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Olá viajante!

Bora viajar?

Moto travessia - Paraguai, Argentina, Bolivia e Chile - Deserto e Pasos - Off road extremo

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Dia 02 de janeiro de 2.013.

 

KM percorrida 840 km

 

Km acumulada 840 km

 

Saída Arapongas Brasil

 

Destino Clorinda Argentina, passando pelo Paraguai.

 

Acordamos às 5 horas e por volta das 06h30min já estávamos na estrada.

Seguimos em direção a Maringá, depois Campo Mourão a Foz. Chegamos por volta das 12/13 horas na Ponte da Amizade, fronteira entre Brasil e Paraguai, passagem tranquila, sem movimento, fizemos a migração - que foi rápida - e na Aduana só olharam os documentos e pronto!

Fiz cambio na rua em frente à Aduana, troquei reais por peso paraguaio e reais por pesos argentinos.

 

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Logo que saímos de zona urbana de Ciudad del Este em direção a capital Asunción, a estrada ficou muito movimentada, devido ao policiamento ostensivo a velocidade dos veículos não ultrapassava os 80 km/h, criando enormes filas.

Seguimos tendo o cuidado de não estar na frente da fila, na passagem pelos postos de policia.

No final da tarde, abastecemos próximo a capital e continuamos direção à fronteira com a Argentina, onde na saída de um pedágio um policial me parou e pediu uma colaboracion, eu já estava preparado para estas intervenções, que sempre veem com alguma acusação de contravenção, oque não houve, já tinha deixado um dinheiro na carteira para isso, entreguei 20.000 PP e fui embora.

 

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Chegando à fronteira havia uma fila enorme, com pessoal de vários ônibus que estavam parados, ficamos um bom tempo nela, ate que um rapaz nos avisou q para quem vinha por meios próprios a fila era outra, dai foi rápido fazer a saída do PY e a entrada na Argentina.

 

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Seguimos as indicações de hotel do mapear no GPS, e chegamos a um hotel bom e barato.

Trocamos na rua os PP e US por mais PA.

Jantamos e fomos dormir, o próximo dia seria bem cansativo, iriamos atravessar o Chaco, com muito calor e retas intermináveis.

 

Hotel San Martin 195 pesos

 

Cambio:

1 R$ x 3 Pesos Argentino

1 US x 6,30 Pesos Arg.

1 R$ x 1950 Peso Paraguaio

 

Gasolina preço médio 7,73 P Arg.

 

 

 

Editado por Visitante

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Luiz Paulo,

 

Quem sabe no proximo relato, nao sejamos companheiro de viagem ?

 

Deixei uma mensagem pra vc no bmwg650gs.net

 

Abraço,

 

Robson

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Fala Robram, blz ?

 

Cara parabéns pelo relato, está recheado de informações e vou repassar para os amigos, esse trecho Uyuni San Pedro de Atacama deve ser muito duro mesmo, o pior é andar sem referências, por isso nunca cogitei incluir numa viagem....

 

Os arenais também devem ser dureza..... Perto de onde passou tem uma estrada que sobe até perto de 5.800 m, li uma vez em um relato de um casal de portugueses que viajaram de bike.....

 

É a subida para o Cerro Uturunco..... Esse lugar sempre aparece nos meus planejamentos, mas sempre excluo.... Fica a informação caso um dia queira voltar pra essas bandas... A estrada acaba e daí é subir um pouco mais e está a 6.000 m que é a altitude do Uturunco.... Claro deve ser encarado com seriedade e cuidado, pois há cheiro de enxofre no caminho, muitos derrumbres também e ZERO estrutura

 

Dois amigos que foram para a Bolívia fazer a Ruta del Che, sofreram muitos nos pedágios e também nos abastecimentos, mas foram pelo caminho de Santa Cruz de La Sierra, um deles, que é muito experiente, falou que ia excluir a Bolívia dos planejamentos durante muuuuuuito tempo.... Isso pq já sofreu achaque na Ruta 14 em 2006

 

Pelo visto, o caminho que vocês escolheram foi menos agressivo nesse aspecto....

 

cara, aguardando os próximos capítulos..... Uhuuuu

 

Grande abraço

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Chinaf,

 

Obrigado por ler meus posts.

 

Apreciei sua viagem com o cachorro, tem que ter uma logistica, bem trabalhada.

 

Sofremos uns 2 dias nos arenais, um entre Tupiza e Uyuni, e o outro no deserto, mas a partir do terceiro dia, aprimoramos a tecnica, e dai tudo começou a melhorar.

 

Vc com certeza sentiu isso na pele, o quao dificil é pilotar neste terreno, com garupa pode multiplicar a dificuldade por 4.

 

Entrei na Bolivia por Vilazon e fui ate o Uyuni, e depois voltei pelo deserto ate o Chile, passei por 3 pedagios, com militares, e nao tivemos probelmas. Ate pensei q alguma coisa esta mudando positivamente por la. Nao tive problemas para abastecer, mas tem que pagar 3X mais, por ser estrangeiro.

 

Em 2009, entrei na Bolivia vindo do Peru, e tive muito problemas com os militares a partir de Cochabamba. A Bolivia é legal, mas o trecho que faz fronteira com Corumba BR, ate Santa Cruz de la Sierra, é muito perigoso, e critico com relacao a corrupcao policial / militar. Este sim, é o trecho q tem ser banido por nos viajantes.

 

É muito bom postarmos nossos relatos como moto-viajantes, pois desta forma estamos, facilitando o planejamento de futuros viajantes.

 

Abraço,

 

Robson

Postado
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parabens pelo relato e observações

as fotos estao incriveis

estamos acompanhando

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Dia 8 de janeiro de 2013.

 

Saída Laguna Colorada Bolívia

 

Destino Susques Argentina

 

Km percorrida 350 km

 

Km acumulada 3350 km

 

Não recordo a hora que acordamos, mas quando saímos do alojamento, nos éramos os únicos que ainda estavam ali.

 

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Tiramos a lona que cobria as motos, e as colocamos no sol.

 

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Começamos a arrumar as bagagens, quando eu senti a necessidade de ir ao banheiro, aproveitei para tomar um banho. Ainda estava frio, e o banho era um jato de agua frio seguido por um de agua quente, muito tenso tomar banho desta forma, ate eu escutei um estouro, seguido de uma barulho de pressão, me enrolei na toalha e sai rapidamente, acreditei ser barulho de vazamento de gás (do aquecedor), ainda bem que não era, foi apenas um cano q de agua que estourou, mas já era, era o fim do meu banho.

 

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Tomamos café com leite e panquecas, e seguimos caminho.

 

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Logo no inicio a estrada era boa, ate chegarmos aos gêiseres, onde por um descuido na navegação me fez seguir reto em vez de pegar a esquerda após a saída do gêiseres, nos gêiseres achei mais interessante um buraco de onde saia uma pressão muito forte, e provavelmente quente, mas o cheiro naquela região, não é nada agradável.

 

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Estávamos então a quase 5000 m de altitude, mas estávamos nos sentindo bem, pois há dias já estávamos sempre em altas altitudes, fui seguindo pelo caminho errado, ate encontrar um rastro em uma subida muito íngreme, ali com certeza não conseguiríamos subir, era uma duna de areia e pedras grandes.

 

Olhei no GPS, e verifiquei que estávamos longe da linha que tínhamos que seguir, imaginei um atalho para não ter q voltar ate os Gêiseres, acontece que o caminha era de areia grossa, pesada e profunda, em uma leve subida, oque tornava tudo ainda mais difícil, por 4 vezes íamos e voltávamos por caminhos que não tinham saída, ate que em uma subida, onde foi meu filho teve que empurrar a moto no areia para não encalhar, avistei funcionários de uma empresa que esta canalizando o calor dos gêiseres para transformação em energia. Acontece que tinha um cano de umas 15 polegadas em nosso caminho, para todo lado que olhássemos, estávamos cansados, imagina fazer força a 5000 m ! Parei de frente a uma rampa de aterro, com uns 55 graus de elevação e uns 2,5 metros de altura, segui a pé, e conversei com o responsável, ele disse ou vc volta 5 km, ou sobe o barranco e da à volta, exatamente onde nos estávamos conversando e havia um trecho do cano desconectado.

Voltei falei pro meu filho, q recuou a moto, e sem pensar muito subiu o barranco, eu estava mais apreensivo que ele, achei q não ia dar pra subir, arrancar na areia, se equilibrar e ter que subir uma rampa íngreme com uma moto pesando 350 kg ! Mas deu tudo certo, e logo estávamos novamente na estrada, que por sinal parecia uma estrada principal, deve haver algum tipo de exploração mineral por ali, pois vimos grandes caminhões, e a estrada estava muito boas condições. Mas isso ate chegarmos à Laguna Salada, ali começou um areia sem fim, muito fundo, fui levando, tentando andar devagar, mas não tinha jeito, tinha q andar um pouco mais rápido, ate que chegou a minha fez, CHAO, foi foda, fiquei com o pé preso, eu uma posição q forçava meu joelho. Meu filho não conseguia parar sua moto, pois o terreno afundava o descanso lateral, acabou q consegui tirar o pé sozinho, com um pouco de jeito e calma. Fiquei de costas para a moto e levantei ela do chão. Estava tudo bem, não foi nada.

Mas voltar a pilotar naquela condição e agora, mais tenso ainda, não foi uma tarefa fácil.

 

Tive que colocar minha cabeça para trabalhar, recordei vários momentos de quando eu estava pilotando na areia (no passado) , e parei para trocar uma ideia com meu filho, à técnica teria ser seguida a risca. Em pé, corpo para trás, velocidade entre 60 e 80 km/h e motor cheio.

É muito tenso pilotar nestas condições, mas era precisa, ou não conseguiríamos vencer este trecho imenso de areia.

É cansativo pilotar em pé, mas bastava sentar e diminuir a velocidade que a moto começava a dançar e a perder o controle.

Seguimos desta forma ate avistarmos a Laguna Verde, onde a estrada voltou a melhorar.

 

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Um carro fez sinal, e paramos, nos perguntou se havia movimento em cancelas, e impedimento de passagem em algum lugar, me pareceu que havia de errado com eles...

 

Avistamos a saída do Reserva, mas parecia que nunca chegávamos lá.

 

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Havia uma cancela, e um guarda parque nos informou que teríamos que pagar 150 bolivianos para entrar no Parque, dei risada, e falei nos entramos no parque ontem, aqui é a saída.

 

Não teve jeito, entramos nos escritório, ele nos mostrou um oficio e pagamos 150 bolivianos cada um.

 

Ao sair ele perguntou se havíamos feito os tramites migratórios de saída em Uyuni, em respondi que não, então ele nos informou que há vários dias não havia ninguém trabalhando no Paso Hito Cajon, fronteira com o Chile. Não tínhamos escolha, não havia combustível para voltar 500 km ate Uyuni, decidi que seguiríamos desta forma, sem tramites de saída, apenas fiquei pensando se haveria algum impedimento de entrada na Argentina por conta disso.

 

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Passamos pelo escritório onde fica a migração, tudo estava fechado, e logo alcançamos o asfalto, à direita 50 km e estaríamos em San Pedro de

Atacama, à esquerda seguiríamos para o Paso Jama na Argentina, a escolha era seguir o combinado e começar as travessias na Argentina.

 

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Seguimos subindo pelo asfalto, queríamos logo chegar à Aduana Argentina, pois depois da Aduana tem um posto Ypf, para fazermos um lanche.

 

Não haviam pessoas fazendo os tramites, e tudo foi rápido, conversei um pouco com os agentes q fazem a revista com cães, e quando fui buscar a moto para ele verificar, ele nem falou nada, só fez sinal para passar direto.

 

No posto encontrei com um casal da cidade de Ponta Grossa PR, cidade a 100 km de onde eu vivo, estavam seguindo em carro para o Atacama, conversamos e logo chegaram 2 motociclistas de V strom de Cascavel PR, pessoal bacana, trocamos algumas ideias, e eles seguiram caminho.

 

Meu filho foi visitar o banheiro, e eu queria comer alguma coisa, dentro do posto não havia ninguém, comecei a olhar as coisas, quando uma moça entrou com uniforme da YPF vindo em minha direção, perguntei para ela se eu poderia pegar as medias lunas, ela simplesmente me ignorou e não me respondeu. Fui ate ela e a contestei, falei moça eu te fiz uma pergunta, e vc não me respondeu, vc tem algum problema ¿ Ela sem me olhar, falou pegue oque quiser. Peguei as medias lunas e pedi um café, enquanto ela fazia meu café, uma senhora entrou e fez a mesma pergunta pra ela, ela virou de costas e agiu como se ninguém estivesse falando com ela, muito mal educada, pensei em reclamar, mas pensei em vários motivos que poderiam estar acontecendo com ela para estar agindo desta maneira.

 

Na saída ainda encontramos com 2 famílias em carro de Almirante Tamandaré PR, parecia que todo estado do PR, estava viajando pela Argentina.

 

Seguimos rumo a Susques, vendo a bela paisagem do Paso Jama.

 

Antes um pouco de Susques, tem um posto à direita, e um hotel com restaurante, se chama Pastos Chicos, nos hospedamos ali, ali tínhamos tudo que precisaríamos.

 

Mais uma etapa vencida, agora descansar que amanha começava outra etapa da viagem, passar por Abra del Acay a 5000 m de altitude.

 

Hotel Pastos Chicos 350 PA

 

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Dia 9 de janeiro de 2013.

 

Saída Susques Argentina

 

Destino Cafayate Argentina

 

Km percorrida 440 km

 

Km acumulada 3790 km

 

Já havíamos criado uma rotina, acordar colocar a parte de baixo dos equipamentos, arrumar as bagagens, tomar café, voltar ao quarto colocar o colete, pegar o resto dos equipamentos e seguir viagem.

 

Neste hotel, que tem uma ótima infraestrutura, pessoal muito gentil, mas o café da manha é um capitulo a parte. Chegamos ao saguão principal, onde é o restaurante e também onde servem o café da manha, já havia uma mesa posta para 2, sentamos, um rapaz perguntou oque queríamos para beber, e nos trouxe o café conforme pedimos, mais um suco de laranja, uma media luna e 2 daqueles pequenos pães quadrados, q são duros, para cada um. Não trouxeram mais nada, e olha q eu vi que haviam servido bolo em outra mesa. Deixaram muito a desejar pelo padrão e preço do hotel.

 

Havia dias q não lubrificávamos a corrente com óleo, eu deixei de comprar um spray lubrificante motul, pois havia comprado um auto lubrificante da Tutoro, mas meu filho deixou o óleo em casa...Estávamos usando um lubrificante de grafite a seco, mas não resolvia muito, e não estávamos conseguindo óleo emprestado nos postos para lubrificar a corrente. No posto junto ao hotel o rapaz conseguiu um pouco, lubrificamos a corrente e colocamos um pouco no recipiente do Tutoro, mas o estrago nas relações já estava feito.

 

A entrada para a RN40, ficava não mais q 200 metros do hotel, logo vimos uma clássica placa da rodovia e paramos para tirar uma foto.

 

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A partir desta estrada iriamos por ela – sem pavimento – ate Cafayate. No começo estava muito boa, e estávamos andando na média de 70 km/h, pois era plano e com longas retas, ate chegarmos a uma região com vários riachos em um canyon.

 

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Passamos por dentro de um povoadinho, e a rua era formada por muita areia fofa, eu cuidando da direção da moto, quando senti alguma coisa me puxando, era um enorme cachorro que grudou na minha calca na altura da canela, acho q arrastei ele uns 10 metros, eu não podia olhar para ele, pois certamente iria para o chão. Ele só soltou por que minha calça rasgou, por sorte ele agarrou na parte da bota, onde havia parte da joelheira por baixo, nem fez nada em mim, só um pequeno rasgo na calça.

 

A partir desta cidade o caminho mudou, e também havia a presença constante de muitas vicunhas e outros animais, então não dava para passar de 60 km/h.

 

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Chegando próximo a Ponte la Polveriila, a estrada se transformou em uma pequena trilha com muitas pedras, neste momento enquanto descia devagar, avistei um filhote e sua mãe de Cachorro do mato, não lembro o nome em espanhol, mas algumas pessoas erroneamente acreditam que é uma raposa. Ele atravessou a estrada e a mãe correu para outro lado, neste momento meu filho estava bem junto de mim, paramos e desligamos as motos, ele saiu desconfiado de uma moita, ficou nos espreitando ate criar coragem e voltar para o outro lado da estrada e procurar sua mãe, foi um momento fascinante, como curto a vida selvagem, não consegui tirar o olho dele para fotografa-lo.

 

 

Logo estávamos sob a ponte de trem la polverilla, tiramos umas fotos e continuamos em direção a San Antônio de los Cobres.

 

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Abastecemos na pequena cidade.

 

E continuamos seguindo pela RN40, em breve iriamos virar a direita em direção a Abra del Acay, uma coisa me chamou a atenção, havia vários tratores preparando outra estrada ao lado da atual, será que vão asfaltar este trecho ¿

 

Pegamos a estrada à direita, uma estrada pouco usada, com o terreno formado pela mistura de pedrisco e areia, logo paramos em uma espécie de cercado de pedra abandonado, iriamos comer a sobra dos mantimentos que havíamos levado para o deserto, uns sucos de pêssego e algumas bolachas.

 

Afinal o café da manha, tinha sido insuficiente.

 

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Na estrada eu estava avistando muitos rastros de bike, fiquei pensando na quantidade de trabalhadores que se dirigiam dali para a cidade a trabalho, quando encontrei os donos dos rastros, 4 grupos de vários bikers, pessoal corajoso, iriam encarar mais de 30 km de subida ao Abra del Acay, chegando aos 5000 m de altitude, tarefa nada fácil.

 

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A estrada começou a serpentear a montanha, diminuímos radicalmente a velocidade, e com a subida o frio foi chegando, uma neblina baixou, e de repente uma pequena garoa logo se formou em cristais de gelo. Fomos colocando nossas roupas de frio as proteções para chuva. Mas a subida nunca acabava, frio, humidade e pouca visibilidade, e claro a pressão da altitude fazendo mudança em nossos corpos.

 

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Eu estavam monitorando a altitude, pois estava esfriando muito, a viseira do meu capacete insistia em embaçar e não estava fácil andar com ela aberta, mesmo q muito pouco.

 

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Chegamos ao cume do abra del Acay, paramos para as fotos, e aproveitei para me agasalhar ainda mais, estava extremamente frio e o vento piorava ainda mais a sensação.

 

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Começamos a descer, mas a descida é muito longa, com muitas curvas, tentei de varias maneiras mas não consegui desconectar o ABS, passei por pelo menos uns 3 sustos, tive q segurar a moto por diversas vezes no motor.

 

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No final da descida começamos a seguir ao lado de um rio de agua clara e gelada, não contei mas acredito q passamos pela agua mais de 20 vezes, algumas vezes um pouco profundo, e o chão de pedras, dava a impressão q a roda dianteira queria deitar.

 

 

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Logo depois deste trecho, onde definitivamente tínhamos descido a montanha, saímos de área formada quase exclusivamente por pedras, e encontramos um paraíso, um terreno de geografia plana, com vários riachos, e uma grande área de cultivo.

 

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Um lugar muito bonito, continuamos por este caminho de terra vermelha, ate encontrarmos uma estrada larga com muitas pedras, em uma reta vi 2 motos vindo em nosso sentido, dei sinal de luz, como cumprimento, e as motos piscaram suas luzes de policia, era 2 motos q eu não consegui identificar, motos trail, com escape esportivo, pneus de trilha, e os caras estavam no gás mesmo.

 

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Logo pegamos um trecho de asfalto ate chegar a Cachi, uma cidadezinha bem bacana, com muitos restaurantes a beira da estrada.

 

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Estávamos famintos, em Susques pela manha estávamos em 3900 m de altitude a uma temperatura de 15 graus, subimos o Abra del Acay a 5000 m e a temperatura estava muito próximo de zero grau, e agora em Cachi a 2500 m e 32 graus de temperatura, não aguentávamos a sensação de calor era intensa, e a fome era resultado da baixa altitude, entramos em restaurante e pedimos 2 sanduiches de lomito, tomamos suco de abacaxi. E fomos procurar o posto de combustível da cidade, abastecemos e seguimos caminho para Cafayate, novamente voltamos a RN40 sem pavimento.

 

Ainda tínhamos 170 km de estrada estreita, e sem pavimento.

 

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Em estradas sem pavimento e em 170 km, podemos encontrar de tudo, trechos bons, costelas de vacas, trecho com grandes pedras, areia, subidas, descidas, e tudo oque se pode imaginar, mas depois q enfrentamos o Deserto na Bolívia, como nossa pilotagem havia melhorado, parece q a moto não dançava mais, parecia muito estável, tocávamos a moto muito mais confiantes. Tao confiantes q decidimos ultrapassar uma van louca, em uma reta curta, q acabava em uma curva a 90 graus para esquerda, eu tinha torque ultrapassei e dei de cara com a curva, mas minha moto tinha ABS, então foi fácil. Ainda na curva, preocupado olhei para trás, meu filho vinha esticando a marcha para conseguir a ultrapassagem, mas só conseguiu no fim da reta e deu de cara com a curva, ou melhor um cotovelo, vi a traseira da moto arrastando e a cara dele (de assustado !), mas de súbito, ele tirou o pé do freio e acelerou forte, fazendo a moto, obedecer à trajetória, ufa !

 

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Mas um dia vencido e chegamos a Cafayate, onde vi uma fila no primeiro posto que passamos, só poderia ter um significado, não havia gasolina em outro lugar, voltamos e entramos na fila, composto por alguns carros argentinos e umas 8 moto com placa brasileira, troquei ideia com um casal, e por coincidência a esposa dele era minha conterrânea, legal, q mundo pequeno, desculpem mas não lembro o nome do marido, mas ela se chama Silvana, casal de Curitiba, estavam indo para Salta com uma galera, todos com Garupa, vários de SP.

Ainda no posto, conversei com meu filho sobre a manobra de ultrapassagem, ele confirmou q estava tudo sob controle o tempo todo (ela não sabe que expressão em vi no rosto dele)...

 

Cafayate é uma cidade turística, com muitos hotéis de luxo nas vinícolas, como sempre o destaque fica para a pracinha central junto à igreja, vimos 3 hotéis, e ficamos em um por 250 pesos argentinos, eu queria ficar no centro, achei q seria legal para dar uma voltinha, ver as lojinhas, fiquei imaginando levar a minha esposa, q iria adorar as lojas de souvenires.

 

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Tentei trocar um pouco de dólar, mas nem me preocupei, achei q seria fácil, e deixei pra la, eu estava pagando tudo com dinheiro, ainda não havia usado o cartão.

 

Fomos a um restaurante e comemos o cardápio do dia, prato completo, geralmente mais barato, com tudo incluído, para mim a opção de sempre, frango na chapa, meu filho foi de massa.

 

Passeamos por toda praça e voltamos ao hotel, deitamos, mas quem disse q conseguimos dormir, a festa aconteceu na praça ate às 6 horas da manhã!

 

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Tambem gostei dos relatos e fotos, eu e mais 4 amigos estamos saindo dia 14/03 sentido São Pedro do Atacama.

As fotos ficaram ótimas!

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Wirso,

 

Obrigado.

 

Nao deixe de ir de moto, pelo menos conhecer os lagos bolivianos, q ficam na fronteira do Chile, é bem pertinho da estrada.

 

Abraço,

 

Robson

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Dia 10 de janeiro de 2013.

 

Saída Cafayate Argentina

 

Destino Fiambalá Argentina

 

Km percorrida 470 km

 

Km acumulada 4260 km

 

Dormimos muito mal, demoramos para arrumar as coisas, estávamos preguiçosos.

 

Enquanto tomávamos o café da manha, um casal mais uma amiga se aproximou e pediram para tirar fotos nas motos, terminamos o café e colocamos as motos no saguão do hotel para que subissem na moto e tirassem suas fotos, pessoal muito alegre, estavam fascinados com nossa viagem, não parecer de fazer perguntas, foi muito legal, nos animou bastante.

 

No GPS adicionou o nome da próxima cidade Fiambala, cidade que seria a partida para a travessia do Paso San Fernando.

 

Saindo da cidade ainda fomos avistando vinhedos, grandes fabricantes de vinho, wine resorts, fascinante, vale passar alguns dias conhecendo a cidade e seus atrativos.

 

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De Cafayate a estrada segue por um asfalto, cortado dezenas de vezes por badenes, rebaixo no plano do asfalto para facilitar a passagem da agua do degelo, ou chuvas torrencias nos picos das montanhas.

 

Seguimos por El Paso, em vez de desviar este trecho por Amaicha Del Valle, desta forma passamos por vários pequenos povoados, daqueles q as casas não tinha quintal na frente acabavam direto na rua, interessante, deveria m ser antigos.

Continuamos neste trecho por 40 km, ate novamente voltar para RN40, mas antes passamos um rio seco, com uns 500 m de extensão, com cada pedra enorme.

 

Na RN 40 seguimos por trechos com ótimo asfalto e por trechos com grandes pedras, onde estavam fazendo a camada de compactao para posterior cobertura asfastica.

 

Somente depois de Hualfin, acabaram os trechos de terra, nesta cidade paramos para abastecer, e encontramos com um tcheco e uma américa, q estavam fazendo um pequeno lanche e conversamos, abastecemos e voltamos conversar com ele.

 

Não estavam viajando juntos, se encontram ali ao acaso, o tcheco comprou uma moto vstrom 10000 nos EUA e foi descendo, tudo organizadinho, o americano, no melhor estilo porra loca, com uma Suzuki, com enormes mochilas penduradas, e com direito a um enorme pelegao sobre o banco, conversamos animosamente, e cada um seguiu seu caminho, uma coisa engraçada, os estavam sem GPS.

 

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Algumas dezenas de quilômetros depois acabaram as curvas, e a estrada virou um retao plano que devia seguir por mais 100 km, dai começou a me dar sono, pois estávamos seguindo em media a 100 km/h.

 

Para mim estas retas são piores q pilotar em estrada sem pavimento, onde o estado de alerta é constante.

 

Fomos administrando o cansaço ate chegarmos a Belem, acredito q deveria ser depois das 14 horas, pois estava tudo fechado, mercado, panificadoras, e ate restaurantes ! Consegui achar um pequeno comercio , questionei se poderiam fazer sanduiches e fomos atendidos. Cai na besteira de perguntar se o rapaz do lugar gostaria de comprar US$ 100, pois meus pesos argentinos estavam acabando, ele pegou um jornal, e falou q a cotação era $1 = 4,90 PA, e q ele poderia me pagar 450 pesos por 100 dolares, eu expliquei que este cambio oficial era fictício, ninguém consegue compra rdólar na argentina na cotação oficial, o dólar para compra é vendido por 7 pesos. Ele disse q eu estava querendo me aproveitar da situação, e começou um blabla. Eu paguei minha conta e fui embora.

 

Chegando na cidade de Tinogasta, a minha situação econômica com base na moeda local, estava tensa, tentei cambiar dólar e ninguém queria, fui no posto YPF, o gerente ligou para o dono questionando se eu poderia pagar em dólar, e cambiar 100 doalres por peso, pedido negado. Eu não poderia deixar para resolver isso em Fiambala, que era uma cidade muito pequena, com certeza não haveria comprador para dólares.

 

Ate que frentista perguntou se eu tinha cartão de debito, ! Situacao resolvida, enchemos os tanques, e os galões com gasolina reserva para o Paso San Fernando, e ainda como ele havia acabado de receber 220 pesos em dinheiro de uma abastecimento, ele me deu o dinheiro e passou no meu cartão, agora eu tinha por volta de 400 pesos argentinos.

 

Agora faltavam pouco mais de 40 km para chegar em Fiambala, fui direto ao posto, tentei a mesma conversa dos dólares e nada, nem cartão, abastecemos com o pouco q faltava e fomos procurar hotel, achei um q aceitava cartão, mas tava lotado.

 

O rapaz me indicou um outro bem mais simples, ficamos por la, ao preço de 200 pesos.

 

Banho e saímos jantar, gastamos quase 140 pesos, e ainta tínhamos q comprar algo para comer no caminho com 60 pesos.

 

Depois da janta, fomos procuarar um super mercado, quando de repente um rapaz, perguntou meu nome, de onde eu era, colocou um fone em mim, e me deu um radio HT, para uma entrevista ao vivo para a radio local, daquelas rádios que tem vários alto-falantes espalhados pela cidade !!

 

Foi bem engraçado. Compras feitas, bolacha e sucos, e repor o estoque de agua.

 

Voltamos ao hotel no exato momento q começou uma tempestade, as motos estavam bem na frente do hotel, segundo a recepcionista (q mora ali) a garagem era nos fundos, pegamos as motos e fomos ao fundo, a garagem era um tecido perfurado ! Voltamos para frente do hotel, mas antes visualizamos uma grande moto Yamaha, com placa de Porta Alegre, ba tche um Gaucho!

 

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Q logo saiu na porta dos fundo do hotel, dei um grito pra ele, chamando ele pra frente, pois iriamos colocar as motos sob a varando do hotel.

 

O gaúcho Iuri, dono da Tnr 1200, q estava viajando com sua esposa Maira,tinham acabado de chegar do Paso, por volta das 22 horas, começamos uma longa conversa, contaram seus causos da viagem, contaram q haviam encontrado com 4 motociclista na saída de Copiapo, indo em direção ao Paso, sem combustível reserva, e sem ao menos saber que havia trecho sem pavimento. O encontro com este casal, não sei porque, mas nos deu um animo maior para seguir viagem.

 

Logo após a tempestade, veio uma tempestade de areia, pois Fiambala, e rodeada por montanhas e dunas enormes.

 

Quando a chuva voltou , a luz acabou, ficamos um tempo no escuro, ate conseguirem ligar o gerador do hotel.

 

Nisso o Iuri, escutou um barulho na frente do hotel, e voltou com a noticia q havia chego mais 2 gauchos, isso por volta das 23 horas ou mais.

 

Encerramos nossa conversa, e chamei ele para ver o meu suporte Ram para a GOPRO, junto as minhas motos, estavam as dos gaúchos, sendo q primeira coisa q eu vi foi de onde era uma das motos: uma Transalp do Telmo de Santa Maria RS, a outra era de outra cidade próxima (Marcio desculpe, esqueci o nome da sua cidade) uma Vstrom 650.

 

DSC_4425.JPG

 

Ali mesmo já começamos outra animada conversa, detalhe o Marcio, qdo viu a placa das nossas motos, falou pro meu filho: “Parece q te conheço”.

 

Dai comecei a contar, q em janeiro de 2012, depois de desistir de uma viagem para os EUA, de onde voltei do Atacama, encontrei com 8 gauchos em moto, com uma SW4 de apoio. O márcio começou a rir, e falou: “Baralho, vc é o cara da tnr250, q tava triste voltando pra casa.....”

 

Q felicidade encontrar com ele, e relembrarmos deste dia, esse pessoal de Santa Maria era tao, mas tao gente boa, que insistiram muito para q eu volta-se para o Atacama com eles, q grupo fascinante.

 

Como a luz do gerador não era suficiente para suprir com energia o ar condicionado do quarto, eu abri a janela q ficava sob minha cama, pois estava muito calor.

 

Ainda de madrugada ainda chegou um carro barulhento atrás de hospedagem, atrapalhando nosso sono. (mais um dia)

 

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