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leocaetano

Guia e Dicas sobre Moedas, Cartões e Gastos na Argentina

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GUIA RÁPIDO DE CONSULTA SOBRE UTILIZAÇÃO DE CARTÕES NA ARGENTINA

 

Para aqueles que pensam em sacar dinheiro em caixas eletrônicos ou utilizar o cartão de crédito, devem ficar atentos às taxas cobradas. Podemos classificar o uso em quatro tipos:

 

 

Cartão de Banco

Há alguns bancos presentes no Brasil que também estão presentes na Argentina. Cada banco tem sua própria política quanto a isso, alguns cobram o saque outros não. Deve-se verificar com o seu próprio banco os custos e existência de agências no país.

 

Cartões de Débito

Os cartões de débito internacionais possibilitam saque em caixas eletrônicos na Argentina. O valor é debitado diretamente em sua conta como se estivesse utilizando a função de débito em uma compra. Como os cartões de débito são ligados à bandeira do banco, cada um pode ter uma cobrança diferente. No caso da Mastercard, normalmente o valor é de R$ 9 por saque e com valor máximo de US$ 500 por dia e US$ 3.500 por semana. No caso da Visa, normalmente o valor é de R$ 8 por saque e com valor de US$ 250 a 500 por dia.

 

Cartões de Crédito

Os cartões de crédito internacionais possibilitam saque em caixas eletrônicos e fazer compras sem parcelamento na Argentina. O valor é debitado diretamente em seu cartão para pagamento na próxima fatura, de acordo com a data. Como os cartões de crédito são ligados à bandeira de uma instituição financeira, cada um tem uma cobrança diferente para o caso de saque. No caso de utilização para compras, o valor é creditado em sua próxima fatura com o valor gasto em pesos convertido para dólar e, posteriormente, real com o câmbio oficial do dia de fechamento da fatura. Ainda há a cobrança de IOF com uma taxa de 2% sobre o valor gasto no exterior.

 

Visa TravelMoney

O cartão funciona como um cartão de débito. Ele deve ser carregado em Euro ou Dólar que é convertido para a moeda local, no caso, pesos. A cotação da moeda é baseada no câmbio turismo oficial, que é mais desvantajoso que o câmbio comercial. A cobrança é em cima do valor depositado: se for em Euro, € 2,50; se for em dólar, US$ 2,50 – por cada saque.

 

 

Há ainda os defasados Travelers Cheques, da American Express. Para os interessados, deve-se procurar um banco no Brasil para comprar esses cheques de viagem que podem ser comprados em Real e convertidos em Dólar ou Euro. Ele é aceito na Argentina e deve ser trocado em bancos conveniados à American Express, onde a maioria cobra comissão para a troca por pesos. A partir de 2008, é cobrado, ainda, IOF de 0,38% na compra e venda dos cheques em território nacional.

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CÂMBIO NA ARGENTINA

A melhor cotação de câmbio é no Banco de La Nación Argentina. Se for trocar dólar ou real por pesos, faça essa troca logo em sua chegada no aeroporto de Buenos Aires, pois há um guichê do banco logo após a entrega das malas. Para saber a cotação no banco, consulte o site: www.bna.com.ar.

 

 

GASTOS PESSOAIS NA ARGENTINA

 

Não sabe quanto vai gastar por dia? Fique tranqüilo, todos temos esse problema. Planejando gastar de R$ 90 a R$ 110 por dia, você consegue fazer passeios e comer razoavelmente bem na Argentina, ficando hospedado em albergues, fazendo duas refeições por dia – além do café da manhã normalmente incluído na hospedagem.

 

 

DEVOLUÇÃO DE IMPOSTO SOBRE VALOR AGREGADO (IVA) NA ARGENTINA

 

O governo argentino cobra de imposto 21% sobre os produtos vendidos em seu território onde podem ser devolvidos 16% para aqueles que vão levar seus produtos para o exterior. Para isso, é exigido um mínimo de ARG$ 70 por compra, em produtos fabricados no país. Não há prazo para se obter a devolução que é feita através de cheque ou creditado no cartão de crédito. Há postos de atendimento Tax Free Shopping em aeroportos e em centros urbanos.

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Completando as dicas é bom saber de duas situações:

1. lugares simples e econômicos (restaurantes, hotéis etc) não costumam aceitar cartão de crédito, e alguns restaurantes cobram uma taxa extra se for pagar com cartão, se informa antes de pedir a conta.

2. ao trocar moedas, procure sempre um banco oficial, o horário é mais restrito e pedem pra fazer um cadastro e tiram cópia dos documentos ( bem simples e rápido), mas as cotações são bem melhores que em casas de cambio normais.

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Eu achei este tópico muito interessante. Sempre tive a teoria de que fazendo 2 conversões, você sai perdendo, embora a maioria diz o contrário no outro tópico - dizendo que é melhor levar dólar. Devo levar real e trocar no Banco de La Nacion. É a melhor maneira, né?

 

O que fiquei em dúvida foi em relação ao comentário de uma pessoa no outro tópico:

 

"Dólar x Real – Muitos ficam na duvida do que levar, minha experiência mostrou que o melhor cambio é sacar direto nos caixas eletrônicos da sua conta corrente no Brasil. Mas não deixe de trocar uns dólares pra ficar na mão. Por segurança."

 

Como assim ? Se tiver um Banco do Brasil lá, eu posso sacar em pesos que será mais vantajoso ? Ou é saque via cartão de crédito ? Podem me explicar melhor ?

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o melhor cambio é nos bancos oficiais.

é só fazer um cadastro e pode trocar à vontade.

casas de cambio e cambistas pagam em menos e lojas pagam mais (para compras)

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pois é o que fiz foi sacar direto na argentina pela rede cirrus pagando a cotação oficial do dia, é bem melhor e vc num precisa ficar carregando rios de dinheiro.

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RSinedino,

 

De duas uma: ou ele sacou no caixa eletrônico do próprio banco dele ou ele utilizou saque no DÉBITO, ou seja no Maestro ou no Visa Electron. A diferença de sacar no seu próprio banco é que provavelmente não terá que pagar pelo saque, já no débito tem uma taxa de saque que é menor que R$10, depende da bandeira do cartão e do tipo de conta/banco da pessoa.

 

Em Bariloche e Madryn, saquei no Maestro com taxa de R$9. Em Buenos Aires e Mendoza, direto do itaú, sem taxas. Beleza?

 

Abraço,

leo

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Entao... dizem que na Argentina rola muito cedula falsa. To com medo e queria saber como reconhecer a falsa e a verdadeira. Fui trocar real por peso e na casa de cambio eles carimbam as notas que trocam pelo real.

 

Será que vou ter problema com essas notas carimbadas?

 

alguem sabe?

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Entao... dizem que na Argentina rola muito cedula falsa. To com medo e queria saber como reconhecer a falsa e a verdadeira. Fui trocar real por peso e na casa de cambio eles carimbam as notas que trocam pelo real.

 

Será que vou ter problema com essas notas carimbadas?

 

alguem sabe?

 

Bem NA TEORIA, até que não é tão difícil se vc reparar que as falsas na argentina geralmente são de 5 pesos para cima e que, até ano passado, quando peguei duas notas:

-não apresentavam marca dágua

-não se nota textura ou ranhura nasuperfície

-o papel era pouco melhor que sulfite

NA PRÀTICA

quem te passa uma nota falsa vai fazer de maneira muito rápida ou te apressar( taxistas, cambistas de rua, caixas de lojas superlotadas), possivelmente em local de pouca iluminação, de forma que não lhe permita verificar as dicas acimae, claro, ficara extremamente "ofendido" pa vc vai estar achando que a nota dele é falsa e vai dizer que isso é "coisa de brasileiro".

Que fazer?

1- troque seu dinheiro em casas de cãmbio ou saque em caixas eletrônicos

2_Nunca troque com cambistas de ruas, apesar de sempre aparecer algum"entendido" aqui ou por lá dizendo que conhece alguém que´´e"limpeza"

3-Se sacar ou trocar por notas grandes, tente de imediato trocar por notas menores, de forma a ter dinheiro sempre miudo, o que minimiza oprejuízo.

4-Na minha experiência pessoal os melhores lugares para vc conseguir notas de baixo valor com maior probabilidade de serem verdadeiras é em bancas de revista, caixa de supermercado(e locutórios( ELESTEM MUITA EXPERIÊNCIA E DESCOBREM NO TOQUE SE É FALSA), o pior lugaré com taxistas e em kioscos durante a madrugada.

5- Se for comprar e ficar tentado a aproveitar um câmbio favorável feito por alguma loja(tipo 1 dolar=4 pesos em caso de compra de mercadoria), fique atento e pergunte se o troco vem em dolar ouem peso. Se vier em peso, três opções: a- não compre(melhor) b- pagar com cartão( verificando se é maquina online, se for do modelo antigo de boleto, siga a opção A), ficando de olho nos eu cartão, verificando se lhe devolvem o cartão certo e verificando a nota eletrônica; c- se pagar em dolar pagueo mais próximo do valor exato se receber troco em peso verifique se são verdadeiras.

6-Existem em lojas, appelarias, aeroportos e camelos, canetas testa-dolra, quando riscadas em papel moeda apresentam uma cor, e quandoem notas falsas uma outra cor.

7- Essa dica é minha pessoal, SE PEGAR NOTA FALSA, TENTE PASSAR ADIANTE IMEDIATAMENTE, SEJ MISTURADA , SEJA PAGANDO TAXI, PQ DIGO ISSO? ja vi gente deixar nota falsa para pagara taxa de embarque que se cobra no aeroporto de Ezeiza, quando se volta para o Brasil, são 18 dolates, dai sempre tem algum que se acha"espertoe malandro", e pode ter certeza que vão reparar e dai a coisa ficou ruim .

 

depois lembro mais alguma coisa(e tem mais para lembrar)

 

paulista viajante

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Troquei meus primeiros pesos. Pedi notas pequenas. Perguntei na casa de cambio como se descobre nota falsa. Ela mandou olhar pra ver se aquele verdinho está bem furta cor virando e revirando a nota. Mandou olhar a marca d'agua, mandou prestar atençao com as notas de 100. Tem principalmente motorista de taxa querendo se fazer de bonzinho ser amigo querendo trocar sua nota mas depois diz: eu pensei que tivesse trocado mas nao tenho e ai fica te devolve no lugar da sua a falsa.

 

Vou prestar atençao sempre brigadão pelas dicas Paulista viajante

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Bom, eu descobri um Banco do Brasil em Buenos Aires, acho que é no centro. Mas não esqueça de habilitar seu cartão internacional para utilizar no exterior no intervalo de tempo que estiver fora do Brasil. Pode fazer isso no caixa eletrônico. Eles pedem o dia que vais habilitar e o dia que vais desabilitar.

 

Abraços

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Olá, alguém que tenha ido para Buenos Aires nestes dias saberia informar o valor do peso argentino x real ou o peso x dolar no banco de la nacion argentina no aeroporto internacional de Ezeiza?

 

o/

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Cara, eu uso como critério para saber as cotações o site www.dolarhoy.com.ar. Eu estava com algumas dúvidas sobre como proceder com a grana nesse meu retorno a Buenos Aires e cheguei a seguinte conclusão: Levar poucos dólares, apenas para as despesas imediatas com a chegada na Argentina, e trocá-los direto no Banco Nacion do aeroporto. O grosso do dinheiro eu vou levar em reais e trocar na casa de câmbio que tiver a melhor cotação do dia.

 

Para vc ter um exemplo, há uma casa de câmbio que me foi recomendada pela Ludmilla do site http://cartasargentinas.com/ que é a Puente Hermanos. Nos últimos dias, era essa casa de câmbio que tinha a melhor cotação peso x real pelo dolarhoy. E, para confirmar, entrei no site deles e lá apresentavam a mesma cotação publicada no dolarhoy.

 

Não posso garantir que todas as casas de câmbio praticam exatamente o preço que publicam no dolarhoy, mas é sempre uma boa referência.

 

Dá uma olhada nesses sites que eu te falei.

 

Espero ter ajudado.

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uma outra dica- NÃO DEIXEM PARA CAMBIAR DINHEIRO NA CALLE FLORIDA OU QUALQUER LUGAR NO SÁBADO OU DOMINGO, PQ O CAMBIO CAI MUIIIIIITOOOOO, EM RELAÇÃO AO RESTO DA SEMANA,E NA CALLE FLORIDA NEM PENSAR.

 

paulistaviajante

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Principalmente que Real só é bom em BUE...como vou tb pra Patagônia (Argentina e Chilena), melhor levar dólares nesses lugares... Outra coisa, tem algum limite de câmbio/compra de pesos/dólares no Banco de La Nacion, por pessoa? Tem alguma taxa?

 

O dólar americano é aceito em qualquer lugar do mundo :D:D Sempre vai ter alguém que sabe o seu valor e disposto a aceitá-lo/trocá-lo. É a moeda de maior credibilidade, liquidez e aceitação que existe no mundo portanto ao viajar para o exterior na dúvida leve dólares americanos, não caia nessa de acreditar que Real é tão aceito como o dólar, mesmo na Argentina um país onde o dólar já foi uma das moedas de circulação.

 

Renata no caso do La Nacion não existe taxa para troca, existe uma diferença entre o preço de compra e preço de venda:

 

compra: o valor que te pagarão em pesos para cada 1usd.

venda: o valor que vc tem que pagar em para cada 1usd.

 

A diferença, positiva pra eles, é o lucro deles para fazer a troca... Agora existem bancos que cobram uma taxa e impoem um limite para troca, tipo 1000usd, ou seja, se vc for trocar 1100usd eles vão cobrar 2 taxas.

 

Não existe limite para fazer cambio, vc preenche um formulário com nome, nacionalidade e documento e eles te trocam, lógico que se vc for trocar 50.000 usd de uma vez eles vão achar estranho vão trocar e pesquisar seu nome para interpol hehehehe !

 

Uma dica: aqui na América do Sul as casas de câmbio são chatas quanto ao estado das notas, ou seja, só aceite notas de dólar novas, limpas, sem rasgos, riscos, amassados etc.

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Estou em Buenos Aires. O melhor câmbio da cidade é do Banco Piano. Troquei antes no Banco La Nacion que me informaram sou uma boa cotaçao. Mas nao é.Há agora um Banco Piano no aeroporto segundo a agência que fica Na av. San Martin próximo a Av. Corrientes do mesmo lado há um Banco do Brasil. Hà agência do Itaú na av. 9 de julho e do Bradesco tb. Dps passo o endereço.

abrçs

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Galera, estou indo para Buenos Aires e Patagonia argentina e chilena agora em Janeiro. Todos me recomendam levar Dolares, pois é aceito em todos lugares e tbm falam que o Real esta desvalorizado por la.

Mas agora vendo o post acima parece que o Real esta melhor...rs

 

Bem, aos entendidos, o que vcs me recomendam para aquelas bandas? Real ou Dolar?

 

Obrigado, abraços!

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Cara, vc está indo pra Patagônia então vc terá que levar USD ou EURO pois o Real é muito pouco aceito por aquelas bandas... Se quiser levar Real para trocar em BsAs pode levar, mas USD ainda é mais aceito...

 

Galera, estou indo para Buenos Aires e Patagonia argentina e chilena agora em Janeiro. Todos me recomendam levar Dolares, pois é aceito em todos lugares e tbm falam que o Real esta desvalorizado por la.

Mas agora vendo o post acima parece que o Real esta melhor...rs

 

Bem, aos entendidos, o que vcs me recomendam para aquelas bandas? Real ou Dolar?

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    • Por carlos.alberto1
      Olá a todos, vou relatndando aqui alguns detalhes dessa trip durante a viagem mas quando chegar vou colocar um relato mais detalhado.
       
      Se alguém tiver alguma dúvida sobre esses trechos que passei, dúvidas sobre essas estradas para montar algum roteiro ou quiser trocar uma ideia pode entrar em contato no e-mail [email protected]
       
      1° dia: saímos de Goiânia as 8 horas da manhã e chegamos em Rondonopolis no MT as 17 horas. Em geral as estradas muito boas, depois de Minérios apenas pista simples além de muitos caminhões pesados. Na cidade tivemos dificuldade para achar um hotel na rodovia mas no centro havia muitas opções. Apesar de um dia cansativo, no final da tarde tivemos uma boa surpresa com o mirante da chapada.

    • Por henriquefarage
      Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível.
      Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba.

      Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso.
       
      Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco.
       
      Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades).
      Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que?
      Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz.
       
      Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá.
       
      Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil.
       
      Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando.
       
      Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível.
      Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
    • Por Diego G Cardoso
      Olá Mochileiros
      Em Julho de 2017, fiz uma viagem de carro até Buenos Aires, ficamos uma semana na cidade. Não consegui ainda fazer o relato desta viagem para postar aqui, mas fiz uma rota alternativa para fugir da polícia corrupta argentina, ou pelo menos evitar algumas.
      No meu trajeto de ida, fiz a fronteira em Uruguaiana-RS e segui pela Ruta 14 até Bs.As., passei diversas barreiras policiais e não fui parado, somente na cidade de Mocoreta é que fui parado, ainda na província de Corrientes , notei que aquela policia é uma policia quase que municipal, na abordagem já pediram vários documentos e eu tinha todos, ai pediram para ver meu extintor de incêndio, e por azar ele estava descarregado, neste ponto foi falha minha em não olhar antes de viajar. Como já é sabido, assim que estes policiais encontram um motivo para multar começa a novela, me falaram em 1000 pesos de multa se pagasse na hora, fiz uma choradeira e mostrei que só tinha reais e que os poucos pesos que eu tinha era para o pedágio, ai o chefe do posto policial até me levou com a viatura até um banco na pequena cidade para sacar, o que achei muito estranho mas topei ir, no banco me fiz de louco e voltei para a viatura e disse que não havia conseguido sacar porque aquele banco era muito pequeno e provavelmente estrangeiros não podiam sacar ali, no caminho de retorno ao posto policial falei para o policial que só tinha R$100,00, ele acabou aceitando e me liberando. Depois desta cidade entrei na província de Entre Rios, e em todos os postos que passei não fui parado. 
      Como a melhor rota de retorno de Bs.As. era pelo mesmo caminho, e eu havia ficado muito indignado com todo o ocorrido, resolvido retornar por um caminho que havia estudado pelos mapas, e com este caminho só passei por um posto policial que acredito não ser de corruptos, pois é num trecho muito movimentado da rodovia.
      Enfim, a rota que fiz foi, retornando de Bs.As., fui até a cidade de Gualeguaychú-AR e cruzei a fronteira para o Uruguai, chegando na cidade de Fray Bentos, depois peguei a Ruta 24 até a cidade de Paysandú, depois a ruta 3 até a cidade de Bella Unión, cruzando a fronteira para o Brasil na cidade de Barra do Quaraí-RS, o trajeto é todo em asfalto de pista simples em ótimo estado, somente 2 pedágios sendo 1 na fronteira e outra dentro do Uruguai, e somente um trecho de uns 20km com buracos mas que está em reforma, e o mais importante é que não tem policiais corruptos. Com este trajeto evitei de passar pelo menos uns 5 ou 6 postos policiais. 
      Algumas observações sobre este trajeto:
      - Abasteça antes de entrar no Uruguai, pois a gasolina está mais de R$6,00 o litro;
      - Você fará uma aduana a mais, mas é bem tranquilo, não precisa nem descer do carro pois é num guichê semelhante aos postos de pedágio, rápido e sem enrolação.
      - Este trajeto tem pouco movimento, então a viagem rende bem.
      Vou anexar uma imagem da rota que fiz.

      Estou planejando em uma próxima viagem fazer outro trajeto semelhante, pelo Uruguai, mas quero fazer a rota Riviera até Fray Bentos, já vi que a estrada é um pouco pior, mas acredito que possa valer a pena, somente para não ter que viajar com medo da policia de Corrientes e Entre Rios.
      Qualquer dúvida estou a disposição dos colegas mochileiros.
      Abraço.
    • Por diogomarxx
      Sempre quis conhecer a região das cataratas, mas sempre adiava em detrimento de outras viagens. Porém com uma oportunidade de passagens a 70 reais CGH/IGU/CGH não teve como pular dessa vez! Pena que o tempo disponível era escasso, então só fiquei 2 dias e meio. Este relato é menos um guia de viagem sobre Foz e região, pois informações sobre transportes, deslocamentos etc abundam na internet. Nas minhas pesquisas antes de viajar era difícil encontrar informações sobre câmbio e preços em Puerto Iguazu (a Argentina está cara? Barata? Quanto vale o real?), pois o esfacelamento do Real e a liberação cambial do presidente Macri bagunçaram todo o coreto, então vou focar mais nesse aspecto de preços e valores. Update: o câmbio se alterou muito nesses últimos meses, e a nosso favor! Em fev/2016, 1 real estava valendo no câmbio oficial por volta de 3,85. Hoje, fev/2017 está batendo na casa dos 5,20 pesos para cada real.
       
      1° dia – Quinta-feira, 25/02
       
      Saí de CGH às 11:25, com pouso em Foz do Iguaçu às 12:45 e quinze minutos depois já estava pegando o ônibus 120 em direção ao TTU (o terminal de ônibus urbano da cidade). Como o voo foi em horário ingrato, só haveria um jeito de salvar a quinta-feira: ir direto para o Templo Budista, e em seguida na Mesquita Muçulmana antes mesmo de passar no hostel. Chegando ao TTU esperei um bocado pelo ônibus, o 103, que vai até o Templo, pois o intervalo dele é de 40 minutos. Depois de 35 minutos rodando, cheguei ao Templo Budista. Impressiona a quantidade de estátuas. Existe uma seqüência de estátuas todas iguais, mais de 120 segundo o site do Templo. Além dessas, várias outras, algumas delas gigantes e muito bonitas. Conheci o interior do templo e o significado das estátuas dentro dele. Deixei uma doação na caixinha e saí (não são permitidas fotografias na parte interna do templo). Rodei mais um tempo ali, passei na lojinha e no banheiro pra jogar uma água na cabeça, afinal o calor estava de matar!

       

       
      Voltando ao ponto de ônibus, deveria pegar o mesmo ônibus 103 para voltar em direção ao centro de Foz, outra vez um chá de cadeira até o busão chegar. Queria ir à Mesquita Muçulmana, então desci na Avenida Juscelino Kubitschek, esquina com a Avenida José Maria de Brito, esta última o caminho que se deve seguir para chegar na mesquita. Na esquina dessas duas avenidas tem um Posto Ipiranga, fui lá para comprar uma breja e usar o banheiro e acabei descobrindo que lá também tem uma agência de viagens Frontur. Como eu já sabia previamente que eles faziam câmbio fui trocar uns reais. Pagaram a cotação oficial do Banco Central, que no dia era de 3,82 pesos para cada real. Uma ótima cotação, troquei 150 reais e depois me arrependi de não ter trocado mais. Andei mais uns 10 minutos e cheguei à mesquita.
       

       
      Por fora uma bela e imponente estrutura, mas parece que é menor por dentro
      Um senhor que trabalhava (?) lá explicou várias coisas sobre o Islã aos turistas e distribuiu gratuitamente alguns livros sobre este tema. Na verdade é um passeio bem rápido. Em frente à Mesquita tem uma doceria especializada em quitutes árabes, e vou te dizer: o negócio é muito bom! Chama-se Almanara o local, comi um de cada (seis unidades) e tinha de pistache, nozes, amendoim, amêndoas... A conta deu 11 reais. Vale muito a pena frente à excelência da fabricação dos doces.
       

       
      Devidamente alimentado, era hora de ir para o hotel. Como gosto de andar para conhecer bem o local que estou visitando, fui a pé. Quarenta minutos entre a Mesquita e o hotel Normandie Iguassu Falls. Fiz o check in e a grata surpresa: achei que era um hostel (pois a reserva no Booking mencionava quarto coletivo), mas os quartos lá são individuais. Por mais que o local seja simples, o valor pago de 31 reais, valeu demais a pena. Tomei um banho e dei um cochilo, quando era umas 21:00 fui procurar um lugar para comer. Foz do Iguaçu tem muitos imigrantes do Oriente Médio, e os restaurantes árabes pipocam por toda a parte. Só na avenida perto do hotel tinha uns cinco ou seis. Fui num restaurante chamado Beirut, comi shawarna, kibe e esfiha fechada, e tomei uma coca-cola de 600 ml, por R$ 21. Uma pechincha. Com a fome saciada, hora de dormir.
       
       
      2° dia – Sexta-feira, 26/02
       
      Acordei cedo para ir ao Parque Nacional do Iguaçu. Tomei café no hotel, que estava incluso na diária. Café simples, com pão francês, apresuntado, queijo minas, um pão esquisito e gostoso feito com salsicha na massa, bolo doce, café, leite e suco de pozinho. Antes de ir para o parque fui trocar mais dinheiro na outra Frontur que fica na Avenida Brasil, mas me ferrei aqui: estavam cambiando a 3,57 pesos para cada real. Lembrando que no dia anterior cambiei a 3,82 em outra unidade deles. Fui para o ponto e peguei o bus 120 para o parque (ele também passa no aeroporto e Parque das Aves). Entrada no Parna do Iguaçu: 35 reais para brasileiros. Pensei em deixar a mochila no guarda-volumes, mas o valor de 30 reais por um locker me fez desistir da idéia. Logo depois da bilheteria já é o ponto de saída dos ônibus que percorrem o parque. Ônibus double-decker e com boa disponibilidade, sai um atrás do outro. Ao contrário do parque argentino, aqui não se perde muito tempo com deslocamentos.
      Descemos no ponto final e já iniciamos a trilha, que não é muito comprida. Alguns degraus aqui e acolá, e vários pontos onde se podem avistar algumas quedas. No começo fiquei meio decepcionado, com um sentimento de “é só isso aí?”
       

       
      Mas o gran finale chegaria logo: na última plataforma, chega-se bem perto das quedas e aí não tem jeito: deslumbramento total com a força da natureza e um belo banho devido o spray gerado pela água jorrando. Um espetáculo indescritível ver as cataratas praticamente em primeira pessoa.
       

       
      Ainda tem outras plataformas superiores, já no caminho para voltar, que dá a impressão de que você está quase dentro das cataratas. Um dos melhores passeios que já fiz no Brasil, com certeza. Trilha pra voltar, passei na lojinha e comprei só um imã de geladeira relativo ao parque, pois gosto de colecionar esses imãs. O passeio dificilmente passa de duas horas, caso não vá fazer nenhum opcional. O que me interessava era o Macuco Safari (R$ 200), mas no lado argentino o mesmo passeio custa menos da metade do preço, 350 pesos ou R$ 91,62 pela cotação da primeira Frontur que cambiei.
       

       
      Dica: No lado brasileiro, como a trilha não é muito extensa, se puder vá de chinelo. Fui de tênis e me ferrei, pois se molha muito, aí o tênis não secou e no dia seguinte molhou de novo. Devido ao cheiro insuportável, tive que jogá-lo fora no terminal de ônibus de Puerto Iguazu
       
      Saí do parque e peguei o já familiar bus 120, desci uns dois pontos antes do TTU pois queria comer de novo shawarna em um dos restaurantes árabes da Avenida Juscelino Kubitschek. Dessa vez escolhi o restaurante Istambul, onde pedi uma shawarna mista (R$ 12). Estava gostosa, e seria perfeito se tivesse uma cerveja bem gelada pra acompanhar... seria, mas os restaurantes árabes não vendem cerveja.
      Saciado, a missão era chegar em Puerto Iguazú. Peguei um busão da empresa Itaipu caindo aos pedaços, a tarifa é de 4 reais. Rapidamente chegamos à aduana argentina, onde fiz uma cagada: eu queria ir no Duty Free ver o preço de perfumes e acabei fazendo a imigração. Caso você queira ir ao free shop, não faça a imigração! Senão vai ter que fazer como eu, que tive de atravessar todo o posto de aduana e ir em outro guichê pra dar saída da Argentina, ir no free shop e depois dar entrada de novo na imigração . Pelo menos para mim não valeu a pena o esforço, os perfumes estavam caríssimos. Não sei se estava compensando para outros itens. Dica: peça ao motorista um ticket para reembarque no próximo ônibus caso vá no free shop, assim não precisará pagar outro. Poucos metros à frente da imigração fica o cassino, que acabei não indo, apesar de ter ganhado um vale de 10 reais no free shop para jogar lá.
      Peguei o próximo ônibus da empresa Itaipu (outras empresas também fazem o trajeto, mas o meu ticket de reembarque tinha que ser usado nos ônibus da mesma empresa).Desci no terminal de ônibus de Puerto Iguazú e me dirigi ao hostel, que fica super perto, uns dois ou três minutos de caminhada. Chama-se Iguazú Falls Hostel e pertence à rede HI. Reservei a diária no Booking a 10 dólares+21% de algum imposto argentino, o equivalente a 170 pesos argentinos. Fui pagar em real, o hostel fez a cotação de 3,46 pesos para cada real, então o preço final em nossa moeda ficou em 49 reais. Estava um calor infernal, mas o ar condicionado só é ligado depois das 19:00. Achei bizarro, nunca tinha visto isso. Não tinha condição de ficar no quarto com aquele calor.
      Nota: existem muitas opções de hostel em Puerto Iguazú, para os mais econômicos anotei duas pechinchas: Hostel Natura Iguazu por 100 pesos a diária (fica na Av Missiones) e Hostel Noelia por 60 pesos a diária. Este último eu não sei onde fica, vi um cartaz dele pregado na rodoviária de Puerto Iguazu com o preço.
      Tomei um banho e fui dar uma volta em Puerto Iguazu. Parei num posto de gasolina quase em frente ao terminal de ônibus pra tomar a primeira gelada em terras argentinas. Alguns preços: cerveja Brahma de 500 ml por 21 pesos (considerando os dois câmbios que havia feito em Foz a cerveja custou entre R$ 5,49 a R$ 5,88. Daí tem-se a importância de fazer um bom câmbio). Água mineral 500 ml estava 13 pesos. Saindo do posto, queria ir à famosa Feirinha. Fácil de chegar: basta seguir na Av Missiones e virar suavemente à direita quando cruzar com a Av Brasil.
      Antes de chegar na Feirinha passei por uma sorveteria Grido e me lembrei dela ter sido bem recomendada na internet. Creio que aqui é o local certo se você quer tomar um ótimo sorvete de dulce de leche sem ser extorquido no Freddo (no TripAdvisor vi relatos de uma bola de sorvete custar 22 reais lá!). No Grido, tomei um Cucurucho Gigante, que é o nome deles para sorvete de duas bolas na casquinha . Sendo o doce de leite a maior especialidade das sorveterias argentinas decidi não fugir do tradicional. Eram uns seis sabores somente dessa iguaria, então pedi uma bola de doce de leite tradicional e outra de doce de leite com brownie. O sabor é espetacular! Se fosse em São Paulo, um sorvete desse nível custaria uns 20 reais nessas sorveterias gourmet. Já o preço lá é uma pechincha: 18 pesos! Porém a cotação deles ao aceitarem reais é ridícula: 3 pesos para cada real. Compensa mais pagar com pesos previamente trocados.
      Logo em seguida, a Feirinha. Ela ocupa um dos lados da Av Brasil em seu derradeiro quarteirão, e é um amontoado de restaurantes e bares e também lojinhas vendendo aquilo que os turistas querem comprar: pêssego em calda, alfajores, doce de leite, azeite, azeitonas recheadas, vinhos, salame, queijos... Algumas churrasqueiras na calçada fazem as parrillas no horário do almoço e ao anoitecer. Andei até o final da Feirinha na Av Brasil e atravessei a rua Felix Azara. Uma lojinha escondida, um tiozinho simpático e o melhor preço de alfajor de Puerto Iguazu. Comprei uma caixa de Recoleta Premium, e achei melhor do que os de marca que se vendem a três reais por lá, como o Milka ou o Oreo. A caixa com doze unidades custou 18 reais, então cada um saiu por R$ 1,50. Ótimo custo-benefício. E por falar em bom negócio, foram dois na seqüência: saindo da lojinha e adentrando na Feirinha parei na Parrilla El Arbol onde um atendente muito gente fina me convenceu a petiscar por lá com uma cotação de 4 pesos para cada real . Tomei duas da ótima cerveja premium Patagônia (R$ 10 cada) e ele fez uma porção de salame, queijo e azeitonas recheadas por R$ 10. Uma porção dessa em São Paulo custaria pelo menos o dobro.
       

       
      Barriga estrumbada de comer e beber, resolvi voltar ao hostel. Passando pela Av Missiones vi uma lojinha de artesanato e resolvi comprar mais uma imã de geladeira pra coleção. Custou 10 reais (caro!). Perguntei à vendedora se ela conhecia um lugar para cambiar e ela me indicou um senhor de cabelos brancos que ficava na calçada ao lado da loja de souvenires, na entrada do hostel Irupé. O tiozinho fez uma ótima cotação para cambiar: 3,90 macris para cada dilma. Mas vi que eu estava sem dinheiro e comentei ao senhor que voltaria depois (nota: voltei somente no dia seguinte de manhã e o senhorzinho não estava. Estava um outro sujeito na entrada do hostel, mas ele não fazia câmbio. Então acho que o senhor do câmbio só fica à tarde e noite).
      Voltei ao hostel. Fiquei assistindo um jogo qualquer do campeonato argentino na recepção até dar a hora de ligar o ar condicionado.Chegando 19:00, finalmente consegui deitar um pouco. Considerando que Puerto Iguazú é uma cidade que sua principal atração turística basicamente consiste em comer e beber (fora o parque), voltei à Feirinha lá pras 21:00 e comi uma parrilla (de picanha) e tomei um Quilmes de 1 litro, num sujeito que estava com uma churrasqueira na calçada, ao lado do famoso bar do Sebastião. Ele fez uma cotação de 4 por 1, então a cerveja de um litro custou 40 pesos ou 10 reais (pechincha!) e a porção de picanha acompanhada de pão saiu por 22 reais. Fiquei ali comendo, bebendo e assistindo um show inusitado que rolava no já citado Bar do Sebastião: um cantor portenho entoava sucessos brasileiros em portunhol (Cidade Negra, Paralamas, sertanejo universitário...). Voltei ao hostel e dormi.
       
      3° dia – Sábado, 27/02
       
      Dia perdido. Essa era a impressão logo quando acordei às 07:30 com a intenção de ir no parque argentino. Caía uma chuva torrencial, daquelas dignas de São Paulo no fim de tarde no verão, só que muito pior. Como aquela chuva parecia que não ia parar tão cedo, nem me troquei pra ir ao parque naquela hora, resolvi ir tomar café. Me senti no exército ou na hora da merenda quando estudava no primeiro grau: todos se dirigiam a uma salinha onde uma funcionária do hostel entregava um pratinho com uma medialuna, um pão de leite (duro), uma daquelas embalagens individuais de manteiga e de geléia de pêssego. E só. “À vontade” somente café, leite e suco de pozinho. Definitivamente não gostei desse hostel. Além disso, ao final da tarde eles trancam o acesso ao quintal de trás onde fica o varal. Resultado: na noite anterior não consegui pegar minha toalha que ficou no varal, e com a chuva que caiu durante a noite, preferi nem levar ela embora toda encharcada. Ficou lá para alguém.
      A chuva só foi diminuir às 10 horas, coincidentemente a mesma hora de check-out do hostel. Fui ao terminal de bus e procurei o guarda-volume. Uma tiazinha simpática me informou que custava 25 pesos para deixar a mochila lá até a noite. Também fazia uma cotação de 3,60 pesos por real, o que deu 7 reais arredondados. Paguei em dilmas e fui ao guichê da empresa Rio Uruguay para comprar as passagens para as cataratas. Custa 100 pesos ida e volta, ou 30 reais, o que dá uma cotação de 3,34 pesos por real. Novamente compensa pagar com pesos trocados previamente. Os ônibus saem a cada vinte minutos, e dá mais ou menos meia hora de trajeto até o parque. O ingresso custa 200 pesos para cidadãos do Mercosul (deve-se mostrar o RG), e não se aceita reais para pagar a entrada. Ao contrário do parque brasileiro, que ao sair da bilheteria você praticamente já pega o ônibus, no lado argentino tem que se andar um bocadinho até chegar à estação central do parque. São três estações, a Central, que é na entrada, a estação intermediária é a Cataratas, onde pode-se fazer as trilhas dos Circuitos Superior e Inferior e a estação final é a Garganta do Diabo, que é a maior atração do parque. O deslocamento entre as áreas internas de Iguazú é feita por pequenos trens com freqüência no mínimo irritante. São 30 minutos de intervalo entre os trens. A maioria das pessoas prefere ir direto pra Garganta do Diabo, mas os trens não vão direto pra lá, na maioria das vezes. Peguei o trem, e tive que descer na estação Cataratas, para esperar mais uns 15 minutos e pegar outro trem que ia para a Garganta. Sem contar a velocidade máxima de 5 km/h, parece que tudo no parque argentino é cuidadosamente planejado para que você perca o maior tempo possível! Desci na estação da Garganta do Diabo e segui para a trilha. Outro problema: estava chovendo e a trilha do parque argentino é feita em plataformas de metal que são muito escorregadias em suas junções. Um perigo, quase escorreguei por algumas vezes. A trilha é estreita, então se segue o povo praticamente em fila indiana andando devagarinho por medo de escorregar (sabe aquele papo de tudo ser planejado para você perder tempo? Então...). Juntando a morosidade do trem com o passo de pingüim na trilha, demorou mais de uma hora desde a entrada do parque até a sua primeira atração. Mas o perrengue compensa, a Garganta do Diabo impressiona! A maioria das pessoas fica ali só para tirar umas fotos e ir embora. Fiquei um tempão admirando aquela força da natureza. Voltei à estação e peguei o trenzinho para a estação das Cataratas.
       

       

       
      Comprei duas empanadas (20 pesos cada. Aceitam reais, mas com cotação ruim: 3,20 para 1), mas só comi uma: os quatis roubaram a outra! Vacilo meu, tem placas em todo lugar avisando sobre as traquinagens dos quatis. Nem tentei “defender” a empanada para eles não pegarem: esses bichos possuem unhas poderosas e há relatos de cortes em visitantes causados por eles.
       

       
      Fiz a trilha do Circuito Inferior, com 2,5 km, que possui paisagens deslumbrantes, e uma visão diferenciada das quedas. Não é tão cheia, por ser extensa e possuir muitas subidas e descidas. Ideal para apreciar a vista sem a muvuca dos selfeiros. Devido ao horário e ao cansaço que sentia decidi não fazer o Aventura Náutica, o equivalente ao Macuco Safari dos hermanos, que custa 350 pesos (fica para a próxima!). Fim de passeio.
      Nota: ao contrário da maioria dos relatos que encontrei na internet, eu gostei mais do lado brasileiro. Além da estrutura do parque BR ser incomparável, no nosso lado podemos ficar praticamente embaixo das quedas no final do circuito. Tomar um banho de cachoeira é bom, mas de cataratas é foda! Sair molhado e lavar a alma não têm preço. No lado argentino têm-se melhores visões das cataratas, mas se não chover você volta para casa sequinho da silva.
       

       
      Voltei para Puerto Iguazu, peguei minha mochila no terminal e fui fazer uma última refeição na Argentina. Parei no Bar do Sebastião na Feirinha e pedi duas empanadas (15 pesos cada) e uma taça de vinho (40 pesos). Que vinho maravilhoso, por um momento pensei ter encontrado o Malbec perfeito! Como queria torrar meus últimos pesos nem perguntei quanto seria em reais o valor. Dei meus últimos resquícios de pesos para umas crianças paraguaias (bolivianas?) que vendiam artesanato e pediam trocados por ali. Passei novamente na Grido e mais um sorvete de duas variedades de doce de leite que não havia provado da outra vez.
      Peguei o busão para Foz, dessa da empresa Crucero Del Norte, daqueles de viagem com ar condicionado (o da ida foi um convencional da empresa Itaipu todo velho). Desci pertinho do hostel Tetris (R$ 45), na Avenida das Cataratas. Um hostel feito de contêineres e com visual descolado. Cool, só gringos no pedaço. Novamente ar-condicionado ligado só depois das 19:00, então fui pra beira da piscina tomar umas brejas. Dei uma enrolada e fui direto para a Itaipu, pois tinha comprado o passeio Iluminação da Barragem (R$ 16). O ônibus double-decker dá uma volta por dentro da usina, um guia vai dando explicações e tal até chegarmos na beira da barragem. Tudo escuro. A barragem vai se iluminando aos poucos. Bacana, mas esperava mais, achava que ia ter alguma pirotecnia envolvida. Terminado o passeio, voltei ao hostel. A viagem estava terminando. No dia seguinte acordei cedo, peguei o busão para o aeroporto (tem que se atentar aos horários, pois a freqüência diminui bastante aos domingos). Double-check no aeroporto, pois primeiro você passa no raio X da Receita Federal antes do check-in e depois no da Polícia Federal antes da sala de embarque. Atraso de 20 minutos na Gol, vôo direto pra CGH. Fim de viagem.
    • Por CAROLINA BONFIM
      [info]Tópico para compartilhar dicas sobre Buenos Aires
       
      Participe!
      Deixe aqui aquela dica de passeio que você adorou, aquele boliche nota 10 que conheceu, daquele restaurante bom e barato ou daquele outro que serve um prato especial que você adorou. Vale também a dica daquela noitada inesquecível que você foi em Buenos Aires.
       
      Regras do Tópico
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      Uma dica imperdível para que estiver em buenos aires:
       
      ir a show da banda ORQUESTA TIPICA FERNANDEZ FIERRO
       
      http://www.fernandezfierro.com
       
       
       
       
      DEPENDENDO DA ÉPOCA DO ANO, TÊM SHOWS TODAS ÀS QUARTAS-FEIRAS EM UM GALPÃO ANTIGO.
       
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