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Philippe Matheus

23 Dias por Israel, Palestina, Grécia, Turquia e Emirados Árabes Unidos

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  • Conteúdo Similar

    • Por lavidaesmara
      Uma das 7 maravilhas do Mundo Antigo está situada na Turquia. Conhece-a e viaja connosco até às ruínas de Éfeso.
      Conhece aqui:
      https://lavidaesmara.com/2020/06/22/maravilhas-mundo-antigo-templo-artemis/
    • Por AlonsoMiranda
      Olá Pessoal!
      Acompanho o grupo a alguns anos e finalmente tomei vergonha na cara e decidi colocar os relatos de algumas viagens que fiz com as dicas preciosas que encontrei aqui no mochileiros. Esses tempos de quarentena tem me deixado bastante nostálgico huahua Vou compartilhar com vocês esta viagem que fiz em março de 2019 para a Turquia!
      Preparação para a viagem!
      Não sei vocês, mas a maioria das minhas viagens não começaram com um sonho de infância e sim com uma bela de uma promoção relâmpago na tela do meu celular hahaha Neste caso, aproveitei uma promoção da Turkish Airlines com voos por R$1.800,00 para conhecer um destino que até então só tinha visto na novela Salve Jorge. Tive alguns meses para me planejar e conhecer mais sobre o que o país tinha a oferecer. 
      Viajei com uma mochila Quechua 70L e uma mala grande (quando chegar na parte das muambas você vai entender por que). Como era final de inverno, levei aquelas roupas térmicas baratas e me ajudaram bastante a enfrentar o frio, que chegou a  -2º. 
      Levei euros e alguns cartões de crédito por precaução. Você pode deixar para trocar todo o seu dinheiro lá, de preferência nas casas de câmbio dentro do Grand Bazar que foi onde encontrei as melhores cotações. 
      Como eu tinha 6 dias em Istambul, meus planos eram usar parte deles para dar um pulo na Capadocia e fazer o passeio de balão, poreeeeeeem aconteceu um baita de um imprevisto que eu vou contar para vocês no relato. 
      Entrando na Turquia 
      Sai de GRU-São Paulo na madrugada do dia 03/03 em um voo direto da Turkish para Istambul com aproximadamente 12h30 de duração. Foi o voo mais longo que já peguei, porém achei o espaço entre as poltronas aceitável e o serviço de bordo é ótimo.
      Durante a viagem passamos por cima do deserto do Saara e ver aquele mar de dunas lá embaixo é um show a parte. Só não vá abrir a janela pra ver pois o voo é diurno e vão querer matar você.
      Cheguei as 23h no Aeroporto Internacional Ataturk e passei pela imigração. Para entrar no país não é necessário ter um visto prévio. Não fizeram nenhuma pergunta na imigração e em 5 minutos eu já estava dentroooo!
      Peguei minha mala, troquei alguns euros por liras turcas em uma casa de câmbio dentro do aeroporto e fui aguardar meu Uber. Descobri depois que Uber era proibido no perímetro do aeroporto, mas valeu a pena pela economia. Sem falar que os taxistas em Istambul dificilmente falam inglês e pronunciar endereços em turco não é uma tarefa fácil.
      Atenção: Vale lembrar que o Aeroporto Ataturk fechou em abril de 2019 e a cidade agora conta com um novo aeroporto também localizado na região metropolitana, então é bom dar uma olhada nas opções de transporte.
      Gastamos 20 minutos do aeroporto até Sultanahmet, bairro onde me hospedei pelos 6 dias. Fiquei no hostel Cheers Lighthouse Istanbul, melhor custo beneficio que encontrei!
      Como já era tarde e eu não tinha dormido direito no voo, fui direto para a cama. 
      1º Dia - Sultanahmet e arredores
      No dia seguinte eu acordei cedinho e fui para o salão onde é servido o café.
      Fica aqui o alerta: o pepino é muito apreciado pelos turcos, então ele esta presente em vaaarios pratos e inclusive no café da manhã. 

      Depois do café sai sozinho para conhecer o bairro, onde se encontram as principais atrações de Istambul. 
      Minha primeira parada foi no Obelisco de Teodósio, na Praça Sultanahmet. Ouvi sem querer (rsrs) um guia contando que o obelisco foi construído por um faraó no Egito e depois trazido para Constantinopla (atual Istambul). 

      Logo depois fui para a Mesquita Azul, localizada ao lado do Obelisco. A mesquita é enorme e muito bonita, porém não consegui ver metade do famoso teto devido a uma reforça que estava acontecendo. Mesmo assim foi uma experiência incrível para mim que nunca tinha entrado em uma mesquita ou tido um contato mais próximo com a religião.


      Nas minhas pesquisas vi que um dos melhores jeitos de ver as principais atrações de Istambul e dar aquela economizada é comprando o Museum Pass, que da o direito de visitar várias atrações da cidade pagando um único peço pelo bilhete. Ele é vendido em vários locais e eu comprei o meu na bilheteria do Palácio Topkapi por 160 Liras, aproximadamente R$150,00 na época. 
      Aproveitei para conhecer o palácio, que era a residencia dos sultões durante o Império Otomano. Além de toda a beleza arquitetônica também é possível visitar diversas exposições que rolam lá dentro. Eu confesso que durante essa viagem fiquei com dor no pescoço de tanto ficar olhando para os tetos, um mais bonito que o outro. 

       

       


       

      O lugar é bem grande e eu usei o resto da minha tarde para conhecer cada espaço. Um dos que mais me impressionou foi um salão onde é possível ver o "anel" de metal onde fica a Kaaba, conhecida como a Pedra Preta que é uma das relíquias mais sagradas do Islã e atualmente esta em Meca. Esta era uma seção dedicada a objetos sagrados do Islã e ao fundo alguns homens entoavam o Alcorão, uma experiência muito F%$# de estar mergulhado ali em uma religião tão diferente e bonita. 
      Depois que sai do palácio fiquei olhada as lojinhas e fui experimentar a comida de rua. Destaque especial para o suco de romã que é uma deliciaaaaaa. O cachorro quente deles também é bem gostoso, e adivinha qual é o diferencial? PEPINO em conserva 😅.
      Voltei para o hostel, jantei um Kebap no bar e fui conhecer a galera.
       
      Continua...
       
    • Por Tacio Corbacho
      Olá galerinha ! Então,  estou planejando viajar ano que vem pra Istambul , alguém que já foi a Turquia , ou qualquer um que possa me ajudar em relação a documentação e locais por lá  ?
      Agradeço  !!
    • Por Renatao1502435084
      Fala galera viajante. 
      Nessa quarentena resolvi postar um pouco do mochilãozinho que fiz em Israel e Palestina. Também farei relato sobre Egito e Jordânia caso alguém se interesse só procurar na área dos respectivos países. 
      29/01/2020 - Guarulho Tel Aviv: consegui comprar esse voo por 33 mil pontos na Latam + 150 reais. Resolvi fazer o upgrade para a classe executiva por mais R$ 1.250,00. Ao menos uma vez na vida resolvi me dar esse luxo já que a passagem saiu de graça.
      30/01/2020 - Chegada em Tel Aviv no aeroporto de Ben Gurion após 15 horas voando. Li vários relatos da imigração em Israel. Após apresentar meu passaporte já ia ser admitido, mas pelo perfil de ser jovem, solteiro e viajando sozinho me mandaram para a "salinha". Após uns 20 minutos chegou um agente da polícia falando um português com sotaque carioca para minha surpresa. Perguntou-me quanto e como eu paguei minha passagem. Após responder firmemente me devolveu o passaporte e deu boas vindas à Israel.
       
      O aeroporto fica bem longe da cidade e resolvi ir de ônibus. Ao contrário do resto do ano esta época fez um frio absurdo e já do lado de fora tive que retirar uma blusa reserva da mochila. Infelizmente esqueci meu casaco em cima de cama na minha cidade no interior de Goiás. Após 50 minutos de viagem cheguei ao centro de Tel Aviv e fui direto ao Hostel Abraham.
      A viagem foi planejada de forma a conhecer as seguintes cidades:
      1.      Tel Aviv
      2.      Jerusalem
      3.      Bethelen (Palestina)
      4.      Masada
      5.      Haifa
      6.      Tiberiades

       
       
      31/01/2020 – Dia de Conhecer Old Jaffa e a orla de Tel Aviv
       
      Old Jaffa: é uma das cidades mais antigas do mundo.
       
      Porto de Jaffa: dizem que Jonas saiu deste porto quando foi engolido por uma Baleia
       
      Orla de Tel Aviv: dá para caminhar bastante. Ou alugar patinete ou bicicleta. Os valores são exorbitantes como tudo em Israel. Para comer sozinho gastava em torno de 50 reais quando barato 
       
       
      Dia 1º/02/2020 - Cidade Branca de Tel Aviv
      A Cidade Branca de Tel Aviv é a maior concentração do mundo de prédios no "International Style", mais conhecido como "Estilo Bauhaus". 
       
      Museu de Arte de Tel Aviv: o museu é gigante e custou 50 NIS.
       
      Carmel Market: infelizmente não tirei nenhuma foto do mercado em si.  Fica em uma rua de Tel Aviv e parece com as feiras no Brasil.
       
      2/2/2020: Dia de partir para Jerusalém: fui a pé para a rodoviária. De lá foi tranqüilo comprar o ticket. Os ônibus em Israel são muito pontuais e basta consultar o site da empresa (Egged). Na rodoviária de Jerusalém aproveitei para comprar um casaco pois estava um frio da gota. Fiquei no mesmo Abraham Hostel. De lá caminhei no mesmo dia para a Old Town

       
      Jerusalém é um mundo à parte. Qualquer pessoa deveria visitar esse lugar. É uma energia incrível e basta se perder nas ruelas para encontrar milhares de anos de história. É possível passar muito tempo porque tem muita coisa: Bairro Judeu, Cristão, Armênio, Muçulmano. Várias igrejas, mesquitas e sinagogas. Locais históricos como muro das lamentações, Monte no Templo, Domo da Rocha, Via Dolorosa. É história e religião que não acaba mais. Você sente a tensão no ar entre a população. Muita cultura junta e misturada. É algo inexplicável.
      Muro das Lamentações
       
      03/02/2020: Fiz um tour guiado. Famoso “Free Walking Tour”. Só lembrando que ao final do tour o guia pede uma gorjeta sendo o valor sugerido de 50 NIS.  Se estiver com inglês afiado vale a pena porque explica bem sobre vários monumento que em uma caminhada sozinho passa desapercebido.
      Torre de Davi
       
       
      Aproveitei ainda para ir ao Jardim de Getsemâni e ao Monte das Oliveiras. Fiz tudo à pé. Israel é extremamente caro. Tenha em mente que ir para lá vai gastar uma boa grana.
      Jerusalém vista do Monte das Oliveiras
       
       
      04/02/2020: Aproveitei para ir na área do Domo da Rocha. Horários são restritos porque esta mesquita está no mesmo local do Monte do Templo. Pelo fato de dois locais sagrados para duas religiões (islamismo e Judaísmo) estarem no mesmo local existe todo o conflito e a área é super vigiada.
      No mesmo dia fui para Bethelen: basta pegar o ônibus em frente a cidade antiga.

       
      Em Belém vale a pena visitar a Igreja da Natividade e a Mesquita que fica em próximo. É interessante como uma cidade com um dos locais mais sagrados do cristianismo está em território Israelense com maioria da população palestina.
      Outro local que vale a pena visitar é o muro que divide a Cisjordânia. Há muitos grafites nos muros que refletem o conflito no local. Vale a reflexão até que ponto o muro é uma forma de proteção dos israelenses e até que ponto provoca segregação populacional.
      A volta de Belém para Jerusalém tem uma situação triste. No check point  é solicitado que todos os palestinos desçam do ônibus. Turistas permanecem e devem mostrar o passaporte ao soldado israelense. Uma soldada de um metro e meio com uma metralhadora maior que ela passou fazendo a revista. Os palestinos, na maioria jovens, submetem-se a revista, perguntas. Me passou pelo pensamento como é injusto o fato de que os palestinos estavam no território há centenas de anos. Os israelenses voltaram com o movimento sionista a partir de 1948. Quem é o dono da terra? Vale pensar e de uma certa forma a viagem para lá dá uma girada na chave em tudo que pensamos sobre o conflito Israel x Palestina.
       
      05/02/2020: Masada. Este local é uma fortaleza no deserto. Tem uma história muito triste: os judeus fugiram para lá no ano de 63 a.C. Após algum tempo foram encontrados pelos romanos. Após perceberem que seriam mortos, ver os filhos escravizados e as mulheres possuídas pelos romanos decidiram pelo líder, Eleazar, e outros a suicidarem. Atualmente os recrutas do exercito israelense terminal o curso de formação no parque fazendo o juramento "Masada nunca mais"
      É possível super até a fortaleza no “Cable car” ou caminhando através do Caminho da Serpente ou "Snake Path"
      Mar Morto visto de Masada. Paga uma taxa para entrar no Parque Nacional de Masada
      Lá do alto é possível observar o Mar Morto. É possível conhecer os dois locais nos mesmo dia mas preferi ir no Mar Morto do lado jordaniano.
      Fui de transporte público e é bem tranqüilo. Tudo na hora. Basta checar no site da companhia de ônibus.
       
       
      Dia 06/02/2020:  Museu do Holocausto. Local é bem triste porque mostra todo o sofrimento do povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial. Dá para passar algumas horas. É uma verdadeira aula de história.

      07/02/2020: Sexta feira – início do Shabat. É bom ficar esperto porque muitas coisas funcionam somente até hora do almoço. Saí cedo de Jerusalém com destino a Haifa. Fui até esta cidade para conhecer os Jardins de Baha’is.
      Este é um dos níveis do Jardim que fica em Haifa ao norte de Israel
      Infelizmente o dia estava fechado, mas nada que atrapalhe a beleza do jardim. O mesmo é o local supremo da religião Bahai. Esta religião é a junção do melhor do cristianismo, judaísmo e islamismo. Para adentrar o local tem que agendar previamente com um guia específico. Caminhei deste ponto até a parte de baixo pela rua. É uma caminhada e tanto. Tem mais coisas para fazer em Haifa mas optei por partir para o próximo destino, Tiberíades. 
       
      08/02/2020 – Tiberíades: resolvi conhecer esta cidade porque fica à beira do Mar da Galileia. Na verdade trata-se de um lago de água doce de extensão quilométrica. Aqui Jesus teria andado sobre a água, acalmado a tempestade, feito o milagre da multiplicação dos pães e peixes.

      Caminhei na orla do lago e imaginando as histórias de Jesus. Para mim foi uma viagem de reflexão espiritual e histórica.
       
      Dia 09/02/2020: Parti de Tiberíades para Jordânia.
      Escolhi a fronteira ao norte porque não tinha interesse de ir para o sul de Israel e nem de através a King Hussein Bridge próximo a Jerusalém porque ouvi dizer que era bem complicado.
      Tomei o ônibus cedo na rodoviária de Tiberíades para Betsaida. A rodoviária nesta última cidade fica bem afastada e as informações que encontrei na internet eram bem confusas acerca da travessia para a Jordânia.
      Tomei o micro ônibus 16 que ia para um kibbutz (comunidade rural em Israel) próximo a fronteira, cerca de 2 km. Descido no ponto de ônibus fui caminhando até a imigração 
      Tchau Israel. Só tenho a agradecer por esta viagem de conhecimentos incríveis sobre a religião, história. Israel é um país que todos deveriam conhecer pela riqueza que tem a oferecer. É um destino caro mas que vale a pena. 
      Próximo post pretendo escrever sobre Jordânia. 
      Obrigado a todos!
       
       
       
      ­­­­
    • Por Daniel MR
      Sim, meus caros. É possível subir até o pico mais alto da Grécia. É possível chegar ao panteão dos deuses mesmo sendo um mero mortal. E não é difícil.
      Tudo começa na cidade de Litochoro (pronuncia-se Litôrroro e escreve-se Λιτόχωρος), onde é possível chegar através de trem pelo sistema TrainOSE. Compra pelo site (tem que tentar falar grego) e embarca com e-ticket mesmo. Saindo de Atenas pela estação Larissa, de fácil acesso, troca em Larissa e segue pra Litochoro. Sem muito erro. Chegando na estação de Litochoro, de frente pro mar, o mais fácil é pedir um táxi para levá-lo até o hotel na cidade. Custou apenas 10 EUR e não tenho certeza se tinha ônibus. Solicitei pelo hotel e o taxista já estava nos esperando quando chegamos. Rápido para chegar na cidade de carro mas longe para ir caminhando.
       
      Melhor caminho para ir de Atenas à Litochoro
      Em Litochoro ficamos no hotel/pousada Mythic Valley, recomendo. Boa localização, café da manhã excelente e funcionários muito prestativos. Não era o mais barato (55 EUR o casal), mas precisávamos de uma boa noite de sono antes de seguir montanha acima. Jantamos no centrinho e fomos dormir cedo para acordarmos dispostos.
       
      O hotel tinha escavações em andamento para encontrar relíquias, como esse vaso de cerâmica
      Para começar a subida, são duas opções: caminhada desde a cidade ou subida de carro até um ponto chamado Prionia e seguir a partir de lá. A subida direta da área urbana é realizada em aproximadamente 12 horas e 17 km, vencendo uma altitude de 1740 m. Optamos pela versão mais conveniente, que é começar de carro. Seja qual for sua opção, a trilha é denominada E4, que é uma de longa distância que vai de Atenas até Gilbratar na Espanha, ou vice-versa, e tem 10.000km de extensão.
       
      Trilha com início na área urbana de Litochoro
      No outro dia, depois de um bem reforçado café da manhã, o Mr. Nikos, mesmo taxista que nos buscara na estação na noite anterior, já estava nos esperando para nos levar morro acima. A subida até Prionia leva ao redor de 30 minutos e custa 25€ — para rodar mais menos 18 km. O Mr. Nikos nos deixou no ponto mais alto que pode-se chegar de carro, a 1100m de altitude, no local que serve comes e bebes, tem banheiro e repositório de água. Nesse ponto já não há mais acesso à rede de celular. Mr. Nikos, precavido, deixou um cartão com o número de celular e avisou que no restaurante eles poderiam ligar para chamá-lo.
      A subida iniciando-se em Prionia leva entre 3 e 4 horas e é de 6km de distância, vencendo uma altitude de 1000m. Dá pra começar ela no período da tarde e dar uma volta em Litochoro de manhã, se for essa a ideia. Começamos pela manhã mesmo para curtir a tarde nas montanhas. Nossa subida aconteceu em meados de outubro — dias 14 e 15/10 — e talvez o aquecimento global tenha nos ajudado a não pegar tanto frio e neve. Tem relatos de que as trilhas podem fechar por essas datas caso já estejam intransitáveis. Mas em Litochoro estava um clima até que quente e agradável.
      Chegando em Prionia o sol estava encoberto e o frio pegou forte, colocamos nossos casacos pesados, enchemos as garrafas de água e usamos o banheiro públicos. Finalmente prontos para começar a trilha. Ali não tem erro: uma placa marca o início da trilha, junto com avisos de como se portar. Parece fácil.
       
      Só seguir essas instruções para que tudo dê certo.
      Fizemos a subida em ritmo moderado, apreciando a paisagem outonal amarelo-avermelhada, sentando nos locais adequados e recomendados — tem bancos a aproximadamente cada terço da trilha para descanso, e também pontos de água para reabastecimento. Há vários pontos também de mirante, que pode-se ver tanto o pico — Mytikas , o Trono de Zeus— quanto as partes mais baixas.
       
      A parte bruta da montanha mantém-se quase sempre visível
      A caminhada em geral se dá por baixo de árvores e sem incidência solar direta. Como a caminhada é subida, o corpo esquenta e o casaco pesado do início já não se faz necessário. No último terço do primeiro dia de subida a caminhada chega em uma parte mais aberta, e de fato a vegetação vai rareando e diminuindo de tamanho conforme vamos subindo. De certo ponto já é possível ver o refúgio Spilios Agapitos, o que ajudou a visualizar a meta do dia.
      Chegando no refúgio fomos recebidos por diversos trilheiros cansados e descansados, alguns subindo junto conosco, outros voltando do pico e alguns só relaxando no local. O Spilios Agapitos é comandado pela Maria Zolota, que vem cuidando do local desde 2001.O nome vem do arquiteto e engenheiro que projetou a construção. O refúgio foi o primeiro a ser construído na montanha, em 1930, e foi sendo ampliado até a atualidade. Tem 110 camas, banheiros, cozinha equipada, área de convivência, recepção. Serve café da manhã, almoço, janta e cerveja. Tem lareira acesa nas noites frias. Tem energia elétrica e até uma falha wifi. E o nascer do sol mais maravilhoso de toda a Grécia. É um luxo nas alturas.
       
      Trilha de Prionia até Spilios Agapitos
      A estadia custa apenas 13€ por pessoa e o café da manhã custa 5€. As outras coisas estão ao redor desse preço também. Fizemos a reserva por email e uma transferência bancária para pagar adiantado 1 noite com café da manhã.
      Chegamos ao redor de 13h e comemos uns lanches que levamos pra cima. Sem necessidade, já que há comida servida a preço justo. Tomamos sol, descansamos, conversamos, lemos, comemos de novo, demos uma volta nos arredores. Sossegado. A noite começou a cair e o frio começou a bater. Entramos e já estavam acendendo as lareiras. Lemos mais um pouco, conversamos mais um pouco, compramos janta e fomos dormir antes das 21h. Fomos colocados em uma beliche de casal, uma situação um pouco esquisita mas deu certo. Os quartos são frios mesmo com cobertores e precisamos dormir com os casados pesados.
      No outro dia acordamos cedo, antes do sol nascer, para podermos comer o café da manhã da Maria e ainda ver o incrível amanhecer na montanha, quando o céu se divide entre o amarelo, o vermelho e o azul. Depois do café arrumamos a cama e as malas e saímos para atacar o pico só com mochilas leves, água e um lanche (e o casaco).
       
      Não tem foto de celular que mostre a verdade de um nascer do sol
      Como saímos cedo ainda estava frio e botamos um casaco frio. Poucos metros acima do refúgio já estávamos quentes e precisamos tirar. A trilha para atacar o pico é mais árida, pouco vegetada até certa parte e depois nada vegetada e mais íngreme. Vai ziguezagueando montanha acima. A vista é incrível de qualquer ponto, seja a vista para cima ou para baixo. Depois de um local de descanso a trilha fica completamente exposta e é de pedregulhos soltos. Mas mesmo assim não oferece riscos de queda, só de cansaço, falta de água e queimaduras de sol — previna-se! O ataque ao pico tem 3km de extensão, dura ao redor de 3 horas e vence uma altitude de aproximadamente 800m.
      Finalmente chegamos ao Skala, com 2866m de altitude, o primeiro e mais acessível pico da trilha do Monte Olimpo. Esse pico tem rochas boas para sentar e descansar, dá pra tirar bastante foto e ainda encontrar outros trilheiros que param ali para descansar. O caminho em Skala se bifurca em 2 — para Skolio (2911m), o segundo pico mais alto e o Mytikas(2918m), o mais alto. Para Skolio o caminho parecia sossegado e direto, mas para Mytikas já era necessário uma escalaminhada e corria risco de queda. Optamos por descer de volta, já que tínhamos compromisso em outra cidade no final da tarde.
       
      Trilha de Spilios Agapitos Até Skala e Mytikas
      A descida é menos exaustiva pro corpo mas tem que ter joelhos fortes para aguentar. Os pedregulhos soltos do início dificultam um pouco o trajeto mas logo alcança-se uma parte mais fácil. Pegamos as coisas no refúgio, demos tchau para Maria depois de um breve descanso e seguimos para baixo até Prionia novamente. Chegamos lá 6 horas depois e pedimos o táxi para levar-nos de volta até a cidade de Litochoro, onde começaríamos nossa empreitada até Istambul — mas aí fica pra outra história.
       
      Esses são nós com o trono de zeus no fundo
      Informações resumidas:
      Atenas — Litochoro por trem Taxi da estação de Litochoro até o centro da cidade (10€) Trilha chama-se E4 Pode-se começar a trilha da cidade ou pegar carro até Prionia (25€) Prionia — Refúgio: 3–4h de subida Refúgio 13€ a estadia Refúgio — Skala: 3h de subida Skala-Mytikas: ? Descida Skala Prionia: 6h ou menos Infinitos detalhes: https://www.mountolympus.gr/en/index.php Relato também publicado no Medium https://medium.com/@daniel.recco/ascensão-ao-monte-olimpo-fdcd803ab321?source=friends_link&sk=7b1ef56a6524bd41e13ad0f8c08d49f1


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