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Mari D'Angelo

O que fazer em Hamburgo?

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ūüď∑¬†Texto original com fotos aqui

Hamburgo¬†√© uma cidade moderna, mas tem aquele charme europeu e uma identidade forte que vem das √°guas! √Č banhada pelos rios Alster e Elba, sendo esse √ļltimo a porta de entrada para o imenso¬†Porto de Hamburgo.

Ao longo de sua história, a cidade passou por períodos críticos de destruição e mortes, sendo os mais relevantes o grande incêndio de 1842 e os bombardeios no período da Segunda Guerra Mundial.

Embora seja a segunda maior cidade da Alemanha, atr√°s apenas da capitalBerlim, √© poss√≠vel conhecer relativamente bem¬†Hamburgo¬†em 2 ou 3 dias. A cidade √© bem plana e simples de ser explorada a p√©, mas se for preciso o metr√ī tamb√©m funciona muito bem.

Para chegar do aeroporto ao centro, o jeito mais simples √© pegar o trem (S1 ‚Äď Dire√ß√£o¬†Hamburg-Blankenese) at√© a Esta√ß√£o Central (Hauptbahnhof). O valor do bilhete √© 3,30 ‚ā¨ e a viagem dura cerca de 25 minutos.

Veja aqui¬†mais informa√ß√Ķes sobre o transporte publico de¬†Hamburgo.

Acabamos ficando hospedados em dois hotéis diferentes. A primeira noite em uma das unidades do Novum, próximo à Estação Central e o resto dos dias no City Hotel Hamburg Mitte. O primeiro é mais barato, tem boa localização e um café da manhã eficiente, mas recomendo mais o segundo! Apesar de ter o café da manhã pago a parte (que achei caro e não experimentei), os quartos são bem modernos e dos andares altos tem-se uma super vista da cidade!

O entorno do¬†Lago Alster¬†√© uma das regi√Ķes mais fotog√™nicas da cidade, e um bom ponto de partida para explor√°-la. O cen√°rio com as altas torres das igrejas atr√°s do conjunto de pr√©dios que circundam o lago d√£o a impress√£o de estarmos em uma ilustra√ß√£o de lata de biscoitos. No inverno, adicione o fato de o lago estar quase congelado e o resultado √© uma vontade de ficar ali olhando aquela paisagem at√© que o frio n√£o permita mais sentir as m√£os, hora de encontrar um lugar quentinho!

Caminhando por essa região super sofisticada, cheia de lojas de grife e hotéis caríssimos, me deparei com o simpático Big Fat Unicorn, que já me ganhou pelo nome! O café, todo fofo, serve sanduíches coloridos e outras delícias para encher a barriga e o feed do Instagram.

A poucos minutos de l√° fica a¬†Rathaus¬†‚Äď o pr√©dio da prefeitura, um dos cart√Ķes postais de¬†Hamburgo. O edif√≠cio √© lindo, uma imponente constru√ß√£o de arquitetura neocl√°ssica que domina a¬†Rathausmarkt, pra√ßa onde est√° localizado. √Č poss√≠vel acessar gratuitamente o hall de entrada.

Nas ruas ao entorno, especialmente na Mönckebergstrasse, há muitas lojas, cafés e restaurantes.

Embora existam diversas igrejas em¬†Hamburgo, foram duas as que me chamaram mais aten√ß√£o. A primeira √© a¬†St. Nikolai, que na verdade hoje funciona como um memorial, tendo preservada apenas sua torre e algumas ru√≠nas. A igreja foi bombardeada pelos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial em um ataque conhecido como ‚ÄúOpera√ß√£o Gomorra‚ÄĚ. Na √°rea externa h√° algumas obras de arte como a escultura ‚ÄúThe Ordeal‚Äú, onde um homem est√° sentado tristemente sobre os tijolos originais do campo de prisioneiros deSandbostel. A torre, que j√° foi a mais alta do mundo, hoje ocupa o quinto lugar entre as maiores torres de igreja. A subida ao topo √© feita atrav√©s de um elevador e a vista l√° de cima deve ser fant√°stica!

A outra igreja que achei diferente do comum é a St. Michaelis. Seu interior, de tonalidades claras e detalhes dourados, parece muito um ambiente de teatro, com um auditório no mezanino e grandes janelas envidraçadas onde imaginei camarotes reais. A entrada na igreja é grátis, mas também há ingressos para quem quiser subir na torre.

√Ä noite tive que ir conhecer a t√£o falada Rua¬†Reeperbahn, famosa por ser um pouco como o¬†Red Light District¬†de¬†Amsterdam. √Č aquele lado meio ca√≥tico da cidade, onde os letreiros em neon atraem j√° embriagado turistas e hamburgueses. Tanto a via principal quanto as adjacentes tem op√ß√Ķes de ‚Äúentretenimento adulto‚ÄĚ para todos os tipos de p√ļblico.

A regi√£o, chamada¬†St. Pauli, ganhou essa fama por ser pr√≥xima ao Porto de Hamburgo, se tornando ent√£o o local de divers√£o dos profissionais do mar.Mas¬†St. Pauli¬†tamb√©m n√£o √© s√≥ sacanagem. H√° quase 60 anos, quando os¬†Beatlesainda estavam no come√ßo da carreira, eles fizeram ali algumas das suas primeiras apresenta√ß√Ķes fora da¬†Inglaterra. Por sua hist√≥ria com a cidade, ganharam h√° alguns anos uma homenagem: a¬†Beatlesplatz! A pra√ßa fica no final da¬†Reeperbahn¬†e tem esculturas dos integrantes da banda

Mas o que eu gostei mesmo naquela região foi a Cervejaria Astra, pertinho da Beatlesplatz. O espaço é enorme, com uma decoração meio industrial e uma mesa de pebolim (pra jogar de graça)! Essa cerveja é bem comum em Hamburgo, mas lá é possível experimentar os diferentes tipos, como a IPA e a Stout. Vale a pena pegar o kit degustação. A comida também é deliciosa e bem variada, das tradicionais salsichas à pratos vegetarianos.

A bagun√ßa de¬†St. Pauli¬†√© legal, mas como estava em uma vibe mais intimista, fomos at√© o¬†Cotton Club, um bar de jazz pequenininho e aconhegante. N√£o √© a op√ß√£o mais barata, mas o lugar √© √ļnico e a banda era incr√≠vel, liderada pelo sueco Bent Persson. Valeu cada centavo!

Uma das regi√Ķes mais peculiares de¬†Hamburgo¬†√© a¬†Speicherstadt, um bairro inteiro ocupado por antigos armaz√©ns. Pode n√£o soar muito interessante, mas os pr√©dios, todos em tijolinhos avermelhados, ficam lindos espalhados pelos v√°rios canais que cortam esse peda√ßo da cidade. Hoje alguns desses edif√≠cios s√£o ocupados empresas e museus, como o¬†Miniatur Wunderland¬†e o¬†Museu Mar√≠timo.

Quando avistar uma grande e ousada silhueta à beira-rio, chegou a Elbphilharmonie! O monumental prédio mistura o estilo industrial dos antigos armazéns com formas e materiais modernos. Em seu interior funcionam duas salas de concerto, alguns bares e restaurantes e até um hotel!

H√° um espa√ßo aberto ao p√ļblico que oferece uma ampla vista da cidade. A entrada √© gratuita se retirar o ingresso na hora (disponibilidade mediante lota√ß√£o), mas tamb√©m √© poss√≠vel¬†reservar pelo site. Nesse caso h√° um custo de 2‚ā¨ por pessoa.

Apesar do clima frio e molhado, a caminhada pela borda do Elba até o Fish Market é agradável. Um pequeno desvio para as ruas do bairro Portugeisenviertel nos faz pensar que estamos em Portugal! Se quer trocar a salsicha por um bacalhau, siga para ruas como a Rambachstraße e a Ditmar-Koel-Straße, onde há diversos restaurantes de comida portuguesa. Há também alguns italianos, espanhóis e até brasileiros, mas o foco mesmo é a culinária lusitana.

O antigo mercado de peixes atualmente funciona só aos domingos e até as 09:30. Eu como estou longe de ser uma pessoa matutina, só conheci mesmo por fora. Mas dizem ser tradição passar por ali saindo dos bares e baladas da Reeperbahn para comer sanduíche de arenque ou outros peixes.

Falando em comida, duas coisas bastante típicas por lá são o Currywurst, uma salsicha com molho de tomate e curry e o Franzbrötchen, um pãozinho doce com gostinho de canela que é simplesmente delicioso (aliás, pão é uma coisa que os alemães sabem fazer muito bem)! Além disso, não dá pra ir à Alemanhae não comer um Apfelstrudel, né?

Se tiver mais de dois dias, vale a pena fazer um bate-volta em¬†L√ľbeck. Essa pequena cidadezinha medieval fica h√° aproximadamente 50 minutos de trem de¬†Hamburgo¬†e √© encantadora!

ūüď∑¬†Texto original com fotos aqui

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    • Por Weise Aguiar
      Fala mochileiros, meu nome é Weise (tipo o GPS Waze sim kkk) tenho 23 anos, e vou contar como foi minha primeira viagem a Europa, que aconteceu em Maio de 2019.
      Em Dezembro de 2018 estava decidido a realizar esta viagem, e a espera de passagens na promoção, porém não tinha nenhum dinheiro guardado, apenas o salário de Dezembro e dos próximos messes até a viagem (que não era muito). O instagram do Passagens Imperdíveis anunciou uma promoção para Roma nos mês Maio, era por volta de R$ 1.600,00, porém eu não tinha esse dinheiro, corri na CVC e fiz o agente colocar a mesma data que eu já sabia que estava promocional, o valor encontrado foi de R$ 1.800,00, não liguei para a diferença de preço, pois lá dividiram em 8x sem juros no famoso carnê. Perfeito! Minha mãe e tia também aproveitaram o achado e compraram também.
      Era Janeiro e eu tinha a responsabilidade de montar o roteiro, achar hotéis e fazer tudo que era necessário inclusive assessorar a confecção do passaporte das senhoras. Planejar viagens era um hobbie meu, não faze-las também kkkk, estava empolgado com os preparativos da primeira grande viagem e por estar responsável por pessoas que sempre foram responsáveis pro mim. Seriam 14 dias na Europa, inicialmente queria colocar a Europa toda no roteiro, porém percebi que 3 países seria o máximo que conseguiria conhecer neste tempo, foi difícil, tive que deixar a cara Suiça, mas em um comum acordo escolhemos conhecer as cidades de Paris, Londres, Milão, Veneza, Pisa e Roma. Utilizei todo meu conhecimento e sites mágicos para achar a melhor rota entre estes países (melhor no caso era a mais barata), a unica certeza e que chegávamos por Roma e por ali também sairíamos. O itinerário foi:
      - Escolhi conhecer Roma por ultimo, pois o risco de perder o voo de volta para o Brasil era menor, j√° que eu estaria na cidade. Sendo assim compramos passagens de Roma para Paris;
      Paris: Minhas pesquisas por custo x benef√≠cio me levaram ao Hotel Ibis Porte de¬†Montreuil, eles tem uma categoria chamada budget que seria mais econ√īmica, pagamos cerca de R$ 320,00 no quarto para 3 com caf√©¬†da manh√£¬†incluso. Sim! Ficou quase R$ 100,00 pra cada pessoa por di√°ria em um hotel em Paris. O hotel ficava um pouco distante do centro da cidade mas a esta√ß√£o de trem era a 4 minutos de caminhada, e 40 minutos de viagem at√© a Torre Eiffel, nem sent√≠amos o trajeto. Tamb√©m havia um Carrefour como vizinho no hotel, que tinha pre√ßos muito bons! Na cidade utilizamos o metr√ī (1,70‚ā¨) para ir a qualquer lugar com exce√ß√£o de Montmartre que utilizamos o uber¬†(mesmo app do BR). Em Paris visitamos al√©m da famosa Montmartre, a Champs Elysees, Arco do Triunfo, quase todas as pontes famosas,¬†Village Royal (lugar onde tem o corredor cheio de guarda-chuvas), Galerie Lafayette, o¬†Museu do Louvre,¬†La Vall√©e Village (a outlet mais chique que j√° vi, comprei ate uma blusa da Levi¬īs por 13‚ā¨), a Primark (m√£e da C&A, Renner e afins) e claro a¬†Torre Eiffel todos os dias a noite. ¬†
      Londres:¬†Escolhi fazer o trajeto com o trem da EuroStar, ele passa por baixo do mar e se pode ter uma vista muito bonita do trajeto na superf√≠cie, n√£o me lembro o pre√ßo exato mas foi algo em torno de R$ 200,00. Chegamos em Londres na famosa esta√ß√£o¬†King's Cross (Harry Potter), tentamos pegar um √īnibus por√©m n√£o aceitavam dinheiro e eu ainda n√£o sabia comprar o cart√£o (destaque para o primeiro contato com ingl√™s brit√Ęnico, foi muito estranho n√£o entender nada que o senhor no ponto de √īnibus falou), pegamos uber e chegamos ao hotel bem r√°pido. Em Londres eu tamb√©m escolhi um hotel budget da Ibis (Whitechapel), este por√©m era mais moderno, a mo√ßa que nos recebeu foi muito prestativa e me ajudou muito com informa√ß√Ķes importantes, custou algo entorno de R$ 120,00 a di√°ria para cada pessoa no quarto triplo. Fui conhecer Londres logo que cheguei e ao sair do hotel percebi que o bairro era meio .... diferente, varias mulheres de burca e alguns homens com cara de indianos, mesquitas e muitas placas em √°rabe (ou seja l√° o que era aquilo) mais tarde descobri que o bairro era multicultural e acabei adorando ver toda aquela cultura! E 20 minutos de caminhada e est√°vamos na Tower Bridge um dos maiores s√≠mbolos de Londres, foi impactante (foi o lugar que mais gostei na cidade), durante 4 dias conhecemos lugares como o¬†Saint James Park, o¬†Pal√°cio de Buckingham, o Borough Market, a loja gigantesca da M&M (n√£o deixe de conhecer, √© a maior do mundo), China Town, Leicester, Tottenham, compras na Primark de Londres (que era melhor que a de Paris),¬†Camden Town (√© meio longe, mas iria 10x mais longe vale muito), um destaque para o Camden Market, tem v√°rios outros lugares, mas assim como em Paris n√£o vou citar para n√£o ficar exaustivo. Em falar em exaustivo, primeiro perrengue da viagem, eu havia comprado passagens pela Ryan Air, o aeroporto em que eles atendiam era super longe, e de uber gastamos cerca de R$ 500,00 pela viagem para nos 3, essa foi a primeira facada, a segunda veio quando a atendente me disse que o embarque j√°¬†havia¬†sido encerrado¬†1h30 antes do voo, brigas depois minha tia passou o cart√£o e compramos outra passagem (55 libras cada). ¬†
      Mil√£o:¬†Ok, passamos o perrengue e foi hora de engordar, do aero at√© a cidade pegamos um √īnibus (7‚ā¨). Os hot√©is da It√°lia foram escolhidos na CVC, novamente pela facilidade do parcelamento sem comprometer limites dos cart√Ķes, as fotos do site n√£o condiziam muito com a realidade, e isso foi uma coisa boa em Mil√£o o¬†iH Hotels Milano Gioia foi um achado, era muito confort√°vel, digno de um 3 estrelas,¬† perto de supermercados, restaurantes (bons e baratos, onde comi a melhor pasta da viagem), al√©m de ser relativamente parto do centro da cidade, aqui n√£o utilizamos o transporte publico para nada, fizemos tudo caminhando e foi √≥timo. A cidade sem duvidas e uma das mais bonitas da Europa, o antigo se misturava com o moderno, e realmente era a cidade da moda, marcas de luxo como LV, Gucci, Versace e outras enfeitavam as ruas. Aqui conhecemos a¬†Pinacoteca de Brera, cujo qual eu nem sabia da exist√™ncia e literalmente esbarrei na rua, o Duomo Di Milano, a¬†Galeria Vittorio Emanuele II e o¬†Castello Sforzesco. Foi tudo perfeito por aqui, boa comida e lugares impressionantes. ¬†
      Veneza: Embarcados no trem seguimos para Veneza, estávamos com a expectativa alta para o Hotel Ca' Gottardi, pois foi o mais caro da viagem (R$ 1.300,00 por diária, só ficamos uma kkkk), era luxuoso, mas nada extravagante. A cidade realmente é tudo o que dizem, chegamos de manhã e partimos no outro dia de noite. Foi mais que suficiente para conhecer cada canal, as coisas eram um pouco caras, mas valeu cada euro.  
      Pisa: Pisa me surpreendeu muito, já era noite quando chegamos, mas não nos impediu de ir ver a famosa torre inclinada, estava deserta. A primeira surpresa foi com a cidade em si, ela parecia cidade universitária de interior (e era). O hotel foi o Royal Victoria, de frente para o rio que corta a cidade muito charmoso, inicialmente achamos o hotel velho demais, pesquisas depois me fizeram mudar de ideia, é um hotel histórico, a diária no quarto triplo custou R$ 400,00. A outra surpresa foi com o conjunto histórico, eu sempre achei que a torre era sozinha, porém descobri que ela faz parte de um conjunto que inclui um batistério e uma catedral. Não tem muito para conhecer na cidade, os 2 dias por lá foram suficientes.  
      Roma:¬†J√°¬†um pouco cansados partimos¬†de trem, √© claro, para a nossa primeira e ultima cidade Europeia Roma. E mais um perrengue era previsto, o "hotel" Cesar Palace, era HORR√ćVEL, at√© hoje n√£o entendi o que era aquilo, mas parece que era um pr√©dio residencial antigo, onde funcionava o "hotel" em dois dos diversos andares, n√£o havia recep√ß√£o, apenas uma sala de bagun√ßa onde tinha um cara.¬†Meio assustado fiz nosso¬†check in e um segundo¬†cara meio estranho apareceu do nada e nos levou ate o quarto, quando questionei sobre o caf√© da manh√£¬†que tinha pago (5‚ā¨) ele saiu e voltou com uma fixa "vale 1,50‚ā¨ no bar da esquina" literalmente era isso, parecia uma grande piada, minha m√£e se revoltou e queria fazer barraco kkkkk mas achamos melhor tentar curtir a cidade e ir para o hotel apenas para dormir, j√° que todas as nossas coisas ficavam l√° sozinhas n√£o fizemos nenhuma reclama√ß√£o. A cidade era bem diferente das outras, encontramos com alguns brasileiras e elas haviam sido furtadas na Fontana de Trevi, a cidade era um pouco suja demais, mas nada que n√£o estiv√©ssemos acostumados. Aproveitamos muito e apesar das atra√ß√Ķes serem longes, fizemos todos os trajetos a p√©, andamos MUITO, mas j√° sabia chegar a qualquer lugar, j√° estava me sentindo um romano, entre as atra√ß√Ķes visitamos o Coliseu, o bairro de Trastevere, o Vaticano, o Monumento a Vittorio Emanuele II, a Fontana de Trevi, o Pante√£o,¬†Piazza di Spagna entre v√°rios outros lugares. No check out n√£o havia ningu√©m na sala de bagun√ßa e uma placa dizia que o atendimento iria se iniciar em 2h, ent√£o tiramos tudo do quarto e sa√≠mos deixando a chave pendurada na ma√ßaneta da porta. Este foi um resumo de cada cidade, creio que no futuro escrevo sobre detalhes sobre¬†cidade. Foi um enorme aprendizado viajar desta forma, e apesar de ter pesquisado muito antes, algumas coisas ainda passaram despercebidas, cada cidade tinha seu pr√≥prio estilo e foi imposs√≠vel escolher uma favorita (Londres), temos vontade de fazer tudo de novo, tenho certeza que teremos uma experiencia diferente. Me deixo a disposi√ß√£o para ajudar tirando duvidas ou de outras formas se tiver no meu alcance!¬†
      Depois que voltei ao Brasil contabilizei cerca de R$ 8.900,00 com tudo que tinha gasto na viagem, incluindo hospedagem, comida, compras, passagens, tudo mesmo. 
      Segue algumas fotos do ocorrido, no meu instagram @weiseaguiar também tem vários histories legais de cada lugar. Um grande abraço mochileiros!
       






    • Por Felipe Rozante
      Olá pessoal, gostaria de compartilhar com vocês minha experiência da minha segunda viagem, mas meu primeiro mochilão de verdade e sozinho para a Europa realizado em Maio/Junho de 2018, e quem sabe ajudar quem esteja planejando um mochilão para os países que eu passei.
      Contextualizando: na época estava morando em Dublin, por isso saí de Dublin e voltei para Dublin.
      Roteiro:
      Cracóvia (3 noites) / Budapeste (3 noites) / Bratislava (2 noites) / Praga (4 noites) / Dresden (1 noite) / Berlim (4 noites).
      Transporte Aéreo:
      ‚ÄĘ Ryanair de Dublin para Crac√≥via
      ‚ÄĘ Ryanair de Berlim para Dublin
      Transporte Terrestre:
      ‚ÄĘ Flixbus de Crac√≥via para Budapeste
      ‚ÄĘ Flixbus de Budapeste para Bratislava
      ‚ÄĘ Flixbus de Bratislava para Praga
      ‚ÄĘ Flixbus de Praga para Dresden
      ‚ÄĘ Flixbus de Dresden para Berlim
      Gasto com Transporte: +/- 175 Euros
      Comprei as passagens aéreas e terrestres com antecedência de mais ou menos 1 mês.
      Hospedagem:
      ‚ÄĘ Crac√≥via - Greg & Tom Beer House Hostel - Nota 3 de 5
      ‚ÄĘ Budapeste - Avenue Hostel - Nota 5 de 5
      ‚ÄĘ Bratislava - Hostel Blues - Nota 4 de 5.
      ‚ÄĘ Praga - Advantage Hostel - Nota 4 de 5.
      ‚ÄĘ Dresden - Hostel Louise 2.0 - Nota 5 de 5
      ‚ÄĘ Berlim - Three Little Pigs Hostel¬†- Nota 3,5 de 5.
      Gasto com Hospedagem: +/- 285 Euros
      Reservei todos os hostels com antecedência de mais ou menos 1 mês pelo Booking.com, todos eram cancelamento grátis, portanto paguei diretamente nos hostels.
      Alimentação:
      Calculei na m√©dia 30 Euros por dia para alimenta√ß√£o, mas no fundo acabei gastando por volta de 20 Euros por dia, principalmente na Pol√īnia, Hungria e Rep√ļblica Checa, onde a moeda √© menos valorizada em rela√ß√£o ao Euro e tamb√©m na Eslov√°quia, onde os pre√ßos eram abaixo do padr√£o europeu. Em compensa√ß√£o, o que ‚Äúsobrou‚ÄĚ desses dias eu aproveitei para comer e beber muito bem em Berlim.
      Experiência com o idioma:
      Como todos os pa√≠ses que visitei possu√≠am um idioma totalmente novo para mim, esse era meu principal desafio a ser vencido e minha principal preocupa√ß√£o. Por√©m em todas as cidades, eu tive √≥timas experi√™ncias falando ingl√™s, praticamente todos sabiam falar, conseguia me comunicar quase sem problemas com todos, em restaurantes, atra√ß√Ķes e hostels.
      Vamos ao que interessa então, senta que lá vem história!
      1¬ļ Dia - 27 de Maio de 2018 - Dublin - Crac√≥via
      Meu primeiro dia do mochil√£o ficou por conta somente da viagem, j√° que meu voo estava programado para aterrissar em Crac√≥via √†s 20h45, mas houve um atraso de 1 hora para a decolagem em Dublin devido a uma greve dos controladores de v√īo na Alemanha.
      A fila para passar na imigração estava grande porém foi rápida. Na hora de passar pela checagem de passaporte, foi tudo dentro da normalidade. Como havia levado o mochilão comigo na cabine, estava pronto para ir para o hostel.
      Antes de embarcar já havia pesquisado como ir até o centro da cidade e também como comprar a passagem do trem até lá, então tudo correu muito bem.
      Troquei 5 euros na casa de c√Ęmbio do aeroporto, para comprar o ticket do trem e fui at√© a esta√ß√£o do trem que fica atr√°s de um estacionamento de m√ļltiplo andares.
      O trem já estava na plataforma esperando então entrei e esperei o fiscal passar vendendo os bilhetes, você também pode comprar na máquina que fica nas plataformas, porém nelas só são aceitas moedas e cartão de crédito.
      Desci na principal estação de Cracóvia, a Kraków Glówny e fui andando para o hostel fazer o check in. A essa altura já aproximava-se da meia noite e as ruas ainda estavam bem agitadas, então resolvi dar uma espiada na Praça do Mercado, que estava bem iluminada. 
      2¬ļ Dia - 28 de Maio de 2018 - Crac√≥via
      A primeira coisa que fiz na cidade, foi trocar dinheiro. J√° havia pesquisado previamente um lugar confi√°vel para fazer isso, ent√£o fui direto at√© a Grosz, situada na SŇāawkowska 4, perto da Pra√ßa do Mercado. 1 Euro estava na √©poca 4,30 ZŇāote.
      Troquei somente a quantia que esperava usar naquele dia e mais um pouco para as entradas das atra√ß√Ķes que pretendia visitar.
      Entre elas, estava minha visita a Auschwitz, no dia seguinte. Para garantir, fui at√© a Krak√≥w Gl√≥wny para comprar o bilhete de √īnibus para ir at√© l√°. A bilheteria fica logo ao lado esquerdo da entrada principal.
      O restinho dessa manh√£ aproveitei para visitar belo centro hist√≥rico de Crac√≥via. Come√ßando pelo Barbakan, a parte mais interessante que se conserva das fortifica√ß√Ķes medievais de Crac√≥via, situado no Planty Park, um belo espa√ßo verde que rodeia todo o centro antigo.
      Ao lado do Barbakan, na rua Florianska está o St. Florian’s Gate, um pequeno trecho que se conserva das muralhas defensivas de Cracóvia.
      Descendo a rua Florianska voc√™ d√° de cara com a Rynek Gl√≥wny, a Pra√ßa do Mercado, uma pra√ßa rodeada por caf√©s, restaurantes e muitas constru√ß√Ķes hist√≥ricas. No centro dela voc√™ encontra o The Cloth Hall, uma esp√©cie de ‚Äúshopping‚ÄĚ formado por v√°rias barraquinhas de artesanato local, a St. Mary's Basilica, um dos principais monumentos da cidade com sua imponente fachada ladeada por suas torres de diferentes alturas, al√©m da Town Hall Tower, que √© a √ļnica parte que se conserva da antiga Prefeitura da cidade.
      Almocei ali na pra√ßa, no Pod Wawelem, um restaurante tradicional da cidade e que eu recomendo. Comi um prato de frango grelhado acompanhado de uma pint da cerveja polonesa Tyskie. Paguei por volta de 35 ZŇāote com gorjeta.
      Na Pol√īnia assim como em todos os lugares que visitei e visitaria nesse mochil√£o pela Europa, o servi√ßo n√£o vem incluso na conta. √Č esperado que voc√™ acrescente pelo menos 10% se o servi√ßo for bom e pague para o gar√ßom.
      Continuei caminhando pelas ruas do centro passando por v√°rias igrejas e monast√©rios, visitei tamb√©m o Collegium Maius, pr√©dio pertencente a 1¬™ universidade da Pol√īnia, a Jagiellonian UniversityÔĽŅ, onde estudaram Nicolau Cop√©rnico e o Papa Jo√£o Paulo II. Aqui o mais legal √© se perder pelo caminho.
      No fim da tarde subi a Wawel Hill para visitar o castelo e a catedral de Cracóvia. Visitei o interior da Wawel Cathedral e fiquei um bom tempo caminhando pelos belos jardins e pelo extenso exterior do Wawel Castle. Ainda atravessei o Rio Vístula para admirá-lo de longe no parque situado na margem oposta.
      Naquela √©poca do ano, o sol come√ßava a se p√īr somente depois das 9 horas, ent√£o o dia rendia muito e ainda sob a luz do sol fui visitar Kazimierz, o bairro judeu de Crac√≥via.
      Andei bastante pelo bairro, passando pelas diversas sinagogas e pelas ruas mais agitadas do bairro. Parei na Plac Nowy onde experimentei a tradicional Zapiekanka, um tipo de pizza no pão francês, era enorme e quase não dei conta de comer sozinho.
      Ap√≥s a janta fui conhecer dois pubs da regi√£o, primeiro fui no Alchemia, um pub com uma arquitetura e mobili√°rio retr√ī que deixa o ambiente muito ex√≥tico e depois fui no Singer, onde a maioria das mesas s√£o aquelas m√°quinas de costura antigas da marca Singer. Fiquei por ali tomando cerveja e pensando em tudo o que estava por vir, uma √≥tima maneira de terminar meu primeiro dia de mochil√£o.
      3¬ļ Dia - 29 de Maio de 2018 - Crac√≥via
      Acordei bem cedinho para ir para Auschwitz, já com o bilhete na mão sai pontualmente da Kraków Glówny em direção ao campo Auschwitz I.
      O √īnibus p√°ra na frente da entrada de Auschwitz I, no ponto h√° uma placa com os hor√°rios de retorno para Crac√≥via, uma dica importante √© tirar uma foto desta placa para voc√™ poder se planejar para voltar para Crac√≥via.
      Para visitar o campo de concentra√ß√£o voc√™ precisa agendar um hor√°rio com anteced√™ncia. H√° dois tipos de visitas, guiadas ou por conta pr√≥pria, eu escolhi ir por conta pr√≥pria. Para mais informa√ß√Ķes acesse: http://auschwitz.org/en/
      Entrei no horário marcado, às 8h30 e fiz tudo com muita calma, no meu próprio tempo.
      Auschwitz I foi constru√≠do em 1940 para abrigar os prisioneiros pol√≠ticos polacos que j√° n√£o cabiam nas pris√Ķes. Hoje, ao longo dos diversos blocos do campo podemos ver exposi√ß√Ķes que mostram as condi√ß√Ķes em que sobreviviam os prisioneiros, al√©m de uma pequena parte da imensa cole√ß√£o de objetos que lhes foram roubados antes que eles fossem assassinados.
      Para quem gosta de hist√≥ria reserve um bom tempo para visitar todos os blocos e ver com calma todas as exposi√ß√Ķes, que nos fazem refletir sobre esse per√≠odo tenebroso da nossa hist√≥ria.
      Por volta das 12h30 voltei para o ponto de chegada, pois √© de l√° que sai o √īnibus para o campo de concentra√ß√£o Auschwitz-Birkenau, esse √īnibus √© gratuito.
      Auschwitz-Birkenau n√£o era um campo de trabalho como os demais, foi constru√≠do com a fun√ß√£o de exterminar os prisioneiros que entravam nele. Era parte do plano da Alemanha nazista conhecido como ‚ÄúSolu√ß√£o Final‚ÄĚ, onde se pretendia aniquilar toda a popula√ß√£o judia.
      No campo ainda se conservam alguns barrac√Ķes originais, as enormes latrinas e os restos dos fornos cremat√≥rios e as c√Ęmaras de g√°s que os nazistas tentaram destruir antes de sua fuga.
      Certamente Auschwitz é uma visita imprescindível para quem vai visitar Cracóvia.
      Para voltar para Crac√≥via voc√™ precisa retornar para Auschwitz I. No mesmo ponto que voc√™ chegou, voc√™ ir√° embarcar no √īnibus de volta para Crac√≥via, caso voc√™ n√£o tenha o bilhete de volta, voc√™ pode comprar diretamente com o motorista. Paguei 28 ZŇāote, ida e volta.
      De volta a Cracóvia, continuei minha visita aos lugares relacionados a II Guerra Mundial. Fui visitar a região de Podgórze, o gueto judeu de Cracóvia. Nessa região está localizada a Ghetto Heroes Square, praça principal do gueto onde eram selecionados os judeus que iriam ser transportados para o campo de concentração, é nesta praça que está localizado o monumento das cadeiras.
      Próximo a praça fica a Oskar Schindler Factory, com uma exposição muito rica que nos conta tudo sobre a história da cidade desde o final de 1939 até a época comunista na qual se viu submersa com o fim da guerra.
      Apesar de achar que em alguns momentos, a grande quantidade de informa√ß√Ķes me deixou um pouco disperso e me fez perder um pouco o fio da exposi√ß√£o, a visita valeu a pena. Paguei 24 ZŇāote no ingresso.
      Como n√£o havia almo√ßado, resolvi ir at√© o bairro de Kazimierz para jantar. Escolhi o restaurante Ariel, que tamb√©m recomendo. L√° experimentei outro prato tradicional, o Pierogi, que √© um tipo de pastelzinho cozido com v√°rios recheios, os mais comuns s√£o os de carne e os de queijo com batata. Fui no de queijo com batata acompanhado de duas pints de Zywiec. Fui super bem atendido e a comida estava √≥tima, paguei por volta de 45 ZŇāote com gorjeta.
      Top 3 Atra√ß√Ķes:
      ‚ÄĘ Auschwitz ‚Äď Birkenau
      ‚ÄĘ Rynek Gl√≥wny
      ‚ÄĘ Wawel Castle
      4¬ļ Dia - 30 de Maio de 2018 - Crac√≥via - Budapeste
      Fui logo cedo para a esta√ß√£o central para pegar o √īnibus para Budapeste. L√° n√£o havia nenhuma indica√ß√£o nos monitores sobre qual plataforma o √īnibus iria parar. Perguntei para algumas pessoas que estavam ali e eles me disseram que o √īnibus geralmente estaciona na plataforma 14 e que era normal ele atrasar. Foi dito e feito, o √īnibus atrasou 1 hora.
      Depois de 7 horas de viagem pela Flixbus, dentro de um √īnibus muito confort√°vel que tinha WiFi e USB Port para recarregar o celular, cheguei na esta√ß√£o Kelenf√∂ld em Budapeste.
      Para ir da esta√ß√£o at√© o hostel era necess√°rio pegar o metr√ī, que ficava ao lado da esta√ß√£o de √īnibus. Comprei o bilhete na m√°quina usando meu cart√£o do NuBank. Paguei 350 Forint e o processo de compra foi super f√°cil, a interface era simples e em ingl√™s.
      Antes de entrar no metr√ī, voc√™ precisa validar o bilhete em uma das m√°quinas que ficam logo na entrada ou na plataforma do metr√ī.
      Desci na estação Rákóczi Tér e caminhei até o hostel. No meio do caminho, parei na Correct Change para trocar dinheiro. 1 Euro estava na época 318 Forint.
      Fiz o check in e sai explorar o bairro de Erzs√©betv√°ros, √© l√° onde est√° localizado a Dohany Synagogue, a segunda maior sinagoga do mundo, andei ainda pela Kyr√°li Ut. uma rua hist√≥rica e um moderno centro comercial, cheia de lojas, restaurantes, al√©m da Gozsdu Udvar, uma grande passarela que re√ļne gastronomia, cultura e entretenimento.
      Para jantar fui at√© o Szimpla Kert, o Ruin Pub mais famoso de Budapeste, no local funcionava uma f√°brica que posteriormente foi convertida em um complexo composto por cinema a c√©u aberto e pub, com espa√ßo para concertos, apresenta√ß√Ķes teatrais, entre v√°rios outros eventos. A entrada √© gratuita e l√° dentro voc√™ encontra muitas op√ß√Ķes de comidas e bebidas, gente de diversas culturas e v√°rios ambientes diferentes. √Č um lugar sensacional.
      L√° provei o L√°ngos, prato t√≠pico h√ļngaro que consiste em uma massinha de ‚Äúvento‚ÄĚ frita, servida com cobertura doce ou salgada, no meu caso eu provei uma com queijo e molho azedo. Uma del√≠cia. Para acompanhar tomei uma pint de Staropramen.
      Para finalizar a noite fui at√© as margens do Rio Dan√ļbio para visitar a Sz√©chenyi L√°nch√≠d e o Buda Castle iluminados a noite.
      5¬ļ Dia - 31 de Maio de 2018 - Budapeste
      Comecei o dia visitando o Hungarian National Museum. Atrav√©s das diferentes exposi√ß√Ķes podemos ver a hist√≥ria da Hungria desde o seu nascimento at√© os nossos dias. A visita ao pr√©dio por si s√≥ j√° vale a pena. Passei a manh√£ inteira por l√°. Paguei 1.600 Forint no ingresso.
      Como estava na hora do almo√ßo e o Great Market Hall ficava ali perto, fui at√© l√° para conhecer o famoso mercado e ca√ßar algo para almo√ßar. A arquitetura do mercado √© muito bonita e l√° voc√™ encontra muitas lojas vendendo desde alimentos at√© souvenirs e no √ļltimo andar ficam os restaurantes e barraquinhas de comida.
      Achei uma barraquinha com um banco livre e fiquei por ali mesmo, experimentei um prato t√≠pico de rua h√ļngaro chamado Kolbice, um p√£o em forma de cone com mini salsichas de porco grelhadas ao molho de mostarda, maionese e ketchup acompanhada de uma Pilsner Urquell.
      Após o almoço, subi a Gellert Hill até a Citadella, o ponto mais alto de Budapeste onde é possível ter a melhor vista da cidade.
      A Citadella √© uma fortaleza constru√≠da em 1854, como defesa durante a Monarquia de Habsburgo. L√° voc√™ encontra a Liberty Statue, um monumento em homenagem aos sovi√©ticos pelo apoio ao povo h√ļngaro durante a guerra, ajudando-os a se libertarem da ocupa√ß√£o da Alemanha nazista.
      Fiquei boa parte da tarde lá, admirando a fortaleza e as belas vistas da cidade nos diversos mirantes espalhados pela Gellert Hill. Ao lado da fortaleza há algumas barracas de souvenirs e de comida, como estava muito calor, aproveitei para reviver uma experiência de criança tomando uma raspadinha bem gelada.
      Descendo a colina, andei em direção ao Castle District para visitar o Buda Castle e a Mathias Church.
      O Buda Castle é uma das imagens mais conhecidas de Budapeste, antigamente foi a residência dos reis da Hungria. Toda a arquitetura do Castelo é muito bonita e a vista para a cidade é tão bela quanto a vista da Citadella, mas o que me encantou mesmo foram as ruelas do distrito do castelo pelas quais você pode se perder durante algumas horas.
      Andando pelas ruas do distrito cheguei na Mathias Church, igreja construída no fim dos anos 1200 e era usada para a coroação dos reis da Hungria. O ponto alto da igreja são as telhas coloridas no telhado formando um lindo mosaico.
      Ao lado da Igreja est√° o Fisherman‚Äôs Bastion, um lindo terra√ßo branco cintilante com sete torres que representam as sete tribos que povoavam a √°rea de Budapeste em 896. Subindo as escadas para o terra√ßo voc√™ pode apreciar, na minha opini√£o, a mais linda vista do Dan√ļbio, de Peste e do Parlamento.
      Essa regi√£o √© simplesmente sensacional e a noite ficou ainda mais bonita. No terra√ßo havia uma dupla tocando m√ļsica cl√°ssica no violino, o que deixou a minha experi√™ncia no local ainda mais inesquec√≠vel. Perdi completamente a no√ß√£o do tempo ali, observando os detalhes da arquitetura, a vista da cidade e apreciando a m√ļsica.
      Esqueci até de jantar, só na hora de voltar para o hostel, passei no BK para comer um lanche simples para não passar fome a noite.
      6¬ļ Dia - 1 de Junho de 2018 - Budapeste
      Comecei o dia na Heroes Square, uma das praças mais importantes de Budapeste, com suas estátuas que homenageiam os líderes das sete tribos fundadoras da Hungria. A praça é bem ampla e ladeada pelos prédios da University of Fine Arts e serve como entrada para o Városliget City Park.
      O Parque da Cidade √© o principal lugar de lazer dos budapestenses. Dentro do parque voc√™ vai encontrar v√°rios lugares interessantes, entre os quais se destacam o zoo, um pequeno parque de divers√Ķes, o Sz√©chenyi Thermal Baths e o Vajdahunyad Castle.
      O Castelo Vajdahunyad fica em uma pequena ilha dentro do parque e foi constru√≠do inicialmente de madeira para a Expo de 1896, para as comemora√ß√Ķes dos 1000 anos da Hungria. Ao terminar o evento, foi reconstru√≠do com pedra.
      Neste dia almocei no Café Vian, localizado na região da Andrássy Út. em uma alameda repleta de restaurantes. Experimentei o Gulyás ou Goulash, uma sopa à base de pimentão, páprica, carne e legumes acompanhada de uma Soproni. O ambiente era super agradável e fui muito bem atendido, paguei por volta de 3.800 Forint.
      Ap√≥s o almo√ßo fui at√© a imensa e imponente St. Stephan's Basilica. Na entrada principal voc√™ encontrar√° grandes est√°tuas de santos h√ļngaros entalhadas em m√°rmore. Mas o verdadeiro tesouro est√° em seu interior. O domo dourado √© o destaque da Bas√≠lica, as colunas de m√°rmore e jade entalhadas e os vitrais tamb√©m s√£o de uma rara beleza. Al√©m de tudo isso, uma das rel√≠quias mais queridas dos h√ļngaros tamb√©m est√° guardada no interior da Bas√≠lica, a m√£o direita de Santo Estev√£o. A Bas√≠lica √© realmente maravilhosa, a mais bonita que visitei.
      Saindo da Basílica, andei pela região, passando por diversas ruas de comércio, cheias de lojinhas de souvenirs até chegar no Parlamento de Budapeste, o terceiro maior parlamento do mundo depois do da Romênia e da Argentina, construído entre 1884 e 1902, o Parlamento de Budapeste foi a maior obra da sua época. Possui 691 salas e tem 268 metros de comprimento e 118 metros de largura, sua arquitetura realmente impressiona.
      Pertinho do Parlamento, √†s margens do Rio Dan√ļbio, encontramos o Shoes On The Danube, ¬†memorial concebido pelo cineasta Can Togay junto com a escultora Gyula Pauer para homenagear os judeus que foram mortos por milicianos da Arrow Cross em Budapeste durante a II Guerra Mundial. Homens, mulheres e crian√ßas eram perseguidos e capturados, e depois enfileirados √†s margens do Rio Dan√ļbio, eles eram for√ßados a retirar seus sapatos para logo ap√≥s serem mortos, seus corpos ca√≠am no rio e eram levados pela correnteza.
      No fim da tarde fui para a Margaret Island, uma ilha no meio da Dan√ļbio com v√°rios jardins e as ru√≠nas do Convento de Santa Margarida. Passei o restinho do dia ali, caminhando pelos diversos caminhos do parque e voltei para o lado de Peste caminhando √†s margens do Rio Dan√ļbio.
      Voltando para o hostel fui jantar no Menza mas estava lotado, ent√£o sentei em um restaurante ao lado, chamado Incognito Bar e Caf√©. Foi aqui que aconteceu meu maior perrengue na viagem. Era meu √ļltimo dia em Budapeste, e tinha uma grana ainda para gastar ent√£o escolhi um prato e uma cerveja que estavam dentro do or√ßamento, calculei o total para ter uma ideia da conta¬†e ainda reservei 10% para dar de gorjeta, nas minhas contas ainda iria sobrar uns trocados. A comida chegou com atraso e¬†n√£o estava t√£o boa, al√©m disso o atendimento foi bem ruim. Na hora de pagar a conta tive uma surpresa, nesse bar o servi√ßo j√° estava incluso na conta, al√©m disso eles cobravam 20% de servi√ßo. No fim, o valor total da¬†conta com os 20% deu al√©m do que tinha em dinheiro, coisa de 140 Forint ou 45 cents de euro mais ou menos. A√≠ f*... Chamei o gar√ßom, expliquei que ia faltar alguns trocados para completar a conta, mas que n√£o havia gostado do atendimento e n√£o achava certo pagar 20% de servi√ßo. O cara foi super grosseiro, falou que n√£o poderia tirar nem diminuir a taxa de servi√ßo e ficou muito puto por eu comentar que n√£o tinha dinheiro para pagar a conta,¬†eu tinha um cart√£o comigo e falei para ele que eu tinha outro meio de pagar, que n√£o ia dar calote, mas o cara n√£o entendia, eu j√° estava nervoso, meu ingl√™s nem saia direito tamb√©m. No fim de muita discuss√£o, ele chamou o gerente e ele aceitou o pagamento em dinheiro. Pior experi√™ncia gastron√īmica que eu tive na viagem. N√£o v√£o a esse restaurante.
      Top 3 Atra√ß√Ķes:
      ‚ÄĘ Mathias Church e Fisherman‚Äôs Bastion
      ‚ÄĘ St. Stephan's Basilica
      ‚ÄĘ Gellert Hill
      7¬ļ Dia - 2 de Junho de 2018 - Budapeste - Bratislava
      Logo de manh√£ fui at√© a R√°k√≥czi T√©r para pegar o metr√ī de volta a esta√ß√£o de √īnibus de Kelenf√∂ld onde iria embarcar no √īnibus para Bratislava.
      O √īnibus saiu pontualmente e a viagem foi super confort√°vel. Ap√≥s fazer check in no hostel comecei meu primeiro dia na cidade visitando as atra√ß√Ķes fora do centro hist√≥rico.
      A primeira parada foi o Grassalkovich Palace na HodŇĺovo Square e seu belo jardim nos fundos. Este pal√°cio de ver√£o em estilo rococ√≥ foi constru√≠do em 1760 e era um local procurado por eventos da sociedade aristocr√°tica. Hoje, o pal√°cio funciona como resid√™ncia oficial do presidente. Ele √© simples mas muito bonito, vale uma passada r√°pida para visit√°-lo j√° que √© caminho para o Slavin War Memorial.
      O Slavin War Memorial é um monumento construído em homenagem aos mais de 6.500 soldados soviéticos que morreram nas batalhas que libertou Bratislava e outras cidades da região do domínio nazista já no fim da II Guerra Mundial.
      O obelisco central tem 39 metros de altura e no topo uma est√°tua de um soldado de 11 metros de altura. Em volta da base h√° inscri√ß√Ķes entalhadas nas pedras recordando as cidades e as datas que elas foram libertadas pelo Red Army.
      No parque onde o memorial est√° situado, existem diversas esculturas e outros memoriais sobre a guerra, um que vale citar s√£o os blocos de m√°rmore preto com os nomes de todos os soldados mortos na guerra e que est√£o enterrados ali.
      Outro atrativo do local que faz valer a pena a caminhada at√© l√° √© a vista panor√Ęmica da cidade. L√° de cima voc√™ ter√° belas vistas do centro hist√≥rico, do Rio Dan√ļbio e principalmente do Bratislava Castle.
      Voltando para mais para o centro da cidade, fui jantar no Slovak Pub, um tradicional pub da cidade. Fiquei muito surpreso com os preços, mesmo a moeda sendo o Euro, as comidas e bebidas eram muito mais baratas em comparação a Irlanda e outros países europeus.
      L√° experimentei uma cerveja feita por monges, a Kl√°Ň°torn√Ĺ LeŇĺiak, por apenas 1,5 Euro a pint. Para comer fui de costela de porco assado ao molho de mostarda e rabanete por 10 Euros. Barato e muito gostoso.
      8¬ļ Dia - 3 de Junho de 2018 - Bratislava
      Minha primeira visita do dia foi a simp√°tica Blue Church, uma igreja bem pequena, toda pintada de azul e uma das raras constru√ß√Ķes no estilo Art Noveau.
      Saindo da igreja fui caminhando at√© a Cidade Velha (Star√© Mńõsto), o centro hist√≥rico de Bratislava. O centro da cidade √© bem pequeno mas muito bonito, movimentado e cheio de surpresas. Neste dia nem lembrei do roteiro que havia preparado para o dia, simplesmente fui caminhando pelas ruas e me encantando com cada escultura, constru√ß√£o e as diversas est√°tuas engra√ßadinhas que encontrava pelo caminho.
      Passei pelo St. Michael's Gate, o √ļnico port√£o preservado da antiga fortifica√ß√£o da cidade. Visitei o belo Primate‚Äôs Palace, um dos mais belos pal√°cio em estilo cl√°ssico da Eslov√°quia e que em seu interior funciona uma galeria de arte. Ainda passei pela Clarissine Church e pelo Franciscan Monastery.
      Perto dali está a Hlavné Námestie, com a bela Roland's Fountain e a estátua Napoleon's Army Soldier, um simpático soldado se apoiando em um banco, ali dá uma ótima foto, mas é preciso ser paciente, muita gente quer tirar foto com ele. Ali há diversas barraquinhas com artesanato e souvenirs para você levar de lembrança.
      A pra√ßa estava muito movimentada, cheio de restaurantes e caf√©s, um ambiente muito agrad√°vel, e para me despedir da pra√ßa, visitei a Old Town Hall, comprei o ingresso para subir na torre da antiga prefeitura para ver o centro hist√≥rico de cima. Paguei 2 Euros e valeu a pena, a vista l√° de cima √© maravilhosa, voc√™ tamb√©m pode ver dali o Bratislava Castle mas de um outro √Ęngulo.
      Almocei por ali mesmo, no restaurante Krńćma na Zelenej. Comi um frango grelhado com fritas acompanhada de uma pint de Gambrinus. Vi no card√°pio que ali tinha o Tratatea e quis experimentar. O Tratatea √© uma bebida antiga vinda das montanhas da Eslov√°quia que consistia em √°gua fervida com ervas, misturada com aguardente, mel, alho e sebo. O prato, com a cerveja e o Tratatea saiu por volta de 18 Euros com a gorjeta.
      Após o almoço continuei andando pelas ruas do centro histórico e encontrei meio sem querer uma portinha que te levava ao topo da antiga muralha medieval da cidade, caminhei por ela até me deparar com a St. Martin's Cathedral, uma igreja simples, de pedra no estilo gótico.
      Saindo da igreja segui pela rua Pansk√° em dire√ß√£o a outra est√°tua engra√ßada de Bratislava, o ńĆumil ou Men at Work, uma figura de bronze representando um homem espreitando de baixo de uma tampa de bueiro.
      Próximo a essa estátua, está a principal praça de Bratislava, a Hviezdoslavovo Námestie, uma praça arborizada, onde estão localizadas embaixadas, bares turísticos e alguns dos maiores edifícios da cidade. O principal ponto de encontro da praça é a estátua do renomado poeta eslovaco Hviezdoslav e no extremo leste da Hviezdoslavovo, o ornamentado Slovak National Theatre de 1886 rouba olhares de admiração.
      Depois de visitar o centro histórico fui para o Bratislava Castle. Passei pelo Sigismund Gate, o portão principal e o mais perto do centro, mas ele estava fechado, então tive que contornar o castelo e entrar pelo Vienna Gate.
      Dentro dos muros do Castelo de Bratislava, voc√™ poder√° contemplar toda a grandiosidade dessa constru√ß√£o. Os detalhes das muralhas aumentadas ao longo do tempo, as esculturas que enfeitam o p√°tio externo, as torres das sentinelas e a vista privilegiada do Rio Dan√ļbio e da UFO Bridge s√£o apenas algumas das atra√ß√Ķes desse lugar.
      No interior do castelo funciona o Slovak National Museum que conta com quase 250.000 objetos que representam a história, arte, escultura, pintura e a cultura dos eslovacos.
      Tem muita coisa interessante para ver l√°, o interior √© lindo, destaque para as escadarias douradas com espelhos de cristais. Voc√™ ainda pode subir at√© o √ļltimo patamar das torres do castelo, para ter uma vista panor√Ęmica da cidade, mas infelizmente n√£o me deixaram subir pois j√° estavam fechando. Uma pena.
      Apesar de ter gostado muito do acervo do museu, eu senti muito a falta de um plano de visita ou uma indicação do caminho, muitas vezes me senti perdido lá dentro sem saber onde ir. No dia que fui, não paguei a entrada, mas em dias normais o ingresso custa 7 Euros.
      Para fechar o dia, fui jantar no Flagship, experimentei o Bryndzov√© HaluŇ°ky, um prato t√≠pico eslovaco que consiste em um nhoque de batata com molho de queijo de cabra e bacon e bebi uma pint de Zlat√Ĺ BaŇĺant e uma KruŇ°ovice. Paguei por volta de 13 Euros com gorjeta.
      Top 3 Atra√ß√Ķes:
      ‚ÄĘ Andar pela Old Town
      ‚ÄĘ Slavin War Memorial
      ‚ÄĘ Bratislava Castle
      9¬ļ Dia - 4 de Junho de 2018 - Bratislava - Praga
      Sai de Bratislava quase um pouco antes do almoço e cheguei em Praga no fim da tarde. A viagem foi tranquila mais uma vez, somente houve uma parada na fronteira para checar os passaportes, mas prosseguimos sem problemas.
      Resolvi ir caminhando da esta√ß√£o Hlavn√≠ N√°draŇĺ√≠ at√© o hostel. At√© deixar as coisas no hostel, j√° estava ficando tarde, ent√£o jantei no Mcdonald's perto do hostel e depois dei uma volta pela regi√£o.
      Nesse dia já comecei a sentir o cansaço da viagem, então voltei mais cedo para o hostel e aproveitei para descansar bastante.
      10¬ļ Dia - 5 de Junho de 2018 - Praga
      Comecei meu dia pela Old Town Square, um dos lugares mais agradáveis de Praga. 
      Acolhedora e antiga, a pra√ßa est√° rodeada por interessantes ruazinhas que s√£o perfeitas para se perder. A pra√ßa est√° cheia de edif√≠cios interessantes, entre os quais se destacam a Church of Our Lady T√Ĺn, uma igreja de estilo g√≥tico, fundida entre casas e estreitas ruas do centro da cidade e o Old Town Hall, √© nele que est√° instalado o Astronomical Clock, que para minha infelicidade estava completamente fechado para restaura√ß√£o.
      Saindo da Pra√ßa da Cidade Velha, eu parei para trocar dinheiro na Exchange, que fica na rua Kaprova, logo atr√°s do Rel√≥gio Astron√īmico. 1 Euro estava 25 Coroas Chequa na √©poca.
      Descobri essa casa de c√Ęmbio pelo canal no youtube Prague Honest Guide, recomendo para todos que queiram visitar Praga um dia, uma excelente fonte de dicas sobre atra√ß√Ķes, gastronomia e ciladas para turistas e muito mais.¬†
      Depois de trocar dinheiro fui conhecer a Prague City Hall, local de uma das ‚Äúatra√ß√Ķes‚ÄĚ mais inusitadas da cidade, o Paternoster, um elevador que n√£o tem bot√£o de chamada nem bot√Ķes de escolha de andares.
      Ele √© feito por v√°rias cabines abertas, ligadas por cabos, que giram devagar e ininterruptamente em um estrutura ‚Äúcircular‚ÄĚ, movimentadas por duas enormes roldanas, uma no topo, outra no subsolo.
      As cabines correm por t√ļneis verticais paralelos, fazendo com que metade delas esteja sempre descendo e outra metade sempre subindo, como numa roda-gigante. Para embarcar, basta dar um passo para dentro da cabine que estiver indo no sentido que voc√™ deseja.
      Para os mais aventureiros, sugiro n√£o saltar no primeiro ou no √ļltimo andar e continuar dentro da cabine enquanto ele faz a volta e retorna do outro lado.
      Perto dali fica a famosa Charles Bridge, um dos principais cart√Ķes postais de Praga. Com mais de 500 metros de comprimento a Ponte Carlos conecta a Cidade Velha (Star√© Mńõsto) a Cidade Pequena (Mal√° Strana). A ponte estava lotada de turistas e artistas de rua, tava at√© dif√≠cil de andar por ela e tamb√©m de parar para contemplar as 30 est√°tuas instaladas ao longo da ponte.
      Do outro lado do rio, passei pelo Franz Kafka Museum, para observar uma est√°tua peculiar de Praga. Piss √© uma escultura e fonte ao ar livre criada pelo artista tcheco David ńĆern√Ĺ, consiste em dois homem fazendo xixi em um mini lago e os quadris deles balan√ßam de um lado para o outro. √Č engra√ßado na real.
      Visitei tamb√©m o Wallestein Garden, o segundo maior jardim do centro de Praga e tem fontes, lagos, esculturas, uma linda vista para o castelo. Hoje faz parte do complexo do Senado da Rep√ļblica Tcheca. Visitei tamb√©m a St. Nicholas Church, mas infelizmente, estava fechada na hora que fui ent√£o s√≥ pude ver seu exterior.
      Então comecei a subida em direção ao Prague Castle por uma rota alternativa, sem muito turistas, indicada pelo Prague Honest Guide, aproveitei para almoçar no restaurante U Magistra Kelly, outra indicação do canal. Era um restaurante muito pequeno porém simpático, pedi um joelho de porco com batata e bebi duas pints de Kozel, o prato era gigantesco e estava uma delícia, paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta.
      Antes de chegar no castelo passei por um belo mirante na parte alta do Petrin Hill onde você tem uma bela vista da cidade, visitei o exterior dos belos Strahov Monastery, monastério de arquitetura barroca pertencente à Ordem dos Prémontré e o Loreto, um dos centros de peregrinação mais importantes de Praga.
      Finalmente chegando no Prague Castle, tem uma Starbucks no lado direito da entrada que conta com um terraço elevado onde você tem outra bela vista da cidade e do Rio Moldava.
      Entrando no castelo você precisa passar por uma revista de segurança. A entrada estava tranquila, sem fila nenhuma, mas lá dentro já estava mais cheio de gente.
      O Castelo de Praga, constru√≠do no s√©culo IX, √© o maior castelo do mundo e o mais importante dos monumentos da Rep√ļblica Tcheca. Longe da ideia de castelo medieval com aspecto fortificado, o Castelo de Praga √© composto por um conjunto de belos pal√°cios e edif√≠cios conectados por pequenas vielas.
      A entrada no castelo √© gratuita, mas l√° dentro tem algumas atra√ß√Ķes pagas. Eu acabei n√£o entrando em nenhuma dessas atra√ß√Ķes pagas e visitei somente o distrito do castelo.
      Logo na entrada passei por uma passarela de baixo do palácio e dei de cara com a St. Vitus Cathedral, para mim a construção mais impactante de todo o castelo. A catedral guarda a tumba de Venceslau IV, as Jóias da Coroa e é o lugar de coroação dos reis da Boêmia. A entrada na catedral é gratuita até certo ponto, depois para continuar e subir na torre é preciso pagar entrada. Visitei o interior e me impressionei com sua grandiosidade e seus belos vitrais.
      Passei tarde inteira andando pelo castelo, passeando pelos jardins, observando a cidade pelos diversos mirantes, passei pela outra igreja do castelo, a St. George's Basilica, muito menor e simples que sua ‚Äúirm√£‚ÄĚ e o The Royal Garden ao lado do castelo.
      Depois das 17h, fui at√© a Golden Lane, um dos lugares mais acolhedores do interior do recinto do castelo. Ocupada por casinhas coloridas que em outros tempos abrigaram ourives, na atualidade a zona conta com interessantes lojas de artesanatos. Antes das 17h a entrada para a Golden Lane √© paga e forma-se uma fila enorme, mas depois eles abrem para o p√ļblico gratuitamente.
      Além das casinhas de artesanato, ali há também uma parte da muralha, onde você pode entrar e visitar uma exposição de armas medievais e se arriscar em um stand de tiro de balestra, por 50 Coroas Checa você tinha direito a 3 flechas para acertar ao alvo. No final você pode levar o alvo de recordação, foi uma boa experiência.
      Saindo do Castelo já no fim da tarde, fui andando margeando o Rio Moldava para observar a Ponte Carlos de longe, e depois de atravessá-la ainda dei uma volta pela Rua Karlova, uma das principais ruas comerciais da cidade, e também passei pela escultura de Sigmund Freud pendendo a mais de seis metros do chão pendurado por uma só mão.
      Voltei para o hostel para tomar banho e descansar um pouco e sai para jantar no Pivovarsk√Ĺ DŇĮm, restaurante bem perto do hostel, que fabrica sua pr√≥pria cerveja.
      Experimentei um prato t√≠pico checo, o Sv√≠ńćkov√°, uma carne vermelha assada, com molho cremoso de vegetais, servido com knedl√≠k, cranberry, creme de nata batida e uma fatia de lim√£o. Uma mistura de doce com salgado simplesmente deliciosa. Tomei duas pints das cervejas deles e paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta.
      11¬ļ Dia - 6 de Junho de 2018 - Praga
      Comecei o dia na Wenceslas Square, o centro da Cidade Nova. Nesse dia, no centro da pra√ßa havia uma exposi√ß√£o fotogr√°fica sobre as manifesta√ß√Ķes contra a brutalidade policial que deram in√≠cio √† Revolu√ß√£o de Veludo e √† queda do comunismo.
      Fiquei rodando a regi√£o da Cidade Nova na parte da manh√£, passei pela Jerusalem Synagogue, pela Henry Tower e pelo Shopping Quadrio, para ver outra escultura de David ńĆern√Ĺ, a Cabe√ßa de Franz Kafka. Este busto do escritor √© composto por 42 camadas rotat√≥rias independentes. O seu movimento cria uma performance interessante que √© uma refer√™ncia √† hist√≥ria de "A Metamorfose". Infelizmente neste dia a cabe√ßa n√£o estava funcionando.
      Almocei ali perto nesse dia, em um lugar chamado Ovocn√Ĺ Svńõtozor, √© tipo uma padaria dentro de uma pra√ßa de alimenta√ß√£o, ali eu peguei para viagem dois peda√ßos de Chlebicky que s√£o pequenos canap√©s de diferentes ingredientes, por 32 Coroas Checa cada mais uma Mirinda, um refrigerante comum l√° na Rep√ļblica Checa, que parece nossa Fanta e sentei um um jardim logo ao lado, chamado Franciscan Gardens.
      Depois do almoço fui até o bairro judeu de Praga, o Josefov, o bairro que se originou quando as duas comunidades judaicas existentes na Idade Média se uniram gradualmente.
      As visitas mais importantes no bairro são as seis sinagogas judias: Alta, Espanhola, Klausen, Maisel, Pinkas e Velha-Nova e o antigo Cemitério Judeu, uma das imagens mais impactantes de Praga.
      Você pode comprar o ingresso em qualquer uma dessas sinagogas. Há dois tipo de ingressos disponíveis, o combo Prague Jewish Town que dá direito a entrada em todas as sinagogas, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 500 Coroas Checas, e o Jewish Museum in Prague que dá direito a entrada em todas as sinagogas, com exceção da Velha-Nova, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 350 Coroas Checas. Eu optei pelo segundo tipo de ingresso e comecei meu tour pela Pinkas Synagogue e pelo Old Jewish Cemetery que fica anexa a sinagoga.
      O Antigo Cemit√©rio Judeu de Praga √© um lugar surpreendente e cheio de hist√≥ria. Foi durante mais de 300 anos o √ļnico lugar onde era permitido enterrar judeus em Praga.¬†
      Devido à falta de espaço, os corpos eram enterrados uns em cima dos outros (chegando a mais de 10 amontoados). Hoje em dia podemos ver mais de 12.000 lápides e se estima que possa haver cerca de 100.000 corpos enterrados.
      A visita ao Cemitério Judeu de Praga é imprescindível, é o lugar mais impactante da cidade e representa parte da sua história.
      Saindo do cemit√©rio fui visitar as demais sinagogas, e as que mais se destacaram foram a Spanish Synagogue, constru√≠da em 1868, ganhou o nome de ‚ÄúA Espanhola‚ÄĚ devido √† sua decora√ß√£o mourisca. Em seu interior, podemos ver uma exposi√ß√£o sobre a vida dos judeus nas √ļltimas d√©cadas e a Maisel Synagogue, constru√≠da no final do s√©culo XVI e desde 1960, cont√©m uma grande cole√ß√£o de objetos judeus: livros, objetos decorativos, prata, tecidos, etc.
      Depois de visitar as sinagogas, passei mais um tempo andando pelo bairro antes de visitar a Republic Square, onde fica a Municipal House, que conta com uma bela fachada decorada com estuques e diversas estátuas, além de um enorme mosaico semicircular que se estende sobre a entrada principal.
      O interior abriga a principal sala de concertos de Praga, um espl√™ndido espa√ßo com uma impressionante c√ļpula de cristal. O edif√≠cio conta tamb√©m com diversos ambientes, como salas de confer√™ncias, uma cafeteria e um restaurante.
      Na praça também está localizada a The Powder Tower, construída em 1475 como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade. Anos mais tarde, durante o século XVII, a torre começou a ser usada como local de armazenamento da pólvora.
      Na pra√ßa havia uma feirinha com v√°rias barraquinhas de comida, bebida e sobremesas, aproveitei para me refrescar tomando um sorvete de baunilha dentro do Trdelnik, uma massa enrolada no formato de espiral em volta de um espeto que fica girando sobre a brasa do carv√£o. Quando est√° pronto para ser servido, ele √© cortado em fatias menores e polvilhado com a√ß√ļcar e canela.
      Meu √ļltimo passeio do dia foi o Letna Park, atravessando o Rio Moldava. Um grande parque que fica em cima de uma colina, √© √≥timo para descansar e aproveitar o ar puro. A figura dominante do parque √© um metr√īnomo gigante. Mais a leste do metr√īnomo tinha um beer garden que estava lotado, cheia de pessoas conversando, sentados nas mesas ou no gramado, peguei um cerveja para mim e arranjei um cantinho para me sentar e curtir a vista.
      Nesta noite jantei no restaurante U PinkasŇĮ, fui l√° por causa do beer garden que fica dentro de uma igreja abandonada, mas infelizmente estava lotada, e acabei sentando do lado de fora, voltada para a pra√ßa. Paguei 280 Coroas Checa pela refei√ß√£o e uma pint de cerveja.
      12¬ļ Dia - 7 de Junho de 2018 - Praga
      Minha primeira atra√ß√£o do meu √ļltimo dia em Praga foi com certeza a melhor da cidade. VyŇ°ehrad √© uma das seis cidades independentes que deram origem a Praga. Segundo a antiga lenda, VyŇ°ehrad foi a primeira sede dos pr√≠ncipes checos. Seu nome em portugu√™s significa ‚ÄúCastelo nas alturas‚ÄĚ.
      √Č um lugar lindo, com uma vista maravilhosa do Rio Moldava e do Castelo de Praga e √© muito mais calmo do que qualquer outra grande atra√ß√£o da cidade. A regi√£o tem v√°rios cantinhos interessantes, em alguns pontos, as atra√ß√Ķes s√£o apenas as paisagens.
      Passei pelos diversos port√Ķes que d√£o acesso ao interior da √°rea murada do castelo, visitei a St. Peter & Paul Basilica e o cemit√©rio do castelo, ali est√£o enterrados muitos personagens hist√≥ricos checos, incluindo os compositores Smetana e DvoŇô√°k, o poeta e escritor Jan Neruda e o artista gr√°fico Alfons Mucha e caminhei pelas muralhas, a vista de l√° √© √≥tima. O HospŇĮdka Na Hradb√°ch √© uma √≥tima op√ß√£o para comer algo local ou beber uma cerveja, tamb√©m conta com uma bela vista da regi√£o.
      Saindo de do castelo fui caminhando beirando o rio até o National Theatre passando para observar a Dancing House, uma casa com a arquitetura ondulada.
      Atravessei o Rio Moldava e dei uma parada no parque que fica em uma ilha no meio do rio. Estava acontecendo um festival beneficente de m√ļsica, estava cheio de gente e bem animado.
      Já do outro lado do rio fui visitar o Petrin Hill. Antes mesmo de começar a subida, na base da colina, passei pelo Memorial to the Victims of Communism, uma bela escultura em homenagem às vítimas do regime.
      Subindo a colina, passei pelo Hunger Wall, uma fortificação construída pelo Rei Carlos IV entre os anos de 1360 e 1362. No topo da colina está a Petrin Tower, com 60 metros de altura e uma estrutura similar à da Torre Eiffel, a torre é o mirante mais elevado de Praga.
      Voltando para a parte baixa da Petrin Hill, passei pelo Lennon Wall, que criado como um protesto pacífico contra o regime comunista. Atualmente é um muro cheio de grafites, onde uma grande aglomeração de pessoas se forma para tirar fotos.
      Depois fui para o Kampa Park que fica √†s margens do rio, me deu uma boa vista da Cidade Velha de Praga. L√° encontra-se outra escultura peculiar do David ńĆern√Ĺ, o Crawling Babies, 3 beb√™s pelados e sem face engatinhando, al√©m do museu de arte moderna.
      No começo da noite voltei para a Cidade Velha, para ver a Old Town Square iluminada a noite e depois passei para comer na Wenceslas Square. Comi um lanche simples de salsicha alemã em uma barraquinha de rua.
      Top 3 Atra√ß√Ķes:
      ‚ÄĘ VyŇ°ehrad
      ‚ÄĘ Josefov
      ‚ÄĘ Prague Castle District
      13¬ļ Dia - 8 de Junho de 2018 - Praga - Dresden
      Peguei o metr√ī na esta√ß√£o logo ao lado do hostel para ir at√© a outra esta√ß√£o de √īnibus da cidade, a UAN Florenc, sai √†s 10 horas da manh√£ e mais uma vez fiz uma viagem super tranquila.
      Chegando em Dresden peguei o tram na estação central para ir até o hostel que fica na parte mais nova da cidade. Deixei meu mochilão no hostel já que o check in só era possível às 15 horas.
      Almocei um Currywurst com uma pint de Radeberger na Katy’s Garage, um espaço aberto bem legal com uma ótima atmosfera. A noite funciona como uma baladinha de rock.
      Comecei minha visita pelo Kunsthofpassage, um conjunto de pátios que abriga obras de artistas locais, cafeterias descoladas e um conjunto de edifícios de cores vibrantes.
      Caminhei pelas ruas da parte alta da cidade nova, passando pelas igrejas, pelas principais ruas de comércio e restaurantes, e pela Pfunds Molkerei, uma leiteria toda decorada com porcelanas e azulejos pintados à mão, considerada a mais bonita do mundo. Infelizmente fotos no interior são proibidas.
      Na parte baixa da cidade nova, fui até o Neustadt Market Hall mas não vi muita coisa de interessante nesse mercado.
      Atravessei a Augustusbr√ľcke, a principal ponte que liga a cidade nova ao centro hist√≥rico de Dresden. O centro hist√≥rico possui um dos mais belos conjuntos arquitet√īnicos barrocos da Europa. No entanto, muito do que voc√™ v√™ foi reconstru√≠do ap√≥s a destrui√ß√£o completa da cidade por bombardeios aliados nos √ļltimos meses da II Guerra Mundial.
      O centro √© relativamente pequeno, as atra√ß√Ķes est√£o todas concentradas a poucos passos umas das outras.
      Minha primeira parada foi na Semperoper, casa de ópera onde o compositor Richard Wagner fez sua estréia.
      Logo ao lado fica o Zwinger Palace, o pal√°cio era anteriormente parte da fortaleza de Dresden e hoje abriga um complexo de museus de propriedade do Estado da Sax√īnia. Na parte central do pal√°cio, est√£o o p√°tio e os jardins que s√£o incr√≠veis e impressiona pela simetria.
      Saindo do pal√°cio voc√™ j√° d√° de cara com o Dresden Castle. Al√©m da impressionante cole√ß√£o de maravilhas arquitet√īnicas, o castelo abriga algumas das cole√ß√Ķes de arte mais antigas da Alemanha. Tamb√©m no castelo, voc√™ encontra o F√ľrstenzug, um enorme mural composto por cerca de 25.000 azulejos pintados um a um. O F√ľrstenzug ou Prociss√£o de Pr√≠ncipes fica na parede exterior dos antigos est√°bulos do pal√°cio, o que significa que ele pode ser visto sem a necessidade de entrar no complexo do pal√°cio.
      Originalmente pintado entre 1871 e 1876 para celebrar o 800¬ļ anivers√°rio da dinastia Wettin, fam√≠lia reinante da Sax√īnia, o mural mostra os retratos ancestrais dos 35 margraves, eleitores, duques e reis da "Casa de Wettin" entre 1127 e 1904.
      Logo no final da rua do mural; ou começo dependendo de onde você estiver vindo, está a Hofkirche, uma obra prima com seu exterior ornamentado, a catedral católica de Dresden tem um interior mais humilde. A entrada é gratuita e lá dentro é bem calmo, perfeito para dar uma pausa para descansar.
      A Hofkirche foi constru√≠da em resposta a constru√ß√£o da grande Frauenkirche protestante em meados do s√©culo XVIII, os governantes cat√≥licos da Sax√īnia rezavam na capela real, ent√£o decidiram que uma igreja cat√≥lica maior seria necess√°ria.
      Saindo da igreja caminhei ao longo do Rio Elba at√© o Br√ľhl's Terrace. Erguido sobre o rio, o terra√ßo fazia originalmente parte das muralhas da fortaleza da cidade. Nos dias atuais, sua eleva√ß√£o oferece um largo cal√ßad√£o e as melhores vistas para o rio. Caminhando pelo terra√ßo voc√™ passa por diversos caf√©s e restaurantes al√©m de pr√©dios como a Suprema Corte da Sax√īnia, a Academia de Belas Artes e o Albertinum, um espa√ßo de exposi√ß√£o de pinturas e esculturas datadas do per√≠odo rom√Ęntico.
      Atrás do terraço fica a Frauenkirche, a igreja protestante de Dresden. Ela foi totalmente destruída por bombardeios aliados durante a II Guerra Mundial e apenas a estátua de Martin Luther sobrou dela. Ao contrário da Hofkirche, o seu interior impressiona, ela é bem clara por dentro e lindamente ornada, dando um ar mais leve. Sua planta redonda chama bem a atenção, vendo de fora, a igreja não parece tão imponente, apesar de ser bonita, mas quando você entra você tem noção da sua grandeza. 
      A entrada é gratuita, tinha muita gente nesse dia, estava um pouco caótico pois estava próximo ao horário de uma missa, infelizmente não pode tirar fotos do interior.
      A igreja está localizada na Neumarkt, foi quase totalmente destruída durante a II Guerra Mundial, somente sendo reconstruída após a queda do comunismo.
      Na pra√ßa estava rolando um festival de m√ļsica cl√°ssica, a pra√ßa estava lotada, passei o resto da noite ali escutando o show que estava bem legal. Terminei o dia por l√°, mas s√≥ depois de comer novamente em um McDonald‚Äôs ali perto.
      14¬ļ Dia - 9 de Junho de 2018 - Dresden - Berlim
      Comecei o dia andando pelo Palais Garten, um parque que fica na margem do Rio Elba do lado da cidade nova. O parque n√£o tem nada de mais, √© somente um gramado onde as pessoas v√£o para correr ou ver o p√īr do sol, mas que d√° uma √≥tima vista para o centro hist√≥rico.
      Como o dia estava ensolarado, bem mais bonito que o anterior, eu refiz meus passos do dia anterior, passando pela ópera, pelo Palácio e pelo castelo para tirar mais fotos, apreciar melhor a arquitetura e explorar minuciosamente as ruas do centro histórico.
      J√° na hora do almo√ßo fui at√© o Altmarkt, um cal√ßad√£o onde h√° v√°rias barraquinhas de lembrancinhas, comidinhas, ou pelo menos achava que ia ter j√° que havia lido algumas indica√ß√Ķes sobre a pra√ßa antes de ir, mas n√£o tinha nada.
      Pelo menos ali ao lado tinha um grande shopping, o Altmarkt-Galerie Dresden, onde almocei uma pizza de prato acompanhado de uma Erdinger Weibbier no Ristorante Violino, paguei por volta de 12 Euros com gorjeta.
      Saindo do shopping, logo ao lado do Altmarkt, fica a Kreuzkirche, igreja protestante dedicada a S√£o Nicolau. √ą uma igreja mais simples em compara√ß√£o √†s outras que visitei mas n√£o deixa de ser bonita. Nesse dia o interior estava fechado, mas a porta da frente estava aberta ent√£o voc√™ conseguia observar o interior pelo hall de entrada.
      Saindo dessa igreja passei para observar o Rathausturm, o pr√©dio da prefeitura de Dresden e depois caminhei um pouco at√© o Gro√üer Garten Palais. O maior parque p√ļblico da cidade, com muito verde, lindos jardins, lagos e um palacete.
      No parque sempre h√° pessoas andando de patins, bicicleta, sentadas lendo um livros, jogando bumerangue pelos jardins, etc.
      L√° tamb√©m est√° localizado o zool√≥gico de Dresden, o Jardim Bot√Ęnico, h√° um trenzinho para as crian√ßas que d√° a volta pelo parque.
      Para quem gosta de futebol, o estádio do Dynamo Dresden, fica do lado direito da entrada do parque e para quem gosta de carros, no lado oposto está localizada a Gläserne Manufaktur, a Fábrica de Vidro, da Volkswagen.
      Ap√≥s a visita ao parque, comecei a caminhar de volta para o hostel, j√° que tinha que pegar meu mochil√£o e seguir para esta√ß√£o Dresden-Neustadt que ficava perto do hostel para pegar o √īnibus das 17h45 para Berlim.
      O √īnibus da Flixbus n√£o chega e sai propriamente da esta√ß√£o, mas sim em um ponto de √īnibus na frente da entrada da esta√ß√£o na Hansastra√üe.
      A viagem para Berlim foi a √ļnica que fiz com o √īnibus cheio, mas mesmo assim foi confort√°vel, a viagem demorou quase 3 horas, pois minha parada era a √ļltima, na Alexanderplatz, antes disso o √īnibus fez v√°rias outras paradas, incluindo o aeroporto de Schonefeld.
      Peguei o metr√ī na Alexanderplatz para ir at√© o hostel, comprei o ticket √ļnico na m√°quina usando moedas, paguei 2,80 Euros. Fiz o check in no hostel e como j√° estava tarde fui dormir, j√° estava no meu 14¬ļ dia de viagem, o cansa√ßo j√° estava batendo forte.
      Top 3 Atra√ß√Ķes:
      ‚ÄĘ Tomar uma pint e comer na Katy‚Äôs Garage
      ‚ÄĘ Andar livremente pelo centro hist√≥rico¬†
      ‚ÄĘ Zwinger Palace e Semperoper
      15¬ļ Dia - 10 de Junho de 2018 - Berlim
      Minha primeira parada foi no The Holocaust Memorial, são 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas que formam esse monumento em homenagem aos judeus assassinados. Como estava cedo, não tinha quase ninguém no Memorial, então deu para caminhar entre os blocos calmamente no meu tempo.
      Do sudeste do monumento voc√™ pode ter acesso ao espa√ßo subterr√Ęneo onde funciona o centro de informa√ß√£o, mas ele s√≥ abriria √†s 10h, me programei para voltar mais tarde.
      Dali segui para o Brandenburg Gate, uma das antigas portas de entrada de Berlim, além de um dos símbolos mais importantes da cidade, pois foi o cenário de muitos fatos históricos importantes.
      Inaugurado em 1791 ao lado da Pariser Platz, o Port√£o de Brandemburgo possui 26 metros de altura que, com seu estilo neocl√°ssico, lembra as constru√ß√Ķes da Acr√≥polis de Atenas.
      Logo ao lado do Port√£o de Brandemburgo est√° localizado o Reichstag, que hoje √© sede do Parlamento Alem√£o. A principal atra√ß√£o do pr√©dio √© a visita √† c√ļpula de cristal que est√° situada diretamente sobre a Sala de Plenos do Parlamento.
      √Č preciso agendar sua visita e hor√°rio com anteced√™ncia, a entrada √© gratuita. Antes de entrar voc√™ passa por um centro de controle de seguran√ßa e aguarda junto com seu grupo o staff te liberar para visita no hor√°rio marcado. √Č preciso levar um documento com foto e o papel de confirma√ß√£o da visita.
      Depois de subir pelo elevador, ir√£o te entregar um √°udio guia que ir√° acompanh√°-lo na visita.
      No interior da c√ļpula √© poss√≠vel ver diversas fotos antigas, por meio das quais √© contada a hist√≥ria do Parlamento e seus momentos mais importantes. Depois de ver essa exposi√ß√£o, certifique-se que tenha ligado seu √°udio guia antes de come√ßar a subir a rampa at√© o topo da c√ļpula.
      A visita vale muito a pena, o áudio informa você sobre todos os edifícios importantes da cidade, a história por trás deles e seu papel na história da Alemanha. Conforme você vai subindo, o guia irá te instruir para onde olhar, quando deve parar e quando deve voltar a andar.
      Sai do Reichstag já passava da hora do almoço, na saída encontrei uma barraquinha de rua que vendia os famosos Pretzels, pão macio que tem na sua receita original, basicamente, uma mistura da farinha de trigo, água e fermento. Paguei 5 Euros em um Pretzel grande com queijo e uma Coca-Cola. Gostei, deu para matar a fome, mas achei muito salgado.
      Depois de comer voltei para o The Holocaust Memorial para visitar o Information Center. Nesta hora, o memorial e o centro de informação já estavam bem mais lotado, inclusive tinha fila para entrar, esperei cerca de 15 minutos.
      A visita ao centro de informação começa com um resumo da política de extermínio adotada entre 1933 e 1945. Na seguinte parte da exposição, você pode ler os depoimentos de algumas pessoas, além da história de diferentes famílias antes, durante e depois da perseguição.
      Uma das salas mais impactantes é a que mostra suas paredes cobertas com os nomes e anos de nascimento e morte das vítimas do holocausto.
      Como o centro estava muito cheio, a minha visita foi um pouco prejudicada, n√£o havia espa√ßo para tanta gente l√°, e dificultava chegar perto dos pain√©is para ler com calma as informa√ß√Ķes e fotos, mas a visita vale muito a pena, j√° que √© gratuita. Aconselho chegar no memorial perto das 10h e come√ßar a visita pelo centro de informa√ß√£o assim que a entrada for liberada.
      Nesta regi√£o est√° localizado o segundo maior parque de Berlim, o Tiergarten. Tiergarten que significa ‚Äújardim dos animais‚ÄĚ era antigamente o campo de ca√ßa da realeza.
      Logo no início da avenida que corta todo o parque está localizado o Soviet War Memorial, construído pela União Soviética para homenagear os soldados do Exército Vermelho mortos durante a Segunda Guerra Mundial, em especial os cerca de 80.000 soldados que morreram na Batalha de Berlim.
      Mais ao norte temos a Chancelaria Federal, a Casa das Culturas do Mundo, que chama a aten√ß√£o com seu telhado curvado e onde acontecem exibi√ß√Ķes e eventos culturais e o Carillon, uma torre de 42 metros de altura com 68 sinos.
      No centro, est√° localizado a principal atra√ß√£o do parque, a Victory Column, desenhada por Heinrich Strack, foi constru√≠da para comemorar a vit√≥ria da Pr√ļssia sobre a Dinamarca na guerra de 1864. E depois contra a √Āustria, em 1866 e contra a Fran√ßa em 1871.
      Estas √ļltimas vit√≥rias serviram de inspira√ß√£o para adicionar ao topo da coluna a est√°tua de Vit√≥ria, a deusa romana da vit√≥ria, que n√£o constava nos planos iniciais.
      A Coluna da Vitória tem uma plataforma de observação que fica a 50 metros de altura. Para subir é preciso pagar ingresso no valor de 3 Euros. Não subi, pois nesta hora começou a cair uma chuva muito forte que me obrigou a procurar um abrigo para me proteger do temporal, além disso a vista lá de cima seria prejudicada com a chuva.
      Ainda tinha planos de visitar o Bellevue Palace, que √© a resid√™ncia oficial do presidente da Alemanha, visitar a Kaiser Wilhelm Church e a regi√£o da Kurf√ľrstendamm, considerado o centro da Alemanha Ocidental, mas como a chuva n√£o deu tr√©gua, acabei ficando parado por mundo tempo por ali.
      Quase uma hora depois, no primeiro sinal que a chuva poderia diminuir, resolvi voltar para o hostel para tomar banho e descansar um pouco antes sair a noite.
      A noite fui até a Potsdamer Platz, antigo coração de Berlim, que ficou arrasada durante a II Guerra Mundial e dividida em duas pelo Muro de Berlim. Hoje em dia, a praça está completamente reformada e é uma das zonas mais modernas da cidade.
      Um dos mais importantes blocos arquitet√īnicos dessa √°rea √© o Sony Center que se caracteriza por sua enorme c√ļpula de cristal e a√ßo iluminada com luzes que v√£o mudando de cor. Essa c√ļpula, obra de Helmut Jahn, serve de abrigo para v√°rios berlinenses e turistas que se aglomeram em seus bares e restaurantes.
      Foi lá que jantei no meu primeiro dia em Berlim. Escolhi o restaurante Lindenbräu, pedi um filé de frango grelhado com salada de pepino e batatas, tomei uma pint de Bubble Edel Weibbier (a cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda) e outra de Märkisch Landmann, paguei por volta de 23 Euros com gorjeta.
      A pra√ßa est√° situada bastante perto do Port√£o de Brandemburgo e √© muito interessante fazer esse percurso a p√©, seguindo a brecha no ch√£o que marca o caminho do Muro de Berlim. Ent√£o depois de jantar segui as marca√ß√Ķes no ch√£o at√© o Port√£o para v√™-lo iluminado a noite e andar mais pela Pariser Platz, uma das principais pra√ßas de Berlim.
      Em 1990, depois da unifica√ß√£o, a Pariser Platz foi reconstru√≠da, assim como o prestigioso Hotel Adlon, formando um perfeito conjunto arquitet√īnico que acompanha o Port√£o de Brandemburgo. Foi no Hotel Adlon, em 2002 que aconteceu aquela cena bizarra do Michael Jackson sacudindo o filho pela janela.
      Terminei meu dia por l√°.
      16¬ļ Dia - 11 de Junho de 2018 - Berlim
      Comecei meu dia visitando o Checkpoint Charlie, que foi o ponto de passagem mais conhecido dos utilizados durante a Guerra Fria. Nele era possível conseguir um visto diurno para ir do lado Oriental de Berlim ao Ocidental. Hoje, há uma pequena fronteira onde os turistas fazem fotos sem parar e uma réplica do cartaz que anos atrás advertia os cidadãos. Confesso que não achei nada demais, vale pela curiosidade se você estiver passando por perto.
      Perto do Checkpoint Charlie, fica a Gendarmenmarkt, pra√ßa constru√≠da no s√©culo XII. Dos dois lados da pra√ßa podemos ver duas igrejas barrocas id√™nticas que se completam com uma torre coroada por uma c√ļpula.
      A igreja da zona norte, Französischer Dom ou Igreja Francesa, foi construída para os huguenotes franceses que se transladaram à zona no século XVIII.
      Em 1708, a comunidade luterana construiu uma igreja no sul da praça, a Deutscher Dom ou Igreja Alemã, similar à francesa e, anos depois, em 1785, colocaram uma torre praticamente idêntica à francesa.
      Entre as igrejas est√° a Konzerthaus, sede da Orquestra de Berlim.
      Mais ao norte da praça fica a Unter den Linden, a principal avenida de Berlim. Cruza a cidade desde o Portão de Brandemburgo até a Catedral.
      Ao longo do seu quil√īmetro e meio de extens√£o, podemos contemplar grande parte dos edif√≠cios mais importantes de Berlim, tanto do ponto de vista tur√≠stico quanto arquitet√īnico.
      Nela est√£o localizados, a Humboldt University e a Neue Wache, constru√≠da em 1918 para celebrar a derrota das tropas napole√īnicas e celebrar a libera√ß√£o de Berlim. O impressionante edif√≠cio neocl√°ssico apresenta em sua fachada um p√≥rtico formado por colunas d√≥ricas que lhe d√£o um certo ar de grandeza.
      No interior, possui uma comovente escultura de uma mulher que carrega em seus braços o corpo sem vida de seu filho. A escultura, que está sob uma grande abertura no teto, suportando o frio e a chuva, representa o sofrimento do povo.
      No extremo sul de Unter den Linden est√° a Bebelplatz, conhecida por ter sido onde aconteceu A Queima de Livros de 1933, na qual foram queimados milhares de livros de alguns autores censurados pelos nazistas, como Karl Marx, Heinrich Heine e Sigmund Freud.
      A Bebelplatz está rodeada de magníficos edifícios como a Berlin State Opera e a St. Hedwig's Cathedral.
      Atravessando a ponte Unter den Linden chegamos na Museumsinsel ou Ilha dos Museus, um dos conjuntos de museus mais importantes do mundo: abriga o Museu de Pérgamo, o Museu Antigo, o Museu Novo, a Antiga Galeria Nacional e o Museu Bode, além da Catedral de Berlim.
      A ideia era entrar no Pergamon Museum, o principal museu da ilha, pois é lá que estão obras como o Altar de Pergamon, a porta do Mercado de Mileto entre muitas outras obras da antiguidade, porém o museu estava passando por uma enorme restauração e grande parte dele estava fechado. Além disso, o valor do ingresso estava bem salgado, por volta de 18 Euros, então decidi não entrar.
      Fui então para a Berlin Cathedral. Construída entre 1894 e 1905, a Catedral de Berlim é o edifício religioso mais representativo da cidade. Ela realmente impressiona pela sua beleza e majestosidade.
      E o seu interior não fica para trás, é ricamente decorada com relevos que ilustram histórias do Novo Testamento e importantes figuras da Reforma Protestante.
      A catedral abriga o maior órgão de tubos da Alemanha, tendo mais de 7.200 tubos e também a cripta da família Hohenzollern, com mais de noventa tumbas e sarcófagos, incluindo as do rei Friedrich I e da rainha Sophie Charlotte, que são ricamente trabalhadas.
      A c√ļpula da catedral tamb√©m pode ser acessada. O trajeto at√© a c√ļpula √© feito por um caminho um pouco complicado, mas, depois de subir os 270 degraus que levam at√© o alto da c√ļpula, voc√™ pode curtir uma bela vista do centro de Berlim que realmente faz a subida valer a pena.
      Para visitar a catedral √© necess√°rio pagar 7 Euros, a subida √† c√ļpula est√° inclu√≠da neste valor.
      Saindo da Catedral, parei para almoçar algo simples, já era meio da tarde, às margens do Rio Spree encontrei um pequeno restaurante fast-food de Currywurst, o Bandy's Currywurst. Pedi um Currywurst e uma long neck da Berliner Kindl, paguei entre 7 e 10 Euros.
      Ao lado do restaurante, fui visitar o museu mais legal e inusitado que fui na Europa, não só durante o mochilão, mas sim, entre os outros que visitei em Dublin, onde estava morando na época e em outras cidades que visitei, o DDR Museum.
      O Museu do DDR (em portugu√™s conhecido como RDA ou Rep√ļblica Democr√°tica Alem√£) re√ļne diferentes objetos e reconstru√ß√Ķes da parte comunista de Berlim para mostrar aos visitantes o dia a dia dos alem√£es que viviam sob o estrito regime da RDA entre 1949 e 1990 de forma bem interativa.
      L√° voc√™ pode entrar em um Trabant, o carro mais popular da √©poca e dirigi-lo em um simulador nas ruas de Berlim Oriental, al√©m de ver todo tipo de objeto de uso cotidiano, como a√ß√ļcar, rem√©dios e alguns cosm√©ticos. Voc√™ vai ver tamb√©m um pouco de como era o trabalho dos alem√£es, como eles passavam as f√©rias, como eram as comunica√ß√Ķes na √©poca e tamb√©m um pouco sobre esportes e educa√ß√£o.
      No fim do percurso você pode ver a reconstrução de uma casa da RDA, passeando livremente por sua cozinha, sala e quartos.
      O museu é pequeno mas vale a pena a visita. Paguei 9 Euros no ingresso. Fiquei por volta de duas horas lá dentro, saí já estava no fim da tarde.
      Depois do museu andei pela região, passei por alguns pontos turísticos de Berlim, mas somente para conhecer o exterior, como o Aquadom, o maior aquário cilíndrico do mundo situado no interior do hotel Radisson.
      Depois passei pela Nikolaikirche e pela Rotes Rathaus, a sede da prefeitura e da c√Ęmara de vereadores de Berlim constru√≠da com tijolos vermelhos.
      Na praça que fica imediatamente na frente da prefeitura está localizada a Berliner Fernsehturm, a Torre de Televisão de Berlim é o edifício mais alto da Alemanha, com 368 metros de altura. Foi construída pela RDA em 1969 como símbolo do poder comunista frente ao capitalismo.
      Na torre há uma plataforma de observação a 203 metros de altura, para subir você precisa pagar 16 Euros. Há também um restaurante giratório, situado alguns metros acima do mirante.
      Atrás da torre, fica a Alexanderplatz, considerada o centro de Berlim desde a Idade Média. Nessa praça começaram os protestos que dinamizaram a queda do Muro de Berlim.
      L√° estava acontecendo um festival de m√ļsica e cultura africana. A pra√ßa estava lotada, cheio de barraquinhas de comida e artesanato africano. Havia um palco onde um grupo estava se apresentando, tocando um reggae. Estava bem bacana, dei uma andada pela regi√£o e curti um pouco do som.
      Na praça você encontra muitos bares e galerias de compras, como o Shopping Galeria Kaufhof e também o famoso Relógio Mundial, que mostra a hora de todas as cidades do mundo.
      Jantei ali perto, na Hofbräu Berlin, um dos restaurantes típicos mais conhecidos. Sentei na varanda e comi um prato com um mix de salsichas alemãs, acompanhado de purê de batata e chucrute e tomei umas três pints da cerveja própria deles, entre elas a Hofbrau Original e a Hofbrau Dunkel. O serviço estava incluso na conta, paguei em torno de 27 Euros. Porém o serviço não estava tão bom, estava um pouco demorado pois o restaurante estava cheio.
      Fiquei ali por um bom tempo bebendo, j√° era umas 9 horas quando sa√≠, estava cheio de tanto comer ent√£o resolvi pegar o metr√ī para voltar para o hostel.
      17¬ļ Dia - 12 de Junho de 2018 - Berlim
      Come√ßava meu √ļltimo dia inteiro do mochil√£o, tirei a manh√£ para ir at√© Potsdam conhecer o Sanssouci Palace e um pouco da cidade.
      Para ir at√© l√°, comprei o ticket abono zonas ABC por 7,70 Euros, esse ticket te d√° viagens ilimitadas durante o dia pelas 3 zonas da cidade, nas linhas do metr√ī (U-Bahn) e do trem (S-Bahn). Potsdam est√° na zona C.
      Peguei primeiro trem na S Anhalter Bahnhof Station e fui até a Friedrichstraße Station onde peguei a linha S7 até a estação central de Potsdam, foi super tranquilo achar o ponto de saída e embarcar, o trem foi pontual e chegou em Potsdam em menos de uma hora.
      Desembarquei e fui direto para o centro da cidade visitar o Brandenburger Gate, o Portão de Brandemburgo deles, porém estava em restauração. Ali perto fica o Sanssouci Park, o motivo de eu ter ido até Potsdam.
      Sanssouci está rodeado por jardins, fontes e palácios; e para alguns é considerado a Versailles alemã. No parque, estão localizados três grandes palácios: Sanssouci, Neues Palais e Charlottenhof, além de uma série de outros edifícios super interessantes. Mas o palácio que eu mais gostei foi o Orangerieschloss.
      Comecei minha visita pelo Sanssouci Palace, o principal e mais conhecido do parque, construído em cima de uma colina, foi a residência de verão de Frederico, o Grande, e é conhecido como sendo o melhor exemplo da arquitetura rococó em toda a Alemanha.
      No exterior, a larga escadaria que termina na Grande Fonte chama a atenção. A escadaria acompanha os terraços onde foram plantadas vinhas em socalcos e construídos nichos com portas de vidro, onde cresciam figos protegidos do frio.
      No caminho para o Neues Palais, me deparei com outro palácio que até então era desconhecido para mim, o Orangerieschloss. O impressionante edifício de 300 metros de comprimento, inspirada na arquitetura renascentista, conta com belos terraços, galerias e esculturas.
      Alguns minutos de caminhada a partir dali fica o belo Neues Palais, o maior palácio do complexo. O palácio era usado para recepção de Reis e importantes dignitários.
      Dali, começando a voltar para a entrada do parque, ainda passei para conhecer o Charlottenhof. Um palácio menor, mas com bonitos jardins.
      Fiquei no parque por volta de umas 4 horas e n√£o vi tudo, ele realmente √© muito grande e vale ficar mais tempo, mas como era meu √ļltimo dia em Berlim e do mochil√£o, ainda tinham lugares que gostaria de visitar.
      Antes de retornar a esta√ß√£o, fui visitar o centro de Potsdam, aproveitei para almo√ßar no cal√ßad√£o do centro, bem simp√°tico, comi um Kebab enorme, no D√∂ner Kebap Bistr√ī, quase n√£o dei conta, paguei por volta de 8 Euros com um refrigerante.
      No caminho para estação, ainda fui visitar a Steubenplatz e região, local da St. Nikolaikirche e outros prédios importantes da cidade.
      Voltei para a esta√ß√£o central e peguei o trem de volta para Berlim, chegando na Friedrichstra√üe Station, por volta de 17 horas, peguei a linha de metr√ī em dire√ß√£o ao Berlin Wall Memorial, a principal fonte de mem√≥ria do que foi a divis√£o do mundo em duas partes e da era da Guerra Fria. Aqui, essa hist√≥ria √© contada por meio de peda√ßos do muro que ainda est√£o de p√©. E tamb√©m de tantas outras dolorosas lembran√ßas que os alem√£es fazem quest√£o de manter acess√≠veis a turistas do mundo todo.
      Comecei a visita pelo Centro de Visitantes, já que iria fechar em breve, lá estão expostas várias fotos também tem a apresentação de um filme que conta a história do muro.
      Caminhando pela Bernauer Stra√üe √© que d√° para ter uma ideia do impacto e da brutalidade cometida pelo governo da Rep√ļblica Democr√°tica Alem√£, controlada pela antiga Uni√£o Sovi√©tica desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
      Essa rua foi o centro mais radical da divisão. Aqui ficava a Igreja da Reconciliação, que provavelmente era frequentada por gente de toda a vizinhança, passou a ser restrita a quem morava no lado oriental da cidade.
      Como o muro passava exatamente em frente √† sua entrada principal, ela acabou sendo ocupada pelos guardas sovi√©ticos. Isso at√© ser demolida em 1985 durante uma s√©rie de catastr√≥ficas interven√ß√Ķes que pretendiam desobstruir as margens do Muro. Seu espa√ßo deu lugar ao que mais tarde ficou conhecido como faixa da morte.
      Do antigo templo restam apenas os sinos, parte de uma cruz e o traçado no chão que mostra o espaço que ele ocupava. Anos mais tarde, a Capela da Reconciliação foi construída aqui.
      Em todo o espaço do Memorial há placas indicativas, painéis que explicam cada detalhe, vídeos e áudio-guias. Esses elementos são super importantes para que você entenda melhor o que se passou nessa área de Berlim. Em algumas partes do Muro foram colocadas estacas de ferro e em vários pontos da cidade é possível ver uma linha no chão feita de paralelepípedos que mostra onde o Muro ficava.
      Peguei novamente o metr√ī para visitar outra parte onde podemos ver partes do muro, a East Side Gallery. O maior trecho que se conserva dos restos do Muro de Berlim mede 1,3 quil√īmetro e se tornou a maior galeria de arte ao ar livre do mundo.¬†
      Ao longo do muro, você pode ver centenas de grafites de artistas procedentes de todo o mundo, que tentaram mostrar por meio de suas obras a mudança produzida após a queda do Muro de Berlim.
      A East Side Gallery fica bem √†s margens do Rio Spree, um √≥timo lugar para descansar e ver o p√īr do sol, j√° que h√° um grande parque na beira do rio.
      Ali perto fica a Oberbaumbr√ľcke, uma ponte que vale ser vista pela sua bela arquitetura.
      Para terminar meu mochil√£o com chave de ouro, tive que fazer um √ļltima boa refei√ß√£o, fui jantar na Brauhaus Lemke, na Hackescher Markt, uma das primeiras cervejarias artesanais de Berlim. Comi um delicioso hamb√ļrguer com salada de ervas e r√ļcula e uma por√ß√£o de batatas frita e tomei uma pint da cerveja escura deles (Dunkel) e outra de trigo (Wheat Ale - a segunda cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda). Paguei por volta de 23 Euros com gorjeta.
      18¬ļ Dia - 13 de Junho de 2018 - Berlim - Dublin
      Chegou o dia de ir embora, mas como meu v√īo de volta para Dublin era somente ap√≥s as 18 horas, eu ainda tinha tempo para visitar o √ļltimo local onde podemos encontrar partes do Muro de Berlim, o Topographie des Terrors.
      Para as pessoas especialmente interessadas na hist√≥ria, a Topografia do Terror √© um lugar realmente interessante, mas √© necess√°rio reservar bastante tempo para ler os textos que acompanham cada uma das fotografias que documentam e mostram os horrores praticados pelos nazistas, mostrando as gera√ß√Ķes atuais e futuras tudo que aconteceu e n√£o deixando assim que estes crimes e atrocidades caiam no esquecimento.
      A Topografia do Terror se encontra no local onde, durante o regime nazista, ficava a sede da Pol√≠cia Secreta (conhecida como Gestapo), da SS (Schutzstaffel em alem√£o ou ‚ÄúTropa de Prote√ß√£o‚ÄĚ, uma unidade paramilitar dos nazistas que tinha um poder absurdo e que foi respons√°vel por muitas das atrocidades cometidas durante o regime) e das demais institui√ß√Ķes que faziam parte do aparato de terror dos nazistas.
      Neste dia havia ali uma exposi√ß√£o ao ar livre, intitulada ‚ÄúBerlim 1933‚Äď1945. Entre Propaganda e Terror‚ÄĚ e se estende paralelamente ao trecho remanescente do muro de Berlim. S√£o pain√©is com textos, fotos, documentos, artigos de jornal, √°udios, dispostos ao longo dos restos das paredes que foram escavadas do por√£o do pr√©dio da Gestapo.
      Passei quase a manh√£ inteira l√°. Saindo de l√° almocei um currywurst em uma barraquinha de rua e sai para comprar lembrancinhas antes de voltar para o hostel pegar o mochil√£o e rumar para o aeroporto.
      Para ir ao aeroporto, comprei o ticket de metr√ī para as zonas ABC, paguei 3,40 Euros e fiz o mesmo trajeto do dia anterior at√© a Friedrichstra√üe Station, de l√° peguei a linha S9 em dire√ß√£o a S Flughafen Berlin-Sch√∂nefeld Station e desci na esta√ß√£o do aeroporto. A viagem demorou muito pois o trem foi muito devagar a ponto de eu come√ßar a ficar preocupado com o tempo.
      Chegando no aeroporto Berlin-Sch√∂nefeld, come√ßou a dor de cabe√ßa, tudo foi dif√≠cil e estressante. Fui fazer o check in e a mo√ßa me atendeu com uma super falta de educa√ß√£o falta de vontade, ela me respondia tudo de forma muito grosseira e rude, pedia dire√ß√Ķes para onde deveria seguir e ela me ignorava totalmente. Al√©m disso precisei despachar meu mochil√£o, coisa que eu n√£o precisei fazer nas outras viagens que fui com o mochil√£o.
      Fui seguindo as placas até o local para passar pela checagem de bagagem, nessa parte passei tranquilo e fiquei aguardando divulgarem o portão de embarque na praça de alimentação logo após a zona de checagem de bagagem.
      O portão demorou muito tempo para ser divulgado, quando foi divulgado, já até tinha dado o horário de início de embarque, então fui correndo para o portão, só que o meu portão era muito longe de onde eu estava, andava, andava e não chegava, já estava nervoso.
      Cheguei em um corredor cheio de gente, parecia um hospital, era um corredor estreito com v√°rias portas pequenas do lado direito com os n√ļmeros dos port√Ķes. Era tanta gente que as filas se fundiam, n√£o sabia onde come√ßavam e onde terminavam as filas. Todos estavam confusos, muita gente nervosa, perguntando onde era os port√Ķes corretos, um caos. Fiquei um tempo na fila errada, depois descobri que a fila para Dublin era na porta adiante.
      Agora na fila certa, fiquei muito tempo ainda ali esperando e ainda tinha que passar pela imigração. Entreguei meu passaporte para o fiscal que não me perguntou nada mas me segurou ali por mais de 5 minutos, não sei porque, via meu passaporte, conferia algo no computador, olhava para mim, tava quase me sentindo um terrorista. Enfim passei e fui para a salinha do embarque, super pequena e apertada.
      Pelo menos o embarque foi no horário, deixei meu mochilão no carrinho das malas e embarquei no avião com novas experiências vividas e muita bagagem adquirida. Cheguei em Dublin a noite e dois dias depois retornava para o Brasil, para minha casa.
      Top 3 Atra√ß√Ķes:
      ‚ÄĘ Topographie des Terrors e Berlin War Memorial
      ‚ÄĘ DDR Museum¬†
      ‚ÄĘ Reichstag
    • Por Marco_AV
      Salve mochileiros!
      Depois de muito tempo, voltando a escrever por aqui.
      Estava prestes a tirar a cidadania italiana em Fevereiro deste ano. Passagens compradas, documentos em mãos, férias agendadas e... nada certo. Está ficando cada vez mais difícil conseguir a cidadania italiana pelo meio comum (de ficar no país até a conclusão do processo). Devo migrar para o meio jurídico, que leva em torno de 1 ano e meio, mas sem necessidade de permanência na Itália. Contudo, com passagens compradas, o jeito é aproveitar e desbravar tudo o que o país tem à oferecer.
      Como vou em Fevereiro e volto em Março, por ser um período de inverno por lá, minha ideia inicial de ir para outros países (especialmente a Croácia) já ficou para trás. Uma possibilidade é incluir a Grécia, mas ainda sem definição.
      Enfim, como fiquei sabendo ontem que o processo não daria certo, tenho que correr contra o tempo pra fazer um roteiro para essa viagem. Vou postando aqui os preparativos e, posteriormente, farei um relato de toda a viagem. 
      Abraços!
    • Por MatheusRedfield
      Oi gente, n√£o sei se pode esse tipo de postagem mas queria saber: Voc√™s j√° compraram algo no Civitatis? deu certo? Vi umas excurs√Ķes baratas l√° e fiquei meio desconfiado. Voc√™s recomendam?


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