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  1. Uma das 7 maravilhas do Mundo Antigo está situada na Turquia. Conhece-a e viaja connosco até às ruínas de Éfeso. Conhece aqui: https://lavidaesmara.com/2020/06/22/maravilhas-mundo-antigo-templo-artemis/
  2. Olá Pessoal! Acompanho o grupo a alguns anos e finalmente tomei vergonha na cara e decidi colocar os relatos de algumas viagens que fiz com as dicas preciosas que encontrei aqui no mochileiros. Esses tempos de quarentena tem me deixado bastante nostálgico huahua Vou compartilhar com vocês esta viagem que fiz em março de 2019 para a Turquia! Preparação para a viagem! Não sei vocês, mas a maioria das minhas viagens não começaram com um sonho de infância e sim com uma bela de uma promoção relâmpago na tela do meu celular hahaha Neste caso, aproveitei uma promoção da Turkish Airlines com voos por R$1.800,00 para conhecer um destino que até então só tinha visto na novela Salve Jorge. Tive alguns meses para me planejar e conhecer mais sobre o que o país tinha a oferecer. Viajei com uma mochila Quechua 70L e uma mala grande (quando chegar na parte das muambas você vai entender por que). Como era final de inverno, levei aquelas roupas térmicas baratas e me ajudaram bastante a enfrentar o frio, que chegou a -2º. Levei euros e alguns cartões de crédito por precaução. Você pode deixar para trocar todo o seu dinheiro lá, de preferência nas casas de câmbio dentro do Grand Bazar que foi onde encontrei as melhores cotações. Como eu tinha 6 dias em Istambul, meus planos eram usar parte deles para dar um pulo na Capadocia e fazer o passeio de balão, poreeeeeeem aconteceu um baita de um imprevisto que eu vou contar para vocês no relato. Entrando na Turquia Sai de GRU-São Paulo na madrugada do dia 03/03 em um voo direto da Turkish para Istambul com aproximadamente 12h30 de duração. Foi o voo mais longo que já peguei, porém achei o espaço entre as poltronas aceitável e o serviço de bordo é ótimo. Durante a viagem passamos por cima do deserto do Saara e ver aquele mar de dunas lá embaixo é um show a parte. Só não vá abrir a janela pra ver pois o voo é diurno e vão querer matar você. Cheguei as 23h no Aeroporto Internacional Ataturk e passei pela imigração. Para entrar no país não é necessário ter um visto prévio. Não fizeram nenhuma pergunta na imigração e em 5 minutos eu já estava dentroooo! Peguei minha mala, troquei alguns euros por liras turcas em uma casa de câmbio dentro do aeroporto e fui aguardar meu Uber. Descobri depois que Uber era proibido no perímetro do aeroporto, mas valeu a pena pela economia. Sem falar que os taxistas em Istambul dificilmente falam inglês e pronunciar endereços em turco não é uma tarefa fácil. Atenção: Vale lembrar que o Aeroporto Ataturk fechou em abril de 2019 e a cidade agora conta com um novo aeroporto também localizado na região metropolitana, então é bom dar uma olhada nas opções de transporte. Gastamos 20 minutos do aeroporto até Sultanahmet, bairro onde me hospedei pelos 6 dias. Fiquei no hostel Cheers Lighthouse Istanbul, melhor custo beneficio que encontrei! Como já era tarde e eu não tinha dormido direito no voo, fui direto para a cama. 1º Dia - Sultanahmet e arredores No dia seguinte eu acordei cedinho e fui para o salão onde é servido o café. Fica aqui o alerta: o pepino é muito apreciado pelos turcos, então ele esta presente em vaaarios pratos e inclusive no café da manhã. Depois do café sai sozinho para conhecer o bairro, onde se encontram as principais atrações de Istambul. Minha primeira parada foi no Obelisco de Teodósio, na Praça Sultanahmet. Ouvi sem querer (rsrs) um guia contando que o obelisco foi construído por um faraó no Egito e depois trazido para Constantinopla (atual Istambul). Logo depois fui para a Mesquita Azul, localizada ao lado do Obelisco. A mesquita é enorme e muito bonita, porém não consegui ver metade do famoso teto devido a uma reforça que estava acontecendo. Mesmo assim foi uma experiência incrível para mim que nunca tinha entrado em uma mesquita ou tido um contato mais próximo com a religião. Nas minhas pesquisas vi que um dos melhores jeitos de ver as principais atrações de Istambul e dar aquela economizada é comprando o Museum Pass, que da o direito de visitar várias atrações da cidade pagando um único peço pelo bilhete. Ele é vendido em vários locais e eu comprei o meu na bilheteria do Palácio Topkapi por 160 Liras, aproximadamente R$150,00 na época. Aproveitei para conhecer o palácio, que era a residencia dos sultões durante o Império Otomano. Além de toda a beleza arquitetônica também é possível visitar diversas exposições que rolam lá dentro. Eu confesso que durante essa viagem fiquei com dor no pescoço de tanto ficar olhando para os tetos, um mais bonito que o outro. O lugar é bem grande e eu usei o resto da minha tarde para conhecer cada espaço. Um dos que mais me impressionou foi um salão onde é possível ver o "anel" de metal onde fica a Kaaba, conhecida como a Pedra Preta que é uma das relíquias mais sagradas do Islã e atualmente esta em Meca. Esta era uma seção dedicada a objetos sagrados do Islã e ao fundo alguns homens entoavam o Alcorão, uma experiência muito F%$# de estar mergulhado ali em uma religião tão diferente e bonita. Depois que sai do palácio fiquei olhada as lojinhas e fui experimentar a comida de rua. Destaque especial para o suco de romã que é uma deliciaaaaaa. O cachorro quente deles também é bem gostoso, e adivinha qual é o diferencial? PEPINO em conserva 😅. Voltei para o hostel, jantei um Kebap no bar e fui conhecer a galera. Continua...
  3. Tacio Corbacho

    Viagem para Istambul

    Olá galerinha ! Então, estou planejando viajar ano que vem pra Istambul , alguém que já foi a Turquia , ou qualquer um que possa me ajudar em relação a documentação e locais por lá ? Agradeço !!
  4. Todos os anos eu me organizo para realizar um mochilão por países que ainda não conheço, às vezes dou uma passada rápida em países já visitados e, em outros casos, sigo por países não visitados ainda. Assim que cheguei do meu último mochilão pela Europa eu decidi que em 2019 faria uma viagem para o Oriente Médio, apesar de ser uma região um pouco conturbada politicamente falando ela guarda muitos destinos incríveis e com paisagens deslumbrantes. Definido o roteiro, era hora de viajar! O primeiro país seria Israel. Embarquei em um voo direto do Brasil para Tel Aviv com a LATAM, este voo dura quase 14h por causa dos desvios que a aeronave tem que fazer devido as restrições em sobrevoar alguns países da África. Este era só o começo da viagem. As perguntas que sempre escuto sobre Israel é sobre segurança e os preços por lá. Israel é um país seguro? Sim! Muito seguro. Israel é um país caro? Infelizmente sim. Muito caro! Chegando em Tel Aviv fomos para a fila de imigração, ali começou o nosso tormento (estava viajando com um amigo). A fila não existe. As pessoas se aglomeram em frente as cabines e tentam se organizar da melhor maneira, uma péssima primeira impressão. Ao chegarmos para a oficial de imigração ela nos recebeu de forma simpática e nos fez algumas perguntas como: é a primeira vez de vocês em Israel? Onde vão visitar? Quanto tempo pretendem ficar? Qual a relação de vocês? Após respondermos estas perguntas básicas ela olhou, nos deu um sorriso, pegou os nossos passaportes e disse: vocês podem aguardar ali! direcionando-nos para um canto onde haviam algumas pessoas. Pensei comigo: deu ruim! não é possível que vou ser barrado sem motivo algum. Percebi que vários brasileiros estavam sendo retidos e direcionados para o mesmo lugar, o que me tranquilizou um pouco por acreditar que não havia um problema especificamente comigo e com meu amigo. Após quase 1h de espera uma oficial nos chamou e nos fez várias perguntas novamente, repetiu algumas das que haviam sido feitas anteriormente e algumas novas como: com o que você trabalha? Quanto de dinheiro você tem?, etc. Enfim, passado o processo mais chato de imigração era hora de seguir para Jerusalém, cidade onde ficaria hospedado durante meu período em Israel. Chegar em Jerusalém é fácil: saindo no aeroporto você verá as indicações da estação de trem, estando lá é só comprar o bilhete que custa 17 Shekels. A viagem dura cerca de 25min e o trem é super confortável. Vale lembrar que a malha ferroviária de Israel é bem nova e está em constante expansão, para maiores dúvidas consultem o site da operadora de trens de Israel: https://www.rail.co.il/en Chegando em Jerusalém fui direto para o hostel tomar um banho e comer alguma coisa. Na hora de comer é que você percebe o quão caro Israel pode ser! Comi apenas um macarrão com uma coca cola e paguei algo em torno de 40 Shekels. Algo em torno de R$50,00. Enfim, bolso e psicológico preparado era hora de descansar para aproveitar os próximos dias no país. No primeiro dia levantei bem cedo e fomos para a cidade velha de Jerusalém, ali estão os principais pontos da cidade e visita obrigatória para todos os que são cristãos. A cidade velha é cercada por muros, desta forma você deverá entrar por um de seus portões e desbravar suas ruas internamente. Acessei a cidade pelo portão de Jaffa, entrando neste portão você sai diretamente na torre de Davi. Ao entrar pela cidade velha você verá várias casas de câmbio, consegui lá a melhor cotação para trocar dólar por shekel. Me cobraram apenas 0,03 centavos acima da cotação oficial. Pelo menos alguma coisa ´´barata´´, né? Entrada da cidade velha no portão de Jaffa. Ao entrar pela cidade fomos direto para o muro das lamentações. O muro das lamentações na verdade é o que sobrou do muro que cercava o segundo templo, os judeus vão até ele para orar e lamentar sua destruição. Tradicionalmente as pessoas colocam papéis com pedidos de oração em suas frestas e eu não poderia deixar de fazer isso, né? Para se aproximar do muro homens e mulheres ficam em áreas separadas e os homens devem obrigatoriamente usar o ´´quipá´´, para aqueles que não são judeus e não andam com o seu quipá na mochila eles disponibilizam para que você possa se aproximar do muro. Assim o fiz! A cidade velha é dividida em quatro partes: judaica, cristã, muçulmana e armênia. É impressionante como ali as religiões se misturam e convivem em paz, muito diferente da ideia que temos das guerras que acontecem naquela região. O muro fica no lado judaico da cidade porém, logo acima dele, temos a mesquita do domo da rocha, que já está na parte muçulmana. A mesquita foi construída em um local onde os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé subiu aos céus, os cristãos acreditam que ali Abraão levou seu filho Isaque para ser sacrificado. Percebam o quanto cada ponto é sagrado para todas as religiões neste lugar, por isso elas se misturam tanto. A mesquita é linda é sua cúpula é de ouro puro. O acesso dentro dela é proibido para não muçulmanos e para estar nesta área próximo a ela devemos estar com o corpo todo coberto. Homens, por exemplo, não podem acessar a área de bermuda. Vale lembrar que todo país com esta carga religiosa muito forte é importante estar sempre vestido de forma adequada para visitar os lugares pois vários pontos são considerados sagrados e determinados tipos de roupa podem ser ofensivos para eles, portanto, vale um ponto de atenção neste aspecto. Mulheres ´´sofrem´´ um pouco mais com isso, em alguns pontos além de estar com o corpo todo coberto devem obrigatoriamente usar o hijab (véu). Eu costumo dizer que para fazer um mochilão temos que nos despir dos nossos preconceitos e procurar compreender, entender e, principalmente, respeitar a cultura do lugar que estamos visitando. O mais legal é poder mergulhar na cultura local, isso não tem preço que pague. Seguindo por dentro da cidade velha encontramos a via dolorosa, este é o caminho por onde Jesus passou carregando a sua cruz. Andar por ela é bem complicado pois muitas pessoas fazem o caminho o tempo todo, caravanas inteiras pelas ruelas apertadas da cidade velha e o local fica bem tumultuado. Portanto, tenha bastante paciência se você quiser fazer o caminho inteiro, ou então faça caminhos alternativos para chegar até a igreja do Santo Sepulcro. Esta igreja foi construída no local onde algumas pessoas acreditam que Jesus foi sepultado, entretanto existem dois ´´túmulos´´. O da igreja do Santo Sepulcro e o do Jardim do Túmulo. Segundo o que está escrito no livro de João o túmulo de Jesus estaria próximo a um horto, ou seja, um jardim. Independente de onde é ou não o túmulo de Jesus o que interessa é que Ele ressuscitou e está vivo! Igreja do santo sepulcro: Jardim do túmulo: O Jardim do túmulo fica fora das muralhas da cidade, mas pegando os mapas turísticos da cidade fica fácil chegar até ele. Você terá que caminhar um pouco, mas chegará facilmente até o local. Após a visita aos dois túmulos segui para o Jardim do Getsemani, neste jardim Jesus fez a sua última oração antes de ser capturado pelos soldados Romanos. Existem estudos que comprovam que as oliveiras deste jardim são milenares. O jardim fica bem abaixo do monte das oliveiras, local onde Jesus transmitiu vários dos seus ensinamentos. Subi o monte das oliveiras a pé, foi uma caminhada e tanto mas valeu a pena! De lá de cima temos uma vista magnífica da cidade de Jerusalém e do cemitério judaico que fica bem abaixo do monte. Todos estes pontos eu visitei em apenas um dia e a pé. Foi bem cansativo, mas valeu a pena pois os lugares são magníficos e com uma carga histórica, cultural e religiosa muito grande. Andar pelas ruas de Jerusalém faz com que vivamos os passos de Jesus, e isso não tem preço que pague! Estava realmente exausto para o primeiro dia, mas como havia conhecido os principais pontos decidi seguir para Tel Aviv no dia seguinte. Tel Aviv é bem diferente de Jerusalém. Em Jerusalém a religião é muito forte, vemos o tempo todo pessoas com seus ´´trajes religiosos´´, já em Tel Aviv a religião parece ser um pouco menos importante e o ritmo da cidade se aproxima muito mais de qualquer metrópole do que de uma cidade religiosa. Para chegar em Tel Aviv é só pegar o mesmo trem que vai do aeroporto para Jerusalém, a diferença é que você deve trocar de trem no aeroporto para seguir até Tel Aviv. Meu interesse em Tel Aviv era conhecer as praias e a cidade de Old Jaffa, que fica em uma das praias da cidade. Esta cidade foi construída há mais de 3000 anos pelo filho de Noé, é super bem conservada e tem alguns restaurantes bem típicos na região. Andar por Tel Aviv é bem interessante pois parece que estamos em outro país pois o astral da cidade é bem diferente de Jerusalém. Após conhecer a cidade, andar pela orla de bicicleta voltamos para Jerusalém. No dia seguinte iríamos visitar o Mar da Galileia, está região fica bem mais ao norte do país e é possível chegar de ônibus partindo de Jerusalém em uma viagem que dura cerca de 3h. Os ônibus de Israel não são dos mais confortáveis, mas como o país é bem pequeno a viagem é curta. Para consultar as rotas e preços disponíveis nos diversos destinos do país você pode acessar o site: http://www.egged.co.il/homepage.aspx Pegamos o ônibus para Tiberíades e chegamos até o mar da Galileia. Jesus cresceu nesta região e lá ele fez importantes milagres como a multiplicação dos pães e peixes e andar sobre aquelas águas. O lugar é lindo e bem agradável. Ao fundo é possível ver as colinas de Golã, estas colinas pertenciam à Síria antigamente e foram tomadas por Israel na guerra dos seis dias e anexada ao território Israelense em 1981. Dizem que frequentemente escutam barulhos de bombas e tiros nesta região por causa da guerra na Síria. Particularmente eu não presenciei nada disso! Passei o dia na região da Galileia e retornei para Jerusalém no final da tarde. Na manhã do dia seguinte visitamos o museu do holocausto. A visita a este museu é gratuita e uma verdadeira aula de história. Lá dentro é possível ver fotos, objetos, vídeos do período do holocausto. É impactante! Pela tarde retornei à cidade velha de Jerusalém para andar com calma por outras áreas ainda não exploradas. Jerusalém tem que ser explorada com calma, tem muita coisa pra ser visto na cidade, muitos comércios, comidas típicas, etc. Tire um dia inteiro para andar pelas ruelas da cidade e você não vai se arrepender! No dia seguinte decidi ir para a Palestina. Quando comentei com amigos e parentes sobre a ida àquela região muitos me chamaram de louco, etc. Confesso que tinha sim medo de ir lá, mas me surpreendi positivamente com o lugar e, principalmente, com as pessoas. Para chegar na Palestina é só seguir para o portão de Damasco na cidade velha de Jerusalém, lá existe uma rodoviária com ônibus para Belém. Achamos o ônibus e fomos para lá! Dentro do ônibus você já nota a diferença de Jerusalém, tínhamos apenas muçulmanos, vários estudantes e pessoas indo trabalhar. No sentido Israel - Palestina cruzamos a fronteira sem problemas, ao chegar em Belém haviam vários taxistas oferecendo vários tours, etc. Estávamos decididos a não contratar este tipo de serviço, mas o rapaz que nos recepcionou foi tão insistente e conseguimos barganhar o preço pela metade do inicial e teríamos algumas vantagens pois não conheceríamos apenas a Igreja da Natividade, local onde Jesus nasceu, mas vários pontos da Palestina, inclusive o muro que separa Israel da Palestina. Seguimos primeiro para alguns pontos onde era possível ver todo o território palestino, depois para a igreja da Natividade. Após visitarmos a igreja da natividade fomos até um ponto onde era possível ver o muro. A primeira reação foi de espanto! O muro é realmente enorme e é chocante ver um muro separando dois povos daquela forma. Após a visita ao muro retornamos para o ponto onde os ônibus para Jerusalém param. No retorno à Israel os ônibus passam por um controle na fronteira entre os dois Estados, sendo que todos os homens tiveram que descer do ônibus e os soldados Israelenses entraram no ônibus e conferiram os documentos das mulheres e crianças que ficaram a bordo. Do lado de fora formamos uma fila e os soldados conferiam o documento de cada um dos palestinos. Quando chegou a minha vez apresentei meu passaporte e o ´´visto´´ que me foi dado para entrar no país, o soldado olhou com cara de poucos amigos e permitiu meu retorno ao ônibus. Israel é um país incrível, mas me decepcionei muito com as pessoas do lugar. Em nenhum lugar, absolutamente nenhum, fomos bem atendidos ou nos sentimos bem vindos ali. Não expressam alegria, sorrisos e não fazem questão de atender os turistas bem em nenhum lugar, bem diferente do lado palestino onde fui super bem recebido. Confesso que já estava incomodado por estar ali e ser mal recebido em todos os lugares, o Brasil pode ter muitos problemas mas se tem algo que nosso povo pode se orgulhar é de sua hospitalidade, não vi isso em Israel. No último dia seria Sábado, ou o Shabbat. Neste dia, que começa no pôr do sol de sexta e vai até o por do sol de sábado, o povo judeu para todas as suas atividades e o país também para. Em Tel Aviv não se vê muito isso, mas em Jerusalém todos os comércios fecham, o transporte para, por isso é importante se programar para quando visitar o país estar preparado para o Shabbat. Como o dia seguinte seria o nosso último na cidade nos programamos para dormir até mais tarde, mas antes compramos algumas coisas para comer no hostel pois sabíamos que nada iria funcionar no dia seguinte. No sábado acordamos mais tarde e fui para o portão de Damasco, lado muçulmano da cidade velha de Jerusalém onde tudo estava funcionando normalmente. Passei o dia na região e fui para o aeroporto a noite pois o meu voo para a Grécia seria de madrugada. Por causa do Shabbat o primeiro trem para o aeroporto seria apenas 19:30, desta forma tive que aguardar até este horário para ir para o aeroporto. Outro ponto de atenção em Israel é a antecedência de chegada ao aeroporto para sair do país. Se eu achei a entrada complicada a saída foi muito pior, vários check points, revistas e perguntas de segurança até conseguir embarcar. Chegue com pelo menos 3h de antecedência de qualquer voo partindo de Tel Aviv, caso contrário você não irá embarcar. Estava super feliz por tudo o que tinha visto em Israel e por deixar o país ao mesmo tempo, realmente a hospitalidade do povo de lá deixou muito a desejar. Meu voo era para a ilha grega de Kos, mas antes faria uma conexão de 13h em Atenas. Atenas é uma cidade magnífica, já havia visitado a cidade antes (você pode ver no meu último post), e aproveitei o tempo de conexão para visitar a Acrópole novamente. Como estava acordado há mais de 36h eu estava realmente exausto, precisava de um banho e uma cama para dar uma cochilada. Junto com meu amigo consegui achar um hostel por 8 Euros onde deitamos por 3h e tomamos um banho, estava novo para encarar o próximo voo. Retornamos ao aeroporto e pegamos o voo para Kos, 40 minutinhos estávamos lá. Kos não é uma ilha badalada como Santorini, mas tem um astral gostoso e um clima muito agradável. Teria dois dias na Ilha para conhecer alguns pontos históricos e visitar a árvore de Hipócrates. Hipócrates é considerado o pai da medicina e ele nasceu nesta ilha, debaixo desta árvore ele desenvolvia seus estudos e ensinava aos outros também. Conheci vários outros pontos da Ilha, ruínas, etc. A Grécia é um lugar incrível, e o povo de lá torna tudo ainda mais incrível pois nos recebem de uma forma tão carinhosa e acolhedora que não da vontade de ir embora. Realmente é um dos povos mais amigáveis deste planeta. Kos fica muito perto da Turquia, 40 minutos de ferry boat e já estamos na Turquia. Fui até o porto da cidade e peguei o ferry para a Turquia, 40 minutos depois já estava na Turquia fazendo os trâmites de imigração que são necessários pelo fato da Turquia não fazer parte do acordo Shengen. O ferry chega em uma cidade chamada Bodrum que também tem um clima agradável e uma orla com muitos bares e restaurantes, apesar de não ter ficado na cidade voltaria pra conhecer melhor o lugar. De Bodrum peguei um ônibus para a cidade de Denizle, que fica a cerca de 4h de viagem. Denizle é uma cidade relativamente grande e eu ficaria lá por dois dias para conhecer Pamukkale e o seu castelo de algodão. Após 4h de ônibus estava em Denizle, no dia seguinte peguei um ônibus para Pamukkale e por ser um lugar muito pequeno foi super fácil chegar no castelo de algodão. O local tem este nome pois tem algumas formações calcárias branquinhas e com a água bem quentinha. O passeio é muito agradável e vale muito a pena a visita. No topo das montanhas existem as ruínas de Hierapólis, outro ponto incrível para ser visitado. Após conhecer o local retornei para Denizle para pegar o ônibus com destino Selçuk, cidade mais próxima de Éfeso, outro local histórico incrível para se visitar. Selçuk é uma pequena cidade no interior da Turquia, com um povo extremamente amigável e com um clima muito agradável, o objetivo era visitar as ruínas da cidade Éfeso, que fica a cerca de 4km da cidade. A distância pode parecer longa, mas a caminhada até Éfeso é super rápida ao lado de uma rodovia mas por um caminho muito agradável, não há necessidade de contratar transfer ou pagar transporte para chegar até o local. Éfeso é uma cidade grega antiga da região, por lá passaram alguns importantes personagens bíblicos, inclusiva Maria, mãe de Jesus. As ruínas são enormes e incríveis, uma visita surreal e uma oportunidade de voltar no tempo. No dia seguinte iria para a Capadócia. A visita a Capadócia é obrigatória para quem vai à Turquia, conhecer a região com formações milenares e fazer os famosos e incríveis passeios de balão é realmente maravilhoso. No dia seguinte levantei cedo, peguei um trem de Selçuk para Esmirna, cidade mais próxima com aeroporto. De lá peguei um voo para Kayseri. Kayseri é uma cidade grande e muito bem estruturada, apesar de não ser a cidade mais próxima de Goreme é a que tem a maior oferta de voos. Chegando em Kayseri peguei um ônibus para a rodoviária e de lá um ônibus para Goreme, a viagem dura cerca de 1h. Goreme é a principal cidade da região da Capadócia, lá ficam a maior parte dos hotéis e de onde decolam os famosos passeios de balão. Vale destacar que a Turquia é um país extremamente barato, mesmo Goreme que é uma cidade muito turística as coisas não tem um preço surreal como em outras cidades famosas de vários países. Cheguei em Goreme no início da noite, não havia mais o que fazer pela cidade, apenas descansar. No segundo dia levantei cedo e caminhei pela cidade e locais por onde conseguia ver as formações, além disso, fui procurar por agências onde pudesse contratar os passeios de balão. Depois de muita pesquisa encontrei o mais barato por 140 Euros. É caro? Sim! Mas valeu a pena cada centavo, a experiência é única. Voltei cedo para o hotel para descansar e no dia seguinte acordei bem cedo, pois as vans das agências nos pegam nos hotéis bem cedo pois os balões decolam antes mesmo do sol nascer. Estava muito frio, mas um céu lindo, sem nuvens, vento calmo, o passeio seria lindo. Fomos até um local onde vários balões estavam sendo preparados, após inflarem os balões decolamos. O voo dura cerca de 45min a 1h e é realmente incrível! Este dia seria o último na região da Capadócia, durante a tarde fiz um passeio para visitar outros locais, formações da região, etc. Valeu muito a pena, mas com certeza o ponto alto da viagem para esta região foi o passeio de balão. No dia seguinte precisava acordar cedo para seguir pra Istambul. Como Goreme não tem aeroporto contratei uma empresa de transportes que me levaria para Kayseri e de lá para Istambul, o voo dura cerca de 1h. Ao chegar no aeroporto de Ataturk a gente se impressiona pelo tamanho do aeroporto, ele foi inaugurado recentemente e é gigantesco com uma estrutura sensacional. Infelizmente não há metrô até o aeroporto, mas existe uma empresa chamada Havaist https://hava.ist/ que tem ônibus saindo do aeroporto para diversas regiões do país. Vale destacar que Istambul é uma cidade gigantesca, por este motivo é importante que você se hospede em pontos próximos aos principais pontos turísticos da cidade, desta forma você garante que o deslocamento seja mais fácil e barato. Peguei o ônibus no aeroporto em direção a praça Sultanahmet, que fica na parte antiga da cidade e próximo a mesquita Azul. Deixei as coisas no hotel e fui para a rua caminhar e conhecer a região. A mesquita Azul é gigantesca e impressiona, é possível visitá-la nos horários em que os muçulmanos não estão orando e ela fica exatamente na praça Sultanahmet. Como Istambul é uma cidade muito grande é necessário muito tempo para explorar ela toda, mas além do dia da chegada eu teria mais dois dias na cidade onde eu visitei os mercados da cidade, a torre Gálata e fiz algumas caminhada pela Orla da cidade que tem um por do sol maravilhoso. Em Istambul, como toda cidade grande, é necessário ficar atento a algumas coisas. O oriente médio é uma área muito complicada e tensa, alguns ataques já aconteceram na cidade e por este motivo eu sempre evito aglomerações. Outra característica que havia lido sobre a cidade são as tentativas de golpe por engraxates. Você está simplesmente caminhando pela rua e eles percebem que você é turista, passam na sua frente e deixam a escova cair de propósito, você ao tentar ajudar pega para entregar a ele e ele como forma de gratidão se oferece para engraxar os seus sapatos, mesmo que você esteja de tênis. A oferta que antes era gratuita depois é cobrada pelo cidadão, que com certeza não cobrará um valor pequeno. Em Istambul jogaram esta escova na minha frente por duas vezes, como já sabia do golpe passei como se não tivesse visto, eles pegaram e tentaram aplicar o golpe em outras pessoas. Portanto, fiquem atentos a isso. Não deixem de visitar o grande bazar, ainda que você não compre nada é muito legal se perder naquele lugar e ver um pouco da cultura dos Turcos e da forma como eles negociam. Depois de três dias em Istambul eu segui para Dubai, peguei o ônibus da empresa Hava Ist e cheguei bem cedo no aeroporto de Ataturk. Assim como a maioria aeroportos do oriente médio você passa pela inspeção de segurança antes de chegar no check-in, isto acontece devido aos problemas da região, o aeroporto de Ataturk inclusive já foi palco de atentados em 2016 e por este motivo a segurança é redobrada. Chegando em Dubai pela manhã peguei o metrô em direção ao hostel onde ficaria. Para sair do aeroporto de Dubai a forma mais fácil e barata é o metrô, mas fique atento pois o bilhete tem valores diferentes de acordo com a estação onde você vai desembarcar. Como o metrô alcança vários pontos turísticos eu recomendo que você compre os passes diários do metrô por 22 Dirhans, com ele você pode andar por todas as zonas quantas vezes quiser durante um dia inteiro, para se ter uma ideia um passe apenas de ida para percorrer três zonas custa 10 dirhans, portanto, o passe diário vale muito a pena. Fiquem atentos somente a divisão de vagões no metrô de Dubai, os vagões das pontas são especiais, sendo uma ponta exclusivo para mulheres e a outra ponta os vagões Gold Class, que tem bancos mais confortáveis e estão um pouco mais vazios. Outro ponto importante é a proibição de beber ou comer nos recintos do metrô, portanto, fiquem atentos. Como tinha andado o dia inteiro em Istambul, ido cedo para o aeroporto e voado a madrugada toda até Dubai, estava muito cansado. Decidi que iria até o Dubai Mall conhecer o maior shopping do mundo e ver o maior prédio do mundo, almoçar e retornar para o hostel para descansar. O Dubai Mall é gigantesco, fui nele por várias vezes e não conheci tudo. Na parte de fora é possível ver o Burj Khalifa, maior prédio do mundo. É possível subir nele, mas os ingressos tem horários reservados e mais baratos se comprados com antecedência pela internet. Não tinha interesse em subir no prédio, por isso não comprei o ingresso. No segundo dia na cidade acordei cedo e fui visitar os principais pontos da cidade. O primeiro lugar foi o Burk Al Arab, famoso hotel 7 estrelas em formato de barco a vela. Para chegar no hotel é só descer na estação Mall Of The Emirates e ir caminhando por cerca de 3km, o local é reto assim como toda a cidade de Dubai, mas o sol é muito quente, fui no outono peguei agradáveis 33 graus. Imagina no verão? As temperaturas passam dos 40 graus facilmente, portanto programem-se para visitar a cidade em épocas menos quentes. Caminhei até a região do hotel e a praia publica que fica ao lado dele para tirar algumas fotos, realmente impressiona. Dubai é um grande canteiro de obras, a cidade está em constante modificação, por isso não será difícil ver andaimes e guindastes por toda a cidade. Voltei a pé para o Mall of the Emirates onde almocei e durante a tarde fui conhecer a região da Marina de Dubai. Esta região é muito linda com vários bares, restaurantes e praias para aproveitar. O que mais me impressionava na cidade eram as construções. Após visitar a região da Marina de Dubai peguei o metrô novamente e fui para o Dubai Mall, lá eu ia aguardar até as 18h para assistir ao show das águas que acontece em frente ao Dubai Mall todos os dias à partir das 18h. Recomendo que cheguem cedo para pegar um lugar legal para assistir pois a praça fica lotada. O show dura pouco mais de três minutos mas é impressionante. Após o show jantei no próprio shopping e retornei para o hostel. No dia seguinte levantei bem cedo para visitar outros pontos da cidade e conhecer o mercado do ouro, que fica em uma área menos turística da cidade com construções mais modestas e trânsito caótico, mas impressiona pela ostentação do lugar. Nem ousei perguntar os preços das coisas, mas olhando a foto abaixo da pra imaginar, né? É muito ouro! Saindo de lá fui até o Dubai Frame, uma moldura gigantesca toda revestida em ouro. É possível subir nela para tirar algumas fotos, mas não achei que valia a pena o valor a ser pago. Entretanto, apreciar ela de fora já é algo que fale a pena pois é gigantesca e imponente. No dia seguinte seria meu último dia na cidade. Como havia conhecido todos os pontos resolvi ir cedo até a Marina de Dubai e curtir uma praia, que estava vazia e com a água bem quentinha. Passei a manhã ali e depois de tomar um banho no hostel fui até o Dubai Mall novamente para almoçar e dar uma ultima visitada naquela região e ver o Burj Khaliffa pela ultima vez, ele realmente impressiona. Voltei para o hostel para descansar pois, mais uma vez, ia precisar passar a noite no aeroporto pois o meu voo para o Brasil era muito cedo. Sobre Dubai muitos acreditam ser uma cidade extremamente cara e muito luxuosa, entretanto Dubai é uma cidade para todos os públicos. Para nós mochileiros é possível gastar menos de 100 dirhans por dia incluindo alimentação e transporte, mas aqueles que gostam de ostentar o céu é o limite, pois a cidade realmente tem opções extremamente caras e luxuosas. Afirmo com total certeza que Dubai é uma cidade acessível a todos, muito mais do que Israel, por exemplo, que foi o país mais caro que visitei nesta viagem. Enfim, este é mais um relato que divido com vocês. Espero que possa servir de referência e inspiração para a viagem de muitos aqui do blog, este mundo é maravilhoso e tem muita coisa a ser explorada. Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e enquanto estava na Turquia escrevi um texto sobre tudo o que estava vivendo nesta viagem e gostaria de compartilhar com vocês: Ser mochileiro é sair da zona de conforto; É abrir mão do supérfulo e desfrutar ao máximo das coisas simples que cada lugar oferece; É deixar de lado a praticidade de um carro e se aventurar nas ruas de cada cidade, conhecendo assim os hábitos e a cultura de cada lugar. Ser mochileiro é se virar apenas com o básico e passar alguns perrengues, pois eles fazem parte de cada viagem e com eles tudo fica mais legal. Ser mochileiro é saber dividir o espaço, é abrir mão da sua privacidade e interagir com pessoas do mundo inteiro, conhecendo e respeitando os costumes e a cultura de cada um. Ser mochileiro é ter o mundo como a sua casa, é dormir em um país cristão e acordar em um muçulmano e se encantar com as diferenças, mesmo que elas pareçam absurdas para os seus costumes. Ser mochileiro é dormir hoje pensando no amanhã, planejando como você chegará naquele lugar que você quer visitar, mesmo que você tenha que ir caminhando por alguns quilômetros. Ser mochileiro é ter coragem, ser aventureiro, é saber que cada viagem terá seus desafios, mas que no final aquele país, aquela cidade e cada ponto valerá a pena. Ser mochileiro é sorrir (ou chorar) de alegria por estar no lugar que tanto sonhou, mesmo que seus pés estejam cansados de tanto andar e os ombros doloridos de carregar tantas coisas por tantos lugares. Ser mochileiro é agradecer a Deus todos os dias pelas oportunidades e lugares visitados, pois muitos gostariam de estar no seu lugar. Ser mochileiro é sentir saudades de casa, do seu país, da comida e dos costumes, mas acima de tudo entender que ter o mundo como a sua casa é uma escolha, e eu? Eu escolhi viajar! Um grande abraço a todos e muitas viagens!
  5. Eu poderia começar falando que 14 dias é pouco e que cometi o erro em ficar 3 dias em Paris na ida e 3 dias em Barcelona na volta, mas isso seria injusto porque Paris é Paris e a Espanha sempre tem vez! Mas a vida é feita de escolhas... e nessa viagem, mais acertamos que erramos e assim começamos e terminamos por Istambul, recheando com Izmir, Pamukkale, Capadócia e Konya. De Paris pegamos um voo para Istambul pela Air France e chegamos ao “estalando de novo” Aeroporto Internacional Atatürk (inaugurado em novembro de 2018). Mesmo sendo madrugada, pareceu ser muito longe de Sultanamet, o centro histórico em que ficamos hospedadas. Optamos por pedir um transfer, o que nos custou quase um rim. Depois disso, ficamos mais espertas e passamos a utilizar o fabuloso sistema de transporte público, que é tão fantástico que serve aos 15 milhões de habitantes com uma superioridade escandalosa se comparado ao Rio de Janeiro com seus parcos 6 milhões. No primeiro dia, acordamos já cansadas, afinal Paris 20km/dia foi punk e uma noite mal dormida sempre suga parte da energia, assim optamos por fazer os pontos já planejados a pé e com bastante calma para entrar no clima da cidade. E assim fomos em direção ao Grand Bazar e definitivamente, o clima turco está ali e foi onde comecei a usar uma frase que falei muito durante os dias seguintes: “Nooooooossa!!! Que homem lindo”. Pois é, esqueça os turcos das novelas da Globo. Na realidade, os narizes são grandes sim, mas não são aduncos, mas bem feitos, beirando a perfeição, que combinam bem com os rostos alongados e os cabelos escuros. No Bazar ainda usam todo charme e carisma para vender tudo aquilo que não precisamos. Ainda bem que eu já estava preparada para não fazer compras. Afinal, foi minha primeira viagem sem bagagem despachada e minha mochila só poderia ser acrescida de coisas realmente muito essenciais. Gastamos umas duas horas por ali, correndo aqueles corredores de 600 anos, continuamos subindo e seguimos as placas que nos levaram até a Mesquita Suleymaniye, aquela belezura que aparece em todos os cartões postais de Istambul. Construída entre 1550 e 1557, foi encomendada por Suleyman, o Magnífico, sendo a quarta construída em Istambul. Eu já havia entrado em uma mesquita no Egito, mas foi a primeira vez que tive uma das melhores sensações da minha vida: pisar descalça naquele tapete maravilhoso. De uma forma geral, as mulheres não usam a parte principal das mesquitas para orar, mas como turistas tivemos tal privilégio. Nós chegamos pelos jardins dos fundos, que tem uma vista maravilhosa do Chifre de Ouro e dá até para ver a Torre Gálata. Almoçamos em um dos muitos restaurantes da lateral da mesquita e depois seguimos para deixar as bolsas no hotel. Finalizamos a tarde, visitando o interior da Mesquita Azul, que está em restauração com a visitação reduzida. Ao lado da Mesquita, descendo a pequena ladeira pelo lado direito, chegamos ao Bazar Arasta e fechamos a noite no Hipodrome, um barzinho na rua de baixo, indicada pelo recepcionista do nosso hotel. Aí a primeira surpresa: apesar de ser um país 99% muçulmano, a cerveja é livre e fácil de ser encontrada e a Efes é um excelente exemplar turco! A Mesquita Azul está localizada ao lado norte do Parque de Sultanahmet. Azulejos azuis adornam o interior e dão ao prédio seu nome popular que não é o oficial. Foi construída pelo sultão Ahmet I com a intenção que superasse a grandiosidade da Aya Sofia (que era uma igreja quando Istambul ainda era Constantinopla). O arquiteto contratado conseguiu o feito ao usar as mesmas formas voluptuosas da igreja localizada do lado oposto. Dizem que o sultão se empolgou tanto com a obra que trabalhou junto aos operários, inclusive os incentivando e recompensando pessoalmente. Para visitá-la os turistas devem entrar pelo portão lateral, pois somente os fiéis podem entrar pela porta principal. O interior é belíssimo!!! E mesmo com muitas partes em obra, foi possível ver os detalhes de boa parte da mesquita. Ao sair, virando à esquerda, fica o túmulo de Ahmet I que subiu ao trono aos 13 anos e morreu aos 27 anos, um ano depois de finalizada a Mesquita Azul, o túmulo de sua esposa Kosem, que foi estrangulada no harém de Topkaki e de seus dois filhos Osman II (1618-1622) e Murat IV (1623-1640) e o príncipe Beyazit (assassinado por Murat) também estão lá. Os azulejos também são fantásticos. Se sair da mesquita e virar para o lado direito, encontrará o Bazar Arasta, com uma fileira de lojinhas interessantes e preços mais salgados que do Grand Bazar. Esse complexo também faz parte da mesquita e o dinheiro arrecadado com o aluguel das lojas contribui para a manutenção da mesquita. A entrada em todas as mesquitas é gratuita. No segundo dia, exploramos nossa capacidade de nos virar com o desconhecido como: com o mapa na mão e com Google maps baixado para uso off line. Não comprei chip local, em uma tentativa muito bem sucedida de desintoxicar da internet. O café começava tarde no hotel, mas assim que terminamos, partimos para as ruas, tentando escapar da onda de chineses que domina o turismo europeu. Nada contra eles, mas só andam em bandos com 40 para cima e usam sombrinhas demais e roupas coloridas demais, o que interfere nas minhas fotos. Deveria ser proibido colocar blusas vermelhas nas malas. Às 8:30 da manhã não tinha um grupo sequer no Hipódromo. Começamos pela Cisterna da Basílica, onde tomei um piau muito educado do segurança por ter armado meu tripé. Mas o segurança poderia até ter me levado presa... foi o primeiro “nossaquehomemlindo” do dia. A construção data de 532 d.C. por encomenda do imperador Justiniano e hoje é a maior cisterna bizantina remanescente em Istambul. Tem seu nome por ficar localizada sob a Basílica Stoa e foi projetada para armazenar água para os palácios e redondezas com capacidade de 80.000 metros cúbicos distribuídas por 20 km de aquedutos. A visitação é possível desde 1987. Toda a cisterna tem 336 colunas: sendo 334 colunas lisas, uma esculpida com símbolos que os historiadores indicam ser as lágrimas por aqueles que morreram na construção e também a coluna que tem como base a cabeça invertida da medusa. Eu fiquei com a versão mais cética de que as colunas foram reutilizadas de outras construções e assim a cabeça foi aparecer por lá, mas há quem acredite que ela esteja lá para livrar o local de espíritos malévolos. Em seguida fomos para a Aya Sofia. Compramos o ingresso individual, porque chegamos à conclusão que não teríamos tempo suficiente para fazer todos os locais incluídos no Museu Pass e não contratamos guia local, nos guiamos pelo espetacular Guia Istambul da Lonely Planet (no final, vou abrir um parágrafo inteirinho para falar de como o investimento nesses guias é imprescindível para uma viagem econômica e por conta própria). A Aya Sofia foi construída como igreja em 537 d.C por Justiniano, foi convertida em mesquita em 1453 por Mehmet (o Conquistador) e finalmente em 1935, Atatürk a transformou em museu. A história da igreja em si já é um motivo para pagar as 72 liras para visitação. Foi construída sobre duas igrejas: uma destruída em um incêndio e a outra destruída na Revolta de Nika. Diz a história que quando Justiniano entrou pela primeira vez, disse: “Glória a Deus, que eu seja julgado digno de tão grandiosa obra. Ah Salomão, eu te superei!”. O cara nem era marrento. O destaque fica para a cúpula central, sustentada por pilares ocultos que a faz parece flutuar, o arquiteto responsável pela Suleymanynie ficou toda a vida estudando para reproduzir o mesmo efeito. Todos os mosaicos devem ser admirados com calma e no detalhe: são lindos e em um deles aparece Constantino ofertando a cidade de Constantinopla à Virgem Maria com Justiniano do outro lado ofertando a Aya Sofia. Quanto aos discos caligráficos que foram introduzidos no século 19, concordo com os comentários dos guias, não têm nada a ver com construção. Uma última dica: não compre nem uma bala no café localizado nos jardins: é tão caro que chega a ser abusivo. Deixe para tomar um suco de romã (pomegranade, para os turcos) em uma das muitas lojinhas entre a igreja e o Topkaki, que foi nosso terceiro ponto do dia. O palácio Topkaki tinha tudo para que eu curtisse, mas que não foi bem assim. O lugar é gigante, com muitos pátios, jardins bem cuidados e os prédios estão espalhados em toda essa área que é enorme, mas ainda assim todos os cantos estavam lotados! Muita gente e muito calor, uma receita perfeita para a irritação. Hoje, sabendo disso, acho que seria o primeiro lugar do dia que o turista deveria ir. Mehmet, o Conquistador, aquele que tomou a Aya Sofia e a transformou em mesquita, construiu a primeira parte do palácio e lá viveu até sua morte em 1481. Os sultões subsequentes foram fazendo seus “puxadinhos” e viveram ali até o século 19, quando passaram a construir seus palácios em estilo europeu espalhados pelas margens do Bósforo. No auge, o Topkaki chegou a ter 4 mil moradores: esposas imperiais, seus filhos, as concubinas, eunucos e servos. Há uma visitação ao Tesouro Imperial (com fila, é claro!), que é bem legal, pois lá está a famosa adaga que em 1747 foi feita pelo sultão Mahmud I para presentear o xá Nadir da Pérsia, mas que nunca recebeu o presente porque foi assassinado antes. Das histórias do palácio, a mais interessante é sobre o harém. O islamismo proibia a escravização das muçulmanas e todas as concubinas do harém eram estrangeiras (muitas vendidas por seus pais) ou infiéis. O certo era: todas eram belas. A mais famosa foi Haseki Hurrem Sultan, a Jubilosa, a consorte do sultão Suleyman (o cara que construiu a minha mesquita favorita, a Suleymaynie), mais conhecida como Roxelana, era filha de um sacerdote ortodoxo ucraniano e foi capturada por tártaros da Crimeia e vendida no mercado de escravos. Almoçamos um kebab maravilhoso em uma barraca no Parque Sultanahmet e fomos andando para Eminöu à procura da mesquita Rustem Pasa, que estava fechada para os não muçulmanos, acabamos assim encontrando a New Mosque e entramos. Saí de lá emocionadíssima com a demonstração de fé, apesar de não ser vedada aos turistas, não havia nenhum. Em seguida fomos ao Mercado de Especiarias e só tenho uma palavra para ele: UAU!!!! O nome desse bazar é na verdade Misir Çarsisi (traduzido: Mercado Egípicio), pois inicialmente o prédio foi sustentado pelos impostos sobre mercadorias importadas do Egito. Em seus tempos áureos, o local era o último ponto das caravanas de camelos que chegavam da India, Pérsia e China pelas Rotas da Seda. É menor que o Grand Bazar, mas eu o achei muito mais interessante. Com o sol se pondo, continuamos as andanças para atravessar a ponte sobre o Chifre de Ouro e chegar à Torre e achamos que estávamos sobre a Ponte Gálatas, até que descobrimos que estávamos na ponte do metrô e nesse momento começamos nossa jornada usando o espetacular transporte público turco. Com a ajuda de uma turca que estava perdendo a paciência com nossa lerdeza para entender a máquina automática, compramos um Istambul Card e abastecemos 50 liras, usamos as três o mesmo cartão que vale tanto para o metrô, quanto para o tran, ônibus e até para os barcos, tudo pela barganha de 2,60 liras/viagem (a primeira viagem 1,85) ou seja R$ 1,80 (a passagem no Rio de Janeiro custa R$ 4,05). Tomamos um café ao redor da Torre, mas não ficamos muito. O bairro é bem balado, mas estávamos bem cansadas. Finalizamos o dia vendo o sol sentadas na escadinha com as luzes acendendo nas mesquitas do outro lado do chifre, com aquela sensação de “putaqueopariu, que lugar lindo!” Voltamos na hora do rush, e adivinha? Metrô vazio e depois o tran também. Não sentamos, mas também não viemos como sardinhas em lata. Não vou cansar de falar sobre isso... À noite nos presenteamos com um jantar maneiro. O escolhido foi o Matbah, um restaurante com uma proposta diferenciada onde o chefe recriou receitas palacianas de origem otomana. Fantástico da entrada à sobremesa e o mais interessante: pagável. E o terceiro dia foi o dia do famoso Bósforo!!! Um estreito que conecta o Mar Negro com o Mar de Mármara, separando Istambul em duas partes: a europeia e a asiática. O comprimento total do estreito é de 30 quilômetros e a largura vai dos 700 metros até quase 4 quilômetros da saída para o Mar Negro. Agora, definitivamente eu já posso colocar um pin na Ásia. Justamente nesse dia, o tempo amanheceu um pouco nublado. Confesso que meu tesão fotográfico diminui bastante em dias assim, mas faz parte de qualquer viagem. Fomos cedinho para o porto em Eminöu e pegamos a barca local que sai do píer pertinho da Ponte Gálatas. Aceitamos as dicas da Lonely Planet e assim escapamos do cruzeiro turistão (pela bagatela de 15 liras/R$10,50). No caminho passamos pelos palácios construídos pelos otomanos, por algumas das pontes mais altas que eu já havia visto e pela Fortaleza de Rumeli Hisar, que foi construída para conter as invasões. Desembarcamos na última estação, Anadolu Kavagi e voltamos de busão (15A) pelo lado asiático, parando em Kanlica para experimentar o delicioso e famoso iogurte produzido lá e depois pegamos o 15F para ir ao Palácio Beylerbey. Foi uma experiência fantástica, pois a comunicação em turco era inexistente, mas o olhar, as risadas quando nos pegavam enroladas e aquela coisa da comunicação por olhar que só o viajante sabe entender. Me faltam as palavras corretas para descrever. O ápice mesmo foi a visita ao palácio, que não pode ter o interior fotografado. Foi construído entre 1861 e 1865 pelo sultão Abdulazize como casa de verão e para receber diplomatas estrangeiros. Conta uma história que Maria Eugênia, esposa de Napoleão III, tomou uma senhora bofetada da mãe do sultão, porque em um evento, entrou de braço dado com ele. Se fez isso com a visita, imagina o que fazia com as noras e com as concubinas, pois como se sabe, era a mãe do sultão que tocava a administração do harém. Tomara que eu não tenha passado por isso nas encarnações passadas! Almoçamos tarde em Uskadar, depois partimos para a famosa loja de doces Hakki Zade e nos rendemos a baklava (doce folheado com amêndoas). Para encerrar o dia, pegamos o barco de Uskadar para Eminöu (2,60 liras), cruzamos de volta para o lado europeu e seguimos para o final do roteiro do dia: Beyglou e a Taksim, a famosa e enorme praça que aparece na TV quando os turcos vão para as ruas fazer suas reinvindicações e que descobrimos que é o “point consumista”, as marcas famosas tem lojas na rua principal, onde um charmoso bonde sobe e desce, com várias sorveterias com atendentes engraçadinhos que fazem malabarismos com as casquinhas (encantando inclusive os adultos), bares e kebabs para todos os gostos e até uma igreja católica. Paramos para beber uma cerveja em um local bem legal onde o “nossaquehomemlindo” foi entoado diversas vezes. Saímos fedendo a cigarro puro, pois os turcos fumam horrores!!! Quarto dia e último dia da primeira etapa em Istambul e a chuva chegou junto com nosso desespero em saber que não daria para fazer tudo que gostaríamos de fazer. Perdemos uma hora indo para a direção errada no tran e desistimos de Balat, o que foi ótimo, pois não é um lugar para fazer com chuva. Assim descemos na última estação do tran (Kabatas, onde o s com cedilha tem som de x – liiiindo!!!!) Já na saída do tran tinha uma galera vendendo capas de chuvas (me senti no Brasil) e fizemos amizade com um libanês que estava no tran. Seguimos juntos a pé para o Palácio Dolmabahçe. Fofucho, professor de francês e não falava inglês e nós não falávamos nem francês nem árabe, foi uma conversa ótima em sinais e palavras soltas. Na bilheteria já sentimos o que nos esperava: chineses, muitos deles, tentando escapar da chuva como nós, fazendo um roteiro coberto! O palácio é de deixar qualquer um boquiaberto, principalmente quando se chega ao salão cerimonial. Nada pode ser fotografado (se pudesse, o engarrafamento lá dentro seria ainda pior) e os ingressos são comprados separadamente se quiser ir ao harém, fomos e valeu a pena. Uma das coisas mais interessantes é que o palácio foi moradia do presidente Atatürk, o cara que proclamou a república e até hoje é reverenciado pela população. Ele faleceu em um dos aposentos e o relógio foi parado exatamente na hora da sua morte e ninguém mais mexeu. Conseguimos, antes de seguir para o aeroporto, ir à Pequena Aya Sofia, uma pequena joia que Justiniano e Teodora construíram entre 527 e 536, antes de construir a Aya Sofia. Era uma igreja batizada em homenagem a São Sergio e São Baco, os santos padroeiros do exército romano. As colunas de mármore verde ainda são originais, mas os mosaicos não sobreviveram. Foi convertida em mesquita aproximadamente no ano 1500, quando foram construídos os minaretes. Para Izmir, conseguimos uma tarifa ótima pela Turkish Airlines, a melhor companhia aérea da Turquia, saindo do aeroporto Sabiha Gokcen. Para chegar até ele, a melhor opção é usar o Havast, um ônibus arrumadinho que faz o trajeto a partir do parque de Sultanahmet. Utilizamos o mesmo serviço quando voltamos de Konya e para pegar o voo final para Barcelona, porém para o Aeroporto Atatürk, o Havast sai da Praça Taksim. Uma hora depois estávamos desembarcando em Izmir, cujo metrô está praticamente no pátio de desembarque (outro nível!). Um cara que estava no nosso voo puxou assunto na estação e nos ajudou com a compra dos bilhetes e em dicas para nossos dois dias na cidade. Os turcos são muito amáveis... esse não era lindo, mas tinha borogodó. Achar o hotel foi um pouco mais complicado. Escolhemos o hotel pela proximidade com a estação Bazmane, mas ao sair tinham várias bifurcações. Tentamos pedir informação quanto à direção, mas ninguém falava inglês, na linguagem dos sinais, um rapaz nos colocou na direção. Entramos na rua que, na verdade parecia um beco, com casas de chá e vários homens jogando gamão (nenhuma frase “nossaquehomemlindo” saiu da minha boca), rolou um certo cagaço até que vislumbramos a placa do hotel (ufa!). Hotel honesto, preço ótimo, café da manhã básico e localização excelente já que a meta era ficar próximo ao trem pela mobilidade de ir para as demais cidades, mas teve sua parcela de susto. Izmir é a terceira maior cidade da Turquia e os turistas e base para ir à Éfeso, uma cidade construída no século X a.C e é uma das sete congregações citadas no Livro do Apocalipse. Há inclusive teorias que acham que o Evangelho de João pode ter sido escrito em Éfeso. O Templo de Artêmis, uma das sete maravilhas do mundo antigo, se encontrava ali (mas hoje tem apenas uma coluna), assim como a Biblioteca de Celso (ainda de pé). Hoje a cidade encontra-se em ruínas devido aos muitos terremotos. A história da cidade é muito bem contada no museu localizado no centro de Selçuk, cuja visita é importante para entender todo o contexto. Tanto para ir tanto à Éfeso quanto para ir à Casa da Virgem Maria, tivemos que pegar um trem na estação Bazmane para Selçuk, chegando lá pegamos um taxi que nos levou até a casa, nos esperou e depois nos deixou em Éfeso. Ao terminar Éfeso, pegamos outro táxi que nos deixou no centro. A casa foi descoberta no século XIX através das visões da beata Ana Catarina Emmerich (beatificada pelo Papa João Paulo II). A igreja católica nunca se pronunciou sobre a autenticidade da casa por falta de evidências aceitáveis. As visões indicaram que Maria, depois da morte de Cristo, foi perseguida e levada por São João à essa casa. Verdade ou não, o local recebe muitos peregrinos, inclusive foi visitada pelo papa Bento XVI. Voltamos de trem até Bazmane e usamos o metrô para chegar à Praça Konak, onde fica a Torre do Relógio e a Mesquita Yali e sentamos na Kordon Izmir, também chamado de calçadão para assistir ao pôr do sol. Para ir à Pamukkale, o usual é se hospedar em Kusadasi, pois de lá saem tours. Como ficamos em Izmir a opção era ir de trem até Denizili (4 horas para ir e 4 para voltar) ou fazer de forma privada. Estávamos cansadas pacas e resolvemos nos presentear, ainda que o bolso tenha ficado ligeiramente impactado. O recepcionista do nosso hotel nos arrumou um motorista e às 8 da manhã, Omar estava nos aguardando e nos levou com tranquilidade pelos 240 quilômetros. De novo, nada de inglês, mas com o Google Tradutor ele nos contou todo o contexto político atual. Super gentil, parou quando pedimos para comprar frutas que ele prontamente escolheu. Nossa primeira visitação foi à Hierapolis, uma cidade fundada no século II a.C e que desmoronou durante um terremoto no ano 17, foi reconstruídas nos séculos II e III d.C e servia de casa de veraneio para os nobres que a visitavam pela águas termais, mas foi completamente destruída por um novo terremoto em 1354. A cidade é mencionada uma única vez na Bíblia, na Epístola de Colossenses. Pamukkale está no mesmo parque, inclusive o pagamento é feito por um ticket único. O lugar é lindo demais, mas era domingo e parecia o Piscinão de Ramos. Fotos sem pessoas? Só apagando no Photoshop. E para a Capadócia usamos uma companhia aérea lowcost chamada SunExpress, partindo de Izmir, parece nome de empresa de ônibus, mas o avião era novinho, não serviu nem água, mas para um pouco mais de uma hora de voo foi um excelente custo x benefício. Já tínhamos um transfer contratado pelo hotel e tudo correu entre o aeroporto de Keyseri e Goreme, a cidade que escolhemos como base. Passamos por Ugrup, que eu achei muito lindinha, apesar de ser menor. Foi o único local que não fizemos por conta própria, quando comecei a fazer o planejamento cotei os tours e o voo de balão, mas não fechei. Em alguns blogs havia a indicação de contratar na hora para baratear. Foi um erro dos grandes. Chegamos em uma segunda e não tinham mais voos para a terça e quarta, pois nos dias anteriores os balões não subiram, ou seja: a oferta estava bem menor que a demanda. Quase ficamos sem fazer o voo. Entramos em uma fila e só conseguimos fazer na quinta pela manhã, no dia da nossa ida para Konya. Essa brincadeira custou mais 100 euros. Entendendo mais o roteiro agora, faria um pouco diferente e assim sobraria um dia a mais em Istambul. Na Capadócia, as agências oferecem dois tours e com tudo organizado dá para fazer o Balão + Red + Goreme em um dia e o Green no outro. No dia da chegada, tiramos férias das férias e ficamos só rodando a cidadezinha e as lojinhas. O Red Tour é o mais interessante, na parte norte, com as paisagens típicas formadas por milhões de anos de erosão. Começamos com uma parada em Uçhisar Castle e Pasabag Valley, que parece a terra dos Smurfs, os demais lugares são mirantes, mas ainda assim muito legais: Devrent Valley, Love Valley e para fechar com chave de ouro: O Goreme Open Air Museu que foi monastério e igrejas e as pinturas remanescentes estão muito desgastadas, resultado da tentativa dos otomanos em acabar com os resquícios cristãos. O mais impressionante é que focaram na retirada dos olhos. O Green Tour merece um dia ensolarado, o que não foi o caso e por isso tirou um pouca da graça. Começamos pelo Selime Valley, onde foi gravado Star Wars, em seguida fizemos um trekking de 5km no Ilahra Valley, caiu a maior chuva enquanto estávamos almoçando e cessou ao fim do almoço e seguimos para Derinkuyu, uma cidade subterrânea (eu odiei esse lugar, não dá para imaginar 100 mil habitantes vivendo tão produndamente), o último mirante foi o Pigeon Valley. Ambos tours são completos, te pegam e deixam no hotel, o almoço (ruim) está incluído, guia em turco e inglês e um monte de paradas em lojas “pega turistas”. A nossa sorte é que chegam relativamente cedo em Göreme e assim finalizamos as duas tardes com uma cervejinha marota e ainda saímos para jantar, uma das noites fomos ao Turkish Ravioli e claro comemos o carro chefe: o raviolli com molho de iogurte. No dia seguinte fomos encarar o tal cordeiro cozido no pote, mas é maneiro ver o negócio pegando fogo, mas o sabor não era lá essas coisas. E então, antes do amanhecer, uma van passa no hotel e te leva para a área onde os balões estão sendo inflados, a luz começa a aparecer por trás da montanha e sol aparece todo lindo lançando raios para cima dos balões que já estão no ar. Subimos na cesta e ficamos apertados (são 15 pessoas no total), mas o aperto é legal, o baloeiro gira algumas vezes para que todos dentro consigam ver as paisagens em 360 graus. Só tenho uma reclamação a fazer: poderia ser menos caro! Voltamos para o hotel, tomamos café e tomamos o rumo para Konya (230Km) dessa vez de ônibus. Konya está localizada na Anatólia Central e que incluímos no roteiro para entender como surgiram os dervixes, cuja apresentação acabamos vendo em Istambul, já que em Konya somente se apresentam às sextas e sábados à noite e por lá ficamos apenas uma noite e duas metades de dia. O Museu e a Mesquita da Ordem Mevlana são dois dos maiores centros de peregrinação do mundo, pois ali encontra-se a sepultura de Celal el-din Rumi, um dos maiores pensadores sufistas da história. O sufismo é a corrente mística e contemplativa do Islamismo, os sufistas procuram desenvolver uma relação íntima, direta e contínua com Deus, através de cânticos, música e movimentos, por isso temos a impressão que os dervixes, ao rodopiar, estão em outro lugar, dá até para sentir e é lindo de se ver. Além do Museu e da Mesquita central, fomos ao maior borboletário da Europa, visitamos a vila de Sille e a Aya Elena, passeamos pelo parque, nos perdemos nos mercados, nos acabamos de comprar lenços (em Konya, todas as mulheres usam) e ainda fomos na Mesquita Azize, uma das mais bonitas da viagem. Antes do almoço, tivemos a maravilhosa experiência de assistir aos fiéis orando ao lado de fora da mesquita, na praça, muitos deles. Konya foi um escolha ótima, até mesmo porque não é uma cidade turística. Ahhhh... já ia esquecendo... lá tem um prato típico chamado etlikmek que é tipo uma pizza, mas em formato diferenciado. Amei essa parada e o restaurante que provamos: o Sifa. http://www.sifarestaurant.com/menu E assim voltamos para mais um só dia em Istambul, que confirmo mais uma vez, merecia mais uns dois dias. Acordamos cedinho, tomamos café no porto e pegamos a barca local para fazer o Chifre de Ouro (que é uma península que divide Istambul no lado europeu). Descemos em Ayvansaray e fomos a pé até o Museu Kariye (Igreja de Chora), uma construção bizantina repleta de mosaicos conservadíssimos, que datam de 1312 e representam a vida de Cristo e da Virgem Maria, incluindo a genealogia de Cristo. Eu fiquei tão encantada que comprei até o livro. Continuamos a pé, descendo até Balat, o bairro badalado dos cafés e da galera alternativa e seguimos em direção à Igreja Búlgara de São Estevão (a cúpula acabou nos chamando a atenção), pegamos um taxi e descemos logo a frente, pois perdemos a paciência com o trânsito caótico, já era hora do almoço e fechamos o roteiro comendo o famoso (e delicioso mesmo!) sanduíche de peixe em um dos restaurantes sob a Ponte Gálatas. Estava tudo super movimentado, um monte dos “nossaquehomemlindo” passando de um lado para outro vestidos com a camisa do Gálata Saray (onde o Felipe Mello jogou e ainda é rei). Passamos para o outro lado do Chifre e seguimos para Orkatoy, uma mesquita pequena mas lindamente decorada. Ao redor, feirinha de artesanato e bares, um fervo! Ficamos pouco tempo, porque ainda tínhamos o chá com por do sol do lado asiático (ufa!). Voltamos pra Eminöu, pegamos a barca, andamos mais um tanto a pé e chegamos às escadas em frente ao Kiz Kulesi (também chamada de Torre da Donzela), que foi construída em 408 a.C para controle do movimento dos navios persas no Bósforo. Há lendas sobre a construção dessa torre. Uma delas conta que um sultão tinha uma filha e um dia, um oráculo profetizou sua morte depois da picada de uma cobra venenosa aos 18 anos e assim mandou construir a torre para que ela se mantivesse longe da terra. No aniversário de 18 anos, o sultão levou um cesto de frutos de presente e adivinha o que tinha dentro do cesto? Uma cobra! E assim se concretizou a profecia. Por isso, é também chamada de Torre da Donzela. E assim nos despedimos da Turquia... Onde ficamos: Istambul: Hotel Sultahill – Colado no Hipódromo e na Mesquita Azul. A localização é fantástica, mas os quartos são pequenos e o café da manhã básico. Custo x Benefício nota 10. Izmir: Hotel Baylan Basmane – Próximo a estação de trem. Basicão, mas camas confortáveis e pessoal muito atencioso e um preço muito bom! Konya: Bera Konya Hotel - Para uma noite foi ótimo. Boa localização, quarto enorme e confortável. Café da manhã farto, mas não saboroso. Göreme: Blue Moon Cave Hotel – Quarto ótimo, localizado na rua principal (sem precisar subir ladeira!!!), café da manhã espetacular. Custo x Benefício nota 1000. Para ver as fotos é só acessar: https://www.flaviamoreirafotografia.com/turquia Ou pelo instagram: lugaresfotogenicos
  6. Se você é da Europa (ou está viajando por ela), provavelmente acredita que o Chipre possa ser um destino potencial para suas próximas férias de praia. E se você é de fora da Europa, pode ser que você não saiba muito sobre essa linda e estranha ilha dividida! Porém, há muito mais no Chipre do que você possa imaginar. Sim, o Chipre é o lar de praias imaculadas, águas cor de esmeralda turquesa e um lindo litoral rochoso. Mas e além disso? Uma visita a Chipre também lhe dá a chance de…. Explorar as ruínas da Grécia antiga ou um dos muitos imponentes castelos e fortes das “cruzadas” espalhados pelo país. Continue lendo: Viagem de carro pelo Chipre – Roteiro de 5, 7 e 10 dias (com Chipre do Norte)
  7. Aqui fica o meu último Post sobre a Turquia: 25 factos interessantes sobre o país. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/04/14/turquia-25-factos-interessantes-turkey-25-interesting-facts/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt
  8. rapazvr

    Turquia: Amásia

    Aqui fica o meu último post de análise da minha viagem à Turquia, este centrando-se na cidade de Amásia. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/04/07/turquia-amasia-turkey-amasya/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt
  9. O meu novo post sobre a minha viagem à Turquia desta vez sobre a visita às regiões de Kızılırmak e Vezirkopru. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/03/30/turquia-kizilirmak-e-vezirkopru-turkey-kizilirmak-and-vezirkopru/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt
  10. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de GOREME/CAPADÓCIA. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro TRY - Lira Turca Goreme é uma linda e simpática cidade localizada na região da Capadócia, Turquia. Muito viajantes usam essa cidade como ponto de apoio para realizar seus passeios na região. A cidade possui uma boa infra estrutura: vasta rede de hotéis e pousadas, restaurantes, bares, casas de câmbio e agências de turismo. Contratei a empresa Happy Capadócia que fez tudo pra mim: dos transfers, passeios às pernoites num Cave Hotel. A Roseli (brasileira que vive lá há 5 anos) foi quem me atendeu e ela foi super legal e atenciosa. Quem for pra lá, recomendo entrar em contato com eles e pedir um orçamento. Fechei tudo por 320EUR 1º Dia de Viagem: SP -> Istanbul -> Goreme (7 a 8 de Setembro de 2018) Meu vôo saiu de SP e fiz uma escala em Roma antes de chegar no aeroporto de Ataturk, em Istanbul. Goreme fica à 750km de Istanbul. Até dá pra ir de ônibus, mas é melhor pegar um vôo até a cidade de Kayseri, que fica à 70km de Goreme. Eu paguei 694TRY nos vôos de ida e volta (Ataturk - Kayseri) pela Turkish Airways. Fui chegar em Kayseri às 23h do dia 8 de Setembro. Havia uma van me esperando que também levou outros passageiros Me deixaram no Eliseé Cave Hotel era mais de 1h da manhã. Tomei banho e dormi. 2º dia de viagem: Goreme (9 de Setembro de 2018) Acordei às 4h45 da manhã e às 5h10 a van da agência Urgup já estava na porta do meu hotel para fazer o passeio de balão. Nos levaram até um lugar que os grupos que iam em cada balão e nos serviram um café da manhã café, chá, fatias de bolo pronto e pão. Simples mas muito gostoso. Deixamos a agência às 5h45 e fomos até o local da decolagem dos balões. Decolamos às 6h éramos em 17 pessoas: 16 passageiros e o piloto. Foi sem dúvida um dos passeios mais incríveis que eu já fiz em toda a minha vida. É impressionante ver toda aquela quantidade de balões decolando ao mesmo tempo, subindo devagar de forma organizada. A vista fica ainda mais linda quando o sol nasce e ilumina as montanhas e os outros balões que nos acompanhavam. Depois de 1h10 aterrizamos e nos serviram um champagne pra brindar o final do passeio. PASSEIO DE BALÃO Por volta das 8h me deixaram de volta em meu hotel. Fui tomar um café da manhã mais “reforçado”: queijos, salsicha, um tipo de “mortadela” que eu não sei o nome mas é muito boa, ovos, pães, coalhada… Tb tinha cereais, frutas e até salada de pepino e tomate. Tomei tb um café com creme e suco de laranja. Por volta das 9h30 passaram pra me levar ao GREEN TOUR. Éramos em umas 10 pessoas em uma van. Fizemos a primeira parada num mirante com um vale e várias lojas de artesanato local. Por volta das 10h30 seguimos para a CIDADE SUBTERRÂNEA. MIRANTE DO VALE A Cidade Subterrânea foi encontrada por acidente pelos fazendeiros da região nos anos 60. Ela tem vários túneis, salas, quartos e até estábulos debaixo da terra e 10% está aberto ao público. Descemos por mais de 100 degraus e 40 metros. Havia lugares que mal passava uma pessoa. CIDADE SUBTERRÂNEA ***Dica: se vc tem claustrofobia ou qualquer tipo de incômodo de lugares fechados NÃO FAÇA esse passeio. Também não aconselho pessoas que têm qualquer tipo de dificuldade ao se movimentar a fazer uma vez que há muitas escadas.😵 Deixamos a Cidade Subterrânea e passamos pelo MONASTÉRIO, que são salas construídas em uma montanha. Na verdade a gente não ia passar lá, mas um italiano do nosso grupo disse que no programa do passeio mencionava esse monastério. Então a nossa guia resolveu nos levar lá. Mas pelo jeito ela não sabia muito sobre o lugar pq não houve explicação alguma… Depois caminhamos por uns 15 minutos numa trilha. Passamos por pontes, riachos e um pouco de mata. Ao final da trilha estava nosso restaurante. O almoço (que já estava pago) foi: sopa de lentilha, salada e prato principal (almôndega, frango ou peixe). As bebidas não estavam inclusas e eu paguei 6TRY numa coca-cola. Depois do almoço passamos por um lago e pelo mirante do PIGEON VALLEY. Depois o tour nos levou a uma loja de doces e artesanatos locais. Houve uma degustação dos doces mas eu não gostei muito (não sou muito fã de doces). Por fim passamos numa joalheria que faz o beneficiamento da pedra ONYX. Além da pedra onyx, havia também jóias de pedra turquesa. Mas era tudo muito caro. Voltei ao meu hotel as 17h30 e descansei até as 20h, quando fui encontrar com a Roseli (da agência Happy Capadócia) e uma amiga dela inglesa que era professora lá. Fomos ao restaurante FAT BOY onde comemos porções de batata, nachos e bebemos a cerveja turca EFES. Fomos muito bem atendidos pelo Nuri, simpatico garçom do restaurante. Fiquei lá até 1h quando voltei para dormir. Distância caminhada no dia: 5km 🚶‍♂️ 3º dia de viagem: Goreme (10 de Setembro de 2018) Acordei as 8h30 e fui tomar café. Às 9h20 vieram me buscar para o RED TOUR. Primeiro passamos no OPEN AIR MUSEUM que é um conjunto de cavernas onde pessoas moravam. Estimam que cerca de 300 pessoas viviam naquele lugar. Esse cálculo foi feito pelos lugares nas mesas de jantar. Há também igrejas e capelas, todas elas com referências à Jesus e seus apóstolos. Uma dessas igrejas, a DARK CHURCH, tem que pagar 10TRY para entrar. OPEN AIR MUSEUM De lá nos levaram a uma loja de cerâmica onde nos mostraram o processo de fazer os potes, vasos, etc. Deixamos a loja e fomos a um restaurante almoçar, que também já estava incluso no tour. O restaurante era bem melhor que o anterior e era buffet: havia muitas opções de pratos quentes, saladas e doces. Paguei a bebida à parte: 7TRY a pepsi lata. Do lado de fora do restaurante tomamos um chá turco (2,50TRY). Seguimos para o IMAGINATION VALLEY que tem esse vale pq vc precisa usar a sua imaginação para ver alguns formatos nas formações rochosas. Tem “camelo”, “chapéu do Napoleão”, etc… IMAGINATION VALLEY Depois fomos ao FAIRY CHIMNEY que são formações rochosas tão peculiares que os antigos achavam que foram feitas por fadas. FAIRY CHIMNEY ***DICA: Não esqueça de passar protetor solar! Esses passeios são todos ao ar livre e o sol lá é muito forte!🌞 Por fim passamos no CASTLE que são mais moradias esculpidas nas montanhas e seu formato lembra um castelo. Voltamos as 15h45 pra Goreme. Me deixaram no centro da cidade e passei num mercado pra comprar uma cerveja EFES (lata 500ml) por 9TRY.🍻 Voltei ao meu hotel e descansei até as 17h30, quando passaram pra me levar ao ATV TOUR, ou “passeio de quadriciclo”. Nos levaram até a saída da cidade, onde estavam os quadriciclos. ATV - ALL TERRAIN VEHICLE Haviam vários grupos, cada um com seu guia. Alguns tinham 10 ou 15 pessoas. Mas no meu só tinha eu e um casal de italianos. Cheguei a pegar 60km/h e fomos seguindo um guia que pilotava uma moto tradicional. Primeiro paramos no SWORD VALLEY, que leva esse nome pq lá os soldados treinavam lutas com espadas. Depois seguimos para o ROSE VALLEY onde havia um belo mirante e uma loja de comida, bebida e artesanatos. ROSE VALLEY Por fim fomos até outro mirante onde haviam muitos turistas, todos se “acotovelando” para ver o pôr do sol. Por volta das 19h seguimos de volta à cidade. Chegando lá passei novamente no mercado e comprei 2 cervejas: 1 Bomonti (7TRY) e 1 Efes Malte (8TRY). Cheguei ao meu quarto, tomei as cervejas e comi um salgadinho que tinha comprado no aeroporto. Descansei até umas 21h e fui para o bar ONE WAY. Lá encontrei novamente a Roseli e tomei 3 cervejas TOUBORG (22TRY cada). A Zoey (inglesa amiga da Roseli) chegou mais tarde e vimos na TV a seleção de futebol da Turquia vencer a Suécia por 3x2 de virada. Fechamos o bar as 1h e no caminho de volta ao hotel passei novamente no mercado pra comprar as “últimas” da noite: 1 EFES EXTRA e 1 EFES FIÇI (10TRY cada). Tomei as 2 cervejas e fui dormir as 2h. Distância caminhada no dia: 7,5km 🚶‍♂️ 4º dia de viagem: Goreme -> Kayseri -> Istanbul (11 de Setembro de 2018) Acordei com batidas na porta do quarto. Tinha esquecido de colocar meu relógio pra despertar e era o pessoal do transfer que ia me levar ao aeroporto! Era 9h e meu vôo saía as 11h30. Arrumei minhas coisas VOANDO e em 5min já estava dentro da VAN. Gostei muito do Eliseé Cave Hotel. Fica a menos de 10min caminhando do centro da cidade. Os quartos estavam bem limpos e o staff era muito simpático. Altamente recomendado! Já na estrada, no caminho para o aeroporto, o motorista foi informado que 2 passageiros ficaram para trás. Paramos no acostamento e depois de uns 10 minutos alguém apareceu trazendo eles. Chegamos ao aeroporto as 10h35 e fiz o check-in. Às 11h30 estava decolando e 13h30 estava chegando em Istambul. FIM DA CAPADÓCIA. Próximo relato: Istanbul
  11. Mais um post sobre a minha viagem à Turquia, desta vez nas regiões de Rize e Trabzon. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/03/17/turquia-rize-e-trabzon-turkey-rize-and-trabzon/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt
  12. Oi pessoal!!! Acabo de voltar da Turquia. Eu tive uma escala por lá e acabei decidindo fazer um stopover e ficar uma semana. Como já conhecia Istambul, eu fui pra Capadócia dessa vez. Apesar de ter ido no inverno (fevereiro-2019) e estar extremamente frio, eu gostei muito do lugar. Como estava menos lotado de turistas, tive uma experiência super agradável por lá e vi até neve! Eu estava na dúvida se valia a pena fazer o voo de balão por ser inverno, já que essa é uma atividade bem carinha. Como não acho que irei pra lá novamente, acabei me arriscando e não me arrependi. Foi sensacional mesmo assim, as paisagens são incríveis e pude ver os picos nevados das montanhas. Estava nublado mas mesmo assim, as paisagens estavam lindas. Eu até escrevi um post no meu blog listando todas as vantagens e desvantagens de se voar de balão no inverno (já aviso que é bem mais barato rs). Se alguém tiver interesse em ler para mais informações: https://www.mochilaoadois.com.br/balao-capadocia/
  13. rapazvr

    Turquia: Sinop

    O novo post no meu blog, relativo à minha viagem à Turquia. Desta vez o destino escolhido é Sinop e atracções próximas. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/03/10/turquia-sinop-turkey-sinop/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt
  14. rapazvr

    Turquia: Samsun

    O meu novo post sobre a minha viagem à Turquia, desta vez sobre a cidade de Samsun, uma cidade importante na costa do Mar Negro. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/03/03/turquia-samsun-turkey-samsun/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt
  15. rapazvr

    Turquia: Istambul (4)

    A quarta e última parte da minha sequência de Posts sobre Istambul. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/02/17/turquia-istambul-4-turkey-istanbul-4/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt
  16. rapazvr

    Turquia: Istambul (3)

    Aqui fica a terceira parte dos meus posts sobre a Turquia e Istambul, continuando a falar dos monumentos de Sultanahmet https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/02/10/turquia-istambul-3-turkey-istanbul-3/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt
  17. rapazvr

    Turquia: Istambul (1)

    O meu primeiro post sobre o mês que passei na Turquia e as coisas que conheci em Istambul e não só Espero que gostem. https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/01/27/turquia-istambul-1-turkey-istanbul-1/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/
  18. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafes e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de ISTANBUL. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro TRY - Lira Turca Depois de 3 noites incríveis em Goreme, na região da Capadócia, segui minha viagem até Istanbul. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 4º dia de viagem: Goreme -> Kayseri -> Istanbul (11 de Setembro de 2018) Meu vôo chegou no aeroporto de Ataturk por volta das 13h30. Fiquei de enviar uma mensagem via WhatsApp para o Emre, meu anfitrião, assim que eu chegasse. É muito difícil achar um sinal de wi-fi aberto lá no aeroporto. Aliás, fui descobrir mais tarde que é bem difícil achar em qualquer lugar de Istanbul. Sem alternativa, tique comprar um café no Mado Café do aeroporto (13TRY por um espresso, um absurdo!) para poder usar o wifi deles. Na hora de pedir a senha ao garçom que me servia, ele pediu para ele mesmo digitá-la e eu não ver qual era a senha. Ok. Assim que tive acesso à internet enviei uma mensagem ao Emre avisando que estava a caminho. Existe um um ônibus, o HAVABUS, que vai até o centro da cidade, na TAKSIM SQUARE e tem um preço rasoável: 12TRY (mais barato que o café que havia tomado!). Comprei o ISTANBULKART que é o cartão de transporte. Com ele vc tem acesso ao metrô, ônibus e trams. Custa 6TRY e a máquina não volta troco. Ou seja: se vc colocar uma nota de 10TRY vai receber o cartão com 4TRY de crédito. Uma forte chuva caía e fomos sair as 14h30. Depois de 10min o ônibus parou. A rodovia estava interditada por conta de uma enchente na pista. Procurei algum sinal de wifi mas o único disponível pedia um número de celular para enviar um SMS com uma senha que liberaria o sinal. Perguntei para um rapaz turco que estava no ônibus se ele poderia receber esse SMS para mim e passar a senha. Ele disse que OK e consegui acesso à internet no ônibus. Avisei meu anfitrião que iria atrasar por conta da enchente. Depois de uns 15 minutos o ônibus deu meia volta e seguiu por um caminho alternativo. Fui chegar à Taksim Square por volta das 16h e pouco depois o Emre chegou para me buscar. Fiquei hospedado no bairro de Besiktas (15min da Taksim Square, de ônibus) numa área cheia de bares e restaurantes. Esse bairro não é tão radical com relação aos costumes muçulmanos então há uma grande concentração do pessoal mais jovem que se encontram lá pra beber, fumar narguilé e conversar. No caminho passamos num supermercado e compramos umas cervejas. Chegando na casa conheci uma amiga do Emre, a Gökçe. Ficamos conversando e bebendo as cervejas quando por volta das 20h o Emre precisou sair para um compromisso.Deixei a casa com ele e fui até o supermercado MIGROS pra comprar o café da manhã: 4 pães, “mortadela” turca, queijo e 1 suco de Laranja - 43TRY. Estava morrendo de fome e comi um KEBAB e tomei uma coca no MATRAK (18TRY). ***Dica: As comidas de rua (street food) são muito populares em Istanbul. E podem comer sem medo que tudo (ao menos o que eu experimentei) é muito bom! Fui para um pub chamado AYLAK e tomei 4 Carlsberg (chopp 500ml) por 17TRY cada. Voltei pra casa às 23h15, tomei banho e fui dormir 0h. Distância percorrida no dia: 7,5km🚶‍♂️ 5º dia de viagem: Istanbul (12 de Setembro de 2018) Acordei as 9h, tomei café e por volta das 9h30 estava saindo. Fui caminhando até a VODAFONE ARENA, estádio do time de futebol Besiktas. O próximo tour (40TRY) no estádio era as 10h30, mas o guia só falava turco. Paguei mais 25TRY e peguei um áudio-guia. Antes do tour começar vc tira uma foto na qual eles irão fazer uma montagem e te oferecer no final do passeio. O problema de fazer esse tour com o audio-guia é que as informações que vc escuta nele não são tão rápidas quanto o guia turco. Então, em certos momentos, vc ainda está escutando a explicação de um determinado lugar da arena e o guia segue em frente, te obrigando a ir com ele uma vez que vc não pode ficar sozinho lá. Depois de reclamar que eu estava deixando alguns setores do estádio sem ter terminado a explicação do áudio, deixaram uma guia comigo. Passamos pelas arquibancadas, vestiários, sala de coletiva de imprensa e bancos de reservas à beira do gramado. No final do tour vc ganha um certificado. Também te oferecem a montagem da foto que vc tirou no início do tour. Tem vc com jogadores, segurando uma taça, etc… mas por um preço absurdo. Não lembro o valor, mas não comprei. Para ter acesso ao MUSEU do BESIKTAS tem que pagar mais 15TRY. Vale a visita (assim como todo o estádio) apenas para os fanáticos por futebol. Deixei o museu e segui caminhando até a TAKSIM SQUARE (uma subida considerável). Lá peguei um metro e um bonde até SULTANAHMET e fui até a HAGIA SOPHIA. A Hagia Sofia já foi uma igreja, uma mesquita e hoje é um museu. A entrada custa 40TRY (aceita cartão) mas vale muito a pena. Ela é muito grande e imponente. Há vários símbolos muçulmanos, escritas em árabe antigo e, incrivelmente, há também uma imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus em seu colo (lembra que ela já tinha sido uma igreja?). Lá dentro também se encontra a COLUNA DOS DESEJOS onde dizem que se vc passar a mão nela no sentido horário, seu pedido será realizado. Deixei o museu e vi que na lateral da direita há um acesso gratuito às tumbas dos imperadores. Quase em frente à mesquita há uma pequena lanchonete. Comi um KURUM TOAST (8TRY) e tomei uma coca (3,5TRY). Era um pão em forma de baguete, com uma carne não sei do quê, picles, maionese e ketchup. Claro que na foto o lanche estava BEM melhor, mas deu pra matar a fome. Comi o lanche num banco sob uma árvore, descansei um pouco e fui pra MESQUITA AZUL, que fica de frente com a HAGIA SOFIA. Na entrada vc tem que tirar o calçado e é dado uma sacola de plástico pra colocar eles. A mesquita estava sendo reformada então muita coisa estava coberta. Ela me pareceu bem menor que a Hagia Sofia. Sai da Mesquita Azul e fui para a CISTERNA DA BASÍLICA que fica ao lado esquerdo da Hagia Sofia. A entrada custa 20TRY e não aceitam cartão de crédito ou outra moeda que não seja Lira Turca. A cisterna da basílica consiste em 12 x 28 colunas de sustentação (fica debaixo de Sultanahmet) e foi um enorme reservatório de água que hj está vazio. Posteriormente fiquei sabendo que quando a cisterna estava ativa haviam peixes nela. Motivo: saber da qualidade da água. Se os peixes começassem a morrer é que tinha algo errado nela. Passei pela CRYING COLUMN e a MEDUSA’S HEAD que fica na base de uma das colunas. Por volta das 17h fui até o TOPKAPI PALACE (40TRY, aceita cartão). Lá dentro passei por uma coleção de relógios antigos, uma coleção de armas de guerra (armaduras, lanças, arcos, espadas, revólveres todos muito ornamentados, etc). O palácio tem um enorme jardim central. Ao fundo, alguns cômodos e um deles parecia uma biblioteca. Passei pela por um setor que tinha itens de cozinha: pratos, louças, porcelanas, panelas, etc. Deixei o local às 18h50 e voltei pra casa. Chegando lá tomei um banho e conversei um pouco com o Emre. Por volta das 21h fomos a o encontro semanal do Couchsurfing num bar chamado SYMBOL CAFE. Fica próximo a Taksim Square, em uma travessa da Istiklal Street que é cheia de lojas, bares e restaurantes. Conheci pessoas de vários países no encontro. Trocamos ideia até umas 23h30 e fomos para outro bar: JAMES JOYCE PUB. No terraço do bar havia uns turcos dançando umas músicas latinas. Mas o som estava muito ruim e decidimos ir embora. No caminho de volta compramos mais 2 cervejas EFES. Chegamos em casa, tomamos as cervejas e conversamos até 2h30 quando fui dormir. Distância percorrida no dia: 21km🚶‍♂️ VODAFONE ARENA HAGIA SOPHIA HAGIA SOPHIA MESQUITA AZUL MESQUITA AZUL CISTERNA DA BASÍLICA TOPKAPI PALACE 6º dia de viagem: Istanbul (13 de Setembro de 2018) Acordei às 9h25, tomei café e sai as 9h50. Voltei até SULTANAHMET e fui atrás do FREE WALKING TOUR, que começou às 11h. A guia falou sobre a MESQUITA AZUL, sobre os banhos turcos que alguns podem custar até 60EUR por hora. Passamos ao lado da HAGIA SOPHIA e paramos num jardim em frente ao TOPKAPI PALACE. A guia comentou que nos anos 30 foi costituída a REPÚBLICA DA TURQUIA e os sultões deixaram de existir. O Topkapi Palace hj pertence ao governo e há alguns anos uma tetraneta de um dos sultões tentou pegá-lo de volta na justiça mas não conseguiu. A guia também comentou que Istanbul tem cerca de 3000 mesquitas. Deixamos o palácio e fizemos um coffee break num café ali perto. Passamos pela entrada da CISTERNAS DA BASÍLICA e nos falaram que ela foi construída para que a cidade, que era murada, tivesse acesso à água caso estivesse sendo atacada e não podendo abrir seus portões. De lá passamos pelo HIPÓDROMO, que hoje é uma praça mas tinha corridas de cavalos e bigas na época que foi dominada pelos romanos. Lá perto tem um monumento trazido do Egito. Mas o obelisco era muito alto então tiveram que cortar ele pela metade e pegaram só a parte de cima. No final do tour paramos atrás da Mesquita Azul, num restaurante que tinha um “preço especial” para quem fez o tour: 8EUR por um almoço com sopa, salada e prato principal. Não tinha muita fome então não fui ao restaurante. Ali perto encontrei o ARASTA BAZAR que tem só uma rua de uns 200 metros. Voltei ao ponto e peguei um trama até o GRAND BAZAR. Esse sim é GIGANTESCO, com muitas lojas e muitas pessoas. Mas é o maior “tourist trap” de Istanbul, então apenas passei olhando as lojas e não comprei nada (até mesmo pq não cabia mais nada em minha mochila). Cheio de corredores e com lojas bem semelhantes uma das outras, não é difícil se perder nele. É praticamente impossível sair pela mesma porta que vc entrou. A fome bateu então resolvi comer alguma coisa ali mesmo. Comi um TABKTA KEBAB (26TRY) e tomei um suco de romã (8TRY). Deixei o Grand Bazar e caminhei por uns 10 minutos até chegar a MESQUITA SULEYMANIYE. Ela fica no alto de um morro e tem uma vista linda lá de cima. Por dentro ela é maravilhosa e, segundo um voluntário que trabalha nela, tem capacidade para 8000 pessoas. Esse voluntário me deu uns impressos em português, entre eles um alcorão. Sai da bela mesquita e caminhei mais uns 10 minutos até o SPICE BAZAR, que é o Bazar das Especiarias. Ele é bem menor que o Gran Bazar uma vez que é em forma de “L”, mas achei mais bonito e conservado. Algumas lojas dão amostras grátis de seus doces e o colorido e cheiro das especiarias fazem aquele lugar ainda mais peculiar. Em uma das saídas desse bazar está a NEW MOSQUE que também estava em reforma e não tinha muito o que ver nela. Ali perto está a GALATA BRIDGE que tem uma vista legal do ESTREITO DE BÓSFORO. De lá peguei um tram até KABATAS, um funicular subterrâneo até a Taksim Square e um ônibus até Besiktas. Passei num mercado, comprei umas cervejas e voltei pra casa. Cheguei em casa e o Emre fez um macarrão com atum pra gente. Tomamos as cervejas, jantamos e ficamos conversando até umas 23h quando fui dormir. Distância percorrida no dia: 14km 🚶‍♂️ GRAND BAZAR MESQUITA SULEYMANIYE SPICE BAZAR 7º dia de viagem: Istanbul (14 de Setembro de 2018) Acordei as 8h50, tomei café e as 9h30 estava saindo. Caminhei até o DOLMABAHÇE PALACE, que fica em frente à Arena Vodafone (estádio do Besiktas). A entrada no palácio + harem custa 90TRY. O palácio é muito bonito! Cheio de adornos, decorações e luminárias gigantescas. Também há algumas armas e utensílios de cozinha utilizados antigamente. O harém também é igualmente bonito e nele há um acesso a um dos banheiros. Uma pena não poder tirar foto em nenhum desses dois lugares. Do lado de fora tem uma galeria de pintura mas para entrar tem que pagar mais 20TRY. Deixei o palácio, passei pela DOLMABAHÇE MOSQUE, uma mesquita ali perto. Fui até o ponto de Kabatas e peguei o T1 (tram 1) até próximo a GALATA TOWER. Havia uma fila de 20 minutos pra subir na torre (35TRY). Enquanto esperava pra entrar, comi um SIMIT que é um pão com gergelim em forma de argola (1,50TRY). ***Dica: Há carrinhos de SIMIT espalhados por toda Istanbul. Bateu uma fominha? Simit! Melhor custo-benefício que vc vai encontrar nas ruas. A torre foi construída em 562 e lá de cima vc tem uma vista 360º da cidade. O tempo estava nublado então as fotos não ficaram muito boas, mas vale conhecer. De lá eu caminhei uns 10 minutos até TUNEL que é uma linha de metrô com apenas duas estações e é uma das mais antigas da Europa. A estação da outra ponta me deixou no começo da Istiklal Street e caminhei por ela toda até a Taksim Square. Lá eu acessei o wifi do Starbucks e vi como chegar no estádio do FENERBAHÇE. Era 16h e vi que o último tour seria às 17h30 Além dos ônibus, Istanbul também conta com um tipo de lotação chamada DOLMUSH e a tarifa varia de acordo com o ponto que vai descer: quanto mais distante, mais caro. O estádio fica do outro lado do estreito de Bósforo, no lado asiático da cidade. Levei 1 hora pra chegar lá. Entrei na loja do clube e perguntei a um vendedor sobre o tour. Ele foi muito grosso e ríspido dizendo “Não tem tour! Estádio fechado!”. Daí eu perguntei se havia ao menos um museu ou outra coisa que poderia visitar e ele: “Não! Tudo fechado!”. Então tá… Sai do estádio e não consegui nenhum sinal de wifi. Tive que achar meu caminho de volta da “forma antiga”: perguntando para as pessoas na rua. Primeiro pedi informação para um cara e ele pediu para eu seguir ele pq ia para a mesma direção. Pegamos o mesmo ônibus e ele me disse que ponto deveria descer pra pegar outro ônibus pra Besiktas. Desci num pequeno terminal com vários pontos, mas não achei informação de onde passaria o meu ônibus. Perguntei pra duas garotas e elas me mostraram onde era meu ponto. Chegando no ponto perguntei para um cara qual ônibus pra Besiktas e ele disse que estaria indo pra lá que poderia ir com ele. Descemos no mesmo ponto. Agradeci o rapaz e segui meu caminho ***Nota: Percebi uma coisa interessante sobre o povo de Instanbul: as pessoas que teoricamente deveriam ser educadas com vc (garçons, vendedores, etc) não são. Mas, por outro lado, as pessoas que não teriam obrigação nenhuma de ser educadas, são super legais! Praticamente todo mundo que pedi informação na rua foram extremamente educadas e solícitas. Passei no supermercado, comprei umas cervejas e voltei pra casa. Cheguei lá por volta das 19h e tomei umas cervejas com Emre e a Gökçe. Umas 20h saímos para uma ver uma exposição de arte de uma amiga do Emre. Passamos pela exposição e depois fomos comer num restaurante que servia só sopas. Tomei 2: uma de IOGURTE e outra de TOMATE. Estavam muito boas e paguei 14TRY em cada. Fomos a um apto de uma amiga da Gökçe, a Elif. No caminho compramos umas cervejas. Ficamos bebendo e conversando até umas 2h. Decidimos dormir por lá mesmo pq era muito tarde. Distância percorrida no dia: 17,5km 🚶‍♂️ DOLMABAHÇE PALACE GALATA TOWER VISTA DA GALATA TOWER 8º dia de viagem: Istanbul (15 de Setembro de 2018) Acordamos as 8h50 e deixamos a casa da Elif. Caminhamos até a Taksim Square e pegamos uma Dolmush de volta pra casa. Chegamos 9h30 e fui dormir mais um pouco. Acordei as 10h30, tomei café e fui para o centro. Através do Couchsurfing eu tinha combinado de encontrar outro couchsurfer local, o HAMZA. Por volta do meio dia encontrei com ele em Sultanahmet. Ele me apresentou um amigo (que tb é couchsurfer) chamado FATIH. Ambos são estudantes de Ciência Política e estavam muito curiosos pra saber qual era a situação política do Brasil naquele momento. Caminhamos pelo PARQUE GÜLHANE (ao lado do Topkapi Palace) e fui tentando explicar o turbulento período político que nosso país estava passando. Chegamos à beira do canal e lá decidimos fazer o BOSPHORUS TOUR (20TRY). Existem vários barcos que fazem esse tour e não deve ser muito diferente um do outro. Mas, definitivamente, foi o melhor custo-benefício de Istanbul. O passeio pelo Bósforo é muito lindo e dei sorte do tempo estar bom (fazia muito calor e sol) e ter 2 guias locais me explicando tudo desde onde ficava Sede Militar e Naval da Turquia até as escolas e universidades particulares, públicas e militares. Depois de mais ou menos 1h e meia de passeio deixamos o barco e caminhamos uns 20 minutos até um KAHVE DÜNYASI, que é uma rede de café local estilo “Starbucks”. Tomei um café turco que estava muito forte mas muito gostoso. Depois pedi 2 bolas de sorvete: 1 de nozes e 1 de damasco. ***Dica: Não deixem de provar esse sorvete de damasco da Kahve Dünyasi! Eu não gosto da fruta em si mas decidi experimentar por ser uma fruta tradicional local. E não me arrependi! É muito, mas MUITO bom! Conversamos muito sobre política, religião e futebol. Por volta das 17h decidimos ir embora. Fomos até uma estação de tram onde nos despedimos e voltei pra casa. No caminho encontrei vários torcedores do Besiktas indo ao estádio e fiquei sabendo que o jogo seria às 20h. Na EAGLE SQUARE (Praça da Águia) havia uma enorme aglomeração de torcedores. Passei no supermercado e comprei 4 cervejas BONMONTI (8,50TRY cada). Cheguei em casa, tomei as cervejas com o Emre e decidimos ir ver o jogo do Besiktas em algum bar ali perto. Todos os bares estavam lotados e depois de 10min procurando achamos umas cadeiras na calçada em frente a uma TV. Nos cobraram 15TRY para SENTAR NAS CADEIRAS e 18TRY por cerveja! Como não tínhamos escolha, aceitamos. Tomamos apenas 1 cerveja e no intervalo fui ao supermercado comprar mais pela metade do preço que estavam nos oferecendo lá. O jogo foi horroroso e terminou 2x1 para o Besiktas. Fomos comer um kebab no MATRAK e de lá fomos a um bar ali perto chamado ROCK N’ ROLLA. Tomei 1 Guinness e 1 Toubourg. No caminho de volta passamos no supermercado e compramos mais 4 cervejas. Chegamos em casa umas 1h e ficamos bebendo e conversando até umas 2h30 quando fui dormir. Distância percorrida no dia: 13,5km 🚶‍♂️ Fim do relato de Istanbul. Próximo relato: BUCARESTE. BOSPHORUS TOUR
  19. raquelmorgado

    ISTAMBUL (TURQUIA)

    O que fazer em Istambul? TUDO!!! Comecemos pelo óbvio, a cidade é gigante, tem dezenas de mesquitas, museus, bazares e outras atrações, conforme a disponibilidade, gosto pessoal e vontade de cada um. Nós temos por hábito esgotar o tempo diário, principalmente diurno, de forma a fazer e ver o máximo possível, o que é muito cansativo, mas não nos arrependemos de fazer este tipo de férias mais culturais. Apesar de regressarmos cansados, voltamos de cabeça fresca. Vamos dividir as atrações por bairros. Sultanahmet - é um bairro com mais atrações, mais cultural, mais calmo. Aqui encontram a história da cidade: Mesquita Azul (em obras, mas aberta) Hagia Sophia (em obras, mas aberta) Grande Bazar Cisterna Basílica (em obras, mas aberta) Palácio Topkapi (em obras, mas aberto) Hipódromo Eminönü - o bairro junto ao mar, onde se encontra a ponte Galata: Bazar das Especiarias Ponte Galata Mesquita Süleymaniye Mesquita Rüstem Pasa (fechada para obras até meados de 2019) Fatih: Museu Chora (em obras, com visitas condicionadas) Igreja Ortodoxa Beyoglu - o bairro mais cosmopolita, para quem gosta de conhecer a vida noturna da cidade: Torre Galata Praça Taksim Museu de Arte Moderna Museu Madame Tussauds Rua Istiklal Besiktas - a zona da cidade onde fica o terminal de ferries Kabatas e o nosso monumento preferido. É bastante acessível de transporte público da praça Taksim: Estádio e museu do Besiktas Mesquita Dolmabahçe Palácio Dolmabahçe Harem do Palácio Dolmabahçe Torre do Relógio Üsküdar e Kadiköy - do lado asiático há muitas atrações ignoradas pela maioria dos turistas. É a zona mais recente da cidade e apenas percebemos isso no dia em que atravessámos a região para chegar ao aeroporto: Mesquita Mihimah Sultan Mesquita Rumi Mehmed Pasha Palácio Beylerbeyi Estádio Sükr Saraçoglu do Fenerbahçe Esta é apenas uma listagem das principais atrações, mas existem muito mais, a maioria abrangidas pelo Museum Pass. Aí vão consultar centenas de locais que podem ser visitados. Prometemos falar sobre isso noutro post. 365 dias no mundo estiveram 15 dias na Turquia, de 30 de setembro a 14 de outubro de 2018 https://365diasnomundo.com/2018/11/07/atividades-istambul/
  20. Pessoal, passei quase 1 mês na Turquia, esse país incrível. É um país super interessante, cheio de coisas pra fazer, rico em história, com praias maravilhosas e uma cultura muito interessante. Nesses 26 dias eu passei por: Istambul: 5 dias Selçuk e as ruínas de Éfesos: 2 dias Pamukkale: 1 dia Capadócia: 6 dias Konya: 1 dia Antalya: 3 dias Fethiye: 4 dias Bodrum: 4 dias O que nao pode faltar aí em uma viagem pra Turquia é Istambul e Capadócia, os pontos mais famosos do país. Como eu tenho tempo eu comecei a adicionar várias outras coisas, como a parte histórica (Selçuk), a parte de belezas naturais (Pamukkale), a parte religiosa (Konya) e as praias fantásticas (Antalya, Fethiye e Bodrum). Vou colocar alguns posts aqui e espero que ajude a viagem de vocês.
  21. Compartilhando como é sobrevoar a Capadócia a bordo de um balão, na descrição do vídeo eu compartilho os detalhes deste passeio.
  22. Fiz uma viagem de 15 dias pela Turquia e pela ilha grega de Rhodes, por conta da proximidade com a costa turca. Meu roteiro ficou assim: Istambul: 4 dias Capadócia: 2 dias Pamukkale: 1 dia Rhodes: 3 dias Bodrum: 3 dias A Turquia é um país relativamente barato, porém achei o preço das atrações em Istambul um pouco caros, uma entrada chega a custar 30 liras em lugares como Topkaki, Dolambahçe, etc) Outro detalhe é em relação ao preço das bebidas, especificamente da cerveja, achei bem cara!! Istambul Tive um pouco de dificuldade em relação à comida, mas acabei me virando bem nas proximidades do mercado de especiarias. Uma dica de hotel é o Buhara, encontrei no site budgetplaces.com, cerca de 50 euros por noite, quarto com banheiro e café da manhã. Este hotel fica perto da Praça Sultanahmet, e este é um dos melhores lugares para ficar, pois a maioria das atrações é ali perto. Para as mais longes pode-se tomar o tram e ir até Erminou ou Kabatas (onde está o Palácio Dolmabahçe) Em relação às atrações achei tudo fantástico, fiz o basicão: Mesquita Azul, Hagia Sophia, Torre de Galata, Ponte de Galata, Mercado de Especiarias, Grandbazaar, banho turno no Cemberlitas, Cruzeiro pelo Bosforo, Topkaki, Dolmabahçe e Mesquita Suleymanie (aliás esta mesquita é bem legal, tem um gramado e é um bom lugar pra dar uma relaxada depois de um dia de caminhada, adorei) Também conhecei a Praça Taksin e a avenida Istkal, onde tem tudo também. Istambul é uma cidade moderna, onde o islamismo é moderado e vc vê mulheres com e sem burca. O preço da alimentação varia de 8 a 25 euros, encontra-se coisas baratas, acho que o melhor é sair da região turística. Achei o tram meio carinho, 4 liras, e pra ir de Sultanahmet a Avenida Istkal tive que pagar duas vezes, não existe uma integração pelo que entendi. Também fui ver uma apresenação dos derviches, achei muito interessante, foi no rodpasha, que é uma espécie de centro cultural. Pelo que entendi a noite rola na região da Praça Taksim, achei algumas boates por lá e tudo é bem divertido. Achei os turcos bastante receptivos!! Capadocia, Fui de Pegasus, por 80 reais (Istambul a Nevsehir) escolhi Goreme por ser a cidade mais charmosa na minha opinião, estando lá gostei de Avanos também, de repende seria uma boa ficar por lá. Em Goreme contratei dois tours para os dois dias que estive lá, não sei, mas me pareceu meio complicadinho andar lá sem guia. Fui para lugares longe, por exemplo nas cidades subterrâneas, onde rodamos mais de 50 km Gostei muito do atendimento da New Goreme, acertei com eles também o passeio de balão, caro mas imperdível! Adorei as paisagens da Capadocia. O Museu a céu aberto está a pouco mais de 1 km de Goreme, dá pra ir caminhando. Em Goreme, tem um supermercado "Dia", tudo barato e por lá comprava coisas para o café da manhã ou mesmo lanches para jantar. Os almoçoes foram oferecidos pela empresa de turismo e já inclusos no pacote. Deve ser legal alugar um carro por lá, acho que com um bom mapa dá pra se virar muito bem. O Monks Valley é lindo, impressionante! Também o vale do amor, da imaginação, Uchisar, Mustafa Pasa, tudo incrível. Aconselho ir no verão, pois os dias são lindos e claros, as fotos ficam show!! Apesar de ser um calor escaldante. Fiquei na Kose Pension, foi ótimo, tem uma piscina bem legal pra relaxar depois dos passeios. Pamukkale, A cidade pode ser feita num dia, fiquei no Kale Hotel, pois cheguei as 7 da manhã e o nosso onibus partia as 22 Paguei mas não dormi, foi só um lugar pra ficar antes e depois de caminhar pelas piscinas de Pamukkale O lugar é realmente especial, com destaque para as ruínas de Hierapolis. Leve água pois é muito seco, e o preço da mesma dentro do parque é caríssimo. Vá de chinelo, bermuda ou roupa de banho para aproveitar as piscinas. Não pode andar com calçado pelo mármore. Rhodes, Fui a Rhodes desde Marmaris, gostei muito, já conhecia a Grécia, no entanto a cidade é bem diferente por causa da cidade medieval. Um destaque para Lindós, e para praia atrás da Acropole, maravilhosa, onde um rochedo forma um mar-piscinão Fiquei no Parthenon Hotel, bem legal, 28 euros o casal, com piscina e quartos bem espaçosos. Bodrum, Bodrum é onde a noite turca pega fogo, uma cidade bem legal cheia de baladas e praia, um pouco mais caro que as outras. Usei Bodrum como base para descansar, curtir praia e piscina. Tem um comércio enorme na cidade, e é bem legal passear pela marina e pelo castelo de Bodrum. Fiquei no Angora Hotel com uma piscina incrível!! De Bodrum voltei a Istambul de Pegasus, por mais ou menos 90 reais. Os voos da pegasus chegam no aeroporto Sabiha que é do lado asiático, bem longe do centro, cerca de uma hora. Caso utilize este aeroporto se programe com bastante antecedência pois demora bastante por conta do trânsito. Fique esperto dos horários do onibus de Bodrum para o aeroporto, o terminal é bagunçado e não é claro de onde o onibus sai. Fique esperto!! A viagem do centro de Bodrum até o aeroporto leva 45 minutos. Adendo: Fiz dois trechos em ônibus na Turquia: Goreme - Pamukale e Pamukale - Marmaris e posso dizer que foi a pior experiência com ônibus que já tive na minha vida, as cias foram Suha e Pamukkale. Bom, pq foi tão ruim ? Seguinte, mesmo para viagens longas o ônibus não tem banheiro, e não espere o conforto dos ônibus brasileiros, são super ruins. Não existe aquela divisão entre o motorista e os passageiros, o que acho super desconfortável, como se não bastasse isso, os turcos viajam em 4 no ônibus?1 motorista, dois auxiliares e um comissário de bordo. Pensando assim até parece que temos acessoria mas é horrível, o comissário de bordo (que usa até gravatinha) fica a noite inteira andando pra lá e pra cá, e parece que o objetivo dele é não te deixar dormir. O motorista e os outros dois que não servem pra nada, ficam conversando a noite inteira, falando no celular e tive a exata percepção que queriam irritar os passageiros. Num determinado momento levantei pra estivar as pernas, e o chato do comissário foi perguntar o que queria. Ninguém falava inglês. O comissário de bordo ficava limpando o ônibus o tempo todo, recolhendo saquinhos, latas e fazendo muito barulho. O ônibus parava muitas vezes e toda vez lavavam os vidros (achei tudo muito estranho). Num determinado momento o ônibus estava vazio e sentei numa outra poltrona sozinho, e de forma muito mal educada o comissário me obrigou a sair de lá, dizendo que não estava no meu assento. As duas experiências foram péssimas, não recomendo a ninguém ônibus lá, pois existem cias aéreas com preços baratíssimos, como a Pegasus. A única coisa boa é ter wifi no ônibus, mas isso todos têm. Fiquei com saudades do Cometa Campinas - Rio de Janeiro, capoto na rodoviária e acordo só no Rio, confortável, rápido e com banheiro. Galera, qualquer coisa é só falar, estou com todas as informações, preços e dicas anotados. Valeu!!
  23. Antes de sair perguntando eu viajei com bastante tempo e nada melhor que voltar a Istambul para uma mini temporada, na primeira vez que estive em 2015 fiquei 4 dias inteiros, desta vez resolvi ficar 10 e explorar com mais calma algumas regiões novas. Vamos aos números que muita gente gosta de saber. O Roteiro TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA Dias: 10 Noites em Hostel: 3 Couchsurfing: 7 Valor Gasto em Real: R$291,60 ($91,13) Média Diária em Real: R$29,60 ($9,11) Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/btbLUM Vale ressaltar que estive hospedado com couchsurfing que acaba gastando muito menos, como não paguei para ver atrações turísticas o valor é este mesmo. Como eu já tinho ido a vários lugares pagos em 2015 não achei necessário repetir, além de caro não seria nenhuma surpresa para mim. Peguei um voo direto de Varsóvia (Polônia) para Istambul, a primeira coisa para ser fazer na cidade é um cartão transporte que vale no metrô, bondes e ônibus, você vai precisar, nem adianta tentar pagar com dinheiro. O mês foi início de setembro com um clima impressionante perfeito, acho que peguei apenas 1 dia nublado e com temperaturas acima dos 25 graus. Fonte de Tophane, durante o século 18 serviu de fonte de água pública Minha sugestão para 3 ou 4 dias na cidade é dividir em setores, não somente em Istambul mas qualquer cidade gigante, não faz sentir se matar de andar em dois dias para tirar foto e ir embora. Andar pelo centro histórico (apesar de praticamente toda a cidade ser histórica) é fácil, o trânsito é assustador principalmente nos horários de pico, então fica a dica para evitar deslocamento nestes horários. Os dois primeiros dias fiquei em um hostel na região de Karaköy, custou por volta de $8,33 dólares, só valeu mesmo por estar perto de onde gostaria de explorar, por este preço não espere grande coisa em Istambul. Mas serviu principalmente para não ficar subindo a descendo os morros de Karaköy, por lá fui fácil até a Praça Taksim. A Praça Taksim é um dos point durante o dia, várias opções para comer por menos de 10 Liras Igreja Santo Antônio de Pádua, uma igreja católica no centro de Istambul Uma das atrações principais da cidade é a Torre de Gálata, onde você vai deixar algumas liras para subir nela, nenhumas das duas vezes senti curiosidade, mas as fotos na internet são bem interessantes, tem fila até mesmo no inverno mas é tranquilo. Não espere conseguir uma foto dela sem uma lente de ângulo aberto, pois a bichinha é grande mesmo com mais de 66 metros de altura. A Torre de Gálata de 1348, foi fez parte da expansão da colônia genovesa de Constantinopla A Torre de Gálata se destaca até mesmo do outro lado do Rio Bósforo A Avenida İstiklal é uma boa pedida para quem deseja comprar produtos de marcas e comer em bons restaurantes, existe um bondinho clássico fazendo uma rota até a Praça Taksim, mas desta vez estava em reforma e nem vi a cor dele. Nestes dois primeiros dias eu andei com muita calma na região e garanto que foi uma ótima escolha ficar hospedado ali. Apesar de não estar exatamente perto do meu hostel resolvi ir até Beşiktaş, por lá encontrei centenas de pescadores e gatos tentando roubar os peixes. Por lá também tem a Ponte do Bósforo que une o lado Europeu o Ásiatico da cidade, mas não pode cruzar a pé, então tire o seu cavalinho da chuva. Meu primeiro couchsurfing da viagem pela Ásia, um casal que sabe como ninguém fazer uma jantar Consegui um casal para ficar em sua casa, eles moram pertinho do aeroporto Atatürk, o que não é exatamente perto mas fácil para chegar ao centro. A recepção dos Turcos foi em grande estilo, extremamente simpáticos e simples como todos que conheci durante a minha viagem. Tempo colaborando decidi explorar o Distrito de Sultanahmet, onde se encontra as principais atrações da cidade e também claro um monte de turistas, lembrando que a Turquia é um país seguro para viajar, mas podem acontecer atentados terroristas sim. Fiz com calma a Mesquita Azul, Hipódromo e seus arredores, Basílica de Santa Sofia que é paga eu não entrei, o mesmo para a Cisterna da Basílica e o Palácio de Topkapı, os quais visitei na minha viagem para Istambul em 2015. A Mesquita Azul é um dos pontos mais visitados entre os turistas O interior da Mesquita Azul é de impressionar Hipódromo de Constantinopla foi o centro esportivo e social da capital do Império Bizantino Pode anotar uma coisa, na sua primeira vez para ver esta pequena região você vai precisar de um DIA INTEIRO, não adianta inventar moda que é quase impossível especialmente pois o Palácio é bem grande, uma dica minha é terminar o dia comendo um sanduíche de peixe ali na Ponte de Gálata, custava uns 10 Liras em 2017, é bem simples tipo pão com peixe e deu, acredite você vai voltar para comer outras vezes. Dentro destes coloridos barcos tem sanduíche de peixe, uma tradicional delícia de Istambul Continuando a explorar partes não lotadas de orientais resolvi andar por Fatih, uma antiga região da Constantinopla que fica uns 30 minutos andando de Sultanahmet. Separei uma tarde inteira e sem um gps você acaba se perdendo nas centenas de curvas e subidas, em baixo existe uma rua principal para os turistas. Alguns moradores parecem não gostar muito da presença de gringos, bom para observar locais de verdade. Lá existe um colégio grego, algumas igrejas em reformas devido a sua idade e um mirante com vista para a torre de Gálata, o bom mesmo é andar sem guia e ir descobrindo cada canto de Fatih. Prepare-se para encontrar muitas subidas em Fatih Algumas mulheres escolhem cobrir o corpo todo, não é uma obrigação religiosa Aqueduto de Valente, do ano 368 era responsável para a chegada de água até Constantinopla Se quiser combinar no mesmo dia é possível com uma caminhada até o Spice e Grande Bazar, como o nome fala são dois enormes lugares onde você pode comprar de tudo, eu falei tudo mesmo dentro de uma normalidade, joias, roupas, brinquedos, chás, tapetes, louças, decoração em geral. Se você vai com a intenção de comprar algo só digo boa sorte, algumas horas do dia se torna irritante andar por ruas entupidas de gente, como da foto abaixo. Espere encontrar turcos e árabes falando bom dia para você, afinal de contas Brasileiros são facilmente reconhecidos, também preços nas alturas para você treinar o seu poder de barganha, o normal é começar com 3 ou 4 vezes mais caros que o normal. Se você não fala Turco não tem problema, os vendedores sabem quem comprar souvenir é gringo, e eles vão fazer o possível para lhe vender, quase comprei um tapete e eles mesmo enviam para o Brasil, coisa fina. Não espere encontrar muito espaço para andar no Grand Bazaar de Istambul Chá é coisa séria na Turquia, e eles são incríveis. Também espere pagar bem caro O Grand Bazaar é enorme sendo impossível ver todas as lojas, mas tudo é separado por tipo O Grand Bazaar fica aberto até umas 7 da noite, melhor mesmo é ir bem cedo Comer em Istambul é muito fácil, desde uma simples torrada, kebab, peixe ou arroz com frango você vai encontrar opções baratas até bem caras. Como sempre eu gosto de economizar e comer onde os moradores vão, com 10 Liras é possível fazer um almoço regular. Fica humanamente impossível falar o que e onde comer na cidade, só não vale ficar indo em fast-food na Turquia. Nos meus últimos 4 dias na cidade acabei ficando na casa de uma brasileira que trabalha com turismo, voltando para Gálata por sinal, com um razoável sistema de metrô é possível de deslocar pela cidade, uma pena que ônibus seja mais funcional, ou pelo menos tenta pelo horrível trânsito. Entendo que como Istambul seja muito antiga é difícil construir metrô para todas as regiões. Uma volta durante a noite é altamente recomendável, especialmente para conferir as iluminações das várias mesquitas, no verão eu garanto que foi muito melhor que em janeiro, onde o vento foi complicado. Muito comum este copos com saladas serem vendidos perto da Ponte de Gálata, 2 Liras Basílica de Santa Sofia A Mesquita Azul fica mais bonita durante a noite Resumo da ópera, Istambul não é uma cidade para apenas 2 ou 3 dias e muito menos para uma visita na vida. Mesmo quem não goste de cidade grande acho difícil não se apaixonar por este lugar, não espere uma Europa organizada ou limpa, espere sim encontrar muita gente legal pelo caminho, especialmente quem hospeda viajantes pelo couchsurfing. Foi minha segunda visita na cidade, onde os 10 dias passaram voando. Não escrevo dicas do que fazer pois isto vai depender do gosto de cada um, considero mais importante viver o clima de uma cidade e suas pessoas, do que apenas ficar visitando pontos turísticos. 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  24. Istambul é uma cidade tão cheia de vida, que é difcíl explicar em palavras. Com seus mais de 10 milhões de habitantes, temos opções muito diversificadas. É uma espécie de turismo para além dos museus, a história está na rua e em seus habitantes. Também é bem convidativa para quem quer conhecer um pouco mais sobre o Islã e quebrar preconceitos. A Turquia é um país fascinante e Istambul é um pedacinho disso tudo. Aonde ficar? Para os turistas, existem dois pontos "cruciais" na cidade: Sultahnamet e Taksim. O primeiro bairro, que foi escolhido por nós, é aonde se concentram as principais atrações "históricas" da cidade, além de ter ótimas opções de parques para descansar durante o dia e um pouco da culinária local. Já Taksim remonta um lado mais metropolitano, permeado de restaurantes, lojas e até shoppings (com preços que valem muito a pena). Quem se hospeda lá fica mais próximo ao "point" noturno da cidade, à Gálata Tower e à praça taksim, que foi cenário dos protestos que levaram milhares de turcos às ruas em 2013. Informações úteis Brasileiros não precisam de visto no país. Existem dois aeroportos principais na cidade: o internacional de Atatürk, que recebe os principais voos, e o Sabiha Gökcen, que fica longe para um cacete e costuma fazer os voôs internos da Turquia. Portanto, se forem fazer algum tipo de conexão ou pegar algum voô para outra cidade, fiquem atentos, pois o aeroporto de Sabiha é de difícil acesso, principalmente para quem está com pressa (até mesmo de taxi demora). Já o aeroporto internacional pode ser acessado de metrô. Detalhe: a maioria dos hoteis e hostels oferecem transfer, que, diga-se de passagem, não é um absurdo: 5 euros para Atatürk e 10 euros pro Sabiha. Você pode, facilmente, se deslocar andando (caminha-se bastante) ou de ônibus, só precisa se informar bem - MUITO BEM! - com alguém que fale em inglês, já que se comunicar por mímicas no meio da rua não é uma tarefa fácil. Quanto mais você se embrenha na Turquia ou se distancia dos pontos históricos,menos os turcos falam inglês (até nos hotéis), então baixem um daqueles apps tradutores ou se informem beeeem antes de saírem andano por aí (passamos alguns perrengues por causa disso). A Guia Turca foi uma dica da querida Babi Cady, que já sigo no instagram desde o começo de sua jornada pelo mundo. A Gonca (guia turca) é uma brasileira residente em Istambul que sabe a história da cidade como a palma de sua mão. Infelizmente, a Babi só passou pela cidade em outubro, então só fiquei sabendo disso depois da minha estadia por lá, mas #fikdik pra vocês <3 O que é o Ramadan? É o nono mês do calendário lunar islâmico, um mês considerado festivo para os muçulmanos, que fazem jejum durante o dia como uma forma de respeito à Allah. Nossa passagem pela cidade se deu exatamente nesse período, em que o final do dia se enchia de pessoas e famílias nas praças para fazer a refeição. Além disso a Mesquita ficava totalmente iluminada e, durante o dia, tocava uma canção em determinados momentos para lembrar aos fiéis de rezar, muito interessante, diferente (para mim, claro) e bonita a prática. O que fazer? Vou fornecer essas informações com base no meu roteiro de 4 dias (sendo o primeiro de chegada no final da tarde) pela cidade e tentar falar mais algumas dicas que li e escutei. Lembrando que os preços são de junho de 2016. Istambul tem suas principais atrações: Hagia Sophia (ou Basílica de Santa Sofia): construída para ser, inicialmente, catedral de Constantinopla, ao longo da história ela foi igreja católica, mesquita até se tornar o museu que é hoje. Também passou por destruições e reconstruções. É de deixar o queixo caído. Sua entrada custou 40 LT. Cisterna da Basílica: perto da hagia Sophia, foi utilizada para ser cisterna de água, mas hoje é outra atração turística, que ajuda a se esconder um pouco do verão ensolarado da Turquia e tem o grande atrativo das cabeças das Medusas, aonde voce pode jogar uma moeda e fazer aquele desejo. Entrada? 20 LT. Mesquita Azul: uma das mesquitas mais imponentes de Istambul e também a mais visitada pelos turistas. Não se preocupe com a roupa, pois lá eles disponibilizam algo para você se vestir adequadamente para entrar numa mesquita. Entrada gratuita por ser um templo religioso. Loja de Tapetes do Ridvan (El Rincón de Fehmi em Sultanahmet): apesar de não ser para o "bico" de mochileiros, vale a pena entrar e conhecer essa loja e o Ridvan, um turco (de etnia curda) muito simpático, que nos recebeu muito bem, nos explicou um pouco de cenário político do país e contou a linda história dos tapetes turcos que (pasmem) são mais trabalhados que os famosos tapetes persas (ou iranianos), já que são feitos com 2 nós e não apenas 1 como no país vizinho. Ah, o melhor? Isso tudo foi em português, já que ele costuma vir para o Brasil vender seus tapetes! Grande Bazar: ok, você pode ser o mochileiro que for, estar na estrada a meses ou ter ido só para uma viagem de férias, mas esse lugar é imperdível. Além da arquitetura incrível, o lugar é um dos maiores mercados fechados do mundo e era abastecedor para outras cidades ou pequenos produtores. O nome das ruas do mercado correspondem às atividades que aí se desenvolviam. Fora as lembrancinhas, dá vontade de comprar tudo (e olha que não sou de gastar!). Tinham várias porcelanas pintadas à mão, tapetes, souvenir,... Ah, e as casas de câmbio de lá tinham os melhores preços de Istambul. Suleymaniye Mosque: uma mesquita no estilo da Blue Mosque, mas com menos turistas. Achei muito melhor para vivenciar um pouco a paz de uma Mesquita e entender um pouco melhor sobre o Islã. O preconceito, muitas vezes, vem da reprodução de um discurso de algo que não conhecemos, então é super importante mergulhar nessa experiência. Além de ser mais calmo, lá tinha uma mulher explicando um pouco sobre a religião, bem interessante. Não me lembro de emprestarem vestimentas adequadas, apenas o véu para tapar a cabeça ao entrar. Bazar de Especiarias: bem próximo à Suleymaniye Mosque e essencial para quem quer ver os doces e temperos turcos. Apesar de serem vendidos por toda a cidade, lá eles são mais baratos. Confesso que me decepcionei um pouquinho, já que esperava algo diferente. Os doces pareciam com uma espécie de jujuba (eu juro, hahaha). Estreito de Bósforo: a não ser que queiram aquelas breguices de barcos com músicas românticas com um preço bem salgado que começa em 15 euros, existe um barco público que faz esse roteiro (por apenas 12 LT). Topkapi Palace: fica em Sultanahmet. Infelizmente, não posso descrever o quanto esse lugar (parece) é mágico, porque tive o azar dele estar fechado por um problema que não compreendi muito bem no dia que fui visitá-lo. Mas, com certeza, é parada obrigatória para quem vai à Istambul. Parque Gulhäne: um lugar perfeito para dar uma relaxada depois do almoço ou para comprar uma frutas e tomar café da manhã. São flores para todos os lados, muita vida, crianças, pequenos animais. É para colorir seu dia! Taksim Square: palco das manifestações, em 2013, que levaram 3 milhões de turcos às ruas. Essa região é conhecida como Istambul Moderna, aonde se concentram grandes centros comerciais, casas de câmbio. Lembra algo mais "ocidentalizado". Gálata Tower: é uma das torres mais antigas do mundo, foi usada como forte e como ponto estratégico na cidade. Tem uma vista panorâmica, que vale muito a pena, apesar da entrada ser bem salgada (25 LT). Museu da Inocência: apesar de não ter conseguido ir, é interessante e até uma forma de prestígio a um dos mais famosos escritores turcos, Orham Pamuk. O museu leva o nome de um de seus livros mais conhecidos. Além desse, ele tem clássicos como "Istambul" e "Meu nome é vermelho". Ilhas no estreito de Bósforo (exemplo: Princess Islands): para quem curte andar de bike, vale a pena pegar um dos ferrys até essas ilhas e passar o dia relaxando (principalmente para quem tiver um roteiro menos corrido que o meu). Lado asiático de Istambul: Kadikoy é o lugar do lado asiático mais conhecido, principalmente por suas ruas agradáveis e barzinhos (também não deu tempo de conhecer). O que comer? Sei que não sou a maior especialista em comida turca, já que foi muito pouco tempo para descobrir e me aprofundar mais nessa cultura tão rica, mas existem alguns pratos que, literalmente, são I-M-P-E-R-D-Í-V-E-IS! Ah, os restaurantes turcos tem uma tradição que eu simplesmente amo: servir entrada de pães com pastinhas (de graça <3). -Kebab (bem famoso na culinária turca, no Grand Bazar era bem servido por um preço bem razoável de +- 7 liras por pessoa). -Ali Nazic, uma espécie de Kabab com molho de alho e beringela (de lamber os beiços) -Doces turcos. Apesar de não ter gostado, é uma experiência local prová-los. -Chá turco, tem gosto de essências, como canela, mas é uma delícia. O único problema é a temperatura (você se queima real), que não é nada agradável, muito menos no calor do verão de Istambul. Istambul, apaixonante A verdade é que Istambul é uma cidade linda, cheia de vida e cultura. Apesar de todos os preconceitos que ouvimos diariamente acerca da Turquia, posso dizer que, em questão de segurança pública, Istambul ganha de 1000 a 0 do Rio. Chegamos a dormir numa praça com nossa câmera largada ao lad, andávamos feito "turistas" pelas ruas (com mapa na mão e câmera no pescoço). Não deixem de ir pelo "medo", que nada mais é que um desconhecimento sobre a verdadeira realidade do país e da cidade. O povo é muito receptivo, sempre disposto a ajudar - um bom lugar para tentar fazer couchsurfing. Apesar que os hostels são bem baratos. Acredito que conhecer a cidade no inverno também deve ser incrível (vendo as ruas nevadas). Se tiverem qualquer dica para complementar o roteiro ou qualquer dúvida, podem entrar em contato!
  25. Os últimos dias da viagem haviam sido ótimos. Istambul, em pouco tempo, conquistou meu coração de viajante e, devido às suas particularidades e exotismo, havia se tornado meu destino preferido. Eu já nem lembrava mais que durante o planejamento cheguei a questionar se deveria ou não visitá-la, pois tinha receio do que poderia encontrar na, até então, desconhecida Turquia. Portanto, metade de mim estava deixando a cidade com a tristeza de quem sai de casa sem saber quando e se um dia irá voltar. A outra metade estava feliz por ter conquistado mais um objetivo e por estar dando continuidade à jornada com um sentimento de dever cumprido. Um dia antes, eu havia passado na estação para comprar a passagem até Bucareste, pois sabia que meu passe de trem não tinha cobertura para alguns trechos. No guichê, informei o destino final apresentando meu Eurail Global Pass. A atendente o examinou, me deu preço e eu paguei pela passagem complementar. Na hora do embarque, me despedi de Carlijn, Evan e Jitske que fizeram questão de me acompanhar até a estação e entrei no trem que me carregaria pelas próximas 19 horas – saindo da Turquia, atravessando toda a Bulgária e chegando na Romênia. A viagem teve um mau começo. Na mesma cabine, que era para seis pessoas, só havia um senhor – até aí tudo bem. Um senhor que fumava um cigarro atrás do outro, e não era um cigarro comum, era uma espécie de palheiro – forte e fedorento. Pra piorar ele fechava a porta, e eu suspeitei que era por causa da fiscalização. Mas bastava ele acender o cigarro que eu a abria novamente. E esse ritual foi repetido várias vezes. O pessoal do trem entrou por várias vezes na cabine para abordá-lo e parecia que o motivo envolvia dinheiro. Não tenho certeza se ele não tinha passagem ou era outro motivo. Em uma das abordagens chegaram a, inclusive, revistar sua mala. Eu, desconfiado, viajava com a mochila em cima da cama, aos meus pés. E nessa noite em especial, cheguei a amarrá-la, passando as tiras em volta da minha perna. Eu já tinha lido vários relatos de furtos em trens noturnos e não queria dar a menor chance pro azar. Durante a madrugada, o balançar do trem não era nada em face ao cheiro horrível do palheiro que não me deixava dormir. A solução que encontrei foi me cobrir inteiro com o lençol até a cabeça para que a fumaça e o cheiro não entrassem pelas minhas narinas. Funcionou. Quando, enfim, consegui dormir o trem parou. Estávamos na fronteira. Tive que desembarcar do trem com meu passaporte para receber o carimbo de saída do país. Do lado de fora o breu só era quebrado pelas luzes fracas e amarelas do escritório de imigração. Com o carimbo estampado no passaporte, voltei ao trem e adormeci novamente. Sempre com a mochila presa à perna e coberto da cabeça aos pés. Mas não demorou muito para eu ser acordado mais uma vez. Agora tínhamos chegado à fronteira da Bulgária. Felizmente, dessa vez, o oficial levou o passaporte para ser carimbado e eu não precisei descer do trem. Essas foram apenas duas vezes entre muitas que meu sono foi perturbado. Não sei dizer ao certo quantas vezes houve checagem de passagens durante a noite e o velho fumador era sempre requisitado – e interrogado. Mas teve um momento em que cheguei à exaustão e dormi pra valer. Acordei quando o sol já havia nascido e tive uma ótima surpresa: estava sozinho na cabine! Até me diverti ouvindo Dragostea Din Tei (a versão original da Festa no Apê, do Latino, cantada pelos romenos do grupo O-Zone) e Tic Tic Tac (aquela do Carrapicho, alguém lembra?) numa versão búlgara, acredito eu. Pois bem, bastou eu achar que tudo ia muito bem para ser abordado por um búlgaro. Ele chegou acompanhado por uma mulher e ambos estavam checando os bilhetes dos passageiros. Até aí nada de diferente, certo? Errado. Quando entreguei meu passe ele disse que estava faltando algo, não sei como entendi isso, pois ele só falava búlgaro. Entreguei-lhe meu bilhete (aquele que comprei em Istambul), confiante de que era aquilo que ele queria ver, certo? Errado. Também não sei como entendi, mas ele disse que aquele era apenas uma reserva para a cama. Eu não sei se era mais difícil entendê-lo ou entender como funcionava a venda dos bilhetes. Pelo que entendi, eu deveria ter comprado, na Bulgária, um bilhete que cobrisse todo o trecho que passaria pelo país. Mas como eu poderia fazer isso de dentro do trem? Ninguém entrou pra vender, nem ao menos para perguntar. Todas as vezes que checaram minhas passagens estava tudo ok. Enquanto ele tentava me explicar em búlgaro, a mulher que entrou com ele insistia em ler meu passe para ter certeza de que ele não era válido para aquele país. E no meio de tanta explicação e tanta gesticulação, a minha cabeça começou a latejar de dor. No começo da abordagem até cheguei a pensar que queriam uma propina, mas depois descartei essa possibilidade e vi que eles estavam realmente fazendo o correto, mas isso não quer dizer que eu estava errado, pelo contrário, eu não tive culpa nenhuma e muito menos má intenção – o que não fez muita diferença. No final da história eu tive que pagar €50 de multa – e ele fez a notinha e tudo. A multa ficou cara perto do preço que deveria custar uma passagem naquela região deserta da Bulgária. O que me deixou mais aliviado foi que ele saiu da cabine e minha cabeça foi, aos poucos, melhorando e, após as intermináveis 19 horas dentro da cabine do trem, cheguei a Bucareste, a capital romena. Leia o post original com fotos: http://viajanteinveterado.com.br/multado-no-trem-a-interminavel-viagem-de-istambul-a-bucareste/ Este é o 39º post da série Mochilão na Europa I (28 países). Leia os outros posts da série: http://www.viajanteinveterado.com.br/category/grandes-viagens/mochilao-na-europa-i-28-paises/
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