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CINGAPURA, MALÁSIA E TAILÂNDIA + 2 STOPOVERS EM PEQUIM E FRANKFURT (OUT/NOV - 2018) - Histórias, fotos, gastos, vídeos... sem jet lag e com inglês ruim

Posts Recomendados

DIA 5 - 22/10 - Cingapura / Malaca (Malásia)

 

Acordei cedo, terminei de arrumar a mochila e fiz um pouco de hora, pois minha passagem era pra 12h30. Como havia sobrado dinheiro de Cingapura, resolvi tentar trocar o dinheiro de Cingapura que sobrou por dinheiro da Malásia, chamado ringgit, só que as casas só abriam 10h30, então resolvi dar uma caminhada até o bairro árabe para comprar mais algumas lembrancinhas, e quando voltei uma já havia aberto, consegui fazer a troca e voltei pro hostel pra fazer check in (que era às 11h) e quando devolvi o cartão, eles me devolveram 5 dólares, depois fui entender que tinha sido cobrado como caução pelo cartão, provavelmente a moça que me recebeu explicou isso mas não entendi.
Parti para o terminal, estava um sol absurdo e eu rezava pro ônibus ter ar condicionado, comprei um suco e uns sanduíches no 7-Eleven e segui, cheguei lá e esperei um bocado, ele para na rua, na frente do guichê. Atrasou uns minutos mas chegou, era um ônibus bom, grande, novo, espaçoso e com ar condicionado, graças a Deus!
No caminho para a imigração, pegamos um enorme congestionamento, simplesmente não andava o ônibus, demorou muito até chegarmos, e lá mais complicação. O ônibus parou para descermos e ele nos esperaria do outro lado, e o motorista disse que não podia ficar mais que 45 minutos, pois ele teria que sair sem quem ficou pra trás. Achei que não demorariam muito, mas estava lotado, muita fila e na que eu fiquei foi a mais demorada, cada pessoa que chegava no balcão demorava muito. Fui um dos últimos a sair e o motorista estava esperando na saída dizendo para eu me apressar, estava quase batendo os 45 minutos. A imigração mesmo (digo o processo) é bem rápido, o que embaçou foi a fila.
Saímos de lá e logo atravessamos a ponte que separa os dois países, e logo após ela paramos na imigração malaia, só que lá foi bem rápido, pouca fila e o processo bem rápido também. Quando retornei ao ônibus o motorista olhava pra mim e dizia: "Tandas, tandas", e eu não entendia, daí ele disse: "Toilete", aí entendi, ele estava mandando todos irem no banheiro porque não pararia mais até Malaca. Aprendi minha primeira palavra em malaio.
Depois de 5h de viagem chegamos à rodoviária de Malaca, imediatamente fui abordado por uma renca de taxista que cobravam preços absurdos, e como vi que, apesar de longe, dava para ir a pé, não pensei duas vezes e fui. Só que era bem longe mesmo, devo ter andando uns 30 a 40 minutos, mas era fim de tarde e não estava muito sol, até achei que fosse chover mais tarde.
Cheguei no hostel, fiz o check in, recebi a chave da porta, do locker e a senha da porta de cima, fui para o quarto, ajeitei minhas coisas, tomei um banho (aliás, o banheiro lá era bem ruim, não tinha onde por as coisas e tive que fazer malabarismo pra não molhar tudo) e dei uma descansada rápida. De cara percebi que o WiFi era bem ruim, demorava pra carregar e caia fácil.
Saí para dar um primeiro rolê, segui até a famosa Jonker Street, mas como era segunda-feira estava meio miado o lugar, mesmo assim dei umas caminhadas. Estava com fome e voltei procurando lugar pra comer, achei uma galeria chinesa e vi um carrinho fazendo uma comida que parecia boa e barata, pedi uma prato (estava realmente muito gostoso), e depois retornei à Jonker pra dar mais umas caminhadas e voltei pro hostel. O Wifi estava sem conexão nenhuma e acabei dormindo cedo sem muito o que fazer. Ah, e detalhe, as tomadas de lá são um padrão diferente, mas em Cingapura o hostel fez uma gambiarra pra usarmos sem precisar de adaptador, só que lá precisa, tive que pedir um emprestado pro cara da recepção pra poder carregar o celular, então quando forem pra aquelas bandas, já arrumem um.

 

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O ônibus que me levou à Malásia

 

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Imigração de Cingapura

 

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Ponte que separa os dois países

 

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Terminal de Malaca

 

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Os tuk-tuks de Malaca, com direito a luzes e música (rola até Tchere tche tche tche...)

 

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Museu Marítimo

 

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Bairro indiano

 

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Bairro indiano

 

GASTOS DO DIA (CINGAPURA)

 

Câmbio = SGD 1,00 - RM 3,00
                   SGD 44,00 = RM 132,00
Flâmula = SGD 3,00
Chaveiro = SGD 2,00
Sanduíches (embalagem com dois) = SGD 3,20
Suco (7 eleven) = SGD 2,50

 

TOTAL (CINGAPURA) = SGD 10,70

 

GASTOS DO DIA (MALÁSIA)

Hostel = RM 36,00 (3 noites)
Jantar = RM 5,50
Coca = RM 2,50
Kit-Kat = RM 4,40

 

TOTAL (MALÁSIA) = RM 48,40

 

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DIA 6 - 23/10 - Malaca

 

Acordei cedo, a Internet funcionava mas bem ruim, lembro que ainda consegui ver o final do jogo Inter e Santos (que era na segunda às 20h) e saí, primeiro porque precisava achar um lugar pra comprar algo pro café da manhã e também pra comprar o raio do adaptador. Achei uma espécie de padaria bem legal, comprei umas coisas pra comer, depois comprei o adaptador e voltei pro hostel, tomei o café, e tive um princípio de pririri (já sabia que isso era normal por lá), mas o bom e velho Imosec resolveu logo o problema. Problema resolvido, sai novamente pra explorar a cidade.
No meio do caminho fui surpreendido por um puta temporal, daqueles com raio e tudo, eu me abriguei num restaurante até passar, a rua ficou bem alagada. Deve ter durado uma hora mais ou menos, e quando passou segui minha caminhada, não demorou muito e o sol voltou com tudo. Meu destino era o bairro português, pra quem não sabe, eles estiveram por lá e dominaram a cidade até serem expulsos pelos holandeses. O problema não era a distância porque adoro caminhar, mas as ruas são complicadas de andar, parecia uma estrada só que sem acostamento e os carros passavam bem perto, estava bem perigoso.
Primeiro cheguei no tal Fort St. John, era uma subida e na entrada havia uma multidão de macacos nas árvores, confesso que fiquei com um pouco de medo, ms logo eles sumiram e eu segui ladeira acima. Sinceramente achei o lugar mega sem graça, era um  forte abandonado, com uma vista não tão boa assim, pois tinhas muitas árvores e a baía era apenas OK. Tinha um cara estranho sentado lá, mas ficou na dele e eu logo saí, agora sim rumo ao bairro português que era ali próximo.
O lugar é um labirinto de casas meio parecidas e logo cheguei no Cristo Redentor, sim, eles tem uma réplica, claro que não tão imponente quanto o nosso, mas valeu a intenção. Depois entrei num lugar que eu sabia que tinha um museu português, mas pra minha decepção estava fechado, mesmo a placa de horário indicar que deveria estar aberto.
Fiquei mais um pouco por ali e resolvi voltar pra região onde eu estava hospedado, estava sem graça ali.
Acabei conhecendo naquela tarde praticamente o que tinha de mais importante pra se ver por lá: as ruínas do A Famosa, uma fortaleza que protegia a cidade e que tem como destaque a Porta de Santiago; a igreja de São Paulo; o Memorial da Proclamação da Independência, além de entrar no shopping Dataran Pahlawan, que possuía uma galera que saia de frente para a Porta de Santiago e é um ótimo lugar pra comprar souvenires.
Voltei por hostel, tomei um banho, vi que ainda estava sem Internet e sai pra jantar, a galeira estava fechada e busquei algum plano B, acabei vendo de longe algumas barraquinhas e colei lá, era comida indiana, pedi um rango chamado Mee Rebus Adik (pra variar, pimentaaaaaaa), um suco de laranja, e como estava ameaçando outro toró voltei cedo, pro hostel, acabei novamente dormindo cedo pois não tinha internet e fiquei entediado. Durante a madrugada, acordei para ir ao banheiro e vi que tinha Internet, aproveitei para pesquisar algumas coisas da viagem, como hostel em Kuala Lumpur.

 

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Fort St. John

 

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Fort St. John

 

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Fort St. John

 

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Bairro português

 

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Bairro português

 

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Bairro português

 

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Bairro português (Museu português)

 

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Bairro português

 

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Bairro português

 

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Bairro português

 

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Bairro português (Jalan em malaio quer dizer "rua", e nesse bairro quase todas as ruas tem nomes em português e uma placa explicando a origem do nome)

 

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Bairro português

 

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Galeria Heritage

 

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Galeria Heritage

 

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A Famosa

 

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Igreja de São Paulo

 

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Igreja de São Paulo

 

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Igreja de São Paulo

 

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Igreja de São Paulo

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Igreja de São Paulo

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Parque Taman

 

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Parque Taman

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Parque Taman

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Janta do dia

 

GASTOS DO DIA

 

Café da manhã = RM 6,00
Adaptador = RM 5,00
Almoço = RM 9,00
Coca = RM 2,30
Refrigerante (mountain dew) no 7-Eleven = RM 2,80
Jantar = RM 5,00
Suco de laranja = RM 3,50
Flâmula = RM 15,00

 

TOTAL = RM 48,80

 

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DIA 7 - 24/10 - Malaca

 

Acordei mais cedo nesse dia pois precisava ir até o terminal ver passagem para Kuala Lumpur, foi também o dia que o WiFi resolveu funcionar bem, aproveitei para testar o serviço do Grab, o UBER local, a corrida até o terminal foi bem barata, 7 ringgits, até porque não era longe.
Os preços das passagens eram mais ou menos os mesmos, a diferença era de 1 ou 2 ringgits, comprei por 10 ringgits para o meia dia do dia seguinte, na volta fui perguntar quanto daria um táxi até o hostel de volta e queriam cobrar entre 20 e 25 ringgits (e sem direito a negociar), muito mais caro que foi o Grab. Como não tinha chip local e estava sem Internet, ia acabar indo a pé mesmo só pelo desaforo, daí vi que tinha WiFi no terminal, só que precisava de um cadastro que eu não tinha, mas consegui utilizar por uns 3 minutos, foi o tempo de chamar um Grab e esperar na porta, logo ele chegou e me mandou mensagem que estava na outra entrada, a volta ainda foi mais barata: 6 ringgits.
Comprei meu café da manhã na mesma padoca do dia anterior e sai pra dar um peão, tinha visto que havia um lugar chamado Melaka Street Art, ou seja, uma rua que seria cheia de grafites. Depois de torrar no sol, descobri que era apenas um beco com alguns grafites, mas nada demais. No caminho, achei uma casa de câmbio e resolvi trocar mais um pouco de dinheiro.
De lá segui até o Museu Marítimo, um museu temático em forma de navio, mas antes dele vi que tinha um Museu da Aduana, a entrada era 0800 e fui conferir, até porque qualquer lugar com ar condicionado era uma ótima pedida, estava um calor dos infernos. No final, me surpreendi, era um lugar que não tinha marcado pra conhecer e foi bem legal, conta a história do sistema aduaneiro no país, tem até uma seção com coisas apreendidas, que vai de bebidas até veículos e motos importadas.
Saindo de lá colei no Museu Marítimo, era bem próximo, paga 10 conto pra entrar. Até é legal, mas sinceramente gostei mais do da Aduana. Saindo do barco, tem um anexo à frente com mais algumas coisas pra ver.
Dei umas passadas em uma galeria grande que tinha na frente, comprei algumas lembranças, dei umas caminhadas pela parte do canal e próximo ao fim da tarde resolvi testar uma função da câmera do meu celular (que era novo, comprei pouco antes da viagem): o time-lapse, é uma função que você grava vídeos em rotação acelerada e permite gravar lugares por muitas horas em vídeos de minutos. Fiz uma gambiara com o bastão de selfie e a mochila e coloquei a câmera pra gravar o pôr-do-sol no canal, devo ter ficado quase duas horas lá e o vídeo ficou com pouco mais de um minuto.
Voltei pro hostel, tomei banho e fui jantar um pouco mais tarde, estava cansado e voltei pra descansar cedo já que pegaria a estrada no outro dia.

 

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Os canais de Malaca

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Melaka Street Art

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Melaka Street Art

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Melaka Street Art

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Melaka Street Art

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Bastion Middleburg

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Bastion Middleburg

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Bastion Middleburg

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Museu da Aduana

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Museu da Aduana

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Museu da Aduana

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Museu da Aduana

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Museu da Aduana

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Museu Marítimo

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Museu Marítimo

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Museu Marítimo

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Museu anexo ao Museu Marítimo

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Museu anexo ao Museu Marítimo

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Museu anexo ao Museu Marítimo

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Museu anexo ao Museu Marítimo

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Museu anexo ao Museu Marítimo

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Por ser um país muçulmano, é muito comum encontrar salas de oração em lugares públicos, e com separação de homens e mulheres

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Um shopping qualquer em Malaca

 

GASTOS DO DIA

 

Grab( ida) = RM 7,00
Grab (volta) = RM 6,00
Passagem p/ KL = RM 10,00
Café da manhã = RM 6,80
Coca = RM 1,60
Yakult = RM 1,50
Salgadinho = RM 3,50
Câmbio = US$ 1,00 - RM 4,12
                    US$ 50,00 = RM 206,00
Bandeiras = RM 10,00 (2*5,00)
Museu Marítimo = RM 10,00
Camisa = RM 10,00
Imãs e chaveiros = RM 20,00
Cartões postais = RM 2,00
Jantar = RM 5,00
Coca = RM 2,50

 

TOTAL = RM 96,40

 

 

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DIA 8 - 25/10 - Malaca / Kuala Lumpur

 

Chamei um Grab e parti pro terminal, cheguei com um pouco de antecedência e fui para a plataforma esperar o ônibus para KL. Nesse dia, posso dizer que cometi uma grande cabaçada, primeiro por conta de não ter um bom inglês e segundo por um erro de interpretação besta.
Após alguns minutos sentado na plataforma, um homem se aproximou e perguntou se eu ia pegar o ônibus para KL, eu disse que sim e ele disse que o ônibus de meio-dia não passaria mais, que estava atrasado, mas que eu poderia pegar o de outra empresa. Segui ele até o guichê sem entender e a moça do caixa me mostrou um cartaz que dizia que o próximo ônibus seria a uma hora...DA MANHÃ. Fiquei assustado, disse que não poderia esperar e perguntei o que fazer, ela me devolveu os 10,00 que havia pago e disse que eu poderia comprar em outras empresas e que os horários delas estaria normal, fui numa ao lado que tinha o de meio dia e comprei lá mesmo, custava 12,00, mas pelo menos iria naquele dia.
O busão chegou no horário e logo embarquei, era um ônibus novo e bom, e depois de alguns minutos de viagem me dei conta da burrada que havia feito: o cartaz que estava no guichê dizia 1:00 PM, e lembrei que PM seguinte "depois do meio-dia", ou seja, era uma da TARDE , e não uma da manhã como entendi na hora. Provavelmente ela explicou, mas eu não entendi direito, e por falta de costume de ver horas em "am/pm", confundi as bolas e achei que só teria ônibus de madrugada, bastava eu esperar uma hora a mais e pronto. Mas até que não tão mal, se tivesse esperado ficaria cozinhando naquele calor do terminal e chegaria uma hora mais tarde em KL. Mas não deixa de ter sido uma cabaçada!
Em menos de 2h estava em Kl, só que cheguei em um terminal diferente do que imaginei, achei que chegaria por KL Sentral (o outro ia pra esse terminal, se não me engano), mas acabei chegando pelo Terminal chamado de TBS, fica mais ao sul da cidade, longe do outro. 
Quando desembarquei, confesso que fiquei bem perdido, pois tinha muitas saídas, uma passarela e eu não sabia pra que lado ia, tinha algumas placas dizendo "KTM" (que eu não sabia que era o trem), e eu não sabia qual lado ir e que transporte pegar até KL Sentral, fui e voltei algumas vezes até que informaram o correto, pega uma passarela e vai sentido a plataforma do KTM, pega o trem sentido KL Sentral, são 4 estações, mas um pouco longe.
Em KL Sentral, você tem as opções de pegar o LRT (metrô) e o MRT (monotrilho), aí basta ver para onde vai e o que pegar. Fiquei um pouco perdido tentando achar a saída para o LRT, a estação é bem grande, descobri que fica indo no sentido da saída pra rua, tem uma escadaria do lado esquerdo, é só subir e seguir as placas.
Descia na estação Pasar Seni, ela saí quase de frente com o Central Market, e meu hostel era numa ruazinha ao lado, subi uns 2 lances de escadaria até a recepção, e conheci umas das figuras mais simpáticas e gentis que conheci durante as minhas viagens: Max. Não sei se ele é dono ou funcionário, mas pensa num maluco sangue bom. Primeiro, fez questão de levar minha pesada cargueira (mesmo eu dizendo que não precisava se incomodar), mais um lance de escada acima até meu quarto. E além disso, durante minha estadia por lá, me deu várias dicas e me ajudou até com o transporte para o aeroporto, conforme relatarei mais tarde. Ah, e ainda permitiu que eu guardasse minha garrafa de água na geladeira usada para vender bebidas, ela ficava trancada e ele sempre abria quando eu precisava pegar ela.
Estava bem cansado mas também com fome, saí para caçar lugar pra comer e acabei na praça de alimentação do Central Market, depois na volta pro hostel acabou metendo o dedão do pé numa espécie de coluna de ferro que era bem baixa e não reparei, o bagulho inchou e ficou dolorido por uns dois ou três dias.
Deu uma chuva rápida e depois sai pra bater pernas, visitei a Praça Merdeka e o palácio do sultão (só vi de fora, não entrei); uma mesquita chamada Jamek Mosque, que você pode ver da ponte que cruz o Rio Kelang, é muito bonita; fui até o bairro árabe e depois caminhei pela Petaling Street Market, em Chinatown, bem próximo do meu hostel. Esse último que mencionei é um grande mercado a céu aberto, com barraquinhas de comidas, roupas, relógios, e tudo o que puder imaginar.
Numa rua ao lado achei um restaurante com um cara bem simpática e resolvi jantar lá, foi o melhor rango que comi até então e acabei voltando pra jantar todas as noite ali.

 

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Busão que levou até KL

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Terminal TBS

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Terminal TBS

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Rua ao lado do Central Market

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Petalling Street

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Petalling Street

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Praça Merdeka

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Praça Merdeka

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Praça Merdeka

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Jamek Mosque

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Jamek Mosque

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Bairro árabe

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National Textile Museum

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Praça Merdeka

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Jamek Mosque (visto da ponte sobre o rio Kelang)

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Praça Merdeka

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Praça Merdeka

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National Textile Museum

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Petalling Street

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Petalling Street

 

GASTOS DO DIA

 

Diferença do ônibus = RM 2,00
Grab = RM 7,00
KTM = RM 2,40
MRL = RM 1,70
Hostel = RM 72,00 (4 diárias)
Almoço = RM 7,55
Coca = RM 2,70
Cartões postais = RM 2,10 (3*0,70)
Jantar = RM 10,50
Chocolate = RM 2,40

 

TOTAL = RM 110,35

 

 

Continua...

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DIA 9 - 26/10 - Kuala Lumpur

 

Como, a princípio, depois de Kuala Lumpur eu iria à Penang, no norte do país, resolvi fazer mais um câmbio de dinheiro, comprei um café da manhã no 7-Eleven e depois segui caminhando, queria conhecer a Little Índia de KL e também alguns outros pontos da cidade.
No caminho, avistei o Museu Nacional, que não estava nos meus planos, mas como gosto de museus e também devia ter ar condicionado (sim, estava um calor dos infernos), resolvi entrar. É um museu com 4 ambientes, cada um conta uma fase do país até a parte da Independência, achei bem interessante, vale a pena conhecer.
Segui caminhando (e bastante) e cheguei na Little Índia, o bairro indiano de KL. Muitas lojas, muitas cores, muito caos, bem interessante. Aproveitei e almocei por lá, comi meu primeiro de muitos "fried rices" da viagem (esse, apimentado, mas até que bem leve), depois comprei uns doces indianos numa barraquinha e fui-me embora, tinha bastante coisa pra fazer.
Próxima parada foi o Jardim Botânico, um enorme (põe enorme nisso) espaço no meio da cidade, fica atrás do Museu Nacional, que eu havia visitado mais cedo.
Quando estava chegando próximo do Monumento Nacional, o céu fechou e tive que colocar minha capa, não demorou e veio um baita temporal, só estava eu na rua debaixo daquela chuva, mas a capa era muito boa e deu conta.
Depois do Monumento Nacional, fui ao Museu de Arte Islâmica, que mostra tudo o que envolve a arte islâmica: arquitetura, vestimentas, cerâmica, moedas, joalheria, entre outros. Recomendo muito.
Próxima parada foi na Mesquita Nacional. Na entrada, tem uma fila só pra muçulmanos e outras para os não muçulmanos, nessa você faz um rápido registro, assina e é liberado, mas como eu estava de bermuda tive que colocar uma roupa que eles emprestam para entrar lá. A mesquita é grande e bonita, só não é permitido entrar no salão principal, ainda mais que logo começaria um culto, missa, sei lá (na verdade, não sei como chama o "culto" deles). Enquanto olhava o salão por fora, conheci um senhor chamado Abdullah, ele conversava com um rapaz francês e outro cara, ele deu várias explicações sobre islamismo. O engraçado é que o francês sabia menos inglês que eu, teve uma hora que até servi de intérprete para ele ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

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Museu Nacional

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Museu Nacional

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Museu Nacional

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Museu Nacional

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Museu Nacional

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Little India

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Little India

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Little India

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Little India

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Little India

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Little India

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Jardim Botânico

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Jardim Botânico

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Monumento Nacional

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Monumento Nacional

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Museu de Arte Islâmica

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Museu de Arte Islâmica

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Museu de Arte Islâmica

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Museu de Arte Islâmica

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Museu de Arte Islâmica

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Museu de Arte Islâmica

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Museu de Arte Islâmica

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Museu de Arte Islâmica

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Museu de Arte Islâmica

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Mesquita Nacional

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Mesquita Nacional (pra entrar, tive que pagar esse mico kkkk)

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Mesquita Nacional

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Mesquita Nacional

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Mesquita Nacional

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Mesquita Nacional

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Mesquita Nacional

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Mesquita Nacional

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Dengue zero por aqui...

 

 

GASTOS DO DIA

 

Café da manhâ = RM 7,10
Câmbio = US$ 1,00 - RM 4,15
                  US$ 150,00 = RM 622,50
Museu nacional = RM 5,00
Pepsi = RM 1,00
Almoço = RM 5,00
Coca = RM 2,30
Doces indianos = RM 8,00 (8*1,00)
Museu islamico = RM 14,00
Jantar = RM 14,00

 

TOTAL = RM 56,40

 

 

Continua...

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Pessoal, desculpem a demora pra postar a continuação do relato, tive dias bastante corridos e faltou tempo, mas agora vou retomar o ritmo. Então, vamos lá...

 

DIA 10 - 27/10 - Kuala Lumpur

 

Sabadão ensolarado, parti pra estação KL Sentral, lá tomei um trem com destino a Batu Caves, um conjunto de cavernas que ficam ao norte de KL, é considerado um dos maiores santuários hinduístas fora da Índia. Antes, comprei um café da manhã num 7-Eleven na própria estação: 2 salgados de frango (aliás, uma raridade, quase não existe coisas salgadas pra comer, geralmente eles comem muito doce) e 1 Coca.
A viagem é tranquila e leva mais ou menos uma hora, e assim que você sai da estação já avista o local, logo ao lado tem a estátua de Hanuman e um templo logo atrás, era pago e preferi não entrar, mais adiante tem outros templos que dá pra entrar 0800. Basta caminhar um pouco e já é possível avistar a estátua de Murugan, uma divindade hindu, com 42 metros de altura (é mais alta que o Cristo Redentor, por exemplo). Atrás, tem uma escadaria imensa que leva aos templos nas cavernas, são mais de 200 degraus, mas até que é de boa. O único perigo ali são os macacos, eles estão aos montes, por todos os lados, e é preciso cuidado, pois há muitos relatos de objetos furtados e até ataques, claro que basta você ficar esperto e também não provocar os bichos, além de evitar andar com alimentos à mostra, pois isso atraí eles (vi um quase atacar uma moça por causa de um pacote de bolacha).
No alto, dentro da caverna, há alguns templos, o lugar é realmente imperdível, parada obrigatória pra quem vai a KL.
Fiquei por lá umas 2h e voltei pra KL, resolvi testar o serviço do tal GoKl, um ônibus que circula pela cidade de graça e tem ar condicionado, são 4 linhas no total, baixei o mapa delas no celular, é fácil de usar e passa com bastante frequência.
Desci na região de Bukit Bintang, a parte mais desenvolvida da cidade, o centro financeiro e onde ficam os shoppings e a lojas de marca. Acabei almoçando num Subway no shopping (bateu saudades de comer uma porcaria) e fui caminhando até a Petronas Tower. Quando você vê as fotos pela Internet, o lugar parece incrível, mas quando você vê pessoalmente, fica chocado, além de muito altas, as danadas das torres são realmente muito bonitas. A única coisa que estraga o lugar são uns caras chatos que ficam vendendo aquelas lentes "olho-de-peixe" para celular e importunam o tempo inteiro, mal deixam você tirar um foto em paz, teve um que se pôs na minha frente quando ia bater uma foto.
A próxima parada era a KL Tower, uma torre de TV que tem vista pra cidade toda, queria ver o pôr do sol de lá. Na Petronas também dá pra subir e a vista é legal, mas também é pago, então subi na torre porque de lá você vê, inclusive, as Petronas Towers. Fui procurando pelo GPS, mas não achava o lugar, até que um rapaz me disse que a entrada era do outro lado de um hotel. Estranhei, mas fui com ele, e chegando na recepção, uma moça disse que eles faziam o transporte até lá, tinha dois tipos de visita, a do deck de observação e a do sky deck, e essa custava 99 ringgits, achei suspeito e deixei quieto, continuei andando e finalmente achei o lugar, essa torre na verdade fica no alto de um morro, então você tem que pegar uma van (é grátis), até o alto e lá fica a entrada, onde você compra o ingresso, e por incrível que pareça, era o mesmo preço que a mulher do hotel falou: para o deck de observação, que é uma área fechada no meio da torre onde você vê por aqueles binóculos, custava 49 ringgits; e o Sky Deck, que é a parte do alto, onde você tem visão panorâmica da cidade, além de acesso às Sky Box, duas caixas de vidro onde você pode tirar uma foto "flutuando" por KL, e custava 99 ringgits. A filha para ir nas caixas de vidro era enorme, aproveitei para fazer um vídeo do pôr do sol em "time-lapse", e depois resolvi encarar o medo de altura e o tamanho da fila pra tirar o raio da foto. Mal sabia a roubado que me esperava...
Depois de mais ou menos 1h na fila (não sei por quê fiz aquilo), chegou minha vez, o fotógrafo mandou fazer uma pá de poses, em pé, deitado, sentado, fazendo o raio do Usain Bolt, e foi tirando as fotos, quando terminou eu estava tão angustiado pra sair dali que esqueci de pedir pra tirar uma com meu celular (sim, podia fazer isso), ele me deu um papel e fui em direção à saída. Chegando lá, tinha um balcão e um homem pegou meu papel, foi no computador e me mandou escolher 3 fotos, e deu um papel com uma senha para eu, em até 4 dias (se não me engano) baixar o resto no site que estava escrito nele. O problema é que essa brincadeira custava "singelos" 169,90 ringgits, só que eles não falam nada na hora, não tem nenhum cartaz ou aviso sobre isso. Óbvio que recusei, mas antes de eu responder, o cara já tinha impresso as fotos, colocado numa moldura e embalado, pensa na cara que ele fez quando eu disse que não. Pior que não fiquei com nenhum registro do momento (claro que ele pegou a senha de volta e deletou tudo do computador), devia ter pedido pra tirar com o celular, passei cagaço à toa.
Peguei um GoKl, desci no Peteling, jantei no mesmo lugar de ontem e fui pro hostel, cansado e com o dedo do pé ainda um pouco dolorido, mas bem melhor. Enquanto eu tomava banho, arriou um baita temporal, deixando a noite um pouco mais fresca.

 

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Estátua de Hanuman

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Os macacos estão por todos os lados

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Estátua de Murugan e ao fundo a longa escadaria.

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Macacos infinitos

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O calor era tanto que o simpático macaquinho tava mandando um belo de um Corneto.

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Ônibus GoKL

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Região de Bukit Bintang

 

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Região de Bukit Bintang

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KL Tower

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Petronas Twin Towers

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Praça de frente para as torres.

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Vista do alto da KL Tower

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Fim da tarde em time-lapse.


GASTOS DO DIA

 

Metrô = RM 1,20
Café da manhã (7 eleven) = RM 7,30
Trem (ida) = RM 2,60
Trem (volta) = RM 2,60
Metrô = RM 1,20
Almoço (Subway) = RM 11,55
KL Tower = RM 99,00
Jantar = RM 9,00
Suco = RM 5,00

 

TOTAL = RM 139,45

 

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DIA 11 - 28/10 - Kuala Lumpur

 

Teoricamente, seria meu último dia em KL, pelo roteiro original eu iria, no dia seguinte, para a ilha de Penang, onde ficaria 2 dias e de lá seguiria para a Tailândia, mas comecei a analisar se valia a pena. primeiro, porque de KL até Penang daria umas 5h de viagem e pegando mais de um tipo de transporte (trem e balsa), além disso, com o transporte, chegaria quase no fim do dia e, portanto, perderia aquele dia, tendo só o seguinte pra conhecer o lugar, portanto ficaria muito corrido. Além disso, um vôo de Penang para Chiang Mai, que já não era barato, tinha ficado bem mais caro do que eu tinha pesquisado antes, e comecei a pensar, daí vi que se eu ficasse mais um dia em KL e fosse de avião na terça para Chiang Mai sairia apenas 90 dólares (já com mala despachada), qualquer outro dia tava acima dos 100, não pensei duas vezes, abri mão de Penang e decidi ficar até terça. Falei com Max, renovei a diária e pronto, o problema agora era transporte pro aeroporto, pois ela fica há uns 50 Km ao sul de KL, e o vôo seria às 6h55, muito cedo. A opção mais viável seria o trem expresso, que sai de KL Sentral e custava 55 ringgits. Pensei também em chamar um GRAB, vi que dava 65 ringgits, mas aí Max me deu "a solução". Falou que perto dali havia um terminal chamado UTC (nada a ver com o canal de trocadilhos do Youtube), de lá tem um ônibus expresso que custava apenas 12 ringgits, levava aproximadamente 1h até o aeroporto.
Definido tudo, faltava só comprar a passagem, eu tinha o app da Air Asia no celular, fiz todo o processo, só que na hora de pagar, o lazarento do BB exigia confirmação via SMS, ou seja, me fodi (não estava disposto a comprar um chip só por causa daquilo). Nunca eles fizeram isso, sempre comprei passagem pelo celular e OK, dessa vez não rolou, resultado, teria que ir no aeroporto fazer a compra. Por um lado era bom porque eu já poderia testar o serviço do ônibus.
Fui até o tal terminal, que realmente era muito perto do hostel, no máximo 10 minutos de caminhada, você entra, segue a vai vendo umas escadas, a plataforma dele é a P5, tem um papel informando a linha, basta descer, pagar para um cara que fica sentado lá e aguardar, tem uma tabela com os horários. Não demorou e chegou um, o ônibus era novo, confortável e com ar condicionado, a viagem durou mais ou menos 1h, ele para primeiro no terminal 2, que era onde eu deveria descer (é o terminal de vôos internacionais). Subi as escadas e fui procurar o balcão da Air Asia, demorei pra achar, o aeroporto é bem grande (aliás, muito bom o aeroporto, por sinal, grande, moderno, organizado e tem o melhor sinal de WiFi que já peguei até hoje), mas achei, tinha uma fila razoável, tentei comprar por uma máquina, mas não consegui operar ela e fui pra fila mesmo, logo fui atendido. Mostrei o vôo que queria (eu havia tirado print da tela do app), o rapaz foi fazendo o processo, incluiu a bagagem, e me deu o tíquete, custava acho que uns 80 dólares se não me engano, mas ele cobrou em moeda local, acabei pagando com o cartão pra não precisar gastar do dinheiro em espécie e depois precisar sacar.
Tudo certo e resolvido, voltei (ah, na volta foi mais barato o ônibus: 10 ringgits), almocei no Central Market, e pelo resto da tarde fiquei dando umas voltas no GoKl pra conhecer as outras linhas, sem nada de muito interessante, voltei pro hostel, fechei hospedagem em Chiang Mai e descansei bastante.

 

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Tabela dos horários dos ônibus para o aeroporto

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Aeroporto de Kuala Lumpur

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Aeroporto de Kuala Lumpur

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Aeroporto de Kuala Lumpur

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Plataforma do ônibus no terminal UTC

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GASTOS DO DIA

 

Hostel (+1 diária) = RM 18,00
Ônibus p/ aeroporto (ida) = RM 12,00
Passagem p/ Chiang mai = RM 353,00 (cartão)
Ônibus do aeroporto (volta) = RM 10,00
Almoço = RM 9,90
Suco = RM 2,50
Jantar = RM 14,50 (c/coca)


TOTAL = RM 66,90 (dinheiro) e RM 353,00 (cartão) = RM 419,90

 

 

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DIA 12 - 29/10 - Kuala Lumpur

 

Como estava com dia livre, aproveitei pra descansar um pouco e dormi um pouquinho mais, fiquei acompanhando o resultado das eleições, pois estava 10h à frente do Brasil e o resultado final do 2º turno só sairia de madrugada.
Resolvi testar outras linhas do GoKl e fui até o Parque KLCC, próximo às Petronas Towers, depois fui a Bukit Bitang ver algumas casas de câmbio para trocar o excesso de ringgits por thai baths, já que iria pra Tailândia no dia seguinte.
Almocei na Little India (no mesmo restaurante do dia que fui lá), depois tentei ir ao Museu da Polícia, que eu havia visto num vídeo e achado interessante, ele fica atrás do Museu Islâmico (na verdade, na direção, mas o acesso a ele é por uma rua mais adiante onde tem uma subida), mas ele estava fechado, era segunda-feira, e como em muitos lugares que visitei, é o dia de folga de museus.
Tive um leve piriri e precisei voltar ao hostel, descansei um pouco mais, comprei um doce de coco feito no bambu que vendia ao lado do Central Market (muito bom, por sinal), fui até Bukit Bitang para trocar o dinheiro na casa que estava melhor, voltei pro hostel, terminei de arrumar as coisas, pois sairia de madrugada e não queria acordar ninguém, e à noite fui conhecer uma rua chamada Jalan Alor, é uma espécie de Kao San Road deles, tem de tudo (mas não é no mesmo nível de loucura da rua tailandesa), depois fui até as Petronas ver elas de noite, peguei o busão e fui jantar no mesmo restaurante dos outros dias , voltei pro hostel, me despedi do Max e deitei cedo.

 

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KLCC Park

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KLCC Park

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Museu da Polícia visto por fora

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Doce no bambu

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Doce no bambu

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Bukit Bitang

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Jalan Alor

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Jalan Alor

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Jalan Alor

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Jalan Alor

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Jalan Alor

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Jalan Alor

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KLCC Park

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KLCC Park (KL Tower ao fundo)

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KLCC Park e as torres ao fundo

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Esse era o rango que eu comia em KL, ótimo

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Esse era o restaurante que eu comia, recomendo.


GASTOS DO DIA

 

Almoço = RM 7,50 (c/coca)
Doce no bambu = RM 3,50
Camisa = RM 10,00
Lembrança = RM 14,00
Câmbio = RM 1,00 - TBH 7,84
                    RM 299,70 = THB 2350,00
Jantar = RM 14,00 (c/suco)

 

TOTAL = RM 49,00


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DIA 13 - 30/10 - Kuala Lumpur (Malásia) / Chiang Mai (Tailândia)

 

Acordei às 3h, coloquei o que faltava na mochila (tentando ser o mais silencioso possível), e parti rumo ao terminal, em uns 10 minutos estava lá, e como era muito cedo o terminal estava fechado, o local para pegar o ônibus era do lado de fora, tinha um cara com uniforme da empresa sentado vendendo os tíquetes, comprei e aguardei, às 3h45 ele chegou e logo partiu para o aeroporto, imaginei que chegando bem cedo teria tempo de fazer tudo com calma, mas a vida nunca é como planejamos...
A Air Asia tem como característica custo baixo, e para isso ela economiza em algumas coisas para baratear o preço, e um exemplo é o sistema de check in. Primeiro, você imprime o seu cartão de embarque e a etiqueta de despachar a mala num terminal, e este último processo eu não conseguia fazer, dava erro, precisei da ajuda de um funcionário (na verdade, eu estava fazendo uma cagada mesmo), depois vai até o balcão e você mesmo pesa a sua mala colocando na balança e com um scanner de mão você cadastra o peso na etiqueta da mochila (apontando para o QR-Code existente nela) e despacha ela, não tem funcionários no balcão para isso. Achei bem interessante.
Aproveitei para comer algo com um resto de dinheiro que sobrou e fui sentido à área de embarque, e aí começou o aperto. Primeiro, porque ao contrário do que li em alguns lugares onde dizem que eles não olham muito a questão da mochila ser grande ou ter peso maior que o permitido (no caso são 7 KG pra bagagem de mão), em Kuala Lumpur eles são rigorosos, talvez por ser o hub da empresa (pra quem não sabe a Air Ásia é da Malásia). Logo na entrada tem um lugar onde tem que por a bagagem, se for maior que as dimensões eles barram, e depois pesam, há uma balança, você coloca pra pesar e se passar dos 7 Kg eles também barram, sem choro nem vela, vi gente sendo barrada e tendo que voltar.
Isso fez com que demorasse bastante, e não bastasse isso na hora de passar na verificação (aquele lugar onde coloca as coisas na esteira e você passa pelo raio X) formou uma enorme fila, e estava dando a hora do embarque, acabei pedindo para algumas pessoas para passar na frente explicando que estava atrasado, passei no raio X e corri, meu portão era o P19, longe pra cacete. Cheguei esbaforido mas cheguei em tempo. Pra quem já leu outros relatos meus sabe que tenho um "apreço" por passar perrengue na hora de embarcar.
Embarcamos às 6h55 em ponto, o vôo foi tranquilo, em umas 2h45 chegamos a Chiang Mai, atrasei meu relógio pois o fuso da Tailândia era uma hora a menos que na Malásia, e fui direto para a imigração. A primeira coisa que nós brasileiros precisamos fazer ao chegar na Tailândia é passar no "health control" por conta da carteira de vacinação da febre amarela, se for direto pra imigração será barrado. Assim que desci a escadaria em direção à Imigração avistei o balcão, fica do lado esquerdo, fácil de ver, não tinha fila e tinha dois atendentes, que assim que encostei no balcão abriram um enorme sorriso e mandaram o primeiro de muitos "sawasdee". O processo foi absurdamente simples e rápido: entreguei o passaporte, a carteira de vacina e o formulário que preenchi no avião, eles te dão um outro formulário, grampeiam no passaporte e o rapaz ainda me acompanhou até o balcão da Imigração (que tinha uma pequena fila, mas ele me levou no de "nacionais" que estava vazio), o cara que tava lá apenas olhou, carimbou o passaporte, mandou o seu "sawasdee" e pronto, estava oficialmente na Tailândia, meu 10º país (ainda sou um mochileiros novato).
A pior parte foi sair do aeroporto, porque eu sabia que havia ônibus mas não sabia onde, e tinha umas vans e uns táxis bem caros saindo de lá, tentei o famoso songthrew (o táxi vermelho), mas como só estava eu o cara me ignorou e foi embora (na verdade, a comunicação com ele foi bem ruim, um não entendeu o outro), pra piorar, fui sair pra olhar e descobri que quando você sai só pode entrar de novo pela porta principal, que tem revista com esteira e raio X, tive que ficar naquele puta sol decidindo o que fazer. De repente avistei um ônibus azul com cara de busão de linha passando mais adiante pelo estacionamento, perguntei pra um guarda onde ele parava e ele apontou pra entrada do estacionamento, lá na frente do aeroporto, corri até lá, o ônibus havia parado ali e tinha um rapaz, mostrei o local do meu hostel no celular e perguntei se o ônibus passava perto, ele disse que sim, me levou até o motorista, falou alguma coisa com ele e mandou que eu subisse. Os ônibus circulares de lá são bem bons até, custam só 20 baths e tem ar condicionado, com o calor forte que fazia foi excelente.
Desci a uma quadra do hostel, ele ficava quase de frente para a cidade velha, numa rua lotada de hostels, o meu era bem no começo, cheguei era umas 9h30 acho, mais cedo que o horário de check in que o hostel tinha (11h), mas havia avisado por e-mail que talvez chegasse antes e eles permitiram sem problemas que eu fizesse o check in antes.
Check in feito, coloquei uma roupa confortável e parti pra rua, logo nas proximidades já visitei dois templos com entrada 0800, pensa num cara que ficou maravilhado, tudo aquilo era uma grande novidade pra mim, os detalhes, as cores, eu parecia uma criança na Disney, era tudo muito bonito.
Não lembro exatamente a quantidade, mas visitei muitos templos na região da cidade velha nesse dia, só pulei os que eram pagos, já que quase tudo era grátis, preferi não pagar nenhum.
Em meio a caminhada, resolvi parar numa tiazinha que tava vendendo algo pra comer por 20 baths, não sabia o que era mas fui ver, tinha um casal comprando e descobri que era um  omelete bem caprichado com arroz. Quando fui pedir, percebi que ela não falava inglês, foi meio na base do gesto mesmo, mas aí veio a parte engraçada. Enquanto ela preparava o omelete, do nada ele começou a trocar mó ideia comigo...EM TAILANDÊS. Isso mesmo, falava comigo como se eu fosse um local, e ria, gesticulava, como se fosse com um conhecido. Não me fiz de rogado e começou a falar em português também, pensa num diálogo engraçado, ela tentava imitar palavras que eu falava e ria, enquanto eu devorava o omelete. Só que, não sei o que ela entendeu durante o pedido, que ela fez dois omeletes, quase não aguentei o segundo, era bem grande e recheado.
No meio da tarde o sol estava forte demais e resolvi voltar um pouco pro hostel pra descansar um pouco, dei uma cochilada (havia acordado muito cedo e estava um pouco cansado), acordei umas 17h e fui caminhar um pouco para ver a cidade de noite. Primeiro parei num barzinho e comprei minha primeira Chang, a tradicional cerveja da Tailândia, e em frente tinha algum evento dela, uma moça com uniforme da Chiang pediu para tirar uma foto comigo segurando uma daquelas plaquinha em formato de balão com algo escrito (sabe lá Deus o que estava escrito) que se usa muito em festas, e fui andando até o Chiang Mai Gate Night Food Market, fica na parte sul da cidade velha, é uma área com muitas barracas de comidas, bebidas, doces. Achei razoável, comi uns espetinhos de frango com alho e voltei pela rua que sairia próxima do portão que dava acesso ao meu hostel (vi no Maps que o nome dela é Singharat), lá achei um simpático restaurante em frente ao Wat Dab Pai, bem simplesinho mas limpinho, pedi meu primeiro de muitos pad thais da viagem, e claro, adorei.
Voltei cedo pro hostel pra descansar melhor, e também peguei durante o dia vários panfletos de agências para avaliar algum passeio, basicamente queria conhecer algum santuário de elefantes.

 

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Aeroporto de Chiang Mai

 

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O local onde o ônibus para

 

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A primeira de muitas

 

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O duro foi se "acostumar" com a escrita deles

 

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Pad thai

 

GASTOS DO DIA (MALÁSIA)

 

Ônibus para o aeroporto = RM 12,00
Crepe e Coca = RM 11,00
Mentos = RM 5,90


TOTAL = RM 28,90

 

GASTOS DO DIA (TAILÂNDIA)

 

Ônibus do aeroporto p/ cidade = THB 20,00
Hostel = THB 520,00 (4 diárias)
Almoço = THB 40,00 (2*20,00)
Coca (7-Eleven) = THB 14,00
Cerveja = THB 55,00
Suco de laranja = THB 30,00
Espetinhos = THB 20,00 (2*10,00)
Jantar = THB 35,00
Coca = THB 12,00


TOTAL = THB 746,00

 

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DIA 14 - 31/10 - Chiang Mai

 

Segui o dia caminhando pela cidade velha visitando mais alguns templos, aquilo tudo ainda era uma grande novidade pra mim, a primeira parada foi o templo de prata, que fica fora da parte murada. Quando você entra tem um templo antes que é grátis, mas para visitar o templo de prata você precisa dar uma "contribuição" de 50 baths (ela coloca o dinheiro numa urna escrita "donations"), dei 60 achando que vinha troco mas os 10 ficaram como parte da contribuição, no máximo ganhei uma garrafa de água (aliás, é muito comum em alguns passeios na Tailândia você ganhar uma garrafa de água). O templo é realmente muito bonito e até encontrei um casal brasileiros lá que me pediu pra tirar uma pá de fotos deles.
Visitei mais alguns templos que não lembro o nome e passei por algumas agências para ver esquemas de passeio, estava ansioso para visitar um santuário de elefantes e ver mais algo de bom por lá. Aliás, sobre santuários de elefantes eu precisei pesquisar muito antes de escolher um, porque ainda aqui no Brasil eu li vários relatos de pseudo-santuários que na verdade apenas exploram os animais, e vocês não fazem ideia de como eles são torturados para fazer o que querem que eles façam. Quando forem pra Tailândia estudem bastante esse assunto, não escolham lugares onde há montaria ou algum show, tipo eles andando de moto ou jogando bola, e nem onde fiquem acorrentados.
Em uma agência escolhi um passeio que era um tour até Chiang Rai, onde você visita os templos branco, azul e o museu negro, além de uma vila daquelas mulheres girafas, mas tem várias opções de tours por lá.
Já o passeio dos elefantes eu fechei com uma empresa chamada Chiangmai Elephant Legend, li sobre eles e tanto no Tripadvisor (uma avaliação "muito boa" e as outras todas "excelente") quanto em blogs ou sites de pessoas que visitaram o lugar era só elogios, fui até o escritório deles, que fica na cidade murada (se quiserem, passo até o endereço), porém a princípio só tinha pra sábado, que era o dia que iria pra Pai, mas chorei um pouco e consegui que me encaixassem na sexta-feira. Outra razão para minha escolha era o preço, em comparação com os considerados "tops" de lá, era bem mais barato (alguns chegavam a mais de 3000 baths pelo mesmo período do que fechei, que custou 1900 baths).
Parei pra almoçar em um pequeno restaurante ali próximo, pedi um prato pela figura, como sempre, e quando chegou era algo muito estranho, até hoje não sei o que foi que comi, mas era estranho demais, tinha uma porção de arroz, pedaços de frango e algo que não identifiquei; fora que pedi uma coca e veio uma coca pirata, uma marca meio doida que tem por lá.
Voltei pro hostel pra sair um pouco do sol e de tarde voltei só com uma pequena mochilinha, daquelas que tem só uma alça, pois tava muito sol e a mochila estava cozinhando minhas costas, fora que só tava levando bastão de selfie e água, não precisava da maior.
Acabei visitando mais dois templos: o primeiro era o Wat Luand Dok, espetacular, acabei inclusive assistindo a uma cerimônia dos monges, foi bem legal; e por último andei que nem um corno velho até o Wat Umong, li que era legal. Pensa num troço longe e difícil de achar, cheguei já cansado lá, o lugar parece mais uma espécie de sítio, sei lá, tinha alguns ocidentais que estavam trabalhando de voluntário lá. O lugar em si não tem muita graça, o mais curioso (e mesmo assim bem fraco) são alguns tuneis que tem por lá, mas nada demais, considerei perda de tempo.
Estava tão cansado que peguei um ônibus pra voltar pro hostel, até porque minha hérnia de disco tava querendo atacar, tomei um banho e dei um cochilo pra me recuperar.
De noite fui jantar no mesmo restaurante do dia anterior e de lá fui pro Night Bazar, é onde todo mundo vai, é uma rua onde tem várias barraquinhas vendendo de tudo e alguns barzinhos, umas galerias onde rola até uns showzinhos de rock bem legais, é o melhor lugar de Chiang Mai de noite. Ah, tem casas de câmbio que ficam abertas até umas 23h, que é a hora que começa a miar o rolê, portanto tem que ir cedo lá pra aproveitar.

 

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Alguns tour que existem por lá

 

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Refrigerante de melão, horrível!

 

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Templo de prata

 

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Linhas de ônibus da cidade

 

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Wat Luand Dok

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Wat Umong

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Night Bazar

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Essa também é muito boa, recomendo!

 

GASTOS DO DIA

 

Bolacha = THB 10,00
Refri de melão = THB 15,00
Almoço = THB 35,00
Fake Coca = THB 10,00
Templo = THB 60,00 (THB 50,00 + troco em água)
Câmbio = THB US$ 1,00 - THB 33,05
                     US$ 100,00 = THB 3305,00
Passeio de santuário = THB 1900,00
Passeio Chiang Rai = THB 1000,00
Chocolate = THB 20,00
Ônibus = THB 20,00
Jantar = THB 35,00
Coca = THB 12,00
Cerveja = THB 39,00
Mojito = THB 100,00

 

TOTAL = THB 3256,00

 

Continua...

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      1º Dia: Partida - 26/12/2018 - 15h00 - São Paulo x Porto Quijarro - Empresa La Preferida R$315,00
           Partimos de São Paulo dia 26 de Dezembro de 2018 as 15:00pm da tarde do Terminal Rodoviário da Barra Funda. O ônibus teve um atraso de 30 minutos para que todos os passageiros guardassem suas bagagens no ônibus. A viagem é tranquila e o ônibus muito bom com banheiro e água da empresa La Preferida. Este primeiro trecho da viagem foi entre São Paulo à Porto Quijarro já na Bolívia. A viagem foi tranquila com duração de quase 23 horas e com paradas de 3 em 3 horas. 

       
      2º Dia: Partida - 27/12/2018 - 13h00 - Porto Quijarro x Santa Cruz de la Sierra - Empresa 2 de Mayo Bs$100,00 - Moto Táxi Bs$6,00 - Taxa terminal Bs$3,00 
           Depois de horas na estrada estávamos próximos ao serviço aduaneiro de fonteira terrestre - ADUANA - na fronteira com a Bolívia. Pensamos que o ônibus iria parar para que fizéssemos a saída do Brasil e depois a entrada na Bolívia, mas o ônibus passou direto na fronteira e só parou no Terminal Rodoviário de Porto Quijarro, já em território Boliviano. No terminal rodoviário trocamos um pouco de real em pesos bolivianos e guardamos nossas mochilas na sala vip da empresa La Preferida que foi gentilmente cedida aos passageiros, logo depois pegamos um moto táxi por Bs$3,00 bolivianos para retornar à fronteira para darmos a saída do Brasil na ADUANA Brasileira e firmar a entrada na ADUANA Boliviana. O trecho do terminal rodoviário até a fronteira leva menos de dez minutos. Chegamos na fronteira e atravessamos para o lado brasileiro novamente para fazer a saída do Brasil. A fila estava grande para quem fosse dar entrada no país mas para quem era brasileiro e estava dando a saída do país, no caso do Brasil, estava sendo atendido mais rápido. Fomos atendidos depois de uns 40 minutos e corremos para a fila da ADUANA Boliviana que esta um pouco menor. Carimbamos nossos passaportes e firmamos a entrada na Bolívia. Agora estávamos em dia com o controle de imigração rsss. Após todo trâmite da fronteira retornamos para o terminal rodoviário para almoçar e comprar nossa passagem para a nossa próxima parada, a cidade de Santa Cruz de la Sierra. Compramos em um dos diversos guichês na rodoviário pela empresa 2 de Mayo por Bs$100,00 bolivianos mais a taxa do terminal de Bs$3,00 bolivianos para as 13:00pm com aproximadamente 16 horas de duração. Poderíamos pegar o famoso Trem da Morte pelo mesmo valor e que também sai de Porto Quijarro mas leva um pouco mais de tempo para chegar em Santa Cruz e como estávamos com pouco tempo preferimos ir de ônibus mesmo. 
                       
           A viagem foi tranquila passando por diversas florestas e rios nos mostrando paisagens lindas do território boliviano. Fizemos algumas paradas durante o caminho para comer e ir ao banheiro pois no banheiro deste ônibus só podia mijar. Logo no começo da viagem o cobrador pediu para que quem precisasse cagar era pra pedir pra ele que eles paravam o ônibus para a pessoa fazer na estrada, pois como a viagem seria longa, se fosse fazer no ônibus mesmo ninguém aguentaria o cheiro. Mas ninguém precisou rsss. 
       
      3º Dia: Partida - 28/12/2018 - 11h30 - Santa Cruz de la Sierra x La Paz - Empresa Concórdia Bs$220,00 - Banheiro Bs$4,00 - Taxa Terminal Bs$5,00
           Chegamos em Santa Cruz por volta das 4:00am da madrugada. Ficamos aguardando o Terminal Bimodal de Santa Cruz abrir as 6:00am para poder fazer o cambio da moeda e comprar nossas passagens para nosso próximo destino, La Paz. Ficamos aguardando em alguns bancos que tem do lado de fora do terminal, quando um policial da INTERPOL abordou um de nós pedindo o documento de entrada na Bolívia. Documentos conferidos e fomos liberados rapidamente. Se não tivéssemos feito a entrada no país seríamos multados por estarmos ilegais no país pagando uma multa por este delito. 
           O terminal começou a abrir e logo vimos uma mulher vendendo as passagens para La Paz pela empresa chamada Concórdia pelo valor de Bs220,00 bolivianos, já adiantamos e compramos.  Depois entramos no terminal para aguardar nossa partida que seria somente às 11:30am, então tínhamos um bom tempo para comer, trocar dinheiro, tomar banho e dar uma volta pelos arredores do Terminal Bimodal de ônibus de Santa Cruz de la Sierra. Pagamos Bs1,00 boliviano para banheiro e Bs3,00 bolivianos para banho no terminal, isso acontece em toda a Bolívia, todo banheiro será cobrado, seja para necessidades ou seja para banho. Então separem suas moedinhas, pois elas serão muito úteis para isso. Outra utilidade para as moedas, são as taxas de embarque que todo terminal de ônibus cobra. Depois que compramos nossa passagem tivemos que ir em outro guichê para pagar a taxa de embarque do terminal que nos custou Bs$5,00 bolivianos. Dentro do ônibus antes de sair do terminal, um fiscal entra conferindo pessoa por pessoa o pagamento da taxa. 
        
        
           Andamos nas ruas ao redor do terminal e encontramos diversas barracas com comidas de rua. Tinha bastante comida típica, muitas sopas e caldos, sucos e escolhemos para começar as famosas salteñas e empanadas boliviana. São maravilhosamente deliciosas e valeu muito a pena experimentar. Comemos também o famoso cuñapé, que seria o pão de queijo boliviano. Outra delicia boliviana mas confesso que os pães de queijo da minha avó são infinitamente melhores que os cuñapé boliviano ahuahuahuahu. Desculpa aew Bolívia rs. 
           Retornamos ao terminal e embarcamos rumo a La Paz em uma viagem aparentemente tranquila mas assim que íamos distanciando de Santa Cruz o trajeto começou a ficar um pouco tenso. O trecho que passamos estava em obras e tivemos que passar por diversos desvios ao lado de desfiladeiros e enormes rios que cruzávamos a todo momento. Mais a noite o tempo mudou e começou a chover forte e o trânsito ficou bastante lento em alguns lugares. Com a noite chegando, a escuridão dominava e não tínhamos noção de onde estávamos passando, mas quando um relâmpago clareava tudo r nos dava a visão  do quão perigoso estava o trecho que estávamos passando. 
           Após o transtorno do trecho em obras fizemos mais uma parada para esticar as pernas, ir ao banheiro, comer alguma coisa, comprar água pois seria a ultima parada até La Paz. Como estava um calor de quase 30º graus desde Porto Quijarro, não nos importamos em colocar roupas de frio e seguimos em frente. Assim que o ônibus começou a chegar próximo da cidade de El Alto por volta das 5:00am da manhã sentimos o verdadeiro frio da Bolívia.

       
      4º Dia: Partida - 29/12/2018 - La Paz - Banheiro Bs$1,00 - Hostel Bs$153,00 - Van Bs$5,00 - Teleférico Bs$3,00 - Empresa Diana Tour Bs$40,00    
           Pela janela do ônibus só se via um descampado sem árvores, sem vegetação, coberto somente por uma grama curta e alguns arbustos e muito frio. Tinham diversas casas feitas de barro no meio do nada. Meu coração começou a bater mais forte e a falta de ar também começou levemente. Estava com os esfeitos da altitude, o soroche. Notei que estávamos próximos de El Alto, a última cidade antes de La Paz. O ônibus fez uma parada e mais da metade dos passageiros ficaram por ali mesmo. Perguntamos se ali seria o ponto final do ônibus. Algumas pessoas e o cobrador responderam que sim. Que teríamos que descer ali e pegar o teleférico até La Paz. Quando pegamos nossas mochilas do bagageiro do ônibus, perguntei para o motorista se ali seria o ponto final. Ele respondeu que não, que ali era ponto final pra quem era de El Alto. Subimos novamente no ônibus e ai sim seguimos rumo ao Terminal de Buses de La Paz.
           Chegamos por volta das 7:00am da manhã no terminal e bem na hora do rush. Havia muito congestionamento e resolvemos saltar do ônibus antes de chegar no terminal e continuarmos a pé o trajeto. No terminal de buses de La Paz usamos o banheiro por Bs$1,00 boliviano, compramos nossas passagens para Copacabana por Bs$40,00 bolivianos pela Diana Tour e usamos o wi-fi gratuitamente para podermos acessar o mapa no telefone para  poder seguir a pé para a Rua Sagarnaga. Esta rua esta concentrado a maioria das agências de câmbio, das agências de turismo, hotéis, pousadas e hostel. Fica bem próximo do Mercado Lanza, do famoso Mercado de las Brujas, da Igreja e Convento São Francisco, da Av. Illampu que contém diversas agências de turismo também. Ficamos hospedados no Hostel York B&B na rua Sagarnaga mesmo por Bs$153,00 bolivianos a diária por um quarto duplo, café da manhã e com banheiro privado. Como chegamos muito cedo no hostel e o check-in seria um pouco mais tarde, guardamos nossas mochilas na recepção do hostel e tomamos algumas xícaras de chá de coca para amenizar os efeitos da altitude que já estavam dando seus sinais. Ficamos por alguns bons minutos na cozinha do hostel tentando acostumar com aqueles sintomas e assim que o chá de coca fez efeito resolvemos sair pra rua para encontrar agências de câmbio para trocar nosso dinheiro e aproveitamos para dar uma volta na rua do Mercado de las Bruxas que estava começando a abrir.   
        


         


           Retornamos para o hostel para fazer o check-in, pois já estava no horário, nos acomodamos no quarto que reservamos, tomamos um belo e merecido banho, arrumamos as mochilas menores e bora pra rua novamente almoçar e aproveitar o dia que por incrível que pareça estava fazendo sol com todo aquele frio. Então não podíamos perder tempo e saímos logo em direção à Praça Murillo, um dos cartões postais de La Paz. 
       
       

           Ficamos um tempo nesta praça até que resolvemos perguntar para um guarda como se chega no Mirador Kili Kili. Ele nos orientou a pegar um tipo de van por ali mesmo em uma esquina da Praça Murillo pagando Bs$5,00 bolivianos que conseguiríamos chegar na entrada do mirador. Achamos a van e aguardamos por alguns minutos até que lotasse a van de passageiros. O percurso até o mirador durou apenas 10 minutos. A van percorre alguns lugares da cidade parando em alguns e seguiu rápido em direção ao mirador. Transporte barato, rápido e eficaz.  










           O Mirador Kili Kili nos da a visão da grandeza de La Paz. Tem uma vista impressionante da cidade. Ficamos por horas neste local, até que o tempo que estava aberto se fechou de uma hora pra outra e começou a chover até granizo. Ficamos por quase uma hora em um abrigo no mirador aguardando a chuva passar. Foi impressionante ver aquela tempestade do mirador com seus raios cortando toda a cidade de La Paz.
           Assim que a chuva deu uma trégua conseguimos ir até o ponto e pegamos a van que nos deixou na Praça Murillo novamente. De lá fomos ao mercado Camacho comer uma típica comida boliviana. Estava frio e chuvoso e nossos estômagos estavam roncando de fome. Andamos por cerca de 10 minutos e já estávamos no Mercado Camacho. Pedimos dois pratos tipicamente bolivianos porem esquecemos de perguntar quantas pessoas eles serviam ahuauhaua. Vieram dois pratos enormes, um chamado Picana Navideña e outro chamado Planchitas que juntos serviam 4 pessoas facilmente ahuahuhauhau. Fiquei pensando depois que o garçom poderia ter nos avisado rsss mas tudo bem, comemos até o cu fazer bico! kkkkkkkkkk 

       
           Barriga cheia, pé na areia! Saímos do Mercado Camacho e fomos nos aventurar nos famosos teleféricos da cidade. Foi sensacional andar por cima da cidade naquelas cabines. Parecia que estávamos flutuando sobre La Paz. O sistema teleférico em La Paz foi inaugurado no ano de 2014 ligando as cidades de El Alto e La Paz. Hoje em dia La Paz contém 9 linhas integradas levando 18.000 pessoas por hora, facilitando o trânsito caótico gerado pela geografia caprichosa do lugar. As linhas são interligadas, porém cada uma delas será cobrado uma tarifa de Bs$3,00 bolivianos caso tenha que trocar de linha. 
         


       
       

            Retornamos ao hostel para descansar um pouco e aclimatar pois o soroche estava acabando com nosso fôlego e o coração disparava a toda hora. Como íamos subir mais ainda resolvemos ficar de booooa no hostel pois logo de manhã iriamos sair em direção ao Terminal de Buses de La Paz para tomar o ônibus para o nosso próximo destino, a cidade de  Copacabana às margens do lago mais alto do mundo, o Lago Titicaca.
       
      5º Dia: Isla Del Sol - 30/12/2018 - La Paz x Copacabana x Isla Del Sol
       
      (((((Continua no próximo post))))
       
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       (...)
    • Por João_M
      E aí galera, blz?
      Eu e a Manu vamos deixar um relato pra quem está pensando em fazer algo parecido, em países parecidos ou até mesmo um mochilão em outro lugar. Vamos contar o que deu certo e o que deu errado (e como faríamos diferente em uma próxima vez). Fizemos a viagem em Dezembro de 2019. Também vamos falar dos APPs que usamos, casas de câmbio baratas e algumas outras dicas de cada cidade 😀 . No final vamos deixar os custos aproximados.
      --
      A intenção era ficar 20 dias e conhecer 6 países. Alemanha, República Tcheca, Polônia (Auschwitz também), Áustria, Eslováquia e Hungria.
      Levamos apenas 1 mala de mão cada um com as dimensões da British (que é um pouco maior do que a maioria – 56cmx45cmx25cm).Optamos por viajar mais leve para poder conhecer mais lugares e também porque não queríamos comprar muita coisa. Com isso, decidimos fazer 3 viagens noturnas entre as cidades para economizar em hospedagem e, principalmente, não perder os dias em viagem.
      Roteiro:
      5 dias em Berlim;
      3 dias em Praga;
      3 dias em Cracóvia (1 para Auschwitz);
      2 dias em Viena;
      1 dia em Bratislava;
      4 dias em Budapeste;
      2 dias para viagem de avião.
       
      BERLIM

      A imigração em Berlim foi tranquila. Fizeram algumas perguntas e pediram alguns documentos (Passagem de volta, comprovante de hospedagem, cartões de crédito, etc).
      OBS: A gente quase esqueceu de pedir no guichê da British em Guarulhos para imprimir as passagens de volta também. É bom tê-las com você pois geralmente eles pedem na imigração e também comprova que você tem a intenção de voltar para o Brasil.
      O aeroporto de Berlim (Tegel) não é tão longe do centro. É bem fácil comprar ticket de ônibus nas máquinas do lado de fora do aeroporto. Tem até uns guardas que te ajudam e é possível usar cartão de crédito internacional.
      OBS: Até a Alexanderplatz, precisa do Single Trip Ticket. Pegamos o TXL (ônibus) e paramos na Hbf, daí pegamos o S3 (Trem).
      Em todas as cidades que passamos você fica responsável pelo tipo do ticket de transporte que compra porque não existem catracas. Você entra em qualquer ônibus, bonde, metrô e Trólebus que quiser e valida nas máquinas dentro deles (às vezes elas ficam nas estações). Existem guardas que aleatoriamente verificam os tickets dos passageiros. Nesse primeiro ônibus que entramos (TXL), depois de uns 10 minutos, pediram nossos tickets para ver se estavam corretos e com tempo ainda. Também pediram no metrô em Budapeste e só.
      Como a Alexanderplatz é bem central, aproveitamos para comprar roupas de frio. Uma dica de loja barata e com muita variedade é a Primark. Também fomos na drogaria Rossmann para comprar produtos de higiene e cosméticos. Lá você encontra produtos em tamanhos menores para carregar na viagem, com preços a partir de 1 euro.
      Deixamos para comprar algumas roupas de frio, cosméticos, etc. na chegada para economizar espaço e poder viajar só com 1 mochila cada um.
      Fomos para o hostel e, como estávamos cansados da viagem, fomos dormir cedo. Porém logo acordamos com percevejos caminhando na cama e na parede 🤯.
      É importante ter cuidado na hora de escolher o hostel e sempre ler os comentários RECENTES. Havíamos reservado o hostel com antecedência (8 meses antes) e na época haviam somente comentários bons, mas vimos (depois que estávamos no hostel já) que uma semana antes da nossa chegada existiam comentários falando sobre percevejos. Ficamos com medo de pegar alguma doença, sei lá, e também pensamos que se tinham percevejos por toda a cama, o hostel não era muito limpo. Então depois de uma rápida pesquisa no google por hotel, saímos de noite a pé com a nossa mochila procurar um disponível na cidade ☹️. Por sorte a cidade é bem segura e não houve problemas. Vários casais, inclusive com crianças, passeando à meia noite. Achamos um hotel à 1,5 km de distância, fizemos check-out no hostel explicando o porquê, e saímos. Por sorte pegamos o último quarto :P. No outro dia, fomos conversar com a gerência do hostel e nosso dinheiro foi devolvido.
      Ficamos 5 dias na cidade e foi suficiente pois não gostamos muito de museus de arte. Como Berlim é uma cidade grande e as atrações são distantes, usamos o transporte público com o ticket 24 horas. O transporte é muito eficiente e fácil de usar. Mais abaixo vamos indicar os App’s que usamos.
      Aproveitamos a época de fim de ano para conhecer as feirinhas de natal, famosas na Europa Central, e tinham várias espalhadas pela cidade. Fizemos questão de ir na maioria. 

      Tem muitas comidas típicas, bebidas quentes e muito clima natalino (Coral, apresentações, etc.). A que mais gostamos foi a Gendarmenmarkt. Você paga 1 Euro para entrar e é bem movimentada. Tinha um palco com várias apresentações e muita comidas diferentes nas barraquinhas. A galera estava bem animada mesmo com uma garoa caindo.
      Outra que gostamos foi a da Alexanderplatz. O pessoal fala nos blogs que ela é meio turística e mais cara, mas não achamos. Realmente ela é mais turística, mas compensa gastar um tempo ali.
      Algo que aprendemos em Berlim foi como era o muro. Lemos em vários locais mas só conseguimos ter a noção exata lá mesmo. No lado Ocidental as pessoas podiam chegar perto dele e tinha grafite, pinturas, etc. Já no lado Oriental do muro, existia a “faixa da morte” que era uma área constantemente vigiada com postes de iluminação, uma estrada para passagem de carros em alguns pontos e mais de 300 torres de observação (DDR Tower). Após essa área, existia mais um muro, o interno, que era mais baixo e mais irregular. Os Soldados da Alemanha Oriental tinha ordem para matar a todo custo quem passasse o muro interno em direção ao muro principal. A tentativa de passar o muro virou crime e muitas pessoas morreram tentando (mais de 1000). Mesmo assim, nos 28 anos em que o muro ficou de pé, tiveram mais de 5000 fugas, várias delas por túneis. O muro tinha 155 Km, dos quais 43 Km ficavam em Berlim e sua região metropolitana.
      Melhores lugares para ver o muro: Sem dúvidas o Memorial é o melhor lugar para ver o muro, a faixa da morte e também para entender melhor sua construção. O East Side Gallery (1,5 Km de muro - maior pedaço do muro) é imperdível também, com toda sua arte. O museu Topografia do Terror tem um pedaço grande com marcas de destruição. No chão em toda a cidade, no lugar onde passava o muro, existem marcações de pedra e algumas placas de metal. É bem legal, porque você está atravessando a rua e se depara com uma linha feita pedras no meio do asfalto.

      LUGARES EM BERLIM QUE VALEM A PENA CONHECER
      Torre de Berlim, imponente, que praticamente dá para enxergar de qualquer parte da cidade. É demorado para subir mas a vista é legal, desde que o tempo esteja bom.

      O Memorial do Muro de Berlim é imperdível. Muito detalhado, com fotos, marcações onde ficavam os túneis, torres, etc., fachadas de prédios com uma foto de como era aquele local na época do muro erguido. Sem dúvida, um dos melhores museus para ir em Berlim e conhecer sua história. Lá também tem um pedaço da faixa da morte, desde o muro de berlim até o muro interno, e pode ser visto de cima, bem completo. E ainda por cima tudo gratuito.

      Poucos blogs falam da Igreja Gedächtniskirche, que foi parcialmente destruída na segunda guerra mundial e não foi restaurada para servir de lembrança da destruição. Vale a pena passar ver. Ela fica perto do zoológico da cidade (que não fomos, mas lemos que é muito bom) e também, pra variar, tem feirinha de natal na frente da igreja.

      Outros: Berliner Dom, Alexanderplatz, Portão de Brandemburgo, Parlamento alemão (precisa reservar no site antes para poder entrar e conhecer), Memorial aos Judeus mortos na Europa, East Side Gallery, Aeroporto Tempelhof, Parque Tiergarten, Topografia do terror, Checkpoint Charlie.

      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BERLIM
      Currywurst, Bockwurst (salsichas típicas), Eisbein (joelho de porco), Doner Kebab, Sauerkraut (chucrute), cervejas, doces das feiras de natal e sopas variadas.
      Uma comida típica de Berlim, mas que não é de origem alemã, é o Kebab. Vários lugares na cidade vendem e deu para perceber que eles gostam, pois sempre tinha filas.
      Restaurantes que gostamos: Curry 36 ou Curry 61, Doner Kebab do Mustafa’s Gemüse Kebap, Schleusenkrug, Bürgermeister Schlesisches Tor, Kamps, Dunkin’ Donuts.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Berlim é uma cidade grande, cosmopolita e com muitas coisas para fazer, além de muitas atrações gratuitas.
      Ficamos impressionados com a quantidade de bicicletas e ciclovias, sendo uma ótima cidade para quem gosta de bikes.
      A cidade (e o país também) já passou por muitas coisas recentes, como o nazismo, a destruição da 2ª G.M. e a divisão entre Alemanha Oriental e Ocidental na Guerra Fria. Com isso, a cidade é rica em história, museus, paisagens, etc.
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Industriepalast Hostel (Percevejos )
      Hotel: Schulz Hotel Berlin Wall (Ótimo)
      APPs: BVG Fahrinfo Berlin, BERLIN City Guide
      Mercados baratos: Penny, Netto Marken-discount
       
      PRAGA

      Pegamos um ônibus pela RegioJet (ônibus muito bom). Cada banco tem uma tela de entretenimento e também há opções de cafés de graça 😬. Porém para dormir os bancos são meio apertados e desconfortáveis.
      Saímos de noite e chegamos de madrugada em Praga (3h30). A intenção era ficar na rodoviária até amanhecer, pois o hostel que reservamos não tem check-in 24 hrs, mas ela estava fechada. Vimos que havia um MC Donalds 24 hrs ali por perto, porém era somente a parte de cafés e não conseguimos ficar. Sem saber o que fazer, além do frio de 0°C, saímos em direção ao centro da cidade. Passamos por uma estação de trem que estava aberta e ficamos lá até amanhecer. A princípio ficamos com receio de sair com todas nossas coisas no meio da madrugada, tentando achar algo aberto para ficar. Mas assim como Berlim, a cidade é super segura.
      Dica: Percebemos que é importante ao chegar em uma cidade de madrugada, observar se o hostel/hotel é 24 hrs ou se a rodoviária/estação é 24 hrs.
      Aproveitamos o primeiro dia para conhecer o Ossuário de Sedlec, que fica em uma cidade vizinha a Praga, Kutná Hora. Como as casas de câmbio ainda estavam fechadas, trocamos uma quantidade de dinheiro na rodoviária, mas não recomendamos pois a conversão é muito alta. Deixamos as mochilas em lockers na rodoviária e compramos a passagem na hora mesmo. Na passagem não havia informação de qual plataforma ou trem teríamos que pegar. Perguntamos para um senhor e ele nos explicou qual era. Fica a dica de na hora de comprar a passagem perguntar no guichê a plataforma e o trem. Paramos na estação de Kutna Hora hl.n. e trocamos de trem em direção a Sedlec (atravessar na passagem subterrânea para outro lado).

      Muito estranho ver uma “igreja” decorada com ossos de mais de 40 mil pessoas 🤯. É uma experiência diferente, que faz a gente pensar bastante na vida kk. Você gasta meio dia ( desde que vá bem cedo) para ir, visitar e voltar.
      Para voltar, o próximo trem perto da “igreja” demoraria 1hr então decidimos ir caminhando no sentido da linha do trem até a estação de Kutna Hora hl.n. (cerca de 1km).
      Ao voltar em Praga paramos em uma barraquinha para comer o famoso Trdelník, uma massa enrolada assada na brasa. Pegamos uma recheada com nutella. Não tem como ir pra República Tcheca e não experimentar. Super recomendamos!!
      Ficamos 3 dias em Praga. A cidade é pequena e boa parte dela é possível conhecer a pé. 
      Antes de ir para Praga, lemos em blogs que era uma cidade barata. Porém ficamos surpresos com os preços, que estavam mais altos do que pensávamos. Para economizar compramos em supermercados e preparamos as comidas no hostel.
      A República Tcheca é conhecida por ter cerveja boa e barata (Foi lá que nasceu a Pilsen). Experimentamos algumas e realmente são muito boas, desde as baratas até as mais caras. Não é à toa que é o país onde mais se consome cerveja do mundo. Em um dos dias fomos tomar café às 10h num restaurante e um rapaz sentou na mesa próxima, pediu 2 canecas (gigantes) de cerveja, tomou e foi embora kkk.
      Os principais pontos turísticos geralmente tem muita gente, uma dica é ir no castelo mais pro fim de tarde/noite, horário que tem menos gente e a vista da cidade é muito bonita de noite.
      Outro lugar legal de ir é no Funicular de Petřín. É possível pegar o funicular com o ticket diário de transporte público. Infelizmente subimos em um dia que estava com bastante neblina e atrapalhou bastante a vista da cidade.
      Em Praga também tinham feiras de natal, mas as únicas que a gente achou legal (e cara ) foram a da praça da cidade velha e da praça Wenceslas.

      LUGARES EM PRAGA QUE VALEM A PENA CONHECER
      Castelo de Praga: Vale a pena a visita ao maior castelo não habitável do mundo. Em sua maior parte não tem custo, no entanto, há circuitos que são pagos. Escolhemos fazer o circuito B, que incluía: St. Vitus Cathedral, Old Royal Palace, St. George's Basilica, Golden Lane com Daliborka Tower. Ficamos mais interessados nesse porque incluía a Golden Lane, uma rua medieval que ainda preserva casas originais da época e também vários artefatos medievais, como armaduras, armas e instrumentos de tortura (Que m**** hein humanidade!!)

      Elevador na prefeitura. Existe lá um elevador que nunca para. Ele faz uma volta no primeiro e no último andar e você tem que entrar e sair nele em movimento mesmo. Ele é bem antigo, quase todo de madeira e como fica dentro do prédio da prefeitura, é só entrar e usar quantas vezes quiser kk.
      A Ponte Carlos é magnífica. O problema é que tem muita gente sempre. Não tentamos ir bem cedo pra ver se estava lotada também, mas dizem que não...tanto.

      A subida na Torre de pólvora é compensada pela vista do centro da cidade do alto.

      Praça Wenceslas, praça da Cidade Velha (Orloj e igreja gótica), esculturas espalhadas na cidade do artista David Černý, muro de john Lennon.
      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM PRAGA
      Trdelník, Trdlo, Palačinky (Crepe recheado) e cervejas, muitas cervejas🍻.
      Restaurantes que gostamos: Good Food, Cafe Merkur New Limit.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Praga é uma cidade linda e super segura, mesmo de madrugada. O pôr do sol com vista da Ponte Carlos e do Castelo é incrível. Achamos as pessoas locais um pouco rudes e sérias, não gostam de ajudar nem de dar informações. Os preços estavam altos (pela nossa expectativa).
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Hostel SKLEP (Seifertova Street). Simples, confortável e ótimo café da manhã.
      APPs: PID Lítačka
      Mercados baratos: Lidl, Billa, Albert Supermarket
      Casa de Câmbio: Praha Exchange
       
      CRACÓVIA

      Pegamos o FlixBus para Cracóvia. Pagamos mais caro pra reservar os bancos e adivinha! Não existiam os bancos 3C e 3D!!! Tivemos que trocar 3x de bancos durante a viagem, pois em cada parada aparecia alguém com os tkts para os bancos que a gente estava sentado. Pessoal fala bem da FlixBus, mas a gente achou a RegioJet muito superior.
      Chegamos na estação de destino e gostamos de Cracóvia já de cara. A cidade é muito estruturada. Trocamos dinheiro (a casa de câmbio Kantor ao lado da estação é 24 hrs) e fomos de mochila mesmo para o centro antigo, pois o check-in no hostel era à 13:00 e a previsão do tempo para o dia seguinte era de chuva. Logo percebemos que as atrações são todas muito perto umas das outras. Antes do meio dia já tínhamos ido nos portões, Igreja de Santa Maria, Castelo, Salão do pano e várias coisas.
      Foi difícil de achar o hostel, pois ficava num prédio atrás de outro prédio. Esse hostel era diferente porque eram quartos alugados da casa de uma família. O café da manhã era ótimo e a mulher super receptiva.

       
      AUSCHWITZ
       

       
      No outro dia acordamos às 5:00 para ir pegar o ônibus para Auschwitz (6:20). PS: Oświęcim é Auschwitz em polonês. Usamos o app PID Lítačka (App de transportes da cidade) e pegamos 2 bondes para a estação (MDA). O ônibus para o museu estava lotado já nesse horário. 1 hora depois chegamos no portão de Auschwitz I. Estava chovendo mas a vontade de conhecer era tanto que nem incomodou.
      Fomos até o guichê para imprimir os ingressos que já havíamos reservado (1 mês antes). É de graça e é bom reservar antes, pois tem limite no número de pessoas por horário e por dia. Reservamos o primeiro horário (8:00 no inverno) para dar tempo de ver tudo, pois no inverno o horário de visitação é mais limitado. 
      Não pegamos visitação guiada. A gente não gosta de engessar a visita nas cidades e lugares mas sim aproveitar como a gente quiser. Ficar mais tempo em uma parte que a gente gosta e poder pular alguma que a gente achar chata.
      Uma dica: Se você escolher ir sem guia, tem um livro-guia em português que dá pra comprar logo depois da entrada (passar as catracas, passar a segurança e logo após sair da casa da segurança, tem uma casinha à esquerda que é uma livraria). Esse guia é super completo, conta as histórias e diz até um caminho sugerido.
      Acabamos a visita do Auschwitz I e fomos pegar o ônibus (free) para o Auschwitz II-Birkenau.

      Como o próximo ônibus era só em 40 min, decidimos ir a pé, mesmo com frio e uma chuva bem fina. A distância é de 2 km.
      Muito foi destruído do II, pois os nazistas queriam desaparecer com as evidências dos campos quando perderam a guerra. Mas como ele é absurdamente grande, ficou muita coisa ainda em pé. O segundo é muito maior e foi construído do Zero. O primeiro era a base do exército polonês e só depois da ocupação que virou um campo de concentração. O primeiro crematório (e único intacto) e câmara de gás era, antigamente, um depósito de munições do exército da Polônia, os outros crematórios foram demolidos sobrando apenas destroços. Não vamos falar muito da experiência nos campos de concentração. Acreditamos ser uma experiência única de cada. Só dizer que foi o melhor museu que já fomos e acho difícil algum outro superar!
      Saindo do Auschwitz II, pegamos o ônibus (free) para Auschwitz I e de lá voltamos com o mesmo ônibus para Cracóvia (Compramos Ida e Volta).

      À noite fomos na feira da praça, que mesmo com uma garoa estava bem agitada. Tomamos sopas, experimentamos algumas comidas e ficamos sentados num banco curtindo a vista da praça (uma das maiores praças medievais da Europa). Então fomos para o hostel dormir pois tínhamos acordado cedo 🥱.

      No outro dia de manhã, enquanto estávamos no quarto, começamos a ouvir muitos barulhos e pessoas falando alto. Abrimos a porta e 3 policiais estavam dentro do hostel . Na mesma hora, lembramos das cenas de filmes sobre a 2ª Guerra Mundial onde eles tiravam as pessoas dos apartamentos à força (inclusive em cracóvia) e deu um frio na barriga. A dona do hostel pediu mil desculpas e pediu para a gente esperar dentro do quarto. Meia hora depois os policiais saíram e até agora não sabemos o que aconteceu direito - Achamos que teve alguma denúncia, por parte da dona mesmo, de drogas ou algo assim. A mulher estava bem constrangida, pediu mais desculpas e para compensar fez um café da manhã incrível. Fizemos as malas, deixamos em lockers na estação e saímos rumo ao museu Oskar Schindler. Por sorte era segunda e não precisava pagar entrada 😀. Tem muita história lá, quem já assistiu A Lista de Schindler sabe do que estamos falando. Cracóvia tem alguns museus bem diferentes como Auschwitz, Oskar Schindler, Museu de máquinas antigas de Pinball, Museu das ilusões.
      Tiramos o restante do dia para Wanderlust. Passeamos por toda a cidade a pé de novo, indo nos lugares que a gente gostou. Quando escureceu, pegamos as malas e fomos para a estação esperar o trem para Viena (ÖBB).
      Primeira (e única) viagem de trem que fizemos entre países. Foi muito mais tranquilo que ônibus. Muitos blogs falam que na Europa Central, o melhor é ir de ônibus entre os países mas a gente achou muito mais calmo ir de trem mesmo. Menos barulho, menos paradas e balança menos.
      LUGARES EM CRACÓVIA QUE VALE A PENA CONHECER
      O Castelo de Wawel por si só já é lindo. A gente achou a arquitetura bem diferente de todos que já vimos. Existem algumas partes no exterior que estão intactas, como um dos portões e o piso super irregular de um dos pátios. No entorno do castelo, na parte de baixo, perto do rio tem uma escultura de um dragão (diz a lenda que ele protegia o castelo) que solta fogo a cada meia hora. Muito legal de ver, principalmente à noite.

      O museu de Oskar Schindler é muito completo. Tem muitos relatos, fotos e objetos referente à 2ª guerra mundial. A gente não pagou entrada, pois na segunda feira é grátis (exceto a primeira segunda do mês).

      Planty park, os 2 portões, Rynek główny, Basílica St. Mary, Collegium Maius, Rua Grodzka, Ghetto heroes square.
      Não fomos na mina de sal Wieliczka, mas se você tiver tempo, parece ser algo bem diferente, pois existem 2 apenas no mundo inteiro que estão abertas para visitação.
      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM CRACÓVIA
      Pierogi (de vários sabores), os tipos diferentes de linguiça (Kielbasa), sopas (qualquer tipo kkk, mas principalmente a Zurek e a Bigos). Os doces, bolos e tortas são excelentes. Em praticamente todas as panificadoras tem muitas opções que além de saborosas são lindas.
      Restaurantes que gostamos: Smak, Pierogi MR Vincent, Awiteks.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Uma das cidades que mais gostamos. As pessoas são legais, a cidade é pequena e dá para fazer quase tudo à pé, o centro histórico é lindo e tudo é barato, desde roupas até a comida e existem atrações legais perto da cidade que pode-se fazer como bate-e-volta.
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Lemon Tree Hostel
      APPs: Jakdojade, MobileMPK, Rozklad-pkp
      Casa de Câmbio: Kantor CFS (ao lado da estação Krakow główny é 24 Hrs)
       
      VIENA

      Chegamos em Viena bem cedo e tomamos café na estação mesmo. A estação de trem (Hbf) é próxima do palácio Belvedere, então fomos até ele caminhando.

      Saímos para centro da cidade com a mochila nas costas (o check-in no hotel era só 14h00), e só depois fomos descobrir que era bem em conta deixar em lockers na estação, mais barato que nas outras cidades. 
      Deixamos apenas dois dias para Viena para economizar, pois lemos em blogs que Viena era uma cidade cara. Na tentativa de compensar o pouco tempo que passaríamos na cidade, compramos tickets diários de transporte público para tentar fazer mais coisas e não perder tanto tempo.
      Saindo do Belvedere, pegamos um bonde para o centro e fomos conhecendo todos os pontos turísticos por alí como a catedral de São Estêvão - que tem aquele telhado colorido, escultura da peste, palácio de Hofburg - que é gigante, e dali seguimos para Maria-Theresien-Platz e depois para o museumsquartier.

      Bateu a fome e queríamos experimentar 2 comidas típicas de lá: Apfelstrudel e torta Sacher. A intenção era comer no Naschmarkt, que é o mercado central cheio de restaurantes, barracas de frutas, produtos vintage, etc, mas não achamos as comidas típicas. Um pouco mais de caminhada e uma dose de serendipidade, acabamos entrando no Café Aida que é um dos mais antigos de Viena e achamos as comidas típicas lá 😬 . Recomendamos ir nele também!

      Como chegamos em Viena no dia 24 de dezembro e era véspera de Natal, a maior parte do comércio fechava 12h/13h. Fomos correndo a uma supermercado para garantir a nossa ceia de Natal e por poucos minutos não conseguimos. Tivemos que comprar as comidas na corrida kkk.
      Fizemos o check-in no Hotel, deixamos as malas e as compras e voltamos para o centro.
      Aproveitamos que quase tudo estava fechado nesses dois dias para ver as atrações turísticas ao ar livre e as feirinhas de Natal, que como nas outras cidades não decepcionaram. Viena é conhecida pelas ótimas feiras de natal. Cada feira tem um caneca de quentão feita especialmente para a mesma. Você compra a caneca e se não quiser ficar com ela, devolve em qualquer barraquinha e recebe o dinheiro de volta, assim não precisa usar copos de plásticos. Apesar das belas canecas, não achamos o quentão tão bom assim 😜.

      A próxima parada foi na Rathaus, que é a prefeitura de Viena. Sabíamos que tinha lá a feirinha mais famosa da cidade (todo blog mencionava) e realmente foi muito boa. Muitas comidas diferentes, pista de gelo, música natalina ambiente, e todo aquele clima de natal.
      Saímos da feira e passeamos novamente pelo centro para ver as decorações de Natal (muito lindas por sinal).

      No outro dia, nosso último, fizemos check-out e fomos até a estação para deixar as mochilas porque já estávamos cansados de visitar atrações com a mochila pra lá e pra cá.
      De manhã fomos ao Palácio de Schönbrunn. Enorme e tem até um zoológico dentro dele. Andamos muito e tiramos muitas fotos. 

      Voltamos ao parque Prater pra andar na roda gigante mais antiga do mundo, a Wiener Riesenrad. Tínhamos ido no dia anterior à noite para tirar umas fotos mas queríamos ver a cidade de cima de dia. Comemos um Schnitzel com cerveja nas barraquinhas do parque e, como vimos de cima da roda gigante que a chuva estava bem próxima, nos apressamos para voltar para a estação. Dito e feito, quando estávamos quase entrando na estação, começou a chover.
      LUGARES EM VIENA QUE VALE A PENA CONHECER
      Prater (praça, parque de diversões e Roda gigante): A entrada no parque é de graça, somente paga-se para ir nos brinquedos. É impossível ir para Viena e não dar uma volta nessa roda gigante, que é um dos cartões postais da cidade. Além de grande e charmosa, a vista da cidade é incrível.

      Hundertwasser House vale muito a pena conhecer. Sua arquitetura é incrível e muito diferente.

      Palácio Belvedere, Catedral de Santo Estêvão, Maria-Theresien-Platz (praça), Ópera de viena, Museumsquartier, Naschmarkt, Palácio de Schönbrunn.
      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM VIENA
      Apfelstrudel, Torta Sacher, Wiener Schnitzel, Cerveja Gösser.
      Restaurantes que gostamos: Aida (entramos sem querer e depois soubemos que é um café super antigo - antes da 2ª Guerra Mundial e bem tradicional). Como era feriado, não achamos mais nenhum restaurante aberto.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Viena é a cidade dos palácios e jardins. Como fomos no inverno os jardins não estavam tão bonitos. Vale a pena ir para lá na primavera/verão também. Achamos Viena a cidade mais linda de todas, limpa, segura e organizada. Pena que foram poucos dias e no fim das contas não achamos Viena uma cidade tão cara assim.
      INFORMAÇÕES
      Hotel: Ibis Wien Messe
      APPs: Vienna Tram Map, Viena Guia de Metrô e mapas
      CityBike Wien: Viena tem um programa gratuito de bikes públicas (se você ir trocando de bike a cada 1 hora). Ouvimos falar bem mas não tivemos tempo de usar.
       
      BRATISLAVA

      Chegamos em Bratislava de noite. Dentro do ônibus, de longe já era possível ver o castelo bem no alto do morro. Todo iluminado, branco, quadrado e imponente.

      Como nosso hostel ficava bem no centro da cidade, ao lado do Michael's Gate que é o ponto zero da cidade, pedimos para descer perto da Ponte UFO, pois a rodoviária era mais afastada. Fomos andando até o Hostel, e no caminho já foi possível ver vários pontos turísticos, pois a cidade é muito pequena e tudo é muito perto. Mesmo sendo noite a cidade estava bem movimentada, então a ida foi bem tranquila. 
      Separamos apenas um dia para Bratislava, dia 26 de dezembro de 2019. Logo cedo saímos caminhar e vimos que estava tudo fechado, encontramos apenas uma Starbucks aberta, perto da principal praça da cidade, a Hlavné Námestie. Fomos tomar café e aproveitamos ver o porquê estava tudo fechado. Descobrimos que no dia 26 de dezembro eles comemoram o segundo dia de Natal, sendo assim, era feriado. Vimos que é importante quando for ficar poucos dias em uma cidade ver se não tem nenhum feriado, pois muitas coisas fecham. Aproveitamos para fazer mais coisas ao ar livre.
      Fomos ver a Igreja Azul, e na volta caminhamos ao redor do rio Danúbio. A ponte UFO é linda e diferente, seu nome é justamente por ter a aparência de um disco voador.

      Caminhando por ali vimos que tinha uma pista de patinação no gelo. Já tínhamos visto em todas as outras cidades que fomos, mas em Bratislava foi o lugar mais barato, pois era cobrado somente o aluguel do patins e resolvemos aproveitar. Foi super divertido.
      Após isso fomos até o castelo e andamos ao seu redor. Ele tem uma aparência super nova, pois já foi destruído e reformado várias vezes. Além de uma bela vista da ponte e do rio.

      Fomos almoçar no Slovak pub, pois lemos em vários blogs sua recomendação. Estava bem cheio mas conseguimos um lugar rápido. Vimos que em todas as mesas ao nosso redor tinham brasileiros que estavam almoçando lá também, parece ser uma parada obrigatória de todos os brasileiros que viajam por lá hahaha. Pedimos os dois principais pratos típicos, o Bryndzove Halusky, um gnocchi de batatas com queijo de ovelha e bacon por cima e o Cesnaková Polievka, uma sopa de alho servida dentro de um pão, porém este segundo que estávamos mais entusiasmado para experimentar estava em falta. Pedimos uma sopa de couve no lugar. Procurando este prato em outros restaurantes, descobrimos que estava em falta o pão, pois como era feriado as panificadoras estavam fechadas . Bem ritmo de cidade pequena. Foi uma pena e vai ter que ficar para a próxima.
      Nosso ônibus saindo de Bratislava rumo a Budapeste era às 06h da manhã. Saímos do hostel às 05h para pegar um ônibus para a rodoviária que era meio afastada do centro (Compramos o tkt no dia anterior). Ficamos um pouco com medo de sair de madrugada, mas ao passar pelo Michael's Gate, vimos muita gente na rua, saindo das baladas. Foi bem tranquilo e o medo logo passou, pois deu para ver que é bem seguro. 
      O ônibus era da FlixBus, mas ao chegar na rodoviária não havia nenhuma plataforma com o número do nosso ônibus e nenhuma da empresa também. Começou a bater o desespero!  Não sabíamos se estávamos na rodoviária certa, pedimos informação, mas eles olharam a passagem e não souberam nos informar. Somente quando vimos o ônibus da Flix que pudemos nos acalmar. Novamente se decepcionamos com a falta de organização da FlixBus.
      LUGARES EM BRATISLAVA QUE VALE A PENA CONHECER
      Kostol svätej Alžbety (Igreja azul), Man at work, Schöne Náci (homem do chapéu), Hlavné Namestie, Ponte UFO, Castelo de Bratislava, Michael's Gate, Catedral de St. Martin.
      COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BRATISLAVA
      Bryndzove Halusky, Cesnaková Polievka, Kapustnica (sopa de couve).
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Bratislava é uma cidade super pequena, é possível fazer tudo a pé e somente precisamos do transporte público para ir até a rodoviária. 
      É uma cidade ótima para pedestres, pois em todo o centro as ruas são apenas para pessoas, achamos isso incrível.
      A vista do castelo e da ponte é muito linda, tanto de dia quanto de noite. 
      Aparenta ser uma cidade barata, mas como os mercados e lojas estavam fechados por ser feriado não pudemos confirmar.
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Apart-Hostel ZERO (Hotel excelente, bem tranquilo, staff ótima)
       
      BUDAPESTE

      Chegamos lá pelas 09h00 na estação Budapest Népliget. Compramos tickets até o centro, metrô + ônibus. Nossa primeira impressão da cidade foi de meio suja, bagunçada, cheia de pedintes na rua. Um pouco diferente das cidades que tínhamos passado até então. Realmente Budapeste tem esse lado mais relaxado, parece que ninguém quer deixar as ruas e prédios limpos e bonitos. Mas por outro lado, fomos devagar nos surpreendendo com tudo que a cidade oferece. As pessoas são simpáticas e até nos ofereceram ajuda quando a gente estava com o mapa na mão olhando de um lado pro outro kkk. Parece uma cidade em transformação, pois vemos muita coisa sendo construída e também destruída para dar espaço a outras. Uma cidade bastante jovem, com muitos cafés descolados e restaurantes com ótimas comidas. O tempero de Budapeste é a páprica; ela é usada em vários pratos típicos.
      Tomamos um café rápido e fomos andar pela cidade. Foi um pouco cansativo, pois estávamos com as mochilas e com os pés cheios de calos de tanto caminhar nesses dias. Chegamos no Parlamento e o cansaço sumiu. Absolutamente lindo, ele é bem simétrico e foi baseado na arquitetura do parlamento de Londres. Sem querer (e sem saber disso também), chegamos bem na hora da troca da guarda. A cerimônia é bem simples e demora uns 10 minutos. Mas o legal mesmo é ver ele à noite, iluminado. Se tiver oportunidade pegue um passeio de barco à noite para ver não só o parlamento, mas o Castelo de Buda, as Pontes e o Bastião dos pescadores (compramos o Dock 8A - Blue River por causa do horário mas não gostamos muito. É barato e você ganha bebidas mas os vidros eram muito sujos e para tirar boas fotos, tivemos que ir para o lado de fora). Vá preparado para tirar muitas fotos. Budapeste se transforma à noite.


      Nesse mesmo dia fomos também em 2 feiras de natal (Christmas Fair and Winter Festival e Basílica de São Estêvão) e no monumento Sapato às Margens do Rio Danúbio que é muito emocionante e também uma lembrança de uma época triste. Acabamos a noite atravessando a Ponte das Correntes que de noite, pra variar, fica muito mais bonita.

      No outro dia percorremos a Avenida Andrássy até a praça dos Heróis. A praça é grande e linda. No inverno, atrás dela tem uma pista de gelo gigante, mas como patinamos em Bratislava acabamos não indo. Passeamos também na Deák Ferenc Tér que é a praça principal da cidade, região bem central onde saem os Walking Tours. Perto dela tem um café que achamos muito legal, o Cat Café. No dia em que fomos, ele abria às 10h00 mas chegamos antes e mesmo assim já tinha fila. São poucas as opções de cafés e comidas, mas você pode interagir com os muitos gatos que tem no Café. Para quem gosta de gatos é um lugar que vale a pena ir! 

      Aproveitamos esse dia para subir na Liberty Statue. A caminhada foi cansativa mas a vista e as fotos valeram a pena. Dá pra ver toda a cidade de cima, o pôr-do-sol sem prédios para atrapalhar e ainda por cima tinha uma feirinha lá em cima.

      No terceiro dia fomos nas águas termais. Escolhemos as Termas de Széchenyi pois queríamos ir bem cedo pra aproveitar mais o restante do dia, e do nosso AirBnb até ela era só pegar uma linha de metrô e pronto. Ela é um pouco mais cara que as outras mas a estrutura é bem grande com bastante piscinas internas e externas, tendo acesso a todas mesmo no inverno. A vontade era ficar o dia inteiro naquelas águas que estavam na temperatura de 28ºC e fora da água estava 1ºC❄️.
      LUGARES EM BUDAPESTE QUE VALE A PENA CONHECER
      Parlamento, o Castelo de Buda que é um dos maiores do mundo, Estátua da Liberdade, Praça dos Heróis, Váci Street, Basílica de São Estevão, Ponte das Correntes e as Termas.
      COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BUDAPESTE
      Goulash, Kürtõskalács.
      Restaurantes: Szimpla ruin bar, Cat Café, Cafe Brunch Budapest, 3 Pajamas Breakfast Club
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Maravilhosa à noite, muitas coisas para fazer, muitas atrações legais e divertidas, as pessoas que vivem lá são bem simpáticas e as coisas não são tão caras quanto as outras cidades da Europa Central que usam Euro. Uma das cidades que mais gostamos do mochilão. Tem muitos cafés e restaurantes legais por lá. Se você é um foodie igual a gente, não vai se arrepender!
      INFORMAÇÕES
      Apartamento AirBnb: City Center - Dessewffy St, Budapeste 1066
      APPs: BKK FUTÁR, SmartCity Budapest Transport, Budapest Rail & Tram Map
      Casa de Câmbio: Correct Change. Fomos no da rua Szent István krt. 23, 1055 mas ficamos assustados. O local parece aqueles becos cheios de entulhos que a gente vê nos filmes. Recomendamos o da rua Erzsébet krt. 41, 1073
      --
      APPs GERAIS
      Pesquisamos bastante e acabamos achando alguns Apps bem bons pra viagem que são grátis e muito úteis para qualquer viajante.
      Mapas: Maps ME e Here Maps. Os 2 funcionam offline (pode-se baixar as cidades na memória do celular). Em cada cidade um deles funcionou melhor que o outro, mas o MAPS.ME tem uma vantagem. É possível usar os locais salvos do seu maps (Google) e colocar dentro do App. Ele perde os ícones e as cores, mas como a gente sabe que é muito útil criar um mapa de cada cidade no google maps, quando você ficar sem internet, basta abrir o MAPS.ME. O Moovit também foi útil.
      Usamos bastante também o xCurrency para saber o quanto estávamos pagando pelas coisas.
      Como gostamos de ir em restaurantes onde as pessoas locais frequentam, muitas vezes o cardápio não era em inglês. Para ajudar usamos o Google Lens, que além de identificar o idioma, traduz na hora sem precisar tirar fotos ou digitar no Google translate. O ponto fraco é que ele precisa de internet.
      DICAS GERAIS
      Muito cuidado com alguns cartões internacionais. Tem alguns que não funcionam para compra de tickets e passagens mesmo sendo internacionais. A gente usou (e abusou kk) do Nubank e deu tudo certo. Teve um que só conseguimos usar em lojas e restaurantes, não sei bem o porquê.
      Deixamos para comprar um chip de celular com internet lá mesmo, mas com tantos locais com Wi-Fi grátis acabamos não comprando.
      Usamos sacos à vácuo para caber mais coisas na mochila e uma doleira cada um, com 2 zíperes. Em 1 a gente colocava o passaporte, no outro dinheiro e cartões. Com isso saíamos despreocupados.
      Compramos também, no Brasil, botas impermeáveis de inverno na Decatlhon, pois ficaríamos o dia inteiro caminhando e não queríamos nos preocupar com o frio nem com a chuva. A Decathlon tem uma opção que sai em torno de R$ 330,00, a SH-100.
      CUSTOS
      Como tivemos que passar por países com moedas diferentes e em pouco tempo, não ficamos anotando gasto por gasto. Por isso, os valores são aproximados. O valor é dos gastos gerais, ou seja, para nós dois. Na época, o Euro (Cartão e casas de câmbio) estava aproximadamente em R$ 4,80.
      Passagens Aéreas + transportes: R$ 5.520,00
      Ônibus: Guarapuava-GRU  +  Curitiba-Guarapuava
      Aéreo: GRU-TXL   +   BUD-GRU   +   GRU-CWB (dentro do Brasil)
      Obs: Compramos São Paulo até Berlim e a volta Budapeste até São Paulo (Open Jaw)
      Passagens dentro da Europa: R$ 1.130,00
      Ônibus: Berlim-Praga + Praga-Cracóvia + Cracóvia-Auschwitz-Cracóvia + Viena-Bratislava + Bratislava-Budapeste
      Trem: Cracóvia-Viena + Praga-Kutná Hora-Praga
      Seguro viagem: R$ 257,50 pela Allianz
      Hospedagem: R$ 2.943,00. Se tivéssemos escolhido melhor o hostel em Berlim, ficaria por volta de R$ 2.400,00.
      Comidas + Feiras de natal: R$ 3.539,50 
      Transporte nas cidades: R$ 770,00
      Atrações turísticas: R$ 720,00
      TOTAL APROXIMADO: R$ 14.900,00
       
      É isso gente. Qualquer dúvida estamos à disposição!
      Esperamos que consigam aproveitar bastante as informações do relato e que ele ajude quem está planejando o próximo mochilão!
    • Por jadecdoc
      Ei mochileiros,
      Vou direto ao ponto, gostaria de saber quanto custaria aproximadamente para fazer um mochilão na Austrália. Fui de intercâmbio para lá em 2017 e desde então sonho em voltar para fazer alguns passeios que não fiz como o Outback. Ideias de roteiros também são muito bem vindas apesar de eu ter uma ideia para onde ir (novamente hahah) como Byron, Gold Coast, Sydney e minha cidadezinha preferida Noosa Heads (onde morei). 
      O valor poderia ser de algum mochilão feito anteriormente, ou só alguma ideia do valor de um mochilão em geral pois o que eu fiz pela Europa foi bem fora do orçamento normal hahah
      Percebi após a postagem que não fui muito específica em nada hahah mas minha pretensão seria fazer de aproximadamente 1 mês, em Dezembro (férias da faculdade) e sei que por não importar muito com voltar no Natal ou Ano Novo o preço da passagem pode sair um pouco mais em conta. No último mochilão que eu fiz fiquei bastante em quartos compartilhados de hostels (a maioria em partes boas e bem festeiras das cidades), e fui bastante economica com outros gastos como alimentação e lazer, e acredito que por já ter feito uma viagem para Austrália antes muitas atrações caras (como a Grande barreira de corais) seria dispensável, minimizando um pouco o custo.
      Obrigada galera.
       
    • Por Paulonishi
      10/03 - Saindo de Cancún para Tulum
      Acordei às 04:50h e fiquei deitado sem sono até às 06:30h, quando decidi já ir me preparando para viajar e fui buscar as roupas que deixei secando. Vi que já havia movimentação para o café e logo me foi servido 3 tortilhas com chilli. Peguei também bolos, abacaxi e melancia, acompanhados por café com leite. Estava muito bom o desayuno.

      Peguei as coisas, despedi-me do pessoal do hostel e segui para a rodoviária. Já havia visto que teria um ônibus saindo às 08:00h e me apressei. O tempo estava muito com, com céu claro e, vencidos os 800m de caminhada, logo cheguei. Fui direto ao guichê que não havia fila e paguei $200 pesos pela passagem, $10 a mais pois me empurraram o seguro opcional junto e só percebi depois. Utilizando a internet do local, mandei mensagem a todos e logo embarquei. No terminal tinha um anúncio irritante da empresa, quase como uma lavagem cerebral... Só quem passou pelos terminais da ADO sabe... 😅
      O ônibus saiu com atraso de 5 minutos e seguiu por estradas muito bem conservadas e em pista múltipla. Nas poltronas existem carregadores USB mas não funcionavam. Durante o trajeto ficou passando um filme do 007. Ótima pedida para passar o tempo. Paramos em Playa del Carmen às 09:08h para desembarque de passageiros e o wi-fi mesmo de dentro do ônibus funcionou legal, com o mesmo login anterior. Saímos da rodoviária às 09:32h e em pouco mais de 1h de viagem chegamos a Tulum, uma cidade bem pequena cortada por uma rodovia. Eram 10:30h quando o ônibus entrou no terminal. Desci, peguei as coisas e verifiquei a internet. O bom é que já conectou automático porque a rede e senha são iguais e isso facilita um monte.

      Mandei mensagem que havia chegado e parti ao hostel, primeiro no caminho contrário e depois, com a correção do GPS, paguei a penalidade de 6 quadras a mais... Ah, até que foi bom porque já mapeei uns lugares baratos para comer, fora da área turística.

      Hospedei-me no hostel Weary Traveler, conversei com o atendente e peguei a dica de como ir de van até às ruínas. Deixei a mochila maior no depósito, pois ainda era muito cedo para o check in, saí em direção à avenida principal, atravessei para o outro lado e logo parou uma van. Confirmei o valor e se passava lá no sítio arqueológico e embarquei. Foi tão rápido que quando o motorista falou que chegou perguntei se era no sítio arqueológico mesmo e disse que sim. Paguei os $20 e caminhei até a entrada, que fica bem distante (800m). No caminho, um monte de gente vem oferecer mapa grátis e guias, mas fui em frente. Até uma entrada falsa para o parque tinha, na intenção de cobrar pelo transporte. Chegando na bilheteria ($80) havia uma fila de umas 40 pessoas, mas não demorou.

      Eram umas 11:30h quando entrei no parque. Fui seguindo a trilha marcada e ilustrada por painéis pelo caminho. A visão é realmente fantástica. Estruturas interessantes e imponentes. Desta vez, a estrela do dia foi a velha câmera superzoom da Nikon. Graça a ela e ao seu poderoso zoom pude capturar ótimas imagens em detalhe que, sem ela não seria possível. Agora já me vem a mente que, para esse tipo de viagem de aventura, tem que ser uma câmera prática e poderosa como ela. Tomara que ainda dure muito tempo!







       
      Percorri todo o sítio e o tempo, que estava com sol escaldante no início, fechou e já ameaçava chover. Saí do parque às 13h e fui rumo à rodovia pegar a van de volta. Mal cheguei e já veio uma fazendo sinal com os faróis e eu estendi o braço. Entrei e o bom dessas vans e que em ambas o ar condicionado estava bem geladinho.
      Desci já próximo da lanchonete onde havia visto os tacos. Pensei em comer em um restaurante em frente, mas não havia nenhum preço e, por isso, fui na tacaria. Pedi 2 tacos, sendo um ao pastor (de carne tipo churrasco grego) e outro de Res (carne bovina). Para acompanhar, um copo de suco gelado. O pedido chegou rapidinho e trouxeram molhos apimentados para acompanhar. Comi e gostei mais da carne de Res. Percebi que o pessoal não é muito atento a higiene, pois tanto o  rapaz que cortava o churrasco grego, quanto àqueles que manipulavam os alimentos faziam com as mãos sem luvas, sem máscara, sem gorro... Pior que o suco que eu estava tomando, um outro foi tirar a espuma com um balde... Bom, torcer para não dar diarréia. Tudo se come com as mãos e lavei muito bem as minhas.


       
      Terminado, fui direto ao hostel e cheguei exatamente as 14h, no horário certo do check in. Paguei 202 pesos pela noite e tive que deixar um depósito de $50, pela chave do quarto. Subi, fiquei na parte de baixo de um beliche e já coloquei minhas coisas no armário que estava vago em frente. Comecei a preparar a extensão elétrica porque eram poucas tomadas e liguei tudo para carregar as baterias e mandar mensagem para todos. Tudo encaminhado e fui tomar banho, lavar roupas de hoje e estender. Fiz um varal improvisado que ficou ótimo, modéstia a parte. Pior que pouco depois choveu, mas não atrapalhou a secagem que foi rápida.


      Tomei um banho bem refrescando e revigorador, arrumei os equipamentos e comecei a fazer o backup das fotos, passando dos cartões das câmeras para o celular, a fim de fazer também o upload no Google Photos.Terminado de passar as mídias do cartão da Gopro para o celular, deixei-o trancado no armário enquanto fazia o upload e fui comer algo, pois já estava com fome e passava das 19:30h.
      Andei pelo movimento da avenida principal e fui observar a movimentação dos bares, restaurantes e lojas abertas. Indo mais adiante, encontrei a praça principal onde está localizada a prefeitura. Tirei fotos e resolvi experimentar uma marquesita, um doce feito na casca de biju. Pedi de Nutella com morangos, fresas em espanhol. Filmei o rapaz fazendo mas depois achei o preço salgado, pois me cobrou $40 e o negócio não deu para encher a barriga.


       
      Passei no Oxxo, comprei uma garrafa de água de tamarindo, pagando $23.

      Corri então de volta a taqueria. Estava lotada de gente de vários países e quase desisti, mas vagou uma mesa e já me arrumei. Pedi desta vez uma empanada de queso e sopes de carne de res. Novamente veio bem rápido e comi com os molhos de pimenta. Dessa vez estava bem ardida, e tive que tomar uns goles da água para conseguir comer. A empanada estava ótima, mas o tal de solpe, uma espécie de esfirra aberta de massa de milho e com salada, achei duro.
      Terminada a refeição, voltei ao hostel para descansar, pois a caminhada de hoje tinha sido desgastante por causa do sol e também no dia seguinte partiria para outro sítio arqueológico, onde provavelmente teria que andar ainda mais. Verifiquei o orçamento, separei o dinheiro para amanhã e me pus a escrever o diário. Procurei dormir cedo, pois pretendo ir à Cobá pela manhão, voltar ao hostel e depois partir a Valladolid  à tarde.
      Gastos: $83 alimentação, $592 geral. total $675
      É isso aí!!! 😉

    • Por Anderson Paz
      Relato de uma viagem feita sozinho durante 58 dias no México entre os dias 02/05 e 28/06/2019. Muitas das informações aqui apresentadas já foram em parte compartilhadas no meu Instagram de viagens criado há pouco tempo: https://instagram.com/viajadon_/
      Obs.: os preços informados são em peso mexicano.
       
      PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS: Cidade do México, Teotihuacan, Tepotzotlan, El Tajín, Papantla, Huasca de Ocampo, Mineral del Monte, Bernal, Querétaro, Jalpan, Huasteca Potosina, San Luis de Potosí, Real de Catorce (local mais ao norte), Guanajuato, San Miguel de Allende, Puebla, Atlixco, Cholula, Zacatlán, Chignahuapan, Cuetzalan, Orizaba, Oaxaca, Chiapa de Corzo, San Cristóbal de las Casas, Comitán de Dominguez, Laguna Miramar, Toniná, Palenque, Bacalar, Tulum, Cobá, Isla Mujeres, Holbox, Valladolid, Ek Balam, Las Coloradas/Río Lagartos, Chichén Itzá/Pisté, Mérida, Uxmal/Ruta Puuc.
       
      MAPA GERAL COM PONTOS DE REFERÊNCIA:
      - Local mais ao norte: Real de Catorce
      - Local mais ao "sul" (próximo da Guatemala): Lagos Montebello (em passeio partindo da cidade de Comitán Dominguez)

       
      Mapas interativos:
      https://drive.google.com/open?id=1fd9QocEx5PbMuHYldzdv9zf3LNjCAXjF&usp=sharing
      https://drive.google.com/open?id=1XZ6l1GJdttfU1UDeC8xXpW1izBhMntlK&usp=sharing
      https://drive.google.com/open?id=18fij8kYrSgXfXdRvMRBA5e3Jdq3ADbYQ&usp=sharing
       
      Arquivos Kmz:
      México - Estados de Hidalgo, Querétaro, San Luís Potosí, Guanajuato e cidades de interesse em Michoacan.kmz
      México - Estado do México, Veracruz, Puebla e Oaxaca.kmz
      México - Estados de Chiapas, Yucatan e Quintana Roo (sulleste).kmz
       
      ITINERÁRIO RESUMIDO: 
      Planilha editável: Tabela de deslocamentos - realizado (espaçado).docx

       
      INFORMAÇÕES BÁSICAS
      POVO
      - Os mexicanos são muito acolhedores, honestos e simpáticos com o turista brasileiro de forma geral. 
      - No país encontrará pessoas falando outras línguas, além do espanhol, como nahuatle (em El Tajín e em pueblos do estado de Puebla) e tsotsil (San Cristóbal de las Casas) e outras línguas da família maia.
       

       
       
      CÂMBIO
      - Não leve reais e muito menos leve pesos mexicanos comprados aqui no Brasil! 
      - Apesar de ter lido em um relato que o euro era mais vantajoso do que o dólar na conversão para pesos mexicanos, não verifiquei isso em nenhuma casa de câmbio. Sendo assim, o conselho é levar dólares.
      - Melhores cotações ao longo de toda a viagem nas casas de câmbio do Terminal 1 do Aeroporto. Atenção que o seu voo chegará no Terminal 2, onde as casa de câmbio oferecem cotações menos favoráveis. Para ir ao 1 procure pelo Aerotrem (trem de conexão entre os terminais). Ao chegar no túnel de acesso ao Aerotrem, te pedirão a sua passagem. Informe que você acabou de chegar de viagem e que quer ir às casas de câmbio (deu certo comigo e acho que geralmente dá com qualquer um). 
      - Nos mercados da rede Soriana (há em várias cidades do México) é possível pagar em dólar e receber troco em pesos por uma excelente taxa de conversão (troco a $18,80 enquanto em casa de câmbio estava a $18,25). 
       

       
      PREÇOS
      - O México em geral é mais barato do que o Brasil. O preço de artesanato é absurdamente barato e os de transporte, hospedagem, alimentação e transporte serão discutidos nos tópicos a seguir. 
       
      TRANSPORTE
      - O México é muito bem atendido por linhas de transporte. Mesmo entre cidades pequenas no interior costuma haver transporte regular (geralmente kombis) e entre várias cidades, há opções de ônibus executivos confortáveis do grupo de empresas da ADO, da Futura ou do grupo da Estrella Blanca, com preços mais ou menos correspondentes aos praticados no Brasil.  
      - Para se locomover entre cidades do circuito turístico nos estados ao norte da Cidade do México (até San Luis de Potosí) ou entre a Cidade do México e Puebla ou Oaxaca, encontrará opções mais econômicas no Bla Bla Car (app de compartilhamento de carona). No app, muitas vezes a viagem sai por um terço do preço dos ônibus regulares e além disso, vc ainda pode conhecer pessoas massa, como aconteceu na viagem até Querétaro, em que conheci dois mexicanos e um belga super "chidos", que depois ainda tomaram uma cerveja comigo.
      - Para viajar para alguns pueblos, muitas vezes haverá apenas opção de colectivo (kombi ou van) ou em caso extremos haverá apenas opção de caminhão (pau de arara), como entre Laguna Miramar e Ocosingo. Às vezes a única opção de transporte regular (nos dois sentidos da palavra) pode ser também a carroceria de uma camionete, como para visitar Toniná partindo de Ocosingo.
      - Uma forma bastante popular de se viajar, especialmente em ou entre cidades pequenas é o táxi coletivo. São basicamente táxis que circulam meio que como vans ou ônibus pegando mais de um passageiro. Em algumas situações colocam até 5 passageiros, sendo dois na frente (sim, há um banco adaptado em cima do freio de mão 😂).
      - O transporte dentro das cidades costuma ser muito barato (ex. metrô a $5 na Cidade do México).
      Dicas para economizar: 
      a) cheque o Bla Bla Car antes de comprar passagens de ônibus; 
      b) nos estados de Chiapas, Campeche, Quintana Roo e Yucatán, verifique sempre se há opção de colectivo, além do ônibus (é mais desconfortável, mas às vezes muito mais em conta e com saídas mais frequentes); 
      c) sempre quando for comprar passagem de alguma empresa do grupo ADO (OCC, AU e a própria ADO), cheque o site com 2-3 dias de antecedência, pois geralmente há cotas promocionais que reduzem o preço em até 40-50%; e
      c) ao comprar passagem em terminal rodoviário, cheque sempre se não outra empresa que faz o percurso, pois geralmente o atendente te informará apenas a com horário de saída mais próximo. Geralmente há outra empresas com ônibus simples, sem banheiros, porém com poltrona confortável, que fazem o mesmo trajeto das empresas mais caras.
       

       
       
      HOSPEDAGENS
      - O México é um país barato para se viajar. Peguei alguns hostels de boa qualidade com preços absurdamente baratos, como $85 com café da manhã no Torantelo em San Cristóbal de las Casas ou $30 no Lucky Traveller em Tulum. 🎉 De forma geral, encontrará bons hostels entre $120 e $240 na maior parte das cidades. 
      - Em alguns pueblos e cidades menos turísticas pode ser que não encontre hostels. Neste caso, confira o Airbnb se quiser reservar com antecedência.
                 ***Para fazer a sua primeira reserva pelo Airbnb, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄)
      https://abnb.me/e/lJ7ccVuYnZ
       
      - Dica importante: caso esteja viajando em baixa temporada, sem muita preocupação com disponibilidade de hospedagens, deixe para pagar a diária do hostel a cada novo dia, sempre conferindo o preço no Booking. Direto aparecem promoções de diária para o local onde vc já está hospedado. Essa é a regra, porém quando o valor já está absurdamente barato ao se reservar inicialmente, pode ser melhor reservar logo por vários dias, com atenção a alterações nos valores das diárias por este maior período.
                 ***Para fazer a sua reserva pelo Booking, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄)
      https://booking.com/s/67_6/andes019
      p.s.: Ao final do relato, encontrará a lista de todas as minhas hospedagens.
       
      COMIDAS E BEBIDAS
      - É bom ter um glossário de comidas mexicanas! Muitas coisas são bem parecidas. Às vezes só de acrescentar um item em alguma coisa, esta já recebe outro nome.
      - Ser vegetariano no México às vezes é um pouquinho complicado se você não está na pilha de fazer sua própria comida.
      - Comidas de rua e refeições em mercados (tipo os nossos mercados municipais) são bem econômicas e em geral os restaurantes chiques custam menos do que muitos restaurantes razoáveis do Brasil.
      -  Um outro atrativo do México para mim são suas simpáticas padarias. Muitas delas vendem apenas opções de pães doces com preços geralmente super em conta! Em Orizaba, por exemplo, paguei $5 (!) por três tipos diferentes de pães doces.
      - Pimenta! 🌶️ Sim, os mexicanos realmente amam pimenta. Tudo o que você pede pode levar pimenta no seu preparo, até mesmo uma raspadinha de gelo ou frutas no copo. É comum também ter à disposição molhos de pimenta verde ou vermelho de preparo próprio. Caso vc não curta pimenta, relaxa que geralmente as comidas não vêm apimentadas da cozinha (exceto o "mole" ou alguns pratos típicos que são feitos à base de pimenta), mas é sempre bom perguntar.
       

       
      - Outra coisa interessante é que nos menus (combos de comidas), o arroz às vezes pode vir como opção de segundo prato, após a entrada (geralmente uma sopa ou caldo) e antes do prato principal.
      - Ah, e esqueça o tradicional arroz nos pratos. Os mexicanos muitas vezes usam as tortillas como base dos seus pratos. Às vezes quando o prato vem com arroz, eles inclusive misturam o arroz com o acompanhamento e colocam na tortilla. hahaha
      - Há diversos tipos de antojitos (classe do comidas dos tacos e quesadillas). Tive dificuldade para diferenciar um de outro algumas vezes, mas tranquilo, já que os próprios mexicanos quando questionados sobre as diferenças fazem confusão. hahahaha
       

       
      - Em relação à bebida, o preço da cerveja é mais ou menos o mesmo do Brasil (aqui é um pouco mais barato). Uma garrafa de 1,5 L de água custa geralmente entre $9 e $14. Refrigerante eu não lembro, mas dado o alto consumo mexicano (mais do que 6x a média mundial), acho que é bem barato.
      - Os mexicanos também são doidos por suco! Nas ruas geralmente há várias banquinhas de suco. Na  verdade, o suco lá geralmente é feito com fruta em infusão durante um bom tempo e se chama "agua (de sabor)". Já os sucos de pura fruta, sem adição de água, que são chamados de "jugo".
      - Outra coisa que os mexicanos amam é tamarindo. Há inclusive um preparo tipo uma calda muito popular à base de tamarindo e pimenta, chamado "chamoy", que eles usam em diversos alimentos. Os doces feitos com a fruta, especialmente os picantes, são deliciosos! 🤤
      - Paleta! Sim, o termo "paleta" não é invenção de empreendedor brasileiro. Os picolés mexicanos realmente se chamam "paletas". Os de fruta são deliciosos! Mesmo aqueles baratinhos de carrinhos de rua são super saborosos. Eu costumava curtir mais as paletas de fruta (especialmente as com pimenta) do que os sorvetes ("helado" se for à base de leite ou "nieve" se for à base de água). 
       

       
      Bem acho que é isso... segue aí uma listinha de coisas que comi ou bebi com um breve comentário:
      - Camote - doce de batata doce vendido em Puebla
      - Cemita - pão tipo "brioche" (desses com gergelim usados para sanduíches). Também é o nome do sanduíche em si, muito popular em Puebla, o qual leva carne de porco, queijo, abacate e pode levar pimenta. É bom, mas é só um sanduíche em torno do qual o povo local cria todo um "hype".
      - Chalupas: massa de milho frita recoberta depois com um molho e ingredientes a gosto. Parece com salbute. 
      - Chamoyada - raspadinha de gelo com pimenta
      - Chapulines - grilos
      - Chicatanas: formigas
      - Elotes e esquites - milho com limão, pimenta, maionese e queijo. Esquites é a versão com o milho no copo. Uma delícia!
      - Flor de calabaza - flor de abóbora refogada. É bem gostosa e geralmente é servida em tortillas. 
      - Gordita - tem a versão de nata, que é tipo um pãozinho doce feito à base de nata e que pode ser recheado com geleias, doce de leite ou nutella. Tem a versão salgada que é massa de milho frita e recheada. Ambos eu achei bem gostosos.
      - Habas - favas grandes salgadas, vende-se em lugares que tbm vendem amendoim
      - Huaraches e sopes: para mim são iguais, mas têm um formato diferente. Tortilla de milho, com feijão, alface e queijo. 
      - Huazontle - empanado recheado com queijo feito com uma folha fibrosa (o próprio huazontle) que se parece brócolis . Não curti muito! 
      - Huitlacoches - fungo que dá no agave. Uma delícia nas tortillas.
      - Memela: massa de milho frita coberta com feijão e molho verde ou vermelho. O que eu comi perto do Balneario Axocopan em Atlixco foi o antojito mais gostoso de toda a viagem.
      - Molletes - pão com queijo, tomate, alface, que lembra uma bruschetta.
      - Molote - tipo de antojito frito parecido com quesadilla. Gostoso!
      - Nopales - folha de palma mto negligenciada aqui no Brasil, mas super populares no México. São servidas em antojitos ou em pratos. Eu adoro!
      - Palanqueta - parecem barrinhas de cereais feitas com semente de amaranto. Eu acho gostosas.
      - Pan de espelon: tamal com feijão preto e lomitos (carne assada). Muitooo bom! Popular em Yucatan.
      - Panucho: taco com feijão colado frito em óleo de banha de porco. Leva em cima alface, tomate e abacate no caso do pedido sem carne de porco. Bem gostoso! Popular em Yucatan.
      - Papadzules: parecem panquecas recheadas com ovo duro e com molho de tomate por cima. Não curti muito! Popular em Yucatan.
      - Pipián - molho a base de semente de abóbora. Popular em Cuetzalan.
      - Polcanes: espécies de bolinhos de milho fritos recheados com carne de porco desfiada. Não curti! Popular em Yucatan.
      - Relleno negro: parece um caldo feito com carne de perú, com tomate, feijão adocicado, salsa e queijo. Sabor forte. Muito gostoso! Popular em Yucatan.
      - Salbute: parece o panucho, mas não se coloca o feijão na hora de fritar
      - Sopa de lima: sopa rala de frango, com tomate, cheiro verde e lima
      - Tamal chachacua: tamal feito enterrado em chão com pedras quentes, geralmente recheado com carne de porco e frango. Muito bom! Popular em Yucatan.
      - Tamal de macalun: com hoja santa, semente de abóbora. Muitooo, muito bom! Popular em Yucatan.
      - Tamal vaporcito: feito no vapor. Gostoso.Popular em Yucatan.
      - Tlacoyos de requesón - um dos antojitos mais gostosos que comi. São encontrados na Cidade do México.
      - Tlayuda - massa de milho verde frita com cobertura de feijão e outras coisas que são vendidas nas ruas de Cidade do México. Essa eu achei ruim. Já a tlayuda de Oaxaca são gostosas, parecem tortillas grandes dobradas e recheadas com feijão, alface, abacate, tomate e queijo (e carne).

      Frutas:
      - Huaya: frutinha verde que parece pitomba, também conhecida como mamomcillo
      - Mamey: fruta grande cujo sabor lembra um pouquinho o de mamão. Achei deliciosa
      - Nanche: murici
      - Tuna: fruta do cactus que eu não curti

      Bebidas:
      - Atole - bebida feita a base de milho; a de cacahuate (amendoim) é uma delícia
      - Pozol: é uma bebida de milho com cacao parecida com o tascalate. É gostosa, mas é enjoativa. Há também a versão branca, com coco, que não achei gostosa. Popular nos estados de Chiapas e encontrada também em Quintana Roo e Yucatan.
      - Pulque: bebida alcoolica meio azeda feita a partir da fermentação do agave. Eu gostei da versão com fruta.
      - Rusas: bebida de água gaseificada ou refri de limão ou sangria com limão, pimenta e sal. É uma delícia!
      - Tascalate é uma bebida de chocolate feita a partir de uma mistura de milho torrado, chocolate, pinhão moído, achiote, baunilha e açúcar. Bem gostosa, mas o gosto é forte e enjoativo. Popular em Chiapas.
      - Tepache: bebida fermentada geralmente de abacaxi
      - Yolixpa: bebida alcoólica indígena a base de 23 ervas vendida em Cuetzalan. Achei gostosa.
       
      ROTEIRO

      DIA 1) BRASÍLIA - CIDADE DO MÉXICO
      De antemão, já deixo registrado que a Cidade do México é incrível, com diversas atrações interessantes. Se possível reserve ao menos uma semana para curtir a cidade. Ah, e se liga em duas coisas importantes:
      a) muito atrativos da Cidade do México (e de outras cidades) são fechados na segunda-feira; e
      b) a entrada em muitos museus é gratuita aos domingos.
      Bem, agora vamos ao relato. Comecei bem a viagem: sendo parado na imigração. Deve ter sido pq a atendente na triagem inicial me fez uma pergunta em espanhol rapidamente e eu não entendi, para não dizer que tenho cara de gringo querendo migrar para os EUA ou de narcotraficante árabe (e olha que minha barba tava curta). 
      Fiquei um tempo aguardando e depois o funcionário que me atendeu fez uma chuva de perguntas: quanto tempo ia ficar, quanto dinheiro tinha, se já tinha viajado para outros países, qual meu emprego e salário, se tinha outro passaporte (estava com um novinho), se tinha visto pros EUA (perguntou duas vezes), quais minhas intenções no México, se conhecia alguém no país. Uma penca de perguntas.
      Acho que consegui me desvencilhar da encheção principalmente depois de mostrar o meu roteiro e a passagem de volta de Mérida a Cidade do México e depois para Brasília.
      Dicas para se dar bem na imigração: tenha seu passaporte antigo em mãos, passagem de volta impressa, tenha uma quantia considerável de dinheiro e se for empregado, leve o seu contracheque.
      Depois de uma hora e meia na migração, peguei minha mochila, fui ao terminal 1, troquei os meus dólares e euros (ver tópico câmbio mais acima) e peguei o metrô rumo ao hostel (relação das hospedagens ao final do relato). O metrô fica praticamente contíguo ao terminal 1, basta sair na porta mais à esquerda (olhando para a rua) e andar uns 200 m.
      Esse foi um dia basicamente de uma volta no Zócalo e conhecer a grandiosa catedral e de fazer o reconhecimento do centro histórico,  caminhando meio que sem propósito até chegar na Plaza Garibaldi (praça que reúne vários barzinho e onde se concentram vários grupos de mariachis). 
      O Zocálo citado por si só já é uma grande atração. É comum ver apresentações de grupos de dança mexica, jogo de pelota e nos finais de semana há uma movimentação louca de gente com vários vendedores e pessoas com trajes indígenas benzendo e defumando quem tiver interesse.




       
      DIA 2) CIDADE DO MÉXICO
      Dia de caminhar para caramba (bem uns 17 km)! Primeiro fui de metrô até a Universidade Nacional do México - UNAM, onde visitei primeiramente o Museo Universitário de Arte Contemporáneo. Lá estava rolando uma exposição do Ai Weiwei, que fazia um paralelo entre a destruição de patrimônio histórico chinês e o assassinato em massa de estudantes mexicanos em Iguala em 2014 promovido por cartéis em parceria com forças paramilitares e polícias. Pesado! 
      Em seguida peguei um ônibus gratuito interno no campus com destino à Reitoria e à Biblioteca (com direito a pulinho no MUCA - Museo Universitario de Ciencia y Arte...vale a pena se tiver com tempo sobrando). Depois segui caminhando até o Museo Soumaya Plaza Loreto. Após a visita segui até o Museo El Carmen, passando no caminho pelo Mercado Melchor Musquiz (recomendo demais todo esse trajeto a pé).
      Depois iniciei o que seria um trajeto super agradável pela região de Coyoacán, com belas ruas e praças. Primeiro fui ao parque Viveros (dispensável no roteiro), passando pela charmosa Fonoteca Nacional, e segui até a movimentada e agradável praça da Igreja San Juan Baptista (adorei o clima desta parte da Cidade do México e recomendo demais ir no final da tarde!). Por fim, fui no ótimo Museu Nacional de Culturas Populares e dei um rolê no bairro caminhando até a entrada do Museu da Frida. Nesta última parte do trajeto, há várias barraquinhas de comida para matar a fome.
       

       
      - Museu Universitário de Arte Contemporáneo: museu com excelente estrutura com exposições temporárias interessante (como a do Ai Weiwei). Entrada $40 - quinta-feira a sábado e $20 quarta e domingo. Segunda e terça não abre.


       
      - Reitoria e Biblioteca da UNAM: possuem lindos e grandiosos painéis dedicados à cultura mexicana. São tantas informações nestes painéis que há algumas visitas guiadas para apresentá-los. 


       
      - Museo Soumaya Plaza Loreto: (atenção que já mais de um Soumaya!) o museu está inserido em um complexo com diversos restaurantes e em que frequentemente há apresentações de música e feiras temáticas. O museu em si têm uma coleção de peças artísticas de calendário, exposição sobre 100 anos da Constituição mexicana, pinturas do séc XVII e XIX e alguns artefatos da história da fotografia no país. Particularmente, achei legalzinho, mas acho que é dispensável. Entrada gratuita.
       
      - Museo El Carmen: antigo convento que abriga algumas múmias. Visita interessante! Entrada $60.


       
      - Fonoteca Nacional: local charmoso e agradável para quem está de bobeira, com tempo de sobra. Entrada gratuita.

      - Museu Nacional de Culturas Populares: grande museu com boa coleção e ótimas exposições temporárias. Curti demais!


       
      DIA 3) CIDADE DO MÉXICO
      Dia de rolê por atrações no Centro Histórico.
      - Templo Mayor: o coração da sociedade mexica (erroneamente chamada de "asteca") de Tenochtitlan, que continha em seu centro uma grande pirâmide de mais de 40 m de altura dedicada às cerimônias com sacrifícios humanos. A visita ao Templo Mayor contempla um museu incrível com diversos artefatos mexicas. Entrada $75.

       
      - Palácio Nacional: com belo interior e 10 painéis de Diego Rivera. Vale a pena fazer a visita guiada passando pelos painéis. Entrada gratuita

       
      - Museu Nacional de Arte do México: belo prédio com uma grande coleção de artistas dos séculos XVIII e XIV (para mim, é o tipo de arte que depois de uma tempo cansa, mas vale a pena a visita). Entrada $60.
       

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      - Torre Latinoamericana: na década de 50 esteve entre um dos 50 prédios mais altos do mundo. Tem uma incrível vista panorâmica e um museu legalzinho com a história de algumas estátuas espalhadas na cidade. Entrada $110 (cara demais!)
       
      DIA 4) CIDADE DO MÉXICO
      Mais um dia de rolê na parte central da Cidade do México. Segue abaixo a relação dos locais visitados e como não teria mais tempo depois para conhecer outros atrativos nessa parte central, fica o registro de ainda faltou conhecer a Secretaria de Educação, que tem vários painéis de Diego Rivera; o grandioso Museo Memoria y Tolerância; Museu de la Ciudad de Mexico, Museo de Las Culturas e vários outros museus na região.
      - Palácio Postal: do ladinho do Museu de Bellas Artes. Acaba passando batido na visita de muita gente, mas é um prédio com um interior maravilhoso.

       
      - Museu de Bellas Artes: incrível tanto por fora pela sua grandiosidade arquitetônica quanto por dentro, com exposições temporárias maravilhosas e os painéis de Diego Rivera, Rufino Tamayo, David Alfaro Siqueiros, e José Clemente Orozco. Entrada $70.


       
      - Museu Painel Diego Rivera: abriga um grande painel do artista, com placas informativas sobre o que representa cada figura exposta. Entrada $35.
      VID_20190505_135126.mp4  
      - Teatro de la Ciudad Esperanza Iris: teatro lindo em que eu pude ver uma bela apresentação de marimbas do Mario Nadayapa Quartet e convidados (a quarta postagem no Instagram é sobre este rolê especial).

       
      DIA 5) CIDADE DO MÉXICO/TEOTIHUACÁN
      Dia longo iniciado dividido em três partes: 1) visita a Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas e em seguida caminhada pelo interessante bairro onde se situa o sítio até a estação de metrô Tlatelolco; 2) deslocamento até Teotihuacán e visita de todo o sítio arqueológico; e 3) retorno à Cidade do México com visita à Biblioteca Vasconcelos, Kiosko Morisco e uma cervejinha artesanal boa no barzinho Estanquillo El 32.
      Parte 1)
      Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas: Tlatelolco foi um importante centro da civilização mexica, onde se desenvolveu um rico comércio e relações de intercâmbio com Tenochtitlan. Atualmente assim como o Templo Mayor, possui apenas vestígios, como corredores e bases das pirâmides, que testemunharam a destruição espanhola, aqui representada pelo convento franciscano (erguido em 1537) e Templo de Santiago Apostol (1609). A terceira cultura representada seria a do México contemporâneo, com construções como a da Secretaria de Relações Exteriores, que atualmente abriga um museu em memória aos estudantes que foram massacrados pelo Estado mexicano na praça durante uma manifestação em 1968 (até hoje não se sabe o número exato de mortos, girando entre 300 e 400).


       
      Parte 2)
      Teotihuacán: destino básico em qualquer viagem à Cidade do México. Fica a aproximadamente 1h30 de ônibus da Cidade do México, mais exatamente da estação de ônibus Autobuses del Norte. Não há a menor necessidade de ir em tour para esse sítio arqueológico. Basta pegar um metrô até a referida estação e depois comprar a passagem na loja da empresa Teotihuacán, que fica no final do lado esquerdo . A passagem custa $104 pesos ida e volta e ônibus sai a cada meia hora mais ou menos.
      Teotihuacán começou a ser desenvolvida aproximadamente a 200 a.C. Teve o seu apogeu entre os séculos II e VI, chegando a ter aproximadamente 175 mil habitantes. Depois entrou em declínio e por volta de 750, a sua estrutura social já havia sido extinta. 
      O nome Teotihuacán na verdade foi dado pelos mexicas, séculos depois do seu declínio. Ainda não se sabe qual o nome original da civilização, que construiu o complexo de pirâmides, entre as quais se destacam a enorme Piramide del Sol, com 65 m de altura, e a Piramide de la Luna, geralmente visitadas por todas as pessoas. Porém o Templo Quetzacoatl, situado no sentido oposto da Piramide de la Luna na desembocadura na Calzada de los Muertos, também é uma visita fundamental pela sua riqueza arquitetônica (foto abaixo com esculturas nas pirâmides).
      Dica para conhecer bem o sítio: recomendo ir com pelo menos 3h livres para fazer todo o trajeto. Leve muita água, chapéu e não economize no protetor solar porque o sol lá é de rachar. E por último: as lojinhas de lá vendem coisas mais ou menos pelo mesmo preço de mercados da Cidade do México.
       



      Parte 3)
      - Biblioteca Vasconcelos, uma biblioteca pública em que qualquer pessoa, inclusive estrangeiros, pode pegar livros emprestados para consulta local e pessoas registradas podem fazer empréstimos por 21 dias. A biblioteca é enorme e sua arquitetura é arrojada. Foi criada em 2006, conta com mais de 575 mil livros e é uma das mais frequentadas da América Latina.
      - Kiosko Morisco, que fica no agradável e charmoso bairro de Santa Maria de la Ribera. É uma construção bem bonita em ferro e madeira desmontável, que foi criada em 1884 para uma exposição internacional em New Orleans. O Kiosko fica bastante cheio no final da tarde, quando muitas pessoas o frequentam para dançar, praticar atividade física ou relaxar.
      O caminho da estação de metrô até a biblioteca pela rua Mosqueta é um atrativo à parte com os seus prédios grafitados.
      E quem curte cerveja artesanal, recomendo ir num barzinho que se chama Estanquillo El 32, que fica perto do Kiosko. Super recomendo pelo atendimento (troquei várias ideias com o dono), pelo ambiente acolhedor e pela diversidade de cervejas!
       


       
      DIA 6) CIDADE DO MÉXICO
      Dia de rolê em Chapultepec. A região é meio que um grande parque e reúne algumas das melhores atrações da Cidade do México, entre elas a mais incrível para mim: o Museu de Antropologia.
      Se vc estiver hospedado perto do Zócalo, vale a pena ir caminhando pelo Paseo de la Reforma até a região, curtindo os prédios modernos ao longo da avenida.

       
      Seguem os atrativos visitados:
      - Museu de Antropologia: puta que pariu que museu sinistro! O museu mais incrível que já visitei na vida. Logo na entrada, vc dá de cara com um guarda-chuva lindo (foto 4),mas, apesar da arquitetura imponente, o grande destaque está na sua coleção distribuída ao longo de 53 salas. Diversos artefatos de diferentes culturas pré-hispânicas com destaque para o calendário asteca, que na verdade não é um calendário e é melhor chamar aquele povo de "mexica". Toda essa coleção se encontra no térreo e nas salas no subsolo. Há ainda um primeiro andar dedicado aos povos indígenas atuais. Eu cheguei às 16h30, peguei a explicação da guia do museu e acabou que tive só 1h30 para percorrer tudo por conta própria. Claro que faltou um monte de coisas e o primeiro andar eu basicamente ignorei por falta de tempo. Dá para ficar um dia todo facilmente no museu. Entrada 10h às 19h, $75.


       
      - Castelo/Museu Nacional de História: um belo castelo, construído entre os anos 1778 a 1788. Tem uma coleção sobre a história da Nova Espanha e muitos quartos abertos para visitação, além de um belo jardim e uma vista incrível do Paseo de la Reforma. Entrada 9h às 17h, $75.


       
      - Museu de Arte Moderna: ótimo museu com esculturas na parte externa e três alas internas, uma dedicada a uma exposição temporária, outro para artistas modernos e a última dedicada aos grandes nomes da arte do México, como María Izquierdo, Orozco, Diego Rivera, Frida e outros. Tem visita guiada às 12h e 13h. Vale muito a pena! Entrada de 10h às 17h, $75.
       



       
      Muitas coisas?! Pois é, ainda faltou conhecer na área: Museu de História Natural, Museu Tamayo e quatro centro culturais.
      E depois de tudo isso ainda curti uma luta-livre à noite no Arena México. A arena tem uma putaaa estrutura e eu achei massa a experiência de assistir à luta. Para mim é basicamente mim é uma dança acrobática, muito bem ensaiada de caras fortes (espero que os fãs do esporte não leiam isso hahaha). Os mexicanos deliram com as lutas, tanto que são até transmitidas na TV para o grande público.
      Confira os ingressos em site de venda, pois eu acho que sai mais em conta do que pagar na hora. A cadeira que peguei custou $140 na hora (era a segunda categoria mais barata).

       
       
      DIA 7) CIDADE DO MÉXICO/TEPOTZOTLAN
      A cidade é um pueblo mágico com várias construções antigas em cor ocre e vermelho. Fica a quase 40 km da estação de metrô Autobuses del Norte na Cidade do México.
      Para chegar lá é fácil: pegue um metrô até a referida estação e depois pegue um ônibus (camion) da empresa Autora na plataforma (andén) D lado norte. Acho que saí a cada 30 min . Apesar da cidade ser próxima, as condições de trânsito fazem com que a viagem dure mais de 1h. Passagem: $20
      O ônibus vai te deixar bem no centro da cidade. Ali está a sua maior atração: o Museu del Virreinato. Logo mais eu falarei dele. Antes vou explicar o que é um pueblo mágico, já que isso aparecerá várias vezes por aqui.


       
      Pueblo mágico é uma cidade credenciada pela Secretaria de Turismo, que oferece aos visitantes uma experiência mágica, devido ao seu folclore, culinária, patrimônio arquitetônico e artístico, relevância histórica e hospitalidade. Atualmente são 83 pueblos mágicos registrados no país. Dito isso, vamos às atrações:
      - Arcos del Sítio (Acuedutos de Xalpa): a 30 km do centro da cidade fica o incrível aqueduto formado por um conjunto de arcos 43 arcos, 61 m de altura e 438 m de comprimento que teve sua construção iniciada no séc XVII e finalizado apenas em 1854. Foi considerada a maior obra do tipo na época.
      É possível ir de táxi ($150 a 250) ou ônibus ($16). Optei por esta opção. Vi em fóruns que só havia uma opção de ônibus até lá, o com destino a San José Piedra Gorda, com apenas 3 horários de saída ( 8h, 12h, 16h). Lá descobri que havia outra opção com destino a Cabanas Dolores, mas com parada mais longe (20 min de caminhada). Acabou que eu peguei o San José já às 13h. Demorou 1h para chegar lá por conta da estrada. Chegando perguntei ao motorista quando haveria um para voltar e ele me disse que em 40 min. Me programei para voltar neste tempo, para não correr riscos.

      - Museu del Virreinato: caramba, que museu em um dos complexos religiosos mais incríveis que já visitei na minha vida. Abrange o antigo Colégio Franciscano San Francisco Javier, com construção iniciada em 1580, e a incrível igreja anexa. Considere 2h pelo menos para a visita porque são várias salas com esculturas, pinturas e fachadas de tirar o folego. 
       


       
      Por fim, recomendo almoço no mercado perto da praça central.
       
      DIA EL TAJÍN E PAPANTLA
      Esse foi um dia de rolezão enorme. Primeiro acordar cedinho para estar no metrô às 5h e tentar pegar o ônibus com destino a Poza Rica de 6h para uma viagenzinha de 5h de duração. Depois pegar outro ônibus até El Tajín (40 min).
      El Tajín é um sítio arqueológico que tem como pirâmide de maior destaque a Pirâmide dos Nichos. Acredita-se que começou a ser construída no século I e que foi ocupada até o século XIII, tendo seu apogeu entre os anos 800 e 1100. Foi a capital do povo totonaca. Possui um grande número de campos para o jogo da pelota, 17 no total. Acredita-se que tinham importante função na estabilidade social.
      A entrada custa $75 e o passeio completo pelo complexo Duran entre 1h30 e 2h. Na frente do sítio tem uma apresentação da Danza de los Voladores (vídeo), que surgiu na região como uma cerimônia relacionada no início da primavera para garantir uma boa colheita. Consiste em uma marcha dos dançarinos até o mastro, depois uma série de movimentos em torno dele ao som de flauta e tambor e depois sobem e fazem mais uns movimentos antes de se arremessaram para executar 13 voltas em torno do mastro.
      Eu peguei só um pedacinho da apresentação, que tem cerca de 25 min de duração total, mas não liguei muito para isso, pois depois veria a apresentação em Papantla, onde se localiza o maior mastro para a dança do México (37m de altura).
       
       



      Fui para Papantla em um táxi coletivo ($20). A cidade tem um centro movimentado no qual se destaca a sua igreja e ao fundo o Momento al Volador. Acabou que eu não consegui assistir à dança porque aconteceria apenas às 17h e eu tinha que pegar um táxi coletivo a Poza Rica e em seguida um ônibus às 18h com destino a Pachuca, onde me hospedaria para visitar Huasca de Ocampo e Mineral del Monte.

       
      Nesta viagem a Pachuca, tive uma grata surpresa com a bela paisagem montanhosa ao longo do caminho.
       
      DIA 9) HUASCA DE OCAMPO E MINERAL DEL MONTE
      Huasca de Ocampo e Real del Monte (ou Mineral del Monte) são dois charmosos pueblos mágicos próximos de Pachuca, uma cidade de porte médio no estado de Hidalgo a aproximadamente 90 km da cidade do México.
      Para chegar em ambas as cidades, basta pegar uma van em Pachuca no mercado Benito Juarez. Fui primeiro a Huasca (50 min de viagem e passagem a $29). Ao chegar na última parada (Hacienda San Miguel Regla), eu e outras duas passageiras negociamos com o motorista para nos deixar nas Prismas Basalticas por $20 a mais.
      As Primas são consideradas uma das 13 maravilhas naturais do México. É um conjunto de colunas de basalto com até 40 m formadas pelo resfriamento da lava vulcânica em contato com a água. Realmente a formação em si é fantástica, mas PQP quantas intervenções artificiais no local! Restaurante na beira do leito do rio, leito pavimentado até a cascata e o pior: a própria cascata é formada por água canalizada! Difícil de saber como ela era no passado. Tudo isso acaba tirando em muito a sua beleza. 
      Beta para não pagar absurdos $100 de entrada nas Prismas: caminhe pela calçada na rua lateral aos Prismas. Uma hora o muro vai ficar mais baixo e vai ter uma janela onde se pode observar as cachoeiras. O único problema é que assim vc não terá a vista da Hacienda Santa Maria Regla de cima como na foto abaixo.
       

       
      A 600 m das Primas, está a Hacienda Santa María Regla, para mim o ponto alto de Huasca. A Hacienda, que atualmente é um hotel, no século XVIII foi dedicada ao beneficiamento de ouro e prata e foi um das haciendas mais imponentes do mundo. É um lugar incrível, com um bela capela e uma série de túneis, salões e quartos que serviram para diferentes propósitos no passado. Conta ainda com uma bela cachoeira formada pela desembocadura do mesmo rio que forma as Prismas Basálticas. Reserve pelo menos 2h para percorrer todos os seus túneis e ir até a cachoeira. Entrada $85. Acho que vale a pena contratar um guia (não fiz isso e fiquei muito perdido).




       
      Outro local destaque é a Hacienda San Miguel Regla. Assim como a anterior, hoje tbm é um hotel. Já está bastante descaracterizada, mas a visita ainda vale pela bela estrutura na orla do lago. Entrada $50, passeio de 50 min.
       



      Depois de conhecer esses locais, fui curtir o centro de Huasca. Em seguida peguei uma van até Real del Monte.
      Real del Monte é uma cidadezinha simpática, muito visitada por turistas mexicanos. Tem um centrinho legal e muitas lanchonetes de pastes (espécie de pastel de forno delicioso). Recomendo não deixar de comê-los na visita à cidade. Recomendo também conhecer a Cerveceria La Viscaina e tomar um dos seus chopps artesanais e trocar uma boa ideia com o seu dono super gente boa. 
      Pude conferir que há van de volta de Mineral a Pachuca pelo menos até 21h (passagem a $11,50). 



       
       
      DIA 10) BERNAL E QUERÉTARO
      Cheguei na rodoviária de Querétaro e já fui direto a Bernal. Para ir ao pueblo, basta pegar ônibus da Coordenados no edifício B da rodoviária (preço $49) com saída a toda hora. Na volta, o ônibus sai de hora em hora com último às 18h ($51).
      O pueblo mágico de Bernal é bem bonitinho e tem como sua maior atração a Peña de Bernal, um monolito de 433 m de altura, um dos mais altos do mundo, considerado uma das 13 maravilhas naturais do México (mais uma!). É possível subir até próximo do topo da Peña, sem equipamentos de escalada. A subida é um pouco cansativa e inclinada em algumas partes, tendo uma duração de 40 min a 1 hora.
      Depois de conhecer Bernal, retornei a Querétaro (detalhes da cidade no próximo tópico).
       


       
      DIA 11) QUERÉTARO
      Querétaro (Santiago de Querétaro) é a capital do estado de mesmo nome. É uma cidade de médio porte (mais de 700 mil habitantes), localizada a 180 km da Cidade do México. Possui um centro histórico lindo e vibrante (pelo menos nos finais de semana), que foi decretado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1996.
      Os melhores rolês na cidade são:
      a) andar pelas suas ruas, algumas delas exclusivas para pedestres, apreciando as fachadas dos edifícios e as belas praças;
      b) entrar em cada uma das suas igrejas, com destaque para o templo de Santa Rosa de Viterbo e Templo de la Merced, o qual se destaca pelo seu belo interior; e
      c) ir até o mirador do aqueduto para apreciar essa grande obra arquitetônica.
      Fui tbm em três museus na cidade. O primeiro deles, o MACØ (Museu de Arte Contemporânea), tem uma coleção legal que eu curti bastante (entrada gratuita). O segundo foi a Casa de la Zacatecana, que é simples, mas é legal para ver como eram as casas da elite do século XVIII (entrada $45). O terceiro foi o Museo Regional de Querétaro, que eu esperava mais da sua coleção, mas é interessante pela sua arquitetura, com pátios com fontes e chafarizes, e pelo seu histórico de ocupações com diferentes propósitos (entrada $60).
       




       
      DIA 12) JALPAN E XILITLA
      Dia de sair de Querétaro e ir até Ciudad Valles, passando por Jalpan e Xilita.
      Primeiro peguei um ônibus econômico da empresa Vencedor até Jalpan ($270, enquanto nas outras empresas era $400). O caminho é feito por estradas sinuosas, passando por barrancos profundos e paisagens da Sierra Gorda de tirar o fôlego. Jalpan, seria a princípio apenas um local de passagem, mas depois de ver uma bela reprodução da fachada da sua igreja, Misión de Jalpan, no Museu Regional de Querétaro, me deu uma grande vontade de conhecê-la.
      A igreja, construída por franciscanos entre os anos 1751 e 1758, realmente tem uma fachada barroca linda em que está representada a busca pela fé. O seu interior ao contrário é bastante simples. Para conhecê-la, desça do ônibus na parada perto do centro.

      Depois da igreja, peguei um táxi colectivo até o terminal, onde peguei um ônibus da Vencedor até Xilitla (2h de viagem). A cidade marca o início das minhas andanças pela Huasteca Potosina, uma região com várias cachoeiras lindas, dolinas profundas e cavernas. O meu interesse na cidade era apenas conhecer o Castelo Surrealista de Edward James (Las Pozas), um lugar com umas esculturas surreais (óbvio!) imersas na mata, escadas sem fim e ainda uma cachoeira lindíssima.
      Edward era poeta, artista plástico e foi mecenas de Salvador Dali e René Magritte. Conheceu Xilitla em 1945 e a partir de 1947 começou a criar orquídeas na propriedade que adquiriu. Depois de uma forte geada, em que perdeu toda sua plantação, decidiu começar a construir o castelo em 1962. Em 1984, ele faleceu, deixando a obra inconclusa.
      O Castelo é interessante, mas vou ser sincero que não correspondeu às minhas expectativas. Fiquei muito incomodado com as faixas coloridas bloqueando acesso, com os funcionários de colete no meio das esculturas e também fiquei um pouco frustrado com muitas  das esculturas em si e com o excesso de pavimentação na parte mais natural. Acabei gostando mais da cachoeira do que das esculturas em si.
      O valor de entrada é $100 e o passeio dura pelo menos 1h40.
       

      Por fim, peguei um ônibus até Ciudad Valles ($143, 2h de viagem), a cidade que serviria de base para os meus passeio pela Huasteca Potosina.
       
      DIA 13) HUASTECA POTOSINA
      A Huasteca Potosina é a parte da região da Huasteca no estado de San Luis Potosí. Abrange 20 municípios. Já citei ela aqui quando falei do Castelo Surrealista. É uma região cheia de cachoeiras, cavernas, nascentes de rios de águas cristalinas e sótanos (dolinas - buracos profundos formados com o colapso da parte superficial do relevo).
      A melhor forma de conhecer a Huasteca Potosina é com carro próprio, pulando de cidade em cidade. Caso não possa alugar um, o melhor é se hospedar em Ciudad Valles e usar a cidade como base de apoio para os passeios. Muitos deles podem ser feitos sem agência. Como é o caso de todos abaixo, exceto Minas Viejas.
      No primeiro dia fui para o município de Tamasopo de ônibus ($128 ida e volta com a empresa Vencedor, 1h30 de viagem), onde conheci Puente de Dios e Cascadas de Tamasopo. Puente de Dios tem um poço lindo no qual desembocam cachoeiras e uma pequena gruta de água azul-turquesa. Para chegar lá, o táxi cobra $70 ou pode-se tentar uma carona.

       
      Já as Cascadas Tamasopo são duas cachoeiras: uma com uma grande parede e várias quedas d'água e outra mais simples, mas com um belo poço onde rola de fazer pêndulo ou saltar de trampolins. São bem bonitas e de fácil acesso a partir da cidade, mas tem uma intervenção humana pesada, com muita pavimentação, barragens e piscinas artificiais.

       
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      DIA 14) HUASTECA POTOSINA
      Dia de conhecer conhecer Minas Viejas e Cascada El Meco de carona com amigos que fiz no hostel. Minas Viejas é bem afastada e não sei como seria o acesso por conta própria. É um complexo lindão de cachoeiras com bons poços para tomar banho. 
       

      Já El Meco é uma cachoeira enorme, maravilhosa (!!!), em cidade (El Naranjo) acessível por transporte coletivo. No local há três opções de passeio: um de lancha até a base da cachoeira, outro que envolve saltar as cachoeiras acima do El Meco e outra que é um trekking até El Salto (um conjunto de poços acima no rio). Acabei optando pelos saltos de cachoeira, que foi bem legal e bonito, mas talvez eu recomendaria mais o passeio de lancha.
      Atenção: o último ônibus da cidade volta às 19h para Ciudad Valles. Acabei o perdendo, mas por sorte encontrei com duas amigas que conheci no dia anterior em Tamasopo e pude aproveitar uma carona de volta.

       
      DIA 15) HUASTECA POTOSINA E LAGUNA DE LA MEDIA LUNA
      No período da manhã, fui na Cascada de Los Micos, que fica pertinho de Ciudad Valles e é possível ir de táxi coletivo até lá ($30). Tem uma entrada paga, mas não é preciso desembolsar nada para conhecê-la. Basta descer por umas escadas que ficam no estacionamento onde o táxi te deixará e que cruzar a pista por baixo. Ao descer, vc verá a sequência de cachoeiras a partir de baixo. Depois volte pra pista e ande cerca de 700m até uma pequena central hidrelétrica. Logo depois da sua entrada de acesso, há umas escadas em que vc poderá descer e curtir a paisagem lindona mostrada em fotos abaixo. Foi um lugar que eu curti demais por ser mais natural e sem muitas intervenções como nos demais.
      Depois de curtir a Huasteca, peguei um ônibus até Rio Verde. O meu objetivo era conhecer a Laguna de la Media Luna, a cerca de 14 km da cidade. Para chegar lá, peguei um táxi colectivo até El Refugio ($14) e depois fui caminhando pela estrada rumo ao atrativo, pedindo caronas. Acabei andando bastante, mas consegui caronas em dois trechos, que me auxiliaram bastante a chegar no destino antes do anoitecer.
      A Laguna é bonita e tem uma série de canais onde se pode tomar banho em uma água de temperatura agradável. Porém a ocupação é muito intensa. Fui numa quinta e tinham muitas famílias acampando e fazendo churrasco lá, o que por um lado é legal pq mostra que os mexicanos curtem esses programas, mas por outro lado é ruim, pois significa lugares cheios. Passei a noite lá, acampado em uma barraca que aluguei no local ($170 com colchão). A infraestrutura de banheiros não é das melhores, com apenas uma pia, e vi apenas um local para lavar louça (disponibilidade de água potável e para este tipo de atividade é um ponto negativo no México de forma geral).




      DIA 16) ESTACIÓN DE CATORCE
      Curti parte da manhã no laguna e depois fui para estrada para tentar um carona com destino a estação de ônibus de Rio Verde para seguir até os meus próximos destinos: San Luis de Potosí e Real de Catorce. Acabou que consegui uma carona super rápido e ainda com direito a ganhar de presente uma garrafa de mezcal...os mexicanos são hospitaleiros demais! 
      Chegando no terminal de Rio Verde, comprei a primeira passagem a San Luis de Potosí. Depois de de 2 h de viagem, ao chegar na rodoviária de San Luis, verifiquei se ainda era possível comprar passagem de ônibus para Matehuala, chegando a tempo para um conexão a Real de Catorce, mas não era mais possível. Com isso, comprei uma passagem a Estación de Catorce, cidade mais próxima de Real de Catorce, na esperança de ainda conseguir transporte até este destino nesse dia. Porém, chegando a Estación, descobri que há transporte regular - feito em Jeep Willys - entre as duas cidades apenas cedo pela manhã, a depender de demanda.
      Estación de Catorce é um pueblo  no meio do deserto e assim como Real de Catorce, fazia parte da  lucrativa rota de extração de prata que floresceu na região no séc XVIII. A cidade tem uma cara de "parada no tempo" e é uma interessante base de apoio para depois de se conhecer Real de Catorce.

       
      DIA 17) REAL DE CATORCE
      Real de Catorce é um pueblo mágico no meio do deserto a 250 km ao norte da cidade de San Luis Potosí. Tem aproximadamente 1000 habitantes regulares e tem atraído turistas pelas suas construções de pedras, por uma certa áurea e mística e pela disponibilidade nos arredores de peyote (cactus com substâncias psicoativas, ou melhor dizendo, alucinógenas hehehe).
      Conforme citei no tópico anterior, para chegar ao pueblo em transporte coletivo há 2 opções: uma indo por Matehuala (aprox. $410 no total) e outra indo para cidade de Estación 14 ($270) e depois seguindo em um Jeep Willys até Real de Catorce ($50-80).  Eu acabei não tendo que usar o Jeep, pois consegui carona com uma galera muito massaaa que estava de passagem por Estación Catorce, indo comemorar o aniversário de um deles em Real.
      Eu curti demais toda a experiência de conhecer Real de Catorce. Primeiro porque a ida de Estación até lá passa por paisagens desérticas lindas. Segundo porque a experiência de entrar na cidade por si só já é massa, pois envolve a passagem por um túnel antigo por onde passava o trem que escorria a prata da região. Terceiro porque a cidade tem meio que um clima de cidade fantasma.
       





       
      DIA 18) SAN LUIS POTOSÍ
      Depois de conhecer Real de Catorce, voltei a San Luis Potosí. A cidade é legalzinha, mas não tem muitos atrativos. Tem uma praça bonita onde está a Catedral; o Museu das Máscaras, que é legal, mas não tem nada de mais; e tem uma atração que por si só já vale a ida a cidade: o incrível Centro de las Artes com o Museo Leonora Carrington.
      O centro parece um castelo. No passado foi uma penitenciária, onde foram aprisionados inclusive alguns ilustres presos políticos. Hoje o lugar é um espaço cultural que, além de abrigar o Museo Leonora Carrington, também abriga teatro, espaço de dança e outras exposições artísticas.
      Leonora foi uma importante artista surrealista e se relacionou com importantes nomes do movimento, como Max Ernst, Remedios Varo, André Breton e Luis Buñuel. Ela pintou muitos quadros e escreveu livros. Apenas nos anos 2000, nos seus últimos 10 anos de vida que se dedicou às esculturas.
       

       
      DIA 19) GUANAJUATO
      Guanajuato é uma cidade a 195 km San Luis Potosí e 360 km da Cidade do México. É uma cidade linda, colorida, construída ao longo de uma serra. O melhor a se fazer na cidade é percorrer o seu centro histórico, meio que sem preocupações, apreciando os seus edifícios e cada detalhe das suas vívidas ruas estreitas.
      A cidade possui belas igrejas, de arquitetura impactante, como a Iglesia de San Diego e o Templo de la Compañia de Jesus. Possui ainda alguns museus que devem ser interessantes, mas eu infelizmente estava na cidade na segunda-feira,o  "Dia Nacional dos Museus Fechados no México", e só pude conhecer o Museo de las Momias e as exposições da Universidade de Guanajuato.
      Não recomendo ir no Museo de las Momias. O preço de entrada é caro ($100), a coleção não é lá das mais interessantes (as múmias são do século XX!) e há poucas informações disponíveis para os visitantes. O maior atrativo no local é a múmia de um recém-nascido, que morreu junto com a mãe durante uma cesária (macabro!).
      O museu da universidade é gratuito e tinha uma exposição linda de uma fotógrafa chamada Florecen Leyret. Valeu muito a visita!
      Um outro lugar interessante na cidade é o Funicular, de onde se tem a vista da primeira foto.
      E uma curiosidade: embaixo da cidade tem um sistema de túneis sinistro 🦇, onde há estacionamentos pagos e por onde circulam inclusive ônibus de linhas regulares. Eu e meu amigo Luca, que estava dirigindo a van em que fui de carona, nos perdemos algumas vezes nesses túneis.





       
      DIA 20) SAN MIGUEL DE ALLENDE
      San Miguel de Allende é uma bela cidade no estado de Guanajuato, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, com casas de cor ocre, vermelho e amarelo (as cores lembram bastante as de Tepotzotlan).
      A cidade possui a maravilhosa Parroquia de San Miguel Arcángel, que teve a sua construção nos moldes atuais iniciada no ano de 1685, e algumas outras belas igrejas dos séculos XVII e XVIII, como o Templo del Oratorio de San Felipe Neri e Templo de la Purísima Concepción.

      Uma outra atração interessante na cidade é o Museo La Esquina (del Juguete Popular Mexicano) (entrada $50). É um museu de brinquedos que se iniciou a partir de uma coleção particular. Atualmente o museu realiza um concurso anual de brinquedos artesanais. Os premiados são gratificados e depois passam a compor a coleção em exposição. Vou ser sincero que não tinha muitas expectativas para este museu (caretismo puro meu!), mas fui surpreendido. Muitos brinquedos são verdadeiras obras de arte!
      Também fui no Museu Casa de Allende (entrada $55), que foi a casa de Ignácio de Allende, um dos primeiros revolucionários da independência mexicana. Foi bom para saber um pouco da história mexicana, mas vou falar que o museu é bem simples e a visita não vale a pena para nós gringos.
      Nos arredores de San Miguel há também algumas atrações interessantes, como a Galeria Jimmy Ray, a Galeria Atotonilco e a Zona Arqueológica Cañada de la Virgen. Infelizmente não tive tempo para conhecê-las.



       
       
      DIA 21 E 22) PUEBLA
      Depois de curtir Guanajuato e San Miguel de Allende, o meu destino estava em outro estado, o primeiro ao sul da Cidade do México: Puebla, no estado de mesmo nome. Para chegar na cidade, eu peguei dois Bla Bla Car. O primeiro de San Miguel Allende a Querétaro em carro ($50) e o segundo de Querétaro a Puebla ($250) em ônibus.
      Puebla em si não é uma cidade muito bonita, comparada com outras por onde passei no México. Porém tem um atrativo super curioso - Cuexcomate, o menor vulcão do mundo (detalhe: é possível descer em seu interior por $12,50) (foto 1 e 2) - e tem ainda outros quatro atrativos incríveis sobre os quais falarei abaixo.

      - Catedral de Puebla: um pouco parecida com a catedral da Cidade do México, porém achei o seu interior ainda mais bonito 

      - Capilla del Rosario: construída entre 1650 e 1690, é um anexo do Templo de San Domingo e é um dos maiores marcos do barroco novo-hispânico. Maravilhosa demais!

      - Museo Amparo: grande museu com uma boa coleção de artes pré-hispânicas, com ambientes virrenais bem decorados e uma exposição de arte contemporânea muito boa!

      - Museu Internacional del Barroco. Um museu enorme com uma arquitetura super moderna, com muitos recursos multimídias e com uma boa coleção artística. Ainda dei sorte de ter duas coleções temporárias ótimas em exposição: uma de obras do Rembrandt e outra de bordados de Carlos Arias. Esse museu é demais!


       
      Fui ainda em várias igrejas, no Paseo de los Gigantes (parque com miniaturas de prédios icônicos do mundo) e andei nas ruas das Artes, dos Doces e aleatoriamente por várias outras ruas da cidade. Conheci muitos lugares, mas ainda faltou conhecer o parque em que está inserido o Forte Loreto, que parece ser uma região bem bacana da cidade.

      Para comer, recomendo ir no Mercado de Sabores, onde há várias opções de bancas com comida regional, incluindo o famoso sanduíche "cemita".
       
      DIA 23) CHOLULA
      Cholula é um pueblo mágico, que fica coladinho em Puebla, 10 km de distância. É um pueblo com um belo centro, onde se destaca o grande convento de San Gabriel Arcángel. Porém os destaques de Cholula não estão bem no centro da cidade. Dois deles estão bem próximos - Pirâmide de Tepanapa e Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios - e outros dois - Templo San Francisco Acatepec e Templo de Santa María Tonantzintla - um pouco mais afastados. Vou começar falando destes dois últimos porque muita gente os desconsidera na passagem pela cidade.
      O Templo San Francisco Acatepec começou a ser construído em 1560 e foi finalizado em 1760. É uma igreja barroca com ornamentações em folha de ouro. Maravilhosa!

      O Templo de Santa María Tonantzintla é menor do que o anterior e possui uma fachada externa mais simples, porém em sua parte interior é ainda mais ornamentada. É diferente de todas as igrejas que já vi, pois foi construída pelos indígenas com várias referências a Tonantzin, divindade ligada ao milho, e com anjos morenos e muitas ornamentações muito coloridas. Incrível! (infelizmente não é permitido tirar fotos no interior).

      Vamos agora às atrações mais populares. A Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios teve construção iniciada no ano de 1594 e se encontra sobre um templo da Pirâmide de Tepanapa. Foi destruída por um terremoto em 1864 e em seguida foi reconstruída.
      A pirâmide de Tepanapa é a maior pirâmide em largura e volume do mundo. Teve construção iniciada a em aproximadamente 300 a.c e finalizada entre 200 a 700 d.C. Tem um grande sistema de túneis que podem em parte ser percorridos pelos turistas.


       
      DIA 24) ATLIXCO
      Na verdade, Atlixco consta aqui no dia 23 apenas por uma questão de organização, pois na verdade cheguei na cidade na noite do dia 21 e ela foi a base de saída para Cholula. 
      É mais um pueblo mágico pertinho (1h15 aprox.) da cidade de Puebla. A cidade por ser uma grande produtora de flores é conhecida como Atlixco de las Flores. Possui uma praça central bem bonita da qual se irradiam ruas com vários vasos de flores, bares e lojinhas de artesanato. 
      Atlixco possui ainda um belo morro ("cerro") bem próximo de seu centro, no qual está uma pequena igreja. Segundo os mitos populares, o morro é uma pirâmide que foi enterrada no passado para evitar os saques de espanhóis. Dele é possível avistar bem a cidade, vários pequenos pueblos próximos, um belo conjunto de morros e vulcões, incluindo o grande e belo Popocatépetl, o qual consegui ver com nitidez, sem nuvens encobrindo-o, apenas no meu último dia na cidade. Ah, tem que subir cedinho para conseguir ter uma boa vista do horizonte. Eu subi para ver o nascer do sol de lá e foi um espetáculo!




       
      Na cidade conheci ainda a área dos viveiros, o nacimiento (olho d'água) perto do Balneario Axocopan e a Cascada Altimeyaya. 


      A cidade foi uma ótima surpresa, que não estava no meu roteiro inicialmente. Um lugar que ficará no coração, especialmente pelo acolhimento do amigo Maho e de sua família, que me receberam de braços abertos em seu lar.
      p.s.: Caso queira se hospedar pagando pouco na cidade, há um hostel na rua Hidalgo chamado Hostal San Martin.
       
      DIA 25) ZACATLÁN
      Zacatlán de las Manzanas se situa a aprox. 100 km de Puebla. É conhecida por esse nome não à toa. Em vários lugares da cidade há lojinhas com produtos feitos de maçã: suco, licor, refresco, vinho, cerveja e a deliciosa Manzana rellena (maçã cozida coberta com pão doce e recheada com queijo, noz e passas). Que trem gostoso da gota!
      A cidade possui um centro bem bonito com o Templo Parroquial San Pedro e um jardim com o Reloj Floral, um relógio elaborado com elementos florais. Por sinal, Zacatlán é também a cidade dos relógios por conta da empresa Centenário, responsável pela construção de relógios monumentais que foram exportados para diversos países, inclusive o Brasil. Na fábrica da empresa há um museu bacaninha e barato (só $10), onde é possível ver o processo de fabricação dos relógios e vários modelos antigos e atuais expostos.
      Além disso, a cidade possui uma vista maravilhosa para a Barranca de Los Jilgueros, um grande vale verde onde é possível avistar duas cachoeiras, e um belo mural com mosaicos de ícones culturais da cidade. Um pueblo bem bonito!




      DIA 26) ZACATLÁN/CHIGNAHUAPAN
      Comecei o dia conhecendo o incrível complexo de cachoeiras Cascadas Tuliman, que fica entre as cidades de Zacatlán e Chignahuapan (entrada a $100). Para me deslocar até próximo da entrada do local, peguei uma kombi na esquina do Museu Regional del Vino "La Primavera" (passagem $9). Dica: pague mais $35 pelo transporte dentro do complexo, já que as estradas internas são bem íngremes (não paguei na ida, mas paguei na volta).

       
      Depois outro coletivo até Chignahuapan (passagem $9), pueblo a 14 km de Zacatlánn conhecido como a cidade das esferas (bolas de árvore de Natal), já que se encontra esse objeto à venda durante todo o ano em várias lojinhas.
      A cidade também tem um centro bem bonito, com destaque para a Parroquia de Santiago Apóstol e para o Belo Kiosko Mudéjar, que me lembrou o Kiosko Morisco de Cidade do México. Vale a pena ainda ir até a Casa Esmeralda, espaço que reúne a Casa del Axolote, dedicada a exibição de axolotes (grupo de salamandras criticamente ameaçados), e outros espaços, como a oficina de artesanato de barro e outro oficina em que é possível ver o processo de fabricação da esfera (entrada $50). E por último recomendo, conhecer a Basílica de Imaculada Concepción com sua enorme escultura em madeira, considerada a maior escultura da América Latina no interior de um ambiente fechado.



       
      DIA 27) CUETZALAN
      Dia de uma viagem com muitas baldeações. Achei que duraria um total de 2h30, mas acabou durando mais de 5h. Primeiro peguei uma kombi até a cidade de Zapotitlán ($50). Depois peguei uma outra ($35) até uma espécie de entroncamento de rodovias (La Cumbre). Por fim, peguei minha última kombi até o destino final ($18). Detalhe importante: em La Cumbre não deixe de apreciar o visual do vale, onde verá uma bela cachoeira.

      Cuetzalan é bem charmosa e tem bastante cara de cidade histórica pequena. Algumas ruas me lembraram um pouco Diamantina/MG. Primeiro pelas casa históricas e segundo pela inclinação do relevo. Tem um centrinho bem bacana, com a bela Iglesia de San Francisco, grandes casas históricas, um jardim grande e muita gente sentada conversando e curtindo o desenrolar da vida naquele ritmo pacato de uma cidade do interior. Do centro parte uma ruazinha com alguns restaurantes familiares bem econômicos. Isso é meio que raridade por aqui, já que os centros daqui são muito bem cuidada e neles costumam estar os restaurantes mais caros.



      Próximo de Cuetzalan, está o povoado de Yohualichan, onde há um sítio arqueológico com características parecidas com as do sítio de El Tajín (para chegar no povoado pegue um coletivo na esquina da Coppel- $10). O sítio foi fundado em 400 d.C pelos totonacas até o ano 800. Depois foi ocupado pelo toltecas até 1200 e em seguida pelos chichimecas. É interessante que o sítio está totalmente imerso no pueblo atual, onde muitas das suas atuais casas residenciais foram assentadas sobre construções que faziam parte dessa civilização no passado.
       

      Dicas de comida e de goró, experimente alguma comida com molho pipián rojo, feito a partir de chiles secos, tomate e sementes de abóbora, e bebida tradicional indígena Yolixpa, feita a partir de 23 ervas (santo remédio!).
      Uma curiosidade: Cuetzalan tem aproximadamente 60% da sua população composta por indígenas. É comum ouvir o idioma náhuatl nas ruas.
      Curti demais esse pueblito. Valeu a pena todo o rolê para chegar e depois a contramão para ir até o meu próximo destino: Orizaba.
       
      DIAS 28 e 29) ORIZABA
      Mais um pueblo mágico na viagem. Inclui no roteiro muitos dos pueblos a partir de listas como "10 pueblos más bonitos", "Top 10 de los pueblos mágicos" e "Los 16 pueblos mágicos favoritos". Este último coloca Orizaba como favorito.
      Definitivamente não foi o meu favorito, porém Orizaba tem um lugar especial nas minhas memórias de viagens por uma série de motivos. A cidade é rodeada por vários morros, é muito limpa, sendo considerada a mais limpa do México, e é super bem organizada, com placas voltadas ao pedestre, praças lindas com wi-fi livre e ruas com prioridade ao pedestre.
      Os seus atrativos principais do meu ponto de vista são:
      1) Ex-convento de San Juan de la Cruz: último convento construído por jesuítas espanhóis no México no século XIX (1803-1828), que pouco depois teve que ser abandonado por conta das reformas da independência da independência. A partir de 1860, passou a ser a ser um Conic da vida (brasilienses entenderão), sendo abrigo de prostitutas, loja maçônica, escola protestante, entre outras, até 1993. Hoje poderia ser facilmente uma locação de filmes de terror trash envolvendo freiras malignas 🤣. Entrada $50.


      2) Palácio de Hierro + Catedral: um do ladinho do outro, ambos com praças com belos jardins e belas construções .


      3) Palácio Municipal: atualmente um edifício com diversos órgãos do governo municipal e com o primeiro painel de Orozco, que enfoca a luta pela independência. Vale a ida também pela rua com preferência ao pedestre em frente ao palácio.



      4) Teleférico: acima do Cerro del Bodego é possível ter uma visão maravilhosa da cidade. Pena que o tempo estava um pouco nublado e nesta época está pairando no céu meio que uma neblina ou smog. Entrada $30.


       
      5) Museu de Arte de Veracruz: fica em um belo prédio, com uma boa coleção virreinal e uma ótima coleção de obras de Diego Rivera mostrando diferentes fases do artista. Entrada gratuita


      6) Poliforum Mier y Pesado: um prédio da segunda metade do séc XX, porém com cara de palácio do século XIX.

       
      7) Paseo del Río: este vale um tópico especial logo abaixo.
       
      Dica de restaurante: recomendo demais o restaurante Pozolazo (próximo do Museu de Arte de Veracruz). É bem econômico e tem uma comida gostosa, bem temperada
       
      Paseo del Rio
      O Paseo são calçadas nas duas margens do rio Orizaba, que cruzam a cidade de norte a sul e que passa ao longo de pracinhas charmosas, casas, quiosques de comida, paredes com grafites e do teleférico (já citado aqui). Há pontes suspensas cruzando o rio, tirolesa e é comum ver gente correndo ou caminhando para ir de um lugar a outro da cidade ou apenas namorando e curtindo o ambiente. Até aí tudo bem, né?! Seria super interessante do ponto de vista da mobilidade urbana, do direito à cidade e do ponto de vista ambiental, de construção de cidades mais verdes e integradas com o meio ambiente. Mas aí vem mais um detalhe: ao longo do Paseo tbm há uma reserva animal, uma espécie de zoológico urbano, com cativeiros, serpentários e aviários abrigando cerca de 300 espécies.
      Por um lado a reserva tem um grande efeito na educação ambiental. Imagina só toda uma população com um zoológico super acessível em que se pode encontrar informações sobre as espécies e sobre conservação ambiental.
      Por outro lado fiquei pensando nos animais ali abrigados. Muitos estão em espaços super pequenos, com pouca sombra e recursos (carentes de um bom enriquecimento ambiental), e sem contar que estão completamente imersos no espaço urbano, com trânsito e poluição sonora muito próxima. Sem contar que a proximidade com as pessoas é muito grande. Uma criança pode facilmente esticar o braço e alcançar a grade das onças, por exemplo.
      O nível de stress dos bichos deve ser muito alto. Vi o urso e outros animais realizando pacing (movimento estereotipado de um lado ao outro), comportamento que costuma ser indicativo de stress.
      O Paseo é um lugar super interessante sob diversos pontos de vista e me deixou com vários questionamentos e reflexões.
       




       
      DIA 30) OAXACA
      Cheguei cedo e depois de deixar as coisas no hostel, fui a Monte Albán, um sítio arqueológico bastante próximo da cidade de Oaxaca, facilmente acessível por coletivos de transporte. Começou a ser construído em 500 a.C e foi capital dos zapotecas até aprox 800 d.C, sendo depois ocupado pelos mixtecos. Foi construído em cima de um dos morros do vale de Oaxaca e em seu ápice chegou a ter cerca de 35.000 habitantes.
      Monte Albán é um lugar incrível, com muita história, lindas vistas do vale de Oaxaca e um museu com uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos. Entrada $75 e transporte $60 (ida e volta).
       
       


      A cidade de Oaxaca por sua vez pode ser dividida em duas partes: uma abaixo da sua Catedral e outra acima. A primeira parte é caótica e feia, com muita movimentação de pessoas e barracas por todos os lados. Já a segunda parte é o lindo centro histórico, que foi tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com o Monte Albán, em 1987.
      Os grandes destaques do centro histórico são o Templo de Santo Domingo de Guzmán e o seu anexo, o Museo de las Culturas. O templo começou a ser construído em 1551. Possui uma linda fachada e muitas ornamentações em estilo barroco. Já o Museo de las Culturas faz parte do ex-convento de Santo Domingo de Guzmán e possui diversas salas, com um incrível acervo pré-hispânico, no qual se destaca a coleção da Tumba 7.
      A Tumba 7 foi encontrada em Monte Albán em 1932. Com diversos artefatos de ouro e outros metais preciosos,é considerada um dos maiores achados do México.
      O museu ainda tem salas dedicadas ao Virreinato, aos povos indígenas e à modernidade do México.


       
      DIA 31) OAXACA
      Dia de passeio em tour. Eu costumo ter um pouco de preguiça com tours. Primeiro pela falta de autonomia para tudo (local de comida, tempo nos atrativos, rotas etc); segundo, porque pode ser uma furada dependendo do seu grupo e do guia; e terceiro, pq geralmente saem mais caros do que se vc fizer o passeio por conta própria.
      Porém, resolvi fazer um tour com a empresa Lascas, partindo de Oaxaca, considerando o excelente preço que tinha ($200) e o número de atrativos a serem conhecidos (em ordem): Árbol de Tule, destilaria de mezcal (com degustação 🤤), casa de produção artesanal de tapetes em Teotitlán del Valle, sítio arqueológico de Mitla e Hierve el Agua (cascadas petrificadas).
      Árbol de Tule é uma árvore da espécie ahuehuete, que tem 2000 anos de idade e é considerada a mais larga do mundo com 58 metros de circunferência. É impressionante (entrada $10)!

      Mitla, por sua vez, é um sítio arqueológico de origem zapoteca muito interessante por seu formato trapezoidal e por suas ornamentações nas paredes (18 padrões geométricos diferentes) (entrada $65).


      Já Hierve el Agua é um balneário com uma formação natural muito diferente que emergiu a partir de escorrimento de água carbonatada. Parece uma formação de caverna, porém a céu aberto (entrada $25). Interessante também que no local há uns pequenos canais de irrigação que foram feitos pelos zapotecas há mais de 2000 anos.


      Além desses atrativos maravilhosos, o ateliê de tapetes de Teotitlán é incrível e foi bem legal conhecer o processo de produção de mezcal (e é claro o melhor: degustar muitos tipos diferentes da bebida hehehe).
      No final, valeu muito a pena fazer o passeio, mesmo com o tempo corrido especialmente em Mitla e Hierve.
       
      DIA 32) TUXTLA GUTIERREZ E CHIAPA DE CORZO
      Dia de passeio maravilhoso no incrível Canon del Sumidero. O passeio parte da cidade de Chiapa de Corzo de dois embacaderos. Ambos oferecem o mesmo preço para o passeio ($250). Se estiver hospedado em algum hotel na cidade, é possível encontrar mais barato.
      O Canion é uma falha geológica com altura máxima de pouco mais de 1000 m e com profundidade de rio de mais de 250m. No passado o rio Grijalva não era navegável, porém se tornou depois da construção de um hidrelétrica.
      Ao longo do passeio é possível avistar animais como macaco-aranha e crocodilos.



      A cidade de partida do passeio, Chiapa de Corzo, foi a primeira construída no estado de Chiapas e no passado foi a capital deste estado. Tem um centro bem bonitinho, com destaque para a fonte em estilo mudéjar construída no séc XVII. A cidade ainda foi o berço do fundador do grupo Mario Nadayapa Quartet (citado no dia 4) e tem um museu dedicado a marimbas, que acabei não visitando.

       
      Depois de conhecer o Canion e Chiapa de Corzo, peguei uma kombi na praça central com letreiro "Soriana" ($15) e depois uma outra kombi ($55) para chegar ao meu próximo destino: San Cristóbal de las Casas.
       
      DIA 33) SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS
      San Cristóbal é um pueblo mágico do estado de Chiapas, que tem um centro bem charmoso com bastantes casas históricas e uma rua para pedestres com muitos bares e restaurantes (caros de forma geral), incluindo muitas opções vegetarianas (raridade no México). Infelizmente como podem perceber pelas fotos, o tempo estava bastante ruim no dia que cheguei, com muita neblina e chuva.
      Uma experiência super interessante na cidade foi conhecer o mercado de Santo Domingo, com muitas roupas e artesanatos bonitos a preços bastante acessíveis, e logo ao lado conhecer o Mercado Viejo, com várias frutas, legumes e comidas de vários tipos.
       




      Nas proximidades do Mercado Viejo saem kombis com destino ao pueblo San Juan Chamula, uma comunidade pequena com população predominantemente de chamulaa: indígenas da etnia tzotzil, de família Maya.
      Na segunda-feira que fui, estava havendo uma procissão religiosa, com pessoas em trajes típicos tocando instrumentos, cantando como em ritmo de lamúrias e soltando muitos fogos de artifício que alguns deles mesmo confeccionavam na hora. Ao adentrarem na igreja (da foto 8), fizeram uma cerimônia de troca de roupas de um dos vários santos ricamente ornamentados, expostos nas laterais da igreja.
      Ao entrar na igreja parece que se é transportado a outra realidade. No seu interior há um forte cheiro de incenso natural no ar. Não há luz artificial, sendo iluminada apenas por velas e não há cadeiras. As pessoas se sentam no chão sobre um tapete de folhas de Pinus, acendem muitas velas, colocam garrafas de Coca Cola e outras bebidas no chão, como se fossem oferendas, e fazem orações geralmente com o corpo curvado como se estivessem murmurando. Após o ritual tomam as bebidas.
      É um sincretismo religioso muito diferente que mescla o misticismo indígena com o catolicismo. Uma experiência incrível que recomendo fortemente. .
      Mais infos: a entrada na igreja custa $25. Não é permitido tirar fotos ou fazer vídeos no seu interior. Por sinal, os chamulas não gostam desses registros por acreditarem que roubam a alma ou trazem azar.

       
      DIA 34) COMITÁN DE DOMINGUEZ
      Comitán é uma cidade situada a pouco mais de 90 km de San Cristobal. Possui um belo centro com uma bela igreja e algumas opções de restaurantes e de comida de rua (infelizmente não o visitei apenas à noite. A cidade foi a minha base para conhecer a famosa cachoeira El Chiflón e os Lagos Montebello.
      Pela manhã antes a El Chiflón (entrada $50 + $70 de kombi ida e volta, que peguei na Av. Boulevard). Um conjunto de cascatas e cachoeiras, sendo que a principal tem 70m de altura. Na época de seca, as cascatas e cachoeiras tem uma cor azul-turquesa/verde lindona, como podem ver na foto abaixo tirada na internet. Infelizmente fui no dia seguinte a uma forte chuva e o rio estava super caudaloso com cor marrom. Segundo um funcionário do local, já fazia 5 dias que a água estava com aquela coloração por conta das chuvas. Triste, mas pelo lado positivo fica um motivo para querer voltar a esta região em viagens futuras.


      Depois de conhecer El Chiflón, voltei para a cidade para pegar um kombi na Av. Guadaloupe, 30020 (passagem a $60) até os Lagos Montebello (ou Lagunas de Montebello). O atrativo é um parque nacional com mais de 50 lagos situado a cerca de 1h30 da cidade de Comitán de Domínguez (entrada $25).
      Os lagos são cenotes (cavidades naturais ou dolinas...vcs ainda vão ver esse nome algumas outras vezes por aqui) que se comunicam através do lençol freático. Alguns tem mais de 50m de profundidade.Como os lagos ficam relativamente longe um do outro se recomenda fazer o passeio em carro próprio ou com algum dos motoristas locais que ficam na entrada do parque. Eu paguei $250 em um passeio que segundo o motorista custa $700 ou $800 na alta temporada.
      No passeio de cerca de 2h, o motorista me levou ao Lago Caracol, 5 Lagos (o único onde as empresas de turismo de San Cristóbal costumam levar), Lago Pojoj, Lago Tziscao e Lago Internacional. Este último tem esse nome por estar na fronteira entre México e Guatemala. Passeio maravilhoso demais, que incluiu ainda uma parada em um quiosque para almoçar queso fundido (queijo na chapa com cogumelo, acompanhado de feijão, salada e tortilhas). 



       

      Depois de conhecer os lagos, fui à estrada e consegui uma carona com caminhoneiros de volta a Comitán. 🥳
      Faltou apenas conhecer o sítio de Tenam Puente, que estava programado para este dia.
       
      DIAS 35, 36 e 37) LAGUNA MIRAMAR
      Já antecipo dizendo que este é lugar mais maravilhoso que conheci no México e certamente também um dos mais lindos em que já estive em toda a minha vida. E o lugar foi ainda mais especial para mim, porque foi onde comemorei o meu aniversário.🥳🎉
      A Laguna Miramar é uma lagoa com muitos estromatólitos em suas margens, cercada por morros, vegetação nativa preservada e com água com coloração azulada e esverdeada em diferentes tonalidades. Vc, por exemplo, sai de um local com água verde cristalina e em poucas remadas chega em um local com água azul-turquesa, que forma um espelho do céu e da vegetação.
      O local fica no leste do estado de Chiapas, relativamente próximo da fronteira com a Guatemala. Para chegar há duas opções: a) pegar uma van ($100) em Margaritas (próximo da cidade de Comitán Domínguez) com destino a Emiliano Zapata e fazer uma viagem de 5h30, sendo 3h30 em estrada de chão em más condições de conservação e com muitas curvas, ou b) pegar um caminhão em Ocosingo e fazer uma viagem de 4h em estradas em melhor estado de conservação, porém com muito menor conforto na carroceria do caminhão, com bancos de madeira duros.
      Para pegar a Kombi a Margaritas ($18, primeira saída às 6h, com tempo de viagem de 40 min), se deslocar até a Praça Central de Ocosingo, descer duas quadras pela Primeira Avenida Sur e depois virar a esquerda e andar duas quadras e meia pela 3a Sur. Já pagar pegar a kombi até Emiliano, caminhar 2 ou 3 quadras depois da praça de Margaritas até as kombis a San Quintín/Emiliano Zapata. Saídas teoricamente às 6h30, 8h, 10h, 12h e 13h, porém não seguem a risca esses horários.
      Em Emiliano Zapata, descerá em um centro de visitantes onde será muito bem recebido e onde poderá deixar algumas coisas que não precisará na laguna. Aí realizará o pagamento pela entrada ($50) e por tempo de hospedagem ($50 por dia). No local também poderá alugar botas em caso de chuva ($40), barraca para acampar ($130 para uma pessoa ou $250 para duas), rede para dormir ($40), cobertor entre outras coisas. Tenha em conta que as duas únicas opções de estadia na laguna são rede ou barraca.
      Depois dos pagamentos, há uma caminhada até a laguna de aprox. 4,5 km. O caminho é plano e será feito em aprox. 1h45 em período de seca ou em até umas 3h em período de chuva, por tempo do lamaçal que vira a trilha.
      No local há duas opções de passeio em barco para explorar aos arredores. O primeiro envolve conhecer duas estátuas maias e ainda ir a ilhas de vegetação no lago. O segundo envolve conhecer pinturas rupestres em paredões e busca de tartarugas em caverna (importante levar lantrena). Ambos passeios são legais, mas recomendo mais fortemente o passeio às ilhas (imperdível!). Custam $400 para grupo de 4 pessoas (grupos maiores têm um preço individual mais em conta). 
      Leve comida! Há panelas disponíveis e geralmente há água potável na torneira. Porém dei um certo azar e no meu segundo dia no local houve problema no encanamento e assim tive que ferver água da lago para beber.
      Transporte de retorno: kombis a Las Margatiras a 0h, 2h, 7h, 9h30, 11h e 13h; caminhões a Ocosingo às 0h, 1h, 2h, 3h e 4h (da madruga mesmo...tenso!). 













       
      DIA 38) TONINÁ E CASCADAS DE AGUA AZUL
      Depois de conhecer a maravilhosa Laguna Miramar o meu próximo era Palenque, mas antes, no mesmo dia, havia uma viagem longa e desconfortável em caminhão de madrugada e em seguida a primeira ruína maia do roteiro - Tonina - e as belas Cascadas de Agua Azul.
      O transporte da base de recepção da Laguna Miramar a Ocosingo pode ser resumido em uma palavra: TENSO! Foram 4 horas de estrada ruim na carroceria de um caminhão, sentado em uma banco de madeira duro, que estava meio solto; passando frio com o vento; e ainda estava apertado ao lado de uma mina que desmaiou e que o tempo todo vinha com a cabeça no meu ombro. Ela era baixa e magra, mas tinha a capacidade de se transformar em um peso de 30kg sobre meu ombro.
      VID_20190608_040931.mp4 Cheguei em Ocosingo 5h da manhã no meio de uma feira. Às 6h30 peguei uma camionete ($15, mais uma carroceria no dia e, sim, este é o transporte regular) com destino a Tonina. Passagem a $15.
      Tonina é uma bela e pouco visitada cidade maia. Foi construída ao longo de um morro e se considerar toda a sua extensão é bastante alta (260 degraus para subir!). Teve construção iniciada em 300 d.C e apogeu em 900.


      Em seguida voltei a Ocosingo e paguei mais $25 pro motorista da camionete me deixar no terminal de Ocosingo. Do terminal, peguei uma van ($50) até um entrocamento na estrada e aí peguei um táxi coletivo até às Cascadas de Agua Azul ($25). As Cascadas são uma sequência linda de cachoeiras com várias piscinas boas para banho. Evite ir em fds! O lugar fica mto cheio. As Cascadas são lindas, mas sofrem de um problema como outros locais naturais do México: ocupação bastante intensa, que no caso acontece com várias barraquinhas de artesanato e de comida.



       
      Depois de curtir esse atrativo segui rumo a Palenque em outra van colectivo ($50)
       
      DIA 39) PALENQUE
      Pense num lugar quente! Cêtádoido! Derreti em um suor em Palenque! Agora sobre o destino: a cidade em si não tem nenhuma atração relevante. Na verdade nem achei a cidade bonita. Porém a poucos quilômetros do centro da cidade estão as maravilhosas ruínas de Palenque e um pouquinho mais afastado, mas acessível em tour estão os incríveis sítios de Yaxchilán e Bonampak.
      O tour dura o dia todo e sai cedinho. Paguei $800, com almoço incluso.
      Yaxchilán fica a mais de 160 km de Palenque no lado mexicano da fronteira com a Guatemala. Para chegar, é preciso se deslocar por cerca de 20 min em canoa pelo rio Usumacinta, o qual é muitas vezes atravessado por guatemaltecos em busca de uma vida melhor no norte, e depois caminhar através da floresta. O sítio era um importante ponto de controle de comércio no rio Usumacinta e é muito conhecido pelos seus edifícios com painéis superiores (cresteria) super bem preservados.




       
      Bonampak por sua vez significa "Muros Pintados" e é conhecido exatamente pelas paredes pintadas ainda super bem conservadas em que se retratam guerras, sacrifícios humanos e festividades maiais. É uma experiência incrível ver os painéis com mais de 1000 anos de idade (estima-se que foram pintados entre 580 e 800 d.C) super bem preservados.


       
      DIA 40) PALENQUE
      Dia de conhecer o sítio arqueológico de Palenque. O sítio é é bem grande, com várias ruínas imersas na paisagem florestal. Destaca-se pela sua arquitetura e por suas esculturas ainda em parte bem preservadas.
      Acredita-se que a cidade começou a ser construída em 100 a.C, tendo o seu apogeu nos 600 e declínio no final dos anos 800.
      Uma coisa que achei interessante em Palenque foi percorrer um caminho através da floresta, passando por cachoeiras e casa de banho maias.
      Infelizmente fui em uma segunda (dia nacional dos museus fechados) e assim não pude conhecer o acervo no seu museu, mas acho que é bem bacana.
      Entrada: $75 + $36 (taxa do Parque Nacional)
      Depois de conhecer o sítio, retornei à cidade para almoçar e matar tempo até a saída do meu ônibus a Chetumal.
      Recomendo o restaurante El Oasis na praça central. Tem muitas opções de comida, inclusive vegetarianas, por um bom preço.

       
      DIA 41) BACALAR
      Depois de conhecer Palenque e seus atrativos próximos, o meu próximo destino - Bacalar - estava um pouquinho longe: 8h de viagem em ônibus até Chetumal e depois mais 40 min até Bacalar.
      Bacalar é um pueblo mágico conhecido pela sua laguna. É realmente maravilhosa! De uma coloração esverdeada incrível.
      Infelizmente Bacalar sofre de um problema comum no México: a restrição de acesso a um local público por conta da ocupação privada de seu entorno. Porém é possível acessar a laguna por algumas passarelas/decks de madeira e curtir a água deliciosa.
      Eu fiquei em uma barraca em um hostel chamado Magic Bacalar e minha experiência foi muito boa! Conheci uma galera massa, com a qual ainda tenho contato, e tomei muita cerveja e joguei conversa "dentro" no deck do hostel.
      Também conheci o centrinho da cidade, com o belo forte San Felipe Bacalar (não conheci por dentro porque achei a entrada de $108 cara e porque li que havia poucas coisas no interior), e dei uma boa caminhada durante o dia do hostel até o Cenote Azul. Caminhei ao longo da laguna, curtindo os grafites nos muros da cidade e refletindo sobre a falta de acessibilidade e observando as variações na cor da laguna quando abria uma brechinha entre os muros.
      O Cenote Azul é legal, mas eu não recomendo fortemente, já que é basicamente uma lagoa com um entorno de vegetação florestal.
      Enfim, amei Bacalar! Foi um dos meus lugares favoritos no México.
      p.s1: Para economizar no rango (caro de forma geral na cidade) e ainda se divertir, recomendo o restaurante da Alberta (do lado do Galeón Pirata), uma senhora figuraça, que faz uma comidinha gostosa.
      p.s2: Rolam uns passeios de lancha ($200), que levam até dois cenotes dentro da lagoa e para o Canal de los Piratas. Acho que é legal, mas acabei não fazendo.

       
      DIA 42) TULUM
      As pessoas costumam falar super bem de Tulum. Eu particularmente não achei a cidade lá grandes coisas. Achei meio gourmetizada e cara. Os grandes atrativos de Tulum são cenotes, praias e obviamente o seu sítio arqueológico à beira-mar.
      Nas fotos que circulam na internet, as ruínas resplandecem sobre uma falésia, com um fundo de mar azul-turquesa. Lindo demais! Bem, até uns anos atrás (seis anos talvez), era exatamente assim o ano todo, mas de alguns anos para isso mudou. Agora, em boa parte do ano, o sargaço está tomando conta das praias caribenhas desde Belize até Cancún. Esse fenômeno tem acontecido com maior intensidade entre os meses de abril a setembro, mas com as mudanças climáticas e com o lançamento de fertilizantes no mar, nunca se sabe como será o ano seguinte. Tenha isso em consideração quando planejar a sua viagem pro Caribe. Eu mesmo alterei muita coisa no meu roteiro por conta da grande quantidade de sargaço nas praias.




       
      DIA 43) TULUM/COBÁ
      Dia de ir a Cobá em um dos ônibus da empresa Mayab, que partem frequentemente da estação da ADO ou do Palácio Municipal da cidade ($100 ida e volta).

      O sítio de Cobá se encontra a cerca de 50 km de Tulum e teve o seu início de construção entre 100 a.C e 300 d.C, atingindo o período de auge construtivo entre os anos 800 e 1000.
      Agrupou diversas construções ligadas através de caminhos de pedra e que se conectavam a outros sítios maiais, como Yaxuná a 100 km de distância. A parte de visita geral agrupa ruínas imersas na floresta, com três centros principais e a pirâmide mais alta da península de Yucatán que ainda pode ser escalada.
      Muitas pessoas recomendam alugar bicicleta para percorrer o sítio. Porém o aluguel é caro ($100) e do meu ponto de vista, dispensável para uma pessoa com saúde plena e sem problemas de locomoção. Percorremos todo o sítio em 2h30 de caminhada.


       
      Depois de conhecer o sítio arqueológico, aluguei bicicleta ($50) em uma mercadinho antes do sítio de Cobá, para conhecer dois cenotes a cerca de 6,5 km do sítio: Tamcach-Ha e Multun-Ha.
      Ambos os cenotes são cavernas fechadas com amplos salões e algumas estalactites. Estão próximos um do outro (3 km) e cada um tem o preço de entrada de $100.
      Achei os dois bastante parecidos. Acho que pelo valor não compensa visitar ambos. Se for visitar apenas um, acho que Tamcach-Ha é mais divertido por ter duas plataformas de salto (5m e 11m). Iuhuuu!
      Nas proximidades há também o cenote Choo-Ha, mais raso e menos amplo e pelas fotos na internet parece ter água mais clara.
      Bizú: os cenotes ficam cheios à tarde com a chegada de grupos em tours. Tente ir o mais cedo possível.


       
      DIA 44) TULUM
      Era um dia que eu pretendia conhecer o cenote Gran Cenote e depois ir até a praia Xcacel, mas acabou que choveu bastante no dia e eu me enrolei, tendo tempo de conhecer apenas o cenote.
      Tulum tem vários cenotes ao seu redor. Gran Cenote, Carwash, Calavera, Nicte-Ha, Sac Actun e Dos Ojos são alguns deles. Porém, como a cidade é super turística, os preços de entrada nesses atrativos não são lá muito atraentes. Hehehe
      Como eu já iria conhecer muitos cenotes nas proximidades de Valladolid e como eu não queria gastar tanto - para ter ideia o preço de entrada no Dos Ojos é $340 e no Sac Actun é mais de $600 -, acabei optando por conhecer apenas o Gran Cenote cujo preço de entrada é de $180.
      E que escolha boa! O cenote a pouco mais de 5 km de Tulum (na estrada sentido Cobá) possui a água bem clara e duas ilhas conectadas por um túnel com formação parecida com a de uma caverna.
      Na água transparente é possível ver peixinhos e cágados (não confundir com tartarugas), que parecem não se incomodar com a grande quantidade de visitantes. Pena que tive problemas com a GoPro que levei e não tenho fotos boas para mostrá-los.





       
      DIA 45) ISLA MUJERES
      Saí de Tulum e cheguei a Cancún: o destino sonho de muitos brasileiros, com resorts all-inclusive na beira da praia, hotéis luxuosos, cassinos, baladas animadas e restaurantes xiques. O lugar que tenho menos vontade de conhecer na vida hahaha .
      Não é tipo de turismo que me atrai nem um pouco. Sendo assim, não fui na parte dos hotéis e na praia que a galera frequenta. Passei longe. Fui só até o centro (sem graça), peguei um ônibus (ruta 6 - $10) em frente ao mercado Soriana (ótimo lugar para comprar em dólares e conseguir troco em peso em cotação muito melhor do que a de qualquer casa de câmbio...leia o tópico "câmbio") e segui até o Puerto Juárez, para pegar o ferry mais barato ($275 ida e volta) para Isla Mujeres.
      A ilha não estava sofrendo com o sargaço e li vários relatos dizendo que a sua Playa Norte é uma das mais lindas do México. Fui com alguma expectativa, mas sem tanta assim porque imaginava que era muito cheia. Percorrendo as ruas da ilha, fui surpreendido pela tranquilidade, mas ao mesmo tempo confirmei que a ilha é bastante cara e mesmo com algumas lojinhas e ruas agradáveis, tem meio que uma cara de cidade turística padrão, meio estéril.
       

      Ao chegar à Playa Norte, que decepção da porra! Praia lotada, muitos barcos, ocupação desenfreada da estreita faixa de areia e muitas barricadas, acredito eu que feitas para evitar a retração da praia. Sim, a água é azulzinha e gostosa. Mas para mim, não é só a cor da água que faz a praia.
       

      Enfim, depois das decepção, resolvi alugar uma bicicleta ($70 a hora) e dar uma volta na ilha, que tem cerca de 8 km de extensão. Aí sim, conheci uns cantinhos bonitos e agradáveis, como a parte do Parque Garrafón, onde a galera faz snorkelings (caros pácaceta) com tartarugas e onde é possível avistar golfinhos de vez em quando; a Punta Sur, onde há um templo maia ($30 para andar poucos metros e conhecê-lo); e o lado voltado pro oceano com praias tranquilas e gostosas.
      Valeu muito a pena o rolê ! Pena que fiz mto rápido pq queria pagar só 1h de aluguel.

       
      DIAS 46 e 47) HOLBOX
      Saí de uma ilha e fui à outra: de Isla Mujeres a Holbox. De uma ilha que não curti muito para outra que amei.
      Fui pra Holbox meio com o pé atrás depois de ler uma matéria sobre os impactos do turismo na ilha. Em suma: há pouco mais de 5 anos não havia ferry boat até a ilha e ela era um povoado de 20 quadras e cerca de 1500 habitantes, entre os quais muitos pescadores. Com a chegada dos ferries, o turismo cresceu de forma acelerada. Hoje são cerca de 20.000 pessoas na ilha na temporada alta. Os resultados são degradação desenfreada dos mangues, crescimento desordenado da vila e da rede hoteleira, problemas hídricos, grande quantidade de resíduos que não tem disposição adequada e impactos na fauna.
      Os tubarões que chegavam próximo da praia agora passam longe. A pesca foi reduzida. Vôos de helicóptero estão destruindo áreas de nidificação. E por aí vai a lista de problemas. 
      Porém apesar disso tudo a ilha continua linda. A água, que não estava com sua usual coloração esverdeada, ainda estava bem clarinha, livre de sargaço e em uma temperatura deliciosa. A verdade é os problemas não chegam aos olhos do turista que vão apenas à praia. Para percebê-los, é necessário uma caminhada pela rua por trás da faixa de hotéis e uma conversa com os moradores tradicionais.




       
      Na ilha ainda é possível avistar flamingos, ver o fenômeno da bioluminescência (fora da lua cheia) e fazer passeios até às 3 Islas e snorkelings com tubarão-baleia.
      Eu fiz esse passeio com tubarão-baleia e que experiência incrível! Foi cara ($2.200), mas valeu cada centavo investido. O passeio sai às 7h e tem uma duração de aprox. 8h. É possível chegar bem pertinho dos animais. Além disso o passeio inclui a passagem pelas maravilhosas 3 Islas e ainda um snorkeling em um ponto onde se pode avistar arraias e outros peixes de diferentes espécies, além de ter almoço de ceviche com peixe fresco, lanchinhos e água à disposição.



       
      p.s.: A balsa tanto de Chiquila quanto de Holbox sai a cada meia hora e tem custo de $150 (cada trecho).
       
      DIA 48) VALLADOLID
      Valladolid é um pueblo mágico fundado em 1543, que possui diversos edifícios coloniais.
      Um dos grandes destaques na cidade é o grande ex-convento San Bernardino de Siena, onde diariamente às 21h acontece um video mapping mostrando a história da cidade. No interior do ex-convento há um antigo acesso, atualmente fechado, para um cenote, no qual foram achados diversos artefatos dos espanhóis.
      Outros destaques são a bela rua Calzada de Los Frailes com muitas casas históricas preservadas  e o agradável centro onde se encontra a catedral, o bazar municipal e muitos restaurantes.
      Eu curti demais o eixo histórico da cidade e o clima de tranquilidade que permeia toda a cidade
      Valladolid ainda possui um belo cenote - Cenote Zaci - praticamente no seu centro e nas suas redondezas há diversos outros cenotes. A cidade ainda funciona bem como base para conhecer as ruínas de Ek Balam e de Chichen Itza.
      No primeiro dia peguei uma bicicleta no hostel e conheci o ex-convento San Bernardino de Siena e três cenotes: Xkeken, Samula e  San Lorenzo Oxman.
      Xkeken e Samula fazem parte do complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid. Cada um tem preço individual de $80 individual ou ambos podem ser visitados por $125. Eu recomendo fortemente o ingresso para ambos. 
      Fui primeiro no Xkeken. É um cenote fechado, com uma abertura no teto.. No horário que visitei, entre 10 e 11h, um feixe de luz entra por essa abertura e ilumina o local parcialmente. A outra parte é iluminada por luz artificial.

      Xkeken é incrível pelo seu conjunto da obra. Há uma boa diversidade de formações espeleológicas, raízes que se projetam do teto rumo à água e a água tem coloração azul-turquesa. Foi o meu cenote favorito de toda a viagem.


      Samula, por sua vez, é um cenote também fechado, porém com com um salão mais amplo e muito mais alto e com uma abertura maior no teto por onde penetra mais luz e andorinhas que fazem um belo espetáculo à parte no interior do cenote. Lindão também!

      E fechando o dia de cenotes com chave de ouro: fui ao cenote San Lorenzo Oxman. O cenote fica em uma hacienda ("fazenda" em tradução literal, mas que no caso aqui parece mais uma chácara) e tem custo de $80 (ou $150 convertidos em consumação e com direito a uso de uma piscina no local).
      É um cenote do tipo aberto, sendo meio que um poço profundo no solo circundado por paredes rochosas sobre ás quais há árvores que projetam suas raízes em direção à água. É lindão também e é super divertido por ter um pêndulo para se lançar na água.

       
      VID_20190618_145529.mp4 p.s.: Os meios de transporte para os cenotes são táxi ou bicicleta, sendo que este foi o que eu usei por ter disponível no hostel.
       
      DIA 49) VALLADOLID/EK BALAM
      O sítio Ek Balam fica a aproximadamente 30km do centro de Valladolid. Como não tem transporte público até o local, fui até lá de bicicleta. O caminho é bastante plano, mas o calor de 36°, a bicicleta pesada e sem marchas e o sedentarismo não contribuíram muito com o desempenho. 
      Ek Balam foi um dos últimos sítios descobertos na região, com escavações iniciadas em 1998. O sítio maia começou a ser construído entre 100 a.C. e 300d.C e teve seu apogeu entre 700 e 900 d.C. O seu grande destaque é a sua pirâmide principal super larga e com cerca de 32 m de altura, na qual se encontra uma tumba que era acessível por uma entrada, atualmente restaurada, ornamentada por uma boca de jaguar e figuras como a de guerreiros com asas. Por sinal, Ek Balam é muito conhecida por sua arte bastante refinada em comparação com outros sítios maias. Do alto da pirâmide, após uma subida de 106 degraus, se tem uma boa visão da floresta e de outras estruturas que compõem o sítio.
      O sítio tem um custo absurdo de $413 ($75 do Instituto Nacional de Antropologia e História e o restante cobrado pelo governo estadual). Foi a primeira vez que paguei mais de $75 para visitar um sítio arqueológico.

      Colado nas ruínas está o Cenote de Xcanche (entrada a $80). Bom para se refrescar no calor danado. O cenote tem uma formação parecida com a de San Lorenzo Oxman, sendo um pouco mais largo do que este.

      Após conhecer o sítio arqueológico e Xcanche, segui de volta pela estrada rumo a Valladolid. A cerca de 15 km da cidade, fiz um desvio para conhecer o cenote Hubiku.
      O cenote possui um salão enorme e tem um bom poço para tomar banho se vc gosta de água fria. hehehe Porém o local tem poucas formações espeleológicas e tem boa parte de sua beleza sequestrada pelo excesso de pavimentação, além de ser bastante caro ($100).
      Imagino que pela estrutura de estacionamento, loja e restaurante gigante na entrada, o cenote seja ponto de parada de vários tours. Felizmente no horário que cheguei, às 16h30, estava bem vazio.

       
      DIA 50) VALLADOLID/PISTÉ (CHICHÉN ITZÁ)
      A capital dos maias em Yucatán e uma das sete maravilhas do mundo, Chichén Itzá, é realmente fantástica. Para chegar, há ônibus com saídas regulares do terminal da ADO em Valladolid (passagem $35).
      O sítio começou a ser construído em 525 e teve alguns ciclos de ocupação, sendo que o mais importante foi o que ocorreu entre 900 e 1200, encabeçado pela liga de Mayapán (esse nome aparecerá de novo em outra postagem à frente).
      Chichén Itzá é famosa pela sua pirâmide de Kukulcán (Serpente Emplumada), que durante os equinócios da primavera e outono projeta a imagem da deusa-serpente maia sobre o chão, indicando o grande conhecimento astronômico dos maias.
      Porém, Chichén Itzá guarda outros grandes tesouros, como o Caracol, um observatório em uma construção circular e La Casa de las Monjas, uma pirâmide com diversos quartos (cuidado para não deixar esses dois locais passar batido, como eu deixei hahaha); a enorme quadra de jogo de pelota; Templo de Los Guerreros, com suas mil colunas; e diversas esculturas e artes entalhadas nas rochas do sítio.
      A entrada custa absurdos $481 (se lascar governo de Yucatán) e a dica do Don é chegar o mais cedo possível, pois às 10h30, 11h chegam em peso os ônibus de tour vindos de Cancún.
       


       
      Depois de conhecer o sítio arqueológico, fui até o cenote Il-Kil a 4 km de Chichén Itzá (entrada $80). Há coletivos frequentes na rodovia ($15) com destino ao local.
      O cenote é do tipo aberto e lembra em partes Oxman, porém é mais fundo e tem uma vegetação diferente que se projeta sobre a água. Por ser próximo de Chichén Itzá, está incluído no pacote de tours que saem de Cancún. O cenote é bonito e vale a visita, apesar da grande quantidade de pessoas.

       
      Depois de conhecer esse cenote, fui até a cidade de Pisté ($20 em táxi coletivo), onde caminhei até o restaurante Zac Seh, a cerca de 5 quadras do centro. De frente ao restaurante saem táxis coletivos com destino a Yaxunah (passagem a $30), povoado a cerca de 20 km de Pisté.
      Este cenote é bem bonito tbm! É do tipo aberto, assim como Il Kil, porém é bastante vazio e tem uma boa vegetação em seu entorno. A água é de um tom azul escuro e é muito boa para tomar banho. Eu e meu amigo finlandês Kristoffer ficamos lá cerca de 1h30 e não chegou ninguém. Entrada a $50. Há estrutura de banheiro ao lado.


       
      Yaxunah ainda tem um sítio arqueológico simples nas proximidades, porém acabamos optando por não conhecê-lo.
      Depois de curtir o cenote, voltamos a Pisté, onde almoçamos numa espécie de mercado com alguns restaurantes, na beira da rua principal. Comi um Papadzule (não recomendo!). Em seguida, pegamos um ônibus em Pisté de volta a Valladolid ($35).
      Dica: como Yaxunah é bem pequeninha, combine com o motorista um horário de volta. Sugiro ficar ao menos uma hora no cenote.
       
      DIA 51) VALLADOLID/LAS COLORADAS
      Na internet circulam fotos de lugares que te fisgam e imediatamente vão parar naquela wishlist de destinos a conhecer. Este foi o caso de Las Coloradas. Vi algumas fotos do local e logo pensei "que lugar incrível! Preciso conhecer!". Quando sou capturado assim, nem procuro pesquisar muito a respeito do local para não criar muitas expectativas e atrapalhar a minha vivência pessoal.
      Porém não posso negar que fui até o destino com uma certa expectativa, a qual infelizmente foi um pouco frustrada. Primeiro porque achava que no local havia uma lagoa natural com água rosa e na verdade havia apenas uma salina (piscina artificial para extração de sal). Segundo porque queriam cobrar $50 para chegar um pouquinho mais perto da salina. Claro que não pagamos!
      No final, curtimos mais a bela praia (de águas muito salgadas) que aparece na foto abaixo. O passeio incluiu ainda uma ida até um rio com mina de água na cidadezinha de Rio Lagartos, que foi ótimo para tirar o sal do corpo.

      Na região há também a opção de se fazer um passeio de lancha para avistar flamingos e áreas de mangue, mas a galera não estava muito na pilha de desembolsar $150, $200 pelo passeio. Se quiser fazê-lo, vá até Rio Lagartos, espere a galera abordar e negocie.
      Las Coloradas é acessível por tours que partem da cidade de Valladolid ou por meio de taxis, que partem da cidade próxima de Rio Lagartos ou de Tizimín (um pouco mais distante, a 50 min de ônibus de Valladolid - passagem a $31). Acabei escolhendo ir por meio desta última opção com dois amigos que conheci no hostel, já que o valor de $600 pelo táxi saindo Tizimín (passeio completo) não seria caro, dividido por nós três.
       
      DIAS 52 e 53) VALLADOLID E MÉRIDA
      No período da manhã em Valladolid, ainda curti o cenote Zaci. Um grande cenote localizado praticamente no centro da cidade. Tem um paredão rochoso, com algumas formas espeleológicas (poderia considerar assim, geólogos? hehehe), que forma meio que uma concha sobre o grande poço de água margeado imediatamente também por algumas árvores. 


       
      Depois de uma horinha, curtindo o cenote, segui ao meu próximo destino: Mérida. A cidade fundada em 1542 é uma das mais antigas do México e possui o segundo maior centro histórico do país, com diversos casarões e edifícios coloniais bem conservados. No centro, agradável de se percorrer a pé (desconsiderando o calor de 40º que enfrentei), destaca-se a praça central, onde se encontra a catedral, que é bastante movimentada e é palco de apresentações de dança, de partidas de jogo de pelota e no domingo recebe várias barraquinhas de comidas típicas. Por sinal, no domingo também se fecham algumas ruas da cidade aos automóveis para a alegria de pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes (amo ruas vivas!). Na praça, vale ainda destacar o pequenininho, mas bonito Museo Casa Montejo e o museu de arte moderna e contemporânea Museo Fernando Garcia Ponce Macay.



      Ainda na parte histórica, um pouquinho afastada dessa parte mais central, encontra-se o Paseo de Montejo, com belos casarões. Um dos grandes destaques do Paseo é o Palacio Cantón. Construído entre 1904 e 1911 o palácio foi moradia do então governador de Yucatán e desde 1966 é um museu (entrada $60), que atualmente abriga uma boa coleção de esculturas maias e faz um bom apanhado da história das pirâmides mexicanas (ótima revisão de informações no final da viagem).



      Falando em acervo maia, na cidade encontra-se também o monumental Gran Museo del Mundo Maya. O moderno museu possui uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos, possui muitas informações sobre a cultura maia em diferentes formatos multimídia e é massa também que traz diversos dados sobre a organização e cultura dos atuais descendentes maias.


       
      Nos arredores de Mérida, estão o pueblo mágico de Izamal - que infelizmente não visistei, mas que parece ser maravilhoso -, povoados com vários cenotes e ainda diversas zonas arqueológicas, com destaque para Dzibilchaltún (não visitei), Mayapán, Uxmal e a Ruta Puuc (temas dos próximos tópicos).
       
      DIA 54) MÉRIDA/UXMAL E RUTA PUUC
      Antecipo já dizendo que Uxmal foi a minha zona arqueológica favorita em toda a viagem! 💚 Explico os motivos: 
      1) A cidade maia construída entre os anos 600 e 1000 e que chegou a ter uma população de 25000 habitantes, abriga a Piramide del Adivino, uma grande pirâmide diferentona, com bordas ovaladas;.
      2) Possui muitos edifícios com ricas ornamentações, como o Palacio del Gobernador e suas ornamentações do Deus Chaac (associado à água e chuva)  e os edifícios do Cuadrangulo de las Monjas e suas variações ornamentações envolvendo serpentes, aves, macacos, humanos e formas geométricas;
      3) Possui a Gran Piramide, talvez tão alta quanto a Piramide del Adivino, onde ainda é permitida a subida até o topo, do qual se tem uma boa vista da zona;
      4) Possui exemplos de edifícios com cresteria conservada (elemento da arquitetura maia construído sobre o teto dos edifícios e que os projetam ao céu);
      5) Há muitas andorinhas, que fazem um belo espetáculo;
      6) E por último, não tem vendedores ambulantes te assediando constantemente e não é visitado por muitas pessoas.
      O único problema é o custo de acesso - absurdos $413 (mesmo valor de Ek Balam) - e não haver muitas linhas de ônibus para retorno (cheque no terminal os horários de retorno). Para ida, há ônibus regular da Sur ($76), que sai do terminal da ADO em Mérida às 8h, 9h05, 10h40, 12h05, 14h e 14h30.
       









       
      Se estiver de carro, recomendo tirar o dia para conhecer também as outas atrações da Ruta Puuc, todas mais simples que Uxmal. Eu não estava de carro, mas mesmo assim contando com a sorte, acabei conseguindo uma carona na estrada e pude conhecer a Ruta.
      RUTA PUUC)
      "Puuc" no idioma maia significa "morro" e se refere a pequenos morros na plana Península de Yucatán, sobre os quais foram construídos os sítios arqueológicos que no passados eram conectados por sacbés (calçadas maias). Em uma concepção ampla, a Ruta abrange os seguintes sítios: Uxmal, Kabáh, Sayil, Xlapak, Labná e Grutas de Loltún (esta por ser mais distante, não foi visitada).
      1) Kabáh é o mais impressionante entre os quatro, especialmente pelas grande dimensão de seus edifícios e pela riqueza de detalhes nas esculturas que ornamentam as suasconstruções. Vale também conhecer o Arco Triunfal, que marca o começo do sacbé até Uxmal;



       
      2) Sayil é um sítio mais extenso em que se destacam o Palácio, um dos edifícios mais notáveis da ruta, com seus ao menos três andares com formas geométricas e colunas circulares; e a escultura do Deus da Fertilidade;


       
      3) Xlapak possui um conjunto de edifícios, entre os quais se destaca o Palácio, com uma fachada recheada de formas geométricas e esculturas de Chaak (Deus da Chuva); e
       


       
      4) Labná é um sítio simples com duas construções que chamam bastante atenção: El Mirador, uma construção bem elevada, e o Arco, com bela arquitetura maia.


       
      DIA 55) MAYAPÁN
      Cidade a 45 km de Mérida construída à semelhança de Chichén Itzá. Alcançou seu esplendor entre os anos 1200 e 1450, quando foi capital política e cultural do povo maia. Chegou a ter uma população de aproximadamente 12 mil pessoas, as quais contribuíram com a construção de cerca de 4000 estruturas em uma área de pouco mais de 4 km quadrados.
      A cidade teve seu declínio com a revolta de grupos sociais que opunham aos Cocom, à família nobre governadora. Como resultado, os líderes Cocom foram mortos e a cidade foi saqueada, queimada e abandonada.
      Além de sua importância histórica, uma coisa bacana em Mayapán é a diversidade de edifícios representativos da cultura maia em uma área compacta e ainda a existência de painéis com pintura bem conservados.




       
      Cheguei ao sítio de ônibus ($27 partindo do terminal Noreste com rumo a Telchaquillo). A ideia era conhecer o local e depois seguir rumo aos cenotes Kankirixche e Yaal-Utzil a cerca de 20 km de distância. Infelizmente não há transporte regular nesta rota. Teria que pegar um táxi coletivo e depois um táxi normal para chegar até os cenotes. Como ficaria muito caro, acabei desistindo da ideia. 😞
       
      DIA 56) CIDADE DO MÉXICO
      Dia de retorno à Cidade do México em voo low-cost da Viva Aerobus.
      Na cidade fiz compras no Mercado de la Ciudadela, um ótimo local para comprar artesanatos e depois fui ao museu Soumaya do bairro chique e moderno de Polanco (fiquei com medo de pela minha aparência, ser abordado pela polícia no caminho do metrô até o museu hahaha 🤣).
      O Museu Soumaya é um museu com arquitetura arrojada com fachada revestida por 16.000 pastilhas de alumínio. São seis andares que reúne obras de grandes mestres mexicanos, arte em marfim chinês, muitas pinturas renascentistas e de grandes mestres europeus dos séc XIX e XX e o seu sexto (e último) andar agrupa várias esculturas de importantes artistas, especialmente de Rodin.
      Um museu incrível que exige ao menos duas horas para uma boa visita (o Wikipedia em português tem boas informações do museu para atiçar ainda mais a sua curiosidade). Ao seu lado fica o Museo Jumex, que também tem exposições incríveis. Acabei não o conhecendo, pois ia encontrar com uma amiga.


       
      À noite, a minha amiga me levou no Monumento a la Revolución, considerado o arco triunfal  mais alto do mundo, localizado na Plaza de la Republica. Acho que vale super a pena uma visita durante o dia para apreciar melhor a construção.

       
      DIA 57) CIDADE DO MÉXICO
      Último dia da minha viagem. 😕 Acabei fazendo passeios em direções opostas da Cidade do México.
      O primeiro deles foi conhecer o Santuário da Basílica de Guadalupe. que é a segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas a Basílica de São Pedro no Vaticano. O Santuário agrupa a moderna basílica e outras igrejas, entre elas a antiga Basílica, que foi a primeira igreja do México dedicada à Virgem de Guadalupe.
       
      (espaço que seria dedicado a fotos, mas acho que perdi minhas fotos da Basílica 😥)
       
      Depois desse rolê, fui fazer o percurso de barco nos canais de Xochimilco. O melhor ponto para o contratá-lo é o Porto de Nativitas, pois é onde há mais opções de embarcações e onde há maior fluxo de gente. Assim vc pode se juntar a um grupo para baratear os custos. Foi o que fiz e acabei me juntando a uma simpática família colombiana, que me acolheu super bem, inclusive me dando alguns copos de cerveja. O passeio de 2h, dessa maneira, saiu por $150.
      O passeio é feito em trajineras, pequenos barcos muito coloridos e geralmente com nomes de mulheres (esposas dos donos), que são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Os seu condutores usam bastões de madeira para empurrar o leito e projetá-los pelos canais.
      As origens de Xochimilco remontam aos tempos pré-coloniais, quando os mexicas construíram canais e chinampas, ilhas artificiais onde se desenvolvia a agricultura. Ainda hoje há várias hortas e floriculturas na região.
      É comum os mexicanos realizarem comemorações de aniversário e de formatura nos passeios. Há muitas traineiras com estudantes bebaços, curtindo som alto. Muitos mariachis aproveitam também para tocar nas trajineras e animar ainda mais os passeios.
      O passeio passa por uma ilha onde há uma reprodução da Ilha das Bonecas (original), onde um senhor solitário juntava bonecas e as pendurava para, segundo as diferentes versões, espantar os maus espíritos ou para entreter o espírito de uma criança que foi encontrada afogada. O passeio para essa ilha é caro ($2000) e mais longo, 8h no total.
      Valeu super a pena como uma curiosidade cultural!
       




       
       
      DIA 58) RETORNO
      Fim da viagem! 😥
       

       
      HOSPEDAGENS
      - Cidade do México: Mexico City Hostel (booking) - excelente hostel, muito bem localizado com boa estrutura e bom café da manhã! Meu único porém é o excesso de controle no uso da cozinha.
      - Pachuca de Soto: Airbnb Happy place (anfitrião Ignacio) - cama confortável, quarto espaçoso, anfitrião super gente boa, porém não há água quente no chuveiro, sendo preciso esquentar água em cuia usando uma resistência.
      - Ciudad Valles (Huasteca Potosina): Hostal Casa Huasteca (booking) - excelente hostel, com cama confortável, quarto espaçoso, ótimo café da manhã e atendimento super atencioso. O único e grande problema do meu ponto de vista é a cobrança por água potável do filtro.
      - Querétaro: Jirafa Roja (booking) - hostel bem localizado, porém achei o quarto sujo e tive problemas para fazer o check-out por não haver ninguém na recepção cedo.
      - Estacion de Catorce: Hotel San Jose (no local) - hotel simples com cama grande e confortável e consegui um ótimo preço depois de conversar com a dona
      - San Luis de Potosi: Sukha Hostel (booking) - hostel super em conta, com uma boa área para interação e banheiros limpos. 
      - Guanajuato: Hostal Seis 7 (booking) - hostel muito simples, bem localizado. Porém não há cozinha, o banheiro é apertado e o do meu andar estava com um cheiro péssimo.
      - San Miguel de Allende: Black and White (conferir no Google) - eu acabei parando nesta hospedagem porque o que eu havia reservado pelo Booking estava em reformas e sua dona era irmã da dona destre outro. Não é bem um hostel, é mais um esquema Airbnb, com quarto com beliches. Gostei do local e especialmente da atenção da proprietária. O único problema é que é um pouquinho mais distante do centro.
      - Puebla: Gente de Más (booking) - excelente hostel. Quarto espaçoso, banheiro limpo e boa cozinha.
      - Atlixco: casa de uma pessoa que conheci aleatoriamente
      - Zacatlán de las Manzanas: Airbnb Hostal Zacatlán - o proprietário é super gente boa. Porém tive problemas por a localização informada no Airbnb ser diferente da localização real, por ter imaginado que era um hostel com recepção e ser apenas uma casa e no período em que fiquei o chuveiro elétrico não estava esquentando a água. Tirando isso, o quarto era bom e a cozinha era ótima.
      - Cuetzalan: Posada los Abuelos (no local) - pousada super simples, com quarto espaçoso e cama confortável, porém com um cheiro forte de parede de cimento.
      - Orizaba: Airbnb - Hostal Tlachichilco - na verdade não é um hostel. É um quarto anexo à casa da proprietária, que é bastante atenciosa. Cama ótima e banheiro dentro do quarto. Os únicos problemas são o sinal do wi-fi é fraco e não haver cozinha disponível (e logo não haver filtro de fácil acesso).
      - Oaxaca: Hostal de las Americas (booking) - excelente hostel! Quarto confortável, bem localizado e com staff atencioso.
      - San Cristobál: Torantelo B&B (booking) - hostel super barato, com cama confortável e com excelente café da manhã.
      - Comitán de Dominguez: Airbnb Casa Calli - quarto privado com cama meio desconfortável e janela sem cortina. O dono é super gente boa.
      - Palenque: Casa Janaab (booking) - excelente hostel, com estrutura maravilhosa!
      - Bacalar: Magic Bacalar (booking) - fiquei na barraca deles no camping. Achei ótima com uma cama super confortável. O hostel tem também um ótimo café da manhã e fica na beira do lago com um deck bom para se fazer amizades (tomei muita cerveja ali com os amigos que fiz no local).
      - Tulum: Lucky Traveller Hostel (booking) - hostel gigantesco, que já foi um hotel all-inclusive. Super econômico, com excelentes quartos e com algumas bicicletas disponíveis para empréstimo gratuito. Problemas: a cozinha é usada apenas por eles para fazer as refeições que são vendidas no hostel e distância grande do centro. 
      - Isla Mujeres: Hostel Azucar (booking) - hostel bem simples com staff super atencioso e cama confortável, porém o quarto é meio apertado.
      -  Holbox: Be Holbox (booking) - hostel bom, com quartos bastante ventilados e banheiros limpos.
      - Valladolid: a) Hostal Casa Chauac ha (booking) - excelente hostel com quarto amplo, banheiros limpos, bom café da manhã e com bicicletas gratuitas à disposição (só é um pouquinho caro); b) Hostal Casa Don Alfonso (booking) - ótimo hostel com dono super gente boa e com ovos no café da manhã. Único problema é que desligam o ar-condicionado após 3h e o quarto acaba ficando um pouco quente.
      - Mérida: Hostel Le Luj (booking) - excelente hostel com bom café da manhã incluso e com uma ótima cozinha! Único problema foi a grande quantidade de muriçoca na área de convivência e na cozinha.
       

      TOP, TOP CENOTES (todos que conheci)
      1ª) Cenote Xkeken - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid ($80 individual ou $125 com o cenote Samula)
      2º) Gran Cenote - a uns 6 km de Tulum na pista com sentido a Cobá ($180)
      3º) Cenote San Lorenzo Oxman - a uns 3 km de Valladolid, no mesmo sentido do complexo Dzitnup ($80)
      4º) Cenote Samula - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid
      5º) Cenote Lol - Ha - no povoado de Yaxunah a 20 km de Pisté ($50)
      6º) Cenote Il Kil - a 4 km de Chichen Itza ($80)
      7º) Cenote Xcanche - no sítio arqueológico de Ek Balam a uns 28 km de Valladolid ($70)
      8º) Cenote Zaci - dentro da cidade de Valladolid ($30)
      9º) Cenote Hubiku - na pista no sentido de Ek Balam a 16 km de Valladolid ($100)
      10º) Cenote Tamkach Ha - a 6,5 km de Cobá ($100)
      11º) Cenote Multum Ha - a 1,5 km do anterior ($100)
       
      TOP, TOP ATRAÇÕES RELIGIOSAS
      1º) Templo de Santa María Tonantzintla - Cholula
      2º) Museu del Virreinato - Tepotzotlan
      3º) Templo San Francisco Acatepec - Cholula
      4º) Capilla del Rosario (Templo de San Domingo) - Puebla
      5º) Templo de Santo Domingo de Guzmán - Oaxaca
      6º) Iglesia de San Juan Bautista - San Juan Chamula
      7º) Parroquia de San Miguel Arcángel - San Migue de Allende
      8º) Catedral de Puebla - Puebla
      9º) Santuário da Basílica de Guadalupe - Cidade do México
      10º) Catedral da Cidade do México - Cidade do México
       
      TOP, TOP MUSEUS
      1º) Museu de Antropologia - Cidade do México
      2º) Templo Mayor - Cidade do México
      3º) Museo de las Culturas - Oaxaca
      4º) Museu Amparo - Puebla
      5º) Museu de Bellas Artes - Cidade do México
      6º) Gran Museo del Mundo Maya - Mérida
      7º) Museo Internacional del Barroco - Puebla
      8º) Museo Soumaya de Polanco - Cidade do México
      9º) Centro de las Artes - San Luis Potosí
      10º) Museo de Arte Moderna - Cidade do México
       
       
      TOP, TOP SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS
      1º) Uxmal 
      2º) Teotihuacan 
      3º) Chichén Itzá 
      4º) Palenque
      5º) Bonampak
      6º) Monte Álban
      7º) Toniná
      8º) El Tajín
      9º) Ek Balam
      10º) Mitla
       
      TOP, TOP PUEBLOS MÁGICOS
      1º) Real de Catorce
      2º) Bacalar
      3º) Cuetzalán
      4º) Orizaba
      5º) Tepotzotlán
      6º) Bernal
      7º) Zacatlán
      8º) San Miguel de Allende
      9º) San Cristobál de las Casas
      10º) Valladolid
       
       
       
       


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