Este é o meu relato (sendo postado com muito atraso) do mochilão que fiz em Julho de 2011, para Bolívia e Peru. Desculpem a falta de informações de preços, horários e etc... Demorei muito para postar e então não me recordo exatamente. Mas se surgirem dúvidas, postem que talvez eu recorde Espero que gostem!
Quando cheguei na rodoviária de Santa Cruz me dei conta de que estava na Bolívia quando vi a grande muvuca de carros, pessoas no mercado de rua, as cholitas (mulheres de chapeuzinho e saias) vendendo sanduíches suspeitos e folha de coca. Pegamos um onibus para La Paz, 18 horas depois chegamos e fomos direto para o Mercado de las Brujas, onde as mulheres vendem amuletos e os bizarros fetos de lhama!
Logo no segundo dia em La Paz, sem nem ter tempo para nos acostumarmos com os 4 mil metros de altitude, fomos subir o Chacaltaya. Emocionante foi ver neve pela primeira vez, ainda mais numa paisagem tão exuberante quanto essa. Esse foi sem dúvida um dos momentos mais marcantes de toda a viagem. Na ida, de onibus comum, vimos lhamas e bonecos de neve. Subir a montanha foi algo surreal para mim. O mal de altitude pega a gente, mas mastigar as folhas de coca ajuda a aguentar a subida com muito vento gelado, pedras escorregadias e cansaço físico. Começamos a subir todos juntos, quando me dei conta estava subindo sozinha, alguns ficaram para trás e outros já estavam lá em cima.
Visitei também o Valle de la Luna, um lugar muito bonito em La Paz. Tive a maravilhosa surpresa de ver um homem boliviano tocando flauta do alto de uma rocha. Momentos especiais de reflexão aconteceram muitas vezes nas paisagens da Bolívia.
Em Tihuanaco, além de visitar o sítio arqueológico impressionante, aproveitei também a paisagem do lugar, entre as montanhas e um céu azulão com sol, muito bonito! Além de fazer a minha primeira refeição de comida típica, sem medo de ser feliz (ou de passar mal do estômago).
Foi triste dar adeus a La Paz, cidade muito interessante. Pegamos um onibus para Copacabana, onde iríamos ver o Lago Titicaca pela primeira vez. Depois de uma péssima viagem em um onibus velho que balançava demais e me rendeu uma dor de cabeça chata, chegamos em Copacabana com chuva e tempo feio. O desanimo logo tomou conta de todos, mas em questão de poucas horas o tempo virou, o Sol saiu e vimos um lindo por do sol na beira do Titicaca! Copacabana é uma cidade muito divertida e acolhedora, vale a pena passar um tempinho lá!
No dia seguinte pegamos um barco para a Isla del Sol, onde desembarcamos na parte norte da ilha. Passamos o dia caminhando pela trilha, subindo e descendo morros e vendo a imensidão do lago Titicaca. Chegamos no lado sul da ilha de noite, perguntamos a uma nativa onde havia um restaurante, pois não enxergavamos nada na escuridão do povoado. A mulher nos levou em uma casinha simples de chão batido e teto de palha, onde uma família de pessoas simples estavam fazendo pizzas caseiras, era lá mesmo que iríamos comer depois de um dia inteiro caminhando! Fomos presenteados com a atenção especial da família e uma pizza vegetariana e havaiana deliciosa, provavelmente a melhor refeição de toda a viagem!
Na manhã seguinte fizemos uma trilha para pegar o barco de volta para Copacabana. Lá pegamos um onibus rumo a Puno, nos despedindo da Bolívia. A Bolívia foi o lugar mais mágico que já visitei.
Depois de ter visitado a Bolívia, cruzamos a fronteira para o Peru. A primeira cidade que visitei foi Puno, onde o trânsito é caótico, em cruzamentos a lei é: passa quem buzina primeiro! Pegamos um barco e fomos visitar as Ilhas Flutuantes de Uros, onde vivem um povo diferente. Dessa planta chamada Totora eles constroem a ilha, que chega a durar 50 anos, e também se alimentam da planta.
Seguimos para Cusco, e de lá fazíamos passeios turísticos ao redor da cidade, visitando sítios arqueológicos e outras curiosidades. Uma delas foi visitar um povoadinho cheio de cholitas (mulheres com vestes folclóricas) onde uma delas explicou como era tingida a lã que elas usavam para fazer casacos, gorros, etc. Elas usam materiais naturais como milho roxo, folhas, flores, sangue de inseto, entre outros. Também vimos uma cholita criadora de lhamas, e as lhamas não cospem na gente, como diz a lenda! Uma coisa interessante que notei foi a diferença entre as cholitas, em vários lugares que fomos vimos diferentes tipos de vestimentas e costumes, muito legal!
Aproveitamos para descansar bem pois no dia seguinte (ou melhor, na madrugada seguinte) iriamos partir rumo à Trilha Salkantay, que duraria 4 dias, até chegarmos em Machu Picchu. Na foto eu e minha amiga Luiza aproveitando os snacks do Peru, chocolate Sublime e Inka Cola, um refrigerante que é feio mas é gostoso
O primeiro dia de trilha foi difícil, fazia muito calor e andamos (ou melhor, subimos) em meio a paisagem de floresta tropical. No segundo dia a paisagem muda completamente, passando para montanha nevada e depois um terreno arenoso e com muitas pedras. Muitas vezes o cansaço vencia o corpo e o medo tomava conta da mente. O corpo dói, às vezes surge um choro de desespero, às vezes um choro de alegria. Mas apesar de tudo isso vale a pena se colocar em teste, pra se conhecer melhor, e isso acontece. E também tem a questão de ficar sem tomar banho durante 3 dias, onde você deixa de lado a vaidade, o espelho, a maquiagem então nem se fala! O belo passa a ser visto nas paisagens e no esforço. Dormíamos cedo e acordávamos cedo com o cozinheiro do acampamento gritando "Té de Coca!" (o chá da folha de coca, a qual mascávamos durante as caminhadas rumo ao topo da montanha para aguentar a altitude), tomávamos café da manhã e continuávamos a caminhar. Na primeira noite tomamos uns goles de Pisco pra ver se vencia o frio, mas nem isso adiantou.
No último dia dormimos em Águas Calientes, cidade que fica ao lado de Machu Picchu. Aí tivemos banho quente e cama. Na madrugada seguinte acordamos e pegamos o onibus até Machu Picchu. A fila para entrar era imensa! A cidade antiga é linda, cercada por montanhas. Passamos algumas horas descobrindo a cidade e de noite voltamos para Cusco.
Cusco é uma cidade muito interessante, e bastante turística. Fomos no Mama África, bar onde só tem gringo. Tomamos Pisco Sour (muito bom!), drink feito de Pisco, clara de ovo e outros ingredientes. Ficamos em um hostal chamado Chaski, bem na Plaza de Armas. Vimos alguns protestos acontecendo em frente à catedral e também vimos um carnaval muito engraçado. A bandeira de Cusco é essa que se confunde com a bandeira gay. Sugestão: nunca compare a bandeira de Cusco com a bandeira gay na frente de um peruano, vai por mim, não é legal. Eu aproveitei um dia pra tomar café da manhã em um café de rua, pois não aguentava mais o tal café continental que é servido em todo lugar (pão ruim, manteiga, marmelada (geléia), suco de laranja (às vezes) e chá de coca), e tomei um café da manhã delicioso
Como ainda me sobravam alguns dias para voltar para o Brasil, decidi ir viajar mais um pouco. Visitei as curiosas múmias de Nasca, que ficam em tumbas à céu aberto no meio do deserto. Aliás, Nasca é um lugar muito diferente de todos os outros que visitei. No meio de um vasto deserto vimos a segunda maior pirâmide do mundo, que ainda está sendo descoberta. Em Cahuachi existem vários montes de areia que escondem profundas pirâmides, esperando para serem descobertas. O povo de Nasca também construiu os aquedutos, que funcionam até hoje, com 2000 anos de idade. Perto de todas essas curiosidades, as famosas linhas de Nasca até perderam a graça. Mas é interessante visualizá-las do topo do mirante e notar que elas seguem pelo horizonte sem fim!
Depois de Nasca seguimos para Pisco, uma cidade litorânea muito feinha, que serviu só para dormirmos. Na manhã seguinte fomos para Paracas e fizemos o passeio de barco pelas Ilhas Balestras, que foi surpreendente. Avistamos milhares e milhares de pássaros de diferentes espécies dominando as ilhas. E para dar graça ao passeio, os leões marinhos que se espreguiçavam nas pedras da ilha, muito engraçados!
Saindo das Ilhas pegamos um guia que nos levou em uma bodega de Pisco super antiga, onde vimos como era fabricada a bebida e provamos um pouco de cada uma (que não era nada boa haha). O interessante mesmo foi admirar o lugar, cheinho de objetos antigos pendurados em todas as paredes e no chão vários barris de barro, contendo muito Pisco!
Saímos da bodega borrachos (bêbados) e fomos para Huacachina, um oásis no meio de dunas impressionantes! Fizemos sandboard (e levei um tombo fenomenal, o que rendeu boas piadas depois) e depois curtimos o restinho do dia no oásis.
Pegamos um ônibus rumo à Arequipa, a cidade branca do Peru (esse nome foi dado por causa das construções feitas de pedra vulcânica branca que dão a cor à cidade). Fiquei surpresa de ver como a cidade é bonita. Passeamos pelo Mosteiro de Santa Catalina, uma cidade antiga dentro da cidade de Arequipa. Cheio de jardins floridos e os "apartamentos" antigos. Depois passeamos pela Plaza de Armas (muito bonita!) e descobrimos um café com terraço vazio, onde tomei uma taça de vinho
Na madrugada seguinte (mais precisamente às 2am ) pegamos uma van rumo ao Canyon del Coca, onde chegaríamos lá pelas 8h da manhã para avistar os condores voando. Não gostei desse passeio, as 5 horas de viagem foram torturantes, o calor, o balanço frenético da van na estrada de chão não foram nada agradáveis misturados com a minhas dores de cabeça, garganta e costas ãã2::'> . Quando finalmente chegamos no Canyon o número de turistas era tão grande que mal consegui avistar os condores voando . Aí perdeu o encanto e eu já estava de saco cheio, desejando ter ficado em Arequipa. A única coisa legal do passeio foi ter tirado foto com uma ave domesticada ( ), tadinha.
Depois voltei para Cusco, onde passei somente mais um dia e retornei para o Brasil. Com saudades do Peru, de tomar banho gelado, ver várias paisagens diferentes, superar meus limites, me conhecer melhor. Valeu a pena!
Este é o meu relato (sendo postado com muito atraso) do mochilão que fiz em Julho de 2011, para Bolívia e Peru. Desculpem a falta de informações de preços, horários e etc... Demorei muito para postar e então não me recordo exatamente. Mas se surgirem dúvidas, postem que talvez eu recorde
Espero que gostem!
Quando cheguei na rodoviária de Santa Cruz me dei conta de que estava na Bolívia quando vi a grande muvuca de carros, pessoas no mercado de rua, as cholitas (mulheres de chapeuzinho e saias) vendendo sanduíches suspeitos e folha de coca. Pegamos um onibus para La Paz, 18 horas depois chegamos e fomos direto para o Mercado de las Brujas, onde as mulheres vendem amuletos e os bizarros fetos de lhama!
Logo no segundo dia em La Paz, sem nem ter tempo para nos acostumarmos com os 4 mil metros de altitude, fomos subir o Chacaltaya. Emocionante foi ver neve pela primeira vez, ainda mais numa paisagem tão exuberante quanto essa. Esse foi sem dúvida um dos momentos mais marcantes de toda a viagem. Na ida, de onibus comum, vimos lhamas e bonecos de neve. Subir a montanha foi algo surreal para mim. O mal de altitude pega a gente, mas mastigar as folhas de coca ajuda a aguentar a subida com muito vento gelado, pedras escorregadias e cansaço físico. Começamos a subir todos juntos, quando me dei conta estava subindo sozinha, alguns ficaram para trás e outros já estavam lá em cima.
Visitei também o Valle de la Luna, um lugar muito bonito em La Paz. Tive a maravilhosa surpresa de ver um homem boliviano tocando flauta do alto de uma rocha. Momentos especiais de reflexão aconteceram muitas vezes nas paisagens da Bolívia.
Em Tihuanaco, além de visitar o sítio arqueológico impressionante, aproveitei também a paisagem do lugar, entre as montanhas e um céu azulão com sol, muito bonito! Além de fazer a minha primeira refeição de comida típica, sem medo de ser feliz (ou de passar mal do estômago).
Foi triste dar adeus a La Paz, cidade muito interessante. Pegamos um onibus para Copacabana, onde iríamos ver o Lago Titicaca pela primeira vez. Depois de uma péssima viagem em um onibus velho que balançava demais e me rendeu uma dor de cabeça chata, chegamos em Copacabana com chuva e tempo feio. O desanimo logo tomou conta de todos, mas em questão de poucas horas o tempo virou, o Sol saiu e vimos um lindo por do sol na beira do Titicaca! Copacabana é uma cidade muito divertida e acolhedora, vale a pena passar um tempinho lá!
No dia seguinte pegamos um barco para a Isla del Sol, onde desembarcamos na parte norte da ilha. Passamos o dia caminhando pela trilha, subindo e descendo morros e vendo a imensidão do lago Titicaca. Chegamos no lado sul da ilha de noite, perguntamos a uma nativa onde havia um restaurante, pois não enxergavamos nada na escuridão do povoado. A mulher nos levou em uma casinha simples de chão batido e teto de palha, onde uma família de pessoas simples estavam fazendo pizzas caseiras, era lá mesmo que iríamos comer depois de um dia inteiro caminhando! Fomos presenteados com a atenção especial da família e uma pizza vegetariana e havaiana deliciosa, provavelmente a melhor refeição de toda a viagem!
Na manhã seguinte fizemos uma trilha para pegar o barco de volta para Copacabana. Lá pegamos um onibus rumo a Puno, nos despedindo da Bolívia. A Bolívia foi o lugar mais mágico que já visitei.
Depois de ter visitado a Bolívia, cruzamos a fronteira para o Peru. A primeira cidade que visitei foi Puno, onde o trânsito é caótico, em cruzamentos a lei é: passa quem buzina primeiro! Pegamos um barco e fomos visitar as Ilhas Flutuantes de Uros, onde vivem um povo diferente. Dessa planta chamada Totora eles constroem a ilha, que chega a durar 50 anos, e também se alimentam da planta.
Seguimos para Cusco, e de lá fazíamos passeios turísticos ao redor da cidade, visitando sítios arqueológicos e outras curiosidades. Uma delas foi visitar um povoadinho cheio de cholitas (mulheres com vestes folclóricas) onde uma delas explicou como era tingida a lã que elas usavam para fazer casacos, gorros, etc. Elas usam materiais naturais como milho roxo, folhas, flores, sangue de inseto, entre outros. Também vimos uma cholita criadora de lhamas, e as lhamas não cospem na gente, como diz a lenda! Uma coisa interessante que notei foi a diferença entre as cholitas, em vários lugares que fomos vimos diferentes tipos de vestimentas e costumes, muito legal!
Aproveitamos para descansar bem pois no dia seguinte (ou melhor, na madrugada seguinte) iriamos partir rumo à Trilha Salkantay, que duraria 4 dias, até chegarmos em Machu Picchu. Na foto eu e minha amiga Luiza aproveitando os snacks do Peru, chocolate Sublime e Inka Cola, um refrigerante que é feio mas é gostoso
O primeiro dia de trilha foi difícil, fazia muito calor e andamos (ou melhor, subimos) em meio a paisagem de floresta tropical. No segundo dia a paisagem muda completamente, passando para montanha nevada e depois um terreno arenoso e com muitas pedras. Muitas vezes o cansaço vencia o corpo e o medo tomava conta da mente. O corpo dói, às vezes surge um choro de desespero, às vezes um choro de alegria. Mas apesar de tudo isso vale a pena se colocar em teste, pra se conhecer melhor, e isso acontece. E também tem a questão de ficar sem tomar banho durante 3 dias, onde você deixa de lado a vaidade, o espelho, a maquiagem então nem se fala! O belo passa a ser visto nas paisagens e no esforço. Dormíamos cedo e acordávamos cedo com o cozinheiro do acampamento gritando "Té de Coca!" (o chá da folha de coca, a qual mascávamos durante as caminhadas rumo ao topo da montanha para aguentar a altitude), tomávamos café da manhã e continuávamos a caminhar. Na primeira noite tomamos uns goles de Pisco pra ver se vencia o frio, mas nem isso adiantou.
No último dia dormimos em Águas Calientes, cidade que fica ao lado de Machu Picchu. Aí tivemos banho quente e cama. Na madrugada seguinte acordamos e pegamos o onibus até Machu Picchu. A fila para entrar era imensa! A cidade antiga é linda, cercada por montanhas. Passamos algumas horas descobrindo a cidade e de noite voltamos para Cusco.
Cusco é uma cidade muito interessante, e bastante turística. Fomos no Mama África, bar onde só tem gringo. Tomamos Pisco Sour (muito bom!), drink feito de Pisco, clara de ovo e outros ingredientes. Ficamos em um hostal chamado Chaski, bem na Plaza de Armas. Vimos alguns protestos acontecendo em frente à catedral e também vimos um carnaval muito engraçado. A bandeira de Cusco é essa que se confunde com a bandeira gay. Sugestão: nunca compare a bandeira de Cusco com a bandeira gay na frente de um peruano, vai por mim, não é legal. Eu aproveitei um dia pra tomar café da manhã em um café de rua, pois não aguentava mais o tal café continental que é servido em todo lugar
(pão ruim, manteiga, marmelada (geléia), suco de laranja (às vezes) e chá de coca), e tomei um café da manhã delicioso 
Como ainda me sobravam alguns dias para voltar para o Brasil, decidi ir viajar mais um pouco. Visitei as curiosas múmias de Nasca, que ficam em tumbas à céu aberto no meio do deserto. Aliás, Nasca é um lugar muito diferente de todos os outros que visitei. No meio de um vasto deserto vimos a segunda maior pirâmide do mundo, que ainda está sendo descoberta. Em Cahuachi existem vários montes de areia que escondem profundas pirâmides, esperando para serem descobertas. O povo de Nasca também construiu os aquedutos, que funcionam até hoje, com 2000 anos de idade. Perto de todas essas curiosidades, as famosas linhas de Nasca até perderam a graça. Mas é interessante visualizá-las do topo do mirante e notar que elas seguem pelo horizonte sem fim!
Depois de Nasca seguimos para Pisco, uma cidade litorânea muito feinha, que serviu só para dormirmos. Na manhã seguinte fomos para Paracas e fizemos o passeio de barco pelas Ilhas Balestras, que foi surpreendente. Avistamos milhares e milhares de pássaros de diferentes espécies dominando as ilhas. E para dar graça ao passeio, os leões marinhos que se espreguiçavam nas pedras da ilha, muito engraçados!
Saindo das Ilhas pegamos um guia que nos levou em uma bodega de Pisco super antiga, onde vimos como era fabricada a bebida e provamos um pouco de cada uma (que não era nada boa haha). O interessante mesmo foi admirar o lugar, cheinho de objetos antigos pendurados em todas as paredes e no chão vários barris de barro, contendo muito Pisco!
Saímos da bodega borrachos (bêbados) e fomos para Huacachina, um oásis no meio de dunas impressionantes! Fizemos sandboard (e levei um tombo fenomenal, o que rendeu boas piadas depois) e depois curtimos o restinho do dia no oásis.
Pegamos um ônibus rumo à Arequipa, a cidade branca do Peru (esse nome foi dado por causa das construções feitas de pedra vulcânica branca que dão a cor à cidade). Fiquei surpresa de ver como a cidade é bonita. Passeamos pelo Mosteiro de Santa Catalina, uma cidade antiga dentro da cidade de Arequipa. Cheio de jardins floridos e os "apartamentos" antigos. Depois passeamos pela Plaza de Armas (muito bonita!) e descobrimos um café com terraço vazio, onde tomei uma taça de vinho
Na madrugada seguinte (mais precisamente às 2am
) pegamos uma van rumo ao Canyon del Coca, onde chegaríamos lá pelas 8h da manhã para avistar os condores voando. Não gostei desse passeio, as 5 horas de viagem foram torturantes, o calor, o balanço frenético da van na estrada de chão não foram nada agradáveis misturados com a minhas dores de cabeça, garganta e costas
ãã2::'> . Quando finalmente chegamos no Canyon o número de turistas era tão grande que mal consegui avistar os condores voando
. Aí perdeu o encanto e eu já estava de saco cheio, desejando ter ficado em Arequipa. A única coisa legal do passeio foi ter tirado foto com uma ave domesticada (
), tadinha.
Depois voltei para Cusco, onde passei somente mais um dia e retornei para o Brasil. Com saudades do Peru, de tomar banho gelado, ver várias paisagens diferentes, superar meus limites, me conhecer melhor. Valeu a pena!
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