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MÉXICO (SET/OUT - 2017) - Histórias, fotos, gastos... e terremotos

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Salve galera mochileira, estou aqui mais uma vez pra compartilhar com vocês outra viagem minha, dessa vez o destino foi o México, a viagem foi entre 17/09/17 e 11/10/17. Por conta da minha vida corrida não tive tempo de fazer o relato antes, então conforme for escrevendo vou postando aqui.

Antes de começar o relato, eu vou colocar algumas informações básicas como hospedagens, alimentação, transporte e afins, assim quem tiver interessado apenas nisso não precisa depois perder tempo lendo todo o relato.

 

ROTEIRO

 

O roteiro final acabou sendo o seguinte:

 

São Paulo - Panamá / Panamá - Cidade do México

Cidade do México - 5 dias;

Oaxaca de Juarez: 2 dias;

San Cristobal de Las Casas: 3 dias;

Valladolid: 2 dias;

Tulum: 2 dias;

Playa del Carmem: 3 dias;

Cancún: 5 dias;

Cidade do México: 1 dia.

Cidade do México - Panamá / Panamá - São Paulo

 

PASSAGENS AÉREAS

As passagens aéreas, após muita pesquisa, comprei pela Copa Airlines (direto no site deles), tanto a ida quanto a volta tinha conexão no Panamá, saiu R$ 1440,00 parcelados em 5 vezes.


ALIMENTAÇÃO

Na Cidade do México comi muito na rua, a variedade de carrinhos e barraquinhas de tacos e outras coisas é enorme, e é bem barato, uma porção com 5 tacos variava entre 35 e 45 tacos, comer em restaurante também é de boa, procurem os que tem “comida rápida”, o preço médio é entre 50 e 65 pesos, dá pra comer bem.

Com relação à pimenta não precisem se preocupar, pois na maioria das vezes ela vem separada da comida pra você colocar, e quando vem junto eles avisam que “pica”, portanto quem não gosta pode ficar tranquilo. Claro que às vezes rola umas “pegadinhas” :oops::oops:, mas dá pra sobrevivier (se tiver dúvida, pergunte antes e cuidado com o “pica poco”, é tipo um russo falando que faz pouco frio na Rússia).

Existem muitas coisas gostosas pra se comer no México, aconselho experimentar tudo, vou colocar abaixo algumas informações de comidas que podem encontrar por lá, algumas provei outras não por esquecimento (tipo, depois vou provar isso, e acabava esquecendo).

Torta de pastor: ao contrário do que o nome sugere, é um sanduíche feito com uma carne que lembra o nosso churrasco grego, é bem gostoso e tem no país todo. (PROVEI)

Conchinita Pibil: é um prato feito com carne de porco encontrado no estado de Yucatán. (NÃO PROVEI)

Gorditas: é um tipo de salgado recheado com queijo ou carne, a massa dela é a mesma da tortilha. (NÃO PROVEI)

Mole: mole é um tipo de molho encontrado facilmente no México, existem vários tipos, o mais popular é o mole poblano, ele é feito com chocolate e pimenta, inclusive existe uma receita de frango, o chamado “pollo ao mole poblano”, por incrível que pareça é bem gostoso (e eu não curto essa paradas agridoces). Pra se ter uma ideia, a guacamole é um tipo de mole. (PROVEI)

Chamoy: é um tipo de molho ou condimento, sei lá, muito comum no México, se usa em doces, sucos, e até existe uma versão da famosa michelada feito com chamoy. Tem também um tipo de raspadinha chamada chamoyada, muito popular por lá. (PROVEI)

Esquites: é o milho cozido misturado com queijo, sal, pó de chile (pimenta) e suco de limão, é servido num copo. (NÃO PROVEI)

Elotes: é uma espiga de milho grelhada coberta com maionese ou manteiga, leva pimenta em pó e queijo em cima. (NÃO PROVEI)

Marquesita: não confundam com a Bruna (ba – dá- tum), é um doce que existe na região de Yucatán , é uma espécie de crepe enrolado em canudo com recheio, que você pode escolher, é muito bom, recomendo o de Nutella com queijo bola (um tipo de queijo comum por lá). (PROVEI)

Água: se você não curte água com gás (como eu), essa dica é importante, no México, quando for comprar água, olhe o rótulo e veja se é mineral ou purificada, a mineral é a com gás e a purificada é a normal. Por não saber, tive que beber 2l de água com gás.

Água de jamaica: água é normalmente como chamam os sucos por lá (tem também os licuados, mas não entendi bem a diferença, e só tomei as águas), e um dos mais populares é a água de jamaica, que nada mais é um tipo de hibisco encontrado facilmente no México, tem uma coloração roxa. Existem várias bebidas feitas com jamaica, desde sucos, vinhos e até refrigerante. (PROVEI, tanto as águas quanto o vinho de jamaica)

Refresco: é como chamam refrigerante no México, diferente dos outros países onde é gaseosa.

Horchata: é uma bebida feita com arroz e amêndoas, não é alcoólico. (NÃO PROVEI)

No México é muito comum uns mercadinhos que lembram muito as nossas lojas de conveniência de postos de gasolina e tem várias redes, as mais populares são a Oxxo (que existe também na Colômbia) e a Seven Eleven, dá pra comprar algumas coisas básicas, mas são bem mais caras que um mercado convencional, elas quebram apenas o galho quando não tiver mercado por perto. Sugiro o cachorro-quente do Oxxo, chamado Vikingo, rola uma promoção 3 vezes por semana (um dos dias é sábado) que são 2 por 30 pesos mais um refrigerante de 600 ml.

 

SEGURANÇA

Particularmente não tive problemas com segurança no México. Na Cidade do México, pelo menos na região central era uma média de uns 5 policiais por esquina, sem exagero (em algumas tinha menos e em outras mais), nas cidades do interior também caminhava de noite numa boa. Claro que furtos e roubos existem, basta tomar os mesmos cuidados que você tomaria se estivesse em uma grande metrópole aqui que nada acontecerá por lá.

 

TRANSPORTE

Na Cidade do México dá pra se deslocar de metrô, Metrobus, trem ligeiro, além de táxi e UBER. O metrô tem 9 linhas que ligam a vários pontos da cidade, o Metrobus é uma espécie de ônibus com corredor próprio e tem uma cara de metrô, pra quem já foi a Bogotá, na Colômbia, lembra muito o Transmilênio. UBER e táxi não cheguei a usar mas dizem funcionar bem e ser barato.

Nas cidades do interior não usei transporte público porque as cidades costumam ser pequenas e dá pra fazer tudo a pé, em Oaxaca usei micro-ônibus para ir até Monte Albán, em San Cristobal usei van para ir e voltar de San Juan Chamula e em Valladolid usei van e ônibus pra ir e voltar de Chichen Itzá.

Os deslocamentos entre cidades são feitos pela empresa ADO (lê-se “a-dê-ó”), que é a empresa que monopoliza o transporte no México, existem outras companhias como OCC, ADO Platinum, ADO Gl, AV, entre outras que pertencem a rede ADO. Todos que peguei, mesmo os mais baratos (sim, existe variedade de preços) eram confortáveis, alguns tem até carregador de celular. Recomendo baixar o aplicativo da empresa, inclusive se comprar antecipado (tanto pela Internet quanto pessoalmente no guichê), em alguns casos sai mais barato que comprar no dia. Eles cobram uma taxa de 9 pesos junto com a passagem.

Também existem transportes mais baratos, como vans (pelo menos no litoral tinha e eram mais baratos que os ADO's), mas não cheguei a testar nenhum.


HOSPEDAGEM

Eu fiquei nos seguintes hostels:

Cidade do México: México City Hostel, localizado próximo ao Zócalo (principal praça da cidade), bem no Centro Histórico, próximo da estação Zócalo do metrô. É um prédio onde os quartos ficam no 3º e 4º pisos, a cozinha e o refeitório no 2º piso e no térreo fica a recepção, onde vendem algumas bebidas como cerveja, água e refrigerante e também adaptadores de tomada. Tem café da manhã incluído, aliás, um dos melhores que tive, é bem sortido, tem suco, café, água quente e sachês de chá, iogurte, frutas cortadas (melancia e melão), cereal, e mais alguma comida feita no dia, tipo ovos mexidos, tacos no molho (é bem apimentado, pra quem não curte, fica a dica). A cozinha é grande, tem WI-Fi (nos quartos pega meio fraco) e tem lockers individuais nos quartos. Os banheiros são separados: os chuveiros ficam em um e os sanitários ficam em outro, e os masculinos ficam no 3º piso e os femininos no 4º.

Oaxaca: Iguana Hostel, fica bem no centro, é uma casa comum, meio velha por fora e não tem identificação, mas por dentro é bem legal, assim que passa a recepção tem um espaço bem grande com almofadas no chão, umas redes e mesinhas, a cozinha é bem grande e talvez uma das mais equipadas que já vi, os quartos são bem espaçosos e nas camas tem tomadas e uma luminaria individual em cada cama, o banheiro tem lugar dentro do box pra colocar roupa, toalha, itens de banho. Tem também uma churrasqueira e uma área que fica na parte de trás, subindo uma escadaria. Não possui café da manhã mas você usar a cozinha pra fazer o seu.

San Cristobal de las Casas: também fiquei no Iguana Hostel (é da mesma rede do de Oaxaca), são duas casas que ficam separadas por uma enorme praça, em uma ficam alguns quartos e a cozinha, que fica na parte de cima. Na outra casa fica a outra parte do hostel, onde tem mais quartos e um bar (que só funciona aos finais de semana), não sei se tem cozinha lá também. No café da manhã você ganha uma espécie de panqueca doce bem gostosa e dá pra usar a cozinha pra fazer algo. É bem localizado (até porque a cidade é pequena então tudo acaba sendo meio perto).

Valladolid: Tunich Naj Hostel, vi muita gente recomendando e resolvi apostar, é uma casa bem grande, o quarto coletivo fica ao lado da recepção, é bem grande, os banheiros ficam nos fundos (tem saída pelo quarto), a cozinha também é externa, fica bem localizado (mesmo caso de San Cristobal). No primeiro dia você ganha um café da manhã de cortesia. O dono e os funcionários são muito simpáticos.

Tulum: Nativus Hostel, é um grande casarão com uma cozinha não muito grande, uma enorme sala, os quartos ficam no andar de cima e tem ar condicionado. Tem um único banheiro interno e os outros ficam do lado de fora, próximos da piscina, tem café da manhã incluso, com pão de forma (tem uma torradeira se quiser usar), manteiga, geleía, cereal, café e água quante para fazer chá. O único problema é que se chover muito a rua enche (não chegou a alagar totalmente, mas na esquina tinha que desviar do pequeno lago que formou). Localização também é boa, próximo do terminal e de mercados.

Playa del Carmem: Enjoy Playa Hostel, fica há uma duas quadras da 5ª Avenida (a principal da cidade), é por andares: a recepção, a cozinha (que é bem apertada) e o bar ficam no térreo, os quartos e os banheiros no andar de cima e tem um terraço com refeitório e redes. O café da manhã é simples mas bom: café, chá, frutas, pão com manteiga ou geleía e cereal. O staff é ótimo e a localição boa, perto de tudo, inclusive se caminhar umas ruas pra trás tem um Wallmart gigantesco.

Cancún: Mermaid Hostel, fica no centro da cidade, tem um grande mercado próximo e andando um pouco tem um enorme Wallmart. Também não é muito longe da rodoviária, e andando duas quadras tem o ponto onde pega os ônibus que vão para a praia. O hostel tem uma enorme sala, a cozinha é razoável, no café da manhã eles disponibilizam os ingredientes para cada um fazer o seu (pão de forma, café solúvel, chá, leite, cereal manteiga, geléia, ovos, alguns temperos, tem chaleira, torradeira). Os quartos têm ar-condicionado e banheiro interno, tem uma área externa com redes.

No geral, não tenho nada a reclamar de nenhuma hospedagem do México, mas sempre pesquiso bastante e usei o Booking para fechar todas as reservas, além de pegar umas ofertas ainda tenho pontos que me dão mais vantagens em futuras reservas.


LEMBRANCINHAS

Melhor lugar pra comprar lembrancinhas é na Cidade do México, os preços são melhores, recomendo os mercados La Ciudadela e San Juan (San Juan tem dois, o normal e o de lembrancinhas, esse fica na Ayuntamiento, em frente a bodega La Europea). No restante do país também é possível encontrar bastante coisas, mas os preços em geral são mais altos (se pesquisar direito talvez até ache algo mais em conta).

Em relação a bebidas, se for comprar mezcal, compre em Oaxaca, é mais barato e tem mais variedades, recomendo também o vinho de jamaica em San Cristobal de Las Casas, muito bom e só vi por lá. Tequila é fácil comprar em qualquer lugar, mas recomendo olhar o Wallmart, o Soriana e a rede La Europea, há marcas boas com variedades de preços (às vezes uma marca é mais barato em um lugar e mais caro em outro). Segundo me recomendaram, as marcas consideradas boas são 1800, Corralejo, Dom Julio, Herradura, e lembrem-se de olhar o rótulo, tem que estar escrito 100% agave, e fujam das “triple destilación”. Pelo menos foram as dicas que me deram por lá.

 

Segue abaixo uma planilha que elaborei com custos e roteiros que fiz pro lá.

 

Continua...

Planilha México_2017.xls

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1° DIA - 17/09 - Cidade do México

 

Embarquei em Guarulhos por volta de 1h10. O avião era bom, novo, tinha todo aquele aparato de telinha interativa, onde você pode ver filme, jogar, ouvir música, mas estava muito cansado e aproveitei para tentar dormir, mas como de costume não consegui dormir muito bem.

O avião pousou na capital panamenha um pouco antes das 6h (hora local) e o outro só partiria para o México às 7h30. Estava bastante frio, e aproveitei para dar uma circulada pelo aeroporto. Sinceramente achei o aeroporto até pequeno pelo que imaginava, mas no vôo de volta iria descobrir que ele não era tão pequeno assim, pelo contrário, mas essa história contarei mais adiante. Então comecei a procurar pelo painel que informa os vôos para saber o portão por onde eu embarcaria e demorei para achar, e após rodar bastante acabei encontrando um e fui para o local de embarque, não havia muito o que fazer ali.

Enquanto aguardava o embarque, ouvi várias vezes a Copa anunciando que quem tinha vôo para Cancún e quisesse ceder o lugar no avião eles estavam oferecendo uma série de benefícios que confesso que se valesse pro meu vôo que eu ia trocava fácil.

Já sob um forte calor o avião decolou rumo ao México, seriam umas 4h de viagem. Ao contrário do outro avião, esse era mais simples, não tinha filme ou música, mas pelo menos serviram um lanche.

Por volta das 11h30 pousamos no aeroporto (aliás, um adendo, enquanto o avião sobrevoava a cidade, fiquei impressionado com o tamanho dela, como já tinha lido a respeito, era realmente uma cidade gigantesca), e quando fui retirar minha mochila, vi que ela estava sem a capa que costumava colocar nela para proteger. Depois de me mandarem para um lado e para outro, resolvi deixar pra lá, não ia me aborrecer logo no primeiro dia por causa de besteria (embora tenha ficado puto) e fui até a imigração.

 

Vista da cidade próximo ao aeroporto

 

A fila era grande e só tinha dois guichês funcionando, e na minha vez fui atendido por uma mulher que me fez bastante pergunta, tipo quanto tempo ficaria, onde ficaria, o que fazia lá, pediu para ver a reserva do vôo de volta, se eu trabalhava e o que fazia, enfim, perdi um bom tempo lá.

Passaporte e tarjeta da imigração carimbados, fui caçar casas de câmbio para trocar meu dólares, conforme tinha lido sabia que ali no aeroporto era o melhor lugar pra trocar dinheiro, e após andar por todas as casas constatei que girava em torno de 16.60 a 16.90, daí lembrei que tinha lido que no terminal 1 as casas pagavam melhor, e como estava no terminal 2 precisava ir até lá. O aeroporto do México tem 2 terminais porém ficam de lados opostos do aeroporto, e a única forma de ir de um terminal a outro é pegando o aerotrem, basta ir ao andar de cima e seguir até o fim, onde tem a letra M, é ali que pega, pedem para ver seu passaporte e a passagem na entrada e te liberam. Ele circula pelo lado de fora do aeroporto e rapidamente você chega lá.

 

 

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E era fato mesmo as casas de câmbio pagarem mais no terminal 1, a média girava em torno de 16.85 a 17.20, só que o problema é que muitas dessas casas pagam mais se for nota de 100, no meu caso eram de 50 e o valor diminuía. No final, troquei numa casa que pagava 17.06 e não tinha diferença entre notas de 100 e 50, decidi trocar 500 dólares por achar uma boa quantia (de acordo com meu modo hard econômico, daria pra uns bons dias), pois tinha esperança que acharia mais adiante (já fora da CDMX) uma cotação boa.

Outra vantagem de ir até o terminal 1 é que ficava próximo ao Metrô e ao Metrôbus, uma espécie de ônibus com corredor exclusivo.

Como não sabia ir pelo Metrobus, já que tinha o mapa do metrô baixado no celular (depois descobri que existe um app para Android que tem todas as linhas dos dois transportes, é bem fácil de usar), fui de metrô, fiz três baldeações até descer na estação Zocalo, que era próximo de onde eu me hospedaria. Aliás, o metrô da CDMX é grande, eficiente, mas meu amigo, é bem confuso no começo, tem umas baldeações bem malucas, algumas vezes precisa caminhar quadras para ir de uma linha a outra, cheguei até a filmar uma delas, levou mais de 6 minutos, e nem foi a maior que fiz.

Quando chego no Zocalo, encontrei um verdadeiro furdunço, na sexta havia sido o Dia da Independência deles e tava rolando desfile militar (com arquibancada e tudo), protesto, brincadeira para criançada, uma algazarra total, e olha que a praça é gigantesca.

Após me perder um pouco, achei a rua do hostel, era na lateral da Catedral, quase de esquina, cheguei, fiz o check in e me deram a chave do quarto 13 e minha cama seria a B, mas quando cheguei no quarto vi que alguém já estava ocupando minha cama. Coloquei na A mesmo, me troquei, e antes de sair avisei o a rapaz da recepção sobre a troca, ele falou que não tinha problema.

Sai para fazer meu primeiro pião por terras mexicanas, estava muito calor e decidi conhecer o Zocalo, a catedral e atrás dela tinha o Templo Mayor, seriam as primeiras ruínas que visitaria no México, tem até um museu lá dentro, é bem legal. O mais legal é que entrei, passei pela revista, comecei a andar, e nada de cobrança de entrada, e eu sabia que era pago (informava na porta o valor, 70 pesos) e depois de ver tudo que precisava, simplesmente sai, depois me disseram que tem uma bilheteria logo na entrada, mas eu não vi e nem me cobraram nada, achei muito estranho. Realmente não fiz por mal, apenas não vi o tal guichê e também não me cobraram em nenhum momento.

 

Catedral

 

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Templo Mayor

 

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Saindo de lá continuei caminhando pelo centro, o lugar é bem bonito, e resolvi parar numas barraquinhas de tinha numa galeria e comer algo, tinha tacos, quesadilhas, gorditas e tudo mais, decidi comer umas quesadilhas e como estava no México pensei, deixa eu ver como é a pimenta daqui. Pra começar sempre detestei pimenta mas como ia para o México decidi começar a me adaptar por aqui pra não passar perrengue lá. Tinha dois molhos, um vermelho sangue e o outro um vermelho mais anêmico e pensei: Vou colocar o anêmico (acreditava ser o mais “fraquinho”). Ponho uma gota em cada e começo a comer, achei bem fraquinho e na terceira decidi por mais. Pra quê? Quando estava na quarta a maldita começa a fazer efeito. Maaaaanoooo, pensa na ardência, parecia que eu tinha lambido a parede do inferno  ::ahhhh:: ::ahhhh:: ::ahhhh::, bateu desespero, nem o refri resolvia (aliás, nunca resolve), terminei de comer e sai desesperado procurando algo pra aliviar, minha língua estava em chamas. Passei em frente a uma farmácia e tinha uma máquina de sorvete na porta, pedi uma casquinha de qualquer sabor que tivesse lá. Mal comecei a tomar o sorvete e, sério, foi quase alívio instantâneo, fica a dica.

 

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Depois de andar bastante, comecei a ficar cansado, até por conta da viagem, e minhas pernas começaram a doer (também reflexo do longo tempo sentado no vôo) e resolvi voltar pro hostel. No caminho decidi passar em algum mercado pra comprar algo pra cozinhar, e aí começou uma peregrinação: achar um mercado no centro. Simplesmente não achava, e quando pedia informação sempre me indicavam uns que são muito comuns por lá que mais parecem com as lojas de conveniência que temos aqui, com apenas o básico, e também mais caros que um mercado convencional. Existem várias redes: Oxxo (igual ao que tem na Colômbia), Seven-Eleven, Circle K, e outros que não lembro. Mercado grande mesmo, nada. Acabei entrando em 3 diferentes para comprar o que ia usar, e depois voltei pro hostel.

Quando cheguei lá, vi que alguém tinha ocupado minha cama (tinha várias roupas e uma mochila sobre ela) e desci para perguntar na recepção, daí me informaram que aquele número que eles dão era figurativo, que basta ocupar uma cama qualquer e já era, como não tinha deixado nada na cama alguém ocupou. Ok, troquei de cama e no final peguei uma até melhor, e nisso quem ocupou a cama era um tiozão japonês e tentamos um diálogo, porém ele só falava inglês (e bem mal) e eu me viro melhor com o espanhol, foi um diálogo engraçado::otemo::.

Na hora de carregar o celular, descobri que, assim como na Colômbia, as tomadas de lá também tem um padrão diferente, e a anta lusitana aqui esqueceu de levar o adaptador que eu já havia comprado na Colômbia (que serviria lá), toca comprar outro. Por sorte na recepção eles vendiam, comprei e voltei pra carregar.

De noite caiu um belo temporal, fiquei de boa conversando com o segurança da noite que era bem gente boa e mais um amigo dele que estava ali e acabei indo dormir mais cedo, pois estava bem cansado. Aliás, tenho que agradecer a esse cansaço, pois por conta dele decidi que ao invés de ir nas pirâmides no dia seguinte, preferiria dormir um pouco mais e fazer esse rolê na terça, e isso faria muita diferença conforme relatarei.


GASTOS DO DIA


Câmbio: US$ 500 * 17,06 = MXN 8530,00

Metrô: 10,00 (2 passagens)

Hostel: 995,00 (5 noites)

Templo Mayor: 0,00

Bandeirinha para mochila: 18,00

Quesadilhas e refrigerante: 42,00 (28,00 + 14,00)

Sorvete: 13,00

Mercado 1: 18,00 (óleo)

Mercado 2: 91,00 (queijo, presunto, manteiga)

Mercado 3: 61,57 (ovos, água com gás, sal, macarrão, orégano)

Adaptador: 30,00

H2O: 15,00

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2° DIA - 18/09 - Cidade do México

Apesar do cansaço do dia anterior, até que acordei cedo, tomei o café da manhã (muito bom por sinal, tinha café, chá, suco, ovo mexido servido no prato, frutas, cereal, iogurte e pães) e bora caminhar.

Primeira parada foi na Torre Latino-Americana, o prédio mais alto da cidade. Você paga 100 pesos, eles te dão uma pulseira e você pode subir quantas vezes quiser durante aquele dia. O elevador te deixa no 36° andar, ali você já tem a visão de toda a cidade por um vidro, mas se quiser subir até o mirante, pega outro elevador, sobe até o 42° e tem dois lances de escada até o topo, onde fica a antena. A vista é incrível, dá pra ver toda a cidade de lá. Quando voltei, no elevador vi que havia um museu da torre no 38° e decidi entrar, já estava incluído no ingresso.

Tem bastante fotos da época da construção, maquetes, dados, histórias, e numa parte tinhas fotos dos terremotos de 69 e 85, dos quais a torre sobreviveu, pois ela foi feita para suportar terremotos, e vendo as fotos me chamou a atenção que o de 85 foi no dia 19 de setembro, ou seja, no dia seguinte completaria aniversário. Mal sabia que essa data ficaria na minha memória pra sempre...

 

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Saindo de lá passei pelo Palácio Bellas Artes, entrei no salão principal mas decidi não pagar para entrar, queria apenas ver o prédio, era muito bonito. Caminhei pela Alameda, uma enorme praça colada ao palácio, tem até Wi-Fi (dura só 5 minutos, como na maioria das praças da cidade, mas tá melhor que aqui que nem tem).

 

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Minha próxima parada era conhecer o Bosque de Chapultepec e suas atrações: o Castelo de Chapultepec e o Museu da Antropologia. Era um pouco longe, mas gosto de caminhar então desci a Paseo La Reforma, uma enorme avenida com vários prédios, é nela que fica o famoso Angel da Independência, monumento que é o cartão postal da cidade, é realmente bem alto. Após caminhar bastante, chego ao bosque e para minha surpresa estava fechado :roll:. Era segunda-feira e assim como em alguns países aqui da América do Sul algumas coisas não abrem, e essa era uma delas. Foi uma falha nas minhas pesquisas, mas ainda bem que não li sobre isso, senão poderia ter mudado meus planos e acabaria indo nas pirâmides nesse dia.

Olhei no meu celular o que fazer (eu havia salvado vários lugares no Maps pra facilitar a localização) e resolvi conhecer o tal do Mercado San Juan, queria ver alguns artesanatos ou coisas locais pra comprar (na verdade, só ia olhar, comprar só no final da viagem). Peguei o metrô e desci na estação Salto del Agua, e subi até lá, só que aí descobri que existem 2 Mercados San Juan: um é o mercado propriamente dito, e tem um outro umas quadras adiante que é só de artesanias. Quanto mais eu andava mais me encantava com tudo o que via por lá, era tudo muito bonito. E os vendedores, naqueles padrão: passou na frente da loja, eles já te abordam, vão falando preço, perguntam o que você procura (você se acostumará a ouvir "La ordem?" todo o tempo).

 

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Na volta, parei numa barraquinha pra comer uns tacos e voltei para o hostel para dar uma olhada pela internet em alguma coisa pra fazer de tarde, e decidi conhecer o estádio Azteca, palco do tricampeonato do Brasil em 70. Perguntei ao segurança do hostel como chegava lá e parti.

Para ir ao Estádio Azteca, tem que pegar a linha azul do metrô, seguir até a última estação (Tasqueña), e lá pegar o trem ligeiro, são 10 estações até a estação Estádio Azteca. Pra pegar o metrô você não é obrigado a comprar o cartão, dá pra comprar bilhete avulso, mas pra pegar o trem é obrigatório ter, tem uma máquina onde você compra na hora, basta depositar a grana e o cartão sai (sai não, é literalmente cuspido pra fora da máquina). O problema é que ela não devolve troco, e eu quase me ferrei nessa, porque eu tinha uma nota de 200 e uma de 50, pensei em por a de 200 pra ter trocado, mas resolvi por a de 50. Resultado: o que você põe fica tudo em crédito (descontado os 13 pesos do cartão), imagina se boto os 200, ia ficar andando de metrô o resto da vida por lá ::putz::.

Chegando na estação você logo vê o estádio, é bem do lado mesmo, pra fazer a visita assim que você atravessar a passarela, ao invés de ir em direção ao portão principal, você atravessa um por baixo de um viaduto e vai até o portão 2, fica um cara na porta e te leva até a guia. Ela me mandou aguardar num salão de jogos e nisso chegou uma moça e um rapaz, era um argentino que logo foi puxando conversa falando que tava pra ver onde a Argentina ganhou a Copa de 86. Eu disse que na verdade aquele estádio era onde o Brasil ganhou a copa de 70 e daí em diante foi só gozação dos dois lados.

Existem dois pacotes para visitar o estádio: um custa 105 pesos e dá direito a conhecer a sala de imprensa, o vestiário do América (time local que manda os jogos lá), o campo (observação, é proibido pisar no gramado, eles te alertam que se fizer isso paga uma multa se não me engano de 1900 pesos ::ahhhh::) e vai até uma parte da arquibancada; o outro pacote custa 175 pesos e além do que vem incluído no primeiro você conhece o vestiário da seleção mexicana e pode ir no banco de reservas. Fiz o mais básico mesmo. O estádio realmente é lindo, fiquei imaginando que seria legal ver um jogo lá, e soube que no dia seguinte rolaria um América x Cruz Azul, clássico da cidade. Fiquei tentado em assistir.

 

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Voltei e decidi voltar à torre para ver o por do sol e o anoitecer lá, mas resolveu mudar o tempo e estragou um pouco o visual, mas ainda sim fiquei um tempo lá e quando escureceu voltei pro hostel.

 

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Acabei descobrindo que ao meu lado no quarto havia dois brasileiros, uma tia e seu sobrinho, e ficamos conversando por um bom tempo, eles contavam sobre as longas viagens que costumavam fazer, inclusive ficariam no México até novembro. Além disso tiravamos sarro do japonês que cada vez entrava no quarto batia a porta como se não tivesse geladeira em casa. E tava aí um bichinho que roncava, misericórdia kkk. Outro “problema” que teria (coloquei entre aspas porque não era algo que não dava pra contornar) era que os beliches lá eram meio molengos, então quem dormia na cama de cima não podia fazer nenhum movimento que sacudia tudo, até brinquei dizendo que se ocorresse um terremoto eu nem iria saber diferenciar. Mal sabia que mais pra frente isso aconteceria de verdade...

Enquanto cozinhava descobri que no dia seguinte rolaria uma lucha libre na Arena México e resolvi ir, o Danilo, que era o brasileiro do meu quarto também se mostrou interessado. Meu plano era ir cedo para as pirâmides, depois na Basílica de Guadalupe e voltar cedo para ver a luta, seria às 19h30. Seria, porque não foi...

                                   

GASTOS DO DIA

Torre Latino-Americana: 100,00

Água: 6,50

Tacos: 45,00 (5 tacos)

Metrô: 10,00 (2 passagens)

Cartão: 13,00

Créditos: 37,00

Estádio Azteca: 105,00

Água 1l: 30,00

 

Continua...

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DIA 3 - 19/09 - Cidade do México

 

Acordei cedo, afinal para conhecer as pirâmides o ideal é chegar cedo pra poder ver com calma, tirar boas fotos, pois o povo “CVC” chega mais tarde (eles vão à Basílica primeiro) e aí tumultua o lugar, como em qualquer ponto turístico. Ainda fiquei um bom tempo conversando com o Danilo na mesa do café, ele queria ver a planilha que havia montado pra viajar e tal. O café novamente foi muito bom e nesse dia eles serviram umas tortilhas (como eles chamam os nachos lá) com um molho bem apimentado, lá o sistema é bruto mesmo kkk

Parti rumo ao metrô e no caminho tinha vários avisos informando sobre o simulado que ocorreria naquele dia, afinal todo ano no “aniversário” do terremoto de 85 eles faziam treinamentos de evacuação. Peguei o metrô na estação Zocalo sentido Cuatro Caminos e segui até a estação Hidalgo, fiz baldeação para a linha 3 e fui sentido Indios Verdes até a estação La Raza, desci e peguei a linha 5 (aliás, foi a maior baldeação que fiz na vida, devo ter caminhado quase 10 minutos até a estação) sentido Politécnico até a estação Autobuses del Norte, é o terminal de onde saem os ônibus para as pirâmides. O guichê é o último do lado esquerdo, é a única que vai para Teotihuacan, mas quando for comprar a passagem tem que informar que vai para as pirâmides, senão te vendem para a cidade (que tem o mesmo nome) e o ônibus não passa lá.

 

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Assim que comprei já tinha um para sair em minutos, entrei no ônibus e logo ele saiu. No caminho, o ônibus parou num comando e um cara entrou com uma filmadora, daquelas de mão com a telinha do lado, e filmou o rosto de passageiro por passageiro, inclusive pedia para quem estava de boné, chapéu ou óculos escuros tirá-los. É algo que ocorreria muitas vezes durante a viagem, mas era rápido e logo liberavam para seguir.

A viagem durou cerca de 1h e o ônibus deixa no portão 1, bem na entrada. Enquanto aguardava na fila para comprar a entrada, escutei gente falando em português e logo tratei de me enturmar. Tinha um grupo de modelos (um rapaz e algumas moças) brasileiros que moravam lá no México há pouco tempo, estavam a trabalho; e tinha um casal de senhores de Chapecó, todos se conheceram ali na hora. As moças disseram que estavam lá no terremoto do dia 07/09 e perguntei como foi (embora eu já soubesse como era, eu tinha pego o do Chile em 2015). Logo passamos em frente a umas lojinhas de lembranças, camisas, essas coisas e as moças (tá, tem o rapaz também, mas esse eu não conto kkk) entraram e lá ficaram. Eu e o casal decidimos seguir pois percebemos que o povo ia ficar perdendo tempo lá e queríamos ver tudo logo. Estava um baita sol, um calor daqueles e o lugar era bem grande mesmo, então começamos pela Piramide La Ciudadela, é a menorzinha de todas e a primeira no caminho, subimos nela, e depois seguimos rumo a um museu que fica lá (mas é uma boa caminhada até ele). Era bem interessante, vale a pena conhecer, e saindo dali seguimos para a Pirâmide do Sol, era a maior de todas, e essa pra subir era embaçada, porque elas são muito ingrimes e os degraus muito estreitos, tanto que tinha corda (na verdade um tipo de cabo de aço) pra auxiliar, mas mesmo assim era dose, e fora que com a altitude teu folego vai embora, eu cheguei lá em cima morto. Mas todo o esforço compensa, a vista era incrível, o lugar é realmente fantástico. Fiquei um bom tempo lá no alto contemplando, e desci para ir na outra, o casal de Chapecó acabou ficando lá em cima. Ah, e descer é outro parto, porque no meu caso sou o cara mais cagão da face da Terra, e desci praticamente sentado, causando a risada de alguns ali presentes.

 

 

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Segui pela Alameda dos Mortos (é como chama o caminho que liga as pirâmides) em direção à Pirâmide da Lua, ela é um pouco menos alta e também não se sobe até o alto, só até uma parte. Só que pra minha surpresa quando estava colocando os pés no primeiro degrau um guarda começou a mandar as pessoas descerem e não deixou mais ninguém subir, não entendi o motivo, olhei no relógio e eram uma e vinte e cinco mais ou menos e cheguei a pensar que estava fechando o parque, mas não, o pessoal continuou a circular normalmente por lá, só não subiam mais nas pirâmides, teve até um cara que discutiu pesado com um dos seguranças, porque ele não dizia o porquê, simplesmente não podia subir.

 

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Essa foto acima foi tirada exatamente às 13h15 (segundo o meu celular), ou seja, no momento em que ocorria o terremoto na CDMX

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Resolvi ir embora e quando saia vi que havia algumas coisas pra ver, como o Palacio de los Jaguares. Depois de ver o tudo o que tinha pra ver, fui embora, já havia andado bastante e estava com a cabeça ardendo, pois uso cabelo bem baixo e mesmo usando protetor meu couro cabeludo acaba se lascando kkk

 

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A saída foi pelo portão 3 e o ônibus passava bem na frente, aguardei ao lado de um carrinho de frutas e não demorou muito veio um, ele vem escrito “Mexico Norte” (acho que era isso), eu já havia comprado ida e volta no terminal, foi só entrar e sentar, minha próxima parada seria na Basílica de Guadalupe e depois voltaria para o hostel pois à noite iria pra Lucha Libre. Mal sabia o que me esperava em CDMX...

Logo na entrada da cidade, percebi que o trânsito estava caótico, mas até então o trânsito lá é meio treze mesmo, não vi nada de estranho, mas comecei a notar que o ônibus não saia do lugar, e quando olhei vi que o semáforo estava apagado e não tinha nenhum guarda olhando o trânsito, e pra piorar começou a passar várias ambulâncias e carros de polícia, imaginei que tivesse ocorrido algum acidente, tese reforçada quando escutei no rádio de alguém do ônibus falarem em “quarenta e ocho muertos”, foi a única frase que ouvi mas foi o suficiente para eu imaginar um baita acidente. Sabe de nada inocente...

Olhei pelo GPS e vi que estava próximo da basílica, perguntei se podia descer ali, o motorista abriu a porta, indicou o caminho e segui rumo à Basílica. Nesse momento, presenciei algo estranho: na avenida contrária (a que saia da cidade) vi vários caminhões, caminhonetes, carros estilo Saveiro levando várias pessoas amontoadas e até penduradas na caçamba, parecia aquelas imagens de refugiados que vemos no jornal. Comecei a ficar preocupado, pois imaginava algo bem sério, tipo queda de avião, atentado (esse eu logo descartei pela falta de lógica de alguém fazer um atentado na Cidade do México). Pra piorar, vi o helicóptero do exército sobrevoando por lá.

Na catedral aparentemente estava tudo normal, tava rolando uma missa e tinha bastante gente, dei uma boa circulada e depois fui conhecer a basílica velha, mas ela estava fechada, inclusive com aquele cordão amarelo que a polícia usa, estranhei pois achava que ela era aberta a visitação, eu não desconfiava do que havia acontecido. Ah, e reparei que ela era bem torta, como muita coisa na cidade (ela afunda cerca de 7cm por ano).

 

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Depois de andar bastante por lá, fui pegar o metrô (estação La Villa - Basílica) e quando fui passar meu cartão o segurança disse: “Adelante, adelante”, as catracas estavam abertas, achei estranho plena terça-feira três da tarde o metrô liberado, mas não reclamei kkk, peguei o metrô sentido El Rosario e desci na estação Deportivo 18 de Marzo e peguei a linha 3 sentido Universidad até a estação Tlateloco, queria conhecer a Plaza de Las 3 Culturas, uma praça com algumas ruínas, era uma caminhadinha até lá. No caminho, apesar de ver as pessoas caminhando normalmente pelas ruas, uma coisa me chamava a atenção: muitas pessoas estavam com os sofás na calçada e sentadas fora de casa, achei que era por causa do calor.

Chegando na praça, vi que na verdade era um lugar fechado, com portaria e tudo, e quando perguntei se estava aberto me mandaram ir pro outro lado, do outro lado não achei nada, acabei deixando quieto, deu pra ver por fora e tirar fotos, tava bom, e enquanto circulava o lugar continuava a ver pessoas empilhadas em cima de caminhões vazando da cidade, eu tava ficando preocupado com aquilo.

 

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Como vi no GPS que a rua do meu hostel não era muito longe dali resolvi ir andando e no caminho via muitos lugares sem luz, e os semáforos todos apagados, nenhum policial olhando o trânsito, atravessar a rua era uma tarefa pra louco. Teve um momento que passaram 3 jipes do exército com os soldados tudo armados, não tava entendendo nada e ficava cada vez mais assustado.

Ao virar a esquina da Plaza de Las 3 Culturas, vi um prédio (era algo do governo) isolado por aquelas faixas amarelas da polícia com parte do reboco caído na calçada e uns vidros quebrados, algumas pessoas tiravam fotos e comecei a pensar em terremoto, mas estranhei o fato de estar há apenas 1h da cidade e não ter sentido. Continuei andando e vi uma avenida interditada e uma estrutura de ferro caída parcialmente na calçada com uns caras colocando no lugar.

 

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Ainda parei no caminho pra comer uns tacos num carrinho, estava encucado, pois desconfiava de terremoto mas ao mesmo tempo achava as pessoas aparentemente tranquilas, como se nada tivesse acontecido, ao mesmo tempo que o clima na cidade estava estranho.

No caminho ainda avistei alguns prédios com rachaduras e as pessoas observando em volta, naquele momento eu já tinha certeza do ocorrido.

Quando cheguei no hostel, a primeira coisa que fiz foi subir até o quarto, colocar meu celular pra carregar e ativar o Wi-Fi, pronto, o bichinho começou a vibrar sem parar, não parava de chegar notificações, pensei “Lascou, deu ruim!”. Quando olhei, tinha mensagem no Whatsapp, Facebook, até Direct no Instagram me mandaram, comecei a ler as mensagens, era geral me pedindo sinal de vida, se estava bem, se o terremoto foi perto de onde estava, se eu tava vivo, inclusive duas chamadas perdidas da minha irmã. Entrei em choque e tratei de ligar pra minha casa, minha irmã atendeu apavorada, dizendo que minha mãe quase enfartou, que na TV mostrou prédio caindo e o escambau. Devo ter passado quase 2 horas pra responder todo mundo, explicar que tava bem, que não tava na cidade na hora e tal, fora os inúmeros pedidos pra vir embora.

Lembro que nunca tomei um banho tão rápido na minha vida, vai que dá uma réplica bem na hora kkk

Óbvio que meus planos da luta livre tinham miado, até porque cancelaram qualquer evento naquele dia (muito justo). Logo o Danilo chegou e perguntei como tinha sido, eles estavam perto da Torre Latinoamericana e a tia dele disse que quase caiu no chão de tão forte que foi, foi bastante forte. Um rapaz que estava no hostel (mexicano mesmo) começou a me mostrar alguns vídeos no celular dele e comecei a ter a real noção do que havia acontecido por lá. Era a segunda vez que eu estava num lugar que teve terremoto e escapei do pior, em 2015 eu estava no Chile, sai de Santiago rumo a San Pedro de Atacama e quando cheguei lá deu um terremoto até moderado, mas vi no noticiário que era um de 8,3 na escala Richter e houve grande destruição na capital, escapei por um dia, assim como no desse dia. Óbvio que virei motivo de piada entre meus amigos, pois além dos dois terremotos, estava na Colômbia em 2016 e o danado do furação Mathew passou próximo à costa de Santa Marta (cidade onde estava ) e zoou o meu final de semana. Eles disseram que iam fazer uma vaquinha para eu ir pra Coreia do Norte, é mole!

Passei o resto do dia vendo vídeos e lendo o noticiário, de noite arrisquei dar uma volta pra achar algo pra comer, pois como iria ver a luta não comprei nada pra cozinhar, por sorte tinha algumas taquerias abertas, mas no geral estava tudo fechado, a rua estava quase deserta, uma ou outra pessoa passava pro lá, andei algumas quadras e vi algumas lascas de parede caídas, mas nada de muito sério, o centro histórico não sofreu tanto, o prejuízo maior foi a parte mais ao sul pelo que vi, até por ser mais próxima do epicentro.

 

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GASTOS DO DIA

Ônibus p/Piramides: 100,00 (ida e volta)

Água na rodoviária: 14,00

Entrada nas Pirâmides: 70,00

Tacos menores de tarde: 10,00 (4 tacos)

Tacos de noite: 30,00 (3 tacos)

Refrigerante: 15,00

Água no hostel: 10,00

 

Continua...

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DIA 4 - 20/09 - Cidade do México

 

Acordei pra tomar café e fiquei assistindo o noticiário sobre os resgates, fiquei chocado com as imagens dos prédios caídos e principalmente da escola que caiu e comoveu o país, ficava pensando do que estaria fazendo, onde estaria na hora do terremoto.

 

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Resolvi ir até o Bosque de Chapultepec que estava fechado na segunda, fui de metrô (que ainda estava de graça) até lá (fica próximo da estação Chapultepec do metrô), ele até estava aberto, mas os museus estavam todos fechados para revisão das estruturas, pensei no que fazer e decidi conhecer alguns mercadões da cidade, e começaria pelo La Merced, mas antes decidi aproveitar e ir até o Terminal Oriente para ver preços das passagens para Oaxaca para dali a dois dias. Peguei a própria linha 1 na estação Chapultepec e segui sentido Pantitlán até a estação San Lázaro, era onde ficava o terminal. Verifiquei os preços, anotei para comprar depois. Quando estava saindo para pegar o metrô, tinha uma mulher com um carrinho de cachorro-quente e vi que tinha um com bacon, custava míseros 20 pesos e resolvi provar. Apesar de não ser muito grande (o pão e a salsicha lá são menores), ele vem muito recheado, e o bacon não é aquele bacon torrado que nem aqui, é bem macio, e vinha tanto que até caia no chão enquanto eu comia.

 

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Voltei ao metrô e peguei sentido Observatorio até a estação Merced, você sai da estação já dentro do mercado, o lugar é imenso e tem de tudo o que imaginar, desde temperos, doces de todo tipo, barracas de comida, brinquedos, trangalhadas em geral, é bem interessante para você ver coisas típicas, experimentei algumas coisas, como o tal do mole, uma espécie de molho, na verdade parece mais uma pasta, é a base de chocolate mas tem vários tipos, experimentei um chamado mole poblado, tinha um gosto de pimenta do reino, mas bem forte.

 

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Dali segui para o mercado La Ciudadela, peguei a mesma linha do metrô, também sentido Observatorio e desci na estação Balderas, para chegar ao mercado basta virar à esquerda após uma biblioteca e seguir direto, não é longe. O lugar é um verdadeiro labirinto de lojinhas de todo o tipo de artesanias locais, você até se perde sem saber por onde já passou, e há muita variedade de preços, o ideal é ver todas e sempre perguntar o preço, dá até pra pechinchar por lá. Os valores variam muito inclusive em relação ao mercado San Juan.

 

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Ainda pensando no que fazer, decidi ir até o bairro de Xochimilco, fica na parte sul, é um bairro famoso por uns canais onde rola um passeio de barco, tinha que pegar o mesmo trem que ia pro Estádio Azteca. No caminho, vi muitos jovens entrando no metrô com marretas, picaretas, pás, capacetes, todos voluntários para ajudar nos resgates a vítimas do terremoto. Além disso, a maioria das estações de metrô virou centro de recolhimento de mantimentos, água e remédios para as vítimas, e muita gente entrava com fardos de água, papel higiênico entre outras coisas para entregar. Olhando para as ruas, em muitos lugares se via aglomerações de pessoas indo provavelmente para locais onde ocorreram desabamentos. O mais interessante é que apesar do ocorrido, de tudo o que estava acontecendo na cidade, a vida aparentemente estava normal para eles, as pessoas iam as ruas, faziam compras, afinal os terremotos fazem parte do cotidiano deles, eles aprenderam a conviver com isso.

O problema é ao chegar na estação Tasqueña, descobri que o trem estava fechado, até porque a parte sul da cidade foi a mais danificada.

 

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No final das contas dei apenas algumas voltas pelo centro e voltei para o hostel, aproveitei para pesquisar hostel em Oaxaca.

Pelo menos de noite tinha jogo do Peixe na Libertadores contra o Barcelona do Equador, sentei próximo à recepção onde o Wi-Fi era melhor e fiquei assistindo pelo celular, comprei umas cervejas e o Danilo chegou com outras e ficamos bebendo enquanto eu via o jogo (acabamos perdendo). Ah, lá no México o “litrão” na verdade é 1,2 l, e o vasilhame também é retornável, o Danilo comprou um, custava 6 pesos e no final da noite ele acabou deixando cair e quebrando no corredor (fato que deixou o segurança do hostel possesso).

 

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Nessa hora encontrei um outro brasileiro que estava lá, ele contou que estava em Cancún e chegou bem na hora do terremoto, estava no metrô, ficamos conversando até tarde.

 

GASTOS DO DIA

Jornal: 3,00

Hot-dog com bacon: 20,00

Refrigerante: 15,00

Tacos: 38,00 (5 tacos)

Refrigerante: 17,00

Mc Flurry: 28,00

Cerveja: 20,00

Cerveja litrão: 34,00

 

Continua...

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DIA 5 - 21/09 - Cidade do México


Tomei meu café reforçado e sai em direção ao bosque na esperança dos museus já estarem reabertos (detalhe: o metrô ainda estava liberado de graça). Chegando lá, nada, ainda fechados e sem previsão, como voltaria à CDMX no último dia para voltar para o Brasil acreditava que até lá estaria aberto.

Fui ao terminal comprar as passagens para Oaxaca e acabei descobrindo uma coisa: quando você desce na estação San Lorenzo (sentido Pantitlán), tem uma placa indicando a saída pro terminal, você sobe uma escadaria e sai pela rua e vai até o terminal, mas se você atravessar pra plataforma do outro lado (sentido Observatório), e subir a escada com a placa indicando o terminal (chamado de TAPO), você saí por dentro dele já, e ainda de quebra no caminho tem um terminal de vendas da ADO onde as passagens custam mais barato, no dia anterior eu tinha visto a mais em conta por 460.00 e lá comprei por 371.00.

De lá, resolvi dar uma passada pelo Circuito Hermanos Rodriguez, onde ocorre o GP de Fórmula 1 do México, saindo do Terminal, segue pela linha1 até a estação final (Pantitlán), desce a pega a linha marrom 9 sentido Tacubaya, desce na estação Ciudad Desportiva, é um complexo esportivo imenso que tem além do autódromo, estádio de beisebol (onde o Metallica gravou um DVD de 3 noites por lá), velódromo entre outras coisas. O autódromo estava fechado,  observei pro fora.

 

 

 

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De volta ao Zócalo, parei num quiosque de informações turísticas pra saber se havia algo aberto na cidade e só tinha um museu chamado Soumaya, voltei ao hostel para pesquisar mas não me interessei muito, além da logística pra chegar lá ter dado preguiça, resolvi só perambular um pouco e acabei fazendo minha primeira refeição em terras mexicanas, lá o esquema de comida econômica chama “comida corrida” ou “menu del dia”.

 

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Aproveitei também pra experimentar o tal do chapulines, o grilinho que é bem popular lá. Não é ruim e nem nada nojento, é bem de boa, mas achei um pouco enjoativo, o tempero dele é bem forte, não consegui comer tudo e deixei um restinho no saquinho.

 

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Acabei voltando cedo, fiquei conversando com o segurança, peguei algumas dicas de marcas de tequila com ele para comprar quando voltasse pra lá.

Decidi ficar de boa, pois acordaria bem cedo no outro dia, e mesmo não conseguindo dormir deitei cedo.

 

GASTOS DO DIA

 

Passagem para Oaxaca: 371,00

Jornal: 5,00

Almoço com refrigerante: 70,00 (52,00 + 18,00)

Coca cereja: 15,00

Chapulines: 15,00

Torta de pastor com longaniza (com queijo): 30,00

 

 

 

Continua...

 
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Sonho conhecer o México! Acompanhando o relato 👀

Eu não ousaria comer um sanduíche desse "puro bacon" numa viagem não 😅

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32 minutos atrás, Claudia Severo disse:

Sonho conhecer o México! Acompanhando o relato 👀

Eu não ousaria comer um sanduíche desse "puro bacon" numa viagem não 😅

Oi Claudia!

 

O México relamente é incrível, recomendo muito, tem muito lugar bacana pra conhecer lá.

Com relação ao lanche, repense porque realmente é muito bom kkk, bacon é vida! Aliás, comida lá é só alegria.

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@alexandresfcpg o lanche deve ser bom demais! Ah comida mexicana é capítulo a parte né? A gente foi até a Guatemala, bem na portinhaaaaaa do México (💔 de não ter ido), mas era na época em que o país exigia visto de brasileiro e a gente estava sem e sem dinheiro pra seguir viagem também rsrs

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[mention=241094]alexandresfcpg[/mention] o lanche deve ser bom demais! Ah comida mexicana é capítulo a parte né? A gente foi até a Guatemala, bem na portinhaaaaaa do México ( de não ter ido), mas era na época em que o país exigia visto de brasileiro e a gente estava sem e sem dinheiro pra seguir viagem também rsrs


Nossa, só queria saber de comer, e olha que acabei deixando de provar muita coisa (acabava esquecendo).
Agora tá de boa pra brasileiro, pode ir sem preocupação, certeza que vai curtir.
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