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Bora viajar?

Bolívia, Chile e Peru - 30 dias inesquecíveis

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Hola chicos de Brasil!!!

 

Vou relatar minha experiência nesse tradicional mochilão entre Bolívia Chile e Peru que aconteceu entre os dias 01 e 30 de junho. Lembrando que o fato de ser comum, de forma alguma faz com que seja uma viagem "mais ou menos", aliás eu diria que se o que te falta é um incentivo, nem leia este relato, pegue sua mochila e vá. Eu garanto que será a melhor experiência da sua vida :!::!::!: No entanto devo lembrar que o fim da viagem é muito difícil, bate uma deprê enorme na hora de voltar, mas vale a pena! :D

Fiquei cerca de 6 meses planejando essa viagem que por sinal conheci por meio do mochileiros.com, praticamente todas as informações que colhi foram daqui então o mínimo que poderia fazer é um relato como forma de agradecimento e quem sabe como incentivo a outras pessoas também fazerem esse mochilão.

Foi minha primeira viagem internacional e foram 30 dias sensacionais. Desertos de areia, de sal, montanhas nevadas, mata, grandes cidades, pequenas cidades, cidades perdidas etc. O ganho é enorme, cultural, visual, social e álcoolicamente falando. heheheh. Em 30 dias conheci pessoas maravilhosas, fiz diversos amigos, sim, amigos e não colegas, no mundo inteiro.

É uma viagem onde é possível conhecer lugares incríveis, festejar muito e refletir sobre a vida (a minha com certeza ganhou um rumo diferente). Passei por alguns apuros durante a viagem mas não tem como fugir dos imprevistos.

Vou tentar detalhar bastante mas não adianta, muitas informações se perdem no meio do caminho mas não tem problema, quando está lá as coisas acontecem bem naturalmente.

 

Vamos ao que interessa :!::!::!:

 

 

Antes de tudo vou deixar um vídeo que dá uma boa ideia do que foi esta viagem

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O roteiro

O roteiro final foi o seguinte:

Santa Cruz de la Sierra

Sucre

Potosi

Uyuni

San Pedro de Atacama

Arica

Tacna

Arequipa

Nazca

Paracas

Huacachina

Cusco (com Salkantay)

La paz

Santa Cruz de la Sierra

 

As únicas diferenças do roteiro original foram a inclusão de Nazca e a exclusão de Copacabana devido a acontecimentos no meio da viagem

 

Para a galera ter uma noção melhor da localização das cidades, vou colocar o roteiro que eu fiz no Tripline antes de viajar. No final as anotações nesse roteiro não bateram totalmente com o que aconteceu então é só pra ter uma ideia mesmo(eu editei para excluir Copacabana e incluir Nazca).

 

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Gastos

Passagens Guarulhos x Santa Cruz: R$ 447,00 ida e volta pela Gol. Comprei com 2 meses de antecedência mas pelo que vi esse é o preço normal.

Passagem Santa Cruz x Sucre: US$ 57,00 pela BOA http://www.boa.bo/brasil/inicio (comprei pela internet no cartão de crédito, rápido e sem problemas)

Levei comigo em dinheiro R$ 2000,00 e US$ 600,00 (cerca de R$ 3200,00) e sobrou mesmo depois de comprar alguns presentes. Exageramos principalmente com comida no Peru (que é ótima) a ponto de desperdiçar e posso dizer que se você for mais controlado, dá pra fazer com pouco menos de 3000,00 tranquilamente.

 

Pra quem não quis calcular, o gasto total foi de R$ 3700,00 aproximadamente

OBS: não tenho nenhuma planilha de gastos, não fiz e acho que não fez falta em nenhum momento, muitos gastos estão detalhados no meio do relato, acho que o importante é saber mais ou menos quanto dinheiro precisa no total e o valor de alguns passeios mais caros ou de transporte em alguns trechos mas não tem por que saber quanto custa um pirulito na banquinha de doces em frente ao terminal de ônibus de Sucre por exemplo. ::tchann::

 

 

DICAS

- Primeira e mais importante, se você vai viajar nos próximos meses NÃO compre passagens pela Aerosur, a empresa está em situação crítica, ainda não se sabe se vai falir mas para se ter uma ideia, no aeroporto de Viru Viru não há ninguém nem mesmo atendendo nos balcões da companhia mesmo assim o site e diversas agências de viagens continuam vendendo suas passagens. Fique esperto, não compre. Dois amigos que estavam comigo compraram e se deram mal, também encontramos outras pessoas na mesma situação.

- Não quis apostar em VTM e coisas do tipo pois já vi varias pessoas tendo problemas como maquinas engolindo ou dificuldade em achar lugares pra gastar, então resolvi ficar só com o moneybelt (R$19,90 na Decathlon ::cool:::'> ), ficava 99% do tempo comigo, pode ser arriscado mas não tive problemas.

- O trecho Santa Cruz x Sucre decidi fazer de avião pois dizem que não é muito bom fazer de ônibus devido às condições da rodovia, além de levar cerca de 17 horas, portanto como o preço indo de avião é bem acessível, eu recomendo afinal você também não perde um dia de viagem.

- Provavelmente só mudaria uma coisa na viagem toda e deixo aqui a dica: leve dólar, se puder, tudo em dólar. Resolvi levar real e realmente não há problemas em fazer troca, ele é aceito em casas de câmbio em quase todas as cidades mas eu perdi dinheiro sempre. Vou exemplificar. Comprei meus dólares na semana da viagem (brasileiro deixa tudo pra última hora né heheh) e paguei R$ 2.10 no câmbio e por exemplo na Bolívia no aeroporto Viru Viru o câmbio era o seguinte:

Real: 3,00 bolivianos

Dólar: 6,84 bolivianos

Então vamos lá, calculadora em mãos, rssss. Com R$ 2,10 eu compraria 6,30 bolivianos, mas com os mesmos R$2,10 eu compraria US$ 1,00 e trocaria ele por 6,84 bolivianos e estamos falando de dinheiro para um mês todo, no final esses centavos fazem muita diferença. Com a moedas dos 3 países isso acontecia, a única diferença era quanto dinheiro eu perdia ::putz:: as vezes mais, as vezes menos por isso hoje eu digo leve dólar

 

 

Preparativos

Posso dizer que pra algumas coisas sou meio despreocupado mesmo, a única coisa que fiz basicamente foi definir o roteiro e ir. Mesmo indo em alta temporada(para o Peru pelo menos devido ao Inti Raymi) não reservei nada, hostel, passeios, nada e digo que podem fazer da mesma forma sem medo pois por mais incrível que pareça, reservando algumas coisas com antecedência você pode pagar mais caro.

Como não tinha nenhum amigo que podia ir junto no mesmo período me programei psicologicamente para ir e ficar sozinho. Santa ingenuidade :!::!::!: Se você quiser ficar sozinho nessa viagem tem que fazer um esforço enorme pra isso (e mesmo assim acho difícil conseguir :D ) mas eu não sabia disso então comecei a procurar pessoas aqui mesmo no mochileiros que fossem fazer a viagem nessa época. Troquei mensagens com várias pessoas e montei um grupo no Facebook porém a maioria das pessoas não ia na mesma data então acabamos usando mais pra trocar informações porém um deles, o Thiago iria na mesma data que eu juntamente com o Rogi e até o Salar de Uyuni nosso roteiro era o mesmo. Depois viemos a descobrir que nosso voo era o mesmo saindo de Guarulhos. Pronto, já não estava mais sozinho e nem tinha saído do Brasil.

Conheci também Fernando e Beatriz que estavam em outro grupo com 90% do roteiro igual ao meu porém eles iriam sair de SP um dia depois de mim. Como haveria essa diferença de um dia, pelos meus cálculos, não conseguiríamos nos encontrar no começo da viagem então decidi não me comprometer a fazer parte do grupo mas mantive contato planejando me encontrar com eles em Uyuni ou Atacama. Minha ideia o tempo todo foi me preparar para estar sozinho e se algo diferente acontecesse seria lucro, mas se eu planejasse estar acompanhado o tempo todo e não conseguisse isso, seria bem pior.

Tive problemas com o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela mas vou contar no relato.

No começo estava em dúvidas se começava o roteiro por La Paz para comprar roupas por lá pois não tinha nada para aguentar o frio do Salar mas desisti da ideia e comecei por santa cruz mesmo então fui na Decathlon ver se achava algo que desse pra usar por lá a um preço aceitável. Encontrei na seção de Snowboard uma jaqueta em promoção, me pareceu boa. Comprei ela, uma calça underwear por 39,90, o moneybelt e só, rssss (lembra q sou meio relaxado? heheh).

O resto foram roupas comuns, jeans, camisetas dry fit, umas de algodão,blusas leves, nada demais!

Mochila foi uma de 55L se não me engano. Aconselho uma de 65 pelo menos principalmente se for mulher pois tem algumas tranqueiras a mais hehehe mas somente por praticidade pois a minha serviu bem. Mas se você for daqueles que gosta de comprar bastante coisa no caminho como lembranças e etc, lembre-se que terá que guardar em algum lugar. ::otemo::

 

DICAS

- Nessas horas tem gente que acha que até a escova de dente tem que ser adaptada para mochileiros e eu sou prova viva de que não é bem assim. Claro que isso é uma opinião bem pessoal mas só digo que não é essencial ok? ::cool:::'>

Nem mesmo bota eu usei. Fui com um tênis Olympikus velho com um ano de uso (e olha que eu fiz a Salkantay hehe) e não me arrependo.

 

 

 

1° dia - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra

Acho que nem preciso dizer o tamanho da ansiedade nesse dia né? rsss. Acordei cedo e fui no Instituto Emílio Ribas que fica relativamente perto de casa, pois lá conforme consta no site da Anvisa, emite o Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela que (teoricamente) é exigido nesses países. Bom, chegando lá descobri que eles realmente emitem o certificado mas APENAS se você tomar a vacina lá ( o mesmo acontece com todos os outros postos credenciados que estão na lista do site da ANVISA) e eu já havia tomado a vacina 2 anos antes portanto o que eu deveria fazer seria me dirigir a um posto da própria ANVISA e não um posto credenciado. OBS: Essa informação consta em letras minúsculas na lista da ANVISA e eu é claro, não vi.Lá no instituto a mulher me disse que não havia problemas pois o posto da anvisa funcionava 24H no aeroporto de guarulhos pois era internacional e bla bla bla, só o de Congonhas que fechava as 17H. Pedi pra usar o telefone dela pra ligar na ANVISA e confirmar somente por precaução, ela até deixou mas quem disse que funcionou? provavelmente o número estava errado. Ela falou mais algumas vezes, eu acabei me convencendo e pensei "saio mais cedo de casa, passo na ANVISA no aeroporto e tá tudo tranquilo". Hehehehe você acha que deu certo??? Continue lendo.

Meu voo era as 22:00, saí mais cedo de casa mas tranquilo pois a ANVISA funcionava 24H então teria tempo de sobra :? . Busão, metrô, adrenalina a mil. Cheguei no aeroporto as 18:45 e me dirigi ao balcão de informações perguntando onde era a ANVISA, nisso a mocinha vira e manda na lata: "você quer pegar o certificado agora? A ANVISA fechou às 18:00 mas vai la e vê se tem alguém". Hahah nessa hora só pensei: "Fod*u" mas mesmo assim foi la e adivinhem......estava aberta??? Claro que não. Voltei ao balcão e perguntei pra moça se era realmente obrigatório o certificado, ela não tinha certeza mas ligou pra alguém que disse enfaticamente "sim é obrigatório". Hehhe eu estava rindo pra não chorar, já pensei que teria remarcar minha viagem e estava pensando nos transtornos.

Passados uns 5 minutos de reflexão pensei: "já estou aqui mesmo, vou arriscar, tenho minha carteira de vacinação brasileira, com isso mais uma boa conversa ou quem sabe no máximo um "cafezinho" eu consigo passar", no máximo eu seria deportado acusado de tentar subornar um oficial hahah, mas eu estava de férias, viajando....... que se dane.

Enrolei um bom tempo no aeroporto, fui fazer o check-in com medo de me pedirem o certificado, vi que tudo estava transcorrendo bem e então no final perguntei pra moça da GOL e ela me disse que dificilmente pedem mas lá na Bolívia então ja me senti mais aliviado, pelo menos do Brasil eu iria conseguir sair hehehe. Enrolei mais um pouco e quando deu a hora fui pra sala de embarque. Resolvi então enviar uma mensagem para o Thiago e ele me disse que estava tomando uma no bar do aeroporto mas como eu ja estava na sala de embarque não pude me juntar a eles, fiquei então namorando as coisas no Duty Free (a primeira vez lá você nunca esquece hehehe). Pouco antes de embarcar só ouvi um "eaee", eram Thiago e Rogi.

Conversamos um pouco e de cara vi que eles eram super gente boa então iríamos nos dar bem.

Como eu havia dito, nosso roteiro era o mesmo até Uyuni. No primeiro dia chegaríamos em santa cruz às 1:20 da manha e teríamos o voo pra Sucre por volta das 9:00, a única diferença é que eu iria de BOA e eles compraram passagens da AEROSUR (pois é eles se deram mal).

Nosso voo saiu no horário em Guarulhos, fizemos a escala em Campo Grande e então consegui sentar mais próximo deles no avião para conversarmos. Nisso eles já estava conversando com um senhor boliviano gente boa que nos deu algumas dicas do que fazer em Santa Cruz.

Chegamos em Santa Cruz e a felicidade era facilmente perceptível mesmo antes dos tramites aduaneiros. Era o começo da tão sonhada viagem, o primeiro dos 30 dias o primeiro carimbo no passaporte (no meu caso), sensação muito boa.

Preenchemos e entregamos os formulários, eu ainda com medo de ser questionado a respeito da carteira de vacinação mas no final deu tudo certo. Passamos pela "inspeção" de bagagem e estávamos liberados. Oficialmente em território boliviano, e livres.

 

 

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Rafael, Rogi e Thiago. Estava apenas começando.

 

 

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Agora não tem volta.

 

Ok, eram 1:30 da manhã e nosso voo para Sucre só iria partir as 09:00. O que fazer então? dormir no segundo andar como a galera faz? Tá de sacanagem né? heheheh. Conforme preciosas informações colhidas durante o voo com nosso colega boliviano, resolvemos explorar a noite boliviana hehehe. Antes de tudo fomos guardar nossas mochilas no aeroporto mesmo, por um período maior que duas horas paga-se 50 bolivianos e foi o que pagamos mas as mochilas dos 3 couberam em apenas um armário então estava tranquilo. Os armários não tinham cadeado e eu tinha que deixar meu moneybelt lá pois estava com o dinheiro da viagem toda e não iria andar por ai com tudo mas ficava um tiozinho tomando conta da sala com os armários e controlando quem colocava e retirava as coisas então resolvi arriscar afinal não havia muito o que fazer. Se precisar, a casa de câmbio do aeroporto está aberta nesse horário e no dia estava coma cotação que mostrei no começo do tópico.

Antes de tudo fomos ao balcão da Aerosur para ver se Thiago e Rogi teriam algum problema e descobrimos que não havia nenhum funcionário da Aerosur no aeroporto, ou seja eles estavam ferrados. Encontramos um jovem casal brasileiro com o mesmo problema. A saída? Comprar outra passagem.

Livres de mochilas tomamos um táxi até o centro de santa cruz. Custava 60 bolivianos mas chorando ficou por 50. Dica: se não sabe pechinchar já vá praticando, rssss, será muito útil.

Fomos até uma praça que não sei o nome mas tinha uma baladinha nela que se chama Buffalo (ou algum outro bicho grande ::lol4:: não lembro bem). Até que tinha um bom movimento na praça (não fomos na balada) e logo que chegamos fomos tomar nossa primeira Paceña. Eu não sou de beber cerveja, não gosto mas isso mudou bastante nessa viagem hehehe. Comprávamos as primeiras latinhas logo ao chegar na praça e já fomos abordados, isso mesmo abordados por duas simpáticas bolivianas. Descobri que brasileiro tem cara de brasileiro e é facilmente reconhecido por lá, segundo elas, rsss. Conversamos, bebemos, papo vai papo vem e demos um perdido nas duas, ou elas deram na gente, tb não lembro hehehe.

 

 

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As primeiras Paceñas e as primeiras experiências sociais na Bolívia!! :D

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Viva a Paceña!!!

 

Fomos então dar uma volta pela rua e então reparei um grupinho passando e uma menina estava olhando e rindo então pensei: "será q to cagado?" hehehe mas continuamos andando, voltamos pra onde estávamos na praça e vi que essa menina estava lá com suas outras amigas, mais uma vez fomos intimados (acho que isso acontece bastante por lá hehehhe) e então conhecemos Karmiña, Paola e Yoseli com quem conversamos e bebemos a noite toda. Acabamos descobrindo que os brasileiros tem muita fama por lá segundo elas. Algumas acham uma fama boa, outras, ruim. :twisted:

durante a noite conhecemos outras pessoas também, como a maioria ali estava borracho, se enturmar era muito fácil. Tinha um boliviano que parecia falar chinês, ninguém entendia o que ele falava, rssss.

Ficamos em frente essa balada e do lado de fora pudemos perceber que na praça estava melhor que lá dentro. Aliás não pudemos deixar de nos emocionar quando mesmo da rua ouvimos tocando Kaoma lá dentro heheheh. Mas para ter certeza se valia a pena entrar ou não conversamos com o cara da porta da balada e usei a velha tática do "deixa um de nós entrar pra ver como está lá dentro e ele volta pra falar". Foi então que o Thiago entrou e realmente percebemos que estava melhor lá fora.

Ficamos até umas 6 da manha e garanto que foi ótimo, muito melhor que dormir em aeroporto no nosso caso, deu pra beber bastante, conhecer pessoas legais e já sentir o clima da Bolívia e da viagem..........

Se você for chegar nesse voo da madrugada e vai em clima de curtição eu aconselho bastante ir pra praça no centro, agora se for num clima mais light, melhor o segundo andar do aeroporto mesmo ou alguma outra coisa.

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Paola, Rafael, Yoseli, Karmiña, Thiago e Rogi

 

 

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O boliviano que falava chinês! Borracho! hehehe

 

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O clima era esse :D.

 

Quando foi umas 6 da manhã nos despedimos de nossas novas amigas, trocamos contatos e voltamos para o aeroporto pois o Thiago e o Rogi ainda tinham que resolver a questão da passagem para Sucre afinal haviam comprado na Aerosur. Pagamos mais 50 bolivianos no táxi para a volta.

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A despedida

 

Chegamos no aeroporto e fomos verificar nas companhias BOA e TAM preços e disponibilidades para Sucre. Se não me engano na BOA não tinha então os dois compraram outra passagem na TAM.

OBS: não é a mesma TAM que temos aqui, essa é Transporte Aéreo Militar mas pelo que vi, parece ser confiável.

Eles compraram as passagens por algo em torno de 60 ou 70 dólares para a mesma manhã porém havia um detalhe, o voo não sairia de Viru Viru e sim do outro aeroporto, o El Trompillo, então fiquem espertos ao comprar na TAM pois tem que ir ao outro aeroporto. Em frente ao Viru Viru sai um busão que custa meio caro (não tenho certeza mas acho que uns 100 bolivianos para o outro aeroporto). Comemos um lanche no Subway, conversamos um pouco, pegamos as malas e fizemos nossa programação para nos encontrarmos em Sucre.

O voo de Thiago e Rogi chegaria cerca de 1 hora e meia antes do meu pois eu teria uma conexão em Cochabamba então combinamos de eles darem um role pela cidade e nos encontraríamos no terminal de onibus de Sucre pois já partiríamos para Potosi. Será que deu certo???????

 

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Aeroporto Viru Viru

 

Continua....

 

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  • Oi emília, obrigado!!! legal que está gostando!! então nessa praça tem duas baladas e uma delas eu vi aqui e é Buffalo mesmo, a outra deve ser essa cine center então. não lembro hehehe!

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22° dia - Machu Picchu x Aguas Calientes X Cusco

 

Acordamos às 4 da manhã pois havíamos combinado de encontrar o restante do pessoal na ponte às 4:15 para seguir para Machu Picchu. Nós fomos dormir tarde e ainda estávamos quebrados por causa da Salkantay, lembro bem que a única coisa que queríamos naquela hora era mandar o Pachacuti tomar no c* e voltar a dormir maaaaas era Machu Picchu e não um passeio no bosque então juntamos o pouco de forças que nos restava e levantamos. Como todos estavam com seus tickets de entrada em MP, o guia não nos acompanhou pois ele iria subir de ônibus e nos encontrar lá em cima, enquanto nós iríamos andando. De Aguas Calientes até a entrada do parque são uns 20 minutos caminhando, tranquilo, quando chegamos lá ainda estava fechado e haviam poucas pessoas, fomos uns dos primeiros e a fila já foi se formando. Enquanto esperamos o portão abrir, o sono foi dando lugar à ansiedade, afinal estava em Machu pichu huhu ::hahaha::

Às 5 da manhã, ainda escuro, o parque abriu. Uma pessoa na entrada confere seu ticket e documento, coisa bem simples e rápida e te libera. Passamos uma pequena ponte e começamos a subida. Não sei se vocês já viram alguma foto de MP com uma estrada em zigue-zague subindo até o topo, então, há uma escadaria cortando pelo meio daquela estrada e é por onde a galera vai. Subimos, subimos subimos e subimos e única coisa que eu pensava era "maldito Pachacuti, deve ter fumando um baseado dos bons pra querer contruir essa porra aqui". A subida é bem cansativa, os degraus são altos, pense bem antes de encarar essa. Demoramos uma hora exata e às 6 da manhã chegamos pingando suor à entrada propiamente dita. Poucas pessoas já estavam por lá, pois é claro tem uns que sobrem de busão. Como os ônibus são pequenos e saem de àguas Calientes aos poucos, a turistaiada demora a chegar então essa é uma das vantagens de subir andando, você pega Machu Picchu ainda vazia e acreditem em mim, é muito melhor, além do fato de poder dizer que você chegou em MP no modo hardcore, hehehe muito mais legal ::otemo::

 

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A chegada

 

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A fila se formando

 

Machu Picchu abre às 6 da manhã então já ficamos na fila que não estava tão grande e esperamos nossa vez.

 

Dicas:

- NÂO leve mochila cargueira para Machu Picchu, mesmo que vazia, pois você não poderá entrar com ela!!! Existe uma regra simples por lá mas ninguem avisa com antecedência. Mochila grande não entra, mochila pequena entra, ponto final. Há um guarda-volumes lá e nem é caro, 3 soles, mas o problema é pra carregar comida, blusa, etc.

- Leve água e besteiras pra comer. Lá em cima as opções são poucas e caras.

- Sim você pode entrar com comida em MP, Aliás a única coisa que eles conferem é o seu ticket e o tamanho da sua mochila, dá até pra levar maconha na mochila e montar uma biqueira em algum beco de MP. Tranquilo.

- Tente chegar o mais cedo possível para ver MP vazio, é sensacional.

- Leve seu passaporte pois logo na entrada você pode carimbá-lo. Tem um balcão e você mesmo vai lá e carimba, simples.

- Se você for por conta própria até MP, na entrada tem uns guias oferecendo o serviço, não sei o preço mas você não precisa contratar com antecedeência em agências.

 

Eu como não sabia desse esquema da mochila, estava coma cargueira e tive que deixar guardada, o pior é que o mané aqui deixou a blusa la dentro e ficou passando frio até sair o sol ::putz::. Entramos em MP e tava todo mundo parecendo criança, demos uma caminhada por ali enquanto esperamos o guia para nossa aula. Outra dica, todo mundo conhece Machi Picchu mas pra quem vai até lá, eu sugiro dar uma pesquisada (sabe a internet, esse negócio que você usa pra ver pornografia e horóscopo, então). Chegar lá sabendo um pouco mais sobre o lugar faz você ter uma outra imagem, você viaja literalmente. No youtube por exemplo tem uns vídeos legais do History Channel sobre Machu Picchu.

Encontramos o guia, sentamos na grama e ficamos lá ouvindo as explicações.

 

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Olha o Adriano, ainda com a pata machucada :D

 

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Escolinha do professor Manolo

Enquanto aprendíamos mais sobre MP sacamos algumas tranqueiras da mochila e fizemos nosso café da manhã ali mesmo, nossa farofada, ou como chamamos nossa "farofa picchu". Se você for besta como a gente prepare-se para diversos trocadilhos envolvendo MP, tudo era motivo e rendia várias risadas. Estávamos ali cortando pão, mortadela, comendo pringles etc em MP, Pachacuti deveria estar se revirando no túmulo e amaldiçoando até nossos netos hehehehe. ::lol4::

 

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Farofa Picchu, e não se esqueça de levar o Machu lixo embora com você. heheheh

 

Encontramos uma Llama por lá descansando quietinha mas como brasileiro só faz merda............. ::lol4::

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Tá vendo o gringo ali no fundo?? sabe o que ele estava pensando?? Não??? Nem eu!!! hehehe

 

Depois disso o guia dá um rolê com a gente contando muita coisa sobre o lugar, quem morava onde, o que era o que, onde rolavam as orgias, enfim, foi bem legal. Apenas cerca de 30% de Machu Picchu é original, o resto foi tudo reconstruido mas não importa, a sensação de estar naquele lugar é indescritível, só indo mesmo. Você senta e começa a imaginar a galera vivendo ali, as famílias indo no domingão no Machu Shopping comer no Machu Donalds, ou então assistindo um jogo do Machupicchu F.C Vs. Cuscorinthians, enfim, essas coisas cotidianas.

Como estávamos lá no período do Inti Raimy, que é o tal do festival do sol, uma galera foi pra uma pedra doida lá pois naquele dia o sol ia se alinhar com Jupiter, Saturno, com a Xuxa e sei lá mais quem e dizem que os Power Ranger iam aparecer, enfim, eu não me animei muito e nem fui ver. Depois que o guia explica uma cacetada de coisas, ele libera a gente pra dar uma volta por lá por conta própria e uma coisa que eu não sabia e só fui descobrir estando lá é que Machu Picchu é grande, bem maior do que dá pra imaginar pelas fotos que vemos.

 

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A árvore onde o Pachacuti mijava todo dia

 

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Machu Picchu também tem outras atrações :D

 

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Infelizmente eu não consegui subir o Wayna Picchu, como estávamos no período mais lotado da cidade e é possível fazer a reserva pela internet (não sei em qual site, da uma olhada no google) já estava tudo esgotado bem antes, pelo menos foi o que a mulher da agência me disse. Lá em MP há uma guarita onde eles controlam o acesso para subir para WP, até pensei em "dar um jeito" mas você tem que assinar um livro na entrada e na saída também então pra não dar merda, deixei pra lá.

 

Depois de um tempo juntamos o pessoal para nos despedirmos do guia e tirar uma foto oficial. Despedir "naquelas" pois como voltariamos para Cusco depois, já marcamos de Manolo tomar umas com a gente. Se alguem tiver interesse em fazer a Salkantay, saiba que é possível contratar o guia diretamente, conversei com Manolo sobre isso e ele disse que sai mais barato mas não me disse valores, eu perguntei se podia indicá-lo e ele respondeu afirmativamente então caso alguem queira, pode falar com ele e desocbrir como funciona. O facebook dele é: https://www.facebook.com/manuel.paccopacco diga que foi indicação minha (não ganho nada com isso mas é só pra ele saber, rsss)

 

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Recolhemos uns trocados da galera e demos uma gorjeta também para manolo. Aqui o grupo se separou mais uma vez, Pablo e a Tcheca conseguiram senha para subir o WP e nós ficamos rodando mais um pouco por lá.

 

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Não sei se foi devido ao Inti Raimy (creio que sim) mas depois de um tempo MP ficou lotado, parecia um formigueiro e já não estava mais tão empolgante ficar lá então quando foi meio dia e pouco fomos embora, só nós homens, as garotas ficaram por lá. Depois eu até me arrependi de ter ido embora tão cedo até porque tinham alguns lugares ainda pra ir lá mas enfim, na hora aquela muvuca estava desanimadora. Voltamos pelo mesmo caminho da manha, as escadas e se engana quem acha que descer é fácil. Prepare seus joelhos para os impactos.

1 hora depois chegamos em Aguas Calientes e aí tiramos a tarde pra conhecer mais o lugar, comer, comprar lembranças etc etc. Aguas Calientes é bem charmosa até, tem uns restaurantes na rua principal bem convidativos. AC gira em torno de Machu Picchu e embora eu já tivesse com tudo acertado pois foi feito pela agência, vi que não é muito difícil descobrir onde combrar o ticket para MP, ônibus, etc etc. Caso você vá de trem pra lá, creio que não vai encontrar muita dificuldade. Em AC você também encontra caixas eletrônicos, lugares para fazer chamadas telefônicas, casas de câmbio etc, porém a cotação lá é um pouco pior que Cusco então o ideal é já trazer dinheiro trocado.

 

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Pachacuti, O Cara :D

 

Almoçamos um delicioso e nutritivo hamburguer com fritas e coca cola e como estávamos exaustos voltamos pro hostel pra dar uma cochilada maaaas como já havíamos feito o check-out pela manha não tínhamos mis quarto huhuhu, qual a solução??? dormir nos sofás na recepção do hostel. Brasileiro já tem fama de não estar nem aí pra nada mesmo então nem pensamos duas vezes. Eu, Saulo, Fernando e Adriano nos posicionamos de forma a dividir e ocupar todos os milímetros possíveis dos sofás e capotamos por umas 3 horas. Eu ainda acordei umas horas e vi um pessoal passando e rindo da gente. Utilizei a milenar técnica de "não dar a mínima" e voltei a dormir.

Mais tarde, um pouco mais descansados fui conversar com o cara do hostel e pedi pra ele deixar eu tomar banho num banheiro que tinha na recepção, ele deixou mas tinha um detalhe, chuveiro gelado! Mais uma vez isso não foi problema pra mim, o importante era o banho. Alias se você não tiver frescura abuse desses improvisos, peça, seja simpático, não custa nada, o máximo que você vai ouvir é um não.

Limpo e descansado, ufa mas ainda fomos descobrir que a gente tinha direito a café da manhã pela agencia e como não tomamos, o cara do hostel ia fazer um lanche pra gente, pqp aí agalera foi ao delírio heheheh. Comemos e decidimos curtir um pouco AC pois nosso trem seria somente lá pelas 22:00. Nesse dia fiquei muito puto pois descobri depois que nessa bagunça de tomar banho perdi meu óculos, provavelmente esqueci no sofá do hostel :cry: . É a vida.

 

Demos mais uma volta por lá, fomos ao mercado, compramos umas camisetas blusas de lembrança, fomos xavecados na rua por umas gracinhas que estavam indo embora infelizmente, enfim, uma tarde agradável hehehhe. Uma camiseta por lá custa uns 20-25 soles e eu comprei uma blusa por 40, vale a pena trazer algo de lá afinal não é um lugar que se vai todo dia. Ainda encontramos Pablo que nos contou como foi subir WP, infelizmente ele não ficou muito tempo conosco pois seu trem de retorno sairia mais cedo mas nos veríamos novamente em Cusco.

Nesse dia o grupo estava meio separado, acontece nas melhores famílias. Escolhemos então um restaurante com vista pra praça e fomos comer algo e bater papo. Se fosse aqui no Brazil eu ficaria até com medo de entrar nesse restaurante pois aparentava ser caro mas por lá a história é outra. Apesar de AC ser bem turística e com preços acima do normal, não é nada absurdo como vemos por aqui.

 

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Ficamos um pouco por lá, comemos, conversamos com o gerente que se não me engano era um chileno que já havia morado no Brasil e um pouco antes de dar o nosso horário ainda fomos na estação de trem encontrar um pessoal do outro grupo que iria sair antes. Nos despedir, fazer um social, plantar para depois colher, já combinamos a noitada em Cusco. :twisted:

Depois encontramos o restante do nosso grupo, pegamos nossas mochilas que estavam guardadas no hostel e fomos esperar nosso trem. A viagem de volta acho que demora umas 2 horas até Ollantaytambo, só sei que dormi. Chegando em Ollanta uma van da agência veio nos buscar, o difícil foi achar o cara no meio daquela bagunça do desembarque do trem mas no fim deu certo. Mais 1 hora e meia de van e estávamos de volta na praça de Cusco de onde saímos 5 dias antes.

 

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Era tarde e como o grupo estava meio dividido as garotas ficaram no Che Lagarto enquanto eu e os outros pegamos nossas coisas no locker do Che e fomos para onde.........onde...........onde........... Wild Rover ::love:: que fica a umas 6 quadras. Um dia antes de sair pra Salkantay eu havia passado no WR e perguntado se haviam vagas para esse dia, estava bem cheio e o cara não deu certeza se teria mas anotou meu nome e deixou lá a "reserva" que não tinha muita garantia pois se alguem ficasse mais tempo que o programado, a reserva não adiantaria nada. Bom, no final das contas deu certo e quando chegamos no Wild tinha um quarto com 4 camas que era exatamente o que precisávamos, puta sorte. Embora estivesse no antro de perdição que é o WR, essa noite foi para descansar e recuperar as energias pois a Salkantay realmente esgotou a gente. Capotamos.

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23° Dia - Cusco

 

Nesse dia acordamos tarde mas era algo necessário depois de tudo que passamos. Não tenho certeza mas acho que o quarto estava em 32 soles por pessoa, estava mais caro mesmo por causa do festival da boa vizinhança rolando por lá :D

 

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Orgulho de toda mãe

 

Nsse dia acho que o Saulo e Adriano foram fazer o city tour pela manhã, não tenho certeza. Eu fiquei mais tranquilo só rodando por lá mesmo. Já tinha me programado pra fazer a Salkantay ou os outros passeios por Cusco, então até pra não me perder no orçamento, nada de passeios, a Salkantay já estava de bom tamanho. Alias falando em roteiro, a minha ideía no começo era terminar a Salkantay e no dia seguinte seguir para Copacabana e ficar 2 dias lá mas depois de conhecer esse pessoal e de tudo que rolou, resolvi estender minha estadia em Cusco com eles e eliminar Copacabana. Até daria pra ficar um dia em Copa mas acho que não seria suficiente então cortei mesmo e aumentei um dia em Cusco e 1 dia em La Paz (que valeu muito a pena :twisted:). Essa é a vantagem de viajar sem ficar olhando uma programação de 5 em 5 minutos, você tem flexibilidade pra fazer mudanças de acordo com o andamento da coisa. Embora tenha visto que Coapacaba é linda e valha a pena a visita, não me arrependo nem um pouco de ter cortado para ficar com meus amigos. ::otemo::

 

Esse dia então não teve nada de muito especial, fiquei curtindo a cidade que estava em clima de festa, fui no mercadão de novo com o pessoal buscar informações sobre um chá nutritivo :D , dei um rolê na praça, troquei dinheiro, fui com Saulo numa feira de comidas típicas de vários países que estava tendo por lá, etc etc. A tarde ficamos enrolando no hostel, jogando pingue pongue, internet, bla bla bla

 

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Comida mexicana

 

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Pingue pongue no Wild Rover

 

À noite, lá pelas 7 nos reunimos todos na praça juntamente com manolo que iria nos levar a um restaurante de comida indiana (olha eu pedindo pra ter virose de novo :D ). Como tínhamos curiosidade, fome e papel higienico sobrando, resolvemos encarar a culinária exótica, as garotas foram pra algum outro canto.

 

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Pablo, Rafael, Fernando, Manolo, Saulo, Tcheca, Beth e Adriano - Restaurante Indiano

 

Tirando algumas coisas estranhas demais para o nosso paladar como carne com coco :oops:, a comida estava boa e desceu sem maiores problemas mas é claro que não puderam faltar piadas sobre nosso quarto sendo interditado no WR devido a "perigo radioativo" ou então o Pablo dizendo que o Saulo virou uma "Weapon of mass destruction" hahahah ::lol4:: Foi legal.

Depois de encher a pança com ingredientes suspeitos e curtir filmes musicais, voltamos pro hostel pois a noite cusquenha nos esperava e não podíamos decepcioná-la. Todos se arrumaram, e mais tarde reunimos todos no pub do WR. Eu e adriano ainda jogamos sinuca com uns gringos lá mas todo mundo borracho foi foda, a gente jogando por umas regras e eles por outras, huhu viva o alcóol............. mas enfim, perdemos o jogo heheheh. A ideía era esquentar no pub e mais tarde ir pra alguma baladinha lá, só sei que ainda no WR eu tava borrachoooooo mas acabou sendo bom pra resolver algumas pendências.

 

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A noite apenas começando

 

Só sei que depois de um bom tempo calibrando no Wild Rover fomos para o Mamma Africa onde mais uma vez entramos de graça, digo "fomos" mas não lembro exatamente quem estava junto, acho que todos, sei la heheheh. Uma hora foi engraçado (mas fiquei puto hehe) pois vi uma chica muy guapa no Mamma e ja me aproximei com toda aquela sensualidade de um ganso asmático e mal terminei de falar "hola" e ela literalmente empurrou uma amiga dela na minha frente que ficou me olhando com aquela cara de "é amigão, sou eu mesma, nem foge" hahahahhaha foi foda, viva o álcool!!!! Depois disso ainda fomos pra alguma outra balada, não lembro qual, não lembro direito dos acontecimentos dessa noite e me orgulho disso heheheh. Só sei que pela rua eu cruzei com alguns pra lá e pra cá e pelo jeito (quase) todos(as) estavam se ajeitando :twisted:. Viva el Peru, carajo. Tentei até entrar de penetra num hostel mas não deu certo hehehe :twisted: Termino esse dia com uma dica: é impossível conseguir um quarto em Cusco na noite anterior ao Inti Raimy, mesmo se você sair batendo de porta em porta em hostels e hotels. Acredite :twisted:

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Opa uma pergunta ai pra os mochileiros de plantão... nessa trip se for colocar um dia que está a mais, onde seria: Lima, La Paz ou Cusco?

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Muito difícil a resposta. Mas depende de quanto tempo vc vai passar em cada lugar. Acho que vc deve colocar onde tiver menos dias. As três cidades são incríveis, cada uma por um motivo diferente, então favoreça o lugar onde vc vai ficar menos, pq um mês em cada uma dessas cidades é pouco pra usufruir da cidade tudo que ela oferece.

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Opa uma pergunta ai pra os mochileiros de plantão... nessa trip se for colocar um dia que está a mais, onde seria: Lima, La Paz ou Cusco?

Tbm acho que depende de quantos dias vc já tiver em cada cidade. Sem saber, diria Cusco, depois La Paz e dps Lima.

 

Cusco tem muitos passeios e uma vida noturna muito animada. La Paz também tem vários passeios (só o básico leva 3 dias - estrada da morte, chacaltaya e tiwanaku), fora luta de cholas, igrejas, e uma vida noturna animada tbm. Lima não conheci, mas pelo que dizem 2 dias são mais do que suficientes..

 

Machu Picchu é grande

HUUUUUUUMMM safadão ::lol4::

HAHAHAHAHA

 

Ficou muito engraçado o relato!! haha

 

Quanto ao Wayna, pelo que entendi, a medida que os turistas vão descendo eles vão liberando a subida de quem não tem o ticket. Acho válido vcs confirmarem isso.

 

Também acho válido dizer que na época do Inti Raymi, MP recebe cerca de 10.000 pessoas por dia.. então dá pra entender o quão cheio é.. e também o pq de chegar lá antes de abrir quando ainda não tem ninguém!

 

Quanto a subir até lá, se vc não fez trilha, recomendo subir de ônibus.. Depois se quiser vc pode descer a pé pra dizer que viu como é, mas a subida é complicada.. principalmente pq os turistas que vão a pé costumam chegar lá antes do nascer do sol, ou seja, fazer trilha no escuro (só com lanterna), subindo degraus de 40cm cada e no maior frio, não é tão fácil...

 

Eles tbm não deixam entrar com bastões de caminhada, eu tinha um de madeira e tive que deixar la fora, talvez se vc tiver um "dobrável" vc possa guardar na mochila.

 

Enfim, é isso! :wink:

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24° Dia Cusco x La Paz

 

Cheguei tarde no hostel, ou diria cedo, como manda o manual do bêbado viajante. Dormi um pouco mas às 9:30 já estava de pé pois havia combinado de encontrar Beth no hostel dela.

 

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Subir essas beliches não é fácil dependendo do estado que chegar no hostel hehe

 

Demos uma volta, tomamos café em algum canto, rodamos um pouco pela cidade pois como era o dia do Inti Raymi a cidade estava uma loucura, tudo lotado de gente fantasiada pra onde você olhava então ficamos curtindo um pouco aquilo. Lembrava o carnaval aqui no Brazil.

 

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Beth no meio da bagunça

 

Depois voltamos para o Wild Rover para encontrar o restante do povo. Aqui fica uma dica pra quem tem receio de viajar por não falar inglês, saiba que tem muita gente nessa situação hehehe, eu explico, na entrada do WR tem um livro que todos os visitantes tem que assinar então dê uma olhada na foto abaixo, se você achar o erro saiba que seu inglês já está muito bom......... pelo menos bem melhor que o dos peruanos do Wild Rover hehehhe.

 

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Cantar o que???? onde???? hehehe

 

Ficamos lá conversando discutindo o que poderia ter acontecido com Saulo que estava sumido desde a noite anterior quando o vi saindo do Mamma Africa misteriosamente e não havia aparecido no hostel. Bom, uns estavam preocupados, outros estavam quase fazendo um brinde e festejando seu sumiço :twisted::twisted: . Após um tempo percebemos que não deveríamos nos preocupar pois ele provavelmente devia estar melhor que a gente :roll:, passamos então a decidir o que faríamos pois aquele era o dia do festival mesmo então muita coisa ia acontecer pela cidade mas aquele também seria meu último dia em Cusco então eu tinha que dar um jeito de aproveitar tudo e ainda me organizar para seguir viagem à noite.

 

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Todos decidiram sair e ir pra praça onde ia acontecer alguma coisa enquanto eu resolvi ficar pra arrumar tudo pois já era quase meio dia e depois iria encontrá-los. Beth ficou comigo no WR ajudando a arrumar minha mochila :twisted:. e depois de um tempo fiz meu check-out e guardei a mala na recepção. Aproveitei pra pegar algumas dicas com a moça de recepção e me ver melhor o que iria acontecer naquele dia. Soube que a bagunça toda na cidade era porque toda aquela galera fantasiada iria caminhando da plaza de armas até Sacsayhuamán (sounds like "sexy woman"), umas ruínas que tem por lá e só então o pagode de verdade ia começar. Saímos então seguindo as dicas da moça do WR, até tentamos encontrar os outros naquela tarde mas estava impossível então decidimos seguir direto para as ruínas e segundo algumas informações na rua levaria uns 30 min até lá caminhando. Seguimos um pouco e quando chegou numa subida enorme passou uma van por nós e desceu uma moça que nos ofereceu carona até lá primeiro por 30 Soles cada um mas no final ficou 20 Soles pelos dois ::otemo:: e decidimos aceitar. Não é tãããão longe mas é uma subida bem chata pelo que vi, valeu a pena a van.

Logo que descemos da van uma cambada de gente veio nos oferecer ingressos para Sacsayhuamán e nós não sabiamos se tinha que comprar pra poder ver mas o negócio estava tão lotado por lá que não podia ser que toda aquela galera tinha comprado então simplesmente fomos andando e vendo até onde dava pra ir. Depois acabamos descobrindo que os ingressos são apenas para ter lugares bons para ver o evento mas 90% da galera fica se amontoando nos morros em volta para assistir. Fizemos como eles, subimos nos morros e ficamos lá assistindo por algum tempo, o ruim é que de longe você não entende porra nenhuma, só ve um pessoal com roupas coloridas hora dançando, hora encenando alguma coisa.

 

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Quanta genteeee quanta alegriaaaaa

 

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Já ouvi muita gente falando desse Inti Raymi, tem muita gente que vai a Cusco só pra ver. Sinceramente, pelo menos isso que eu vi aí hoje eu achei muito sem graça, pode até valer a pena mas pelo clima festivo da cidade de uma forma geral pois como eu já havia dito antes, tinha shows e festas na rua, tudo muito animado mas essa parte teatral da coisa que (imagino eu) deve representar a época em que o Pachacuti era o manda-chuva, é bem sem graça. Não ficamos nem duas horas por lá e Beth que também estava feliz como alguém tendo cólicas renais topou na hora a idéia de ir embora. Voltamos a pé e demos uma boa volta pelas vielas de Cusco até chegar de volta à plaza de armas, bem legal até.

Alias uma dica para os cuecas lendo este relato, hehehe eu também não sabia disso e descobri conversando com a Beth, mulheres não leiam daqui pra frente, ou então não reclamem comigo depois :D . Na inglaterra eles não tem o costume de ficar encarando as pessoas, consideram até desrespeito então se uma garota inglesa olhar mais de uma vez pra você, ou então olhar por mais de 2 segundos, hehehehe ja sabe.

 

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Ainda demos mais uma volta por lá e aproveitamos para almoçar/jantar. Fomos num lugar muito mas muito suspeito, nada turístico, um onde o povo local come mesmo. Muito arriscado fazer isso antes de uma viagem de ônibus à noite :D.

Umas 5 e pouco da tarde voltamos pro Wild Rover e me despedi de Beth porém combinando de encontrá-la novamente no Brazil pois ela viria nos próximos meses. (já adiantando, não deu certo hehe).

Nesse dia eu dei sorte pois eu havia feito o check-out mas os outros 3 haviam continuado no mesmo quarto então ainda subi, tomei banho sem problemas. Dica: Fiz nos 3 Wild Rovers mas deve ser pros outros hostels também. Mesmo depois de fazer o check-out não tire a pulseira do hostel até ir embora mesmo ou ter certeza q não vai precisar de mais nada pois mesmo sem quarto você ainda terá passe livre e isso te garante uso de internet, um banho talvez.......

 

Aos poucos o restante do pessoal foi chegando, inclusive Saulo que realmente merecia aquele brinde hehe. Aproveitei e peguei informações na agência dentro do hostel sobre como ir pra La Paz, resumindo não tem muito segredo, você vai até a rodoviária, pega um ônibus e chega mas teve um detalhe, o cidadão da agência disse que não valia a pena ir direto até La Paz pois era bem mais caro e só havia uma empresa que fazia esse percurso e que não era boa etc etc ou seja ele me convenceu a pegar um busão até Puno e depois outro até La Paz, ele foi convincente então fui na dele. Não comprei nada lá, faria tudo na rodoviária, só peguei as dicas.

A noite foi chegando, todos estavam de volta no hostel ja se preparando para mais pub mas o clima de despedida já estava no ar pois eu estava partindo. Pelo menos pra mim não foi das tarefas mais fáceis afinal foram 17 dias juntos, pessoas que passaram de completos desconhecidos para Amigos e não colegas. Aos poucos fui rodando o hostel procurando um por um e me despedindo e a vontade de ficar era cada vez maior, ainda dei sorte de encontrar e poder me despedir do Pablo que foi lá para o WR também para sair à noite com eles. Outro grande amigo apesar de ter ficado menos tempo conosco. Essa é a parte ruim da viagem e que não tem como descrever, a parte que você não pensa quando está montando seu roteiro, seguir em frente. Sempre há as promessas de reencontros mas nunca sa sabe.

Sabia que ainda haviam ônibus à noite então lá pelas 8 e pouco da noite saí do WR, chamei um taxi e paguei 4 soles na corrida até a rodoviária.

 

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Wild Rover

 

Logo que entrei na rodoviária uma moça da primeira empresa ja veio me oferecer passagem, vi que o preço estava dentro do previsto e o onibus era decente e comprei logo de cara a passagem para Puno. Fiz a besteira de nem perguntar de passagem para La Paz. Paguei 20 Soles na passagem pela empresa LIBERTAD e fui sentar para esperar o horário só que andando pela rodoviária vi que o cara da agência do hostel estava enganado. Há sim várias empresas que fazer o trecho Cusco x La Paz e o valor é em media 60 soles. Pensei na burrada que fiz mas fui tentar consertar. Voltei na Libertad e perguntei se eles também faziam esse trecho e se poderia trocar a passagem. O cidadão disse que seria possível mas não seria direto e que eu teria que trocar de ônibus em Puno, como não faria muita diferença com relação ao horário de chegada em La Paz eu aceitei, paguei a diferença e pelo menos já fiquei mais aliviado por estar com a viagem garantida até La Paz, no final acabei pagando 65 soles. A previsão era de meu ônibus sair as 9 e pouco da noite de Cusco e chegar as 7 da manhâ em Puno, pegar outro ônibus às 8:20 e chegar por volta das 15:00 em La Paz. Paguei o derecho de uso e no horário segui para o busão.

Cabeça a mil, estava sozinho novamente sem saber o que me aguardava. Já me preparei pra seguir os últimos dias sozinho. Será?

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Muito bom seu relato, muito engraçado...eheheheeheh principalmente quando aparece os :twisted::twisted:

 

Cada dia que passa fico mais na vontade de fazer esta trip! ::otemo::

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