, onde, numa delas, encontramos dois meninos que foram bastante gentis conosco. Deram dicas de como chegar ao povoado de Curupira onde iríamos pegar um barco para atravessar o saco até o outro lado do mangue e nos ofereceu algumas frutas cultivadas no quintal da sua casa. Ao chegar ao Povoado de Curupira pegamos um barco que custou R$30,00 para fazermos a travessia do Saco passando por uma parte do mangue.
      O dia estava lindo, com muito sol e céu azul com algumas nuvens brancas para embelezar ainda mais o cenário.
      Já por volta das 16h chegamos à praia do Cruzeiro onde conhecemos o Seu Preá [como é conhecido no local]. Um senhor muito simpático que nos deixou acampar no seu gramado naquela noite, cobrando R$10,00 por pessoa. Próximo a casa dele há uma barraca que serve um PF [feijão, arroz e peixe frito] por R$15,00 [um pouco acima da média dos outros lugares onde comemos durante os dias da travessia]. Como a fome era absurda, achei a comida deliciosa....
      Dormimos muitíssimo bem nesta noite.
       
       
      Luis [fundo do Saco do Mamanguá]

       
      Local onde encontramos a jaca

       
      A jaca que foi devorada

       
      Nossa amiga

       
      Praia da Comunidade de Curupira

       
      Fundo do Saco de Mamanguá [pier da praia de curupira]

       
      Travessia do mangue

      Aranha [havia várias desta espécie na trilha]

       
      Poço para banho

       
      Praia do Cruzeiro, no Saco do Mamanguá

       
      Entardecer no Saco do Mamanguá

       
      Pôr-do-sol no Saco do Mamanguá

       
      2º DIA
      Ao despertar por volta das 8h, abri a barraca e dei de cara com a montanha que contorna o Saco do Mamanguá ensolarado. O dia prometia. Após termos tomado o café da manhã, seguimos rumo ao Pico do Pão de Açúcar para apreciarmos uma vista fantástica da região. Levamos pouco menos de 1 hora para atingirmos o cume. O calor durante a subida foi de matar, apesar de não sentirmos o sol diretamente nas nossas cabeças. O que mais me incomodou foi o excesso de umidade da região, tornando o local uma verdadeira sauna. O desgaste só não foi maior por conta de termos deixado as mochilas na casa do Seu Preá. O visual do cume é imperdível. Não deixe de fazer essa trilha antes de seguir para as praias da travessia clássica. Neste caso, reserve um dia a mais para fazer isso.
      Chegamos à casa do seu Preá por volta das 12h. Combinamos com um amigo dele para nos levar de barco até a Praia do Engenho para ganharmos tempo e porque o trajeto entre a Praia do Cruzeiro e a do Engenho não era tão interessante para se perder o pouco tempo que tínhamos disponível para fazermos o que pretendíamos [4 dias = LARANJEIRAS A LARANJEIRAS].
      Descemos no local combinado – Praia do Engenho – e seguimos rumo à Praia Grande da Deserta. Subida braba! Calorão de matar, peso da mochila e a sauna natural... Só mesmo muito líquido para repor a perda. Depois de algumas paradas para descanso, fotos, lanches, chegamos finalmente ao destino, após termos vencido os 500 metros de desnível e a grande descida. Bem cansados, seguirmos até a última barraca e comemos o PF clássico da região [Feijão, arroz e peixe frito].. Mais uma vez, não sei se era a fome, mas estava tudo delicioso.
      Como já estava ficando tarde e teríamos de chegar até Praia do Pouso de Cajaíba, resolvemos adiantar com um barco [por R$60,00] para iniciarmos a caminhada do nosso terceiro dia bem descansados.
      O Ângelo nos sugeriu ficarmos na praia vizinha a de Pouso. Foi uma proposta perfeita. A praia se chama Toca do Carro, é bem pequena e selvagem, sem falar que o banho é espetacular, com direito a tirar o sal num riacho que corta a praia.. Massa!!!!
      Preparamos uma jantar [macarronada] que ficou 1000000000..
      Dormir naquele local foi mágico... Tudo muito especial..
       
      Amanhecer no Saco do Mamnguá

       
      Pico do Pão de Açúcar

       
      Subindo o Pão de Açúcar

       
      Clayton e Luis no cume do Pão de Açúcar

       
      Eu, no cume do Pão de Açúcar [vista fantástica do Saco do Mamanguá]

       
      Navegando para a Praia do Engenho [ao fundo, o Pico do Pão de Açúcar]

       
      Praia no Saco do Mamanguá [Pico Pão de Açúcar]

       
      Praia Grande da Deserta

       
      Fazendo a macarronada

       
       
      3º DIA:
      Acordamos por volta das 8h, preparamos o nosso café e seguimos para a Praia do Pouso, que fica coladinha, bastando subir uma ladeira e descer logo em seguida. Esta sim é bastante cheia, com uma boa estrutura [campings, barracas etc]. Como era carnaval, a densidade demográfica estava bastante alta.
      Chegando lá, percebemos que o tempo era curto para fazermos tudo que tínhamos planejado, pois, além da volta LARANJEIRAS/LARANJEIRAS PELO SACO DE MAMANGUÁ, queríamos também conhecer a Cachoeira do Saco Bravo, cuja trilha se dá a partir da Praia de Ponta Negra. Este era o lugar que eu não queria deixar de conhecer. Desde que eu vi o relato de uma colega aqui do fórum e vi algumas fotos, decidi ir para a Juatinga no Carnaval e conhecer a tal Cachoeira. Desta forma, decidimos pegar uma lancha para chegarmos até Ponta Negra [R$200,00] – uma longa viagem. A decisão foi sábia, pois antes de chegarmos à Ponta Negra, paramos para banhos nas praias de Sumaca e de Martins de Sá.. Lindas por sinal.. A primeira, mais deserta e extremamente bonita, com um banho regenerador [água bastante fria]. Ângelo e Clayton que já tinham feito a travessia toda por terra, curtiram, desta vez, este trecho por mar. Usando este meio você vê de perto a tal Ponta da Juatinga, que, por sinal, é um dos trechos mais perigosos – balança demais a lancha. O visual é recompensador. O topo deste trajeto foi quando passamos pela Cachoeira do Saco Bravo e pudemos ver esta curiosa queda. A danada cai num poço fantástico para banho, forma uma piscina de borda infinita e deságua no mar aberto. Show!!!!!! Termos visto a cachoeira por este ângulo nos animou ainda mais conhecê-la naquele dia.
      Chegando à Praia de Ponta Negra, seguimos para o Camping da Branca. Era o mais vazio de todos os que ofereciam acampamento. Muito simpática, aceitou a nossa proposta de ficarmos os 4 num mesmo quarto [pagamos R$15,00 pp]. Largamos as mochilas e seguimos com água e câmera rumo ao alvo – Cachoeira do Saco Bravo.
      A trilha só não foi classificada como cansativa porque durante este dia caminhamos muito pouco e o trajeto foi todo feito sem carga. Mesmo assim, +- 1h30min para cada perna [total 3 horas de trilha – muitas subidas e descidas]. Chegando lá, já vazia, pude confirmar o que já tinha visto por fotos do local.. Impressionante a beleza... Como disse uma amiga: “isto sim é que é borda infinita”...rsrsrs.
      De volta ao Camping da Branca, depois de um banho na praia e uma chuveirada, saboreamos o seu jantar [arroz, feijão, salada e peixe, bem abundantes por apenas R$10,00 pp]. O dia foi fantástico.
       
      Praia da Toca do Carro

       
      Praia de Pousa da Cajaíba

       
      Visual durante o trajeto de barco

       
      Praia da Sumaca

       
      Praia de Martim de Sá

      Cachoeira do Saco Bravo vista do mar

       
      Trilha para a Cachoeira do Saco Bravo

       
      Cachoeira do Saco Bravo

       
      Cachoeira do Saco Bravo

       
      Cachoeira do Saco Bravo [borda infinita]

       
      Ataque perfeito da aranha [pobre mosca]

       
      Praia de Ponta Negra

       
       
      4º DIA
      Saímos por volta das 9h após o café da manhã rumo a Laranjeiras, com paradas nas praias de Antigos e Antiguinhos [lindas, mas o dia estava nublado] e do Sono. Esta última estava bombando de gente. Nunca vi tanta barraca junta por metro quadrado.
      Apesar de curtir lugares mais tranquilos, desertos, o astral daquela praia me convidou a voltar para acampar por lá numa próxima viagem.
       
      Cachoeira próxima à Praia de Ponta Negra

       
      Praia de Antiguinhos

       
      Praia de Antigos

       
      Mirante da Praia do Sono

      Clayton, Luis e Ângelo [Camping na Praia do Sono]

       
       
      DICAS:
       
      1. a subida ao Pão de Açúcar é imperdível;
       
      2. se puder, pare na Praia de Sumaca;
       
      3. reserve mais um dia e conheça a Cachoeira do Saco Bravo;
       
      4. ficar na Praia de Ponta Negra como ponto de referência vale muito a pena para quem não quer fazer a travessia completa, pois, a partir dela, você pode conhecer a Cachoeira do Saco Bravo, uma outra Cachoeira bem próxima da Vila, a Praia de Antigos e Antiguinhos que ficam bem próximas etc.
       
      5. se você for de ônibus a partir do Rio de Janeiro e sendo carnaval, procure comprar os bilhetes pela internet para evitar surpresas desagradáveis [não encontrar vaga]. Mesmo assim, chegue cedo ao terminal para pegar o seu bilhete no guichê da empresa Costa Verde – a fila é gigante e única.
       
       
      Abração.
      Marcos.
    • Por Gustavo Sanches
      Olá Pessoal;
       
      Após diversos relatos de viagens inacabados e não postados, este, em especial, me senti obrigado a compartilhar com vocês, pois ainda esta fresco na memória e após isso retomar e finalizar os anteriores.
       
      Este relato é da última viagem que fiz, que foi a famosa travessia Saco do Mamanguá + Volta da Juatinga, entre os dias 28/12/2016 e 09/01/2017. Caminhamos quase todos os 13 dias e optamos por fazer em vários dias para poder aproveitar bem as belezas naturais da região. Dormimos 2 noites em cada praia, exceto praia do Cruzeiro e Ponta Negra, as quais passamos somente 1 noite. A região da Juatinga e Saco do Mamanguá é muito rica em diversidade e beleza e ainda assim em 13 dias faltaram algumas coisas para conhecer.
       
      Desde a nossa última viagem para Ilha Grande no ano passado, eu e minha namorada já queríamos fazer essa travessia. Com o projeto em mente, durante o ano fomos convidando os amigos mais aptos a participar da aventura e no final quem topou foi o sempre presente Samuca, que dessa vez levou sua namorada em seu primeiro trekking e meu irmão, também inexperiente nesse tipo de atividade.
       
      Tentarei, neste relato, incluir o máximo de informações possíveis que possam ajudar a todos que queiram realizar esta travessia.
       
      Saímos de Londrina no dia 26/12/2016 no ônibus das 22:25 hrs sentido São Paulo (R$ 99,00). Como saímos de Londrina, tínhamos como opção para chegar a Parati ir por São Paulo ou Rio de Janeiro, sendo que optamos ir por São Paulo. Passamos o dia em São Paulo na casa de um amigo e no dia 27/12 de noite pegamos o ônibus da viação Reunidas (R$ 77,10 + taxa de conveniência do site) sentido Parati no terminal Tiete. Nessa época do ano as passagens para Parati são bem disputadas, por isso é sempre recomendado comprar antecipadamente. Chegamos em Parati por volta das 06:00 hrs e na mesma rodoviária que desembarcamos pegamos o ônibus para Parati-mirim (R$ 3,60). O trecho até Parati-mirim leva cerca de 1 hora e grande parte é por estrada de terra, passando por paisagens incríveis de Mata Atlântica, um aperitivo do que estava porvir.
       

       
      1º dia – 28/12 – Parati-mirim – Praia do Cruzeiro
       
      Chegamos em Parati-mirim por volta das 07:30 hrs, tomamos café da manhã com misto quente e café preto em uma pequena venda e aproximadamente 08:00 hrs demos início a nossa caminhada.
       
      A trilha começa bem próximo de onde o ônibus para, só seguir a estrada sentido o canto direito da praia e antes de chegar na praia entra a direita na mata. A trilha começa com uma subida bem íngreme por uns 40 minutos. Nesse trecho de subida a trilha é dentro da mata com bastante sombra, o que a torna mais agradável e não fica tão pesada. Após esse trecho, começa uma longa descida onde já se começa a avistar o saco do mamanguá. A partir daí o caminho começa a margear a costa e já se vê o Pico do Pão de Acúcar do Mamanguá e a Praia do Cruzeiro, do outro lado. Nesse trecho até a Praia do Curupira há muitas casas de moradores tradicionais e algumas pousadas, portanto arrumar água não é problema. Este trajeto intercala bastante entre subidas e descidas, mas todas suaves e nada muito pesado, sendo um caminho relativamente tranquilo.
       
      Chegamos na Praia do Curupira por volta das 13:00 hrs e assim que chegamos já encontramos o Charles, famoso barqueiro que faz a travessia para a Praia do Cruzeiro. Nós não ligamos e nem combinamos nada com ele, ele simplesmente estava la. O preço para atravessar foi R$ 25,00 p/p. O Charles inclusive nos disse que montou um camping na Praia do Curupira e que já estava recebendo alguns mochileiros por lá. A travessia de barco leva uns 30/40 minutos até Curupira e a paisagem é surreal. Em Cruzeiro só tem um camping que é do Seu Orlando, ele cobra R$ 30,00 a diária.
       
      Montamos nossas barracas, fizemos um lanche da tarde e demos uma descansada. A Praia do Cruzeiro é bem gostosa, tem uma água bem transparente e sem ondas, muito boa para nadar - deve ser pelo fato de estar cercada pelas montanhas. No final do dia preparamos uma mochila de ataque e subimos o Pico do Pão de Açucar do Mamanguá para assistir ao por do sol lá de cima. Foi um momento incrível, com o Sol se pondo atrás das montanhas e o Saco do Mamanguá embelezando ainda mais aquela paisagem. Voltamos já de noite e usamos as lanternas para a descida. Chegamos no camping, fizemos uma janta e logo fomos para as barracas descansar.
       

       

       

       

       

       
      2º dia – 29/12 – Praia do Cruzeiro – Praia Grande da Cajaíba
       
      Devido ao cansaço acumulado de duas noites mal dormidas em ônibus, tomamos a pior decisão de não colocar despertador e acordamos por volta das 08:30 hrs neste dia. Mais adiante explicarei o porquê foi a pior atitude.
       
      Tomamos o café da manhã e partimos em torno de 09:30 hrs sentido Praia Grande da Cajaíba. Pelos relatos que havia lido este seria o dia mais difícil, e de fato foi. O começo da trilha é o mesmo sentido da subida para o Pico do Pão de Açucar, porém logo bifurca e segue a esquerda. Neste começo de caminhada a trilha é suave, ela segue margeando a costa, mas sabíamos que mais cedo ou mais tarde teríamos que cruzar a montanha para chegar na Praia Grande.
       
      Enquanto a trilha vai margeando a costa, o caminho é um pouco confuso. Eu estava seguindo um tracklog de 2013 e muita coisa havia mudado na trilha. Em muitos trajetos que o GPS indicava para seguir havia portões fechados das casinhas humildes dos magnatas brasileiros. A trilha era literalmente bloqueada pelas casas e, ou você tentava abrir o portão e seguir por dentro da casa ou teria que contorná-las, tendo que sempre procurar a trilha.
       
      Recomendo prestar bastante atenção neste trecho e se encontrar algum morador ou caseiro ir perguntando o melhor caminho. Não que seja fácil se perder, mas é sempre bom se precaver. Ainda neste trecho dá pra conseguir água, pois até a bifurcação que vai para a Praia do Engenho tem muitas casas. Após umas duas horas de trilha chegamos nessa bifurcação e começamos a subir para cruzar o morro sentido Praia Grande.
       
      Lembram que falei sobre a pior atitude de ter dormido até mais tarde? Então, como havíamos começado a trilha mais tarde neste dia, quando começou de fato a subida era quase meio-dia. O sol estava literalmente a pino, desgastante e a subida é praticamente inteira exposta, sem nenhuma sombra e sem ponto de água. Somado a isso, tínhamos o peso das cargueiras, pois ainda estávamos no segundo dia e quase nada tinha sido eliminado de peso. Pois bem, levamos quase 3 horas subindo o morro até atingir a crista e iniciar a descida. Nesse meio tempo a água foi acabando e quase todo o grupo ficou sem água.
       
      A descida também é puxada, mas nada comparado à subida. Chegamos na Praia Grande umas 16 hrs sedentos. Andamos até o meio da Praia e encontramos uma bica d`água na casa de um caiçara e ficamos por ali descansando, matando a sede e esperando o Samuca e a Jaque, sua namorada. Eu e a Ju fomos para o camping enquanto o meu irmão, o Samuca e a Jaque ficaram no bar para comer um Prato Feito e tomar alguma coisa gelada! O dia foi puxado.
       
      Encontramos o camping do Altamiro, um camping muito bom com uma grande área verde e banheiros limpos, um dos melhores campings de toda a travessia. Montamos nossas barracas, fizemos um almojanta e descemos para a Praia. A Praia é muito linda e resolvemos passar mais um dia e uma noite lá. O camping custou R$ 30,00 p/p e o PF na praia era R$ 25,00.
       

       
      3º dia – 30/12 – Praia Grande da Cajaíba
      Passamos o dia todo curtindo a Praia e as cachoeiras maravilhosamente boas que lá tem. O clima da Praia Grande é muito bom, não deu vontade de sair de lá.
       

      4º dia – 31/12 – Praia Grande da Cajaíba – Pouso da Cajaíba
       
      Pouso da Cajaíba era a praia que havíamos decidido passar a virada, pois lá teria mais estrutura e um pouco mais de agito para começar o ano. Sabíamos que a trilha até Pouso seria curta e fácil, mas mesmo assim acordamos cedo para aproveitar mais a praia por lá.
       
      Tomamos café, arrumamos nossas coisas e partimos. O trecho é bem tranquilo e bonito, sempre margeando a costa e com bastante pontos de água no caminho. Chegamos em Pouso por volta das 10:30 hrs e ficamos no camping Nativus, um camping recém inaugurado.
       
      A estrutura do camping era muito boa, com uma cozinha e um espaço de convivência bastante amplo, até mesa de sinuca tinha. O responsável pelo camping nos pediu R$ 50,00 a diária mas depois de barganhar pagamos R$ 30,00. A virada de ano em Pouso foi bem legal e agitada, se concentrou basicamente em dois bares na beira da praia e o que mais nos agradou foi um que ficou tocando música brasileira a noite toda.
       

      5º dia – 01/01 – Pouso da Cajaíba
       
      Esse dia tínhamos reservado para ficar de ressaca em pouso e ficamos o dia todo literalmente sem fazer nada, só curtindo a praia e comendo.
       
      Em Pouso tem “bastante” opções de alimentação, como café da manhã com tapioca, porções, pastéis, e por ai vai. A faixa de preço é basicamente a mesma de outros lugares, um prato feito R$ 30,00, pastel R$ 10,00, cerveja R$ 6,00. São os valores que me lembro de cabeça. Nesse dia nós fizemos todas as refeições por lá mesmo, tendo em vista a variedade de opção e que dali pra frente sabíamos que as opções diminuiriam.
       

       
      6º dia – 02/01 – Pouso da Cajaíba – Martins de Sá - Sumaca
       
      Ainda traumatizados com o perrengue do outro dia, levantamos cedo, tomamos um café na lanchonete ao lado do camping, arrumamos nossas coisas e seguimos para Martins de Sá. Saímos por volta das 07:00 hrs. O dia amanheceu com algumas nuvens e sem muito sol, o que nos ajudou bastante durante a caminhada.
       
      A trilha é basicamente uma longa subida e uma descida mais rápida, bem tranquila e bonita. Chegamos em Martins de Sá cerca de 09:00 hrs. Em Martins de Sá tem somente um Camping, o do Seu Maneco e sua família. Pagamos R$ 20,00 a diária. O Seu Maneco e família são religiosos e não vendem, nem “permitem” bebidas alcoólicas no camping, mas pelo que vimos todo mundo leva sua bebida. Acho que ele faz isso pra dar uma controlada mesmo na galera. Inclusive na chegada tem uma placa dizendo que é proibido ir em Pouso da Cajaíba comprar bebida.
       
      O Seu Maneco é um morador tradicional da região e tem muitas estórias, vale a pena sentar uma tarde com ele e ouvir os causos sobre a região.
       
      Quando chegamos, montamos nosso acampamento, olhamos um pouco a praia, comemos e resolvemos partir para Sumaca fazer um bate-volta. Tinha lido algumas coisas sobre Sumaca e queria muito conhecer essa praia. A trilha saindo de Martins de Sá começa dentro do Camping do Seu Maneco, seguindo por trás do camping logo tem uma entrada a esquerda, mas só perguntar pra qualquer um ali do camping que eles informam.
       
      Começamos a trilha próximo do meio-dia, mas como o tempo estava um pouco fechado, foi tranquilo. O caminho é um pouco confuso no começo, mas tem algumas sinalizações que ajudam a se localizar, caso não esteja com GPS. Logo no começo da trilha já tem uma longa subida, mas como estava somente com um mochila de ataque foi tranquilo. A trilha tem aproximadamente 3,8 km de extensão com um grau de dificuldade pesado, segundo as informações do Inea e as nossas também, hehe.
       
      Achávamos que seria uma trilha mais tranquila e somente eu levei lanterna de cabeça na mochila de ataque. Chegamos em Sumaca no meio tarde e realmente a praia é um paraíso encontrado e, se quiséssemos voltar ainda com luz, teríamos que sair de la no máximo até umas 17 hrs, não aproveitando ao máximo a praia. Decidimos, então, voltar de barco no final do dia e passamos a tarde toda lá. Pagamos R$ 20,00 por pessoa no barco até Martins de Sá.
       
      Em Sumaca tem um camping e um barzinho, que serve prato feito, porções, cerveja, refrigerante, entre outras coisas. Vale muitíssimo a pena conhecer Sumaca e passar o dia todo lá!
       

       

       
      7º dia - 03/01 – Martins de Sá
       
      Olhando o mapa que pegamos da região vimos que próximo de Martins tinha alguns pontos que daria para conhecer, como o Pico do Miranda e o poção, portanto planejamos levantar as 03:00 da manhã pra fazer a trilha até o pico e ver o sol nascer lá de cima e depois passar no poção. Só que antes de dormir o tempo já não estava muito bom e desistimos desse plano logo de cara, hehe.
       
      Passamos o dia todo aproveitando a praia de Martins de Sá! A praia de lá é linda, com mais ondas que as outras, o que atrai muitos surfistas. Comemos um PF de almojanta que foi o mais bem servido de toda a travessia, R$ 20,00 e dava para duas pessoas.
       

      8º dia – 04/01 – Martins de Sá – Cairuçu das Pedras
       
      Vi muitos relatos de pessoas que fizeram essa travessia com tempo mais apertado e acabaram passando direto por Cairuçu. Só que como queríamos aproveitar bem a região e eu havia lido que Cairuçu era uma praia com parada obrigatória, resolvemos já incluir uma noite em Cairuçu ao invés de ir direto para Ponta Negra, a qual foi a melhor decisão que tomamos.
       
      Saímos de Martins de Sá bem cedo, ainda com trauma e medo de pegar sol muito forte e também com o objetivo de aproveitar bem a praia, sendo que era um caminho mais curto. A trilha nesse dia foi bem tranquila, sem muitas subidas, grande parte no meio da vegetação e com pontos de água no caminho. Como disse antes, já havia visto algumas fotos de Cairuçu, mas chegando lá foi encantador.
       
      O lugar realmente é incrível! No contexto geral, beleza de praia, simplicidade, poucas pessoas, Cairuçu ganhou pra mim. Lá só tem um camping que cabe poucas barracas, umas 10 no máximo e que nunca vai estar lotado. Quem mora por lá é a família do seu Aprigio, muito simples e hospitaleira.
       
      Como se não pudesse ser mais incrível, eles fizeram uma piscina natural bem na beira do mar, tornando a paisagem de lá ainda mais linda. O camping foi R$ 20,00 por pessoa. Como se não bastasse tudo isso, depois de jantarmos descobrimos uma pedra alta e grande, com formato arredondado que tem bem ao lado da casa do Seu Aprigio e que era o lugar perfeito para observarmos a abóboda celeste.
       
      Deitamos na pedra e ficamos assistindo a televisão do caboclo por horas, com direito a vários meteoros, tudo muito surreal. Depois desse dia, chegamos a conclusão que somente um dia em Cairuçu seria pouco e que iríamos nos arrepender quando chegássemos nas outras praias mais movimentadas e portanto decidimos passar mais um dia e uma noite em Cairuçu.
       

       

       

       
      9º dia – 05/01 – Cairuçu das Pedras
       
      Já que teríamos o dia todo em Cairuçu, planejamos acordar cedo e retornar até o poção, que ficava mais próximo de Martins de Sá. Acordamos cedo, tomamos um café da manha com bolo que a Joelma faz e partimos para o poção. A trilha é a mesma pra Martins de Sá e só bifurca quase chegando em Martins, onde tem as placas indicando o poção.
       
      O caminho é tranquilo e bonito, sem peso e sem pressa vai numa boa. Antes de sairmos, a cunhada do Seu Aprigio nos ofereceu uma sardinha pescada no dia anterior e nós combinamos que ela nos faria um almoço. Arroz, feijão, ovos e sardinha. Por isso, quando era umas 14 hrs nós voltamos para o camping e comemos esse banquete. Foi o dia que mais comemos, hehe. Além disso, a decisão de ter voltado neste horário foi muito acertada, pois o tempo fechou e caiu uma tempestade com rajadas de vento muito forte. Nesse dia não teve céu estrelado.
       

       

       
      10º dia – 06/01 – Cairuçu das Pedras – Ponta Negra
       
      Conforme íamos encontrando as pessoas no caminho durante a travessia, muita gente falava que esse trajeto era o mais puxado, em razão da elevação máxima desse dia. Por conta disso e também por não querer andar muito no sol forte, acordamos bem cedo e as 07:30 hrs já estávamos começando a trilha sentido Ponta Negra. A trilha começa por trás da casa do seu Aprigio e logo já se vê placas indicando o caminho, bem difícil de errar.
       
      À medida que íamos caminhando e observando a paisagem e o GPS víamos que esse trajeto é em grande parte dentro da mata, sendo que isso colabora em muito para a caminhada ser mais tranquila. São mais de 6 km e a maioria é subida, só que sempre uma subidinha constante, gostosa até de caminhar, nada demais. Como disse, esse caminho é bem demarcado e eu só errei/ acertei em um momento que o GPS pedia para seguir por uma trilha mais antiga, quase fechada por aquelas unhas de gato que arranham bastante. Errei porque tinha um outro caminho mais aberto e acertei porque a trilha nos levou para o mesmo lugar, só que com mais dificuldade e alguns arranhões. O tracklog que eu segui é de 2013 e por isso algumas coisas estão meio desatualizadas.
       
      Chegamos em Ponta Negra antes do meio-dia. Achamos um camping e passamos o resto do dia na praia, descansando. O camping que ficamos era muito ruim e só resolvemos passar uma noite lá porque no dia seguinte iríamos para o saco bravo. Não me lembro o nome do camping e nem sei se tinha nome, mas optamos por ficar la porque tinha vista para o mar, mas era meio que uma passagem para as pessoas e ficava todo mundo passando ao lado da barraca, inclusive presenciamos uma quase briga de uns caiçaras bem ao lado da nossa barraca. Foi R$ 20,00 por pessoa.
       
      Por sorte, ao buscarmos um PF barato e bem servido encontramos o restaurante da filho do seu Aprigio, la de Cairuçu das Pedras, e comemos super bem. O nome da mulher é Simone e o PF custava R$ 20,00. Ela, como o restante da sua família, era muito simpática e gentil, tendo nos atendido muito bem. Vale muito a pena comer lá.
       

       

       

       
      11º dia – 07/01 – Ponta Negra – Saco Bravo – Ponta Negra – Praia do Sono
       
      Neste dia o plano era somente fazer ida e volta até o Saco Bravo e no dia seguinte seguir para a Praia do Sono, mas mudanças de planos de última hora são essenciais, ou a pior escolha, veremos.
       
      Acordamos cedo, tomamos café com um bolo delicioso na Simone e partimos para o Saco Bravo. A trilha é bem fácil de encontrar, possui boa sinalização e todo o trajeto é muito bonito, grande parte é por mata fechada e em alguns momentos algumas clareiras. Possui mais de um ponto de água no caminho, portanto dá para ir tranquilo somente com uma garrafa e, segundo a sinalização são 4,2 km. Quando chegamos na cachoeira já tinha algumas pessoas e logo depois encheu de gente. Achamos a trilha em si mais bonita que a cachoeira, pois tínhamos muitas expectativas e quando chegamos lá foi consenso que não era lá aquelas coisas, só é diferente pelo fato da água desaguar quase no mar, o que a torna especial.
       
      Antes de irmos para a cachoeira nós conversamos com um morador de Ponta Negra e ele nos disse que os caiçaras estão para fechar a trilha, pois muitos turistas “roubam”as bananas e abacaxis plantados por eles durante o trajeto. Não sei se isso seria possível até mesmo por ser um ponto turístico da região. Fizemos ida e volta em 3:30 hrs.
       

       
      Assim que voltamos para Ponta Negra já fomos direto ao restaurante da Simone comer um PF e decidimos que não iríamos passar mais uma noite em Ponta Negra e sim partir para a Praia do Sono, sendo que era um trajeto curto e sem muitas subidas, que se tornou a maior aventura de toda a travessia. Arrumamos nossas coisas e começamos a trilha por volta das 17:30 hrs, com um tempo bem instável e começo de chuva. Pensamos que seria uma chuva tranquila e que seria até bom caminhar com uma chuvinha fresca, ledo engano.
       
      Logo no começo já colocamos as capas na mochila e seguimos, com a chuva começando a engrossar. A trilha é bem fácil e sinalizada nesse percurso. Quando passamos a praia das Galhetas a chuva definitivamente caiu e a partir daí foi só emoção. Começou a cair um dilúvio e a trilha se tornou um rio com corredeiras, não dava nem para ver onde pisávamos.
       
      Em momentos como esse não tem o que fazer, só andar, e foi o que fizemos até a chuva se tornar uma tempestade de raios. Antes de chegar na praia de Antigos resolvemos parar e ficar esperando a tempestade passar, pois a trilha passa pela praia e não queríamos andar por um espaço aberto, pois os riscos seriam muito maiores. Nesse tempo que ficamos esperando, a tempestade piorou e começamos a ouvir e ver os raios caindo muito próximo de nós e entramos em desespero, pois não sabíamos o que fazer. Logo apareceram mais pessoas e alguém disse que lembrava que tinha que lido que o certo nessa situação era ficar agachado e foi o que fizemos, ficamos todos agachados por quase 1 hora cagando de medo e vendo os raios caírem muito próximo de nós, foi assustador!
       
      Quando vimos que a chuva já havia passado e os trovões estavam mais longe resolvemos seguir em frente e tínhamos outra surpresa pela frente. Antes de chegar na praia do Sono tem um riozinho para cruzar e chegar na praia e foi aí que começou o outro problema, pois esse riozinho tinha se tornado um rio de verdade e com correntezas, em razão do volume de chuva que havia caído e que descia da montanha. Ficamos ilhados antes de chegar na praia e do outro lado do rio havia um grupo de pessoas tentando encontrar uma solução para passarmos e dando apoio moral, foi uma cena engraçada. Sabíamos que ia demorar muito para abaixar o volume de água e tínhamos que tentar passar. Eis que um dos trilheiros que estavam vindo de Ponta Negra e que era uma rocha humana resolve tentar passar sem a mochila.
       
      Ele foi e conseguiu, mas não foi fácil nem para ele, então eu pensei que mesmo sem a mochila não conseguiria, pois a correnteza estava bem forte. Já que não tinha outro jeito mesmo, mais pessoas começaram a tentar e passaram e nesse tempo o homem rocha ficava indo e voltando com as mochilas do pessoal do grupo que estava com ele. Eu passei com a cargueira nas costas e o bastão, que me ajudou muito nessa hora, pois eu ia fincando ele no fundo do rio e ele dava mais apoio para as pernas, mas mesmo assim foi difícil, principalmente bem no meio onde a correnteza estava mais forte. Quando todos passaram e todas as mochilas foi uma comemoração coletiva, bem engraçado. Que dia!
       
      Só queríamos achar um camping coberto, tomar um banho e dormir. Achamos um camping com essas condições, só não tinha água, pois a chuva tinha feito um estrago nos canos que trazem a água para a praia. Nessa altura isso já nem era um problema, nos secamos, montamos um mega varal no meio do camping para estender nossas coisas e dormimos sem jantar.
       

       
      12º dia – 08/01 – Praia do Sono
       
      Acordamos com um sol daqueles, a praia linda, bem vazia e tínhamos combinado de ir embora nesse dia. Porém ainda tínhamos alguns dias de férias pela frente e resolvemos aproveitar o dia de sol na praia após todo o perrengue que foi para chegar até lá.
       
      Somente o Samuca foi embora depois do almoço esse dia e eu, a ju e meu irmão ficamos mais um dia aproveitando a praia. Fomos até o Poço do Jacaré, que é uma cachoeira bem bonita e bem próximo da vila e subimos no mirante para ver a praia toda de cima, bem bonito. Pagamos R$ 20,00 no primeiro dia de camping porque não tinha água e R$ 25,00 no segundo, pois a água já tinha voltado. Os preços não fogem muito das outras praias e um PF era em torno de R$ 25,00. A praia do Sono é muito linda também, mas durante a virada de ano disseram que estava muito cheia e não foi muito legal, enfim, vai do gosto de cada um. Não lembro o nome do camping que ficamos.
       

       

    • Por dcorrea
      #dicas #relatos
       
      Páscoa com pouco chocolate, porém com muita energia renovada.
      Eu e minha namorada decidimos conhecer um canto pouco explorado aqui no Rio, o Saco do Mamanguá. O local é um daqueles onde parece que o tempo parou e que o dia tem mais de 24 horas! Para quem gosta da série Crepúsculo, lá possui uma casa que foi set de filmagem para um dos filmes (não me pergunte qual hahaha).
       
      COMO IR:
      Saindo de carro do RJ vá até Paraty-Mirim, lá é só parar o carro em um dos estacionamentos e pegar o barco para o Saco do Mamanguá (o "caminho" para os barcos é a direita dos bares no início da praia).
      Saindo de ônibus: desça em Paraty e pegue um ônibus para Paraty-Mirim (http://paratyvip.com.br/horacolitur/). O restante é o mesmo esquema acima.
      O barco custa R$ 120,00 (mas dá pra negociar por R$ 100,00!) e a viagem dura cerca de 10, 15 minutos com vista privilegiada das águas verdes da  Baía de Paraty.
       
      ONDE FICAR:
      A praia mais conhecida no Saco do Mamanguá é a Praia do Cruzeiro, onde tem o início da trilha do Pão de Açúcar. Lá também há o camping do Seu Orlando (024 999163532), sua casa e o seu restaurante.
      Os valores do camping não mudam em feriados, com a diária custando sempre R$ 30,00 (março/2018). O camping é simples porém com espaço considerável, 1 ducha com água quente e bastante espaço com sombra para por as barracas. Cozinha com fogão, geladeira e alguns utensílios básicos.
      Vale dizer que na Praia do Cruzeiro bem como em todas as outras (pelo o que me informei) não há atividade comercial, somente restaurantes e que só aceitam dinheiro! Então se a ideia é levar cooler e cartão de crédito mude os planos
      O PF no restaurante do Seu Orlando custa R$ 30,00 (março/2018) e serve muito bem 1 pessoa: 1 peixe inteiro, arroz, feijão, farofa e salada. Há também a opção com Omelete por R$ 25,00.
       
      O QUE FAZER:
      O atrativo principal do lugar sem dúvida é a trilha do pão de açúcar. São 492m de altitude em uma trilha de 1,5km, que pode ser considerada média, porém é bem cansativa pois todo o acesso é bem íngreme. Um ponto positivo é que toda a trilha é feita sob proteção da mata, então não há sol batendo na cabeça e isso ajuda bastante. Eu e minha namorada levamos cerca de 1h30 para subir, sem pressa e parando para descansar/beber água e uns 50 minutos para descer.
      Outras atividades: alugar um caiaque e passear por todo o Saco do Mamanguá. A área é de mar abrigado, sendo muito tranquilo remar por ali. Inclusive dá para acessar outras praias assim, uma forma bem mais rápida do que pelas pequenas trilhas que as interligam.

      Uma curiosidade interessante: Na praia do Cruzeiro (única que fiquei, já que minha estadia durou só 2 dias) a água bate no joelho mesmo após cerca de 50m.Então é uma boa pedida parar relaxar até mesmo com crianças.

      DICA IMPORTANTE: Os mosquitos do local não se intimidam com repelente "padrão". Sugiro levar algum destes de linha "aventura", pois reage de melhor forma.,

      Agora a hora das fotos  (a qualidade das imagens ficou meio ruim quando carreguei. Infelizmente...)

       
    • Por Paula (Mochilão Sabático)
      O saco de Mamanguá, Paraty Mirim e a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga pertencem à Área de Proteção Ambiental (APA) de Cairuçu, localizada na cidade litorânea Paraty no Rio de Janeiro.
       
      Paraty tem uma população estimada de 41 mil habitantes e apesar da alta temporada ser no verão, fomos em junho e o clima estava ótimo, com poucos turistas e praias quase desertas.
       
      Abaixo segue o roteiro que fizemos a pé e de barco.
       
       
      COMO CHEGAMOS
       
      Saindo de São Paulo, pegamos um ônibus da Reunidas na rodoviária Tietê, para Paraty. Foram 7 horas de viagem com 2 paradas de 30 minutos. Saímos às 8h00 e chegamos às 15h00 em Paraty.
       
      Almoçamos e voltamos para Rodoviária, ficamos 1h20 esperando o ônibus que vai para Paraty Mirim. Depois descobrimos que esse ônibus parte a cada 2 horas, pois só tem um ônibus fazendo esse trajeto.
       
      Saímos de nossa casa em São Paulo às 6h30 e chegamos em Paraty Mirim 18h45. Ou seja, um dia só para chegar.  Acampamos no Camping do Jesus que fica ao lado de um campo de futebol. Como era baixa temporada, tínhamos um gramado enorme só para nós.
       
       
      DIA 1 -  Paraty Mirim, Saco do Mamanguá, praia do Cruzeiro
       
      Acordamos e fomos para o começo da trilha, que fica um pouco antes do pier de Paraty Mirim.
      Neste primeiro dia saímos de Paraty Mirim e fomos andando até o final do saco de Mamanguá. Tem uma boa subida no começo e depois a trilha fica mais amena.
       
      Neste pedaço a trilha é bem demarcada, pois tem muitas casas de veraneio e até pousadas.
      Percebemos que quando não tem casas de veraneio a trilha ficava bem rústica.
       
      A última praia era habitada por caiçaras. A energia elétrica chegou lá em 2013. Até então eles usavam outros tipos de energia, como a solar. Encontramos na travessia caiçaras que estavam felizes com chegada da eletricidade, outros ansiosos para a energia chegar em seus cantinhos e outros felizes com sua energia solar e não desejando que os postes de luz se aproximem. Nesta praia especificamente, eles estavam bem felizes com a eletricidade. E provavelmente as crianças e professores da escola desta praia também estavam.
       
      É possível acampar lá por R$ 30,00 (preço de baixa temporada). Mas acabamos pagando um barquinho para atravessar o saco para o outro lado, rumo à Reserva Ecológica Estadual da Juatinga e acampar em um camping mais estruturado.
       
      Chegando na praia do Cruzeiro, acampamos no Camping do Sr Orlando, com energia elétrica e com um delicioso banho quente. Essa é uma das vantagens da eletricidade para nós urbanos.
      Este Camping é bem estruturado, com vista para o mar e servem refeições com peixes recém pescados. Infelizmente fomos com dinheiro contado e não saboreamos um pescado nesta viagem. E não encontramos nenhum local que aceitasse cartões. Snif, snif...
       
      Resumo do dia 1:
       
      Total percorrido: 7,8 km
      Tempo: 4h30min
      Pontos de água: vários
      Elevação: subimos 521 metros e descemos 554 metros
      Altitude máxima: 211 metros
      Dificuldade: Leve 
       
       
      DIA 2 - praia do Cruzeiro, pico do Pão de Açúcar, praia do Engenho, praia Grande da Cajaíba
       
      A idéia deste dia era seguir até Martim de Sá. Mas não tivemos pernas e tivemos que pernoitar antes. Isso porque não resistimos ao Pico do Pão de Açúcar que fica ao lado da praia do Cruzeiro, e nos desviamos um pouquinho do caminho. Isso nos atrasou.
       
      Levamos uma hora para chegar no Pico no Pão do Açúcar, a 435 metros de altitude, onde é possível apreciar o belo Saco de Mamanguá. O Saco do Mamanguá é o único fiorde tropical da costa brasileira, um enorme vale formado por rochas e inundado de água, que se estende por 8 Km até se encerrar no manguezal da Baía da Ilha Grande. Valeu a pena desviar o caminho.
       
      Mais uma hora e descemos de volta para trilha. A trilha estava bem demarcada neste trecho. Mas depois de 720 metros ficamos um pouco confusos por onde seguir, pois no meio da trilha tinha uma casa, com uma placa pendurada "Propriedade Particular". Por sorte chegou o caseiro e ele nos guiou até a trilha, que passa no quintal do fundo da casa. Na verdade a casa é que passa pela trilha e por isso, apesar da propriedade ser particular o dono não pode obstruir a passagem.
       
      A trilha segue até a praia do Engenho. Da praia do Cruzeiro até a praia do Engenho foram 3,7 km. Neste trecho a trilha é parcialmente coberta do Sol e o caminho bem marcado, deve ter muita circulação de pessoas, e as casas de veraneio devem ajudar na manutenção da trilha.
      Descansamos embaixo de uma árvore na praia do Engenho, lanchamos e nos abastecemos de água.
       
      Depois da praia do Engenho a trilha é totalmente coberta do Sol e um pouco fechada. É um sobe-e -desce, bem parecida com a trilha que vai ao Pico do Pão de Açúcar. Como é puxada devido ao desnível, acredito que poucas pessoas andam por lá. Demoramos quase 4 horas (parando para descansar no topo) para andar esse trecho de 4,3 km com altitude máxima igual ao Pico do Pão de Açúcar de 435 metros.
      Depois de sobe-e-desce chegamos na Praia Grande da Cajaíba às 17h20.
      Para nosso alívio tinham dois Campings na praia Grande da Cajaíba. Desde Cruzeiro não tínhamos visto mais nenhum Camping.
       
      Ficamos logo no primeiro que vimos, no Camping da Dona Dica que cabem poucas barracas. Na verdade ficamos no quintal da casa dela, que é uma mistura de casa, bar, restaurante e camping. Tudo no pé da areia. Mas tudo muito bem organizado e aconchegante.
      A dona Dica é uma caiçara que está ansiosa para que a luz chegue lá. Sem energia elétrica, tomamos banho frio, que estava uma delícia. Apesar de irmos em junho, estava um Sol de rachar, calor gostoso para quem estava de biquíni na praia e uma sauna insuportável para quem estava fazendo a trilha. Nem precisava entrar no mar para ficarmos com o corpo salgado. Foi uma suadeira só. Imagina no verão. Não quero nem imaginar.
       
      Resumo do dia 2:
       
      Total percorrido: 10,4 km
      Tempo: 7h10min
      Pontos de água: vários
      Elevação: subimos 1141 metros e descemos 1128 metros
      Altitude máxima: 435 metros
      Dificuldade: Moderada
       
       
      DIA 3 - Praia Grande da Cajaíba, Itaoca, Calhaus, Itanema, pouso de Cajaíba, Martim de Sá, Cairuçu das Pedras
       
      Saímos da Praia Grande da Cajaíba e continuamos nosso trajeto. Nos próximos 2,5km passamos por 3 praias: Itaoca, Calhaus e Itanema.
      E fomos para o sobe-e-desce novamente.
       
      Chegamos na praia Martim de Sá onde está o Camping do Maneco.
      Esse camping é bem grande e organizado. Ai que vontade de comer um PF com peixe fresquinho e frito. Pena não ter levado dinheiro. Aliás, se tivéssemos dinheiro teríamos ficado por lá. O camping custa R$20,00. Mas para isso teríamos que reembolsar R$ 100,00 por pessoa para pegar um barco até Paraty. Não tínhamos dinheiro e não tínhamos tempo. Então tivemos que seguir caminhando até o próximo Camping, na praia de Cairuçu.
       
      A praia de Cairuçu das Pedras é minúscula e bela. Tem até uma piscina artificial para capturar a água doce de alguma nascente.
      Camping bem simples. Sem energia e portanto com água fria. Uma pequena família mora neste local. E como quase todos os caiçaras, vivem conforme o Sol, dormindo ao anoitecer e acordando um pouco antes do nascer do Sol.
       
      Resumo do dia 3:
       
      Total percorrido: 11,7 km
      Tempo: 6h10min
      Pontos de água: vários
      Elevação: subimos 849 metros e descemos 824 metros
      Altitude máxima: 292 metros
      Dificuldade: Leve Moderada
       
       
      DIA 4) Cairuçu das Pedras, Ponta Negra, Galhetas, Antiguinhos, Antigos, Sono, Laranjeiras, Paraty, São Paulo
       
      Saindo de Cairuçu das Pedras, tivemos que adentrar 5,5 km mata adentro, encarar uma bela subida (maior que o Pico do Pão de Açúcar), para chegar na praia de Ponta Negra, em uma trilha um pouco mais fechada que vai se abrindo no final.
       
      Descansamos um pouco em Ponta Negra, uma praia com muitos pescadores, onde é possível fazer uma refeição e tomar algo. Nesta praia a energia ainda não chegou, mas segundo caiçara que encontramos deve chegar em dezembro de 2017. Ao lado de Ponta Negra está a praia das Galhetas.
      Depois de Galhetas, pegamos mais 1,5km de trilha e chegamos na praia dos Antiguinhos e logo depois na praia dos Antigos.
       
      E vamos novamente para trilha, mais 1,5 km e chegamos na última praia da travessia, a praia do Sono. Essa praia tem vários campings e boa infraestrutura, que deve lotar em alta temporada. Por isso que fomos no outono-inverno, para fugir da muvuca.
      Saindo da praia do Sono, pega-se a última trilha muito bem demarcada, pelo alto fluxo de caminhantes, até Laranjeiras. Nem deu tempo de conhecer a praia, chegamos bem na hora que estava saindo o ônibus das 17h10. Se perdêssemos teríamos que esperar 1 hora o próximo ônibus.
       
      Chegamos em Paraty, tomamos um banho em um hostel, jantamos e voltamos para São Paulo no ônibus das 23h40.
       
      Resumo do dia 4:
       
      Total percorrido: 13,3 km
      Tempo: 7h10min
      Pontos de água: vários
      Elevação: subimos 1068 metros e descemos 1060 metros
      Altitude máxima: 565 metros
      Dificuldade: Moderada
       
       
      CUSTOS POR PESSOA 
       
      Ônibus de São Paulo para Paraty: R$ 77,10
      Ônibus circular de Paraty para Paraty Mirim: R$ 4,25
      Camping do Jesus em Paraty Mirim: R$ 30,00
      Barco de Mamanguá pra Cruzeiro: R$ 40,00
      Camping do Sr Orlando em Cruzeiro: R$ 30,00
      Camping da Dona Dica em Praia Grande: R$ 20,00
      Camping em Cairuçu das Pedras: R$ 20,00
      Ônibus circular de Laranjeiras para Paraty: R$ 4,25
      Ônibus de Paraty para rodoviária Tietê em São Paulo: R$ 77,70
      Comida: levamos toda nossa comida
      Observação: preços de junho de 2017
      Total por pessoa: R$ 303,30
       
       
      DICAS
       

      Dependendo de onde você estiver, talvez seja necessário dedicar um dia só para chegar no início da travessia.
      Ônibus de Paraty pra Paraty Mirim demora muito. Veja o horário assim que chegar na rodoviária pra se programar.
      Leve dinheiro extra para alguma emergência, caso seja necessário pagar um barco.
      Não deixe de comer peixe fresco.
      Acordou? Primeira coisa a fazer é passar repelente.
      Não quer andar? É possível conhecer todas as praias com barco.

       
       
      RESUMO TRAVESSIA MAMANGUÁ - JUATINGA
       
      Aeroporto mais próximo: Galeão RJ (240 km)
      Início: Paraty Mirim
      Fim: Laranjeiras
      Distância: 43 km
      Duração: 4 dias
      Pontos de água: vários
      Elevação: subimos 3579 metros e descemos 3566 metros
      Altitude máxima: 565 metros
      Dificuldade: moderada
       
      QUER MAIS?
      Se quiser ver fotos, mapas, altitudes, acesse: https://mochilaosabatico.com/2017/06/19/paraty-mamangua-juatinga/
       
      Se quiser se aventurar em uma travessia bem mais simples, tente o Pico da Onça em São Francisco Xavier (https://mochilaosabatico.com/2017/06/09/pico_da_onca/) ou o circuito na Serra do Lopo em Extrema/MG (https://mochilaosabatico.com/2014/11/16/extrema/)
       
      Para um trekking de um dia, o Parque Estadual do Pico do Jaraguá (https://mochilaosabatico.com/2017/05/28/pico-do-jaragua/) é uma boa opção e tem uma bela vista da cidade de São Paulo.
       
      E para uma experiência internacional, a sugestão é o Parque Nacional Nahuel Huapi, em Bariloche na Argentina (https://mochilaosabatico.com/2015/02/08/bariloche-nahuel-huapi-cerro-catedral/).




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