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6 dias em Santiago - Dicas, preços e fotos

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Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse:

SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago.

Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de SANTIAGO.

LEGENDA

UYU - Peso Uruguaio
USD - Dólar Americano
BRL - Real Brasileiro
ARS - Peso Argentino
CLP - Peso Chileno

ROUPAS

Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. 

Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol.

CELULAR

Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem.

DINHEIRO e CARTÃO

Em espécie levei apenas DÓLARES AMERICANOS e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem.

ACOMODAÇÃO

Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Santiago fiquei em 2 lugares diferentes: no apartamento do Sérgio que fica no centro e na casa do Chris e da Pati que fica num bairro um pouco mais afastado. Em Valparaiso fiquei na casa da minha amiga Karen.


CHEGANDO EM SANTIAGO

Cheguei de avião partindo de Calama e o vôo levou aproximadamente 2 horas.
Há um ônibus (o CENTROPUERTO) que liga o aeroporto ao centro. Paguei CLP1700 e desci na estação de metrô LOS HÉROES. Caminhei por 2 quadras e cheguei na casa do meu 1º anfitrião.

O QUE FAZER

Santiago é uma cidade encantadora e tem muita coisa pra fazer. Se for sua primeira passagem pela cidade, recomendo ficar pelo menos uns 5 dias nela. Se resolver fazer um “bate-volta” até Valparaíso e Viña del Mar, que é MUITO recomendado também, adicione mais um dia.


1º dia: 26 de Março de 2017 (domingo)

Cheguei ao prédio do meu anfitrião por volta das 18h30. Fui informado que ele não estava. Deixei minha mochila na portaria e fui procurar um supermercado. Encontrei um bem próximo dali e comprei pão, frios e achocolatado para o café da manhã, uma lasanha de microondas para o jantar e 6 latinha da cerveja Royal Guard.

Ao voltar do supermercado fui informado que o Sérgio já tinha chegado. Além dele, também conheci o Daniel, um couchsurfer da Austrália que também estava sendo hospedado pelo Sérgio. Comi a lasanha e ficamos bebendo cerveja e conversando até umas 23h, quando fomos todos dormir.

2º dia: 27 de Março de 2017 (segunda-feira)

Acordei às 8h30, tomei café e saí caminhando em direção à PLAZA DE ARMAS. Passei no centro de informação turística e peguei mapas da cidade. 

Por volta das 10h estava começando o SANTIAGO FREE WALKING TOUR. É um passeio guiado que ao final você paga o quanto acha que valeu o passeio. Nosso guia era o Israel, simpático brasileiro que morava há anos no Chile. Passamos por vários pontos turísticos da cidade: Museo de Arte Pré-colombiano, antigo congresso, corte suprema, Palácio de la Moneda, Bolsa de Comércio, Teatro Municipal, Cerro Santa Lúcia, Museo Bellas Artes, Parque Florestal, Plaza Itália, Barrio Bellavista e La Chascona.

***Dica: Procure saber se a cidade que você vai visitar em o Free Walking Tour. Caso tenha, faça isso primeiro de tudo para ter uma visão geral da cidade. Sabendo quais são os principais pontos turísticos de cada lugar, você pode voltar nos que mais te agradou para conhecer melhor.

Ao final do tour paguei CLP 7.000 ao nosso guia. Muito bom o tour! Recomendo!

Não conseguimos entrar na La Chascona (uma das casas de Pablo Neruda) pq é fechada durante a segunda-feira.

Voltei caminhando pelo centro e parei no Café Haiti, também conhecido como “Café con Piernas”. Trata-se de um cafeteria normal, mas com o diferencial que as atendentes usam saias bem curtas.

Enquanto tomava o café (nada de mais, mas vale conhecer o local) acessei o wi-fi do estabelecimento e recebi uma mensagem da Vladka, dizendo que estava Santiago, mais precisamente no bairro de Bellavista que eu tinha acabado de sair. A Vladka é uma couchsurfer da República Tcheca e a conheci pq fomos hospedados pelo mesmo anfitrião lá em Buenos Aires. Mas depois de lá cada um seguiu um caminho diferente. Só que coincidentemente - depois de 15 dias -  estávamos novamente na mesma cidade.

Voltei até o bairro de Bellavista e me encontrei com a Vladka. Tomamos 2 cervejas (CLP 7.700) num bar por ali. Enquanto tomávamos nossa cerveja passa por nós a Luciane, uma brasileira que eu havia conhecido em um dos tours do deserto do Atacama. Ela sentou com a gente, conversamos um pouco e ela foi embora. Essas coincidências…

Deixamos o bar e seguimos até o metrô em direção do SKY COSTANERA, maior arranha-céu da América do Sul. No caminho alguém avisou que a mochila da Vladka estava aberta. Tentaram roubá-la mas, segundo ela, não tinha nada naquele compartimento da mochila.

Descemos na estação TOBALABA e caminhamos até o arranha-céu (aprox.10 min.). Pagamos CLP 10.000 e pegamos um elevador que nos deixou no 62º andar. Era por volta das 18h30 e vimos um belíssimo pôr do sol. Ficamos tirando fotos até umas 21h, quando resolvemos ir embora.

Cheguei ao apto do Sérgio, fiz um lanche e tomei minhas 2 Royal Guard (boa cerveja!) que me restavam. Ficamos conversando até por volta da meia-noite quando fomos todos dormir.

3º dia: 28 de Março de 2017 (terça-feira)

Acordei às 8h40 e vi a mensagem de Vladka que tinha passado a noite na delegacia pq roubaram o passaporte da mochila dela. Ela só se deu conta do roubo quando voltou pra casa e notou que não encontrava o passaporte.

***ATENÇÃO***
Apesar de ser bem segura, Santiago também sofre com problemas das cidades grandes: o furto. Então fiquem espertos ao andarem de mochila principalmente em local de grande aglomeração.

Desci, comprei 2 fichas para lavar e secar minha roupa na lavanderia do prédio (CLP 2.400). Também comprei 1 pão e 1 suco de morango na venda ao lado (CLP 1.100). Tomei café, lavei minhas roupas e por volta das 11h estava encontrando a Vladka em frente a Faculdade de Direito da Universidade de Chile, onde ela suspeitava que foi furtada.

Havia um posto dos CARABINEROS (PM do Chile) alí perto. Fomos até lá e explicamos a situação aos oficiais. Pensamos que talvez alguém poderia ter encontrado o passaporte jogado ao chão e ter entregado lá. Mas infelizmente não tinha nada lá.

***Nota: apesar da proximidade entre o idioma português e o espanhol, pra mim ainda é mais fácil conversar em inglês pq sou fluente. No entanto não é todo mundo que fala inglês aqui na América do Sul. Mas dá pra se virar tranquilamente no “portuñol”, desde que fale que é brasileiro e peça para falarem “despacio” (devagar).

Perguntamos também em vários estabelecimentos (Tele Pizza, Taco Bell, Subway) mas sem sucesso.

Então eu e a Vladka seguimos para o LA CHASCONA (entrada CLP 7.000). A casa fica à beira do Cerro San Cristóbal e cheia de escadas, jardins, terraços e tem até uma passagem secreta. Durante a visita disponibilizam um áudio-guia que vai explicando cada cômodo e partes da casa. Também há uma sala que passa um vídeo de uns 10 min explicando a vida de Pablo Neruda e de sua mulher Matilda, que viveu na casa até os últimos dias de sua vida. Passeio ALTAMENTE recomendado!

Deixamos a La Chascona e paramos para almoçar em um restaurante ali perto, na Rua Pío Nono. Comi uma bisteca de porco com arroz e salada e tomei uma cerveja (Kunstmann Patagonia). Paguei CLP 6.000.

Depois do almoço fomos até o Museu de Belas Artes (entrada gratuita). Estavam preparando o museu para receber uma mostra então muitas salas estavam fechadas. Apesar do acesso restrito valeu a visita!

Seguimos caminhando até o Cerro Santa Lucia. O passeio até o topo é arborizado e tranquilo. Lá em cima, uma visão privilegiada da cidade. Vale conhecer!

Descemos e paramos num bar ali perto pra descansar um pouco. Bebemos umas cervejas (CLP 3.000) e fomos jantar em um restaurante peruano chamado El AJI SECO, que fica ao lado da Plaza de Armas. Pedimos um LOMO SALTADO e um CEVICHE. Pra beber, uma INCA COLA. A comida estava deliciosa e pagamos CLP 12.700 cada.

Me despedi da Vladka e segui caminhando até a casa do Sérgio. No caminho passei no supermercado e comprei o café da manhã para o dia seguinte e 6 latinhas de cerveja (Royal Guard) - CLP 6.000.

Fiquei conversando com o Sérgio até meia-noite e fui dormir.

4º dia: 29 de Março de 2017 (quarta-feira)

Tirei esse dia para conhecer Valparaíso e Viña del Mar. 

Acordei às 7h30, arrumei minha mochila e segui para a estação UNIVERSIDAD DE CHILE, onde era o terminal de ônibus para Valparaiso. Comprei minha passagem para às 9h (CLP 2.700).

Cheguei a Valparaíso por volta das 10h40 e minha amiga Karen estava me esperando na rodoviária.

Demos uma volta de carro e ela foi me mostrando algumas partes da cidade. Deixamos o carro na casa dele e seguimos à pé. Caminhamos pela orla, passamos por uma doca e fritamos sob um sol escaldante.

***DICA: Valparaíso é uma cidade litorânea então redobre seus cuidados com o sol: não esqueça de passar protetor solar e use sempre boné e óculos de sol.

Pegamos um trem e descemos na ponta da praia. Caminhamos até o Cerro El Peral onde pegamos um funicular até o topo (CLP 300). Há uma belíssima vista da cidade e da praia lá de cima.

Seguimos caminhando e subimos e descemos os morros (cerros): Alegre, Concepcion e Artilharia. Foi um passeio muito tranquilo e cheio de vistas lindas. Dei sorte pq tinha uma “guia local” comigo, mas são passeios que dá pra fazer sem conhecer o local.

Paramos pra almoçar num restaurante de comida local chamado “Contigo Pan y Cebolla”. Pedimos um prato chamado “Chorrillana” que é é um prato cheio de batatas fritas com um molho de cebola caramelizada, carne bovina, ovos mexidos (CLP 12.000 para 2 pessoas). Estava uma delícia!

Saindo do restaurante pegamos um COLECTIVO (CLP 600) até a casa da Karen.

***Nota: Na Argentina a palavra “colectivo” significa ônibus de linha. No Chile os “colectivos” são táxis compartilhados. Eles fazem rotas como as dos ônibus e ficam pegando passageiros pelo trajeto. É um tanto confuso entender as rotas, mas como eu estava com uma local não tive problemas. Mas não recomendo esse meio de transporte para turistas que não conhecem a cidade.

Descansamos um pouco e pegamos o carro em direção de VIÑA DEL MAR, que fica ao lado de Valparaiso.

Passamos pelo Relógio de Flores e estacionamos o carro. Seguimos caminhando pela orla na direção oposta a Valparaiso. Era final de tarde e o tempo estava muito agradável. Fomos até uma doca e voltamos. Paramos no meio do caminho pra ver o pôr do sol no Pacífico. 

Vinã del Mar possui prédios mais novos e “chiques”, com relação à Valparaíso. Fazendo uma comparação não muito feliz, dá pra dizer que Viña del Mar está para o Guarujá assim como Valparaíso está para Santos.

Voltamos pra casa da Karen, descansamos mais um pouco e saímos por volta das 23h. Pegamos um microônibus até a praça Aníbal Pinto, onde ficam alguns bares e restaurantes. Optamos por ficar no bar “Gato en la ventana”. O lugar é simpático, mas servem apenas bebidas. Não tem absolutamente NADA pra comer, nem amendoins! Tomamos 2 cervejas AUSTRAL de 1 litro (CLP 3.300 cada), conversamos bastante e fomos embora.

Pegamos um colectivo, chegamos a casa da Karen as 2h e fomos dormir.

5º dia: 30 de Março de 2017 (quinta-feira)

8h40 a Karen estava me deixando na rodoviária de Valparaíso. 8h45 estava pegando o ônibus de volta à Santiago. Cheguei 10h30 e comi um sanduíche e tomei um café (CLP 1990). Acessei um wifi na rodoviária e combinei de ver o Estádio Nacional com a Vladka.

Por volta das 13h encontrei com a Vladka na estação ÑUBLE e caminhamos uns 15 minutos até chegar ao estádio. Chegando lá vimos que não haviam guias ou tour. Fomos informados pelo segurança no portão de entrada que era só chegar ao portão 7 e pedir pra alguém para nos deixar entrar. Fizemos isso e deu certo, porém só tivemos acesso a um setor da arquibancada. O estádio é muito bonito e imponente. Mas também dá uns calafrios em pensar que ele serviu de prisão política durante a ditadura de Pinochet. 

Deixamos o estádio e seguimos em direção ao bairro de “Paris-Londres”. Descemos na estação UNIVERSIDAD DE CHILE e logo na saída nos deparamos com a simpática igreja de San Francisco.

A poucos minutos da igreja está o “Londres 38”, uma casa que serviu de prisão para perseguidos políticos durante a ditadura militar. A casa virou um memorial em homenagem aos mortos e desaparecidos durante a ditadura chilena. Vale muito a visita!

Seguimos caminhando pelo simpático bairro e depois de um tempo fui embora.

Cheguei na casa do Sérgio, me despedi dele e fui para a casa de outros couchsurfers: Chris e Pati. Peguei um metrô na estação LOS HEROES e desci na estação ESCUELA MILITAR. Lá peguei um “colectivo” até as proximidades da casa que ia ficar. Perguntei a um casal e me mostraram a rua que tinha que ir.

Chegando na casa fui recepcionado pela Pati, que estava fazendo jantar. Ajudei ela cortando legumes e lavando alguns pratos. Pouco depois o Chris, seu marido, chegou.

Terminamos de preparar o jantar, comemos e ficamos conversando até umas 23h quando fomos dormir.

6º dia: 31 de Março de 2017 (sexta-feira)

Acordei as 8h30 e sai de casa. Andei 2 quarteirões e peguei o ônibus C11 até a estação ESCUELA MILITAR e de lá fui até a estação QUINTA NORMAL. Bem ao lado da estação se encontra o MUSEO DE LA MEMÓRIA. A entrada é gratuita e paguei CLP2.000 pelo audio-guia em português.

O museu faz relatos do golpe militar sofrido pelo presidente eleito Salvador Allende e também tudo o que se passou com a população chilena durante a ditadura militar. Há jornais, revistas, fotos e objetos dos perseguidos pelo regime militar. O museu tem 4 andares e eu recomendo ficar ao menos 3 horas para visitá-lo por completo. Se forem à Santiago NÃO DEIXEM de visitar o MUSEO DE LA MEMÓRIA. Ele é absolutamente incrível!

Deixei o museu e fui encontrar com a Vladka para irmos até a vinícola CONCHA Y TORO. Nos encontramos na estação Tobalaba e partimos para a estação PUENTE ALTA (a viagem durou uns 30 minutos). Saindo da estação pegamos um táxi até a vinícola (CLP 2.500).

Conseguimos pegar o tour em inglês das 14h30 (CLP 12.000). Passamos pela casa dos donos da vinícola, mas não podemos entrar. Depois fomos até umas plantações de uva, onde deixam vc experimentar alguns tipos. Eu comi a MERLOT, CARMENERE, PINOT GRIS, entre outras. Todas uvas estavam muito pequenas, porém muito doces.

Depois fizemos uma degustação de vinho branco chamado TRIO, que harmoniza com frutos do mar. Na sequência fomos a um galpão que armazena os barris de vinho a temperatura de 10ºC.

Seguimos para outro galpão onde passa um vídeo falando sobre a história do vinho CASILLERO DEL DIABLO. Na volta fizemos mais 2 degustações de vinhos tintos e o tour terminou. A taça que usamos nessa última degustação é nos dada de presente. Ótimo pra quem tá viajando de mochila #soquenão.

Na saída há uma loja que vende praticamente todos os rótulos da Concha y Toro. Comprei um Casillero del Diablo Carmenere (CLP 3.900) para levar de presente ao casal que estava me hospedando.

Pegamos um taxi na porta da vinícola e voltamos à estação Puente Alta. De lá seguimos de volta até a estação Tobalaba, onde seguiríamos para o PARQUE BICENTENÁRIO. Saindo da estação paramos em um Subway e compramos um sanduíche (15cm) por CLP 3.450 e pegamos o ônibus 405. Depois de 10 minutos chegamos ao parque.

O PARQUE BICENTENÁRIO é muito bonito e bem cuidado. Tem um lago e pode se ver muitos pássaros. Há também muitas crianças brincando e pessoas fazendo exercício. Paramos embaixo de uma árvore para comer o lanche e depois seguimos o passeio. Ao final da tarde pegamos um táxi para a estação Escuela Militar (CLP 3500). Me despedi da Vladka e peguei um táxi para casa (CLP 3000).

Cheguei em casa e ajudei a Pati e o Cris a fazer o jantar. Comemos e tomamos vinho até as 23h quando fomos dormir.

7º dia: 01 de Abril de 2017 (sábado)

Acordei as 8h15 e 8h45 deixando a casa. Me despedi do Cris e da Pati e caminhei até o ponto de ônibus. Peguei o C11 até a estação Escuela Militar e de lá fui até a Los Héroes onde peguei o CENTROPUERTO (CLP 1.700) até o aeroporto de Santiago.

Chegando ao aeroporto fiz check-in e fui até o Dunkin’ Donuts tomar café. Comi um sanduíche de presunto e queijo, uma donut de creme e tomei um cappuccino (CLP 3.250).

Às 11h segui para o portão de embarque e por volta das 13h estava deixando o Chile.

Anexo ao relato algumas fotos da minha passagem por Santiago.

Espero ter ajudado.

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Gosta de cerveja, hein?rsrs

Vou te ensinar a tomar colectivo,também não sabia nem que existia quando cheguei a Chile, mas em todo o país existe,sendo que em algumas cidades,como La Serena,Iquique e Valdivia é o ônibus local.

Eles seguem determinada rota traçada por um número que tem acima, mas nada impede do motorista desviar daquela rota e te levar a um local próximo,basta pedir a ele.

É para 4 pessoas,mas as vezes,para sua sorte,vai sozinho e,nesse caso,é um táxi por menos de 3 reais.

Quando não estão em serviço, eles não param ou exibem um letreiro no lugar do itinerário "fuera  de servicio".

É muito fácil,também vai encontrar em outros países por toda a América, pois não existe fábrica de ônibus .

Sua amiga achou o passaporte?Chile é assim mesmo,são imigrantes os ladrões  em sua maioria.Porém los carabineros são muito honestos e respeitados.

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3 horas atrás, D FABIANO disse:

Gosta de cerveja, hein?rsrs

Vou te ensinar a tomar colectivo,também não sabia nem que existia quando cheguei a Chile, mas em todo o país existe,sendo que em algumas cidades,como La Serena,Iquique e Valdivia é o ônibus local.

Eles seguem determinada rota traçada por um número que tem acima, mas nada impede do motorista desviar daquela rota e te levar a um local próximo,basta pedir a ele.

É para 4 pessoas,mas as vezes,para sua sorte,vai sozinho e,nesse caso,é um táxi por menos de 3 reais.

Quando não estão em serviço, eles não param ou exibem um letreiro no lugar do itinerário "fuera  de servicio".

É muito fácil,também vai encontrar em outros países por toda a América, pois não existe fábrica de ônibus .

Sua amiga achou o passaporte?Chile é assim mesmo,são imigrantes os ladrões  em sua maioria.Porém los carabineros são muito honestos e respeitados.

É... nos meu relatos dá pra perceber que eu gosto um pouco de cerveja. xD

Valeu por informar como funciona os colectivos. Como eu estava com uma local em Valparaíso eu nem me preocupei muito em aprender como funcionava. B|

Então... na real ela estava viajando com 2 passaportes: um antigo e outro novo! E roubaram o antigo. Não sei pq raios ela estava com 2 passaportes, mas no fim ela nem precisou fazer nada pq seguiu viagem com o novo.

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      1º Dia em Santiago
      Em Santiago ganhamos uma hora devido ao fuso horário e chegamos as 15:30hs, a Van nos deixou por volta das 16:30hs. Eu tinha Reservado uma diária para casal no Hostel Princess Insolente R$ 130 reais a diária, pagamos em dólar para não pagar o IOF. Fica próximo ao centro, mas durante à noite não tem nada para ir. Um outro detalhe é que na recepção te pedem um valor antecipado pelas chaves do quarto, dizem que é pra no caso de vc perder, já está pago o valor. Mas a verdade é que no Chile tudo eles pedem propina (gorjeta) e no final das contas, eles seguram seu dinheiro caso você não o peça de volta, como somos brasileiros e mais espertos, pedimos de volta é lógico...ahhahahah...😉 Abaixo tá a foto da área de lazer do hostel, é bem charmosinho. Ahhh, e esse é o gato do meu esposo.

      Assim que deixamos as bagagens no Hostel, fomos caminhando até o Centro de Santiago, Rua das Agustinas para fazermos câmbio. Achamos a casa de Câmbio Brollanos e conseguimos a melhor cotação, R$ 1,00 era 187 pesos chilenos. Na frente fica um monte de gente te oferecendo por uma cotação bem melhor, mas não arrisquei pra não correr o risco de pegar notas falsas😳. Voltamos para o Hostel, descansamos um pouco e saímos para comer alguma coisa. Escolhemos um cachorro quente, pois não tínhamos muita experiência em fazer os pedidos, pois o cardápio vem em espanhol e achamos melhor não arriscar, já que na rua estávamos sem internet para consultar. Cada cachorro quente saiu por 3.800 pesos! 😲 Caro pra caramba, e vinha com umas coisas bem ruins dentro tipo palta (abacate), e uma salada lá que parecia repolho só que bem azedinho. Enfim, não gostamos muito!🤢 Voltamos para o Hostel, descansamos e fomos dormir, estávamos exaustos e no dia seguinte as 4h da manhã a empresa Sousas Tour iríamos nos buscar para conhecermos o Embalse y Yesso. Passamos na recepção e perguntamos se era possível nos servirem o café da manhã mais cedo pois teríamos este passeio, sem problemas, ela nos disse.
      2º Dia Passeio para Embalse Y Yesso
      Acordamos cedo, tomamos banho, detalhe, água gelada porque não conseguimos regular a temperatura do chuveiro 😢, nos arrumamos e fomos tomar o café. Nos serviram dois sanduiches de caixa que já estavam prontos e um suco. Assim como todo bom brasileiro, nos atrasamos e o Guilherme dono e guia da Sousas Tour chegou pontualmente no Hostel para nos buscar. Até nos deu uma bronquinha pelo atraso e ele estava coberto de razão😊, pois em cada Hostel que ele parava para pegar um turista que por sinal, era brasileiro, atrasava de 10 a 20 min e no final a gente acabou pegando um transitozinhoooo para sair da cidade😅, o que atrasa o nosso passeio. O Guilherme fez quatro paradas antes de chegarmos ao Embalse Y Yesso, a primeira foi para tomar café numa padaria já no final de Santiago, como nós dois já tínhamos tomado café, utilizamos o banheiro e compramos uma água grande 1.800 pesos. A água mineral é muito cara e a maioria das pessoas tomam água da torneira. Foi à única vez que compramos água no Chile!😏 Pegamos estrada, o Guilherme é super gente fina falou sobre os problemas no Chile, comentou que o sistema de saúde é péssimo, as Universidades são todas particulares, nos mostrou os bairros ricos e os pobres de Santiago, nos disse que o salário mínimo lá se equivale a R$ 1.500 no Brasil, mas o custo de vida em Santiago é alto. A segunda parada que ele fez, foi na ponte, depois uma numa loja, passou o caminho todo falando sobre o frio e que tínhamos que nos proteger e comprar gorros, luvas e etc. Mas na Verdade, a gente nem precisou. Comprei porque fiquei com medo, mas na vdd, nem utilizei quando cheguei lá. Abaixo tem fothênhas meu pouvooo!
       
      Foto da lojinha que paramos pra comprar os acessórios!!! 1 charme, não é? Achei o Chile tão PhoPho!!!
      A Segunda foto foi na Ponte, era bem estreita e só passava um carro de cada vez e detalhe, eles passavam numa carreira só! Vôuteeee! A ponte parecia que ia cair com todos nós! 😳
      Aqui a foto do meu maridão, né?! Não podia faltar!!!

       
      Esse passeio é ôthemoo gentiii, e eu não poderia passar o caminho todo sem tirar fothênhassss, então, toxma foto pra cima!!!!
       

      O boy amaaaa essa touquinha da Alemanha e eu acho...hahahahhaha...🤣

      Fothênhas juntos para registrar o time!

       
      Juro que é a última foto desse passeio, antes de chegar ao Embalse y elso...rsrsrsrsr

       
      Thanrammmm!!! Chegamos, deu pra sentir, né? Beachooo, esse lugar é muito topster!

      Foto de blogueirinho porque eu sou muito Phoda de fotógrafa...ahhahahahahaha...

      Tá, eu confesso que ele é mais fotogênico, mas eu sei encontrar os melhores ângulos...hahahhahaha...Nossas DR's de viagens é sempre por conta das fotos...hahahhahahahah🤣

       
      Apachetas, bom!!! Esse é o meu novo vício! Aprendi que as apachetas eram feitas pelo povo andino para marcar o caminho por onde passavam, desta forma eles poderiam percorrer toda montanha atras de comidas e ervas e na volta, eles conseguiam achar o caminho por contas das apachetas que deixavam. Tem uma brincadeira legal que rola pela America do sul, por onde você for, você faz uma apacheta e pede algo que gostaria de alcançar, diz a lenda que quando a apacheta se desfazer, seus pedidos são realizados. Mas a verdade sobre elas é que quando você para pra empilhar pedras, requer atenção, paciência, calma, concentração e fé. Você acaba buscando o equilíbrio das pedras, quando você finaliza a apacheta, você tem paz! É uma sensação muito Phodaaa!!!
       

      Na volta do passeio, ficamos na rodoviaria do centro de Santiago por volta das 5hs. Pedimos ao guia que nos deixasse por lá. Compramos duas passagens para Pucón, o valor das passagens foi de R$150,00 por pessoa (CLP$ 28.050). O horário de saída do ônibus era umas 21hs, então fomos comer alguma coisa na lanchonete, jogar papo fora e esperar a hora de partida. Compramos cadeiras semi-cama, já que passaríamos à noite viajando que fosse no mínimo um pouco confortável. A viagem de Santiago para Pucon é aproximadamente 11 horas. Os ônibus são bem seguros, tem um sensor de velocidade, o motorista não pode ultrapassar de 100km que ele dispara e todo os passageiros ficam cientes. Ahhh, e no ônibus servem lanchinho!! Recebemos à janta e fomos dormir, quando já estávamos próximos a Pucon, recebemos o café da manhã. Bem Maraaaaaa, né gentxxx! Igualzinho ao Braselllll!
       
      3° Dia - Pucón
      Chegamos em Pucón umas 8hs e tudo ainda tava puta escuroooooo, além de frio! Esperamos o céu clarear mais um pouco dentro da rodoviária e quando deu umas 9hs, saímos para procurar. a merda é que eu tinha me esquecido de ver no mapa a localização porque estávamos sem internet na rua. Passamos horassss procurando e nadaaa! 😢 Ninguém sabia nos informar! A dica é, se puder, compre um pacote de net daqui do Brasil mesmo, ou assim que chegar lá, providencie um chip. Nossa sorte é que encontramos um casal de Argentinos que estavam procurando o hostel deles com um GPS. Gentx, não sei vocês, mas o meu anjo da guarda é muito Phodaaaa e não dorme no ponto. O casal achou pra gente o Hotel Lounge Brasil, o valor da hospedagem foi de R$ 400,00 o casal durante três dias, eu já tinha reservado daqui do Brasil mesmo, utilizei o site da booking, aliás, adoro esse site! Chegamos no Hotel e a recepcionista Maria nos tratou super bem e até deixou a gente fazer o checkin antes da hora. Um beijo Maria, sua lindaaa! Ela aqueceu o nosso quarto, porque gente, Pucon é muitooooo frio e nós fomos no inverno! Chuva era bóiaaaa! Abaixo tem uma fothênha pra vocês verem que delícia de lugar.
       

      Bom, deixamos as malas no hotel e pernas pra quê te quero. Fomo comer alguma coisa e achamos uma subway, lá eles vendem uns sabores diferentes dos daqui do Brasil e tem a opção de guacamole (abacate). Pedimos dois subways e fomos numa agencia (Aguaventura) fechar o pacote das termas geométricas (R$ 120,00 por pessoa), pois eu estava super ansiosa para conhecer. E, que lugar é aquele Brasellll? Conseguimos por um precinho bem em conta, negociar pessoalmente é sempre a melhor opção. O passeio ficou marcado para as 15hs, fomos para o hotel e aguardamos eles irem nos buscar. Tava chovendo e eu fiquei preocupada de estragar o passeio, mas o guia nos informou que dia de chuva é o melhor dia para conhecer as termas 😳, só entendi quando cheguei lá...🤣 Gentxxx, tava um frio de lascar o quengo do ser humaninho ( 0ºC), mas a piscinas são muito quantes (45°C). Pra tirar a roupa foi toda uma oração e quando entramos na água parecia que iriam tirar o nosso couro...hahahha...Mas calmaaaa, isso é o choque térmico. Depois que você se acostuma, não quer mais sair de lá. Eu amei esse lugar, amei Pucon! Olha a chuva de fotos pra vocês sentirem a sensação! Toxmaaaa! Primeiro o boy magia, depois ME!
       

       
      Sai daí boy, que vem chuva de fotos minhas...ahahhahaha🤣🤣🤣🤣

      Nessa, eu tou com friooo!!!

      A água tava uma delícia e o passeio foi adorável. Voltamos à Pucon e programamos o passeio do outro dia que seria escalar o Vulcão Villaricca, mas infelizmente como tava chovendo muito e tinha risco de ocorrer avalanches, não pudemos ir.
      4° Dia - Pucón
      Marcamos apenas um dia de neve na base dele (R$ 120,00 por pessoa). Exploramos a sua base e conhecemos aos arredores. Abaixo tem fothênhaaasss! Conhecemos uma galera Brasileira, só pra variar...hahahhah...Que eram da Baêaahhh! Ôh povo Maraaaa! 😍

      Oiiii, você quer brincar na neve? hahahahha...Brasileiros adoram uma neve, principalmente quando é a primeira vez!!!

      Meu melhor par!

       
      Na volta fomos explorar um pouco a cidade de Pucon, já que só teríamos mais um dia para regressar à Santiago. E gentx, pense numa cidade charmosinha, eu super me encantei, é bem seguro por lá, embora eu tenha sido furtada 🤬... Nunca vacilem com suas coisas, o meu celular estava no bolso do casaco. Fomos num supermercado Eltit que fica na Av. Libertador General Bernardo O' Higgins, próximo do hotel e num picar de olhos, perdi o meu celular. Na saída do supermercado haviam uns peruanos vendendo alfajor, vieram me abordar e eu não quis, quando cheguei no Hotel, fui procurar o meu celular e o canto mais limpo do mundo. Fiquei muitoooo 🤬! Mas voltando ao assunto da cidade, toxma foto pra tu sentir! 


      Tem esse coração próximo da praça, você pode comprar um cadeado e gravar o seu nome e o nome do love, não é phopho!

       
      A areia da praia tem essa cor preta devido aos fragmentos vulcânicos de erupção que ocorrem neste lugar, pois a cidade é arrodeada de vulcão e tem o Villaricca que é um vulcão ativo.


      5º Dia - Pucón
      Bom, chegamos no último dia em Pucon, seguimos para a Reserva Ecológica Huilo huilo, gentx que lugar linduuuu Brasel, e super fofo pra quem tem crianças, eu super indico. Como sou um pouco criança ainda...hahhahahah...adoro essas coisinhas de duendes e fadas. Saca só as fothênhas!


      Quando a bruxinha seduz o boy magia...hahhahahahah🤣

      Tava chovendo muito e na foto não dá pra ver direitinho, mas a água é bem azul, segundo o guia é água de origem glacial, por isso tem essa cor! 😍
       


      Fadinhasssssssss! Gentx, essa fadinha custou 80 pesos, lembro muito bem desse preço!


      Esta árvore enorme atrás de mim é um dos hotéis que tem na floresta encantada, por dentro é super lindo. Dica, se puderem, reservem pelo menos uma noite nesse lugar.

      Olhem como é aconchegante por dentro.







      Fim da nossa estadia em Pucón!!!

      Bora seguir o baile pra Santiago!!! huhuhuhuhuhu...Voltamos com o guia para Pucon, compramos nossas passagens de volta à Santiago, no mexmoo esqueminha. Jantamos no restaurante e seguimos viagem. No ônibus nos deram dois lanches! Um na janta e outro no café da manhã. A diferença é que esse ônibus não fez a mesma rota da ida a Santiago. Ficamos em outra rodoviária completamente diferente e detalhe, no mesmo dilema de sem internet pra descobrir o que fazer.
      6° Dia - Santiago
      Chegamos por volta das 8hs da manhã em Santiago e tudo escuro ainda. Perguntamos a um guarda como faríamos para pegar o metrô. Ele nos explicou direitinho e fomos simbora por esse mundo de meu Deus, eu tava morrendo de medo, pois dizem que em Santiago é mais perigoso e como eu tinha sido furtada em Pucon, tava torando aço. Mas deu tudo certo!!! Ficamos em um hostel no bairro de Providência bem perto do Bela vista, que é um bairro bem badalado pros jovens, tem cerveja, paqueras e drogas...😳...Muitaaaa agitação! Chegamos no hostel Che lagarto, fizemos checkin, ele fica bem no centro, virando a esquina tem o Cerro de Santa Lúcia, muito bonito a vista de lá. Segue fothênhas porque eu sei que vocês já estavam com saudades delas...hahhaha

      Tem o funicular que você pega pra subir e ter uma vista maravilhosa das Cordilheiras dos Andes arrodeando Santiago. Dica, pegue só a opção de ida, é mais barato e você já desce bem próximo ao Costanera. Eu não fui ao Costanera,almoçamos no Restaurante Giratório, enquanto vc almoça, ele dá um giro de 360º graus, desta forma vc vê a cidade toda sem sair do lugar, é super charmosinho. Ah, tem que resevar por que é lotadooooo,o legal é que você almoça ao som do Tom Jobim, delícia, né???

      Pegamos o bondinho pra descer!


      Nas ruas de Santiago!

      Hora do almoçooo!


      8° Dia Santiago - Valparaíso e Vina del mar
      Segundo dia em Santiago, pegamos um metrô e fomos até a rodoviária para pegar um ônibus que nos levasse para conhecer Valparaíso e Vilna del Mar! Dica, evitem os horáriso de pico do metrô pois as passagens ficam mais caras. Fechamos um pacote turístico quando chegamos em Valparaíso, pois sozinhos nos perderíamos e lá é um pouco esquisito, mas a grande vantagem mesmo é que eles otimizaram o nosso tempo e conseguimos ver os dois lugares em um dia só. Pechinchei e consegui um precinho bem em conta dizendo que éramos estudantes...ahahahhah...Segue mais fothênhassss!

      Valparaíso é um charme gentx e super colorido, cada casa tem uma cor, e muito grafite nas paredes, dá pra tirar fotos bem legais. Eu super me apaixonei!!!!



      Depois do almoço fomos para Vina del mar, é uma cidade vizinha,ela é governada por uma prefeita mulher e ela faz questão de espalhar flores pela cidade. É muito phopha!!! Saca as Fothênhassss!



       
      Bom gentx, esse foi o meu roteiro no Chile, eu espero voltar, pois quero muito conhecer o deserto do Atacama e a Ilha de Páscoa.
      Eu vou dá uma procurada na minha agenda de viagens para disponibilizar alguns valores pra vocês, porque eu não lembro de cabeça.
      Xêru e segue o baile pra próxima viagem!!!

      20170610_123029.mp4
    • Por Gedielson
      A ideia de fazer o relato do meu mochilão pelo chile é partilhar com os outros um pouco da experiência de viajar e servir de incentivo e orientação do que fazer (ou não fazer).
      Vamos lá!
      Diário de bordo 1

      Sai de Londrina no domingo dia 18/12 às 7:45. Nunca pensei que uma simples viagem de Londrina para ctba pudesse demorar tanto. O ônibus entrou em tudo quanto é cidade, distrito e vila. Mas tbm fez uma parada na famosa "soledade". A máquina de suco natural de laranja é a melhor.
      Bem, depois de ser "assaltado" com os preços da Parada Soledade, foi hora de seguir viagem.
      Cheguei em ctba as 17:30. Quase 9 horas de viagem pra percorrer 400 km.

      O ônibus para Santiago estava previsto de saída às 20:00, mas só chegou as 22:00. A única opção que tive de ônibus foi a Chilebus. Deu trabalho pra compra a passagem, mas tudo funcionou bem.
      O que me tranquilizou foi que tinha algumas irmãs/freiras, da ordem trapista, que iriam embarcar no mesmo ônibus que eu e já haviam viajado outras vezes neste ônibus e disseram que ele costuma mesmo atrasar.
      Detalhe, uma das irmãs veio me perguntar se eu estava com bagagens e se eu não poderia assumir uma de suas bagagens. Infelizmente não dava neh. Não dá pra confiar nem em uma trapista hehe.
      Bem... As 22:00 o ônibus chegou. Embarquei e seguiu viagem.
      Logo que entrei, de tão cansado que estava eu dormi fácil. Não era nem 1:30 já passamos em Floripa em Porto Alegre as 6:40.
       
       
      Diário de bordo 2 Esse foi um dia de estrada. Saímos de porto alegre as 7:00, rumo ao interior do RS. O motorista não tinha dó de pisar no acelerador hehe Tbm não tinha dó de nós, só foi parar em Uruguaiana, última cidade do Brasil. Paramos para tomar banho e comer. Ahn banho... Como me fez bem! O guia disse que seria uma parada de 1:30. Ficamos um pouco mais de 2 horas parados. Foi bom pq arrumei uma tomada e deu para completar a carga do cel. Depois, mais duas horas parados nas alfândegas do Brasil e Argentina. Engraçado como é uma burocracia burra. Fiscalizam tanto para não fiscalizar nada. Seguimos viagem, agora do lado argentino. No começo pegamos umas estradas ruins, o ônibus andava muito devagar. Foi possível observar um belo por do sol. Depois de servido um lanche logo dormi. Acordei em uma parada lanche e banheiro, mas acho que demorei acordar e so deu tempo de ir ao banheiro rsrs e logo já voltamos para a estrada e dormi dnovo.     Diário de bordo 3   Já acordei bem mais no interior argentino. Estava em Rio Coarto, a 465 km de Mendonza. Fizemos uma rápida parada em um posto de gasolina para uma ida no banheiro. Tentei comprar algo de comer, me informaram que não aceitavam reais e nem dólar. Depois, já dentro do ônibus me falaram que conseguiram comprar com reais. Uma pena, estava faminto heheh Agora já é possível perceber alguma mudança na paisagem, já não tão tradicional. Quando chega em Mendonza, aí sim vc percebe que está em outro país. De longe vc começa a avistar os Andes com seu topo ainda coberto de gelo. A sensação de passar pelos Andrés e incrível. Impressiona a grandeza. Depois de muito subir, atravessamos para o lado chileno, e depois de uma via Crucis na alfândega chilena, voltamos a rodar.   Se a subida do lado argentino já é lindo, a descida do lado chileno é de tirar o fôlego.   A chegada em Santiago foi tranquila. Uma rodoviária apertada, lotada, lembra o camelo de Londrina ou até mesmo a região da 25 de março. Logo que desembarquei, fui atrás de comprar um chip local e trocar alguns pesos chilenos, o que pude fazer na rodoviária mesmo.   Na rodoviária tbm tinha mc donalds. Pensei que seria a solução pra minha fome infinita.  Pqp, pior Mc q já comi na minha vida! Lanche, suco(sem gelo), batata... Tudo parecia ser do dia anterior. Mas, enfim, eu tava com fome... E mesmo comendo um pouco, continuei com fome kkkkk Chamar um uber não foi tão prático como é no Brasil, mas deu certo. Cheguei no hostel. Hostel Chic. Muito bom! Limpo, organizado, confortável. Tomei um banho e fui dormir, estava exausto.     Diário de bordo 4   Acordei antes do cel despertar. Acho q é a vontade de viajar heheh Meu ônibus para San Pedro saia as 9:30, então coloquei o cel para despertar as 7:45 pra ter um tempo de ajeitar as coisas, utilizar do banheiro, tomar café e voltar para a rodoviária.   Eu já tinha comprado a passagem no dia anterior. Levantei, arrumei as coisas, tomei café e fui...rodoviária.   Comprei passagem pela Turbus. Saiu o equivalente a R$ 250,00. Um tanto barato pelo tanto que vou percorrer. A previsão é de 22 horas de estrada. Tinham me recomendado não pegar o Turbus, mas acho que estavam enganados. O bus e muito confortável e o melhor de tudo é que da pra carregar o cel é o carregador funciona de vdd, ao contrário de muito ônibus que conheço no brasil.   Obs. Perdi um carregador portátil de cel no hostel. Inexplicavelmente ele sumiu. Ainda bem que tenho outro. Agora é só esperar chegar em algum lugar descente para comer.   Hunnn Quase  10 horas na estrada e o lugar descente para comer não chegou. Não é que não chegou o lugar descente, é que não chegou lugar algum para comer. Graças a Deus que sou o mínimo prevenido e do Brasil eu trouxe algumas porcarias, tipo, bolacha passatempo e pingo de ouro, foi o que salvou.   A paisagem, desde que saí de Santiago não mudou muito. Muita montanha e um lugar bastante árido, com pouquíssima vegetação. Cidades uma distantes das outras, com uns 100 km ou mais. Ahn, no meio do trajeto foi possível avistar o oceano pacífico (eu nunca tinha visto outro oceano além do atlântico). Emocionante. Por um bom tempo viajamos com ele a esquerda.   O sinal de celular/internet funciona muito bem aqui (pelo menos com o chip q comprei). Funciona até atravessando túnel.   Fiz um amigo. Um australiano que sentou ao meu lado depois de algumas cidades. Por sorte ele fala um pouco de espanhol e português. Pq meu inglês é muito amador hahah.   Aproveitei uma entrada em uma cidade para comprar algo de comer. Não foi uma parada. Foi só embarque e desembarque, mas o australiano, vendo meu desespero por comida, segurou (pq senão o bus tinha me deixado) o bus enquanto eu comprava um salgadinho da Elma chips. Horrível e caro, diga-se de passagem kkkkk   No bus serviram uma bolacha, tipo walfer e um suco (doce que nunca vi igual) Deu pra dar uma enganada na fome.   Obs. O cenário muda quando chegamos em alguma cidade. Embora de ruas estreitas, elas parecem bem organizadas, mesmo entre tantas montanha, pedras e areia.  Apesar de longa e cansativa, a noite dentro do bus foi tranquila. Agora é só chegar no Atacama.   Diário de bordo 5     Primeiro dia no Atacama. Depois de mais de 20 horas de viagem, chegou. Meu hostel ficava bem perto da rodoviária. Cheguei às 9, mas meu check in era só às 14.   Victor, que toma conta do hostel deixou eu ingressar, tomar um banho e deixar as coisas mesmo antes do check in.   Banho tomado, fui atrás de agências para fazer os tours.   Pesquisei algumas, mas a que melhor se encaixou no que eu queria foi a Ayllu, uma agência praticamente brasileira. Fechei com eles ao meio dia e o primeiro tour foi às 14. Só o tempo de almoçar e já ir.   Almocei em um restaurante bom. Tortilhas acompanhada de guacamole. Mui bueno!   Passei no hostel, peguei a mochila e foi para o tour. Termas de Puritana. Foi quase um tour vip, uma vez que estava só eu e mais um casal de SP. Eduardo e sua namo (não lembro o nome, então pode ser Mônica rsrs).   Termas é top demais. Um oásis que corre no deserto. Uns 3000 m de altitude e a temperatura média da água é de 25 a 32 graus. São 7 piscinas, todas próprias para banho. Uma água muito cristalina. É possível ver o fundo em qq lugar q vc estiver.   Tentei tirar fotos debaixo da água, mas sem muito sucesso hehe   Depois de experimentar das 7 piscinas, foi a hora do lanche da tarde (oferecido pela agência), com prato principal cevichi, muuuuito bom, acompanhado de vinho branco  e mais um monte de coisas que nem me lembro.   Foi um tour sensacional.   Voltei para o hostel já quase de noite. Achei que em San Pedro do Atacama demora muito escurecer. Até 9 ainda está claro.   Cheguei exausto no hostel. E ao invés de tomar uma banho e descansar, não... Tomei um banho e fui atrás de uma agência que faz o tour astronômico. Consegui pegar a última vaga do ano, porém, o tour saia a meia noite. Contratei mesmo assim, queria muito fazer. Tem duas horas e meia de duração, ou seja, voltaria as 2:30 da madrugada. Detalhe, as 5:30 a van do tour do dia seguinte passaria no hostel me pegar.   Apesar da canseira foi muito bom ter feito o astronômico.   A vista do céu aqui do Atacama não tem igual. Uma guia, Alessandra, dava explicações sensacionais, cativante. Faz vc se apaixonar por astronomia. Depois de mais de uma hora de aula a céu aberto, somente com os astros iluminando e um frio de zero grau, foi a hora de observar os astros nos telescópios. Outra experiência única.   E para finalizar o tour, tivemos uma espécie de bate papo com um e astrônomo, Alan. Algo sensacional tbm. Acompanhado de chocolate quente.   Ônibus me deixou no hostel.  Só apaguei. Já dormi com a roupa de acordar no dia seguinte. Ou melhor, dali 3 horas hehehe.       Diário de bordo 6   Dia de conhecer as Lagunas Altiplânicas, Vale de la luna e Vale de la muerte.   Acordei cedo, muuuuito cedo. Me confundi com o fuso horário kkkkk Mas graças a Deus que foi mais cedo e não mais tarde. Sem contar que já tinha ido dormir bem tarde na noite anterior.   Bem... A van passou me buscar no hostel com algum atraso (isso se repetiu outras vezes ).   Logo quando saímos em direção as altiplânicas o guia avisa q teremos duas horas de viagem e seria bom que a gente dormisse para chegar bem descansado.   Dormir era uma coisa que eu precisava muito. Mas, pera... Cade o encosto de cabeça no banco da van?? Simplesmente não tinha kkkkk (conforto nessas vans tbm nao era o forte da agência) Tentei de várias formas. De varias mesmo, e depois de bastante malabarismo ajeitei um jeito desajeitado para tentar dormir. A canseira era tanta q consegui.   Quando estava para chegar nas lagunas, acordei com os sacolejos da van. Chegamos em Piedras Ojas primeiro. Onde tbm tem lagunas. Fazia tanto frio que quase não foi suficiente a roupa que estava vestindo. Somente com o rosto de fora e isso com alguma proteção de óculos de sol, ainda sentia frio. Uma delícia!   Piedra Ojas é perfeito. Suas pedras avermelhadas, com contraste do sal das lagunas, as lagunas que mais parece um espelho de tanto que refletem perfeitamente as montanhas que a cercam. Depois de curtir essa paisagem espetacular e poder tirar algumas fotos, a agência preparou um delicioso café da manhã. Eles montaram o café neste cenário. Ainda que fosse meu costumeiro pãozinho com manteiga e café já seria muito bom. Depois dessa etapa, fomos para as Lagunas Altiplânicas, tem os nomes mas não me recordo agora. São perfeitas tbm. Com um azul vivo que parece filtro de foto.   Nessas lagunas vc não pode chegar tão perto. Mas tem uma trilha entre uma e outra, com um caminho desenhado por pedras, que vc pode percorrer, um trecho de uns 2 km. Lógico que eu quis fazer. O cenário vai ficando mais espetacular conforme vc vai percorrendo a trilha. Mas, detalhe, estava a mais de 4000 m de altitude, era meu primeiro tour com tanta altitude, então, 2 km se tornam 20 hehehe No final da trilha eu estava quase morrendo. Alguns tinham andado mais rápido do que eu, outros ficaram pelo caminho, e estava só eu e minha garrafa de água de 1,6 que já estava bem menos da metade. Quase desisti, mas era uma questão de honra.   Finalmente cheguei na segunda laguna. Recompensador. E a van estava lá esperando. Na volta passamos pelo linha do trópico de capricórnio, o que para mim não é grande coisa rsrs(moro bem perto deste trópico), mas foi bom saber que estava no mesmo grau que em casa. Voltamos para a agência. Serviram almoço pra nós e seguimos para o segundo tour do dia: vale de la luna e vale de la muerte.   Tour este onde faz muito sol e muito calor. Entao... Ja comprei mais uma garrafa de 1,6 l de água. E lá fomos. Primeiro no vale de la luna.   Sebastian foi o nosso guia neste tour. Primeiro atravessamos uma caverna formada com o trabalho da água do oceano sobre os tantos minerais dessa região, principalmente o sal. Vc pode ver e tocar nos cristais de sal ao longo de toda a caverna. Quando começamos a entrar na caverna, confesso que fiquei com medo. Sei lá... Va que dá um terremoto bem na hora q estou dentro heheh vai saber!   Mas não, foi dboa. Alguns trecho da caverna ela se torna bem apertada, por isso o guia recomendou q não levasse nada além do celular, até pq precisaria da luz do cel em algumas partes, mas eu, com medo de dar um terremoto e acabar preso dentro da caverna, levei minha garrafa de água rsrs   A experiência na caverna foi além de minhas expectativas.   Quando saímos da caverna, subimos um bom trecho a pé, na beira de uma duna enorme de areia. Ao chegar no topo é possível ter uma vista que 360° do vale de la luna. O vale tem este nome pelo fato de todo o seu terreno é muito similar com o terreno lunar. Todo acidentado, cheio de crateras. Parecido com o que vemos nos filmes daquilo que deve ser a lua ou marte. A sensação é indescritível. Uma pergunta não sai da cabeça: como tudo aquilo se formou? Quando ocorreu? Foi somente a força da natureza? Parece impossível! A impressão que fico é que foi tudo cuidadosamente desenhado. Depois do mirante foi a vez de percorremos aquilo que chamam de anfiteatro. Um paredão imenso de rocha avermelhada que lembra muito uma arena do tipo romana. Passamos tbm pelas três marias. Tres, ou melhor, apenas duas rochas em pé, solitárias. Digo duas pq originalmente eram três, mas a algum tempo um turista subiu em uma para tirar uma foto e ela se quebrou. Diz a lenda que foi um brasileiro, porém, eu e meus companheiros de tour resolvemos mudar a lenda e dizer que foi um turista argentino rsrs.   Saindo dali fomos para o Vale del la muerte e Pedra do Koiote. Cenário que lembra bastante o do desenho do Papa-léguas.   Ali foi nos serviram um lanche da tarde, sempre acompanhado de um bom vinho e apreciamos o por do sol. Retornamos para a cidade e embora estivesse quase morto de canseira, precisei sair para trocar dinheiro. Faz parte da vida de um viajante.       Diário de bordo 7   Hj a van até q não atrasou tanto (taaaanto). Era para passar as 5:30 e passou quase as 6. O problema é q a agência colocou 11 pessoas em uma van com 10 lugares e por isso tivemos que passar em um outro local para por um banco a mais. Isso sim ajudou a atrasar ainda mais. Saímos às 6:30.   Isso foi ruim. Pq o tour da manhã era nós Gêiseres del Tatio e o fenômeno dos gêiseres são mais intensos na madrugada. Por isso é importante sair o mais cedo possível.  As outras agências iniciam o tour dos gêiseres as 4:30 da madrugada. Deixo aqui minha indignação com a Agência Aylu, e sinceramente, se hj fosse escolher uma agência, com certeza não seria ela.   Por causa do atraso, nosso guia subiu os 4500 metros de altitude muito rápido, o que acredito que ajudou no mal estar que senti ao chegar no local dos gêiseres. A princípio eu pensei que não conseguiria sair da van. Mas bem capaz... Não tinha como não conhecer este fenômeno.   A água sai da terra a uma temperatura média de 80°, o que nessa altitude é mais q suficiente para ferver.   O cheiro de enxofre é forte. Um cheiro que parece com o cheiro de ovo cosido.   O nosso guia foi muito rico nas informações que passou. Acrescentou muito ao tour.   Vapores por toda parte. Águas saindo da terra como se fosse um chafariz. Por todo o parque existem áreas delimitadas para evitar acidentes. Há relatos de turistas que sofreram graves danos com acidentes e outros que até mesmo morreram, tendo em vista que facilitaram e abusaram do espaço.   Apesar de algum temor de acidentes, quando respeitado os limites, o tour é tranquilo.   Em vários pontos é possível tocar na águas fervendo. Claro que fiz isso por várias vezes. Até pq ajudava a descongelar a mão que estava congelada do frio.   Nos gêiseres tem tbm uma piscina térmica que os turistas podem banhar-se. Entrei só um pouco, pois não é recomendável a permanência de mais do que dez minutos, devido a presença de alguns minerais que pode ser prejudicial a saúde.   Eu tbm nem queria ficar muito. Tava frio e a água não é taaao quente assim na piscina.   Ao sair da piscina tomamos um excelente café da manhã ali nos gêiseres mesmo.   A altitude me fez muito mal. Senti mal do estômago, muita fadiga, um mal estar e tontura. Ao contrário dos outros dias, não tive dor de cabeça, mas a sensação não é nada legal.   Ao descermos dos gêiseres, passamos por um vale belíssimo. Cheio de verde, vida animal e vegetal. Geralmente os turistas param ali para apreciação da paisagem e claro, tirar umas fotos, mas a nossa van não parou, somente passou bem de vagar, parando em alguns pontos, mas não descemos. Por um lado, eu estava tão mal e até achei bom não ter que descer.   Ao retornar para San Pedro, fui imediatamente em uma farmácia q tinha perto da agência e comprei um "sal de frutas". Foi tomar e a mal estar passou imediatamente. Graças a Deus! Pq dali a pouco já tinha o tour da tarde para fazer e não queria perder de jeito nenhum.   Algum tempo de espera e já sentindo fome (claro rsrs), partimos em direção as Lagunas Escondidas.   Não ficam tão longe de San Pedro. As duas vans lotaram e por isso eu é uma outra turista, Nathalia, tivemos que ir de Hilux, VIPs kkkkk   Foi legal que o tivemos um guia só para nós dois.   Mas, mesmo tendo um guia só para nós dois, ele não nos alertou de algo muito importante sobre as lagunas escondidas. Bem... As Lagunas Escondidas é um complexo de 7 lagoas formadas por águas subterrâneas e que por estar em uma área rica em sal, elas são praticamente conhecidas como lagoas salgadas.   A coloração delas são perfeitas. Contrastam com o branco do sal e variam entre um verde bem claro e vários tons de azuis.   Em duas dessas lagoas é possível entrar e o mais interessante, além da beleza, é que a concentração de sal é tão grande que por mais que vc queira ou tente, não consegue afundar.   As lagoas aptas para o banho e a primeira é a última. Então, como logo a primeira já era apta para banho, já providenciei minha sunga e cai na água. Como sabia q não afundava, entrei com aquele típico salto meio que abraçando os joelhos.   Pqp kkkkkkkk Foi isso que o meu guia vip não me alertou. Não deveria molhar o rosto (claro). É tanto, mas tanto sal que fica insuportável ele no rosto, lábios, olhos e nariz.   Logo que mergulhei de cabeça e todas as outras pessoas fizeram um coro de NAAAAO, um colega me arrumou uma garrafinha de água doce que limpei minha mão e depois limpei o rosto. Com isso fiquei zero km. Deu pra curtir a lagoa sossegado. O que me conforta é que outro colega fez o mesmo que eu heheh   A sensação de não afundar é muito boa. Estranha no começo, mas assim q vc pega o jeito da coisa fica muuuuito bom. A água é fria e tinha bastante vento, mas, dois min que vc está na água já está acostumado e não quer mais sair. Mas o almoço nos esperava. Um delicioso frango acompanhado de uma especie de pure de batata. Sempre regado com vinho. Comi muuuuito e depois de alimentado fomos percorrer as outras lagunas. O terreno é lindíssimo e é ajuda na beleza das lagunas, como relatei acima.   Ao chegar na última (apta para banho), o sol já estava mais baixo e o vento aumentava. Confesso que estava com medo do frio, mas mesmo assim entrei e foi show. A última é muito melhor q a primeira. Maior, mas funda, mais espaço, mais beleza. Se é que isso é possível.   Retornamos para a agência. Ao voltar para o hostel, acompanhei algumas meninas que estavam no tour e se hospedavam para o mesmo lado.   Paramos em um sorveteria e tomamos sorvetes com alguns sabores exóticos. Delicioso1 Passei na rodoviária para tentar comprar passagem para Santiago. Já estava fechada. Véspera de natal é complicado.   Cheguei no hostel, arrumei um pouco da minha bagunça, preparei as tralhas do dia seguinte. Estava quase que sozinho no hostel. só havia mais um casal, mas em acomodação bem longe.     Banho tomado, sai para trocar dinheiro e comer com um casal de amigos que conheci no tour. Por ser véspera de natal, os poucos restaurantes que estavam abertos estavam lotados. Encontrei o Felippe e a Rebeca no restaurante combinado, porém, muito mais tarde que o combinado. mas, deu bom!     Como eles já tinha jantado, participei só dá sobremesa. Muito boa por sinal.   Voltei para o hostel e dormi. Pq amanhã tem mais. Último dia.     Diário de bordo 8   Último dia em San Pedro.   O dia não começou tão cedo, até pq hj é só um tour.   Preferi ir até a agência do que esperar a van passar no hostel me buscar. Até pq quis passar na rodoviária tentar comprar passagem. Não consegui comprar pela internet.   Dei azar, rodoviária fechada. Normal, dia de natal neh. Fui para a agência. Não deu tempo de tomar café e já saímos. Dia de visitar o tão esperado Salar de Tara.   A caminho de lá passamos pertinho do vulcão Licancabur. Ver de perto é sensacional.   Parte do tour foi tbm o famoso Protetor do deserto do Atacama   Depois, mais estrada. Mas a estrada não é algo fixo. É no meio do nada. O guia é que vai fazendo em meio as pedras.   O caminho é longo, mas todo o trajeto é belíssimo. Ao chegar no Salar de Tara o espetáculo é ainda maior. Imenso, parece que que não tem fim. Um paredão de pedras em meio a penhascos e vales.   A vontade é ficar admirando a paisagem por horas. São pedra e rochas de vários formatos, cores e tamanhos.   Ainda passamos por outros penhascos de cores diferentes e formas perfeitas q contrastam com o céu azul. Perfeito. A última etapa do tour foi na Lagoa dos Flamingos. A van nos deixou em uma parte bem ao alto, perto do paredão de pedras e descemos por uma trilha.   Perfeito!  Curti cada momento. Afinal era meus últimos momentos neste paraíso. No fim da trilha, um delicioso almoço nos aguardava. Salmão com mais um monte de coisa.   Dessa vez, como já tinha acompanha as outras refeições, fiquei por último para me servir. Sabia q não ficaria sem. E por isso pude pegar bem mais que o normal hahahah   Na hora que cheguei na mesa a galera me chamou de pedreiro kkkkkkkk Foda-se, comi muito bem   A volta foi bem rápida, até pq não aguentei o sono e dormi uma parte do caminho. Quando cheguei em San Pedro, nem fui para o hostel. Pedi para me deixarem na rodoviária.   Graças a Deus deu tempo de comprar a passagem ainda para o dia 25. Era 4 da tarde e o bus saia as 18:45 para Santiago. Comprei uma das últimas passagens.   Corri para o hostel. Do qual já tinha feito o chek out, mas o Victor autorizou eu deixar minha mochila lá. Então, tomei banho bem tranquilo, separei o q precisava levar comigo dentro do bus. Carreguei o cel é o carregador portátil e pronto, partiu Santiago com alguns dias de antecedência uhul Que venha Santiago! 20 horas de viagem. Entrei no bus e tomei um dramim. Nem precisava, mas foi só para garantir que dormiria e apaguei geral.   Diário de bordo 9   Dormi tanto que fui acordar já era umas 10 da manhã. Já estava até bem perto de santiago.   Por isso, esse fim de viagem foi dboa. Lendo, comendo, dormindo, contemplando o Pacífico.   Chegando em Santiago a paisagem muda. Fica muito mais verde.   Desembarquei em Santiago peguei o metrô e fui para o hostel que eu teria reserva para dali dois dias. O jeito era arriscar.   Quando cheguei no hostel, o cara foi taxativo: só se tiver reserva; estamos lotados. Ele me indicou outros vários ali na região mesmo.   Fui em um vem perto, em uma rua paralela. Nada, lotado. Bateu uma preocupação hahah   Fui para o próximo do mapa, hostel Kombi. Nesse tinha vaga. Ufaaa. E era bem barato. Precisava de 3 noites em Santiago, mas como já tinha a reserva da última noite, contratei por duas.   Tomei um banho e sai explorar um pouco da região onde estava. Muito legal por sinal. Deu tempo de conhecer um parque e um pouco do comércio da região, já que nessa época do ano o sol se põe em Santiago quase as 9 da noite. Comi tbm, estava faminto.   Passei no mercado e comprei mais umas porcarias pra comer.   Sempre gosto de ir em mercados em outras cidades. Minha mãe tbm ama hahaha Eu acho q é como participar um pouco da vida local.   Voltando no hostel, coloquei um miojo pra fazer, mas daí fui comunicado que rolaria uma pizza no hostel. Resolvi pagar e participar. Seria uma forma de interagir. Só que não.   No hostel haviam vários gringos. Até aí tudo normal.   Foda é quando eles falam outra língua q não o espanhol.   Mas vários falavam espanhol, mas eram argentinos e chatos (não acho que todos os argentinos sejam chatos pfv).   Tentei interagir, mas sem chance. Só conversavam entre eles. E olha q sou fácil fácil de fazer amigos. Mas com esses argentinos, sem chance hhahah Comi a porcaria da pizza. Não passava de uma massa ruim d pão com molho de tomate barato. Recheio quase não tinha. Ou seja, não valeu de quase nada rsrs Sem problema, valeu a experiência de conhecer estes argentinos mal humorados kkkkkk e fiz amizades com algumas chilenas e chilenos (estes sim bem legais).   Deitei e apaguei.       Diário de bordo 10   Acordei às 9 para tomar o café que era servido até as 10. Depois tomei um banho e era dia de explorar a Santiago.   No meu quarto tinha um chileno. Pensa num mlk bom de papo. O que os argentinos não eram de conversar, esse chinelo era.   Depois de conversar sobre várias coisas, fui tomar um banho e sai para o tour. Sempre de metrô, que Santiago é muito bem servida. Te leva por onde precisar.   Primeira parada foi no Museu da História Natural, o Museu Nacional, que fica dentro de um parque com muito verde. Só o parque já valeria a pena. Mas o museu é muito top. Fiz bem em escolher ele como destino.   Depois dali fui para o museu dos Direitos Humanos, um museu da ditadura militar do Chile. É muito interessante e importante o museu, mas confesso que deveria ter ido primeiro nele e depois no da História Natural. Pelo simples motivo que vc sai de lá um tanto deprimido.   Mas valeu, foi bom!   Percorri um trecho da cidade a pé mas estava longe do meu próximo destino, então resolvi pegar o metrô em direção a outro parque. Parei para comer (claro haha) e depois só curti a natureza.   Voltei para o hostel caminhando. Não cheguei tarde no hostel.   O chileno estava la. Conversamos um pouco. Ele saiu  Eu tomei banho e sai tbm.   Como a região que eu estava era de muitos bares, sai dar uma passeada. Resolvi entrar em um e tomar uma cerveja. Neste bar tinha tipo um standard. E como eu era o único brasileiro ali, logo tornei parte do show.   Foi muito engraçado.         Diário de bordo 11   Último dia em Santiago. Acordei cedo para aproveitar o café do hostel. Tomei um banho. Arrumei minhas coisas. Fiz o check out. Deixei a mochila no hostel e fui em direção ao edifício mais alto da América latina, Gran Torre Costenera. E possível subir nele e apreciar toda Santiago em 360°. O elevador sobe muito rápido. O ouvido chega a tampar.   Lá de cima e show. Um edifício novo. Muito bem cuidado e dizem ser resistente a terremotos.   Eu e um grupo de turistas tivemos o acompanhamento de uma guia que falava português, ajudando bastante a entender a história de Santiago e seus principais pontos. O edifício fica agregado a um grande shopping. Tinha ouvido falar que tinha nesse shopping lojas de departamentos com ótimos preços. Não sei o que é ótimos preços pra esse povo. Pra mim tava tudo muito caro. Só comprei uns vinhos e chocolate. Ou seja, quase tudo q uma pessoa precisa na vida kkkkkk   Passei no meu novo hostel, fiz o check in e fui deixar a mochila no quarto. Este hostel tbm era muito bom. Praticamente um hotel, mas vc fica no quarto com várias pessoas.   De cara já encontrei com um brasileiro. Trocamos algumas informações e ali, na hora já combinamos de pegar uma balada. Afinal, está era minha última noite no Chile.   Votei para o antigo hostel pegar minha mochila e o brasileiro já tinha comunicado com outros dois brasileiros do novo hostel sobre a balada, ou seja, iríamos os 4.   A balada começava as 23 mas quem chegasse até a meia noite não pagava a entrada. Era tudo o que 4 brasileiros em fim de viagem precisavam kkkk   Descansei um pouco, fui ao mercado comprar porcarias pra comer durante a viagem do dia seguinte, tomei um banho. Comi um MC (claaro) e fomos pra balada.   Eu tinha olhado no mapa e visto q não era longe, por isso resolvemos ir andando. Pelo menos na região em que estávamos a cidade de Santiago é bem tranquila   Chegamos dentro do horário free.   A balada não era das melhores, mas isso se compararmos ao Brasil. Pq acho que de Santiago deve ser uma das boas. Tava bem lotado e a música era boa.   Valeu a pena para encerrar a viagem ao Chile.   Acho q não gostamos muito. Só fechamos, literalmente, a balada kkkkk Fomos os últimos a sair.   Chegamos no hostel às 5:00. Valeu, valeu, valeu!       Diário de bordo 12   Acordei às 6:30. Precisava pegar o metrô e chegar no terminal rodoviário umas 7 para embarcar as 8.   Foi tranquilo.   Gastei meus últimos pesos chilenos no rodoviária e partiu Brasil.   Apesar de estar com sono, quis curtir um pouco mais das paisagens do Chile e dos andes.   Como demorou na fronteira Chile/ Argentina, aproveitei e puxei um ronco.   Depois, mais de andes e aí sim, depois de ter descido eu dormi. Apaguei. Acordei já muito dnoite.   Paramos em um posto e gastei o q tinha de pesos argentinos. Pra que voltar com dinheiro neh?!.   Comi e voltei a dormir.       Diário de bordo 13   Amanheceu o dia, ainda era Argentina. Ta louco, é estrada que não acaba mais.   Na verdade, eu que escolhi andar tanto por estrada. Preferia até mesmo fazer todo esse trajeto dirigindo, mas, como não era possível, optei em fazer de bus mesmo. Também poderia ter optado em ir de avião. O preço não era muito diferente e tenho ciência de que todo esse tempo de estrada eu poderia ter aproveitado por lá. Afinal, foram mais de 10.000 km rodados de bus. Mas, a intenção era essa mesmo. Rodar de bus. Passar por lugares que um voo de pouco mais de duas horas não me proporcionaria. Conhecer lugares que o buzão passou. Conhecer pessoas que esse tempo no bus oportunizou   Enfim... Perto do meio dia chegamos na fronteira Argentina/Brasil. Trâmite dos dois lados. Saímos de lá quase as 2 da tarde.   Paramos em um restaurante. Parada de duas Horas para banho e almoço. Saímos umas 4 horas.   Estrada e um pouco de chuva.   Passamos por porto Alegre quase meia noite e dormi pra passar logo a viagem.       Diário de bordo 14   As 5:30 da manhã passamos por Floripa.   Em ctba chegamos as 10. Deu tempo de comprar a passagem do bus q sai às 11:00. Porém, esse bus demora pra caramba pra chegar em Ldna, pois ele vai parando em tudo quanto é lugar (parecido com o da ida).   Chegada em Londrina ás 20:00.   Mas graças a Deus a viagem foi toda tranquila, sem nenhum incidente, superou minhas expectativas.   Obrigado Senhor!  
    • Por Wesley Felix
      Mochilão
       
      Mochilão La Paz, Uyuni (BOL) – Salta, Córdoba (ARG) – San Pedro do Atacama, Santiago (CHL) - Arequipa, Cusco (PER)
       
      “Não tenha medo de morrer feliz, tenha medo de viver triste”. – (Jeison Morais)
       
      Porque mochilão? Quando disse para minha família e amigos que iria fazer uma viagem com uma mochila cargueira nas costas ao invés de malas, sozinho, pelo Peru, Bolívia e Chile, e sem data pra voltar, a grande maioria duvidou que eu realmente a faria, essa maioria também questionou os destinos escolhidos e o restante embarcou na ideia dizendo o quanto isso era incrível e como gostariam de fazê-lo, quando retornei alguns quilos mais magro e moreno de sol, mas com aquele brilho nos olhos que só quem viveu um mochilão conhece, o que ouvi de todos foi o quanto era corajoso, louco e como devia ter sido incrível toda a experiência.
      Acho que pra embarcar em um mochilão nós temos que estar em um modo diferente de ver o mundo e creio que todos os mochileiros, independente do nível de experiência, irão fazer uma mesma constatação, essa forma de viajar única vai te colocar em situações frequentemente mais desafiadoras que outras, em contato com pessoas reais em seus ambientes reais, e se você não estiver minimamente conectado e inclinado psicologicamente para isso, toda a experiência será muito frustrante. Penso que qualquer pessoa pode ser colocada em uma viagem de luxo em um cruzeiro internacional e com um mínimo de disposição será maravilhosa essa experiência, mas nem todo mundo pode fazer um mochilão se não estiver realmente disposto a experimentar o que isso significa. Definitivamente mochilão não é pra gente fresca.
      O meu primeiro mochilão, mesmo que ainda não tivesse noção que o era, aconteceu por um acaso no começo de 2017 em um relato que já postei aqui no site e vocês podem conferir no clicando no link Conhecendo Manaus, através dele creio que também terão uma noção melhor de quem sou e como essa viagem foi importante pra adquirir uma nova visão de mundo que desembocou nessa aventura pela América do Sul.
      Antes de prosseguirem devo avisar que na época, agosto de 2018, tinha montado um roteiro saindo de Rondônia ondo moro, e seguiria até Cusco no Peru pelo Acre, depois faria Ayacucho, Ica, Arequipa e Puno – Peru, em território boliviano tinha pretensão de fazer Cobacabana, La Paz, Potosi e Uyuni onde atravessaria o salar até chegar ao Chile para fazer o Atacama e terminaria em Santiago onde já havia me aplicado como worldpackers para o começo de outubro durante um mês, até então não tinha ideia de como voltaria para o Brasil, mas para iniciar a viagem marquei a data quase para o fim de agosto, tinha a intensão de ficar dois meses viajando, mas na verdade não tinha data certa pra voltar, ela seria quando o dinheiro, R$ 7.000,00, chegasse ao fim, mas o que ocorreu foi bem diferente do que “planejei” inicialmente, a viajem durou 45 dias e o roteiro foi bem mais enxuto, quanto ao dinheiro, esse não teve salvação, foi todo e a viagem não poderia ter sido melhor, pode parecer loucura mas além de acreditar em algo como “o destino” haha, as coisas estaticamente planejadas nunca funcionaram muito bem pra mim, hoje depois de três meses findados o mochilão, não alteraria em nada do que fiz, mas não recomendo a ninguém que saia sem um norte bem definido pra países onde não dominam a língua e costumes, tenha em mente um bom e detalhado planejamento, obvio que as coisas podem sair do rumo esperado, faz parte, mas se seguir as dicas de todos os mochileiros decentes que conheço e conheci, as chances de dar errado são mínimas, quanto a mim só posso agradecer ao universo, Deus, aos deuses, a sorte e o que mais acredite por ter colocado pessoas tão incríveis no meu caminho e por tudo ter dado tão certo, desde antes da viagem, quanto durante ela.
      Durante o relato vou tentar descrever os passeios, locais de visitação, meios de transporte, custos e sempre que necessário, em separado, as dicas e macetes que achei úteis.
      Também pretendo publicar um livro, a parte, com detalhes do mochilão mais voltados para as experiências e pessoas que conheci durante essa viagem, quando tiver concluído, pra quem tiver interesse, aviso com mais detalhes, nele deverão estar presentes todas as informações que vou passar neste relato pro Mochileiros, mas como o que nos interessa aqui são informações mais voltadas para custos e dicas do que sensações em si, lá vamos nós.
       
      GRATIDÃO E PLANEJAMENTO
       
      Com o acesso a internet e a vários sites e grupos online de mochileiros que compartilham seus relatos e experiências de viagens, ficou muito mais fácil planejar um mochilão para qualquer destino já percorrido por alguém neste planeta. Quando estava na fase de me maravilhar com os relatos, a ideia inicial era ir de ônibus percorrendo toda a costa oeste do Brasil até o sul, e prosseguir pelo Uruguai, cruzar a Argentina e por fim subir o Chile até o Atacama, neste primeiro momento o Chile seria o único destino de parada, tendo apenas as paisagens dos outros dois países sul americanos como complemento da viagem – aqui início os meus agradecimentos, primeiramente ao @Gedielson quem fez esse percurso e depois um relato repleto de detalhes além da disponibilidade de outras informações nos comentários, gratidão a ti mano, a diferença é que ele saiu do sul do Brasil – depois de adiar o mochilão já no começo do ano acabei por encontrar outro mochileiro aqui no site, o @Diego Moier, um parceiro muito solicito que iniciou suas postagens sobre um famigerado roteiro pela Bolívia, Chile e Peru, no começo de junho, nesse momento já havia adiado duas das três vezes minha viagem remarcando tudo para agosto, de maneira que pude acompanhar ansioso cada postagem que o Diego fazia sobre sua jornada, a partir de então meus planos se alteraram completamente, e um novo roteiro começava se desenhar na minha mente, meu mochilão estava apenas começando. Devo dizer que o relato do Diego é muito completo e detalhado, tu é fera mano, e ele teve outras duas inspirações principais por assim dizer, uma delas, o @rodrigovix, também serviu para inspirar a minha viagem com um relato muito top, detalhado e engraçado – Rodrigo não te conheço cara, mas lendo sua história era como se estivesse vendo tudo na minha frente com os olhos brilhando – devo dizer muito, mais muito obrigado mesmo pela disponibilidade de vocês Diego e Rodrigo por postarem seus relatos, isso inspirou, guiou e foi a base do meu mochilão, mesmo que no fim tenha percorrido outros destinos que alteraram em parte o roteiro inicial, mas isso é assunto pra depois, por hora, gratidão a vocês e a todos que compartilham suas aventuras aqui, espero poder contribuir e inspirar alguém também em fazer algo incrível como mochilar haha, e antes de prosseguir peço desculpas pelo atraso em começar a postagem, mas depois que a gente larga tudo pra viajar, ainda tem uma vida repleta de boletos nos esperando, mas prometo fazer as postagens o mais rápido possível a partir de agora.
      Durante semanas parte do meu tempo livre se resumia em ler e buscar informações dos destinos que pretendia percorrer pela viagem, as informações que não tinha no relato dos meninos eu ia buscando em outros relatos, e acredite, relatos super detalhados e repletos de dicas é o que não faltam na rede, agradeço mais uma vez todos que desbravaram não só novos territórios físicos e geográficos como também compartilharam suas experiências na internet, sem vocês tudo teria sido muito mais difícil e talvez nem ocorrido teria, então muito obrigado. Voltando do momento gratidão, a síntese pra quem se dispõe a cair na estrada é ter uma boa operadora de internet para poder navegar e encontrar muita informação e conselhos detalhados de gente que já fez esses percursos, eles são uma base segura para montar sua viagem e planejar os roteiros, passeios, gastos com alimentação, costumes, dicas de lugares para comer, dormir, se divertir, o que levar, o que não levar, cuidados que se deve ter e muito mais, e mesmo que tenha preguiça de ler tudo, lhe garanto que a fase de se maravilhar vai te impedir de fazer outra coisa que não ler e ler e reler todos os relatos e dicas que possa achar.
      Viajar por países andinos, em qualquer época do ano, vai lhe exigir o mínimo de roupas de frio, como moro na Amazônia brasileira, roupas de frio é item em falta em meu guarda roupas, então, se esse também for seu caso, comece por uma lista de roupas que irão te livrar de virar um picolé brasileiro em terras estrangeiras, o segredo para isso é se vestir em camadas, no mínimo um conjunto segunda pele térmica, depois uma blusa de frio fleece e por ultimo uma jaqueta corta vento, três camadas devem ser suficientes para enfrentar até menos dez graus que foi a temperatura mais baixa que enfrentei durante a viagem e estou aqui com todos os dedos para contar a história, no entanto é possível que enfrente temperaturas ainda mais baixas dependendo da estação do ano, no mais a sensação de frio varia de pessoa pra pessoa, então nesse caso menos não é mais. Por outro lado um mochilão, apesar do nome no aumentativo, não é uma mala nem um mini guarda roupas, poucas coisas cabem dentro dele, ainda mais se tratando de roupas de frio que tendem ser mais volumosas, assim sendo, é importante que tenha bom senso na hora de montar sua lista e mais bom senso ainda na hora de montar seu mochilão e não se preocupe, ao final da viagem você vai ver que não precisava ter levado tudo que colocou nele, não porque irá adotar o habito de algumas nações de não tomar banho todos os dias – e não estou falando dos sul americanos –, e sim porque há serviços de lavanderia em boa parte dos hostéis ou cidades por onde vai passar, então não compensa carregar metade de seu guarda roupas nas costas. Leve roupa pra passar de uma a uma semana e meia, isso deverá ser o suficiente para se virar, até porque repetir roupas é algo mais que comum nestas viagens o importante será passar pelo teste do olfato, se aprovado, é o que tem até o próximo banho.
      Por isso é importante ter noção de para onde se está indo, em qual época, os passeios que pretende fazer, é nesta base que poderá montar sua mochila, de forma eclética, talvez não tenha pretensão de ir para um lugar frio, mas vai que durante a sua passagem o tempo mude e a temperatura caia para menos vinte célsius, é bom ter aquele agasalho que sua mãe tanto fala, tudo bem que você vai morrer de qualquer jeito, mas vai morrer mais quentinho pelo menos.
      Como tinha pretensão de fazer alguns trekkings, e pelo menos um ao certo, investi em um coturno impermeável, não façam isso, pelo menos não de última hora, hoje ele está muito confortável, mas durante a viagem eu amaldiçoei cada segundo do momento que tive a ideia de compra-lo, além do que, mesmo que não impermeáveis, existem calçados mais apropriados para trilhas que um coturno – a menos que você seja um militar e assim como eles muito mal pagos pra sofrer – aconselho que invista até mesmo em um bom tênis de corrida e caminhada que será mais confortável e inteligente, uma vez que o outro calçado que levei foi um tênis já bem gasto com o qual fazia minhas caminhadas pela cidade e foi ele quem me salvou de ter um ataque do coração, acabou que só usava o coturno quando estava me deslocando em algum transporte entre as cidades porque se coloca-se no mochilão teria que me livrar de três quartos das minhas roupas, risos de raiva.
      Mas antes das roupas e calçados, antes de pensar em viajar, tenha sempre em dias seus documentos atualizados e prontos, já havia tirado meu passaporte um ano antes e foi este documento que usei para sair do Brasil – mesmo que atualmente a maioria dos países sul americanos exijam apenas a carteira de identidade com menos de dez anos de expedição, o passaporte é o melhor documento para viagens – também é importante ter conhecimento das condições necessárias para entrada e/ou permanência nos destinos escolhidos, para tanto o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, disponibiliza na web uma pagina onde constam os documentos e procedimentos necessários, como documentos exigidos, necessidade de visto e moeda, vacinação, alertas para turistas, entre outros, esse tipo de planejamento é muito importante porque a retirada de documentos geralmente ocorre de forma lenta em determinadas regiões do país, como a minha por exemplo e pode atrasar sua viagem em meses. No mais é importante ter em mente que as atualizações referentes a procedimentos de entrada em outros países se alteram com frequência, por isso é importante estar sempre de olho em possíveis mudanças como a necessidade de vacinação para entrar em outras nações, quando exigido, a comprovação só é feita através do Certificado Nacional de Vacinação, documento expedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em seus escritórios regionais e locais, mas é possível que nem todo município disponha do serviço, o mesmo vale para a confecção de passaportes e vistos.
      Tendo os documentos prontos é importante também pensar em ter uma cobertura mínima em caso de possíveis problemas, ter seguros de toda espécie é uma boa opção, mas um fundamental é o seguro saúde uma vez que em terras estrangeiras qualquer procedimento que exija atendimento hospitalar vai lhe custar muito dinheiro fora a medicação e outros possíveis gastos, então invista em uma cobertura deste tipo tendo em vista os lugares em que vai se aventurar e passeios que pretenda fazer. Hoje existem diversas opções de bons planos que fornecem uma ótima cobertura com valores bem acessíveis a todos os bolsos e gostos, e lembre-se, ninguém pensa em morrer – bate na madeira – mas se ficar doente no exterior já é ruim, partir pra outra é ainda pior, o custo e burocracia são infernais, claro que não estará aqui para ver isso, mas em muitos planos um auxilio translado também está incluso no preço final, por isso olhe bem tudo que está incluso e compare, tem planos com mais opções e preços mais baixos, basta pesquisar.
      Pra terminar seu planejamento, você irá necessitar de uma mochila de ataque, certamente você a carregará na frente enquanto estiver com seu mochilão e é nela que estarão seus itens de higiene pessoal, acessórios e eletrônicos, remédios, tipo uma farmácia mesmo e umas roupas básicas pra sobreviver, e comida, e água, e lenços umedecidos, e acho que é só, então segue uma lista do que eu levei pro meu mochilão, aqui não vou passar os valores porque nesse quesito o que conta é a pesquisa e disponibilidade de produtos e serviços que terão, já falei que moro no norte, então só de frete pra cá se vai metade dos custos dos produtos, quando não mais.
      Haaaa, acaba que minha lista ficou mais enxuta que a lista em que me baseei, @Diego Moier pra variar, então vale muito ler o relato dele e de quem inspirou ele também, porque se fores alguém mais detalhista, a lista deles é bem mais completa, no mais eles tem boas dicas referentes a moeda, dindin, dinheiro mesmo, uma vez que eles levaram dólar para aumentar o poder de negociação, já eu levei apenas nossa desvalorizadíssima moeda nacional na época (no auge da campanha eleitoral), e apenas reais, nada de cartão de credito internacional, cartão pré-pago ou qualquer outra forma de dinheiro, unicamente porque as taxas pra sacar ou usar essas formas de pagamento no exterior são muito ruins para nós, então preferi tentar a sorte e trocar moeda nas casas de cambio de lá mesmo, pra quem puder trocar reais por dólares antes da viagem, a depender da cotação, é sempre bom, pois é a moeda forte em qualquer lugar, assim como o euro, quanto as outras formas de pagamento/dinheiro, é recomendável ter uma outra opção em caso de furto ou roubo, mas nesse quesito ao menos os países que visitei são muito mais tranquilos e seguros que o Brasil, no mais se tu não for assaltado aqui não é lá que será, apesar da infinidade de golpes que aplicam contra turistas, tem que ficar de olhos bem abertos todo o tempo.
       
      DOCUMENTOS:
      Passaporte, Carteira de Identidade, Certificado Internacional de Vacinação e vou incluir aqui o Seguro Viagem.
       
      Dica: Caso tenha feito reservas de hospedagem e outros serviços como seguro saúde, leve os comprovantes impresso e também tenha registros dos documentos e comprovantes em formato digital no celular e e-mail.
       
      OBJETOS:
      01 Mochila Náutica 60 l (recomendo, é muito boa e saiu por uns R$ 350,00 no Mercado Livre).
      01 Mochila (para notebook, com três compartimentos, ela serviu como mochila de ataque);
      01 Celular, cartão de memória, carregador e fone de ouvido (que também serviu como câmera, mas se puder invista em uma câmera profissional, a menos que o seu telefone seja o top das galáxias fotográficas);
      01 Money Belt (também conhecida como doleira, para guardar seus trocados e documentos junto ao corpo e não largar nunca);
      01 Cadeado (pelo menos um);
      01 Lanterna (não usei, mas é útil a depender do roteiro, como subir as escadarias para Machu Picchu ainda de madrugada ou trekkings noturnos);
      01 Pasta (para guardar todos os papéis possíveis e impossíveis que estou encontrando agora);
      01 Caderno e caneta (gosto de escrever e desenhar).
       
      CALÇADOS:
      01 Coturno Impermeável (já falei sobre isso);
      01 Tênis (também já falei);
      01 Chinelo de dedo Rider (depois quero receber pelo merchandising).
       
      ROUPAS:
      01 Toalha de banho (se puder invista em uma de secagem rápida, microfibras);
      01 Toalha de rosto;
      07 Pares de meias;
      01 Sunga;
      12 Cuecas;
      02 Calças jeans;
      01 Bermuda jeans;
      01 Bermuda moletom;
      06 Camisetas (03 foram suficientes);
      02 Camisetas de manga longa;
      01 Conjunto segunda pele térmica;
      02 Blusas fleece;
      01 Jaqueta corta vento;
      02 Calças moletom (se puder invista em uma corta vento);
      01 Capa de chuva;
      01 Óculos de sol (invista em um bom);
      01 Par de luvas de frio, 01 gorro e 01 boné;
      01 Cachecol e 01 Meia de lã grande (comprei durante a viagem para travessia do salar);
       
      ITENS DE HIGIENE PESSOAL OBRIGATÓRIOS E ESSENCIAIS:
      Escova, pasta de dentes e fio dental;
      Lenços umedecidos (não sei como vivi sem saber da existência deles até esse mochilão, e sim eles irão salvar sua vida, ou a vida dos seus companheiros pelo menos);
      Sabonete e shampoo;
      Hidrante corporal e hidratante labial;
      Protetor solar;
      Desodorante e perfume;
      Pente e creme para pentear (a menos que seja careca);
      Papel higiênico.
       
      Dica: não é necessário entupir sua mochila de ataque com muitos e grandes itens, você poderá compra-los nas cidades que passar, mas em geral esses itens são muito mais caros principalmente no Chile e Argentina, se comparados aqui com o Brasil, leve apenas o básico e se for necessário compre algo por lá.
       
      REMÉDIOS:
      Algo para diarreia (tendo em vista a quantidade de reclamações, principalmente na Bolívia);
      Algo para o fígado (caso houvesse uma infecção intestinal e necessitasse dar uma ajuda ao nosso órgão responsável por eliminar toxinas);
      Algo para azia e má digestão (já percebeu que o medo com as comidas internacionais foi grande);
      Algo para febre, dor de cabeça e gripe (três em um mesmo);
      Algo para dor muscular (além de comprimidos, também comprei na forma de emplasto);
      Curativos (curativo adesivo, esparadrapo e gaze);
      E algo para amenizar o mal da altitude, o famoso soroche.
       
      Dica: De todos os itens da minha farmácia particular, não usei nenhum dos relacionados para o estomago, no entanto eles serviram para uma companheira de viagem no Atacama, ela passou muito mal e os remédios ajudaram a aliviar os sintomas, os restantes foram todos usados, adicionados uma aspirina (ácido acetilsalicílico - ASS) que comprei no Chile em virtude de uma inflamação nas amidalas, e deu pra quebrar o galho até chegar ao Brasil.
      Quanto ao usado para o mal de altitude, o escolhido foi o Diamox, seguindo algumas dicas de outros mochileiros, no meu caso tive que parar de usa-lo no terceiro dia, pois estava me fazendo muito mal, talvez seja mais aconselhável o uso de pastilhas que são vendidas no Peru chamadas Sorojchi Pills e que prometem resolver o problema, como são indicadas especificamente para essa finalidade, é melhor que o Diamox que pode ajudar a combater o soroche, mas não foi feito para essa finalidade.
      Por fim, automedicação não é algo a ser recomendado ou encorajado, fármacos podem gerar efeitos colaterais adversos, por isso passe em um médico ou no mínimo converse com um farmacêutico sobre alguns remédios para melhorar a imunidade e ajudar em possíveis casos de adversidade na viagem.
       
      APLICATIVOS:
      Com poderosos smartphones temos a mão uma infinidade de aplicativos que podem potencializar as experiências de viagem, no meu caso, o Windows Phone não mantem uma boa e atualizada base dos mesmos, mas se você possui sistemas mais comprometidos com seus usuários vai encontrar bons apps para facilitar sua vida no mochilão.
       
      Booking / HostelWorld (para descobrir hostéis e hotéis com preços bons e avaliações de usuários);
      Maps Me / Mapas da Microsoft (com eles você baixa mapas que poderão ser usados off-line, possuem boa precisão e riqueza de detalhes e informações como pontos turísticos, acomodações, restaurantes, avaliações de usuários, etc.);
      Google Tradutor (dispensa apresentações, o app possui uma série de funcionalidades muito uteis pra quem ainda não domina completamente outros idiomas);
      TripAdvisor (pra quem procura detalhes de pontos turísticos a partir da interação dos usuários, considero o app mais confiável);
      Dropbox / Google Drive / One Drive (apps para backups, e sim, você pode acidentalmente entrar com celular em um lago salgado no meio do Atacama e perder tudo, mas se tiver salvado na nuvem, pelo menos suas fotos estarão preservadas);
      Skyscanner / Google Flights / Rome2Rio (esses apps são para quem busca passagens aéreas principalmente, o Rome2Rio também indica passagens de ônibus, trem e barcas e vem cheio de informações como horários, itinerários e preços);
      Oanda / XE Currency (apps gratuitos para conversão de moedas);
      Movit / Citymapper (te mostra às linhas e itinerários de trens, metrô e ônibus e qual é o caminho mais rápido pra chegar ao seu destino, tendo aplicação em mais de 1.000 cidades deste mundão velho de meu Deus);
      Mochileiros (app aqui do Mochileiros.com que disponibiliza os relatos e o fórum pra conversa com outros viajantes).
      Ainda existem outras infinidades de apps, como os de hospedagem nas mais variadas formas, Airbnb, Gamping, Couchsurfing; para encontrar companhias de viagem, no caso o Tourlina é apenas para as meninas que estão na estrada, já o Tongr é para uma maior interação com os locais, enfim apps não faltam, pena nem sempre estarem disponíveis em todos os sistemas operacionais.
       
      Com tudo pronto, partiu mochilão.
    • Por João Pedro Carvalho
      INTRODUÇÃO E PREPARATIVOS
      para quem quiser, tem a versão mais bonitinha em PDF aqui -> RELATO TRIP - @der_wanderlust .pdf

      PROMESSA FEITA, PROMESSA CUMPRIDA...
       
      Fala galera mochileira e não-mochileira,
       
      Depois de ter colocado o pézinho pra fora desse Brasilzão pela primeira vez na vida na minha primeira trip internacional, me sinto na obrigação moral de retribuir a toda ajuda que eu recebi de outros mochileiros que já tinham feito esse rolê antes, e que compartilharam suas experiências de viagem, para que pessoas como eu, que nunca tinham comprado sequer uma passagem aérea antes, pudessem viver uma das experiências mais incríveis da vida: mochilar!!!
      Então, cumprindo a promessa que fiz antes de viajar, cá estou eu, escrevendo este relato, que também espero que inspire muitas outras pessoas a pegarem sua mochila e partirem pro mundo, porque viajar é preciso!!!
       
      RESUMÃO
       
      O clássico mochilão pelos três países, 40 dias, desembarcando em Lima, indo pra Ica, Arequipa, acampando com escoteiros do mundo todo em Cusco, depois indo pra Puno, passando por Copacabana, La Paz, fazendo a travessia do Salar do Uyuni e chegando no Atacama e descendo até a capital chilena para pegar o voo de volta para casa.
      Tudo realizado entre julho e agosto de 2018, rodando mais de 5.000 km, só andando de bus entre cidades (porque pobre tem que fazer o dinheiro render kkkk).
      E por falar de dinheiro, vamos a parte interessante. João, quanto custou essa brincadeira toda? Pois bem, vamos por partes:
       
      Comida, transportes, hospedagens e passeios fora do acampamento (30 dias)
      R$ 4743 (1000 euros)
      Lembrancinhas e bugigangas pra família toda
      R$ 667 (parte em dólar, parte em reais)
      Passagens Áereas
      (Londrina-Lima/Santiago-Londrina)
      R$ 1476 (em reais mesmo)
      Acampamento em Cusco (10 dias, tudo incluso)
      R$ 1409 (exclua isso da sua planilha)
      Chip Internacional EasySIM4U
      R$ 120 (e ganha 6 revistas super tops)
      Seguro Viagem (40 dias)
      R$ 110 (economizei 500 dólares com ele)
       
      Excluindo o monte de blusa, chaveiro, cobertor, poncho que eu comprei lá (tudo é muito barato no Peru e na Bolívia), foram R$ 7850 tudinho mesmo. O que mais me pesou foram as passagens aéreas, por eu ter que sair do meu país Londrina-PR (pequena Londres com preços de Suíça), que só tem um aeroporto regional, as passagens saíram uns 300 reais mais caras do que se saísse de Guarulhos, só que ai gastaria com ônibus até São Paulo e no fim das contas daria na mesma.
      Então, considerando os 30 dias que eu estava na viagem “regular”, ou seja, que eu não estava acampado, minha média foi de R$ 163 por dia (alimentação, passeios, ingressos, hospedagem e transporte). Saiu um pouco caro, mas muito mais barato do que se eu tivesse ido de pacote de agência de viagem que se vende aqui no Brasil.
               
      O ROTEIRO
       
      O roteiro eu mostro detalhado aí embaixo com o mapa do My Maps (usem o My Maps, é muito bom pra quando você está planejando que lugares quer conhecer, ver quais cidades são próximas, quanto tempo de deslocamento e coisas assim).

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
      O roteiro por cidades ficou desse jeito:
       
      20 jun – Londrina/Lima
      21 jun – Lima - (City Tour)
      22 jun – Lima/Ica - (Miraflores)
      23 jun – Paracas/Huacachina - (Reserva Nacional e Islas Ballestas)
      24 jun – Arequipa - (City Tour)
      25 jun – Arequipa - (Trekking Canion del Colca)
      26 jun – Arequipa/Cusco - (Trekking Canion del Colca)
      27 jun/05 ago - Acampamento Vale Sagrado
      06 ago – Cusco - (Maras e Moray)
      07 ago – Cusco - (Dia no Hospital)
      08 ago – Cusco/Águas Calientes - (Trilha hidrelétrica)
      09 ago – Machu Picchu - (Huayna Picchu)
      10 ago – Águas Calientes/Cusco - (Trilha de volta)
      11 ago – Cusco - (Montanha Colorida)
      12 ago – Cusco - (Laguna Humantay)
      13 ago – Cusco/Puno - (Mercado San Pedro)
      14 ago – Puno/Copacabana - (Islas Flotantes de Uros)
      15 ago – Copacabana/La Paz - (Isla del Sol e Isla de la Luna)
      16 ago – La Paz - (City Tour)
      17 ago – La Paz - (Downhill Estrada da Morte)
      18 ago – La Paz/Uyuni - (Chacaltaya e Vale de la Luna)
      19 ago – Uyuni -(Salar 3 dias)
      20 ago – Uyuni - (Salar 3 dias)
      21 ago – Uyuni/San Pedro de Atacama - (Salar e Vale de la Luna)
      22 ago – San Pedro de Atacama - (Lagunas Escondidas e Tour Astronomico)
      23 ago – San Pedro de Atacama/Santiago - (Geyseres del Tatio)
      24 ago – Santiago - (1700 km rodados pelo Chile)
      25 ago – Santiago - (City Tour)
      26 ago – Viña del Mar/Valparaíso - (Bate e volta)
      27 ago – Santiago - (Cajón del Maipo)
      28 ago – Santiago/Londrina
       
      Quando eu sai do Brasil, planejava ficar mais dias em Huacachina e menos em Arequipa, planejava fazer o tour do Vale Sagrado Sul em Cusco, assim como outros passeios em San Pedro de Atacama, mas como não viajei com o roteiro amarrado, ou seja, não tinha comprado passagem de bus nenhuma, nem reservado passeios ou hostels (exceto por Machu Picchu), pude muda-lo na hora, seja por amizades que fiz no caminho, ou por perrengues como o dia 07/08 que eu passei no hospital (isso eu conto depois). Por isso eu não recomendo comprar nada daqui do Brasil, nem reservar passeios, nem passagens de ônibus, nem hospedagem, tudo você consegue lá na hora, pechinchando e barganhando, assim você consegue preços melhores e não fica com o roteiro amarrado, você tem mais flexibilidade caso mude de ideia ou aconteça alguma coisa.
       

      Não tem segredo, tem que pesquisar, na internet, em blogs de viagens, no Mochileiros.com, em relatos de quem já foi, no meu caso, peguei um roteiro de 20 dias num blog, e fui adaptando, adicionando cidades e passeios, vendo os ônibus e hostels que eu poderia usar. Para os passeios, eu procurava nos relatos do Mochileiros.com e via as agências que a galera recomendava e já ia anotando o nome e o preço que pagaram pelos passeios.
       
      Para a hospedagem, eu procurava no Booking.com o nome da cidade, ordenava pelo menor preço, e ia vendo as avaliações da galera, se tinham curtido o lugar, mas sem reservar nada, só anotava o nome, o preço da diária, e quando chegava na cidade, ia direto nele (muitas vezes reservava o hostel pelo Booking quando chegava na cidade, pra não ter que pagar em caso de cancelamento).
      Para os transportes entre cidades, procurava no Rome2Rio as empresas que faziam o trajeto, o preço médio das passagens e já deixava anotado, mas também comprava só quando chegava na cidade, teve alguns que deixei pra comprar no dia da viagem mesmo.
      Para a alimentação, era na raça mesmo, perguntava para os locais mesmo onde tinha lugar bom e barato para comer, mas para planejamento, calculava R$ 40,00 por dia com comida. Tinha vez que gastava R$ 10,00, tinha dia que gastava R$ 50,00, mas fome não passava kkk.
       
      QUANTO LEVAR?
       
      Depois de definir o roteiro, ia anotando numa planilha no Excel mesmo, o roteiro por dia, os preços médios dos passeios, dos ônibus, das hospedagens, mais uns R$ 40,00 por dia pra comer, somei tudo e levei uns 20% a mais, só pra garantir. Funcionou bem, pelas minhas contas, eu precisava levar 1400 euros, trouxe 400 de volta, que já estão guardados para a próxima trip.
      Mas ainda levei meu cartão de crédito internacional, já desbloqueado para operações no exterior, só para uma possível emergência. Felizmente não precisei usá-lo.
       
      PREPARATIVOS
       
      Passagens Aéreas
       
      As duas piores partes da viagem são: comprar passagens aéreas e comprar moeda estrangeira, porque independentemente do quanto você pesquisa, parece que sempre você tá perdendo dinheiro.
      As passagens eu recomendo comprar uns 4 ou 5 meses antes da viagem. As minhas, comecei a procurar em janeiro, comprei em março, pra uma viagem para julho.
      Como eu tinha definido o roteiro primeiro, sabia que queria chegar por Lima e sair por Santiago, então procurava em todos os sites de busca possível na vida. Usei a opção “Múltiplos Destinos” ou “Várias Cidades”, passagens Londrina-Lima (20/07) e Santiago-Londrina (27/08), o Skyscanner tinha os melhores preços, mas ainda assim estava meio caro (R$1600). No site da Latam, Avianca, tudo acima de R$1800.
      Aí por acaso eu fui andar no centro da cidade um dia e passei em frente a agência da CVC, estava com sede, aí pensei, vou entrar, fingir que quero um orçamento e tomar uma água né? Tinha certeza que na agência de turismo seria o lugar mais caro. A atendente fez a busca no sistema dela, aí me disse: “R$ 1500 e pouco com bagagem despachada”, e eu: “como assim???? Mais barato que no site da Latam”. Acabei comprando lá, e como paguei a vista, teve um descontinho lá e saiu por R$1476 (comprei a passagem em março, minha viagem era em julho).
      Depois, de vez em quando eu olhava nos sites de busca e o preço não abaixava mais, então acredito que peguei a passagem com o preço mais barato possível kkk. A única coisa, é que em junho, a Latam trocou as escalas do meu voo de volta, ai a CVC me ligou para avisar que se eu voltasse no dia 27/08, teria uma escala noturna gigante no Rio de Janeiro, e acabaria chegando no dia 28/08, então ela me propôs voltar dia 28/08 num voo que eu pegaria escalas menores e chegaria no mesmo dia. Aceitei, o que foi a melhor coisa, porque ganhei um dia extra no fim da viagem.
       
      Chip Internacional
       
      Vou ser bem sincero, eu queria muito não ter comprado, mas como estava com tudo sem reservar, não conhecia nada, e queria dar um up no meu Instagram, fazer uns stories legais e postar tudo (pobre quando viaja tem que mostrar pra meio mundo, né?), e ainda por cima apareceu uma promoção da Revista Aprendiz de Viajante, que na compra de 6 revistas por R$ 120,00, de brinde ganhava um chip da EasySIM4U, com 4G ilimitado por 30 dias em todos os países, acabei comprando, não me arrependo, a internet funcionou muito bem mesmo, nas cidades, em alguns passeios, até em Machu Picchu funcionava, só no Salar do Uyuni que não tinha sinal nenhum. Também é possível comprar os chips nos países, não custa caro, mas tem que por crédito, troca o número, e tem franquia limitada, além de trocar o chip sempre que troca de país. Esse chip internacional funcionou nos 3 países, mas não servia pra ligações, apenas dados móveis.
      Além disso, como viagem era de 39 dias, e o chip só funcionaria por 30 dias, coloquei sua data de ativação para a partir do 9° dia, assim teria internet nos últimos 30 dias. Nos primeiros dias teria que me virar pedindo “la contraseña del wifi”. Usar chip brasileiro no exterior é pedir para pagar absurdos no fim do mês.
       
      Moeda Estrangeira
       
      Essa parte é com certeza a mais complicada, como levar dinheiro para a viagem? Reais, dólar, euro, cartão internacional, tele sena? Primeiramente, o cartão, mesmo sendo mais seguro, cobrava muitas taxas, fora os impostos que eram altíssimos para uso no exterior, além disso, muitos lugares não aceitam, então já risquei da minha lista.
      Bem, a moeda do Peru é o Novo Sol (S/)(PEN), da Bolívia é o Boliviano (Bs.)(BOB), e do Chile é o Peso Chileno ($)(CLP), por serem moedas “fracas”, suas cotações para compra no Brasil são as piores, então, ou compre dólar/euro no Brasil para trocar lá, ou leve real e troque lá. No meu caso, depois de muitas contas, cheguei à conclusão de que compensaria levar dólar ou euro, ao invés de reais. Para saber se compensa é só usar a formulinha que eu desenvolvi kkk
       
      (Quanto consigo em Soles levando Dólares) / (Quanto consigo em Soles levando Reais * Preço do Dólar em Reais)
       
       
      Se essa conta for maior do que 1, leve dólar, caso contrário, leve reais. Essa fórmula serve para todas as outras moedas, substituindo Soles por Bolivianos, Pesos, ou qualquer outra moeda fraca. Também pode ser substituído o Dólar por Euro, ou Libra, ou outra moeda forte.
       
      País
      Peru
      Bolívia
      Chile
      Real
      0,77 PEN
      1,65 BOB
      152 CLP
      Euro
      3,80 PEN
      8,00 BOB
      753 CLP
      Dólar
      3,25 PEN
      6,90 BOB
      650 CLP
       
      As cotações estavam assim, então preferi comprar euros. No Banco do Brasil a cotação estava melhor que nas casas de câmbio, e para funcionários, não é cobrada a taxa de operação, então se você tem algum parente ou conhecido que trabalhe lá...#ficaadica.
      Enfim, comprei 1400 euros por R$4,72 para levar, depois comprei mais 250 dólares por R$4,04, e na véspera, minha tia ainda me deu mais R$300 para comprar um poncho de lhama kkk.
      Toda essa grana devidamente guardada num saquinho de plástico com um papelão no meio para não amassar, dentro de uma doleira que eu usava amarrada na coxa (na cintura é muito manjada) por baixo da calça, com medo de alguém roubar aquilo assim que eu saísse do aeroporto. Importante, não dobrar as notas de dólar ou euro, lá eles são bem chatos com isso.
      Voltei para casa com R$200,00, 400 euros e 20 dólares.
       
      Seguro Viagem
       
      Aproveitei a Black Friday de 2017 e comprei o seguro viagem da Allianz Mondial, por R$109, plano América do Sul Standart, para 30 dias, estava com 50% OFF. Aí, em março, quando comprei a passagem para mais de 30 dias, liguei lá, expliquei a situação, aí cancelaram minha apólice, devolveram todo meu dinheiro, e fizeram uma nova apólice de 40 dias por R$110, pasmem. E pelo menos no meu caso, não foi um gasto, foi um investimento muito bem usado.
       
      Certificado Internacional de Vacinação
       
      Essa porc%#** desse certificado, teoricamente é obrigatório para entrar na Bolívia ou Amazônia Peruana, aí todo mundo se mata pra conseguir, tendo que ir em algum posto da ANVISA para tirar (é de graça), aí chega na hora da viagem e ninguém nem pede (ninguém me pediu). Mas é a famosa Lei de Murphy, se você viajar sem, tenha certeza de que te pedirão, então não arrisque, procure onde é o posto da ANVISA mais próximo da sua casa e faça esse certificado.
       
      Ingresso para Machu Picchu
       
      O famoso ingresso, como eu ia na alta temporada (junho a agosto) e queria subir a Huayna Picchu (aquela montanha que aparece no fundo de MP), tive que comprar o ingresso em abril para poder subir em agosto. Caso você não queira subir nenhuma montanha ou vá na baixa temporada, não precisa de tanta antecipação. O acesso ao parque é limitado a 2000 pessoas por dia. Pedi para um guia turístico que mora em Cusco que conheci num grupo de viagens do Whatsapp, para que ele comprasse para mim, para que eu conseguisse o desconto de estudante. Mandei foto da minha carteirinha (ISIC e normal) e ele conseguiu comprar com desconto, de 200 soles, paguei 125. Mas caso você não tenha carteirinha, pode comprar pelo site oficial http://www.machupicchu.gob.pe/, ou pode deixar para comprar lá em Cusco mesmo.
       
      Mochilas
       
      De bagagem de mão, eu levei uma mochila de ataque de 30 L daquelas da Decathlon (comprem essas coisas na Decathlon que é top e barato), com uma pastinha com o passaporte, certificado de vacinação, passagens aéreas e minha caderneta de anotações.
      Já pra despachar foram: uma cargueira de 85 L da Conquista que eu já tinha há anos, com praticamente tudo dentro, além de um saco de dormir para -15° (emprestado de um amigo), um isolante térmico inflável (também da Decathlon e também emprestado de um amigo) e minha barraca Azteq Katmandu 2/3. Para não despachar esse monte de coisa amarrado e correr o risco de perder tudo ou alguém enfiar drogas na minha mochila cheia de zíperes (minha mãe assiste aquelas séries de aeroportos no NetGeo e ficou morrendo de medo kkk), eu pedi pra um amigo que trabalha com tapeçaria e ele costurou um saco para colocar tudo dentro e com um zíper só para poder passar um cadeado e deixar a mãe tranquila (ficou parecido com uma bolsa de academia).
       
      O que levar?
       
      Para detalhar melhor, tá aí uma lista completinha de tudo que eu levei:
      ·                 1 bota impermeável (Yellow Boot Timberland), 1 tênis (All Star velho), 1 par de chinelos e 1 par de alpargatas.
      ·                 2 toalhas de banho (1 normal e 1 daquelas da Decathlon que seca rápido) e 1 toalha de rosto, Kit banho (shampoo, condicionador, sabonete e bucha).
      ·                 1 estojo (pasta, escova, fio dental, desodorante, perfume, repelente).
      ·                 Hidratante e protetor labial (levem, senão a boca e o rosto de vocês esfarelam no deserto).
      ·                 4 calças (2 jeans, 1 de sarja com elástico e 1 de moletom) e 2 bermudas (1 jeans e 1 de praia).
      ·                 8 camisetas.
      ·                 12 cuecas e 7 pares de meia.
      ·                 2 camisetas segunda pele.
      ·                 3 blusas (2 de lã e 1 de moletom).
      ·                 1 casaco impermeável corta-vento (R$199 na Decathlon, melhor investimento).
      ·                 Pacote de lenços umedecidos.
      ·                 Remédios usuais (antialérgico, sal de fruta, band-aid, para dor de garganta, Dramin)
      ·                 Pasta com os documentos.
      ·                 Doleira com a grana (dólar e euro).
      ·                 Carteira com a grana trocada, cartão de crédito internacional para emergências, carteirinha de estudante.
      ·                 Celular, carregador, fones de ouvido, bateria extra, adaptador.
      ·                 2 cadeados e algumas sacolinhas plásticas.
      ·                 Caderneta e caneta.
      ·                 1 óculos de sol e relógio de pulso.
      ·                 1 rolo de papel higiênico.
      ·                 1 pacote de paçoca rolha e 1 saco de bala de banana (pra fazer a alegria da gringaiada).
       
      Me arrependi de levar tantas blusas porque lá acabei comprando mais (Mercado São Pedro em Cusco é sucesso), luvas, toucas e cachecóis não compensa levar daqui, porque lá tem mais bonitos e mais baratos.
      Devia ter levado e acabei me esquecendo, protetor solar, lá é caríssimo, aí tinha que ficar pedindo emprestado pros outros, e não esqueçam que nos Andes o Sol é mais forte, fora o vento e a secura do ar, então levem creme, hidratante para o rosto e lábios porque vão usar e muito!
               
      DIÁRIO DE BORDO
       
      Nos capítulos seguintes, vou contar como que foram os passeios, dia por dia, tentei lembrar e ser o mais fiel possível com todos os fatos passados, contando os perrengues, minhas impressões, também tentei contar tudo do modo mais descontraído que eu consigo ser (uiii ele é superdescontraído ele hehe).
      Coloquei algumas fotos para tentar ilustrar o que eu vivi, os lugares por onde passei, a grande maioria delas foi tirada do meu celular mesmo, como não tenho câmeras profissionais, nem GoPro, tive que me virar nos trinta com meu Galaxy S7 Edge, mas felizmente, a câmera dele é bem razoável, algumas poucas fotos, lá na parte do Atacama, foram tiradas com um iPhone X de um desconhecido que eu pedi para tirar do celular dele, porque o meu estava sem bateria e ele me mandou pelo Whatsapp depois.
      O relato em si acabou ficando mais longo do que o planejado, então, caso você não esteja com muita paciência para ler tudo, ou queira só um resumo, no final de cada dia eu coloquei um quadrado cinza com todos meus gastos diários, nome das empresas de bus, de algumas agências, dos hostels onde fiquei hospedado. Além disso, coloquei também algumas caixas coloridas com informações importantes em destaque, deem uma olhada nelas.
      Do mais, é isso, espero que curtam, e qualquer coisa, pergunta, dúvida, me chamem no Instagram @der_wanderlust que eu respondo com o maior prazer.
      Bora lá!!!
       
       


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