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14 Dias na Colômbia - Cartagena, Medellin e San Andrés (Os Mochilinhas)

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Olá!

Minha esposa e eu recentemente lançamos um blog de relatos das nossas viagens pelo mundo, em formato meio que de diário, mas também com posts com informações das nossas viagens como preços das atrações, transportes utilizados e mapas percorridos em cada dia. Para quem quiser conferir, o endereço é osmochilinhas.com, mas pretendemos publicar na íntegra os relatos aqui no blog dos mochileiros também. Terminamos a pouco o nosso relato de 35 dias que passamos no sudeste asiático em 2016, que você pode conferir aqui.

Iniciamos agora nosso relato dos 14 dias que passamos na Colômbia em 2017, entre Cartagena, Medellin e San Andrés. Espero que gostem dos relatos e que ajudem outro viajantes que pretendem conhecer a Colômbia a planejar a sua viagem. Segue então:

 

COLÔMBIA 1º Dia - Chegando à Cartagena (24/04/2017)

Entre 2016 e 2017 houve uma explosão de promoções para Cartagena e San Andrés pela Copa Airlines. O preço mais baixo foi de 600 e poucos reais ida e volta de São Paulo. Saindo de Porto Alegre, chegando em Cartagena e saindo por San Andrés conseguimos no fim por pouco menos de 900 pilas para abril de 2017.

Saímos na madrugada do dia 23 de abril de Porto Alegre e chegamos em Cartagena na manhã seguinte, fazendo ainda uma conexão de 20 minutos no Panamá, que achávamos que seria correria mas no fim foi bem tranquila.

No pequeno aeroporto de Cartagena, trocamos um pouco de dinheiro para pagar nosso transporte até o hostel. Como na casa de câmbio só haviam nos dado uma nota grande, tivemos que trocar por menos já que havíamos lido que o ônibus em Cartagena custava 1.000 pesos colombianos (CUP) (na época 1.000 pesos equivaliam mais ou menos a 1 real). Para isso, dentro do aeroporto mesmo compramos um sorvete e já de primeira percebemos como a Colômbia é um país muito barato. 1 Sorvete, dentro do aeroporto, que no Brasil não sairia por menos de 10 reais, pagamos 3 pilas! E ainda por cima um daqueles "chiques" com cobertura de chocolate quente e tudo mais.

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Sorvetinho diferentão e baratíssimo

Havíamos lido que, saindo do aeroporto, se andássemos uma quadra pra frente, avistaríamos uma avenida onde passavam os ônibus de linha que poderíamos pegar para o nosso hostel, que ficava dentro da cidade murada, ou melhor, ciudad amurallada. Acontece que chegando na tal avenida, não avistamos nada parecido com uma parada de ônibus e nem vimos ônibus passando. Fomos de uma ponta a outra e nem sinal. Entramos então num mercadinho para perguntar sobre o tal ônibus e nos falaram que para ir até a cidade murada, teríamos que pagar o "táxi coletivo", um táxi compartilhado com tarifa fixa de 5.000 pesos para os dois. Avessos à táxi que somos, entramos em mais um mercado e uma farmácia para perguntar e todos deram a mesma instrução, pegar o táxi coletivo, então foi o que fizemos. A pegadinha aqui é que não tem diferença dos táxis comuns para os coletivos, a diferença é como você pede ele. Fomos bem instruídos por todos os comerciantes que, ao passar qualquer táxi, tínhamos que levantar o dedo indicador e gritar "colectivo" para deixar claro para o taxista que queríamos o valor coletivo e não taxi privado. E deu tudo certo, fomos deixados dentro da cidade murada em uns 20 minutos de corrida por meros 5 pilas.

Ao descer na muvuca da cidade murada, nos deparamos com mais uma característica marcante de Cartagena: o calor insuportável. Calor insuportável mesmo, do tipo que nunca havíamos sentido, e isso que Porto Alegre no verão é a filial do inferno. Aquele calor úmido que tu é obrigado a entrar em algum lugar com ar condicionado de tempos em tempos sob o risco de começar a ter tonturas da desidratação.

Demoramos um pouco a se encontrar dentro das ruelas da cidade murada (na verdade não chegamos a nos encontrar nunca), todas estreitas, igualmente belíssimas com suas casas coloniais disputando qual ostenta as flores mais coloridas nas suas varandas (inclusive há uma competição aqui de verdade que premia a casa mais decorada) na região mais turística de Cartagena, e aqui vale a pena começar a falar um pouco sobre essa cidade histórica:

Citar

A cidade de Cartagena foi um importante, se não o mais importante porto durante a época da colônia espanhola. Um entreposto comercial onde os espanhóis embarcavam ouro e prata pilhados da América para a Europa e para as demais colônias na América Central e desembarcavam escravos da África (daí a grande presença de negros em Cartagena). Não tardou para que se tornasse um lugar muito visado pelas demais colônias concorrentes, além de piratas e outros saqueadores. Diante do iminente perigo de invasões, a Espanha mandou construir diversas fortificações na cidade, entre elas o Castelo de Barajas, com visão privilegiada do porto, além de outros fortes e a muralha que circunda hoje a Ciudad Amurallada, região onde concentrava-se as moradias da nobreza e hoje ainda conserva grande parte dos seus muros majestosos, sendo patrimônio da UNESCO e a principal atração turística de Cartagena.

 

Cartagena ainda é um dos principais portos das Américas. Aqui por exemplo, é onde saem as balsas que atravessam o estreito de Darién, único trecho sem estradas da Rodovia Panamericana, estrada que liga o Ushuaia ao Alasca. Dito isso, a Ciudad Amurallada é o "local para se estar em Cartagena". Museu a céu aberto, dentro das muralhas concentram-se as principais igrejas da cidade, praças, além de infinitas opções de hospedagem, dos mais variados tipos e preços. O bairro Getsemani, que depois descobrimos ser o bairro com a melhor noite de Cartagena, e que fica do ladinho da muralha, também é ótima opção para se ficar, mas os preços não mudam muito. Há também a região "das praias", Bocagrande, mais elitizada, com prédios altos modernos e apelidada de "Miami" da Colômbia.

Depois de se perder um pouco e ter a sensação de passar 10 vezes na mesma rua, finalmente achamos nosso hostel, o Casa Roman, quase na esquina da entrada da ciudad amurallada, onde fica a instagramável Torre del Reloj. Este hostel na época estava recém inaugurando, então estava com um preço absurdo de barato (15 reais o quarto com 8 pessoas), no entanto, não possuía cozinha na época e ainda estava meio com as instalações não totalmente prontas (hoje eles já dão café da manhã e tem até piscina!), mas como eles queriam angariar clientes, o atendimento era excelente e deixavam o ar condicionado no quarto ligado 24 horas, coisa rara nos hostels por aqui (e que faz muita diferença!).

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Entrada principal da cidade murada, a Torre do Relógio

Como ainda era cedo pro check-in, deixamos nossas mochilas no hostel e fomos procurar um lugar para almoçar. Primeiro fomos trocar dinheiro e recebemos a dica de fazer o câmbio nos fundos de uma joalheria que ficava bem embaixo do nosso hostel, e foi a melhor cotação que conseguimos em toda Colômbia disparado! Mais um ponto pro hostel.

Não estávamos ainda habituados com os preços e como funcionava os restaurantes colombianos, então entramos no primeiro que vimos com um tiozinho chamando os fregueses na porta e que era bem caseiro e achamos que era um preço bom, numa ruazinha dentro da cidade murada, o equivalente a 12 reais por pessoa. Mal sabíamos que dava pra almoçar por menos e, se tiver com pouca fome, dá pra pedir só um prato para os dois, pois os almoços na Colômbia são sempre nesse rito: tem a sopa de entrada, a comida farta e mais um suco "de açúcar" no fim, tudo incluído.

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Almoço farto, sempre acompanhado de suquinho doce e sopa de entrada

Depois do almoço então, começamos "oficialmente" a desbravar a ciudad amurallada, que é um lugar para conhecer sem pressa. Cada esquina você se depara com um monumento, uma igreja histórica e conservada, uma pracinha, isso sem contar as casas coloniais coloridas com suas sacadas todas decoradas com flores e ornamentos.
 
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Belíssimas ruas da cidade murada de Cartagena

Só tem que tomar cuidado para não se desidratar com o calor, por isso, fomos "obrigados" a parar em cada esquina para nos hidratar com as fraquinhas (mas boas) cervejas colombianas. Cervejas colombianas são duas as principais: a Aguila, bem aguada e mais barata (2 reais a latinha) e a Club Colombia, mais encorpada, com versões red, black e gold, mais carinha (2,50 a latinha). Ambas são fraquinhas, perfeitas para tomar no calorão.
 
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Se "hidratando" nas ruas de Cartagena. Na primeira foto um bar todo com motivos soviéticos, que fomos no outro dia, muito legal.

Outra coisa muito legal que tem por lá em abundância, igual ao que já tínhamos presenciado no sudeste asiático, são as barraquinhas de rua vendendo frutas em potes, já descascadas e com um palito, prontas pra tu sair andando e comendo: melancia, mamão, manga, abacaxi, morango e mais algumas típicas da Colômbia. Tri bom para espantar um pouco o calor, e saudável ainda por cima, coisa que não sei porque não vemos aqui no Brasil. Ah! E preços do tipo que: a fruta mais cara custava 2 reais.

Fomos caminhando em direção ao mar, já se preparando para vermos o por do sol no oceano. Nessa parte da muralha que fica voltada para o mar, você consegue subir nela e caminhar por um trecho bem longo apreciando um visual incrível da baía e da própria muralha, que é fantástica e muito bem conservada neste trecho!

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Passeando por cima da muralha. Na primeira foto, que será que fazem ali naquela casa?

Ao longo da muralha foram mantidos vários "canhões" conservados também que dá pra dar uma ideia do espaço de mira que tinham os espanhóis para alvejar os barcos invasores, além de várias "guaritas" de controle da costa.
 
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Depois de caminhar um grande trecho da muralha, sentamos na beiradinha do muro para apreciar um pouco o movimento na costa, dando uma primeira conferida no mar do caribe e assistindo uma gurizada de colégio jogando um futebolzinho e usando a muralha de goleira.

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Curtindo a costa de Cartagena

Quando começou a baixar o sol, sentamos para tomar uma cerveja no famoso bar que fica em cima da muralha, famoso por ficar num local privilegiado para assistir o por-do-sol, o Café del Mar.
 
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Parte da muralha onde fica o Café del Mar. Ao fundo os prédios do bairro de Boca Grande, apelidado de Miami da Colômbia.

O lugar é elitizado e não vale muito a pena não. Daria para comprar umas cervejas no mercado e assistir ao pôr-do-sol do mesmo jeito uns 500 metros mais a frente na muralha de graça.
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Café del Mar

Tomamos só umas duas Club Colombias a 6.000 pesos cada e assistimos o espetáculo que é o por-do-sol no mar em Cartagena, contrastando com as muralhas já se iluminando e os prédios de Bocagrande ao fundo. Sensacional!
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Por do sol de Cartagena

Já noite e ainda um calor infernal, demos mais uma volta dentro da cidade murada que está sempre bem movimentada, então dá pra caminhar tranquilo qualquer hora do dia.
 
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Torre del reloj à noite

Costeando a parte leste da muralha, parte que já não existem mais muros, voltada para a a Avenida Venezuela, lugar que dizem ser um pouco perigoso mas que não achamos não e acho que esse preconceito é só porque é um lugar mais "centrão", com muitas galerias e com lojas de roupas de "procedência duvidosa" e frequentado mais por moradores do que por turistas, encontramos um supermercado que vendia latinhas de ceva geladas por 1 real! Dessa vez tratamos de decorar a rua para poder voltar sempre hehehe.

Chegando no hostel, fomos tomar banho para se refrescar e, para nosso desespero, o chuveiro, e isso que lá em Cartagena não existe chuveiro elétrico (acho que nem nunca precisaram por lá) saía água quente, um horror! Dava mais calor ainda.

Fim da noite tentamos ficar um pouco na área comum do hostel mas era impossível, na época não havia ar condicionado ali, então, sem condições de aguentar o calor.

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Tu vê né! zero homicídios! Isso no Brasil é inimaginável. Esse museu eu não conhecia! Bah, deve ser muito interessante. Vou pesquisar e colocar na minha lista pra quando voltar lá um dia ;) 

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Não acredito nesses números, acho que era mais uma enganação do tal de Uribe,o presidente que diz realizar isso.Mas,para compensar, lá no litoral do Pacíficohá uma cidade Porto em que os cartéis se matavam entre si todos os dias. Cheguei em Cali,aonde também não vi nada,logo me contaram para não ir lá.

  • 2 semanas depois...
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COLÔMBIA 9º Dia - Conhecendo o centro de Medellín (02/05/2017)

Nosso último dia em Medellín, estávamos entre conhecer o Parque Arví, um bonito parque que fica nos arredores de Medellín, em cima de um morro e que para chegar tem que se descer na última estação do teleférico urbano de Medellín, que por si só já é uma atração à parte, ou conhecer o centro da cidade, que possui diversas atrações e áreas revitalizadas e é um passeio de um ou mais dias inteiros. Como já tínhamos conhecido já vários parques, era dia de semana e, uma visita a uma cidade não fica completa sem se visitar o seu centro, optamos pelo centro, embora o parque Arví e andar de teleférico seja também uma atração imperdível e definitivamente temos que voltar lá para conhecer (entre muitas outras atrações de Medellín).

Fizemos nosso café da manhã no hostel mesmo com as coisas que compramos no supermercado no dia anterior e seguimos então para o metrô. O trajeto definido foi começar pela Catedral mais ao norte e ir seguindo pelos pontos turísticos do centro até a Plaza Cisneros, mais ao sul. Para isso, seguimos até a estação de metrô Prado, estação mais próxima da Catedral (uns 500 metros de caminhada). Havíamos lido em diversos blogs que os arredores desta estação e o trajeto dali até a Catedral era muito perigoso, que era para evitar ao máximo e tal, mas como não sabíamos que ônibus pegar para ir até lá e obviamente não iríamos pegar um táxi em plena luz do dia, resolvemos encarar. E olha, não sei onde vivem essas pessoas que disseram isso, mas de perigoso (pelo menos aparentemente) não tem nada. Trata-se de uma região central como outra qualquer, com bastante lojas e movimento. Claro que é uma parte "não revitalizada" do centro, com um pouco de sujeira e alguns mendigos, mas muito mais tranquilo do que andar em lugares como o centro de Porto Alegre, por exemplo.

Assim como também o entorno da Catedral em si, que fica em frente à praça Bolívar, lembrando um pouco a Praça da Sé em São Paulo só que em menor escala.

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Praça Bolívar em frente à Catedral de Medellín

A Catedral, construída em estilo Neoclássico lá pelos anos de 1930 para ser o principal templo religioso de Medellín em substituição à antiga igreja da Candelária (que fica em outro local e que visitamos depois), é grandiosa e com um projeto de engenharia impressionante, se destacando pela imensa quantidade de tijolos à vista que foram utilizados. Porém, como se percebe pela pouca idade, não é dos prédios mais históricos da cidade e nem está entre as catedrais mais bonitas do país, sendo até subestimado como ponto turístico da cidade.

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Catedral Metropolitana de Medellín

Pegando o gancho, uma coisa que nos chamou a atenção em Medellín são os "tijolos à vista". Pode ser só impressão minha, mas lá a maioria dos prédios, tirando a fachada, são de tijolos à vista mesmo, sem reboco. Coisa que aqui no Brasil é visto como "coisa de pobre", lá aparenta ser perfeitamente normal, em qualquer bairro, não sei o motivo, se para economizar ou porque não se importam mesmo já que teoricamente ninguém vai reparar nas laterais dos prédios.

Dali da catedral, bem em frente, na outra ponta da praça, seguimos pela Carrera 49, uma rua só para pedestres, uma das principais do centro, repleta de lojas e galerias. Passamos a manhã indo e voltando por ali, conferindo as diversas lojas e fazendo umas comprinhas. Aproveitei para comprar uma falsificação perfeita da camisa do Nacional numa galeria, por meros 20 reais, não só para poder ir no jogo à noite "à carater", mas porque a camisa era muito bonita mesmo hehehe.

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Mais uma pra coleção!

Ao final da Carrera 49 (a parte só para pedestres), dobrando a direita chega-se no Parque Berrio, uma praça bem central da cidade, muito usado como ponto de encontro por moradores por se localizar bem no "centro do centro", com uma estação de metrô bem em frente.

O parque é uma homenagem à Pedro Justo Berrío, governador da Antioquia entre 1864 e 1873, inclusive tem uma estátua dele no centro da praça.

Em frente ao parque Berrío fica também a Basílica de Nossa Senhora da Candelária, essa sim uma igreja histórica da cidade. Construída a partir de 1646, é a igreja mais antiga da cidade e, apesar de pequena, é bem impressionante por toda sua história, com destaque para o altar maior, feito com vários detalhes em ouro maciço e o órgão, o qual não se sabe muito sobre sua história, mas dizem datar de 1861. Passou por várias reconstruções e reformas até 1997, quando foi totalmente restaurada e tombada como patrimônio nacional de Medellín. De fora da igreja você já sente um cheiro forte de morte e de coisa antiga (sem mentira). Infelizmente, como dizem ocorrer muitos assaltos com batedores de carteiras no local, não tiramos nenhuma foto nem da igreja e nem da praça para não ficar dando bobeira com o celular.

Da igreja da Candelária, seguimos para o principal cartão postal do centro de Medellín, ou quiçá, de toda a cidade: a Plaza Botero:

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Plaza Botero

A plaza Botero é mais um espaço que foi revitalizado no centro da cidade. Inaugurado em 2002, trata-se de uma praça que possui diversas esculturas de Fernando Botero (23 pra ser mais exato) que foram doadas pelo próprio, sendo assim um museu a céu aberto, se tornando mais um lugar lúdico e cultural da cidade. Muito agradável para se passear, ali também se localiza o Museu de Antioquia e o icônico prédio do Palacio da Cultura Rafael Uribe Uribe, sendo assim considerado o principal ponto turístico da cidade. Inclusive, é daqui que partem os free walking tours de Medellín.

Como todo lugar turístico que se preze também, o assédio de vendedores querendo te empurrar tudo que existe de bugiganga é meio chato, mas nada comparado ao que passamos em Cartagena uns dias antes. Também há um policiamento ostensivo no local, principalmente para que as obras de Botero não sofram vandalizações.

Sobre as estátuas da praça, já havíamos falado da que encontramos em Cartagena mas ainda não havia comentado do artista. Pra quem não conhece,

Fernando Botero Angulo, nascido em Medellín, é um artista plástico orgulho da Colômbia e reconhecido mundialmente. Suas obras bem características, com figuras sempre "rechonchudas" que fazem uma crítica social à ganância do ser humano, gerou um estilo próprio de esculturas batizado de "Boterismo". Hoje podemos encontrar suas obras em diversos museus e espaços públicos espalhados pelo mundo.
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Estátuas de Botero, com destaque para as famosas obras "La Cabeza" e "La Mano"

Seguindo nosso passeio, fomos conhecer por dentro o Palacio de la Cultura Rafael Uribe Uribe, o charmoso prédio que lembra um tabuleiro de xadrez, principal edificação da Plaza Botero.
 
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Palacio de la Cultura Rafael Uribe Uribe

Prédio que nunca foi terminado, foi planejado para ser o antigo palácio do governo da Antioquia, e ficou "parado" na sua construção e abandonado desde os anos 1930, até que, em 1970, se deu por encerrada a obra com a metade do tamanho original previsto. Em 1987 foi transformado em espaço cultural e nomeado em homenagem a Rafael Uribe Uribe, importante figura política e militar colombiana, uma das vozes que lutou por reformas socialistas no país contra a elite conservadora, tendo como principais conquistas a Guerra dos Mil dias e a criação da Universidade Livre da Colômbia. Se fosse aqui no Brasil atual, estariam querendo demolir o prédio por fazer homenagem a um "comunista"...

Lá dentro, funciona exatamente como a Casa de Cultura Mário Quintana, ponto turístico que temos aqui em Porto Alegre. Não na arquitetura, mas na ideia: um lugar onde são realizadas diversas oficinas culturais e de arte, exposições artísticas, tanto fixas como itinerantes e um ponto de encontro para os mais diversos públicos e grupos. Além é claro, de um espaço que conta um pouco mais sobre a história do Palacio e de Rafael Uribe.

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Exposições dentro do Palacio Rafael Uribe Uribe

Nesta semana que estivemos lá estava rolando uma exposição temporária bem legal sobre a obra e a vida de Van Gogh, com diversas réplicas de obras do artista e até uma sala replicando o quarto onde o artista viveu seus últimos dias.
 
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Exposição sobre a obra de vida de Van Gogh

No centro do prédio também se destaca o bonito pátio central, que conta com um jardim de inverno e uma cafeteria (superfaturada), ponto de encontro da galera "descolada" de Medellín. O prédio possui diversos andares, com destaque para o segundo andar, que possui uma "varanda" com vista de um lado para o jardim de inverno e do outro para a Praça Botero, sendo bastante utilizada pelos locais para fotos "instagramáveis" de Medellín.
 
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Bonito jardim no pátio central do edifício, com vista também para a plaza Botero

O lugar é muito agradável de se passar o tempo e, apesar de possuir diversos andares, não é muito grande não e dá pra aproveitar bem numa manhã ou uma tarde.

Já com uma certa "fome", seguimos nosso caminho. Ali na praça Botero fica também o Museu da Antioquia, um importante museu de arte que conta com exposições de diversos artistas, entre eles, é claro, Fernando Botero. Como já estávamos com fome, havia bastante lugares pra conhecermos ainda no centro e o preço para entrar no museu não era dos mais amigáveis (para estrangeiros pelo menos), deixamos ele pra outra oportunidade.

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Museo de Antioquia

Seguimos então pela Avenida Carabobo, ou Carrera 52, outra rua só para pedestres, essa sim talvez a principal rua do centro, que sai ali da frente do Museu da Antioquia e vai até o prédio da prefeitura e do governo. Na própria rua se encontram diversos pontos interessantes para visitar. Logo no início dela, bem ao lado do museu, temos a Iglesia de la Vera Cruz, que fica em frente a uma pracinha de mesmo nome, que demos uma passada pra conhecer. Um pouco mais nova que a igreja da Candelária (1712), segue o mesmo estilo, bastante histórica e bem bonita.

Seguindo a avenida, com bastante lojinhas, galerias e restaurantes, cada passo que tu dá ouve-se alguém gritando "a la ordem! a la ordem!" (é como os colombianos chamam os clientes para os seus estabelecimentos). Já varados de fome, acompanhamos um desses vendedores e paramos para almoçar mais uma bandeja paisa por ali mesmo num restaurantezinho caseiro simpático e com bom preço.

Depois do almoço, continuamos nosso passeio pela Carrera 52. Outro ponto bem interessante que tem ali é o antigo palácio da justiça, construído em 1925 e hoje transformado em Shopping, o Centro Comercial Palácio Nacional. De fora ninguém diz que é um shopping, e sim um prédio histórico, e por dentro foram instaladas lojas nas galerias laterais com uma praça de alimentação bem ao centro, iluminado com luz natural por causa do teto todo em acrílico translúcido, bem bonito!

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Centro Comercial Palácio Nacional

No dia que passamos ali estava rolando um jogo da Champions League e o pessoal estava todo alucinado acompanhando na televisão instalada na praça de alimentação, inclusive os vendedores das lojas! Na Colômbia eles são mais fissurados pelo futebol europeu do que o do próprio país. Mania que logo logo vai chegar no Brasil também devido ao abismo de qualidade técnica entre o futebol europeu e o sulamericano que a cada ano aumenta mais.

O shopping é bonito e tal mas, com a maioria das lojas de roupas de grife, preferimos mesmo o entorno dele, cheio de camelôs vendendo coisas falsificadas hehehe. Também por ali, a despeito de todo o esforço dos últimos governos e da população da cidade para apagar a imagem de Pablo Escobar, encontramos muitas banquinhas vendendo camisetas com estampas dele. Tudo porque ainda tem muitos turistas (os alienados e desrespeitosos) que se interessam por esse tipo de coisa, influenciados por hollywood.

Continuamos então seguindo até o final da Avenida Carabobo (pelo menos onde termina a parte só para pedestres). Ali, no cruzamento com a Avenida San Juan (Calle 44), uma quadra à direita, chegamos na Plaza Cisneros, outro local revitalizado do centro que se tornou um ponto turístico de Medellín.

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Plaza Cisneros

Dizem que antes da revitalização, o local era uma espécie de "cracolândia", com muitos usuários de drogas e assaltos no entorno. Após um tumultuado processo de construção, com várias modificações de projeto ao longo do processo, a reformulação da praça foi finalizada em 2005. Muito bonita e limpa, tem como principal atração 300 postes de luz que simulam um "bosque artificial" e que se iluminam em certas noites, fazendo um espetáculo à parte e tornando o lugar bastante agradável para ser frequentado à qualquer hora do dia e que, apesar de ficar no "centrão", tem também espaços com plantas, bambus e certa natureza, contando até com casinhas para que os pássaros possam frequentar a praça.

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Bosque "artificial" e natural da Praça

O nome da Praça é em homenagem ao engenheiro Cubano Francisco Javier Cisneros, precursor da primeira linha férrea construída na Antioquia, cuja estação central se localizava nos prédios ao lado da praça Cisneros, hoje também revitalizados e transformados em edifícios administrativos públicos. Também entregue em 2005 foi a moderna e belíssima Biblioteca Municipal, que fica em frente à Praça Cisneros, no local onde se localizava o mercado coberto da cidade no início do século passado.
 
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Bonita biblioteca municipal

Só abrindo um parênteses, não custa ressaltar que todas essas obras de revitalização e infraestrutura da cidade foram realizadas com investimento público, através de uma empresa pública criada essencialmente para este fim (a EPM), para a tristeza dos nossos neoliberais do terceiro mundo.

Seguimos então da Praça Cisneros para o nosso último ponto de interesse no centro de Medellín: a esplanada onde fica localizado o prédio da prefeitura (em espanhol: alcadía) e o palácio do governo da Antioquia, além de outros prédios administrativos, que fica bem do lado da Praça Cisneros, bastando atravessar a Avenida San Juan.

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Praça do Centro Administrativo de Medellín

Essa esplanada, cujo nome oficial é Plaza de la Alpujarra Administrative Center (embora poucos a conheçam por esse nome), fica cercada pelos imponentes prédios administrativos, e é bem interessante. É um espaço que foi transformado em uma espécie de museu à céu aberto com várias esculturas e painéis contando um pouco da história da Antioquia, com destaque para a impressionante obra La Raza, escultura de 38 metros de altura que simboliza a luta e os esforços dos diversos povos e culturas que somados construíram a Antioquia.
 
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Monumento a La Raza

Essa hora então, começou a bater o cansaço de caminhar o dia inteiro. Paramos então pra tomar um sorvete no Shopping Gran Plaza, shopping que fica em frente à Plaza Cisneros, ao lado da Biblioteca Municipal. A praça de alimentação desse shopping fica numa espécie de "sacadão" com vista aberta para a Plaza Cisneros, e dizem ser um local muito procurado à noite para apreciar as luzes dos postes da praça acesos, acompanhados de um chopinho e uns petiscos...
 
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Praça de alimentação do Shopping Gran Plaza com vista para a Praça Cisneros

Faltando poucas horas para o jogo do Nacional, fomos seguindo em direção à estação de metrô San Antonio, pegar o metrô de volta pra nosso hostel. No caminho aproveitamos ainda pra dar uma passada nas diversas galerias comerciais que tem ali pelas ruas próximas à praça, daquelas enormes que começam numa rua e terminam em outra, com milhares de banquinhas vendedndo tudo que é tipo de coisa (tudo de procedência duvidosa, claro). A Juju aproveitou para comprar ali bem baratinho um típico poncho colombiano (made in china), bem quentinho e que tem sido bem útil nas nossas viagens.

Chegamos no hostel, só descansamos uns minutos e já se dirigimos para o entorno do Atanásio Giradot, acompanhar o movimento de chegada das torcidas, pra mim a melhor parte de se assistir um jogo no estádio. Nesse momento vimos o quão importante é escolher bem a localização do hostel!

Como era jogo de libertadores e o Nacional precisava vencer para se manter vivo na competição (o que no fim não adiantou muito), tinha bastante gente. Sentamos nas barraquinhas que tem em torno do estádio e ficamos curtindo o movimento tomando umas Águilas a meros 1.500 COPs (R$ 1,50 reais na época).

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Fazendo um aquece pro jogo!

Uma meia hora então pra começar o jogo, fomos nos dirigindo para a fila. A fila do nosso portão, como esperado, local onde fica a principal torcida organizada do time, a Los Del Sur, era a maior e mais demorada. Ali que a Juliana experimentou a maior revista policial para entrar em algum local na sua vida. Sem mentira, não só ela mas toda as que passavam pela revista feminina passavam numa revista minuciosa com a policial: teve que tirar tênis e até o sutiã foi revistado (pra ver a fama que tem a torcida colombiana). O engraçado é que mesmo com toda essa revista, lá dentro nos corredores do estádio as drogas ilícitas rolam soltas. Acho que a preocupação maior mesmo é entrar com armas e tal.

Finalmente então, conhecemos o histórico Estádio Atanásio Girardot (em atividade ainda por cima!).

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Estádio Atanásio Girardot

Estádio dos anos 1950 e que não passou por reformulações significativas, deu pra matar um pouco a saudade de como era o futebol aqui no Brasil antes da elitização dos estádios após a copa do mundo, pra mim, muito mais divertido, mesmo tendo que ficar de pé no cimento o jogo inteiro (embora aqui também a venda de bebidas alcóolicas esteja proibida). Se acomodamos então no meio da torcida Los Del Sur para acompanhar o jogo. A festa é bastante bonita, canta-se inclusive músicas da Chapecoense, em homenagem ao time que agora virou um clube irmão do Nacional.
 
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Vamos Nacional!

Ali naquela goleira que estávamos também foi onde em 1995, Dinho fez o gol de pênalti no goleiro Higuita, gol que sacramentou o Bicampeonato da Libertadores para o Grêmio, fazendo a visita pra mim ter um gostinho ainda mais especial!
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Nessa goleira o Grêmio fez o gol do título da Libertadores!

Demos sorte pro Nacional, que venceu o Estudiantes de Verón por 4 a 0, o que não adiantou muito pois mais tarde o time foi desclassificado em plena fase de grupos.

Depois do jogo, fomos curtir o movimento agora na Carrera 70, que estava bombando por causa do jogo.

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Curtindo a noite na Carrera 70, bastante movimentada por causa do jogo

Com o dobro de barraquinhas de comida e bares abertos por causa do movimento maior do que o normal, pegamos umas cervejas e demoramos pra escolher o que comer de tantas opções disponíveis. No fim optamos por uma Shawarma de um carrinho de rua que estava com bastante movimento então devia ser bom e barato.

Ali então, na Carrera 70, comendo uma Shawarma, tomando umas cervejas e curtindo o movimento da saída da torcida do jogo e tomando as ruas e bares da avenida, encerramos a noite e nos despedimos de Medellín, cidade que ficará pra sempre marcada na nossa vida e que obrigatoriamente temos de voltar o quanto antes. No outro dia partiríamos de avião rumo à San Andrés!

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Roteiro resumido - Medellin

Segue abaixo o resumo (com mapas) da nossa passagem de 3 dias por Medellin, lembrando que os preços das atrações aqui listados são de 2017, então certamente já estão defasados. Também cabe ressaltar que este roteiro representa unicamente a NOSSA experiência na cidade, não tendo nenhuma pretensão de ser um "guia do que fazer em Medellín", ou muito menos um "guia definitivo da cidade". Medellín com certeza merece uma visita bem prolongada, visto a quantidade de atrações que a cidade e arredores possuem.

 

RESUMÃO: Ficamos 3 dias em Medellín. Sendo que no primeiro dia chegamos de manhã cedo, então foram só dois dias "inteiros" na cidade. Nossas atividades neste período ficaram divididas assim:

 

1º Dia: Chegando em Medellin, Parque Explora, Parque de los deseos, noite no Poblado, Parque Lleras

2º Dia: Cerro Nutibarra, Pueblito Paisa, Parque de los Pies Descalzos

3º Dia: Catedral Metropolitana, Parque Berrío, Candelária, Plaza Botero, Palácio da Cultura Rafael Uribe Uribe, Plaza Cisneros, Jogo do Nacional

 

Ficamos no Paisa City Hostel, que infelizmente não existe mais. Escolhemos ele pelo preço, pelas ótimas avaliações no booking, mas principalmente pela localização, em frente ao Estádio do Nacional (já que queríamos assistir um jogo no estádio) e ao lado de uma estação de metrô, permitindo ir para qualquer lugar da cidade facilmente. Abaixo a avaliação que fizemos dele no booking:

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1º Dia: Chegando em Medellin, Parque Explora, Parque de los deseos, noite no Poblado, Parque Lleras

 

1. Do terminal de ônibus até o Hostel

  • Descemos do ônibus vindo de Cartagena no Terminal Norte. Este é o melhor terminal já que possui uma estação de metrô praticamente dentro dele: a Estação Caribe.

  • Da estação Caribe, pegamos a linha A do metrô até a estação San Antonio, onde trocamos para a linha B e seguimos até a estação Estádio:

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Metrô de Medellín
 
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Trajeto da Estação Caribe até a Estação Estádio
 
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Da estação Estádio até o Hostel são 250 metros. Acima o Estádio Atanásio Girardot

2. Parque Explora e Parque de los Deseos

 
  • Do hostel para a região onde fica o Parque Explora e o Parque de los Deseos (além do Jardim Botânico e a Universidade de Medellín) pegamos a linha B do metrô da estação estádio até a estação San Antonio, onde trocamos para a linha A e seguimos até a estação Universidad

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Trajeto de metrô da estação Estádio até a Estação Universidad
 
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Pontos de interesse marcados

Pontos de interesse marcados no mapa:

  1. Estação de metrô Universidad

  2. Parque Explora: valor de ingresso 20.000 COPs (valor atualizado em 2021). Site do Parque: https://parqueexplora.org/

  3. Parque de los Deseos: toda terça e domingo tem cinema ao ar livre às 19h

  4. Jardim Botânico de Medellín: site oficial: https://www.botanicomedellin.org/

 

3. Noite no Poblado

  • Do Parque de los Deseos até o Poblado, fomos de metrô:

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Trajeto de metrô da estação Universidad até a estação Poblado
  • Da estação Poblado, fomos a pé até o Parque Lleras, principal ponto do bairro, onde se concentram os bares e baladas e onde e se reúnem o pessoal para fazer aquele "aquece".

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Trajeto da estação Poblado até o Parque Lleras
  • Do parque Lleras pro Hostel, pegamos o metrô Linha A na estação Poblado até a estação San Antonio, trocamos para a Linha B e seguimos até a estação Estádio.

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Trajeto de metrô da estação Poblado até a estação Estádio
 

2º Dia: Cerro Nutibarra, Pueblito Paisa, Parque de los Pies Descalzos

 

1. Cerro Nutibarra e Pueblito Paisa

 
  • Para ir até o Cerro Nutibarra, pegamos o metrô na estação Estádio Linha B até a estação San Antonio, e da estação San Antonio trocamos para a linha A até a estação Industriales

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Trajeto de metrô da estação Estádio até a estação Industriales
  • Da estação Industriales até o Cerro, fomos a pé:

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Trajeto da estação Industriales até a entrada do Cerro
 
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Locais de interesse do Cerro Nutibarra marcados no mapa

Locais de interesse no Cerro Nutibarra:

 

2. Parque de los Piés Descalzos

 

  • Da estação industriales onde estávamos, pegamos o metrô em direção à estação Cisneros, trocando da linha A para linha B na estação San Antonio:

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Trajeto de metrô da estação Industriales até a estação Cisneros
  • Da estação Cisneros até o Parque de los Piés Descalzos, fomos a pé:

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Trajeto a pé da estação Cisneros até o Parque de los Piés Descalzos
  • Para voltar, pegamos o metrô Linha B na estação Cisneros e andamos duas estações até a estação Estádio.

 

3º Dia: Catedral Metropolitana, Parque Berrío, Candelária, Plaza Botero, Palácio da Cultura Rafael Uribe Uribe, Plaza Cisneros, Jogo do Nacional

 

1. Tour pelo centro

  • Neste dia fiz um tour pelo centro, começando na estação Prado:

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Trajeto de metrô da estação Estádio até a estação Prado
  • O trajeto que fizemos no centro foi o seguinte:

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Trajeto pelo centro de Medellín
 
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Pontos de interesse marcados no mapa
  • Pontos de interesse marcados no mapa:

  1. Catedral Metropolitana

  2. Basília de Nossa Senhora da Candelária e Parque Berrío

  3. Plaza Botero

  4. Palácio da Cultura Rafael Uribe Uribe: site oficial (https://www.culturantioquia.gov.co/index.php/el-palacio )

  5. Museu da Antioquia: site oficial (https://www.museodeantioquia.co/ )

  6. Iglesia de la Vera Cruz

  7. Centro Comercial Palacio Nacional

  8. Plaza Cisneros e Biblioteca Municipal

  9. Praça do Centro Administrativo

  • Para voltar, pegamos o metrô na estação San Antonio, linha B em direção à estação Estádio:

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Trajeto da Plaza Cisneros até a estação de metrô San Antonio

2. Jogo do Nacional e noite na Carrera 70

  • Para o jogo do Nacional, pagamos 55.000 COPs o ingresso de arquibanca por pessoa, comprado na bilheteria dois dias antes.

  • Depois do jogo, curtimos a noite na Carrera 70, rua com vários bares e comidas de rua.

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Carrera 70
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@arielbrothersOs edifícios em adobe me surpreenderam logo que cheguei em Bogotá.Como sou falante da língua,perguntei logo no 2 dia.É comum em todos os Andes colombianos pelos terremotos,contaram-me que em 85 o país foi arrasado por um e a reconstrução foi assim,a prova de temblores.

Não foram ao belíssimo Museu de Antioquia?Eu passei uma tarde dentro dele e não vi tudo, comparado ao Museu do Ouro de Bogotá,os dois melhores do país.

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Sim! No Perú anos mais tarde descobrimos a questão das construções.

Não fomos no museu :(, teria que ter um dia inteiro pra ele, ficou pra quando voltarmos lá um dia.

  • 2 semanas depois...
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COLÔMBIA 10º Dia - Chegando em San Andrés (03/05/2017)

O Aeroporto internacional de Medellin, assim como acontece em diversas cidades brasileiras (como o Aeroporto de Guarulhos em São Paulo por exemplo), fica na cidade vizinha de Rionegro, a uns 25 quilômetros do centro de Medellin. Só que, no caso de Medellín, essa cidade não fica exatamente numa região metropolitana, e sim de serra. A estrada pra chegar lá passa por estradinhas de pista única bem sinuosas, numa subida constante, o que faz com que o trajeto até lá normalmente passe de uma hora e meia em horário comercial.

Nosso voo para San Andrés estava marcado para as 15h10 e, sendo assim, pela distância do aeroporto, ficamos de sair do hostel um pouco antes das 11h. Acordamos então tranquilos, tomamos o café da manhã no hostel, fizemos check-out e ficamos na área comum brincando com o Rhu até chegar esse horário.

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Se despedindo do nosso anfitrião

Descobrimos que a forma mais barata para ir de Medellín ao aeroporto era um ônibus comum cujo terminal ficava atrás do Hotel Nutibara, em frente à Praça Botero, então foi pra lá que rumamos. Demos mais uma última curtida nas esculturas de Botero da Praça e se dirigimos para a Avenida Maracaibo, bem atrás do robusto prédio do Hotel Nutibara em frente à Praça onde, no cruzamento com a Carrera 50a, foi muito fácil encontrar vários micro ônibus com o letreiro "Aeropuerto" no parabrisa.

O ônibus custou 9.000 COPs na época e em menos de uma hora chegamos no grandioso Aeroporto de Rionegro, numa paisagem de completa serração e um friozinho considerável. Como chegamos cedo, ficamos de bobeira no aeroporto um tempão, como sempre (e como sempre, melhor prevenir e chegar cedo).

20170503.thumb.jpeg.b1c84c00e399265897dbae99c77c07e8.jpegCurtindo o Aeroporto de Rionegro

Compramos a passagem para San Andrés pela companhia Low cost colombiana Vivacolombia, por 99.000 COPs por pessoa. Como toda boa lowcost, esse valor só inclui a passagem e uma bagagem de mão com limite de dimensões e peso, não podendo escolher assentos, despachar malas e nem fazer check in no aeroporto. Como não sabia se teríamos internet ou se acharíamos algum lugar para fazer o check in e imprimir os bilhetes, acabei optando pela passagem com a possibilidade de fazer o check in do voo no aeroporto, pagando 10.000 COPS a mais. O problema é que, ao fazer o check in no guichê, a atendente acabou por medir e pesar nossas mochilas e, ao colocar na "caixinha" onde eles verificam se ela atende aos tamanhos permitidos, a minha mochila não coube inteira, passando do tamanho permitido. Um pouco "nervoso" digamos assim, já que despachar a mochila sairia mais caro que a passagem, fiquei ali enrolando e quando a atendente se distraiu e começou a atender outra pessoa, retirei a minha nécessaire da mochila, escondi atrás do balcão e recoloquei a mochila na caixinha, agora cabendo com folga, hehe. Chamei a atendente e mostrei pra ela e ela nos deu um ok, de que estávamos liberados, mas que passaríamos de novo por uma checagem na hora de embarcar (que saco). Foi a primeira e até hoje única vez que uma companhia aérea encrencou com nossas mochilas. Normalmente os atendentes veem que elas são pequenas (pelo menos em comparação às mochilas dos demais mochileiros ou malas de rodinhas) e nem dão bola.

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Mochila da Juju passou no teste

Outra coisa que eu já estava meio agoniado era a questão da Tarjeta Turística, documento que você precisa comprar obrigatoriamente para poder acessar San Andrés, tipo uma taxa de preservação, com valor fixo (o mesmo valor independente dos dias que você vai ficar na ilha) de, na época, 210.000 COPs. Fomos informados que tinha que se comprar com a Companhia Aérea, tentamos comprar em Porto Alegre e não tinha, no Panamá não tinha e, agora, no Check in, perguntamos dela e a atendente só nos falou que isso era depois, na hora de embarcar que compraríamos. Achamos meio estranho mas tudo bem.

Já na sala de embarque depois, ficamos mais um tempo de bobeira já que estava cedo e, quando foi liberado o embarque e o pessoal começou a formar a fila pra entrar no avião, pra nossa tristeza, apareceu um fiscal da companhia aérea medindo as mochilas de todo o pessoal que estava na fila. Ele pegava as mochilas ou malas e enfiava na caixinha com as medidas permitidas para saber se a pessoa poderia levar elas como bagagem de mão ou não. Fomos pra fila então só depois que quase todo mundo já tinha entrado no avião e vimos que o carinha já estava mais "relaxado" na fiscalização e conseguimos passar sem ele verificar nossas mochilas, ufa! Só ali então, no balcão de verificação dos passaportes que conseguimos (somos obrigados né) comprar a tarjeta turística, que é tipo um papel de imigração que você tem que preencher com seus dados e entregar lá no desembarque no aeroporto de San Andrés.

O avião estava bem vazio, dessa forma, mesmo comprando a passagem sem direito a escolha dos lugares, conseguimos sentar juntos. Antes de embarcar ainda a polícia faz uma pequena revista dentro do avião com cães farejadores. A ilha de San Andrés, que faz parte da Colômbia, mas estranhamente fica mais próximo é da Nicarágua, inclusive há um posto fronteiriço nicaraguense por lá que depois visitamos até, pois dizem que é uma rota muito procurada para o tráfico de drogas entre os dois países.

Um pouco menos de duas horas depois, chegamos em San Andrés. Na aterrisagem já temos um gostinho da principal atração da ilha: o mar de 7 cores! Da janela do avião dá pra avistar aquele mar estonteante das mais variadas cores com tons esverdeados e azulados (acho que bem mais que 7 até).

Outra coisa muito boa também é que o aeroporto de San Andrés fica muito próximo do centrinho da ilha, uns 15 minutos caminhando! Acho que foi a primeira vez que chegamos num aeroporto sem precisar se preocupar com o transporte pro nosso hostel.

O hostel que escolhemos foi o El Viajero, que foi o único hostel que encontramos que ficasse no centro de San Andrés e que tinha os preços mais baixos, embora bem caro para os padrões colombianos (pagamos na época o equivalente à 55 reais a diária por pessoa) e não muito bem avaliado no booking.

No caminho para o hostel, vários locais, vendo que vínhamos do aeroporto, te saúdam com um "welcome to Colombia", muito simpáticos. Já percebemos de cara que San Andrés possui uma cultura única, muito diferente da Colômbia continental e mais com cara de ilha caribenha mesmo, com muita influência africana, do reggae e também inglesa, tanto na língua (a língua mais falada é o inglês e o inglês creole) quanto nas construções coloniais.

Uns 15 minutos caminhando chegamos no hostel. Realmente, a baixa nota de avaliação do booking corresponde. O hostel é grande, com vários andares (o que dá uma certa cansada já que os quartos ficam do quarto andar pra cima e não possui elevador) e bastante áreas comuns, sacadas, sala de jogos, cozinha grande, mas meio desorganizado. Sempre tinha fila pra falar com as atendentes da recepção e as geladeiras estavam sempre lotadas (e fedorentas), sendo insuficientes para toda a "população" do hostel, mas pelo menos o quarto era bem grande e confortável. E fica numa localização muito boa, a poucos metros da rua peatonal carrera 2 (peaton significa pedestres em espanhol), a principal rua do centro, só para pedestres, e a praia Spratt Bight, a praia central de San Andrés.

Até fazermos o check in e guardarmos nossas coisas, já havia caído a noite, então fomos só dar uma voltinha de reconhecimento nos arredores do hostel procurar um supermercado e um lugar pra jantar, visto que ainda não tínhamos nem almoçado. Porém, depois de pagar as tarjetas turísticas e o hostel, estávamos só com uns trocados, e a essa hora os bancos já estavam fechados para trocar nossos dólares e San Andrés não possui casas de câmbio. Tivemos então que voltar até o Aeroporto utilizar o único caixa eletrônico da ilha para sacar alguns COPs para passar a noite, os quais no fim nem utilizamos, visto que as coisas na ilha são muito baratas e nossos trocados deram pra jantar e ainda fazer compras.

Já sabíamos que, por ser considerada uma zona de fronteira, San Andrés possuía muitos free shops: Duty Free, Siñeriz, etc, igual as que temos aqui em Rivera na fronteira com o Uruguai, fazendo assim da ilha também um destino de compras para os visitantes. Porém, não sabíamos que toda a ilha é uma zona de livre comércio, o que faz com que tudo seja bem barato, apesar da logística difícil para o transporte de mercadorias. No supermercado comum, que pensávamos que as coisas poderiam ser mais caras por causa de estarmos numa ilha e por ser um lugar muito turístico, preços iguais ou mais baratos que no continente, com exceção da água que era um pouquinho mais cara só, visto que não existem fontes consideráveis de água na ilha. Inclusive uma curiosidade de San Andrés é que a água da maioria das casas (cozinha, banheiro e chuveiro) são provenientes do mar, passando por um processo de dessalinização superficial que a deixa salobra (bem bom pra pele e pros cabelos né?).

Depois de comprar suprimentos no supermercado, encontramos um restaurante caseiro bem simples do lado do nosso hostel com o prato do dia a meros 8.000 COPs. Pedimos um prato pra cada um e a comida era muito boa e farta, naquele mesmo esquema de sempre de sopa de entrada e suco de açúcar. De primeira então já havíamos descoberto nosso restaurante favorito para fazer as refeições durante os nossos dias na ilha.

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Comida boa, barata e farta!

Depois de jantados, antes de voltar pro hostel pra dormir ainda passamos num free shop pra comprar um snorkel, para que não tivéssemos que ficar alugando todo dia e nos passeios. Pagamos bem barato mas no fim o barato saiu caro, já que o snorkel não vedava bem e ficava entrando água, mas esses detalhes ficam pros próximos posts.
 
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Snorkel comprado! Prontos pra explorar San Andrés

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COLÔMBIA 11º Dia - Curtindo o mar do caribe (04/05/2017)

Esse dia reservamos pra ser o nosso dia de férias mesmo, ou seja, dia de não fazer nada hahahaha. Iríamos aproveitar esse dia para trocar dinheiro, desbravar o centrinho de San Andrés, pesquisar os preços dos passeios e o principal: curtir a praia, no caso, a praia central de San Andrés, a Spratt Bight.

Acordamos cedo então e fomos tomar café da manhã no hostel. Um dos pontos positivos desse hostel é que o café da manhã era incluído na diária (também né? Por aquele preço...). Se dirigimos para se não me engano o 7º andar e, chegando lá, já nos deparamos com a vista estonteante do mar do Caribe. No local destinado ao café havia um sacadão para você comer apreciando a vista pro mar, sensacional!

 

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Vista do café da manhã. Nada mal hein?

Além da vista, o café em si era bem bom também, bastante completo com pão, frios, cereais, iogurte e frutas.

Primeira tarefa do dia então, trocar uns dólares por COPs, visto que os nossos tinham acabado no dia anterior. Em San Andrés não existe, tirando o aeroporto, casas de câmbio. O câmbio é realizado na rua por cambistas oficiais ou em bancos e, embora digam que é tranquilo trocar dinheiro com esses cambistas de rua (a ilha é pequena e todo mundo se conhece, não teria como eles tentarem passar a perna em alguém), optamos por trocar o dinheiro no Bancolombia, o Banco estatal da Colômbia.

No banco, ficamos um bom tempinho na fila até nos chamarem e quando chamaram, o imbecil aqui não sabia que precisava do passaporte pra trocar dinheiro, então tivemos que voltar no hostel pra pegar e ficar novamente na fila.

Dinheiro trocado e depois de perder quase toda a manhã no banco, vestimos nossas roupas de banho, pegamos nossa canga e finalmente então, fomos conhecer a praia!

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Praia de Spratt Bight

A praia de Spratt Bight (não descobrimos o porque deste nome) é a praia "urbana" de San Andrés, praia central e considerada a "mais feia" da ilha. Ficamos imaginando como seriam as outras porque essa praia é espetacular! Lembra quando dissemos que quem vai pra San Andrés não precisaria se preocupar em conhecer a Playa Blanca em Cartagena? Pois então, só essa praia central já deixa Playa Blanca no chinelo. Areia branquinha e fininha, água com diversos tons de azul e ainda o mar tranquilo e transparente, permitindo observar uma considerável vida marítima de snorkel.
 
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Com vários coqueiros entre a areia e o mar e bastante pessoal com cabelos rastafári ouvindo reggae em radinhos portáteis e falando na língua creole, parece que você não está mais na Colômbia e sim na Jamaica (não conhecemos ainda a Jamaica mas a visão estereotipada que chega pra nós de como seria este país é bem parecida).

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Coqueiros em torno de toda a praia dão um clima bem caribenho pra San Andrés

Armamos nossa canga embaixo dos coqueiros então e ficamos numa difícil vida de ficar de bobeira entre a areia e o mar, fazendo algumas pausas pra buscar umas cervejinhas nos free shops (tem uns no próprio calçadão, bem próximos da praia) à 2.000 COPs a long neck.
 
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Ô vida difícil!

Também aproveitamos para testar nosso snorkel recém comprado. Na própria Spratt Bight já conseguimos observar bastante peixes, vegetação marinha e até uma moreia, porém, descobrimos que o barato saiu caro com a compra do nosso snorkel de menos de 10 reais, que não vedava bem e entrava água em poucos segundos.
 
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O snorkel era ruim mas deu pra ver alguns peixinhos

Só saímos da praia para almoçar no nosso restaurante de 8.000 COPs o prato do dia.

No começo da tarde, esperando o sol dar uma baixada, fomos dar uma volta conhecer outras ruas da ilha. Assim, seguimos em sentido oposto ao da praia, em direção à Marina Tonino, uma parte mais residencial e urbana da ilha.

Uma das atividades mais famosas pra se fazer em San Andrés é alugar carrinhos de golfe (isso mesmo, carrinhos de golfe) e fazer a volta completa na ilha, parando em diversas praias e pontos turísticos pelo caminho.

Nossa intenção era fazer esse passeio no dia seguinte, mas já deixar reservado desde já o carrinho, para poder sair bem cedo e aproveitar bastante o passeio. Até estranhamos que, por ser a atividade mais famosa de San Andrés, até agora não havíamos encontrado ninguém que alugasse os tais carrinhos. Fomos encontrar mesmo nessa outra parte da cidade. Passamos pra dar uma olhada em umas duas ou três locadoras de carrinhos de golfe, mas fomos tão mal atendidos em todas que não deu vontade de encarar (acho que é tão recorrente eles alugarem carrinhos que eles nem se esforçam pra agradar os clientes). Já estávamos quase desistindo quando, passando a marina Tonino, em direção voltando para a rua peatonal, um tiozinho veio nos oferecer o aluguel do carrinho. Muito simpático, perguntou de onde éramos, mostrou um mapa com as principais atrações da ilha para nós visitarmos e, o principal: mostrou interesse em alugar o carrinho hehehehe. Deixamos então reservado o carrinho para a manhã seguinte. Na época, o preço era tabelado (igual em todos os estabelecimentos) de 120.000 COPs por dia o carrinho comum e 250.000 COPs um outro carrinho mais sofisticado, que parece até um mini tanque, com várias marchas e tal.

Finalizadas as "burocracias" do dia, passamos o resto da tarde relaxando na praia de Spratt Bight. Entre um mergulho e outro, uma long neck e outra, ficamos esperando pra ver o Pôr-do-sol no mar, porém, infelizmente, na época que estávamos, ele estava se pondo no lado oeste da praia, atrás de uns prédios de resorts que ficam naquela ponta.

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Esperando o pôr-do-sol

Início de noite, fomos dar uma volta agora com mais calma no centrinho de San Andrés. Depois de ficarmos enlouquecidos com os preços baixos das coisas nos Duty Frees, seguimos em direção a rua Peatonal. Experimentei pela primeira vez um churros "não-brasileiro", aqueles que não tem cobertura e sim tu molha eles em leite condensado ou chocolate. Umas 6 peças por míseros 1 real, só pra ter certeza que o Churros do centro de Porto Alegre é o melhor churros do mundo mesmo. Na rua Peatonal, o "fervo" ocorre mesmo no cruzamento dela com a Calle 1, a rua do calçadão da praia. Ali o pessoal se reúne para fazer um "aquece" antes de entrar na badalada danceteria Coco Loco, uma das baladas (ou seria "a" balada) ponto de visita obrigatória para 10 em cada 10 turistas que passam pela ilha (menos nós). Ali nesse cruzamento ficam vários mercadinhos duty free pro pessoal se abastecer, barraquinhas de comida de rua que vendiam uns marmitex com bastante comida, e até um playground pra criançada. Muito agradável de ficar de bobeira por ali. Na época ainda estava rolando ali uma febre dos carinhas que alugavam óculos de realidade virtual, que faziam a festa dos turistas naquele ponto ali.

Guardando energia para o passeio do outro dia de carrinho de golfe, voltamos cedo pro nosso hostel. Conhecemos então nossos colegas de quarto, um brasileiro tri gente boa, uma guria que não conversamos muito e dois caras meio "incovenientes" digamos: um americano metido a engraçado e um holandês que falava espanhol, francês, inglês e hebraico, que se achava o mais foda dos hóspedes. Foi a primeira vez (de algumas) que pegamos companheiros de quarto desagradáveis em um hostel. Além de deixarem uma bagunça o quarto, o americano, depois, quando já estávamos dormindo, ficou de gracinha de ficar passando no corredor, acender a luz do quarto e sair correndo (muito maduro). Além disso, era muito quente e eles deixavam a porta do quarto aberta, fazendo com que o ar condicionado do quarto não funcionasse. No entanto, o brasileiro do nosso quarto chamou a atenção deles e eles baixaram a bola, acabando com a palhaçada já nesse primeiro dia.

  • 2 semanas depois...
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COLÔMBIA 12º Dia - Dando a volta na ilha de San Andrés (05/05/2017)

Dia reservado para dar a volta completa em San Andrés de carrinho de golfe, conhecendo todo o litoral da ilha. Acordamos cedo para tomar o café da manhã e, para não perder tempo e não sabendo se encontraríamos algum lugar acessível financeiramente para almoçar durante o passeio, fizemos uns dois sanduiches a mais para cada um no café para levar de lanche.

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Cartaz no hostel: a mais pura verdade!

Chegamos então na locadora a qual havíamos reservado o carrinho no dia anterior, por volta das 8h30. Não lembrávamos direito onde era, mas fomos seguindo pela rua da costa em direção à Marina Tonino e logo o tiozinho da locadora nos avistou. Antes de partir, fizemos um "test drive" para aprender como se dirigia aquele troço, dando a volta na quadra. Nem preciso dizer que não precisa de carteira de motorista para dirigir ele né. E é bem estranho de dirigir o carrinho de golfe. Só tem o pedal do acelerador e do freio e, quando o carro para totalmente, ele apaga, ligando de novo somente quando se pisa no acelerador.

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Painel do carrinho de golfe

Parecia também que ele ia se quebrar a qualquer momento. A grande maioria dos carrinhos de golfe que se aluga na ilha estão sempre em condições deploráveis, não sei se de repente para forçar o pessoal a alugar o carrinho mais caro aquele que parece um tanque. Diante disso, já estávamos pensando se lá não acontecia aquele golpe comum que aplicam nos turistas no sudeste asiático, o golpe aquele que: depois que tu entrega o veículo, eles inventam que foi tu que estragou ou bateu o mesmo e começam a te cobrar o preço de dois veículos novos sob ameaças de chamar a polícia, que normalmente fica do lado dos locais. Mas não, em San Andrés os locatários são bem "honestos" digamos assim. Ficamos sabendo depois que é normal o carrinho estragar no meio do caminho, furar pneu e o pessoal vir te socorrer ou trocar o teu carrinho sem cobrar nada a mais por isso.

Feito o test drive, começamos nosso passeio. Antes de partir ainda, o carinha da locadora nos deu um mapa e circulou para nós as principais atrações que poderíamos conhecer no caminho, embora a gente já tivesse na cabeça os locais que iríamos parar. Seguimos em sentido anti-horário, contornando a ilha. Em uns 5 minutos, já havíamos saído do "perímetro urbano" e já estávamos "na estrada".

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Motorizados!

Durante todo o trajeto, o belíssimo mar de 7 cores nos acompanhava, e com o carrinho não que não passa de 40km por hora, dava pra ir curtindo a vista bem calmamente.
 
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O passeio inteiro é essa paisagem "feia"

Neste primeiro trecho, na costa noroeste da ilha, não existem praias, somente pontos de mergulho. No caminho passamos por um hotel abandonado o qual não lembro direito a lenda, mas dizem ser mal assombrado, hehehe.
 
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Hotel mal assombrado

A partir da parte sudoeste, já percorridos uns 12 km do centro, começam a aparecer alguns pontos de mergulho com infraestrutura: aluguel de snorkel, lugar para tomar banho, estacionamento, lancherias, etc. Todos com entrada à cobrar. O primeiro que paramos foi justamente o que achamos depois o lugar mais bonito e divertido que visitamos: o West View.

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West View

Na época pagamos 5.000 COPs por pessoa a entrada com estacionamento incluído, muito barato, mas em compensação as coisas lá dentro eram mais caras que o normal na ilha. O bar era bem caro (o que não nos impediu de tomar umas águilas hehehe) e eles oferecem alguns passeios como mergulho com capacete dos "aquanautas" a 90.000 COPs, só que sem poder levar a própria câmera e tendo que pagar mais um tanto pelas fotos.

O local é muito bonito, uma piscina natural com água transparente e muitos peixes!

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Ainda mais que antes de pular na água eles te dão um pedaço de pão de forma que você mergulha e os cardumes de peixes te cercam em busca da comida. Uma pena que nosso snorkel estava pior do que no dia anterior e entrava água muito rápido, mas deu pra ver bastante coisa embaixo d´água.

 
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Muitos peixes!

E muito divertido é que o local possui um tobogã para tu deslizar pro mar e também um trampolim. Acho que fui umas 3 vezes no tobogã, muito legal! Claro que com a minha inaptidão para água acabei machucando as costas com as "barrigadas", mas bem de leve.

Desnecessariamente também, com medo de me afogar, acabei alugando um colete salva-vidas por 10.000 COPs, sendo que com a água paradinha do local e salgada é impossível de isso acontecer.

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Precavido com o colete salva-vidas totalmente desnecessário

Ficamos um tempinho no West View e depois se dirigimos para o próximo ponto de interesse, a apenas alguns quilômetros a frente, a "La Piscinita".

 
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La Piscinita

Também com o valor de entrada de 5.000 COPs por pessoa e com direito a estacionamento e um pão pra dar para os peixinhos, esse lugar aparecia nos sites e blogs de turismo como o lugar "top" para se mergulhar na volta à ilha, com a água mais transparente, mais peixes e vida marinha para observar, bem como diz o nome "piscinita". No entanto, em comparação com o WestView, não vimos muita diferença, com a desvantagem de que a Piscinita não conta com trampolim e tobogã para brincar. Não que não seja deslumbrante, mas acho que teria valido mais a pena ficar um tempo a mais curtindo o Westview no lugar.
 
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Curtindo a La Piscinita

O bom é que lá a Juliana acabou fazendo amizade com uma colombiana que estava por ali, visitando de férias com o filho, que nos emprestou o snorkel dela e pudemos aproveitar melhor o mergulho sem ter que limpar a máscara cheia d´água a cada 10 segundos, que era o que estávamos fazendo com nosso snorkel do R$ 1,99.
 
 
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Agora sim um mergulho decente!

Depois que saímos da Piscinita, voltamos pro carrinho, almoçamos nossos sanduíches guardados do café-da-manhã e seguimos nosso passeio, acompanhados pelo deslumbrante mar do Caribe à nossa direita.
 
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Seguindo viagem

Nessa parte do caminho já começam a aparecer umas esparsas e estreitas faixas de areia e, sempre que dava, parávamos para apreciar estes mini paraísos.
 
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Seguindo nossa volta na ilha, pequenos paraísos pelo caminho

Seguindo então, a próxima "atração" no caminho, é o "Hoyo Soplador", no ponto mais ao sul da ilha. Coloquei as aspas em atração porque é um típico local pega-turista. Trata-se de um buraco (hoyo significa buraco em espanhol) nas formações rochosas que ficam na beira do mar que, quando as ondas batem por baixo das pedras, a água sobe e "esguicha" como se fosse um gêiser. Percebendo o interesse dos turistas por aquilo ali, foi construído em volta diversas barraquinhas de souvenires, um restaurante "el soplador" e a cobrança de estacionamento para quem quiser parar por ali para observar o fenômeno. Não digo que não seja interessante, mas com todo o assédio de vendedores em volta e o fato de ter que pagar para estacionar, não nos empolgou muito. No fim, observamos a água esguichar da estrada mesmo (já que o buraco fica bem próximo da rodovia) e seguimos viagem, até porque a estrada estava em obras naquele ponto e deu pra passar bem devagarinho.
 
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Estrada em obras em torno do Hoyo Soplador

Seguimos então em direção norte, costeando a costa sudeste da ilha. Neste trecho ficam várias praias com formações corais nas beiras que, com a maré baixa (caso do dia em que fizemos esse passeio), acabam formando piscinas naturais sensacionais! Descemos numa que era a mais "habitada", com as piscinas maiores e que consta no Google Maps como Playa Niños, quase em frente a um hotel bem grande, o Decameron, e ficamos ali boiando junto com vários peixinhos, espetacular!

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Piscinas naturais formadas pelas paredes de corais na beira da praia, fantásticas!

Próxima parada: "Playa de San Luis". Essa praia é bem movimentada (em comparação com as demais praias da ilha é claro), fica numa vilinha de pescadores com tudo muito barato! Meio que acabou sendo desnecessário os sanduiches de almoço. Os mercadinhos e restaurantes por ali dentro do vilarejo tinham preços muito baratos: cerveja à 2.000 COPs o latão e almoços à 10.000 COPs com frutos do mar! Mas a praia em si, apesar de fantástica como todas, não tinha nenhuma "atração" diferenciada, então não ficamos muito e seguimos viagem, visto que já se aproximava das 15h da tarde.
 
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Playa de San Luis

Com o fim da tarde se aproximando, seguimos então para o último ponto do nosso passeio, a praia Rocky Cay.
 
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Praia de Rocky Cay ao fundo com suas principais atrações, a ilhazinha e o navio naufragado

Essa praia é uma das mais famosas de San Andrés, com certeza a mais movimentada que visitamos tirando a Spratt Bight, com uma galera mais "mochileira", talvez por ser a mais próxima do centro ou por possuir maior infraestrutura na beira da praia com bares, restaurantes, guarda-sóis e cadeiras disponíveis para alugar. Não se paga nada para visitar a praia, porém se é "obrigado" a pagar 5.000 COPs para os guardadores de carros na entrada para estacionar o carrinho de golfe.

A principal atração dela é que ela possui uma "mini ilha" que na maré baixa pode-se chegar caminhando com água pela cintura e, um pouco mais adiante pode-se chegar nadando a um navio naufragado no meio da barreira de corais, proporcionando mergulhos sensacionais de snorkel.

Chegando na praia, para escapar do assédio dos vendedores, fomos de primeira atravessar em direção à ilhota. A água estava um pouco acima da cintura mas, até para os mais baixinhos e crianças, fica uma cordão ligando a ponta da praia à ilha, pro pessoal ir se segurando, então é bem tranquilo de atravessar sempre.

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Atravessando para a pequena ilha de Rocky Cay (No fundo é a praia, vista da ilha)

A ilhazinha conta com várias placas alertando para não danificar os corais e alguns locais com cordão de isolamento para os turistas não passarem.

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Ilhazinha de Rocky Cay

Mas o mais legal é a vista dali pro navio naufragado. Para chegar lá, só nadando, porque a partir dali são só corais. Até tentamos chegar mais perto caminhando mas levamos um xingão dum carinha que estava ali porque estaríamos danificando os corais. Com o nosso snorkel furado e também com medo de se cortar em algum coral, ficamos admirando de longe mesmo.
 
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Návio naufragado em Rocky Cay

Saindo de Rocky Cay, mais um 6km sentido nordeste já estávamos de volta para devolver o carrinho. Naquele trecho até Spratt Bight não há mais praias, somente a região dos manglares de San Andrés, uma área protegida que acabaríamos por visitar no dia seguinte de barco. A entrega do carrinho, como havíamos comentado, é bem tranquila. Nenhuma inspeção para ver se tu arranhou o carrinho nem nada do tipo, apenas pagamos o valor que faltava (havíamos deixado uma parte do valor na hora da retirada) e fim do passeio.

Nossa ideia era ainda dar um mergulho em Spratt Bight, mas ao invés disso fomos dar uma descansada no hostel, se guardar para dar mais uma bandinha no centro de San Andrés à noite.

Nosso hostel porém, só ligava o ar condicionado à partir das 20h da noite. Meio quente pra ficar no quarto, fui pra sacada do hostel cuja vista do mar, infelizmente, era tapada por um prédio grande em frente. Ali conheci mais uma brasileira que estava desesperada ligando para tudo quanto é lugar porque a mala dela tinha sido extraviada no voo e ela ia ficar mais 15 dias em San Andrés. Disse que tinha uma mala só de cosméticos e 15 biquínis, um pra cada dia. Fiquei com pena né, mas pensei: para que tanta coisa pra viajar?? A gente leva 5 mudas de roupa e às vezes volta sem ter usado alguma.

Chegada a noite, fomos novamente curtir o movimento na rua Peatonal próximo à orla.

Nas idas e vindas pelo centro, descobrimos na rua Peatonal um Free Shop vendendo cervejas importadas da Espanha e vendidas geladas à 1.200 COPs (+ ou - 1, 20 reais)!! Fomos obrigados então a sentar no banquinho na frente da loja então e ficar no vai-e-vem entre o banco da praça em frente e o free-shop (ficamos até fechar a loja) hehehe.

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Encerrando a noite na rua Peatonal

  • 2 semanas depois...
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COLÔMBIA 13º Dia - Passeando em Johnny Cay e Acuario (06/05/2017)

Além da volta de carrinho na ilha, outro passeio turístico dos mais procurados de San Andrés é conhecer as ilhas de Johnny Cay e o Acuário, este último que se localiza ao lado da Haynes Cay.

Johnny Cay, cujo nome oficial é Islote Sucre, bem como Haynes Cay, tratam-se de Cayos (Cay em inglês), palavra de origem antilhana para denominar pequenas ilhas formadas na superfície de um arrecife de coral com praias de baixa profundidade. Este tipo de formação é muito comum em ambientes tropicais como o Caribe e também no oceano pacífico.
 
Novamente tomamos nosso café da manhã e fizemos uns sanduíches a mais para levar de almoço, agora tendo certeza que não iríamos encontrar opções baratas para almoçar durante o passeio. Como estes cayos tem entrada e permanência limitadas, para chegar lá é somente com passeios turísticos. Todo hotel e hostel em San Andrés oferece este passeio mas, pra evitar pagar alguma taxa ou comissão a mais, fomos direto no píer da Marina Tonino comprar o passeio diretamente nos guichês de venda do passeio. Os barcos saem a partir das 9h de 15 em 15 minutos e são muitos, não sendo necessário comprar com antecedência.
É possível fazer o passeio só para Johnny Cay ou só para o Acuário, mas como essas ilhas são minúsculas e para economizar, resolvemos fazer o passeio padrão e mais procurado sempre, que é: visita à Johnny Cay de manhã e visita ao Acuário à tarde. Pagamos na época 25.000 COPs cada um este passeio. Este valor dava direito somente ao transporte de barco para Johnny Cay e Acuário e mais nada. Vende-se na Marina, por 10.000 COPs a mais, a versão que chamavam de "VIP" deste mesmo passeio que, além do barco, dava direito à guia e um passeio extra no final, aos manguezais de San Andrés. Como no horário que chegamos éramos os únicos que havíamos comprado o pacote "básico", a moça do guichê acabou nos encaixando com um grupo VIP sem cobrar nada a mais (um "upgrade" gratuito). Ficamos bem felizes com a noticia, mas depois percebemos que o tal de passeio VIP não tem quase nenhuma diferença do passeio padrão, sendo apenas uma forma de arrancar dinheiro a mais dos turistas. O guia na verdade é um carinha que, ao chegar na ilha só explica em 5 minutos a logística do passeio (horário de almoço, hora de saída, etc), e o passeio aos manguezais qualquer um consegue fazer lá no fim, só entrar num barco que vai para lá (por isso que a moça nos encaixou no passeio VIP sem hesitar).
9h então partimos de barco rumo à Johnny Cay, trajeto que dura só uns 20 minutos e que faz tu já chegar lá já encharcado com a água que o barco levanta, o que é tri bom pra ir espantando o calor.
 
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Partindo para Johnny Cay

Chegando na ilhazinha, o "guia" reúne então o pessoal e passa as instruções: horário de saída da ilha, onde dá pra almoçar (apesar de minúscula, tem vários restaurantezinhos pequenos por ali) e que para almoçar já teria que pedir o prato agora para dar tempo do pessoal preparar até o meio-dia, em torno de mais ou menos 20 reais o prato, explica um pouco sobre a formação do caio e era isso, já nos libera pra curtir a ilha. Fim do serviço de guia. Como já tínhamos providenciado nosso próprio "almoço", pegamos nossa canga e corremos então para curtir a praia, e aí, que espetáculo!
 
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Johnny Cay!

Em torno de toda a ilhota ficam várias formações corais entre a areia e o mar que acabam formando piscinas naturais cristalinas sensacionais, arrisco a dizer que são as praias mais bonitas de toda San Andrés.
 
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Piscinas naturais que se formam no Caio

O lado leste da ilha (se considerar que o local onde atracam os barcos é o sul), é a melhor parte, onde ficam as piscinas maiores que dá pra ficar horas boiando e curtindo e, apesar de bem rasinho, dá pra fazer snorkel e avistar alguns peixinhos e ouriços.
 
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Olha a transparência dessa água!

Estendemos nossa canga embaixo de um coqueiro por ali e estacionamos, junto com nossos sanduiches e uma sacola com gelo e umas cervejas que levamos para o passeio.
 
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Passando trabalho!

O único cuidado que tem que ter são com os vários lagartos que habitam o lugar. Bem pequenos e ligeiros, eles estão acostumados com as pessoas e às vezes entram nas tuas coisas que ficam na beira da praia e roubam tua comida sem tu nem perceber. Encontramos vários, inclusive uns de coloração azulada bem bonitos!
 
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Bichinho traiçoeiro

 

Depois fomos conhecer o entorno da ilha. Em menos de meia hora dá pra dar a volta em toda ela. Somente no ponto oposto de onde atracam os barcos (que seria o norte) não possui faixa de areia, então tivemos que dar uma atalhada por dentro numa mini trilha bem bonita em meio aos coqueiros. Essa parte conta com o dobro de lagartos perambulando por ali. No lado oeste e no local onde atracam os barcos, o mar é mais aberto mas igualmente calmo e transparente, permitindo mergulhar tranquilamente. Por ali deu até pra avistar algumas arraias de snorkel!
 
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Mais umas fotinhos

Os barcos começam a chamar o pessoal para ir embora lá pelas 13h, ou seja, ficamos umas 4h na ilha, tempo mais que suficiente para curtir ela bastante, quase a ponto de enjoar, hehehe.
Quando chegam os barcos no entanto, é uma muvuca desgraçada. Os barcos são todos iguais e é bem difícil no meio da bagunça tu achar o mesmo que te trouxe. No meio da "fila" que se formou, uma das guias gritou que tinha dois lugares sobrando num barco e acabaram nos colocando nesse mesmo, só precisamos apresentar o recibo da compra do passeio para embarcar. No fim tanto faz o barco que tu pegar, já que todos vão para o Acuário mesmo.
O Acuario sim fica um pouco longe, o barco demora uns 50 minutos para chegar na oficialmente denominada Islote Cordoba:
 
Islote Cordoba, popularmente conhecido como Haynes Cay, é outra formação coral que fica a leste da ilha de San Andrés. A grande atração que atrai os turistas e ponto principal deste passeio não é o caio em si, mas as piscinas naturais que ficam a mais ou menos 100 metros dali, com águas reprisadas por várias paredes de corais, formando um verdadeiro aquário, com muita vida marinha para se observar.
 
O Acuario e Haynes Cay é a ilha que se avista da praia de Rocky Cay em San Andrés, bem próxima aos navios naufragados. A maioria dos turistas nem chega a pisar em Haynes Cay, fica só na parte do Acuario mesmo.
O barco desembarca ali no Acuario, num minúsculo pedaço de areia (que não dá pra chamar de ilha) onde cabem só umas barracas que alugam snorkel, coletes, e armários para guardar os teus pertences, já que não tem faixa de areia ali para deixar as coisas (pelo menos não suficiente para todo o povo que desce ali).
 
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Minúscula "ilha" onde atracam os barcos para a visita ao Acuário

Nessa hora vimos como foi útil ter comprado a mochila à prova d´água na Tailândia a uns meses atrás! Pudemos levar nossas coisas conosco todo o tempo sem correr o risco de molhar e assim economizar uns 10.000 COPs não tendo que utilizar o guarda-volumes.
 
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Waterproof bag sendo posta em ação!
 

Outra coisa bem importante que nós não tínhamos mas é muito recomendado por ali são os sapatos para entrar no mar (sapatilhas aquáticas), pois ali ficam muitos ouriços e a probabilidade de pisar em um é bem grande, mas encaramos com nossos chinelos mesmo e bastante atenção e não foi necessário alugar um e correr o risco de pegar uma frieira.

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Ouriços traiçoeiros que ficam em meio aos corais
 

Prontos então, seguimos em direção ao Acuário. Outro lugar fantástico! São vários "tanques" com água pela cintura, que parecem até feitos de propósito, delimitados simetricamente por barreiras de corais onde ficam vários peixes diferentes, ouriços, moreias, e até arraias.

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Acuário de San Andrés

Aliás, um dos "serviços" que o pessoal que fica por ali oferece é observar as arraias: um mergulhador pega uma arraia no fundo do mar e traz na mão para os turistas darem uma olhada. Nem preciso dizer que não fomos nessa e repreendemos totalmente esse tipo de turismo exploratório.
Ficamos fazendo snorkel entre os diversos "tanques", um com mais peixes que o outro. Para passar de um para outro você tem que atravessar as paredes de corais, e é aí que se corre o risco de se pisar em um ouriço, já que ficam vários no meio das pedras, uns bem grandes. Mas é só olhar bem aonde pisa que não tem perigo, já que a água é cristalina.
 
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Os mergulhos no Acuário são espetáculares!

Depois do Acuário, fomos dar uma conferida na ilha Haynes Cay. Para se chegar lá, dá pra ir caminhando por um banco de areia. Dá pra ir nadando também, porém o perigo ali é pisar numa arraia, já que tem muitas por ali.
Haynes Cay é a metade do tamanho de Johnny Cay, mais "descampada" e sem faixa de areia, mas bem charmosa, vale a pena dar uma conferida sim.
 
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Haynes Cay (ao fundo da primeira foto, a ilhazinha onde fica o Acuário)

No centro da ilhota fica somente um bar de Reggae com cervejas super faturadas. Como não é sempre e o clima estava espetacular, topamos pagar 3.000 COPs por umas long necks pra tomar ali na beira da ilha, observando aquele paraíso. Uma hora tivemos a companhia de um pelicano também, que fez a alegria da turistada, pescando uns peixes por ali.
 
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Pelicano nos fazendo companhia para tomar nossas águilas

No Acuário sim, daria pra ficar tranquilamente bem mais tempo por ali curtindo mas, chegando a hora da saída dos barcos, fomos retornando para o local de embarque. Na volta conseguimos pegar o mesmo barco da vinda, mas poderíamos ter entrado em qualquer um pois não pediram documento nenhum para embarcar.
Como o nosso passeio era o "pacote VIP", ainda tínhamos mais uma parada, os manguezais de San Andrés. No caminho passa-se bem perto dos navios naufragados que ficam em torno da ilha. Acontece que San Andrés fica circundada por uma enorme barreira de corais, a terceira maior do mundo, e esses navios ou não sabiam, ou tentaram atravessar a barreira e não conseguiram (caso das centenas de embarcações ilegais que tentam entrar na ilha todo ano, grande maioria para o tráfico de drogas), ficando encalhados nos corais sem chance de resgate. Inclusive, um deles, o maior e mais famoso dali, o guia do passeio nos contou umas histórias de que este seria um navio mal assombrado (pelo jeito o pessoal de San Andrés gosta que tudo seja mal assombrado...).
 
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Navio encalhado "assombrado"

Também a barreira de corais é a proteção que faz com que San Andrés conte com águas calmíssimas e transparentes em suas praias bem como impeça a passagem de tubarões vindos do oceano atlântico, tornando muito mais seguro o mergulho dos visitantes da ilha. Adentrando no manguezal, que fica ao norte bem próximo da praia de Rocky Cay, parece que estamos em um lugar completamente diferente, tipo uma Amazônia ou coisa assim, e não mais no caribe.
 
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Manguezais de San Andrés, ou "manglares" em espanhol

É lá que foi filmado o filme "Anaconda", com a Jennifer Lopez, o que ajudou o local a se tornar um destino turístico em San Andrés, apesar do filme ter sido um fracasso.
E ao final dos manguezais, chega-se no curioso "posto fronteiriço" da Colômbia com a Nicarágua. Ficamos nos perguntando porque um posto fronteiriço com a Nicarágua e por aqui ali nos meio dos manguezais? Acontece que, como explicou o guia do passeio, essa é uma rota muito utilizada por embarcações transportando drogas da Colômbia para a Nicarágua. Como a ilha fica próxima deste país, as embarcações provenientes da Colômbia acabam utilizando San Andrés como ponte para ingressar na Nicarágua de forma facilitada, sem ter que atravessar os diversos países que ficam entre os dois no continente. Como forma de frear esse tráfico, o governo nicaraguense decidiu instalar um posto fronteiriço na ilha, no exato local utilizado pelos traficantes para o transporte de drogas, visto que como os manguezais são uma passagem mais "escondida" e com águas mais profundas, ali é o local mais utilizado por esses traficantes para adentrar na ilha. Em frente ao posto inclusive, ficam vários barcos "naufragados" que dizem ser todos barcos utilizados para o transporte de drogas que foram abatidos pelos guardas da fronteira e que ficam ali expostos para servirem de alerta para os traficantes que ousarem passar por ali.
 
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Posto fronteiriço da Nicáragua e em frente os barcos supostamente de traficantes abatidos

Infelizmente, chegamos então ao fim do passeio de dia inteiro. Voltamos pro hostel dar uma descansada e, à noite, pra variar, fomos dar uma voltinha de leve na rua Peatonal olhar o movimento e dar uma passadinha nos free-shops. Cansados do dia inteiro de passeio, voltamos cedo pro hostel pra dormir.
 
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Passeadinha básica na noite no centrinho de San Andrés (como dá pra ver na foto, a influência rastafari na ilha é muito grande)

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