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Paulo Neves

Valizas e Cabo Polônio, Rocha, Uruguai - Março de 2020

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Fala pessoal!

Vou passar meu relato de viagem que fiz faz pouco tempo para Valizas e Cabo Polônio, no departamento de Rocha no Uruguai. Lugares sensacionais e foi bem dentro de minha expectativa do que estava procurando.

Atualmente vivo em Pelotas, no Rio Grande do Sul então a ida pode ter sido facilitada desde aqui.

O caminho que tomei foi o seguinte:

1 - Ônibus de Pelotas até o Chui (Brasil)

2 - Ônibus de  Chuy (Uruguai) até  Castillos

3 - Ônibus de  Castillos até Valizas.

Há uma companhia de ônibus que vai até Montevidéu desde Pelotas, mas não compensa esse trajeto já que essa passagem é muito cara (uns R$ 250,00 só a ida). Apesar de tantas baldeações e com um pouco de tempo, compensa fazer o trajeto como eu fiz.

Para quem está em Montevidéu ou Punta del Este existem opções de ônibus até Castillos ou Valizas e até mesmo alguns que vão direto para o Parque Nacional de Cabo Polonio.

Então vou detalhar como foi minha ida. Peguei um ônibus da empresa Embaixador de Pelotas até Chui (R$ 77,00) que demorou cerca de 4 horas. Como era noite, dormi uma noite no lado brasileiro do Chui para no outro dia pela manhã trocar dinheiro e seguir viagem. Me hospedei no hotel Turis Firper que é legal e serviram um café da manhã bom. Não se assustem com as ruas do Chui pela noite, pois são muito mal iluminadas, mas tudo tranquilo (pelo menos foi o que percebi hehe). Recomendo fazer a troca de dinheiro na fronteira, para quem passar por esse caminho, ou em Montevidéu (estive lá no ano passado). Trocar $ no Brasil (em Pelotas ou Porto Alegre) é muito ruim, pois a cotação estava péssima. Na fronteira comprei pesos uruguaios por quase o mesmo valor da cotação do dia (R$1,00 -> UY$ 9,00 dia 06/03/2020). Para quem não conhece, não há praticamente nenhuma diferença entre o Chui Brasil e o Chuy Uruguai, com exceção da língua hehehe. Há apenas uma avenida que marca a divisão entre os países. Em ambos os lados, o real é aceito, mas é sempre bom perguntar a cotação. Após fazer o câmbio (esqueci o nome da casa de câmbio, mas ela fica em uma esquina bem movimentada no lado uruguaio e está quase sempre cheia) tinha que ir para a rodoviária do Chuy que deve se distanciar cerca de 1,5 km (20 a 25 min de caminhada). A rodoviária do Chui Brasil é bem precária, enquanto que a do Chuy Uruguai é bem nova, já que foi inaugurada recentemente. Desde lá, é possível encontrar ônibus para várias partes do Uruguai em diversos horários.

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Não havia nenhum ônibus direto do Chuy até Valizas, tive que pegar um ônibus até Castillos e depois até meu destino, mas tudo muito tranquilo.

A empresa que escolhi foi a Rutas del Sol (https://www.rutasdelsol.com.uy/es/), mas há outras disponíveis, como nas imagens que anexei com horários. A passagem custou cerca de 170 pesos (em torno de R$20,00. Os veículos eram muito bons e com ar condicionado e Wi-Fi. A viagem foi curta, cerca de 1:30 passando por algumas cidadezinhas uruguaias, inclusive Punta del Diablo (a qual já fui também e mega recomendo a visita).

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Em Castillos, que é uma pequena cidade próxima a Valizas, não há rodoviária propriamente dita e sim os postos de cada empresa que oferece serviço passando pela cidade. Logo que cheguei, procurei algo para comer em pouco tempo, já que tinha 35 min até a partida para Valizas. Fui a um restaurante que se chama "A mi gente" que fica na Rua Lavalleja e pedi um chivito (clássico sanduíche uruguaio, que parece com os nossos mesmo) que era o mais rápido. Ao lado desse restaurante, há uma padaria bem boa e com coisas baratas. Dei mandaca de não ter ido até a padaria, mas o chivito valeu também.

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Bom, peguei o ônibus para Valizas (UY$72,00) e em 40 min estava lá. Valizas é muito pequena, não possui asfalto e quase nenhuma iluminação pública. PERFEITO para o que eu queria... A cidade ou vila, não sei o que seria, tem o auge de movimento nos meses de dezembro a fevereiro. Como fui após o carnaval, muitas coisas já estavam fechadas e não iam funcionar diariamente, devido à baixa temporada. De fato, a cidade não estava muito cheia e sim, muito tranquila. Chegando lá fui procurar onde ficar. Havia feito uma pesquisa rápida no Booking antes de chegar e o mais barato era um local chamado Casa Ibiporã, mas resolvi andar pela cidade. Realmente não havia nada mais em conta (R$140,00 por noite sem café a manhã). Cheguei a ir até o Hostel Valizas mas eles trabalhavam das 09:00 até as 12:00 e depois das 17:00 até 21:00, mas toquei a campanhia mesmo assim e o cara que atendeu disse que não iria receber ninguém mais...Ok!!! Segui meu caminho. Achei a Casa Ibiporã e quem recebeu foi o Emiliano, um gaúcho muito legal. Havia dois quartos disponíveis, ambos com cama de casal. Eu estava com minha amiga e dormimos no mesmo quarto (R$70,00 para cada por noite). O lugar é super aconchegante e confortável. Adorei ficar lá e recomendo...

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Passei o dia na praia e passeando...

Dica: prefira fazer comprar nos mercados da rua principal. As coisas não são tão caras (comida no Uruguai costuma ser bem caro), aceitam cartão e fica bem mais barato do que comer em restaurante. Para aquela noite, comprei algumas coisa para cozinhar no hotel.

No outro dia, minha amiga e eu fomos até Cabo Polonio que fica  a uns 8 a 12 km de Valizas a depender do caminho. Há duas maneiras de ir: caminhando desde Valizas ou de ônibus/carro até a entrada principal do parque e depois pegar um dos veículos próprios do parque que levam os turistas até a vila de Cabo Polonio. Resolvemos ir caminhando pela manhã e voltar de ônibus à tarde. 

Caminhando pela orla é mais fácil pois não é preciso subir as dunas, porém é mais longe, em torno de 12 km. Fomos pelo caminho que Emiliano indicou, pelas dunas tendo sempre o oceano como referência para não se perder. Com as paradas para fotos, gastei 2 horas de caminhada. Eu adoro esse tipo de passeio; minha amiga não era muito acostumada, mas gostou também. A paisagem é linda e vale a pena a experiência.

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Passamos o dia em Cabo Polonio (ninguém nos cobrou nada para entrar por essa rota de entrada) que é um charme e dá muita vontade de ficar mais tempo e dormir por lá... Contudo, Cabo é um pouco mais caro que Valizas. Recomendo levar bastante água e alguma comida pra não precisar gastar muito por lá. Cartão de crédito é aceito, mas economizar pode ser melhor.

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Passeamos pela vila e resolvemos ir até a estação de ônibus para saber sobre o retorno a Valizas, isso era em torno de 15:00 já. Descobrimos que o último ônibus para Valizas tinha saído às 14:30 e não haveria mais algum naquele dia. A opção seria ir até a porta de entrada do parque com os veículos deles (acho que custa uns UY$200,00) e pedir carona na rodovia para Valizas ou ir até Castillos e voltar para Valizas, mas seria uma baita volta e gasto de $. Assim decidimos voltar da mesma maneira que voltamos, caminhando pela praia/dunas......

Antes disso, fomos visitar o Farol e os leões marinhos. Apesar da placa dizer que a visita ao Farol começa às 15:00, naquele dia iria começar às 17:00 apenas. Então não pude subir dessa vez... Mas a vista é linda de qualquer forma.

Por volta das 16:30 iniciamos o retorno a Valizas a pé. Foi mais cansativo pois já tínhamos passado o dia caminhando, mas mesmo assim foi muito legal e lindo também. Como nessa parte do mundo costuma escurecer mais tarde nessa época do ano comparado ao sudeste do Brasil, foi tudo tranquilo, já que chegamos por volta das 18:30 e ainda estava bem claro. Nesse trajeto mesclamos entre as dunas e a costa para chegar até o destino. Como havíamos economizado um baita $, nos demos de presente um jantar em um local bom em Valizas. Fomos até o restaurante Huma e foi muito gostoso mesmo. Foi carinho (R$ 75,00 para cada) mas comemos uma entrada compartilhada, dois pratos principais e dois sucos naturais. Delicioso!

No outro dia, acordamos cedinho para apreciar o nascer do sol na praia, que ocorreu por voltas das 06:30, depois compramos nosso café da manhã num dos mercados da rua principal, fomos para a praia novamente e esperamos até nosso horário de volta. Na mini-rodoviária de Valizas há um pequeno quadro com horários de ônibus de Valizas para várias outras partes pela Rutas del Sol, incluindo Cabo Polonio.

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 Fizemos todo o trajeto de retorno até Pelotas bem tranquilamente e com segurança. Em Castillos fui até a padaria que mencionei no início do relato para comprar o almoço (empanadas e torta) e foi bem mais em conta do que o chivito que comi na ida.

Dicas: se for lua cheia, não deixe de ir até a praia admirar o luar; não deixe também de ver o nascer do sol na praia; em Cabo Polonio há um caixa eletrônico em que você pode usar seu cartão do banco brasileiro e sacar pesos uruguaios, caso necessite.

Bom, é isso galera!

Qualquer dúvida ou comentário, deixem mensagens abaixo que respondo com prazer!

Abs

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      Achei um camping, muito da hora, e fiz uma coisa improvável que tive vontade lá pelas 09:00 da manhã, comprei uma coca-cola. Pensa num refrigerante gostoso. O marido da dona do camping, ao conversarmos se dispôs a me deixar na Ilha das Peças no outro dia.
      Fiquei algumas horas sentado no píer da Vila esperando o pôr do Sol, durante esse tempo vários grupos de botos desfilaram a poucos metros de mim.

      QUARTO DIA - UMA TRAPAÇA, MUITA ESPERA
      Desarmei acampamento antes de o Sol nascer, mas tive de esperar o barqueiro, kkkk. À 06:40 me deixava na Ilha das Peças, e não quis me cobrar nada ainda. Nesse dia foi muito tranquilo, aquela sensação de tempo e espaço relativa, devido nas Peças eu saber que seriam apenas 16km para completar a trilha tornou tudo psicologicamente muito leve. A areia firme, a companhia da Ilha do Mel a poucos metros tudo preparado para um final incrível.

      Depois do antigo farol, hoje caído, avistei a Vila das Peças. Inocente, mesmo percebendo um trecho que aparentava "mangue" resolvi cruzar por ali mesmo, próximo do mar, para não contornar pela margem da várzea. Foi o trecho mais cansativo, e olha que desisti logo do meio e fui para a margem da mata. A cada pisada o pé afundava alguns centímetros na areia fina, acabando com minha panturrilha (lembrei dos tempos de treino na areia para disputar campeonatos de futebol).

      Chegando na Vila, 10:00, fui procurar alguém que me deixasse em Paranaguá. Não fui bem tratado pelos barqueiros, foram meio rudes - mochileiro acho que eles pensam que nós mendigamos carona. Fiquei chateado, mas paciência. Para piorar um do puto ainda me trapaceou, me disse que eu teria que esperar a escuna regular as 16h, mas se quisesse, por 70 reais me levaria às 15h, já que ele ia buscar mais gente em Paranaguá.

      Achei um camping, armei a barraca para terminar de secar e dormi um sono. Eram 14:30 quando desmontei tudo e fui encontrar o indivíduo. O pilantra apareceu umas 15:20, eu com cara de bobo, fui no barco. A única coisa que o @#$& me disse é que ia para Supergui e não podia me levar (sacanagem, devido ao nosso combinado nem fui atrás de outros barcos).


      Resumindo fiquei torrando no píer até às 16:30 quando a escuna me levou para Paranaguá. Foi um travessia incrível, que e ensinou muito. O fato de eu estar sozinho proporcionou perspectivas únicas. Saí de lá mais experiente, e agora que venha o Cassino.





    • Por jadecdocc
      Ei! Estou precisando de dicas para Punta Cana com o orçamento total máximo de 6000 reais. Tem como fazer uma viagem dessa com esse valor? É preferível comprar pacote como da Decolar (n curto muito a ideia porém os preços estão melhores lá) ou tudo separado? Dica de resort bom para jovens que curtem muita festa;
    • Por Schmiegelow
      #Uruguai
      Estou há um pouco mais de dois meses em uma viagem de moto pela América.
      Meu projeto chama O Mundo em Lanches pois quero conhecer culinárias locais simples para depois oferecer em lanches.
      Acabo de deixar o Uruguai passando por praticamente toda a costa leste até Montevideo, depois fui um pouco mais para o centro para ter uma ideia de como é o interior neste belo país.
      O litoral é incrível com muitas opções totalmente distintas: desde um vilarejo que só pode entrar de 4x4 e tem energia elétrica apenas por geradores - Cabo Polônio, até uma cidade cheia de grandes prédios com muito luxo - Punta Del Este.
      A capital #Montevideo é bem bonita e organizada, com muitas praias, praças, ruas de bares e baladas, restaurantes, tudo o que uma metrópole oferece. Gostei muito de ver os Uruguaios tomando praças e praias principalmente no final do dia. O verão é muito valorizado aqui.
      O cidadão Uruguaio é, em geral, muito educado e receptivo, sempre que precisei não mediram esforços para me ajudar e os amigos locais que fiz gostam muito de mostrar sua cultura.
      O interior achei parecido com o Brasil, cidades pequenas mas mais organizadas até em sua construção, uma praça principal, alguns bares, restaurantes e lojas. Em um bar que parei para tomar um refrigerante (aqui é muito difícil encontrar suco natural), os senhores que estavam lá já começaram a puxar assunto, bem Bar de interior mesmo.
      A culinária é centralizada na Parrilla (churrasco), além de cultural a carne é um dia produtos com melhor custo benefício por dia produção regional - nas estradas praticamente só vi este tipo de fazendas.
      Chivito (lanche com carne bem fininha, normalmente com ovo, salada, presunto e queijo), milanesa (muito popular, muito mesmo), empanadas e tartas (torta salgada) são os outros pratos regionais.
      Falo melhor sobre tudo no Instagram O Mundo em Lanches
      https://www.instagram.com/omundoemlanches/ 
      https://omundoemlanches.com.br/ 
      #mochileiros #viagemdemoto



















    • Por Thalles Medeiros
      Tô passando pra avisar que mês que vem "fevereiro" vou fazer uma trip épica rumo ao Uruguai bem "mão de vaca" pegando caronas, barraca e etc .. 
      Já te adianto que vai ser tri legal 
      Fico pilhado? Ta afim de ir? van bora!! 

    • Por Thiago e Priscila Blumenau
      Olá amigos da comunidade Mochileiros.com.
      Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC.
      Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. 
      A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura.
      Para realizar esta viagem primeiro nós fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. 
      Juntamos todas essas informações numa planilha e então começamos a trabalhar nela. Então no mês de Setembro/2018 começamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar.
      Nessa primeira parte vamos tentar abordar o máximo de informações com relação ao roteiro, situação das estradas, GPS, câmbio, aduanas, seguros, itens obrigatórios, pedágios e combustível. 
      Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios.
      Então vamos ao que interessa:
      Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai.
      Saída de Blumenau: 22/12/2018.
      Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018.
      Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018.
      Chegada em Blumenau: 03/01/2019.
      Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas.
      Roteiro/Condição das estradas/Pedágios:
      Dia 01 - Blumenau - SC x São Borja - RS. Total: 860 Km.
      Esse caminho é o mais curto, porém tem muitos trechos com pista ruim (buracos, desníveis, etc.), além disso tem muitos radares e lombadas eletrônicas. O motorista tem que ficar atento.
      Pedágios:  Nenhum.
      Dia 02 - São Borja-RS x Presidência Roque Sáenz Peña - Argentina. Total: 620 Km.
      As estradas são boas, pelo menos são melhores que do que as do Brasil.
      Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65)
      Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos.
      Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos.
      Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos.
      Dia 03 - Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina) x Salta (Argentina). Total: 630 Km. 
      As estradas também são muito boas.
      Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles.
      Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos.
      Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km.
      As estradas também são muito boas.
      Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama.
      Pedágios:  Nenhum.
      *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. 
      Hospedagem:
      Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia.
      Dia 02 - Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina).
      Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina).
      Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile).
      Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018.
      *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis.
      Câmbio:
      Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS.
      Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15.
      Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15)
      R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10)
      Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama.
      O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real).
      Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154)
      R$ 1 Mil reais trocados em  San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170)
      *Compare antes de trocar seu dinheiro.
      Combustível / Postos de abastecimento:
      Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada).
      Infinia: variava de 45 a 48 pesos.
      Super: variava de 41 a 44 pesos.
      *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF.
      *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem.
      Na Argentina tem muitos postos de abastecimento durante o trajeto. O último posto fica bem próximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile).
      Depois da Aduana não tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (distância entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.)
      GPS:
      Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps.
      Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line.
      Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 
      Seguros obrigatórios para seu carro:
      Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros.
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente.
      No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile".
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. 
      *Veja se o seu cartão está liberado para realizar esta compra.
      Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos.
      Seguros para você:
      Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. 
      Mas as empresas de seguro oferecem inúmeras modalidades.
      Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso.
      Itens obrigatórios para o carro:
      Na Argentina:
      Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro.
      Então nós entramos em contato com o departamento de trânsito da Argentina e também com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florianópolis.
      Segundo eles, os itens obrigatórios são:
      - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos);
      - 02 triângulos de segurança;
      - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco).
      E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios)
      - Kit de primeiros socorros;
      Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios.
      No Chile:
      Considerar todos os itens obrigatórios citados acima.
      E no Chile todos os motoristas são obrigados a ter no carro um "colete refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manutenção ou emergência ele precisa estar vestindo o colete. Isso é LEI NACIONAL. Na dúvida leve um colete também.

      Observação:
      Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento.
      Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de bafômetro. Mas em nenhum momento a polícia precisou revistar o nosso carro.
      No Chile não fomos abordados.
      Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo.
      O atendente solicita os documentos do carro e identidades.
      Preenche um formulário no computador.
      Por último entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Argentina x Chile.
      Não tem custo.
      Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas)
      A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama.
      Tem 06 guichês.
      É necessário preencher um formulário em espanhol. Nesse formulário tem uma parte que fala se você está levando algum alimento que é "proibido".

      Após passar em todos os guichês eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Chile x Argentina.
      Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa.
      Após sair dos guichês vem um fiscal da vigilância sanitária e inspeciona o carro.
      Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem.
      Não tem custo.
      *Na volta pra casa é necessário fazer tudo de novo, porém a vigilância sanitária não revistou o carro dessa vez.
      Espero que tenham gostado dessa primeira parte.
      Se tiverem algum comentário ou dúvidas por favor nos retorne.
      Um abraço.


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