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Vers√£o light ūüćÉ: ROSARIO, ARGENTINA .o1 | Viajando pelo mundo ūüóļ


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Vers√£o light ūüćÉ: ROSARIO, ARGENTINA .o1 | Viajando pelo mundo ūüóļ

 

 

 

Oi você! Aqui vai uma versão light de Rosario, Argentina que é na linguagem brasileira, uma pincelada, sobre alguns lugares que a gente sempre visita e gosta muito.

Mostramos um passeio visual por:

00:00 Intro
00:46 Plaza General López
01:03 Parque Urquiza
01:25 Monumento Histórico Nacional a la Bandera
02:34 Parque de Espa√Īa
03:17 Parque Independencia
04:57 Bv. Oro√Īo
05:31 Escultura Barquito de Papel
05:55 Peatonal Córdoba
06:16 Plataforma Lavarden
06:32 Centro Cultural Roberto Fontanarrosa
06:48 Río Paraná

Reparem no céu que está maravilhoso e parece que estava só esperando a gente pra fazer o vídeo, por que faz um tempo que não ficava um dia tão lindão assim no final de semana.

Então é isso, logo vem o vídeo de Rosario por nossos olhos em uma versão mais detalhada, essa aqui é só pra vocês sentirem um gostinho.

Nos sigam em nossas redes sociais e aqui, no nosso canal do Youtube e dê aquela curtida que impulsiona o trabalho e faz esse casal muito feliz.

Sejam felizes e desfrutem a vida!

Um beijo! ūüíô

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    • Por Matheus Verdan
      O vídeo acima explica quais são exatamente, todos os documentos necessários para entrar na Argentina com seu automóvel.
      Algumas informa√ß√Ķes e duvidas de muitas pessoas como:
      - Posso viajar com o automóvel financiado?
      - Qual seguro preciso ter para entrar na Argentina?
      - √Č exigido alguma vacina para entrar na Argentina?
      As perguntas acima são algumas de muitas outras que você não terá mais duvida depois de ver esse vídeo.
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      Direção Nacional de Imigração:
      Dirección: Av. Antártida Argentina, 1355, Ciudad de Buenos Aires
      Código postal: C1104ACA
      Teléfono: 54 (011) 4317-0234
      Correo electr√≥nico: [email protected]
      ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
      Contatos importantes
      Em caso de emerg√™ncia, recomenda-se que o brasileiro disque o n√ļmero 107, servi√ßo de pronto-socorro municipal que pode enviar uma ambul√Ęncia ao seu domic√≠lio ou hotel. Brasileiros que passem mal em Ezeiza, entretanto, ou fora da cidade de Buenos Aires, devem chamar o Servi√ßo de Emerg√™ncia da Prov√≠ncia de Buenos Aires, pelo telefone 911.
      Os dados dos servi√ßos de utilidade p√ļblica da Argentina s√£o: ¬† ¬† ¬† ¬†
      Ambul√Ęncias: 107 ¬† ¬† ¬†¬†
      Bombeiros: 100          
      Defesa Civil (emergências): 103        
      Policia Federal: 101/911        
      Aeroportos: 5480-6111          
      Buetur (assistência ao turista): 0800 999 283887     
      Auxílio à lista: 110     
      Hora certa: 113
      ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
      Links uteis:
      OS LINKS EST√ÉO NO PRIMEIRO COMENT√ĀRIO DO V√ćDEO.
      ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
      Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar.
      Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: 
      @mathverdan 
      ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
      Gostou do Vídeo? Deixe aquele LIKE, não esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos.
      ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patag√īnia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, por√©m n√£o tenho no√ß√£o de valores, n√£o me importo com hot√©is ¬†chiques, gostaria de saber se com 3mil reais √© poss√≠vel conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana?¬†
    • Por guilhermefsoares
      Boa tarde pessoal!
      T√ī com uma d√ļvida cruel: minha esposa trabalha embarcada internacionalmente atualmente e com as restri√ß√Ķes de entrada de brasileiros nos pa√≠ses estamos receosos de que ela possa perder as oportunidades por causa desse bloqueio. Estamos cogitando em passar um tempo na Argentina pra evitar que isso aconte√ßa mas, ainda com uma pol√≠tica de vacina√ß√£o melhor que a nossa, vi que tem os bloqueios por l√° tamb√©m. Gostaria de saber o que voc√™s acham disso. A gente fica por aqui mesmo, vai pra Argentina, pois n√£o estou vendo melhoras na situa√ß√£o atual e temos muito a perder se tomarmos as decis√Ķes errada.
       
      Agradeço já a atenção que vocês disponibilizaram.
      Abraços.
       
      Guilherme.
    • Por Anderson Paz
      Relato de uma viagem feita de carro com um grande amigo entre os dias 12/02 e 22/02 antes da pandemia de coronav√≠rus (espero no futuro ler isso e ver que conseguimos superar a crise).¬†Muitas das¬†informa√ß√Ķes apresentadas¬†aqui j√° foram¬†compartilhadas no meu Instagram de viagens:¬†https://instagram.com/viajadon_/
      - Antes de chegar √†¬†primeira cidade citada no relato - Jujuy - ficamos dois dias em San Pedro de Atacama (h√° algumas dicas no meu Intagram e posso passar outras caso deseje). Ap√≥s o √ļltimo atrativo citado no relato, ficamos dois dias em C√≥rdoba e mais dois inteiros em Buenos Aires (n√£o relatei nada no Instagram, mas posso passar dicas, caso deseje
      Obs: os preços informados estão em pesos argentinos.
       
      PRINCIPAIS CIDADES/REGI√ēES VISITADAS (em ordem cronol√≥gica):¬†San Salvador de Jujuy (ou apenas "Jujuy"), Maimara, Tilcara, Humahuaca, Iruya, Purmamarca, Salinas Grandes, San Antonio de los Cobres, Tolar Grande + Cono de Arita, Salta, Cachi, Angastaco, Cafayate, ¬†Amaicha del Valle (Museo Pachamama), Bel√©n, Campo de Piedra Pomez,¬†Parque Nacional de Talampaya, Baldecitos,¬†Parque Provincial Ischigualasto
       
      MAPA GERAL DA ROTA
      * Está faltando Tolar Grande e Cono de Arita, pois o Google Maps dá uma volta muito grande para chegar até os pontos

       
      MAPA INTERATIVO NO GOOGLE MAPS: https://drive.google.com/open?id=1LtTF87I0L1GPBiNd1VGNPVgQESvfSJqs&usp=sharing
       * Arquivo em kmz: Norte da Argentina.kmz
       
      ITINER√ĀRIO RESUMIDO
      * Planilha editável: Roteiro norte argentina.docx

       
      INFORMA√á√ēES B√ĀSICAS
      - Aluguel de carro: fizemos quase toda a viagem em carro alugado, exceto a viagem a Iruya em √īnibus de linha regular e os tours a¬†Tolar Grande + Cono de Arita e a¬†Campo de Piedra Pomez realizados¬†em carro 4x4 com motorista contratado. Alugamos um carro popular mesmo e ficamos satisfeito. N√£o era necess√°rio um carro mais potente para a viagem da forma como a realizamos. Alugamos o ve√≠culo na Alma Rent a Car. Saiu por $43.900 ($29.900 aluguel por 13 dias + $14.000 taxa de¬†devolu√ß√£o do carro em C√≥rdoba). Gostamos tanto do atendimento, que depois escrevemos coment√°rios positivos no Google. Segue o coment√°rio que escrevi:
      ¬† ¬† ¬† ¬† ¬† ¬† ¬†" Bom pre√ßo e √≥timo atendimento ao cliente. Foram super atenciosos e sol√≠citos comigo e meu amigo. Nos receberam no terminal rodovi√°rio com sorriso no rosto,¬†¬†mesmo ap√≥s atraso e aus√™ncia de comunica√ß√£o nossa por estarmos sem celular.¬†Depois ainda nos levaram numa casa de c√Ęmbio com cota√ß√£o √≥tima para trocarmos¬†o nosso dinheiro. Todas as vezes que precisamos de nos comunicar com eles, nos atenderam prontamente pelo Whatsapp."
      - C√Ęmbio: conforme citado acima, trocamos dinheiro inicialmente na casa de c√Ęmbio¬†que o pessoal da Alma Rent a Car nos levou. Infelizmente demos mole e n√£o anotamos o nome do local. Pelo pesquisei aqui, provavelmente fica do lado da Graffit Turismo. Depois trocamos mais um pouco com cambistas pr√≥ximo da pra√ßa principal de Salta e em um quiosco na Plaza San Mart√≠n em¬†C√≥rdoba (caso vc v√° passar por esta cidade antes). Em todas essas situa√ß√Ķes trocamos R$1 por $17 pesos, a mesma cota√ß√£o da casa de c√Ęmbio Mais Brazucas de Buenos Aires, a qual costuma ser a mais recomendada nesta cidade. Em Salta e em C√≥rdoba, n√£o compensava trocar em casas de c√Ęmbio oficiais. Nesse per√≠odo compensava muito mais trocar real por pesos do que trocar d√≥lar.
      - Hospedagens: de forma geral, ficamos em hospedagens econ√īmicas¬†muito baratas. Demos prefer√™ncia a hostels com quartos compartilhados, mas em San Antonio de los Cobres¬†e Baldecitos n√£o havia essa op√ß√£o (mais detalhes no t√≥pico "hospedagens" ao final do relato). O custo da hospedagem girou entre $350 (pouco mais de R$20)¬†e $600 para cada um de n√≥s dois.
      - Comida: a comida de forma geral √© baseada na carne, mas se vc √© ovolactovegetariano¬†(eu sou pseudo...hahaha...n√£o como carne no dia a dia, mas eventualmente como em viagem em caso de necessidade ou como um experi√™ncia cultural), basta negociar, que geralmente fazem alguma coisa tipo uma omelete.¬†Vc conseguir√° men√ļ (entrada + prato principal + sobremesa) por $300 em v√°rios locais ou ent√£o conseguir√° bons pratos entre $180 e $250.
      - Bebida: o vinho √© super barato na Argentina e em alguns locais por onde passamos, especialmente na parte do roteiro ap√≥s Salta, havia op√ß√Ķes de vinhos da regi√£o. O litro da cerveja tinha um custo geralmente em torno de $200 nos restaurantes e $150 em mercados.¬†
      - Pre√ßos:¬†j√° citei os valores de hospedagem, comida e bebida, vale dizer que o transporte coletivo tamb√©m parece ser econ√īmico pelo o que li em relatos. N√£o posso dar muitas informa√ß√Ķes a respeito, pois o √ļnico transporte coletivo que pegamos foi de¬†Humahuaca a¬†Iruya a $300 (cada trecho). Digo ainda que artesanato tamb√©m √© muitooo barato na regi√£o!
      - Viajando de carro -¬†estradas e combust√≠vel: de forma geral, mesmo as estradas de terra, s√£o √≥timas. Bastante aten√ß√£o e velocidade reduzida, pois muitos trechos s√£o muito sinuosos e h√° bastantes depress√Ķes nas estradas por onde passa √°gua de rios tempor√°rios ou de chuva. √Č interessante como nessa regi√£o muitos vezes n√£o h√° canaliza√ß√Ķes d'√°gua ou pontes mesmo nas estradas com √≥timo asfalto.
      A respeito do combustível, pagamos entre $58 e $64 pelo litro de gasolina normal. Não há muita variação de preço entre as cidades. No total, gastamos $7.600 (pouco mais de R$400), incluindo a viagem até Córdoba.
      Por √ļltimos, h√° muitas blitz. Sendo assim, esteja com todos os documentos, inclusive o seguro do autom√≥vel a m√£os.¬†Fomos parados apenas em uma por sorte.
       
      ROTEIRO
       
      DIA 1) SAN PEDRO DE ATACAMA - SAN SALVADOR DE JUJUY (JUJUY)
      Ao chegar na rodovi√°ria √†s 16h30 aproximadamente e¬†fomos muito bem recebidos por um dos funcion√°rios¬†da Alma Rent Car, onde alugamos um carro para percorrer uma boa parte do noroeste da Argentina. Depois de nos receber, fomos at√© o escrit√≥rio da locadora e em seguida √† uma casa de c√Ęmbio para trocar nosso dinheiro (detalhes sobre c√Ęmbio em t√≥pico acima).
      Posteriormente, fomos at√© o Hostel Malala, onde relaxamos um pouquinho, tomamos um banho e depois sa√≠mos caminhando at√© a a Plaza Belgrano, onde est√£o a catedral, a Casa de Gobierno e outras atra√ß√Ķes. Como j√° era noite, estava tudo fechado, mas deve ser um ponto interessante para se visitar durante o dia. Durante a caminhada, √© interessante ver como os argentino s√£o noturnos. S√©rio! Parece que a galera economiza bateria durante o dia para gastar depois das 19h, 20h.¬†ūü§£¬†

       
      Depois tivemos um jantar maravilhoso no restaurante Viracocha, recomendado pelo funcion√°rio da locadora de carro. Comemos milanesa de quinua (que trem bom!) e milanesa de quesillo (tbm bem gostoso), um arroz especial delicioso e chu√Īo (batata desidratada, super sem gra√ßa). De quebra ainda tomamos uma garrafa do gostoso vinho Alamos por $400. Por acaso, depois descobrimos que o restaurante √©¬†o n¬į 1 do TripAdvisor da cidade (e ainda assim bastante barato).
       
      DIA 2) MAIMARA - TILCARA - HUMAHUACA
      Sa√≠mos cedo¬†rumo ao norte com primeiro destino em Maimara (a 75 km de dist√Ęncia de Jujuy). Ao longo do caminho, vamos margeando o RIo Grande¬†e montanhas coloridas que podemos apreciar a partir de mirantes estrategicamente posicionados no acostamento.¬†

      Maimara √© uma cidade bem simples, sem muito para¬†conhecer. Seu¬†maior atrativo para mim, foi o seu cemit√©rio¬†(sim, sou o g√≥tico (nem sou!) que se amarra em cemit√©rios! ūü§™ūüĎĽ).


       
      Depois seguimos at√© a cidadezinha de Tilcara a 7 km de dist√Ęncia. Esta j√° tem bastante infraestrutura tur√≠stica, com muitos hostels e restaurantes interessantes. Visitamos o Pucar√° de Tilcara - comunidade pr√©-hisp√Ęnica reconstru√≠da parcialmente por arque√≥logos - que teve a sua constru√ß√£o iniciada no s√©c XVIII e alcan√ßou maior esplendor com a ocupa√ß√£o inca no s√©c. XV. Bastante interessante, mas achamos a entrada de 350 pesos (cerca de 20 reais) um pouco cara.


      Por fim, chegamos a Humahuaca (a 45 km de dist√Ęncia de Tilcara). Cidadezinha super agrad√°vel, com uma pra√ßa central bonita, onde ficam¬†muitos vendedores de artesanato. O seu maior atrativo √© o Cerro Hornocal ou Serranias de 14 colores (na verdade fica a alguns km de dist√Ęncia)¬†.
        

      Antes ir √† Serrania, demos uma volta pela cidade e almo√ßamos Caf√© e Restaurante Las Glorias. Comemos um men√ļ de $300 que inclu√≠a um estofado de llama. Basicamente √© uma sopa com carne de lhama e batatas. N√£o vi muita diferen√ßa entre a carne de lhama e a carne de vaca. Tudo bem que n√£o sou a melhor pessoa para degustar carne, mas o S√°vio tamb√©m considerou o mesmo. Ah, e vale dizer que enquanto almo√ß√°vamos, fomos agraciados pela apresenta√ß√£o de um cantora e violonista chilena maravilhosa.
      Depois do almoço, seguimos até a Serranía de Hornocal ou Cerro de 14 Colores está situado a 4760 m de altura, a 25 km da cidade de Humahuaca. O caminho é feito em estrada de chão (no linguajar brasiliense ou de terra, se preferir). Na cidade fazem um terror danado com a qualidade da estrada e oferecem transporte de 4x4 para chegar ao local por 2 mil pesos (um absurdo!). Se estiver na cidade em um carro pequeno, não hesite em ir até o local. A estrada na verdade é bem tranquila, apesar de ser muito sinuosa.
      Apesar do nome alternativo de Cerro de 14 Colores, muitas fontes dizem que na verdade s√£o 24 cores, enquanto outras dizem que s√£o¬†33 tonalidades. Eu tentei contar e vou falar que n√£o consegui definir quantas cores s√£o. Isso vai mais da sua interpreta√ß√£o pessoal. hehehe¬†As diferentes cores s√£o resultado de processo de diferentes processos de intemperismo sobre rochas que t√™m desde 110 milh√Ķes a 40 milh√Ķes de anos.

      Há uma entrada de 80 pesos e vale a pena fazer o caminho do mirador até mais perto da serra. Desses lugares que nenhuma foto consegue captar a real beleza.


      Depois desse rol√™, voltamos para Humahuaca e fomos procurar hospedagem. Decidimos ficar no Hostel Humahuaca (detalhes ao final do relato). Depois de relaxar um pouco no hostel, sa√≠mos para jantar no La Puerta Verde. Men√ļ tamb√©m a $300 com muitaaa comida. Comemos umas humitas (a pamonha dos nossos vizinhos) e uma tortilla de papas andinas. Ambos estavam razo√°veis, nada de mais. E vale dizer tamb√©m que mais uma vez tivemos m√ļsica ao vivo no restaurante. Aqui no caso era um grupo, com alguns bolivianos, que tocava m√ļsica regional e cantou chacarera e fez o povo dan√ßar.
       
      DIA 3) IRUYA
      Dia de conhecer a cidadezinha de Iruya, situada na Serra de Santa Victoria, a 75 km da cidade de Humahuaca.
      H√° sa√≠das de √īnibus diariamente √†s 8h20, 9h¬†e 10h30, com √ļltimo retorno garantido √†s 15h15. O pre√ßo de cada trecho √© de $300 pesos (cerca de 18 reais) e a viagem dura quase 3h.
      Iruya teve sua construção iniciada em 1751 e há indícios de que os primeiros habitantes eram descendentes dos incas. A cidadezinha é bem pitoresca e pode ser toda percorrida rapidamente. Primeiro fomos até o cemitério e ao mirante na parte superior. Depois descemos até uma pracinha na parte inferior, onde almoçamos no restaurante Cachis. Eu comi uma tortilla de quinua com papas andinas (espécie de suflê com esses ingredientes), que estava gostosa e caprichada ($230).

        
      Retornamos no √ļltimo √īnibus. Antes de ir pro hostel, compramos umas¬†deliciosas (muito...demais mesmo!)¬†tortillas rellena¬†perto do mercado municipal.¬†Essa tortilla √© bem diferente da tortilla citada em Iruya, parece mais um calzone. √Č uma das coisas mais gostosas que comi durante toda a viagem e √© encontrada tamb√©m em Purmamarca e Salinas Grandes. N√£o achei mais dela na parte mais ao sul da nossa rota.
       
      DIA 4) PURMAMARCA - CUESTA DEL L√ćPAN (ruta 52) - SALINAS GRANDES - RUTA 40 (Tres Morros e El Moj√≥n) - SAN ANTONIO DE LOS COBRES
      Saímos de Humahuaca con direção a Purmamarca, uma cidadezinha fotogênica com uma história centenária, tendo assentamentos humanos desde antes da chegada dos espanhóis. Na cidade destacam-se as suas casas de adobe, o centrinho com muitos vendedores de artesanato, uma igrejinha que data de 1648 e o principal: o Cerro de Los Siete Colores como "tela de fundo". 
      Vale super a pena pagar 20 pesos para subir no mirante do Cerro de Los Siete Colores e também recomendo demais fazer uma caminhada pelo Paseo de los Colorados, uma rota circular de cerca de 3 km, que passa por trás do Cerro.

        

      Depois da nossa volta pela cidade, pegamos a Cuesta del Lip√°n ou ruta 52: uma estrada bastante sinuosa e bastante inclinada, de pouco mais de 60 km, com bel√≠ssimas vistas. Ao longo do¬†caminho, paramos¬†em acostamento¬†para tirar fotos, No local estava¬†um ciclista parado e para nossa surpresa era um brasileiro, o Vieira, que estava fazendo a subida sinistra com o seu amigo Felipe (galera cascuda da porra!).¬†Eles estavam¬†com um projeto massa de pedalar do Atl√Ęntico (mais especificamente de Paranagu√°) at√© o Pac√≠fico (Antofagasta), promovendo a doa√ß√£o de medula √≥ssea (d√° para encontrar eles no Instagram:¬†@pedalando_para_vida).


      Depois de trocar umas ideias com os ciclistas brasileiros, seguimos pela ruta 52 com destino às Salinas Grandes.
      Localizada a cerca de 3400 m de altitude, na prov√≠ncia de Jujuy, as Salinas Grandes ocupam uma superf√≠cie de 212 km¬≤. Muitos sites a colocam como a segunda maior salina do mundo, mas essa informa√ß√£o √© errada j√° que depois de Uyuni, outras duas (pelos menos) s√£o maiores: a do Atacama e a de Arizaro (mais a frente falarei sobre esta¬†ūüėÜ).
      As salinas possuem acesso super fácil, pois a Ruta 52 atravessa o salar, tendo alguns pontos para se estacionar o carro e descer para curtir a paisagem.
      Ao pensar em salina, talvez imediatamente vc pense em mar, n√£o √©?! Por√©m, as Salinas Grandes¬†n√£o t√™m nenhuma rela√ß√£o com o mar. Elas foram formadas a partir¬†da evapora√ß√£o de √°gua de origem vulc√Ęnica entre 5 a 10 milh√Ķes de anos atr√°s.
       

      Depois de conhecer as Salinas, seguimos rumo a San Antonio de los Cobres. Aqui vale contar uma hist√≥ria: quando pegamos o carro, a galera da locadora nos disse para n√£o pegar a ruta 40 para ir at√© San Antonio de los Cobres porque estava em p√©ssimas condi√ß√Ķes. Olhamos no Maps¬†e vimos que essa ruta¬†era afastada da estrada que pretend√≠amos pegar, a qual¬†n√£o tinha indica√ß√£o de nome no app, e assim ficamos tranquilos.
      Pegamos essa¬†estrada de terra¬†e depois de dirigir um bocado, avistamos uma placa: ruta 40. Lasqueira! Pegamos outro bra√ßo dessa ruta danada. hahaha¬†ūüėā
      Realmente a estrada tinha muita costela de vaca e alguns trechos de travessia de rio, mas de boa para quem j√° teve um Celtinha "off-road", que enfiava em todas trilhas e que foi meu ve√≠culo de campos de pesquisas no Cerrado por um bom tempo. ūüėÜ
      Na verdade, a estrada talvez s√≥ n√£o seja vi√°vel para carro pequeno em situa√ß√Ķes¬†de muita chuva quando os rios enchem.
      No final, valeu a pena demais pegar essa rodovia. Muitas paisagens bonitas, umas ru√≠nas massa em um cen√°rio meio Mad¬†Max, incluindo um fundo com¬†salar e montanhas, e ainda dois povoadinhos super pitorescos: Tres Morros¬†e El Moj√≥n.¬†Este √ļltimo √© meio que um projeto de povoado modelo, com restaurante, museu, igreja e hospedagem. Infelizmente n√£o havia ningu√©m no local e como as informa√ß√Ķes na internet s√£o escassas e defasadas, n√£o sabemos dizer a quantas anda o projeto.




       




      Por fim, chegamos em San Antonio de los Cobres, uma cidade a 3775 m de altura, baseada principalmente na atividade de minera√ß√£o e que tem buscado desenvolver o turismo no entorno, no qual se destacam o Viaducto La Polvorilla, o passeio pelo Trem de las Nubes e para Tolar Grande e Cono de Arita (cenas dos pr√≥ximos cap√≠tulos ūüėÜ).
       
       DIA 5) TOUR TOLAR GRANDE + CONO DE ARITA
      Segurem-se, que lá vem o tour que talvez seja o mais incrível que já fiz (no mesmo patamar do tour de 3 dias de Uyuni)!
      Fizemos o tour a Tolar Grande e Cono de Arita partindo de San Antonio de los Cobres com o motorista Jorge Olmos (+54 387 519 9112), uma pessoa super tranquila e atenciosa, que nos cobrou barato pelo passeio ($15 mil no total...daria para colocar mais uma pessoa no veículo para dividir e ainda fazer o passeio com qualidade).
      O tour √© super cansativo. Durou um total de mais de 13 horas dentro de uma Duster para percorrer pouco mais de 500 km. Mas vou te falar que o cansa√ßo foi muito bem recompensado. Cada paisagem que c√™ t√° doido!!!¬†Passamos por montanhas incr√≠veis, ru√≠nas de casas abandonadas, salares de Pocitos e Arizaro, pelas Coloradas e Deserto del Diablo, por olhos de √°gua salina (Ojos del Mar), pela cidadezinha de Tolar Grande e por √ļltimo pelo incr√≠vel Cono de Arita (uma pir√Ęmide natural no meio do Salar de Arizaro). Seguem as principais atra√ß√Ķes:
      Salar de Pocitos
      O primeiro salar do roteiro. H√° poucas informa√ß√Ķes sobre ele na internet (para n√£o dizer nenhuma boa¬†ūü§£). H√° uma pequena vila na beirada do salar e h√° bastante extra√ß√£o de sal no local. H√° ainda um trilho de trem de carga que o corta.

       
      Las Coloradas e Desierto del Diablo
      ¬†A primeira √© um conjunto de forma√ß√Ķes de rochas metam√≥rficas sedimentares constantemente erodidas pelo vento e por chuvas de ver√£o. Simplesmente incr√≠vel! ūüėć
      Já o Desierto del Diablo (está situado a 3700 m de altura e é rodeado por montanhas majestuosas da Serranía de Macón, que degelam e formam pequenos cursos d'água que chegam até o deserto.

      MAH04445.MP4

       
      Tolar Grande
      Atualmente a cidade tem mais de 200 habitantes, mas no passado, no auge da atividade ferroviária devido à mineração nos arredores, chegou a ter cerca de 5 mil habitantes.
       

       
       Ojos del Mar
      Os Ojos del Mar são um conjunto de três pequenas lagoas, situadas pertinho de Tolar Grande, que afloram a partir de um lençol freático bem profundo. Abrigam estromatólitos - rochas fósseis formadas pela atividade de microorganismos - e possuem coloração que variam de azul a verde esmeralda dependendo da luz.

       


       
      Cono de Arita
      Este com certeza √© um dos lugares mais incr√≠veis que j√° vi em toda a minha vida! ūüėć
      O Cono de Arita se situa a pouco mais de 80 km da cidade de Tolar Grande. √Č uma forma√ß√£o piramidal com quase 200 m de altura, praticamente perfeita, que est√° situada no meio do Salar de Arizaro, o terceiro maior do mundo, ap√≥s o Salar de Uyuni e de San Pedro.¬†
      Segundo alguns estudos geol√≥gicos, o Cono √© um vulc√£o que j√° chegou a entrar em atividade.¬†Nas suas proximidades foram encontrados alguns artefatos que indicam que o local era usado em cerim√īnias por povos pr√©-incas e assim poderia ser considerado um local sagrado para estes.
       
      E para n√£o dizer que tudo s√£o flores, que h√° contratempos que aumentam a aventura (ou te tiram um tamp√£o¬†hahaha), segue algumas fotinhas de perrengues ao longo do caminho. Fiquei com muita pena do motorista que tava no caminh√£o da terceira¬†foto. Imagina o esporro que levou! E o pior n√£o fa√ßo ideia como ele aprontou essa arte.¬†ūüėāūüėā¬†
       

       
      DIA 6) VIADUCTO POLVORILLA (San Antonio de los Cobres) - SALTA
      Acordamos cedo e fomos conhecer o Viaducto Polvorilla. √Č um dos maiores viadutos de trem do mundo com 63 m de altura e 223 m de comprimento. √Č o viaduto mais ic√īnico por onde passa o Trem de las Nubes, um trem tur√≠stico que passa por diversos lugares muito bonitos.


      .
      Depois seguimos pela bel√≠ssima ruta 51 at√© Salta. Ao longo do caminho, montanhas nevadas e belas paisagens, como a da Quebrada del Toro, e ainda o importante s√≠tio arqueol√≥gico de Santa Rosa de Tastil, que acabou nos passando batido.¬†ūü§¶‚Äć‚ôāÔłŹ As estradas que¬†percorremos durante a viagem √†s vezes eram¬†mais atrativas do que os pr√≥prios destinos.



      Depois de cerca de 3h de belas paisagens na estrada, chegamos a Salta, a capital da prov√≠ncia de mesmo nome, fundada em 1582.¬†O nosso maior objetivo na cidade era visitar os Museus de Antropologia e de Arqueologia de Alta Montanha, o qual tem as famosas m√ļmias de Llullailaco. Por√©m chegamos na cidade na segunda, o dia oficial dos museus fechados em v√°rias cidades do mundo. ūüėā¬†
      Bola para frente. Fomos curtir a cidade que tem belas igrejas, como a grande Catedral e as coloridas Iglesia de la Candelaria e Iglesia San Francisco; uma charmosa e movimentada praça central; e ainda um teleférico que vai até o alto do cerro San Bernardo, de onde se tem uma vista privilegiada da cidade. Nós subimos nele e depois descemos a pé.

       
       
       
      Depois do rol√™ pela cidade, ao fim da tarde paramos no Caf√© Van Gogh para almo√ßar (sim, almo√ßo oficial (ou j√° seria janta?!) √†s 17h30¬†ūü§£). Comemos um men√ļ por $380 com um¬†crepe de verduras de entrada, fil√© de merluza de prato principal e ainda um crepe de banana com doce de leite. Tudo muito gostoso!¬†
       
      DIA 7) SALTA - CACHI - ANGASTACO - CAFAYATE
      Dia¬†de um rolez√£o enorme!¬†N√£o tanto pela dist√Ęncia percorrida (320 km), mas pelas estradas de ch√£o¬†muito sinuosas e pelas¬†paradas que fizemos em lugares muito lindos.
      Sa√≠mos de Salta, pegando a¬†ruta 33. Depois de alguns quil√īmetros, passamos pelo Parque Nacional Los Cardones (esp√©cies de cactus). De acordo com as fotos que vimos, o Parque tem¬†vistas de paisagens incr√≠veis. Por√©m,¬†para o nosso azar pegamos muita neblina neste trecho do Parque, que muitas serras e¬†curvas, e assim pouco conseguimos ver da paisagem. Depois de passarmos por esse trecho nublado, chegamos √† bela Recta del Tin Tin, uma retona ladeada por muitos cactus e morros bonitos, onde paramos para tirar umas fotos e apreciar os cardones.

       
       

       
      Depois seguimos com¬†destino √† Cachi: uma cidadezinha branca linda, super agrad√°vel, com v√°rias op√ß√Ķes de restaurantes. Curtimos demais essa cidade!¬†ūüėć
       

      Depois de um bom¬†rol√™ pela cidade, compramos umas empanadas baratas em uma casinha em um rua subindo logo ap√≥s a pra√ßa principal (a de frango estava bem gostosa...a de carne vermelha, o S√°vio n√£o curtiu) e¬†seguimos rumo a¬†Angastaco,¬†uma cidadezinha min√ļscula, super agrad√°vel, em que eu poderia facilmente me hospedar por um dia para descansar.¬†Ao longo do caminho at√© essa cidade, muitas casas de adobe com tetos de barro, que escorrem pelas paredes formando um visual de filme de terror e diversas¬†paisagens lindas, mas o mais incr√≠vel de todo esse caminho¬†viria logo ap√≥s: a bel√≠ssima Quebrada de Las Flechas. Paramos em todos os mirantes desse trecho e curtimos uma paisagem mais bonita que a outra.




       
      > Quebrada de las Flechas:



      Por fim, chegamos até Cafayate, uma cidade que muitas pessoas visitam para fazer visitas a vinícolas. Vou ser sincero que esperava um pouquinho mais da cidade em si. Achei bem sem graça e com um aspecto de lugar que na década de 70 e 80 era muito visitado, mas que hj em dia ficou meio defasado.
      Jantamos no restaurante Chikan na praça principal. Pedi um ravioli de verduras que estava bem fraco e ainda veio com um pedaço de carne cozida horrível, que não constava no cardápio.
       
      DIA 8 ) QUEBRADAS DE CAFAYATE (ruta 68) - MUSEO PACHAMAMA - CAFAYATE
      Começamos o dia conhecendo as quebradas e paisagens próximas da cidade de Cafayate, na ruta 68. No caminho, paramos para dar carona para um casal super gente boa de russos. Acabou que depois eles conheceram todas as quebradas com a gente. hehehe Dar carona é legal, pois é uma oportunidade de contribuir com outros viajantes e ainda conhecer um pouco mais sobre suas culturas, pegar dicas de roteiros e ainda fazer amizades. Sempre quando viajo de carro, dou caronas. Também já peguei muitas! Foi massa ver como a cultura da carona é forte nessa parte da Argentina.
      Quebradas basicamente são caminhos estreitos que passam entre montanhas ou desfiladeiros. Nesse trecho se destaca a belíssima Quebrada de las Conchas, o mirante de Los Castillos e
      Las Ventanas.





      Depois desse rolê pelas quebradas, seguimos no carro com destino a Belén, fazendo um pequeno desvio para conhecer a cidadezinha de Amaicha del Valle e o seu Museo Pachamama.
      O museu traz informa√ß√Ķes sobre a geologia da regi√£o e faz uma interpreta√ß√£o de como poderia ser a vida dos primeiros habitantes pr√©-incas da regi√£o, al√©m de ter obras de arte do artista que o fundou, H√©ctor Cruz.¬†A parte de acervo e de informa√ß√Ķes no museu √© meio fraquinha. O que chama aten√ß√£o mesmo √© a arquitetura, as esculturas e ornamenta√ß√Ķes da √°rea comum que recriam s√≠mbolos dos povos origin√°rios. Entrada: 200 pesos (cerca de 12 reais na cota√ß√£o atual do peso).



      Por fim, seguimos caminho at√© a cidade de Bel√©n, que seria a nossa base para o passeio ao Campo de Piedra P√≥mez. Essa cidade, que n√£o √© nem um pouco tur√≠stica,¬†tem tr√™s ag√™ncias de viagem onde se pode contratar o passeio. Depois da contrata√ß√£o (falo sobre a empresa no final do t√≥pico abaixo), jantamos no restaurante Ateneo. Era o que tinha op√ß√Ķes mais baratas e onde consegui ver um esquema vegetariano (ovos com batatas fritas¬†ūüėĚ). Por√©m n√£o recomendo, n√£o. Demos o mole de comer duas vezes no lugar. No segundo dia, a comida estava horr√≠vel.
       
      DIA 9) CAMPO DE PIEDRA POMEZ
      Segure-se que l√° vem mais um passeio pedrada!
      Sa√≠mos¬†rumo ao Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Bel√©n) √†s 7h30, com o excelente guia e condutor Pierino na sua SW4 (4x4 √© obrigat√≥rio para entrada no Campo). Ao longo do caminho at√© o Campo, passamos¬†por forma√ß√Ķes incr√≠veis, como Puerto Viejo (uma sequ√™ncia de forma√ß√Ķes que parecem proas de barcos) e Cuesta de Randolfo (com dunas imersas em montanhas altas...muito louco!), e ainda tivemos o prazer de ver v√°rias vicunhas, inclusive algumas cruzando a estrada.




      VID_20200220_092737.mp4 O Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Bel√©n)¬†√© uma √°rea natural protegida de pouco mais de 75 mil hectares na prov√≠ncia de Catamarca.¬†√Č uma paisagem surreal formada por rochas origin√°rias de eventos vulc√Ęnicos (especialmente no Vulc√£o Blanco) que inundaram a √°rea de magma entre 20 milh√Ķes e 10 mil anos atr√°s. Posteriormente, essas rochas foram esculpidas pelo vento, dando origem a diferentes formas e relevos. Lugar √ļnico, incr√≠vel!!!





       
      Depois de conhecer o Campo, voltamos at√© a vila de El Pe√Īon,¬† praticamente na base do Campo, e almo√ßamos no restaurante Comedor La Pomez. Na verdade o restaurante √© a casa de um morador da cidade, sendo a comida servida na sua sala. Comi uma tortilla de batata e o S√°vio uma carne vermelha. Gostamos bastante da comida!
      Depois do almo√ßo,¬†j√° no nosso retorno a¬†Bel√©n, demos uma passadinha na Laguna Blanca.¬†Situada¬†na Reserva de Biosfera de mesmo nome¬†infelizmente estava com pouca √°gua e bastante turva. Segundo o Pierino, de uns anos para c√°¬†anda geralmente muito seca, mesmo em per√≠odos de chuva. No local vimos alguns flamingos e vicunhas ūüėć.


       
      No total, o passeio durou 10h30.¬†Fizemos com a empresa Fanayfil por 12 mil pesos (carro para at√© 4 pessoas, cerca de R$400...facada!). As outras empresas estavam negociando pelo mesmo pre√ßo. H√° ainda a op√ß√£o de partir de El Pe√Ī√≥n, cidadezinha praticamente na base do Campo (assim deve sair mais em conta...seguem alguns contatos abaixo caso queiram verificar).

       
       DIA 10) EL SHINCAL - PARQUE NACIONAL DE TALAMPAYA
      Saímos de Belén com primeiro destino nas Ruínas de El Shincal e segundo no Parque Nacional de Talampaya.
      El Shincal, fica a pouco mais de 20 km de Bel√©n, e √© o principal s√≠tio arqueol√≥gicos dos incas na Argentina. Infelizmente encontramos informa√ß√Ķes de hor√°rio de funcionamento conflitantes na internet e ainda erramos o caminho (n√£o siga o Google Earth; v√° pelas placas). Assim, perdemos um dos hor√°rios de sa√≠da da visita guiada obrigat√≥ria e n√£o pod√≠amos aguardar a sa√≠da do pr√≥ximo grupo pq depois a gente poderia perder o passeio em Talampaya. Segue abaixo os hor√°rios desde o ano passado para n√£o ter contratempos:

      Depois de cerca de 4h30 de viagem e pouco mais de 300 km percorridos (mais uma vez com alguns trechos incr√≠veis), avistamos serras altas¬†dos dois lados da estrada em uma¬†regi√£o¬†√°rida e com¬†vegeta√ß√£o composta¬†por arbustos e algumas √°rvores esparsas, caracter√≠sticas da ecorregi√£o de Monte de Sierras y Bolsones. Chegamos a um dos patrim√īnios naturais da humanidade declarados pela UNESCO: o Parque Nacional de Talampaya (declarado em conjunto com o seu vizinho, o Parque Provincial Ischigualasto...ambos considerados uma mesma unidade geogr√°fica).
      O parque possui c√Ęnions e forma√ß√Ķes geol√≥gicas incr√≠veis e abriga cerca de 190 esp√©cies de vertebrados, entre eles guanacos, o condor, serpentes e nandu. No passado, abrigou dinossauros r√©pteis e protomamiferos do Triassico (precursores dos dinossauros dos grandes dinossauros do Jur√°ssico), que podem ser estudados e reconstitu√≠dos a partir de f√≥sseis bem conservados encontrados na regi√£o (vou falar pouco mais sobre isso no post seguinte sobre o parque vizinho Ischigualasto).
      ūüö© Passeios: s√£o feitos com empresas concession√°rias ou com permission√°rios da comunidade local. Optamos por fazer um dos mais famosos: o do Ca√Ī√≥n de Talampaya ($1490 + $400 de entrada, cerca de R$120...verifique no site oficial do Parque os hor√°rios dos passeios).
      O passeio √© feito em um micro√īnibus 4x4, com acompanhamento de guia e tem uma dura√ß√£o de 2h30, com sa√≠das em diferentes hor√°rios ao longo do dia.¬†O √īnibus sai da entrada do parque e depois de percorrer alguns quil√īmetros - em parte pelo leito de um rio seco, que se enche apenas temporariamente com enxurradas nos meses dezembro e janeiro -, chega ao primeiro ponto de parada: um s√≠tio com petrogriflos, alguns com cerca de 2500 anos, que trazem representa√ß√Ķes de animais, pessoas e figuras geom√©tricas. ūüĖĖ


      Depois percorremos mais uns quil√īmetros no √īnibus e adentramos no incr√≠vel Ca√Ī√≥n de Talampaya, o ponto alto do parque. Um c√Ęnion com paredes serpenteantes e em algumas partes t√£o retas na sua proje√ß√£o ao c√©u, que parecem que foram cortadas por uma grande faca. Maravilhoso!¬†
       

       
      Depois de ouvir explica√ß√Ķes do guia, tirar fotos, gritar e escutar o eco, apreciar os loros (papagaios) que fazem festa nas √°rvores e ainda tomar uns vinhos locais oferecidos pelo guiaūü•ā, seguimos at√© a forma√ß√£o Catedral G√≥tica. Bem massa!

      Por fim, seguimos at√© a √ļltima parada para contemplar a forma√ß√£o o Monge, que fica em uma parte mais aberta do parque, com outras forma√ß√Ķes geol√≥gicas bem interessantes.


      Que passeio incrível! Sim, é caro, mas vale super a pena.
      Depois seguimos at√© a cidadezinha de Baldecitos, uma cidade min√ļscula com apenas duas ou tr√™s op√ß√Ķes de hospedagens, onde nos hospedamos em uma hospedagem familiar logo na entrada da cidade, onde h√° tamb√©m o Armaz√©m e Restaurante Alba. √Ä noite, jantamos nesse restaurante. Eu comi um macarr√£o improvisado feito na manteiga e com ovos (n√£o foi uma boa inven√ß√£o, mas como tava com fome, foi de boa¬†ūü§£).
      p.s : Se tiver mais tempo na regi√£o pode valer a pela fazer outros passeios no Parque Talampaya,¬†como o do Ca√Ī√≥n Arco √ćris e o da Ciudad Perdida.
       
      DIA 11) PARQUE PROVINCIAL ISCHIGUALASTO
      Depois de conhecer o Parque de Talampaya, foi a vez o conhecer o seu vizinho, o igualmente fant√°stico Parque Provincial Ischigualasto.
      Famoso mundialmente por ser o local onde foram encontrados 5 das 7 esp√©cies de dinossauros conhecidos mais antigos do mundo, datados do per√≠odo Triassico (250 a 201 mi anos) entre elas ancestrais dos mam√≠feros, de crocodilos e dos dinossauros do Jur√°ssico.¬†Ischigualasto √© o √ļnico lugar do mundo com uma sequ√™ncia de rochas continentais triassicas completa e cont√≠nua, que permite estudar uma das transi√ß√Ķes de fauna mais importantes da hist√≥ria.
      O passeio no parque é feito em veículo particular próprio, que deve seguir um comboio em que um guia, funcionário do parque, segue no primeiro veículo. O passeio tem 3h de duração e o custo/ pessoa é de $600 (aprox. 35 reais). As saídas acontecem a cada hora, iniciando às 9h.
      S√£o cinco pontos de paradas no passeio. O 1¬ļ no Valle Pintado, onde √© poss√≠vel ver as tr√™s forma√ß√Ķes do parque com suas caracter√≠sticas e cores pr√≥prias: Coloradas, Los Rastros e Ischigualasto.

      2¬ļ: Cancha de Bochas: um local com pedras ovaladas, algumas lembram bolas de bocha. Ainda n√£o h√° uma explica√ß√£o definida para a origem e processo de forma√ß√£o, mas sup√Ķe-se que s√£o prov√™m de blocos esf√©ricos de rochas ars√™nicas, que depois foram englobadas por detritos e com o tempo, reveladas pela a√ß√£o do vento.

      3¬ļ: um pequeno museu de estrutura met√°lica, onde se encontra¬†no seu centro f√≥sseis de tr√™s esp√©cies ainda presas ao solo.

      4¬ļ e 5¬ļ: duas forma√ß√Ķes interessantes: Submarino e El Hongo. Curiosidade: o Submarino h√° 4 anos tinha dois telesc√≥pios, mas um foi derrubado por fortes ventos. Isso mostra como o parque est√° em constante evolu√ß√£o e como o que vemos hoje pode n√£o ser o mesmo do que existir√° no futuro.



      Por fim, voltamos,  margeando as belas Coloradas, à entrada do parque, onde visitamos o ótimo museu (não perca!).



       
      Depois de conhecer o parque, seguimos até Córdoba, onde ficamos dois dias e entregamos o carro. Como fomos em época de Carnaval, com muitas coisas fechadas, e como a cidade é grande e com várias dicas na internet, prefiro encerrar por aqui o relato dessa viagem incrível! Espero que tenham curtido! 
       
      >Veja abaixo os meus top 10 e as informa√ß√Ķes de hospedagens<
       
       
      TOP 10 DA VIAGEM
      1 - Cono de Arita (tour de Tolar Grande)
      2 - Campo de Piedra Pomez
      3 - Coloradas e Desierto del Diablo (tour de Tolar Grande)
      4 - Serranía del Hornocal (Humahuaca)
      5 - Parque Nacional de Talampaya
      6 - Parque Provincial Ischigualasto
      7 - Quebrada de las Flechas (Angastaco)
      8 - Ojos del Mar (tour de Tolar Grande)
      9 - Quebradas de Cafayate
      10 - Purmamarca
       
      HOSPEDAGENS
      ¬†- San Salvador de Jujuy: Malala Jujuy Hostel -¬†bom. Hostel barato em uma casa antiga com bom ambiente, cama confort√°vel,¬†bom caf√© da manh√£ (com p√£es gostosos e¬†frutas) e atendentes atenciosos. O √ļnico problema para mim foi o banheiro externo com √°rea de chuveiro muito apertada. A cortina ficava grudando no corpo. $350, quarto para 6 pessoas
      - Humahuaca: Humahuaca Hostal -¬†satisfat√≥rio. Super econ√īmico, com quartos n√£o muito espa√ßosos no caso de quarto para seis, cama confort√°vel,¬†caf√© simples (p√£es e geleia), √≥tima √°rea de conviv√™ncia (se n√£o estiver chovendo)¬†e banheiro limpo, mas um pouco meio sem privacidade. $300, quarto para 6 pessoas.
      - San Antonio de los Cobres: Hosteria La Esperanza - satisfatório. Quarto privativo com cama confortável, banheiro privado, boa localização e café simples (pães, geleia, manteiga e doce de leite). $1200 para os dois, quarto para duas pessoas.
      - Salta: Hostal Namasté - bom. Quarto privativo com cama confortável, excelente atendimento, ótima limpeza. Não tem café da manhã. Um pouquinho distante do centro. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas.
      - Cafayate: Hostel Esperanto - Fraquinho. Café da manhã simples (pães, geleia e doce de leite), quarto muito quente e com cama estreita, cozinha meio desorganizada. $350, quarto para oito pessoas.
      - Bel√©n: Hostel Bazetta - muito bom. √Č uma casa que foi transformada em hostel com tr√™s quartos com duas camas cada. H√° boa cozinha, banheiro bom e¬†tanque na √°rea externa para lavar roupas. Sem caf√© da manh√£. $440 por pessoa pelo quarto duplo.
      - Baldecitos: infelizmente perdemos o nome da hospedagem, mas é uma familiar que fica logo na entrada da cidade, próximo de um armazém/restaurante. Achamos muito bom! Super limpa e confortável! Sem café da manhã. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas. 
       
       
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