Olá viajante!
Bora viajar?
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Olá a todos! Este tópico estava trancado pela falta de participação acredito, mas pedi pro Silnei destrancar pra poder atualizar, pois sei que muitos diabéticos tem dúvidas sobre o assunto em via
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Oi Juliana, Provavelmente agora você já deva ter viajado com o Libre depois de ter escrito este post, mas caso ainda não o tenha feito...Gostaria de dizer que sempre viajo, todo mês em voos nacio
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Também sou diabético tipo 1 e já fiz uma rtw por 1 ano e nao tive problemas com as insulinas. Na minha bagagem de mao levei uma caixa de isopor com as insulinas e bolsas de gelo. A pernada maior da vi
Olá pessoal.
Sou diabética tipo 1 (insulino-dependente) e sei que aqui no site tem mais de nós, haha, pois já recebi mensagens depois de colocar este tópico no ar! Embora não haja participação eu sei que muitos diabéticos ficam aflitos na hora de fazer grandes viagens!
Portanto, vou relatar aqui o que já vivi e deixar o tópico aberto para manifestações e atualizações.
USO DE SERINGAS/CANETAS DE INSULINA
Até 2011 eu usava insulina da forma mais comum, com canetas e seringas, e além disso, tb usava (e ainda uso) glicosímetro para medir a glicemia capilar (ponta de dedo). Transportava tanto as seringas quanto as tiras, glicosímetro e insulinas na bagagem de mão, sempre com receita do médico. Nunca fui parada, mas nesta época tb não fiz nenhuma viagem internacional.
HOJE: pacientes que usam este tratamento devem levar todos os seus insumos em bagagem de mão com a receita do endócrino. Se a viagem for pra gringa, receita em inglês. Se for uma viagem longuíssima que vc vai precisar de 60 seringas, sugiro despachar uma parte na mala de porão, ou utilizar canetas de aplicação, pois agulhas não fazem volume e não são tão visadas quanto seringas.
Não esqueçam que a insulina em uso não precisa estar refrigerada, portanto não devemos nos preocupar com a refrigeração dela por 30 dias!
USO DE BOMBA DE INFUSÃO E SENSOR DE GLICEMIA
Desde 2011 eu uso bomba de infusão, que é um “pâncreas” artificial. Consiste em um aparelinho do tamanho aproximado de um maço de cigarro (comparação péssima, mas não me ocorre outra coisa, rs) que fica conectado ao corpo por um filamento de plástico e um cateter. Não pode ser removido. Além da insulina, quem usa bomba tem que carregar: o aparelho de glicemia, as tiras, cateter e cânula (trocados de 3 em 3 dias), reservatório de insulina (6 em 6 dias), bateria e tampas extras. Faz até um certo volume.
Além de tudo isso, atualmente uso sensor, que é um outro aparelinho, este preso à pele. Monitora a glicemia através de um escâner.
COMO TRANSPORTAR OS INSUMOS: na mala de mão! Para uma viagem de 30 dias é totalmente possível carregar tudo isto na bagagem de mão. Por segurança eu despacho a mesma quantidade na de porão.
E O RAIO X?
Pois é! No manual do fabricante de ambas as bombas comercializadas no Brasil têm recomendação de não expor o equipamento à radiação, mas em entrevista de vários endócrinos foi informado que podemos passar no detector de metal ou Raio-X do aeroporto tranquilamente, sem nenhum dano à bomba, radiação fraca. E de fato nunca tive problema com isso. Mas existem outros problemas... A bomba de infusão não apita em detectores de metal no Brasil, mas fora sim. Fui revistada em Barcelona, Zurique, Amsterdã (passei por scanner corporal)... etc. Nunca tive problema, nunca solicitaram as receitas e laudos que carrego, pois explicava o que era... mas hoje não faria mais isto.
TRETA
Em 2016 uma família inglesa ficou retida no aeroporto de Dubai pq a mãe não permitia que seu filho passasse pelo detector de metal com a bomba (frescura ou desconhecimento dela na minha opinião) e nem que a bomba passasse desconectada no raio-X. É claro que ficaram retidos! Isso até virou abaixo assinado de alcance mundial pedindo atenção das autoridades de aeroportos para o avanço da tecnologia em diabetes!
Pra não correr este risco, nas próximas viagens vou desconectar a bomba na hora de passar no detector e botar na mala de mão, acho que é menos dor de cabeça. Principalmente nos aeroportos da Ásia que costumam ser bem rigorosos.
E O SENSOR?
O sensor é muito sensível, e uma vez retirado não conseguimos colocar de volta. Ele tem duração de 14 dias e é aplicado com aplicador específico. O problema aí não é o aeroporto embaçar, é estragar mesmo o sensor. E ele custa bem caro. O sensor é mais tranqüilo de ficar sem por um ou dois dias, pois ele é acessório ao monitoramento de glicemia capilar. Eu ainda não viajei com sensor pq é novo no Brasil, mas não quero correr o risco de ter que tirar ou dele estragar, vou me programar pra viajar sem e instalar sensor no destino.
É isso! Por favor diabéticos, manifestem-se! Já tiveram perrengue?? Contem as histórias de vcs.
Editado por Juliana Champi