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Carol Montoaneli

Travessia Pq Nacional do Caparaó (Previsão: Min de perrengue brabo e Máx de "filho chora e mãe não vê")

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O prazer de se aventurar nas montanhas é recompensador e faz valer à pena cada desconforto. Possibilita mais do que uma grande aventura uma chance de fazer e reaproximar amizades, coisas que só esse tal de Montanhismo consegue explicar. ::otemo::::otemo::

 

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    • Por PedrãodoBrasil
      Travessia Extreme Parque Nacional do Caparaó

      *ES x MG  11,3 Km

      *MG x ES  11,3 Km

      *VALE ENCANTADO  2 Km

      Total de 26 km 

      3 dias efetivos.

      20 a 24 Agosto de 2018


       
       
       
      1º Dia-20 Agosto

      Saída de Vitória as 07:00 hs, chegando em Pedra Menina as 12:00 hs.

      Existem 2 maneiras de se chegar no Parque Saindo de Vitória. Pela BR -262, Iúna, Ibitirama, Santa Martha, Patrimônio da Penha, Pedra Menina. E Por Cachoeiro do Itapemirim, Alegre, Guaçuí, Dores do Rio Preto e Pedra Menina, neste caso fui Pelo Lado do ES.

      As 13:00 hs chegada ao Parque Nacional do Caparaó.

      Fiz o Chek-in na portaria e logo decidi subir para Casa Queimada, Local onde ia acampar a Primeira Noite, já que no outro dia iria iniciar efetivamente a Travessia.

      Da portaria até a Casa Queimada são 9,5 Km de estrada boa e íngreme.

      Existem 2 Campings pelo Lado do ES,

      *Macieira 4,5 km da Portaria

      *Casa Queimada 9,0 km da Portaria.

      Me instalei e armei barraca, pois o tempo além de estar bom, logo começa o frio da noite.

      2º Dia-21 Agosto

      Neste dia acordei cedo e logo me preparei para o Inicio da travessia.

      Sai as 09:00 hs, passando pelas Duas Irmãs, ponto de água, Pico do calçado, avistando o Pico do Cristal e logo acima atingindo o Pico da Bandeira, são 4,5 Km até o topo pelo lado do ES. Como o tempo estava meio ruim, fechando e abrindo não subi o topo e decidi ir logo para o meu Camping, neste caso o Terreirão, que fica 3,5 km descendo pelo lado de MG. Cheguei as 16:00 hs e logo montei a Barraca, pois quando cai a noite esfria muito. Cuidado ao acampar no terreirão, pois os quatis entram nas barracas e também sobem em mesas atrás de comidas, kkkkk.

      Logo caiu a noite e com ela o frio chegou.  A noite a lua Estava Linda.

      3º Dia-22 Agosto

      Acordei e logo tratei de tomar um bom café, pois o dia seria hard.

      Iniciei a descida até a Tronqueira, loca onde se chega de carro pelo Lado de MG.

      Desci até o Rancho dos Cabritos, passando pela entrada do Vale Encantado, local onde na volta iria conhecer. Logo abaixo está a Tronqueira, Local de Camping, com estrutura de banheiro, casa dos guarda parques etc.

      Após um almoço iniciei a Subida, pois o tempo estava fechado.

      Atingi o Vale Encantado, local de beleza ímpar, pois tem uns poços com água clara e de beleza exuberante, vale a pena conhecer.

      Voltei para trila Principal e de novo Rancho dos Cabritos e Terreirão.

      Jantei e dormi.

      4º Dia-23 Agosto

      Ao acordar tive um Surpresa, tinha geado durante a madrugada e a barraca estava com uma camada de Gelo. Impressionante.

      Tomei café e iniciei a subida as 09:00 hs, atingindo o Mirante da Trilha de MG, e logo acima parei para lanchar algo.

      Em seguida atingi o Topo, agora sim fui e me deslumbrei de toda a Beleza que é o Pico da bandeira na sua plenitude.

      Lugar impar e está entre os 10 Picos mais altos do Brasil.

      Desci e atingi a Casa Queimada as 15:30 hs.

      Tomei banho e aguardei a noite chegar.

       5º Dia-24 Agosto

      Acordei as 05:40 hs e logo tratei de tomar aquele café para aquecer, pois estava muito frio.

      Arrumei as coisas e logo tratei de descer até a portaria, pois precisava chegar em Vitória cedo rsrsrsrsr.

      Desci até a Macieira e logo até a Portaria, fiz o Chek out e parti em direção a casa.

      Cheguei em Vitória as 13:00 hs, finalizando assim a travessia.


       
      Pontos de Interesse:

      Lado ES:

      -Pera Menina

      -Macieira

      -Casa Queimada

      -Pedra Duas Irmãs

      -Pico do Calçado

      -Pico do Cristal

      -Pico da Bandeira

      Lado MG

      -Terreirão

      -Vale Encantado

      -Tronqueira







































      20180822_130308.mp4





















    • Por anderstain
      Salve Galera, compartilho aqui com vocês meu primeiro relato no Mochileiros.com de uma trip que para mim é uma das melhors que já fiz.
      Para quem está afim de pernoitar no parque, deve-se primeiramente entrar em contato com a administração das portarias do parque por telefone ou pelo link “Reservas” no site do parque http://www.icmbio.gov.br/parnacaparao/.
      O parque dispõe de quatro áreas para acampamento, sendo assim:
      - portaria Alto Caparáo em MG (Tronqueira e Terreirão) Tel: (32) 3747-2086
      - portaria Pedra Menina em ES ( Macieira e Casa Queimada) Tel: (28) 3559-3096
      Vale lembrar que a reserva deve ser feita com antecedência pois nestas épocas de Inverno a procura é grande por parte dos visitantes do parque.
       
      Já fazia um tempo que estava afinzão de conhecer o 3° maior pico do Brasil, o Pico da Bandeira com seus 2.892m de altitude além de do Pico Calçado e Pico do Cristal que junto a outros picos do PARNA Caparaó compõe algumas das montanhas com mais de 2.000m de altitude.
      Assim, a primeira etapa foi decidir junto ao meu Brother Sioney qual seria a melhor data para encarar essa aventura. Trocando ideias sobre qual data seria melhor para ambos decidimos reservar duas noites para acampamento (4 e 5/07/2014). Assim entrei em contato por email com a Admnistração do parque solicitando as reservas para o camping Terreirão (MG). Após 2 dias recebo a notificação que as mesmas foram efetuadas com sucesso.
      A próxima etapa seria decidir se iriamos de carro ou busão. Decidimos ir de Buso e como era nossa primeira ida ao Bandeira pesquisei como chegar ao Município de Alto Caparáo. Verificamos que deveriamos comprar as passagens para Manhumirim-MG e chegando lá, embarcar em um outro ônibus com sentido a Alto Caparaó.
      Foi o que fizemos. Saimos de Sampa/Tietê em um Buso da Viação Itapemirim às 19:05 do dia 03/07. Após 13 horas de viagem chegamos no Terminal Rodoviário de Manhumirim por volta das 07:20 do dia 04/07. Lá mesmo, no Terminal rodoviário, compramos as passagens com destino a Alto Caparaó (Viação Rio Doce). Esperamos e embarcamos às 08:30. Durante o caminho observamos várias plantações de café. Chegamos em Alto Caparaó às 09:20. Paramos em um barzinho para tomar um café até que um senhor nos perguntou se iriamos subir ao Pico. Respondemos que sim e o mesmo soltou: “ué e não vão ver o jogo do Brasil?” (Brasil x Chile pela Copa Do Mundo/2014). Depois dessa o mesmo comentou: “ vão passar um frio brabo lá em cima heim!”. Com já havia pesquisado bem sobre as temperaturas, principalmente durante a noite, já fomos preparados. Até em relação a comida. Dividimos bem o rango para os três dias e as duas noites que iriamos passar na montanha. Fome e frio não iriamos passar.
      Chegamos na Portaria do parque às 10:00, efetuamos o pagamento da entrada e das pernoites, ajeitamos as botas e mochilas e perna para cima da montanha.
      Nota: encaramos desde o inicio a pé.
       
      Assim, após 6km de uma subida forte de estrada chegamos ao camping Tronqueira por volta das 12:30. Chegando lá paramos um pouco para descansar, tomar um pouco de água e comer algo para repor as energias. Como não havia ninguém a vista, resolvemos dar uma vistoriada onde se monta as barracas e encontramos o Lelio e se filho Vitor. Coincidência a parte o Sioney reconheceu o Lelio lá de Mogi das Cruzes. Trocamos umas ideias e decidimos continuar caminho por mais 3,7km até o camping Terreirão.
      Essa parte da caminhada é bem sinalizada. Subida forte em terreno desnivelado mesclando entre partes planas e subidas. No meio do caminho entre o Tronqueira e o Terreirão avistamos uma Araucária que é referência do caminho certo. Chegamos no Terreirão às 15:40. Para nossa surpresa não havia nenhuma barraca. Fomos os primeiros a chegar na parada. Cumprimentamos os brigadistas que ficam por lá e largamos as mochilas em umas das mesas que há no camping.
      Enquanto o Brother Sioney capotou em um dos bancos para descansar um pouco, resolvi vistoriar o acampamento. Fui em um mirante de onde ó possível avistar o Pico do cristal, entrei na casa de Pedra, onde a noite a galera prepara um rango dahora e quente. O sol já estava se pondo, então resolvemos montar a barraca em um canto bacana para proteger dos ventos fortes. Neste momento começa a chegar mais galera, chegando também o Lelio com seu filho. Apanhamos um pouco para montar a barraca. Arrumamos as tralhas dentro da barraca, colocamos mais roupas para nos protegermos do frio e junto ao Lelio esquentamos um pouco de água para preparar um capuccino dahora. Comemos e lá por volta das 20:00 resolvemos dormir, pois iriamos acordar às 02:30 da matina para seguir com a caminhada, ainda de madrugada, em direção ao Pico da Bandeira.
      Acordamos às 02:30, comemos um lanche reforçado e às 03:30 partimos em direção ao Pico da Bandeira. O céu limpo se mostrava lindamente todo estrelado e os ventos fortes faziam com que as temperaturas caissem ainda mais. Um frio du karaka. A subida do Terreirão ao Pico da Bandeira consiste em 3,2km de distância. Bem sinalizada, porém como subimos a noite, caminhamos com utilização de lanternas e prestando bastante atenção para não deixar passar batido nenhuma sinalização. No meio do caminho, como estavamos em um ritmo forte, passamos à frente de uma galera que tinha saído antes de nós. Durante a caminhada, dava para observar as luzes das lanternas da galera que seguiam a frente. Quando chegamos na placa que indica 500 metros para o Pico, nos deparamos com uma galera que vinha pelo lado de Espírito Santo. Chegamos no Pico por volta das 05:20. Fazia um frio brabo. Os dedos das mãos, mesmo com luvas doiam pra karaka. Procuramos um lugar para nos abrigarmos do frio (sem sucesso rsrs) e sentamos atrás de uma pedra esperando o Nascer do Sol (segundo um brother lá, a temperatura estava em torno de -3,7°C). Lá pelas 06:15 o Sol começa a dar o ar de sua graça. Um espetáculo, magnifico. Registramos alguns momentos do sol nascer e ficamos observando o mesmo subir no horizonte. Ventava muito, mas mesmo assim resolvemos ficar até às 08:00, quando iriamos partir rumo ao Pico do Calçado (2.849m) e depois Pico do Cristal (2.770m).
       
       
      A caminhada até o Pico do Calçado segue-se pelo caminho de volta ao camping Casa Queimada – ES (obrigatório passar por ele) onde também é bem sinalizado. Caminhamos mais alguns metros a frente do calçado e chegamos em uma rocha sinalizada com uma Cruz. Decidimos que a partir dali seguiriamos para o Pico do Cristal. Este caminho não é sinalizado como os outros, há alguns totens e passagens por lages. Com o Pico do Cristal a frente de nós, era só seguir em frente. Após uma caminhada de mais ou menos uma hora e meia chegamos na base do pico. Subida mais ingrime e mais técnica (escalaminhada). Aqui digo, se não tiver confiança não suba, pois vai ter que descer de volta. Chegamos ao Pico do Cristal, sentamos ao lado do marco do cume, comemos uma barras de cereais e registramos alguns momentos. Para voltar era só seguir o caminho de volta, porém como avistamos o terreirão lá de cima, decidimos seguir pela crista oposta, descer até a base da montanha e seguir em direção ao Terreirão. Pagamos um preço alto por essa decisão. Ao chegar lá embaixo na base, não avistamos um caminho demarcado e subir de volta pela crista do Cristal não estava em nossos planos, então resolvemos seguir em linha reta por entre a vegetação de bambus e arbustos até um rio que cortava o vale (caminho difícil). Chegando no rio, abastecemos nossas garrafas, descansamos e após atravessar esse rio, demos de cara com uma pequena trilha (coberta pela vegetação mas visível). Decidimos seguir por ela, pois a mesma seguia em direção ao Terreirão. As vezes ela sumia entre a vegetação e tinhamos que varar mato para achar de volta, até que depois de umas duas hora de caminhada chegamos ao mirante do terreirão (por volta das 15:30). Largamos as mochilas ao lado da barraca e resolvemos comer uns lanches. Um cara que estava por lá, passou perto de nós e iria jogar fora metade de um Saco de pão Pullman e uma lata de atum. Comentei que era “mó desperdício”, aí o cara deixou conosco (caiu bem esse pão heim!). Nós, muito cansados, resolvemos descansar dentro da barraca. Enquanto estavamos dentro da barraca escutavamos chegar mais galera.
      Um grupo se instalou ao lado de nós. Aí o tempo virou, começou cair um garoa fina, mas que não parava. Aí resolvemos não sair da barraca. Decidimos dormir. Ao longo da noite foi chegando mais galera e lá por volta das 02:30 escutava a galera saindo em direção ao pico. Lá por volta das 03:30 resolvi encarar o frio e ver o que rolava lá fora. Um céu lindo estrelado, havia parado de chover. Fiquei contente pois a galera que estava subindo iria presenciar um belo nascer do sol. Porém, engano meu, logo às 6:30 descia uma galera comentando que, mal o Sol começou a surgir no horizonte, as nuvens tomaram conta de tudo e não se enxergava mais nada. Logo mais as nuvens tomaram conta do camping. Com já haviamos decididos de desmontar acampamento e partir às 08:00 do Domingo, nos despedimos da galera que ainda estavam por ali e seguimos em direção ao Tronqueira em ritmo forte. Levamos uns 40 minutos. Comemos a última bolacha e continuamos a descida até a portaria. Levamos mais ou menos uma hora e vinte minutos. Durante a descida do Tronqueira e a portaria, um brother Chamado Anderson também nos cumprimentou. Esse brother deu várias dicas bacanas para mim ante da ida ao Bandeira. Porém lá no Parque não nos encontramos. Mas esse breve momento deu para agradecer as dicas do brother. Demos baixa na saída do parque às 11:00 e seguimos em direção à Cidade.
       
      Como já haviamos comprado a Passagem de Volta a Sampa e o Buso só iria chegar em Manhumirim às 17:40, resolvemos almoçar em Alto Caparáo. Após o almoço resolvemos ir até o portal da Cidade para registrar algumas fotografias. Durante a descida pela Av. Pico da Bandeira, eis que um maluko dentro de um carro (acho que era um Monza), pergunta para eu e o Sioney onde estava acontecendo um encontro de comunidades chamada “ENCA” (acho que era assim). Quando me abaixo para responder, “ o maluko” era nada mais, nada menos que o Ventania (o mesmo dos “cogumelos azuis” e “só para loucos” rsrsrsrs). Como não sabiamos de encontro nenhuma, não soubemos responder a ele onde era essa parada de encontro de “ENCA”. Acho que por causa de estarmos de mochilas e barracas o Maluko nos parou para perguntar. Comentei a ele que eramos de Sampa e estavamos dua noites na montanha. O mesmo perguntou: “vocês acamparam aí de noite?”. Respondi que sim e o mesmo falou: “que loko mano”, “que doidera”. Foi muito loko essa breve trocação de ideias. Não pedi para tirar foto com o maluko, pois o mesmo estava dentro do carro e não quis ficar perturbando com tietagem. Nos despedimos, cumprimentei, meu Brother Sioney também e seguimos nosso caminho.
      Devido a essa brincadeira perdemos o buso que seguiria de Alto Caparaó a Manhumirim, mas ainda estava em tempo. Embarcamos às 14:00. Chegamos em Manhumirim às 15:00 e ficamos esperando até às 17:40 quando embarcamos sentido à São Paulo. Durante toda viagem de volta só dormimos, e quando acordavamos, trocavamos algumas ideias reflectivas sobre esse rolê sensacional.
       
      Obs: um fato que me deixou um pouco chateado é o fato de enquanto subia ou descia a montanha, recolhia alguns lixos deixados pelo caminho. Gente que não respeita a montanha não deve voltar nunca mais.






    • Por Rafael Freitas
      Parque Nacional do Caparaó
       
      Subida ao Pico da Bandeira pela Portaria do Lado Capixaba
       
      12 Principais Dúvidas Com Respostas
       
      1° Pergunta: Porque a escolha pelo lado Capixaba do Parque?
      Resposta: O visual da trilha até o Pico da Bandeira pelo lado Capixaba é esplêndido, bem mais atrativo que pelo lado Mineiro, além de melhor infraestrutura de camping e menor número de visitantes.
       
      2° Pregunta: Qual o nível de dificuldade da trilha pelo lado Capixaba do Parque?
      Resposta: O nível é considerado moderado para pesado, é necessário preparo físico, bom equipamento e muita força de vontade. O percurso é basicamente em subida sobre pedras, sendo em alguns pontos extremamente exaustivo.
       
      3° Pergunta: É possível fazer a trilha até o Pico da Bandeira sem guia.
      Resposta: É possível sim, o parque não possui uma excelente marcação, mais a que existe serve para se orientar, logicamente, requer do mochileiro uma experiência positiva em navegação, bom senso de orientação, observação dos mapas anteriormente, e contar com o bom tempo.
       
      4° Pergunta: Qual a condição das estradas dentro do Parque?
      Resposta: As estradas são boas, contudo em sua grande parte, muito íngremes, até o Camping Macieira, é tranquila a subida, carro 1.0 lotado chega, da Macieira até a Casa Queimada, a coisa aperta, as subidas se tornam muito íngremes, com trechos de subida não calçados, carros 1.0 com muito peso podem ter dificuldade, retomadas são “impossíveis”, você deve manter a rotação, ir devagar e sempre, observar sempre o nível da água, ter uma boa habilidade na direção, se a intenção for se deslocar direto até a Casa Queimada em um carro 1.0 lotado, indico duas viagens dividindo equipamentos e pessoal a partir da Macieira.
       
      5° Pergunta: Qual horário para iniciar a trilha até o Pico da Bandeira?
      Resposta: Um bom horário saindo da Casa Queimada é às 02h00min, esse é um bom tempo para um grupo de nível médio, grupos com maior dificuldade em locomoção devem sair antes, grupos mais bem preparados conseguem sair 03h00min.
       
      6° Pergunta: Faz muito frio?
      Resposta: Durante o dia, as temperaturas são bem moderadas, sendo agradável caminhar com roupas leves, até mesmo para os corajosos um banho de cachoeira, contudo, pela noite, o clima muda radicalmente, a temperatura começa a cair, ventos frios dificultam ainda mais as coisas, é fácil que chegue a temperaturas perto de zero grau ou até mesmo negativas.
       
      7° Pergunta: O que devo levar?
      Resposta: Equipamentos básicos de camping: Mochila, Barraca, Esteira, Saco de Dormir, Bastão de Caminhada, Cantil, Fogareiro, Gás, Lanterna, Pilhas Extras, Capa de Chuva, Copo, Prato, Panela, Bota/Botina/Calçado, Roupas (gorro, luva, meias, casaco pesado, etc), Material de Higiene, Comida, 1° Socorros, Sacos Plásticos (lixo, roupas sujas, etc).
       
      8° Pergunta: O que devo comprar de comida?
      Resposta: Vou passar a minha dica pessoal: Café da manhã (pão/bisnaguinha, salame fatiado/queijo, café solúvel, fruta), Lanche da manhã (biscoitos, barra de cereal, suco em envelope, chocolate), Almoço (enlatado/prato pronto, suco em envelope, chocolate), Lanche da tarde (biscoitos, barra de cereal, suco em envelope, chocolate) e Jantar (Miojo, Caldo, Salame, suco em envelope, chocolate).
       
      9° Pergunta: É fácil chegar até o Parque?
      Resposta: As estradas estão em ótimas condições, sendo fácil a navegação para os companheiros que vão de carro, lembrando que a portaria do parque pelo lado do ES fica em Pedra Menina, para companheiros que vão de ônibus, a logística também é bem simples, os que saem de MG, RJ, SP, vão para Espera Feliz, de lá para Pedra Menina em um ônibus de linha, depois arrumam condução (táxi/frete) até o Parque, quem sai do ES, vai direto para Dores do Rio Preto, de lá para Pedra Menina e depois arruma condução (táxi/frete) até o parque.
       
      10° Pergunta: É possível fazer o Pico em um final de semana?
      Resposta: Sim, é possível fazer em um final de semana.
       
      11° Pergunta: Como é a estrutura dos Campings?
      Resposta: O Camping Macieira, conta com total infraestrutura, como ducha aquecida a gás, luz elétrica, churrasqueiras, outros, o Camping Casa Queimada, conta apenas sanitários e área de camping.
       
      12° Pergunta: Onde consigo contatos de guias, condução até as áreas de camping, clima, etc?
      Resposta: A portaria do parque tem todas essas informações para vocês companheiros, quem sãos os guias cadastrados, transporte, previsão do tempo, pousadas, etc.
       
      Qualquer outra duvida, estou à disposição para sanar, basta entrar em contato.
      Atenciosamente,
      Rafael Freitas.
    • Por Jefferson Zanandréa
      Dicas importantes:
       
      Viação que faz o Percurso SP (Rodoviária do Tietê) X MG (Rodoviária de Espera Feliz) é a vição "Itapemirim".
       
      Valor das passagens:
      Ida R$ 110,50 - Quintas-Feira às 18:00hs.
      Retorno R$ 114,00 - Domingo às 18:00hs.
       
      Viação que faz o Percurso Espera Feliz X Dores do Rio Preto é a viação "Nossa Senhora de Fátima."
       
      Valor das passagens:
      Ida R$ 4,50 - Diáriamente, consultar horários.
      Retorno R$ 4,50 - Diáriamente, consultar horários.
       
      Contatos para agendamento no Pq. Nacional do Caparaó.
      Tel.: 32 3747-2086/2943
      E-mail.: [email protected]
       
      Valor da visitação R$ 11,00.
      Valor de cada pernoite no acampamento R$ 6,00.
       
      Obs. Indicado fazer esta trip no inverno, devido as chuvas constantes no verão.
      Introdução aos locais visitados.
       
      Pico da Bandeira:
      O Pico da Bandeira é, de longe, o principal atrativo da Rota do Caparaó Capixaba. Subir até o seu cume, a 2.890 metros de altitude, é o objetivo de 10 entre 10 turistas que visitam a região. E não é pra menos. Todo mundo quer ver com os próprios olhos o que se vê de cima do ponto mais alto do país. (extraído do site: http://www.rotascapixabas.com/2012/01/20/a-subida-ao-pico-da-bandeira-pelo-espirito-santo/).
       
      Pico do Calçado:
      O Pico do Calçado (ou da Calçada) faz parte dos picos da Serra do Caparaó, localizado no Parque Nacional do Caparaó, na divisa dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. É o quarto maior pico desta serra, e também a quarta maior montanha brasileira, com 2.849 metros de altitude. (extraído do site: http://360graus.terra.com.br/montanhismo/default.asp?did=27417&action=geral)
       
      Pico do Cristal:
      O Pico do Cristal é a sétima maior montanha nacional, e o terceiro maior pico da Serra do Caparaó. Possui 2.769,76 metros de altitude e está localizado no Parque Nacional do Caparaó (divisa de Minas Gerais e Espírito Santo), na mesma região do Pico da Bandeira e do Pico do Calçado. (extraído do site: http://360graus.terra.com.br/montanhismo/default.asp?did=27417&action=geral)
       
      Cachoeira da Farofa:
       
      Integrantes da trupe: Jefferson Zanandréa Filho, Rafael Cavalleri e Renan Prado.
       
       
      O RELATO - A CONQUISTA DO MAR DE MINAS (PICO DA BANDEIRA).
       
       
      Dia 07/09/2012.
       
      Após uma noite de sono mal dormida, acordei por volta das 07hs, os raios solares adentravam a janela e
      esquentava meu rosto, a paisagem linda me hipnotizou até as 09hs quando o ônibus finalmente
      encostou-se à rodoviária de Espera Feliz – MG.
       
      Na pacata cidade de Espera Feliz teríamos que pegar outro ônibus que nos levaria até a cidade de Dores
      do Rio Preto – ES, mais precisamente no município de Pedra da Menina (divisa entre os dois estados). A
      viação que faz o trajeto de aproximadamente 10 km é a viação Nossa Senhora de Fátima – Linha:
      Paraíso, valor R$ 4,50. O primeiro coletivo sai as 08hs, como chegamos as 09hs tivemos que esperar o
      segundo veículo que saiu às 11hs. Após paradas e mais paradas finalmente chegamos ao local que
      devíamos descer (Dica: informar ao cobrador que quer descer no início da estrada que leva ao PQ.
      Nacional do Caparaó).
       
      Logo no início da estrada que sobe em direção ao parque existe uma placa informativa referente à
      distância a ser percorrida até o Pico da Bandeira.
       
      O início.

       
      Ajeitamos as cargueiras, olhamos o início da subida e iniciamos a caminhada de 08 km até a entrada do
      parque. Subida íngreme, pesada, chata, mas com um visual lindo. Depois de uma hora subindo
      escutamos um riacho e fomos conferiar a pequena queda de água, que para nós foi um prato cheio para
      nos refrescarmos, o que acabou nos atrasando um pouco a subida, mas quer saber? Pouco nos
      importávamos, à sensação de se aproveitar cada momento em cada lugar é única, e jamais desperdiçaríamos o
      banho naquele riacho gelado e lindo!
       
      Cachoeira gelada.

       
      Novamente equipados com as cargueiras, continuamos a subir, subir e subir, até encontrarmos um
      senhor que ofereceu o “frete” até a entrada do parque no valor de R$ 20,00, neste momento confesso
      que se não fosse pela insistência de nosso amigo Renan que falava apenas em concluir a conquista do cume a
      pé, na raça, eu teria aceitado, só havíamos andado 2 km e já estávamos cansados de tão íngreme que é
      subida! Eu e o Rafa enfim concordamos com o Renan, neste momento lembrei-me de uma citação do
      filme Na natureza selvagem, que diz “(...) não necessariamente ser forte, mas sim sentir-se forte...”
      Continuamos!
       
      Chegamos à entrada do parque às 15hs, após 08 km de subida pesada, nos apresentamos na portaria, à
      reserva para a visitação já havia sido agendada de São Paulo (importante não se esquecer de agendar
      com antecedência a entrada no parque. Tel.: 32 3747-2086/2943/ E-mail.: [email protected]). Por sermos os únicos a pé no local, pois, a grande maioria segue de carro até o acampamento base “Casa Queimada”, tivemos a nossa entrada liberada com facilidade, burocracia mesmo só para quem seguia de carro, ou seja, todos além de nós.
       
      Entrada do Pq. Nacional do Caparaó.

       
      Após o pagamento das devidas taxas (R$ 11,00 de visitação e mais R$ 6,00 para cada pernoite),
      entramos. Conseguimos alcançar a entrada do parque com cansaço, mas com certa facilidade, por assim
      ser, concluímos que o trecho de 09 km até o acampamento da Casa Queimada seria superado da mesma
      maneira. Engano nosso!
       
      A subida era duas vezes mais íngreme, as cargueiras pesavam o dobro, diversos carros passavam,
      buzinavam, acenavam, éramos conquistadores, vencedores, mesmo que quase mortos a cada buzinada
      o ânimo voltava. Não podíamos desistir, tínhamos que encarar o monstro, o monstro neste caso era a subida
      infinita que nos levaria ao céu, literalmente até o céu.
       
      Um Gol branco parou, um rapaz capixaba e muito gente boa ofereceu uma carona para as cargueiras até
      a Casa Queimada, o carro estava lotado de equipamento de camping no banco traseiro, no passageiro ia o novo colega Alessandro Chakal. Aceitamos a ajuda, e continuamos, porém, MUITO mais leves.
       
      Nos primeiros 500 MT, sentia-me como o ''superman'', poderia voar de tão leve, porém, não sei se pelo
      cansaço, pela drástica elevação na subida que ficava mais íngreme a cada metro, ou pelo fato de estar
      com saudade da minha cargueira, só sei que estava exausto, corpo pesado, passos lentos, confesso que
      se nosso novo colega Capixaba não tivesse nos dado a grande ajuda de levar as cargueiras até o
      acampamento base, eu acamparia na subida mesmo.
       
      A paisagem linda engava o casaço.

       
      Após muita superação, cansaço ao extremo, amizade e união, chegamos ao quilometro oito, o sol se
      escondia por entre as colinas, o silencio pairava no ar gélido do Espírito Santo que era quebrado apenas pelo canto
      de passáros que nos acompanhavam. Reta final, acampamento à vista, uma emoção misturada com
      euforia, chegamos!
       
      KM 08.

       
      Sol de pondo entre as colinas.

       
      Diversas pessoas nos cumprimentavam, senti-me orgulhos, feliz, mas não com a sensação de dever
      cumprido, o objetivo agora estava diante de nossos olhos, e conquistar aquela montanha me motivava
      mais ainda a continuar, mas não naquele momento.
       
      Após a chegada no acampamento.

       
      Com a temperatura em 3ºC montamos acampamento, fomos informados que as placas solares que
      forneciam energia ao camping estavam em manutenção, então nada de banho quente. Como em uma
      sala de tortura escutávamos os gritos de quem se atrevia a entrar no chuveiro, eu fui um deles. A água
      parecia uma série de agulhas que penetravam meu corpo, o banho de gato valeu a pena, relaxou o
      corpo a mente e me deu condições para me preparar para a conquista final.
       
      Preparamos o jantar, arroz a grega com frango desfiado, uma delícia!
       
      Arroz a grega feito no acampamento.

       
      Finalmente fomos dormir às 20hs, pois, teríamos que acordar às 01hs para atacar o cume se quisesse
      ver o espetáculo mais fantástico no Pico da Bandeira, o nascer do sol. Deitei para dormir, cochilei, apenas
      cochilei.
       
       
      Dia 08/09/2012.
       
      Após o breve cochilo de três horinhas o despertador quebra o silêncio da madrugada, acordei o Renan
      na barraca ao lado e segui em direção ao Rafa que não conseguiu dormir devido a gritaria que alguns
      trekkers mais dispostos faziam noite adentro.
       
      Café da manhã rápido, conversas com a galera do acampamento e pronto, nos preparamos para a
      subida. Todos os grupos iam com umas dez pessoas, ou mais. O nosso ia apenas eu, Renan e Rafa.
      Concluímos antes da subida que levaríamos apenas a cargueira do Renan com alguns suprimentos e
      para guardar as blusas caso esquentasse, o Rafa seguiria com a dele levando seu equipamento básico.
      Não estávamos com mochila de ataque então seguimos assim mesmo, eu e o Renan dividiríamos na
      subida, cada um levando um pouco da mochila em cada trecho.
       
      Iniciamos a subida por volta das 02hs, muitos grupos já haviam saído, subíamos incorporados por
      grandes montanhistas, não sentíamos a subida, gradativamente grupo a grupo foi deixado para trás,
      agora a nossa frente restava apenas à vegetação rasteira da região, o frio que cortava o rosto mesmo de
      balaclava. A subida castigava agora, uma escalaminhada não técnica, porém pesada, seguíamos rumo ao
      topo, estávamos quase chegando, mãos dadas para a conquista em conjunto, porém quando íamos
      finalmente festejar a conquista, eis que em meio à névoa escura surge um vulto negro que aparecia
      lentamente com a iluminação da Lua, ao mesmo tempo em que nos causou espanto, nos trouxe
      admiração, estávamos no Pico do Calçado, o Bandeira zombava de nós logo à frente, imponente e
      magnífico.
       
      Faltava pouco!

       
      Continuamos rápidos, não parávamos mais para nada, um incentivava o outro quando notava cansaço, a
      trupe estava em sintonia total, escalaminhando em direção à conquista final. Víamos dezenas de
      lanternas nos seguindo, olhamos para o lado esquerdo no entroncamento das trilhas da Casa Queimada
      (ES) com Terreirão (MG) vimos mais lanternas, na frente apenas eu, Renan e Rafa, o Cruzeiro já estava
      visível, a adrenalina aumentará, agora é pra valer, agora é real, última subida, a cargueira desta vez
      estava em minhas costas, à subida castigava, o frio castigava, a ansiedade castigava. O cruzeiro estava
      próximo, metros à frente, a ordem era “vamos tocá-lo juntos, nós três”, tocamos simultaneamente a
      grande cruz que está cravada no topo da terceira maior montanha de nossa terra verde e amarela,
      nesse momento eu senti que todo o esforço valerá a pena, as horas sem dormir, as subidas
      intermináveis, o frio, tudo! Nada mais importava, só sabia que em meio a experientes trekkers de todo
      o Brasil, três jovens de São Paulo poderiam gritar, e assim o fizeram “o topo é nosso”.
       
      O topo é nosso!

       
      Rapidamente após alguns cliques, começamos a preparar as coisas para o segundo café da manhã, eram
      04:40hs e logo o sol nasceria, levamos massa de pastel, frango desfiado e queijo. Só acreditou quem viu,
      no alto do Bandeira, muito pastel no café da manhã.
       
      Pastel nas alturas.

       
      ''Aos poucos o pico lotou, havia umas cem pessoas em seu cume para assistir o espetáculo natural, e o
      show valeu a pena. O nascer do sol foi maravilhoso, o mar de nuvens, o mar do Espírito Santo, o mar de
      Minas, o mar do Bandeira e finalmente o mar de nossa conquista, é assim que me recordo.''
       
      "o mar de nuvens, o mar do Espírito Santo, o mar de Minas, o mar do Bandeira e finalmente o mar de nossa conquista I"

       
      "o mar de nuvens, o mar do Espírito Santo, o mar de Minas, o mar do Bandeira e finalmente o mar de nossa conquista II"

       
      "o mar de nuvens, o mar do Espírito Santo, o mar de Minas, o mar do Bandeira e finalmente o mar de nossa conquista III"
       
      Já umas 08hs éramos os últimos ainda ali no pico, resolvemos conhecer o Pico de Cristal, retornando
      pelo Pico do Calçado. A trilha até o Cristal é muito fácil, após descer o Calçado, já em sua base, ao invés
      de descer pela trilha que retorna a Casa Queimada, basta seguir adiante, pedras sobrepostas indicam o
      caminho, basta segui-las. A escalaminhada até o cume do Cristal é fácil e rápida, e ir ao Parque do
      Caparaó e perder este pico é inaceitável, pois, ao menos no meu ponto de vista o Cristal é o pico mais
      imponente da região.
       
      Pico de Cristal.

       
      O relógio apontava 13hs, hora de descer, o Renan seguiu na frente enquanto eu e o Rafa resolvemos
      cadenciar a decida para tirar mais fotos. Chegamos à Casa Queimada, mais uma vez a tortura no banho
      gelado, águas que vinham diretamente do mar de Bering congelava até a alma de quem se atrevia a entrar no banho.
      Logo começamos os preparativos para o almoço, o prato do dia seria Yakissoba, e foi!
       
      Yakissoba selvagem!

       
      Já de noite, bebemos capuchino e filosofamos sobre a vida, a existência e sobre muitas outras coisas, o
      céu estava como nunca havia presenciado antes, estrelas cadentes passavam a todo o momento, o espaço é um lugar
      incrível. Era 22:30hs o papo estava excelente, a noite linda e fria, porém, o dia foi cansativo e muito por sinal, era hora de dormir.
       
      Noite fria.

       
       
      Dia 09/09/2012.
       
      Após uma noite tranqüila, o relógio despertou, após um prato de sucrilhos com tapioca no café da
      manhã, rapidamente desmontamos o acampamento. Mochila nas costas, a saudade já batia, nos
      despedimos da Casa Queimada após um último clique.
       
      Tapioca selvagem.

       
      Adeus Casa Queimada!

       
      O retorno foi fácil, muito fácil po sinal. Mesmo com o joelho sendo forçado com o impacto da mochila na descida.
      A velocidade era mais que o dobro da subida, estávamos quase correndo, e logo chegamos a Cachoeira
      da Farofa, trilha de apenas três minutos, facílimo acesso, e um local surreal. Água verde esmeralda
      encantam os olhos, porém, é muito gelada, diga-se de passagem, que foi o banho mais gelado de
      cachoeira que já tomei.
       
      Cachoeira da Farofa por cima.

       
      Cachoeira da Farofa por baixo.

       
      Continuamos o retorno, rapidamente já estávamos na entrada do parque, devolvemos uma credencial
      de entrada que é entregue assim que você entra no parque e descemos, e descemos e descemos.
       
      Para o almoço, dessa vez rolou uma macarronada com molho quatro queijos e molho bolonhesa, salada
      de pepino com seleta e muita batata frita.
       
      Último almoço!

       
      De volta para a descida o relógio apontava 14:20hs horário que o ônibus passaria no ponto retornando a
      rodoviária de Espera Feliz, apertamos o passo com medo de perdê-lo, ouço a voz do Renan que seguia
      adiantado pedindo para corrermos, corremos, e corremos mesmo de cargueira. Foram cerca de 400
      metros de corrida, o ônibus estava parado e o motorista pasmo vendo a situação, lembrei-me
      rapidamente de São Paulo, onde ônibus não se pega, se conquista devido ao caos em nosso transporte
      público.
       
      Rodoviária de Espera Feliz - MG.

       
      Conquistamos, aliás, entramos no ônibus, cansados, queimados de sol e felizes, a trip estava concluída,
      uma trip para ser lembrada para o resto da vida. O retorno para São Paulo foi tranqüilo, apenas um
      pouco de trânsito na Dultra devido ao término do feriado, chegamos à rodoviária no Tietê as 09hs fui
      para casa, tomei um banho e entrei no trampo bem atrasado, às 12hs, mas foi por uma causa nobre e
      justa.
       
      Terminei a trip com uma frase que criei e sempre a cito quando tenho oportunidade;
       
      “Essa não foi a melhor trip, a melhor será a próxima, sempre a próxima”.
       
      FOTOS ADICIONAIS:
       
      Pico da Bandeira visto do Pico do Calçado.

       
      Rafa no cume do Pico do Cristal.

       
      O segredo do Cristal.

       
      Pico de Cristal.

       
      Manolaaaaaa!

       
      THE END!

    • Por Augusto
      E aí Rogério.
      Se vc for somente subir o Pico da Bandeira, a subida nao é tao dificil. Nem há a necessidade de guia. É uma trilha muito fácil. Certa vez subi o pico p/ ver o Por-do-Sol e só retornei a noite. Nao tinha lanterna e mesmo assim nem tive problemas na trilha. Em época de Lua Cheia muita gente sobe durante a noite p/ o Pico p/ ver o nascer do Sol, que é um outro espetaculo, além do por-do-sol.
      Se vc for na caminhada, passando pela Portaria do Parque são uns 6 Km (+ - 4 hrs) por uma estrada de
      terra bem chata e bastante íngreme até a Tronqueira (1.970 m de altitude e onde vc pode deixar
      seu carro). Nesse lugar há uma infra-estrutura boa p/ camping. Desse ponto inicia-se uma trilha bem demarcada até o Terreirao (2.450 m de altitude e outro bom lugar p/ camping). Dá p/ ser feito em umas 3 horas. Do
      Terreirao até o topo do Pico são mais 3 horas pela trilha que está bem demarcada e com marcações de setas
      amarelas nas rochas em todo o trecho de subida. O Parque tem uma infra-estrutura de camping das
      melhores. Na Portaria vc irá receber o croqui do Parque que mostra os principais pontos que vale a pena
      visitar. São varios. Se puder visite boa parte deles, pelo menos os que estao proximos da trilha em direção ao Pico.
      No topo faz um frio do caramba. Vá bem agasalhado.
       
      Se vc for ficar em Pousada, recomendo a do Rui (cara muito gente fina), que fica quase ao lado da Igreja
      Matriz. O tel: (0xx32) 3747-2691.
      Já se vc pretende acampar dentro do Parque, ligue p/ eles c/ antecedencia. Os telefones sao: (0xx32)
      3747-2555 e (0xx32) 3747-2565.
      Eles cobram 6,00 Reais por dia de camping mais a taxa do Parque que é de 3,00 Reais.
       
      Espero que tenha ajudado.
       
      Abcs.


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