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Olá viajante!

Bora viajar?

San Blas - Perguntas e Respostas

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Texto: Claudia Severo / Mochila Brasil

Fotos: Silnei Laise / Mochila Brasil

 

San Blás é aquele tipo de destino que quando você descobre não quer contar pra ninguém. Medo de que acabem com tudo, que transformem em mais um refúgio para milionários ou produto de turismo de massa.

 

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Caribe. Areia branca, coqueiros, água cristalina (que com a luz do sol lhe mostra todos os tons azúis e verdes da Faber-castell 48 cores ou das palhetas do Photoshop com todas as suas variantes)…

 

Não bastasse a indescritível beleza, suas mais de 365 micro ilhas estão relativamente próximas à costa do Panamá, preservadas e sob a tutela da nação indígena mais organizada politicamente do continente americano, os Kuna: seguramente os guardiões do talvez “último paraíso (mochileiro) das Américas”.

 

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Descobrimos San Blás conversando com outros mochileiros durante nossa jornada de 3 meses pela América Central (dezembro de 2007 a março de 2008). Os brasileiros que chegam às terras panamenhas costumam visitar Bocas del Toro, o Canal do Panamá e as regiões de serra e vulcões, também deslumbrantes mas as ilhas ah… são insuperáveis!

 

Ao chegar no Brasil, pesquisamos no Google sobre o destino. Resultado: Não há material jornalístico (na editoria de turismo ou não) em língua portuguesa falando de San Blás.

 

Portanto prepare-se porque você não só vai conhecer um dos lugares mais lindos do mundo, como vai encontrar ricas cultura e história, de um povo símbolo de legitimidade e resistência, que é guardião de San Blás (ou Kuna Yala, nome oficial da Comarca). Bem, mas apesar desse “escudo”, é bom correr, pois a estrada de terra com paredões de barro de quase 90 graus por onde passamos somente com bons 4x4 e motorista, já está sendo construída.

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A comarca Kuna Yala (Terra Kuna, na língua Kuna) tem uma área de 3.206 Km² e mais de 365 ilhas, 36 delas habitadas. Estão em 373Km da costa caribenha do Panamá e em parte do território colombiano (em ambos os países em terra e mar).

 

A capital da comarca é El Porvenir, onde há um pequeno aeroporto e alguma estrutura. Alguns viajantes ficam hospedados ali, nós preferimos seguir para Cartí Yandub, de onde partimos pra conhecer pedacinhos do paraíso.

 

Integração

 

Hospedados em uma cabana de uma família Kuna, pé na areia, paredes de bambú, telhado de palha… à luz de lampião, dormimos em redes, tomamos banho de canequinha (com todo o cuidado pra economizar a escassa água) e “encaramos” um banheiro pra lá de “alternativo” (pouco ecológico e nada confortável).

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Na ilha só há um ponto coletivo com luz (captada por uma pequena placa de energia solar), que é aceso somente à noite. Alí, ao ar livre tomamos café e jantamos peixe, arroz e salada preparados pelos índios. Nos almoços o prato é mesmo, mas geralmente são servidos fora da ilha, pois todos partem dalí para outras ilhotas, as realmente paradisíacas. E sim, eles levam o almoço até você! Às refeições todos os viajantes se integram e se integram mais ainda quando regados de uma cervejinha! Pois é, há cerveja gelada (US$ 1 – muito barato se pensarmos no sufoco pra essa bebida chegar ali e ser mantida ao menos fria), água mineral (US$ 1) e alguns produtos de primeira necessidade pra vender em espécies de armazéns, montados nas próprias cabanas das famílias. É uma forma de incrementar a renda local, tendo em vista que o turismo é a maior receita de San Blás.

 

 

As ilhas

 

Como nosso papel é tentar passar pra você, entre outras coisas o que é bom e ruim (pra não entrar em “furadas”) dos lugares, tentaremos falar das principais ilhas em que estivemos, das que mergulhamos, comemos coco, conversamos com nativos, acompanhamos o preparo de uma refeição, compramos pão quentinho (!), bebemos água de coco (enquanto os nativos bebiam Pepsi) e, pasmem, na mais bela delas ficamos sozinhos!!!

 

O setor Cartí é o mais atrativo para os visitantes por abrigar diversas pequenas ilhas e corais. Pra se ter idéia somente no chamado Cayos Limón são mais de 30 pequenas ilhas, entre elas:

 

Isla Aguja

Seguramente a primeira bela surpresa do arquipélago. Toda beleza cênica local, mais um banheirinho com vaso sanitário e o melhor: a opção de se hospedar ali! Noite indescrítivel e, se tiver a companhia de outros viajantes imagine se aquilo não vira festa à altura das do filme “A praia”?!

 

Por US$ 10 a noite em rede fornecida pelo local ou espaço para sua barraca (deve levá-la) você certamente terá uma das experiências de viagem mais inesquecíveis de sua vida.

 

 

Isla Del diablo

A beleza continua com o adicional “conheça mais os Kunas”. Sim, ali com uma família super simpática acompanhamos o preparo de um almoço relâmpago: Pesca o peixe no mar, rala o coco, pica a banana, corta o limão, bota a panela na fogueirinha e lá está um autêntico prato Kuna. Dá pra ter boa conversa e conhecer um pouquinho do modo de vida deles.

 

Isla Perro

Unanimidade entre os questionados, a Perro é a mais linda ilha por onde estivemos. É cinematográfica e ali tivemos a sorte grande de ficarmos sós (mais a família local que seguia seu tranquilíssimo ritmo de vida enquanto nos extasiavamos com tanta beleza).

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Um barco naufragado (barco hundido, em espanhol) está entre as ilhas Diablo e Perro. Alguns viajantes vão até ele com o snorkel e muito fôlego. Nenhum volta arrependido, o lugar é abrigo de inúmeras e belíssimas espécies de peixes.

 

O aluguel do snorkel custa US$ 3.

 

Isla Pelicano

Pequena. É aquele tipo de ilha encontrada em livro didático infantil. Parece um desenho: uma porção de terra (no caso areia branquinha), cercada de água com um monte de coqueiros super verdes e carregados da fruta.

 

Locomoção e alimentação

 

Uma canoa de madeira com motor leva os turistas às ilhas. Os índios voltam à ilha “central” (no nosso caso a Cartí Yandub) e dela trazem o almoço para você esteja em que ilha estiver. Claro que há de se ter bom censo e, se há vários viajantes, saber onde a maioria estará, senão não existe logística Kuna (ou outra) que dê certo.

 

Só o trajeto de uma ilha a outra é espetacular. Várias micro ilhas lindas, verdadeiros caprichos como a que tem um coqueiro só ou a Hormiga que tem apenas uma cabana Kuna.

 

O viajante com um pouco mais de tempo e com US$ 10 a mais no bolso, pode tentar se aventurar também pelas “Cayos Holandesas”. Conjunto de ilhas duas horas adiante dali. Infelizmente tem épocas do ano em que há muito vento e mar muitíssimo agitado (foi o nosso caso, em fevereiro, nem tudo é perfeito!) então, resolvemos parar em ilhas no meio do caminho. Nenhum arrependimento!!!

 

Dicas

No barco, se não quiser “beber” muita água salgada, sente de costas à direção pra onde o barco vai. Sim, a repórter míope protegeu a lente de contato seguindo a dica do senhor Arquímedes (uma espécie de prefeito da “nossa ilha”).

 

Levar uma câmera fotográfica subaquática pra lá é bem interessante. Outra coisa, acondicione muito bem em sacos plásticos o que levará no passeio às ilhas, pois é um verdadeiro “caldo”.

 

Também é legal levar para o passeio, barrinhas de cereal e/ou frutas e água mineral. Os dois primeiros itens é melhor levar do continente, pois dificilmente encontrará à venda em Cartí Yandub.

 

Nós, mortos de fome conseguimos comprar pão quentinho em uma ilha à caminho das Cayo Holandesas - mais surpreendente do que achar pão quente na padaria aqui perto de casa!!!

 

Além das ilhas, visitar o pequeno museu local é interessante. Você vai conhecer um pouco mais da cultura Kuna e pode comprar bonitos artesanatos em madeira, palha, cerâmica ou as molas, vendidas em todas as partes. A entrada do museu custa US$ 2 por pessoa.

 

 

Como chegar e onde ficar

 

Via Colômbia por mar

Já que a idéia de ir por terra naufragou, por que não tentar ir por mar? Pois bem, tentamos. Seriam 5 dias de viagem entre Cartagena e San Blás. Passamos dois dias na cidade colombiana tentando encontrar o serviço ou a carona (esqueça) mas todas as tentativas fracassaram. Sim, porque este não é um "passeio convencional"; vez ou outra viajantes de barco aportam por alí rumo ao norte ou ao sul, utilizando a cidade como base e para angariarem fundos para seguir viagem oferecem o "serviço".

Há vantagens e desvantagens em optar pela viagem de barco. Conhecer novas pessoas e navegar pelo lindíssimo mar caribenho não é nada mal; já a desvantagem (para quem está com o tempo curto) é "perder" os 5 dias e se acostumar aos mareios.

Cogitamos ir com o barco Stahlratte, o único que nos pareceu confiável e atraente. Qualquer criança que olhe para o barco holandês de 1903, imagina que seja um navio pirata!!! Segundo seu capitão, um alemão, desde fevereiro de 2006 ele traslada mochileiros entre Cartagena e San Blás.

É preciso ficar atento às datas de partida de Cartagena. O custo médio por pessoa da viagem é de US$ 350 . Eles também fazem viagens para Cuba e Jamaica. Taí a dica pra quem tem um pouco mais de tempo e dinheiro.

Mais informações no: http://www.stahlratte.org" onclick="window.open(this.href);return false;

 

 

Via Colômbia (ao Panamá)

Chegamos na Cidade do Panamá através de um vôo de 40 minutos de Cartagena, Colômbia, pela Copa Airlines. A companhia aérea panamenha ofereceu a passagem mais barata: cerca de US$ 400 por pessoa somente ida. Sim, absurdo preço para um vôo tão curto, os impostos na Colômbia são exorbitantes o que duplicam o preço anunciado. Vale lembrar que passagens ida e volta custam menos.

Outra opção pode ser ir pela colombiana Aires. Pouca coisa mais cara que a Copa e com avião muito menor, preferimos "prestigiar" um Embraer e voamos pela Copa. Melhor que ir pelos aires não?!

Você também pode encontrar vôos da Aero República, filial colombiana da Copa Airlines que a comprou em 2006.

 

A idéia inicial da viagem era seguir por terra de São Paulo até a Guatemala, mas infelizmente não há estradas que liguem a América do Sul à América Central. A região de fronteira entre Colômbia e Panamá abriga a Selva de Darién, uma das mais perigosas florestas do mundo, não só por eventuais ações de guerrilhas, mas por ter sua natureza intocada (ainda que, algumas regiões da Província de Darién estejam ameaçadas pelo desmatamento).

 

Via Brasil (ao Panamá)

Quem tem planos de conhecer toda a América Central ou queira ir somente ao Panamá (o que já vale o investimento) e está sem tempo de percorrer longos trajetos em ônibus como fizemos, deve voar do Brasil direto para Cidade do Panamá. Pela Copa, a passagem ida e volta custa cerca de US$ 1000. Somente ida cerca de US$ 580.

- Sites das companhias aéreas: Copa Airlines ( http://www.copaair.com" onclick="window.open(this.href);return false; ); Aires ( http://www.aires.aero" onclick="window.open(this.href);return false; ).

 

VISTO - Brasileiros com passaporte válido (atente para que ele não venha a expirar dentro de menos de 7 meses) não precisam de visto para entrarem no Panamá nem em outros países da América Central, exceto Belize (mais informações sobre viagens pela América Central, nas próximas edições).

 

De Ciudad de Panamá à San Blás

Pouco se falava sobre San Blás durante a viagem, mas quando isso acontecia era algo como “vou de qualquer maneira, só não sei como”. Pois bem, caminhando pelo Casco Viejo da Ciudad de Panamá, na Plaza de Francia, (matéria pra outra edição) onde estão alguns kunas, sobretudo mulheres vendendo artesanato e molas, perguntamos se elas poderiam nos ajudar com informações de como ir à San Blás. Tímidas mas super prestativas truncadamente iam nos dando as coordenadas.

 

Como tínhamos idéia de ir em ônibus e sem agência, a conversa foi se prolongando e... Sim, é possível ir em ônibus (Ciudad de Panamá - Charco-Cartí) conforme elas nos explicavam, mas até um ponto de asfalto; no mais, era esperar ao “Deus dará” um 4x4 passar e nos dar uma carona (quase impossível) ou oferecer o serviço. Absolutamente “furada”. Esqueça.

 

Eis que aparece Arnoldo Bonilla (também Kuna, genro do senhor Arquímedes, o “prefeito” da Cartí Yandub) quem nos oferece o serviço completo da Cabañas Cartí: transporte ida e volta, hospedagem, refeições e passeios nas ilhas! O que mais queriamos? Ir imediatamente!!!

 

Ficou pra manhã seguinte: US$ 20 por pessoa, para ir; US$ 20 por pessoa para voltar, mais US$ 30 por dia (hospedagem na cabana, banheiro compartilhado, banho de canequinha, café da manhã, almoço e jantar e o passeio. Geralmente a ordem básica de visitas às ilhas é: Aguja, Diablo e Perro então reserve pelo menos 5 dias para estar em San Blás).

 

Pechinche! Você pode (como nós) observar que não é muito fácil tentar montar alguma estrutura ali, que é difícil levar produtos para as ilhas, que cada turista (se não consciente) é uma “ameaça” ao frágil local e decidir não pedir desconto. Mas se na hora do perrengue o hábito de pechinchar aflorar…você conseguirá. Dois viajantes chilenos com quem cruzamos diversas vezes durante a viagem conseguiram baixar a diária para US$ 20 por pessoa.

 

Cabañas Cartí:

Telefones: 507 6697-1193 e 507 6733-6309.

E-mail: cabanascarti@hotmail.com (Falar com o senhor Arquímedes).

 

 

Outra opção é ficar hospedado na Ilha Aguja: US$ 10 a diária por pessoa em rede fornecida pelo local ou por pessoa em barraca de camping (deve levá-la). Leve também alimentos para preparar no local. O preço dos passeios deve ser negociado, mas não costuma sair menos de US$ 10 por pessoa. (Falar com o senhor Luiz Barnett: 507 6697-6603 e 507 6654-6277 ou com Tony Harrington 507 6699-6953 e 507 6709-2834)

 

Para quem está com o orçamento mais folgado, bem mais folgado, uma opção de hospedagem é o Uaguinega Dolphin Cabañas (http://www.uaguinega.com/index-0.html" onclick="window.open(this.href);return false;) que fica na ilha Achutupu.

 

+ Na internet:

 

http://www.congresogeneralkuna.org/" onclick="window.open(this.href);return false; - (em espanhol).

http://es.geocities.com/kunayarki/" onclick="window.open(this.href);return false; - Notícias Kunas (em espanhol).

http://www.uni-lueneburg.de/fb3/suk/akp" onclick="window.open(this.href);return false; ... dex_s.html - Informações sobre a língua Kuna (em espanhol, inglês e alemão).

http://www.kammuigar.es.vg" onclick="window.open(this.href);return false; – informações sobre danças e tradições Kuna (em espanhol).

http://deleonkantule.tripod.com/introesp.html" onclick="window.open(this.href);return false; - site do artista Kuna, Oswaldo DeLeón Kantule. Lindas obras e um pouco do universo Kuna na arte (em espanhol e inglês).

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1 - TEM como chegar em San Blas de ONIBUS, nos descobrimos apos pagarmos 30 USD para a canoa taxi kuna e para o 4X4 até Panama City. Os gringos que conhecemos que foram em outro barco pagaram apenas 5 dolares, para o onibus de San Blas ateh Colon e de Colon ateh Panama City e mais 1 dolar do taxi ateh o albergue.

 

 

2 - Sobre SAN BLAS via Colombia - Panama de barco:

 

O Lonely Planet recomenda o Casa Viena, mas outros hostais também tem informaçoes sobre barcos, entao se tiver tempo chegue em Cartagena e pesquise, converse com os capitaes, em geral o email deles estah disponivel, se possivel visite o barco. O que vimos é que alguns dos barcos recomendados pelo hostal saem abarrotados, um deles saiu com 23 pessoas.

 

Nos tivemos uma grande sorte, conhecemos uma menina brasileira que jah estava pesquisando e resolvemos nos juntar a ela e ir de barco, pois a passagem de aviao a essa altura estava custando 500 USD ida e volta. Ela estava esperando um capitao com quem ia conversar no Hostal Media Luna quando um casal franco-brasileiro apareceu perguntando quem estaria interessado numa viagem de barco e entao eles disseram que tinham um catamara e que procuravam passageiros, sendo que queriam no maximo 4 passageiros.

 

Fomos visitar o barco e ficamos encantadas e fechamos na hora. Fizemos entao a travessia com o Rebelle, do capitao Xavier, um catamara, bem melhor que um veleiro, pois tem mais espaço para circular, com apenas o capitao frances, a esposa brasileira e 4 passageiros, um irlandes e nos 3 meninas brasileiras pelo mesmo valor que outros barcos que saem abarrotados de gente.

 

Outra coisa que foi super positiva de irmos com eles é que nunca ficavamos parados em um só local, visitamos varias ilhas desertas, enquanto os outros barcos ficam ancorados em um so lugar, em ilhas habitadas, em que os corais jah estao cinza. Alem de tudo comemos super bem, comida super natural, saladas maravilhosas, atum pescado na hora, e lagostas frescas vendidas pelos indios Kunas.

 

Infelizmente o Rebelle vai estar por pouco tempo fazendo a rota porque o casal estah dando a volta ao mundo. Entao se alguem quiser aproveitar essa chance unica avise que mando o contato do Rebelle.

  • 2 semanas depois...
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Olá...voltei do Panama no dia 13/11 e fui a San Blas, Isla Grande e Bocas.

 

Minha experiência não foi das melhores...já que a Ilha que fiquei não tinha ninguem e os Indios eram bem sujos (algo que me incomoda muito). Não consegui comer a comida que eles deram e também a cabana que fiquei tinha muita barata e caranguejos.

Mas de qualquer forma a Ilha e o Local é paradisiaco, muito lindo. Para quem gosta de um conforto é melhor chegar por lá bem cedo e fazer um tour pelas ilhas e voltar a tarde. O ultimo 4x4 que sai de lá por volta das 16 horas da tarde, já que a estrada fecha a noite devido as curvas.

Os índios sempre querem mais grana e vc tem que pagar uma taxa para entrar em Kuna/San Blas e as vezes eles querem cobrar tanto na ida como na volta.

Isla Grande tem uma infra-estrutura melhor, mas é uma ilha bem pequena.

Bocas também tem uma infra-estrutura melhor que San Blas.

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Sim. Não tem ar condicionado nem cama King Size nas ocas do índios e as índias não fazem o serviço de faxina diariamente. Entendi...

 

As ilhas são menores que um campo de futebol e são de areia branca e as ocas são construídas em cima dessa areia e é obvio que há caranguejo nas ocas. Os índios não tem higiene? Sei, como é... Talvez você tenha imaginado que eles já estivessem "100% domesticados", assim como nós, com todos os "confortos" da vida urbana. Mas não, eles continuam tentando viver como sempre viveram. O Sonho do governo panamenho é invadir aquilo tudo e fazer isso aí que você talvez gostaria de ter visto. Tentaram e se deram mal. Espero que esse tipo de turismo que quer conforto e comodidade a qualquer custo, mesmo que isso signifique destruir tudo, fique bem longe de lá.

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Sim. Não tem ar condicionado nem cama King Size nas ocas do índios e as índias não fazem o serviço de faxina diariamente. Entendi...

 

As ilhas são menores que um campo de futebol e são de areia branca e as ocas são construídas em cima dessa areia e é obvio que há caranguejo nas ocas. Os índios não tem higiene? Sei, como é... Talvez você tenha imaginado que eles já estivessem "100% domesticados", assim como nós, com todos os "confortos" da vida urbana. Mas não, eles continuam tentando viver como sempre viveram. O Sonho do governo panamenho é invadir aquilo tudo e fazer isso aí que você talvez gostaria de ter visto. Tentaram e se deram mal. Espero que esse tipo de turismo que quer conforto e comodidade a qualquer custo, mesmo que isso signifique destruir tudo, fique bem longe de lá.

 

Silnei,

Eu entendi mais ou menos a situaçao, tudo bem que talvez a Aline tenha ido pensando em uma coisa e encontrou outra completamente diferente, e nao é todo mundo que aguenta uma situacao ultra roots style! Eu nao sei como eu reagiria porque na boa eu sei que eu fui em catamara em condicoes ultra luxuosas, entao nao posso julga-la. Agora fiquem felizes se encontrarem carangueijos isso quer dizer que o desequilibrio ambiental ainda nao chegou... na minha praia, Genipabu a tempos nao vejo uma Maria Farinha. Agora como eu tenho mais medo de carangeuijo do que de barata eu teria levado minha barraca se fosse pra lá. Quanto aos indios eles estao sendo jah "domesticados" e da pior maneira, se ultilizando das maravilhas do mundo moderno e jogando o lixo no mar. As ilhas estao cheias de lixo, mesmo as desabitadas, pois a maré está levando. Fui jogar volei com os Kunas numa ilha e achei varios peixe sandalia, peixe rayovac, peixe redbull... tem de tudo!!! San Blas é uma coisa linda, mas ficamos realmente temendo pelo futuro porque o lixo jah estah por todos os lados. Uma das meninas foi na mesma situaçao da Aline e foi na boa conversar com o dono da ilha e dizer que a ilha dele tah muito suja.

 

Ainda assim prefiro a falta de estrutura de San Blas a favelinha de Bocas del Toro, aonde vc soh pode ir a praia se pegar um onibus ou um barco porque as paraias proximas estao contaminadas. Uma menina que estah estudando a agua da ilha disse que quem beber agua lah adoece na hora e foi o que aconteceu com uma das meninas que estah viajando comigo.

 

Abraços mochileiros,

 

Gisele

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Bom dia!

 

Eu só contei minha experiência em San Blas...não estava a procura de um resort. Sabia como era a estrutura, mas não sabia que existia tanta sujeira.

 

Os índios estão domesticados sim!! pq sabem muito bem o vlr do USD. Eu fui sozinha e me cobraram a diária de USD 55,00, no outro dia chegaram dois casais espanhois e eles cobraram a diária de USD 75,00 dólares para cada. As ilhas estão sujas, cheias de garrafas e eles podem não estar domesticados...mas já sabem destruir a natureza, como a Gisele disse.

Como eu fui sozinha, não aconselho ir para San Blas, talvez com amigos seja bem melhor.

 

Gisele,

Também fiz a mesma pergunta a eles sobre a quantidade de garrafas encontradas na praia, e eles me disseram que não iam limpar pq foi nós que sujamos. Mas no caminho de barco para a ilha...eu vi os Indios jogando garrafas na praia.

 

obrigada

 

Aline

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Fala Mochileiros! Parabéns pelo tópico Silnei.

Estou embarcando está semana para uma surf trip em Bocas del Toro...

Vou ficar um dia em Panamá City e voarei para Bocas para ficar uns 10, 12 dias (ainda estamos decidindo se vamos conhecer a Costa Rica - Puerto Limon)

*** Alguém já foi de Bocas para a Costa Rica?

 

Dia 24/12 minha namorada retorna ao Brasil e como fico até dia 29/12 quero passar pelo menos 3 dias em San Blas...

Alguém viu algum surfista/ondas em San Blas?

Estou em dúvida se mando minhas pranchas de volta para o Brasil ou levo para San Blas...pelo que pesquisei não rola onda por lá...

Levarei apenas protetor, máquina fotografica, $$ e uma pequena mochila...

Dúvidas:

*** Levar ou não prancha?

*** Levar ou não barraca de camping?

 

Desde já agradeço

Abçs e pé na estrada...

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Fala Mochileiros! Parabéns pelo tópico Silnei.

Estou embarcando está semana para uma surf trip em Bocas del Toro...

Vou ficar um dia em Panamá City e voarei para Bocas para ficar uns 10, 12 dias (ainda estamos decidindo se vamos conhecer a Costa Rica - Puerto Limon)

*** Alguém já foi de Bocas para a Costa Rica?

Tranquilo ir pra Costa Rica. Quando sair do Water Taxi vah ateh o terminal de onibus, eh perto, pode ir a pé, e pega o onibus ateh a fronteira, ou se quiser pega taxi mesmo. Chegando na fronteira carimba o passaporte saindo do Panama, cruza a ponte trash n´roll a pé, carimba o passaporte de entrada na Costa Rica. SENDO que, LEVE copia da sua passgem de volta pro Brasil, senao vao criar caso pra vc entrar... e se vc nao levar a copia e deixar pra tirar lah vai te custar absurdos 3 dolares. Depois que cruzar a fronteira pega o onibus do outro lado no terminal, em geral as pessoas vao para Puerto Viejo primeiro, sugiro o Hostal Pagalu, o melhor que fiquei ateh hoje, ou algum mais proximo de onde estarao as ondas.

 

Aconselho a olhar a previsao do tempo, passei uma semana em Bocas e outros 4 dias na Costa Rica e estava chovendo no lado do Caribe, todo mundo tava correndo pro Pacifico ou pra NIcaragua.

 

Dia 24/12 minha namorada retorna ao Brasil e como fico até dia 29/12 quero passar pelo menos 3 dias em San Blas...

Alguém viu algum surfista/ondas em San Blas?

Nao mesmo! Vi um cara em pé numa prancha fazendo o tal de padling!

 

Estou em dúvida se mando minhas pranchas de volta para o Brasil ou levo para San Blas...pelo que pesquisei não rola onda por lá...

Levarei apenas protetor, máquina fotografica, $$ e uma pequena mochila...

Dúvidas:

*** Levar ou não prancha?

Nao vi onda por lá, acho que nao vale a pena, leve un snorkel bom!

 

*** Levar ou não barraca de camping?

Se voce tiver medo de carangueijo, como eu! :P

 

Desde já agradeço

Abçs e pé na estrada...

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Obrigado pelas dicas...

San Blas - prancha substituída por snorkel e pé de pato!!!

 

Só mais dúvida em relação a Puerto Viejo.

Qual a melhor forma para retornar a Panama City?

Alguma empresa áerea faz voo de Limon para Panama City?

 

Att,

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Hola chicos y chicas, estivemos em San Blas entre 31/oct/09 e 04/nov/09, e tivemos uma experiência sensacional, Lara que prefere montanhas e não é fã de praia, não queria mais voltar.

 

O lugar é realmente maravilhoso, inicialmente iríamos ficar apenas 3 dias, mas resolvemos ficar outros 2, e só não ficamos além disso pois acabaram: o protetor solar, memória da máquina digital (2GB é pouco) e o dinheiro, já que os Kunas não aceitam cartão de crédito e não há onde sacar.

 

Visitamos uma ilha por dia, guiados pelo Sr. Tic, também conhecido por Mr.Smile, ele nos levou nas seguintes ilhas: Isla Perro, vimos cobra d’agua e tem um barco naufragado pertíssimo; Isla Pelicano, a menor que visitamos, Eri correu ao redor da ilha em menos de 1 minuto; Isla Manta Raya, nessa ficamos sozinhos, sem companhia de turistas, nem nativos; Isla Chichime , encontramos pão saindo do forno por 10 cents cada e no último dia fomos conhecer outra Isla Perro, vimos arraias, também tinha pão, mas não tava quente rsss. Os passeios saíam de manhã, depois do café e voltavam à tarde. Explorar essas ilhas foi uma experiência extraordinária, mergulhando vimos caranguejos, uma variedade de peixes, de diversos tamanhos e cores, estrelas do mar, conchas, cobras d´agua e até arraias!!! Vale a pena levar máquina aquática e sapatos para mergulho pois em algumas praias existem muitas pedras.

 

Durante dois dias na parte da tarde, quando não choveu, saímos para visitar algumas ilhas vizinhas, com comunidades Kuna Yala, nessas ilhas não há praia, ao invés disso há escolas, quadras de esportes, igreja, pequenos comércios, artesanatos, festas, algumas pousadas, etc

 

Quanto ao transporte até San Blas, deixamos Panamá City às 4h30 a.m., numa Toyota 4x4, com 3 panamenhos e 1 suiço, além do motorista. Até a metade do caminho ou mais, é um asfalto não muito bom com muitas curvas perigosas, em certo ponto o carro cruza um rio, mas uma ponte está sendo construída, inclusive tinha tratores e escavadeiras trabalhando, com a construção dessa em breve carros sem tração 4x4 conseguirão chegar até o cais de San Blas. A parte terrestre por pessoa saiu por USD 35, mais USD 6 para entrar no parque, mais USD 2 de taxa de embarque e mais USD 10 de canoa do continente até a ilha El Porvenir. Retornamos em um avião de 20 lugares que decolou da Isla El Porvenir ás 06h30 (o que nos obrigou a acordar e contemplar o magnífico nascer do sol), depois o avião fez conexão na Isla Corazón de Jesus para deixar e pegar passageiros, o tempo estava aberto, e pudemos apreciar uma visão incrível das ilhas pelo alto, valeu a pena, pagamos USD 80 pelo trecho por pessoa, descemos no aeroporto regional, ao lado do shopping Albrook Mall.

 

Não sabíamos que de 03 a 05 de novembro é feriado da pátria no Panamá, além disso na semana seguinte a essa também tem feriado, os panamenhos comentaram que novembro é o mês que mais tem feriados lá. Percebemos no dia 03 um aumento no número de turistas panamenhos, mas no geral estava tranqüilo, os nativos comentaram que no carnaval é mais lotado.

 

Ficamos na ilha El Porvenir, no hotel que leva o mesmo nome, (http://hotelporvenir.com/), contate Sra. Otilia 6692-3542, podemos considerar a opção como 5 estrelas para a região, mas não espere nada de luxo, é uma boa opção para quem não curte barraca ou oca, pois tem cama com mosqueteiro, banheiro privativo com descarga, chuveiro que resume-se a um cano com água gelada, que é da chuva, mas lá não precisa de água quente, pois é calor o ano todo, e pasmem, tem energia por geradores das 19h às 21h, ótimo para recarregar a bateria da câmera e do celular; além disso está incluso 3 refeições diárias, o café da manhã (pão, manteiga, ovo, chá ou café), o almoço e o jantar (frango, peixe ou polvo, arroz ou batata frita, feijão e salada) muito bem preparados pelo cozinheiro Jesus. Tudo isso (3 refeições, a diária do hotel, os passeios diários para as ilhas vizinhas) por USD 45 por pessoa; não inclui bebidas mas é oferecido cerveja, suco e refri de latinha por USD 1,25, na Ilha Wichubwala pagamos USD 0,50 numa Pepsi geladíssima, realmente incrível.

Caso queira mudar o cardápio, tem a opção de lagosta, a de 2 Libras sai por USD 15, e a de 3 libras por USD 20; lagosta menor que 2 libras não é permitida a pesca para que não atrapalhe a reprodução.

 

Também vimos o progresso, nativos com celulares, coca-cola, garrafas boiando nas águas e alguma sujeira nas praias de algumas ilhas, não achamos exagerado, mas também não gostamos de ver isso, pois como bons ecoturistas sempre nos preocupamos em não deixar sujeira por onde passamos, nem mesmo uma simples tampinha de garrafa.

 

Gostaríamos de agradecer ao pessoal do site, pois foi aqui que encontramos as informações e dicas para visitar esse paradisíaco local. ::otemo::

 

Abraços

Eri e Lara

 

[col][picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20091211125703.JPG 448 336 Legenda da Foto]Isla Pelicano[/picturethis]|[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20091210000915.JPG 448 336 Legenda da Foto]Isla El Porvenir[/picturethis][/col]

[col][picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20091210000537.JPG 448 336 Legenda da Foto]Isla Pelicano[/picturethis]|[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20091211130336.JPG 448 336 Legenda da Foto]Isla El Porvenir - Nascer do Sol[/picturethis][/col]

Editado por Visitante

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Sabem dizer se é possível sair da Cidade do Panamá, passar 3 dias em Sana Blas e voltar para a cidade do Panamá com 500 reais?

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