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Olá viajante!

Bora viajar?

Peru, Bolívia e Chile - 28 Dias, 15 Cidades, 7.600 kms percorridos e muitas histórias para contar

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Fala galera mochileira!

 

Cheguei recentemente do meu primeiro (de muitos, eu espero...) mochilão e hoje estou aqui para começar a escrever o meu relato. Eu me sinto na obrigação de dar minha contribuição nesse fórum pois foi daqui que tirei 90% das informações que eu precisei, principalmente lendo o relato de tantos outros mochileiros que já fizeram o mesmo roteiro que o meu. Um salve especial para o rodrigovix e para a polybhh que foram os relatos de onde eu tirei muitas informações úteis para montar o meu roteiro. Quero agradecer também a todos os outros relatos que eu li, mas que dificilmente eu vou lembrar de cabeça agora (malz aê galera ::putz:: )

 

Eu não tenho palavras (mas vou tentar ter) para descrever 100% como essa viagem foi magnífica pra mim. Fazia muito tempo que sonhava em fazer um mochilão pela América do Sul, mesmo sem ter informações da maioria dos destinos que eu fui. E essa ideia começou a tomar mais forma na metade do ano passado mais ou menos. Minha namorada, que apesar de não curtir muito a ideia de fazer um mochilão, topou fácil a ideia (com algumas condições ::lol4:: ) e embarcou comigo nessa.

 

Foi aí que comecei a buscar mais informações e comecei a me encantar pouco a pouco com todos os lugares maravilhosos que visitei. E posso dizer, com certeza, que nenhum deles me decepcionou. Mesmo as cidades onde eu passei um perrengue ou outro (afinal sempre passamos), me encantaram de alguma forma. E eu quero compartilhar tudo isso aqui com vocês, caros colegas de mochila.

 

Uma das coisas que mais me preocupava era o fato da época. Fevereiro, geralmente é um mês de muita chuva em todo o Peru. E esse ano por causa do fenômeno El Niño as coisas tenderiam a se agravar. Mas, milagrosamente, o El Niño inverteu os efeitos esse ano e o Sol reinou durante praticamente toda a nossa viagem. Foi uma sorte danada. Nós arriscamos e não sofremos nem perdemos nada por causa das chuvas. Vivas à Pachamama!

 

Vou tentar colocar no relato o máximo de informações possíveis, todos os gastos, os lugares que visitei, dicas valiosas e muitas, mas MUITAS fotos. É isso que vocês podem esperar do meu relato. Mas enfim, chega de blá, blá, blá e vamos às informações que interessam.

 

ÍNDICE DOS POSTS

 

Capítulo 1 - Lima e o primeiro contato com a imensidão do Oceano Pacífico - 07/02/16

Capítulo 2 - Um mergulho no Centro Histórico de Lima - 08/02/2016

Capítulo 3 - Os encantos do Oásis de Huacachina - 09/02/2016

Capítulo 4 - Pinguins! Pinguins! Islas Ballestas, Paracas e um banho gelado no Pacífico! - 10/02/2016

Capítulo 5 - Arequipa, a apaixonante Ciudad Blanca - 11/02/2016

Capítulo 6 - Uma aula de sociologia, tradição e história. Imersos no fantástico Valle del Colca - 12/02/2016

Capítulo 7 - Yanahuara: uma charmosa face de Arequipa no dia da despedida - 13/02/2016

Capítulo 8 - Cruzando a fronteira da Bolívia: do caos de Copacabana à paz da Isla del Sol - 14/02/2016

Capítulo 9 - De Copacabana a La Paz: Se eu não morri aqui, não morro nunca mais! - 15/02/2016

Capítulo 10 - La Paz: a grande favela do mundo - 16/02/2016

Capítulo 11 - O eletrizante downhill na (literalmente) tenebrosa Carretera de La Muerte - 17/02/2016

Capítulo 12 - Deadpool à la Bolívia! - 18/02/2016

Capítulo 13 - Is this the real life? Is this just fantasy? - A magia do Salar alagado - 19/02/2016

Capítulo 14 - Vulcões, lagunas, flamingos e... neve! O espetacular Deserto de Siloli - 20/02/2016

Capítulo 15 - Chi, chi, chi! Le, le le! San Pedro de Atacama e nosso primeiro passo nas terras chilenas - 21/02/2016

Capítulo 16 - Fugidinha pra Santiago! - 22/02/2016

Capítulo 17- Pernas pra que te quero na belíssima capital Chilena - 23/02/2016

Capítulo 18 - Salúd! Brindando à vida na vinícola da Concha y Toro - 24/02/2016

Capítulo 19 - Valparaíso e Vinã del Mar: de Neruda à Cidade-Jardim - 25/02/2016

Capítulo 20 - 48h de viagem rumo à Cusco - Parte I ::ahhhh:: - 26/02/2016

Capítulo 21- 48h de viagem rumo à Cusco - Parte II :roll: - 27/02/2016

Capítulo 22 - Finalmente... CUSCO!!! - 28/02/2016

Capítulo 23 - O Vale Sagrado dos Incas - Pisac, Ollantaytambo e Chinchero - 29/02/2016

 

 

ROTEIRO

 

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O roteiro que eu fiz é o clássico de Peru, Bolívia e Chile, com algumas pequenas modificações. A chegada foi por Lima (por causa da passagem mais barata) e depois começa a fazer o círculo no sentido horário. Esse sentido é melhor porque você vai se aclimatando aos poucos: Lima no nível do mar, depois Arequipa (ou Cusco), que já é um pouco mais alta, depois La Paz, Uyuni, que é onde você pega as maiores altitudes. Dessa forma é melhor pra evitar o sorochi.

 

06/02 - Recife / São Paulo / Lima

07/02 - Lima

08/02 - Lima

09/02 - Huacachina

10/02 - Islas Ballestas / Paracas

11/02 - Arequipa

12/02 - Colca Canyon

13/02 - Arequipa / Puno

14/02 - Puno / Copacabana / Isla del Sol

15/02 - Isla del Sol / Copacabana / La Paz

16/02 - La Paz

17/02 - La Paz

18/02 - La Paz / Uyuni

19/02 - Salar de Uyuni

20/02 - Salar de Uyuni

21/02 - Salar de Uyuni / San Pedro de Atacama

22/02 - San Pedro de Atacama / Calama / Santiago

23/02 - Santiago

24/02 - Santiago

25/02 - Valparaíso / Viña del Mar

26/02 - Santiago / Calama / Arica

27/02 - Arica / Tacna / Arequipa / Cusco

28/02 - Cusco

29/02 - Cusco

01/03 - Cusco

02/03 - Cusco / Águas Calientes

03/03 - Machu Picchu / Águas Calientes / Cusco

04/03 - Cusco / Lima / São Paulo / Recife

 

"Mas Rodrigo, que danado é esse 8 aí no meio do seu roteiro? Explica pra gente!"

 

Então, normalmente o roteiro clássico, ao sair de Huacachina, passa por Cusco, Puno e vai pra Copacabana, deixando Arequipa pra ir depois de San Pedro do Atacama. Ocorre que em Machu Picchu eu queria muito fazer a Trilha Inca, que no mês de fevereiro está fechada para manutenções. Portanto eu fiz esse malabarismo todo no meu roteiro para poder começar a Trilha Inca no dia 01/03.

 

Meu roteiro ainda incluía 10 dias em Huaraz, pra fazer o Trekking de Santa Cruz. Minha namorada voltaria ao Brasil e eu continuaria por lá mais um pouco ainda. Mas no fim da viagem várias coisas foram acontecendo e eu fui ficando cansado, também, por isso eu decidi antecipar minha volta ao Brasil e deixar Huaraz para uma outra oportunidade.

 

 

PASSAGENS AÉREAS

 

Bom, pra nós que somos de Recife foi muito difícil encontrarmos uma promoção que realmente valesse a pena, como ocorre pra quem é de São Paulo. Passamos um bom tempo de olho no preço das passagens, e realmente estavam um pouco salgadas. Até que surgiu uma promoção da TAM por 28.000 milhas saindo de Recife. Foi o melhor que conseguimos. Como não tínhamos milhas suficientes, compramos as passagens através do site MaxMilhas e acabou saindo, com todas as taxas, por R$ 1.400, o que foi um preço até que razoável.

 

 

CUSTO DA VIAGEM

 

Essa questão de custos é algo muito particular, depende muito da sua disposição em abrir mão de algumas coisas. Como estava viajando com minha namorada, nós sempre nos hospedamos em hostel mas em quarto de casal, com banheiro privativo, o que acaba saindo um pouco mais caro do que pra quem fica em quarto compartilhado. Nós namoramos à distância (6h de viagem) e nos vemos somente a cada 15 dias (sim, é muito amor ::love:: ). E essa viagem foi uma oportunidade única para ficarmos mais perto um do outro. Por isso, optamos por um pouco mais de privacidade.

 

Além do mais, tiveram outras duas coisas que encareceram um pouco a viagem. Uma foi a Trilha Inca para Machu Picchu que custou U$ 325, ou, pra quem se lascou com o dólar nas alturas... R$ 1.300!!! Isso já é um custo significativo. Outra coisa, mas aí eu não tenho nenhum arrependimento, foram os gastos em restaurantes. Nós gostamos muito de comer bem, então em alguns lugares da nossa viagem (Lima e Santiago, principalmente) nós não tivemos pena e reservamos um dinheiro para conhecer alguns restaurantes badalados da cidade.

 

Mas tirando esses pontos, a nossa viagem foi no estilo mochileiro mesmo, sempre buscando gastar o mínimo possível. Então, antes de você fechar a página do navegador, continue comigo que aqui tem muita informação pra você que está indo no low-cost TOTAL, também! ::bruuu::

 

Estou anexando duas planilhas. Uma que eu fiz ANTES de viajar, com uma estimativa dos custos (que foi uma mão na roda, porque bateu certinho). E outra DURANTE a viagem com todos os custos da viagem. Foi uma planilha que eu baixei no site Viaje Sim! e que me foi muito útil durante a viagem, por isso deixo aqui os créditos ao pessoal do site. Lá inclusive tem um post que explica como usar a planilha. Pra quem é metódico igual a mim, essa planilha é o paraíso!

 

Controle de Gastos.xlsx

Roteiro.xlsx

 

Observação: Alguns custos durante a viagem, foram divididos por 2, como hospedagem, táxi, mercado, snacks, etc.

 

 

EQUIPAMENTOS E OUTROS

 

Mochila: Comprei foi uma Quechua Easy-Fit de 60L. Custou R$ 599 na Decathlon. Como eu quero fazer muitos mochilões ainda, eu preferi investir um pouco mais num equipamento um pouco melhor, que dure bastante. Não queria uma mochila que na primeira viagem já estivesse descosturando. E, pelo menos até agora, valeu muito a pena o investimento. A mochila aguentou bastante o tranco dessa viagem. Pena que em uma das esteiras de bagagem em Lima, uma das fitas de regulagem enganchou e acabou cortando uma parte :( . Mas tem conserto numa costureira. Eu não levei muita coisa e achei que o tamanho foi suficiente para essa viagem.

 

Bota: Foi outro investimento pesado que eu decidi fazer. Antes da viagem minha namorada foi pra Curitiba e achou uma bota que eu estava querendo por lá a um preço bem mais barato. A bota foi a The North Face Ultra Extreme GTX. Saiu por R$ 630 na loja física da Canyon Adventure em Curitiba. A bota é FODA! Não descosturou, é extremamente confortável, mantém seus pés secos mesmo na chuva, pois tem membrana Gore-Tex. Enfim, me apaixonei pela bota e foi o único calçado que eu usei na viagem inteira (tirando uma havaiana que usava pra ficar nos hostels). Valeu muito a pena o investimento.

 

Roupas de Frio: Tudo comprado na Decathlon. Deixei várias dilmas nessa loja pra comprar roupa segunda pele, casaco corta-vento, etc. Esperei pra comprar as coisas na Black Friday mas as promoções do site foram muito ruins e acabou saindo praticamente pelo mesmo preço que estava anteriormente.

 

Seguro de viagem: Fiz pela Mondial Seguros. Paguei cerca de R$ 200 e graças a Deus não precisei usar. Mas é recomendável ter. Nunca se sabe quando você pode precisar.

 

Certificado Internacional de Vacina: É necessário para entrar na Bolívia mas não me pediram. De qualquer forma não custa nada fazer. Basta você ir em algum posto médico da sua cidade, tomar a vacina e fazer seu cartão de viajante internacional. Aqui nessa página do Ministério da Saúde tem uma lista com todos os postos do Brasil que emitem o certificado.

 

 

O QUE EU LEVEI NA VIAGEM?

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MOCHILÃO

7 camisetas

1 camisa segunda pele (1ª camada)

1 calça segunda pele (1ª camada)

1 casaco fleece (2ª camada)

1 casaco impermeável (3ª camada)

1 calça esportiva

1 calça jeans

3 bermudas

7 cuecas

1 sunga

6 pares de meias

1 touca

1 par de luvas

1 toalha microfibra

1 bota impermeável

1 par de sandálias

1 relógio

2 cadeados TSA

Canivete suíço

Lanterna

Óculos de sol

Celular

Carregador

Adaptador universal

T (Benjamim)

Fones de ouvido

Máquina fotográfica

Lente

Disparador remoto

Cartão de memória

Tripé grande

Mini-tripé

Selfie Stick

Kit limpeza para câmera

Caneta

Caderno de anotações

Livro de palavras cruzadas

Capa de chuva para a mochila

Bastões de trekking

 

Uma dica que eu vou dar aqui e que me foi muito útil: levem aqueles saquinhos à vácuo de viagem. Coloquei cada tipo de roupa em um saco daquele: um para bermudas, outro para cuecas, meias, camisas e roupas de frio. Você bota as roupas dentro, fecha e usa um aspirador para tirar o ar. Fica bem compacto e organizado. Durante a viagem, que, óbvio, eu não tinha aspirador, o que eu fazia era sentar em cima da sacola pra tirar o máximo de ar possível e depois fechava. Dava quase a mesma coisa. Fica a dica!

 

PASTA PLÁSTICA DE DOCUMENTOS (dentro da mochila de ataque)

Cartões de embarque de voos

Pasta plástica para documentos

Cartão de Crédito Internacional (na doleira, sempre!)

Passaporte

Certificado Internacional de Vacina (ANVISA)

Seguro Saúde

Todo e qualquer comprovante/documento que eu recebesse durante a viagem

 

Peguei essa dica no relato do rodrigovix e foi de muita utilidade. Valeu, xará!

 

ITENS DE HIGIENE

2 Sabonetes

Shampoo

Protetor solar (facial e corporal)

Hidratante

Protetor labial

Repelente

Escova de dente

Creme dental

Barbeador

Espuma de barbear

Desodorante roll-on

Perfume

Lenços umedecidos

Papel higiênico

Álcool gel

Escova de cabelo

Talco para os pés

 

Usei tudo! Mas a principal dica que eu dou é: use protetor solar. Não se esqueça disso. O sol nos Andes não é brinquedo, apesar do frio enganar um pouco. Se proteja se não quiser ficar todo assado.

 

REMÉDIOS

Hidratante: Bepantol/Derma

Analgésicos e anti-térmicos: Dorflex, Tylenol, Atroveran;

Anti-alérgicos: Polaramine

Anti-inflamatórios: Nimesulida

Garganta: Benalet;

Antiácido: Luftal, Eno, Engov;

Para gripe: Trimedal e Sorine.

Para enjoos: Dramin

Kit curativo: Bandaid, Merthiolate, Gase, esparadrapo

Intestino: Floratil

Relaxante Muscular: Cataflam spray

Complexo Vitamínico: Centrum

 

Há quem ache frescura levar tantos remédios, mas eu não queria correr o risco de perder 1 dia sequer de viagem por estar mal de saúde, portanto resolvi levar um batalhão de remédios. Graças a Deus não precisei tomar nada disso, mas minha namorada (que tem a saúde mais frágil que a minha) esgotou o estoque de alguns remédios, principalmente de Floratil ::mmm: . Mas fica a dica. Levem remédios.

 

Enfim. Por enquanto é isso. Espero que vocês gostem do relato e acompanhem.

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Lima e o primeiro contato com a imensidão do Oceano Pacífico.

(mais uma ideia roubada do relato do rodrigovix) ::lol4::

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Ei Rodrigo, vc sabe me dizer se tem como fazer só o passeio pra Paracas, sem Islas Ballestas? E se tiver, esse horário da tarde é padrão ou tem de manhã tb (lembro de ter visto o relato de alguém que fez só Paracas, mas é bem antigo e depois disso sempre vi relatos dos dois passeios juntos)

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Ei Rodrigo, vc sabe me dizer se tem como fazer só o passeio pra Paracas, sem Islas Ballestas? E se tiver, esse horário da tarde é padrão ou tem de manhã tb (lembro de ter visto o relato de alguém que fez só Paracas, mas é bem antigo e depois disso sempre vi relatos dos dois passeios juntos)

 

Então, Jéssika. Acredito que eles vendem só o passeio de Paracas sim. Tanto é que nas agências eles oferecem os dois passeios separadamente. Agora quanto à questão do horário eu não sei, mas acho que como a maioria das empresas fazem os passeios juntos, você deve sair na mesma hora que todo mundo. Mas isso não é certeza.

 

Abraços!

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Capítulo 5 - Arequipa, a apaixonante Ciudad Blanca - 11/02/2016

 

Chegamos em Arequipa por volta das 9h30 da manhã. Ao chegarmos no Terminal Rodoviário (chamado Terrapuerto), a nossa primeira providência foi tentar comprar nossas passagens ao próximo destino que era Copacabana. Há várias empresas dentro do Terminal, algumas confiáveis e conhecidas (Cruz del Sur, Excluciva, Movil, Oltursa). Porém, em todas as empresas mais conhecidas que eu perguntava, nenhuma delas fazia o trajeto até Copacabana, apenas até Puno, na fronteira. Eu, burro, não tinha lido sobre esse traslado e acabei me dando mal aqui. Resultado: como nenhuma das empresas vendia passagem até Copacabana, o que fizemos foi deixar pra comprar a passagem na cidade, em alguma agência de turismo que trabalhe com passagens de ônibus (burrice total!). Mas enfim...

 

Pegamos um táxi até o centro de Arequipa. Nos táxis do Terrapuerto os valores são tabelados. Você pode sair do terminal e pegar do lado de fora, mas o preço era tão pequeno que não nos importamos de pegar dentro mesmo. Saiu por S./ 13. Arequipa foi a única cidade da viagem inteira onde nós não reservamos hostel antes de chegar, então, saímos andando pelas ruas da cidade para procurar um lugar pra ficar. Outro erro nosso. Rodamos a cidade de cima a baixo, com uma mochila nas costas e, experimentando pela primeira vez a altitude. Começamos a sentir os efeitos do soroche: cansaço, dificuldade em respirar... Depois de muito rodarmos pela cidade, nós encontramos um hotelzinho bem simples, sem café-da-manhã, mas que estava na faixa de preço que pretendíamos pagar. Foi o Hostal Tristán, que fica na Calle Tristán, a 500m da Plaza de Armas. A diária em quarto com cama de casal e banheiro privado ficou por S./ 60. Não vale a pena se hospedar em outro lugar de Arequipa que não seja próximo à Plaza de Armas, pois é onde tem o maior movimento e onde estão a maioria dos pontos turísticos, agências, restaurantes, etc. Nós até chegamos a ver um hostel mais distante, mas desistimos justamente por isso. Mesmo que você pague mais caro, vale a pena a proximidade. Você vai fazer tudo a pé, sem depender de estar pegando táxi.

 

Estabelecidos, tomamos aquele bom e velho banho, descansamos um pouco e saímos para almoçar e fechar os passeios que queríamos. Aproveitamos pra deixar nossas roupas numa lavanderia próxima ao hostel por S./ 15.

 

Foi nosso primeiro contato com a Plaza de Armas de Arequipa e sua imponente Catedral. E sinceramente, na minha opinião, Arequipa tem a mais bonita de todas as Plazas de Armas que conhecemos nessa viagem, assim como a Catedral. Palavras não descrevem a beleza. Não só desses monumentos, mas a cidade toda de Arequipa é linda. A cidade é quase toda construída com uma pedra vulcânica branca que eles chamam de sillar. Daí o apelido de "Ciudád Blanca".

 

Almoçamos em um passeio detrás da Catedral, chamado Passaje La Catedral, onde tem vários restaurantes, bares, etc. Comemos um menuzão de turista. Meu prato foi uma salada provençal, um spaghetti à bolonhesa e salada de frutas e uma cusqueña. Saiu por S./ 19.

 

26295786704_eeecfc19fa_o.jpgPassaje La Catedral by rodrigopaulo, no Flickr

 

Em seguida, fomos vistar o Monastelio de Santa Catalina, um dos maiores atrativos da cidade. Logo na entrada, o assalto: a entrada custa S./ 40! Sim, eu achei caro que só a porra ::putz:: Mas, enfim, como queríamos conhecer, desembolsamos. O Monastério até alguns anos atrás era fechado para visitações. Apenas as freiras e noviças viviam ali. E o monastério é imenso! Ele tem diversas ruas principais, que mais parece um labirinto. Me arrisco a dizer que é quase uma cidade dentro de outra cidade. É interessante ver como é a vida de pessoas enclausuradas do mundo externo devido a uma determinada crença. Ah, detalhe: ainda hoje vivem freiras no Monastério, numa parte que não é aberta à visitação. O passeio é riquíssimo e vale a visita. Passamos a tarde inteira desvendando cada cantinho do Monastério.

 

26833742611_474c24c374_o.jpgMonastelio de Santa Catalina by rodrigopaulo, no Flickr

 

26901050395_af18e7fbbd_o.jpgMonastelio de Santa Catalina by rodrigopaulo, no Flickr

 

26833787411_bd69f3219e_o.jpgMonastelio de Santa Catalina by rodrigopaulo, no Flickr

 

26295899354_21fc2940f9_o.jpgMonastelio de Santa Catalina by rodrigopaulo, no Flickr

 

26901127815_9b106bb876_o.jpgMonastelio de Santa Catalina by rodrigopaulo, no Flickr

 

26901147675_d9093f3e1f_o.jpgMonastelio de Santa Catalina by rodrigopaulo, no Flickr

 

26628517620_c6b312b7f5_o.jpgMonastelio de Santa Catalina by rodrigopaulo, no Flickr

 

Em seguida demos uma volta nas redondezas, conhecemos a Plaza San Francisco. Ao lado dela tem um local chamado Fundo Fierro que é onde você consegue comprar artesanatos por preços mais em conta que nos arredores da Plaza de Armas. Tem muitas artesanías disponíveis, de todos os preços e tamanhos #ficaadica ;)

 

26628559610_0e14a123bd_o.jpgIglesia de San Francisco by rodrigopaulo, no Flickr

 

Já estava no finzinho da tarde e então resolvemos fechar o pacote para os passesios. Já tínhamos entrado em algumas agências no meio do caminho e cotado os preços do que a gente queria, conversado com os vendedores e já sabíamos mais ou menos onde fecharíamos. Fomos na loja, e depois de muita negociação, conversa pra lá e pra cá acabamos fechando o passeio de 1 dia de carro pelo Colca Canyon por S./ 90, incluído o almoço. A única coisa que teria que pagar a mais é a taxa de entrada, que custa S./ 35.

 

Nós iríamos fazer o trekking de 2 dias no Colca Canyon, porém, minha namorada não quis arriscar ter que alugar uma mula, por causa dos problemas de joelho dela e desistiu. Além disso, no dia seguinte (12/02) estaríamos completando 5 meses de namoro e, pela primeira vez estávamos passando um aniversário de namoro juntos, já que namoramos à distância. Então, por conta disso, decidi fazer o passeio de carro, porque esse ela até topava. Além do mais, só teria 3 dias em Arequipa, dos quais 1 já tinha praticamente acabado. E eu gostei tanto da cidade, que queria ter mais 1 dia de sobra pra conhecê-la, ao invés de passar 2 dias no trekking. Não me arrependi, porque o tour foi sensacional! (contarei mais no próximo capítulo)

 

Lembra que eu disse que queria comprar a passagem pra Copacabana em alguma agência de turismo? Pois bem... negociamos com a vendedora as passagens também, e aproveitar pra fechar tudo num preço mais barato. Aliás, essa é uma dica que você deve colocar em prática sempre. Feche tudo que você quiser em uma mesma agência, porque assim você consegue barganhar preço.

 

Então, ela nos ofereceu uma passagem Arequipa/Copacabana, na empresa Transzela (nunca tinha ouvido falar) por S./ 110. Dissemos a ela que no terminal, nos ofereceram a passagem de Arequipa/Puno por S./ 30 na Civa (mesma empresa da Excluciva) e ela teimou com a gente que não, que a gente havia entendido errado e soltou uma frase que repetimos milhões de vezes na viagem pra xingar essa mulher do tanto que tivemos raiva: "Mas Transzela es mejor que Excluciva". Olheeeeee, ficamos com tanto ódio dessa mulher que apelidamos ela o resto da viagem de "Rapariga da Transzela" ::lol4::::grr::

 

Como esse trajeto de Arequipa a Copacabana envolvia cruzar a fronteira, coisa que estaríamos fazendo pela primeira vez, ficamos com medo de comprar uma passagem pra Puno e outra de la pra Copacabana. Achávamos que esse ônibus da Transzela iria direto para Copacabana (ingênuos... ::putz:: ). Mas o perrengue dessa empresa vai ficar para o próximo episódio.

 

Além disso, ela disse que se fechássemos com ela o Colca Canyon e o bus para Copacabana, ela nos daria de brinde um passeio naqueles ônibus turísticos, que em média, custava entre S./ 20 a S/. 30. Achamos que seria um bom negócio e fechamos tudo ali mesmo com ela. O passeio de Copacabana já pro dia seguinte e o bus turístico para o último dia em Arequipa.

 

Voltamos pro hostel, tomamos um banho e saímos para jantar. Já tínhamos um lugar certo para ir: Restaurante On The Top (valeu a dica, Rodrigovix! ::otemo:: ) que fica no topo de um prédio na Plaza de Armas, de onde você tem uma visão belíssima da plaza, da Catedral e de toda Arequipa. Sem contar que o ambiente é bem aconchegante, friozinho, eles te dão um poncho pra você se aquecer (tá certo que o poncho tava com um cheirinho meio estranho...). Aqui você paga mais pela vista que se tem do que pela comida em si, que não é lá grande coisa. Pegamos o mais barato que foi uma pizza de calabresa com duas inka colas (horrível, eca! :oops: ) por S./ 25 pra cada. Ficamos ali aproveitando o clima romântico e antecipando nossa comemoração de 5 meses de namoro ::love::

 

26901245135_fd53a5a053_o.jpgRestaurante on The Top by rodrigopaulo, no Flickr

 

OBS.: Finalmente vocês conheceram minha namorada! ::lol4::

 

26834014071_7425755d0c_o.jpgCatedral de Arequipa by rodrigopaulo, no Flickr

 

26296990113_d164968dff_o.jpgPlaza de Armas de Arequipa by rodrigopaulo, no Flickr

 

Voltamos para o hostel pra dormir, se é que se pode dizer que iríamos dormir, afinal, às 3h da madrugada a van estaria passando no hostel para nos levar para o passeio do Colca Canyon.

 

Gastos do Dia:

Táxi até o Centro - S./ 6,50

Almoço - S./ 19

Monastelio de Santa Catalina - S./ 40

Tour Colca Canyon - S./ 90

Passagem Arequipa Copacabana - S./ 110

Jantar - On The Top - S./ 25

Lavanderia - S./ 15

Total: S./ 305,50

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Uma aula de sociologia, tradição e história. Imersos no fantástico Valle del Colca.

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Estou adorando seu relato, Rodrigo! Estou super curiosa para ver como você fez o trajeto La Paz/Uyuni. Geralmente as pessoas começam por Santa Cruz e vão para Uyuni e eu irei de La Paz para lá.

 

Meu percurso está bem parecido com o seu, só tenho menos dias, infelizmente!

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Estou adorando seu relato, Rodrigo! Estou super curiosa para ver como você fez o trajeto La Paz/Uyuni. Geralmente as pessoas começam por Santa Cruz e vão para Uyuni e eu irei de La Paz para lá.

 

Meu percurso está bem parecido com o seu, só tenho menos dias, infelizmente!

 

Oi Camila, eu tava aqui lendo esse relato (muito bom por sinal!) e me deparei com a tua pergunta. Eu fiz esse trecho em 2011 e usei ônibus noturno, que saiu de Uyuni às 21h e chegou em La Paz 6 da manhã. Há várias opções de horários, é um trecho bem comum. Eu optei pelo noturno porque odeio viajar por muitas horas durante o dia.

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Ótimo capítulo! O monasterio parece ser um lugar lindo, com certeza vou incluir no meu roteiro!

 

Não deixe de ir. É muito lindo e passa uma paz muito grande. A todo tempo fica tocando aqueles cantos gregorianos e eu me senti bem ambientado mesmo. É dez ::otemo::

 

Estou adorando seu relato, Rodrigo! Estou super curiosa para ver como você fez o trajeto La Paz/Uyuni. Geralmente as pessoas começam por Santa Cruz e vão para Uyuni e eu irei de La Paz para lá.

 

Meu percurso está bem parecido com o seu, só tenho menos dias, infelizmente!

 

Exatamente isso que o João falou ali em cima, Camila. De fato o trajeto La Paz/Uyuni é muito movimentando, então tem várias empresas que fazem esse trajeto. Não se preocupe. Tem pra todos os orçamentos. É uma viagem longa e cansativa (muitos dizem) pois a estrada não é asfaltada. Mas eu achei tranquilo. Os ônibus saem às 21h e chegam, geralmente, em Uyuni às 7h do dia seguinte.

 

Abraços!

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Oi Camila, eu tava aqui lendo esse relato (muito bom por sinal!) e me deparei com a tua pergunta. Eu fiz esse trecho em 2011 e usei ônibus noturno, que saiu de Uyuni às 21h e chegou em La Paz 6 da manhã. Há várias opções de horários, é um trecho bem comum. Eu optei pelo noturno porque odeio viajar por muitas horas durante o dia.

 

Li algumas coisas sobre o ônibus noturno e como as estradas são muito ruins! Com certeza farei isso até por que não tenho tempo de ir a Oruro pegar o trem, por exemplo. Tô curiosa para saber sobre a experiência da viagem já que a sensação que tive lendo algumas coisas é que são 12 horas pulando sem parar no ônibus ::hahaha::

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