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Bora viajar?

Argentina, Patagônia argentina e Uruguai (Jan/Fev.2012) 31 dias sozinho

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Vou escrever esse relato aos poucos enquanto ainda lembro dos detalhes da viagem que fiz em Fevereiro deste ano (2012) para a Argentina/Uruguai.

 

Eu pesquisei bastante aqui no site sobre as viagens para estes locais e, por recomendação de um amigo meu que voltou da Argentina no dia em que viajei para lá, usei o Guia do Viajante Independente na América do Sul, afinal, fiz o mochilão todo sozinho. O trajeto escolhido foi: Rio de Janeiro - Mendoza - Bariloche - El Chaltén - El Calafate - Ushuaia - Buenos Aires - Rosario - Punta del Este - Montevideo - Rio de Janeiro.

 

Por não querer fazer longas conexões nem perder tanto tempo, resolvi optar por fazer todos os vôos diretos e pegar alguns ônibus noturnos.

 

Buenos Aires/Mendoza:

Dia 1 - Meu vôo para a Argentina saiu do Galeão de manhã cedo, aterrisando em Buenos Aires por volta das 9h30/10h. Como eu tava sem peso nenhum, troquei na Global Exchange em frente ao free shop, troquei pouco dinheiro, um erro! A cotação foi horrível, algo próximo a 2 pesos para 1 real. Saindo da área do free shop, encontrei um amigo meu que estava voltando para o Rio de Janeiro no aeroporto de Ezeiza mesmo, ele me alertou sobre notas falsas e conseguimos trocar uma nota de 100 pesos falsa que ele recebeu num taxi em BsAs e não tinha conseguido passar adiante. Compramos logo dois lanches completos no McDonalds do aeroporto (uns 35/40 pesos cada) e a mulher nem olhou direito a nota, logo, cuidado com as notas altas que os taxistas passam.

 

Ele fez o check in e foi pra área de embarque e eu, que tinha comprado o ticket da Tienda del Manuel Leon para Puerto Madero ($60), fui ver aonde saia o tal ônibus. Próximo ao local de saída do ônibus, tinha o banco de la Nacion, fui lá averiguar qual era o câmbio e vi que estava 2,5 para 1 (que raiva de ter trocado afobado na Global Exchange, ainda bem que tinha trocado pouco dinheiro, só para pagar o ônibus a puerto madero). Enfim, a gente vai aprendendo né. Como troquei no banco la nacion do aeroporto, peguei o onibus direto para Puerto Madero para atravessar a Praça e chegar no terminal de onibus Retiro.

Comprei a passagem antecipada aqui no Brasil por uns $425, só que os ônibus saem a partir das 18h. Fiquei lá de 12h às 18h30 comendo alfajor e lutando contra o sono do remédio que tinha tomada pra voar até que peguei o ônibus da Cata Internacional para Mendoza.

 

Grata surpresa, tinham me falado que era bom viajar de ônibus pela Argentina, mas fiquei impressionado, banco de couro, cadeira única, serviço de bordo com ótimas refeições, filmes, excelente opção! Depois de 13h cheguei em Mendoza e fui para o Hostel Campo Base. Uma amiga minha que estava em Córdoba fazendo intercâmbio foi conhecer Mendoza comigo e me encontrou lá no hostel, negociamos com os caras da recepção pq no site constava uma promoção de dois passeios e três noites (ganhava uma noite a mais de graça). Logo, no final das contas, ficamos num quarto pra 8 com ar condicionado por $50 a diária.

 

Dia 2 - Como não tinhamos nada para fazer naquele dia, fomos conhecer as cinco plazas da cidade. Formam um quadrado com a Plaza San Martin, a principal e maior, no meio. Muito legal ver a tranquilidade que é Mendoza. Ia ter Boca x River no estádio das Malvinas naquele dia, às 14h já tinham torcedores na rua cantando e pulando, mas mesmo assim a cidade estava calma. Depois de conhecer as plazas, voltamos para o albergue para jantar e fomos num bar/restaurante próximo tomar uma cerveja e dormir cedo pq no dia seguinte iamos para o parque Aconcágua.

 

Dia 3 - No dia seguinte cedo acordamos em cima da hora, a sorte é que o nosso hostel era o primeiro que o ônibus ia passar e que separamos nossas roupas nas mochilas antes de dormir! Pegamos o que conseguiamos carregar na mão do café da manhã e rumamos rumo ao tour. Fomos parando ao longo do caminho por Potrerillos, Uspalatta, Puente del Inca, até chegar no Parque Aconcágua. A primeira parada na estrada já mostrava o que ia ser o passeio, depois em Potrerrilos com o lago azul deu mais água na boca. Uspalatta foi a parada seguinte onde provei o melhor alfajor da viagem - Entre Dos. Paramos também em um local que no inverno vira estação de esqui, era o restaurante do almoço do tour, mas levamos nossa própria comida pq custava $70 o almoço. Legal também foi parar na Puente del Inca onde tem uns souvenirs legais pra comprar, fora a história do local que é muito legal também.

 

Finalmente, chegamos ao Aconcágua que é magnífico. Sentimos o vento do interior da Argentina pela primeira vez, mas o dia estava lindo e nada podia ter sido mais bonito. Uma pena que fizemos apenas a trilha menor de 1h, se não me engano. Poderia ficar no parque o dia todo. Saimos do parque e voltamos para o restaurante pro pessoal almoçar. Depois, com o pessoal do hostel, fomos para um irish pub e conhecemos um dinamarquês legal que passou o Carnaval aqui no Rio, duas paraguaias, alguns chilenos e pessoas de vários locais. Pessoal bem interessante, mas ficamos pouco tempo pq iamos pro Wine Bike Tour no dia seguinte. Só que ao chegarmos no quarto teve um incomodo que classifico como: Brasil x França - a guerra fria.

Ao chegarmos no quarto, tinha um casal de franceses que queria desligar o ar condicionado pq fazia muito barulho, só que a janela do quarto não abre, logo, imagine duas triliches e uma beliche com oito pessoas respirando num calor da porra (verão seco argentino) sem correr um vento! E tentamos conversar, levamos o cara da recepção que achou um absurdo tbm e disse pra gente esperar eles dormirem e ligarmos. Só que a mulher não entendia isso, reclamou pra caramba nos xingando em francês achando que não entendiamos nada e reclamando de quartos compartilhados, vai pra um privativo, porra, eu hein!

No final, não teve Zidane que ganhasse e trocamos de cama com eles pq estávamos no canto oposto do ar e dormimos ao lado do ar (que era barulhento, mas gelava que era uma beleza) que permaneceu ligado até sairmos de manhã pro Wine Bike Tour .

 

Dia 4 - No Wine Bike Tour do dia seguinte, acordamos na hora e fomos no nosso ônibus, sempre os primeiros a serem pegos (parecia que só nós contratávamos os passeios no albergue). Fomos à primeira vinícola num dia nublado que ameaçava chover a qualquer momento, o que era ruim porque iamos estar de bicicleta na estrada. Ao descermos da van, fomos recebidos por Matthew que nos apresentou a vinícola. Muito simpático, mostrou como é feito o vinho em uma bodega artesanal e de família. Após mostrar tudo, até a mulher que colocava os rótulos nas garrafas e quase deixou cair uma delas ao fazer isso, fomos degustar vinhos. Ele explicou como degustar vinho e provamos três deles, ótimos vinhos. Acabei comprando um vinho branco e um azeite artesanal. Ao sair de lá, hora de pegar as bicicletas e ir para a segunda bodega pela estrada. Era um percurso de 15 minutos no acostamento de uma estrada, muito legal ir assim, só que fomos acompanhar um casal que não teve muita sorte, o garoto acabou passando mal no acostamento (pelo vinho, eu acho, botou tudo pra fora) e foi socorrido pela nossa van, acabei sendo o último a chegar pq tava indo no ritmo dele e a namorada preocupada na porta junto com a minha amiga.

 

Chegando lá vimos como é uma bodega moderna, é um contraste incrível com a artesanal. Todos os processos são diferentes, parece que tá fazendo outra bebida! Conhecemos as instalações e fomos para a degustação, ótimos vinhos também, provei o melhor vinho da minha vida - um Vistandes carbenet sauvignon de 2005 - que não comprei pq minha amiga disse que nos shoppings era mais barato (e não encontrei no shopping, fiquei fulo da vida). Depois de algumas fotos, rumamos para a última bodega do dia, a maior das três, mas não gostamos muito não. Era meio que um restaurante e só queriam vender vinho, apesar de muito bons, cada um podia escolher uma taça só dos diversos vinhos, acabei escolhendo um e minha amiga outro, e trocamos as taças na metade. Como não iamos comprar nada, tiramos umas fotos lá fora no vinhedo. Voltamos ao albergue e fomos para o shopping pq minha amiga queria comprar chocolate en rama e os de Mendoza são os melhores.

Choveu nessa noite e ficamos no albergue, até pq ela ia embora cedo no dia seguinte.

 

Dia 5 - Após o retorno da minha amiga para Córdoba, como estava sozinho, resolvi conhecer o parque principal da cidade, só que o conceito de parques dele é bem errôneo, o negócio era enorme, demorei umas 4 horas naquilo lá, mas foi uma ótima volta. Peguei um mapa e sai andando pela rua até chegar no portal dele, depois fui na Universidad de Cuyo, que é a federal deles lá. Dei uma volta pelo campus e segui estrada à frente até onde é o zoológico. Só que não acho muita graça em zôos, logo, peguei minha câmera e tirei umas fotos dos animais pela grade do lado de fora e segui pro Cerro de la Glória, ao lado do zôológico. É um cerrinho que fica 1000 m acima do nível do mar, rapidinho vc sobe e consegue ver o Cristo Redentor deles. É um marco histórico pq tem a escultura da guerra de independencia da Argentina. Lá eu encontrei o melhor guia turístico da viagem, o guardinha do monumento. Ele explicou que tem pessoas que vão lá só para correr e cospem no pé do monumento, fatos inusitados de lá e explicou para uma família a história do monumento e que muita gente não sabe o que significa. Muito legal, foram uns 20min explicando pra família a verdadeira história e eu ao lado escutando tudo com eles.

 

Depois pedi orientação para saber como ia ao Estádio das Malvinas (onde teve Boca x River) e desci o Cerro para lá. Dá pra chegar bem perto, nas entradas das arquibancadas. Depois fui para o parque tentar achar o tal lago para voltar para o albergue, impressionante como andei andei andei e não achava. Até que achei um parque de diversões onde uma senhora simpática me orientou como chegar, vi a fonte e o rosedal que fica no lago, muito legal e tranquilo, mas fiquei pouco tempo pq a bateria da máquina descarregou e tava morrendo de fome depois de andar tanto, fora que tava muito quente. Tomei um gelato no parque e voltei para o albergue.

 

Pela noite, fui comer um pancho na esquina e resolvi conhecer a Plaza San Martin a noite. Fui andando depois de comer até o final do minicentro deles e vi que a praça a noite fica muito bonita iluminada e com feirinhas. Voltei ao albergue e fui pegar a máquina, tirei as fotos que pude e fiquei rodando a praça por mais de 1h e retornei para o albergue porque ia para Bariloche no dia seguinte.

 

Dia 6 - Fiquei no albergue até metade da tarde e fui pra rodoviária de tax ($10) umas 18h pra pegar o ônibus das 20h45. Embarquei na hora prevista e fui apreensivo porque tinha o jogo de volta do Flamengo pela pré libertadores, lutando contra o sono do remédio pra saber o resultado do jogo, quando soube, cai num sono pesado no meu cobertor e travesseiro da Andesmar (transporte executivo igual ao da Cata, ótima escolha).

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Punta del Este

 

Dia 26 - Cheguei em Punta del Este antes do horário previsto, tava cedo ainda, com um contraste incrível de Montevideo. Enquanto na capital fazia um tempo nublado meio esquisito, em Punta estava se iniciando um dia ensolarado. Desci no terminal de ônibus e fui nos informes que tem dentro. Como ia ficar 4 dias lá, resolvi fazer Playa Manantiales/Bikini no primeiro dia, Cabo Polônio no outro, Playa Mansa e Brava com Casa Puebloe no terceiro e, se desse, Punta del diablo num quarto dia.

 

Estava sem dinheiro nenhum, então fui logo rodando de caixa em caixa na Gorlero, que é a principal. Fui em todos os bancos até conseguir sacar meu dinheiro, até que consegui num Bankred ao lado de um mercado. Ai voltando para o terminal comprei minhas havaianas ($450 :o ). Na plataforma 8 (a penúltima) tem ônibus que vai até Manantiales a cada 15 min, bem barato, custa $23 a viagem, se me recordo bem.

 

Após passar pela Puente Ondulada pela primeira vez, desci na estrada, em frente ao restaurante de peixe Lo de Charly, ponto seguinte do mercado de Manantiales, ai ao atravessar a rua já dá pra ver a primeira placa que te informa a direção do hostel El Viajero Manantiales. Calhou de cair num quarto pra quatro pessoas que não tinha ninguém porque todos tinham ido embora já que o Carnaval tinha acabado no dia anterior, então fiz do quarto minha casa ::otemo::

 

O hostel é muito bom em estrutura, tem vários banheiros, a dica é usar os banheiros internos da casa que tem mais privacidade e estrutura, o único contra (que pesaria bastante pra eu voltar lá), é que fica há umas 3 ruas longas da estrada e de noite é tudo escuríssimo, não tem iluminação na rua, mas tem vários cães soltos, logo, volte antes do anoitecer, com grupo ou de carro. EU voltaria para lá se tivesse alugado um carro, mas vale pra conhecer.

 

Nesse dia me aloquei no hostel e fui direto para a Playa Manantiales passar a tarde, fiquei lá um bom tempo, essa praia fica no final da Playa bikini, na verdade, é a continuação ou se confundem, sei lá, sei que é bem tranquila após o Carnaval e dá pra mergulhar numa boa, melhor que as outras badaladas praias de Punta, gostei muito, melhor praia que fui em Punta del Este. Voltei para jantar e comi um delicioso asado uruguaio com o staff do hostel e alguns outros hóspedes. O carinha do churrasco é um coroa barrigudo que cozinha demais, fora legumes e sprite ótimos, uma boa maneira de encerrar a noite.

 

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Playa Bikini

 

Dia 27 - No meu segundo dia em Punta del Este fui conhecer Punta del Este hehehehe. Gozado ou não, mas Punta del Este é só o centrinho mesmo. Enfim, eu acordei na hora do almoço e não queria cozinhar, fui ao Lo de Charly e pedi o prato recomendado pelo garçom: Brotola. É um peixe branco local delicioso que, definitivamente, serve duas pessoas e custou uns $500 com bebida e couvert. Recomendadíssimo ::cool:::'>

 

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Brotola no restaurante Lo de Charly

 

Após o almoço, atravessei a rua e peguei o ônibus para Punta del Este, rapidinho chega lá, menos de 20 min, só descer no terminal, desci na Parada 2 e fui andando pela praia até a Playa Brava, na primeira foto descubro que tinha deixado o cartão de memória no notebook na pressa de sair ::putz::::putz::::putz::::putz::::putz::

Resultado, desliguei o celular pra poupar a bateria pras fotos quando acabasse a memória interna da câmera (12 fotos apenas). Passei por La Mano e tirei uma foto rápida com o celular, ai tirei algumas da Playa Brava e fui andando até a praia das conchas onde tem a imagem de nossa senhora, fiquei lá um tempinho e segui descendo a orla e todas as suas praias até chegar na rua do farol. Entrei na rua, passei em frente a igreja e consegui algumas fotos de ambos, voltei para a rua principal e dois cachorros me estranharam quando ia entrar numa rua para o porto, ninguém entendeu nada, o motorista do ônibus atrás deles buzinou para eles pararem e não me atacarem, eu dei meia volta e segui reto pela outra rua, sai no porto. Muito bonito, segui até antes da Playa Mansa e sentei na areia para ver o pôr-do-sol já que não conseguiria chegar a tempo na Casa Pueblo. Não sei como é na Casa Pueblo, pretendo voltar à Punta para ir, mas sei que da areia de Playa Mansa foi lindo o pôr-do-sol às 20h29.

 

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Pôr-do-sol em Punta del Este

 

Quando o sol se pôs, acabei passando num mercado e peguei o ônibus de volta chegando em Manantiales com tudo escuro. Acabei não vendo a entrada pra rua do hostel e dei na rua de trás com alguns cães grandes na rua, sorte que eles não me viram e pedi ajuda em duas casas para me direcionar ao hostel, acabei chegando e fazendo um jantar depois do banho para dormir.

 

Dia 28 - No terceiro dia em Punta del Este, acordei mais tarde para aproveitar o quarto vazio, fui ao terminal para comprar a passagem à Montevideo no domingo na COPSA, voltei para a Playa Manantiales, peguei um final de tarde legal lá onde tinham golfinhos na água e todo mundo olhando da areia, muito legal.

 

Dia 29 - No quarto e último dia de Punta del Este, resolvi ir para Cabo Polônio. No dia anterior tinha me informado e o esquema é o seguinte. Pelas 8h da manhã passa um ônibus para La Pedrera, chegando lá às 10h30 e partindo para Cabo Polônio às 11h. Ele te deixa na entrada de Cabo Polônio, na estrada, depois de uns 30/45 min, onde tem um caminhão 4x4 para chegar ao vilarejo às 12h30. Entretanto, contudo, todavia, o 4x4 só retorna de hora em hora para a estrada.

Eu fiz uma "burrada", comprei a passagem de ida e volta pela empresa que sai de Manantiales a La Pedrera, ou seja, tinha que ir no ônibus das 8h e voltar no das 16h, o que me deixaria em Cabo Polônio mesmo apenas por 1h30, já que deveria pegar o 4x4 das 14h, para chegar na estrada 14h20 e pegar o ônibus de volta para La Pedrera às 15h no máximo, já já vcs verão pq foi uma burrada comprar ida e volta.

 

Bem, cheguei em Cabo Polônio e me desembestei em conhecer tudo que podia, sai na praia mais próxima da parada dos 4x4 e contornei a costa pelas pedras até o farol, subi, tirei umas fotos e desci para a outra praia, mais badalada. Aprendi por quê as pessoas pescam água vivas (tinha uma mãe pescando pros dois filhos tirarem os carangueijos de dentro delas). Fiquei um tempo nessa praia, me arrisquei num mergulho com as água vivas e voltei para o truck. Como faltavam 20min, dei um pulinho na primeira praia que desci, mas não tinha visto, tem wind surf lá, bem legal para quem passa a noite em Cabo Polônio. Depois de uma volta por essa praia, voltei bem a tempo de poder voltar no truck no segundo andar dele, bem divertido.

 

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Vila de Cabo Polônio visto lá de cima do farol.

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Mãe ensinando os filhos a caçar água viva.

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Até outro dia, Cabo Polônio.

 

Cheguei na estrada e ai começa o drama. O ônibus não passou 15h, demorou muito tempo, chegando no ponto apenas às 15h25, já tava vendo que não ia dar tempo para chegar em La Pedrera a tempo e o outro ônibus de volta era apenas às 19h, sendo que eu não tinha dinheiro para pagar a passagem e em La Pedrera não tem banco nem caixa eletrônico, imagina a calma que eu fiquei.

Nessas horas parece que tudo dá errado. Era o motorista que não acelerava mais, o cobrador que descia para ajudar a colocar as malas no bagageiro demorando demais, os passageiros que demoravam subir...para completar meu desespero, quando meu ônibus fez a rotatória para entrar em La Pedrera, o ônibus das 16h para Punta del Este estava saindo, se cruzaram na estrada às 16h05. ::ahhhh:: Eu cheguei a descer em La Pedrera, mas na hora perguntei se ia passar em La Paloma, já que lá era mais cidade e poderia ter um meio de conseguir dinheiro mais fácil caso precisasse pedir na rua para pagar a passagem de volta à Punta del Este (custava $170 a passagem, equivalente à R$17 reais), daí subi e voltei para o ônibus que seguiu para La Paloma.

 

Quando o ônibus parou em La Paloma por volta das 16h20, o meu que voltava para Punta del Este não tinha saído. Na hora que ia sair, o motorista deixou o meu passar para poder manobrar, nisso eu desci imediatamente do que vinha de Cabo Polônio e sai correndo para o de Punta que vinha manobrando pra sair do terminal de La Paloma. Ufaaaaa, que alívio! :mrgreen:

 

Voltei para o meu quarto e fiquei rindo da minha própria tragédia antes de dormir. ::lol4::

 

Dia 30 - Dia seguinte tomei o café da manhã, fiz o check out e segui direto para o terminal um pouco mais cedo do que o horário do ônibus para tirar a foto de La Mano del Ahogado que não tinha conseguido tirar comigo na foto.

O ônibus para Montevideo foi ótimo, tinha wi fi, ar condicionado e bem confortável, nota 1000 pra empresas COPSA e COT.

 

Infelizmente não consegui ir para Punta del Diablo, mas da próxima vez alugarei um carro e irei, além de passar a noite em Cabo Polônio para fazer a trilha das dunas e um pouco de wind surf, além de ver os lobos marinhos que estavam em sua ilha em frente ao Cabo Polônio.

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Montevideo

 

Dia 30 - Depois de Buenos Aires, não fiquei muito animado com a capital uruguaia justamente por ser uma capital, gostei mais do interior ao fazer o mochilão, mas tinha que voltar por lá né.

 

Cheguei no terminal de ônibus e me informei em uma loteria em frente qual ônibus pegava para Ciudad Vieja, descobri que era só sair do terminal e ir para a esquerda que naquela avenida tem um ponto. Dáí vc pega o ônibus e desce na Plaza Independencia, entra na Puerta de la Cuidadela saindo direto na praça que tem a Igreja e o Cabildo uruguaio (Plaza de la Constitucion), tem guarda nessa praça, dai é só ir pra esquina a direita que é o El Viajero Ciudad Vieja. Bem, conselho a gente dá, não segue. Eu fui direto, deixei o ônibus dar a volta no porto todo e desci na calle buenos aires, daí a desci (meio macabro e perigoso, pelo que vi) até a praça referida e cheguei no hostel.

 

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Puerta de la ciudadela.

 

Fiz o check in e sai, só que ao chegar no Freddo que tem na viela entre a praça e a puerta de la ciudadela, me dei conta que tava sem o cartão de memória de novo, voltei para o hostel e quando chego na praça vem um menino de uns 20/25 anos, ensanguentado, sem camisa, cambaleando e chorando da rua paralela à viela que eu mencionei pedindo ajuda para um senhor que estava sentado na praça e pediu ajudar aos guardinhas que ficam na praça o dia inteiro. Apesar do prédio da presidência ser na Plaza Independencia, tirando essa viela da Puerta de la Ciudadela até a Plaza Constitucion, as outras ruas de Ciudad Vieja são bem barra pesadas, desaconselháveis a qualquer hora.

 

Superando o temor de acontecer o mesmo, segui para La Playa de los Pocitos, no bairro de Pocitos (seria a zona nobre de Montevideo). Peguei um ônibus na rua paralela à avenida principal, conheci uma senhora que tinha feito direito e mba nos Estados Unidos por ter ganho uma bolsa de estudos no Uruguai, nisso começou a trabalhar numa organização internacional onde pôde conhecer e fazer pesquisa em vários locais do mundo, inclusive no Brasil, bem legal, estava indo para o cinema ver um dos filmes do Oscar.

 

Chegando em Pocitos é bem simples, andar a praia toda em um tempinho curto, ela é pequena e nada tão bonito assim. No final dela é o ponto dos ônibus, fiquei algum tempo lá e voltei para Ciudad Vieja com o dia ainda claro, não queria dar mole porque ia descer na avenida principal e conhecer tudo.

 

Por sorte, desci (erroneamente) do ônibus de volta exatamente em frente a Fuente de los candados. Eu tinha abortado a visita porque ficava muito longe do meu hostel para ir andando, mas acabei ficando menos tempo do que pensava na praia, então coube certinho. Bem tranquila a avenida principal no domingo, pouca gente, mas nada tão inseguro como a ciudad vieja. Passei pela Plaza de los 33 orientales, Plaza Independencia, Puerta de la ciudadela, Freddo, Plaza Constitucion até o meu hostel.

 

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Playa de los Pocitos.

 

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Fuente de los candados.

 

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Plaza de los 33 Orientales.

 

 

Eu fiz um "city tour" por conta própria gastando muito pouco (o preço de duas passagens de ônibus), só faltou conhecer o parque principal onde tem o estádio do Nacional do Uruguai, que dizem ser muito bonito. Uma dica que eu daria para quem quer ir à Montevideo é FIQUE EM POCITOS! Você pode descer na Plaza Independencia, entrar na viela e conhecer a Plaza Constitucion, voltar andando pela principal até a Fuente de los Candados em pouco tempo, conhecendo tudo de interessante da área.

 

Dia 31 - Acabei não conhecendo o Maosoleo, estava fechado no domingo e no dia seguinte, enquanto o recepcionista do hostel chamava o taxi, tentei dar um pulinho lá, mas a guarda estava lá ainda esperando alguma coisa para abrir a visitação, mas já estava atrasado para o meu vôo, então fui direto para o aeroporto.

 

Cheguei no aeroporto e peguei uma fila enorme para o check in, pensei que fosse perder o vôo, mas acabei pagando a taxa de embarque e voltei para o Rio de Janeiro em um vôo tranquilo pela Pluna (tudo a bordo é pago, acho que até pra respirar deve ser pago, com um serviço ruinzinho).

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Grande Andre...Dei uma passada em seu relato mas irei ler completo pois estou iniciando informações para meu roteiro em Setembro proximo para Patagonia. Vc teria por acaso a relação de suas despesas pra me passar? Vi que vc pretente ir ao Peru, podemos trocar informações pois fiz 26 dias ano retrasado por lá. Abraço

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Ola André .

Se puder dar dicas dos supermercado e restaurantes agradeço pois irei em setembro.

abraços

  • 2 semanas depois...
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Fala André,

 

grande relato rapaz! Parabéns! Entrou na minha coletânea de roteiros que serão meus guias para minha viagem à Argentina em dez/2012 e jan/2013. Queria que me desse dicas sobre as passagens de ônibus entre as cidades, preços, se possível e não for abusar, eus custos durante a viagem.

Valeu, Gde Abço!

  • 2 semanas depois...
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Ola, André. Seu relato ficou excelente. Gostaria de saber mais ou menos quanto gastou na Argentina, fora as passagens. Estou pretendendo em ir em dezembro para Buenos Aire, Bariloche, El Calafate e El Chaten e queria ter uma idéia geral. Obrigada.

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André, adorei o seu relato!!! Tô planejando um mochilão pra Argentina esse ano e certeza que lerei seu relato mais umas 30 vezes ::lol4:: Curto assim, quando rola uma mistura de viagem, balada, festa, cultura, cerveja e um monte de história divertida pra contar... quando fui fz Peru e Bolívia foi assim e pra mim é o melhor tipo de mochilão!

 

Parabéns pela viagem!!! ::otemo::

 

Camila

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Pessoal, estava meio ocupado, mas voltei para dar as dicas que vcs pediram. Aliás, tudo o que eu consegui achar de papel aqui.

 

De passagem aérea ficou assim:

RJ - Buenos Aires R$ 540 (direto)

BsAs - Mendoza ARS 480 (Cata bus ejecutivo)

Mendoza - Bariloche AR$ 513,50 (Andesmar bus ejecutivo)

Bariloche - El Calafate / El Calafate - Ushuaia / Ushuaia - Buenos Aires US$ 855 (vôos diretos)

BsAs - Rosario AR$ ??? (Não achei passagem pq comprei na hora, mas lembro que ficou por volta de AR$ 100)

Rosario - Punta del Este UR$ 360 (Mercobus)

Punta del Este - Cabo Polonio UR$ 137 x 2 (são dois tickets)

Montevideo - RJ R$ ??? (Também não achei, mas deve ter sido entre R$ 400-600)

 

Mercado só tem um marcado aqui nos mapas, é o La Anonima de Ushuaia na calle Onas com San Martin. Fica há umas 10 quadras do America del Sur, mas como é uma reta, em 10 min vc tá no hostel.

Lembro que o mercado de El Calafate fica na ponte, perto das bandas do America del sur, tem um cajero automatico lá também ao lado da ponte também.

 

Visitas guiadas em espanhol no Museu Maritimo/Presidio às 11h30, 16h30 e 18h30 (Levem carteira de estudante, quem tiver, visto que custa 35 pesos...meu maior arrependimento foi ter levado e deixado no hostel).

Entrada do Malba AR$ 12 (meia entrada)

 

Transportes em Ushuaia:

Estacion Tren del Fin del Mundo ida $ 25, $40 ida e volta

Glaciar Martial (que só deve valer a pena no inverno) ida e volta $30 e só ida $20

Parque Nacional Tierra del Fuego $85 ida e volta, $ 50 só ida

Lagos Escondido e Fagnano $ 160 ida e $ 200/230 ida e volta

Centros de Ski $40 ida e $60/70 ida e volta

 

Tem horários certos de saída e retorno, a maioria sai às 9h ou 10h.

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Gasto médio é difícil falar porque não anotei diariamente, mas o mercado na Argentina pra semana custava uns AR$ 150 mais ou menos. O preço era bem parecido com o Brasil, pelo menos aqui no Rio de Janeiro.

 

Minha viagem ficou mais cara porque peguei seis vôos e todos diretos, mas recomendo, e muito, andar de ônibus por dentro da Argentina, na classe executiva (uma amiga minha não foi de executivo e não teve esse luxo todo, igual meu bus para Rosário).

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Grande, André!

 

Valeu mesmo, véio. Eu gostaria de te fazer mais uma perguntas, kk :D

Gostaria de saber mais sobre os custos das diárias de hostels que ficou e se, em todos, era possível utilizar a cozinha para preparar uma lanche, uma janta, etc.

E vc viu alguma neve em Barioche quando esteve por lá agora?

Os passeios, vc conseguiu fechar fácil nas cidades, na hora mesmo?

E sobre mendoza, os mais top são o Alta Montanha e as vinícolas. Ficou sabendo de mais algum legal, quando esteve lá?

Eu já fui para a Bolívia e Peru, lá era muito fácil conseguir os passeios, há várias agências fáceis de encontrar e com inúmeras opções de passeios. Não sei se rola a mesma coisa na Argentina.

 

Agradeço, abraço! ::otemo::

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