Estive fazendo a travessia da Serra Fina nesse fim de semana, e resolvi deixar algumas dicas, como todos os sites por ai trazem o caminho detalhado, eu prefiro dar algumas dicas e sugestões que não aparecem neles.
Dia 1
Tínhamos decididos fazer a travessia em 3 dias saímos em 5 pessoas bem preparadas, e conhecemos mais uma amigo que se juntou a nós no caminho, partindo de Passa Quatro subimos de carro até a já conhecida Fazenda Toca do Lobo. Se você preferir subir de taxi sai por uns R$ 60,00 (4P4 com Eliana (35). 3374263 e 3371.3937, os taxistas Schmidt e Bonifácio fone (35)3371.2013 ) o carro pode ser deixado dentro da fazenda sem problemas somente falando com o caseiro, alguns mas intrépidos vão até a entrada da trilha que fica cerca de 1km acima, mas não vale a pena, a estrada (se e que se pode chamar assim) está destruída nesse pequeno trecho. Um carro que se arriscou ficou sem o tanque de gasolina. Mesmo a estrada até a fazenda está totalmente ruim, me arrependi de ter ido de carro até lá.
Começamos a trilha que está muito bem demarcada, mas alguns metros a frente tem uma bifurcação a direita que leva para baixo, não a siga, pegue a esquerda mais alguns metros a frente, você deve pegar a trilha a direita que sobe vertiginosamente pois, a mais batida que segue reto leva somente a um local com água, neste trecho é único local passível de erro, depois daí é só subir. É claro levando os 4 litros de água cada um para cozinhar e beber. Subindo em ritmo forte saindo as 11:30 hs, sem paradas de mais de 10 min. chegamos ao Alto do Capim Amarelo as 16:00 hs. Devido ao ritmo quase todos pensavam em desistir pois o primeiro dia é o pior e mais cansativo, o pior é quando se vê onde está a Pedra da Mina que parece infinitamente longe, se tiver que desistir tem que ser nesse ponto, se estiver ameaçando chover, não prossiga acredite, você vai se arrepender amargamente. Meio na marra o pessoal desceu o Alto do Capim Amarelo, as 17:10 estávamos montando acampamento no primeiro ponto possível logo abaixo do Alto do Capim, o pessoal só não desistiu porque subir novamente de volta era a morte.
Dia 2
Partimos as 08:30 rumo a Pedra da Mina em ritmo mais forte ainda, com o peso um de nossos colegas não estava agüentando é eu acabei por levar a água para ele, para que o grupo andasse mais rápido . As 10:30 passamos por uma poça de água parada que numa emergência pode servir para se cozinhar fervendo-se bem, cerca de 40 minutos depois, estávamos ao pé da Pedra da Mina, onde se encontra um riacho. Tomamos muita água e levamos um pouco somente suficiente para atravessar a Pedra da Mina. As 12:00hs estávamos no topo debaixo de chuva e um frio insuportável as mãos por debaixo das luvas estavam roxas, saímos rápido dali e descemos até a várzea da Pedra da Mina. Armamos acampamento debaixo de chuva a - 4º C, as 13:00 hz congelando e com as roupas molhadas, nesse ponto achamos que precisaríamos chamar um resgate o frio e as roupas molhadas deixou um de nossos companheiros muito ruim, choveu a noite toda
Dia 3
As 11:00hs céu limpo, estávamos prontos com tudo seco depois de uma noite Siberiana, partimos para o pico dos 3 estados porém, as botas secas logo se molharam, para atravessar a várzea, por isso recomendo se possível acampar após ela. Abastecemos com mais 4 litros de água. Em ritmo mais brando (já não dava mais para fazer em 3 dias a travessia) chegamos ao pico dos 3 estados as 16:30 hs, e resolvemos acampar um pouco abaixo para adiantar o ultimo dia. As 17:30 acampamos as 20:00hs a barraca estava coberta de gelo.
Dia 4
Partimos as 08:30. Torci o joelho, e dava cada passo me arrastando, e gritando com uma dor insuportável, atrasando o grupo, tomei alguns medicamentos e passei algumas pomadas, para prosseguir. Após um caminho confuso com demarcação ruim, chegamos a água as 12:00, e a rodovia as 13:30.
Dicas
Chegando no asfalto, depois de 2 horas conseguimos uma carona milagrosa até Passa quatro onde os carros havia sido deixados, com o senhor Joaquim, que já levou muita gente para lá através de pousadas, mas a algum tempo arrumou um outro emprego e vendeu a D20 que possuía. Ele reside em Passa Quatro e tem uma Saveiro. Ele se dispôs a nos levar até a Toca do Lobo por uma contribuição simbólica, e deixou contato para quem quiser combinar algo com relação a transporte (ligar antecipadamente e negociar se é possível, pois, ele não trabalha com isso mais)
Outra informação importante é que agora para se passar pelo Sítio do Pierre existe um aviso meio digamos "Hostil" quanto a se entrar na propriedade sem autorização, infelizmente eu não anotei o e-mail e o fone que estavam no aviso. Já que estávamos, lá não tinha como voltar, prosseguimos, e depois conversamos com o senhor Sebastião, caseiro do Sitio, e pela conversa achamos mais prudente na próxima vez, pedirmos tal autorização, se alguém tiver o e-mail ou fone por favor me mande.
Mais uma opção interessante é o Hotel Serra Azul em Passa Quatro que cobra R$ 15,00 de mochileiros (com café da manhã) para a estadia, contato Steffi Sikorski
Se você quiser uma descrição completa, compre o livro do Sérgio Beck, "Caminhos da Aventura" pode ser encontrado na Half Dome 11 3532 4331, o livro descreve todo o trajeto.
Bom pessoal isso é um resumo de tudo, quem precisar de dicas mais detalhadas, entre em contato, será um prazer ajudar.
Pessoal,
Estive fazendo a travessia da Serra Fina nesse fim de semana, e resolvi deixar algumas dicas, como todos os sites por ai trazem o caminho detalhado, eu prefiro dar algumas dicas e sugestões que não aparecem neles.
Dia 1
Tínhamos decididos fazer a travessia em 3 dias saímos em 5 pessoas bem preparadas, e conhecemos mais uma amigo que se juntou a nós no caminho, partindo de Passa Quatro subimos de carro até a já conhecida Fazenda Toca do Lobo. Se você preferir subir de taxi sai por uns R$ 60,00 (4P4 com Eliana (35). 3374263 e 3371.3937, os taxistas Schmidt e Bonifácio fone (35)3371.2013 ) o carro pode ser deixado dentro da fazenda sem problemas somente falando com o caseiro, alguns mas intrépidos vão até a entrada da trilha que fica cerca de 1km acima, mas não vale a pena, a estrada (se e que se pode chamar assim) está destruída nesse pequeno trecho. Um carro que se arriscou ficou sem o tanque de gasolina. Mesmo a estrada até a fazenda está totalmente ruim, me arrependi de ter ido de carro até lá.
Começamos a trilha que está muito bem demarcada, mas alguns metros a frente tem uma bifurcação a direita que leva para baixo, não a siga, pegue a esquerda mais alguns metros a frente, você deve pegar a trilha a direita que sobe vertiginosamente pois, a mais batida que segue reto leva somente a um local com água, neste trecho é único local passível de erro, depois daí é só subir. É claro levando os 4 litros de água cada um para cozinhar e beber. Subindo em ritmo forte saindo as 11:30 hs, sem paradas de mais de 10 min. chegamos ao Alto do Capim Amarelo as 16:00 hs. Devido ao ritmo quase todos pensavam em desistir pois o primeiro dia é o pior e mais cansativo, o pior é quando se vê onde está a Pedra da Mina que parece infinitamente longe, se tiver que desistir tem que ser nesse ponto, se estiver ameaçando chover, não prossiga acredite, você vai se arrepender amargamente. Meio na marra o pessoal desceu o Alto do Capim Amarelo, as 17:10 estávamos montando acampamento no primeiro ponto possível logo abaixo do Alto do Capim, o pessoal só não desistiu porque subir novamente de volta era a morte.
Dia 2
Partimos as 08:30 rumo a Pedra da Mina em ritmo mais forte ainda, com o peso um de nossos colegas não estava agüentando é eu acabei por levar a água para ele, para que o grupo andasse mais rápido . As 10:30 passamos por uma poça de água parada que numa emergência pode servir para se cozinhar fervendo-se bem, cerca de 40 minutos depois, estávamos ao pé da Pedra da Mina, onde se encontra um riacho. Tomamos muita água e levamos um pouco somente suficiente para atravessar a Pedra da Mina. As 12:00hs estávamos no topo debaixo de chuva e um frio insuportável as mãos por debaixo das luvas estavam roxas, saímos rápido dali e descemos até a várzea da Pedra da Mina. Armamos acampamento debaixo de chuva a - 4º C, as 13:00 hz congelando e com as roupas molhadas, nesse ponto achamos que precisaríamos chamar um resgate o frio e as roupas molhadas deixou um de nossos companheiros muito ruim, choveu a noite toda
Dia 3
As 11:00hs céu limpo, estávamos prontos com tudo seco depois de uma noite Siberiana, partimos para o pico dos 3 estados porém, as botas secas logo se molharam, para atravessar a várzea, por isso recomendo se possível acampar após ela. Abastecemos com mais 4 litros de água. Em ritmo mais brando (já não dava mais para fazer em 3 dias a travessia) chegamos ao pico dos 3 estados as 16:30 hs, e resolvemos acampar um pouco abaixo para adiantar o ultimo dia. As 17:30 acampamos as 20:00hs a barraca estava coberta de gelo.
Dia 4
Partimos as 08:30. Torci o joelho, e dava cada passo me arrastando, e gritando com uma dor insuportável, atrasando o grupo, tomei alguns medicamentos e passei algumas pomadas, para prosseguir. Após um caminho confuso com demarcação ruim, chegamos a água as 12:00, e a rodovia as 13:30.
Dicas
Chegando no asfalto, depois de 2 horas conseguimos uma carona milagrosa até Passa quatro onde os carros havia sido deixados, com o senhor Joaquim, que já levou muita gente para lá através de pousadas, mas a algum tempo arrumou um outro emprego e vendeu a D20 que possuía. Ele reside em Passa Quatro e tem uma Saveiro. Ele se dispôs a nos levar até a Toca do Lobo por uma contribuição simbólica, e deixou contato para quem quiser combinar algo com relação a transporte (ligar antecipadamente e negociar se é possível, pois, ele não trabalha com isso mais)
Joaquim Siqueira 35 3371 2410, 35 9113 7643 ou jjssiqueira@bol.com.br
Outra informação importante é que agora para se passar pelo Sítio do Pierre existe um aviso meio digamos "Hostil" quanto a se entrar na propriedade sem autorização, infelizmente eu não anotei o e-mail e o fone que estavam no aviso. Já que estávamos, lá não tinha como voltar, prosseguimos, e depois conversamos com o senhor Sebastião, caseiro do Sitio, e pela conversa achamos mais prudente na próxima vez, pedirmos tal autorização, se alguém tiver o e-mail ou fone por favor me mande.
Mais uma opção interessante é o Hotel Serra Azul em Passa Quatro que cobra R$ 15,00 de mochileiros (com café da manhã) para a estadia, contato Steffi Sikorski
Hotel Serra Azul-Passa Quatro-MG
(35) 3371.1291 hotelserraazul@hotelserraazul.com.br .
Se você quiser uma descrição completa, compre o livro do Sérgio Beck, "Caminhos da Aventura" pode ser encontrado na Half Dome 11 3532 4331, o livro descreve todo o trajeto.
Bom pessoal isso é um resumo de tudo, quem precisar de dicas mais detalhadas, entre em contato, será um prazer ajudar.