Segue relato da viagem de 6 dias (5 noites - 28/08 a 02/09) em Buenos Aires, Argentina.
Além do roteiro, farei alguns comentários com coisas que achei relevantes, algumas não tão inéditas, mas que acredito que será útil em manter atualizado.
Dinheiro
Minha maior preocupação era como organizar o dinheiro de maneira mais vantajosa, evitando prejuízos desnecessários.
Nas pesquisas prévias foi unânime que a melhor opção era o cartão de débito internacional, visto que o câmbio paralelo (blue) - muito famoso há uns 3 anos atrás - não está mais compensando.
Dito isso, fiz uma reserva em dólar em duas contas internacionais (por cautela), utilizei NOMAD (plataforma mais famosa) e ARQ (menos famosa, mas que na ocasião a conversão era MUITO mais vantajosa).
Minha maior preocupação era com a ARQ, já que o saldo é em USDc (stablecoin), não em dólar propriamente dito. Contudo, de todos os estabelecimentos que fui, o único que o cartão ARQ não passou foi no MC Donald's, fora isso, em todos os Kioskos, restaurantes, lojas, padarias e passeios o cartão ARQ foi aceito tranquilamente.
Observação: Levem dinheiro físico. Meu maior erro foi não ter sacado dinheiro assim que eu cheguei. Subestimei os avisos de como lá quase 100% dos estabelecimentos dão desconto no pagamento em espécie. Isso era comentado, mas com pouco ênfase, talvez pela maioria dos criadores de conteúdo serem patrocinados por empresas de cartão internacional. Sério, TUDO tem desconto no dinheiro vivo.
Observação 2: Em San Telmo e La Boca quase todo mundo aceita PIX, além disso alguns ainda dão o desconto do pagamento em espécie pagando com PIX. Não vi comércio aceitando PIX fora desses bairros, mas não duvido que tenha.
Preços
Em resumo: Achei caro.
Foi minha primeira vez no exterior, então não tenho repertório para comparar, mas nitidamente o país não se encontra mais naquele momento vantajoso de alguns anos atrás. Dificilmente encontrava refeições com preços (proporcionais) aos praticados no Brasil, indicando uma inflação forte no país que também afeta o turismo.
Nos dias que estive por lá a cotação média era de 1 real = 260 pesos ou 1 dólar = 1440 pesos (segundo as conversões dos cartões ARQ e NOMAD, ambas idênticas).
Era difícil achar algum lugar legal com um prato individual por menos de 30.000 pesos (+-R$115,00). Claro que há lugares mais baratos, mas que perdem um pouco de qualidade.
A refeição de melhor custo benefício foi em um restaurante de "alto padrão" que achei em Palermo, a conta para duas pessoas deu em torno de R$380,00 reais (109.500 pesos) na conversão, um preço próximo ou até menor do que pagaria no Rio em um lugar de nível semelhante.
Uma água de 500ml girava em torno de 1000 a 2000 pesos (entre R$3,85 e R$7,70), dependendo do local (até aqui tudo bem).
Os famosos alfajores são em torno de 2000 a 5000 pesos, dependendo da marca (se quiser economizar compre em quantidade, encontra com melhores preços comprando caixa com 18 unidades em lojas grandes na Av. Corrientes, no Centro).
Dica: Uma opção para quem quer economizar é um downgrade no café da manhã. Ao invés de refeição completa em cafeteria, substitua por empanadas, que são muito baratas (em torno do preço da água) e deliciosas.
Local de hospedagem e transporte
Fiquei em um AirBnB no Bairro da Recoleta, próximo ao Cemitério e à estação de metro de Las Heras.
O bairro é super charmoso e seguro, com muito comércio e capilaridade para ir para as outras regiões da cidade. Demorei a aproveitar a maior vantagem da localização, que era o metrô.
Não me arrependo da minha escolha, andei muito, conheci boa parte da cidade a pé, que era a intenção, mas poderia ter economizado tempo usufruindo do metrô antes, além de ter economizado, já que é muito mais barato que Uber e Cabify.
OBS: O Uber lá funciona bem, mas me pareceu ter uma oferta menor de motoristas, já que demorava bem mais para aceitar a corrida. Por isso recomendo instalarem o Cabify, bem mais rápido. Em questão de preço, são idênticos.
Roteiro
Dia 01
Chegamos pelo Aeroparque por 12h30. Como não tínhamos o dia completo, os planos eram deixar as malas na hospedagem e explorar as atrações próximas, até a hora do Show de Tango em Porto Madero.
Caminhamos pela região em direção aos pontos turísticos admirando a arquitetura e urbanismo da cidade, é muito bonita, segura e agradável.
A faculdad de Derecho foi o primeiro ponto de foto, prédio muito bonito e imponente. Gostaria muito de entrar, sou da área e adoraria conhecer algo do Direito argentino, mas a instituição só faz visitas institucionais, não para turistas individuais.
Logo ao lado vimos a Floralis Genérica. Admito que não tinha muita expectativa, mas realmente é um monumento muito imponente e bacana.
Atravessamos a avenida para o Museu Nacional de Bellas Artes, gratuito, que por sorte estava iniciando uma visita guiada. Durou em torno de 1h30 e foi em espanhol, mas entendemos tranquilamente.
Retornamos para nos prepararmos para o único passeio comprado com antecedência, o show de Tango. Foi no Madero Tango, em Porto Madero, tem várias opções de show com jantar, mas cometemos o erro de pegar o show sem jantar (pelo preço que estava, achei que valeria a pena escolher a refeição com mais flexibilidade na região, mas compensa muito mais o menu do show).
Dia 02
O segundo dia foi o mais flexível, o objetivo era ir no Malba e bater perna por Palermo, cobrindo o máximo possível da região das cafeterias e boemia, acabamos passando no Planetário, mas não conseguimos entrar.
O MALBA é incrível. Sou leigo em artes, mas é muito tocante testemunhar pessoalmente tantas obras históricas do Brasil.
No Planetário não entramos pois não tinha atração no horário em que passamos por ele.
Palermo é um lugar muito bonito e bacana, de dia dominam as cafeterias, restaurantes e gelaterias. De noite, reinam os bares e baladas. O fervo fica ao redor da Praça Serrano, então, na dúvida, comece por lá.
Dica:Palermo e Recoleta são bairros mais caros, não comprem lembrancinhas por lá. Você vai encontrar de tudo e mais um pouco em San Telmo e La Boca.
O jantar foi no Hierro Parrilla, achamos de recomendação no youtube. Foi o melhor custo benefício da viagem que mencionei no início.
Pós jantar ainda teve um gelinho no Boticário, bar ultra escondido que só encontramos pelas pessoas alternativas entrando (o DJ só tocada musicas brasileiras dos anos 2000).
Dia 03
Domingo, dia de feira da glória de San Telmo.
Começamos pelo Mercado San Telmo, abre 9h, mas se você for pontual vai encontrar todo mundo levantando as portas ainda. 10h a maioria das lojas estão abertas, mas o mercado ainda está vazio, é o melhor horário para chegar.
Após café da manhã no mercado fomos explorar a feirinha de San Telmo.
Observação: A feirinha vai do mercado até a Casa Rosada, então dá para fazer um bombo no mesmo dia de San Telmo + Centro, contudo optei por fazer o combo San Telmo + La Boca.
Após as comprinhas da feirinha pegamos um Cabify até o Caminito.
O caminito é outro lugar que não tinha muitas expectativas, mas fiquei muito positivamente surpreso em como é bonito e animado, além de ter excelentes preços e restaurantes.
Não dá para ir em La Boca sem ver o La Bombonera. Não entrei, mas fui tão contagiado pelo espírito do bairro que até comprei uma camisa do Boca Junior (ps: nã gosto de futebol).
Opinião: Vi muita gente falando que o bairro La Boca era o mais perigoso da viagem. Pode até ser, já que a sensação de segurança em Buenos Aires é surreal. Mas comparado La Boca a qualquer rua média de uma região metropolitana do Brasil, é quase uma Dinamarca (eu sou de São Gonçalo/RJ, então talvez o indivíduo mais perigoso no bairro esse dia fosse eu).
Dia 04
Dia do Centro + Porto Madero.
Aqui foi loucura, tentamos abraçar o mundo.
Plaza de Mayo / Casa Rosada
Catedral
Obelisco
Av. Corrientes (...).
Onde achamos o melhor preço da caixa de alfajor.
Guerrin
Teatro Colón (...)
Palacio Barolo
Galerias Pacífico
Porto Madero / Ponte de La Mujer
Dica: Deixe a Ponte de La Mujer para o por do sol, as fotos ficam ótimas. E, se possível, não sigam meu roteiro deste dia.
Dia 05
Depois do rally do dia anterior, optamos por um dia mais tranquilo.
Free walking tour pelo Cemitério da Recoleta [meu passeio favorito da viagem]
Exploramos com calma o bairro da Recoleta (...)
El Ateneo
Caminhada noturna por onde mais gostamos de andar, finalizando com descanso em um banquinho para um momento de gratidão na Floralis.
Dia 06
Dia de voltar para casa.
Acordar, tomar café, fazer check out e ir para o aeroporto.
Cansado demais para tentar encaixar algo, apenas uma breve pausa para comprar vinhos no carrefour.
Olá, viajantes.
Segue relato da viagem de 6 dias (5 noites - 28/08 a 02/09) em Buenos Aires, Argentina.
Além do roteiro, farei alguns comentários com coisas que achei relevantes, algumas não tão inéditas, mas que acredito que será útil em manter atualizado.
Dinheiro
Minha maior preocupação era como organizar o dinheiro de maneira mais vantajosa, evitando prejuízos desnecessários.
Nas pesquisas prévias foi unânime que a melhor opção era o cartão de débito internacional, visto que o câmbio paralelo (blue) - muito famoso há uns 3 anos atrás - não está mais compensando.
Dito isso, fiz uma reserva em dólar em duas contas internacionais (por cautela), utilizei NOMAD (plataforma mais famosa) e ARQ (menos famosa, mas que na ocasião a conversão era MUITO mais vantajosa).
Minha maior preocupação era com a ARQ, já que o saldo é em USDc (stablecoin), não em dólar propriamente dito. Contudo, de todos os estabelecimentos que fui, o único que o cartão ARQ não passou foi no MC Donald's, fora isso, em todos os Kioskos, restaurantes, lojas, padarias e passeios o cartão ARQ foi aceito tranquilamente.
Observação: Levem dinheiro físico. Meu maior erro foi não ter sacado dinheiro assim que eu cheguei. Subestimei os avisos de como lá quase 100% dos estabelecimentos dão desconto no pagamento em espécie. Isso era comentado, mas com pouco ênfase, talvez pela maioria dos criadores de conteúdo serem patrocinados por empresas de cartão internacional. Sério, TUDO tem desconto no dinheiro vivo.
Observação 2: Em San Telmo e La Boca quase todo mundo aceita PIX, além disso alguns ainda dão o desconto do pagamento em espécie pagando com PIX. Não vi comércio aceitando PIX fora desses bairros, mas não duvido que tenha.
Preços
Em resumo: Achei caro.
Foi minha primeira vez no exterior, então não tenho repertório para comparar, mas nitidamente o país não se encontra mais naquele momento vantajoso de alguns anos atrás. Dificilmente encontrava refeições com preços (proporcionais) aos praticados no Brasil, indicando uma inflação forte no país que também afeta o turismo.
Nos dias que estive por lá a cotação média era de 1 real = 260 pesos ou 1 dólar = 1440 pesos (segundo as conversões dos cartões ARQ e NOMAD, ambas idênticas).
Era difícil achar algum lugar legal com um prato individual por menos de 30.000 pesos (+-R$115,00). Claro que há lugares mais baratos, mas que perdem um pouco de qualidade.
A refeição de melhor custo benefício foi em um restaurante de "alto padrão" que achei em Palermo, a conta para duas pessoas deu em torno de R$380,00 reais (109.500 pesos) na conversão, um preço próximo ou até menor do que pagaria no Rio em um lugar de nível semelhante.
Uma água de 500ml girava em torno de 1000 a 2000 pesos (entre R$3,85 e R$7,70), dependendo do local (até aqui tudo bem).
Os famosos alfajores são em torno de 2000 a 5000 pesos, dependendo da marca (se quiser economizar compre em quantidade, encontra com melhores preços comprando caixa com 18 unidades em lojas grandes na Av. Corrientes, no Centro).
Dica: Uma opção para quem quer economizar é um downgrade no café da manhã. Ao invés de refeição completa em cafeteria, substitua por empanadas, que são muito baratas (em torno do preço da água) e deliciosas.
Local de hospedagem e transporte
Fiquei em um AirBnB no Bairro da Recoleta, próximo ao Cemitério e à estação de metro de Las Heras.
O bairro é super charmoso e seguro, com muito comércio e capilaridade para ir para as outras regiões da cidade. Demorei a aproveitar a maior vantagem da localização, que era o metrô.
Não me arrependo da minha escolha, andei muito, conheci boa parte da cidade a pé, que era a intenção, mas poderia ter economizado tempo usufruindo do metrô antes, além de ter economizado, já que é muito mais barato que Uber e Cabify.
OBS: O Uber lá funciona bem, mas me pareceu ter uma oferta menor de motoristas, já que demorava bem mais para aceitar a corrida. Por isso recomendo instalarem o Cabify, bem mais rápido. Em questão de preço, são idênticos.
Roteiro
Dia 01
Chegamos pelo Aeroparque por 12h30. Como não tínhamos o dia completo, os planos eram deixar as malas na hospedagem e explorar as atrações próximas, até a hora do Show de Tango em Porto Madero.
Caminhamos pela região em direção aos pontos turísticos admirando a arquitetura e urbanismo da cidade, é muito bonita, segura e agradável.
A faculdad de Derecho foi o primeiro ponto de foto, prédio muito bonito e imponente. Gostaria muito de entrar, sou da área e adoraria conhecer algo do Direito argentino, mas a instituição só faz visitas institucionais, não para turistas individuais.
Logo ao lado vimos a Floralis Genérica. Admito que não tinha muita expectativa, mas realmente é um monumento muito imponente e bacana.
Atravessamos a avenida para o Museu Nacional de Bellas Artes, gratuito, que por sorte estava iniciando uma visita guiada. Durou em torno de 1h30 e foi em espanhol, mas entendemos tranquilamente.
Retornamos para nos prepararmos para o único passeio comprado com antecedência, o show de Tango. Foi no Madero Tango, em Porto Madero, tem várias opções de show com jantar, mas cometemos o erro de pegar o show sem jantar (pelo preço que estava, achei que valeria a pena escolher a refeição com mais flexibilidade na região, mas compensa muito mais o menu do show).
Dia 02
O segundo dia foi o mais flexível, o objetivo era ir no Malba e bater perna por Palermo, cobrindo o máximo possível da região das cafeterias e boemia, acabamos passando no Planetário, mas não conseguimos entrar.
O MALBA é incrível. Sou leigo em artes, mas é muito tocante testemunhar pessoalmente tantas obras históricas do Brasil.
No Planetário não entramos pois não tinha atração no horário em que passamos por ele.
Palermo é um lugar muito bonito e bacana, de dia dominam as cafeterias, restaurantes e gelaterias. De noite, reinam os bares e baladas. O fervo fica ao redor da Praça Serrano, então, na dúvida, comece por lá.
Dica: Palermo e Recoleta são bairros mais caros, não comprem lembrancinhas por lá. Você vai encontrar de tudo e mais um pouco em San Telmo e La Boca.
O jantar foi no Hierro Parrilla, achamos de recomendação no youtube. Foi o melhor custo benefício da viagem que mencionei no início.
Pós jantar ainda teve um gelinho no Boticário, bar ultra escondido que só encontramos pelas pessoas alternativas entrando (o DJ só tocada musicas brasileiras dos anos 2000).
Dia 03
Domingo, dia de feira
da glóriade San Telmo.Começamos pelo Mercado San Telmo, abre 9h, mas se você for pontual vai encontrar todo mundo levantando as portas ainda. 10h a maioria das lojas estão abertas, mas o mercado ainda está vazio, é o melhor horário para chegar.
Após café da manhã no mercado fomos explorar a feirinha de San Telmo.
Observação: A feirinha vai do mercado até a Casa Rosada, então dá para fazer um bombo no mesmo dia de San Telmo + Centro, contudo optei por fazer o combo San Telmo + La Boca.
Após as comprinhas da feirinha pegamos um Cabify até o Caminito.
O caminito é outro lugar que não tinha muitas expectativas, mas fiquei muito positivamente surpreso em como é bonito e animado, além de ter excelentes preços e restaurantes.
Não dá para ir em La Boca sem ver o La Bombonera. Não entrei, mas fui tão contagiado pelo espírito do bairro que até comprei uma camisa do Boca Junior (ps: nã gosto de futebol).
Opinião: Vi muita gente falando que o bairro La Boca era o mais perigoso da viagem. Pode até ser, já que a sensação de segurança em Buenos Aires é surreal. Mas comparado La Boca a qualquer rua média de uma região metropolitana do Brasil, é quase uma Dinamarca (eu sou de São Gonçalo/RJ, então talvez o indivíduo mais perigoso no bairro esse dia fosse eu).
Dia 04
Dia do Centro + Porto Madero.
Aqui foi loucura, tentamos abraçar o mundo.
Plaza de Mayo / Casa Rosada
Catedral
Obelisco
Av. Corrientes (...).
Onde achamos o melhor preço da caixa de alfajor.
Guerrin
Teatro Colón (...)
Palacio Barolo
Galerias Pacífico
Porto Madero / Ponte de La Mujer
Dica: Deixe a Ponte de La Mujer para o por do sol, as fotos ficam ótimas. E, se possível, não sigam meu roteiro deste dia.
Dia 05
Depois do rally do dia anterior, optamos por um dia mais tranquilo.
Free walking tour pelo Cemitério da Recoleta [meu passeio favorito da viagem]
Exploramos com calma o bairro da Recoleta (...)
El Ateneo
Caminhada noturna por onde mais gostamos de andar, finalizando com descanso em um banquinho para um momento de gratidão na Floralis.
Dia 06
Dia de voltar para casa.
Acordar, tomar café, fazer check out e ir para o aeroporto.
Cansado demais para tentar encaixar algo, apenas uma breve pausa para comprar vinhos no carrefour.
Pobre de carteira, rico de espírito.
Editado por Barci