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Ilha de Páscoa

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O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a Ilha de Páscoa. Se você está com alguma dúvida em relação à ilha, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece a Ilha de Páscoa, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder!

 

INFORMAÇÕES SOBRE A ILHA DE PÁSCOA

Os Gigantes da Ilha de Páscoa

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Foto: Voluti

No ano de 1722, domingo de páscoa, às 18 horas. A bordo do navio de Afrikaanske Galei, os marinheiros trabalham normalmente. Há quatro meses e meio tinham levado ferros da Holanda em viagem de exploração e comércio e afora o rápido combate com um grande galeão espanhol, que tinha deixado para trás graças a sua superior velocidade, tudo havia corrido ao gosto do comandante comodoro Jacob Roggeveen. Súbito o vigia , anuncia " terra à vista" . Aproximam-se de uma ilha não assinalada no mapa. Com a pouca luz do entardecer chegam em tempo de avistar no litoral, sobre longas muralhas de pedra, enormes gigantes que parecem dispostos a evitar desembarque. Roggeveen manda ancorar longe da costa e decide esperar pelo amanhecer para tomar uma decisão. Quando o dia clareia os europeus têm sua segunda surpresa. Os gigantes permaneciam parados e com óculos de alcance foi possível avistar gente de tamanho normal que se movia entre eles. Tinha-se assustado com estátuas. Resolvem então desembarcar, após batizar a ilha em honra a data de sua descoberta. (Texto retirado do livro "Grandes Enigmas da Humanidade" Luís Carlos Lisboa e Roberto Pereira de Andrade )

Estátuas colossais, de mais ou menos 5 metros reinam em toda ilha do Pacifico desafiando a ciência. Como explicar o transporte das colossais estátuas, chamadas Moais, ninguém até hoje soube dizer. As estátuas olham para o norte e nordeste, sul, sudoeste e sudeste. A ilha toda tem 170 km2 de extensão, 3500 km da costa oeste da América do sul. Existem hieróglifos por toda parte da ilha e se fossem decifradas iriam revelar muito sobre a cultura daquela época. Fica a seguinte pergunta no ar: Quem e que ferramentas foram usadas na construção daquelas estátuas? Simplesmente esta pergunta está entre nós desde o descobrimento da Grande Pirâmide do Egito. Mas se pensarmos bem o Mundo está repleto de enigmas do qual só temos uma resposta, ou fomos auxiliados por seres inteligentes de outras galáxias, ou tivemos uma grande catástrofe da qual esquecemos tudo e recomeçamos da estaca zero... A ilhota é de formação vulcânica, tendo um relevo moderado, superfície de 118 km quadrados, com altitudes que variam de 200 à 500m. Faz parte da província de Val Paraíso no Chile, e constitui a Oceania Chilena. Sempre os mesmos traços de impossibilidade, nos canteiros do vulcão, sem terminar ficaram mais de 200 Moais, que não foram terminados nem distribuídos. Batizada como "Te pita, te henua" (umbigo do mundo ).

 

*Existem três tipos de estátuas gigantes:

 

-As primeiras estátuas estão situadas nas praias à borda do mar. Seu número é de mais ou menos 200 à 260 e algumas estão à uma distância de mais de 20 km do canteiro do vulcão onde foram modeladas. Estas estavam instalados em vários números, sobre monumentos funerários chamados "ahus"e davam as costas para o mar. Originariamente estiveram tocados por um tipo de chapéu cilíndrico chamado "Punkao", feito com uma rocha avermelhada, tirada do vulcão "Puna Pao".

 

-O segundo grupo é o das erigidas ao pé do "Rano Raraku". São estátuas terminadas, porém diferentes das outras, pois seus corpos estão cobertos por símbolos. As órbitas dos olhos não estão desenhadas e precisam de um chapéu ou "punkao". No entanto estas são mais enigmáticas que as anteriores.

 

-O terceiro grupo há anos a mais conhecida de todas elas "tukuturi", que possui a particularidade de ter pernas, foi comparada as estátuas da arte pré-incaica criando sérias dúvidas sobre a tese comum da origem dessas populações. A ilha porém foi abandonada por alguma razão... Os obreiros abandonaram suas ferramentas e oficinas. Como se suas causas desta paralisação tivessem sido provocadas por uma catástrofe de caráter natural, como maremoto, por alguma invasão ou epidemia.

 

 

Pára-Raios?

 

Porém alguns cientistas, no ano de 1989, caracterizaram os Moais como "PARA RAIOS", devido a constantes descargas elétricas naquela ilha. Mesmo assim à quem se atribui a inteligência de produzir "para raios" naquela época? Assim do meu ponto de vista, até acho que os moais tenham sido destruídos por raios naquela época, e seus criadores tenham feito os chapéus Punkao, para que as grandes estátuas não fossem danificadas pelo impacto dos raios... já que os chapéus não tem um formato muito criativo, sem ornamentos, digo, bem simples em vista que os monumentos têm muitos detalhes, são ricos de finos traços.

 

 

Eis abaixo o texto retirado do Jornal O Globo - Mundo/Ciencia e vida - Ribamar Fonseca:

 

"São Luís - As estátuas monolíticas de até dez metros de altura da ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, foram construídas pelos antigos nativos para funcionar como para-raios e, desse modo protegê-los das descargas elétricas freqüentes naquela região. Essa teoria, já comprovada científicamente através de pesquisas nos laboratórios da Universidade Federal do Maranhão, foi levantada pelo professor Francisco Soares, que passou seis meses na ilha estudando a função dos misteriosos Moai - nome dado às estátuas pelos nativos.

 

Soares, de 31 anos, que é engenheiro eletrônico especializado em computação, descobriu que os antigos habitantes da ilha de Páscoa já conheciam na prática a Lei de Gauss, que aplicavam empiricamente, através das gigantescas estátuas para proteger-se das descargas elétricas. A Lei de Gauss determina o comportamento da distribuição de cargas elétricas espaciais sobre uma superfície dielétrica. O chapéu na cabeça das estátuas, de material vulcânico poroso, absorvia os raios e impedia que elas fossem destruídas. Até então imaginava-se que os moai tinham apenas funções religiosas ou estéticas.

 

Dedicando-se, desde 1979, à pesquisa sobre equipamentos primitivos de computação, como o ábaco, uma tábua de cálculos criada pelos chineses, Francisco Soares chegou a civilização Inca, que possuía a mesma técnica com o quipu, feito de fios. E no rastro do quipu, Soares chegou a Rapa-nui, nome nativo da Ilha de Páscoa, descoberta em 1722, num domingo de páscoa, pelo holandês Jacob Roageveen. Ele conduziu suas pesquisas a partir de de quatro perguntas; Por que os moai foram construídos? Por que eram altos e tinham a forma alongada? Por que o chapéu? Por que só ocupavam a faixa costeira da ilha?

 

Até então as gigantescas estátuas haviam sido estudadas apenas por antropólogos e etnólogos, que viam nelas um sentido místico; teriam poderes mágicos ( os nativos diziam que quem tocasse na sua cabeça morria ) e ao mesmo tempo, seriam uma homenagem aos seus ancestrais. Francisco Soares, no entanto concluiu que as estátuas, dispostas somente no redor da ilha, tinham a função de para-raios, atraindo as descargas elétricas. Ficava assim protegido o centro dessa ilha, de 179 km² e a cerca de quatro mil quilômetros da costa do Chile. Ali estavam as habitações e lavouras de subsistência.

 

Com o auxílio do professor Antônio Oliveira, mestre em física e matéria condensada do Departamento de Física da Universidade Federal do Maranhão, Soares recriou em laboratório as condições necessárias para a simulação de descargas elétricas. Usou uma fonte de alta tensão, uma campânula para fazer vácuo, e miniaturas das estátuas, confeccionadas com o mesmo material dos Moai, dispostas numa maquete da ilha. Comprovou-se, desse modo, que as estátuas com chapéu atraiam todas as descargas elétricas, que eram absorvidas e distribuídas pelo corpo, sem danificá-las. E mais: no escuro, os chapéus, carregados de energia, ficavam iluminados, o que, segundo ele, explica os poderes mágicos atribuídos aos moai.

 

Soares concluiu, diante disso, que os antigos nativos da ilha dominavam o conhecimento prático da Lei de Gauss, pois a função de pára-raios só se tornou possível por causa da forma dos chapéus das estátuas e do material vulcânico poroso com que foram confeccionadas, diferentes do material do corpo. Se fosse outro material utilizado, elas seriam destruídas pela primeira descarga elétrica. O jovem cientista maranhense, que deu ao seu trabalho o título de aplicação empírica da Lei de Gauss e difusão elétrica nos moai de Rapa-Nui, volta a ilha em julho para novas pesquisas."

 

Maior estátua construída na ilha tem 10 metros e 90 toneladas. E ainda existe uma outra inacabada com 20 metros de altura.

 

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  • Alisson&Ione
    Alisson&Ione

    Tavares, vou dar meus pitacos tb tá heheheh 1- Qdo fomos tb foi essas mega promo da TAM que nunca mais teve então creio que não fique tanto mais barato do que vc relatou; 2 e 3- Fizemos a ilha to

  • @Aullyanna02 Sempre que vou ao Brasil compro por pontos nas promoções,com dinheiro não sei responder, porém Isla de Pascua é o único lugar de Chile que nunca fui,só ouço dizerem que o bom lá é feverei

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Oi Schwertner e Trotatorres!

Já dei uma olhada no site e vi que a hospedagem lá não sai por menos de Us$ 80,00. Caramba, é caro mesmo! Vi preços de hoteis e cabanas. Não sei se tem pousadas ou hospedagem em casa de família por lá.

Valeu.

Até mais.

Vander

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A psg pra chegar na Ilha de Pascoa já é cara o suficiente mas uma vez estando lá dá pra viajar na boa. Deixa pra pagar caro os americanos, japoneses ou os brasucas q não manjam nada (ninguém nasceu sabendo, né ?). Obviamente a ilha é mais cara do q os preços cobrados no continente mas dá pra conhecer legal sem tem q vender um rim, o problema é transporte pra ir lá, como sempre.

 

Chegando no aeroporto, ali perto da esteira de bagagem ficam umas pessoas em "stands" oferecendo acomodações, transporte, etc. Acho q tem até albergue da juventude nessa turma. Hoje não sei qto está mas por US$ 10,00 dá pra ficar numa casa de família em frente ao mar.

 

A LAN CHILE é exclusiva saindo da Am. do Sul voando 2 vezes por semana, sendo assim ela pinta e borda com os preços, cobrando o q quer. Particularmente acho mais esquema visitar a Ilha de Pascoa como stopover pra outro lugar tipo Tahiti (q tbém dá pra se viajar sem ter q assaltar um banco, ao contrário do q as revistas dondocas de viagem, sites, etc publicam por aí...) ou NZelandia, por exemplo. Assim vale mais a pena e dói menos (na consciência, não no bolso) na hora de pagar a conta.

 

Uma vez lá, aluga-se um carro ou entra num tour de um dia pela ilha onde o guia vai contando a historia e mostrando os pontos principais, com direito a uma parada na praia mais bonita da ilha, chamada ANAKENA. No geral as praias lá são de dificil acesso, geralmente por pedras e complica um bocado. Mas a ANAKENA, além de ser linda e com um quê de exótica, é tranquila, pena q fica meio afastada.

 

E é claro não pode perder a caminhada até a boca da cratera do vulcão, uma caminhada sem destino pela ilha observando os moais e a calma do lugar, a vida dos ilhéus no umbigo do mundo, etc mas aí já é outra história.

 

abraços

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A Lan Chile estava fazendo escala na Ilha no voo dela que vai ou pelo menos ia na alta temporada para a Polinesia...

 

Aqui vai mais alguns site muito bons sobre a ilha:

 

http://www.osterinsel.net/

 

http://www.osterinsel-info.de/

 

Em portugues:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_de_P%C3%A1scoa

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Vou aproveitar o feriado para dar uma circulada por todos esses sites. Mesmo que, no momento, não seja minha prioridade ir até esse destino, vale a pena. Zeba, concordo contigo quando falas que o ideal seria visitar a Ilha como um stopover,pois o investimento é muito alto no aéreo. Dá uma Africa ou Europa, por exemplo!

Até mais.

Vander

Postado
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Oi Vander,

 

Pois é, indiscutível q a melhor maneira é visitar a ilha como um stopover a não ser q encontre a promoção do século (melhor esquecer) ou vá pra ficar no mínimo um mês (o q não acredito) tentando entrar em contato os moais (rsrs).

 

Falando em preços, vc sabe qto está custando a psg ? há tempos atrás tinha uma promoção saindo de Santiago, não me lembro qto mas acho q deveria estar quase US$ 1.000,00 (ou mais) ! Caramba, com esse valor saindo de Santiago, se bobear dá pra chegar no tahiti, o paraíso na terra ! Ou no mar, se preferir...

 

Fui

 

Zeba

 

"Your view of the world pretty much depends on where you're sitting."

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Estou vendo com uns amigos meus que trabalham em agencias de viagens se conseguem algo ti´po:

 

Passagem de avião saindo do Brasil até a Polinesia via Santiago de Chile e fazendo um Stop na ilha da pascoa...

 

OU apenas na ilha da pascoa...e tambem pedi para ver se sai mais barato a conbinação passagem aerea + hospedagem junto ou separado...

 

até sesta falaram que iria estar pronto...ai posto aqui..

 

 

Bem eu consegui umas informações sobre tarifas para a ilha de pascoa.

 

Eu fiz o levantamento com partida apartir de Curitiba. De Samap ficaria cerca de U$ 68,00 + cara.

 

O trajetoi foi o seguinte:

 

CWB P/ GRU de GRU ( Guarulhos) P/ SCL ( Santiago de Chile) de SCL P/ IPC ( ILha de Pascoa) e de IPC P/ PPT ( Polinesia Tahiti). Volta da Polinseia até Curitiba fazendo caminho inverso.

 

O Valor destes trechos todos ficaram U$ 1396,00 Tarifas para Setembro + R$ 307,98 txs.

 

A passagem foi tarifada de forma separadamente. Então é possivel fazer um Stop em Santiago de Chile de até 30 dia. Isto contando do primeiro dia que chega lá...

 

O trecho que inclui a Ilha de Pasco e a Polinesia é valido por 21 dias. Então com esta tarifa vc pode fazer estes dois destinos em 21 dias.

 

Se vc optar por não fazer a Polinesia e for querer sair direto de Sampa a passagem vai custar U$: 100,00 + cara.

 

Se for fazer apenas a ilha mas com um stop em Santiago ela sai cerca de U$: 130,00 + Barata.

 

Detalhe vc pode ficar 10 dias na ilha de pascoa e 11 na Polinesia...ou da maneira que vc quiser desdew que não esceda os 21 dias.

 

A passagem que liga o BRasil a Santiago de CHile tem validade de 30 dias para vc usalá..

 

 

ERsta tarifas foram cotadas baseadas com saidas em Curitiba. No MEs de Setembro quano o clima é muito melhor para visitar a ilha e não esta tçao cheia...

 

Somente a Lan Chile faz este percurso.

  • 4 meses depois...
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MAIS INFORMAÇÕES

 

A ILHA DE PÁSCOA

 

 

"...A Ilha de Páscoa é como um ponto no meio do Oceano Pacífico. Fica no meio do caminho entre a costa da América do Sul e o Tahiti na Polinésia Francesa. Partindo da ilha quase nada pode ser visto em um raio de 4000 Km! Páscoa fica a 3700 Km do Chile, país a que pertence, e 4050 Km de Papeete no Tahiti."

 

 

 

"...A ilha tem formato triangular com "cabalísticos" 22 Km de base e 11 Km de altura, aproximadamente 180 Km2 de superfície, clima semitropical com temperatura média anual de 20,3°C e uma população de pouco mais de 2800 habitantes. A grande natureza criou a ilha através de erupções vulcânicas, contudo os vulcões de Páscoa estão extintos há mais de um milhão de anos! Eles podem ser vistos em vários pontos da ilha e, em algumas de suas crateras, a água represada das chuvas forma hoje grandes lagos. "

 

 

 

Terra à vista!" - Em um grito súbito, o vigia da gávea da galeota holandesa De Afrikaanske Galei chamava a atenção do comandante comodoro Jacob Roggeveen. Aproximavam-se de uma ilha que não constava no mapa. Eram seis horas da tarde, num domingo de páscoa de 1722.

 

Com o Sol já se pondo, o comodoro chega em tempo de avistar ao longe, no litoral, enormes gigantes, os quais, sobre longas muralhas de pedra, pareciam dispostos a evitar o desembarque. Resolveu então ancorar ali mesmo e esperar a claridade da manhã seguinte para tomar uma decisão.

 

Ao amanhecer, com seus "óculos de alcance" avistaram gente normal se movimentando entre os gigantes. Tinham se assustado com estátuas. Decidiram então desembarcar, após batizarem a ilha em homenagem à data de sua descoberta.

 

Ao desembarcar, o movimento dos nativos, que curiosos correram em massa para saudar os desconhecidos, assustou os europeus, que de imediato, abriram fogo contra eles, matando doze e ferindo muitos outros.

 

Ao chegar no interior da ilha, Roggeveen descobriu que o que pareciam ser muralhas, eram na verdade longas e maciças plataformas de pedras onde se enfileiravam centenas de figuras feitas em pedra (monolíticas) esculpidas apenas da cintura para cima, todas adornadas com um capacete cônico vermelho. Roggeveen foi o primeiro e o útimo europeu a admirar as estátuas em seu perfeito estado.

 

Após sua partida, passaram-se 50 anos antes que outros europeus pisassem em Hapa Nui, como os habitantes a chamavam. E quando assim o fizeram, trouxeram consigo doenças, desgraça, violência e morte para os habitantes desta ilha. Nada de muito espantoso comparado ao costume europeu de levar a desgraça a todas as civilizações primitivas que encontravam, em nome de seus reis, sua ganância e sua igreja.

 

E assim, nos anos seguintes, os habitantes conviveram com toda a sorte de aventureiros e exploradores até que em 1862, os habitantes da ilha sofreram o golpe final. Traficantes de escravos levaram embora seu rei, seus ministros, toda a sua casta e todos os homens válidos para trabalhar nas estrumeiras de Guano, no litoral do Peru. Mais tarde, quando o governo peruano decidiu deter o tráfico, somente 15 deles estavam vivos. Estes foram levados de volta à sua ilha, e ajudaram a dizimar a população restante com as doenças trazidas consigo. Das 4 mil pessoas estimadas estarem na ilha a época de seu descobrimento, em 1862 restavam apenas 111.

 

Toda uma cultura destruida em menos de 2 séculos. Os documentos escritos, por meio de tabuinhas gravadas com hieróglifos foram achados pelos missionários e destruidos em nome da Santíssima Igreja, na ordem de dissipar os cultos pagãos.

 

 

As estátuas presentes, esculpidas em lava porosa, em alguns casos, retirada a quilômetros de distância na base de vulcões extintos na ilha, fazem um total de 300. Cada uma tem em média 4 metros de altura e pesa umas 30 toneladas. Existe ainda uma maior, inacabada, a qual deveria ter uns 20 metros de altura e 50 toneladas. Hoje, os gigantes de pedra que Roggeveen descrevera em seu livro de bordo encontram-se todos tombados, destroçados e com seus capacetes quebrados.

 

Vale ressaltar que os colonizadores quando lá chegaram, se depararam com um fato curioso, para não dizer bizarro: nas minas junto ao vulcão, encontraram diversas estátuas inacabadas e ferramentas largadas ao acaso, como se todos ali tivessem saído para um almoço, e nunca tivessem retornado. Sua história, seus costumes, seu passado já não mais se encontrava presente na memória de seus habitantes. Foi preciso anos de estudo e de pesquisa para se levantar o que hoje se sabe.

 

Os nossos conhecimentos se baseiam na lenda do rei Hotu-Matua, que diz: ".Há muitos anos atrás, vieram na direção do Sol nascente o rei Hotu-Matua e sua rainha, com 7 mil súditos, em duas canoas. Chegaram à ilha e se instalaram." Os habitantes locais relatam que cada canoa era do tamanho de uma praia local (180 metros).

 

A hipótese mais aceita hoje nos meios científicos é que Hotu-Matua era um nobre rico exilado, o qual viajou com os seus súditos. O fato de as estátuas presentes na ilha terem as orelhas alongadas pode se dever ao costume dos nobres incas de pendurar pesos nestas para alongá-las e diferenciá-los de seus súditos. A expedição Kon-Tiki, de Thor Heyerdahl, provou que é possível uma simples jangada saida das américas, levada pelas correntes, chegar à Ilha de Páscoa.

 

Cálculos diversos fixam a data da chegada de Hotu-Matua à ilha entre 850 e 1200 de nossa Era, numa época em que a Europa ainda se encontrava em plena Idade Média e nem sequer se cogitavam descobertas marítimas. Os costumes e os tipos físicos dos habitantes da ilha apontam tanto para uma origem inca quanto indonésia, chinesa e até egípcia. O que se acredita é já estar a ilha habitada por antigos naturais polinésios quando chegou Hotu-Matua, que os dominou e se transformou, com sua gente, na alta classe local.

 

Perto do litoral, foi achada uma caverna num lugar chamado Hanga Tuu Hata, a qual continha uma figura gravada de uma antiga embarcação à vela, que segundo pensam os estudiosos, é a visão da De Afrikaanske Galei por um artista local.

 

Fonte: O Arqueólogo - Felix Diniz

site:http://www.ufogenesis.com.br/arqueologia/pascoa/pascoa2.htm

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