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Heineken

Bogotá e Cartagena (de 0° a 50° no mesmo país!)

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Iniciarei o pequeno relato com o texto e no final ponho algumas fotos. Estejam sempre à vontade para perguntas!

 

Essa viagem consistiu em 3 pessoas: eu e um amigo fomos a Bogotá e depois de alguns dias iríamos ao encontro de um outro amigo, já em Cartagena.

 

Colômbia é surpreendente. Sabemos pouco e ficamos naquele pensamento de: drogas, Shakira, Valderrama. ::lol4:: Mas tem muito mais do que isso, claro.

 

Chegada no aeroporto tranquila, mas lá mesmo já é feita uma espécie de revista por raio-X e cachorros treinados. Talvez tenha que abrir a mala. Me mandaram passar direto.

Optei pelo ônibus Transmilênio. Pode ser uma alternativa confusa, mas dá certo. Existem outros ônibus localidades diversas saindo do belo aeroporto de Bogotá. Tente planejar sua descida com referência à estação, endereço e algo próximo. O meu primeiro hostel foi o Alegria, na Candelária.

 

A Candelária é um centro que fica movimentado de dia e também à noite, dá para andar sem problemas; não sei bem depois das 23h, que é um horário que o movimento das diversas universidades da região diminui. Há uma pracinha e uma rua bastante pitorescas e legais de andar: Plaza Del Chorro do Quevedo, com opções interessantes de pequenos botequinhos descendo ao longo dessa pequena rua estreita. Fica lá pela Calle 13 com Carrera 2.

 

Na primeira noite já corri para o Crepe And Waffles, Bogota Beer Company e algum barzinho universitário lá perto mesmo do hostel.

 

O Museu de Botero é grátis e enorme. Muita bem organizado e pode-se gastar horas por lá. Indico ir com bastante tempo reservado a ele.

O Museu do Ouro é um pouco cheio e, apesar de bonito e organizado, pode pecar pela pouca variedade na temática, afinal, ouro só pode ser dourado...mas tem uma apresentação multimídia interessante e uma lojinha com café.

O centro cultural Gabriel Garcia Marquez decepcionou, por ser mais um centro de eventos em geral, e não um espaço voltado exatamente para ele, ou então não explorei o suficiente. A vista do alto é muito bonita, assim como o jardim. Lá também fica uma unidade movimentada do famoso Café Juan Valdez. Peça um “tinto campesino”.

 

No campo das cervejas, a Club Colombia é a melhorzinha, apesar de não ser a mais comercializada. Tem a Aguila também.

 

A ida para a Catedral de Sal via ônibus é simples. Pode ser chata por causa do Transmilenio, que lota e tem muitas trocas de ônibus. Mas o resumo de tal jornada é: seguir ao portal do norte e de lá pegar uns micro-ônibus que tem cobrador e custa 4,60 pesos. Ele é confortável, mas não esqueça de pedir ao cobrador para avisar o momento de descer e, na cidade, qual direção tomar até a entrada da atração. Não é difícil, basicamente certifique-se que está subindo (e sobe, e sobe)....

 

Na catedral, são diversos os tipos de tarifa, mas escolhemos a P2. Há o passeio e no final um show de luzes bacana e as lojinhas de lembrança até que não metem a faca. Há um café muito gostoso e as fotos não ficam muito boas porque o local é bem escuro... Mas para os que tem câmera semi ou pro, é um prato cheio para belas imagens. Aconselho a não se entusiasmar e tirar durante a fala do guia, pois você pode perder detalhes e sempre fica cheio de gente. Deixe fotos para depois da fala do guia e do pessoal se dispersar.

Na saída do museu há um trenzinho turístico, não pegamos porque a vontade de andar estava alta por causa do frio e porque já sabíamos o caminho, além de não saber para onde o trenzinho iria. Bem, descemos a pé e encontramos o trenzinho-bondinho exatamente no lugar que queríamos: Praça Central de Zipaquirá.

Vale a pena dar uma caminhada e descansada pela praça central e um pouco nas ruas.

 

O Cerro de Monserrate é uma atração ótima para ir caminhando desde a Candelária e é imperdível pelo visual. O bondinho é rápido tanto para subir quanto descer. Há uma feirinha de lembranças e comida no topo. Há um poço dos desejos para lançar moedas e um caminho de Jesus carregando a cruz que alude bastante ao Templo de Sal. Recomedo fazer com calma para tirar belas fotos. Parece que há um hotel e uns restaurantes lá no topo do monte, mas não me interessou e não busquei detalhes.

 

O centro de outlets na Avenida das Américas é médio em tamanho, mas decepcionante em ofertas. Tem que andar muito para achar algo que realmente valha a pena. Algumas lojas estavam com promoções de 50% off. Mas pouquíssima coisa foi adquirida.

 

O segundo hostel foi o Fulanos, na Zona Rosa.

A noite de Bogotá é bastante movimentada, mas não entrei em nenhum bar clássico fechado que cobre entrada e toque música latina.

Há 2 pontos de baladas em geral. Um mais simples e underground, que fica na Carrera 7 e Calles 48 a 55. Há alguns bares Rock n´ roll, além de boates de música latina e alguns poucos pontos para comer.

Há também a chique e surpreendente Zona T, ou Rosa, na altura da Calle 80 a 85, Carreras 11 a 15. Nela existem cassinos, shoppings, baladas com vários andares, PUBs requintados, enfim...lá também está o badalado, impedível e caríssimo Andres DC e o Shopping que fica o Hard Rock Cafe. São extremamente próximos.

 

A cidade é repleta de táxis, universitários e polícia. Extremamente urbanizada e surpreendentemente desenvolvida. O trânsito é caótico e a poluição nas avenidas principais é perceptível. Há boas opções para quem anda de bicicleta, como ciclofaixas, além disso, aos Domingos a cidade vira a capital sulamericana da bicicleta, com várias vias fechadas para o trânsito delas.

 

A ida até o bairro de Usáquen foi de bike. A ciclofaixa chega até certo ponto, o restante fica tranquilo, mas mesmo assim é melhor usar a calçada no trecho que chega até o shopping Hacienda Santa Barbara. Ao lado desse local há uma feirinha e um pouco depois a praça Central, que conta com vários restaurante e bistrôs bonitinhos.. O escolhido para almoçar foi um clássico chamado Tienda de Cafe. Fomos bem recebidos e o preço estava aceitável, apesar do lugar parecer elitizado. É bastante bonito por dentro.

 

A ida ao Parque Simón Bolivar, infelizmente, foi noturna. Estava ocorrendo um Festival de Verão (apesar de estarmos no inverno...WTF?) na cidade. Havia um show de música latina. Ficamos pouco tempo. Não podia beber ou fumar lá dentro e foram 2 ou 3 barreira policiais para chegar ao palco. Mas valeu dar essa passeada.

 

A segunda parte da viagem consistiu-se em Cartagena e Santa Marta.

 

Chegando a Cartagena, o bafo de calor é imediato, principalmente se vai a partir de Bogotá (que fica em altitude considerável e temperaturas variam entre 5 e 15 C° ::Cold:: ). A umidade é alta e o vento pouco, fazendo os 37° virarem uma sensação de uns 45° ::hahaha:: .

 

O aeroporto é minúsculo mas tem o ar condicionado mais potente da face da Terra. São vários táxis, mas decidimos ir para a avenida e pegar uma buseta. Nesse momento é hora de sentir saudades dos ônibus brasileiros, mas vale a experiência antropológica. Até existem paradas de ônibus, mas eles param em qualquer lugar tanto para subir quanto descer (deve-se gritar “PARADA!” para descer, não tem cordinha). São bem enfeitados e parecem ter saído da década de 70 ou 80. Enfim, muito solícitos os colombianos mais simples, nos deram a informação da rua do hostel (Media Luna, fora das muralhas). Encontramos com nosso amigo que foi direto a Cartagena.

 

Logo cedo já fomos atrás do passeio de Playa Blanca, que fica na ilha de Baru, que faz parte de conjunto de Ilhas Del Rosario, que pode ser feito de barco, táxi ou mototáxi. Optamos pelo táxi e negociamos com alguém por lá mesmo a volta em barco. Playa Blanca é um lugar muito bonito, com águas espetaculares e certa infra-estrutura de barracas. O assédio é infinito, prepare-se para dizer “no” algumas centenas de vezes. O que fizemos foi pegar uma barraca e cadeiras (impossível não querer um pouco de sombra naquele sol caribenho), além de poucas cervejas e um almoço simples. Também aproveitei para fazer snorkeling alugado, pois havia alguns corais pertinho que deu para aproveitar bem para ver muito peixe diferente. Ah, destaque especial para as massagistas de pés, elas tem uma técnica de dizer que é “regalito” e depois que você aceita ficam um tempão...fica até constrangedor depois para pedir para interromper e dizer que não vai ter como pagar. De duas uma: negue sempre, ou se começarem, pague.

 

Há outro lugar legal desse arquipélago de Rosario, que é a Isla Del Pirata. Lá o passeio é um pouco mais caro e menos lotado. Valeu a pena. Mas valeu mesmo porque fizemos um outro snorkeling a parte, com grande área de corais, com um pescador que já está lá na ilha (José, que tem um barco simples com motor...negocie). Caso faça esse snorkel, recomendo muito que também peça a ele para levar a uma ilha privada que tem hotel. Nem sei era permitido, talvez seja privado...tinha algumas poucas pessoas lá com pinta de ricaço, mas nem nos importamos e curtimos.

 

Fomos no final de uma tarde na Bastilha de San Felipe de Barajas, pegando também o início da noite para curtir a iluminação. Lá tem alguns túneis-labirintos...cuidado com a cabeça. Leve a carteirinha de estudante, vão pedir para ver 2 vezes.

 

Andamos bastante na parte de cidade dentro da muralha. Há várias opções gastronômicas, mas vou indicar apenas algumas:

 

Espiritu Santu: Bem simples, mas muito gostoso e com um preço muito bom! Recomendo pedir um prato para duas pessoas, porque vem bastante comida.

 

La Paletteria: Picolés muito bons e com precinhos bem complicadinhos...mas vale a pena.

 

Crepe & Waffles, Juan Valdez: Mantém o ótimo padrão de preço e ambiente. Em Cartagena são ainda mais legais de ir.

 

Aury Cocina Internacional: Anti-dica. Fuja. É horrível. Sujo, picareta, esquisito e a comida não vale a pena, além de tentarem nos enganar na conta. Já incluíram a propina direto na conta mesmo depois de terem a cara de pau de calcular errado.

 

Fomos a Santa Marta contratando um serviço de van com ar condicionado. O hostel de lá foi o Brisa Loca. Bem festeiro e com boa estrutura. Eles vendem a idéia de passar o tempo todo lá dentro, até porque a cidade em si não tem lá grandes atrações.

Em Santa Marta há poucas praias interessantes, comparando-se a Cartagena. Escolhemos a El Rodadero, que é bem urbana. Meus amigos foram a principal atração de Santa Marta, que é o Parque Nacional Tayrona, que tem passeios que duram o dia, mas parece que o bom mesmo seria acampar lá...

 

Na cidade, houve comemorações de um Festival do Mar, com alguns festejos e desfiles que pararam a cidade e fez de nossa estadia ainda mais interessante...mas nada tão incrível para passar horas e horas. Valeu pela experiência, mas recomendaria concentrar-se no Parque (que infelizmente não fui por não estar bem no dia).

 

De volta a Cartagena, nosso último hostel foi o El Viajero, simples demais, só tem o lado bom do ar condicionado.

 

Curioso era conversar com o povo sobre o tal James e ver o tanto de moradores e turistas de todo mundo usando a camisa dele. Fomos pouco depois da Copa do Mundo e eles parecem que começaram a gostar mais de futebol.

 

Faltou, quem sabe, dar um pulo na planejada Medelyn. Também tinha pensado em alguma fazenda de café, mas descobri que não era perto da cidade e desisti.

 

Enfim, o balanço geral foi satisfatório!

 

Me surpreendi com o desenvolvimento de Bogotá e como existem universidades lá. Um local bem “europalizado”. Também não pude deixar de notar uma desigualdade social sinistra. O Real não vale tanto a pena assim. Andar de táxi e comer em certos locais, tudo bem. Tem casa de câmbio em muito lugar.

 

Aqui há um vídeo que vi um pouco antes do embarque. É de um programa de TV, bem bestinha, mas deu uma noção bacana:

 

 

Zona Rosa (Andres DC, Hard Rock Cafe, Bogota Beer Company, baladas e cassinos): https://www.google.com.br/maps/place/andr%C3%A9s+DC/@4.6663494,-74.0541693,17z/data=!4m2!3m1!1s0x8e3f9af559f6b309:0xab06d69cc24435e

 

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Passando para registrar que admiro a forma didática em que escreve e o olhar fotográfico que tens.

Confesso que nunca me passou pela cabeça conhecer a Colombia, eu sabia da existência do pais, mas não sabia o quão lindo e interessante és.

 

Taí...agora mais um país e cidades que encontram-se em minha lista.

Parabens mais uma vez Heineken

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Obrigado, Nat!

Ultimamente tenho escrito de forma mais objetiva e menos emotiva, acho que interessa mais aqui a descrição do que minha impressão particular. Tanto que no primeiro relato (da Argentina) ficou mais uma crônica que uma informação útil, hauhau.

 

Conheça! Tire o que te agradou do meu e acrescente coisas legais que não pude fazer e me conta.

 

Beijo.

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Ótimo relato! Vai servir pra me basear quando eu for ano q vem. Nao noteiqual período foi tua viagem.

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W Braga, valeu!

Foi entre 28 de Julho até 15 de Agosto: 6 dias em Bogotá, 2 em Santa Marta e o restante em Cartagena. Se tiver tempo tenta incluir Medelyn!

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Inicialmente tô pensando em Bogotá - San Andres - Bogotá - Zipaquirá - Villa de Leyva - San Gil - Medellin - Bogotá em 21 dias com a esposa em maio, mas no estilo mochilão com hosteis mesmo.

Santa Marta e Cartagena acho q vão ficar pra próxima.

O que assusta um pouco é q maio parece chover muito, principalmente em Medellin.

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Bem, a questão da chuva é uma constante mesmo...mas tive até uma sorte. Quando choveu, fiquei protegido, e choveu menos que a previsão.

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Cara, muito bom seu relato. Informações excelentes. Estou indo mês que vem e ficarei no mesmo hostel que você em Bogotá.

Pode me dizer como saiu do aeroporto até a Candelária de Transmilenio?? Grato desde já.

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Cara, muito bom seu relato. Informações excelentes. Estou indo mês que vem e ficarei no mesmo hostel que você em Bogotá.

Pode me dizer como saiu do aeroporto até a Candelária de Transmilenio?? Grato desde já.

 

Cara, eu realmente sai no susto de lá, sei que o tem um ônibus do aerporto que te DEIXA no Transmilênio. E a partir de lá tu segue rumo ao centro. Eu passei da parada onde deveria descer e fiz o caminho todo andando, uhauhaua, levei horas, mas achei a cidade.

Não tem muito segredo, quando chegar no centro você saberá. Mas saiba que o ônibus do aeroporto ainda não é o Transm.

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