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Argentina, Chile, Bolívia e Peru - 36 dias
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26/01, Dia 30 - Cusco Após uma viagem tranquila, chegamos em Cusco às 6h. Descemos, e na porta da rodoviária começou a guerra entre taxistas pra ver quem nos levaria ao hostel (que por sinal não e
E ai pessoal. Inicio agora o relato do mochilão que fiz com mais dois amigos por esses quatro países entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011. O relato será feito em várias partes, pois não terei como escrever tudo de uma só vez.
Nosso roteiro foi definido com muita antecedência, e ficou o seguinte:
Buenos Aires - 5 dias
Bariloche - 2,5 dias
Puerto Varas - 2 dias
Pucón - 3 dias
Santiago - 3 dias
San Pedro de Atacama - 2 dias
Salar de Uyuni (4x4) - 3 dias
La Paz - 4 dias
Copacabana - 2 dias
Cusco + Machu Picchu - 4 dias
Lima - 3 dias
As passagens foram compradas com muita antecedência também, e custaram 900 reais pela LAN, partindo de Guarulhos e chegando em Buenos Aires, e voltando por Lima para Guarulhos.
A mochila é uma Conquista 77, de 65 litros, e posso garantir que é muito boa para quem gosta de mochilar, mas prefere não gastar tanto em uma mochila. Paguei 300 reais e estou extremamente satisfeito.
Vamos ao que interessa, o relato. Como a viagem ainda está rolando e nem chegou na metade, postarei os valores quando retornar. Espero que gostem!
28/12, Dia 1 - Buenos Aires
O dia começou cedo. Acordamos às 7h, tomamos o café, e saímos rumo ao aeroporto de Guarulhos. O check-in foi tranquilo, e no horário previsto partimos rumo à capital da Argentina. O vôo foi bem tranquilo, com direito a Ballantines e alfajor, e às 13h desembarcamos no Aeroparque. Passamos rapidamente pela polícia, fomos ao balcão de informações, e tomamos um ônibus até o Hostel Florida. Deixamos nossas coisas e saímos pra conhecer o centro. Fomos para Puerto Madero, lugar bem bonito e calmo, porém muito caro. Andamos por um bom tempo, é um lugar extremamente agradável, e depois fomos até a Casa Rosada e Plaza de Mayo; lugares extremamente turísticos e só pra tirar fotos mesmo, porque não são muito interessantes. Mas vale conhecer.
Depois de umas 3h caminhando voltamos ao hostel, tomamos um banho e saímos pra comer num restaurante perto, na Avenida Corrientes. Depois nosso amigo que havia ido num vôo mais tarde chegou e o dia se encerrou por alí mesmo. Estávamos cansados e fomos dormir.
29/12, Dia 2 - Buenos Aires
Acordamos umas 8h, tomamos café no hostel, e saímos rumo à estação de trem. Fomos até um bairro isolado do centro chamado Olivos, encontrar um conhecido de um dos meus amigos, que mora em Buenos Aires e nos levaria até o Delta do rio Paraná para uma remada. A remada gerou boas risadas, porque o cara era profissional e nós três horríveis. Durou mais ou menos umas duas horas, e depois fomos pra casa dele onde rolou um almoço muito bom, com carne argentina. Comemos muito bem e depois passamos o resto do dia na casa dele jogando cartas, comendo um doces argentinos e nadando na piscina. No final da tarde pegamos o trem de volta pro centro, e passamos na rodoviária pra comprar as passagens pra Bariloche, que saíram um pouco caras, 460 pesos cada. Alta temporada é fogo!
Voltamos mortos pro hostel, nem comemos direito e fomos dormir. O dia nem havia sido super cansativo, mas o sol pegou de jeito, e eu tava com uma baita dor de cabeça. O calor em Buenos Aires estava muito grande. Dormi muito bem essa noite.
30/12, Dia 3 - Buenos Aires
Nesse dia trocaríamos de hostel, pois o Florida não nos agradou, já que não tinha muito clima de hostel. Fora que praticamente só havia brasileiros hospedados lá.
Acordamos às 10h, fizemos check-out, e fomos pra San Telmo caminhando, até o hostel Carlos Gardel. O bairro é muito bonito e calmo, muito melhor que a caótica Calle Florida. O hostel é simples, mas pelo menos tem cara de hostel (o Florida é um hotel com dormitórios) e pessoas do mundo inteiro.
Fizemos o check-in e saímos pra tomar uma Quilmes num bar ali perto. Depois passamos no super-mercado, compramos umas coisas e voltamos pro hostel. Tomamos um banho e pegamos um ônibus até a Recoleta e seu famoso cemitério. É um lugar bonito e bucólico, mas considero um programa dispensável. Mas se tiver tempo, vá.
Depois de uma hora e meia mais ou menos na Recoleta, passando pelo cemitério e dando uma volta pelo bairro (que é bem legal, um dos que mais gostei em BsAs), voltamos ao hostel, mas por pouco tempo. Fomos à maravilhosa churrascaria Siga la Vaca e comemos muito bem; é caro mas vale a pena! Após a maravilhosa refeição fomos até Puerto Madero e ficamos andando pela orla. Já havíamos ido de dia, mas de noite é muito mais bonito e calmo. Ficamos num banco conversando e rindo, até umas onze horas, e depois voltamos ao Hostel. Ficamos na sala conversando mais um tempo, e depois fomos dormir.
31/12, Dia 4 - Buenos Aires
Último dia do ano, o que significava que passaríamos nosso ano novo em Buenos Aires!! Mas como ainda teríamos um dia inteiro pela frente até a meia-noite, acordamos umas 10h, tomamos café, e partimos rumo à La Bombonera. Caminho até o estádio me agradou, bem tranqüilo e bonito, incluindo um bêbedo que nos perguntou de onde éramos, respondi França, e pra minha surpresa o cara falava um Francês fluente; rimos muito.
Chegamos em La Boca, compramos ingresso para entrar no estádio, visitamos o museu (bem bonito por sinal), fomos à arquibancada e pudemos notar a grandeza do estádio, que mesmo não sendo enorme em capacidade, é realmente imponente. Ficamos lá por uma e meia aproximadamente, e depois fomos ao Caminito, que fica bem perto. É um lugar bem bonito e agradável, mas chega a cansar de tão turístico que é; tudo lá é pra turista ver e pagar. Mas gostei, é interessante.
Voltamos ao hostel por um caminho meio sinistro, e quando entrávamos em uma rua, um velho nos parou e disse ´no, no , no`. Nos avisou que aquele lugar era extremamente perigoso, e nos indicou um outro caminho. Passando perto pudemos perceber que o lugar era realmente uma favela de Buenos Aires. Santo velho!
Almoçamos uma macarronada que fizemos no hostel, enrolamos um bom tempo, e lá pelas 18h começamos a beber e esquentar pro reveillon. Umas 10h saímos do hostel rumo a Puerto Madero, onde bebemos um pouco mais e esperamos chegar a meia-noite, quando os fogos começaram a colorir o céu argentino. Depois dos fogos, tava rolando uma festa muito legal (e grátis!!) ali em Puerto Madero mesmo; perfeito! Ficamos por lá, e deu pra nos divertirmos. Voltamos às 6h30 pro hostel, mortos, e fomos dormir.
01/01, Dia 5 - Buenos Aires
Exaustos da noitada anterior, acordamos às 15h, comemos o resto do macarrão do dia anterior, e ficamos no hostel a tarde toda. Computador, palavras cruzadas, e o que viesse em mente. Tarde entediante, porém necessária para recuperar as energias. Encontramos um grupo de brasileiros que nos convidaram para ir em uma balada com eles. Hesitamos um pouco pela cansaço, porém queríamos fazer algo em nosso último dia na capital argentina; topamos.
Na Argentina baladas começam muito tarde, e só fomos pegar o táxi às 0h30, e quando chegamos ainda estava vazia! A balada chama The Roxy, boazinha, mas nada de muito especial. Curtimos nossa última festa em BsAs, e lá pelas 5h voltamos ao hostel e capotamos. No dia seguinte pegaríamos o bus pra Bariloche.
02/01, Dia 6 - Buenos Aires/Bariloche
O cansaço de duas baladas consecutivas nos fez esquecer de ligar o despertador, e fomos acordados pela recepcionista gritando e dizendo que nosso horário de check-out havia passado há muito tempo. Segunda alma boa da viagem! Sem ela teríamos perdido nosso bus, e pior do que isso, nosso 460 pesos.
Levantamos correndo, tomamos um café horrível, e saímos rumo à rodoviária. Até lá, foi nosso último uso de transporte público da cidade, que deixa a desejar. Chegamos na rodoviária, compramos uma água, e esperamos por aproximadamente 30 minutos até nosso ônibus sair. A viagem dura 22 horas, mas parece menos. Fiquei conversando com meu amigo por um longo tempo, e depois serviram o jantar, que era simplesmente péssima. Depois daquilo jamais voltarei a reclamar de comida de avião.
O resto da viagem dormi, não muito bem, mas deu pro gasto.
03/01, Dia 7 - Bariloche
Acordei com o bus ainda viajando, e pude apreciar a bela vista da chegada à Patagônia. Lagos de cor deslumbrante, montanhas verdes, e algumas paisagens desérticas. Logo depois chegávamos em Bariloche, quando o relógio marcava quase onze horas. Na rodoviária mesmo compramos nossas passagens pra Puerto Montt por 85 pesos cada, e fomos pro ponto de ônibus esperar o nosso. Foram uns 25 minutos até nosso hostel, que havíamos reservado ainda no Brasil. O nome dele é Alaska Hostel, e foi um dos pontos altos da viagem, simplesmente ESPETACULAR! Ambiente caseiro onde a pessoa se sente na casa da própria família, hóspedes um mais simpático que o outro, quartos grandes, banheiros limpos, vizinhança agradável, e dois donos (casal) muito, mas muito legais. Recomendo demais a quem for pra Bariloche. O preço é somente 25 reais, bem em conta.
Deixamos nossas coisas e saímos pra comer. Fomos até uma churrascaria perto, e comemos muito bem, porém o preço ficou um pouco salgado. 58 pesos por uma quantidade razoável de carne, purê de batata e coca. Apesar disso a qualidade era inquestionável, muito boa mesmo.
Voltamos pro hostel e ficamos o resto do dia por lá, interagindo com os hóspedes e com os donos. Fomos a um mercado próximo, compramos algumas coisas e fizemos nossa janta. Ficamos mais um tempo no hostel, e não dá pra chamar isso de passar o tempo, porque o conforto que eu sentia lá era como na minha própria casa. Ficamos na sala de estar até meia-noite e depois fomos dormir, pois no dia seguinte faríamos o puxada Circuito Chico de bike, e teríamos que estar 100%.
04/01, Dia 8 - Bariloche
Acordamos umas 9h, tomamos um café da manhã extremamente reforçado (neste dia pularíamos o almoço), ficamos um pouco no hostel batendo um papo com uns argentinos muito gente boa, e lá pelas 11h pegamos um ônibus até Cerro Campagnaro. Havia a opção de subir pelo teleférico, mas preferimos caminhar e economizar uma boa grana. A subida é puxada, porém bem curta, fácil de encarar. Lá em cima existe um mirante onde o visual é de cinema; montanhas verdes com picos nevados e lagos azuis até onde a vista não consegue mais enxergar. A natureza em Bariloche convive em perfeita harmonia, alucinante!
Ficamos lá em cima por pouco mais de meia hora, depois descemos e fomos até um aluguel de bicicletas. Pagamos 65 pesos por cada (bem caro) e iniciamos o famoso Circuito Chico, que pode ser feito de bicicleta ou carro (a pé só se tiver um preparo físico muito bom, pois são 28km e cheio de subidas). O passeio de bike dura entre 3 e 5 horas, depende do ritmo. As paisagens no caminho são simplesmente paradisíacas, e existem diversos mirantes pelo caminho. Alguns pontos são extremamente puxados, pois algumas subidas são íngremes, e muitos vezes eu as fazia andando carregando a bike. Porém como quase tudo na vida tem sua recompensa, as descidas eram muito legais, simplesmente me soltava da bike e sentia aquele vento batendo na cara e dava uma sensação de liberdade e paz. Muito legal!
No final do percurso, devolvemos as bikes, pegamos o ônibus de volta pro hostel e tomamos um bom banho, pois estávamos completamente acabados. Fomos no mercado comprar algo pra comer, ficamos por um tempo batendo papo com o pessoal do hostel, e capotamos. Nada como dormir com aquela sensação boa de cansaço após um dia desgastante e muito legal.
Editado por Visitante