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Olá gustavo,

- Onde hospedar ? Existem algumas pousadas simples no povoado de São João. O povoado está muito próximo das principais cavernas. Vários guias moram no povoado.

 

-Qual lugar para ficar mais próximo de tudo ? Acho melhor se hospedar no Povoado de São João. Ali moram aproximadamente 150 pessoas, mais é possível se hospedar e se alimentar. Além, claro conseguir serviço de guias do local.

 

- Que cavernas não posso deixar de conhecer. As cavernas imperdíveis são: Sistema Terra Ronca/Malhada: Caverna monumental com salões magnifícos.o Rio da Lapa mergulha no interior da caverna. Não deixar de ver Terra Ronca I, desabamentos, Buraco das Araras (uma dolina de 65 milhões de anos) e principalmente o Salão dos Namorados em Terra Ronca II. Caso tenha tempo, seria interessante conhecer o encontro de Terra Ronca com a Caverna Malhada (Terra Ronca I com 750m, Terra Ronca IIcom 7500m e Malhada com 8300m). Sistema São Mateus/Imbira: foi por muito tempo a maior caverna brasileira.É sem dúvida a caverna mais rica em formações no Brasil (espeleotemas).O Rio São Mateus mergulha no seu interior e lhe empresta o nome. A Prainha, onde podem ser vistos os bagres albinos se a água não estiver barrenta, deve ser vista. O Salão dos 700, é imperdível. Contudo só é liberado para grupos muito pequenos, em virtude da fragilidade das formações. Veja também o chuveirinho. Para se chegar ao local é preciso uma caminhada de 5km por vegetação de cerrado e mata de galeria ao se aproximar da caverna. São Mateus I com mais de 10Km, São Mateus II com 5300m, São Mateus III com 10828m e Imbira com 7500m. Sistema Angélica/Bezerra: Angélica é de fácil acesso e visitação.O Rio Angélica mergulha na escuridão dos seus salões, reaparecendo em salões mais abaixo. É a mais longa caverna do parque com 14100m. A resurgência do de Angélica é junto da Caverna Bezerra. Outras cavernas que podem ser visitadas são São Bernardo e São Vicente. São Bernardo é rica em formações. Ainda não está totalmente mapeada. Divide-se em São Bernardo I, II e III. O grupo Bambuí de Espeleologia está trabalhando na topografia e mapeamento de São Bernardo. Alguns salões podem ser visitados. Dois rios se encontram em seu interior. São Vicente recebe o Rio São Vicente. É o mais caudaloso (5m3/s). Tecnicamente é a mais difícil de ser visitada no Brasil. Possui dezenas de cachoeira em seu interior. A mais alta - a Garganta do Diabo - tem 20m de altura. Para explorá-la é preciso ser "profissional da área"!. Contudo a sua boca e alguns salões da entrada podem,e devem, ser visitados.

 

- Outros lugares para conhecer. Acho que as veredas são imperdíveis. A Serra Geral de Goiás é um divisor de águas. Para leste nasce os rios da Bacia do Tocantins. São veredas com paisagens belíssimas.Acho interessante tirar um dia para conhecer a cidade de São Domingos. Fundada no ciclo do ouro tem uma arquitetura antiga (a parte velha)com casebres e um povo receptivo. Veja o Morro do Moleque na ida - uma linda imagem.

 

- Quais as dificuldades para chegar até lá? Não existe dificuldade. Da Rodoviária de Brasilia até o Povoado de São João são 380Km. O roteito é Brasília-Alvorada do Norte-Posse-Guarani-São João. O Asfalto vai até Guarani que está a 50Km de São João.

 

- O que eu não posso esquecer de levar? Calçado próprio para andar na água dentro das cavernas, roupas leves, calças para as caminhadas. Os tecidos devem ser desse que secam rapidamente, para não pesar. Ah! e muito "juizo"...

 

Os maciços rochosos da região têm aproximadamente 600 milhões de anos. Aliás, são depósitos sedimentares de algas que existiram no grande MAR INTERNO que cobriu o Planalto Central entre 2 bilhões e 130 milhões de anos atrás. Portanto, é preciso respeitar essa natureza...

 

Veja meu site que tem muitas informações e fotos da Região: www.fotolog.terra.com.br/jhfotografia

 

Um grande abraço,

JOSÉ HUMBERTO

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  • Respostas 68
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Bom dia Galera , estou planejando ir a Terra Ronca no feriado de outubro , gostaria de saber se além do guia, temos que pagar mais alguma tarifa para ter acesso às cavernas?

Olá Julia, você teria Skype o what para entrar em contato, pretendo ir em novembro e gostaria de combinar com você.

  • 3 semanas depois...
  • Membros

Aí, galera do mato.. ou bichos da terra, sei lá...

bem, estou indo para o PARQUE NACIONAL DE TERRA RONCA.. ONDE A TERRA REALMENTE RONCA!

Estarei sozinho.. provavelmente.. mas estarei lá.. tentando entender a natureza estranha de que é feito o mundo... neste feriadão de 7 de setembro..

Será que tudo dará certo? tenho um certo medo... mas espero que tudo dê certo ou jamais voltarei de lá.. :( falows...

Poderei morrer amanhã.. no mato com os bichos do mal...

sei lá...

 

Postado - 02/09/2004 : 00:28:32

você conhece bem a lei da vida para lugares perigosos... Deixe com alguém o endereço que vai. Deixe também a data aproximada de volta. Se possível leve um GPS. Procurando sempre local onde se tenha água. Alimentação que sobre para ficar na mata em caso de emergência.

Dê notícias, amigo mochileiro!

Dete

Se você quer, você pode!

Postado - 03/09/2004 : 12:56:51

 

falem... estou indo amanhã para Terra Ronca.. não sei.. mas devia ter ido hoje e matar trabalho... mas já estou no trabalho e não vai dar mais.. hehe.. ora, essa.. queriam que eu fosse atrás de uma excursão.... só que não rola.. não vou achar.. não vai dar, não... bem.. lá vou eu!

Poderei morrer amanhã.. no mato com os bichos do mal...

sei lá...

Super Evil

Postado - 14/09/2004 : 10:03:18

 

galera, não consegui ir para terra ronca porque não rolou o feriado segunda.. então no dia de finados, será que não é um presságio? - eu irei... vou ver depois se posto algumas fotos aqui........

Poderei morrer amanhã.. no mato com os bichos do mal...

sei lá...

Super Evil

Postado - 03/10/2004 : 21:16:28

 

finalmente estou indo para terra ronca.. vai ser no feriadão de 12 de outubro.. bem......

o que dizer?????? não tenho nada a dizer....

Poderei morrer amanhã.. no mato com os bichos do mal...

sei lá...

Postado - 18/11/2004 : 17:14:00

 

oi...ninguem postou mais nada aqui...e aí como foi a viagem...

abraços

Thaine Regina

Postado - 29/11/2004 : 14:25:39

As paisagens: O maior atrativo turístico do parque são, sem dúvidas, as grutas e cavernas, que atraem espeleólogos, turistas, aventureiros e curiosos de toda parte do mundo para conhecer as belezas naturais, florísticas e da fauna, os rios de águas cristalinas, que formam lagos subterrâneos, e os enormes salões internos das cavernas, ricos em minerais, e as formações rochosas, formadas pelas belas e expressivas estalactites e estalagmites. A diversidade biológica do parque é enorme, já foram registradas mais de 150 espécies de aves, e quase 50 de mamíferos.

 

A vegetação, formada por cerrado, cerradão, matas de galeria e veredas, se constitui em excelentes habitats para uma enormidade de espécies animais. A região é ainda muito bem servida por rios, dos quais cinco pertencem à bacia do Paranã e formam um dos mais belos e significativos conjuntos geoespeleológicos do mundo, alguns inclusive sumindo dentro das cavernas. É o maior sitio de cavernas da América Latina. Muitas delas ainda estão para ser descobertas e/ou mapeadas.

 

São cavadas por rios que mergulham para dentro da terra formando aberturas de indescritível beleza. Fora as cavernas, também há uma cachoeira perto de Guarani de Goiás (no mapa aparece como Coatiçaba) e uma formação de morros esculpidos pelo vento e pelas águas que se parece com uma cidade de pedra perto de S. Domingos. Não se pode deixar de citar o curioso Morro do Moleque, perto de S. Domingos. Além disso, há a represa em torno da cidade que permite um bom banho de final de tarde.

VALEU.

PS: ESSAS PALAVRAS NÃO SÃO MINHAS!!!!

"Quando não se pode voltar, só devemos ficar peocupados com a melhor maneira de seguir em frente." (Paulo Coelho).

thiagodesa

Editor

Postado - 16/12/2004 : 12:25:58

Um link bacana pra quem quer visitar a Terra Ronca está ai:

http://www.viaecologica.com.br/ecoguias/terraronca

Ate logo

Thiago de Sá

p.s.: alguem aqui ja foi a Terra Ronca??

Postado - 28/12/2004 : 14:46:29

 

Algum mochileiro sabe me dar informações sobre a comunidade do Coxipó do ouro em Cuiabá e qual o melhor acesso ao trecho preservado do rio Coxipó?

renato soares gusmão

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  • 5 semanas depois...
  • 3 semanas depois...
  • Membros

Perdão Gustavo! Eu pensei que vcs quisessem conhecer também a cidade de São Domingos, que possui um lago com praia artificial, a caichoeira da usina hidrelétrica e o morro do moleque, que são belíssimos cartões postais. Na cidade ainda existem ruas históricas, do tempo da mineração e muitas manifestações culturais e religiosas, como é o caso das festas de agosto, entre 01 e 04 do mês de agosto, a lamentação das almas, na semana santa e muito mais.

Pra quem deseja chegar em Terra Ronca, ou no povoado de São João sem conhecer a cidade, o melhor caminho e por Guarani (BR 020 - Posse - Guarani - São João).

Um abraço à todos.

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  • 4 meses depois...
  • Membros

Oi galera! Se alguém tiver informações de como se deslocar da Chapada dos Veadeiros para Terra Ronca, estradas, transporte, etc... agradeceria. Vamos em Janeiro para a Chapada e se der gostaria de dar uma esticada.

Li alguma coisa que na época das chuvas ´deve haver mais cuidado na visita as cavernas com os rios subterrâneos. Quando estive na Chapada Diamantina, também na estação das Chuvas, os guias sempre alertavam. Será que compromete muito? Bom, também não sou espeleólogo (é assim que se escreve? lol ) para querer ver tudo, mas sim dar uma bisbilhotada por lá!

Valeu. Abração pra todos!!

Vanlorenzi

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

Sem carro é complicado se locomover por lá. Quando fui, ficamos em um camping logo na entrada da caverna Terra Ronca, e tínhamos que ir buscar a guia que morava em um povoado lá perto. Também para as outras cavernas precisava ir de carro. Sem contar que bem que podia ser um jipe, pq tínhamos que atravessar um rio bem rasinho e parecia que o carro ia ser levado toda vez... [:)]

Pode-se tentar pegar carona por lá, mas acho complicado.

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

Andei sondando com algumas pessoas da Chapada e me disseram que a temporada das Chuvas pode prejudicar os passeios em Terra Ronca e que daria para ver apenas a entrada de uma ou duas cavernas. Então não sei se vale a pena ir para la em Janeiro. Se Deus quiser vamos para a Chapada dos Veadeiros e quanto a Terra Ronca, por enquanto, fica no Stand By!! Abraço a todos.

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  • Silnei changed the title to Parque Estadual de Terra Ronca

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    • Por Mônica Ferreira Lima
      Pessoal, nunca vi tanta caverna num lugar só, de tudo qto é jeito! Com muita aventura: salões, rios subterrâneos... A hospedagem é num vilarejo super simples, em ruas ainda de terra, mas com uma comidinha caseira deliciosa! Pra contrabalançar, tinha um boia-cross super relaxante. Imperdível!



    • Por Anderson Paz
      Viagem feita na segunda-feira de Carnaval, 16 de fevereiro de 2015.
       
      Terra Ronca
      O Parque Estadual da Terra Ronca, situado no nordeste de Goiás, abrange uma área de 57 mil hectares com um rico patrimônio espeleológico e áreas de Cerrado preservado. Anexo ao Parque, há ainda uma Unidade de Conservação federal - a Reserva Extrativista do Recanto das Araras de Terra Ronca - com quase 12 mil hectares de extensão que favorece a conservação do Cerrado na região.
       
      No Parque Estadual estima-se que há cerca de 300 cavernas, mas apenas algumas delas são exploradas turisticamente: Terra Ronca I e II, Angélica, São Mateus, São Bernardo, São Vicente e Bezerra. Essas duas últimas são exploradas por poucos guias, entre eles o Ramiro ([email protected] com ou (62)9666-2767), guia mais antigo e conhecido em Terra Ronca; as outras já são exploradas por todos os outros guias da região, o que não necessariamente quer dizer que sejam muitos guias. Nos períodos de maior movimentação na região, há inclusive o risco de falta de guias para realizar os passeios pelas cavernas. Chegamos na segunda-feira de Carnaval à noite e como muitas pessoas já haviam ido embora, felizmente não enfrentamos esse problema.
       
      Do meu ponto de vista, a melhor base para se conhecer os atrativos do Parque é o povoado de São João, situado a 51,7 km de Guarani de Goiás (odômetro zerado na ponte de Guarani / início da estrada de chão e tomando como referência a primeira pousada de São João: Estalagem). Porém não espere um centro de apoio ao turista no povoado. Lá há apenas uma vendinha/boteco simples, que vende apenas alimentos e itens básicos de higiene pessoal, e a casa da Jane, que serve lanches e deliciosas e refeições com preços bem em conta.
       
      Dicas básicas - o que levar e abastecimento na estradar:
      - Saco estanque para manter os seus equipamentos secos, já que na maior parte das cavernas é necessário andar na água;
      - Boas lanternas e pilhas reservas (faz muita diferença no interior das cavernas);
      - Lanches para as caminhadas (no povoado existem poucas opções de coisas práticas para levar nas caminhadas);
      - Repelente é importante, apesar de não termos sentido necessidade de usar;
      - Tênis de caminhada (levei botas, mas nem as usei por conta da demora para secar e do peso);
      - Calças de rápida secagem são mais apropriadas para andar nas cavernas;
      - Encha o tanque na estrada; bem antes de Posse, há várias opções de postos com gasolina R$0,10 mais barata que em Brasília. Em Guarani, a gasolina é cara, e em Terra Ronca é o olho da cara.
       
      Hospedagem
      No povoado São João há duas pousadas - Estação Lunar (antiga Lua de São Jorge) e Estalagem - e duas áreas de camping anexas a essas pousadas. Além dessas opções de hospedagem, há ainda na estrada que vai de Guarani ao povoado de São João, as seguintes opções de hospedagem: Camping do Ramiro (próximo da caverna Terra Ronca; a 39,5 km de Guarani e 13,7 km de São João), Pousada Alto da Lapa (a 12,1 km de São João), Pousada Terra Ronca (a 11,6 km de São João)e Pousada São Mateus (a 2 km de São João; também tem opção de camping).
       
      Ficamos no camping do Peskero, anexo à pousada Estalagem (Site: http://www.terraronca.com.br/). Na verdade, atualmente o camping e a pousada são uma coisa só. O camping fica logo na entrada do povoado São João, como relatadado acima.
      Foi o que achamos com o melhor preço no período em que fomos, R$15.
      O camping possui dois banheiros (um com chuveiro quente e outro frio) e uma ampla área onde se pode acampar. Como éramos os únicos no lugar, escolhemos um local muito bom, bem sombreado e à beira do rio, para armar a nossa barraca.
       

       
      O pessoal da pousada/camping foi super atencioso com a gente. Estavam sempre solícitos e dispostos a dar dicas.
      No restaurante/bar da pousada é permitido usar a cozinha para cozinhar. Por sinal, lá também servem café da manhã e refeições deliciosas, com opção de omelete para os vegetarianos com ovo caipira e verduras da horta (ovolacto).
       
      Estrada (distâncias e condição)
      De Brasília, pegue a saída norte e siga pela BR-020 até Posse; atravesse a cidade e pegue a estrada que leva a Guarani de Goiás (não há placas; é bom perguntar para os moradores); siga até Guarani de Goiás; entre na cidade, atravesse-a e pegue a estrada de chão, que se inicia após uma ponte; depois é só seguir sempre reto para chegar em Terra Ronca.
      Quando fomos, a estrada de chão não estava na melhor das condições, mas também não estava muito ruim. Fomos em um veículo pequeno Peugeot 207 e conseguimos ir em todas as atrações, enfrentando dificuldades grandes apenas na ida à caverna São Mateus.
       
      - Brasília - Guarani de Goiás: aprox. 350 km
      - Guarani (início da estrada de chão) - entrada do Parque Estadual Terra Ronca (placa): 28,2km
      - Entrada do Parque - povoado São João: 23,5 km
      Total de Brasília a Terra Ronca (povoado São João): aprox. 402 km
       
      Atrações visitadas
      - Cavernas: Angélica, São Mateus, Terra Ronca 1 e São Bernardo. Cada uma bem diferente da outra e todas maravilhosas. Faltaram: São Vicente, Bezerra e Terra Ronca II (que é melhor visitar entre abril e julho para ver melhor o fenômeno da entrada de luz na claraboia).
      - Cachoeira Palmeiras
      - Outros: rio São Vicente e mirante
       
      Roteiro
      1º dia) Chegada
      Chegada no final da tarde após 6h de viagem. Armamos a barraca no camping, jantamos, tomamos uma cervejinha e depois dormimos para aproveitar bem o dia seguinte.
       
      2º dia) Caverna Angélica, rio São Vincente e mirante
      Saímos às 9h rumo a caverna Angélica. Nos juntamos com um outro grupo grande e assim pagamos R$20,00 por pessoa. Esse é o preço padrão para grupos com 5 ou mais pessoas. O preço da diária guia para grupos menores fica em R$100,00 para qualquer uma dos roteiros que fizemos. Não sabemos se é esse mesmo valor para as cavernas São Vicente e Bezerra, que são mais restritas.
      A caverna Angélica, assim como todas as outras que fomos, é uma caverna com rio corrente. Entretanto é a única em que os guias não costumam entrar na água. A caverna é de fácil acesso após uma caminhada leve de aproximadamente 10 min e é a de mais fácil locomoção interna. Possui uma ampla entrada e belos espeleotemas (formações geológicas em cavernas) com destaque especial para as suas grandes cortinas.
       


       
      Depois de aproximadamente 2h de caminhada pelo interior da caverna, voltamos em direção ao povoado e demos uma paradinha no rio São Vicente para um banho e depois fomos ao mirante - que fica perto de São João, em frente ao campo de futebol - para ter uma bela vista, mesmo com o tempo nublado, da Serra Geral.
       

       
      Depois almoçamos na casa da Jane, que fica em frente a vendinha/boteco de São João. Comida simplesmente deliciosa e com preços em conta, com direito a docinhos de sobremesa e a um cafezinho, além de toda cortesia da Jane!
       
      Direções e distâncias:
      - São João até bifurcação com placa indicando a Angélica: 21 km; da placa até o estacionamento próximo à caverna: 3,5 km
       
      3º dia) Caverna São Mateus e cachoeira Palmeiras
      Saímos cedo para a caverna São Mateus, que já foi considerada a maior do Brasil. Depois de andar pela estrada no sentido de Guarani de Goiás e pegar uma entrada à direita bem escondida, percorremos uma estrada de chão com uns trechos um pouco complicados para um carro pequeno e enfim estacionamos o carro. Daí caminhamos por aprox. 25 min até a entrada da caverna. O acesso à caverna é feito por uma descida bem íngreme e por espaços bem estreitos. Dentro da caverna, os guias costumam passar por dentro da água em um trecho para chegar a um local onde é possível ver um "fervedouro" do rio que corre dentro da caverna. Entretanto, é possível fazer o passeio sem ter que passar por dentro da água.
      A caverna é simplesmente maravilhosa! Várias estalactites e estalagmites lindas e destaque especial para os salões com vários canudinhos. Não é à toa que muitos a consideram a mais bonita do Brasil.
       



       
      Depois de caminhar por umas 3h30 dentro da caverna, saímos dela, voltamos pela trilha e seguimos na estrada de chão no sentido de Guarani de Goiás com destino à cachoeira Palmeiras.
      O acesso á cachoeira é feito por uma propriedade da família, super acolhedora e humilde, que nos ofereceu um cafezinho e proseou bastante com a gente. Adoramos a hospitalidade! Eles cobram uma pequena taxa de R$3 ou 4 pela visita à cachoeira. É possível ir até lá sem guia.
      A cachoeira tem duas quedas de água, sendo que na primeira se forma um poço bom para tomar banho.
       


       
      Direções e distâncias:
      - São João - caverna São Mateus: 14 km
      - Para a cachoeira: saindo de São João no sentido de Guarani - parada de ônibus: 16,7km; pegar a pista a esquerda e seguir por mais 4 km até a propriedade.
       
      4º dia) Cavernas Terra Ronca 1 e São Bernardo e viagem até Mambaí
      Acordamos cedo para desmontar a barraca e guardar tudo no carro, pois depois da última caverna, iríamos seguir na estrada até Mambaí.
      Pagamos um extra de R$30 para o guia poder voltar de moto ao povoado, depois da caverna São Bernardo, e a gente não ter que voltar mais de 20 km para deixá-lo.
      Tínhamos como opção fazer Terra Ronca 1 e 2 ou então fazer Terra Ronca 1 e São Bernardo no dia. Acabamos optando por esta opção, pois o acesso à Terra Ronca 2 poderia estar ruim com as chuvas, o caminho até o principal salão dela é longo e segundo o guia, no mês em que fomos não é muito legal para ver a entrada de luz no salão da Terra Ronca 2, que cria um cenário bem bonito na caverna. Melhor ir entre abril e julho para ver este espetáculo.
      Pegamos a estrada e chegamos a caverna Terra Ronca 1, que é a de mais fácil acesso em toda a região. A caverna é grandiosa! A sua entrada tem mais de 90 metros e há espeleotemas gigantescos dentro da caverna. Dá para se guiar por conta própria na caverna, mas recomendamos um guia para auxiliar e até para evitar qualquer problema com servidores da Secretaria de Meio Ambiente estadual, que eventualmente fiscalizam a entrada na caverna e permitem a entrada apenas com guia.
       

       
      Depois de caminhar por aproximadamente 50 min dentro da caverna, chegamos a sua saída. De lá percorremos uma trilha de uns 30-40 min de caminhada até o alto da caverna, de onde se tem uma bela vista da região. Depois de tirar algumas fotos, descemos por um trilha um pouco íngreme (uns 15 min de caminhada) para chegar até próximo do estacionamento.
       

       
      Pegamos o carro e seguimos até a caverna São Bernardo. Caminhamos por uns 15 min até a entrada da caverna. Na caverna, correm dois rios que se encontram em seu interior. Fizemos um percurso de aproximadamente 2h30 no total, passando várias vezes por esses rios. Em alguns pontos, a correnteza é bem forte - no dia em que fomos estava especialmente forte pois choveu bastante - e a água chega à altura da cintura de uma pessoa com 1,80 m de altura. É preciso ter bastante atenção para não tropeçar em pedras e cair no rio.
      A caverna tem belas formações geológicas com destaque para as pérolas e para as represas de travertinos, especialmente no último salão que visitamos.
       


       
      Depois da caverna, pegamos o carro e seguimos pela estrada até Mambaí, onde chegamos já à noite.
       
      p.s: Anualmente nos dias 5 e 6 de agosto, ocorre a tradicional Festa de Bom Jesus da Lapa na Terra Ronca 1. Deve ser bem interessante!
       
      Direções e distâncias
      - São João - caverna Terra Ronca 1: 13 km
      - Caverna Terra Ronca 1 - São bernardo: 10,2 km
      - São Bernardo - Mambaí: 175 km
      Total percorrido no dia: aprox. 198 km
       
      Mambaí
      A pouco mais de 300 km de Brasília, a cidade de Mambaí abriga belas cachoeiras e cavernas ainda pouco conhecidas, além de opções de esportes radicais como tirolesa e rapel. A maior parte dos passeios só pode ser feita com acompanhamento de guia através de agência de turismo local.
      A cidade é de pequeno porte, porém nos últimos anos vem passando por um vertiginoso crescimento. Possui algumas opções de restaurantes econômicos e lanchonetes simples.
       
      Hospedagem
      Na cidade há duas opções de pousadas - Maredu e Cerrado - e três hotéis - Maris, APM e Savana. Os hotéis estavam custando de R$85 a R$100 no período
       
      Ficamos na pousada Maredu por R$70 a diária pro casal. A pousada fica perto do ginásio e é bem simples, com TV, wi-fi fraca e um café da manhã com uma ou duas opções de frutas, suco, café, pão e biscoito de queijo e bolo.
       
      Estrada (distâncias e condição)
      De Brasília, pegue a saída norte e siga pela BR-020 até o trevo com indicação de Mambaí a aproximadamente 260 km de Brasília. Do trevo até Mambaí são pouco mais de 50 km. A estrada quase toda está muito boa. Há apenas alguns pequenos trechos com buracos.
       
      Atrações visitadas
      - Caverna: Lapa do Penhasco
      - Cachoeiras: Paraíso do Cerrado, do Alemão e do Funil; faltou conhecer a cachoeira Poço Azul
      - Outras: tirolesa
       
      Roteiro
      5º dia) Cachoeira Paraíso do Cerrado (ou Véu de Noiva) e cachoeira do Alemão
      Primeira coisa a se saber: para chegar à cachoeira Paraíso do Cerrado não é necessário estar acompanhado por guia. Não se leve pelo o que o operador da agência de turismo falar! Saia de Mambaí e siga no sentido de Damianópolis, corte a cidade e depois pegue uma estrada de chão à esquerda até a chácara. No caminho há várias placas que indicam o local, sendo assim não é necessário pagar guia.
      A cachoeira é bem bonita, com águas de um verde meio esmeralda, porém infelizmente fomos em um dia que estava chovendo muito e a água estava bem turva. Além disso, o caminho até a cachoeira, que costuma ser tranquilo (uns 20 min de caminhada), estava bem lamacento.
       


       
      Voltamos à casa dentro da chácara onde se situa a cachoeira para almoçarmos. O almoço estava simplesmente maravilhoso! Simples e delicioso! Além disso, depois do almoço tivemos de cortesia um cafezinho moído e torrado ali na chácara, adoçado com rapadura mesmo e ainda uma aula de fabricação e enovelamento de fio de algodão com os super simpáticos e hospitaleiros donos da chácara, seu Silvano e sua esposa. Deu vontade de ficar ali a tarde toda para continuar conversando e aprendendo com eles!
       

       
      Depois seguimos para a cachoeira do Alemão, que fica dentro de uma propriedade privada com uma casa que pode ser alugada. O acesso para a cachoeira é feita por uma estrada de chão perpendicular à estrada que vai de Mambaí à Bahia. A cachoeira é cercada por mata e é bem bonita! Não estava turva como a Paraíso do Cerrado, pois a sua nascente fica próximo à sua queda d'água.
       

       
      Direções e distâncias
      - Mambaí - Damianópolis: aprox 15 km; Damianópolis - Paraíso do Cerrado: aprox. 15 km em estrada de chão em estrada razoável
      - Mambaí - cachoeira do Alemão: 13,7 km
       
      6º dia)Caverna Lapa do Penhasco, tirolesa, cachoeira do Funil e retorno a Brasília
      Colocamos todas as nossas coisas no carro e saímos para encontrar com o restante do grupo e os guias que iriam fazer os passeios com a gente nesse dia.
      Primeiramente fomos à caverna Lapa do Penhasco. A caverna fica na mesma propriedade onde é feita a tirolesa. Caminhamos por uns 15 min em uma trilha tranquila, mas um pouco íngreme, até chegar próximo à sua entrada. Neste ponto é necessário passar pelo rio que chega quase à altura do peito. A caverna, apesar de não se comparar com as de Terra Ronca, também é bem interessante principalmente devido a sua dimensão. O caminho dentro dela também é tranquilo, sem grandes dificuldades. Ficamos em seu interior por mais ou menos uma hora e meia.
       

       
      Depois de conhecer a caverna, fomos fazer a tirolesa sobre o cânion. Vale muito a pena! A vista que se tem do cânion, por onde ela passa, é muito bonita!
      Após a tirolesa, tínhamos a opção de ir fazer um rapel que desce pelo alto de uma caverna em uma claraboia (valor: R$30), mas tivemos que ir direto à cachoeira do Funil porque não queríamos pegar a estrada de volta para casa muito tarde.
       
      A cachoeira do Funil fica dentro de uma propriedade privada e deve ser visitada com guia.
      A trilha até a cachoeira é uma atração à parte. Nela vemos várias rochas exumadas sobrepostas, formando em alguns locais labirintos e formações bem interessantes. Parte do caminho é feito dentro de uma caverna, que depois chega até a cachoeira. Por sinal, que espetáculo da natureza! Uma cachoeira que cai em uma dolina e depois desaparece em uma caverna inferior...tudo isso podendo ser visto da caverna. Espetacular!
       

       
      Depois de conhecer a cachoeira, fomos almoçar no Rancho do Zé. A comida não estava boa e o lugar é completamente dispensável. Após o almoço, infelizmente tivemos que voltar em Mambaí apenas para fazer o pagamento pelos passeios na agência.
      Custo dos passeios nos dois dias por pessoa: R$100,00 + R$30,00 da tirolesa
       
      Pegamos a estrada já com vontade de voltar a Terra Ronca e a Mambaí!
       
      Direções e distâncias
      - Mambaí - Lapa do Penhasco/tirolesa: aprox. 17 km no sentido da BR-020
      - Lapa do Penhasco - cachoeira do Funil: 12 km, voltando a Mambaí
      - Mambaí - Brasília: aprox. 310 km
    • Por Letíciabramos
      Olá, galera!
       
      Acabei de chegar da Terra Ronca e como não tem muita informação disponível na internet vou fazer um relato pra deixar mais atualizado.
       
      Saí de Brasília na quinta-feira, foram mais ou menos 4 hrs de viagem até posse, na entrada da cidade fomos parados numa blitz e ficamos lá por mais de 30 min, o que nos atrasou e como de lá até o Camping do Ramiro é mais 1hr e 30 min de viagem sendo metade desse tempo mais ou menos de estrada de terra, decidimos dormir em posse pra não pegar estrada de terra a noite.
      Em posse ficamos na pousada Brasil (60 reais o quarto pra 2 ou 3 pessoas, pousada bem simples só pra dormir mesmo.
      Saímos no outro dia de manhã e chegamos no Camping do Ramiro às 10 hrs. A estrada de terra pra lá estava boa, poucos buracos.
      Os preços lá agora são:
      Passeio 120 reais por dia (preço para 3 pessoas)
      Camping 20 reais por noite por pessoa
      Jantar 20 reais por pessoa
      Almoço 7 reais por pessoa
       
      OBS: Pra quem nunca fez esse tipo de passeio, o guia vai no seu carro, por isso não sei se como ficaria se o carro já tiver com 5 pessoas.
       
      Pelo horário que chegamos nos recomendaram conhecer a caverna São Bernardo e depois a cachoeira Palmeiras. A caverna é linda e de fácil acesso, tinha inclusive um casal com uma criança lá. A cachoeira também é muito bonita e de fácil acesso. Cobram uma entrada de 5 reais por pessoa. Chegamos no Camping por volta das 18 hrs. A estrada de terra desses trajetos estava razoável, com alguns poucos buracos mais tensos no trajeto da cachoeira.
      No outro dia saímos às 9 e pouco pra conhecer a Caverna São Mateus, cerca de 30 minutos de carro, a estrada fica ruim quando vai se aproximando da cachoeira, se você estiver de carro baixo é um pouco mais complicado, mas dá pra ir.
      Fizemos uma trilha leve de cerca de 15 minutos e começamos a descer as pedras rumo à entrada da caverna. Achei o acesso a essa caverna de moderado a difícil. Depois de descer as pedras tivemos que ir enfiando nas fendas num sentindo ingrime para chegar ao primeiro salão. Em uma das fendas acho que uma pessoa que esteja bem acima do peso vai ter muita dificuldade pra passar, mas o guia disse que já levou uma pessoa de 150 kg la, eu,sinceramente, não sei como! haha Essa caverna é incrível e tem uma "cachoeirinha" lá dentro, é maravilhoso!!! Aproveitamos bastante a caverna, chegamos no camping as 19 hrs.
      No outro dia fomos a terra ronca 1, como íamos embora meio dia não fizemos a travessia da caverna, só fomos conhecer até a parte iluminada. Essa caverna tem uma energia incrível e é maravilhosa. A que eu gostei mais. Mesmo a São Mateus sendo linda, essa tem uma energia diferente e a entrada é maravilhosa. Vi uns guias passando lá e foram super rápidos nessa parte iluminada e lá merece atenção, sentar e ficar quieto um pouco observando de dentro da caverna o buraco dela e com ctz um banho no rio.
      Saimos às 11:50, paramos em Posse pra almoçar (Restaurante Mangueiras já na saída da cidade na br pra BSB. Rodízio de churrasco 35/pessoa ou PF com churrasco (muito bom!) 17/pessoa.
      Tem a cachoeira São Bernardo logo depois da ponte nova alguns km depois do camping no sentido Guarani, não fomos pq não queríamos pegar a br tarde.
       
      Em Suma, Terra Ronca é INCRÍVEL e se tivesse mais tempo ficaria pra fazer pelo menos mais a travessia da terra ronca 1, terra ronca 2 e Angélica.
      Quanto ao camping e os passeios, achei o camping bom, tem uma área boa pra armar barraca. Fica meio isolado, a 52 km de são domingos e uns 40 minutos de guarani. Vi um pessoal usando a geladeira lá, então acho que se quiser levar comida é tranquilo.
       
      Os guias, que são os filhos do seu Ramiro e ele, são pouco comunicativos, o que eu achei que complica um pouco, pq eu tentei pedir opinião pra ver, pelo tempo que tínhamos, quais as melhores cavernas pra ir, mas não me deram uma resposta direta, só falavam que eram muito bonitas e tal. Escolhi o camping do ramiro pelo diferencial das fotos com a iluminação, mas fomos com o Guia Kiko e ele não se pré dispôs a fazer essa iluminação. So tiramos umas fotos assim quando cruzamos com o irmao dele (William se nao me engano) que estava fazendo isso com o pessoal dele e aí aproveitamos. Além disso, ele não falou quase nada sobre a caverna em si e nem deu instruções no percurso da caverna, o que eu acho essencial, já que algumas partes da São Mateus são bem perigosas. Como já tinha ido na Caverna dos Ecos já sabia algumas coisas, mas pra quem não sabe é meio ruim.
       
      Muitas dessas cavernas mais famosas tem rio que passa por dentro, ou seja, você molha o tenis todos os dias, portanto, se puder levar 2 acho muito válido
    • Por Fellipe Correia
      No fim de semana de carnaval, como não gosto de carnaval, eu e minha esposa tentamos sair dos grandes centros e buscar locais alternativos. Quase por coincidencia acabei descobrindo sobre o ainda desconhecido Parque Estadual Terra Ronca que fica localizado ao norte de Goias (380Km de Brasília sendo 50 de terra em péssimas condições), proximo a fronteira com a Bahia. Eu recebi um convite para um curso de fotografia de natureza ministrado pela Quarto Eclipse de Brásilia, na qual o dono é também dono de uma pousada no parque Terra Ronca, não pude ir ao curso, mas na primeira oportunidade que tive, neste caso o carnaval 2013, fui conhecer o beíissimo parque!
       

       
      Arara, encontrada no Parque Estadual Terra Ronca de Goias. Estava no chão de uma pousada, onde segundo os donos: "ela voa pela mata e volta, foi criada com gente em cativeiro, quando o ibama soltou ela aqui, ela acabou ficando por perto". A ave ao meu ver realmente era livre, e não tinha as penas da asa cortada, mesmo assim ficava pelas redondezas da pousada.
       

       
      Esta simpatica galinha estava dentro das fronteiras da nossa pousada, a 2 Km e meio do vilarejo de São João, ela ficava circulando por ali enquanto nos todos passeavam e curtiam o parque, a dona da pousada, dona Neide produzia tudo que era consumido na pousada, desde ovos, a frutas e pão.
       

       
      Na saída norte do Parque Terra Ronca, seguindo pela GO - 448 se encontra a cidade mais próxima ao parque, tirando o vilarejo de São João, que fica efetivamente dentro do parque, a cidade é colada na Serra Geral de Goias, fronteira natural com o estado da Bahia, tendo uma linda vista, com a Serra Geral de um lado, as Chapadas do Parque Terra Ronca e Veadeiros do outro, e banhada por uma represa.
       

       
      Interior da caverna da Angelica, mostrando uma imensa formação de estalactite no centro de um enorme salão da caverna, uma das mais extensas do parque, tem cerca de 14 Km de túneis.
       

       
      Entrada da caverna Terra Ronca que da nome ao parque, pode ser vista logo a beira da estrada principal do parque, logo após cruzar os portais de entrada do parque e a alguns metros da casa do guia Ramiro, o mais famoso guia da região e que por si só, já é uma atração do parque.
       

       
      Entrada da caverna Terra Ronca que da nome ao parque, pode ser vista logo a beira da estrada principal do parque, logo após cruzar os portais de entrada do parque e a alguns metros da casa do guia Ramiro, o mais famoso guia da região e que por si só, já é uma atração do parque.
       

       

       

       

       

       

       

    • Por Chicotn
      Conhecemos a Terra Ronca no site da UOL, numa chamada que dizia 10 lugares que os brasileiros ainda nāo conhecem direito. Achei legal demais e combinamos a viagem com a Chapada dos Veadeiros.
      Tem pouca informaçāo sobre o lugar, aprendemos algumas coisas com o Anderson aqui dos mochileiros que tem um relato muito legal e detalhado da Terra Ronca e Mambaí.
      Escolhemos julho porque esta época do ano nāo chove nunca na regiāo Centro Oeste e é certeza de visitar todos os lugares planejados sem correr risco. Em Terra Ronca somente a caverna Angélica pode ser feita quando chove. As outras ficam interditadas ou parcialmente abertas.
      Somos de Sāo Paulo, viajamos até Brasília de aviāo, alugamos um carro que demos o nome de Caverninha, um fiat novo 1.0. Este carro é perfeito para lá porque é mais alto e ajuda bastante para andar na terra. E andamos muito na terra.
      Saindo do aeroporto tem que pegar a Br 020 em direçāo à Posse. A estrada é super boa, somente um trecho pequeno ruim. Demoramos umas cinco horas até chegar em Posse. Muito caminhāo nos dois lados da estrada. Completamos o tanque do caverninha, compramos coisas para o lanche nas trilhas e daí para frente o melhor gps que você tem é perguntar para as pessoas como chega em Terra Ronca. Mais 35 kilometros até Goianinha e depois uma estrada de terra e por 45 kilômetros, cruzando por dentro do rio com o carro, porque a ponte quebrou (isto é tranquilo nesta época do ano porque o rio está bem baixo) até o povoado de Sāo Joāo, onde ficava a nossa pousada chamada Estaçāo Lunar.
       

       
      No povoado, basicamente, nāo tem nada. Somente as pousadas, alguns lugares para camping, escola, um comércio minúsculo e a casa dos moradores. Celular e Internet pegam somente num mirante que tem ali perto, onde no dia que fomos ver o pôr do sol tinha umas quatro pessoas que nem prestaram atençāo a este pequeno detalhe do pôr do sol. Ali no mirante o que pegava mesmo era o zapzap.
       


       
      A pousada, como todas ali sāo simples e é pensāo completa. Café da manhā, almoço na hora que a gente chegava do passeio e um caldo de noite. Comida excelente preparada pela Marilene. Silêncio gigante na hora de dormir. As atraçōes do local sāo o papagaio que canta parabéns para você e um burrico que foi abandonado pelo dono porque ficou velho e entra toda tarde na pousada para pastar e tem também o Seu Lucas que vai contar causos toda noite na hora do caldo.
      Nosso guia foi o caseiro da pousada o Misandro. Nota dez. Super paciente e tranquilo. Super recomendamos. Olha o guia aí na foto.
       

       
      Fora as cavernas. Fomos a cachoeira do Palmeira e na prainha de Sāo Matheus.
       

       
      Dicas importantes:
       
      01 - Levar lanterna de cabeça ou māo para as cavernas. Como nāo somos especialistas compramos umas de 89 reais que deram bem conta do recado. Levem pilhas reservas porque se acabarem nāo tem onde comprar;
      02 - Capacete obrigatório dentro das cavernas. Pelo tanto que levanta e abaixa, fatalmente, vai acabar dando suas cabeçadinhas, que podem machucar sem o capacete. A pousada que ficamos emprestava;
      03 -Nem preciso dizer que o guia é obrigatório e necessário;
      04 - Sempre levar lanche nas cavernas;
      04 - Ter um preparinho físico básico ajuda bem;
      05 - O resto é só alegria e tranquilidade.
      Segue um resumo das cavernas.
       
      Angélica - é a mais distante do povoado de Sāo Joāo, aproximadamente uns 25 km de distância. É também a mais curta para visitaçāo. Tranquila e sem grandes perrengues. Foi a única que encontramos outras pessoas visitando e que tinha cobrança para entrar. Cinco reais por pessoa. Nāo entra na água nunca. Poderia nem ser visitada, mas tem duas partes que sāo incríveis. O salāo dos espelhos, onde numa poça de água e com o reflexo das estalactites temos a impressāo de estar no alto de uma montanha e lá embaixo tem um cidade medieval. Incrível mesmo. E o outro super destaque é o Salāo das Cortinas. Talvez o salāo mais bonito de todo o Parque Estadual.
       


       
      Sāo Bernardo - foi a primeira caverna de verdade que fui na minha vida e a gente nunca esquece. Fica a uns 18 km do povoado. Grande parte dela é feita dentro da água, que raramente, passa da cintura. Demora umas três horas para completar. Mal você entra na caverna e tudo já fica escuro. Ali tem o Salāo dos Canudos e das Pérolas. Tem lugares lindos dentro dela. Nosso guia acendia a carbureteira e ficava uma cor linda para as fotos. A única chatice desta caverna é uma quantidade grande de mosquitos em alguns pontos, mas totalmente Superável.
       


       
      Sāo Matheus - é a mais caverna de todas. Fica a uns 15 km de Sāo Joāo. Precisa estar em uma forma física razoável para fazer toda ela. Tem uma coisa que nāo sei bem como dizer, mas vamos tentar da melhor maneira. Se você estiver assim um pouquinho acima do peso vai ter muita dificuldade para entrar na caverna, porque ela é literalmente um buraco pequeno na terra. Vale a pena perguntar para o guia antes de sair para o passeio. Todas as formaçōes sāo incríveis. Os canudos sāo lindos demais e as colunas impressionam. Para percorrer toda caverna demora em torno de duas horas e meia. Provavelmente, um apaixonado por cavernas vai dizer que esta é a mais linda de todas.
       


       
      Terra Ronca 1 e 2 - é a mais próxima do povoado. Uns 11 km. Grande parte destas duas cavernas é feita dentro da água. Fazer as duas demora em torno de 7 horas. Você entra pela Terra Ronca 1 que tem um abertura de caverna incrível. Uma boca de, aproximadamente, 90 metros. É linda demais. Gigantesca. É o cartāo postal do Parque. Ela tem um kilômetro de distância e uma boa parte você anda pela parte de cima das pedras. É muito legal. As formaçōes nāo impressionam tanto na Terra Ronca 1. Depois deste kilômetro você sai do outro lado da caverna. Uma saída imensa também e pega uma trilha de uma hora até encontrar a boca da Terra Ronca 2. Como ela é muito alta todas formaçöes sāo gigantescas. Indiana Jones, fundo do mar, parque de diversōes, ruínas gregas e vikings foram expressōes que utilizamos para definir o local. Depois de um tempo pelas águas nos deparamos com o Buraco das Araras, onde fizemos nosso lanche e talvez as melhores fotos da viagem. Partimos entāo para a parte final da visita a Terra Ronca 2 que foi visitar o final da caverna e o famoso Salāo dos Namorados. Regressamos entāo para o Buraco das Araras e depois de uma trilha de quase uma hora terminamos o passeio na parte de cima da entrada da Terra Ronca 1. Tudo incrível demais. A fome era gigante depois disso tudo.
       



       
      Depois disso fomos para a Chapada dos Veadeiros, onde passamos dez dias. Adoramos demais Terra Ronca e recomendamos a todos que quiserem passar dias incríveis e tranquilos neste lugar, que é super pouco divulgado para turismo.
       
      Chico e Carol














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