Salve, salve, mochileiros! Todos bem? Espero que sim.
Depois de alguns anos sem escrever por aqui, finalmente estou de volta para contar mais uma aventura. Dessa vez, o destino foi o Pico dos Marins, no dia 28/07/2026 — em plena terça-feira! Porque, afinal, quem precisa esperar o fim de semana para fazer uma loucura dessas? rsrs.
Depois de algumas conversas, decidimos a data e só nos restava esperar. E sempre é bom lembrar: datas chegam! rsrs.
Dessa vez, fomos em cinco: Nandão, Fabinho, Éder (Feromônio — explicarei o motivo mais adiante), Zé Renato e eu.
A ideia desse camping era subir o Marins pela trilha tradicional e voltar pelo Maeda, fazendo o caminho contrário ao que havíamos feito no ano passado.
Combinamos com o Denis, do @recanto_da_serra, para nos levar até a Ranchonete e, no dia seguinte, voltaríamos para almoçar por lá.
Aliás, fica aqui uma recomendação: o almoço é bom demais! Comida farta e preço justo. Depois de uma trilha dessas, é praticamente um prêmio.
Começando a caminhada
Chegamos à Ranchonete e, para nossa surpresa, havia duas vans e dois carros estacionados.
Naquele momento pensei:
"Não é possível que outras pessoas também resolveram tirar férias exatamente no mesmo dia que a gente."
Começamos nossa caminhada às 11h50. Fomos subindo tranquilos, conversando, dando risadas e, claro, parando de vez em quando para contemplar a natureza.
É sempre muito gratificante estar ao lado de pessoas que respiram montanha. A trilha fica mais leve quando estamos entre amigos — mesmo quando a subida insiste em lembrar que ela não está nem aí para nossa amizade. rsrs.
Depois do Morro do Careca, encontramos um rapaz descendo. Ele nos disse que havia muita gente lá em cima.
E eu pensei:
"Fazer o quê, né?"
Seguimos.
Antes de passarmos pelo Elevador, avistamos um pouco mais de 40 pessoas descendo.
E aí veio a resposta para o mistério das duas vans que estavam lá embaixo.
Eram eles!
O grupo estava acompanhado de um padre, que havia subido para celebrar uma missa lá em cima.
Confesso que fiquei até feliz. O rapaz havia falado que tinha muita gente no cume, mas pelo menos sabíamos que aquele pessoal estava descendo.
Esperamos todos passarem e continuamos nossa caminhada.
Finalmente, o cume
Às 15h20 chegamos ao cume do Pico dos Marins.
E, para nossa felicidade, não havia ninguém lá.
Mais uma vez tivemos a montanha praticamente só para nós.
E existe sensação melhor do que chegar ao cume depois de uma subida e perceber que aquele lugar inteiro está ali, em silêncio, só esperando você?
Isso é muito bom!
Montamos nosso acampamento e ficamos ali conversando, dando risadas e tomando aquele cafezinho que, no alto da montanha, parece ter um gosto completamente diferente.
Depois veio um daqueles momentos que fazem toda a caminhada valer a pena: contemplamos um belo pôr do sol e, mais tarde, tivemos uma noite de lua cheia.
O nascer do sol e o nascimento do Éder Feromônio
No dia seguinte, levantamos cedo para ver o nascer do sol e, principalmente, para o Zé Renato — o melhor fotógrafo que conheço — registrar as belas paisagens da manhã.
Ainda estava um pouco escuro quando nosso amigo Éder, caçador de javali e ferreiro, avistou uma pessoa em uma pedra.
Ele comentou com o Nandão, que respondeu que não havia ninguém lá.
O Éder insistiu:
"Tem alguém ali, sim!"
E ficou aquele negócio: um enxergava, o outro não.
Até que o Zé Renato deixou a câmera com a pessoa para que ela fizesse uma foto nossa.
Foi aí que o Éder, novamente de longe, soltou:
"É uma mulher!"
Pronto.
Ninguém acreditou.
Como é que o cidadão conseguiu identificar que era uma mulher, de longe, no escuro e com a pessoa ainda usando touca?
Foi aí que descobrimos que o Éder não precisava de binóculo.
Ele precisava era de um detector de feromônio.
Nascia oficialmente o apelido:
ÉDER FEROMÔNIO.
O cara é um exímio caçador nato. Não identifica pessoas... fareja! rsrs.
A moça havia subido sozinha para assistir ao nascer do sol.
Fica aqui meus parabéns para ela pela disposição!
Depois de toda essa investigação científica do nosso amigo, terminamos de fotografar, tomamos café e desmontamos o acampamento para iniciar nossa descida.
Descendo pelo Maeda
Chegamos ao Marinzinho e começamos a descida rumo ao @recanto_da_serra.
E preciso dizer: essa descida foi um dos trechos mais técnicos que já pegamos.
É preciso ter bastante cuidado, principalmente porque existem vários trechos com cordas e qualquer descuido pode complicar bastante a situação.
Depois de toda aquela descida, passamos pela cachoeira e finalmente chegamos à casa do Denis.
E aí veio a melhor parte da descida:
almoço de gala!
Depois de algumas horas de trilha, aquela comida parecia ainda melhor.
Muito obrigado, amigo!
Até a próxima
Gostaria de agradecer novamente aos amigos que participaram dessa aventura.
Confesso que estava com saudades de estar com vocês e passar um tempo juntos.
É muito bom poder conversar, dar risada, relembrar histórias e perceber que, mesmo com o passar dos anos, a amizade continua exatamente a mesma.
No fim das contas, acho que é isso que faz essas aventuras valerem tanto a pena.
A montanha é incrível, as paisagens são sensacionais, o nascer e o pôr do sol são inesquecíveis...
Mas poder viver tudo isso ao lado de bons amigos é o que realmente fica.
E, pelo jeito, estamos firmes para o ano que vem.
Até lá!
E, Éder...
da próxima vez leva o binóculo. O nariz já sabemos que funciona.😂
“Se a aventura tem um motivo final e abrangente, é certamente este: saímos porque é da nossa natureza sair, escalar montanhas, remar rios, voar para os planetas e mergulhar nas profundezas dos oceanos… Quando o homem deixa de fazer essas coisas, ele não é mais homem.” — Wilfrid Noyce
Obs...Para ir ao Pico dos Marins precisa realizar o cadastro gratuito no site:
Salve, salve, mochileiros! Todos bem? Espero que sim.
Depois de alguns anos sem escrever por aqui, finalmente estou de volta para contar mais uma aventura. Dessa vez, o destino foi o Pico dos Marins, no dia 28/07/2026 — em plena terça-feira! Porque, afinal, quem precisa esperar o fim de semana para fazer uma loucura dessas? rsrs.
Desde 2023, após o meu último relato https://www.mochileiros.com/topic/106844-12-travessia-pico-dos-marins/, não tínhamos mais acampado. Combinamos que este ano não iria passar em branco e, por uma feliz coincidência, conseguimos tirar férias todos no mesmo mês.
Depois de algumas conversas, decidimos a data e só nos restava esperar. E sempre é bom lembrar: datas chegam! rsrs.
Dessa vez, fomos em cinco: Nandão, Fabinho, Éder (Feromônio — explicarei o motivo mais adiante), Zé Renato e eu.
A ideia desse camping era subir o Marins pela trilha tradicional e voltar pelo Maeda, fazendo o caminho contrário ao que havíamos feito no ano passado.
Combinamos com o Denis, do @recanto_da_serra, para nos levar até a Ranchonete e, no dia seguinte, voltaríamos para almoçar por lá.
Aliás, fica aqui uma recomendação: o almoço é bom demais! Comida farta e preço justo. Depois de uma trilha dessas, é praticamente um prêmio.
Começando a caminhada
Chegamos à Ranchonete e, para nossa surpresa, havia duas vans e dois carros estacionados.
Naquele momento pensei:
"Não é possível que outras pessoas também resolveram tirar férias exatamente no mesmo dia que a gente."
Começamos nossa caminhada às 11h50. Fomos subindo tranquilos, conversando, dando risadas e, claro, parando de vez em quando para contemplar a natureza.
É sempre muito gratificante estar ao lado de pessoas que respiram montanha. A trilha fica mais leve quando estamos entre amigos — mesmo quando a subida insiste em lembrar que ela não está nem aí para nossa amizade. rsrs.
Depois do Morro do Careca, encontramos um rapaz descendo. Ele nos disse que havia muita gente lá em cima.
E eu pensei:
"Fazer o quê, né?"
Seguimos.
Antes de passarmos pelo Elevador, avistamos um pouco mais de 40 pessoas descendo.
E aí veio a resposta para o mistério das duas vans que estavam lá embaixo.
Eram eles!
O grupo estava acompanhado de um padre, que havia subido para celebrar uma missa lá em cima.
Confesso que fiquei até feliz. O rapaz havia falado que tinha muita gente no cume, mas pelo menos sabíamos que aquele pessoal estava descendo.
Esperamos todos passarem e continuamos nossa caminhada.
Finalmente, o cume
Às 15h20 chegamos ao cume do Pico dos Marins.
E, para nossa felicidade, não havia ninguém lá.
Mais uma vez tivemos a montanha praticamente só para nós.
E existe sensação melhor do que chegar ao cume depois de uma subida e perceber que aquele lugar inteiro está ali, em silêncio, só esperando você?
Isso é muito bom!
Montamos nosso acampamento e ficamos ali conversando, dando risadas e tomando aquele cafezinho que, no alto da montanha, parece ter um gosto completamente diferente.
Depois veio um daqueles momentos que fazem toda a caminhada valer a pena: contemplamos um belo pôr do sol e, mais tarde, tivemos uma noite de lua cheia.
O nascer do sol e o nascimento do Éder Feromônio
No dia seguinte, levantamos cedo para ver o nascer do sol e, principalmente, para o Zé Renato — o melhor fotógrafo que conheço — registrar as belas paisagens da manhã.
Ainda estava um pouco escuro quando nosso amigo Éder, caçador de javali e ferreiro, avistou uma pessoa em uma pedra.
Ele comentou com o Nandão, que respondeu que não havia ninguém lá.
O Éder insistiu:
"Tem alguém ali, sim!"
E ficou aquele negócio: um enxergava, o outro não.
Até que o Zé Renato deixou a câmera com a pessoa para que ela fizesse uma foto nossa.
Foi aí que o Éder, novamente de longe, soltou:
"É uma mulher!"
Pronto.
Ninguém acreditou.
Como é que o cidadão conseguiu identificar que era uma mulher, de longe, no escuro e com a pessoa ainda usando touca?
Foi aí que descobrimos que o Éder não precisava de binóculo.
Ele precisava era de um detector de feromônio.
Nascia oficialmente o apelido:
ÉDER FEROMÔNIO.
O cara é um exímio caçador nato. Não identifica pessoas... fareja! rsrs.
A moça havia subido sozinha para assistir ao nascer do sol.
Fica aqui meus parabéns para ela pela disposição!
Depois de toda essa investigação científica do nosso amigo, terminamos de fotografar, tomamos café e desmontamos o acampamento para iniciar nossa descida.
Descendo pelo Maeda
Chegamos ao Marinzinho e começamos a descida rumo ao @recanto_da_serra.
E preciso dizer: essa descida foi um dos trechos mais técnicos que já pegamos.
É preciso ter bastante cuidado, principalmente porque existem vários trechos com cordas e qualquer descuido pode complicar bastante a situação.
Depois de toda aquela descida, passamos pela cachoeira e finalmente chegamos à casa do Denis.
E aí veio a melhor parte da descida:
almoço de gala!
Depois de algumas horas de trilha, aquela comida parecia ainda melhor.
Muito obrigado, amigo!
Até a próxima
Gostaria de agradecer novamente aos amigos que participaram dessa aventura.
Confesso que estava com saudades de estar com vocês e passar um tempo juntos.
É muito bom poder conversar, dar risada, relembrar histórias e perceber que, mesmo com o passar dos anos, a amizade continua exatamente a mesma.
No fim das contas, acho que é isso que faz essas aventuras valerem tanto a pena.
A montanha é incrível, as paisagens são sensacionais, o nascer e o pôr do sol são inesquecíveis...
Mas poder viver tudo isso ao lado de bons amigos é o que realmente fica.
E, pelo jeito, estamos firmes para o ano que vem.
Até lá!
E, Éder...
da próxima vez leva o binóculo. O nariz já sabemos que funciona. 😂
“Se a aventura tem um motivo final e abrangente, é certamente este: saímos porque é da nossa natureza sair, escalar montanhas, remar rios, voar para os planetas e mergulhar nas profundezas dos oceanos… Quando o homem deixa de fazer essas coisas, ele não é mais homem.”
— Wilfrid Noyce
Obs...Para ir ao Pico dos Marins precisa realizar o cadastro gratuito no site:
https://mantiqueirapaulista.ingressosparquespaulistas.com.br/produto/ff-mona-mantiqueira-paulista-pico-dos-marins?divisao=0
Editado por E.Samuel