Brasil, Bolívia e Chile lançam a estrada que liga Atlântico e Pacífico
LA PAZ (AFP) — Os presidentes do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, e do Chile, Michelle Bachelet, vão se reunir neste domingo em La Paz com o colega Evo Morales para o lançamento do projeto de estrada bioceânica que, passando pela Bolívia, ligará os portos de Santos, no Atlântico, a Arica no Pacífico.
Os presidentes selarão na casa de Governo em La Paz um acordo para a construção da estrada, de 4.700 km de extensão, que permitirá ao Brasil o acesso ao Pacífico (com os olhos voltados para o mercado asiático); ao Chile, chegar ao Atlântico e, à Bolívia, o acesso aos dois oceanos.
Os governantes analisarão os prazos para inaugurar as obras e os aportes financeiros que cada país deve destinar a esta iniciativa, além de aprovar um calendário de trabalho específico do corredor bioceânico.
A obra será fundamental para os três países já que, com ela, o Brasil diminuirá o tempo de transporte de seus produtos para os portos do Pacífico; no caso da Bolívia, o país vai se beneficiar com a infra-estrutura pela qual movimentará cerca de 70% de suas exportações. Já o Chile, poderá se conectar com o Atlântico, explicou a presidente da Administradora Boliviana de Estradas, Patricia Ballivián.
A Bolívia possui uma excepcional posição geopolítica que, segundo analistas econômicos, confere ao país um papel importante na integração econômica regional, servindo de ponte neste primeiro corredor bioceânico.
Segundo os exportadores bolivianos, este corredor permitirá que os produtores brasileiros tenham acesso por esta via aos mercados da Ásia e, em contrapartida, as companhias asiáticas cheguem a um mercado de 180 milhões de pessoas.
O corredor bioceânico, que será lançado oficialmente no domingo por Lula, Morales e Bachelet, tem previsto operar plenamente no final de 2008, segundo fontes da Chancelaria boliviana.
O presidente boliviano organizará também uma reunião bilateral com Bachelet na qual não se descarta uma avaliação da agenda de 13 pontos que levam adiante, entre as quais está a centenária demanda boliviana de uma saída soberana para o oceano Pacífico que perdeu em uma guerra no final do século XIX.
Com o presidente brasileiro também será realizada uma reunião bilateral, fundamentalmente sobre temas energéticos.
Brasil, Bolívia e Chile lançam a estrada que liga Atlântico e Pacífico
LA PAZ (AFP) — Os presidentes do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, e do Chile, Michelle Bachelet, vão se reunir neste domingo em La Paz com o colega Evo Morales para o lançamento do projeto de estrada bioceânica que, passando pela Bolívia, ligará os portos de Santos, no Atlântico, a Arica no Pacífico.
Os presidentes selarão na casa de Governo em La Paz um acordo para a construção da estrada, de 4.700 km de extensão, que permitirá ao Brasil o acesso ao Pacífico (com os olhos voltados para o mercado asiático); ao Chile, chegar ao Atlântico e, à Bolívia, o acesso aos dois oceanos.
Os governantes analisarão os prazos para inaugurar as obras e os aportes financeiros que cada país deve destinar a esta iniciativa, além de aprovar um calendário de trabalho específico do corredor bioceânico.
A obra será fundamental para os três países já que, com ela, o Brasil diminuirá o tempo de transporte de seus produtos para os portos do Pacífico; no caso da Bolívia, o país vai se beneficiar com a infra-estrutura pela qual movimentará cerca de 70% de suas exportações. Já o Chile, poderá se conectar com o Atlântico, explicou a presidente da Administradora Boliviana de Estradas, Patricia Ballivián.
A Bolívia possui uma excepcional posição geopolítica que, segundo analistas econômicos, confere ao país um papel importante na integração econômica regional, servindo de ponte neste primeiro corredor bioceânico.
Segundo os exportadores bolivianos, este corredor permitirá que os produtores brasileiros tenham acesso por esta via aos mercados da Ásia e, em contrapartida, as companhias asiáticas cheguem a um mercado de 180 milhões de pessoas.
O corredor bioceânico, que será lançado oficialmente no domingo por Lula, Morales e Bachelet, tem previsto operar plenamente no final de 2008, segundo fontes da Chancelaria boliviana.
O presidente boliviano organizará também uma reunião bilateral com Bachelet na qual não se descarta uma avaliação da agenda de 13 pontos que levam adiante, entre as quais está a centenária demanda boliviana de uma saída soberana para o oceano Pacífico que perdeu em uma guerra no final do século XIX.
Com o presidente brasileiro também será realizada uma reunião bilateral, fundamentalmente sobre temas energéticos.