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Mochilão Bolívia, Peru e Chile em 35 dias

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[align=center][t3]Mochilão pela Bolívia - Peru - Chile[/t3]

[t1]Abril/10 a Mai/10[/t1][/align]

 

Sempre tive muita vontade de conhecer estes países, principalmente o Peru, Machu Picchu, claro, mas nunca pintava a oportunidade: por grana, tempo ou companhia. Em março/2009 decidi que iria, de qualquer jeito, em 2010. ::ahhhh::

A primeira coisa que precisamos buscar quando pensamos no destino de viagem é informação. ::otemo:: Quais as cidades que posso visitar? Quais lugares desta cidade que posso visitar? Qual melhor trajeto a fazer...etc. Sabia que queria ir para a Bolívia e Peru, mas não tinha muita ideia por onde ir, quais passeios fazer, etc.

Bom, tive muita ajuda aqui no fórum e decidi retribuir com o meu relato. Ele está um pouco atrasado, eu confesso, mas acredito que as informações não estejam defasadas e que possam auxiliar no planejamento de muitas viagens como alguns aqui me ajudaram.

 

[t3]Planejamento....1 ano antes[/t3]

 

A preparação começou um ano antes da viagem. Em setembro eu já tinha quase todo o roteiro esquematizado e a previsão de gastos.

Comecei montando meu roteiro baseado no roteiro do Renato, postado aqui no fórum. Uma planilha bem completa, com os dias que passou em cada lugar e quanto gastou. Gostei da ideia e fiz minha previsão de gastos por esse caminho.

 

Outro relato que me ajudou bastante foi o da samanthavas (http://www.mochileiros.com/mochilao-truta-bolivia-peru-e-chile-em-25-dias-t35851.html ) pelo detalhamento e riqueza de informações.

 

No início de outubro comprei a passagem de avião ida e volta de Floripa para Sta Cruz (Bolívia) e consegui uma companhia de viagem, um amigo da facul.

Eu, inicialmente, queria muito pegar o trem da morte na ida e voltar de avião, mas não era nada vantajoso. Além de gastar uns três dias a mais, indo de ônibus/trem e voltando de avião eu gastaria uns R$ 300 a mais (a passagem de avião só de volta estava mais cara que ida e volta). Já se eu fosse e voltasse de ônibus/trem, eu gastaria uns cinco dias a mais e sairia só uns R$ 400 a menos do que ir e voltar de avião. Bom, optei pelo ida e volta de avião. Daí foi começar a me preparar para a viagem propriamente dita.

 

O roteiro inicial ficou assim:

Bolívia – Sta Cruz de la Sierra: 1 dia

Bolívia – La Paz: 5 dias

Bolívia – Copacabana: 2 dias (incluindo Ilha do Sol)

Peru – Puno : 3 dias (incluindo Ilha Amantani e Ilha Taquille)

Peru – Cuzco: 4 dias (incluindo ida e volta de Machu Picchu)

Peru – Machu Picchu – Águas Calientes: 3 dias (trilha)

Peru – Nazca: 3 dias

Peru – Arequipa: 3 dias (incluindo visita ao Cânion Del Colca de 2 dias)

Peru – Tacna e Arica e Calama (Chile): 1 dia

Chile – San Pedro de Atacama: 4 dias

Bolívia – Deserto de Atacama: 2 dias

Bolívia – Uyuni: 1 dia

Bolívia – Potosi: 1 dia

Bolívia – Sta Cruz de la Sierra: 1 dia

Mais 1 dia Brasil/Bolívia – Bolívia/Brasil

Total = 35 dias de viagem

 

Claro que este roteiro sofreu alterações durante a viagem, principalmente em função do imprevisto do primeiro dia: fui roubada no terminal de Sta Cruz. Levaram minha bolsa de mão com os cartões, câmera, inclusive passaporte e isso matou uns 3 dias de viagem, no mínimo, porque tive que fazer um novo passaporte para continuar a viagem.

Até tinha achado melhor colocar esta parte da viagem em roubadas ou coisa do gênero, mas como faz parte da viagem, resolvi deixar aqui. Até como um alerta! ::cool:::'>

Há, e para mostrar o que não se deve fazer também né!? ::lol4:: Porquê no final das contas, o roubo foi por puro, completo e total descuido meu. Tanto que depois daquilo, não tivemos mais nenhum problema com este tipo de coisa.

Bom, voltando aos preparativos, está foi a planilha que usei como roteiro e para previsão de gastos: Mochilar_ROTEIRO_Bolivia_Peru_Chile_2010.xls

 

Gastos previstos: R$ 3.300,00 (superfaturei em comida e em alguns passeios. Como pechinchamos bastante, muitos valores foram reduzidos)

 

Gastos reais: R$ 2.486,96 (tirando as compras como roupas, artesanatos e lembrancinhas e incluindo os gastos com passaporte novo U$ 160.00)

A maioria dos gastos com táxi, hotel, etc, foram dividimos por duas pessoas. Montamos uma planilha com todos os gastos, incluindo os que foram divididos: Mochilao_Gastos_Viagem.xls

 

Gastos e reservas antecipadas:

Passagens de avião ida e volta de Florianópolis para Sta Cruz (BO) = R$ 684,82

Reserva da trilha Salkantay = depositamos o valor de 50%, mas o depósito não foi sacado e tivemos que pagar tudo com o dinheiro da viagem. Então R$ 0,00

 

[t3]O que levar?[/t3]

Comprei alguns itens que achava importante levar, mas que não serviriam apenas para esta viagem, é claro. Comprei botas de caminhada impermeáveis da Snake, mochila pequena para o dia a dia e doleira. Quanto a mochila grande, eu usei uma que já tinha, de 48 litros da Trilhas e Rumos, mas deveria ser maior. No final da viagem já estava pendurando as coisas do lado de fora da mochila ou alugando espaço na mochila do Lucas. O ideal para uma viagem dessas é uma mochila de 60 litros.

Comprei também um saco de dormir, muito útil nas viagens de ônibus e hotéis que não tem muita roupa de cama ou ela é nojenta. Há, e nos acampamentos nem se fala como é útil, claro.

A lista de itens que levei com uma observação dos que usei: Mochilao_LISTA_do_que_Levar.xls

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[t3]21º dia – 10.05.2010 – Cusco (Peru)[/t3]

 

Esse dia foi só para passear por Cuzco, aproveitar para ver uns artesanatos, transferir as fotos para o pendrive, etc.

Nossos VTM's chegaram finalmente, então já tínhamos dinheiro disponível...ufa, que alívio!!!!! ::mmm:::mmm:

Quando fomos descarregar as fotos, descobrimos que tinha um vírus no pendrive que contaminava o computador, assim que instalado...que nóia. O Lucas, com toda a sua filosofia nerd (muito útil nessas horas), disse que só conseguiríamos descontaminar o pendrive usando o Linux e eu, desesperada para não perder as fotos, concordei. Agora diz: será que achamos um único computador em Cuzco com Linux? Claro que não!!!! ::prestessao:: Nem em loja que vendia. Descolamos em uma dessas lojas um CD para bootar direto a máquina, mas uma versão do arco-da-velha, que deixava a imagem toda desconfigurada, cheia de linhas. O carinha do cyber veio umas duas vezes perguntar se estava tudo bem.....tadinho. Bom, resumindo: tiramos o maldito arquivo do pen e transferimos as fotos.

Chegando ao hostel, conseguimos comprar com eles mesmo as passagens para Nazca, ainda para aquela noite às 20:20.

Chegando ao terminal, descobrimos que o ônibus primeiro iria à Arequipa e depois que iria para Nazca. Bom, aparentemente não tem como ir direito à Nazca.

Como nosso próximo ponto do roteiro era Arequipa e já estávamos atrasados, confabulando durante o trajeto, decidimos deixar Nazca para uma próxima e ficamos em Arequipa mesmo.

 

Gastos do Dia:

Hostel: 15 soles

Café da manhã (salada de frutas, café com leite e sanduíche de omelete): 7 soles

Cyber (Internet): 2,5 soles

Almoço (Sopa de quinua, limonada,bisteca com fritas e sobremesa): 10 soles

CD Ubuntu: 5 soles

Cyber (fotos): 1 sol

Passagens Nazca: 95 soles

Táxi até terminal: 3 soles

Lanche terminal: 3,5 soles

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[t3]22º dia – 11.05.2010 – Arequipa (Peru)[/t3]

 

Chegamos em Arequipa às 5:45 e resolvemos ficar por lá mesmo, deixando Nazca para trás. Tomamos o café da manhã no terminal mesmo para matar tempo.

Pegamos um táxi para o centro e fomos dar uma olhada no hotel.

Já tinha uma indicação muito boa de hotel pelo guia que usamos: Baviera Hostal (Palacio Viejo, 319-D – http://www.bavierahostal.com – 51 054 282923). Foi um “negócio da china”: banheiro privativo, melhor chuveiro da viagem, TV à cabo, internet e um terraço maravilhoso com vista para os vulcões, um espetáculo, a 20 soles cada. Mas claro, após muito negociação! :D:D

Já fechamos no hotel mesmo, a 70 soles cada, o passeio ao Cânion Del Colca de 2 dias, com uma noite em hotel (banho privativo e café da manhã), mas sem o boleto de entrada do parque (35 soles).

Deixamos as mochilas no quarto e fomos curtir um solzinho no terraço para fechar os próximos dias de viagem. Depois fomos dar uma volta para reconhecimento do território e almoço.

Minha impressão de Arequipa: uma cidade muitíssimo agradável! ::otemo:: Os restaurantes são bons, comida farta e não muito caros, o clima é gostoso e ficar apenas de bobeira na praça central ou batendo pernas pelas ruazinhas do centro já é um programa pra lá de bom. ::cool:::'> ::cool:::'>

Arequipa também é conhecida por “Cidade Branca” e não é por menos, na parte mais histórica (central) a grande maioria das construções são feitas com um material bege claro, uma pedra vulcânica chamada sillar.

Tem um centro de informações ao redor da Plaza de Armas, bem em frente a catedral. Lá dá para descolar dicas e pegar um mapa do centro para desvendá-lo com as próprias pernas. Muito mais econômico e, na minha opinião, prazeroso.

Almoçamos em um restaurante com terraço que fica em uma passagem atrás da catedral. Existem muitos restaurantes por ali.

A pedida foi o menu do dia: uma salada com abacate de entrada, espaguete com molho de tomates e uma taça de vinho. A surpresa maior foi o espaguete, pois, no cardápio, bem pequenininho, estava assim: “spice tomatos sauce”. Adivinha a surpresa: quase não dava para sentir o gosto de tanta pimenta!!! ::dãã2::ãã2::'> Mas eu fui forte, comi tudinho, até o último pedacinho de tomate. No fundo, estava uma delícia!!!! hehehe....

O Lucas não aguentou e pediu outro prato. Olha, depois dessa experiência a minha tolerância e até gosto por pimenta na comida mudou drasticamente....kkkk. ::lol4::::lol4::

Passamos depois no mercado para comprar umas coisinhas para o passeio do dia seguinte e algumas curiosidades e voltamos para o hostel para descansar um pouco. Descobrimos finalmente o que era o Maiz Morado (milho roxo – inacreditável porque eles tomam muito suco disso).

A noite jantamos no restaurante Manolo, na Calle Mercaderes. Muito bom o restaurante! Porções gigantes e comida bem saborosa. ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Gastos do dia:

Café no terminal (café americano: torradas, ovos, café com leite e suco): s/ 7

Banheiro: s/ 0,5

Táxi terminal até Plaza de Armas: s/ 4

Hotel: s/ 20

Passeio Cânion Del Colca: s/ 70

Almoço (menu do dia) + sobremesa: s/ 23

Compras mercado (água, granadilha, suco Maiz Morado e papel higiênico): s/ 7,32

Lanche da noite (sanduíche de lombo com queijo, cappucino e torta de limão): s/ 25,50

 

20110228221756.JPG20110228221808.JPG20110228221820.JPG

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[t3]23º dia – 12.05.2010 – Arequipa – Passeio Cânion Del Colca (2 dias)[/t3]

 

Tomamos café da manhã no hotel mesmo (7 soles) e deixamos a roupa para lavar com eles, pois buscaríamos na volta.

O ônibus vai passando nos hotéis para buscar o pessoal e, como o trajeto é longo até Chivay, o almoço é no caminho mesmo. O guia orientou que mascássemos folhas de coca porque subiríamos bastante e isso ia amenizar o mal estar.

Aconselho já comprar antes, porque no lugar que eles param é cobrado o olho da cara por um saquinho minúsculo.

No caminho, paramos ainda para ver vicunhas, alpacas, lhamas e os vulcões Ampato e Sabancaya. Chegamos em Chivay umas 2:15 e o passeio para La Calera (parque com Águas Termais) sairia às 16h.

Deixamos as coisas no hotel e fomos dar um passeio pela cidade e fazer câmbio no banco antes do passeio. A cidade não é muito grande e, na minha opinião, bem empoeirada.

Uma coisa que achei curiosa foi a quantidade de cactus em cima dos muros. Deve ser algum tipo de sistema antifurto deles....hehe. :D:D:D

O passeio à La Calera não chega a ser uma coisa fantástica, imperdível, mas como não se tem muita coisa para fazer na cidade, vale aproveitar. No entanto, as entradas não estão incluídas.

Bom, embora tenha ido até lá, não tivemos coragem de entrar na água. Um: estava muito, muito frio e a água não era assim, escaldante. Dois: a água nos locais internos (fechados) estava no mínimo nojenta!. Resumindo, visitamos o museo (que não é nada grande), fomos nas ruínas (umas terraças que tem próximo ao local) e ficamos de papo, tomando um café.

O jantar também não estava incluído no passeio, mas vale à pena seguir o grupo. No restaurante que te levam, eles fazem apresentações típicas com muita música, bem legal. Também não dá para ficar entocado no quarto né!!!! Ainda mais com o frio que fazia.

Eu até tentei tomar banho, mas foi um suplício porque a água não esquentava nem com reza braba. ::Cold::::Cold::::Cold::

 

Gastos do dia:

Folhas de coca: s/ 1

Almoço (buffet livre, sobremesa e chá): s/ 20

Entrada La Calera: s/ 10

Café e pringles no La Calera: s/ 11

Jantar com dança típica (menu turístico: creme de milho, espaguete e sobremesa): s/ 20

Refrigerante: s/ 1,5

Entrada parque Cânion Del Colca: s/ 35

 

20110228224118.JPG20110228224131.JPG

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[t3]24º dia – 13.05.2010 – Chivay - Visita ao Cânion Del Colca[/t3]

 

Acordamos às 5 da manhã, tomamos o café no hotel (eles servem bem cedo mesmo porque já está contratado no pacote) e o bus veio nos buscar às 6:15 mais ou menos.

O caminho até o Cânion é bem bonito e fazemos algumas paradas para fotos. Como na volta geralmente se está morto e vem dormindo, aconselho ficar no lado direito do bus já pela manhã porque a vista é linda. ::otemo::::otemo::

O passeio ao Cânion e mirante não é muito longo, dura apenas o período da manhã, mas é muito bonito. Diferente de algumas pessoas que vão e ficam frustradas porque não viram um condor, eu vi muitos, e deu até para filmar um planando, bem legal. ::cool:::'>

Podem dizer o que quiserem, mas pra mim são basicamente urubus gigantes. ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

O almoço é em Chivay, num restaurante muito, muito bom. ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

A volta à Arequipa é lá pelas 13h e dura 1 hora e quarenta mais ou menos. Pergunta se eu dormi!? ::hãã2:: Só acordei porque o menino do casal de brasileiros que estava também no grupo (eram de Fortaleza) passou mal por causa da altitude.

Ao chegar em Arequipa ainda deu tempo de ir ao Museu Santuários Andinos (indicação do casal de Fortaleza) para ver a Juanita.

A Juanita é uma múmia de uma menina inca dada em sacrifício pelos Incas a 550 anos ao vulcão Ampato e encontrada por um grupo que fazia uma expediçaõ ao vulcão em 1995. Como estava congelada, a múmia estava muito bem preservada.

Uma visita dura cerca de 1 hora e é imperdível. ::otemo::::otemo:: Eles passam um vídeo de uns 40 minutos no início, depois visita-se o museu e, por último, a Juanita (que fica em uma câmara refrigerada). Confesso que a visão é meio sinistra, mas surpreendente.

Depois do passeio voltamos ao hotel para um bom banho, pegamos as roupas que deixamos para lavanderia e fomos jantar.

Descolamos uma pizzaria bem legal que fica no lado direito da Catedral (Plaza de Armas), a conhecida boa e barata. ::cool:::'> ::cool:::'> Não lembro do nome infelizmente.

Pedimos uma pizza média e meia jarra de vinho da casa.

Voltando da pizzaria não resistimos e fomos em um café muito chique que ficava na esquina da rua do nosso hotel (Calle La Marced). Não é barato, mas vale uma visita, bem gostoso. :D:D:D

 

Gastos do dia:

Gorjeta para fotos com menina com trajes andinos, com uma águia e lhama bebê: s/ 4

Banheiro: s/ 0,5

Almoço em Chivay (buffet livre): s/ 20

Refrigerante no almoço: s/ 2

Entrada museu: s/ 15

Jantar (pizza com vinho – tudo 31,50) pra mim: s/ 15,75

Café (especial com creme e fatia de cheesecake) : s/ 16

 

 

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[t3]25º dia – 14.05.2010 – Arequipa – Tacna[/t3]

 

Esse dia seria cansativo!!! ::mmm: Acordamos às 6h, acertamos o hotel, pegamos um táxi para o terminal (o próprio hotel chama), compramos os boletos, coisinhas para o café e embarcamos.

O ônibus partiu com destino à Tacna às 07:45. Já tínhamos reservado as passagens pelo hotel, então chegando ao terminal foi fácil, só acertar e pegar a passagem.

No trajeto de Arequipa para Tacna passamos por um posto de fiscalização para que ninguém leve frutas para Tacna (por causa do bicho da fruta). Ainda bem que tinha devorado todas as granadilhas no dia anterior.... ::mmm:::mmm:::mmm:

O caminho é muito árido, quase desolador, mas não deixa de ter o seu charme: vale à pena apreciar o trajeto.

Chegando no terminal de Tacna, às 14:15, fomos negociar o trajeto até Arica. Este trajeto é meio tabelado, pois é feito por táxis, então fica um pouco difícil negociar ou encontrar alguém que faça por menos. Pelo menos dentro do terminal.

Antes de saber disso, negociamos com o cara da agência e ele disse que faria por 16 soles. Daí beleza, deixamos nossas mochilas ali, fomos almoçar e trocamos o dinheiro para dar certinho o valor que precisaríamos em pesos.

O negócio é que, chegando para buscar as mochilas e seguir viagem, o papo foi outro. O cara que negociou com a gente não estava mais ali e eles disseram que o valor é tabelado em 18 soles e mais os boletos de uso do terminal. Tudo daria 38 soles. Achei um absurdo, mas estávamos com pressa e sairia um táxi naquela hora mesmo.

No final das contas, pagamos os boletos e completamos o valor com os pesos que já tínhamos comprado (1.000 pesos valiam 5 soles).

O trajeto não dura muito tempo e o taxista mesmo orienta sobre os procedimentos da fronteira. Tudo muito tranquilo, mas confesso que deu um medinho dele sumir..... ::hãã2::

Chegamos em Arica às 16:30, adiantando 1 hora, às 17:30. O taxista já nos deixa no terminal mesmo.

O ponto alto aqui foi ver o oceano depois dos inúmeros quilômetros de deserto.

Bom, como já tínhamos decidido ir direto para Calama, mais uma pechinchada aqui e outra ali, compramos as passagens com a empresa Ramos Cholele. Era 7.000 pesos, mas ela fez por 6.000 em ônibus semi-cama e sairia às 22:30.

Como ainda tínhamos algum tempo e eu estava loucaaaa para molhar os pezinhos no pacífico, deixamos as mochilas no guarda-volumes do terminal (um rouboooo!!!!!! ::grr:: ) e fomos caminhando até a praia. Dá uns 3 quarteirões e dá para ir tranquilo, mas quando ainda está de dia, pois parece um pouco sinistro.

A água estava gelada que é o cão, tinha um montão de pedras, mas não dava para perder a oportunidade. Até cortei o pé, mas não me arrependo nem um pouquinho, pois foi incrível!!!! ::otemo::::otemo::::otemo::::love::::love:: Momento: nunca vi o mar!!!! Bom, pelo menos o pacífico nunca mesmo....hehehe ::love::::love::

Voltando para o terminal, não encontramos nadinha aberto pelo caminho para jantar, então o jeito foi comer alguma coisa no terminal mesmo né, e esperar.....esperar....e esperar!!!!! ::dãã2::ãã2::'>

Perto do horário do bus sair, vai dando uma agonia, pois a cada ônibus que sai, eles vistoriam toda a bagagem, você deixa lá e eles que colocam no ônibus....e o medo!???? Sério: quando o carinha pediu para eu abrir a mochila e tirar as coisas, eu entrei em pânico....ele não tinha a mínima noção do que eu passei para conseguir fechá-la, como ele me pede uma coisa daquelas!? ::dãã2::ãã2::'> Quando eu abri e comecei a tirar, ele viu que o buraco era bemmmm mais embaixo e desistiu.....sorte a minha!!!! ::hãã2::

Depois foi só ficar acompanhando a mochila com o olhar como se fosse um radar para ver se ele colocava no ônibus certo. ::hãã::

Outra coisa que achei muito curiosa: o papel higiênico no chile deve ser carérrimo, porque o que tinha de gente carregando sacos e mais sacos...parecia até contrabando de papel higiênico! ::lol4::::lol4::::lol4::

Depois daquela muvuca toda, claro que atrasamos né. A saída foi às 22:55.

 

Gastos do dia:

Hotel Arequipa: s/ 20

Táxi hotel até terminal: s/ 6

Lanche: s/ 7,20

Passagens para Tacna: s/ 25

Boleto terminal Arequipa: s/ 1,5

Almoço em Tacna: s/ 13

Táxi para Arica: s/ 18

Boleto terminal Tacna: s/ 1

Passagens de Arica para Calama: 6.000 pesos chilenos

Guarda-volumes terminal Arica: 1.000 pesos

Lanche no terminal (jantar: misto quente e café): 1.350 pesos

Banheiro no terminal: 200 centavos

 

20110228230321.JPG20110228230340.JPG

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Está ficando show o teu relato!!!

Daqui um mês e meio eu e minha esposa vamos partir para uma aventura parecida, programada para 37 dias!

Espero não passar pelo sufoco q vc passou com o roubo do seu passaporte!!

Suas dicas estão ajudando bastante!

Parabéns!

Abs.

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Ale...estou gostando bastante do relato....vou para Peru-Bolívia-Chile agora dia 09/03.....já estou aproveitando para pegar mais infomações....

 

Espero a continuação...

 

Bjos

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[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110228101616.JPG 500 375.560538117 Legenda da Foto]Av 9 de Julio [/picturethis]

 

Essa é a Avenida Mariscal Santa Cruz.

 

Ale,

 

Muito bom seu relato. ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Quanto ao roubo, não devemos dar mole, nem entregar documentos ou deixar bagagens de bobeira nos locais mais movimentados.

 

Meu genro teve seu RG roubado em nossa viagem de final de ano e em La Paz, não teve essa burocracia toda e também não foi cobrado nada nem pelo BO (24 horas - Polícia Turística) nem pela Autorização de Retorno ao Brasil, emitido pelo Consulado em La Paz, até a foto foi feita no local (digitalizada, igual a de passaporte aqui no Brasil), o passaporte realmente é o dobro do cobrado no país.

 

Quanto ao despacho de bagagens, na Bolívia, deve ser feito nos guiches das empresas, no próprio local onde você compra as passagens, aí eles te dão sim um comprovante - uma cartolina com um número de fabricação artesanal - um fica com você e outro na bagagem, sempre que viajo pela Bolívia, recebo esse "cartão"

 

Mais é como sempre digo, é viajando e passando perrengue que se aprende.

 

Maria Emilia

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[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110228101616.JPG 500 375.560538117 Legenda da Foto]Av 9 de Julio [/picturethis]

 

Essa é a Avenida Mariscal Santa Cruz.

 

Ale,

 

Muito bom seu relato. ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Quanto ao roubo, não devemos dar mole, nem entregar documentos ou deixar bagagens de bobeira nos locais mais movimentados.

 

Meu genro teve seu RG roubado em nossa viagem de final de ano e em La Paz, não teve essa burocracia toda e também não foi cobrado nada nem pelo BO (24 horas - Polícia Turística) nem pela Autorização de Retorno ao Brasil, emitido pelo Consulado em La Paz, até a foto foi feita no local (digitalizada, igual a de passaporte aqui no Brasil), o passaporte realmente é o dobro do cobrado no país.

 

Quanto ao despacho de bagagens, na Bolívia, deve ser feito nos guiches das empresas, no próprio local onde você compra as passagens, aí eles te dão sim um comprovante - uma cartolina com um número de fabricação artesanal - um fica com você e outro na bagagem, sempre que viajo pela Bolívia, recebo esse "cartão"

 

Mais é como sempre digo, é viajando e passando perrengue que se aprende.

 

Maria Emilia

 

 

Oi Marília,

 

Certíssima! Obrigada pela correção. Não verdade, era para ter colocado Av. 16 de Julio e não 9 de Julio. Esse é o nome dela em um trecho, depois ela vira Av Mariscal Santa Cruz. Já coloquei o nome certo lá.

 

Quanto a documentação, o consulado de Santa Cruz exigiu que fosse o boletim de ocorrência da interpol (o que foi cobrado). O da polícia, que fiz antes, não foi cobrado mesmo. E quanto a foto, o consulado de Santa Cruz ainda não é equipado para fazer com a foto tirada direto, eles digitalizam a foto que levamos.

 

Quanto as bagagens, também fiz como você disse, mas não são todas as empresas que despacham e nem em todas as cidades. Cidades mais turísticas e com mais infra como La Paz, é assim, mas nas cidades menores como Uyuni, não dá para confiar muito, por isso generalizei no cuidado.

 

Obrigada pelas dicas, serão muito úteis para complementar o relato e auxiliar outros mochileiros!

 

Abraços

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