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Olá viajante!

Bora viajar?

ROTEIROS EUROPA: Dicas baseadas em dúvidas recorrentes

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  • Membros

Aqui no fórum, muitas situações são recorrentes nos posts de pedido de ajuda em roteiros na Europa, compilei aqui as dúvidas genéricas mais comuns que observei e tentei responder, baseado na experiência pessoal e nos relatos que já li ao longo do tempo. Espero que seja útil. Vou separar em posts para ficar mais fácil de ler.

 

Meu roteiro está apertado?

 

Pela facilidade de deslocamento dentro da Europa, pode-se pensar que é viável trocar de cidade dia sim, dia não. Isso não é bem assim, apenas pequenas cidades podem ser vistas em um único dia. Além disso, ao se deslocar de uma cidade para outra, os dias de deslocamento acabam improdutivos para se conhecer alguma coisa: tem que arrumar mochila, fazer ckeck-out no hostel, ir para a estação de trem/aeroporto, o deslocamento, chegar na cidade de destino e se instalar no novo pouso. É natural a vontade de conhecer novos lugares, mas colocando 10 cidades em 15 dias, não vai dar para conhecer nada direito e você voltará com aquela sensação de que fez tudo correndo e não deu para curtir a viagem direito. Clique aqui para ver o que NÃO fazer.

Editado por Visitante

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Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • MarcosPereira
    MarcosPereira

    [t1]Em qual região devo me hospedar ?[/t1]   ATENÇÃO !!! Esta é uma compilação bem pessoal, que não tem por objetivo ser a fonte absoluta de informação sobre o tema. Apenas me poupa o trabalho de re

  • Aqui é muito comum se ver roteiros apertados e cronometrados. Afinal, em muitos países, o transporte é pontual e pode bater aquela vontade de aproveitar ao máximo o tempo e fazer um roteiro que inclua

  • Tem gente que sai do Brasil sabendo que vai almoçar às 13:45 no dia 03 de outubro no restaurante da página 27 do guia. Programação excessiva pode ser tão ruim quanto não se programar. É bom ter o rot

Featured Replies

  • 3 semanas depois...
  • 1 mês depois...
Postado
  • Membros

Super bom esse tópico,

gosto mais do hostel world para pesquisar estadia, acho o booking.com muuuuuiiiito

mais caro...hehe

mas estou com uma dúvida...

estou aqui pesquisando, vou fazer uma trip grande pela Europa, e gostaria de

saber como faço para escolher o melhor lugar em cada cidade...

porque na França e no Chile achei péssimo ficar no centro...

tudo é abandonado depois das 18 horas e finais de semana....

estou indo para

Paris e Normandia

Bruxelas e Bugres

Luxemburgo

Munique e Berlim

Amsterdam

Dublin

Tem uns hostels justbed superbaratos, mas como ainda não conheço o

movimento de algumas cidades, gostaria de opiniões sobre melhores

áreas...valeu!!!

Abraços, Lucianna

Postado
  • Membros

Ou, Lucianna. Esse tópico é para dicas. É melhor tirar suas dúvidas no seu próprio tópico na seção de roteiros na Europa.

 

De qualquer forma, nesse mesmo guia há minha opinião sobre as melhores regiões pra se hospedar em algumas dessas cidades.

 

Abraços.

Postado
  • Membros

Após 2 mil posts, resolvi fazer mais uma compilação dos erros mais comuns que noto nos roteiros dos viajantes pela Europa. Ainda escrevo um livro.

 

Clique nos links a seguir se desejar mais informações:

 

1 - alocar pouco tempo para cada local, superestimando sua própria capacidade física e ignorando imprevistos e tempo perdido em deslocamentos

 

2 - entupir o roteiro com deslocamentos de avião, ou trens noturnos. Agravante – fazer isso tudo e ainda focar na vida noturna.

 

3 – contar o roteiro em termos de dias, não noites. Se deslocar de dia, nas hipóteses em que isso pode ser evitado

 

4 - pensar em "países" em vez de "regiões" e "cidades"

 

5 - achar que capitais ou cidades que mais ouviu falar são mais interessantes do que o resto

 

6 - ignorar que, diferente do Brasil, as estações na Europa são bem definidas e afetam o roteiro. Ignorar, ainda, que determinadas datas comemorativas na Europa não funcionam da mesma forma que aqui.

 

7 - acrescentar destinos só porque as cidades do roteiro estão próximas de outros locais interessantes, ignorando o local onde já está

 

8 - incluir os dias de chegada e saída da Europa na conta do roteiro, ignorando a influência do jet lag e os imprevistos com a imigração.

 

9 - montar roteiro sem definir bem qual o próprio perfil de viajante, o que mais gosta de ver, o que menos gosta, as experiências anteriores e compatibilizar isso tudo com o perfil dos demais acompanhantes

 

10 - ser impulsivo e/ou preguiçoso, menosprezando a importância do planejamento bem feito

 

11 - deixar de pontuar ou ao menos agradecer quem o ajudou, pessoas que não recebem absolutamente nenhuma outra contraprestação por investirem seu tempo ajudando os outros.

Editado por Visitante

Postado
  • Membros

[t3]1 - alocar pouco tempo para cada local, superestimando sua própria capacidade física e ignorando imprevistos e tempo perdido em deslocamentos[/t3]

 

Erro “campeão” nos roteiros de viajantes, acho que uns 90 % fazem isso e a gente acaba repetindo como papagaio para não fazer. O fórum é composto de muita gente jovem, alguns deixando a adolescência. Muitos pensam que são incansáveis. Não importa quem você é, qual é o seu preparo físico. Todo mundo se cansa. Muito. Você tem que caminhar se quiser ver as coisas, não é num ônibus ou num metrô que se vê decentemente uma cidade. Dentro das atrações você também caminha horrores. E o pior, sem perceber.

 

Por fim, shit happens, já dizia o famoso ditado. Aqui no fórum a Joyce escreveu um relato sobre isso, mostrando por experiência própria como imprevistos podem tomar tempo considerável do roteiro mesmo quando você já aloca tempo livre para eles. É aquele temporal que caiu e melou os planos (muito comum), alguém que passou mal, a atração, que fechou naquele dia por algum motivo que você esqueceu, ou não previu, o carro que quebrou, o ônibus ou trem errado que pegou, as coisas que te furtaram ou roubaram e você teve que correr atrás, o cansaço acumulado, que te fez dormir mais do que gostaria, a dificuldade de adaptação ao local, você sempre perdido até achar as coisas, enfim. Não dá para evitar nenhum tipo de imprevisto. Eles SEMPRE acontecem, não importa o quão experiente você seja. Num roteiro apertado, isso pode arruinar a viagem por completo.

Postado
  • Membros

[t3]2 - entupir o roteiro com deslocamentos de avião, ou trens noturnos. Agravante – fazer isso tudo e ainda focar na vida noturna.[/t3]

 

Uma coisa que nunca entendi é por que as pessoas quando se deslocam de avião na Europa se esquecem de tudo que enfrentam num vôo internacional no Brasil. Você não tem que pegar um transfer, ou algo similar, até o aeroporto ? Não tem que chegar com bastante antecedência ? Se despachar mala, não tem que esperar pra pegar ? E o transfer até o hotel de destino ? E o tempo para se localizar, achar o hotel, fazer o check-in ? Soma isso tudo e você é quem me diz se isso é tranquilo.

 

Repita esse procedimento 5, 10, 15 vezes numa viagem. Some todo o tempo perdido. Analise se valeu a pena. Enquanto isso, outro viajante resolveu montar um roteiro com tudo próximo, feito de trem. Não precisou chegar com tanta antecedência à estação. As viagens duraram 1h, no máximo 2h e muito provavelmente viu belas paisagens, ao passo que quem voa só vê nuvens. As estações são centrais, de modo que saiu do seu hotel, ali pertinho de uma, e já chegou na outra, onde havia hotel pertinho. Esse viajante viveu muito mais experiências, tem muito mais o que contar.

 

Os trens noturnos parecem uma ideia excelente e, em alguns casos, realmente são. Mas não é algo para ficar se repetindo no roteiro inteiro. Muita gente não se adapta e acha desconfortável. Em alguns países, como no Leste Europeu, você tem que acordar a cada vez que passa numa fronteira, para ter o passaporte carimbado. No dia seguinte, você estará um caco, mal humorado e sem energia para aproveitar a cidade. Adiantou a economia ? Pra que, se você gastou tanto dinheiro para viajar para a Europa e agora não tem pique.

 

Tem gente que faz isso tudo e ainda cai na night. Quer fazer isso, blz. Mas lembre-se de somar o cansaço disso ao que descrevi nos parágrafos anteriores. Deixe de megalomania, você não é um super herói. Uma hora o seu corpo vai cobrar descanso e isso pode acontecer nas piores horas possíveis, nos dias que deixou para fazer as coisas mais legais da viagem, por exemplo.

Postado
  • Membros

[t3]3 – contar o roteiro em termos de dias, não noites. Se deslocar de dia, nas hipóteses em que isso pode ser evitado[/t3]

 

“dia” é uma medida muito variável, depende da hora que você vai efetivamente estar pronto para explorar a cidade, após todos os possíveis atrasos e imprevistos. Tem gente que chega 14h num lugar e conta como um dia. Tem gente que ia chegar 7h e acaba chegando 12h por conta de imprevistos. Certa mesmo é a noite no lugar.

 

Outro ponto importante de se deslocar de noite é que é na luz do dia que você vê muito do que a cidade tem a oferecer – a arquitetura, os parques, as praças e as atrações, que costumam funcionar de 9h às 18h. Se você se desloca de dia, perdeu muito tempo útil para visitar castelos, palácios, museus, enfim, coisas que a Europa costuma oferecer de melhor.

 

Por fim, se deslocar de manhã significa acordar bemmm cedo para dar tempo de fazer tudo. E acordar cedo numa viagem, momento de lazer, quando você já ta cansado de tanto ter andado no dia anterior ... isso é um saco. Sem falar que é capaz de você dormir a viagem toda e não aproveitar a bela paisagem, o possível pôr do sol visto da janela do trem, iluminando tudo com a melhor luz possível para a fotografia, os chamados raios dourados.

 

Essa regra pode se excepcionar, é claro. Em determinados casos, o deslocamento de noite pode ter mais conexões, ou ser feito com trens muito lentos. Nesse caso, não tem jeito, se desloque de dia.

Postado
  • Membros

[t3]4 - pensar em "países" em vez de "regiões" e "cidades"[/t3]

 

Para o brasileiro esse erro é mais comum até mesmo pela nossa história. Tivemos governos centrais, que sempre massacraram com mão de ferro as desigualdades regionais relevantes. Isso significa que, desde o descobrimento, sempre fomos um país, uma nação, uma língua. Quando vamos lá pra fora, achamos que é igualzinho.

 

Na Europa é diferente. Países como a Espanha na verdade são vários, veja os movimentos separatistas. Em algumas regiões, o idioma é mais parecido com o português do que o próprio espanhol. No sul da Itália, mesmo quem é italiano pode ter dificuldades de se comunicar. No sul da Alemanha se fala o “Bávaro”. Na Inglaterra, há o cockney, de difícil compreensão até mesmo para quem é proficiente em inglês britânico.

 

Registra-se, portanto, diferenças culturais muito significativas. São, ainda, reforçadas pelas diferenças geográficas. O extremo norte da Itália, como Lugano, tem muito mais em comum com a Suíça do que com o sul da Itália.

 

Como se não bastasse, há a influência de bilhões de guerras. Não é chamada de “velho continente” à toa. A segunda guerra mundial, em especial, causou mudanças significativas em alguns países, como a Alemanha. Disso deriva, por exemplo, o fato de algumas cidades serem modernas demais, enquanto outras parecerem que ainda estão na idade média. Dresden foi muito bombardeada e teve que ser reconstruída. Bamberg, em contrapartida, ficou intacta. Isso leva a duas experiências completamente diferentes para o viajante. Berlim, então, sofreu ainda a influência da Guerra Fria. Uma mesma cidade dividida em duas e que se reinventa numa velocidade muito grande.

 

O viajante que escreve no roteiro que quer ver Alemanha, França, Espanha e Grécia, ignora tudo isso. Ele, quando fala em Alemanha, está se referindo a Berlim, ou Munique. Aí pensa o sujeito, “já vi a Alemanha, quero mudar de ares, vamos para a Grécia”. Terminado esse pinga-pinga, ele mal sabe o que viu, misturou um monte de culturas radicalmente diferentes e perdeu muito tempo e grana com deslocamentos.

Postado
  • Membros

[t3]5 - achar que capitais ou cidades que mais ouviu falar são mais interessantes do que o resto[/t3]

 

Parte desse erro é consciente, infelizmente. Muita gente viaja só para dizer para os outros que viajou. Então tem que citar lugares que todo mundo já ouviu falar, ainda que sejam lugares muito pouco atrativos perto de outros logo ali ao lado. Mesmo para esses, eu digo – você vai ter que mostrar a prova do crime, as fotos. Aí, quando comparar com as do seu vizinho, que foi para cidades que você nunca tinha ouvido falar, como Rothenburg ob der Tauber, vai bater aquela deprê.

 

Há também os que cometem esse erro porque achavam que visitar algo no interior da Itália era como um gringo aqui vir conhecer Pindamonhangaba do oeste, no interior do Amazonas. Lá na Europa o interior muitas vezes é bem preservado, bonito e organizado, com estrutura muito superior até mesmo a algumas de nossas capitais. Vale a pena investir mais tempo pesquisando, não só no Fórum Mochileiros, como nos guias de viagem e nos fóruns do exterior.

 

Porém, há quem faça consciente as escolhas das capitais e demais cidades grandes, como o cara que gosta de muita agitação e vida noturna. Não há nada de errado nisso, é questão de perfil, de se conhecer bem e descobrir o que realmente quer de sua viagem.

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