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Olá viajante!

Bora viajar?

Relato: Casal no Peru por 10 dias - abril/2013

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Oi pessoal!

 

Estou eu, aqui, na (por-incrível-que-pareça) difícil missão de relatar a viagem ao Peru. É isso aí! Não é fácil escrever sobre a realização de um sonho! São muitos detalhes, muitas informações para juntar e organizar na cabeça, antes de escrever. Mas vamos lá, vou tentar ser sucinta e, ao mesmo tempo, não deixar de contar os detalhes importantes. Pra não ficar muito consativo pra vocês e demorado pra mim, vou postando à medida que for escrevendo, seguindo o exemplo do amigo Dam. Por enquanto, ou ficar devendo as imagens, ok?!

 

Tudo começou com um anúncio num grupo de compras coletivas: três diárias em Cuzco + aéreo. Perfeito para uma viagem a dois em comemoração aos cinco anos de casados. Era só deixar as meninas (três: uma adolescente e duas pequenas) com a vovó. Compramos! Uma vez no Peru, porque não esticar a temporada?! De três para dez dias! Ótimo, assim poderíamos conhecer não só Cusco, mas outras cidades que descobrimos ser interessantes nas primeiras pesquisas na web.

 

Viagem comprada. Período determinado (03 a 12 de abril de 2013). Filhas organizadas. Partimos para o planejamento. Coisinha mais difícil, viu! É bom você ter tempo da decisão até a viagem, pois se tem muito que descobrir sobre o país. Pesquisar um bocado, pra saber as opções que se tem e escolher de acordo com seu gosto. Depois de muito ler e navegar, definimos nosso roteiro: Ica (para conhecer o Deserto de Paracas e as Linhas de Nazca), em seguida, Arequipa (a cidade Branca) com planos para ida ao Canion Del Colca e, por fim, Cuzco, incluindo seus arredores e Machu Picchu – nesta ordem. Tínhamos apenas um probleminha: as passagens aéreas eram GRU-CUZ com conexão em Lima. Tentaríamos trocar, para não fazer o trecho LIM-CUZ na ida e, de Lima, já seguir para Ica. Por isso, tínhamos um “plano B” para o caso de a troca não dar certo: chegar em Cuzco e já sair para Arequipa e, em seguida, voltar para Cuzco (depois de muito refletir, no caso do Plano B, resolvemos deixar Ica de fora). Não poderíamos simplesmente deixar de fazer o trecho LIM/CUZ de avião, pois isso acarretaria a perda das passagens de volta (regras das cia. aéreas... Valeu a dica, Renato!).

 

Na preparação para a viagem precisamos providenciar algumas coisinhas: mochilas, tênis pra mim, camisetas esportivas dry-fit (são ótimas, pois, não amassam e secam super-rápido!) e calça/bermuda cargueira. Ficamos de olho nas promoções e compramos tudo pela centauro.com.br. Economizamos nestas compras, mas esquecemos de planejar a compra dos dólares e das passagens REC/GRU/REC. Resultado: dólar a R$2,12; ida a GRU(TAM) por 40.000 milhas; volta de GRU (Gol) por R$480 (o casal!).

Vou falar um pouco do que levamos, para vocês terem uma idéia na hora de fazer as malas. Sabíamos que ainda não estava tão frio, mas como moramos em Recife, qualquer vinte graus já tá bom! Compramos duas mochilas 35 l da Nord... tranquilo! Do mesmo fabricante, compramos casacos de fleece e uma calça/bermuda para cada. Para viajar, vestimos jeans, camiseta e tênis, com os casacos nas mãos. Vamos à minha mala (leia-se, mochila):

01 calça/bermuda cargo (não pode faltar na mala de ninguém!)

03 camisetas dry-fit

01 camiseta malha

02 pares de meias

01 meia calça grossa (para frio)

01 bermuda térmica (comprada em loja de esporte)

06 lingeries confortáveis

01 biquíni (não usei)

01 pijama comprido (conveniente em hostels que não tem calefação!)

01 par de chinelos de borracha

01 par de sandálias (usei apenas duas vezes, mas meus pés agradeceram!)

01 boné (muito útil nos passeios de Cuzco, especialmente, Machu Picchu)

01 nécessaire vazia (compramos os itens de higiene pessoal lá)

01 bolsa com medicamentos (os de uso diário e os de uso possível – para problemas de estomago e respiratórios)

01 kit básico de maquiagem (usei o batom o tempo todo, mas foi necessário comprar hidratante labial – clima seco)

 

Até o dia da viagem, não tínhamos conseguido reagendar nossas passagens. Multa, diferença de tarifa alta, coisa e tal. Só nos restava tentar no aeroporto de Lima (conselho da própria atendente da Taca). Por isso tudo nos organizamos para viajar apenas com bagagem de mão, com duas opções de roteiro e sem nada reservado ou comprado antecipadamente (nem hotéis nem passeios, nem passagens de bus). Só tínhamos certeza de uma coisa: as três últimas noites seriam em Cusco, no Hotel Los Apus, por causa do pacote que compramos. Levamos US$2.000 para os dois e combinamos de só usar o cartão em último caso. E foi apenas no último jantar que usamos. Deu tudo certo e ainda voltamos com US$25 e S/.10.

 

Parêntesis:

Câmbio médio na época da viagem (03 a 12 de abril de 2013): S/.1 = US$2,50 = R$1,50

 

Enfim, vamos ao relato diário de nossa tão esperada viagem, seguido de um breve levantamento de custos:

 

02/04 (ter)

 

Embarcamos no vôo das 23h59 REC/GRU pela TAM. Cerca de três horas de viagem. Vôo tranquilo, não fossem nossas poltronas próximas à asa: não reclinavam! É triste viajar de madrugada e dormir espremido, quase em pé... hahahaha! Mas se é pra ir a Machu Picchu, tá valendo!!!

 

Custos para duas pessoas:

Ida ao aeroporto REC - Carona com meu pai

Aéreo REC/GRU/REC - 40.000 Milhas + R$480

Pacote 3 noites em Cuzco + aéreo de SP + todas as taxas (diferença de câmbio, turismo, uso do terminal...) - R$3.400

 

 

03/04 (qua)

 

Chegamos a GRU as 3h20 e embarcamos para LIM as 6h20. Só deu tempo pra um café e uma conversa rápida com a atendente da Taca: ela nos disse que bastaria que informássemos, em Lima, que não pegaríamos a conexão para Cuzco e estaria tudo certo. Por isso, fizemos apenas o check-in do trecho GRU/LIM. Foram cerca de cinco horas de viagem GRU/LIM pela Taca. Não temos o que reclamar da companhia. Aeronave bem equipada. Comissários simpáticos. Ótima comida! Antes de posar em Lima, as manobras de aterrisagem se iniciam sobre o Pacífico. De fundo, a Cordilheira. Começamos bem, heim?! Chegamos a Lima por volta das 9h20 (hora local – o fuso é de -2h) e tínhamos menos de duas horas até a saída da conexão para Cuzco pra tentar resolver eu cancelamento.

 

DICA:

No aeroporto de Lima, antes de sair da área de desembarque internacional, há um quiosque de câmbio que “não cobra taxa”. Quando fomos, o dólar estava a S/.2,43 neste quiosque (contra S/.2,60 lá fora, mas ainda não sabíamos). Se você estiver com dólares, como nós, não vale a pena usar esse quiosque pra trocar dinheiro, pois o dólar vale mais nas lojas, casas de câmbio e nos caixas eletrônicos fora do aeroporto, a não ser pela garantia de que são notas verdadeiras. Por falar nisso, em nenhum momento da viagem tivemos problemas com notas falsas, nem ouvimos falar de alguém que teve.

 

Logística maluca a do aeroporto de Callao (é, em Lima o aeroporto não fica em Lima!). Para ir de um extremo a outro do terminal você sobe e desce ou sái e entra... Imaginem que até a gente entender isso, chegar ao balcão da Taca e ser atendido eu já estava desesperada, pois poderíamos perder as passagens!!! O balcão de atendimento da Taca tinha uma fila, que não andou rápido. Depois de uns 30 minutos no aguardo, chega nossa vez e a notícia de que teríamos que pagar multa de US$75 por cada um. Resultado: desistimos da troca, deste gasto extra ainda nas primeiras horas no Peru (e de ir a Ica). Corremos (mas corremos muuuuuuuito) para fazer o check-in e embarcar para CUZ. Pensem numa carreira! Conseguimos... e por incrível que pareça, a aeronave era ainda mais confortável que a anterior! Pena que o vôo LIM/CUZ é curto. Menos de uma hora e meia.

 

Parêntesis:

Desde o início do planejamento nos preocupamos com tamanho e peso de nossas bagagens, mas em nenhum momento as mochilas foram pesadas nem medidas. Por sinal, encontramos muitos passageiros com mais de um volume, e volumes estes bem grandinhos!

 

Ainda bem que o vôo é curto, porque a manobra na chegada é espetacular! E a vista, então!!! A cidade de Cuzco é rodeada de montanhas (se sentar no lado direito, no avião, permite também a vista da Cordilheira!). A impressão que dá é que o piloto precisa mirar a “brecha” entre estas montanhas pra conseguir a maior reta e posar na pista. Nós nos sentimos dentro de um caça (guardando as devidas proporções, claro!).

Pisamos em solo Cusqueño antes das 13h. O aeroporto não é grande e, logo ao sair do desembarque você se depara com vários escritórios de agências de turismo oferecendo de tudo que o turista possa querer.

 

DICA:

Se você não é tão aventureiro assim (nosso caso... hehehe), não chegue sem, ao menos, uma direção (leia-se: hotel) para ir. Ficamos meio perdidos, até porque o emocional, além do cansaço, contou muito naquele momento: estávamos em Cuzco!!!

 

Como não tínhamos nada fechado nem muito planejado (e estávamos em extase!), resolvemos ouvir algumas propostas lá mesmo. Não foram muitas, é verdade. Até porque, depois de 14 horas de viagem, algumas poucas e partidas horas de sono e um pequeno estresse com as passagens... resolvemos fechar nosso pacote com um senhor chamado Juan. Incluiu:

•Traslado aeroporto/hostel/rodoviária (ou terrapuerto ou terminal terrestre)

•Uma descansada com direito a banho no hostel do próprio Juan

•Traslado rodoviária/hostel em Arequipa

•Uma noite em Arequipa

•Canion Del Colca – 2 dias (com transporte, hostel, café da manhã, 1 almoço e guia)

•Traslado até a rodoviária para saída de Arequipa

•Valle Sagrado (com transporte, almoço e guia)

•Machu Picchu (com traslado Cuzco/estação/Cuzco, trem Inka Rail, hostel em Aguas Calientes, café da manhã, bus subida/descida MP, entradas Machu Picchu e Hayna Picchu e guia)

 

Do aeroporto, seguimos com Juan para o terrapuerto, comprar nossas passagens para Arequipa (ida e volta). Escolhemos a Oltursa, pelas indicações no Mocheleiros e orientação de Juan. De lá, fomos ao hostal (hospedaje) para descansar um pouco e tomar um banho. Não lembro o nome, mas era um lugar muito simples, sem aquecimento (o frio me consumia!!!), mas com wi-fi e banho quente. Logo nos foi oferecido o famoso chá de coca. Tomamos, claro! Caímos duros na cama (não por causa do chá, mas pelo enorme cansaço). Acordamos morrendo de fome e loucos para tomar um banho e então, lembramos que não tínhamos produtos de toalete, já que estávamos apenas com bagagem de mão e tais produtos não eram permitidos. Corremos em busca de uma farmácia e descobrimos que apesar de simples, a hospedagem ficava perto de tudo. Já aproveitamos para comer: não lembro o nome do prato, mas era o arroz com ovos e tomates mais gostoso que eu comi na vida!!! A essa altura eu já estava sentindo os efeitos da altitude (tontura e enjoo), mas só de leve. Voltamos para tomar banho e Juan nos levou ao terrapuerto. Orientou-nos e só nos largou quando entramos no ônibus.

 

Parêntesis:

No Peru, para usar os terminais (seja qual tipo for) você precisa pagar um taxa. No caso do Aeroporto, já estava incluída no pacote. Nas rodoviárias, S/.1,30 em Cuzco, S/.2 em Arequipa.

 

Mas que ônibus! Todo bonitão, dois pavimentos, poltronas largas, som, TV (com filme), wi-fi, dois motoristas e uma “comissária de bordo”, jantar... Pena que o soroche tinha me pego e eu não quis comer. Saímos pontualmente às 8h30 da noite, com previsão de chegada às 6h30 da manhã em Arequipa. Poderia ter sido uma oportunidade de descanso, não fosse o mal estar que senti. A altitude me pegou de jeito! Passei muito mal no bus-cama-chique. Meu marido foi ótimo e a “terramoça” nem se fala! Pedi mil desculpas.

 

Custos para duas pessoas:

Café com pão de queijo em SP - R$ 20,00

Farmácia (itens de toalete) - xampu, sabonete, desodorante, pasta e escovas de dente, hidratante e protetor solar - S/.60

Pacote Juan - US$779

Passagens Arequipa (ida e volta) - S/.270

Jantar - S/.10

 

Até o próximo post!

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Ana, muito obrigado pelo relato, estou indo com um grupo de amigos em agosto e vai ajudar bastante. Parabéns.

 

***

 

Bom dia Ana, gostaria de sugerir que alterasse o nome do tópico, uma vez que seu login é AnaL e no tópico está escrito Casal no Peru.... ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4:: fica meio com um duplo sentido.... ::lol4::::lol4::::lol4::

 

Que comentário desnecessário...

 

Eu também achei meio sem noção esse comentário do Alan, mais fazer o que né.

Ana parabéns pela sua viajem, e fico feliz que tenha aproveitado minhas dicas. bjs

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Oi, pessoal!

Que bom que estão gostando! Espero realmente estar ajudando.

Lu, não levei computador. Usei o celular, apenas.

Obrigada pelos comentários.

Abraço!

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07/04 (dom) – De volta a Cuzco

 

Juan nos aguardava no terminal terrestre de CUZCO, como esperado. Mas não programou os passeios como eu gostaria, para meu desespero!!! Havíamos pedido para fazer o Vale Sagrado neste mesmo dia, assim que chegássemos de Arequipa, e depois seguir para Águas Calientes (AC) para pernoitar e conhecer Machu Picchu (MP) no dia seguinte. É, mas não foi o que Juan fez. Programou nossa ida direto para Ollantaytambo (Ollanta)para pegar o trem das 11’ (é sério: o trem das 11) para AC.

 

Parêntesis:

Para quem não está entendendo, vai uma explanação rápida:

1. Vale Sagrado é um dos tours mais famosos da área. Inclui visita guiada aos mais importantes sítios históricos da região de Cuzco (listo depois, quando estiver relatando este dia), finalizando em Ollanta.

2. Ollanta é uma das duas cidades de onde partem os trens para AC. A outra é Poroy (passamos por ela no tour VS).

3. AC é o povoado que fica “aos pés” de MP. Mais a frente falaremos desse lugar super pitoresco.

4. Deu pra clarear as idéias? Então, vamos seguir com o relato!

 

Pois é, jogaram um balde de água gelada na minha programação. Confesso que senti uma decepção tremenda (e muita raiva de Juan). Mas no final deu tudo certo. Como saímos de Arequipa num bus mais tarde que o planejado, não teríamos tempo de comer, tomar um banho e embarcar no tour VS. “Juan escreve certo por linhas tortas!”

 

Curiosidades:

• O tour VS deve ser feito aos domingos, terças ou quintas, pois são os dias que tem a feira de artesanato, especialmente, prata. As peças são muito bonitas, mas nada de muito barato, tipo, “dá pra trazer lembrancinha pra toda a família” (esse era meu plano!). Como exemplo, comprei um anel com pedras que custou S./100 (na choradeira!).

• Em relação ao domingo, esse parece um dia especial, pois é celebrada uma missa em quéchua, idioma tradicional dos povos inka. Gostaria muito de estar lá, mas não foi possível. No fim, acho que evitamos uma raiva maior, já que os tours são muito corridos e, com certeza, não seria possível sequer entrar na igreja para assistir um pouquinho da missa!

 

Tomamos um banho no hostal de Juan e ganhamos aquele desayuno: café, leite, pão e geléia. Arrumamos nossas coisas de forma que precisaríamos levar apenas uma mochila (a outra ficou no hostal, em um espaço reservado para isso). Levei uma bolsa menor para usar na vsita a MP. O hostal ficava na rua de onde partem os carros e vans para Ollanta. Sorte a nossa. Juan negociou com um taxista a nossa corrida até lá, mas tivemos que dividir o carro com duas garotas israelenses. Tranquilo! O problema foi o motorista. Provamos, nesse trecho, o que havíamos lido em vários relatos antes: os taxistas são M-A-L-U-C-O-S! Gente, nunca rezei tanto... e tão errado (cadê a concentração, com aquelas manobras loucas?!). Na viagem (dura uns 40 longos minutos), conversamos um pouco com as gringas, que estavam andando pelo mundo há uns três meses (folga que estes jovens tem depois de servir ao exército)! E ouvimos bastante música brega peruana, que tocava no rádio do carro. Essa parte foi muito divertida, kkkkkkkk!!!

Graças ao bom Pai, chegamos vivos (e eu já estava sofrendo, pensando se seria assim também na volta). Ollanta é uma cidadezinha linda! Parece cenário de filme de época: ruas estreitas, casinhas de pedra e, lógico, uma praça central. Na estação, depois de sermos (mal) atendidos, tomamos um caro e ruim café. Trocamos umas palavrinhas com um casal de brasileiros durante a negociação para comprar artesanato, até que nosso trem chegou: Inka Rail.

 

Parêntesis:

Existem duas empresas de trem que levam os turistas a AC: Peru Rail e Inka Rail. A primeira, mais antiga e famosa, é inglesa. A segunda, mais barata, é peruana. Demos preferência a esta, para prestigiar a companhia local e economizar uns trocados. Para se ter uma idéia, pagamos US$7 a mais por pessoa para ir no vagão Expedition (o bonzinho) da Inka Rail, em vez de ir no Back-não-sei-o-que (o chulé) da Peru Rail (o bonzão é o Hiran Bigham).

 

O embarque no trem é bem organizado. Dentro do vagão existe um espaço apropriado para as bagagens mais exageradas. As demais, vão entre os assentos tranquilamente. A viagem é legal, com lindas vistas no caminho. O trem é confortável e serve até um lanchinho. As poltronas são organizadas de forma que ficam, duas a duas, de frente umas para as outras com uma mesinha no meio. Bom para interagir com outros turistas (conhecemos uma família turca!).

 

Chegamos a AC. Estação bonita, mais ampla e nova que a de Ollanta. Ao descer do nosso trem percebemos um movimento estranho num outro da Peru Rail: muitos equipamentos de vídeo e som. A Globo estava por lá. Logo avistamos Mateus Solano e Paola Oliveira descendo do vagão Hiram Bigham (o must!). Momento tiete com foto à distância e seguimos nosso caminho. Do lado de fora da estação, procurávamos alguém segurando uma placa com meu nome (todo hostal em AC manda alguém para buscar seus hóspedes na estação). Encontramos um nome parecido e confirmamos se tratar da gente. Mochila nas costas, começamos a seguir aquela moça de saia longa e lenço na cabeça, com um sorriso simpático estampado na carinha de bochechas rosadas. Ao deixar a estação, nos deparamos com uma grande feira de artesanato (Oba, já tinha programa para a tarde, hehehe...).

AC é uma pequena vila, como eu disse, aos pés de MP, encravada entre montanhas forradas de vegetação típica da mata Amazônica e cortada por um rio de correnteza forte por causa do declive. O único veículo que se vê entre as ruas da vila é um tipo de carro de mão, para carregar as bagagens dos hóspedes. Fora isso, apenas os ônibus que saem de um ponto específico e nos levam a MP.

Chegamos ao Hostal Quilla. Instalações simples, como a maioria, mas suficiente para uma boa noite de sono. Deixamos a mochila na nossa suíte e fomos bater pernas até a fome chegar. Já na saída começou um chuvisco e, antes que chegássemos ao mercado de artesanato, a chuva caiu forte. Foi a única vez que vimos chuva em toda a viagem. Nos disseram que chove diariamente em AC, por uma hora, na parte da tarde. Dito e feito! Depois da chuva, seguimos ao mercado (que mais parece uma grande feira coberta): muita coisa legal pra ver e comprar. Não tivemos muito tempo pra comparar preços (não fomos ao mercado de Cuzco), mas achei bons preços em AC, basta negociar. A fome bateu e seguimos ao primeiro restaurante que vimos (logo em frente ao mercado, praticamente dentro dele!). Pedimos um Menu Turístico: salada de palpa (abacate) com mostarda, lomo saltado, uma sobremesa de banana e, pra beber... Cusqueñas. Comida deliciosa! Voltamos ao mercado, compramos algumas coisas (comprei um conjunto de luvas e gorro para o dia seguinte, pois temia o frio da madrugada) e seguimos caminhando pela vila. Uma gracinha! Vimos a Plaza de Armas, a catedral e procuramos nos informar sobre o ponto de saída para MP. À noite, recebemos a visita do guia que iria nos acompanhar no dia seguinte em MP: Jorge – gente boa, fala português e faz grupos com maioria de brasileiros. Ele nos orientou sobre horários, o que vestir, o que levar e se foi.

 

Dicas do Jorge para MP:

1. Subir cedo para ver o sol nascer de lá.

2. Usar protetor solar e chapéu. Nós usamos, inclusive, camisas de mangas compridas.

3. Levar bastante água (levamos 1,5 l e faltou!).

4. Levar lanches, porque só tem lanchonete do lado de fora (na entrada tem placa informando ser proibido, mas não deve ser válida, pois todos comem lá dentro).

 

Nosso passeio incluía a subida ao Wayna Picchu no primeiro grupo, então, teríamos que estar na porta desta montanha às 8h. Jantamos no hostel mesmo e fomos dormir cedo para conseguir levantar às 4 da manhã, pois os ônibus de subida a MP começam a sair às 5h.

 

Custos para duas pessoas:

Café na estação de Ollanta - Tão caro que bloqueei da memória

Almoço em AC - S/.32

Compras gerais - S/.103

Jantar no Quilla Hostal - S/.30

  • 3 semanas depois...
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Oi Ana!

 

 

Meu primeiro comentário aqui no mochileiros, espero que de muitos :wink: , vai ser no seu relato!! Estou amando ele!

Meu esposo e eu vamos fazer um roteiro parecido com o seu só que chegando direto em Cusco, sem parar em Lima e indo para Arequipa somente nos últimos dias! Iremos no fim de Agosto.

Ameiiii suas dicas, principalmente porque são todas atualizadas!!!! ::otemo::

As fotos também estão lindas, estou apaixonada ainda mais por Arequipa!

Queria saber se você tem o contato, telefone ou endereço do escritório do Juan e do cara de AC. Já vi que você disse do guia de Arequipa.

 

Estou ansiosa pelo restante do relato! ::hahaha::

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Olá Ana; Beleza de Relato; parabéns; bem atualizado e completo no quesito valores;

quanto a eles, desculpe a ignorância: não consegui entender a cotação; quantos soles temos com 1 dólar? 2,5 ?

e reais, quanto é a relação; lamento, acabei não entendendo mesmo;

 

outra coisa, você alimentou mais ainda o meu interesse em ficar mais tempo em Arequipa; o que você indicaria em uma tarde e uma manhã completa? pretendo chegar em Arequipa no domingo, meio dia mais ou menos; pernoitar por lá, ficar pela manhã, almoçar lá e sair a tarde para Chivay; você tem alguma sugestão de roteiro em Arequipa?

 

no mais, excelente ideia a do cartão; deixarei uma bebezinha de um ano e seis meses em casa rsrsr ::mmm:

 

e esta é uma saída sensacional para manter contato

 

Um grande abraço e espero ansioso a resposta;

Postado
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Alguém pode me ajudar?? Estou querendo fechar um pacote para MP...mas seria arriscado fechar lá? Tipo um dia antes?

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Alguém pode me ajudar?? Estou querendo fechar um pacote para MP...mas seria arriscado fechar lá? Tipo um dia antes?

 

Sem querer atravessar o tópico da Ana; mas eu agendei o passeio antecipado; na verdade, como sou ansioso, bem antecipado mesmo rsrsr

eu fiz com o Rolando, da Pumas Trekk

 

segue o e-mail dele

ub81_wayra@hotmail.com

 

eu fiz por ele por ter visto ele citado aqui; enviei o e-mail para ele e ele foi muito profissional e prestativo na relação pela internet;

paguei 260 dólares no pacote completo, incluindo Wayna; city tour + valle sagrado + machu + wayna e trens;

 

não sei se foi caro ou barato;

também só posso te garantir se é confiável dia 17 de julho, pois é quando eu retorno do Peru

estou indo dia 05 rsrsr

 

abraços

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Oi, pessoal!

 

Perdão mais uma vez pelo sumiço! É que meu dia-a-dia é pesado pra valer! Mas muitas vezes vou dormir com saudades disso aqui: escrever sobre minha viagem, conversar com vocês. Agradeço os comentários positivos e acho ótimo estar ajudando aos que se preparam para ir ao Perú. Podem contar comigo para dúvidas e sugestões.

 

Vamos aos questionamentos:

 

‘apdianim’, devo ter os contatos de todos os guias em algum folheto ou anotação. Segue o de Juan (Cuzco), que foi quem organizou nossa viagem e nos deu muitas dicas e informações interessantes: 984-633945. O de Jorge, vou procurar e posto aqui assim que encontrar, mas quem nos indicou ele e arranjou tudo foi Juan.

 

GIACOME, o câmbio dólar/soles é isso mesmo: US$1 pra S/.2,50 (encontramos de S/.2,40 até S/.2,60). Já o real/soles, não sei exatamente porque levamos apenas dólares, mas é algo tipo R$1 pra S/.1,20. Quanto a Arequipa, é uma cidade super agradável e lindíssima! Dos passeios que fizemos, aconselho pelo menos dois:

1. Museu Santuários Andinos – Se você gosta, o mínimo que seja, de saber sobre a cultura e a história de um povo, esse é o lugar em Arequipa. É um museu bem equipado e conservado e a visita dura uma hora. Você pode fazer essa visita no primeiro dia e aproveitar o resto da tarde para bater perna pela cidade ou até ir ao Monastério Santa Catalina (mas tem que checar os horários, pois essa é uma visita longa e cara). No dia seguinte...

2. Tour La Campiña – É um tour guiado, em ônibus panorâmico muito legal porque você passeia por toda a cidade, inclusive zona rural. E ainda tem a oportunidade de provar ‘quitutes típicos’ como o queso helado, bombons de várias folhas e milhos. O ônibus sai às 9h e retorna às 14h. Não inclui almoço.

 

‘sgrizone’, não sei a época que você vai, mas eu não arriscaria tanto. Talvez você consiga, se fechar através de alguma agência de turismo assim que chegar lá, mas se for por conta própria, acho difícil!

 

Gente, estou finalizando o próximo dia do meu relato. Acho que é o dia mais difícil de se descrever! Também estou devendo as fotos do último post. Nossa... estou afogada em dívidas!!!

 

Até mais!

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