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De Araucária a Argentina, Bolívia e Peru voltando pelo Acre 2024/25

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1º dia - 21/12/24 - Araucária a Maringá a Bernardo de Irigoyen – 890 km.

Primeiros quilômetros de uma longa travessia

Toda grande viagem tem um instante quase silencioso em que ela realmente começa. Não é quando os mapas são planejados nem quando as malas ficam prontas. É naquele momento em que a porta de casa se fecha ainda de madrugada e a estrada escura aparece diante dos faróis. Foi exatamente assim que começou mais uma aventura rumo ao Peru e à Bolívia.

Meu primeiro companheiro de viagem, o Gerson, veio dormir na minha casa na véspera. Acordamos cedo, tomamos um café rápido e às 5h15 já estávamos na estrada. Seguimos pela estrada de Araucária a Campo Largo e depois pegamos a BR-277. Em São Luiz do Purunã entramos na BR-376, avançando rumo a Maringá enquanto o dia lentamente clareava o céu do Paraná.

Em Maringá encontramos os outros integrantes da expedição: Jocaz e Cíntia. Bagagens acomodadas, carro carregado e tripulação finalmente reunida, seguimos em direção a Dionísio Cerqueira/Barracão para cruzar a fronteira argentina e entrar em Bernardo de Irigoyen.

Aquela velha sensação de deixar o Brasil sempre me agrada. A mudança das placas, do idioma, dos postos de combustível e até do jeito das cidades traz a impressão de que a viagem ganha uma nova atmosfera quase imediatamente.

Em Bernardo de Irigoyen fizemos câmbio de reais para pesos argentinos, cotados a 190 pesos por real. Depois seguimos para o Hotel Don Geraldo que, assim como da última vez em que estive ali, estava praticamente vazio. Pegamos um quarto e saímos para comer umas empanadas antes de voltar para descansar.

Pagamos 10 mil pesos por pessoa em um quarto quádruplo, algo em torno de 53 reais, um começo bastante econômico para uma viagem que ainda prometia milhares de quilômetros pela frente.

A Duster também começou a expedição se comportando muito bem. O consumo no etanol me surpreendeu: fez 9 km/l quando viajávamos apenas eu e o Gerson e caiu muito pouco depois que os quatro ocupantes e toda a bagagem embarcaram, ficando em 8,7 km/l. Um bom sinal para quem ainda tinha pela frente desertos, montanhas e altiplanos inteiros para atravessar.

Editado por Marcelo Manente

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Em 20/02/2025 em 08:22, philiperazia disse:

Bom dia, amigo. Estive olhando esta viagem que está fazendo no momento. Vi que vc pretende sair da Bolívia em direção ao Acre. Eu vou precisar viajar de Santa Cruz de la Sierra a Rio Branco em breve. Estive estudando ir por Trinidad até Guajará-Mirim (Rondônia). Gostaria de informações sobre a estrada e estrutura (combustível, pouso). Se for alguma coisa muito difícil eu vou ter que voltar pelo Mato Grosso. Vi que a estrada de terra parece ter 570km até entrar no Brasil. Se vc puder compartilhar algo, agradeço. Vou te deixar uma mensagem privada com email e telefone. Obrigado!

Phelipe, vc se enganou. Eu já sai pelo Acre mas foi pelo Peru. Pela rodovia Transoceanica.

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7º dia – 27/12/24 – Uyuni a La Paz – 540 km

Gasolina, caos e descidas impossíveis em La Paz

O dia começou cedo mais uma vez. Levantamos, encaramos o café da manhã no segundo andar — que continuava parecendo uma expedição alpina por causa da altitude — e depois fui buscar a Duster na garagem antes de retornar ao hotel para embarcar o restante da tripulação.

Foi nesse trecho que cometi um dos maiores erros da viagem.

Achei que conseguiria abastecer tranquilamente pelo caminho ou em Oruro e, por isso, decidi não encher o tanque em Uyuni. Fiz as contas mentalmente considerando o combustível restante mais o galão de 20 litros e concluí, de forma bastante otimista, que chegaria até La Paz sem dificuldades.

Obviamente estava errado.

Seguimos viagem e já próximo de Challapata precisei usar o galão reserva. Diante disso tentei abastecer em Oruro, mas os postos tinham filas gigantescas, algumas de quase duas horas, e ainda sem garantia de que venderiam gasolina para estrangeiros. Em um posto disseram que não abasteciam. No outro também.

Seguimos em frente já começando a nos preocupar de verdade.

Entramos então em Patacamaya tentando resolver a situação. Só que lá praticamente não encontramos postos funcionando normalmente. O que havia eram pessoas vendendo gasolina em garrafas e galões na beira da rua.

Acabei comprando apenas 10 litros — outro erro. Deveria ter comprado muito mais de uma vez, porque o problema continuou nos perseguindo até La Paz.

No meio disso tudo ainda começaram os problemas com minha internet da Claro. O sinal aparecia por dois ou três minutos após reiniciar o celular e depois desaparecia novamente. Justamente no dia em que tínhamos reservado um excelente apartamento pelo AirBNB em La Paz.

A dona do apartamento acabou me passando o endereço por mensagem, mas de forma meio confusa. Resultado: fomos parar direto em El Alto, cidade vizinha situada a cerca de 4 mil metros de altitude, enquanto La Paz fica encaixada centenas de metros abaixo dentro de um gigantesco vale.

Quando finalmente conseguimos jogar o endereço correto no GPS já havíamos rodado bastante. E o navegador resolveu nos mandar por ruas fechadas, desvios improvisados e até áreas com desmoronamentos onde tivemos literalmente que passar por cima de terra e entulho para conseguir chegar à parte baixa da cidade.

Nessa altura meus preciosos 10 litros estavam acabando rapidamente.

Foi aí que precisei pedir ajuda a um boliviano. Encontrei um homem parado na fila de um posto e expliquei a situação. Felizmente ele topou encher meu galão para mim. Quando voltou com a gasolina senti um alívio gigantesco. Ufa...

Finalmente chegamos ao apartamento.

Mas ainda faltava enfrentar o estacionamento.

E PELAMORDEDEUS...

O prédio possuía uma garagem subterrânea com vários andares descendo em espiral, cheia de curvas absurdamente apertadas. Em diversos momentos passei a um ou dois centímetros da parede. Foi uma das manobras mais tensas da viagem inteira. Se o carro não estivesse com o ar-condicionado ligado eu teria saído completamente encharcado de suor.

Depois de estacionar veio finalmente a recompensa do dia.

O apartamento era simplesmente excelente pelo valor pago. Cada um gastou cerca de 27 reais e em troca tínhamos duas suítes — uma delas com banheira —, sala enorme, cozinha completa, lavanderia com máquina de lavar e ainda uma vista espetacular de La Paz iluminada.

Depois de um dia inteiro de tensão aquilo parecia luxo cinco estrelas.

Pedimos então um combo gigante de frango para quatro pessoas. A comida era tanta que ainda sobrou bastante.

Mais tarde o Jocaz e a Cíntia, que já andavam cada vez mais próximos dali em diante, resolveram sair para passear pela noite paceña.

Eu e o Gerson, depois de tantos perrengues, fizemos a escolha mais sensata possível: fomos dormir imediatamente.

Editado por Marcelo Manente

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15 horas atrás, D FABIANO disse:

@Marcelo Manente O que tem brasileiro abastecer no paiseco?Não pode?

A Bolívia está com problemas para conseguir dólares e por isso está com dificuldade de comprar combustível. Estão com muita falta e com filas quilométricas por lá. Como o combustível é subsidiado para os nativos e mais caro para os extrangeiros, além disso é difícil achar posto que tenha sistema atualizado para vender pelo preço diferente. Fora a má vontade de ajudar os extrangeiros. Os postos estão sendo até vigiados para não vender para extrangeiro sem autorização. Eu não sabia disso e não consegui essa autorização na fronteira.

Esta semana tivemos informações de que pararam de vender para extrangeiro totalmente. Tem brasileiros e extrangeiros que estão por lá e estão com dificuldades de voltar para o BR ou seguir viagem. 

Editado por Marcelo Manente

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Como sempre digo,pobreza é aquilo. Para mim,nunca mais, não quero morrer.Ainda bem que não acho nada com você e voltou bem para contar essa história,que penso merecer um tópico para certas pessoas pararem de pensar em ir nesse lugar maldito. 

  • 3 semanas depois...
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Em 03/03/2025 em 20:11, D FABIANO disse:

Como sempre digo,pobreza é aquilo. Para mim,nunca mais, não quero morrer.Ainda bem que não acho nada com você e voltou bem para contar essa história,que penso merecer um tópico para certas pessoas pararem de pensar em ir nesse lugar maldito. 

Não concordo com "lugar maldito", mas acho que você tem pleno direito de dizer isso. Considero esse assunto encerrado.

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8º dia – 28/12/24 – La Paz a Copacabana – 155 km

Do caos de La Paz até as águas do Titicaca

Acordamos, tomamos café e colocamos as bagagens no carro para seguir viagem. O primeiro desafio do dia, porém, nem era sair de La Paz. Era conseguir tirar a Duster daquela garagem subterrânea absurdamente apertada.

Depois de muito cuidado, curvas milimétricas e algumas manobras tensas, consegui finalmente colocar o carro na rua. Coloquei o destino no GPS e partimos.

Só que o GPS resolveu nos jogar justamente no meio da maior muvuca possível.

Passamos ao lado do famoso Mercado de las Brujas e dali em diante começou um verdadeiro teste de paciência e sobrevivência no trânsito boliviano. Ruas estreitas, milhares de tuc-tucs, vans, motos, táxis e pedestres disputando espaço em meio a infinitas barraquinhas vendendo todo tipo imaginável de mercadoria.

Foi um inferno.

Nunca mais quero dirigir meu próprio carro em La Paz.

Ali parece simplesmente não existir lei de trânsito. Cada um faz o que quer, entra onde consegue e sobrevive quem tiver mais coragem — ou mais sorte.

Ainda tentei abastecer em um posto da estatal YPFB, mas recusaram vender combustível alegando que eu precisava de um número PIN que deveria ter sido fornecido na fronteira. Como ninguém havia me dado nada, restou seguir viagem preocupado com a autonomia. Coloquei apenas 20 litros e torci para que fossem suficientes até Copacabana.

Saí então dirigindo da forma mais econômica possível.

Depois de muito sofrimento urbano começamos finalmente a deixar o entorno de La Paz para trás. Aos poucos o trânsito foi diminuindo e as paisagens começaram a mudar completamente.

E então surgiu o Lago Titicaca.

A aproximação do lago é belíssima. A estrada acompanha áreas elevadas de onde surgem inúmeros mirantes naturais perfeitos para fotos. O azul profundo da água contrastando com as montanhas do altiplano cria um visual impressionante.

Paramos em um restaurante à beira da estrada com uma vista fantástica para o lago e aproveitamos para experimentar uma excelente truta — ou trutcha, como os bolivianos pronunciam.

O almoço foi um pouco mais caro do que os padrões que estávamos encontrando até então, mas compensou facilmente. Como quase sempre na Bolívia, os pratos eram gigantescos e ainda vinham acompanhados de sopa de entrada.

Depois seguimos viagem rumo ao estreito de Tiquina, um trecho mais estreito do Titicaca por onde as águas do lago se conectam entre si. De um lado fica a vila de San Pedro de Tiquina e do outro San Pablo de Tiquina.

A travessia é uma atração à parte.

Os carros cruzam o lago em balsas extremamente rústicas, feitas de grossas tábuas de madeira cortadas aparentemente na motosserra. Cada embarcação leva apenas dois ou três veículos e atravessa lentamente aquelas águas escuras do Titicaca em meio a barcos pequenos e montanhas ao fundo.

Tudo parece improvisado demais para funcionar. Mas funciona. E justamente por isso acaba sendo inesquecível.

Editado por Marcelo Manente

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8º dia – 28/12/24 – La Paz a Copacabana – 155 km

Do caos de La Paz até as águas do Titicaca - continuação

A travessia de balsa pelo Lago Titicaca chega a ser um pouco assustadora. As embarcações parecem totalmente improvisadas, balançam bastante e passam uma sensação permanente de fragilidade. Enquanto atravessávamos fiquei imaginando como deve ser encarar aquilo dentro de um ônibus ou de um motorhome. 😬

Depois de desembarcarmos — infelizmente não lembro mais o valor da travessia — seguimos por uma estrada sinuosa entre morros às margens do Titicaca. O visual era belíssimo, mas foi justamente ali que vimos um lado muito triste da Bolívia.

Ao longo da estrada havia dezenas de pessoas pedindo esmolas. Crianças muito pequenas, algumas aparentando dois ou três anos, mulheres, homens e até senhorinhas já idosas ficavam à beira da rodovia fazendo gestos com as mãos em forma de concha diante do corpo. Era uma cena constante e bastante pesada.

Até chegarmos a Copacabana vimos dezenas e dezenas de pessoas naquela situação. Em muitos pontos nem conseguíamos parar para fotografar o lago porque rapidamente cercariam o carro pedindo ajuda. Foi impossível não ficar abalado com aquilo.

Ao chegar em Copacabana fui procurar um lubricentro para comprar gasolina, já que os postos continuavam se recusando a abastecer estrangeiros. Logo na entrada da cidade encontrei um lugar vendendo combustível e comprei os últimos 18 litros disponíveis.

Mais tarde me arrependi.

Na manhã seguinte a Duster ficou muito ruim de ligar, provavelmente por causa da qualidade daquela gasolina.

Depois começamos a procurar hospedagem. Rodamos bastante até encontrar um hotel bem simples — para não dizer meio capenga — e ainda com estacionamento cobrado à parte. Mas naquela altura já estávamos cansados demais para procurar algo melhor.

Nos instalamos, saímos para jantar e acabamos dormindo relativamente tarde.

No dia seguinte nos esperava um dos maiores desafios físicos da viagem: a famosa trilha da Isla del Sol, cerca de 12 quilômetros caminhando entre 3.800 e 4 mil metros de altitude.

Editado por Marcelo Manente

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Em 19/03/2025 em 10:01, Marcelo Manente disse:

8º dia 28/12/24 – La Paz a Copacabana - 155 km

Acordamos, tomamos café e colocamos as coisas no carro para partir. Primeiro problema do dia é conseguir sair de dentro daquela apertadíssima garagem. 

Após a saida coloquei o destino no gps e saimos... Só que... O gps mandou pelo meio da maior muvuca da cidade. Passamos ao lado do mercado de las Brujas. Foi um inferno, ruas estreitas, milhares de tuc tucs, vans, motos, táxis e pedestres disputando espaço nas ruas com milhares de barraquinhas de tudo quanto é tipo de mercadoria que se pode imaginar.

Foi terrível, nunca mais quero andar naquela cidade com meu próprio carro. Não há leis de trânsito por lá, cada um por si e salve-se quem puder. Tentei colocar combustível no posto da estatal YPFB, porém não quiseram abastecer com a desculpa de que eu não tinha o numero PIN que a fronteira devia ter dado... Fiquei preocupado, tinha colocado apenas 20 l e  isso devia aguentar até Copacabana. Fui devagar e economizando.

Depois de um longo e penoso sofrimento começamos a sair do entorno da cidade e os visuais começaram a melhorar. Já chegando perto do lago Titicaca tem-se uma longa sucessão de locais para excelentes fotografias. 

Paramos em um restaurante com uma excelente vista do lago para comer uma excelente truta (ou trucha como eles chamam). Um pouco caro para os padrões de preços que tinhamos achado, mas como smepre um prato gigante com direito a sopa de entrada. 

Depois do almoço seguimos em direção ao estreito de Tiquina, um canal mais estreito por onde o Titicaca desagua. De um lado do lago tem a vila de San Pedro de Tiquina e do outro San Pablo de Tiquina. A travessia é feita de uma maneira muito pitoresca. Cruza-se o lago por meio de balsas de madeira brutas cortadas a motoserra onde cabem 2 ou 3 carros.

Depois conto o resto.

Coragem de andar naquele trânsito de La Paz e El Alto, pior que o trânsito de Juliaca no Peru. Uma pena essa situação na Bolívia, fui uma vez de mochilão, queria voltar lá, mas com essas restrições de combustível é complicado. 

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