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A CICLOVIAGEM DE FINAL DE ANO - 2017
Planejei sair dia 26/12/2017 pra fazer a cicloviagem, partindo de SJC com destino a Ubatuba.
O planejamento foi feito a partir de todos os mapeamentos disponíveis e com os diversos softwares de georreferenciamento que utilizo no meu cotidiano (MapSource, Basecamp, Trackmaker e Googleearthpro, principalmente). Procurei planejar um roteiro passando por locais onde eu nunca havia estado antes.
Foi assim que criei um roteiro planejando subir a serra entre Caçapava e Jambeiro a partir do Bairro da Germânia (em Caçapava) e, depois da serra, esticar até São Luiz do Paraitinga onde eu pretendia dormir num hotel. Estimativa de pouco mais de 90km de pedal... morro pra “caramba”.
Sabia que seria difícil, muito difícil... Ademais tinha o peso do camelbak com várias tralhas e o alforje lotado com roupas, eletrônicos, ferramentas, câmara extra (providencial, pois precisei dela depois... mas vou chegar lá) chinelo, remédios básicos, enfim, uns 15kg de peso extra e muito arrasto na bike... Mas isso fazia parte do roteiro e dos planos.
Planejamento é fundamental, mas dificilmente a gente consegue seguir o plano em sua totalidade... no final das contas o planejamento só serve pra gente fugir dele e deixar o acaso agir, preparar-se para o imponderável, para aquilo que não se prevê... Kkkkk!!!!!
O plano já furou na saída... eu tinha pensado em sair umas 7hs da manhã, mas acordei tarde pra cacete e saí 10:20hs!!!!! Eu tinha bebido muito no dia 24/12/17 e isso estava repercutindo em meu rendimento. Eu estava enjoado, meu estômago e fígado estavam “detonados” e um “mal-estar” permanecia, com uma leve dor de cabeça latejando nas têmporas. Os excessos com a cerveja no Natal estavam me “judiando” kkkkkkkkk.
O primeiro trecho planejado para a viagem era totalmente urbano e, portanto, no asfalto... saída do meu bairro no Altos de Santana, atravessei a ponte Maria Peregrina e o rio Paraíba do Sul, estiquei pela Via Norte, caí no Parque da Cidade e pedalei pesado até o bairro do Tesouro. Saí na estrada marginal da Via Dutra e pedalei até o distrito de Eugênio de Melo e, de lá, segui pelo asfalto até Caçapava. Em Caçapava atravessei a Dutra por debaixo de um pontilhão e peguei uma rua chamada Barreto Leme (marginal à Via Dutra, no sentido Rio de Janeiro) onde segui até a rua João Benedito Moreira, que é a rua que dá acesso ao bairro da Germânia, já na zona rural de Caçapava e onde entrei nas estradas de terra. (Observação: se jogar essas informações no GoogleEarthPro dá pra gerar a rota).
Às 13:00 cheguei no bar do Jonas no bairro rural da Germânia em Caçapava. Eu tinha percorrido mais de 37Km em 2:40hs... Excelente minha média horária de 14km/h, considerando o peso na bike e a ressaca do Natal!!!!
Comi umas frutas. Ainda estava meio enjoado, mas precisava subir um grande morro... a serra entre Caçapava e Jambeiro.
No local fiquei sabendo que o caminho que iria subir se chama estrada do coletor (tinham placas indicando esse nome), mas não sei quem coletava “o que” naquele lugar... achei engraçado!!!! Foi a única coisa que achei graça, porque logo depois iniciei a subida, primeira grande dificuldade técnica do dia... 45 minutos subindo, “vovozinha” nas marchas, fiz minha primeira parada... Bebe água... mais água... mais um cadinho d'água... 5 minutinhos de descanso e volto a subir!!
Mais meia hora de pedal e paro, perto da exaustão, fico 15 minutos me recuperando, dou mais uma esticada de 200m e venci o morro... puta merda!!!! Tava cansado pra “caracas”!!!!
Do outro lado da serra uma grande descida compensou o gasto de energia da subida, mas as péssimas condições da estrada não permitem “soltar” a bike, então a descida precisa ser técnica e tinha que tomar cuidado com os alforjes e todo o peso das coisas também...
Viagem solitária, o silêncio falava alto em minha alma e tinham os meus medos que me “encucavam” reverberando em minha mente...
“E se eu passar mal??”
“E se a bike quebra??”
“E se chover forte?? Onde me abrigo? E se tiver raios? Puts... Tenho medo de raios!!!!”
Quase 50 anos de idade nas costas, muita coisa pra pensar e refletir.
Ao longo do caminho pensava sobre os vários erros já cometidos em minha vida e que escancaram o “lixo” que sou. Eu rezava e me dava a oportunidade de me perdoar e de ser sincero comigo mesmo e então ocorreram vários “insights” e epifanias e intuições que de certa forma dão um sentido à minha vida, mas que paradoxalmente, não encontram eco em minha racionalidade!
E era essa difícil e impiedosa contradição entre meu espírito e minha mente que me motivava a continuar pedalando... e rezando!!!
Mas estou narrando minha viagem e não o resultado de minhas introspecções, então, vamos lá...
Depois da descida da serra entrei numa estrada de terra que interliga as cidades de Jambeiro e Redenção da Serra... estrada muito difícil, com muitos morros e cada subida de morro era um desafio maior. Houve momentos em que praguejei, me senti fraco e entristecido. Acho que ando forçando muito meu corpo!!! Preciso diminuir a quantidade de cerveja que bebo, kkkkkkkkk!!!!
À medida que me aproximava da cidade de Redenção da Serra eu via a chuva e os raios e trovões me cercando e isso me abalava psicologicamente... pensava comigo mesmo... “E se essa chuva cair?? E tem os raios!!!! Ai que medo de raio!!!! E se essa chuva cair e me pegar na estrada?? Como minha roupa seca até amanhã?? Onde me abrigo??? Como será??”...
Pedalava ofegante, cansadão!!! Sou um homem de pouca fé!!
Até que enfim, cheguei num bar, eram 17:49hs... bar do Pescador... acho que era esse o nome do bar!!!! Estava protegido. Passam 5 minutos e desaba um mundo de água e chove muito!!!
Por dentro eu era só agradecimento!!!! Cheguei em Redenção... apesar de todos os percalços, de toda a dificuldade, de todos os medos!!!! E cheguei antes da chuva!!!! Não tomei uma gota de chuva na cabeça!!! Apesar da minha falta de fé e minha racionalidade, o místico dentro de mim aflorava em emoções diversas e vários sentimentos e percepções e intuições e a experiência do sagrado se fazendo presente em minha vida!!!
Epifanias podem ser forjadas no nosso sistema nervoso e a fisiologia até pode explicar o conjunto de sentimentos e emoções que experimentamos nessas experiências. Minha racionalidade aponta constantemente nessa direção, explicando a origem bioquímica dos meus sentimentos.
No entanto, essas epifanias são tão esclarecedoras e reveladoras que me permitem a experiência do sagrado, do encontro com o “divino”, e isso é tão pessoal, tão particular, tão íntimo, que me maravilho diante do fenômeno “vida” e da natureza da vida e de como esse corpo que ocupo e minha mente atuam. Novamente me perco em minhas reminiscências durante a produção desse texto!!!! Vou voltar a contar sobre a viagem em si e parar de falar sobre minhas reflexões e experiências de êxtase “religioso”!!! Como é difícil dissociar o racional do emocional!!! O quanto que a realidade sacralizada transcende a dimensão do material e corpóreo!!!! Como essas experiências são minhas e apenas minhas!!!
Já tinha decidido que não dormiria em São Luiz do Paraitinga... primeira mudança de planos!!! Ia dormir em Redenção da Serra. Até porque, estava chovendo pra caramba e tinha mais 36Km até São Luiz do Paraitinga (pelo asfalto).
Amaina a chuva, eram 18:12hs, saio do bar do Pescador e pedalo até o trevo, onde acho uma pousada simples pra passar a noite em Redenção da Serra.
Pousada Paraíso (fone 12-36761221). R$50,00, um bom banho quente, uma cama, uma tv... caramba, essa sensação de ter chego a um lugar e de estar novamente em uma situação de conforto depois de um dia inteiro de pedal é muito boa!!!
Na pousada conheci Marlene, proprietária, que foi uma pessoa muito legal comigo. Uma excelente anfitriã. Na realidade eu já sabia da pousada por indicação de Fábio, que é um colega de trabalho cuja família é de Redenção da Serra. Achei engraçado que quando comentei sobre Fábio com Marlene ela disse que o conhecia, mas que não lembrava do nome dele, então ela se referia a ele apenas como “o marido de Simone”!!! Quando voltei a encontrar com Fábio comentei com ele que, em Redenção, ele é “o marido de Simone” e não o Fábio, rsrsrsrsrsrsrs.
Na pousada ainda tinha um grupo de ciclistas (acho que eram 3 caras) que estavam fazendo a “Rota da Luz” (www.rotadaluzsp.com.br). Os caras estavam em bikes de aro 29 e sem alforje. Pedal diferente do meu. Achei muito legal encontrar outros ciclistas fazendo outra cicloviagem... o mundo está
mudando mesmo e muitas pessoas fazem essas atividades de cicloturismo hoje em dia. Imagino o dia em que todas as rodovias terão ciclovias paralelas onde trafegarão lado a lado todos os tipos de veículos.
Comi um X-bacon-salada num carrinho de lanche que fica na praça central da cidade (R$10,00), voltei pra pousada e desmaiei.
Dia 27/12/2017 acordei 6:00hs. Já não me sentia enjoado. Tinha tomado muito líquido (sucos e água) e estava me sentindo bem melhor.
Antes do café da manhã fui no mercado, que fica na rua de cima da pousada (acho que chama mercado São Judas Tadeu, mas não tenho certeza), e comprei pilhas pro GPS.
Lá “colou” em mim um “senhorzinho” que começou a me pedir um $$. Achei o “tiozinho” bem comédia, um “figuraça” e dei uns trocadinhos que tinha na carteira, mas o cara continuou me pedindo mais dinheiro até que a mulher do mercado deu uma bronca no “Zezão” (esse era o nome do “tiozinho”) dizendo pra ele não me encher. Achei a cena engraçada, mas fiquei imaginando que o Zezão deve ficar pedindo dinheiro pra todos os clientes do mercadinho. Dei risada sozinho!!!
Dias depois, comentei a cena e o fato com o Fábio e fiquei sabendo que o Zezão é o único “mendigo” de Redenção da Serra (demos muita risada juntos), e que o Zezão tem realmente problemas psiquiátricos (lógico), e que a mania que ele tem é ficar pedindo dinheiro pra todos os que aparecem na cidade.
Assim, o Zezão é uma figura carismática, que representa um daqueles casos em que o povo da cidade acolheu o cara e criou um mito, ao se apiedar do ser humano pela sua inocência, e reproduz suas histórias e faz com que elas sejam contadas com todo o humor. Segundo Fábio isso inclusive rendeu uma marchinha de carnaval na cidade, que inclusive tem um bloco de carnaval chamado “Bloco do Zezão”!! No final das contas, Zezão é uma figura pitoresca, assim como a própria cidade de Redenção. Talvez seja o munícipe mais famoso da cidade hoje, kkkkkkkkkkkkk. Acho que ele é mais conhecido que o prefeito, kkkkk.
Continuando a minha cicloviagem, tomei meu café da manhã na pousada e dei uma “enrolada” batendo papo com a Dona Marlene e com outras pessoas da pousada. A bicicleta e as cicloviagens são elementos que criam empatia nas pessoas e elas gostam de conversar, ouvir as nossas histórias, compartilhar a “vida” e isso permite bom contato com as pessoas. É no “outro” que me “percebo” como ser humano e isso é bom. Resultado, acabei saindo quase 9:00hs da manhã em viagem.
Agora eu tinha que escolher entre dois caminhos a seguir até São Luiz do Paraitinga... um pelo asfalto e outro por estradas de terra. Em função do horário decidi seguir pelo asfalto, até porque eu sabia que teria muito morro pra enfrentar a tarde e eu quis dar uma adiantada na viagem.
O caminho pelo asfalto encerrava 41Km até a entrada da estrada da Catuçaba. Pelas estradas de terra eram só 35Km (6Km a menos), mas pedalar na terra é sempre mais lento que no asfalto e o caminho pelo asfalto eu conhecia... resolvi não arriscar...
Os primeiros 16km segui na Rodovia Major Gabriel Ortiz Monteiro até chegar na Rodovia Oswaldo Cruz. Uma hora certinho de deslocamento. Único incidente foi uma picada de vespa no ombro.... caracas... doeu pacas!!!
Na Rodovia Oswaldo Cruz percorri mais 25Km até a entrada da estrada da Catuçaba em São Luiz do Paraitinga. Fiz esse trajeto (25Km) em exatamente duas horas, sendo que fiquei 15 minutos parado e pedalei por 1:45hs. Mais de 14 km/h de média horária. Ao contrário do dia anterior eu estava me sentindo bem, bastante “inteiro”.
Ainda tinham mais de 50Km pra percorrer até Ubatuba e eu já tinha pedalado mais de 40Km em 3 horas. Mas já era meio dia e o sol ora aparecia e ora se escondia atrás das nuvens e criava um mormaço forte, mas não tinha chuva.
Catuçaba é um bairro da zona rural de São Luiz do Paraitinga. A estrada da Catuçaba é asfaltada, mas quase não tem trânsito. Logo no início da estrada da Catuçaba vi um rapaz, parei pra perguntar sobre o caminho, as condições da via, distâncias, enfim, informações que são úteis a um viajante. O cara só faltou falar pra mim que eu estava “fudid**” kkkkk. Disse que a estrada estava toda esburacada, que a distância era enorme, que era muito melhor ir pelo asfalto da Rodovia Oswaldo Cruz... kkkkk... Dei risada e segui viagem... todas as informações do cara estavam erradas... a estrada estava em excelentes condições (inclusive com as chuvas), as distâncias a serem percorridas estavam todas dentro do
programado e com certeza foi muito melhor ir por dentro do PESM, seja pela beleza da estrada, seja pelo tráfego quase inexistente de automóveis o que deixa a viagem com muito mais segurança.
Seguindo a viagem...
Percorri 11Km na estrada da Catuçaba em 45 minutos e cheguei na estrada de terra que adentra e atravessa o Parque Estadual da Serra do Mar (PESM). Agora eu sabia que iria enfrentar mais morros até chegar ao Núcleo Santa Virgínia e sairia bem próximo da serra de Ubatuba na Rodovia Oswaldo Cruz, mas tinha que vencer mais 22Km.
Logo no início da estrada que adentra o PESM (±2Km) pedi água na casa de um cara muito gente boa chamado José, mas o apelido dele é “Zé baiano” (a casa dele fica na coordenada UTM 23K – E-477670/S-7.426.000). Enchi meus reservatórios de água geladinha e comecei a subir morro!!! Faltavam 20Km pra retornar ao asfalto na Rodovia Oswaldo Cruz. Sugiro a todos que forem fazer essa viagem que parem pra pedir água na casa do zé baiano, não só por ele ser muito gente boa, mas porque ele vai te dar água gelada e vai te dar informações corretas sobre o caminho.
7Km de subidas de morro, venci 350m de altitude em 1:30hs de pedal. Média de 5Km/h, mas só subindo morro, atingi a cota 1097m de altitude (ponto culminante de toda a viagem). Já eram 15:00hs.
Depois dessa subida são 13Km de estrada de terra com muitas subidas e descidas alternadas, até chegar na Rodovia Oswaldo Cruz.
Mas a estrada estava muito boa e nesse trecho as variações altimétricas não são tão grandes, então consegui desenvolver uma boa velocidade até chegar nos escritórios da administração do PESM no Núcleo Sta. Virgínia, onde pedi água. A chuva estava rodeando e faltava apenas 3Km pra chegar no asfalto.
Saí do Núcleo Sta. Virgínia e caiu uma forte chuva no lombo. Até esse momento da viagem ainda não havia tomado chuva. Reduzi bastante minha velocidade e segui devagarinho.
Foi um momento difícil suportar a chuva... eu não estava muito preparado psicologicamente pra tomar a chuva. A forte chuva que caiu durou 15 minutos e amainou e o mormaço esquentou novamente.
Cheguei na Rodovia Oswaldo Cruz às 16:20hs com quase 74Km pedalados em 7:20hs.
Eu estava muito feliz de ter conseguido chegar. Agora eu já estava em Ubatuba.
Na cumeada da serra dei uma pequena parada, ajeitei minhas coisas no alforje, verifiquei o que tinha molhado com a chuva e comecei a descida. Tudo certo. Todas as sacolas dentro do alforje estavam molhadas, mas todas as minhas roupas e equipamentos estavam secos (tudo enrolado em sacos plásticos de supermercado, kkkkkkk, pra que saco estanque??)
A descida da serra de Ubatuba é muito legal, mas exige concentração e atenção redobrada. Existem riscos, ainda mais com a pista molhada pela chuva.
De qualquer forma, o trânsito intenso me protegia, pois os automóveis andam devagar na serra e os carros atrás de mim me protegiam, pois os motoristas acabam respeitando o ciclista no trecho de serra e dão um certo recuo.
No finalzinho da serra eu estava atrás de um carro e acabei passando por cima de algumas calotas que ficam caídas ao longo de quase toda a serra e o resultado é que o pneu dianteiro da bike furou. Na realidade a câmara de ar rasgou mesmo e tive que por uma nova (aquela câmara do começo do texto)... ainda bem que eu estava bem equipado e tinha uma câmara reserva e bomba de ar e tudo o mais que era necessário pra eu fazer o conserto do pneu. Eu estava feliz, apesar da chuva que caía.
Em 15 minutos troquei a câmara arrumei o pneu, dei graças a Deus de não ter sido o pneu traseiro pois daria muito mais trabalho.
Terminei a descida da serra e peguei pesado no pedal até a casa de minha mãe, onde cheguei exatamente às 18:02hs.
9 horas de viagem, contabilizando inclusive os momentos parado, quase 93Km pedalados.
Eu era só felicidade nesse momento.
Tomei um banho quente, me alimentei e dormi muito.
Nos dias seguintes muita chuva, mas pedalei mais um pouco. Fui até o Rio Escuro pegar meus filhos, fui ver meus amigos Carlinhos e Pedro Paulo no morro da pedreira e acabei revendo o “Joca”, foi muito legal... enfim, curti a minha bicicleta nos meus passeios pela cidade de Ubatuba.
Essa é a história dessa cicloviagem de final de ano. Espero que quem ler esse relato curta a história. Abraço a todos

A CICLOVIAGEM DE FINAL DE ANO-2017-2018.pdf

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        Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
       
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       ✌️
       
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      Sobre o blog: O http://embarque40mais.com é dedicado a pessoas com mais de 40 anos de idade, mas o conteúdo é de interesse de todos que gostam de viajar, conhecer lugares e ter novas experiências. A autora é Michele da Costa, jornalista paulista que ama conhecer lugares e contar histórias. Nos posts sobre as viagens dela, dá dicas detalhadas para planejamento e muita inspiração! Esperamos vocês! 
      Bj da Mi 😘
       
       
       
       
    • Por TMRocha
      Como o ano de 2016 foi muito difícil e puxado e praticamente não viajamos, resolvi começar 2017 com uma viagem especial para Campos do Jordão, em São Paulo.
       

      Fomos na baixa temporada, já que ainda era início de janeiro e a alta temporada por aqui costuma ser em meados de junho. Mesmo assim o passeio foi muito especial. Confira como foi o passo-a-passo dessa incrível viagem.
      Caso queira acompanhar o relato diretamente pelo blog clique no link abaixo ou numa das Partes abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/campos-do-jordao-e-aparecida-sp-04.html
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      Lista de Partes:
      [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03]
      [PARTE 04] - [PARTE 05] - [PARTE 06]
      [PARTE 07] - [PARTE 08] - [PARTE 09]
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      Para que o conteúdo não fique massivo estarei dividindo o relato em várias partes menores, e caso você queira apenas saber o que Campos do Jordão e Aparecida têm a lhe oferecer, clique num dos links abaixo, onde coloque suas respectivas dicas de roteiro:
      Dicas de Roteiro: [Campos do Jordão, SP]

      Dicas de Roteiro: [Aparecida, SP]

      E antes de seguir com o relato, no final das contas meu roteiro ficou assim:
      Meu Roteiro
      DIA 01 - Quarta, 04 de Janeiro de 2017
      [Parte da Noite] Viagem de ônibus do Terminal Turístico JK (Belo Horizonte) para Campos do Jordão, SP.
      DIA 02 - Quinta, 05 de Janeiro de 2017
      [Início da Manhã] Chegada em Campos do Jordão, SP
      [Parte da Manhã] Visita ao Palácio Boa Vista
      [Início da Tarde] Visita ao Auditório e Museu Felícia Leirner
      [Parte da Tarde] Compras nas galerias próximas à Ducha de Prata
      [Parte da Noite] Passeando pelo Centro Comercial da Vila Capivari
      DIA 03 - Sexta, 06 de Janeiro de 2017
      [Manhã e Tarde] Visita a Aparecida, onde conhecemos os seguintes lugares:
      - Teleférico, Torre do Mirante, Galerias, Cine Aparecida e Museu de Cera
      [De volta a Campos do Jordão]
      [Parte da Tarde] Missão Fondue!
      [Parte da Noite] Missão Pastel do Maluf!
      DIA 04 - Sábado, 07 de Janeiro de 2017
      [Parte da Manhã] Visita aos Jardins Amantikir c/ direito à pedido de casamento
      [Parte da Tarde] Compras na Galeria Vila Capivari e na Vila do Artesanato
      [Final da Tarde] Ida ao Parque dos Elefantes e Mirante do Morro do Elefante
      [Ainda no Final da Tarde] City Tour na parte residencial de Campos do Jordão em um trenzinho da Alegria
      [Quase no Início da Noite] Visita a parte de baixo do Morro do Elefante, incluso suas galerias
      DIA 05 - Domingo, 08 de Janeiro de 2017
      [Parte da Manhã] Visita ao Portal da Cidade
      [Restante do dia] Viagem de volta de ônibus para Belo Horizonte
      [Quase no Início da Noite] Chegada no Terminal Turístico JK
       
      Dito o que precisava, vamos começar!

      DIA 01 - Quarta-feira [04 de Janeiro de 2017]
      Indo de BH até São Paulo de ônibus
      Ainda em meados de Junho de 2016 a Lu tinha me mostrado uma super promoção da São José Viagens, que achei bem em conta, pois teríamos a oportunidade de conhecer Campos do Jordão, um lugar frio de São Paulo que possui um chocolate super gostoso [foi isso que ela ouviu dos outros, então resolvemos ir lá pra conferir]. Achei o preço tão bom que paguei o pacote inteiro à vista pra nós dois.
       
      E o tempo passou, passou mais e ... finalmente... no dia 10 de Janeiro deste ano [2017], com nossas malas já arrumadas partimos pra Belo Horizonte, rumo ao Terminal JK, que é um dos pontos de partida da empresa.


      Às 19:30h partimos da minha casa e pegamos um coletivo que foi tranquilamente até o Terminal JK. Chegamos ali próximo das 20:20h, fizemos o check-in e ficamos aguardando dar o horário, deu tempo até de comer alguns deliciosos biscoitos de queijo comprados no Carrefour.
       
      Parece que houve algum tipo de desorganização na hora da compra, e muitos turistas tinham chegado antes das 19:00h, já que o passeio estava marcado com horário errado para eles, por isso estava um alvoroço e o pessoal estava realmente estressado, mas nada que fosse nos atrapalhar.

      Luciana toda estilosa esperando a nossa vez de entrar no ônibus!

      Às 22:00h entramos no ônibus da São José, mas ele não saiu na hora prevista porque outro turista do nosso grupo atrasou demais. Ao que parece ele [ou eles] estavam vindo de Ipatinga e agarraram no trânsito, e o bus só partiu mesmo às 22:20h, com destino a São Paulo.

      A mãe da Lu fez até umas excelentes almofadas de pescoço pra nos desgastar menos nessa viagem.

      Se você é mineiro [ou está na região metropolitana de Minas Gerais] e deseja conhecer boas agências de viagens da região, clique no link abaixo:
       
      Conhecendo Agências de Turismo Interessantes de Belo Horizonte e Região Metropolitana
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/07/viajando-com-agencias-de-turismo.html
      DIA 02 - Quinta-feira [05 de Janeiro de 2017]
      Demos nossa primeira parada às 1:00h em algum Graal da beira da estrada, que não consegui descobrir qual era ao certo porque estava chuviscando de leve e não queria molhar a câmera ou o meu óculos.


      Nesse lugar a parada foi bem rápida, menos de meia hora, apenas pra usar o banheiro e esticar um pouco as pernas, o legal é que o estabelecimento ainda estava decorado com algumas coisas de natal. Assim que o pessoal voltou continuamos nossa viagem de ônibus.

      Passado mais algum tempo, às 4:00h da manhã fizemos nossa segunda e última parada do percurso até Campos do Jordão. Dessa vez até que eu tinha conseguido dormir bastante no ônibus.



      Havia até um pequeno laguinho com alguns peixinhos que infelizmente tinham um espaço muito limitado pra ficar nadando. O Graal Bela Vista é muito grande, mas eu e a Lu nos limitamos apenas a ficar um pouco sentados no banco de fora porque ela já estava com as pernas doendo de tanto ficar sentada no ônibus sem poder esticar os pés.

      E partimos novamente depois de mais algum tempo. 
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      Campos do Jordão, SP

      Campos do Jordão está localizada no interior do Estado de São Paulo, mais precisamente na Serra da Mantiqueira e fica à altitude de 1.628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro.
       
      Possui uma população de pouco mais de 50.000 habitantes e está a 173 km da cidade de São Paulo, a 350 km de distância do Rio de Janeiro e a aproximadamente 500 km de Belo Horizonte. Sua principal via de acesso é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro.

      A partir da década de 50 Campos do Jordão começou a consolidar-se como um dos principais destinos de inverno do Brasil e passou a ser apelidada por muitos de "a Suíça paulista".



      Fonte Pesquisada:
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Campos_do_Jordão
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      Voltando ao nosso passeio...
       
      Chegando no Hotel
      Chegamos pouco depois das 8:00h no Parque Hotel, de Campos do Jordão, que por sinal é muito bonito por fora e por dentro, e ainda por cima está numa excelente localização.



      Nosso quarto estava localizado no terceiro andar e para chegar até lá a gente sempre preferia subir pelas escadas estilosas do hotel, que iam afinando aos poucos conforme a pessoa chegava perto das pontas.

      Para quem possui dificuldades de locomoção não há problema, pois o hotel conta também com um elevador para os hóspedes. Nosso quarto era lindo, organizado e bem espaçoso, contava ainda com cobertores para os dias mais frios [que não precisamos usar] e o colchão era muito bom. Então conseguimos ter boas noites de sono em todos os dias.

      Outra coisa boa era que tanto o chuveiro quanto a pia do banheiro tinham opção para água quente e fria. A única coisa que não gostei do Parque Hotel é que o WiFi só ficava disponível na área da recepção e não tinha nenhuma internet nos quartos, e a TV também era bem pequetita [nada importante, já que quem veio aqui deve é passear fora do hotel mesmo!]. Essa era a vista da janela de nosso quarto:

      Nosso roteiro do dia seria um pouco extenso. Então só tivemos tempo de lanchar e de nos arrumar, pois dentro de pouco tempo já sairíamos novamente.

      O restaurante do hotel contava com uma boa diversidade de coisas para se comer, mas que se repetem ao longo da semana, então acabou que na maioria dos dias a gente comia praticamente as mesmas coisas em nosso lanche matinal, e como o primeiro dia não estava incluso no passeio, tive que pagar a bagatela de R$ 40,00 [R$ 20,00] para cada um, somente para esse lanche.
       
      Algo que com certeza aprendemos por aqui é que comer em Campos do Jordão é algo que sempre saía bem caro para o nosso bolso!
       
      Visita ao Palácio Boa Vista
      Ás 9:00h entramos no ônibus da São José e seguimos até o Palácio Boa Vista, que é considerado como a residência oficial de veraneio do governador de São Paulo, e está localizado no Alto da Boa Vista, ainda dentro de Campos do Jordão.




      Andamos um pouco de ônibus pela cidade e enquanto isso tanto o guia da São José, o Adilson, quanto a guia da cidade explicavam algumas coisas interessantes da cidade para gente. Como o fato da cidade já ter ficado com -8ºC de temperatura, chegando a ter uma leve geada, e só não nevou porque o clima dessa região é bem seco.
       
      Mostraram um pouco da parte pobre da cidade e citaram sobre alguns de seus problemas, mas nos informaram que o lugar não era perigoso ao ponto da pessoa entrar e não sair com vida, como se acontece em algumas favelas do Rio de Janeiro.
       
      E ainda sobre algumas lendas locais, como a das árvores canadenses. As pessoas acreditam que se uma folha cair em sua cabeça você poderá se tornar milionário [mas claro, não vale retirar a folha da árvore à força e colocá-la em sua cabeça!]. Essas árvores foram plantadas na cidade como um símbolo do frio dessa região.
       
      E chegamos. De longe percebia-se que o lugar mais se parecia com um castelo por fora, mas por dentro era realmente um palácio.



      Tivemos que esperar realmente um bocado na fila antes de poder entrar no palácio, e como eles não deixavam tirar fotos ou fazer gravações lá de dentro tivemos de guardar todas as nossas coisas num guarda-volume da entrada. Ao procurar pela internet essas foram as únicas fotos que encontrei desse local:


      Por dentro o palácio é super luxuoso e interessante. Possui o piso totalmente revestido em madeira. Conta com dezenas de salões e todos eles com móveis luxuosos, alguns até importados de outros países e em sua grande maioria os objetos são bem antigos, datando das décadas de 60, 40, e até mesmo contando com algumas peças do Século XVIII.
       
      Existiam espelhos de origem belga, alguns móveis folheados a ouro, outros de latão dourado e muitas, muitas obras de arte espalhadas por todos os cômodos, que iam desde estátuas e obras antigas a diversos quadros nas paredes, com destaque especial para a artista Tarsila do Amaral.

      Essa mulher foi uma grande pintora e desenhista brasileira e era uma das figuras centrais da primeira fase do movimento modernista no Brasil, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro, "Abaporu" [essa coisa de pernas grandes na foto acima] inaugurou o movimento antropofágico nas artes plásticas brasileira.
       
      Eu, em especial, não sou tão fã nem de artes nem de história. Mas achei interessante passear um pouco por esse local e a visita até que foi bem rápida. Quando saímos aproveitamos e tiramos mais algumas fotos do pátio interno, onde ainda deixavam que as pessoas tirassem fotos.




      Capela de São Pedro
      Saindo dali fui na Capela de São Pedro, que estava praticamente do lado do palácio, já a Lu não quis entrar nesse local. É uma estrutura íntegra de concreto armado, com as paredes de vidro, que permite que se visualize a paisagem da região. Entrei rapidamente apenas para tirar fotos dessa capela.










      Se afastando um pouco dali e descendo a rua ainda existia uma lojinha, e juntos aproveitamos pra dar uma olhadinha no que havia ali, mas acabou que não compramos nada.


      Bem ao ladinho havia um jardim e mirante muito bonito, então aproveitamos pra dar uma olhada neles também.


      Essas flores são chamadas de hortênsias e são um dos símbolos da cidade. Para praticamente qualquer lugar que se olhe em Campos do Jordão nessa época do ano é possível ver ao menos algumas flores destas. Outro ponto interessante é que a cor delas muda de acordo com o PH da terra, por isso elas existem em cores variadas por toda a cidade.
       
       E voltamos novamente para o ônibus da São José para continuarmos o nosso passeio.

      Continue acompanhando, pois ainda se tem muito mais relato para contar!
    • Por TMRocha
      Aqui estou postando o relato da viagem que fizemos para a Expoflora, em comemoração aos meus três anos de namoro com a Luciana.

      Confira como foi esse passeio e conheça mais de perto essas incríveis cidades paulistas.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/sao-paulo-campinas-holambra-monte-siao_3.html
      Lista de Partes:
      [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03]
      - [PARTE 04] - [PARTE 05]
       
      Explicitações
      Alguns meses antes de realizar o passeio sentei no meu laptop com a Luciana e pesquisamos juntos para onde iríamos na nossa próxima, pois ela estava reclamando que eu estava escolhendo os passeios sozinho e por isso muitas vezes ela ia pra lugares que não gostava muito e acabava passando muitos perrengues [o que não deixava de ser verdade, pois, como ela não tinha interesse nisso eu acabava fazendo tudo sozinho, escolhendo o dito destino mesmo!].
       
      Um bom exemplo de passeio que fizemos onde tivemos muitos problemas foi o abaixo, da Serra do Cipó. Clique AQUI ou na imagem abaixo para ver como foi esse passeio.
       

      Exemplo de contratempo da Luciana nessa viagem!
      Clicar: [Serra do Cipó, MG]

      Por conta desses problemas fiz questão de sentar no PC e procurar um destino junto com ela e após alguma pesquisa ficamos entre duas opções: 01) SESC Juiz de Fora/MG com Petrópolis/RJ ou 02) Holambra/SP pela São José Viagens.
       
      A Luciana preferiu o passeio para Holambra porque ama flores e como boa apreciadora, com certeza se sentiria como um verdadeiro mosquito na bosta nesse local! Outro fato que pesou de não escolhermos Petrópolis e o Rio foi que em Abril já demos uma pequena passada por lá, assim não repetiríamos um passeio do estilo Sol e Praia em um período tão curto de tempo.
       
      Escolhi setembro como data dessa viagem porque no dia 01/09 faríamos três anos de namoro e achei o roteiro disponibilizado por eles perfeito para ela, pois o foco era flores e compras, duas coisas que a Lu gosta bastante.

      Antes de realizar o passeio até cheguei a cogitar em ir por conta própria, mas ao pesquisar achava os valores muito fora de mão e ainda eram apenas para Holambra. Como a promoção da São José Viagens estava realmente boa, preferi fechar o pacote com eles, pois pudemos conhecer várias cidades, nos divertimos bastante e ainda com muito conforto e segurança.

      Tivemos a oportunidade de aprender um pouco sobre a cultura holandesa mesmo estando no Brasil e como tivemos muito mais coisas incluídas no pacote [como alimentação em alguns dias], isso reduziu um pouco meus gastos extras e pudemos nos concentrar melhor na viagem propriamente dita.

      Com tudo feito, acabou que nosso roteiro ficou assim:
      MEU ROTEIRO
      Quinta, 10 de Setembro de 2015
      [22:00h] Viagem de Ônibus do Terminal Turístico JK (Belo Horizonte) para São Paulo.
      Sexta, 11 de Setembro de 2015
      [7:00h] Chegada no hotel, em Campinas - SP;
      [Parte da Manhã] Passeio Turístico em uma Fazenda de Crisântemos;
      [Início da Tarde até Final da Tarde] Expoflora, em Holambra - SP.
      Sábado, 12 de Setembro de 2015
      [Final da Manhã até Início da Tarde] Compras em Monte Sião - MG;
      [De 14:00 às 16:00h aprox.] Compras em Serra Negra - SP;
      [Final da Tarde] Passada bem rápida em Pedreira - SP.
      Domingo, 13 de Setembro de 2015
      [Parte da Manhã até Início da Tarde] Festa das Flores e Morangos de Atibaia - SP.
      [Aprox. 22:30h] Chegada no Terminal JK, em Belo Horizonte;
      [Aprox. 23:30h] Chegada na Minha Casa.
      Relato da Viagem
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      Agora começarei a descrever o relato propriamente dito:
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      DIA 01 - Quinta-feira [10 de Setembro de 2015]
      Acordei não tão cedo como o de costume [porque estava de férias no serviço], fui até a academia de manhã, almocei e resolvi algumas pelejas que ainda precisava [como fazer o curso de inglês no CACS].

      Feito tudo, fui ao Terminal Turístico JK, no Centro de Belo Horizonte, lá encontrei a Luciana novamente e ficamos aguardando o horário de saída do ônibus da São José Viagens.



      Quando deu 22:00h, guardamos as nossas malas, entramos no ônibus e partimos rumo a São Paulo.



      Os ônibus da São José são excelentes, muito confortáveis e seguros. Possui banheiro próprio e em todas as viagens disponibilizam um guia, que auxilia o pessoal durante todo o passeio. Apesar disso eu estava com muita dificuldade de dormir e acordava direto durante a viagem, principalmente nas horas que o guia avisava que teríamos as paradas.

      DIA 02 - Sexta-feira [11 de Setembro de 2015]
      Às 00:14h realizamos nossa primeira parada, no Graal Oliveira, ainda em Minas Gerais.



      Às 3:38h fizemos nossa segunda parada, no Graal Bela Vista (MG). Ali avistamos um cartaz bem legal de um dos lugares que passaríamos durante o passeio, Atibaia (SP) [Mas só fui lá no nosso último dia da nossa viagem!].



      Chegamos no Nacional Inn por volta das 7:00h da manhã.



      Aqui guardamos nossas coisas, nos arrumamos, tomamos um banho, lanchamos e partimos pouco depois das 9:00h. Abaixo estarei colocando como eram as nossas acomodações, que superaram e muito, todas as nossas expectativas. Achei tudo realmente muito luxuoso.







      Nosso quarto era muito amplo, possuía uma cama bem confortável, closet, sofá, mesinha para computador e até banheira. Essa era a vista que a gente tinha da janela do nosso quarto:

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      CAMPINAS, SP

      Campinas é um dos principais pólos de negócio do país, possuindo uma grande concentração de multinacionais, institutos de pesquisa e universidades. Para o público que viaja a trabalho há hotéis modernos e restaurantes sofisticados. Porém também é possível viajar para lá a lazer, pois existem bons programas de fim de semana, como passear pelos parques.
       
      No Bosque dos Jequitibás, as caminhadas são feitas em meio a árvores que formam verdadeiros túneis. O espaço oferece ainda playground, lanchonetes, museu de répteis, aquário e um pequeno zoológico. Já o Parque Portugal é procurado pela turma da corrida, que encontra uma excelente pista às margens da Lagoa do Taquaral. Quadras poliesportivas e rinque de patinação completam as opções de atividades físicas.
       
      Se estiver viajando com crianças, não deixe de fazer o passeio de Maria-Fumaça (que ocorre aos sábados e domingos). O trem parte da estação Anhumas e leva à Jaguariúna. São três horas de viagem – ida e volta - com direito a monitores que contam a história das locomotivas e da ferrovia, além de detalhes do caminho e das fazendas da região.
       
      Além de Shopping Centers e de conhecer os parques, o turismo em Campinas também conta com várias opções de ecoturismo e aventura, com atividades como Rafting, Passeio de Balão, Passeios e Trilhas de Quadriciclo, Kart, Arvorismo e Tirolesa.
       
      Como chegar em Campinas:
      http://www.campinas.sp.gov.br/sobre-campinas/acessos.php
      Link (Turismo de Aventura e Ecoturismo em Campinas):
      http://www.aventurando.com.br/o-que-fazer-em-campinas
      Fontes Pesquisadas:
      http://www.feriasbrasil.com.br/sp/campinas/
      http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/br-sp-campinas/o-que-fazer
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      - HOLAMBRA, SP -

      Como dito, partimos para Holambra (SP).





      Chegamos em Holambra às 10:00h, mas apenas compramos os ingressos da Expoflora e do Passeio Turístico para a Fazenda de Crisântemos, que preferimos realizar primeiro.





      Pegamos o ônibus disponibilizado pelo evento e seguimos até a Fazenda de Crisântemos, no percurso avistamos muitas casinhas bonitas, lagoas e uma paisagem bem linda, com arquitetura sempre baseada na cultura holandesa.






      Durante o percurso era contado um pouco da história e de algumas curiosidades de Holambra pelo rádio do ônibus. Por fim, chegamos ao nosso destino: a Fazenda Terra Viva, fundada em 1959 por uma colônia de holandeses, que resistiu ao tempo e se tornou uma grande produtora nos tempos atuais, possuindo mais de 12.000 hectares plantados nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Holanda.

      O passeio pela fazenda é bem rápido e nele os visitantes podem apreciar os campos floridos:








      Os vasos de flores e ornamentos:









      E também os jardins verticais:







      Ainda possuíam sementes e alguns incrementos para a plantação.



      Uma curiosidade bem interessante é que as flores de crisântemos podem ser programadas para florir em datas especiais com o uso de luzes artificiais. No inverno, quando os dias são mais curtos eles usam luzes artificiais para manter as plantas em estado vegetativo para um crescimento mais vigoroso e no verão, onde os dias são mais longos, eles podem usar cortinas pretas para escurecer o ambiente, fazendo com que as plantas deem flores.



      Feito o passeio, voltamos ao ônibus e seguimos novamente para a Expoflora.




      Aqui encontramos mais duas peculiaridades interessantes sobre a cidade e seus costumes: Em muitas casas há a inscrição de uma única frase nas casas, que nem sempre são entendidas por todos, mas que têm a ver com a história de vida do próprio morador.

      Esse por exemplo, colocou a inscrição "KREK WA'K WOU", que em holandês significa "Era Tudo o que eu queria" [Morar numa casa linda de frente para a lagoa, que mais parecia o mar]. Os filhos dele colocaram outra inscrição ao lado da casa dele, que significava "Nós Também!". Outra coisa curiosa é que a maioria das placas de trânsito, telefones públicos e muitos objetos da área turística da cidade possuem formatos de flores.

      Ainda no ônibus pudemos avistar mais de perto o Moinho dos Povos Unidos, o maior moinho da América Latina.


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      HOLAMBRA, SP
      Festival das Flores - Expoflora

      Localizada no interior de São Paulo, Holambra é o principal polo produtor de flores e plantas ornamentais do Brasil, correspondendo por quase metade da produção e comercialização nacional de flores e plantas ornamentais. A cidade, fundada por imigrantes holandeses na segunda metade do século passado, há mais de 33 anos sedia a Expoflora – o maior evento de flores da América Latina.
       
      A exposição acontece todos os anos e reúne flores e plantas ornamentais cultivadas por mais de 300 produtores. É uma ótima oportunidade para quem gosta de admirar a arte em arranjos florais. Nesse ano (2015) teve como tema Flores, Sabores e Sensações.

      Entre as atrações fixas estão, também, a Mostra de Paisagismo e Jardinagem, com o tema Frutos do Jardim; as tradicionais Parada das Flores e Chuva de Pétalas; o Passeio Turístico por Holambra que inclui a visita a um campo de flores; as danças típicas; o Shopping das Flores e a culinária holandesa, além de parque de diversões, mini-sítio e visita ao Museu de Holambra.
       
      Fontes Pesquisadas:
      http://www.viajoteca.com/holambra-visitando-expoflora/
      http://www.decolar.com/blog/dicas-de-viagem/o-que-fazer-em-holambra-capital-nacional-das-flores
      http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/02/capa/campinas_e_rmc/242955-expoflora-inicia-a-venda-de-ingressos-com-desconto.html
       
      Curiosidade:
      - Holambra é uma antiga colônia holandesa e seu nome é a junção das palavras Holanda, América e Brasil. A cidade mantém as características, os costumes holandeses e inclusive a culinária, também divulgados durante a Expoflora.
      Fonte Pesquisada:
      http://www.aflotur.com.br/agenda/9/expoflora-2015
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      Voltamos para a Expoflora novamente e dessa vez entramos pela bilheteria.







      Ainda na entrada já é possível avistar vários arranjos florais e até alguns carros decorando o ambiente. O primeiro salão que vimos era muito grande e possuía diversas barraquinhas que vendiam as mais variadas coisas, mas preferimos passar direto por ali pra procurar algum lugar para almoçar.

      Assim, vimos uma área bem ampla com muitos restaurantes, lojinhas, jardins e muitas, muitas pessoas mesmo [Holambra é uma cidade muito turística e foi projetada para receber milhares de visitantes por dia durante o Festival das Flores].






      Estava havendo até uma pequena passeata com alguns mascotes da feira na hora, a Lu não resistiu e tirou foto com o Ype [o que ela mais queria era tirar foto com o Assolan, mas ele se afastou da gente rapidamente!].

      Nós almoçamos no Restaurante Tulipa. Que possuía algumas coisas da culinária típica holandesa, como o joelho de porco [que não comi porque a Lu falou que eu certamente não iria gostar] e o chucrute, que é uma espécie de repolho em conserva com um pouquinho de pimenta usado pelos holandeses, que resolvi colocar no meu prato.



      Com o estômago forrado, a primeira coisa que fizemos foi entrar na Mostra de Paisagismo e Jardinagem para ver um pouquinho do que Holambra tinha a nos oferecer visualmente.

      Mostra de Paisagismo e Jardinagem

      Nessa ala mostravam diversos tipos de decorações para jardins, alguns até com pequenos laguinhos.






      Nesse lindo lago também havia muitos peixes.


      Mas não para por aí, muitas vezes também tinham obras de artes e até mobiliários inteiros para jardim nessa amostra:





      Os organizadores do evento tomaram todo o cuidado possível, mesmo nos pequenos detalhes e nas coisas mais simples, como na disposição dos mini-cactos, os detalhes da estátua e o réptil em cima das pedras, nas fotos abaixo:




      E também fizeram bom uso dos jardins verticais, além de sempre aproveitarem as melhores características do que pretendiam para harmonizar melhor as flores com o ambiente.
















      Saindo dali aproveitei e pedi a Lu para tirar uma foto minha com uma pintura artística ao fundo.


      Próximos dali entramos em outra galeria:

      Exposição de Arranjos Florais

      Aqui dispuseram flores e mais flores em diversos tipos de arranjos, sempre muito lindos.

















      Os arranjos florais em formato de arco da saída dessa galeria por si só tinha uma beleza espetacular.

      Acompanhe também a segunda parte, que está logo a abaixo.
    • Por TMRocha
      Tive a oportunidade de viajar a trabalho pelo Museu Itinerante da UFMG no evento da SBPC que ocorreria em São Carlos (SP) em julho deste ano [2015]. 
       

       
      Achei muito bom porque pude conhecer uma nova cidade de outro Estado até então desconhecida para mim [nunca tinha ouvido falar sobre essa cidade, apesar dela ser famosa]. Confira agora como foram meus dias por aqui e também o que aconteceu nesse evento.
       
      Se desejar ir direto para as Dicas de Roteiro sem ver o relato da minha viagem em si, clique no botão abaixo:

       
      Caso queira acompanhar diretamente pelo blog clique em algum dos links abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/67-sbpc-em-sao-carlos-sp-11-18072015.html
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      [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03]
      [PARTE 04] - [PARTE 05] - [PARTE 06]
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      Sem mais delongas, vamos começar com o relato propriamente dito.
      RELATO DA VIAGEM
      DIA 01 - Sábado [11 de Julho de 2015]
      Levantei bem cedo, às 5:00h, porque tinha de chegar até a UFMG antes das 8:30h, horário de partida do nosso ônibus. Então, após acordar, escovar os dentes, guardar o laptop e dar as últimas mexidas na mala, despedi da minha família e fui para o ponto de ônibus.

      Curiosamente, minha maior preocupação não era o trajeto em si, nem o tempo que ia demorar, e sim não ser assaltado no ponto, porque de acordo com minha mãe algum bandido [ou quadrilha de vagabundos] passou a atuar na região por esses dias e chegaram a assaltar três dos nossos vizinhos, todos antes das 6:00h, nessa mesma semana.

      Felizmente não tive nenhum problema e pude seguir viagem normalmente, primeiramente pegando um ônibus até a estação de metrô do Eldorado e depois o MOVE até chegar à UFMG, em Belo Horizonte. Ali fiquei mexendo no computador do meu trabalho até dar a hora de partir.



      Com os membros do Museu Itinerante reunidos, nosso micro-ônibus partiu e seguiu viagem rumo a São Carlos. De acordo com o pessoal do museu o trajeto demoraria cerca de 9 horas.

      O micro-ônibus seguiu viagem por cerca de três horas. Quando deu quase meio dia demos nossa primeira parada para almoçar no Restaurante Bianchini Mar de Minas, em Formigas, MG.




      A comida era cobrada a quilo, por isso não coloquei tanto. O que mais gostei foi que o pudim de sobremesa era cortesia da casa! Aproveitei e fiz questão de enviar uma mensagem pra Lu dizendo assim:

      - Estou comendo um pedaço de pudim pensando em você!


      Após almoçar saí dali e fui dar uma olhada de como o lugar era por fora, também tirei a foto ao lado da estátua da águia, mas acho que ela não estava querendo tirar foto comigo naquela hora, por isso virou a cara!

      Assim que todo mundo encheu o bucho seguimos viagem por pouco mais de meia hora e quando estávamos passando por Pimenta (MG) o pneu do micro-ônibus estourou, por isso tivemos que parar por pouco mais de 40 minutos para trocar o pneu pelo estepe [demos sorte porque perto dali havia uma borracharia].


      O pessoal até aproveitou para sentar e descansar um pouco, tinha gente que queria comprar água, ir no banheiro ou comprar alguma coisa, mas não foi possível porque simplesmente não havia nada nas proximidades dali além de residências.

      Depois que o borracheiro trocou o pneu pelo estepe, seguimos viagem novamente e às 15:50h demos nossa segunda parada, no Iguatemi Restaurante & Lanchonete, localizado no povoado de Iguatemi, até então desconhecida para mim.

      Aproveitei para comprar um pão de queijo e uma água [tinha esquecido de comprar uma água quando saí de casa]. Achei a paisagem muito bonita e a colina ao fundo do restaurante um esplendor da natureza. Pelo que vi essa região é turística e possui muitas trilhas e cachoeiras.

      Poucos minutos depois partimos novamente, dessa vez seguindo direto até São Paulo. Quando deu aproximadamente umas 19:30h chegamos em São Carlos (SP), mas aqui houve uma pequena confusão, pois o motorista não conseguia localizar os hotéis, então foi uma verdadeira labuta, demos voltas e mais voltas pela cidade, chegamos à portaria da UFSCAR [Universidade Federal de São Carlos, onde ocorreria o evento], fomos de um lado para o outro e do outro para um e rodamos, rodamos e rodamos ainda mais, mas o motorista não conseguia encontrar os hotéis onde o pessoal iria se hospedar.

      Por sorte quase todos os meus colegas possuíam GPS e foram ajudando os motoristas, que depois de bastante persistência acharam o primeiro hotel, e assim foi indo e foram entregando o povo em seus respectivos lugares, [eles desceram no Hotel Nacional Inn, Hotel Perea e também no alojamento da UFSCAR]. Desci do bus quando deu quase 21:00h e entrei no Hotel Slaviero.


      Ali encontrei o meu companheiro de quarto [O Jason, que também ajuda na coordenação do Museu], tomei meu banho, escrevi o esboço do relato desse dia, fiquei mexendo no laptop e conversando com a Lu pelo Facebook e depois fui dormir.

      Assim, terminou o dia, no próximo dia seria o dia da montagem dos experimentos do caminhão.
      DIA 02 - Domingo [12 de Julho de 2015]
      Acordei mais ou menos às 7:30h, aproveitei para tirar algumas fotos do meu quarto [minha cama está muito bagunçada porque não consegui dormir direito por algum motivo e mexi demais enquanto dormia].



      Vista da janela do quarto:

      E então fui ao refeitório lanchar.



      Achei o refeitório muito luxuoso [aliás, tudo nesse hotel sempre estava brilhando e todo o mobiliário era super confortável e lindo]. Além de tudo isso ainda contava com tantas opções de lanche que deu para variar bastante meu lanche matinal no decorrer dos dias em que estive hospedado por aqui.

      Como ainda estava com tempo, resolvi tirar algumas fotos do hotel e de seus entornos.




      O Slaviero é tão chique que possui até esse avião [foto abaixo], que futuramente será uma suíte de luxo para os hospedes mais endinheirados. Infelizmente a parte de dentro ainda está em construção.

      O pessoal havia combinado de esperarmos às 8:30h na frente do hotel, mas o motorista ficou perdido novamente [realmente é bem complicado andar por essas bandas, as pistas são bem confusas e existem muitas rotatórias, como o pessoal do Museu Itinerante estava distribuído por 4 hotéis diferentes, complicou bastante pro motorista acertar ao certo todos os locais, e pra ajudar tiveram algum problema com o óleo do micro-ônibus, o que contribuiu ainda mais para o atraso].

      Quando deu 10:00h partimos de bus até a UFSCAR.

      Achei o Campus da universidade gigantesco, ao ponto que é bem custoso alguém resolver andar a pé até chegar ao prédio que deseja dentro do campus. Depois de descer do micro-ônibus começamos a ajudar na montagem da exposição da SBPC.

      Abaixo coloquei uma foto aérea para se ter um pouquinho de noção do tamanho dessa universidade:

      Antes de prosseguir com o relato da montagem vou explicar um pouco sobre o evento da SBPC.
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      CONHECENDO A SBPC

      A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência [SBPC] foi fundada em 1948 com o objetivo de unir o pensamento científico brasileiro, motivado pela chegada de grandes cientistas europeus, trazidos ao país para implementarem as universidades brasileiras, em particular a Universidade de São Paulo (USP), criada em 1934, na cidade de São Paulo.

      Desde 1949 a SBPC realiza as suas reuniões anuais com a presença de mais de dez mil cientistas, pesquisadores, professores e estudantes de todos os níveis, em diferentes partes do Brasil. Mesmo com as dimensões continentais brasileiras, anualmente participantes de todo o país, e muitos estrangeiros, se deslocam para participar da principal reunião científica brasileira.

      Já está na sua 67ª reunião anual e o Museu Itinerante da UFMG foi um dos convidados a participar dessa feira. Como de vez em quando ajudo o Museu fui convidado a trabalhar ajudando eles nesse evento.

      Fonte Pesquisada:
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Brasileira_para_o_Progresso_da_Ci%C3%AAncia
       
      Veja o vídeo abaixo sobre o Tema da 67ª Reunião da SBPC - Luz, Ciência e Ação:

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      Trabalhei muito no processo de montagem das exposições, isto é, tiramos tudo que tínhamos de tirar de dentro do caminhão e colocamos essas coisas dentro de um dos estandes da SBPC Jovem, uma tenda que estava um pouco longe, porém foi bem tranquilo porque o evento disponibilizou dois carregadores para ajudar a transportar as coisas mais pesadas.

      Vídeo ilustrando um pouco como é o processo de retirada das coisas de dentro do Caminhão do Museu Itinerante:

      Basicamente o processo funciona assim: primeiro se abre a tampa lateral do caminhão, e depois as duas portinhas [uma próxima da cabine e outra no fundo do caminhão], mais uma rampa de acesso aos cadeirantes, que é aproveitada para transportar as caixas e a gente vai tirando os experimentos, um a um e os levando para o local desejado.





      Nosso objetivo era ir dispondo aos poucos os experimentos externos que foram trazidos de dentro do caminhão do Museu Itinerante para ficar de um jeito em que não atrapalhasse o fluxo de visitantes e fosse mais ou menos dividido por categorias, que para essa feira ficou disposto assim:

      - Experimentos de Biologia e Vida;
      - Experimentos de Física, Energia e Luz;
      - Desafios para os participantes.

      Demorou realmente um bocado porque o eletricista do evento não estava conseguindo ligar a eletricidade do caminhão no início, por isso perdemos quase três horas sem poder fazer muita coisa, somente depois de todo esse tempo perdido é que o "grosso" do processo de montagem foi realmente feito.








      Agora já estava dando para perceber um pouco como estava ficando.





      Quando estava dando umas 14:30h resolvemos ir almoçar. Todo mundo pegou o micro-ônibus e seguimos até o Shopping Iguatemi, único Shopping da Cidade, que estava bem cheio nesse dia.

      Por dica da Edna da coordenação do Museu Itinerante, resolvi comer um Gnocchi no Spoleto, que estava muito gostoso.

      Também aproveitei para comprar água e mais um ou outro biscoito [normalmente quando viajo acabo comprando muitos biscoitos para baratear um pouco nos custos de alimentação].

      Ao sair ainda aproveitei para tirar uma foto dos prédios ao longe. Dali pegamos o bus de novo e voltamos até a UFSCAR, onde continuei a ajudar o pessoal do Museu Itinerante na montagem das exposições externas.

      Em um dado momento ajudei um pessoal que estava passando nesse pedacinho [que toda hora eu passava] e pedi ajuda para que tirassem uma foto minha nesse mural da SBPC.

      Continuamos com esse processo de montagem até que deu umas 18:00h [tirei essa foto aí porque sempre que passava por esse pedaço observava os visitantes tirando Selfie, aí pedi para que tirassem uma foto minha com esse painel ao fundo].
       
      Assim, esperamos o micro-ônibus [que foi cedido pelo Coltec para facilitar nosso transporte pela cidade]. Peguei o bus junto com o restante do pessoal. Alguns colegas resolveram dar uma ida no bar e cada um fez o que desejava. Como estava cansado preferi ficar quietinho no hotel novamente.

      Infelizmente o processo de montagem demorou demais devido aos vários problemas que tivemos [atraso do motorista, falta de energia por mais de três horas durante a montagem e por aí vai], e isso me impediu de ir até o Museu da TAM e ao Parque Ecológico de São Carlos, que eu desejava tanto conhecer e para mim esse seria o único dia disponível.

      O centro da cidade funciona praticamente até as 18:00h e depois disso boa parte da cidade para. Por isso preferi ficar quietinho novamente no hotel e outra vez fiquei conversando com a Lu pelo meu laptop.

      Outro ponto que me ajudou a gastar muito pouco nessa viagem é que eu precisava juntar dindo para resolver algumas pendências pessoais [cobrir gastos outras viagens pessoais, gastos com meu curso e intercâmbio num futuro próximo]. Também aproveitei para assistir um pouco da TV Local enquanto descansava.

      Finalmente chegou ao fim do nosso segundo dia em São Carlos, no próximo dia a feira a SBPC começaria a receber o público em seu primeiro dia de exposições.
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