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Mari D'Angelo

O que fazer em Hamburgo?

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ūüď∑¬†Texto original com fotos aqui

Hamburgo¬†√© uma cidade moderna, mas tem aquele charme europeu e uma identidade forte que vem das √°guas! √Č banhada pelos rios Alster e Elba, sendo esse √ļltimo a porta de entrada para o imenso¬†Porto de Hamburgo.

Ao longo de sua história, a cidade passou por períodos críticos de destruição e mortes, sendo os mais relevantes o grande incêndio de 1842 e os bombardeios no período da Segunda Guerra Mundial.

Embora seja a segunda maior cidade da Alemanha, atr√°s apenas da capitalBerlim, √© poss√≠vel conhecer relativamente bem¬†Hamburgo¬†em 2 ou 3 dias. A cidade √© bem plana e simples de ser explorada a p√©, mas se for preciso o metr√ī tamb√©m funciona muito bem.

Para chegar do aeroporto ao centro, o jeito mais simples √© pegar o trem (S1 ‚Äď Dire√ß√£o¬†Hamburg-Blankenese) at√© a Esta√ß√£o Central (Hauptbahnhof). O valor do bilhete √© 3,30 ‚ā¨ e a viagem dura cerca de 25 minutos.

Veja aqui¬†mais informa√ß√Ķes sobre o transporte publico de¬†Hamburgo.

Acabamos ficando hospedados em dois hotéis diferentes. A primeira noite em uma das unidades do Novum, próximo à Estação Central e o resto dos dias no City Hotel Hamburg Mitte. O primeiro é mais barato, tem boa localização e um café da manhã eficiente, mas recomendo mais o segundo! Apesar de ter o café da manhã pago a parte (que achei caro e não experimentei), os quartos são bem modernos e dos andares altos tem-se uma super vista da cidade!

O entorno do¬†Lago Alster¬†√© uma das regi√Ķes mais fotog√™nicas da cidade, e um bom ponto de partida para explor√°-la. O cen√°rio com as altas torres das igrejas atr√°s do conjunto de pr√©dios que circundam o lago d√£o a impress√£o de estarmos em uma ilustra√ß√£o de lata de biscoitos. No inverno, adicione o fato de o lago estar quase congelado e o resultado √© uma vontade de ficar ali olhando aquela paisagem at√© que o frio n√£o permita mais sentir as m√£os, hora de encontrar um lugar quentinho!

Caminhando por essa região super sofisticada, cheia de lojas de grife e hotéis caríssimos, me deparei com o simpático Big Fat Unicorn, que já me ganhou pelo nome! O café, todo fofo, serve sanduíches coloridos e outras delícias para encher a barriga e o feed do Instagram.

A poucos minutos de l√° fica a¬†Rathaus¬†‚Äď o pr√©dio da prefeitura, um dos cart√Ķes postais de¬†Hamburgo. O edif√≠cio √© lindo, uma imponente constru√ß√£o de arquitetura neocl√°ssica que domina a¬†Rathausmarkt, pra√ßa onde est√° localizado. √Č poss√≠vel acessar gratuitamente o hall de entrada.

Nas ruas ao entorno, especialmente na Mönckebergstrasse, há muitas lojas, cafés e restaurantes.

Embora existam diversas igrejas em¬†Hamburgo, foram duas as que me chamaram mais aten√ß√£o. A primeira √© a¬†St. Nikolai, que na verdade hoje funciona como um memorial, tendo preservada apenas sua torre e algumas ru√≠nas. A igreja foi bombardeada pelos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial em um ataque conhecido como ‚ÄúOpera√ß√£o Gomorra‚ÄĚ. Na √°rea externa h√° algumas obras de arte como a escultura ‚ÄúThe Ordeal‚Äú, onde um homem est√° sentado tristemente sobre os tijolos originais do campo de prisioneiros deSandbostel. A torre, que j√° foi a mais alta do mundo, hoje ocupa o quinto lugar entre as maiores torres de igreja. A subida ao topo √© feita atrav√©s de um elevador e a vista l√° de cima deve ser fant√°stica!

A outra igreja que achei diferente do comum é a St. Michaelis. Seu interior, de tonalidades claras e detalhes dourados, parece muito um ambiente de teatro, com um auditório no mezanino e grandes janelas envidraçadas onde imaginei camarotes reais. A entrada na igreja é grátis, mas também há ingressos para quem quiser subir na torre.

√Ä noite tive que ir conhecer a t√£o falada Rua¬†Reeperbahn, famosa por ser um pouco como o¬†Red Light District¬†de¬†Amsterdam. √Č aquele lado meio ca√≥tico da cidade, onde os letreiros em neon atraem j√° embriagado turistas e hamburgueses. Tanto a via principal quanto as adjacentes tem op√ß√Ķes de ‚Äúentretenimento adulto‚ÄĚ para todos os tipos de p√ļblico.

A regi√£o, chamada¬†St. Pauli, ganhou essa fama por ser pr√≥xima ao Porto de Hamburgo, se tornando ent√£o o local de divers√£o dos profissionais do mar.Mas¬†St. Pauli¬†tamb√©m n√£o √© s√≥ sacanagem. H√° quase 60 anos, quando os¬†Beatlesainda estavam no come√ßo da carreira, eles fizeram ali algumas das suas primeiras apresenta√ß√Ķes fora da¬†Inglaterra. Por sua hist√≥ria com a cidade, ganharam h√° alguns anos uma homenagem: a¬†Beatlesplatz! A pra√ßa fica no final da¬†Reeperbahn¬†e tem esculturas dos integrantes da banda

Mas o que eu gostei mesmo naquela região foi a Cervejaria Astra, pertinho da Beatlesplatz. O espaço é enorme, com uma decoração meio industrial e uma mesa de pebolim (pra jogar de graça)! Essa cerveja é bem comum em Hamburgo, mas lá é possível experimentar os diferentes tipos, como a IPA e a Stout. Vale a pena pegar o kit degustação. A comida também é deliciosa e bem variada, das tradicionais salsichas à pratos vegetarianos.

A bagun√ßa de¬†St. Pauli¬†√© legal, mas como estava em uma vibe mais intimista, fomos at√© o¬†Cotton Club, um bar de jazz pequenininho e aconhegante. N√£o √© a op√ß√£o mais barata, mas o lugar √© √ļnico e a banda era incr√≠vel, liderada pelo sueco Bent Persson. Valeu cada centavo!

Uma das regi√Ķes mais peculiares de¬†Hamburgo¬†√© a¬†Speicherstadt, um bairro inteiro ocupado por antigos armaz√©ns. Pode n√£o soar muito interessante, mas os pr√©dios, todos em tijolinhos avermelhados, ficam lindos espalhados pelos v√°rios canais que cortam esse peda√ßo da cidade. Hoje alguns desses edif√≠cios s√£o ocupados empresas e museus, como o¬†Miniatur Wunderland¬†e o¬†Museu Mar√≠timo.

Quando avistar uma grande e ousada silhueta à beira-rio, chegou a Elbphilharmonie! O monumental prédio mistura o estilo industrial dos antigos armazéns com formas e materiais modernos. Em seu interior funcionam duas salas de concerto, alguns bares e restaurantes e até um hotel!

H√° um espa√ßo aberto ao p√ļblico que oferece uma ampla vista da cidade. A entrada √© gratuita se retirar o ingresso na hora (disponibilidade mediante lota√ß√£o), mas tamb√©m √© poss√≠vel¬†reservar pelo site. Nesse caso h√° um custo de 2‚ā¨ por pessoa.

Apesar do clima frio e molhado, a caminhada pela borda do Elba até o Fish Market é agradável. Um pequeno desvio para as ruas do bairro Portugeisenviertel nos faz pensar que estamos em Portugal! Se quer trocar a salsicha por um bacalhau, siga para ruas como a Rambachstraße e a Ditmar-Koel-Straße, onde há diversos restaurantes de comida portuguesa. Há também alguns italianos, espanhóis e até brasileiros, mas o foco mesmo é a culinária lusitana.

O antigo mercado de peixes atualmente funciona só aos domingos e até as 09:30. Eu como estou longe de ser uma pessoa matutina, só conheci mesmo por fora. Mas dizem ser tradição passar por ali saindo dos bares e baladas da Reeperbahn para comer sanduíche de arenque ou outros peixes.

Falando em comida, duas coisas bastante típicas por lá são o Currywurst, uma salsicha com molho de tomate e curry e o Franzbrötchen, um pãozinho doce com gostinho de canela que é simplesmente delicioso (aliás, pão é uma coisa que os alemães sabem fazer muito bem)! Além disso, não dá pra ir à Alemanhae não comer um Apfelstrudel, né?

Se tiver mais de dois dias, vale a pena fazer um bate-volta em¬†L√ľbeck. Essa pequena cidadezinha medieval fica h√° aproximadamente 50 minutos de trem de¬†Hamburgo¬†e √© encantadora!

ūüď∑¬†Texto original com fotos aqui

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      No dia 14 de Julho, a França comemora o dia da queda da Bastilha, quando se iniciou a revolução francesa que deu fim a monarquia.
       
      A festa nacional francesa começa na verdade no dia 13 de julho, com o tradicional baile dos bombeiros em algumas das casernas de Paris, dizem ser algo bem animado e que geralmente rola até um strip-tease dos heróis nacionais rs, mas acabamos não indo conhecer.
       

       
      No dia 14 acordamos bem cedo (ou pelo menos era o que pens√°vamos) para assistir ao desfile militar, mas quando chegamos, a Champs-√Člys√©es j√° estava completamente lotada! (Ao meu ver, mais de turistas que de franceses). Procuramos em v√£o um lugar onde pud√©ssemos enxergar alguma coisa mas depois de alguns minutos sem ver mais do que cabe√ßas e m√°quinas fotogr√°ficas desistimos e sentamos num gramado para esperar a apresenta√ß√£o dos avi√Ķes (que era o que eu mais queria ver). Foi at√© interessante, primeiro passaram diversos tipos de avi√Ķes da for√ßa a√©rea, em seguida os helic√≥pteros e os paraquedistas, e por fim algo como a ‚Äúesquadrilha da fuma√ßa‚ÄĚ francesa, eu esperava v√°rias acrobacias colorindo o c√©u de azul, vermelho e branco, mas passaram apenas uns poucos avi√Ķes soltando as tr√™s cores da bandeira em linha reta e nada mais. Sa√≠ um pouco decepcionada por n√£o ter visto grande coisa, mas de qualquer forma, achei legal ter participado deste momento, da s√©rie ‚Äúcoisas pra fazer uma vez na vida‚ÄĚ.
       

       
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      Texto original, mais fotos e um vídeo da queima de fogos aqui: http://www.queroirla.com.br/um-14-de-julho-em-paris/
    • Por Mari D'Angelo
      Visitar Barcelona √©, entre outras coisas, imergir profundamente no mundo colorido e org√Ęnico de Gaud√≠. O arquiteto catal√£o nasceu em Reus e passou a maior parte de sua vida em Barcelona, onde deixou um grande legado de obras modernistas, sempre inspiradas em elementos encontrados na natureza. Suas t√©cnicas normalmente fugiam do convencional para √©poca, como por exemplo o uso da maquete invertida em que ele utilizava correntes e cordas com pesos nas pontas e atrav√©s de um espelho via a imagem invertida. Al√©m √© claro, dos mosaicos coloridos feitos com fragmentos de cer√Ęmica ou vidro, sua marca registrada.
       
      A casa Batll√≥, patrim√īnio mundial da UNESCO, foi algo que me deixou perplexa, nem com toda pesquisa feita antes de ir pra l√° imaginava que pudesse ser algo t√£o incr√≠vel! √Č caro, muito caro (21,50‚ā¨) e talvez isso fa√ßa muita gente desistir, mas sinceramente recomendo guardar uns eurinhos a mais e ter essa experi√™ncia.
       
      PS. A casa é tão incrível que serviu de inspiração para os cenários do Castelo Rá-tim-bum!
       

       
      O edif√≠cio constru√≠do em 1877 fica no bairro modernista de Barcelona, no Passeo de Gr√°cia, uma das avenidas mais famosas da cidade. Foi reformado por Gaud√≠ entre 1904 e 1906 a pedido do propriet√°rio, Don Jos√© Battl√≥ Casanovas. A princ√≠pio a ideia era demolir todo o pr√©dio e recome√ßar do zero, mas no fim acabou sendo ‚Äúapenas‚ÄĚ uma reforma. H√° v√°rios mist√©rios em rela√ß√£o aos simbolismos utilizados pelo arquiteto, a teoria mais famosa √© de que o telhado, com suas escamas coloridas representa um drag√£o, que ao lado da cruz, homenageia S√£o Jorge. Os balc√Ķes da fachada tem formatos que se assemelham √† cr√Ęnios, e por isso o conjunto ganhou o apelido de ‚Äúcasa dos ossos‚ÄĚ.
       
      Fomos em uma chuvosa e fria noite de novembro e tivemos que encarar uma pequena fila (mas √© poss√≠vel comprar pela internet, o que n√£o fizemos!). Ao entrar voc√™ recebe um √°udio-guia que faz toda a diferen√ßa na visita, d√™ o play e viaje com as explica√ß√Ķes e ambienta√ß√Ķes de cada cantinho da casa.
       
      A visita começa no térreo, onde já é possível perceber que Gaudí se inspirou totalmente nos elementos marítimos e nas características de diversos animais. Não há um elemento reto na casa, desde os objetos até as paredes cuja textura lembra escamas de peixe. O corrimão da escada de carvalho que leva ao andar nobre sugere a espinha dorsal de um grande animal. Os vasos são peças de Pujol I Bausis ceramista.
       

       
      As portas e janelas, todas com formatos org√Ęnicos, s√£o feitas de madeira e vidro, sendo a parte de cima ornamentada com vitrais coloridos que d√£o um efeito incr√≠vel. Gaud√≠ se preocupou muito para que a casa recebesse bastante ilumina√ß√£o natural, para isso fez aberturas estrat√©gicas em alguns locais e trabalhou as portas com vidros foscos, para que a luz passasse de um ambiente para outro sem perder a privacidade.
       
      No andar principal h√° uma curiosa lareira em cer√Ęmica com formato de cogumelo que foi contru√≠da onde antes era o escrit√≥rio. Jos√© Battl√≥ pediu que ela tivesse bancos confort√°veis para que a fam√≠lia desfrutasse do espa√ßo em dias frios.
       

       
      O salão principal é uma das partes mais interessantes, o teto, todo retorcido, sugere o movimento da água e o lustre central simboliza uma água-viva. A enorme janela tem vista para a badalada avenida. Pensando na questão do arejamento, Gaudí criou um esquema simples e genial de abertura de ventosas localizadas abaixo das portas para entrada regulada do ar (quase que como um ar condicionado da época).
       

       
      No p√°tio externo h√° uma fonte e um colorido jardim de cer√Ęmica, feito com as sobras da fachada. Mas como estava chovendo bastante, n√£o conseguimos aproveitar muito as partes externas da casa.
       
      O pátio interno é todo coberto por azulejos em diferentes tonalidades de azul, com tons mais claros nos andares baixos, onde há menos entrada da luz e tons mais escuros nos andares altos, além disso as janelas também seguem esse conceito, sendo maiores nos andares inferiores e menores nos superiores. Neste local é possível perceber totalmente a inspiração de Gaudí nos ambientes marinhos, vidros irregulares dão a sensação de estar embaixo d’água.
       

       
      No √ļltimo andar, chamado de √°guas furtadas, todas as paredes tem uma colora√ß√£o verde √°gua, os arcos parab√≥licos caten√°rios que sustentam o terra√ßo tem o formato de costelas e proje√ß√Ķes representam o que funcionava nos locais. No fim, um v√≠deo bastante l√ļdico mostra todo o encanto da casa que acabamos de visitar.
       

       
      No terra√ßo h√° um conjunto de chamin√©s decoradas com mosaicos de cer√Ęmica e o suposto drag√£o.
       
      Al√©m de todo o trabalho est√©tico e arquitet√īnico, Gaud√≠ tamb√©m desenhou a fonte usada nos n√ļmeros das portas, projetou detalhes como as ma√ßanetas (que eram feitas para encaixar anatomicamente na m√£o) e criou diversos m√≥veis, como estas cadeiras expostas no fim da visita.
       

       
      Dicas √ļteis:
       
      Site oficial: http://www.casabatllo.es
       
      Valor: Adulto 21,50‚ā¨ | Estudante 18,50‚ā¨ | Crian√ßas -7 anos n√£o pagam (outros valores no site)
       
      Horário: Todos os dias, das 09:00 às 21:00 (Entrada até as 20:00)
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/por-dentro-da-surreal-casa-battlo-de-gaudi/
    • Por Mari D'Angelo
      Quando se vai pra Londres com dois Beatlemaníacos, a esticadinha até Liverpool é obrigatória!
       
      T√≠nhamos apenas 5 dias em Londres, √© super pouco e muita coisa fica de fora. Mas mesmo assim, acho que vale sim a pena ‚Äúmatar‚ÄĚ um dia para conhecer o passado e a hist√≥ria de John, Paul, Ringo e George.
       

       
      Depois de muita discussão sobre como iríamos, optamos pelo trem (não é o mais barato, mas é o mais rápido). Compramos pelo site http://www.thetrainline.com,'>http://www.thetrainline.com, aqui a dica é examinar todos os horários possíveis de ida e volta, as vezes uma saída uma hora mais cedo/tarde é a metade do preço. Pegamos o trem na estação Euston e em menos de 2:30 depois desembarcávamos na Lime Street, em Liverpool.
       
      Primeiro passo foi achar o centro de informa√ß√Ķes tur√≠sticas, que fica pertinho da esta√ß√£o, nossa ideia era comprar o Magic Mystery Tour, o famoso √īnibus amarelo que faz todo o roteiro Beatles. Mas, para nossa surpresa (e felicidade), a funcion√°ria perguntou se n√£o prefer√≠amos tour privativo, pagando menos. Claro que prefer√≠amos! Mas como bons brasileiros, j√° est√°vamos esperando qual seria a pegadinha. Depois de muitas perguntas aceitamos, ainda meio desconfiados, e agendamos hor√°rio e local para o motorista nos pegar.
       
      Eis que chega Danny, um tipo cabeludinho, com rosto de caricatura e muito simp√°tico!
       
      O fato √© que valeu muito mais a pena! Est√°vamos em 5, a capacidade m√°xima do carro e pagamos ¬£45 no total, enquanto no Magic Mytery o valor √© ¬£16,95 por pessoa, ou seja, se estiver em um grupo de 3 pessoas j√° compensa pegar o tour privativo! O motorista-guia vai contando as hist√≥rias de cada lugar (em ingl√™s), mostra fotos antigas dos integrantes da banda em frente aos lugares que visitamos e de quebra ainda vai colocando as m√ļsicas de acordo com os lugares que vamos conhecer, muito m√°gico! (ps. s√≥ n√£o sei como ele aguenta ouvir as mesmas m√ļsicas todos os dias rs). Enquanto desc√≠amos em todos os pontos, sem muvuca e sem pressa, v√≠amos o √īnibus amarelo s√≥ passando r√°pidamente, ou seja, eles cobram mais caro e oferecem bem menos.
       

       
      Ah, prepare-se para entrar em desespero a cada curva, como lá é mão inglesa, nós que não estamos acostumados temos a impressão constante de que o carro vai bater, ou que crianças no banco do passageiro estão dirigindo o carro! Rs
       
      A primeira parada foi a casa onde nasceu Ringo Starr, ela esteve a ponto de ser demolida para revitalização da área. Não é possível entrar, mas você pode fazer como milhares de turistas (especialmente brasileiros) e deixar sua marca nos painéis que cobrem a porta e a janela.
       
      Um detalhe interessante, que confesso n√£o me lembrar precisamente da hist√≥ria, √© uma inscri√ß√£o extremamente sutil, feita pelo pai do baterista, entre os tijolos da casa em frente √† de Ringo, escrito ‚ÄúBeatles‚ÄĚ.
       
      Pr√≥xima parada, Penny Lane, umas das ruas de Liverpool (e tamb√©m o nome do bairro onde ela se encontra). O local √© famoso pela m√ļsica, escrita por Paul, onde ele retrata diversos locais que fizeram parte da rotina de todos eles, como a Barber shop, que demos uma entradinha para conhecer. Antigamente a prefeitura tinha que recolocar as placas da rua constantemente, pois os f√£s as ‚Äúlevavam de lembran√ßa‚ÄĚ, hoje as placas n√£o existem mais e o nome agora √© pintado nos muros.
       

       
      ps. Aqui nosso motorista-guia se mostrou tamb√©m um √≥timo fot√≥grafo, pediu nossa c√Ęmera e arrumou um √Ęngulo perfeito para uma foto diferente!
       
      De lá, seguimos para a antiga casa de Paul McCartney, onde ele e John Lennon começaram uma das parcerias mais famosas da história. Dizem até que vez ou outra ele aparece na cidade e passa por lá. Ela é aberta para visitação porém não entramos (inclusive é um roubo, mais de £20! ).
       
      Em seguida fomos para o Strawberry Fields, o antigo orfanato pr√≥ximo a casa de John, onde ele e sua tia Mimi participavam das festas anuais no jardim. O ic√īnico port√£o √© hoje uma r√©plica.
       

       
      Pr√≥xima parada, casa onde John Lennon passou a inf√Ęncia e a adolesc√™ncia. Aqui tamb√©m √© poss√≠vel visitar, mas tamb√©m n√£o entramos (mas tiramos muitas fotos imitando a pose de John no port√£o em um antigo retrato).
       
      Seguimos para o lugar onde Lennon e McCartney se conheceram, a St. Peter‚Äôs Church, onde John estava tocando com sua banda Quarrymen e um amigo em comum os apresentou. Ainda no mesmo local h√° um cemit√©rio com as l√°pides de Eleanor Rigby e McKenzie, citados na m√ļsica que leva o nome da garota.
       

       
      Pra finalizar o tour, Danny perguntou se prefer√≠amos ir at√© a casa do George, que era um pouco mais afastada ou conhecer o bar onde John Lennon costumava beber, o Ye Cracke. A resposta foi un√Ęnime, o bar! Como os tours convencionais n√£o costumam passar por l√°, estava super vazio, apenas um grupo de ingleses barulhentos dividiam o local conosco.
       
      Saímos a pé em direção ao Cavern Club, o trajeto era curto, mas o frio congelante estava difícil de aguentar! No caminho passamos pelo centrinho de Liverpool e como já era quase Natal, tudo estava enfeitado! (Ao contrário da maioria das pessoas do mundo eu amo coisas natalinas!)
       
      Terminamos a noite no Cavern, que foi o lugar onde ocorreu a primeira apresentação dos Beatles, depois disso eles tocaram lá muitas outras vezes, foi também onde conheceram seu empresário Brian Epstein. Depois da fama, a banda não voltou a tocar lá. A casa foi demolida em 1973 e anos depois reconstruída alguns metros depois do local original. Hoje ela é frequentada por turistas, com alguns itens originais dos Beatles e sempre um cover tocando, adivinha… Beatles! Rs
       
      Ah, cuidado para não entrar no genérico, no outro lado da rua.
       

       
      Com certeza um fã de Beatles faria deste texto um livro, eu como não tenho tanto conhecimento assim (e já não me lembro de tudo que ouvi por lá) me limito a compartilhar a experiência de uma simpatizante, que adorou a cidadezinha dos quatro garotos de Liverpool!
       
      Informa√ß√Ķes √ļteis:
       
      Trem Londres-Liverpool: http://www.thetrainline.com
       
      Tour privativo: http://www.fab4tours.co.uk | 2 horas ‚Äď ¬£45 para at√© 5 pessoas (mais op√ß√Ķes no site)
       
      √Ēnibus Magic Mystery Tour: http://www.cavernclub.org/the-magical-mystery-tour/ | ¬£16,96 por pessoa (mais op√ß√Ķes no site)
       
      Ingressos para as casas onde eles viveram na inf√Ęncia: http://www.nationaltrust.org.uk/beatles-childhood-homes/
       
      Relato original com mais fotos e trilha sonora http://www.queroirla.com.br/liverpool-para-beatlemaniacos-ou-nao/
    • Por Mari D'Angelo
      Em 2012, quando viajamos para Portugal, decidimos alugar um carro e ir do Porto √† Lisboa conhecendo alguns lugares no caminho. A primeira parada foi a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em seguida o Santu√°rio de Nossa Senhora de F√°tima (onde derramei litros e litros de l√°grimas!) e por √ļltimo o Pal√°cio Nacional da Pena, na vila de Sintra. Todos s√£o muito interessantes, mas meu encantamento pelo Pal√°cio todo colorido foi imediato e s√≥ aumentava a cada ambiente percorrido!
       

       
      O local √© na verdade um enorme parque com lagos e constru√ß√Ķes diversas espalhadas pela imensid√£o verde. Com muito pesar tivemos que renunciar a esse incr√≠vel passeio e ir direto ao topo da montanha, onde se encontra o pal√°cio. Como o tempo era muito curto, pois j√° estava quase no fim da tarde, subimos e descemos com o transfer (3‚ā¨).
       
      Ao chegar, pegue o √°udio-guia (3‚ā¨). Ouvir a hist√≥ria do local, como as pessoas viviam e o porqu√™ de cada detalhe faz toda a diferen√ßa na visita. Falando nisso, aqui vai um resuminho da hist√≥ria deste lugar fascinante.
       
      Antigamente, o topo da Serra de Sintra, abrigava uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Pena, o lugar foi doado √† Ordem de S√£o Jer√≥nimo que construiu um convento de madeira. Algum tempo depois dois desastres naturais, um raio e um terremoto, destru√≠ram quase por completo o local, restando apenas uma parte da capela. No s√©culo XIX, Fernando II, conhecido como o Rei-Artista, adquiriu as ru√≠nas do convento com o intuito de reformar e transformar em ‚Äúcasa‚ÄĚ de veraneio. Para isso, contratou o Bar√£o von Eschwege, arquiteto alem√£o que j√° havia trabalhado para ele em outras ocasi√Ķes, depois de recusar os primeiros projetos, o rei aprovou o trabalho e inclusive participou da concep√ß√£o de algumas √°reas.
       
      Em 1853, a esposa do rei, Dona Maria II, morre em seu 11¬ļ parto. Ele casou-se novamente com a cantora l√≠rica e condessa Elisa Hendler e ap√≥s sua morte, em 1885, deixou o Pal√°cio como heran√ßa √† ela. Como o casamento dos dois nunca foi aprovado pela sociedade portuguesa, houve uma grande pol√™mica sobre os direitos do local, que a essa altura j√° era um monumento hist√≥rico. Ent√£o, Luis I, em nome do Estado portugu√™s, comprou a propriedade, deixando √† condessa apenas um chal√©, onde ela continuou residindo. O pal√°cio tornou-se ent√£o patrim√īnio nacional da Coroa Portuguesa. Outros membros da fam√≠lia real l√° se instalaram at√© a queda da monarquia. Depois disso, o lugar se transformou no museu que conhecemos hoje.
       
      A arquitetura do pal√°cio, encrostado em rochas, foi fundamentalmente rom√Ęntica, por√©m v√°rios estilos se misturam na constru√ß√£o, entre eles o medieval, o g√≥tico, o renascentista, o manuelino e o √°rabe. Misturas de padr√Ķes e texturas, azulejos diversos e cores vivas est√£o presentes em todo o monumento, dando um ar aconchegante √† cada canto do pal√°cio. Al√©m disso, seus detalhes est√£o carregados de simbologias.
       

       
       
      No pórtico de entrada, chamado de Arco dos Lagartos, 3 rosas abertas simbolizam o conhecimento. Já no interior do castelo, há o Pórtico do Tritão, alegoria muito rica em detalhes que representa a criação do mundo, trata-se de uma figura mística, meio homem meio peixe , concebida por D. Fernando II. Uma das partes mais interessantes do palácio!
       

       
      Dos terraços desnivelados temos vistas incríveis de toda a cidade e arredores, inclusive da muralha do Castelo dos Mouros.
       

       
      Outra área que merece toda a atenção é o Claustro Manuelino, parte original do antigo mosteiro. Meio surrealista, a área é toda revestida de azulejos hispano-árabes. Em seu centro, há uma taça em forma de concha sobre 3 tartarugas apoiadas em heras, os animais recordam que o caminho é lento e as plantas são o símbolo da eternidade.
       

       
      √Č poss√≠vel visitar alguns dos ambientes internos, como o sal√£o nobre, com motivos orientais e org√Ęnicos, a sala √°rabe toda pintada com afrescos, os quartos e a cozinha, onde est√£o expostos alguns dos utens√≠lios usados na √©poca. Mas n√£o √© permitido tirar fotos.
       
      O monumento n√£o est√° em perfeitas condi√ß√Ķes de conserva√ß√£o, mas seu estilo l√ļdico e colorido, t√£o diferente do que normalmente vemos em uma edifica√ß√£o da realeza europ√©ia, compensam a visita. Espero voltar um dia para poder explorar todo o entorno do pal√°cio e ainda conhecer a cidadezinha de Sintra, que dizem ser uma gra√ßa!
       
      Informa√ß√Ķes √ļteis:
       
      Site oficial: http://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/parque-e-palacio-nacional-da-pena/
       
      Nele √© poss√≠vel simular o gasto total de acordo com a data, n√ļmero de pessoas e quais √°reas gostaria de visitar!
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-colorido-palacio-da-pena-em-sintra
    • Por Mari D'Angelo
      Sou muito suspeita para falar de Monet, sua arte sempre encantou minha avó, da qual herdei o gosto pelo artista. Nunca vou esquecer de quando ela me levou ao MASP, em uma exposição dedicada ao pintor francês. As obras ficaram guardadas na minha memória, e na minha estante, guardo com paixão o livro que ela me comprou nesta ocasião, Linéia no Jardim de Monet. Por esse motivo o lugar era ponto obrigatório de visita quando fui conhecer Paris, tão importante quanto a Torre Eiffel. Me apaixonei tanto que depois disso ainda fui mais duas vezes, podendo admirar o lugar na primavera, no verão e no outono!
       

       
      Ainda jovem, Oscar-Claude Monet foi para Paris para estudar arte (meio a contra-gosto da família) onde conheceu Camille, futuramente sua esposa e musa inspiradora em diversos quadros. Algum tempo depois, os dois alugaram uma casa para passar o verão com Alice, uma amiga que tinha sido abandonada pelo marido Ernest (também amigo e comprador de Monet) com 5 filhos e grávida de mais um. Depois que o segundo filho de Camille e Monet nasceu, ela morreu de tuberculose, deixando o marido devastado. Quando se recuperou, Monet voltou a pintar e decidiu arrumar uma nova casa para viver com Alice e as 8 crianças. Se apaixonou imediatamente pela casa cor-de-rosa, para onde se mudaram. Depois da morte de Ernest, Alice e Monet se casaram e permaneceram juntos até a morte da esposa. Ele faleceu com 86 anos, após uma nova onda de enorme tristeza pela perda da segunda esposa e graves problemas de catarata, que quase o cegaram (nessa época ele só usava cores fortes em seus quadros e as pinceladas eram mais intensas).
       
      A cidade onde fica a casa e os jardins, chama-se Giverny, fica na charmosa região da Alta-Normandia, há aproximadamente 1 hora de Paris. Aconselho fazer a visita de trem, mas já fui de carro alugado também e tem suas vantagens, como conhecer melhor a cidadezinha de Vernon, essa da foto.
       

       
      Para ir de trem, basta comprar o bilhete no site da SNCF (Recomendo comprar pela internet -ou antecipadamente pelas m√°quinas no metr√ī- para garantir o hor√°rio e n√£o perder tempo na esta√ß√£o). Voc√™ deve procurar por Paris-Vernon, pois o trem n√£o chega at√© Giverny. Chegando em Vernon h√° diversos √īnibus parados pr√≥ximo √† esta√ß√£o, que levam at√© o destino final (√© s√≥ seguir o fluxo, a enorme maioria estar√° indo para l√° tamb√©m, j√° que Vernon n√£o √© uma cidade com grandes atrativos), voc√™ compra o bilhete direto com o motorista. Normalmente os hor√°rios dos trens s√£o casados com os do √īnibus, na ida, mas na volta preste bastante aten√ß√£o aos hor√°rios de sa√≠da (eles d√£o um folheto), todas as vezes tivemos que pega-lo quase 1h antes do hor√°rio do trem para n√£o correr o risco de atrasar, pois o seguinte demorava bastante. Outra op√ß√£o √© ir de bicicleta, que voc√™ pode alugar em Vernon.
       
      Descendo do √īnibus, novamente siga o fluxo, a casa fica √† poucos minutos do estacionamento. Para ‚Äúdespistar‚ÄĚ um pouco o grupo de pessoas que far√° a visita ao mesmo tempo, entre em uma pequena trilhazinha ainda perto do estacionamento, para ver o busto de Monet, o lugar √© super agrad√°vel, cercado de √°rvores e pr√≥ximo √† um riachinho.
       

       
      Chegando na casa pode ser que haja uma grande fila, especialmente se for ver√£o! Ent√£o n√£o fa√ßa como eu e compre o ingresso antecipadamente no site da Fondation Monet! Existe a op√ß√£o de comprar junto o ingresso para o Museu dos Impressionistas, que fica bem pr√≥ximo de l√°, eu fui e n√£o recomendo, achei o acervo bem pequeno. Acho que √© muito mais rico nesse sentido visitar o Mus√©e d‚ÄôOrsay (onde se encontram diversas obras de Monet) ou o Mus√©e de l‚ÄôOrangerie (que tem duas salas com as enormes pinturas panor√Ęmicas do artista), ambos em Paris.
       
      Agora vem a melhor parte! Apesar de dar vontade de entrar imediatamente na casinha toda cor-de-rosa e verde (suspiros), aconselho ver os jardins primeiro, com sorte estarão um pouco menos lotados. Além disso é bem mais interessante ver alguns quadros depois de ter visto tudo aquilo ao vivo.
       

       
      A visita come√ßa pelo imenso jardim multicolorido, s√£o diversas fileiras de flores de todos os tipos, cheiros e cores. Quando visitei o jardim em outubro, o caminho principal ficou tomado por um magn√≠fico rio de flores. Segundo ouvimos de um guia, esse fen√īmeno s√≥ acontece por pouqu√≠ssimos meses do ano, que sorte!
       

       
      Seguindo as placas para etang des nynpheas, voc√™ passar√° por um t√ļnel que atravessa a estrada e chega ao t√£o esperado lago das ninf√©ias e ao ponto mais alto do passeio todo, a Ponte Japonesa! √Č realmente indescrit√≠vel a sensa√ß√£o de estar naquele lugar, √© como estar dentro de uma pintura de Monet. Exatamente ali ele pintou in√ļmeros quadros, em diferentes esta√ß√Ķes do ano e em hor√°rios variados para captar a luz de todas as formas poss√≠veis. Para completar o cen√°rio, fica ancorado pr√≥ximo √† ponte um barquinho, que tamb√©m se v√™ em muitos de seus quadros. √Č imposs√≠vel n√£o ficar hipnotizado por aquele conjunto t√£o harm√īnico.
       

       

       
      Voltando √† casa, chegou a hora de conhecer o cantinho encantado desse mestre do impressionismo! O lugar √© muito aconchegante, tipo casa de v√≥! O que achei mais interessante foi a escolha monocrom√°tica na sala e na cozinha. A primeira √© toda amarela, desde a parede, at√© os m√≥veis e utens√≠lios, a segunda toda azul, com panelas e objetos em cobre. A ideia de ter um c√īmodo inteiro de uma cor s√≥ parece um pouco estranha, mas a execu√ß√£o ficou realmente incr√≠vel. Al√©m disso h√° o est√ļdio, (remontado fielmente de acordo com uma foto da √©poca, exposta na sala) onde est√£o expostas algumas reprodu√ß√Ķes de quadros do artista, como eu disse, √© muito interessante ver aquilo tudo depois de ter conhecido o jardim.
       

       
      No andar superior é possível entrar em alguns quartos, aqui o que me encantou foi a vista da janela, devia ser simplesmente divino acordar e olhar para aquela imensidão de flores (mais suspiros…)
       
      Por ser uma casa antiga, alguns detalhes são muito interessantes, como o banheiro e a pequena sala de costura. Monet tinha verdadeira paixão pela arte japonesa, por isso as paredes de sua casa são recheadas de gravuras nesse estilo. Infelizmente é proibido fotografar o interior da casa (senão acho que passaria horas lá dentro!), mas aqui algumas imagens tiradas do site oficial para ilustrar essa casinha tão acolhedora!
       
      O atelier onde Monet trabalhava é hoje a irresistível lojinha de souvenirs, e olha só o que encontrei lá, o tal livro que minha avó tinha me dado! =)
       
      Vale a pena dar uma voltinha na pequenina cidade de Giverny, onde a rua principal leva o nome de Monet, claro. O charme está por toda a parte, nos caros restaurantes e cafés, nas pousadinhas, nos ateliers de diversos artistas e nas ruas, todas floridas. Atrás da Igreja de Giverny, localiza-se o cemitério onde Monet está enterrado.
       

       
      Esse certamente é um dos meus lugares preferidos no mundo, espero ainda poder voltar lá mais algumas vezes na vida!
       
      Informa√ß√Ķes pr√°ticas:
       
      Site oficial: http://www.fondation-monet.com
       
      Valores: Adulto 9,50‚ā¨ | Crian√ßas -12 e estudantes 5‚ā¨ | Crian√ßas -7 anos n√£o pagam
       
      Hor√°rios: Aberto todos os dias de 1¬ļ de abril √† 1¬ļ de novembro, das 9:30 √†s 18:00 (√ļltima admiss√£o 17:30)
       
      *Informa√ß√Ķes para o ano de 2014
       
       
      Relato original e (muito) mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/jardins-de-monet-um-sonho-realizado/


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