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14 Dias na Colômbia - Cartagena, Medellin e San Andrés (Os Mochilinhas)

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Olá!

Minha esposa e eu recentemente lançamos um blog de relatos das nossas viagens pelo mundo, em formato meio que de diário, mas também com posts com informações das nossas viagens como preços das atrações, transportes utilizados e mapas percorridos em cada dia. Para quem quiser conferir, o endereço é osmochilinhas.com, mas pretendemos publicar na íntegra os relatos aqui no blog dos mochileiros também. Terminamos a pouco o nosso relato de 35 dias que passamos no sudeste asiático em 2016, que você pode conferir aqui.

Iniciamos agora nosso relato dos 14 dias que passamos na Colômbia em 2017, entre Cartagena, Medellin e San Andrés. Espero que gostem dos relatos e que ajudem outro viajantes que pretendem conhecer a Colômbia a planejar a sua viagem. Segue então:

 

COLÔMBIA 1º Dia - Chegando à Cartagena (24/04/2017)

Entre 2016 e 2017 houve uma explosão de promoções para Cartagena e San Andrés pela Copa Airlines. O preço mais baixo foi de 600 e poucos reais ida e volta de São Paulo. Saindo de Porto Alegre, chegando em Cartagena e saindo por San Andrés conseguimos no fim por pouco menos de 900 pilas para abril de 2017.

Saímos na madrugada do dia 23 de abril de Porto Alegre e chegamos em Cartagena na manhã seguinte, fazendo ainda uma conexão de 20 minutos no Panamá, que achávamos que seria correria mas no fim foi bem tranquila.

No pequeno aeroporto de Cartagena, trocamos um pouco de dinheiro para pagar nosso transporte até o hostel. Como na casa de câmbio só haviam nos dado uma nota grande, tivemos que trocar por menos já que havíamos lido que o ônibus em Cartagena custava 1.000 pesos colombianos (CUP) (na época 1.000 pesos equivaliam mais ou menos a 1 real). Para isso, dentro do aeroporto mesmo compramos um sorvete e já de primeira percebemos como a Colômbia é um país muito barato. 1 Sorvete, dentro do aeroporto, que no Brasil não sairia por menos de 10 reais, pagamos 3 pilas! E ainda por cima um daqueles "chiques" com cobertura de chocolate quente e tudo mais.

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Sorvetinho diferentão e baratíssimo

Havíamos lido que, saindo do aeroporto, se andássemos uma quadra pra frente, avistaríamos uma avenida onde passavam os ônibus de linha que poderíamos pegar para o nosso hostel, que ficava dentro da cidade murada, ou melhor, ciudad amurallada. Acontece que chegando na tal avenida, não avistamos nada parecido com uma parada de ônibus e nem vimos ônibus passando. Fomos de uma ponta a outra e nem sinal. Entramos então num mercadinho para perguntar sobre o tal ônibus e nos falaram que para ir até a cidade murada, teríamos que pagar o "táxi coletivo", um táxi compartilhado com tarifa fixa de 5.000 pesos para os dois. Avessos à táxi que somos, entramos em mais um mercado e uma farmácia para perguntar e todos deram a mesma instrução, pegar o táxi coletivo, então foi o que fizemos. A pegadinha aqui é que não tem diferença dos táxis comuns para os coletivos, a diferença é como você pede ele. Fomos bem instruídos por todos os comerciantes que, ao passar qualquer táxi, tínhamos que levantar o dedo indicador e gritar "colectivo" para deixar claro para o taxista que queríamos o valor coletivo e não taxi privado. E deu tudo certo, fomos deixados dentro da cidade murada em uns 20 minutos de corrida por meros 5 pilas.

Ao descer na muvuca da cidade murada, nos deparamos com mais uma característica marcante de Cartagena: o calor insuportável. Calor insuportável mesmo, do tipo que nunca havíamos sentido, e isso que Porto Alegre no verão é a filial do inferno. Aquele calor úmido que tu é obrigado a entrar em algum lugar com ar condicionado de tempos em tempos sob o risco de começar a ter tonturas da desidratação.

Demoramos um pouco a se encontrar dentro das ruelas da cidade murada (na verdade não chegamos a nos encontrar nunca), todas estreitas, igualmente belíssimas com suas casas coloniais disputando qual ostenta as flores mais coloridas nas suas varandas (inclusive há uma competição aqui de verdade que premia a casa mais decorada) na região mais turística de Cartagena, e aqui vale a pena começar a falar um pouco sobre essa cidade histórica:

Citar

A cidade de Cartagena foi um importante, se não o mais importante porto durante a época da colônia espanhola. Um entreposto comercial onde os espanhóis embarcavam ouro e prata pilhados da América para a Europa e para as demais colônias na América Central e desembarcavam escravos da África (daí a grande presença de negros em Cartagena). Não tardou para que se tornasse um lugar muito visado pelas demais colônias concorrentes, além de piratas e outros saqueadores. Diante do iminente perigo de invasões, a Espanha mandou construir diversas fortificações na cidade, entre elas o Castelo de Barajas, com visão privilegiada do porto, além de outros fortes e a muralha que circunda hoje a Ciudad Amurallada, região onde concentrava-se as moradias da nobreza e hoje ainda conserva grande parte dos seus muros majestosos, sendo patrimônio da UNESCO e a principal atração turística de Cartagena.

 

Cartagena ainda é um dos principais portos das Américas. Aqui por exemplo, é onde saem as balsas que atravessam o estreito de Darién, único trecho sem estradas da Rodovia Panamericana, estrada que liga o Ushuaia ao Alasca. Dito isso, a Ciudad Amurallada é o "local para se estar em Cartagena". Museu a céu aberto, dentro das muralhas concentram-se as principais igrejas da cidade, praças, além de infinitas opções de hospedagem, dos mais variados tipos e preços. O bairro Getsemani, que depois descobrimos ser o bairro com a melhor noite de Cartagena, e que fica do ladinho da muralha, também é ótima opção para se ficar, mas os preços não mudam muito. Há também a região "das praias", Bocagrande, mais elitizada, com prédios altos modernos e apelidada de "Miami" da Colômbia.

Depois de se perder um pouco e ter a sensação de passar 10 vezes na mesma rua, finalmente achamos nosso hostel, o Casa Roman, quase na esquina da entrada da ciudad amurallada, onde fica a instagramável Torre del Reloj. Este hostel na época estava recém inaugurando, então estava com um preço absurdo de barato (15 reais o quarto com 8 pessoas), no entanto, não possuía cozinha na época e ainda estava meio com as instalações não totalmente prontas (hoje eles já dão café da manhã e tem até piscina!), mas como eles queriam angariar clientes, o atendimento era excelente e deixavam o ar condicionado no quarto ligado 24 horas, coisa rara nos hostels por aqui (e que faz muita diferença!).

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Entrada principal da cidade murada, a Torre do Relógio

Como ainda era cedo pro check-in, deixamos nossas mochilas no hostel e fomos procurar um lugar para almoçar. Primeiro fomos trocar dinheiro e recebemos a dica de fazer o câmbio nos fundos de uma joalheria que ficava bem embaixo do nosso hostel, e foi a melhor cotação que conseguimos em toda Colômbia disparado! Mais um ponto pro hostel.

Não estávamos ainda habituados com os preços e como funcionava os restaurantes colombianos, então entramos no primeiro que vimos com um tiozinho chamando os fregueses na porta e que era bem caseiro e achamos que era um preço bom, numa ruazinha dentro da cidade murada, o equivalente a 12 reais por pessoa. Mal sabíamos que dava pra almoçar por menos e, se tiver com pouca fome, dá pra pedir só um prato para os dois, pois os almoços na Colômbia são sempre nesse rito: tem a sopa de entrada, a comida farta e mais um suco "de açúcar" no fim, tudo incluído.

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Almoço farto, sempre acompanhado de suquinho doce e sopa de entrada

Depois do almoço então, começamos "oficialmente" a desbravar a ciudad amurallada, que é um lugar para conhecer sem pressa. Cada esquina você se depara com um monumento, uma igreja histórica e conservada, uma pracinha, isso sem contar as casas coloniais coloridas com suas sacadas todas decoradas com flores e ornamentos.
 
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Belíssimas ruas da cidade murada de Cartagena

Só tem que tomar cuidado para não se desidratar com o calor, por isso, fomos "obrigados" a parar em cada esquina para nos hidratar com as fraquinhas (mas boas) cervejas colombianas. Cervejas colombianas são duas as principais: a Aguila, bem aguada e mais barata (2 reais a latinha) e a Club Colombia, mais encorpada, com versões red, black e gold, mais carinha (2,50 a latinha). Ambas são fraquinhas, perfeitas para tomar no calorão.
 
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Se "hidratando" nas ruas de Cartagena. Na primeira foto um bar todo com motivos soviéticos, que fomos no outro dia, muito legal.

Outra coisa muito legal que tem por lá em abundância, igual ao que já tínhamos presenciado no sudeste asiático, são as barraquinhas de rua vendendo frutas em potes, já descascadas e com um palito, prontas pra tu sair andando e comendo: melancia, mamão, manga, abacaxi, morango e mais algumas típicas da Colômbia. Tri bom para espantar um pouco o calor, e saudável ainda por cima, coisa que não sei porque não vemos aqui no Brasil. Ah! E preços do tipo que: a fruta mais cara custava 2 reais.

Fomos caminhando em direção ao mar, já se preparando para vermos o por do sol no oceano. Nessa parte da muralha que fica voltada para o mar, você consegue subir nela e caminhar por um trecho bem longo apreciando um visual incrível da baía e da própria muralha, que é fantástica e muito bem conservada neste trecho!

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Passeando por cima da muralha. Na primeira foto, que será que fazem ali naquela casa?

Ao longo da muralha foram mantidos vários "canhões" conservados também que dá pra dar uma ideia do espaço de mira que tinham os espanhóis para alvejar os barcos invasores, além de várias "guaritas" de controle da costa.
 
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Depois de caminhar um grande trecho da muralha, sentamos na beiradinha do muro para apreciar um pouco o movimento na costa, dando uma primeira conferida no mar do caribe e assistindo uma gurizada de colégio jogando um futebolzinho e usando a muralha de goleira.

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Curtindo a costa de Cartagena

Quando começou a baixar o sol, sentamos para tomar uma cerveja no famoso bar que fica em cima da muralha, famoso por ficar num local privilegiado para assistir o por-do-sol, o Café del Mar.
 
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Parte da muralha onde fica o Café del Mar. Ao fundo os prédios do bairro de Boca Grande, apelidado de Miami da Colômbia.

O lugar é elitizado e não vale muito a pena não. Daria para comprar umas cervejas no mercado e assistir ao pôr-do-sol do mesmo jeito uns 500 metros mais a frente na muralha de graça.
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Café del Mar

Tomamos só umas duas Club Colombias a 6.000 pesos cada e assistimos o espetáculo que é o por-do-sol no mar em Cartagena, contrastando com as muralhas já se iluminando e os prédios de Bocagrande ao fundo. Sensacional!
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Por do sol de Cartagena

Já noite e ainda um calor infernal, demos mais uma volta dentro da cidade murada que está sempre bem movimentada, então dá pra caminhar tranquilo qualquer hora do dia.
 
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Torre del reloj à noite

Costeando a parte leste da muralha, parte que já não existem mais muros, voltada para a a Avenida Venezuela, lugar que dizem ser um pouco perigoso mas que não achamos não e acho que esse preconceito é só porque é um lugar mais "centrão", com muitas galerias e com lojas de roupas de "procedência duvidosa" e frequentado mais por moradores do que por turistas, encontramos um supermercado que vendia latinhas de ceva geladas por 1 real! Dessa vez tratamos de decorar a rua para poder voltar sempre hehehe.

Chegando no hostel, fomos tomar banho para se refrescar e, para nosso desespero, o chuveiro, e isso que lá em Cartagena não existe chuveiro elétrico (acho que nem nunca precisaram por lá) saía água quente, um horror! Dava mais calor ainda.

Fim da noite tentamos ficar um pouco na área comum do hostel mas era impossível, na época não havia ar condicionado ali, então, sem condições de aguentar o calor.

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COLÔMBIA 14º Dia - Se despedindo de San Andrés (e da Colômbia) (07/05/2017)

Infelizmente, chegou o dia de se despedir de San Andrés e da Colômbia. Como não tínhamos nada programado neste dia, tomamos o café-da-manhã no hostel bem tranquilos, dessa vez sem precisar estocar sanduíches para levar. A ideia era pegar o transporte público e ir visitar algum dos pontos de mergulho em volta da ilha, a princípio Westview, o qual achamos o mais legal. A linha de ônibus que circula toda a ilha era bem barato, 2.000 COPs a passagem, mas, pelo menos na época, passava bemmm de vez em quando.

No fim ficamos com preguiça e resolvemos nos dar mais um dia "de férias" mesmo, ou seja: dia de não fazer nada! Só curtir a praia.

Outro destino que vale a pena para quem tem mais tempo em San Andrés é visitar a outra ilha caribenha da Colômbia "Providencia", cujo acesso é somente através daqueles aviões pequenos que voam baixo (e com as janelas abertas) saindo de San Andrés. Esta é uma ilha mais roots e bem menos procurada que San Andrés, mas com praias igualmente fantásticas com o mesmo mar do caribe de sete cores. Como os vôos não são muito regulares, tem que ter pelo menos uns 3 dias a mais para poder ir e voltar tranquilamente (fica para uma próxima).

Cedo então já rumamos em direção à Spratt Bight estender nossa canga e ficar naquela vida ruim de se revezar entre se espreguiçar na areia, dar um mergulho e ir nos Free Shops de vez em quando buscar uma cervejinha.

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Aproveitando o finzinho de viagem

Neste dia resolvemos "trair" o nosso restaurante predileto para almoçar e resolvemos encarar um que era um pouquinho mais "chique" (com almoço à 12 reais), mas nos demos mal, a comida neste era bem sem graça e vinha bem menos quantidade do que o nosso restaurante (quem mandou querer inventar né?).

À tarde ficamos mais um tempo de preguiça em Spratt Bight. Perto do por-do-sol, fomos caminhando pela beira da praia até o famoso letreiro "I love San Andrés", igual a estes letreiros que tem em todas as cidades turísticas do mundo. No dia anterior havíamos passado por lá de carrinho de golfe e parecia ser bem longe, mas caminhando pela praia em uns 15 minutos mais ou menos já estávamos lá.

O letreiro fica num lugar bem legal, do lado do aeroporto, dando pra ver os aviões chegando e saindo bem de pertinho, quase raspando nossa cabeça.

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Letreiro "I Love San Andrés" (não é muito fácil de caber todo na foto não)

Fica em frente também ao Parque Ecológico de San Andrés, uma área de proteção ambiental com um ecossistema bastante rico, que possui uma parte que dá pra visitar que possui uns jardins bem bonitos e um parquinho para a criançada. Dali do letreiro também parece ser um bom lugar para admirar o pôr-do-sol, já que fica bem na ponta da ilha com vista tanto para o leste quanto para o oeste, mas como começou a nublar no fim da tarde não pudemos ter certeza.
Por ali também é um bom lugar para curtir a praia com mais tranquilidade, já que não tem quase turistas, embora bastante locais escolham esse ponto para fincar seus guarda-sóis (talvez para fugir dos turistas hehehe), só que o mar por ali não é tão bom para fazer snorkel, mais escuro e revolto. De qualquer forma ficamos mais um tempinho ali até cair a noite.
 
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Fazendo palhaçada na praia

Já noite, voltamos pro hostel para tomar um banho, descansar um pouco e se preparar para curtir nossa última noite na Colômbia.
Como era nossa última noite, resolvemos fazer tudo com bastante calma. Passamos por vários locais que não a rua Peatonal, observando como é a noite de San Andrés fora do eixo turístico. Numa dessas ruas passamos em frente a uma igreja batista, das várias que existem na ilha, muito da influência da colonização britânica no caribe. Com os sermões sendo proferidos em inglês creole, e bastante cheia e com os padres cantando músicas gospel junto com o coral, além de um típico ônibus escolar aqueles típicos de escolas norte-americanas em frente, utilizado para transportar os fiéis, até se esquece que se está na Colômbia.
 
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Ônibus da igreja

Continuando a caminhada, pegamos umas long necks e seguimos pela avenida beira mar em sentido contrário à rua Peatonal. Quando começou a dar fome, encontramos numa travessa do calçadão um food truck daqueles bem típicos norte-americanos, bem diferentes dos food trucks "gourmet" que hoje em dia são febre no Brasil. Como é uma coisa que não é comum para nós, não perdemos a oportunidade de experimentar uma hamburguesa e um salchipapas, uma batata-frita com salsichas. O preço também não tem nada a ver com os nossos food trucks hiperfaturados do Brasil, seguindo a mesma linha dos norte americanos, que são sinônimo de comida de rua e barata.

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Food Truck estilo americano

Já tarde da noite, seguimos então em direção ao "fervo", na esquina da rua Peatonal com a beira mar. Depois de curtir um tempo ali que está sempre movimentado e é bastante agradável, resolvemos ir conferir o movimento em frente à tão badalada danceteria Coco Loco. Numa Farmácia/Mercadinho estrategicamente localizado bem em frente à danceteria, pegamos umas cervejas e entramos madrugada a dentro sentados ali na calçada acompanhando o fluxo de turistas encarando as longas filas para entrar e chacoalhar o esqueleto no Coco Loco (nossos colegas de hostel batiam o ponto toda noite lá).

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Fechando a noite conferindo o movimento em frente ao Coco Loco

E assim se despedimos da Colômbia, este país espetacular que não vemos a hora de retornar. No outro dia pela manhã pegaríamos o avião da Copa Airlines em direção a Porto Alegre com conexão no Panamá!

Esperamos do fundo do coração que tenham gostado do relato e se divertido lendo tanto como nós nos divertimos escrevendo. Que tenhamos conseguido mostrar pelo menos uma partezinha das belezas da Colômbia e te inspirado a conhecer esse maravilhoso país.

Agradecemos quem deixar comentários, dizendo se gostou do relato, se não gostou, se achou muito longo, se gostaria que fosse mais reduzido, que tivessem mais fotos, menos fotos, mais informações, menos informações. O que nos inspirou a começar esse blog é mostrar que viajar não é um bicho de 7 cabeças ou coisa de quem tem dinheiro. Pelo contrário, viajar expande os nossos horizontes, muitas vezes é mais barato do que ficarmos na nossa cidade e, nos dias de hoje, em que o discurso de ódio tem se sobressaído à tolerância e o fascismo se faz vivo e ativo em diversos países, é uma atividade essencial para que possamos conhecer e respeitar o "outro", desenvolvendo nossa empatia e humanidade. Obrigado por lerem!

E fiquem ligados, em breve, novos relatos das nossas outras viagens pelo mundo!!!

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Roteiro resumido - San Andrés

Segue abaixo o resumo (com mapas) da nossa passagem de 5 dias por San Andrés, lembrando sempre que os preços das atrações aqui listados são de 2017, então certamente já estão defasados. Também sempre cabe ressaltar que este roteiro representa unicamente a NOSSA experiência na ilha, não tendo nenhuma pretensão de ser um "guia do que fazer em San Andrés", ou muito menos um "guia definitivo da ilha". San Andrés é bem pequena e tem poucos "passeios obrigatorios", então acho que 5 dias está de bom tamanho para conhece-la bem.

RESUMÃO: Ficamos 5 dias em San Andrés. Sendo que no primeiro dia chegamos no fim da tarde, então foram 4 dias "inteiros" na ilha, sendo que fomos embora no sexto dia pela manhã. Nossas atividades neste período ficaram divididas assim:

1º Dia: Se despedindo de Medellin, chegando em San Andrés

2º Dia: Conhecendo o centro de San Andrés, Praia de Spratt Bight

3º Dia: Volta na ilha de Carrinho de Golfe, Westview, La Piscinita, Playa San Luis, Playa Rocky Cay

4º Dia: Johnny Cay, Acuario e Haynes Cay

5º Dia: Se despedindo de San Andrés

Ficamos no El Viajero Hostel. Escolhemos ele pelo preço e pela localização e, são essas as únicas qualidades do hostel (café da manhã também é bom). Não existem muitos hostels em San Andrés (na época era o único) e, ao contrário de todo o resto da ilha, as acomodações são caras. Este hostel não era ruim, mas é um hostel muito grande e desorganizado, possui mais de 7 andares (e sem elevador diga-se de passagem), o balcão de atendimento estava sempre com fila e as geladeiras sempre lotadas e fedendo a alguma coisa estragada. Hoje pode ser que tenha melhorado, pois a nota dele no booking subiu bastante nos últimos anos.

1º Dia: Se despedindo de Medellin, chegando em San Andrés

1. Indo até o aeroporto de Medellin

  • A forma mais barata de se chegar até o Aeroporto Internacional de Medellin, que fica na cidade vizinha de Rionegro, é pegar um ônibus comum que fica próximo à Plaza Botero, no centro de Medellín, atrás do Hotel Nutibarra.

  • Pagamos 9.000 COPs na época a passagem.

  • O ônibus demora em média 1h para chegar no aeroporto.

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Local aonde saem os ônibus em direção ao aeroporto
 
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Local exato da rua onde saem os ônibus e o ônibus apontado na seta
 
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Trajeto de ônibus do centro de Medellin até o Aeroporto

2. Chegando em San Andrés

  • O aeroporto de Medellín fica do lado do centrinho da ilha, pudemos ir a pé para o hostel.

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Trajeto a pé do aeroporto até o hostel El Viajero
 

2º Dia: Conhecendo o centro de San Andrés, Praia de Spratt Bight

1. Praia de Spratt Bight

  • A praia de Spratt Bight é a praia do centro de San Andrés:

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Praia de Spratt Bight

2. Centro e noite de San Andrés

  • No mapa abaixo, principais pontos da ilha e para curtir a noite em San Andrés:

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Pontos de interesse marcados no mapa
 
  1. Bancolombia: lugar para trocar dinheiro na ilha (necessário levar passaporte);

  2. Coco Loco: principal danceteria de San Andrés;

  3. Esquina da rua Peatonal com a beira mar, principal ponto de encontro do pessoal à noite para fazer um "esquenta" para o Coco Loco;

  4. Hachurado em amaerlo no mapa, a Rua Peatonal, rua exclusiva para pedestres e principal de San Andrés com vários free shops, embora toda a região do centro no mapa acima contenha vários free shops e lojinhas.

3º Dia: Volta na ilha de Carrinho de Golfe, Westview, La Piscinita, Playa San Luis, Playa Rocky Cay

  • Principal rua para alugar o carrinho de golfe para dar a volta na ilha é a rua que fica "na esquina" nordeste da ilha. Rua à beira mar entre o Coco Loco e a Marina Tonino (tem várias na cidade toda, mas esta região especialmente tem uma do lado da outra).

  • O preço é o mesmo em qualquer locadora. Na época pagamos 120.000 COPs o aluguel pelo dia inteiro, retirando de manhã e entregando no final da tarde.

  • Não é necessário reservar com antecedência.

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Principal rua e trecho para alugar carrinhos na ilha
 
  • Os pontos visitados no passeio foram os seguintes, fazendo o trajeto em torno da ilha no sentido anti-horário:

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Pontos de interesse marcados no mapa
 
  1. Local de retirada do carrinho;

  2. Westview: 5.000 COPs a entrada;

  3. La Piscinita: 5.000 COPs a entrada;

  4. Hoyo Soplador: paga-se uns trocados para o guardador de carro;

  5. Playa San Luis: gratuito;

  6. Rocky Cay: 5.000 COPs o estacionamento.

DICA: Se for almoçar no caminho, opte por almoçar no vilarejo que fica entre a Playa San Luis e o Rocky Cay, pois é onde tem os restaurantes mais baratos.

4º Dia: Johnny Cay, Acuario e Haynes Cay

  • Fizemos o passeio de dia inteiro para Johnny Cay e Acuario.

  • Pagamos na época 25.000 COPs por pessoa o passeio básico, mas na hora, como eramos os únicos que iam fazer esse passeio, nos encaixaram no passeio "vip", que conta ainda com uma visita aos manguezais de San Andrés ao final.

  • Compramos os bilhetes diretamente na Marina Tonino, não sendo necessário comprar com antecedência.

  • A partir das 9h saem passeios de 15 em 15 minutos dali.

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Local onde fica a Marina Tonino
 
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Locais visitados no passeio
 
  • Locais visitados no passeio:

  1. Johnny Cay, pela parte da manhã

  2. Acuario, na parte da tarde, que fica ao lado de...

  3. Haynes Cay (Islote Cordoba)

  4. Navio Assombrado, encalhado em meio à barreira de corais

  5. Manguezais de San Andrés, no final do passeio.

5º Dia: Se despedindo de San Andrés

  • Dia livre, ficamos somente curtindo a praia de Spratt Bight.

  • No fim da tarde fomos conferir o por-do-sol no letreiro "I Love San Andrés", que também fica ao lado da estação ecológica de San Andrés.

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Local onde fica o letreiro "I Love San Andrés"
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@arielbrothersParabéns por ter conhecido e vivido um lugar pouco conhecido pelos brasileiros que preferem ser tratados como lixo e escolar um visto ao mal do mundo. Faltou ir ao Triângulo do Café e Bogotá, lá é outra Colômbia, faz frio,chove e a colonização é outra. O mal é ser a casa do fascismo citado por você o que provocou muitos protestos exibidos pela TV na semana passada.

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