Até os 60 anos fiz muitos trekkings de um dia . As chapadas, itaimbézinho e outras.
Decidi que após os 6a nos, eu faria uma travessia ou um trekking mais encorpado. Completando 7 trekkings até os 66 anos.
Aos 60 anos (2015), passei meu aniversario na tríplice fronteira - Monte Roraima.
Até os 62 (2016/2017) fiz a trilha do ouro a partir de sjbarreiro e também o Vale do Pati.
Sempre estive de olho na Serra fina - mas muito intimidado - a idade já é um limitante, claro, para quem não é atleta.
Agora em Abril (2018), completando 63 , enfrentei este desafio. Contratei um guia - Pedro Pereira - (recomendo) preparei a tralha e receoso, (Não gosto de arredar pé) fui.
Me instalei no hostel sitio da coruja do Thiago - também guia e montanhista, e no dia seguinte partimos - dia 17/04/2018. Bem de manhã. Eu o Pedro e o Vinicius que embarcou para cumprir a travessia aproveitando para ajudar o Pedro na logística de guia.
Chegamos ao capim amarelo às 13 hs (eu já mortinho). Almoçamos e o Pedro decidiu que acamparíamos no maracanã. Eu fiquei maravilhado com o trajeto. As dificuldades que para mim foram muitas, a superação e o pagamento - conhecimento dos limites, das fortalezas e a paisagem - um bonus indescritível.
Até o maracanã comecei a sofrer com as descidas. Os dedos dos pés, os joelhos e tornozelos começaram a me incomodar - bastante.
Após uma mata em uma descida muito inclinada e longa chegamos ao destino. 16 hs. Montei a barraca - buscaram agua - fizemos o jantar e desmontei.
Acordei com um frio miserável e quando abri a porta da barraca, um punhado de gelo caiu sobre mim. Comecei a questionar - que diabos estou fazendo aqui?
Quando iniciamos a jornada para a pedra da mina, já estabeleci ( na minha mente) que abortaria de lá. Chegando ao rio vermelho, após peripécias que todos vocês jovens que ja fizeram conhecem. O caminho tinha sido maravilhoso, mas eu bestava esgotado física e mentalmente. Comuniquei minha decisão ao Pedro e ao Vinicius - argumentei que o caminho seria mais do mesmo, com mais sofrimento.
O Pedro disse que respeitava minha decisão, mas que tinha que argumentar. A lógica do Pedro:
- Se descermos pelo Paiolinho será um sofrimento igual à descida dos 3 estados. Então estamos quites, neste item.
- O que separa A pedra da mina do Pico 3 estados são algumas horas. Se cumprirmos vc terminou a travessia - Vc não criará um débito na sua vida. Quem faz meio não fez.
- Não é mais do mesmo. Vc não tem idéia das mudanças quando vc visualiza os picos pelos quais vc passou. E também meu amigo, o vale do Ruah. Isso é imperdível por si só.
Propôs então aumentar o desafio em vez de aborta-lo. Fazer em 3 dias. Saímos da pedra da mina às 4 manhã e vamos direto até embaixo. Levo 3 kgs do seu peso.
Balancei, e fiquei sem argumentos. Topei e enquanto eles guardavam as tralhas do almoço e se abasteciam de agua, parti em direção à pedra da mina.
Pareceu que algo me empurrava. Rapidamente passei pelos 2 totens na entrada do topo, e me sentei no chão. De cansaço, emoção e estonteado pela vista.
Fiquei muito ansioso e de manhã , às 6 hs partimos para o terceiro dia. Atravessar o vale do ruah, com geada no capinzal foi maravilhoso. Nunca esaquecerei a sensação e o ruído das aguas do riacho.
Enfim. O caminho para o pico dos 3 estados foi muito, mas muito desgastante. Para mim, aquelas escalaminhadas eventuais são um caso sério. Passamos pelo Pico e às 22 horas estávamos no sitio don pierre. Não foi permitido a entrado transfer, então caminhei quase 4 kms naquela estradinha. Estava tão moído que levei 2 horas.
Terminamos a travessia em 3 dias.
Lições aprendidas (quando olho as fotos com aquele cenário incrível - e eu parte dele):
1- A mente. Ela sempre cria argumentos para nos derrotar em momentos onde exige superação.
2- Nada é mais do mesmo. A luz muda, nossa percepção muda, o ângulo de visão do que está na frente e depois de ultrapassado é outro cenário, e o caminho somos nós.
3- Não podemos esquecer o espirito que nos animava quando jovem. Um jovem me lembrou disso.
4- Pati, Roraima e trilha do ouro são Barbie trekking comparando com a Travessia da Serra fina.
Agora estou pensando na próxima - aos 64 anos. Chapada das mesas ? Roncador? Não sei qual, mas sei que posso.
Até os 60 anos fiz muitos trekkings de um dia . As chapadas, itaimbézinho e outras.
Decidi que após os 6a nos, eu faria uma travessia ou um trekking mais encorpado. Completando 7 trekkings até os 66 anos.
Aos 60 anos (2015), passei meu aniversario na tríplice fronteira - Monte Roraima.
Até os 62 (2016/2017) fiz a trilha do ouro a partir de sjbarreiro e também o Vale do Pati.
Sempre estive de olho na Serra fina - mas muito intimidado - a idade já é um limitante, claro, para quem não é atleta.
Agora em Abril (2018), completando 63 , enfrentei este desafio. Contratei um guia - Pedro Pereira - (recomendo) preparei a tralha e receoso, (Não gosto de arredar pé) fui.
Me instalei no hostel sitio da coruja do Thiago - também guia e montanhista, e no dia seguinte partimos - dia 17/04/2018. Bem de manhã. Eu o Pedro e o Vinicius que embarcou para cumprir a travessia aproveitando para ajudar o Pedro na logística de guia.
Chegamos ao capim amarelo às 13 hs (eu já mortinho). Almoçamos e o Pedro decidiu que acamparíamos no maracanã. Eu fiquei maravilhado com o trajeto. As dificuldades que para mim foram muitas, a superação e o pagamento - conhecimento dos limites, das fortalezas e a paisagem - um bonus indescritível.
Até o maracanã comecei a sofrer com as descidas. Os dedos dos pés, os joelhos e tornozelos começaram a me incomodar - bastante.
Após uma mata em uma descida muito inclinada e longa chegamos ao destino. 16 hs. Montei a barraca - buscaram agua - fizemos o jantar e desmontei.
Acordei com um frio miserável e quando abri a porta da barraca, um punhado de gelo caiu sobre mim. Comecei a questionar - que diabos estou fazendo aqui?
Quando iniciamos a jornada para a pedra da mina, já estabeleci ( na minha mente) que abortaria de lá. Chegando ao rio vermelho, após peripécias que todos vocês jovens que ja fizeram conhecem. O caminho tinha sido maravilhoso, mas eu bestava esgotado física e mentalmente. Comuniquei minha decisão ao Pedro e ao Vinicius - argumentei que o caminho seria mais do mesmo, com mais sofrimento.
O Pedro disse que respeitava minha decisão, mas que tinha que argumentar. A lógica do Pedro:
- Se descermos pelo Paiolinho será um sofrimento igual à descida dos 3 estados. Então estamos quites, neste item.
- O que separa A pedra da mina do Pico 3 estados são algumas horas. Se cumprirmos vc terminou a travessia - Vc não criará um débito na sua vida. Quem faz meio não fez.
- Não é mais do mesmo. Vc não tem idéia das mudanças quando vc visualiza os picos pelos quais vc passou. E também meu amigo, o vale do Ruah. Isso é imperdível por si só.
Propôs então aumentar o desafio em vez de aborta-lo. Fazer em 3 dias. Saímos da pedra da mina às 4 manhã e vamos direto até embaixo. Levo 3 kgs do seu peso.
Balancei, e fiquei sem argumentos. Topei e enquanto eles guardavam as tralhas do almoço e se abasteciam de agua, parti em direção à pedra da mina.
Pareceu que algo me empurrava. Rapidamente passei pelos 2 totens na entrada do topo, e me sentei no chão. De cansaço, emoção e estonteado pela vista.
Fiquei muito ansioso e de manhã , às 6 hs partimos para o terceiro dia. Atravessar o vale do ruah, com geada no capinzal foi maravilhoso. Nunca esaquecerei a sensação e o ruído das aguas do riacho.
Enfim. O caminho para o pico dos 3 estados foi muito, mas muito desgastante. Para mim, aquelas escalaminhadas eventuais são um caso sério. Passamos pelo Pico e às 22 horas estávamos no sitio don pierre. Não foi permitido a entrado transfer, então caminhei quase 4 kms naquela estradinha. Estava tão moído que levei 2 horas.
Terminamos a travessia em 3 dias.
Lições aprendidas (quando olho as fotos com aquele cenário incrível - e eu parte dele):
1- A mente. Ela sempre cria argumentos para nos derrotar em momentos onde exige superação.
2- Nada é mais do mesmo. A luz muda, nossa percepção muda, o ângulo de visão do que está na frente e depois de ultrapassado é outro cenário, e o caminho somos nós.
3- Não podemos esquecer o espirito que nos animava quando jovem. Um jovem me lembrou disso.
4- Pati, Roraima e trilha do ouro são Barbie trekking comparando com a Travessia da Serra fina.
Agora estou pensando na próxima - aos 64 anos. Chapada das mesas ? Roncador? Não sei qual, mas sei que posso.