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brunacapraro

RELATO C/ FOTOS - 20 DIAS BOLÍVIA E PERU (+ SALKANTAY)

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Este é o meu relato (sendo postado com muito atraso) do mochilão que fiz em Julho de 2011, para Bolívia e Peru. Desculpem a falta de informações de preços, horários e etc... Demorei muito para postar e então não me recordo exatamente. Mas se surgirem dúvidas, postem que talvez eu recorde :) Espero que gostem!

 

Quando cheguei na rodoviária de Santa Cruz me dei conta de que estava na Bolívia quando vi a grande muvuca de carros, pessoas no mercado de rua, as cholitas (mulheres de chapeuzinho e saias) vendendo sanduíches suspeitos e folha de coca. Pegamos um onibus para La Paz, 18 horas depois chegamos e fomos direto para o Mercado de las Brujas, onde as mulheres vendem amuletos e os bizarros fetos de lhama!

 

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Logo no segundo dia em La Paz, sem nem ter tempo para nos acostumarmos com os 4 mil metros de altitude, fomos subir o Chacaltaya. Emocionante foi ver neve pela primeira vez, ainda mais numa paisagem tão exuberante quanto essa. Esse foi sem dúvida um dos momentos mais marcantes de toda a viagem. Na ida, de onibus comum, vimos lhamas e bonecos de neve. Subir a montanha foi algo surreal para mim. O mal de altitude pega a gente, mas mastigar as folhas de coca ajuda a aguentar a subida com muito vento gelado, pedras escorregadias e cansaço físico. Começamos a subir todos juntos, quando me dei conta estava subindo sozinha, alguns ficaram para trás e outros já estavam lá em cima.

 

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Visitei também o Valle de la Luna, um lugar muito bonito em La Paz. Tive a maravilhosa surpresa de ver um homem boliviano tocando flauta do alto de uma rocha. Momentos especiais de reflexão aconteceram muitas vezes nas paisagens da Bolívia.

 

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Em Tihuanaco, além de visitar o sítio arqueológico impressionante, aproveitei também a paisagem do lugar, entre as montanhas e um céu azulão com sol, muito bonito! Além de fazer a minha primeira refeição de comida típica, sem medo de ser feliz (ou de passar mal do estômago).

 

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Foi triste dar adeus a La Paz, cidade muito interessante. Pegamos um onibus para Copacabana, onde iríamos ver o Lago Titicaca pela primeira vez. Depois de uma péssima viagem em um onibus velho que balançava demais e me rendeu uma dor de cabeça chata, chegamos em Copacabana com chuva e tempo feio. O desanimo logo tomou conta de todos, mas em questão de poucas horas o tempo virou, o Sol saiu e vimos um lindo por do sol na beira do Titicaca! Copacabana é uma cidade muito divertida e acolhedora, vale a pena passar um tempinho lá!

 

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No dia seguinte pegamos um barco para a Isla del Sol, onde desembarcamos na parte norte da ilha. Passamos o dia caminhando pela trilha, subindo e descendo morros e vendo a imensidão do lago Titicaca. Chegamos no lado sul da ilha de noite, perguntamos a uma nativa onde havia um restaurante, pois não enxergavamos nada na escuridão do povoado. A mulher nos levou em uma casinha simples de chão batido e teto de palha, onde uma família de pessoas simples estavam fazendo pizzas caseiras, era lá mesmo que iríamos comer depois de um dia inteiro caminhando! Fomos presenteados com a atenção especial da família e uma pizza vegetariana e havaiana deliciosa, provavelmente a melhor refeição de toda a viagem!

 

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Na manhã seguinte fizemos uma trilha para pegar o barco de volta para Copacabana. Lá pegamos um onibus rumo a Puno, nos despedindo da Bolívia. A Bolívia foi o lugar mais mágico que já visitei.

 

Depois de ter visitado a Bolívia, cruzamos a fronteira para o Peru. A primeira cidade que visitei foi Puno, onde o trânsito é caótico, em cruzamentos a lei é: passa quem buzina primeiro! Pegamos um barco e fomos visitar as Ilhas Flutuantes de Uros, onde vivem um povo diferente. Dessa planta chamada Totora eles constroem a ilha, que chega a durar 50 anos, e também se alimentam da planta.

 

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Seguimos para Cusco, e de lá fazíamos passeios turísticos ao redor da cidade, visitando sítios arqueológicos e outras curiosidades. Uma delas foi visitar um povoadinho cheio de cholitas (mulheres com vestes folclóricas) onde uma delas explicou como era tingida a lã que elas usavam para fazer casacos, gorros, etc. Elas usam materiais naturais como milho roxo, folhas, flores, sangue de inseto, entre outros. Também vimos uma cholita criadora de lhamas, e as lhamas não cospem na gente, como diz a lenda! Uma coisa interessante que notei foi a diferença entre as cholitas, em vários lugares que fomos vimos diferentes tipos de vestimentas e costumes, muito legal!

 

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Aproveitamos para descansar bem pois no dia seguinte (ou melhor, na madrugada seguinte) iriamos partir rumo à Trilha Salkantay, que duraria 4 dias, até chegarmos em Machu Picchu. Na foto eu e minha amiga Luiza aproveitando os snacks do Peru, chocolate Sublime e Inka Cola, um refrigerante que é feio mas é gostoso :)

 

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O primeiro dia de trilha foi difícil, fazia muito calor e andamos (ou melhor, subimos) em meio a paisagem de floresta tropical. No segundo dia a paisagem muda completamente, passando para montanha nevada e depois um terreno arenoso e com muitas pedras. Muitas vezes o cansaço vencia o corpo e o medo tomava conta da mente. O corpo dói, às vezes surge um choro de desespero, às vezes um choro de alegria. Mas apesar de tudo isso vale a pena se colocar em teste, pra se conhecer melhor, e isso acontece. E também tem a questão de ficar sem tomar banho durante 3 dias, onde você deixa de lado a vaidade, o espelho, a maquiagem então nem se fala! O belo passa a ser visto nas paisagens e no esforço. Dormíamos cedo e acordávamos cedo com o cozinheiro do acampamento gritando "Té de Coca!" (o chá da folha de coca, a qual mascávamos durante as caminhadas rumo ao topo da montanha para aguentar a altitude), tomávamos café da manhã e continuávamos a caminhar. Na primeira noite tomamos uns goles de Pisco pra ver se vencia o frio, mas nem isso adiantou.

 

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No último dia dormimos em Águas Calientes, cidade que fica ao lado de Machu Picchu. Aí tivemos banho quente e cama. Na madrugada seguinte acordamos e pegamos o onibus até Machu Picchu. A fila para entrar era imensa! A cidade antiga é linda, cercada por montanhas. Passamos algumas horas descobrindo a cidade e de noite voltamos para Cusco.

 

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Cusco é uma cidade muito interessante, e bastante turística. Fomos no Mama África, bar onde só tem gringo. Tomamos Pisco Sour (muito bom!), drink feito de Pisco, clara de ovo e outros ingredientes. Ficamos em um hostal chamado Chaski, bem na Plaza de Armas. Vimos alguns protestos acontecendo em frente à catedral e também vimos um carnaval muito engraçado. A bandeira de Cusco é essa que se confunde com a bandeira gay. Sugestão: nunca compare a bandeira de Cusco com a bandeira gay na frente de um peruano, vai por mim, não é legal. Eu aproveitei um dia pra tomar café da manhã em um café de rua, pois não aguentava mais o tal café continental que é servido em todo lugar ::hein: (pão ruim, manteiga, marmelada (geléia), suco de laranja (às vezes) e chá de coca), e tomei um café da manhã delicioso :wink:

 

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Como ainda me sobravam alguns dias para voltar para o Brasil, decidi ir viajar mais um pouco. Visitei as curiosas múmias de Nasca, que ficam em tumbas à céu aberto no meio do deserto. Aliás, Nasca é um lugar muito diferente de todos os outros que visitei. No meio de um vasto deserto vimos a segunda maior pirâmide do mundo, que ainda está sendo descoberta. Em Cahuachi existem vários montes de areia que escondem profundas pirâmides, esperando para serem descobertas. O povo de Nasca também construiu os aquedutos, que funcionam até hoje, com 2000 anos de idade. Perto de todas essas curiosidades, as famosas linhas de Nasca até perderam a graça. Mas é interessante visualizá-las do topo do mirante e notar que elas seguem pelo horizonte sem fim!

 

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Depois de Nasca seguimos para Pisco, uma cidade litorânea muito feinha, que serviu só para dormirmos. Na manhã seguinte fomos para Paracas e fizemos o passeio de barco pelas Ilhas Balestras, que foi surpreendente. Avistamos milhares e milhares de pássaros de diferentes espécies dominando as ilhas. E para dar graça ao passeio, os leões marinhos que se espreguiçavam nas pedras da ilha, muito engraçados!

 

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Saindo das Ilhas pegamos um guia que nos levou em uma bodega de Pisco super antiga, onde vimos como era fabricada a bebida e provamos um pouco de cada uma (que não era nada boa haha). O interessante mesmo foi admirar o lugar, cheinho de objetos antigos pendurados em todas as paredes e no chão vários barris de barro, contendo muito Pisco!

 

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Saímos da bodega borrachos (bêbados) e fomos para Huacachina, um oásis no meio de dunas impressionantes! Fizemos sandboard (e levei um tombo fenomenal, o que rendeu boas piadas depois) e depois curtimos o restinho do dia no oásis.

 

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Pegamos um ônibus rumo à Arequipa, a cidade branca do Peru (esse nome foi dado por causa das construções feitas de pedra vulcânica branca que dão a cor à cidade). Fiquei surpresa de ver como a cidade é bonita. Passeamos pelo Mosteiro de Santa Catalina, uma cidade antiga dentro da cidade de Arequipa. Cheio de jardins floridos e os "apartamentos" antigos. Depois passeamos pela Plaza de Armas (muito bonita!) e descobrimos um café com terraço vazio, onde tomei uma taça de vinho ::otemo::

 

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Na madrugada seguinte (mais precisamente às 2am :|) pegamos uma van rumo ao Canyon del Coca, onde chegaríamos lá pelas 8h da manhã para avistar os condores voando. Não gostei desse passeio, as 5 horas de viagem foram torturantes, o calor, o balanço frenético da van na estrada de chão não foram nada agradáveis misturados com a minhas dores de cabeça, garganta e costas ::dãã2::ãã2::'> . Quando finalmente chegamos no Canyon o número de turistas era tão grande que mal consegui avistar os condores voando ::grr:: . Aí perdeu o encanto e eu já estava de saco cheio, desejando ter ficado em Arequipa. A única coisa legal do passeio foi ter tirado foto com uma ave domesticada ( ::quilpish:: ), tadinha.

 

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Depois voltei para Cusco, onde passei somente mais um dia e retornei para o Brasil. Com saudades do Peru, de tomar banho gelado, ver várias paisagens diferentes, superar meus limites, me conhecer melhor. Valeu a pena! ::otemo::

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Bruna,

 

Poucas, porém sábias palavras...acho que as fotos falam bem mais não é mesmo?

 

Fiquei emocionado com as paisagens da Salkantay ...me senti por ali =)

 

 

Estou indo em fevereiro, também vou fazer a Salkantay....Gostaria de saber quanto pagou, e com qual agência você fez...deixou pra fechar por lá, ou já reservou aqui no Brasil?

 

Uma coisa que não entendi...A trilha afinal é de 5 ou 4 dias? A saída é pela manhã ou é a noite? Enfim..dúvidas bobas mas que não esclareci hehehe

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Olá Helder,

 

A trilha Salkantay (trilha mesmo) é de 4 dias. É dito 5 dias, pois o 5º dia que é o dia em que você visita Machu Picchu normalmente também é incluído no valor pago no pacote.

A trilha começa bem cedinho (a agência te busca no hostel antes do sol nascer) e te leva até o ponto de início da trilha (normalmente Molepata), onde também tem um café da manhã (normalmente não incluído - depende da agência). A saída para caminhada é no início da manhã, depois do café de da pesagem e distribuição das malas nas mulinhas. Depois a caminhada é de 4 dias, dormindo em acampamentos até chegar à Águas Calientes, no final da tarde do quarto dia. Dorme-se em Águas Calientes, em um hotel, para a saída a visita à Machu Picchu no quinto dia, bem cedinho. Normalmente os pacotes incluem o retorno à Cuzco já no quinto dia, no final da tarde.

Quanto ao valor, acho que a Bruna poderá te passar um mais atual. Quando eu fui, em abril de 2010, paguei 250 dólares para os 5 dias, com toda a alimentação para a trilha, jantar e hospedagem em Águas Calientes no quarto dia, passagem de ônibus (ida ou volta apenas) para Machu Picchu e entrada e o retorno de trem para Cuzco.

 

A agência prestou um excelente serviço. O guia era muito bom, assim como as refeições (fartas) e o hotel e jantar em Águas Calientes. Eu contratei aqui no Brasil mesmo e fizemos um depósito pela Western Union de metade do valor para garantir a reserva.

Agência Amazin Adventures (Av. Collasuyo, 517 – tel (084) 237733 / 984721899 – e-mail: [email protected]). Se tiver dúvidas, pode ligar. Mesmo se você não fala espanhol, eles entendem relativamente bem o português.

 

Pela época que você vai (alta temporada), acho melhor contratar com pelo menos 1 mês de antecedência.

 

Espero ter ajudado!

 

Abraço,

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Nossa ajudou muitooooo...essa agência eu pesquisei e já mandei e-mail esses dias, ainda custa 250 dólares...Mas enfim, estou lendo muitos relatos de pessoas que foram na mesma época que estou indo e conseguiram fechar por lá, e pagaram menos de 200 doláres...por isso estou com essa dúvida..fechar antes eu teria que "engessar" a minha viagem, chegar em cuzco nessa data de qualquer jeito...não queria fazer isso =/ E como é temporada de chuvas, eu queria ver como vai estar o tempo...se estiver muito ruim..deixaria a trilha pra outra oportunidade e iria de trem...vou ver se fecho esse pensamento até o começo de dezembro, se arrisco deixar pra fechar lá ou se fecho por aqui...

 

Quando você foi conseguiu subir wayna picchu? o bilhete da entrada de Mp já ta includo no pacote também né? Não achei caro..comparando com os preços da trilha inca...

 

Obrigado de coração.

 

Olá Helder,

 

A trilha Salkantay (trilha mesmo) é de 4 dias. É dito 5 dias, pois o 5º dia que é o dia em que você visita Machu Picchu normalmente também é incluído no valor pago no pacote.

A trilha começa bem cedinho (a agência te busca no hostel antes do sol nascer) e te leva até o ponto de início da trilha (normalmente Molepata), onde também tem um café da manhã (normalmente não incluído - depende da agência). A saída para caminhada é no início da manhã, depois do café de da pesagem e distribuição das malas nas mulinhas. Depois a caminhada é de 4 dias, dormindo em acampamentos até chegar à Águas Calientes, no final da tarde do quarto dia. Dorme-se em Águas Calientes, em um hotel, para a saída a visita à Machu Picchu no quinto dia, bem cedinho. Normalmente os pacotes incluem o retorno à Cuzco já no quinto dia, no final da tarde.

Quanto ao valor, acho que a Bruna poderá te passar um mais atual. Quando eu fui, em abril de 2010, paguei 250 dólares para os 5 dias, com toda a alimentação para a trilha, jantar e hospedagem em Águas Calientes no quarto dia, passagem de ônibus (ida ou volta apenas) para Machu Picchu e entrada e o retorno de trem para Cuzco.

 

A agência prestou um excelente serviço. O guia era muito bom, assim como as refeições (fartas) e o hotel e jantar em Águas Calientes. Eu contratei aqui no Brasil mesmo e fizemos um depósito pela Western Union de metade do valor para garantir a reserva.

Agência Amazin Adventures (Av. Collasuyo, 517 – tel (084) 237733 / 984721899 – e-mail: [email protected]). Se tiver dúvidas, pode ligar. Mesmo se você não fala espanhol, eles entendem relativamente bem o português.

 

Pela época que você vai (alta temporada), acho melhor contratar com pelo menos 1 mês de antecedência.

 

Espero ter ajudado!

 

Abraço,

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Então Helder, eu também tive essa dúvida, mas como iria ficar alguns dias em Cuzco, joguei a trilha para o que seria o final do período em Cuzco, daí eu ganharia alguns dias para fazer alguma modificação, caso fosse necessário. É pouco, mas já te dá um pouco mais de flexibilidade.

Como era um desejo muito grande fazer essa trilha, resolvi não arriscar, mas veja o que é melhor pra você.

 

Quanto ao Huayna Picchu, consegui sim, tanto em fôlego ::lol4:: quanto em lista de espera (peguei o segundo horário). Como nesse passeio você está bem cedinho em Águas Calientes (dorme lá), chega mais cedo que o pessoal do trem, aí fica mais fácil conseguir número para subir. Essa inclusive é uma das desvantagens de ir de trem, a não ser que você vá um dia antes.

 

Bom , espero que dê tudo certo!

 

Abraço,

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Poxa Obrigado.....estou fazendo algumas modificações agora...também pretendo ficar alguns dias em cuzco, então to cortando o trem da morte..e indo direto pra la paz ou santa cruz..fica mais barato também...

 

Ontem recebi e-mail de uma agência que me cobrou 220 doláres...recebi no e-mail da empresa..amanhã posto aqui o nome da agência, pois não lembro de cabeça...e dou uma pesquisada no google também hehe

 

Tenho um desejo enorme de fazer a trilha também...até mais do que a tradicional...porque o ponto que mais me atrai são paisagens....e é verdade dormir em AC é a melhor maneira de pegar a senha hehehe

 

Gratidão querida ::Ksimno::

 

Então Helder, eu também tive essa dúvida, mas como iria ficar alguns dias em Cuzco, joguei a trilha para o que seria o final do período em Cuzco, daí eu ganharia alguns dias para fazer alguma modificação, caso fosse necessário. É pouco, mas já te dá um pouco mais de flexibilidade.

Como era um desejo muito grande fazer essa trilha, resolvi não arriscar, mas veja o que é melhor pra você.

 

Quanto ao Huayna Picchu, consegui sim, tanto em fôlego ::lol4:: quanto em lista de espera (peguei o segundo horário). Como nesse passeio você está bem cedinho em Águas Calientes (dorme lá), chega mais cedo que o pessoal do trem, aí fica mais fácil conseguir número para subir. Essa inclusive é uma das desvantagens de ir de trem, a não ser que você vá um dia antes.

 

Bom , espero que dê tudo certo!

 

Abraço,

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Que bom que gostaram do relato ::otemo::

Então quanto à trilha Salkantay... eu e meus amigos (fomos em 5 fazer a trilha + o resto da galera desconhecida que foi junto) fechamos o pacote da trilha assim que chegamos em Cusco, fui em alta temporada (Julho) e fechei com a agência lá mesmo. O que acontece é que para a trilha INCA há necessidade de reservar com meses de antecedência, mas a Salkantay não precisa. Foi super tranquilo para reservar, e em Cusco existem muitas agências oferecendo isso.

Agora, é aquela coisa... você vai pesquisar preços pelas agências, ver se confia na cara do peruano que está te oferecendo o pacote hahahaha e se for fechar com a agência "X", vai ter que jogar na mão de deus e confiar na agência. Com a agência que nós escolhemos deram alguns problemas (dica: foi a agência que fica no hostel Chaski). O cara que vendeu o pacote para nós falou uma coisa, falou que ia ter certas coisas que depois na hora H não tinha! E aí a gente teve que se estressar pra resolver as coisas em cima da hora, bem chato. Mas como íamos saber, né? Fora o rolo que deu, o resto foi muito bom. Tinham dois guias um bem chato (que colocava a galera para baixo às vezes, dizendo, por exemplo, que não conseguiríamos chegar no tempo certo no acampamento para almoçar e que assim ficaríamos sem almoço (??? que tipo de guia faz isso hahahahaha ???)) e em compensação um outro bem bacana que ajudava muito a galera e foi um ótimo guia em Machu Picchu.

Paguei US$ 160 para fazer a trilha Salkantay. Meus amigos que tinham a carteirinha de estudante pagaram US$ 140. Com acampamento tudo certinho (só o banheiro que era UÓ hahahahaha um buraco no chão à céu aberto, enquanto que no acampamento vizinho eles tinham um banheiro de verdade, com vaso sanitário e tudo que tem direito - que inclusive eu fui na calada da noite tentar usar escondida hahahaha e levei uma bronca ::mmm: mas po, usar o banheiro do meu acampamento à noite era pedir pra pisar em falso, escorregar e cair de bunda em um chão não muito limpo, se é que vocês me entendem...), as refeições eram fartas também, disso não tenho do que reclamar. O hotel que ficamos em Aguas Calientes era bom (banho quente é um milagre depois de 4 dias sem tomar banho hahahaha).

 

Agora, uma curiosidade sobre a trilha (que descobri de um jeito bem ingrato): quando o cara da agência explicou o trajeto da trilha e o que enfrentaríamos no caminho, ele disse basicamente o seguinte: "O primeiro dia é tranquilo, vocês chegam na cidadezinha tal, tomam café da manhã e vão caminhar tantos km até o acampamento para almoço. Depois caminharão mais até o acampamento para dormir. O segundo dia é puxado, boa parte é subida. Vão preparados para o frio, porque durante a trilha toda faz frio." Beleza né... fui com a minha cabeça feita de que era frio e o segundo dia era subida. Bom, saímos de Cusco de madrugada rumo à cidadezinha de partida da trilha, tomamos café e beleza. Começamos a trilha. Cara, foi desesperador. Fazia um calor de uns prováveis 30ºC no primeiro dia, que tinha MUITA SUBIDA!! E aí eu pensei: "Me ferrei, o cara falou que o primeiro dia é fácil e que é o segundo dia que tem subida, que p*rra é essa?". O primeiro dia era caminhar em estrada de chão, com um calor do inferno (imaginem que fui preparada para o frio... segunda pele, fleece, jaqueta ::bad::), umas subidas BIZARRAS no meio da mata, nas quais o piso era uma lama preta escorregadia e funda. Foi assustador aquilo porque nunca niguém tinha avisado do calor que faria. E aí eu tinha que tirar a roupa em excesso e pendurar na minha mochila, o que dificultou a caminhada. Então considero essa uma dica muito amiga, porque eu queria muito ter sabido disso antes hahahaha! Aí a noite do primeiro dia é nessa foto que tem a montanha nevada atrás com as barracas na frente, é BEM FRIO ::Cold::. A temperatura muda radicalmente, e a paisagem também. O segundo dia realmente foi mais difícil que o primeiro. Saímos cedão do acampamento para subir a Salkantay... aí a caminhada começou numa friaca, e a altitude começa a pegar mais, mas nada que uma folha de coca não ajude (muito!). O segundo dia, para mim, foi o mais legal. A subida na montanha é linda demais, o caminho é meio escorregadio e perigoso porque existem alguns momentos em que existem uns penhascos que o guia fala que é para tomar cuidado, porque enquanto você caminha os burros de carga passam junto com você, e se você estiver do lado do penhasco na mesma hora que o burro for passar, tome cuidado de ficar do lado certo porque corre o risco de escorregar e cair. Mas o segundo dia é lindo, caminhar entre as montanhas nevadas, depois de uma parte da subida se chega em um laguinho semi-congelado lindo para descansar... depois é mais subida (carregando uma pedra para, lá em cima, fazer o ritual de Pachamama). Dica importante aqui: nessa hora é bom alugar aquele bastão para ajudar na caminhada, porque tem partes em que a neve é alta, fofa e escorregadia na subida, aí o bastão ajuda muito! E depois da subida até os 4.600m de altitude, começa uma descida. Aí também foi surpreendente hahahaha... É o seguinte, o guia falou, tranquilão: "Agora vamos descer para almoçar." O que você imagina? Que vai descer um pouco e já já vai almoçar, né? ERRADO. Começamos a descer e a paisagem mudou COMPLETAMENTE. Agora era uma decida super íngreme, cujo solo era praticamente areia e muitas pedras pequenas soltas, num caminho íngreme e sinuoso. Beleza né, aí você pensa: descida, fácil! Começa a descer, descer, descer... e vê lá longe uma cabaninha! E aí você pensa "Ufa! Ta lá o acampamento pro almoço e descanso." Aí você chega no acampamento e um peruano te diz que "Não, este não é o seu acampamento." ::prestessao:: COMO ASSIM? e o seu guia responde, apontando pro horizonte: "Ta vendo aquelas cabanas lá longe? Esse é o nosso acampamento." aí você vê LÁ LOOOOONGE uns pontinhos brancos e dá risada de nervoso ::lol4::. Hahahahaha! Foi inacreditável, e foi aí que eu descobri que prefiro subir do que descer. Descemos correndo e levando tombos devido a areia com pedra solta, e às vezes vinha um monte de burros subindo e aí tínhamos que parar para dar passagem. E aí o guia aparece e diz: "Vocês não vão conseguir chegar à tempo para almoçar." Quando ele disse isso comecei a acelerar ainda mais o passo, tomando cuidado para não cair. Eu ria de nervoso e caminhava, esperando chegar logo naquele pontinho branco. Foi algo surreal hahahaha... Chegamos quase no final do almoço, comi super rápido o macarrão que já estava gelado. E aí o guia deu a intrução: "agora desceremos mais algumas horas para chegarmos no acampamento para durmir." e aí eu pensei: "há, eu vou sair antes de todo mundo porque eu tenho certeza que vou ficar pra trás." porque tinham uns gringos e franceses que eram MUITO rápidos (não sei como, juro!). Dito e feito, saí antes de todo mundo, andando rápido na descida, e a paisagem novamente mudou completamente. Agora a gente caminhava em um caminhozinho estreito de areia, ao lado uma ribanceira profunda que continha um rio lá embaixo e do outro lado uma montanhona verde. É impressionante como a paisagem muda drásticamente na Salkantay, isso é bem interessante. Começamos a descer num ritmo bom, e mantive o ritmo até o final. O que foi complicado nessa descida é que certos pontos do caminho tinham pequenas cachoeiras que deixavam o solo cheio de lama, imaginem isso numa descida. E você correndo contra o tempo, porque o céu iria escurecer em breve. E fazer aquela trilha de descida íngreme na lama, no escuro, do lado de um precipício, não ia ser muito bacana. A gente não aguentava mais tanta descida, foram umas 5 horas de descida direto nesse dia. Por sorte cheguei no acampamento antes de escurecer.

 

Acho que é isso que tenho que dizer sobre a trilha... essas são as dicas importantes que eu me lembro. Se tiver mais dúvidas é só perguntar :wink:

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