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Adorei sua historia! Vc pode voltar quando quiser vai ser bem vindo na minha casa e na minha familia sempre! Um abraco grande pra vc brasileiro chato! Te adoro! 

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Muito bom relato... vou agora no meio do ano... 08/07 São Paulo Bogotá... ônibus para Medellin ...volto de ônibus pra Bogotá no dia 12/07 e fico até 15/07 quando pego voo pra Quito e fico por lá até 20/07

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    • Por Sentiens Sapiens
      tenho Asperger (autismo), não tenho dinheiro, preciso chegar a Bogotá
      para audiências públicas da comissão interamericana de direitos humanos
      preciso de ajuda para chegar lá e levar o meu caso pessoalmente
      não estou a pedir dinheiro, peço apenas ajuda efetiva, preferencialmente pelo WhatsApp
      estou com dificuldades pelo autismo e violações graves que sofri / sofro
      agradeço a atenção
      (61) 9.8222-1938 
      WhatsApp apenas
    • Por mcm
      Planejando os feriados de 2018, reservamos os de 4 dias para uma possível volta a Bogotá. Dependeria, claro, de uma boa promoção da Avianca. Que rolou! Justamente para Corpus Christi, a aceitáveis 1,2 KBRL por cabeça. A ideia dessa vez seria explorar mais e melhor Bogotá. Sempre que retornamos a uma cidade, sobretudo a uma cidade com diversos atrativos como Bogotá, a ideia é passear, rever, e conhecer tudo com mais calma do que na 1a vez. Eventualmente com alguma escapada de 1 dia para os arredores, o que acabou nem rolando.
      Voos do Rio para Bogotá partem de manhã cedo pela Avianca e chegam por volta de 12:30. Ao chegarmos no Galeão, vimos que o voo estava atrasado por... 2 horas. Anticlimax total. Pra piorar, no fim das contas atrasou 2,5 horas. Isso acabou meio que matando nossa chegada e os planos de aproveitar alguns lugares que eu havia mapeado para conhecer na tarde da chegada.
      Em nossa viagem à Colômbia em 2012, ficamos hospedados no Ibis em Bogotá, na ida. Um dia antes de voltar, dormimos novamente em Bogotá e ficamos na Plaza Chorro de Quevedo. Dois ótimos lugares, eu diria. Dessa vez optei por ficarmos na Zona Rosa, para curtir as noites por lá. Também foi bacana, aquela área bomba toda noite. Ficamos num hostel, que na verdade me pareceu ser um apartamento que foi transformado. O preço, na faixa de 33 COP por noite, foi o diferencial. Naquela região não é fácil achar preço bom assim.
      Enfim pousamos em Bogotá às 2 da tarde. Até passar pelas longas filas da imigração, aduana, taxi, trânsito pesado, e chegar na Zona Rosa, chegamos no nosso hostel depois das 16:30. Matou a tarde praticamente. Saímos para fazer câmbio e dar um rolê nos arredores, rever a Zona Rosa e tal. E logo escureceu. Katia estava com um pouco de dor de cabeça, que logo se resolveu com uma pausa para recarga.
      Então decidimos dar uma esbanjada na chegada. Um dos planos possíveis para esta viagem era pegar um tour que levasse até o Andre Carne de Res em Chia, o original. Vi que alguns albergues organizam de levar a galera num determinado horário e voltar de madrugada. Deve ser meio que um party bus, ou party van provavelmente. Mas acabamos optando pela solução caseira, que era voltar ao Andre DC da Zona Rosa mesmo. E ficamos um longo tempo por lá bebendo, jantando e curtindo o lugar. Muito bom. Ainda esticamos para conhecer um lugar de cervas na área, mas que tinha poucas opções. Fomos então dormir.
      Na sexta-feira saímos de manhã para caminhar. Não era forca, nem quinta-feira tinha sido feriado na Colômbia (seria feriado na 2ª feira seguinte), era um dia normal de trabalho. Havia um café badalado na nossa esquina, mas tinha fila naquela hora da manhã. Fomos andando então até o Parque de La 93, curtindo as quadras daquele bairro/região abastado da cidade. O padrão de prédios de tijolinhos se espalha por toda a cidade. Demos uma pausa num Juan Valdez, aproveitamos o wifi (ainda não usamos chip em viagem internacional!) e chamamos um uber para a Candelária.
      Estava meio chuvoso naquela manhã (Bogotá é cidade de tempo instável). Minha ideia era fazer um tour chamado War and Peace tour, que eu havia pesquisado antes. Ponto de saída era o mesmo do Free Walking tour, em frente ao Museu do Ouro. Gosto muito desses Free Walking tours, os guias são sempre muito bons e vc paga o que achar que deve – embora agora felizmente tenha um valor sugerido (no caso de Bogotá, eles sugerem algo na faixa de 10 USD ~ 30 COP). Mas, com uma classe ímpar, em nenhum desses free walking tours que fiz pelo mundo eu vi o guia conferindo o quanto estava ganhando. Amem.
      Chegamos um pouco mais cedo, ficamos rodando e revendo um pouco a área, e lá fomos às 10hs para a frente do Museu do Ouro. Basta procurar os guarda chuvas vermelhos. Havia lá os dois tours, fomos no Free War and Peace tour. Que era em inglês, e com público bem mais restrito. O foco do tour é reviver esse aspecto mais recente da história colombiana, com sucessivos conflitos armados, narcotráfico, guerrilha, paramilitares, acordos de paz. Acho que a Colômbia (Medellin sobretudo, mas Bogotá também) é exemplo mundial de recuperação de imagem após criar e cultivar uma péssima fama mundial. O tour foi ótimo, recriando a origem do conflito, os seus vários capítulos e a discórdia recente quanto ao acordo de paz com a guerrilha. Ao longo do tour, vamos passando por determinados pontos da cidade que se ligam com a história que vem sendo contada. Para quem tem interesse na história colombiana, especificamente nesse capítulo conflitivo, achei excelente e recomendo. Durou cerca de 3 horas, com direito a uma pausa para café.
      Para tornar ainda mais interessante, na semana anterior teve o primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia. Foram para o 2º turno dois candidatos claramente identificados como direita x esquerda, Duque x Petro (Duque venceria semanas depois – no dia do Brasil x Suíça na Copa). Achei bacana que o guia não se furtou a dar a opinião dele quando perguntado.
      Nossa ideia era emendar com o Graffitti tour, que sairia às 14hs da Plaza de los Periodistas. Tínhamos uma hora de folga. Mas... fomos dar uma pausa num Bogotá Beer Company, e aí essa hora se estendeu. Mas por vontade própria. A Colômbia fazia seu último amistoso antes da Copa (empatou com o Egito num jogo bem chinfrim), ficamos curtindo o jogo, com cervas, com a galera local.
      Depois da cerva, fomos rodar pelo centro histórico. Tinha um centro cultural mapeado, Estacion Odeon, mas nos pareceu meio estranho. Parecia não ter exposição alguma, sei lá. Seguimos adiante. Aproveitamos para rever a Plaza Chorro de Quevedo, local histórico de efervescência cultural, grafites sensacionais, e também da nossa última hospedagem no país, 6 anos antes. Nosso albergue estava lá, mas o lugar parecia ter muito mais vida agora. Aproveitamos para curtir um canelazo na área.
      Das igrejas mapeadas para conhecermos, acabou ficando muito tarde, caiu a noite e já estavam fechadas. Fomos então conferir o tal queijo com chocolate do La Puerta Falsa (achei grande coisa não), e aproveitamos para rever o Museu Botero, pouco antes de fechar. Acho Botero muito bacana. Pegamos o uber de volta, jantamos num food park da Zona Rosa. Ainda rodamos pela área antes de voltarmos para dormir.
        Sábado amanheceu com sol. Então decidimos não desperdiçar a chance e fomos para Montserrat. Dessa vez de funicular pra subir e descer (da outra descemos pela trilha). 10 COP cada trecho. Talvez seja a idade, talvez seja a idade e também a relativa altitude, mas a verdade é que nos achamos mais cansados lá em cima. Andamos para todos os lados, curtimos o visual do alto (dessa vez mais aberto que anos atrás), aproveitamos para tomar um café e uma arepa. Enfim, curtimos. E logo descemos, de funicular de novo. Novamente passamos na Quinta Bolivar, que da outra vez estava fechado. Agora aberto. É interessante, uma visita rápida. Depois duma breve pausa no Juan Valdez, fomos curtir a Cnadelaria novamente. Dessa vez não havia a mega feira que rolava no dia anterior na Plaza Bolivar. Já tinham desmontado tudo. Outro visual. Tentamos conhecer a espetacular igreja gótica de Nossa Senhora de Carmen, mas estava fechada. Descobri que as igrejas fecham ao meio-dia nos sábados.
      Fomos então para o Graffitti Tour, das 14hs. Maior galera para esse tour. Dezenas de pessoas, contei umas 70. Guia com amplificador de voz. Tour em inglês. Ele vai contando a história do grafite local, a interação com La Candelaria, mostra algumas áreas pesadamente grafitadas, técnicas de grafite, modos, artistas, etc. Muito bacana, muito interessante. Não se iluda: você não vai ver todos os grafite, e nem necessariamente os melhores. É apenas um apanhado – até porque os grafites eventualmente são apagados. Durou um pouco mais de 2hs.
      Encerramos e voltamos para a Zona Rosa ainda de dia. Ficamos de bobs por lá, pausamos na BBC para cervas e peoplewatching. Jantamos num restaurante local de comida colombiana, onde finalmente pude comer novamente a bandeja paisa, o prato pesadão que eu tanto havia gostado da outra vez. Nesse dia voltamos mais cedo, e a chuva bateu forte de noite.
       
      Domingo. Nesse dia teve café no hostel. Tomamos e saímos. Fomos andando até o Parque Chicó. O parque estava aberto, mas o museu só abriria às 10hs, dali a meia hora. Ficamos curtindo o lugar, e fomos conferir o museu às 10. Nada, o responsável ainda não havia chegado. Então partimos para a Candelária. Ideia era conhecer finalmente O Santuário de Nossa Senhora de Carmen.
      Chegando lá, estava rolando missa. Fico bem constrangido de turistar em igreja no meio de missa. Então fomos na de Santo Agostinho, ali perto. Também rolava missa. Ambas belíssimas por dentro, mas especialmente e de Carnen. Curtimos e voltamos para Carnen. E então a missa tinha acabado e ficamos curtindo toda aquela maravilha daquele interior. Dos mais belos que vi por lá.
      Fomos então caminhando pela Carrera 7, que fica fechada aos domingos. Somente pedestres e ciclistas. O problema é que em algumas áreas estavam rolando obras de reforma, o que restringia muito o espaço. Resultado era que estava difícil de andar. Ainda entramos em outras igrejas mapeadas pelo caminho, geralmente bem bonitas também. Fomos em direção ao Mambo.
      Mas... o Mambo estava sem exposições. Em meio a uma troca de eventos, sem qualquer atração. Paciência. Parque Independência era o destino ao lado. E começou a chover. A Plaza de Toros estava fechada para visitas. Fomos buscar abrigo da chuva no Museu Nacional, então. Lembro que tinha gostado bastante de lá, mas dessa vez acho que buscava mais sobre a história recente de Colômbia – e o museu não chega tão perto dessa época. O bom de domingo é que é grátis.
      Ainda chovia quando saímos, então fomos almoçar em La Macarena, uma região gastronômica ali perto. É a mesma região do Ibis, onde ficamos da primeira vez. Simpatizamos com um lugar de hambúrguer, e lá fomos. Com cervas artesanais que não conhecíamos, que bom.
      De lá ainda fomos no Parque Nacional. A lembrança que tínhamos era de quando passamos por ele de noite voltando da Zona Rosa e estava todo iluminado de azul que, sob chuva, dava um belíssimo efeito. O parque é bem grande. Caminhamos por ele e retornamos. Uber de volta para a Zona Rosa.
      Ficamos novamente de bobs na Zona Rosa, novamente BBC para saideiras, e logo embicamos de volta. Chamei um Easy taxi para o aeroporto. Nas simulações dava que sairia mais em conta que uber. De fato, deu 23, quando o uber dava na faixa de 25.
      Curtimos a sala vip da Avianca local e embarcamos novamente já com muito atraso. Nosso assento era no fundo do avião. Embarquei e dormi. Daqui a pouco acordo com o comandante avisando que o voo estava cancelado. PQP. Meio da madrugada. Fomos para um hotel, voo sairia no dia seguinte. Aí tem aquela coisa de sempre, pessoas revoltadas, alguns gritando, alguns tentando provocar revolta, outros tentando embarcar na revolta, etc. Mas eram somente um ou dois.
      Fomos para o hotel, dormimos poucas horas, e logo voltamos para o aeroporto. Voo partiria às 8 da manhã. Eu perderia o dia de trabalho. Ainda recebemos um bônus pelo atraso, um voucher para ser usado em voos internacionais da Avianca dentro de 1 ano. Chegamos ao Rio no meio da tarde de segunda-feira.
      Uber Zona Rosa – Candelária ficava na faixa de 10-15 COP por trecho. Numa das vezes, sexta de noite, bateu nos 20 COP. Considerando a má fama dos taxistas de Bogotá (idem à dos taxistas do Rio de Janeiro), é uma opção mais segura. Não somente e necessariamente o uber, mas qualquer aplicativo. Por exemplo, usei o Easy para o aeroporto (por alguma razão o uber para o aeroporto sai mais caro que taxi).
       
    • Por victor.marques
      Pessoal,
      Como forma de retribuir o que li aqui, trago o meu relato, com as minhas visões, para auxiliar quem for visitar a Colômbia em breve.
      Passagem/Transporte
       
      Legenda: BOG - Bogotá / SMR - Santa Marta / CTG - Cartagena / ADZ - San Andres
      Pela Avianca:
      18/08 RIO>BOG
      19/08 BOG > SMR
      1/9 ADZ > RIO (com escala em BOG)
      Para esses trechos da Avianca, paguei quase R$ 1.700,00. Paguei meio caro, pois eu estava monitorando a passagem antes e esses trechos estavam a R$ 1.500,00 e já vi gente pagando até menos que isso.
       
      Pela Viva air (antiga Viva Colombia)
       
      25/08 CTG > ADZ
      Para esse trecho, paguei USD 57,33, na tarifa Super, que dá direito à fila rápida e bagagem despachada de 15Kg. A tarifa mais básica só dava direito a 6kg de bagagem de mão. As tarifas dessa cia, para o voo de 8h57, eram sempre as mesmas, pelo menos nas vezes que eu consultei (que foram várias rs).
      Para o trecho SMR > CTG, fui via terrestre, pelo serviço porta a porta*, pagando COP 50.000 pela Marsol (whatsapp +57 319 7601810). Recomendo muito o serviço! A van é bem nova e o ar condicionado funciona bem até demais (ficamos até com frio, mesmo em Santa Marta e Cartagena estarem um calor infernal). Cotei várias empresas de transporte e todas apresentavam um preço maior que esses COP 50 mil. 
      *Várias empresas oferecem esse tipo de serviço, que te leva da porta do hotel de Santa Marta para o de Cartagena. Porém, o serviço que a Marsol faz não é exatamente porta a porta. Eles te pegam no seu hotel em Santa Marta mas te deixam em pontos específicos em Cartagena (não é bem na frente do hotel), dentro da rota da van. Eles dizem que você negocia com o motorista, vendo qual ponto da rota fica mais perto do seu hotel. No meu caso, me deixaram a 5 minutos andando de onde fiquei em Cartagena, achei que valeu a pena.
      Resumindo, paguei de transporte por volta de R$ 2.000,000, considerando todos esses trechos. Eu poderia ter comprado tudo pela Avianca, mas pegando esse trecho pela Viva Air me economizou uma graninha. Quando vocês forem fazer as suas cotações, considerem todas os arranjos possíveis para ver qual será o mais barato.
      Em relação ao voo da Avianca, não tenho o que reclamar, com exceção do voo de BOG para o RIO, que atrasou e nos deixaram dentro do avião com o ar condicionado desligado por cerca de meia hora antes de decolar. Em relação ao da Viva Air, achei tudo bem tranquilo, mas fui com receio já que os relatos aqui no Mochileiros são os piores possíveis para essa companhia. Não tive problemas, mas até porque tomei alguns cuidados. Quando for comprar a passagem, reparei que eles estavam me cobrando a escolha de assentos, impressão de cartão de embarque no aeroporto e outros são serviços adicionais PAGOS. Você tem que limpar a seleção que o site te faz te cobrando a mais, para que chegue à tarifa que você viu inicialmente. Se você chegar no aeroporto sem o cartão de embarque, vai ter que pagar uma taxa bem alta para imprimi-lo. Sugiro que, se você estiver em Cartagena, peça para seu hotel imprimir ou vá até um local que imprima (tem vários lá, eu mesmo paguei 500 pesos pela impressão). Outra coisa importante é a quantidade de bagagens. Quando eles falam que é UM artigo de bagagem de mão é só um mesmo! Não apareça com uma mala e uma mochilinha pois você vai ter que pagar adicional. Em relação ao tamanho da bagagem, as minhas estavam comportadas. Então, não pediram para eu colocar no modelo deles para verificar se a bagagem está fora do padrão deles. Caso estivesse, pagaria mais por isso.
      Câmbio
       
      Esse foi um dos pontos de mais atenção da viagem, considerando que o real anda muito desvalorizado pelo mundo afora. Quando viajo, para economizar, utilizo sempre o dinheiro vivo para realizar os pagamentos, já que as outras opções nos trazem um IOF maior (cartão de crédito, travel money etc), caso o dinheiro acabe, uso o crédito, como emergência. No caso da Colômbia a dúvida era: levar real ou comprar dólar aqui e levar pra trocar lá?. Para tomar essa decisão, consultei um site de casa de câmbio que mostra as cotações dessas duas moedas para peso colombiano (COP) em tempo real, esse:  cambiosmultidivisas.com.co. Quando vi, o dólar estava mais barato que hoje (R$ 3,87) e valia mais a pena levá-los em detrimento do real, mesmo com duas trocas de moeda. E assim o fiz. Comprei US$ 1.000,00 e troquei US$ 800,00 (se eu precisasse de mais, trocaria os US$ 200,00 em San Andres) a uma cotação de 2.770 COP cada dólar, o que me gerou COP 2.216.000. Troquei o dinheiro na New York Money, no Avenida Chile Shopping Mall (ou Avenida Chile Centro Comercial y Financiero). Nesse shopping tem váááárias casas de câmbio, vale a pena entrar de uma em uma para perguntar a cotação da moeda que você está levando. Uns amigos meus estavam somente com reais e conseguiram a cotação de COP 670 por real, em uma outra casa de câmbio (a que eu troquei nem reais aceitava).
      Ou seja, trocando os dólares que comprei a R$ 3,87 cada um, isso me gerou uma cotação de 716 COP por real, superior aos COP 670 que eu teria por real se eu tivesse levado a nossa moeda. De toda forma, sempre faça os cálculos antes de levar. Hoje mesmo, como o dólar subiu muito (papel moeda a R$ 4,29 aqui no Rio), tá compensando levar reais mesmo.
       
      Chip Colombiano
       
      Para comprarmos o chip colombiano, tínhamos a indicação de ir a uma loja Claro também no Shopping Avenida Chile. Porém, depois de trocarmos o dinheiro, almoçamos e a loja fechou (era sábado e a loja fechava 17h). Encontramos outra loja, bem maior, na mesma avenida desse shopping, descendo-a um pouco. Lá, conseguimos obter os chips ao apresentar nosso passaporte. Pagamos COP 29.000 pelo chip e por um plano de 1Gb por 15 dias, com Facebook, Whatsapp e Twitter sem consumir nada do pacote. No final da viagem, sobrou saldo no meu pré pago e eu ainda ativei um pouco mais de internet pois os meus 1Gb haviam acabado. Vale lembrar que o chip funcionou bem em toda a Colômbia. Só senti uma variação negativa no sinal quando cheguei em San Andres, mas, mesmo assim, correspondeu às expectativas.
      Hospedagem (Booking)
       
      Bogotá: Hotel Casona Del Pátio (uma diária) - COP 138.375  em quarto privativo para 3 pessoas. Em função de termos viajado no dia, optamos por um lugar um pouco mais caro para relaxar. Gostei do hotel, a localização é excelente, no bairro Chapinero, a poucos passos do Shopping Avenida Chile. O café da manhã é bem simples, você tem que escolher as opções possíveis no cardápio e a atendente traz para você. O chuveiro é quente (essencial para o frio de Bogotá) e os atendentes são bem atenciosos.
      Santa Marta: La Sierra Hostel (três diárias) - COP 270.000 em quarto privado para 3 pessoas (duas camas estão em beliche). O hostel tem uma estrutura boa, uma piscina ótima e um ar condicionado potente. Como pontos negativos, considerei o café da manhã (só poderia comer UM pão, UM ovo, UM iogurte e um pouco de cereal). Nós mesmos preparávamos o café da manhã, já que o ovo oferecido estava cru, o que não considero um problema. Além disso, o ar condicionado do meu quarto pingou água nos dois últimos dias. Uma das recepcionistas (não foi nenhuma das duas que citarei mais à frente) disse que ia chamar alguém para resolver mas isso não aconteceu até o fim da nossa estadia. Além disso, achei que o varal do hostel poderia ser maior. Outro ponto negativo foi que, no primeiro dia, havia uma música muito alta do lado de fora e mesmo o quarto sendo meio distante da rua, a gente conseguia ouvir o barulho, além de ouvir a conversa do quarto ao lado. Como pontos positivos, destaco as recepcionistas Manuela e Carolina, sempre dispostas a nos ajudar e, muito simpáticas, nos deram várias dicas!! As camas eram grandes (cama de viúva) e a escada para a cama de cima da beliche era bem segura. O quarto parece bem menor nas fotos do que realmente é, foi uma surpresa positiva. O ar condicionado funcionava muito bem. Apesar de ter pingado, gelava em pouco tempo, essencial no calor infernal de Santa Marta.
      Cartagena: Santa Cruz Hotel (três diárias) - COP 442.800 em quarto privado para 3 pessoas. Foi uma odisseia encontrar uma hospedagem com preço bom e localização perto de tudo, para quarto privativo para 3 pessoas, em Cartagena e San Andres. Esse hotel fica muito bem localizado, dentro da cidade amuralhada (recomendo que fiquem nela, achei fora dela meio inseguro). Dias antes da viagem, fiquei achando que esse hotel não existia pois a reserva que fiz no Booking previa um pré-pagamento do valor total, coisa que não aconteceu. Chegamos lá e pagamos tudo na hora, em COP. De todos os hoteis, acho que esse foi o melhor. Boa estrutura, corredores cheio de plantas, café da manhã "a la carte", no mesmo esquema do de Bogotá. No quarto, havia espaço para cinco pessoas, pois havia uma cama de casal, uma de viúva e uma beliche. O banheiro era ok, apesar do box ser "cortininha", que acabava deixando o banheiro bem molhado.
      San Andres: Posada J & J Forbes 2 (sete diárias) COP 1.249.500 - Essa pousada diz na propaganda que é a "sua família em San Andres" e quando cheguei lá entendi o motivo: a "pousada", na verdade, fica numa vila onde há vários apartamentos que moram nativos de San Andres. Algumas acomodações são oferecidas para serem alugadas. Fomos recepcionados pelo Sr. Mário e pela Sra Salvadora, responsável pela limpeza, ambos extremamente simpáticos. Como ponto positivo, destaco as instalações do quarto, pois me parece que o tudo foi reformado recentemente já que está tudo bem novo. A localização é excelente! Cheguei lá andando do aeroporto (economizei COP 15.000 de táxi) e o centrinho comercial e a praia também ficam a menos de 5 minutos andando. Como pontos negativos, destaco a quantidade de pessoas circulando pela área em comum. Ao longo do dia, vários adultos e crianças ficam circulando pelo condomínio e fazendo barulho. Acho que isso só não incomodou mais porque o quarto que ficamos era bem recuado e também porque à noite era bem silencioso. Outro ponto que pode ser negativo, é a ausência de café da manhã. Porém, a cozinha era relativamente bem equipada e tem vários mercados colados na pousada, então não gastamos muito para "desayunar" todos os dias.
      Todas as hospedagens nós pagamos em dinheiro (COP), não sei informar se recebem em cartão ou outro meio de pagamento.
      Dia 18/08 – Bogotá – Câmbio e Chip
       
      Chegamos e trocamos um dinheirinho pequeno na casa de Câmbio do aeroporto de Bogotá para o táxi. Vá na casa de câmbio do lado de fora do embarque. Lá, pegamos a cotação a COP 650 para cada real. Depois de trocar dinheiro, fui pedir um Uber (que é um serviço ilegal no país) com medo dos relatos de táxi que li por aqui. Porém, a experiência não foi boa, de toda forma. Veio uma motorista chamada Margoh, que ficou toda atribulada com medo dos policiais nos verem e nos "molestarem". Depois de termos entrado, ela nos vendeu a ida e a volta para a catedral de sal (passeio que fizemos no dia seguinte) por COP 250 mil, um valor muito acima de um Uber normal (que daria uns COP 150 mil). Para nos convencer a aceitar, ela disse que tinham muitos ladrões no TransMilênio dizendo que seriamos assaltados (Ônibus parecido com o BRT - do Rio - e o tubo - de Curitiba). Óbvio que não quisemos. Mas, para piorar, o celular dela desligou totalmente e não queria ligar de jeito nenhum. Como ela, nem nós (muito menos nós) sabíamos o caminho, foi um sofrimento até ela achar a pousada pois a numeração das ruas de Bogotá é super confusa. Na hora de pagar, pagamos COP 30 mil, em dinheiro (o uber tem essa opção lá também). Na estimativa, tinha dado 27, mas como o celular dela não ligava e dividir 30 para 3 é mais fácil para conseguirmos troco, pagamos 30 mesmo.
      Ao chegar em Bogotá, em pouco tempo, já senti os efeitos da altitude: dor de cabeça leve, enjoo e falta de ar. Ao caminhar, não poderia conversar pois me faltava ar. Esses sintomas foram melhorando aos poucos, mas realmente é uma sensação bem ruim.
      Depois do check in na pousada, fomos ao Avenida Chile Shopping para trocar o dinheiro, almoçarmos e compramos o chip colombiano, como já expliquei acima. À noite, descansamos para acordarmos cedo no dia seguinte pois iriamos à Catedral de Sal.
      Dia 19/08 - Catedral de Sal em Zipaquirá, saindo de BOG
       
      Para irmos, pegamos a linha 8 do Transmilenio, com destino ao Portal Norte (Portal Del Norte). Cada passagem custa COP 2.300. Na estação que pegamos (Flores, da linha azul), compramos o cartão com as passagens, pagando em COP no guichê. Pegamos o ônibus cheio, mas não entupido. Chegando lá, basta seguir a indicação para as linhas intermunicipais, onde você vai ver o ônibus indo para Zipaquirá (linha ZIPA), cuja passagem custa uns COP 5.300 (não lembro ao certo, mas é quase isso). O primeiro bus leva uns 25 minutos e o segundo, por volta de uma hora. As viagens foram tranquilas, com exceções da quantidade enorme de pedintes que entraram no TransMilênio (vou falar de um probleminha que tivemos com um pedinte no tópico de Santa Marta). Ao descer do bus, basta caminhar em direção à Catedral. Tem gente que pega táxi, eu não achei necessário pois não anda tanto e você vai conhecendo a cidade.

      Esse é o caminho de entrada na Catedral
      Ao passar por esse caminho, você compra o ingresso básico de COP 55 mil (valor para não colombianos). Esse ingresso dá direito a áudio guia (tem em português-brasileiro), a assistir um filme sobre a história da Catedral e a entrada na Catedral, obviamente. Quando fui, estava tudo muuuuito cheio (era um domingo). Então, pegamos uma fila relativamente grande para comprar o ingresso e outra, menor, para pegar o áudio guia. Ainda havia uma terceira fila com uns serviços adicionais, que não quisemos comprar. Após entrarmos, vimos que a Catedral é realmente bem linda e grandiosa. Com sal por todos os lados, o percurso da catedral mostra toda a via crucis feita por Jesus Cristo. Incluído no roteiro, há o que eles chamam de espelhos d’agua, que é uma piscina com espelho no fundo que causa uma ilusão de ótica bem legal! Há, também, um filme 3D que passa numa sala estilo cinema, contando a história da Catedral (em espanhol com legenda em inglês). Ao final dela, tem uma lojinha com artesanatos lindíssimos feitos de sal. Vejam as fotos!


      Fiquei abismado com o tamanho da coluna (eu sou aquela sombra ali rs)
       
       

      E as lindas artes com sal!!!
       
      Decidimos levar mantimentos para comermos pois talvez não desse tempo de almoçarmos (nosso voo para SMR era às 20h do mesmo dia). Porém, dentro do complexo da Catedral tem alguns restaurantes e no caminho da catedral até o terminal da linha ZIPA tem vários outros com preços bem convidativos (por volta de COP 12 mil). Se eu tivesse almoçado, teria escolhido algum do lado de fora pois estavam mais convidativos e tinham mais opções.
      Voltamos para Bogotá e pegamos um táxi para o aeroporto, pelo aplicativo Easy Taxi, já que a experiência do Uber não tinha sido boa. Não adiantou nada... O motorista não seguiu o GPS e ficou dando voltas com a gente pela cidade, pegando um caminho mais longo, ao invés de entrar na avenida que leva direto ao aeroporto. No final da corrida, ele ligou o GPS, mas continuou não seguindo o percurso ali. Ficamos com um pouco de receio, mas ele nos levou ao destino e cobrou uns COP 26 mil, mais ou menos o que daria mesmo. Mas que deu medo, deu... Fora que o trânsito de Bogotá é caótico, buzina por todos os lados e parece não haver uma regra como temos aqui. Fizemos reclamação no aplicativo mas de nada adiantou... não recebemos resposta nenhuma da avaliação/comentário que eu fiz.
      Chegamos em Santa Marta e pegamos um taxi até o nosso hostel. O preço é tabelado em COP 30 mil e pegamos o táxi oficial mesmo. A corrida foi tranquila (o aeroporto não é perto do centro), o carro estava em bom estado e com ar condicionado bom funcionando, essencial em Santa Marta já que, mesmo à noite, fazia mais de 30 graus.
      20/08 - Santa Marta
       
      Decidimos andar por Santa Marta para conhecer a cidade e fechar o passeio do dia seguinte. A cidade em si é meio feinha, com vários pontos de sujeira e buracos nas ruas. A orla era até bonitinha. A água é de um azul escuro, tinham umas pessoas tomando banho mas nem dá vontade de entrar, mesmo com calor.

      Orla SMR
      Porém, assim que começamos a andar, esbarramos em um problema: o calor excessivo. Por conta disso, decidimos procurar logo o passeio do dia seguinte, almoçar num lugar com ar condicionado e ficar à tarde na piscina do hostel. Fechamos um passeio para o Bahia Concha, por algo em torno de COP 70 mil, com a entrada no parque incluída e "aluguel de snorkel" (vou falar disso mais à frente). Não me lembro o nome da agência.
      Em relação à comida, gostei bastante dos restaurantes de Santa Marta. Comi um arroz com camarões maravilhoso com batata frita por apenas COP 19 mil, no restaurante La Cucharita, na orla. Tem vários pratos bons, baratos e muito bem servidos. Jantamos lá duas vezes, recomendo!
      21/08 - Santa Marta - Bahia Concha
       
      A van nos pegou no hostel com um atraso de uns 40 minutos e nos levou até o Bahia Concha. Pelo caminho, vi que seria, realmente, muito difícil fazer por conta própria pois passa por uma estradinha de terra bem acidentada e eu não vi transporte público por ali. Chegando lá, tem umas barracas na praia principal, onde o guia nos mandou deixar nossas coisas lá e seguir com ele para pegarmos o barco para fazermos o snorkel. Ele insistiu, apressadamente, para que deixássemos tudo lá e fossemos pegar o barco, mais à frente, para o tal passeio de barco e que ele olharia as nossas coisas. Um dos meus amigos não quis ir (até para não deixar as coisas sozinhas) e eu o outro amigo fomos. Pegamos o barco e chegamos na parte de snorkel. Lá, os "snorkels" eram, na verdade, apenas a parte de cima (óculos do snorkel) que ficava em uma bacia com sabão, onde as pessoas ficavam largando e deixando os "snorkels" que usavam. Era meio nojento... rs. Nessa parte, era obrigatório o uso dos salva vidas. O lugar era bonitinho, foi possível ver vários peixes e nadar um pouco naquela área, que era bem limitada. Voltamos de barco, ficamos mais um pouco na praia e voltamos. Meu amigo que ficou na barraca me disse que o guia não ficou de olho nos pertences de quem foi fazer o passeio de barco, ou seja, se sumisse algo já era! Como não ouvimos reclamações, supomos que ninguém teve nada levado, mas basta dar sorte ao azar... À noite, andamos pela cidade e jantamos no mesmo restaurante da noite anterior.

      Praia de Bahia Concha
       

      Parte do passeio de lancha para snorkel do Bahia Concha.
      Uma pena eu não lembrar o nome da agência, pois eu não recomendo nadinha esse passeio com eles. O guia era meio mal humorado e eu não entendia uma palavra que ele falava, parecia mais um dialeto do que espanhol. Fora o atraso de 40 minutos para buscar a gente.
      22/08 -  Santa Marta - Playa Del Ritmo
      No dia 21/8, perguntamos à Manuela, recepcionista do Hostel, sobre o que fazermos em Santa Marta além do Bahia Concha e do Parque Tayrona em si (optamos por não ir pois leva duas horas para chegar, além do transporte. Por isso muita gente recomenda dormir no parque). Ela nos indicou uma praia chamada Playa Del Ritmo, que tem um acesso pelo Hostel que leva esse nome. Esse hostel tem uma estrutura de bar, com mesas e cadeiras que você pode usar mesmo não sendo hospede. A única limitação por não ser hóspede é não pode usar as espreguiçadeiras que estão na areia. Você não paga nada para entrar e é obrigado a consumir alguma coisa. Lá eles servem almoço e tem várias bebidas. Para comer, pedimos a famosa limonada de coco (uma das melhoras da viagem, por sinal) e eu pedi um hamburguer de falafel com maionese de alho, que estava divino. Ah, o restaurante é vegetariano. Não lembro os preços, mas sei que não paguei mais de COP 30 mil por tudo o que consumimos.  Para chegar lá, pegamos um ônibus na orla de santa marta em direção ao aeroporto, que custa só COP 1.600. Fui acompanhando no GPS e, quando estava chegando perto, pedi para o motorista parar. Depois que descemos, andamos uns 5 minutos até a entrada do hostel. Na volta é que rolou emoção... Entrou um pedinte no ônibus que o motorista não permitiu e mandou ele descer. Assim que ele desceu, o pedinte deu um chute na roda do ônibus. Nisso, o motorista pegou um porrete e desceu para dar no cara, que saiu correndo. Logo assim que o motorista voltou, o pedinte voltou também e ameaçou tacar uma pedra enorme no ônibus. Por sorte, ele não jogou a pedra e voltamos com tranquilidade depois disso rs.

      Interior do ônibus da ida

      Estrutura do Hostel Playa Del Ritmo

      Playa Del Ritmo
       
       

      Banho na Playa Del Ritmo
      Sei que minhas fotos não estão muito boas, mas vocês podem buscar melhores no site do hostel.
      23/08 - Santa Marta - translado para Cartagena
      A van da MarSol chegou na hora combinada e embarcamos para Cartagena. O trajeto demorou umas 5 horas, porque pegamos um engarrafamento no caminho. Paramos uma vez para descanso/banheiro de uns 15 minutos em Barranquilla e mais uma vez porque teve um problema com a outra van da Marsol que estava junto. Quando vi que estava chegando, negociamos com o motorista em relação a qual seria o ponto da rota mais próximo para nós. Descemos e andamos cerca de 5 minutos.
      24/08 – Cartagena
      Tomamos o café no hostel e fomos em direção ao Castillo San Felipe de Barajas. Da cidade amuralhada é possível ir andando para lá, apesar de ser uma caminhada de uns 20 minutos, que foi sofrida por causa do calor excessivo de Cartagena. Sugiro passarem no mercado e comprarem água, pois o risco de desidratação é alto. Recomendo também usarem boné/chapéu, pois o Sol castiga muito, mesmo dentro do Castillo. Pagamos uma entrada de COP 25 mil. A construção é bem bonita e dá pra ter uma visão ampla de Cartagena. Vejam!

       
       
       
       
      Pela nossa sorte, começou a chover e o clima ficou bem mais agradável. Porém, pelo que notei nas cidades que fui, as chuvas não duram muito na Colômbia. Chove mas logo para, o que é ótimo pois fica menos calor e não prejudica as nossas andanças pela cidade. Saindo do Castillo, almoçamos em um lugar qualquer e fomos andar pelo muro da cidade, terminando no Café Del Mar para admirar o mar e o por do sol (meio prejudicado pelas nuvens).
       

      Teve arco-íris sim

      À Noite, jantamos no D’Alex Restaurante, que tem algumas opções de refeições a COP 12 mil. Tem outras opções mais caras, mas só esse menu do dia já era o suficiente.

      Ficamos andando um pouco pela cidade para conhecer a graça de Cartagena à noite. Tem umas coisas meio sinistras... mas, em geral, a cidade é bem iluminada e graciosa.
       

       
      24/08 – Cartagena – Bendita Beach
      Eu queria um dia de praia para relaxar, meus amigos preferiram ficar na cidade. Então, fui sozinho para a Bendita Beach, que é uma opção menos lembrada pelos turistas em função do seu preço e da distância (não é tão perto quanto a Playa Blanca, por exemplo). Paguei COP 150 mil (negociando) + COP 16,5 mil de imposto no porto pelo passeio. Inclui tudo o que está aí nessa foto de um panfleto que peguei de outra agência que também faz esse passeio. Não me lembro a agência que fiz, prometo que da próxima vez eu anoto direitinho rs. No dia do passeio, fui ao ponto de encontro indicado pela menina com a qual eu fechei o passeio e encontrei o representante da empresa para irmos à Muelle (tipo um porto de onde saem os barcos). Ele me levou lá, andando mesmo, me deixou na fila para pagar o imposto e foi embora. Apesar dele ter me deixado na fila errada, consegui me achar e encontrar onde seria a saída para quem iria para a Bendita Beach. Pegamos uma lancha de uns 50 minutos e chegamos lá na tranquilidade da Bendita Beach. Fomos cerca de 36 pessoas na lancha, que tinha capacidade de 45 pessoas. E só tínhamos nós na ilha toda. Lá tem opção de fazer snorkel, SUP e jet ski. Vou só mostrar as fotos...
       

       
      O almoço eu não tirei foto, mas você tinha que escolher entre frango e peixe, e vinha arroz branco ou com coco, saladas à vontade e um refrigerante. Eu achei suficiente, mas para quem come muito, talvez seja pouco. Na volta do passeio, andei pelas ruas de Cartagena, até à noite.
       
       

      Engarrafamento de charrete
       
       
      25/8 Ida à San Andres
      Nosso voo era cedo (umas 9h), então chegamos bem cedo no aeroporto de Cartagena. O hotel pediu um taxi, que rapidamente nos deixou lá. Não lembro ao certo, mas a corrida custou cerca de COP 25 a 30 mil. Chegando lá, despachamos as bagagens na Viva Air (Viva Colombia) e pagamos a taxa para entrar em San Andres (paguei para uma atendente da cia aérea). Essa taxa custa COP 108.600 mil e é obrigatória para todos que forem ficar mais de 24 horas em San Andres.
       

      Interior do avião da Viva Air
       
       
      Chegando em San Andres, fomos andando do aeroporto para a pousada que ficamos. Deu uma caminhada de uns 10 minutos, basta atravessar o estádio que fica em frente ao aeroporto. Depois de fazer check in na pousada, almoçamos num lugar qualquer e fomos andando para a praia, doidos para ver os tons de azul. E, realmente, é estonteante. Ficamos lá até o fim do dia.

       
      Passeamos pelas lojas da ilha e compramos as sapatilhas para andarmos nas pedras sem nos machucarmos e o snorkel para vermos embaixo d’agua. Paguei COP 12 mil pelas sapatilhas mais simples e COP 28 mil pelo snorkel da Intex. Pesquisem bastante, pois tem muitas lojas vendendo esses itens bem mais caros.
      Uma coisa curiosa é que os colombianos não usam sunga na praia. Todos (ou quase todos) os que estavam de sunga eram brasileiros. Inclusive, quando voltamos da praia, andamos pela parte comercial da ilha só de sunga e todo mundo ficou olhando como se fossemos extraterrestres. Até uns peões de obra ficaram mexendo com a gente (todos homens), depois disso, tivemos um aperitivo do que as mulheres passam no Brasil quando passam em frente a uma obra.
      26/8 – Volta à Ilha de Mula.
      Alugamos uma Mula (um carro da Kavasaki) para dar a volta à ilha por COP 170 mil. Esse carrinho tinha espaço para umas 5 pessoas confortavelmente, mas vi alguns andando na ilha com muito mais que isso. Fora isso, ainda tinha que devolver o carro com o tanque cheio, que deu  COP 16 mil, ao final do passeio. O trânsito na parte mais movimentada da ilha é bem bizarra, são muuuitas motos (transporte mais popular de San Andres), onde eles buzinam para tudo, não usam capacete, não tem limites para colocar pessoas em cima das motos e os retrovisores são artigos opcionais. Nas vias maiores (nas pontas das ilhas) tem bem menos motos e o trânsito é mais tranquilo. Além dessas mulas de 5 lugares, ainda tem a opção de alugar mulas de 2 lugares, motos e bicicletas.

      Estradas mais tranquilas em volta da ilha

      I love San Andres, um dos locais que paramos para fotos
      Outra parada obrigatória é o West View. Paga-se COP 5 mil para entrar lá e você ganha um pãozinho para dar para os peixes. Lá você tem um trampolim, um pequeno toboágua e a opção de fazer o mergulho com capacete (AquaNautas) e tirar uma foto com uma estátua de Poseidon, que fica pregada no fundo do mar. Esse mergulha custa COP 100 mil por 25 minutos. Eu não fiz pois achei caro demais por pouco tempo. De toda forma, tive um certo contato com Poseidon...

      Brincando com os peixes
       

      Meu contatinho com Poseidon
       

      Lá é meio muvucadinho, sugiro chegarem cedo para aproveitar bem e pegar o local mais vazio
      O West View tem restaurante dentro, serve comidas, bebidas e aluga colete salva-vidas (COP 5 mil). Do lado de fora também tem algumas opções de restaurante, vale a pena cotar cardápios e valores para decidir onde vão comer (se forem comer por ali).
      Um lugar que geralmente fazem na volta à ilha é o La Piscinita, que fica do lado de West View. Mas como fizemos esse passeio no domingo, a Piscinita estava fechada. Porém, li um relato que fala que o West View tem muito mais coisas que lá e que seria perder tempo fazer um lugar tão igual ao outro.
      Passamos pela Cueva de Morgan, e por um Museu onde tem umas dançarinas, mas não nos interessou entrar. Fomos até o Hoyo Soplador, mas não tivemos a sorte de pegar ele soprando. Lá no Hoyo, inclusive, que ouvi relatos daqui dizendo que os donos dos bares querem cobrar estacionamento por você parar o carro lá. Então, quando você for, estacione o carro um pouco mais à frente, para evitar esse abuso dos donos dos estabelecimentos.
      Voltando, passamos por algumas paisagens e fomos tirando fotos:

      Passamos também pela Playa San Luis, mas é bem sem gracinha, nem deu muita vontade de entrar.
      27/08 e 28/08 – Praias do Centro
      O tempo fechou em San Andres... decidimos pegar as praias próximas para não gastar dia de passeio com tempo feio, considerando que ficaríamos sete dias lá. Ficamos na praia e chegou a chover em alguns momentos, parando logo depois. Apesar de ter parado, o tempo não abriu. Quase não tirei fotos...

      Nesse dia, encontramos um grupo de brasileiros de Fortaleza que tinham feito um passeio de lancha privativa. Eles disseram que, mesmo com tempo feio, foi bom pois lá no meio do mar San Andres continua sendo bonito. Pegamos o contato do dono da lancha (Diego Olsen Whatsapp +57 318 3762841) e fechamos com ele por COP 830 mil, com condutor e gelo incluído. A embarcação foi essa, chamada de ponton:
       

      A embarcação suporta 15 pessoas, porém, estávamos em um grupo de 10 pessoas.
      Nesse mesmo dia, à noite, o Diego foi até a nossa pousada e recebeu metade do valor, como sinal, e me mostrou onde era o ponto de encontro para o dia seguinte, onde sairíamos com a lancha. Algumas pessoas do meu grupo estavam fechando com o Diego o passeio do Parasail junto com Johnny Cay (ilha pertinho de San Andres), que ele fez por COP 145 mil + 5 mil de imposto de entrada em Johnny Cay. Eu não fechei, não quis ir no parasail, apesar de talvez estar arrependido até agora... rs
      29/08 – Passeio de Lancha Privativa – Acuário, Arraias e muito mais
      Chegamos no ponto de encontro e Diego nos apresentou ao condutor da lancha. Vimos que a lancha era bem confortável, com assentos acolchoados, tudo bem novo. Tinha espaço para colocarmos nossa comida/bebida, que compramos no mercado no dia anterior. Pagamos a diferença ao condutor. Para a nossa felicidade, o Sol apareceu com força o que ajudou para que o dia fosse o melhor da nossa estadia em San Andres!!! Vejam as fotos!!

      Essa cor de água chega a dar raiva

      Ilha do lado do Acuário

      Arraias...

      Me cagando de medo das arraias
      https://vimeo.com/288555840
      Video incrível do acuário
      https://vimeo.com/288556520
      Vídeo da piscina-mar em San Andres
      https://vimeo.com/288556833
      Nadando com os peixes
      30/08 – Johnny Cay
      A ilha de Johnny Cay fica bem perto de San Andres. Você pega um barquinho de uns 20 a 25 minutos e já chega lá. Em geral, as pessoas fazem Johnny Cay junto com Acuário, mas como o Johnny estava fechado por 3 dias e só reabriu dia 30/08, fizemos ela isoladamente. Para ir, usamos os serviços da Cooperativa Multiactiva de Transporte Marítimo, ela fica na orla, na altura da praia, sentido boate Coco Loco (tem no google). Vejam a lista de preços deles:

       
       
      O preço só para Johnny Cay é de COP 15 mil + COP 5 mil de imposto que se paga para entrar na ilhota. Paga-se tudo no guichê da cooperativa e eles te dão uma guia que você tem que guardar para apresentar quando chegar à ilha. Chegando lá, não tem nada de muito surpreendente, ainda mais para quem passou por tanta coisa linda no dia anterior. O ruim é que a ilha estava extremamente lotada e não parava de chegar barco cheio de gente. Lá, tinham umas barracas para ser alugadas a COP 40 mil e o almoço custava COP 30 mil (decidimos não almoçar na ilha e voltar no barco de 13h). Além disso, tinha banana boat a COP 10 mil (é um passeio bem curto, mas vale muito a pena pois não é caro e você se diverte).
       
       

      Lá tinham várias iguanas sem medo de humanos

      E um amiguinho loiro...
       

       
      É lindo, mas lotado demais
       

      Ainda tinha uma pedra para tirar foto. O difícil foi conseguir exclusividade e uma foto “sem populares” rs
      Na volta, ainda pegamos um toró dentro do barco

       
      Deu medo, mas até assim esse mar é lindo
      Na volta, comemos no Kirikiki, tipo um KFC de lá. Preferi pois paguei COP 16 mil por um combo com refrigerante contra os COP 30 mil sem bebida lá de Johnny Cay. Vejam a cara dos pratos e os preços.
       

       
      Compras
      Em relação a compras, achei San Andres um pouco caro. Só os perfumes (alguns) estavam um pouco mais baratos. Como exemplo, comprei um 212 Sexy man 100 ml a COP 158 mil, que dá uns 236 reais. No Brasil, tá bem mais caro. Porém, cuidado com as falsificações! Lá tem lojas que vendem perfumes com o mesmo cheiro, “inspirados” nos mais famosos. Lá vendia One trillion (similiar ao one million), 717 (similar ao 212)... Eu senti o cheiro e era exatamente igual. Mas como é bem mais barato, alguma coisa de ruim deve ter rs.
      31/08 – Volta à ilha de bicicleta
      Em função de termos muitos dias em San Andres e pela ilha ter só 25 km² de área, decidimos fazer a volta a ilha de novo, explorando outros cantinhos. Alugamos uma bike a COP 20 mil de 9h até 19h com uma senhora chamada Iris, que fica nas imediações da orla, perto da Lanchonete Sandwich Qbano.
       

       
      De bike a gente começa a reparar mais em coisas que passam batido
      Bem do lado do West View, tem um restaurante/bar chamado Reggae Roots, que tem uma estruturazinha de cadeiras, trampolim e acesso ao mesmo mar que West View, servindo almoço de frango (COP 25 mil) e peixe (COP 30 mil) com refrigerante a COP 5 mil. Se você consumir qualquer coisa, não precisa pagar nada. Deixamos as bicicletas lá, curtimos o local, descansamos e retomando nossa pedalada.
      Fomos de novo no Hoyo Soplador e ele seguia soprando fraco e não fazendo aquele efeito de soprar água do buraco.
      1/9 – Volta para casa
      Nosso voo era às 17h, então tivemos bastante tempo para aproveitar a cidade ainda. Eu preferi ir em um restaurante melhorzinho, já que ao longo da viagem acabei optando por comer onde tivesse oportunidade. Meus amigos preferiram curtir um último dia da praia do centro, que estava assim:
       

       
      Já eu, fui atrás de um restaurante legal e encontrei o La Bong Del Sinu (ele fica entrando em umas ruas na altura do movimento que tem perto do quiosque do juan valdez, na praia). Lá, pedi um arroz com cerdo (porco) que tava bem temperado. O prato acompanhava aipim (mandioca) e uma torta doce de plátano (banana), que eu não gosto. De entrada, tinham os famosos pantacons, que acompanham várias (quase todas) as comidas colombianas. Pantacons são bananas verdes fritas que tem gosto de batata. Para beber, escolhi uma maravilhosa limonada de coco. Tudo isso por menos de COP 40 mil.

       
      Fui ao aeroporto para ir embora, fui no guichê da Avianca, despachei as bagagens e imprimi o cartão de embarque (eles não cobram como a Viva Air rs). Aproveitei e vi a cotação de moeda na casa de câmbio de lá: horrível! Cada real estava dando 570 pesos (conseguimos 670 em Bogotá) e cada dólar dava 2620, contra 2770 em Bogotá. No avião, fiquei no lado direito, na janela e pude me despedir de San Andres com uma vista aérea.

      Hasta luego, San Andres.
       
      E é isso! Me desculpem qualquer erro de português e os esquecimentos. Se tiverem alguma dúvida e eu puder ajudar, me avisem!
      Bjos
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por pri_182
      Oioiii
      Aproveitando a Vibe da viagem para escrever o meu relato, pois tive muuuuita dificuldade pra achar coisas sobre birdwatching (observação de aves) e espero poder ajudar os próximos que vão para a Colômbia com esse propósito - pra quem não sabe, a Colômbia é o paraíso das aves. Existe uma briga sobre quem tem mais aves, Brasil ou Colômbia. Mas mesmo que ela fique em segundo lugar, a área dela é infinitamente menor que a do Brasil, então com certeza é um lugar massa pra essa atividade.
      Quando comecei a planejar essa viagem, o meu objetivo era passar rápido nas cidades e ter o maior tempo possível em contato com a natureza. Parque Tayrona era o lugar que eu mais queria ir, junto com San Andrés e Providência.
      O roteiro mudou totalmente ao longo da viagem, mas foi uma experiência maravilhosa! Viajar sem planos é bom por causa disso, você pode mudar o roteiro e ser ainda mais feliz! No total, gastei R$6.000 em 2 semanas, sendo que R$3.544 foi com passagens. O restante incluiu hostel, alimentação, passeios, aluguel de carro, taxis, etc.
       
      Bom, viajei entre os dias 11 e 26 de maio de 2018.
      Meu roteiro:
      12 - Bogotá
      13 - Bogotá - Cartagena
      14 - Cartagena - Santa Marta
      15 - Santa Marta - Tayrona
      16 - Tayrona - Minca
      17 - Minca - Santa Marta
      18 - Santa Marta
      19 - Santa Marta - Medellin
      20 - Medellín - San Andrés
      21, 22, 23 - San Andrés
      24 - San Andrés - Bogotá
      25 - Bogotá 
       
      Gastos com passagem (ok, vocês vão ver que eu gastei mtooo a mais que o normal, mas comprei as passagens com 2, 3 dias de antecedência, pois mudei todo o meu roteiro durante a viagem. Perceberam como a viagem foi corrida, pelo roteiro acima, né? Não era esse o plano, masss... no meio da Colômbia tinha um colombiano.)
      Porto Seguro - Bogotá - Porto Seguro R$2.199,60
      Bogotá - Cartagena - R$ 176,30
      Cartagena - Santa Marta (de ônibus) - COP30.000 (aproximadamente 43 reais)
      Santa Marta - Tayrona - Santa Marta (de ônibus) COP 14.000 (aproximadamente 20 reais)
      Santa Marta- Minca - Santa Marta COP 24.000 (aproximadamente 34 reais)
      Santa Marta - Medellin - COP 206.570 (aproximadamente 290 reais)
      Medellin - San Andrés - R$433,26
      San Andrés - Bogotá COP 247.990
       
      Total com passagens: R$3544,88
       
       
      Bogotá
      Nessa primeira noite, fiquei na Candelária. Como eu falei, o objetivo era ficar só uma noite em cada cidade no início, pois voltaria para Bogotá e Cartagena no fim da viagem. Mas tive uma mudança de planos e acabei não voltando para Cartagena e passando so mais 1 noite e 1 dia em Bogotá (essa noite eu passei na Zona T).
      Me hospedei no BoGo Hostel (COP 35k) e o taxi do aeroporto para o hostel foi 35k. Os funcionários são bem gracinha, mas o banheiro não é o dos mais limpos do mundo. :/ Nota 7,5
      Cheguei no hostel, me arrumei e fui para o Parque 93. Lá passeei bastante, comi no La Lucha e fui em um barzinho com música colombiana. Bem legal
      Essa área é a melhor pra quem gosta de movimento. Me encantei!!
      No dia seguinte, fiz o "free" bike tour que durou 4 horas. O passeio é legal, o guia Alejandro era um doce! Passamos por vários lugares interessantes e provamos alguns sucos de frutas locais e também sorvete. No fim ele sugere uma quantia que deve ser paga (acho que era 20k, eu paguei 12, era o que tinha na hora).
      Depois fui ao mercado de las pulgas de Usaquen, que é uma feirinha, não tão grande, com algumas coisinhas para comprar. Como era meu primeiro dia, não queria encher minha mala, então só olhei mesmo, rs. P.S: essa feirinha só acontece aos domingos.
       
      Impressões de Bogotá: achei a cidade muito segura, arborizada e AMEI a Zona T.
       
      Cartagena
      Cheguei em Cartagena à noite e a impressão foi a melhor do mundo! Que lugar charmoso!!
      Fiquei no Bourbon St Hostal Boutique. Ameeei, limpo, café da manhã gostoso e a privacidade de dormir atrás de uma cortina. 9,9
      De manhã perdi MUITO tempo tentando ir para o aviário. Como trabalho em uma reserva e iniciamos o programa de observação de aves, queria pegar umas dicas de comedouros, etc. Infelizmente, não foi possível. Todos os passeios pra la iam também para a praia, que não era o meu foco.
      Aproveitei para passear pela cidade e foi ótimo. Entrei em várias lojinhas de artesanato e fui também ao Castillo San Felipe de Barajas. Almocei no La Cevicheria - caro, mas valeu cada peso (COP69k paella tropical mulata com a melhor limonada de coco).
      Fui tentar ver o pôr-do-sol no Café del mar, mas estava nublado. Ainda assim, é um passeio imperdível. A melhor vista do mundo!
       
      Peguei um taxi para a rodoviária que é MUUUUITO longe. Passei por toda a Cartagena e fiquei impressionada como fora da zona turística a cidade é POBREEEE. MUITO!
      O ônibus pra Santa MArta foi bem barato e confortável, com tv. carregador de cel e lanche!
       
      Santa Marta - Parque Tayrona e Minca (Faunal)
      Fiquei no hostel Solaz, bem mais simples que o de Cartagena.
      Tive mais uma manhã perdida tentando conseguir um tour para passarinhar, mas não consegui. Infelizmente, a Reserva El Dorado é inviável, pois cobra U$200 de hospedagem por uma noite e ainda é necessário alugar um carro 4x4 (e um guia). Era um lugar que queria muito conhecer, mas eles não permitem a entrada de não hóspedes.
      Enfim, o que não tem solução, solucionado está. Fui de ônibus para o Parque Tayrona e me encantei desde a entrada. Ainda não comentei isso aqui, mas o povo colombiano é o mais hospitalar que já conheci nesses anos de viagem. Estão sempre muito dispostos a ajudar.
      Eu fiquei no primeiro alojamento do parque, pois o moço me convenceu que não valia a pena fazer toda a caminhada com mochila. Então peguei uma barraca e sai para passarinhar no restinho da tarde. Jantei e fui dormir, pois acordaria cedo para passarinhar, de novo!
      às 5 acordei e ainda estava bem escuro. arrumei minhas coisas e sai.
      A caminhada até o Cabo de San Juan é gigantesca!!! Tudo bem que eu estava em um ritmo demorado, mas acho que em passos rápidos daria umas 2 horas ou mais. No total, ida e volta, gastei umas 6 horas e meia de caminhada.
      Depois de aproveitar bastante o parque, fui para Minca, onde fiquei hospedada no Faunal. Fui para esse lugar pois é uma reserva, em uma área interessante para a observação de aves. Minha intenção era encontrar mais passeios (ou guias) de observação de aves por la, o que não aconteceu.
      Bom, no faunal conheci o David, que com certeza é a pessoa que mais conhece e está conectado à natureza que conheço. Fizemos um safari noturno que foi sensacional. Levei um tombo de cinema, mas a gratidão foi eterna por esse dia tão especial.
      No dia seguinte, fiz uma passarinhada com o david e me encantei, principalmente com o cucurachero cantor (Thryophilus rufalbus). Que cantos mais lindos!
      Infelizmente, nem tudo são flores. David veio com umas conversas bem inconvenientes e, por estar sozinha em um outro país, em uma reserva isolada do mundo, me senti muito vulnerável e resolvi voltar para Santa Marta. Sinto muito, passarinhos! Ainda volto para a Colômbia para observá-los!
       
      Voltando a Santa Marta, fiquei no mesmo hostel e, mais uma vez, passei por uma situação muito desagradável com um dos homens que estavam no meu quarto. Falei com a recepção que não tinha condições de ficar no mesmo hostel que ele, mas eles me colocaram em uma suíte e o problema foi resolvido. Pontos para o hostel que me tratou como merecia! Me trocou para um quarto privado, mas cobrou o mesmo preço que eu estava pagando por um quarto compartilhado.
       
      No dia seguinte, fui ao Aquário em El Rodadero. Antes almocei no Di Vino. a comida estava maravilhosa e o atendimento, não poderia ser melhor. Assim que descobriram que eu era brasileira, colocaram musica da Vanessa da Mata para me agradar. Não só agradaram, como conquistaram meu coração.
      Para ir ao aquário, precisa pegar uma lancha. Fiquei um pouco decepcionada quando cheguei, pois eram poucos aquários e tanques. Fiz tudo em 5 a 10 minutos. Mas ai começou uma visitação guiada e a experiência foi totalmente diferente. Achei muito legal pois, animais capturados do tráfico ficam lá por um período, depois são soltos no mar. Pontos pro aquário!!!
      Por fim teve uma apresentação de golfinhos, que foi também interessante.
       
      Medellin
      Acordei cedo e fui pra medellin encontrar o colombiano. Nem vou escrever sobre Medellin, pois conheci muito pouco da cidade. Mas, a impressão que tive é que é uma cidade maravilhosa para morar! Muito limpa, organizada, arborizada, segura. AMEI!
       
      San Andrés
      Para mim, um lugar encanta nem sempre pelo lugar, mas pelas pessoas que entram nas nossas vidas.
      San Andrés foi um desses. Fiz amigos para a vida toda e quase nenhum passeio. rs
      Maio é época de chuva. Choveu todos os dias, mas isso não impediu que eu me sentisse grata! Todos os dias!
      o West View fica cheio, mas é maravilhoso. Quantidade infinita de peixes. Se sair acompanhando o paredão, vai ver peixes incríveis, sem trombar nas pessoas.
      Dei a volta na ilha dois dias seguidos e fiquei na praia em outros dois dias.
      Foi tudo maravilhoso!
       
       
      Impressões da Colômbia:
      A Colômbia não é nada daquilo que eu esperava. Eu imaginei que ia encontrar algo como a Bolívia (nem tanto), mas o que encontrei foi um país organizado, seguro, arborizado e com pessoas maravilhosas! Me encantei demais com Bogotá e, principalmente, com Medellin. Santa Marta já é um pouco mais desorganizado e barulhento (buzina a rodo), mas o Parque Tayrona.... ahhh, o Parque Tayrona! Que lugar mágico! Simplesmente encantador! AMEI!
      A observação de aves, que foi o motivo pelo qual escolhi a Colômbia como destino, me decepcionou. Apesar da quantidade gigante de aves, eles ainda não estão preparados para isso. Sei que esse é um turismo mais caro e estava disposta a pagar um pouco a mais por isso. Mas o que encontrei foi preços exorbitantes e uma falta muito grande de informações. Uma pena!
      San Andrés foi maravilhoso, pois colocou pessoas especiais na minha vida. Infelizmente fui durante a temporada de chuvas, o que não permitiu que eu aproveitasse como queria. Ainda assim é um lugar muito lindo, apesar de não tão seguro (principalmente para as meninas que viajam sozinhas, como eu).
       
      Não tirei muitas fotos, mas se alguém quiser acompanhar, vou deixar o link do álbum no meu face.
       
      https://www.facebook.com/priscilla.sales.gomes/media_set?set=a.10216063096988211.1073741870.1172974689&type=3
       
      Tenho todos os gastos escritos no meu caderninho. Se precisarem de alguma informação, encontro-me à disposição. Bjsss
    • Por Bruno Mattias
      Ola, estou aqui para contribuir com um relato detalhado e recheado com gastos e tudo da minha viagem solo a San Andrés/Providencia/Bogotá. Vou tentar dividir tudo em sessões para que fique mais claro e dinâmico a todos e tentarei ser o mais breve possível (NÃO CONSEGUI). É importante deixar claro que quis deixar essa viagem o mais aberta possível caso quisesse mudar de hostel, ir para outros lugares, então mudei bastante de hostel por lotação, o que não me incomodou já que só dormia nos lugares mesmo, mas se for planejar tudo fique no CENTRO, da para fazer a maioria das coisas por la a pé e o ônibus la passa a toda a hora e custa 2400COP (Pesos colombianos é a moeda que eles utilizam, na sessão de câmbio explico mais sobre), hostel El viajero se quiser conhecer pessoas, Nativa Lizard House se quiser relaxar em um quarto sozinho com um preço ótimo. 

      RELATO GERAL DIA A DIA
      1 dia - Saída do Brasil e olá ao paraíso. Neste dia eu desembarquei em Bogotá, voei com a avianca e foi tudo perfeito na ida. A primeira coisa que fiz foi trocar dólares que levei por pesos colombianos COP, não troque na primeira casa de cambio que ver, tem outras fora do lugar que se recolhe as malas que pagam melhor, consegui uma cotação de 1$-2650COP na época, não achei boa e troquei pouco dinheiro em Bogotá (Não cometa esse erro), se tiver tempo saia do aeroporto e troque em casas de câmbio no centro, ou mesmo no aeroporto, não troque em San Andres. Fiquei um pouco pelo aeroporto de Bogotá e comi uma bandeja paisa como janta/almoço. Fui ao caixa da avianca e paguei 105000COP na minha tarjeta turismo, nada mais a se falar do aeroporto de Bogotá, estava ansioso para o meu destino, finalmente cheguei a San Andres pela noite, clima agradável, fui andando até o Hostel El Viajero em que fiquei, deu 10 minutinhos e economizei um taxi, vi a galera em bares locais se divertindo e dançando um estilo de música que acredito que era salsa. Conversei com uns brasileiros no bar do hostel e fui dormir em um quarto compartilhado com mais 7. O wifi no El viajero é bem ruim, somente para mensagens no Whatsapp, nem áudio vai enviar. Mas lá tem computadores fixos no terceiro piso que podem ser usados e a internet é muito decente, fiz várias reservas por lá.
      2 dia-
      Acordei cedo e parti pro café da manhã ótimo do El Viajero, comentando sobre o Hostel, que belo Hostel, que staff, que lugar bem localizado, somente felicidades naquele lugar, tudo deu certíssimo, se quer conhecer gente se hospede lá! Logo no cafe da manhã encontrei uma amiga que estudou comigo no ensino médio, acreditam? Conversamos, ela estava com mais 4 amigos, que depois vieram a se tornar família para mim, já me enturmei com seus amigos e fomos pra praia central curtir o dia tranquilo, o grupo de 5 pessoas, eu, mais uma solitária do RS e dois paulistas, tinha tempo e queria conhecer pessoas, perfeito. Comprei umas coisas que esqueci no brasil no centrinho, a sapatilha que me custou 12000COP e uma capinha a prova da agua para o cel que custou 10000COP. Ficamos na praia até um horário meio tarde, voltamos perto do hostel para almoçar/jantar no El Parqueadero, um restaurantezinho que não gostei muito mas era barato, depois achei um melhor a uma quadra do hostel que se chamava Tony Restaurant, um prato de peixe custava 14000COP e frango 9000COP com Tony, mais barato ainda. Depois do almoço tardio compramos umas coisas no mercado, troquei dinheiro na Western Union (1$-2605COP), nos arrumamos e fomos para a praia a noite, com a Jotinha, a famosa caixa de som do grupo. Esse foi um dos melhores dias da viagem, em que realmente criei laços com pessoas incríveis. É importante falar que nessa viagem eu não economizei muito em bebidas e não passei vontade, diferente de todas as outras viagens que tinha feito, resolvi variar, o que no Brasil depois doeu um pouco financeiramente, mas valeu totalmente a pena. Dinheiro você recupera, experiências como essas não.
      3 dia-
      Acordei e parti do El Viajero para meu novo hostel (Por lotação do El Viajero), o The Rock House Hostel, em que fiquei uma noite, no caminho para West View. Claro que eu fui a pé, sem sinal de celular, sem internet, somente com um google maps com a rota impressa, e dizia ser cerca de 40 minutos de caminhada. O mapa estava desatualizado com umas rotinhas em obra, me perdi mesmo tendo um ótimo senso de direção e no fim demorei 1:30 para achar esse hostel, sorte que sai bem cedinho para pegar passeios ainda de manhã. O hostel era bacana, a Luz, dona do hostel, era um amor de pessoa, porém fiquei somente uma noite la em um quarto sozinho, não tenho muito a dizer sobre, somente que é um pouco longe de tudo. Voltei ao El Viajero de taxi pra fazer o passeio de Johny Cay e Acuario com meus amigos. Saímos com a cooperativa da praia central por 25000COP e que paraíso, estava mais vazio porque era dia de semana, dica maior da ilha: Se puder faça os passeios em dia de semana, segunda e terça são os dias que menos tem pessoas nos lugares. Que passeio legal, acuario é lindo, um lugar com água cristalina com espaço para Snorkel, e Johny Cay uma ilhota bem bacana que fica na frente da praia central e da para tirar aquele gostinho de caribe. Almoçamos em Johny Cay, preço tabelado de 30000COP, caríssimo mas não tinha o que fazer. O trajeto de barco para esses dois lugares é lindo demais, vai ficar babando nos 7 tons de azul daquele mar. Voltamos depois do almoço e ficamos na praia central curtindo o resto do dia, jantei no El Corral, que fast food bom meus amigos, li vários relatos de como era bom e realmente é, preço de fast food brasileiro porém tem que ir, muito bom.
      4 dia-
      Me movi novamente para outro Hostel, dessa vez o Nativa Lizard House, umas 6 quadras do El viajero na mesma rua, os donos eram ótimas pessoas de se conversar, o quarto era excelente e privativo, tinha até cofre, banheiro compartilhado mas não vi muitas pessoas la, fiquei todos os dias pelo El Viajero pelas amizades que fiz. E novamente voltei ao El Viajero para passar mais um dia com o grupo que conheci, de manhã ficamos proseando e almoçamos juntos no El Parqueadero. Nesse dia foi que fiz o meu primeiro mergulho pela parte da tarde com a empresa Sharky que o próprio El Viajero tem parceria, foi excelente, para a minha primeira experiência foi muito tranquilo, me apaixonei por mergulho. Jantei no El Corral de novo porque tinha achado incrível hehehe.
      5 dia-
      Voltei ao El Viajero pela manhã para outro check in. Este foi um dia ruim pela parte da manhã em que tive que me despedir do grupo que me acolheu demais, e de todos os agregados, minha viagem sozinho estava começando realmente ai. Aluguei uma moto na parte da tarde depois de chorar muito desconto pelo horário tardio do aluguel e consegui por 50000COP (Normal 70000COP), dei a volta na ilha indo pelo lado de west view, primeiro eu demorei 3 horas para fazer a volta completa parando em todos os lugares para Snorkel e com uma parada de mais ou menos uma hora na praia de San Luis, que fiquei proseando com um local que vende coco loco. Eu não fiz Rocky Cay e não fiz a caverna dos piratas porque li em relatos que não era tão bom assim, como tinha pouco tempo nesse dia decidi cortar. Eu gostei muito de West View, tem um bar ao lado do West View, o bar do Jimmy, voltei la depois para passar uma tarde em outro dia, gostei muito do lugar, vale parar, com lugar para Snorkel e para pular também e bem mais vazio. Lembrando que para entrar em La Piscinita precisa pagar 4000COP e West view 5000COP. Não tem segredo em fazer a volta da ilha, somente pegar a rodovia que circunda a ilha e parar aonde quiser, ninguém usa capacete nem pede carteira de moto, não se assuste. A noite comi um ceviche no SeaWeed, pertinho do El Viajero, era bom mas não achei nada absurdo, terminei o dia no bar do hostel com a galera.
      6 dia-
      Nesse dia fiz a volta na ilha de novo com as minhas novas parceiras de quarto, estava com vontade de ver tudo de novo de tão bonito que foi, alugamos um carrinho de golf em quatro pessoas, 35000COP para cada. Fizemos no sentido contrário começando pela praia San Luis, eu recomendo que faça começando pelo West View para poder descansar depois na praia San Luis, gostei mais da moto também pela velocidade, o carrinho é lentíssimo. Fizemos o mesmo roteiro, foi muito divertido. Nesse dia eu decidi que iria a providência e fui comprar o barco que me custou 330000COP (CARO, mas o avião é o dobro) ida e volta, depois eu comento sobre, troquei um pouco mais de dólares na Western Union por quase a mesma cotação de antes, vá com tempo a Western Union de San Andres, todas as vezes que fui estava bem lotado e se não me engano fecha as 5 da tarde, fique atento. A noite peguei um coco loco com a galera do hostel, a única baladinha que tem lá, até que me surpreendeu, 20000COP de entrada, balada bonita, clima agradável, pessoas legais, mas tem que beber muito antes de ir, beber la é muito caro, cerca de 14000COP uma cerveja que no mercado custa 2200COP.
      7 dia-
      Eu troquei de hostel novamente para o Nativa Lizard, por lotação no El Viajero e no dia seguinte iria para Providencia. Lembrando que todos esses dias eu estava almoçando no Tony Restaurant e jantando o que dava e aonde dava. Nesse dia aproveitei a manhã para descansar da noite anterior, fui com os argentinos e mais dois brasileiros para o bar do Jimmy a tarde, foi muito bom, muitas risadas, snorkel, recomendo o bar. Fizemos uma janta na cozinha do El Viajero mesmo (Muito boa a cozinha) e depois eu fui dormir para acordar cedinho no outro dia para minha próxima aventura, Providencia.
      8 dia-
      Acordei 5:45 e parti pro embarque, cheguei la a tempo, foi tudo tranquilo até eu entrar em alto mar, o barco era bacana (El esplendor), tinha feuncionários passando com água e sacolinhas pra tudo que é lado durante a turbulenta viagem de 4 horas em que aproximadamente 60% do barco estava vomitando sem parar, o mar é muito forte, felizmente eu não passei mal e até dormi umas 2 horas, só acordava quando o mar quase me tirava da cadeira. Dica: Tome o remédio que eles entregam no check in para não passar mal, tomei na ida e na volta e não tive problemas. Depois da viagem turbulenta cheguei a Providencia, e que ilha meus caros, vale a pena demais ir para la, fui a pé para a Posada YoliMario em que fiquei, foi uma pernadinha ate la, e como estava sem letreiro na frente por um temporal que aconteceu por lá acabei passando do lugar, me deram carona para voltar até o lugar de graça quando perguntei a um nativo aonde era, sorte que as pessoas na ilha são ótimas e hospitaleiras ao extremo, um povo totalmente diferente de San Andres. Os nativos falam o inglês criolo e preferem inglês ao espanhol, alguns nem sabem espanhol. Na pousada paguei 70000COP por um quarto individual com banheiro individual, e um espaço para preparar sanduíches e café com um frigobar, achei ótima a pousada, infelizmente não tinha Wifi, a Yolanda que é a dona da pousada vai te ajudar em tudo que ela puder, mesmo. Se eu voltasse para la eu ficaria perto da praia Manzanino (Acho que escreve assim) porque eu gostei muito do Bar do Roland, que vou comentar em breve. Arrumei minhas coisas no quarto gigante e fui conhecer Santa Catalina a pé a tarde, não achei tudo isso, mas tem que conhecer. Existem Wifis públicos no centro de Providência, que só funcionaram um dia mas melhor que nada. A noite fui no Rolands Bar, a descoberta da viagem foi esse bar nessa praia maravilhosa, cerveja justa para a praia, fogueira, todos os dias tem lual mas com poucas pessoas durante a semana, acredito que deve lotar de turistas no final de semana. Não vá a providencia pensando em festas, la foi o lugar que fiquei mais "sozinho", refletindo sobre tudo, somente haviam casais, famílias, poucas pessoas e os nativos, foi muito bom para mim. Gostei muito do clima da ilha apesar do mau cheiro em alguns lugares. Fui de moto taxi para o Rolands e voltei de carona com pessoas que encontrei la, em providencia tudo é mais caro que San Andres em aproximadamente 40% pelo que percebi e os nativos acham que você é milionário por estar lá e vão tentar fazer com que você gaste o máximo que conseguir na ilha, RESISTA kkkk. 
      9 dia-
      Pela manha fui a cayo cangrejo, pertinho da posada da Yolanda, e o Mario, marido da Yolanda me deu carona até a saída dos barcos de graça, mas por pressão da Yolanda kkkk lógico que não reclamei. Paguei o barco que custou 40000COP ida e volta mais a entrada no parque Cayo Cangrejo que custou 17500COP se não me falha a memória, tudo muito caro, tive que alugar snorkel  por 10000COP porque o meu tinha quebrado no último dia no Bar do Jimmy, fiz a volta de snorkel na ilha pela direita e outra vez pela esquerda, que INCRÍVEL, vi 3 tartarugas nadando livres, monstruosas de grande, vi vários peixes diferentes dos que já havia visto, foi a água mais transparente que vi em toda a minha vida, visibilidade absurda. Tem um mirante em cima de Cayo Cangrejo que é muito lindo, foi a paisagem mais bonita que meus olhos já enxergaram ao vivo em toda a minha vida até o momento. Valeu a pena ter ido a Cayo Cangrejo. A tarde eu fui a The Dive Shop em Manzanino com o Alejandro ajeitar mais um mergulho, marquei pro dia seguinte cedo dois mergulhos, ele me convenceu. Fim de tarde e noite eu fiquei no Rolands curtindo a praia bebendo uma cervejinha nas redes que ele tem ao lado da fogueira, fui de moto taxi para a pousada perto do centro que durante o dia custa 5000COP e durante a noite dobra, e dormi cedo.
      10 dia-
      Até cheguei a sonhar com o mergulho de tão feliz que eu estava, as 8:30 pontualmente estava na porta do Alejandro e da sua namorada Emily para mergulhar, pegamos o barco e fomos mergulhar, neste mergulho eu vi TRÊS tubarões, Reef Shark e Nurse Shark, criaturas incríveis que passaram pertinho da gente, mais um sonho realizado. No segundo mergulho vimos uma barracuda gigante, consegui ficar imerso por 65 minutos, estava pegando o jeito. Os dois mergulhos me custaram 260000COP, caro mergulhar mas cada um com suas prioridades né. Se você gosta de Reggae no bar do Roland toca muito Reggae local do Manku, um artista da região muito bom, gravado la mesmo em providência, após o mergulho eu fui até a casa do Manku que conheci no Rolands e comprei um CD dele depois de uma conversa muito boa com sua família na casa dele. Voltei a pousada com um sorriso de fora a fora pelo dia incrível, passei o restinho do dia tranquilo na praia da agua dulce, dormi cedo porque estava cansado e sem dinheiro, não sai. Em providencia estava almoçando e jantando misto quente que fazia no hostel porque la tudo era muito caro, como andei muito eu peguei muita manga nas estradas para lanches, deliciosas. Agora vem a dica de ouro, perto do cemitério de agua dulce tem umas duas mangueiras diferentes que seus frutos são chamados de SUGAR MANGO, se você for a providencia e não provar isso pode voltar pra comer, virou a minha fruta preferida, uma manga pequena absurdamente doce, consegui trazer duas para o Brasil, nunca tinha visto, pergunte aos locais e pegue.
      11 dia- 
      Pedi a um moto táxi para fazer a volta a ilha comigo pela manhã, e para a minha surpresa a ilha não tem muitas praias, gostei mais de FreshWater Bay e Manzanino, eu acho que fazer a volta a ilha de barco seria mais legal, mas como meu barco era 14:30 para San Andres, não daria tempo e meu dinheiro estava chegando ao fim, assim como a minha viagem. Ai que começou o parto todo, fiz check out da pousada e mais uma aventura, cheguei para o check in no barco e SURPRESA, o barco tinha sido adiantado para as 7 da manhã daquele mesmo dia porque o mar estava muito forte para a tarde e como estava sem Wifi não vi. O rapaz da agência escutou pacientemente tudo que eu falei explicando que não tinha Wifi na ilha e não me mandaram nada, etc etc, resumo: Não havia nada a ser feito, o próximo barco estava lotado no outro dia as 7 da manhã e ainda assim era uma possibilidade porque provavelmente o mar estaria pior. Lembrando que só existem duas maneiras de se sair dessa ilha, ou de barco que UMA empresa faz ou de avião. Tive a informação que só existia ticket para voo de volta em 11 dias a partir da data em que estava, uma piada, meu voo para o brasil era no dia seguinte saindo de San Andres, E AGORA JOSÉ? Sem barco, sem avião, sem dinheiro. Existiam mais pessoas na mesma situação que a minha, umas 8 pessoas, ouvi umas canadenses conversando que tinha um navio cargueiro que poderia levar, mas tinha que conversar com o capitão quando ele acordasse, HÁ, achei. Fui até o capitão do navio cargueiro antigo, e ele me disse que sairia a noite e chegaria de manhã em San Andres (MUITO TEMPO), quase tive que implorar de joelhos, até me ofereci para trabalhar durante a madrugada com ele, ele não aceitava porque não era legal no país um navio cargueiro levar pessoas, até que consegui que ele me cobrasse 50000COP e me levasse, pedi o reembolso do barco, paguei o capitão e la vamos nós para uma noite muito louca no porão de um navio cargueiro, eu e as pessoas em minha situação, canadenses, chilenos, nativos da ilha, alemães, uma mistura de tudo naquele porão apertado e quente, depois de uns minutos navegando fomos liberados a sair do porão, eu fiquei por la mesmo, me joguei em cima de umas malas e dormi quase a noite inteira, só acordava quando o mar me jogava das malas, o mar realmente estava grande, obrigado ao casal chileno que me salvou com uma pílula de enjoo antes do embarque misterioso, valeu Rendy, zero vomito. Foi uma viagem bem melhor que a do catamarã para ser sincero. 
      12 dia-
      Quase beijei o chão de San Andres quando cheguei de tão feliz que eu fiquei em não perder meu voo. Dica: Se for a providencia se programe para ir no começo de sua viagem e curta San Andres depois, para evitar transtornos como esse, ainda bem que deixei um dia como coeficiente de cagaço e deu certo. Consegui o reembolso da noite que não passei no El Viajero, até consegui um banho e um wifizinho, obrigado Edy da recepção, me salvou, mais um motivo para ficar no melhor hostel da ilha. Fiquei esperando as lojas abrirem, tomei um cafe da manhã, fiquei na praia central esperando o dia passar e observando a bela praia com uma leve tristeza em ir embora e me preparando para meu voo a noite, as 7 da noite, cheguei no aeroporto 5:30, me informaram que o meu voo tinha sido adiantado, outra surpresa do mesmo gênero, mas nesse pelo menos ninguém tentou me avisou, adiantaram para as 6 da tarde, sai correndo e consegui entrar no avião, achei uma falta de organização da Avianca em não me avisar. Fui direto a Bogotá no mesmo voo de uma amiga que fiz no hostel, chegamos em Bogota e ela iria ficar na casa de seu amigo nativo, o Andrés, ele me deu varias dicas, sai de ônibus do aeroporto e peguei um uber com a internet compartilhada dele, bela dica, paguei muito mais barato ate meu hostel, o Hobu Hostel, 22500COP a diária com cafe da manhã incluso, isso mesmo que você leu, baratíssimo. Jantei algo rápido na rua por ali e fui encontrar os dois em um bar muito legal da cidade, o Andres DC na zona T, foi muito legal, dançamos merengue, salsa (ou tentamos). Fui para o hostel, somente gastei o Uber porque estava ficando bem zerado de dinheiro, o bar não cobrava entrada no dia.
      13 dia-
      Ultimo dia, o dia em que estou terminando de escrever esse relato. Acordei cedo, tomei meu café da manha no Hobu Hostel, recomendo muito esse hostel, staff muito bom e camas ótimas, sem contar que foi o único lugar que tomei banho quente na viagem inteira, não se preocupe, em quase nenhum lugar das ilhas tem água quente, é normal por lá e nem precisa de agua quente pelo calor que faz. Meu voo para o brasil saía as 3 da tarde. Sai para o Cerro de Monseratte, da pra ver a cidade de Bogotá inteira la de cima e esse morro tem mais de 3100m de altura, pena que tive que ficar pouco, uma leve andada pelo bairro, conversei com uma mulher que estava mexendo no celular e convenci ela a rotear internet para que eu pudesse chamar o Uber para o aeroporto, segue o improviso, fui para o aeroporto de Bogotá muito triste por estar deixando a Colômbia, e agora me encontro no avião para SP, no fim da minha viagem, me impressionei com tudo que vi e vivi aqui, obrigado Colômbia e obrigado a todos os envolvidos e pessoas que me ajudaram, de coração.
      GASTOS E INFORMAÇÕES SOBRE MOEDAS E CÂMBIO 
      Lembrando que gastei bastante mesmo nessa viagem, mergulhei, bebi, conheci providência, você pode não fazer tudo isso se não quiser. Sobre o câmbio eu citei no relato algumas informações mas valeu a pena levar dólares e trocar por COP la, isso depende muito da época, troque em Bogotá se puder e fora do aeroporto, se não puder sair saia da área de desembarque e pesquise pelo aeroporto, ainda é melhor que San Andrés. Se não conseguir ou necessitar troque na Western Union de San Andrés.
      COTAÇÃO DA EPOCA - (1$ - 2650COP) em Bogota no aeroporto.
      Adquiri o dólar no Brasil por (1$-3,3R$)
      Alguns valores para se programar:
      Diaria no El Viajero - 78000COP (no balcão)   68000COP (Na internet - HostelWorld ou Booking)
      Diaria no Nativa Lizard House- 80000COP
      Diaria no The Rock House Hostel- 80000COP
      Diaria na posada Yolomario (Providencia) - 70000COP
      Sapatilha para ir a lugares com coral (SIM PRECISA) 12000COP
      Capa para celular a prova da água 10000COP
      Cerveja no mercado ~2200COP
      Entrada na coco loco 20000COP
      ABSOLUT 1L 36000COP
      Aluguel de moto em San andres 70000COP
      Aluguel de moto em providencia 60000COP
      Prato feito de comida em San Andres 10000COP
      Prato feito de comida em Providencia 16000COP
      Ceviche (media pela ilha) 25000COP
      Tarjeta turismo para apresentar na entrada e saída de San Andres 105000COP
      Barco ida e volta para providencia 330000COP
      Avião ida e volta para providencia 580000COP
      Cerveja na praia em providencia 5000COP
      Comida na praia em providencia 30000COP
      Barco ida e volta a johny cay e acuario 25000COP
      Barco ida e volta a cayo cangrejo em providencia 40000 COP
      Entrada em La piscinita 4000COP
      Entrada em West View 5000COP
      Mergulho em San Andres com Sharky 130000COP sem PADI
      Mergulho em Providencia com The Dive Shop Alejandro e Emily 160000COP sem PADI
      Ônibus de linha em San Andres 2400COP
      Media de gastos APROXIMADA por dia curtindo  (Da para reduzir)
      210000 COP

      No total do total do total, com passagens, com comida, hospedagem, curtindo, bebendo, passeios, tudo tudo gastei aproximadamente,  4500R$, da pra tirar pelo menos uns mil reais ai se economizar em bebidas e não for a providência, no meu caso valeu muito a pena, 13 dias na colombia.

      GALERIA DE FOTOS
      Infelizmente fui roubado no Brasil, levaram a minha GoPro com o cartão de fotos e o celular no mesmo dia em que cheguei, vai ficar somente no coração e na mente. Ainda bem que o roteiro ficou salvo na nuvem. Sobraram poucas imagens que ficaram salvas no whatsapp.






      REFLEXÕES E AGRADECIMENTOS
      Essa sessão é mais um agradecimento pessoal e para encorajar os viajantes solitários pelo mundo, se não tem interesse por favor não perca seu tempo, não vai ter nenhuma informação valiosa para a sua viagem, só coisas ótimas e situações que passei e que senti e agradecimento especial a algumas pessoas boas. Estou escrevendo este relato diretamente do avião para casa, com um aperto no peito de ter que me despedir de tudo que vivi e senti por aqui, de verdade. O ponto principal aqui é que você vai conhecer muita gente, principalmente se viajar sozinho, acredite, se abra a novas experiências e tenho certeza que vai gostar muito, se você está com medo de viajar sozinho e esta pensando que realmente vai ficar sozinho, está totalmente enganado, SE JOGA e depois me agradeça porque vai ser a experiência mais incrível da sua vida. E se ficar sozinho aproveite para refletir sobre sua vida, sobre você, sobre tudo, não tem problema nisso, agora você guia o seu rumo. Vai rir, passar aperto, testar seus limites, ter tantas histórias, e o mais importante: Vai conhecer quem você realmente é, aos poucos, e vai se aceitando cada vez mais, curtindo a sua própria companhia. O que mais me deixa triste em viagens são as despedidas, as interações sociais são intensas e cada pessoa com que você se relaciona deixa um pedaço dela em você, se despedir sabendo que provavelmente você nunca mais veja essa pessoa na sua vida é o que mais dói, faz parte, mas vai ficar pra sempre no seu coração. Um pouco da trajetória pessoal que passei: Cheguei no hostel no primeiro dia e já conheci dois paulistas, a Leticia e o Loris. Incrível como as coisas são, subindo a escada para o primeiro dia de bar do hostel encontro a minha querida amiga de adolescência, estudei com ela no ensino médio, a Mari, somente um oi no hall do hotel mas é claro que encontraria ela de novo e além disso seus amigos, que foram mais que uma família pra mim, obrigado Mari. Estávamos nos primeiros dias eu, Mari, Leo, Joao, Camila Taubate, Erica, Eloysa e nos unimos absurdamente ao longo dos dias como uma família, eles fizeram da minha viagem uma experiência incrível, pessoas com ótimos corações, cada um com suas particularidades, realmente viajar é um primeiro filtro para pessoas fodas como diria a Erica. Vocês estarão sempre no meu coração, e claro a Cintia que chegou depois e foi a minha parceira no crime/irmã por vários dias, obrigado por tudo Cintia, você sabe tudo que fez por mim. Logo depois da saída dos brasileiros e da difícil despedida eu conheci 4 argentinas, a Guli, a Vichy, a Agus e a Chiara, minhas parceiras de quarto queridas demais, muitas risadas juntos, logo após o Fer, Fausto e Tincho, argentinos que jogavam bola juntos, figuras que levavam a vida de uma forma muito boa. O grande Pedro, paulista gente finíssima assim como a Jacque, o Andrés, Marley e sua namorada Kim, brasileiro sinistro que trabalha no El Viajero, a francesa, e o colombiano. Richdan, Manku THE FISHERMAN, Yolanda, Alejandro, Raul. Obrigado a todos vocês e a todos que fizeram parte da minha viagem, todos que me ajudaram, vou levar um pedaço de cada um de vocês no coração. VALEU COLOMBIA, FOI FODA!


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