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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia,Chile & Peru: 27 dias na estrada (Julho de 2014)

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Comecei a escrever esse relato no momento mais triste da viagem: o inevitável fim. Como diz o velho ditado, "Tudo que é bom dura pouco"...

 

É incrível como 27 viajando mexeram tanto comigo e o quanto aprendi com os vários perrengues, amigos e amigas que acabaram tornando meu mochilão tao inesquecível.

 

Espero conseguir inspirar aventureiros e apaixonados por viagens com esse pequeno resumo de como foi minha experiência pela América do sul. Que esse relato seja a gota d' água e um bom livro de dicas para ajudar em sua viagem.

 

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Cotação (1 dólar)

 

= BOL6.85 ~ BOL6.95 - BOLIVIANOS

= S/. 2.70 ~ S/.2.78 - NOVO SOL

= C/. 550.0 - PESO CHILENO

 

 

Momento aguenta coração, preparando para a viagem

 

Minha trip pela Bolívia, Chile e Peru foi realizado em Julho de 2014, mas já estava sendo planejada desde os 13 anos de idade, quando era apenas um garoto sonhando em desvendar os segredos de Machu Picchu. Eu cresci num meio onde tive a honra de conhecer pessoas que me inspiravam com suas histórias de viagens, como um professor que tive que viajou por 5 países da América do Sul em apenas um mês. Também desde cedo assistia documentários e ficava cada vez mais inspirado em realizar essa incrível jornada.

 

O planejamento mesmo começou no meio de 2013, porque inicialmente a viagem deveria acontecer em Janeiro de 2014, mas ocorreram imprevistos que me fizeram adiar a viagem para o meio do ano.

 

Simplesmente devo 90% ou mais da informação que adquiri ao mochileiros.com, que foi onde pude vivenciar através de vários relatos a grande aventura que seria esse mochilão. Também consegui bastante informação no livro Guia do Viajante Independente: América do Sul, o qual recomendo bastante. DICA: Muita gente me chamou de doido quando disse que resolvi ir sozinho para a viagem e diziam que não teriam coragem de fazer algo assim, mas a minha dica pra quem deseja ter essa coragem ou já tem de sobra é: adquira informação! O que fez minha viagem ser perfeita no meu ponto de vista foram as dicas que obtive lendo os relatos do fórum, folheando o guia do viajante e também vendo documentários sobre os lugares que queria visitar. Sempre que acontecia um imprevisto o que me salvava era ter um plano B, e isso só acontecia porque eu tinha bastante informação sobre os vários locais por onde passei.

 

Para aqueles que ficam receosos em viajar sem ninguém como companhia posso garantir: vocês irão sozinhos mas só ficarão sem companhia se quiserem. Eu fui só mas em nenhuma parte da viagem fiquei sozinho, muito pelo contrário, acabei conhecendo pessoas maravilhosas que foram as responsáveis pelo 100% de aproveitamento da viagem.

 

O que levar

 

Levei para a viagem 1400 dólares, que foram mais que suficientes. Tenho certeza que é possível gastar até menos. Eu demorei a aprender como economizar bem na viagem mas até que para um aprendiz de mochileiro economizei bastante :mrgreen: Eu salvei muita grana mas em algumas partes da viagem isso não foi possível e por isso acabei gastando um pouco mais do que esperava e também comprei uma mochila em La Paz, porque a de ataque tinha estragado na trilha Inca. Foi bem barato mas não igual eu pensava que seria ao ler outros relatos.

 

Roupas e equipamentos que levei na viagem

 

  • 2 calças jeans
    5 camisas de algodão
    2 camisas dry fit
    1 calça de moleton
    1 calça tectel
    3 bermudas
    muita cueca e meia
    1 corta vento bem acolchoado
    1 fleece
    1 blusa de lã
    cachecol
    gorro
    luva
    boné
    2 toalhas
    lanterna
    hawaianas
    repelente
    óculos de sol
    Remédios e produtos de higiene
    câmera
    RG e cópia autenticada
    Certificado de Vacinação contra Febre Amarela
    Guias e dicas de viagem impressos

 

1º Dia (02/07)

 

Como disse anteriormente, já estava sonhando com essa viagem a muitos anos, então a ansiedade para chegar logo na Bolívia era imensa. Peguei um voo em Belo Horizonte que tinha escala em São Paulo. Lá conheci Bruna, que foi minha companhia por alguns dias da viagem.

 

Chegamos em Campo Grande a noite e de lá fomos direto para a rodoviária, que era a única na cidade, e por isso fácil de ser encontrada. Já na rodoviária, descobrimos que teríamos que esperar até 2h da manhã, pois esse era o horário do primeiro ônibus que tinha como destino a cidade de Puerto Quijarro, onde se encontra a fronteira do Brasil com a Bolívia. DICA: Não compre passagem para Corumbá, além de ser mais caro, o ônibus não para na fronteira e sim em Corumbá, onde terá que ter um gasto maior por causa do taxi até a fronteira. Peça o vendedor do guichê da empresa Andorinha passagem para a fronteira com a Bolívia.

 

Nesse dia gastei R$180 com a passagem aérea, R$ 40 com o taxi do aeroporto até a rodoviária e R$ 80 com o ônibus para a fronteira.

 

2º Dia (03/07)

 

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Depois de viagem em um ônibus cheio de bolivianos, percebi que realmente estava começando a aventura. Cheguei em Puerto Quijarro de manhã e fiquei surpreso quando avistei da janela do ônibus uma agência da TAM (transporte aéreo boliviano), porque precisava comprar a passagem de avião de Santa Cruz para Sucre, que muitos me disseram ser um trecho bem precário e que a viagem de ônibus é um verdadeiro pesadelo. Paguei um pouco caro na passagem porque não queria correr o risco de não conseguir comprar a passagem na hora. Foi $58 mas é possível comprar também pela internet pelas empresas BOA (http://www.boa.bo/bolivia/inicio) e Amaszonas (http://www.amaszonas.com/). Se a compra for pela internet é preciso também apresentar no aeroporto o cartão com o qual o pagamento foi efetuado.

 

Depois de comprar a passagem e trocar alguns dólares tive que ir na divisão de migração brasileira para adquirir o documento com a data de saída do país. Foi bem rápido, diferente da migração boliviana que me fez esperar mais de 2h na fila com o sol forte que tem naquela região. DICA: Troque pouco dinheiro em Puerto Quijarro, a cotação não é tão favorável. Acho que isso é um padrão existente em todas as fronteiras que passei durante a viagem.

 

Logo depois peguei um taxi para a estação ferroviária (onde compra a passagem para o trem da morte) e em frente aproveitamos para comer um pollo picante (que de picante só tinha o nome ::hãã2:: ).

 

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Já era mais de meio-dia e o trem saia as 14:30, o Super Pullman. Por isso fui logo comprar a passagem. Foi nessa hora que ocorreu um dos maiores perrengues da viagem, que realmente virou uma história muito engraçada mas que quase ninguém acreditava quando eu contava. Eu estava todo feliz porque não havia achado tão ruim a culinária boliviana que era tão criticada por muitos. O problema é que essa felicidade durou pouco, porque ao tentar comprar o ticket do trem fui atendido por um funcionário muito mau-educado, aquele famoso tipo que está trabalhando no lugar errado, porque realmente não sabe lidar com pessoas. Eu só ficava cada vez mais irritado porque eu nem conseguia falar direito e o imbecil só sabia gritar que não haviam mais passagens enquanto não me deixava nem responder. Pelo visto ele tratava todos dessa forma e isso descobri ao falar com umas garotas americanas que não entendiam o motivo do nervosismo do vendedor.

 

Nessa hora fiquei bastante revoltado pelo tratamento daquele sujeito mas nesses momentos o melhor é sentar, relaxar e pensar numa solução para o problema. Infelizmente esse não seria o único mau-humorado da viagem então se preparem para enfrentar esse tipo de problema... Foi então que lembrei de ter lido em um relato que alguns cambistas também vendiam a passagem, nisso olhei para a janela da sala e vi alguns homens na porta da estação. Desci correndo os degraus e depois de conversar com um deles tive a confirmação de que seria possível conseguir as nossas passagens, mas para isso seria necessário um pouco de gorjeta (muito comum na Bolívia). Então concordei com ele, dizendo que pagaria a mais se fosse necessário porque caso contrário não conseguiria pegar o trem. Tinha a outra opção: o ônibus. Mas dessa forma eu não poderia saber como era a viagem pelo famoso Trem da Morte.

 

Após muita espera o problema foi resolvido. Para minha surpresa veio um dos guardas do trem conversar comigo e o sujeito tinha muita cara de malandro. Parece que eles possuem as últimas passagens do trem e vendem mais caro para os bobos que igual eu deixam para comprar de última hora. É surpreendente mas os guardas também ganham propina nessa jogada... ::hein:

 

Saiu BOL100 (BOL70 da passagem e BOL30 de propina). DICA: Compre a passagem de manhã se possível para não correr o risco de passar pelo que passei.

 

Finalmente estava iniciando a viagem pelo famoso trem. Antes de embarcar ainda tive que dar mais propina para outro guarda que veio numa naturalidade incrível estender suas mãos para mim pedindo alguns bolivianos. Ainda estava no início da viagem então nem me importei muito. Dei uns 5 bolivianos para ele, mas acho que se isso fosse no final da viagem a história seria diferente. Porque já estava de saco cheio dessas cobranças sujas que acontecem principalmente na Bolívia.

 

A primeira vista o trem era um veículo bem confortável, nada comparado com as lendas que meu professor contava de suas viagens na década de 90. O trem realmente havia melhorado muito nos últimos anos. ::otemo::

 

Algumas horas depois da partida do trem, comecei a me lembrar dos relatos que havia lido aqui no fórum. Era igual a galera falava! Várias cholas entrando e saindo dos vagões, gritando e carregando milhos, carnes em saquinhos de sacolé, chás, frutas, tudo que é possível imaginar. Foi um pouco divertido ter essa experiência porque só nesse momento a ficha caiu e percebi que a viagem havia finalmente começado...

 

No trem foi um pouco difícil dormir. Quando não era uma vendedora quase derramando comida em mim era o guarda pilantra batendo no meu ombro perguntando algo sobre os times do Brasil num espanhol que era mais difícil de entender do que o quéchua... ::mmm: O que ajudou a passar o tempo foi um casal de argentinos muito gente boa que conheci na viagem. Eles estavam realizando o sonho de conhecer toda a América e eu me sentia cada vez mais inspirado a seguir seu caminho depois de escutar a história de todos os lugares maravilhosos por onde eles haviam passado.

 

No trem também há um vagão que é um tipo de restaurante, eles servem refeições a noite, geralmente pollo (frango, que foi o prato mais pedido da viagem). Comi um sanduba que realmente foi a pior comida de toda a viagem. Até o milho com queijo que iria comer mais adiante na viagem, quando estava desesperado com fome, foi mais bem-vindo.

 

3º Dia (04/07)

 

Por incrível que pareça, acordei bem nesse dia. Mesmo depois da noite anterior com várias mini-cholas chorando a noite inteira... ::essa::

 

O trem chegou na estação de Santa Cruz umas 7h da manhã. Despedi do casal argentino e ambos desejamos boa viagem um para o outro. Depois disso, peguei um taxi para o Centro de Santa Cruz. A cidade realmente não é muito turística, então só dei uma volta pelo centro até dar a hora do avião, que era pra sair as 11h.

 

Chegando no aeroporto conheci outro costume da Bolívia: os atrasos comuns. Já havia lido que era normal isso mas não pensei que era tanto. O voo era pra sair as 11h e só sair 14:30. O jeito então foi esperar. Aproveitei para comer novamente o pollo picante( esse era picante mesmo! ::xiu:: ) e descansar até a hora do voo.

 

Na hora do embarque me pediram somente o RG. O certificado de vacinação nunca foi pedido na viagem (mas não é bom correr o risco de ir sem porque conheci pessoas que precisaram apresentar esse documento). DICA: Guarde bem também os documentos de migração, sempre vão te pedir isso. Até em alguns hostels, como o Wild Rover, eles são necessários.

 

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Chegar em Sucre foi tranquilo, o voo foi muito rápido e tinha até um bom lanche a bordo. Mesmo sendo um pouco mais caro recomendo viajar pela TAM.

 

Diferente do avião, o ônibus que faz o trajeto de Santa Cruz para Sucre é um verdadeiro pesadelo. Nas palavras de Alex, um amigo que fez o trajeto de ônibus: " A viagem é um verdadeiro desastre, entrava areia na merda do ônibus, havia buracos na estrada inteira e como se isso não fosse o bastante colocaram até um filme de terror no ônibus tão alto que não deixava ninguém dormir, até uma senhora brigar com o rapaz para tirar o dvd." ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

Quando cheguei no aeroporto de Sucre já pude notar a diferença em relação a Santa Cruz. Estava saindo quando fui abordado por uma funcionária da polícia turística que me deu um ótimo mapa com dicas e informações sobre as atrações da cidade. A mulher foi tão prestativa que até me indicou uma mini-van barata que levava ao centro de Sucre e esperou ao meu lado o veículo chegar.

 

Paramos na Plaza principal da cidade e pegamos menos de R$0.50 no transporte público sucreño. Depois fui procurar os hostels que eram citados no guia que eu ganhei. Paguei BOL40 num que era muito bem localizado e confortável, mas era com banheiro compartilhado. Depois de deixar as coisas no hostel fui ver o jogo do Brasil contra a Colômbia num Pub da cidade e percebi que a gringaiada mesmo com a vitória do Brasil não achava que o time iria mais longe na Copa. E como sabemos acabaram tendo razão no fim das contas...

 

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A noite já estava cansado de tantas horas viajando mas mesmo assim queria conhecer a vida noturna de Sucre, então procurei alguns lugares recomendados nos documentos que havia trago e foi então que descobri o Joy Ride Pub. Resolvi conhecer o lugar, fica na Calle Nicolas Ortiz 26, perto da praça central. Essa foi a melhor escolha que eu podia ter feito naquela noite. O lugar é incrível. No primeiro andar ficam algumas mesas num ambiente com um som mais leve, próprio para casais que queiram uma noite tranquila. Já no último andar fica o Pub com um clima de balada. As músicas eram excelente e a galera bem animada. Nesse lugar foi onde provei a famosa Sucreña, cerveja típica da região. Entre as cervejas bolivianas essa foi uma das melhores que tive a oportunidade de provar. :mrgreen:

 

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4º Dia (05/07)

Depois de uma noite bem dormida no hostel que infelizmente esqueci o nome, fui desayunar e depois conhecer melhor Sucre. A cidade realmente merece o título de La Ciudad Blanca. Achei Sucre bem mais atraente do que todas as outras cidades da Bolívia. Até o trânsito era organizado. Ouvi um morador dizendo que Sucre era a melhor cidade da Bolívia para se viver. Talvez ele não esteja errado...

 

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Depois de ter uma visão geral da cidade, caminhei até o cemitério, que é famoso por ser o local de descanso de vários personagens da história do país. A caminhada foi cansativa porque Sucre já se encontra a mais de 3000m acima do nível do mar, e para alguém acostumado a caminhar somente nas ruas do Rio de Janeiro, subir as ladeiras de Sucre não foi nada fácil, mas ao mesmo tempo foi bom para acostumar com a altitude das cidades andinas.

 

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No cemitério ficam várias pessoas oferecendo para ser guias em troca de alguns bolivianos. Eu não paguei mas arrependi depois, acho que vale a pena gastar uns trocados para entender melhor o local. O incrível é o tratamento diferenciado que até depois de mortos algumas pessoas recebem. Havia desde personagens famosos enterrados em criptas com ornamentos dourados, até pessoas comuns lutando por 1m² em partes estreitas do local. Resumindo, o passeio é mais histórico mas vale a pena pela beleza do lugar.

 

Após sair do cemitério peguei uma mini-van por alguns poucos centavos, que tinha como destino o Castillo de la Glorieta, que não é tão famoso entre os turistas mas descobri lendo um relato e também pela bela foto do local que estava estampada no guia que a policial havia me dado.

 

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A viagem do cento até o castelo dura uns 20-30min. Chegando lá fiquei surpreso com a beleza do lugar. Realmente a foto era compatível com o castelo de perto, diferente dos MCdonalds que sempre enganam com aquelas fotos... Paguei BOL20 para entrar, com direito ao tour guiado e fotos. Segundo o que entendi o castelo havia sido construído no século 19, a pedido de um dos homens mais ricos da Bolívia. Tratava-se de um dos acionistas das minas de Potosi, que foi um filantropo da época que abrigou vários órfãos numa região do castelo. Também teve importância internacional. Isso é mostrado nos quadros onde o homem era retratado na presença de nobres espanhóis e até junto ao papa. Para construir o local foram chamados arquitetos e outros profissionais da Europa, e por isso o lugar apresenta traços de vários tipos de arquiteturas.

 

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O tour é para quem gosta de história e de observar belas paisagens e construções. Eu recomendo bastante. ::otemo::

 

Depois da visita, voltei para o centro da cidade e passei rapidamente por um museu porque tinha que fazer check-out no hostel. Chama-se Casa de la Liberdad. Recomendo também, pena que não pude ficar muito tempo.

 

Depois de almoçar finalmente um prato que não tivesse pollo no nome peguei outra mini-van em direção ao terminal de buses local. DICA: Não existe rodoviária, e sim terminal de buses. Comprei passagem direto para Uyuni, pois queria chegar rápido na cidade para descansar de no outro dia já começar o passeio pelo Salar. Também pelo que vi em Potosi a única atração é a Mina de Potosi, e na minha visão esse não é um tour muito atrativo. Mas existem pessoas que se interessam em ficar apenas observando a dura realidade dos trabalhadores das minas. São visões diferentes, cada pessoa enxerga o passeio de uma forma, o que recomendo é buscar informações, fotos e vídeos para ver se lhe interessa ou não...

 

No terminal conheci dois baianos que tiveram um papel importantíssimo na viagem. Diego, um dos caras mais animados e engraçados que tive a honra de conhecer, e Yuri, outro que carregava a alegria que só quem foi na Bahia pode me entender. Além disso foi Yuri também o responsável pelas inúmeras fotos perfeitas que tirei no tour pelo Salar de Uyuni e suas belas lagunas.

 

Combinamos de viajar juntos porque eles também não se interessavam pelo passeio de Potosi.DICA: Se for possível tente fechar o passeio em grupo, pois assim é possível pedir um bom desconto.

Quando chegamos no ônibus ficamos conversando até o sono chegar. Nessa hora olhei para trás e reparei um rapaz que parecia estar fantasiado de cholo de tanto aparato boliviano que usava. Mas não parecia ser da região. Engraçado foi que essa grande figura seria mais pra frente um dos grandes protagonistas da aventura que foi minha viagem.

 

A passagem foi BOL60. De Sucre a Potosi foi tranquilo, não achei a estrada tão ruim. O problema foi quando chegamos a Potosi porque estava muito frio e eu não estava bem agasalhado pois quando peguei o ônibus em Sucre eram umas 16h e estava calor ainda. DICA: Sempre tenha uma blusa de frio fácil na bolsa de ataque, o clima na Bolívia e Peru varia muito.

Antes de chegarmos em Potosi, foi estranho porque eu não parava de ter a sensação de que tudo que eu falava o pseudo-cholo entendia. Foi então que o safado revelou que era brasileiro. Esse era Alex, mais um que ingressava na turma. O rapaz era tão doido que não tinha lido nada sobre Uyuni e acabou viajando com pouca roupa de frio mas não aguentou e teve que comprar a fantasia completa de cholo para não congelar naquela região. Esse foi o brother que deu o mini-relato de terror de como é a assustadora viagem de ônibus de Santa Cruz a Uyuni. E também como disse, foi o grande protagonista da viagem porque foi minha companhia durante 90% do trajeto. Sua amizade e companheirismo foram o que fizeram cada momento mochilando ser inesquecível. Como um outro amigo, Raoni, que conheci no fim da viagem dizia: " Num mochilão o que você leva são as amizades que faz com as pessoas que passam pelo seu caminho, os momentos e os perrengues"... Isso é a mais pura verdade.

 

A parada em Potosi foi rápida, só deu tempo de ir ao banheiro e entrar no ônibus para Uyuni. Agora que a coisa complicou. Foi uma viagem que cada hora parecia semanas porque fomos nos últimos bancos e esse trecho da viagem era horrível. Curva para lá e para cá, buracos em todo canto e o motorista ainda por cima estava doidão, foi a viagem inteira mascando folha de coca e tivemos até uma parada de 15min para o maluco por incrível que pareça tomar umas biritas antes de pegar no volante. Aproveitamos também para tomar um café que parecia mais água com pó, que mesmo sendo horrível pelo menos ajudou a esquentar o corpo. O pior também era o frio e a dor de cabeça que ia ficando cada vez pior. Talvez porque estávamos chegando a uma altitude de mais de 4000m... ::Cold:: Nessa hora o que recomendo é relaxar. Não adianta reclamar, tem que torcer para dar tudo certo e ver o lado bom até no café ruim que se toma no meio da estrada. :mrgreen:

 

E eu que pensava que a noite não podia piorar... Chegamos em Uyuni 1h da manhã. Realmente pensei que havia sido um milagre depois de ver o estado do motorista. O frio era insuportável, foi o tempo de pegar as mochilas e correr pro hostel. A vantagem foi que o guia de viagem que levei recomendava esse lugar que era do lado de onde os ônibus param. Pagamos BOL40 e pagaríamos o dobro com certeza só para encontrar um lugar protegido do frio o mais rápido possível. O nome do hostel é El Salvador.

 

::Cold::::Cold::::Cold::

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Ansiosa pelo restante do seu relato, que por sinal está ficando muito bom, é sempre bom quando temos informações atualizadas assim,

 

vou pros mesmos países em dezembro/janeiro e essas informações ajudam demais :)

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Muito obrigado pelo apoio galera. Tomara que eu possa te ajudar com alguma informação Juli ::otemo::

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6º Dia (07/07)

 

Esse dia foi difícil de acordar. Lembro que tive uma das piores noites da minha vida. Como a noite passada tinha demorado a acabar, quando fui dormir todos já estavam deitados e não queria acordar ninguém e por isso entrei fazendo o máximo de silêncio que podia, mesmo chutando as mochilas que estavam espalhadas pelo quarto. O problema foi que não consegui entrar bem no saco de dormir (que aluguei na própria agência por BOL30) e acabei desprendendo da cama a coberta grossa que seria a coisa mais útil naquela noite. A consequência desse bom ato foi que acordei umas três vezes durante a noite morrendo de frio porque a coberta toda hora caia no chão e depois de um tempo fiquei com tanta raiva daquilo que joguei o saco de dormir no chão e acabei dormindo só com a coberta. Nessa hora já era tarde então acabei dormindo somente umas 2-3 horas naquela noite porque precisávamos acordar cedo. DICA: Se quer um bom lugar para dormir e relaxar não recomendo passar pelo Salar ::Cold::::Cold::::Cold::

 

No segundo dia do tour as paisagens são as melhores. Muitas vezes confundia a janela do carro com alguma pintura de tão incrível que era aquele lugar. Realmente não existe nada igual àquilo. É impossível alguém por defeito numa foto que tinha como plano de fundo o Atacama.

 

Num mochilão as experiências que vivemos e lugares incríveis que passamos fazem qualquer noite mal dormida valer a pena...

 

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Não lembro o nome de todas as lagunas que passamos mas achei a primeira delas a mais bela de todas. Sem dúvida as melhores fotos da viagem foram tiradas no tour pelo deserto. A paisagem era mesclada com várias cores, do gelo das lagoas com o azul do céu ensolarado e ainda recebia a bela vista dos imponentes nevados e vulcões (que quase fizeram minha avó ter um infarto quando viu minha foto do lado de um).

 

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Nesse dia Rodrigo realmente nos surpreendeu. Tivemos um excelente banquete à beira de uma das lagunas. Com certeza aquela refeição naquele simples local significou muito mais do que qualquer restaurante caro que já fui. Nada melhor do que tomar uma coca e comer carne de alpaca com aquele visual sensacional. Com certeza senti falta desse almoço em outras partes da viagem :(

 

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Também é no segundo dia que se visita o Arbol de Piedra, famosa formação de rocha vulcânica que obteve o formato de uma árvore. Eu achei legal o lugar onde ficam as formações. Lá foi onde eu e Diego resolvemos acompanhar um gringo maluco escalando umas pedras que na subida foram fáceis o problema foi na hora de descer... ::tchann::

 

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No fim da tarde passamos pela última atração do dia, a laguna Colorada, que é a mais famosa. Como disse antes, para mim a melhor foi a primeira mas a Colorada também é bem interessante. Ela recebe esse nome porque suas águas ás vezes ficam avermelhadas devido a presença algas no local. Existe na região da lagoa uma casinha que é o controle de entrada, onde se pagam os BOL150.

 

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Ficamos bastante tempo nesse lugar e depois de ter uma bela visão do por do sol no deserto fomos novamente procurar um lugar para passar a noite. Dormimos em outro hotel de sal. Nessa noite fomos surpreendidos com um bom vinho de presente que dividimos com o casal inglês enquanto jantávamos. Parece que é comum ganhar esse presente na segunda noite pelo deserto. Nós conhecemos outras pessoas que fecharam o pacote com outras agências e também receberam a bebida. DICA: Nas duas noites tivemos energia elétrica. Então não é preciso se preocupar porque foi fácil carregar as câmeras mesmo no hotel de Sal.

 

Depois de acabar com a garrafa de vinho fomos todos deitar porque tínhamos que acordar cedo no próximo dia para ver os geysers. Para tristeza do Alex, ou McGayver, nesse dia não tinha ducha nem fria muito menos caliente, então o jeito era dormir sujo mesmo ::tchann::

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Oi Rodrigo esta bacana o relato..

Só lembrando a primeira Laguna se chama Canapa.

Abraços

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Embarco com mais 2 amigos dia 18/09 para a Bolívia e depois para o Peru, e no meu roteiro estão o Salar, o Chacaltaya, a Isla del Sol, Canyon de Colca, Machu Picchu e Islas Ballestas. Tô acompanhando com bastante curiosidade e pegando todas as dicas possíveis. Está muito bom até agora!

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Ah sim, é esse nome mesmo. Alexandre se for seguir esse roteiro vai conhecer lugares maravilhosos. Se der faça o passeio de buggy e sandboard em Huacachina, é incrível ::otemo::

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7º Dia (08/07)

 

Outra noite mal dormida... E por incrível que pareça essa foi a realidade de todos do hotel e não apenas do nosso grupo. Sentimos pela primeira vez o famoso soroche que na minha opinião foi agravado pelo vinho, pois lembro de ter bebido vários copos da bebida e nenhum de água. Acordamos todos com dor de cabeça e então tomei uma dipirona que resolveu o problema por um tempo. Quando estava saindo para tomar um café foi que descobri que o mau-estar era geral.Um rapaz veio falando num portunhol estranho e estava preocupado me perguntando se eu era médico porque sua amiga estava delirando de febre. A única solução que imaginei foi dar um dos comprimidos que eu havia trago para ela aguentar chegar pelo menos até San Pedro, onde a estrutura é bem melhor do que a de um hotel de sal no meio do nada. Dica:Remédio para dor de cabeça e febre são essenciais para a viagem e importante também é maneirar no álcool em lugares altos e tomar bastante água, porque no salar faz frio mas o sol também castiga. ::mmm:

 

Nesse dia não tomamos café no hotel. Para minha infelicidade, quando sentei na mesa, Rodrigo já queria me matar dizendo que tínhamos que sair logo ou se não seria impossível ver os geysers devido à luz solar.

 

Agora sim o frio no Salar chegava ao seu auge: 20º negativos. Saímos correndo do hotel para entrar no carro o mais rápido possível. A viagem até os geysers dura um pouco menos de 1 hora. No carro foi até tranquilo porque estávamos protegidos mas na hora que chegamos na área de poços de água quente que foi o problema. Tivemos que ser corajosos para sair do carro e observar o local mesmo com dor de cabeça e sob efeito do vento frio. Eu estava feliz de qualquer forma, porque era a primeira vez que eu via poços de água vulcânica e geysers por todos os lados.

 

A próxima atração seria uma das mais marcantes de toda a viagem:os banhos termais. Andamos de carro mais um pouco e chegamos numas cabanas onde também se paga para entrar se você pretender entrar na água. Mas o valor é bem irrisório.Lá mesmo foi onde comemos, lanche simples mas que foi muito bem vindo porque estava faminto. :mrgreen:

 

Confesso que fiquei um pouco receoso de pular na água mas depois de um tempo resolvi encarar. O início é o mais difícil, porque a temperatura fora da água baixa facilmente 0º. Eu estava com quatro blusas e duas calças que tentei tirar o mais rápido possível para minimizar o tempo que ficaria quase pelado naquele frio. Existe uma casa perto da banheira e o comum é trocar lá mesmo e ir correndo para o caldeirão. Foi o que fizemos e a sensação na hora que entramos na água foi maravilhosa. Era tão bom ficar naquele lugar quente que por mim estaria lá até agora. ::otemo::

 

Durante a viagem fui em três banhos termais e com toda a certeza o melhor foi aquele no deserto. Sei que no início falta coragem mas tenho certeza que quando se está naquela água maravilhosa todo o esforço é bem recompensado. A saída é mais fácil, você pensa que vai congelar mas isso não acontece.Nós ficamos lá quase 1 hora e para ser sincero só saímos quando o Rodrigo veio nos chamar. ::tchann::

 

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Depois de vestir roupas secas novamente iniciamos o que seria o fim da viagem pelo Salar e seus lugares inesquecíveis.O deserto é incrívelmente frio mas esse é um sacrifício que vale muito a pena pois aquele lugar é único. Não existe outra igual no mundo.

 

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Chegamos rápido na fronteira onde despedimos do nosso guia Rodrigo e agradecemos pelo ótimo serviço prestado. Depois de resolver a papelada da migração, pegamos um ônibus( que estava incluído no pacote) com destino a San Pedro do Atacama. Finalmente começamos a sentir calor pois essa cidade só faz frio a noite, mas perto de Uyuniiii. ::Cold::::Cold::::Cold::

 

O ônibus parou numa estrutura da migração chilena. Nessa hora todos do ônibus ficaram irritados com o motorista, que simplesmente saiu do carro e barrou nossa saída sem se preocupar em nos dar alguma explicação do motivo daquela ação estúpida. Ficamos meia hora cozinhando até sermos chamados para entrar na casa. O Chile, diferente do Peru e Bolívia, são mais frescos com o controle migratório. Primeiro passamos as mochilas numa esteira, onde ficam fiscalizando através de um raio X. Depois me me irritei de verdade, porque um funcionário mau-encarado revirou minha mochila toda e acabou desarrumando tudo,para no final eu ter que arrumar tudo novamente. Como se isso não bastasse ele ainda me levou para uma sala de interrogatório onde ficou fazendo perguntas como se eu fumava, se meus amigos fumavam, o que faço no Brasil e por aí vai. No fim ele me pediu para tirar até o casaco e as blusas. Como não tinha nada a esconder fiz isso e para acabar logo com aquela palhaçada comecei a tirar até a calça, mas aí ele ficou envergonhado e me liberou. ::quilpish::

 

Fui o último a entrar novamente na van. Quando cheguei todos estavam ansiosos para saber porque havia demorado tanto. Os gringos que eu tinha conhecido ficaram me zoando perguntando o que eu estava escondendo e os malandros do Brasil ficaram falando que era a barba de árabe que estava me colocando com cara de suspeito. ::tchann::

 

Depois do atraso na migração a van nos deixou mais no centro da cidade. Realmente os relatos estão certos, San Pedro comparada com outras cidades da Bolívia e do Peru é um local bastante organizado e muito mais adaptado ao turista. A cidade é pequena, somente o terminal é um pouco afastado.

 

Nós gastamos muito tempo procurando hostels mas acabamos ficando no Hotel Corcovatch. Não achei tão caro pelo ótimo luga que ficamos. Pagamos 8000 pesos que equivalem a uns R$30. Aproveitamos também para lavar nossas roupas porque o hotel oferecia serviço de lavanderia pago a parte.

 

Já era tarde e não havíamos comido nada ainda, por isso resolvemos tomar um banho rápido e sair para procurar um lugar para ver o jogo do Brasil e também comer alguma coisa. Ficamos nu Pub famoso de San Pedro que se localiza no centro da cidade (infelizmente esqueci o nome). Pedimos um prato típico: as empanadas, que como o nome já diz, parece uma empada só que do tamanho de uma pizza grande.Recomendo experimentar.

 

Em San Pedro encontramos muitos brasileiros que ficavam por lá algumas semanas ou até meses trabalhando e curtindo o local. Por isso a cidade estava animada com o jogo. Todos estavam ansiosos e o assunto era somente como o Brasil jogaria sem Neymar.

 

Alguns minutos antes do início pedimos um chopp e extendemos a bandeira do Brasil na mesa (que logo voltou para o nosso bolso ::tchann:: ) esperando ver uma boa partida da seleção. Era impressionante o tanto de brasileiros que estavam no local. Por um momento me senti em casa novamente.

 

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Começa o jogo e é tudo alegria. Eu estava um pouco descrente na nossa vitória porque sabia a força da seleção alemã, mas mesmo assim ficamos torcendo no local junto com os outros brasileiros. Como todos já sabem, a festa não durou muito tempo. Veio o primeiro gol alemão e uma parte da gringaiada pulou de alegria. E eu ficava pensando: "Há, um gol só! Da pra ganhar ainda gente...". Passaram-se mais alguns minutos e novamente os branquelos começaram a comemorar e nós só ficávamos em silêncio pensando: "Que porra é essa???". No terceiro gol começamos a rir pra não chorar (o chopp deve ter incentivado isso), igual fazia um grupo de brasileiras que não aguentaram mais e foram embora do local... ::essa::

 

O jogo continuou e com ele as canecas que de chopp que chegavam na nossa mesa para curar a tristeza :mrgreen: Engraçado era que nem os gringos conseguiam acreditar no que estava acontecendo.

 

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Deu o intervalo e aproveitei para sair um pouco. Era incrível o sorriso no rosto dos chilenos com a derrota brasileiras. Alex foi comigo e aproveitamos para dar uma olhada nos artesanatos locais. Depois ele resolveu voltar pro hostel e eu voltei pro Pub para aproveitar mais o chopp e ver a gritaria de felicidade dos alemães, que estavam certos pois mereceram a vitória depois daquela ótima partida que fizeram.

 

Na volta para o hostel me senti como um ator da globo nas ruas do Rio de Janeiro, porque Diego estava não só com um sorriso no rosto (mostrando que aquela partida tinha sido somente um simples jogo de futebol) como também com uma camisa da seleção. Então todos que passavam na rua nos olhavam com cara de espanto, tentando achar a resposta para aquele resultado surpreendente e alguns até puxavam papo fazendo alguma piadinha, principalmente os chilenos, que finalmente tinham motivo para comemorar depois da derrota para o Brasil.

 

Ficamos no hostel um poucoe mais a noite fomos dar uma volta na cidade para trocar o dinheiro. Eu havia lido a respeito do tour space celestial e estava curioso para saber como era mas acabei não fazendo porque já estava um pouco em cima da hora. Depois de trocar o dinheiro encontramos novamente o grupo de mexicanos que conhecemos no salar. Decidimos comprar juntos a passagem para Arica. Nessa hora realmente fiquei preocupado com o dinheiro porque o Chile é um país bem mais caro do que seus vizinhos Bolívia e Peru. A passagem se eu não me engano ficou quase R$100. Nós compramos na primeira empresa que achamos, porque ouvimos boas recomendações e também pelo medo de acabar as passagens. Dica: Se tiver mais temo, recomendo pesquisar melhor e comparar os preços, mas não espere grandes milagres porque o Chile não é um país tão barato.

 

Depois de garantir nossa ida a Arica voltamos ao hostel onde tomamos um bom banho e então saímos para aproveitar a vida noturna da cidade. Segundo as recomendações da jovem do hostel, que parecia entender quando o assunto era festa, fomos até um bar-restaurante chamado Barros,que ficava bem próximo do hostel. Chegando lá, já gostei do clima do lugar, que além de ser um bom abrigo contra o frio era também um espaço comshow ao vivo e galera animada. Tenho que destacar que esse show foi incrível. Realmente me surpreendi com a voz da cantora chilena, que cantava num estilo musical muito diferente do que eu estava acostumado a ouvir no Brasil. Como estava fazendo muito frio naquela noite resolvemos nos sentar numa mesa próxima de uma fogueira. Pedimos uma pizza e enquanto a bendita não chegava pedi o famoso Pisco Sour,que é uma bebida típica da região. Como quase todo relato que eu havia lido citava a bebida, acabei ficando curioso e sinceramente achei muito boa. Só não recomendo para quem não gosta de bebidas fortes.A noite se resumiu a isso, ficamos bebendo o Pisco, os Mojitos e aproveitamos a deliciosa pizza daquele local.

 

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