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A mata, a água e o vinho: Motivos para visitar o Luso


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📸 Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/a-mata-a-agua-e-o-vinho-motivos-para-visitar-o-luso/

 

Conforme ficamos mais velhos, vamos descobrindo alguns prazeres que aos vinte e poucos anos são inimagináveis; comer queijo brie com geléia, passear pelos corredores da Leroy Merlin e viajar para descansar, por exemplo! E foi esse último o nosso objetivo quando partimos para um fim de semana na pequena vila de Luso, no Centro de Portugal, famosa por suas termas e pela exuberante Mata Nacional do Bussaco.

Onde se hospedar no Luso?

Para esses dias preguiçosos nos hospedamos no Alegre Hotel, um palacete de 1859 que parece saído diretamente de um livro de Eça de Queiroz.

O atendimento familiar e acolhedor, a localização central e o café da manhã no terraço foram pontos muito positivos, mas a melhor parte (e o motivo da nossa escolha) foi a piscina! Em dias de verão português, com temperaturas rondando os 35ºC, não dá para desejar nada melhor do que um mergulho e um banho de sol!

Importante ressaltar que, por causa do COVID-19, o hotel está tomando várias medidas de precaução, além de reduzir sua capacidade e fechar algumas áreas como o bar e o restaurante.

O que fazer no Luso?

Menos de cinco minutos de caminhada separam o hotel do centro da vila, pertencente ao município de Melhada, que consiste basicamente em uma rua principal com alguns poucos bares, restaurantes e lojas. Os casarões do século XIX dão ao Luso um ar bem diferente da maioria das cidades portuguesas.

A região atrai visitantes especialmente por causa de suas águas termais, seja para um dia de spa nas Termas de Luso ou para encher os garrafões na Fonte de São João, onde a água sai fresquinha e à vontade para quem quiser pegar. Embora a água da torneira seja limpa e potável na maior parte de Portugal, ninguém vai te julgar se chegar lá com uma garrafa (ou duas, ou três…), é o costume! Ao redor da fonte há painéis em azulejo contando um pouco da história da vila.

Um dos lugares mais agradáveis do Luso para petiscar ou tomar um café é o Rosa Biscoito. O prédio em si já é um belo exemplar arquitetônico de estilo art nouveu, com curvilíneos portões em ferro e janelões envidraçados. Lá dentro, o espaço aconchegante convida para experimentar delícias como a bruscheta de cogumelos e a farta tábua de queijos, servida com uma geléia de abóbora com pinhão que é simplesmente divina! Também é possível levar para casa produtos artesanais da região como doces, cervejas e cosméticos.

E falando em sabores locais, há duas coisas muito tradicionais da Bairrada, região do Centro de Portugal onde se localiza a vila de Luso: o leitão e os vinhos e espumantes.

O primeiro não provei por ser semi-vegetariana, mas é um prato típico onde o porco é servido assado, com a pele dourada e acompanhado por rodelas de laranja. Já o segundo, o que era para ser uma taça se transformou em uma garrafa inteira de espumante degustado em uma tarde na Mata do Bussaco. Aprovado!

 

Mata Nacional do Bussaco

A Mata do Bussaco (ou Buçaco) é um complexo natural e arquitetônico que ocupa 105 hectares. No coração do parque fica o estrelado Bussaco Palace Hotel, um magnífico palácio de arquitetura neomanuelina para quem quer se hospedar literalmente no meio da natureza. O prédio foi desenhado pelo italiano Luigi Manini, o mesmo arquiteto que projetou a Quinta da Regaleira, em Sintra. Os simétricos e bem cuidados jardins e o Convento de Santa Cruz completam o conjunto.

Outro ponto alto é a Fonte Fria, uma enorme escadaria que emoldura uma queda d’água natural. O que tem lá em cima? É uma pergunta que alguém menos preguiçoso do que eu precisará responder porque acabei ficando pelos primeiros degraus.

Entre um monumento e outro, a natureza se esparrama por entre lagos, flores e árvores de tamanhos descomunais. Há um mapa com algumas trilhas pré-definidas mas a sinalização não é das melhores.

Sem planejar, nos despedimos da mata junto com o pôr do sol, que a cada curva ficava mais magnífico! Saímos pela Porta das Ameias e nos demoramos na mureta da estrada para assistir o dia acabando sobre a bucólica vila de Luso.

Quem entra na mata a pé ou de bicicleta não paga nada (não é longe da cidade, mas é preciso encarar uma subida), já motos e carros pagam €2 e €5 respectivamente. Lá dentro há estacionamento, café, loja de souvenirs e produtos típicos e centro de informações.

Para quem está só de passagem pelo Luso, pode combinar a viagem com cidades próximas como Coimbra (26Km), Aveiro (49Km) e Porto (107Km).

📸 Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/a-mata-a-agua-e-o-vinho-motivos-para-visitar-o-luso/

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