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Segue breve relato de locais que visitamos em um mochilão de 20 dias no México em janeiro de 2018.

Trajeto da viagem:

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i. Destaques: Museu de Antropologia da Cidade do México, San Cristobal de Las Casas e Palenque

ii. Custo da viagem: o preço médio que paguei para a diária do hostel foi de cerca de MXN 200, que equivale a cerca de R$38. Acredito que o preço para comer uma refeição em um restaurante do México é de cerca de 70% do que gastamos em uma capital brasileira. Se você optar por comprar no supermercado e cozinhar sairá ainda mais em conta. Na região do caribe eu fiquei apenas dois dias inteiros e como era muito caro comer fora eu preparava lanches reforçados para os passeios.

Em relação ao preço de transporte sugiro consultar o site das companhias Ado e Primera Plus (principais companhias de ônibus do país). Realizei muitas viagens em diferentes regiões e distâncias. Sempre considerei o preço barato quando comparado ao que pagamos em uma viagem intermunicipal no Brasil, e os ônibus são de muita qualidade assim como a qualidade das estradas. Chegar nas estações também foi fácil em todos os locais que estive. 

No geral o preço dos passeios foi barato, com exceção do ingresso para entrar no Chichén Itza, passeios no litoral do Caribe (que não realizei) e o tour de um dia em Palenque (não me recordo quanto paguei).

Sugestão de avião: o mais barato. Mas atenção: acredito que não compensa iniciar a viagem em Guadalajara caso não tenha interesse de ir para o litoral oeste. Acredito que convém começar direto da Cidade do México ou de Cancun. Outra opção (caso haja dindim de sobra, tempo e interesse) é iniciar a viagem em Cuba e depois partir para o México.

iii. A viagem que realizamos iniciou em Guadalajara (pois a passagem na época de ida e volta estava muito mais em conta). O inconveniente (que compensou financeiramente) foi ter que pegar um avião no final da viagem de Cancun para Guadalajara.

iv. Dica, comprar a passagem próximo do ano novo e iniciá-la distante de Cancun. Nesta época todos os passeios que realizei estavam com pouquíssimos turistas, os preços dos hostels estavam maravilha e a temperatura estava muito agradável em todo o país.

v. Em Guadalajara vale conhecer o teatro que fica no centro histórico e os museus da região. Caso fique por lá por 2 dias pode valer fazer o passeio nos locais que produzem Tequila (não fiz este passeio). Se quiser comer bem sugiro um restaurante patrão chamado La Chata (meu prato estava bem apimentado para dar as boas-vindas). Sugiro o hostel Hospedarte Centro (barato e no centro).

vi. Após ficar um dia inteiro em Guadalajara parti para San Miguel de Allende. Nesta pequena cidade moram (além dos locais) muitos pintores e artistas plásticos estrangeiros em busca de uma aposentadoria calma e mais barata que em seu país de origem. O local em sí é bonito para um passeio de um dia. Vale subir até o mirante do local para ter uma vista da cidade. Me decepcionei pois grande parte dos museus estavam fechados. Sugiro o hostel La Catrina (apresenta um terraço conveniente para um papo com os demais hóspedes).

Vista do mirante

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vii. O próximo destino foi a Cidade do México. Ficamos no hostel Casa San Ildenfonso. O inconveniente do local são os 4 andares de escada e o chuveiro no terraço que não está bem coberto (entra muito vento e no inverno isso não ajuda muito, mas no verão deve ser bom). Este hostel também possui um terraço agradável e está na região central próximo do metrô, mas o café da manhã não é tudo isso.

viii. Na Cidade do México o melhor passeio foi o Museu de Antropologia, no qual dá para ficar muitas horas (caso tenha perna e interesse).

Parte externa no Museu de Antropologia

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xix. Um passeio interessante para o final da tarde (quando os demais museus já fecharam) é ir conhecer a Biblioteca Vasconcelos.

Biblioteca Vasconcelos

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x. Um passeio que desaconselho é o de barquinho que costumam sugerir para turistas (não me recordo do nome - que fica no cafundó do judas). Vale ir lá apenas se tiver interesse de conhecer uma região mais periférica da cidade e quiser dar um rolê perdido para conhecer a malha metroviária (só os loko). Nesta região ao menos passamos por essa rua abaixo:

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xi. Um passeio típico é ir nas pirâmides de Teotihuacan (dá para fazer em uma manhã caso você pegue o primeiro ônibus que vá para lá):

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xii. Perto do Museu da Frida Kahlo (que sempre tem muita fila) também há o museu do Trotsky e um parque ótimo para um cochilo no pós almoço no restaurante La Terminal (chegue cedo pois pode ter muita fila pois o local é muito barato e vem muuuita comida local).

xiii. O transporte entre as cidades é muito fácil de ser feito de ônibus. Há muitos horários e as partidas são pontuais e os preços são bons. A dica é já comprar a próxima viagem no terminal logo ao chegar da viagem anterior, ou tentar comprar pela internet (às vezes o site da companhia local não funciona).

xiv. Depois da Cidade do México fomos para Puebla. Me deu branco do local hehe.

xv. Em seguida fomos para Oaxaca. Cidade muito simpática e com muito artesanato. Um passeio imprescindível por lá é o sítio arqueológico Monte Albán que fica no topo de uma montanha com um visual zica.

xvi. O próximo destino foi San Cristobal de Las Casas. Esta pequena cidade possui muita história (pesquise), sobretudo relacionada ao movimento Zapatista. Vale fazer o walking tour para conhecer mais da história do local. Acredito que de todos os locais que visitamos este é o que apresentou melhores produtos para se comprar como recordação do México caso tenha interesse. Sugiro ficar no Hostal Puerta Vieja (um dos melhores que já fui). Neste município atualmente a população indígena depende majoritariamente da agricultura e do comércio de artesanato para geração de renda. Nos arredores da cidade há uma vila indígena que eu recomendo visitar para conhecer melhor sua cultura e tradição. No local há o Templo San Juan de Chamula que eu considero um local imprescindível de se conhecer. 

Templo San Juan de Chamula (jamais tire uma foto de dentro do local – não direi o que acontece caso contrarie a dica)

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Centro de San Cristobal de Las Casas

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xvii. Em seguida fomos para Palenque através de um ônibus noturno. Acredito que este é o sítio arqueológico mais bonito do país (cada um possui sua história que não é passível de comparação) pois a parte que foi restaurada está muito bem conservada e o local fica literalmente no meio da floresta. Na região de Palenque vale fazer o passeio de um dia para o sitio arqueológico e para as cascatas Água Azul.

Palenque

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Cascatas Água Azul (na foto não parece, mas a água é realmente azulzinha)

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xviii. Em Palenque passamos o dia e pegamos novamente um ônibus noturno (economia das boas com hostel e ganho de tempo) com destino à Mérida.

xix. Mérida não tem muita graça, mas no seu arredor tem o sítio de Uxmal. A formação das construções deste sítio arqueológico difere muito do padrão das demais que visitamos na viagem.

xx. De Mérida fomos para o famoso Chichén Itza. O local é muito turístico e para quem fez a viagem que fizemos pode-se considerar um dos sítios menos belos da viagem, apesar da história e da mística do local.

xxi. Chichén Itza fica no meio do caminho para a região das praias do litoral do caribe. Recomendo se hospedar em Tulum ou Playa del Carmen caso queira fugir minimamente da badalação de Cancun. Em todo este litoral os preços são um absurdo. Ao menos o dobro do que pagamos no resto de toda a viagem. Se estiver disposto a gastar e conhecer uma praia bonita (mas não melhor que muitas que temos no Brasil) ou tiver interesse em ficar em resorts este é o local. Não fizemos esta escolha, mas conhecemos a praia de Tulum que é muito bela.

xxii. Paralelo as praias há uma rodovia que está cercada de dezenas de Cenotes. Vale conhecer ao menos dois. Pode compensar alugar um carro para um passeio de um dia caso esteja com mais gente, tentar conseguir carona ou pegar as mini vans locais (o inconveniente é que elas não levam e buscam de todos os cenotes, mas fazem o trajeto Playa del Carmen x Tulum frequentemente). 

Cenote (quando me recordar do nome escrevo aqui)

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Tulum

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Conta aí pra gente como tu fez com a grana.. trocou no aeroporto? Usou cartão de crédito?

Eu tô a fim de pagar as hospedagens antes de chegar e levar um dinheiro na mão + um troco n Travel Money Card...

Pelo que li a melhor opção é trocar os REAIS por PESO no Aeroborto internacional da Cidade do México mesmo. Confere?

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olá, falaram aqui que o melhor é levar dólares e trocar lá e levar um pouco de pesos. Calcular uns u$50 por dia para alimentação, já  a hospedagem falaram do Hotel Principal para poucos dias e airbnb para mais de 1 mês. Tem mais dicas? Ainda estou na busca aqui de alguém que coloque não só o roteiro mas os detalhes de grana no dia á dia.

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Pattyy complementei com os preços no início do post.

Andervaz eu levei dólar e realizei 3 trocas ao longo da viagem em casas de câmbio. Sinceramente... não sei qual a melhor opção. Talvez o melhor seja sacar no caixa direto em peso mexicano. Mas nesse caso o ideal é sacar poucas vezes (diria que no máximo 3 em uma viagem de 20 dias) por conta do custo cobrado pelo banco.

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@Pattyy Estive lá por 29 dias em fevereiro  E posso dizer,leve Real e troque no aeroporto ou já vá com peso mexicano.Dois câmbios nunca valerá a pena.Esse hotel principal é um lixo,pelo mesmo preço encontra coisa melhor.Onibus é caríssimo,para quem vai andar, prepare o bolso.Melhor, veja o site da autorias e da Primera Plus,não há nenhuma necessidade de comprar antes é pagar IOF,tem muita oferta. 

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Parabéns pelo relato, muito sucinto, sem frescuras.

Uma dúvida, qto vc gastou no total nos 20 dias?

 

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12 horas atrás, D FABIANO disse:

@Pattyy Estive lá por 29 dias em fevereiro  E posso dizer,leve Real e troque no aeroporto ou já vá com peso mexicano.Dois câmbios nunca valerá a pena.Esse hotel principal é um lixo,pelo mesmo preço encontra coisa melhor.Onibus é caríssimo,para quem vai andar, prepare o bolso.Melhor, veja o site da autorias e da Primera Plus,não há nenhuma necessidade de comprar antes é pagar IOF,tem muita oferta. 

Não sei se ao invés é diferente, mas eu sempre vi desvantajoso trazer reais. Eu lembro que uma vez um amigo veio, trocou 1000 reais e com as cotações da época do dólar no Brasil e no peso mexicano no câmbio acabou perdendo quase 100 reais por não trazer dólar. Neste momento o real está em $4.50, para que avaliem o que vale mais a pena. E é verdade que aqui os ônibus são muito caros, principalmente no norte e centro-oeste do México, valores absurdos para a distâncias. Já no sul (Oaxaca e Chiapas) as passagens são mais baratas.

@Pattyy E como em todos os post eu digo que um valor médio para passar bem no México é de $50 dls por dia (considerando se hospedar em hotéis baratos ou hosteis, comendo em restaurantes não turísticos, utilizando transporte público(não Uber), visitando as atrações e repartindo proporcionalmente o valor dos ônibus). Mas para quem visita Cancun e Riviera Maia e quer visitar parques aquáticos (Xel-há, Xplor, Xcaret), baladas caras (Cocobongo) e fazer mergulho ou nado com golfinhos pode subir até $200 dólares por dia. Também o norte do México é mais caro, tem algumas cidades como Cabo San Lucas que podem ser mais caras que Cancun,

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Se 1 dólar vale 16 pesos mexicanos e quase 4 reais daria o mesmo.

Só que tem o maldito IOF para pagar aqui,e são 2 câmbios, o que cada vez que fazemos,perdemos.

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O dolar fechou 3,48 e o peso para comprar ta 0,25. Os saques com cartao sao bem caros o BB é uns 5 reais e o Santander uns 20 reais. Entao é melhor trabalhar com débito. Agora me diga uma coisa qto esta o dolar para peso e reais para peso? Fabiano vc não indica o hotel principal então qual?

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