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Serra Catarinense - Urubici, São Joaquim e Bom Jardim da Serra - Julho/2012


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[align=justify]Olá mochileiros!, quero acrescentar uma ótima experiência e poder colaborar com outros tantos aventureiros que me ajudaram por aqui. ::cool:::'>

 

Roteiro: Florianópolis - Urubici - São Joaquim - Bom Jardim da Serra - Florianópolis

 

Atrações Vistas:

Urubici: Serra do Corvo Branco, Cascata do Véu da Noiva, Morro da Igreja e Morro do Campestre.

São Joaquim: Belvedere de São Joaquim, Praça da Matriz, Museu e Mirante das Auracárias.

Bom Jardim da Serra: Exposição de Serra Sulista, Mirante da Serra do Rio do Rastro e Usina Eólica.

 

Sou manauara e atualmente resido em Florianópolis, aproveitei meu recesso na universidade para fazer uma pequena trip de 3 dias, 20 a 22 de Julho, visitando as principais e mais frias cidades da Serra Catarinense: Urubici, São Joaquim e Bom Jardim da Serra; e acredito que em três dias consegui aproveitar e ver as principais atrações dessas cidades (claro que tem bem mais). A alta temporada nessa região é dada no inverno, quando existe a possibilidade de nevar entre os meses de Julho a Setembro e contém a presença constante de frio alcançando a marca negativa no termômetro nos dias mais frios da temporada.

 

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Dia 1 – Indo para Urubici

 

A viagem começou partindo de Florianópolis, fui acompanhado da minha namorada e fomos de carro. O primeiro destino é Urubici que dista 160km da capital, usamos a BR-282 saindo de Floripa e depois entramos na SC-430.

Chegamos em Urubici por volta das 13horas e nos direcionamos logo para o Centro de Atendimento ao Turista obter as informações dos principais pontos e pegarmos também mapas e folhetos sobre a região, em seguida almoçamos num restaurante próximo e saímos já umas 14h30, como o dia tava ficando curto, partimos para a primeira e única atração do dia: Serra do Corvo Branco. Todas as atrações da cidade ficam na margem de rodovias ou em torno dela e se distanciam no máximo uns 30km do centro da cidade, a qual conta com uma dezena de atrações, mas selecionei as 4 mais tradicionais e grandiosas para visitar.

 

Na SC-439, tem 4 atrações que podem ser visitadas (visitei 3), iniciei na Serra do Corvo Branco que possui o maior corte em rocha arenítica do Brasil, 90 metros, e também possui dois pontos de observações com panoramas deslumbrantes.

 

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quando voltamos já eram umas 17h00, e o sol enfraquecia, então deixamos as outras atrações para o dia seguinte para termos melhores vistas. Procuramos um lugar barato para nos hospedar, encontramos uma pousada de colonos que cobrava 50 reais a diária por pessoa com café da manhã incluso, esse preço está em conta pra região, pois os hotéis lá são meio salgados e é escasso de área de camping e albergues (apesar que rola sim de acampar a deriva e mais fácil ainda em períodos menos frios, sei que há 1 albergue em Urubici).

Nos abrigamos na pousada da família Beckhauser, fomos informados que existe um projeto de acolhimento dos colonos havendo várias pousadas desse tipo em Urubici, a estadia foi ótima, a pousada bem preparada nas suas minúcias, os donos são pessoas muito agradáveis e receptivas, no próprio terreno da casa tem um museu para exposição de ferramentas e objetos antigos remanescentes da época de chegada e ocupação da família no fim do século XIX.

 

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Dia 2 – Urubici / São Joaquim

 

Os termômetros registraram -2oC durante a madrugada ::Cold:: , e amanheceu com um pouquinho de geada, visível ainda no vidro do carro.

 

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A primeira atração do dia foi uma cascata de 62 metros de altura localizada num caminho que ramifica a partir da SC-439, a cascata recorda a forma de um véu branco, característica esta que batiza o nome Cascata Véu da Noiva, a entrada custa 2 reais, a queda fica no caminho da nossa próxima e mais cobiçada atração, Morro da Igreja. Por logística você pode visitar a cascata tanto na ida como na volta, mas aconselho-os a verem antes até para ainda não estarem estupefatos com o encanto do morro e não apreciar direito a ida na cascata.

 

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O Morro da Igreja, 1822m de altitude, é o ponto habitável mais alto do sul e também o mais frio, no topo do morro tem uma base militar. A beleza de lá é irradiante e resplandece entre as cadeias de montanhas e o horizonte estendido. De lá também é possível notar a Pedra Furada, ouvi dizer que é possível alcançá-la, mas é obrigatório o acompanhamento de um guia.

 

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Saindo do morro e retornando pela SC-439, chegamos ao centro da cidade e depois percorremos 8km de estrada de chão até o Morro do Campestre, uma formação rochosa de 1340m acima do nível do mar, digna de belas paisagens, o acesso é feito pela entrada de uma propriedade particular e sendo cobrado o valor de 5 reais, após isso você subirá o morro por uma estrada meio esburacada de chão junto à montanha, no entanto fiz o caminho com um fiat 1.0 e consegui chegar até o topo do morro, caso não consigas, podes deixar o carro no sítio e ir caminhando uns 30 minutos, Do topo é possível admirar bem a região.

 

Saindo da cidade retornamos para o centro e acessamos a via SC-430, logo no início há um belvedere de Urubici, onde é possível avistar toda a cidade central cercada pelas montanhas. Depois seguimos para São Joaquim a 60km de distância.

 

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A entrada em São Joaquim já chama atenção com alguns monumentos, que ressaltam as características e raízes da formação da cidade mais fria do Brasil, capital nacional da maçã, e de fundadores tropeiros.

 

Procuramos a central de atendimento ao turista e ficamos sabendo das atrações, nenhuma nos chamou tanta atenção como as de Urubici, mas visitamos alguns pontos turísticos e centrais da cidade: como a praça do centro na frente da igreja matriz, e o Belvedere da cidade; esse último, achei o lugar meio descuidado até por ser um grande chamariz, mas mesmo assim o ponto foi legal. Por fim, anoitecia e precisávamos de um lugar para dormir, fomos então para pousada "São Joaquim" na rua lateral à margem da igreja matriz a uns 200 metros, pousada de uma senhora de 80 anos descendentes de colonos e muito hospitaleira, nos custou 50 reais por pessoa com direito a um delicioso café da manhã.

 

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Dia 3 – São Joaquim/Bom Jardim da Serra

 

Pela manhã aproveitamos para ver o restante das atrações que nos interessavam. O museu da cidade, que é pequeno, porém tem alguns objetos e fotos bem antigas e curiosas, uns são relacionados diretamente com a cultura local, outros só por serem antiguidades, o museu é de visitação curta. Numa das entradas da cidade, há o mirante das Araucárias. Após isso, partimos para Bom Jardim da Serra, acesso pela SC-430 e SC-438, trecho de 70km.

 

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A chegada foi a tarde em Bom Jardim da Serra e mesmo assim foi possível dar uma rápida passada pelas nossas atrações de interesse: Rio da Cascata Barrinha, Mirante da Serra do Rio do Rastro e Usina Eólica.

 

Em Bom Jardim não conseguimos atendimento ao turista, mas para compensar, participamos de uma exposição sobre a biodiversidade serrana sulista, achei bem montado, nos foi concebido uma apresentação geral por uns 30 minutos. Ao lado dessa convenção é visto a passagem da queda do rio da cidade.

 

A maior beleza que a cidade guarda é o mirante da Serra do Rio do Rastro que também é de tirar o fôlego como o morro da Igreja, dizem que em épocas de céu limpo é possível avistar o mar litorâneo de SC, que fica a mais de 100km. Há também a imagem da rodovia que chama bastante atenção por um formato descomunal contornando uma mirabolante cadeia montanhosa em mais de 200 curvas. O lugar é fantástico e também dá para caminhar ao lado de um cânion enquanto observa a serra.

 

Antes de encarar a estrada da Serra do Rio do Rastro, teve uma última parada, um complexo de 62 aerogeradores da usina eólica local, tive que pagar 10 reais por pessoa para ingressar no local, e sinceramente queria muito conhecer melhor, mas só pude acessar uma pequena área e avistar uns 10 aerogeradores e não tinha nenhum acompanhamento nem material informativo e divulgador sobre o lugar... fiz a visita por uns 30 minutos e voltei para encarar a estrada serrana e voltar para Florianópolis pela BR-101.

 

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Observações Gerais: Vale ressaltar que em todas as cidades fomos bem recebidos, e os cidadãos que encontramos e conversamos eram bem dispostos e hospitaleiros, as cidades também possuem uma desenvoltura rural com grande tradição de colonos e são pequenas com populações que não superam os 20.000 habitantes. As refeições pelo caminho foram apetitosas e em conta, pelo roteiro existem vários restaurantes que atendem à buffet livre com valores entre 10 a 15 reais.

 

Valeu Pessoal! Espero que tenham apreciado a leitura e que seja útil a vocês!. ::otemo::[/align]

 

Abraços,

 

Rafael Toledo

Editado por Rafael Toledo
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  • 2 semanas depois...
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Companheiro vc saberia dizer se a SC430 depois de São Joaquim no sentido da divisa com o RS, pra pegar a RS110 é asfaltada?

 

Eu me lembro de ter pegado sim uma estrada de terra bem estreita e deveras perigosa (muitas curvas e sem acostamento), acho que foi saindo de são joaquim indo em sentido bento gonçalves, mas não tenho como precisar se é a SC430.

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Companheiro vc saberia dizer se a SC430 depois de São Joaquim no sentido da divisa com o RS, pra pegar a RS110 é asfaltada?

 

Olá Arcoverde!

 

 

Este trecho de cerca de 65 Km, denominado "Caminhos da Neve" (melhor seria "Caminhos do pó", :evil: ), envolvendo trechos das rodovias SC-430 e RS-110 entre São Joaquim (SC) e Bom Jesus (RS), em direção sul-sudoeste, que eu saiba (notícias e amigos que andam na região), continua sem pavimentação, com alguns trechos em obras ("eternas") e, se estiver nas mesmas condições de quando passei por ele da última vez, em 2010, estará ruim, especialmente agora no verão, com o aumento das chuvas. Andar por ali de carro "comum" não é recomendado. De 4x4, como costumo fazer, é tranquilo e até oferece algumas boas aventuras.

 

Qual é a sua ideia de roteiro na área? É possível desviar essa rota por caminhos pavimentados, mas envolvem uma grande volta, seja "por cima" ou "por baixo" da serra...

 

Abraço!

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  • Membros

Oi Getúlio,

 

 

Cara na verdade já nos últimos 3 anos, sempre na primeira semana de agosto vou para a Serra Gaúcha, e uma dessas vezes eu vinha por Lages e não entrei no sentido da Serra Catarinense por não ter mais informações sobre as cidades e estradas da região. Esse ano quero novamente ir pra Serra, mas queria ir pra SC de preferência. Como já estarei na região queria ir novamente pra Serra RS. Estou ainda me programando pra saber quais cidades na Serra em SC quero conhecer, aproveitando os tópicos dos companheiros aqui do fórum. Esse caminho achei interessante pq daria pra eu vir de Floripa, conhecer as cidades da Serra de SC e descer direto pro RS, mas no mesmo sentido da sua informação pela internet li que o lado de SC já estaria asfaltado, mas que do lado do RS não tem nada ainda, não sei se procede essa informação. Carro 4x4 ainda não dá, afinal viajamos no limite, sempre pego um Celta ou similar da categoria A por ser mais em conta. Estou no começo da minha programação, se tiver dicas de cidades ou trechos tou aceitando. Quero até abril estar com a viagem toda definida.

 

Obrigado pela ajuda!

 

 

Sds,

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Companheiro vc saberia dizer se a SC430 depois de São Joaquim no sentido da divisa com o RS, pra pegar a RS110 é asfaltada?

 

Olá Arcoverde!

 

 

Este trecho de cerca de 65 Km, denominado "Caminhos da Neve" (melhor seria "Caminhos do pó", :evil: ), envolvendo trechos das rodovias SC-430 entre São Joaquim (SC) e Bom Jesus (RS), em direção sul-sudoeste, que eu saiba (notícias e amigos que andam na região), continua sem pavimentação, com alguns trechos em obras ("eternas") e, se estiver nas mesmas condições de quando passei por ele da última vez, em 2010, estará ruim, especialmente agora no verão, com o aumento das chuvas. Andar por ali de carro "comum" não é recomendado. De 4x4, como costumo fazer, é tranquilo mas oferece algumas boas aventuras.

 

Qual é a sua ideia de roteiro na área? É possível desviar essa rota por caminhos pavimentados, mas envolvem uma grande volta, seja "por cima" ou "por baixo" da serra...

 

Abraço!

 

Então foi isso mesmo que o amigo Getúlio disse .. foi justamente este trecho que acabei pegando e voltei de lá em dezembro, com certeza não deve estar diferente do que quando passei... Estava de Celta e deu para passar, achei mais arriscado a falta de acostamento do que a buraqueira.

 

Abração Getúlio.

Feliz 2013

 

** preciso te passar o link com as fotos do Sul amigo.

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