Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Posts Recomendados

  • Membros

Oi galera!!

 Sempre peguei dicas aqui do fórum, agora é minha vez de retribuir rsrsrs. Em Setembro de 2019 estava realizando meu intercâmbio em Londres (Minha primeira experiência no exterior), aí decidi passar um final de semana em Edimburgo, na Escócia.

1° Comprei uma passagem de ida pela Ryanair por 15 euros, gostei do preço, saindo do Stansted Airport. 

2° Como estava em Bethnal Green precisava ir para o aeroporto, então comprei um transfer para o aeroporto por 4 libras. Meu vôo era por volta das 08:00 da manhã. Então sairia de Londres por volta das 05:00 e estaria em Stansted às 06:00. Só que teve um acidente no começo da via, eu e outras pessoas ficamos esperando o ônibus e nada até uma senhora passar e nos avisar 😲😲😲😲. Isso já era por volta das 05:45, sai correndo para a Central Line rumo a Liverpool Street, chegando lá compro uma passagem de trem (Stansted Express) por 19 libras.15830924752602827300908084293790.thumb.jpg.49633224f07800b97fc50c36a6b858a2.jpg Nessa altura estava com medo de perder o vôo, até pq eu sabia que precisava passar no balcão da Ryanair para conferência de visto. Chegando no aeroporto já por volta de 07:20 vejo a fila GIGANTESCA para o balcão da Ryanair. Penso comigo, ferrou, perdi meu vôo. Aí nessa hora vejo um funcionário da companhia aérea, ele estava atendendo pessoas sem bagagens e conferindo os passaportes, fui até lá e bingo visto conferido!!! 😃😃😃😃😃😃

3° Hora da segurança e outra fila quilométrica, após uma espera grande chego na área de embarque faltando 20 minutos para o horário limite. 

Isso foi uma grande aula de como se adaptar, contornar uma adversidade e que compensou bastante. Pois, foi o melhor fim de semana da minha estadia no Reino Unido.

__________14 de Setembro________

Edimburgo - Cheguei no aeroporto e já sinto uma diferença enorme na temperatura, sou de Recife, então 8 graus é frio!!! 🥶🥶🥶🥶, Mas gosto dessa temperatura rsrsrs. 

Vou até o terminal e pego um ônibus até o centro da cidade, no caminho sinto como estivesse entrando no mundo medieval, prédios, ruas, praças e claro o castelo de Edimburgo!!

IMG_20190914_110226_905.jpg

IMG_20190914_084353_895.jpg

  • Gostei! 2
Link para o post
Compartilhar em outros sites

  • Membros

Primeira parada foi o castelo de Edimburgo, local super histórico e mágico. A sensação é de voltar no tempo, dentro existem vários setores e salas. Museus, galerias, quadros e até uma masmorra. Uma coisa que notei foi o alto nacionalismo e valorização cultural escocesa. 

A compra do ingresso foi super simples, tinha a opção de compra online e presencial dentro do castelo. Preferi comprar pelo celular e tirar o ingresso no local.

*Muitas relíquias e lembranças da Segunda Guerra mundial!!

 

 

IMG_20190914_212025_563.jpg

IMG_20190914_212025_603.jpg

IMG_20190914_212908_143.jpg

IMG_20190914_212025_555.jpg

IMG_20190914_212908_144.jpg

IMG_20190914_212908_145.jpg

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros

_________Elephant House_________

Na saída do museu acabo por pura coincidência passando em frente a Elephant House, mas o que é isso? É onde a J.K Rowling escreveu o começo do Harry Potter, tanto que o local se denomina o local de nascimento da obra.IMG_20190914_210025_564.thumb.jpg.65da587eb0b9b40750139bee9e7f0c6c.jpgIMG_20190914_210025_563.thumb.jpg.32eac0182c043a7591b24eed8f9a66aa.jpg

____________Hostel_______________

Em seguida volto a Royal Mile para deixar parte da minhas roupas, confesso que estava com bastante receio sobre hostels, mas fiquei facinado pela educação e o respeito do seu espaço. Fiquei no Royal Mile Backpackers, super central e perto de tudo pela bagatela de 16 Libras. O quarto era dividido com mais 7 pessoas no quarto Hogwarts e adivinha qual era minha cama? Harry Potter 😁😁😁😁😁😁😁IMG-20190915-WA0002.thumb.jpeg.a702047fb16a69dc822398c536ff5da2.jpeg

___________Calton Hill____________

Após tirar bastante peso das costas, eu e a Remi (Colega Japonesa do curso de Inglês), decidimos subir o Calton Hill - uma colina super famosa de Edimburgo, que dá uma vista linda da cidade e uma brisa super agradável. Só de lembrar quase sinto a sensação novamente!! 😌😌😌😌😌😌😌

Após o longo dia que tive desde Londres até todos os passeios em Edimburgo, estava bem cansado e decido voltar ao Hostel para dormir por volta das 20:00.

IMG_20190914_213927_603.thumb.jpg.923a1a864ee413f25dc88e1b00d2bf84.jpgIMG_20190914_213927_560.thumb.jpg.f9f6bfa3172669f96373b28f7eddc4f3.jpgIMG_20190914_213927_555.thumb.jpg.112a513b105b865db238efd93e4e0e29.jpg

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros

____15 de Setembro de 2019_____

Hora do Check-out no Hostel e partir para meu último dia na Escócia. 😭😭😭😭

____Scotch Whisky Experience___

No dia anterior eu e a Remi tinhamos provado um whisky feito no castelo, então decidimos fazer a experiência do Whisky escocês. É um passeio bem turístico, adianto que é pago e um pouquinho salgado, mas pela aula e o profissionalismo vale muito a pena. 

No começo entramos em um carrinho que conta a história da criação, do criador e da fama do whisky. E que a água e os ingredientes escoceses tem um papel essencial no gosto da bebida.

Logo depois disso temos a aula principal que falar das regiões da Escócia, são 5 regiões produtoras de Whisky, cada uma delas com seus sabores e cheiros totalmente distintos. 15830922116655444668543583838479.thumb.jpg.a611106511af0b158a1cd9e953a60b41.jpg

Após a aula vamos a sala de degustação onde escolhemos uma das regiões, somos servidos e entramos no museu do Whisky. Detalhe: Essa coleção pertencia a um brasileiro, que no fim da vida decidiu vender a uma escocesa e ela montou o acervo.IMG_20190915_110047_809.thumb.jpg.f4287896bad9ca7da074f5f7a044bc9d.jpgIMG_20190915_110047_836.thumb.jpg.d8f207370b1649ecb59d4e980e072f11.jpgIMG_20190915_110047_812.thumb.jpg.779607b2c34da2936ee4a438b5d18da6.jpgIMG_20190915_110047_811.thumb.jpg.3d883cb22e60e4266ff58acf61258b19.jpgIMG_20190915_110047_807.thumb.jpg.2ffd3a6eaa6eafee195701bd23c56135.jpg

E aprendemos a expressão SLÀINTE MHATH! Que se pronuncia "Slange-va", ela é usada antes de beber o whisky!!! 

 

 

 

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros

Saindo da fantástica aula, decidimos ir até o Palace of Holyrood, residência da Rainha quando ela vai a Escócia. 

Descendo a Royal Mile após alguns minutos de caminhada, lembrando que nesse domingo estava uns 5°C, então a caminhada foi super tranquila. IMG_20190915_171619_391.thumb.jpg.bbca7d621eb5349bd2e0ea7c542e12b9.jpg

Compramos os ingressos na entrada e recebemos aparelhos de áudio para escutarmos a história de cada cômodo. Lá também é possível ver as jóias da coroa, mas é proibido tirar fotos dentro do palácio, exceto de um jardim logo no início do passeio. 

São muitos cômodos com quadros, peças de tapeçaria, móveis, jóias e muita história.

IMG_20190915_171619_390.thumb.jpg.7a340aeae78d734abc5462d66986429d.jpg

Após o passeio em todos os cômodos, vamos até a abadia que está em ruínas. Porém continua imponente.IMG_20190915_172826_804.thumb.jpg.1107147ab596c64402233efb78cd511d.jpgIMG_20190915_172826_799.thumb.jpg.e30f43e426b252a25475f879d4e78bec.jpgIMG_20190915_172826_824.thumb.jpg.40b468ad65336530155f3c4ff418c812.jpg

Saindo da abadia, caminhamos pelos jardins do Palácio e demos uma olhada ao longe da antiga construção.IMG_20190915_172826_822.thumb.jpg.651daff0a37bca885effe58ff367c265.jpgIMG_20190915_172826_825.thumb.jpg.b999ee44d9e48ad71f16a130797674aa.jpg

E para terminar o passeio um último registro em frente ao palácio!!

IMG_20190915_171619_399.thumb.jpg.df8611d8a35f3cb587a34c29cb8d0fef.jpg

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros

Último passeio em terras escocesas foi na Galeria NacionalIMG_20190915_175938_173.thumb.jpg.98fd06a797e359bff2cfd6a8b735d382.jpg

Logo em frente estava tendo uma apresentação de Gaita de fole com percussão, ficamos alguns minutos curtindo o show e entramos na galeria. É um local relativamente pequeno, então consegui ver todas as obras em pouco tempo, foi ideal para mim pois faltava 1 hora e meia para ir a estação.

Lá dentro existe muitos quadros que relatam a história do povo, do país e dos governantes.IMG_20190915_175938_175.thumb.jpg.987c6b6eb5f17d9ae0f8407401b772d5.jpgIMG_20190914_212025_603.thumb.jpg.0281ed4141f0c1bebbd6a31e8ba8c8a8.jpg

Linda escultura

IMG_20190915_175938_177.thumb.jpg.946a00e233f590f05dbb37bdabd0b0c8.jpg

Vista ao lado da galeria:

IMG_20190915_175938_174.thumb.jpg.b3715d560b2907a24d4bdbde23885662.jpg

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros

Após um fim de semana rico em história e aprendizado, caminho com minha amiga japonesa até a estação Waverley. Me despeço dela, pois ela voltaria pra Londres de ônibus e eu voltaria de Trem. 

Dentro da estação procuro minha plataforma, após alguns erros kkkkk, acho ela falando com um funcionário. Decidi voltar de trem, pois gostaria de sentir a sensação da viagem.

O preço do ticket do trem foi 26,50 Libras, caso eu voltasse de Ryanair seria mais barato, porém precisaria sair mais cedo para ir até o aeroporto.

Normalmente o tempo de viagem é 3 horas e alguns minutos, mas nesse meu caso era o último trem do dia, ele passaria em várias cidades do Reino Unido e por fim chegaria em Londres totalizando 6 horas de viagem. 

Modelo Azuma da empresa LNRIMG_20190915_183004_268.thumb.jpg.8fb40b1dcf477682f89ed565bcdf078c.jpg

O trem saiu pontualmente às 17:45

IMG_20190915_183004_266.thumb.jpg.9977cb7b608641efb2df0bd962404469.jpg

Dentro do Trem era dividido por mesas, podendo ficar até 4 pessoas em cada uma. A cada parada desciam e subiam novos passageiros.

Por volta das 00:00 cheguei na estação London King's Cross. Sai correndo para pegar o último Underground para a Liverpool Street e pegar um ônibus até minha residência estudantil. Estava bem tarde, porém super seguro todo o trajeto.

 

Se eu colocar no papel gastei menos que 100 libras, lembrando que comprei minhas refeições no Tesco e comia na rua mesmo. O café da manhã do Domingo foi no hostel e custou 1 libra. 

Por fim galera essa foi minha experiência de 2 dias na Escócia, espero que tenha ajudado e desculpe se ficou muito grande o texto, estou aprendendo e gostaria de retribuir todo a ajuda que tive daqui do fórum. 

Vlw!!!! Tamo junto!!!

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
  • Conteúdo Similar

    • Por Breno Maia
      De quarentena em casa e muitas memórias surgem. Uma delas é a inesquecível/maravilhosa/surreal viagem que fiz por México e Cuba. Assim, uma maneira em que posso contribuir com esse maravilhoso fórum que tanto me ajudou e me ajuda, é fazer meu relato e ajudar com possíveis dúvidas. Já adianto que ao longo dele tentarei expor os custos, os locais em que fiquei (com links, se possível), a experiência que tive deles e das atividades que fiz, além, claro, de muitas fotos rs
      Saí de casa com a mochila nas costas dia 04/12/19 e retornei para casa no dia 25/12/19 (HoHoHo!). 3 semanas que passaram voando, mas foi tempo suficiente porque ao final já estava muy cansado e morrendo de saudade de casa pra comer rabanada.
      Ah, antes de mais nada, quero deixar claro que: se você está com vontade de viajar por aí e tem condições, SE JOGA. É uma experiência super enriquecedora culturalmente. O frio na barriga e ansiedade são naturais, cara, principalmente quando se viaja sozinho, como foi meu caso. PORÉM, encará-las e superá-las é uma sensação indescritível.  S E   J O G A !
      Acho que separar alguns assuntos em tópicos vai facilitar, então simbora!
      Roteiro  
      Imagem que resume o roteiro. Os números seguem a ordem cronológica por onde passei. Cancún e Havana foram lugares em que passei mais de uma vez, por isso tem dois números. A viagem propriamente dita comecei e terminei por Cancún, consequentemente, é o número 1 e 8.
      Segui a rota: Rio de Janeiro -> São Paulo -> Cidade do Panamá -> Cancún (1) -> Havana (2) -> Santa Clara (3) -> Trinidad (4) -> Varadero (5) -> Havana (6) -> Cidade do México (7) -> Cancún (8 )-> Cidade do Panamá -> São Paulo -> Rio de Janeiro (São Paulo e Panamá foram apenas escalas). Basicamente, fiquei do dia 5 ao dia 9 em Cancún. Dia 9 fui para Cuba, ficando lá até 19 e embarcando em seguida para a Cidade do México, ficando até dia 23.
      04/12: Rio x Guarulhos
      05/12: Guarulhos x Cidade do Panamá x Cancún
      06/12 a 08/12: Cancún
      09/12: Cancún x Havana
      10/12 a 12/12: Havana
      12/12 a 14/12: Santa Clara
      14/12 a 16/12: Trinidad
      16/12 a 18/12: Varadero
      18/12: Varadero x Havana
      19/12: Havana x Cidade do México
      20/12 a 23/12: Cidade do México
      23/12: Cidade do México x Cancún
      24/12: Cancún x Cidade do Panamá x Guarulhos
      25/12: Guarulhos x Rio 
      Podem perguntar ''mas Breno, qual o sentido de você ir e voltar ao México? Por que não fazer cada país de uma vez ao invés de fatiar o trajeto?''. Eu respondo: o primeiro motivo é porque consegui por 1800 reais ida e volta de Guarulhos/Cancún (mega barato na época) em uma data perfeita para mim. Foi o match perfeito, o sinal dos deuses mochileiros que era para eu viajar SIM e começar a jornada pelo México, não Cuba. O outro motivo é por uma paixão minha, o tal Clube de Regatas do Flamengo. Estávamos com chance de jogar o Mundial de Clubes, que seria nos dias 17/12, a semifinal, e 21/12, a final. Em Cuba eu sabia que seria impossível assistir a algum jogo, logo, planejei para que pelo menos na final eu estivesse no México para conseguir ver. Adianto que o planejamento deu super certo, visto que chegamos à final sim e assisti ao jogo kkkkkkkkk aliás, uma coincidência cósmica incrível aconteceu nesse dia, que relatarei mais pra frente.
      Dica! O preço que consegui no trajeto Guarulhos/Cancun foi a partir do aplicativo ''Passagens imperdíveis''. Recomendo o app, pois realmente tem muitas ofertas boas de passagens! Eu não cheguei a fazer a compra nesse aplicativo, mas com a notificação que recebi dele que fui fazer a compra no site da MaxMilhas. Não tô ganhando nenhum cash pra falar isso kkkk apenas sugerindo porque me ajudou bastante.
      Custo total da viagem Eu gastei em torno de 8000 reais na viagem toda, isso em dezembro de 2019 com o dólar comercial a mais ou menos 4,20. Está incluído: transporte, alojamento, alimentação, passeios, internet (quando chegarmos ao relato de Cuba vamo entender isso) e lembrancinhas (sim, é um item à parte pq sou o maníaco do souvenir). Alguns voos peguei sim muito cedo, passei parte de uma madrugada em aeroporto, fiquei em hostels no México e aluguei quartos privados pelo Airbnb em Cuba. Comida era variável, minha prioridade era sempre algo mais em conta, mas me dava ao luxo de vez em quando rs.
      O que levei Fui com duas mochilas. Uma de 50 L da Decathlon mt usada por mochileiros (MOCHILA DE TREKKING FORCLAZ 50 LITROS CINZA FORCLAZ) e uma menor de 10 L (MOCHILA DE TRILHA NH100 10 LITROS BACKPACK NH100). 
      Levei 1 par de tênis, 1 par de chinelos, 10 camisas, 10 cuecas, 5 bermudas, 8 pares de meia, 1 casaquinho (um adendo aqui: ora bolas, Caribe, né? MAS SEMPRE veja a temperatura média da região para onde você vai. Eu fui no período de inverno no hemisfério norte, mas nem me preocupei com isso. Já adianto que sofri bastante com o frio da Cidade do México!! Peguei 6 graus e o tal ''casaquinho'' me salvou para que eu realmente não morresse de hipotermia. TOMA DISTRAÍDO. O carioca aqui sofreu demais), porta dólar (preciso nem avisar a importância disso, né?), kit higiene pessoal (e nisso incluo papel higiênico, nunca que sabemos o que podemos encontrar, ou não encontrar), celular, fones, caderninho e caneta para fazer meu diário de viagem, 1 livro (''O velho e o mar'' do escritor estadunidense Ernest Hemingway que morou por muitos anos em Cuba, tudo a ver né), carregador(!!!!), comprovante de vacinação para febre amarela (Panamá e Cuba exigem, mas não pediram em nenhum momento. Mesmo assim, obviamente, tome a injeção e leve o documento), cartão do seguro viagem (indispensável, os 200 reais - em média - podem sair muito, mas muito mais barato caso precise utilizar o sistema de saúde no estrangeiro. Uma OBS: em Cuba, mesmo tendo um sistema público de saúde, ele não é oferecido para os gringos. Até nisso o nosso SUS é referência haja vista que tratamos de graça nossos turistas), cadeado, pasta com documentação, carteira, uns remédios caso passasse mal.
      Basicamente foi isso. Coube tudo, não ultrapassei os 10 Kg máximos e ainda sobrou espaço para muitos souvenirs. A ÚNICA coisa que esqueci (lei de Murphy, é você?) foi um adaptador de tomada pro celular. Só isso, né??? Lembrei apenas poucas horas antes de sair de casa e não tinha como arranjar um. Acabou que tive que comprar no aeroporto: 139 reais! A facada foi forte já no começo da trip...
      O começo de tudo Na verdade, em meados de 2019 eu estava planejando visitar o Paraguai, Chile e Bolívia. Porém, num desses encontros aleatórios da vida com um desconhecido que rachei o uber (eu estava hospedado num Aribnb em Brasília e calhou de que nossos embarques fossem praticamente no mesmo horário), conversamos sobre viagens no carro na ida até o aeroporto. Ele, muito mais experiente no assunto do que eu, disse que Bolívia e Paraguai não valiam tanto a pena assim. Lembro de ele falar ''tem só um monte de feira''. Disse, em seguida, de um país excelente para viajar, mas não tão bem divulgado: o México. 
      Fiquei com isso na cabeça. Comecei a procurar sobre, e a primeira coisa que vem com turismo à terra do Chespirito é Cancún. Nunca fui grande entusiasta desse local, mas conhecendo depois mais o que fazer por lá + a possiblidade de visitar a Cidade do México - não tão destino turístico de nós brasileiros, mas com uma riqueza cultural incrível - comecei a cogitar realmente passar por lá. 
      Matutando isso por alguns dias veio aquele flash: é do lado de Cuba!! É só ver o mapa e constatar que Cancún quase encosta na ilha. Cuba sempre foi um sonho visitar e conhecer aquele país que desperta tanto amor e ódio. Será que seria a hora de finalmente visitar? 
      Era hora sim! Decidido, só restava montar o roteiro e planejar para economizar o máximo possível.
      As passagens Acho importantíssimo criar um tópico para falar sobre isso. Sabemos que as passagens representam um dos maiores gastos na viagem, se não o maior, dependendo. Por isso, se tu quer economizar nesse quesito, paciência e flexibilidade são o segredo. Eu a partir de meados de agosto praticamente todo dia procurava um trajeto saindo do Brasil (Rio e SP) para México (capital e Cancún) ou Cuba. Como já disse antes, instalei o app ''Passagens imperdíveis'' no celular e no dia 04/10 veio a notificação do ano: SP/Cancún por R$1792,20 com a data simplesmente perfeita para mim (ida dia 4/12 e volta dia 25/12).
      Com a passagem comprada pro México, não tinha mais como recuar: VOU VIAJAR SIM. 
      Depois disso, o negócio era mais complicado... comprar as passagens entre México/Cuba, Cidade do México/Cancún e RJ/SP. Utilizei demais e muito me ajudaram o Skyscanner e Google Flights (ambos na aba anônima, tá bom? Não deixe os algoritmos saberem que você quer viajar e pra onde, eles podem subir o preço https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/sites-identificam-buscas-de-consumidor-aumentam-precos-de-produtos-em-ate-20-22484138).
      Depois de muita pesquisa, algumas trocas de roteiros e tendo que estar dia 21 no México, consegui todos os voos por 3600 reais, aproximadamente. Um baita negócio, sendo que peguei 7 aviões, cruzei o continente e visitei dois países. Por isso, repito: procure com antecedência e persistência!
       
      Em seguida... últimos preparativos e o começo da jornada!
       
       
       
    • Por Roberto Tonellotto
      No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma.
      Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte.  Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo.
      No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas.
      Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países.
      Cleulis (Itália) –  Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km.
      Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen.
      Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira.
      Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve.
      Nenhuma palavra pode descrever o que eu senti lá. É emocionante estar em um local de Guerra tão bem preservado a quase 2 mil metros de altitude. Ali as trincheiras ficam a menos de 30 metros umas das outras. A bateria da Gopro e do celular já tinha acabado. A minha também. Apenas uma foto registrou a chegada. Não demorei muito e comecei a descer. Depois de 40 minutos de descida até a fronteira, pego a bicicleta e desço em direção a Cleulis, sob chuva e vento forte.
      Grossglokner Alpine Road – Áustria – 30km
      O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h.
      Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália)
      Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos.
      É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli.
      A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado.
      Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta.
      Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático.
      Pendenze Pericolose
      Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia.
      Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas.
      Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos.
      Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt.  Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas.
      Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho.  O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta.
      Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes.
      Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora.
       
































    • Por Mahin
      Oi me chamo Mahin, estou procurando uma cia pra viajar, moro em Salvador e pretendo começar a viagem saindo daqui para Chapada diamantina × Pernambuco e depois percorrer o norte/Nordeste, tudo isso com pouca grana.
      Se sentir interesse manda um email, bjin ✨
      [email protected]
    • Por roteiroviagemdemochileiros
      Dicas de Viagem para Índia que Você deve Ler antes de Viajar!
      Vestimenta para as mulheres
      Respeitando as tradições e costumes da Índia, as mulheres devem estar sempre com a região dos ombros coberta. Não é aconselhável usar camisetas sem mangas, bermudas curtas ou calças jeans ou legging. O jeans, apesar de ser uma das vestimentas mais banais no Ocidente, na Índia é ainda considerado super sexy. Em muitos lugares, não é bem visto. Dica, se for usar jeans ou legging, coloca uma bata compridinha. Se for usar camiseta coloca um lenço por cima da camiseta.
      Na Índia: mulher solteira = jeans e mulher casada = roupa tradicional indiana. Para 99,9% dos indianos, mulher que mostra o corpo ou usa roupas justas que marquem o corpo, está pedindo para ser assediada e é um convite aos mais assanhados. Sendo assim, para evitar os olhares de reprovação e comentários alheios recomendo usar calças largas, saias compridas, blusas no estilo de batas. Nos templos sagrados, os visitantes devem estar adequadamente vestidos e todos devem cobrir a cabeça com véus ou lenços.

      Remédios/Higiene
      Na Índia, as farmácias são raras, e para os remédios simples alopáticos, eles pedem receita médica. A medicina comum na Índia é a Ayurvédica. Claro que você poderá experimentar os remédios ayurvédicos, mas para maior segurança aconselho a levarem as nossas medicações ocidentais: Analgésicos, Anti-inflamatório, Antibiótico, Antigripal. E também para dor de garganta, tosse, diarreia e vômitos. É recomendável levar medicamentos para intoxicação alimentar, a maioria dos viajantes tem problemas com comida nas primeiras semanas. Poderá sentir dor de estômago, leve Omeprazol. 
      Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente, toalha, lenço umedecido, as meninas levar absorvente, etc). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas nem sempre tem o suficiente nos hotéis, hostels, restaurantes e banheiros da Índia. 
      Sempre constatar se as garrafas de água mineral estão seladas com o selo do fabricante, já que alguns comerciantes inescrupulosos chegam a rechear as garrafas com água “torneiral” para revender como se fosse mineral. 
      Dicas de viagem para Índia: Turismo
      As famosas turísticas Cidades da Índia são:
      • Nova Deli (capital de tradição milenar e porta de entrada);
      • Agra (a cidade do Taj Mahal, uma das 7 maravilhas do mundo moderno);
      • Jaipur (a cidade rosa, no Rajastão);
      • Jaisalmer (a cidade dourada, também no Rajastão);
      • Amritsar (cidade sagrada do Sikhismo, 5º maior religião do mundo);
      • Varanasi (cidade sagrada do hinduísmo, 3º maior religião do mundo. Onde rolam as cerimônias no Rio Ganges);
      • Khajuraho (a cidade dos templos com esculturas que lembram Kama Sutra);
      • Rishikesh (conhecida como a capital mundial da Yoga);
      • McLeod Ganj (aos pés do Himalaia, é a cidade onde vive o Dalai Lama e os tibetanos no exílio);
      • Mumbai (centro financeiro e de maior riqueza arquitetônica do país);
      • Calcutá (capital cultural do país com cinco Prêmios Nobel).
      Visto
      Agora pessoas que vão para Índia como turistas podem tirar o visto pela internet. O novo visto eletrônico tem validade de 30 dias e custa 60 dólares. Basta acessar o site visto eletrônico indiano. Quando terminar de preencher tudo, você deve pagar a taxa do visto e só então receberá o ETA (Autorização Eletrônica de Viagem) por email. A taxa deve ser paga no mínimo quatro dias antes da viagem e no máximo 30 dias antes da data da chegada.
      O visto de turismo eletrônico pode ser pedido no máximo duas vezes por ano. Ele não pode ser prorrogado ou convertido para outros tipos de visto. O governo indiano disponibiliza, 24h por dia, um Centro de Apoio de Vistos. O serviço está disponível pelo número +91 11 24300666 ou por email: [email protected]
      Se você pretende ficar mais de um mês, deve seguir o método antigo, através da Embaixada ou Consulado da Índia no Brasil. (nesse caso o visto vale por 6 meses)
      Vacina
      A única vacina obrigatória é contra febre amarela. É preciso ser vacinado no mínimo 10 dias antes de embarcar. Atenção, aquele cartão fornecido pelo posto não serve! É obrigatório apresentar, ao chegar na Índia, o Certificado Internacional de Vacinação, mais conhecido por Cartão Internacional de Vacinação, que é um documento emitido pela emitido pela ANVISA, pois nele comprova que o viajante vacinou-se contra febre amarela. Neste artigo tem o passo a passo de Como conseguir o certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Outras vacinas são aconselháveis, embora não obrigatórias. Tétano, raiva, paralisia infantil e hepatite A são algumas delas. 
      Clima
      Não pense que a Índia só faz calor, tipo de 45°C. A temperatura média varia: De Fevereiro a Maio (verão) de 20°C a 40°C podendo chegar até 45°C. De Junho a Setembro (chuvas frequentes) de 25°C a 38°C. De outubro a janeiro de (inverno) de 15°C a 20°C. 
      Poluição
      Nova Deli, local que mais recebem visitantes na Índia, é considerada a cidade mais poluída do mundo, ultrapassando a super poluída Pequim. A confirmação oficial de que a capital indiana está no topo da lista negra do meio ambiente foi dada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A poluição do ar é um problema de saúde sério na Índia. A estimativa é a de que pelo menos 10.500 pessoas morram todos os anos na cidade indiana em decorrência de doenças provocadas pela péssima qualidade do ar.
      São mais de 400 idiomas e dialetos. O oficial é o hindu, e o inglês é a segunda língua mais usada. A palavra mais conhecida em hindu é: Namastê (Oi – na verdade quer dizer muito mais que isso, mas a ideia é cumprimentar). Não existe rúpia indiana à venda no Brasil, por isso leve dólar, o Real não é bem aceito por lá. É um país de grande diversidade cultural e nesse artigo você vai ficar surpreso com as 17 Curiosidades sobre a Índia que você precisa saber. 
      Ótima Dicas de viagem para Índia né?! Não perca mais tempo, programe agora mesmo sua viagem para conhecer de perto os costumes e curiosidades do povo indiano. 
    • Por Felipe Marques Santana
      Venho aqui compartilhar o meu mochilinha de 27 dias pela Europa. Essa foi a 1ª experiência no continente. Com certeza, voltarei muitas outras vezes.
      Bom, iniciarei pelo planejamento.
      Comprei passagens de ida e volta por Bruxelas, pois tenho uma amiga que mora numa cidadezinha não muito longe de lá: Boortmeerbeek.
      Comprei com muita antecedência, no mês de maio, mas consegui um bom negócio: 2400 reais pela cia Air Europa. Os voos tinham escala em Madri, pois não há, por nenhuma cia, voos diretos até Bruxelas.
      No mês de setembro reservei os hostels em Paris, Amsterdã, Berlim e Londres. E comecei a pensar como faria os trechos internos. Bom, na maioria dos casos utilizei o trem, todos tíquetes comprados com 3 meses de antecedência para pagar um menor valor. Os trechos Bruxelas>Paris e Paris>Amsterdã foram realizados com o Thalys. No primeiro paguei 22 euros e no segundo 29 euros. Já de Amsterdã a Berlim, preferi fazer aéreo, pois o trem demorava 6 horas e além de tudo o preço não era atraente. Acabei comprando a passagem pela Easyjet (60 euros, com direito a despachar uma mala); no trecho Berlim>Londres comprei pela Easyjet também, com o mesmo preço e as mesmas condições. Em Londres queria fazer um bate-volta a alguma cidade do interior, e acabei escolhendo Cambridge pelo preço das passagens de trem (12 libras ida e volta!). Para finalizar, fiz o trecho Londres>Bruxelas de Eurostar, uma facadinha: 60 euros! =(
      Tíquetes de atrações, só comprei 2 de forma antecipada: visita à casa da Anne Frank em Amsterdã (10 euros) e London Eye (24 libras).
      Com tudo certo, só restava viajar!
      E numa data inusitada: 31 de dezembro! Como não ligo muito para Ano Novo, decidi ir nessa data: um dos motivos para as passagens estarem baratas! hehehe
      Fiz o voo de São Paulo a Madri em uma saída de emergência, pois o atendente ao ver a minha altura (1,91m), ficou com pena de mim! O voo foi ótimo! =) A aeronave era um pouco antiga, mas não foi um problema. A comida servida era muito boa! E tinha água e refrigerante no fundo da aeronave à vontade, era só pedir. Uma vez em Madri, esperei cerca de 3h pela conexão, nada que atrapalhasse, mas o aeroporto estava com as lojas fechadas e meio vazio. O segundo voo também foi em aeronave antiga, mas foi tão tranquilo quanto ao outro. Ao chegar em Bruxelas, andei, andei, andei, andei até chegar à área onde estavam as esteiras, peguei a minha mala (ufa, ela chegou!) e esperei a minha amiga chegar para me buscar.
      A casa dela não era muito distante do aeroporto, em cerca de 40 minutos, já estava lá, local que ficaria 4 dias no início da viagem e mais 1 no final.
      Nesse primeiro dia, praticamente descansei, almocei e depois à noite fui até Bruxelas encontrar uma amiga que estava lá por coincidência! =) Para ir até lá, fui de trem. Na Bélgica os trens regionais funcionam bem e quase sem atrasos. As compras podem ser realizadas pelo site da Belgium Rail, ou em máquinas nas estações. As máquinas aceitam cartão e moedas, esqueçam dinheiro!
      Passagem de ida e volta comprada, era só embarcar. De Boortmeerbeek até Bruxelas era mais ou menos 1 hora, com uma troca de trem em Mechelen, uma cidade maior e com mais conexões. Há trens muito antigos, mas também há aqueles modernos, porém vários deles são pichados na parte externa, achei estranho Bom, chegando na estação Brussels Centraal/Bruxelles Central (tudo em Bruxelas é bilingue, inclusive o nomes das cidades!) fui até a Grand Place/Grote Markt de lá, que é um espetáculo à parte. Ainda estava rolando a feira de Natal, além de a cada hora um lindo show de luzes. Quando cheguei encontrei a praça assim:

      Linda, não? É o lugar mais bonito de Bruxelas, sem dúvida! =)
      Encontrando a minha amiga, fomos até ao Bar Little Delirium (não fomos ao grande, por ser muito lotado). Lá pudemos provar vários tipos de cerveja belga (as melhores da viagem) por preços razoáveis. Também aproveitei a ocasião para provar uma daquelas delícias culinárias belgas: o waffle. Esse tinha nutella e morangos! Muita vida! hehehe
      Depois de mais um rolê pela cidade, me despedi dela, pois era tarde e tinha que pegar o trem até Mechelen (ou Malines, em francês), onde a minha amiga e o seu noivo me esperavam, pois não haveria mais trens para Boortmeerbeek. =(
      Eles aproveitaram para me mostrar, de carro, como era a cidade. O lugar mais interessante é a Catedral Metropolitana, que possuía na idade média, uma das torres mais altas da Europa, pois a cidade era um entreposto comercial importante.

      Bom, escrevi bastante. No próximo post continuo o relato. (Obs: pode ser que demore um pouco, tanto pelos detalhes, quanto falta de tempo mesmo! hehehe)
      Até a próxima!
×
×
  • Criar Novo...