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MauroBrandãoo

A FAMOSA HUARAZ - Laguna 69, Mirante e Trekking Sta. Cruz JULHO/2014 (7 dias) (Muitas FOTOS)

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Salve Salve amigos e amigas do seu, do meu, do nosso BRASIL VARONIL E MUNDO.

 

Pra quem não me conhece, sou mochileiro de berço e criador, editor e barman do blog De Mochila e Bota e um mundo para desbravar.

 

Bom, fiz um mochilão pela Bolívia, Chile e Peru de novo esse ano, só que em Julho. Falo de novo porque fiz quase o mesmo roteiro em janeiro de 2013, e dessa vez repeti a dose com muita coisa a mais. Dessa vez passei 37 dias viajando de ônibus e avião e fui para a tão esperada cidade de Huaraz, localizada a uns 400 km de Lima no Peru.

 

Eu fiquei sabendo da existência desse lugar por um amigo meu chamado Adriano Elisei e suas fotos. Só de olhar as fotos você fica maluco de ir. Então, como bom trilheiro que sou, não poderia deixar Huaraz para fora dessa viagem.

 

 

1º Dia - De Lima a Huaraz, encontrando o Scheler e me preparando para a Laguna 69

 

Resumindo a história, dia 22 cheguei em lima as 22hrs sem hostel, sem dinheiro trocado e sem saber para onde ir. Desci no terminal de bus da Cruz del Sur(acho) ou outra empresa que não me lembro agora, fiquei meio perdidão. E é claro, aquela clara de perdido :? , acaba de descer do busão com mochila, é alvo certeiro para os taxistas do terminal. Claro que eu não caio na lábia desses caras, pois sei que são mais caros e tal, mas sei também que são confiáveis, por isso, na situação que estava, decidi pegar um, e ele me levou para o hostel mais barato que encontrou em Miraflores, ou seja, as 23 hrs da noite consegui o hostel por 25 soles. Tá bom né?

 

Fui para o hostel por precisar de um banho urgentemente(não vou contar o porque, pois faz parte do relato que estou escrevendo que vocês podem encontrar no BLOG). Tomei aquele banho e fui dormir, para tentar no outro dia pegar o bûs cedo para Huaraz, pois não havia no horário que cheguei.

Acordo cedo, barari bararu consigo trocar dinheiro e parto para o terminal da Cruz del Sur, pois era a única que sabia que fazia o trajeto Lima > Huaraz.

Peguei um taxi por 10 soles. e lá chegando, para minha surpresa, não havia mais passagens para o bus das 07:00. :lol: . Só alegria. Logo perguntei para a moça se havia mais alguma empresa que fazia, ai ela me disse que na MovilTours podia ter, então, #partiuMovilTours.

 

Só para vocês entenderem, lá no Peru e Chile, em algumas cidades não existe uma rodoviária propriamente dita, e sim o ônibus saem das próprias empresas. Em lima era desse jeito, por isso, se tu vai pegar um bus de tal companhia, tem que ir até loja dela, e lá fica a rodoviária só de ônibus dela. Entendeu ?

 

Beleza, seguindo em frente, paguei mais 10 soles :( e fui para a MovilTours. Quando chego lá, para minha felicidade, havia um bus saindo de lá as 11hrs direto a Huaraz, sendo umas 9 horas de viagem e por incríveis 35 soles. Sim, 35 soles ou 30 reais mais ou menos. MANO, amo o PERU !!! Hahahah

Sinceramente eu fiquei com medo do busão, mas graças a Deus estava enganado.

 

Bom, eram 08:00 da "madrugada" de uma Quarta Feira e eu estava no centro, em frente ao estádio de futebol de lima, sem nada para fazer. Despachei minha mochila, o tempo estava chuvoso(como sempre em lima) e fui andar um pouco. Tentei saber sobre algum shopping ou coisa do tipo perto, mas não havia muita coisa, só uma feirinha que abria as 10 hrs mais ou menos.

Comecei a andar pela rua, sem absolutamente nada para fazer. Vi o movimento, muito grande, muitas businas e tal. Aquela caos de cidade grande. O tempo passou devagar, pois a ansiedade pesou e o tempo se arrastou.

 

As 11:00 da manha embarquei no busão panorâmico(sempre curto ir na frente) com meu banco sendo o primeiro da fila, a direita, com visão privilegiada da estrada, pois eu li por aqui que a estrada de Lima até Huaraz é fantástica, e foi até mesmo por isso que decidi pegar o bus de manha, pois sempre prefiro viajar de noite para economizar tempo e hospedagem.

 

Bom, a estrada é FODAAAAAAA. Sério, fantástica. FANTÁSTICA. Vá de dia, se puder. Não vai se arrepender. Olha um pouco do que tirei fotos.

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Bom, cheguei lá de noite e encontrei o Scheler. Ele tem uma empresa de turismo lá e é um ótimo guia de alta montanha. Achei ele através de indicações aqui no fórum da Carla, que fez o circuito Huayhuash e indicou muito bem ele, além de vários outros relatos aqui no fórum falando bem dele(só digitar Scheler que tu vai ver). O Scheler é baixinho como todos os peruanos(A título de informação, tenho 1,90m de altura) e um dos peruanos mais bacanas e que passou confiança da viagem. O cara é super simples, sincero e parceiro, vocês não tem idéia.

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Tinha adicionado ele no e-mail e ele me encontrou na rodoviária de Huaraz. Ele ficou de me levar a um hostel lá em huaraz bem barato, e foi isso que aconteceu. O nome era Alkipo e paguei somente 15 soles na estadia. Não tinha café da manha mas era um preço junto por um quarto compartilhado bacaninha.

 

Quando estava tudo certo, combinei com o Scheler que iria fazer a laguna 69 no outro dia. Ele combinou com o dono do hostel e para a minha sorte um grupo do hostel iria ir pra lá no outro dia. Foi cobrado 45 soles que paguei só depois.

Feito o Check in, o Scheler disse que iria voltar no outro dia de noite para ver como eu iria estar e ver as coisas do trekking sta. Cruz também. Ah, esqueci de dizer que o SCHELER fez a coisa mais fantástica que um guia fez pra mim em todas as minhas viagens. E por isso, ganhou minha confiança e minha simpatia no ato. Vou explicar.

 

Comecei a conversar com ele uns 2 meses antes, através do facebook, sobre o trekking, qual fazer, o que iria precisar e tal. Ele me passou o orçamento e me disse, de começo, que iria ser entre U$ 220 a U$ 250 dólares o trekking Sta. Cruz. Ok, até ai tava mais ou menos o valor que pesquisei.

Bom, no dia que cheguei, ele me disse que por sorte, o próximo final de semana e segunda e terça seriam comemoradas as festas pátrias e um grupo de peruanos iria vir pra fazer o trekking sta. cruz, começando no sábado, e por ter um grupo maior, o preço cairia de U$ 240 para U$ 150 dólares. ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

Tu não tem noção como é lindo economizar 90 dólares, tu não tem ideia mesmo.

Por isso ele me conquistou(do modo não homoafetivo). hahaha !!!

 

Nisso, já paguei pra ele os U$ 150 dolares, naquela mesma coisa, sem nenhuma garantia, só a boa e velha confiança.

Ele foi embora, eu me ajeitei no hostel e sai direto pro mercado pra comprar comida para o trekking no outro dia.

Esse Alkipo Hostel fica muito bem localizado, tanto que chegamos com 15 minutos de caminhada tranquila da rodoviária até o hostel, e até o mercado era mais 2 quadras. Muito prático.

Comprei suco, pão, queijo branco, bolachas, miojo e atum, claro, e a alimentação do outro dia.

Voltei ao hostel, estava bem cansado. Tomei aquele banho maroto, como sempre brigando com o chuveiro(em todos os países eu brigo com o chuveiro e suas válvulas quente e frio), dei um tempo e fui dormir. Estava sozinho, sem amigos(por enquanto) e cansadão.

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É Jovens, no próximo relato tem mais.

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2º Dia - Laguna 69

 

O dia começa bem cedo, bem cedo mesmo, mas não lembro que horas que acordei. Ainda estava escuro.

 

Como havia deixado tudo arrumado, sai do meu quarto em direção a cozinha que ficava subindo as escadas perto da recepção. Quando passo por lá já havia uma galerinha esperando, eles também iriam pra laguna 69 :D:D .

Pego minhas coisas, como o que já havia preparado e vou pra recepção. Logo em seguida já descemos para o micro-ônibus. Mais um tempinho e partimos.

 

Quando o dia começou a amanhecer consegui ver como era Huaraz. É uma cidade típica Peruana, porém, ela é cercada por picos nevados, aqueles com pontas brancas. É fantástico a sensação. Descemos e pegamos a estrada e eu embasbacado com as paisagens da estrada. Lembro de ter visto alguns campings e hostels no caminho, descendo. Passamos por umas cidades pequenas e entramos em outra bem pequena, após isso pegamos uma estrada bem estreita e sinuosa e começamos a subir.

 

Sério, vou repetir, que estrada é aquela. A paisagens é fantástica.

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Subimos, subimos e subimos mais. Depois de mais de uma hora paramos na entrada do parque. Lá tem que ser pago uma taxa para entrada no parque. O bilhete do dia custa 10 Soles, já o bilhete que tem duração de 22 dias custa 65 Soles. Esse último é usado para quem vai fazer algum trekking lá, como o Circuito HuayHuash ou outros trekkings. Eu iria começar o Trekking Santa Cruz no sábado(era quinta), por isso comprei o de 65 soles. O pessoal que só iria visitar a laguna no dia pagou 10. Quando fui pagar o meu, vi um condor enorme empalhado. Pensa numa ave grande !!!

 

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Seguimos mais a frente, quando, de repente, se abre aquele lago, enorme, com aquela água azul que nunca tinha visto da minha vida. ::hahaha::

Coisa de loco !

O motorista parou um pouco pra galera tirar fotos, e e claro que eu aproveitei.

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Voltamos ao micro e seguimos em frente, mais uns minutos e o micro para novamente. O guia nos explica que ali começava a trilha, que cada um deveria ir de acordo com seu ritmo e que estávamos a quase 4.000 metros acima do nível do mar, e a laguna ficava a 4.200 metros, se não me engano.

 

Então começamos...

 

Como estava sozinho, fui indo na boa, e sem querer querendo comecei a conversar com um irlandês, um americano e uma inglesa. E fomos seguindo.

 

A Trilha

 

A trilha começa tranquila, mole mole fácil fácil com uma leve inclinação. Como havia acabado de chegar em Huaraz, fiquei meio tenso por causa da altura e também por estar me recuperando de uma quase pneumonia que peguei nos -25º C do Salar de Uyuni. Mas vamos que vamos, trilheiro que é trilheiro não se da por vencido.

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Passamos por um acampamento, mais a frente por umas cabanas abandonas, naquele estilo maroto INCA. Depois, entramos em um planalto rodeado por montanhas onde não havia opção, lá começaria a subida. Comecei a sentir uma leve dor no corpo e vi que estava com uma febre bem fraca. ::putz:: Merda. Mas vamos.

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E a subida começa naquele esquema Zigue-Zague. Os primeiros passos são fáceis, mas depois de 2 minutos comecei a sentir uma falta de ar insana. Sério. Não conseguia respirar. Mas fui indo.

E fomos naquele esquema, eu atrás e os 3 na frente. Quando parecia que eles sumiam, logo apareciam em uma curva. E fui subindo. Esse foi o primeiro "Lance" de subida. Quando acabei, me senti o hércules. Mal sabia.....

Depois da subida existe um lago muito bonito, uma espécie de recompensa.

 

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Seguimos um pouco mais em frente e vejo que aquela subida que tinha acabado de subir era tipo um bebê anão perto da que a gente tinha acabado de subir. Olhei pra subida, olhei pro pessoal, olhei pra subida, pessoal, subida, pessoal. Por dentro eu estava assim :cry::cry: , mas mesmo sim insisti.

 

Essa subida quase tirou minha alma. Foi fodaaa !!! Principalmente pelo fato da febre ter aumentado um pouco. Tomei um analgésico e parava a cada 10 passos. E fui aos poucos. O pessoal foi bem parceiro nessa parte.

A subida estava quase acabando, o terreno totalmente acidentado, íngreme e eu quase morrendo. De repente, o terreno fica plano :shock: .

 

- Será?

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Pensei comigo. Ando mais um pouco, estava sozinho, o pessoal havia ido na frente. Ando mais um pouco e vejo a pontinha azul brilhante. ::hahaha::::hahaha::

 

Parece que injetaram nitroglicerina em mim. Vinha um casal no sentindo contrário, voltando, e perguntei se era lá a laguna, eles disseram:

 

- 5 minutes man !!!!!

 

Caraleeeeooo !!! Ai animei.

É meus amigos, finalmente cheguei na Laguna FUCKING 69 !!!!!

 

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Essa foi uma daquelas vezes que você sente orgulho de você mesmo, sabe ? Foi demais !

Incrível. O Lugar é lindo, o sol forte e a água congelante. Devia estar uns 15 a 20 graus por causa do sol. Ficamos lá umas 2 horas. Volte e meia o pessoal ia chegando e indo embora. Muitas pessoas e mesmo assim um silêncio notável. Dormi.

 

Acordei, o sol estava forte e era mais ou menos umas 15 ou 16 horas. Levamos umas 3 a 4 horas para subir. O guia do nosso grupo nos convocou para voltarmos, ai começamos a descida. Graças a Deus a altitude não interfere na descida.

Andamos, andamos e andamos, bem tranquilamente.

 

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Chegamos, esperamos a nossa van e voltamos a Huaraz. Eu estava quase morto, sério.

 

Chegamos ao hostel, fui direto tomar um banho quente e deitar.

No banho fiquei pensando que a laguna 69 foi difícil de fazer por dois fatores:

 

1º A Altitude de 4.200 mts( eu fiz para me aclimatar, pois faria o trekking sta. cruz.)

2º Por estar em recuperação de uma pseudo pneumonia.

 

Avaliando a situação, decidi cancelar com o Scheler a Laguna Churup que havia combinado de fazer no outro dia. Eu ainda estava fraco e precisava descansar, pois enfrentaria 4 dias de trekking. Falei com ele pelo FaceBook e ele entendeu bem. Eu fiquei meio chateado com isso, mas preferi me recuperar bem do que ficar daquele jeito no trekking Sta. Cruz, que chega a 4725 mts acima do nível do mar.

Fui na geladeira do hostel e comi Miojo e Atum com pão e queijo, dei uma relaxada, tomei meu antibiótico( receitado por um médico Brasileiro subindo o Cânyon del Colca e viu minha deplorável situação) e fui dormir. No outro dia iria ficar absolutamente de boa, me preparando pro tão esperado Trekking Santa Cruz na famosa Cordilheira Blanca, Huaraz, Peru !

  • Gostei! 1

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Ola..bom dia!

Só pra esclarecer uma dúvida minha, quanto vc gastou em média em huaraz?

Vc acha que na época que vou seria legal...Julho?

:oops:

Valeuuuu!

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Fala Jaque, Beleza?

 

Olha, eu gastei:

 

Hostel: 15 Soles

Lavanderia: 6 Soles

Média Refeição: 6 - 12 Soles

Transporte na Cidade: Fiz quase tudo a Pé

 

Trekking Sta. Cruz: U$ 150 ( Ficou barato pois levei sorte de ter um grupo grande vindo de lima pra fazer, e o Scheler me colocou no Meio, mas o valor que ele me passou foi U$ 240.

Laguna 69: 40 Soles sem a entrada no parque. Para entrar no parque existem 2 bilhetes. O do dia é 10 Soles, e o que vale 22 Dias são 60 soles.

Esse de 22 dias é pra quem vai fazer trekkings grande como o Sta. Cruz, Circuito Huayhuash e afins, não daytrips.

 

Mais ou menos isso !

A temporada começa mem Julho, e a melhor época é agosto. Eu cheguei lá no final de Julho, dia 27 ou 26 , não lembro direito.

Mas é bom sim, fazer em julho.

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Fala Nathy,

 

A alimentação estava sim, porém a barraca, saco de dormir e manta térmica não. Isso ai tu tem que alugar lá. São valores baixos, mas tem que alugar. Ou levar daqui !!! Da pra levar a manta térmica, mas barraca e saco é bom alugar lá, porque também são coisas caras, e se tu não costuma enfrentar esse tipo de clima sempre, melhor alugar !!

 

::otemo::::otemo::

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Oi Mauro, adorei seu post. Estou querendo ir no ano novo. 4 dias. Vc acha pouco tempo? Nao tenho interesse em conhecer Lima. Sabe se é um bom período? Obrigada, bjs

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    • Por SchullerRenan
      --> Leia o post original em nosso blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/
       
       
      Após o Trekking de Huayhuash e a tentativa frustada de escalar o Nevado Pisco, tiramos um dia de descanso e  já estávamos planejando a nossa próxima aventura nos andes peruanos. Desta vez iriamos totalmente auto-suficientes, somente Renan e eu (Vanessa) com os mochilões em meio as montanhas nevadas sem nenhum apoio no trajeto em um dos circuitos mais clássicos e conhecidos da Cordilheira Branca:
      O Trekking de Santa Cruz

      Trata-se de um trekking que leva em média 4  a 6 dias e tem uma distância em torno dos 60km, com um ascenso acumulado de quase 5 mil metros totalmente dentro de um Parque Nacional, chamado HUASCARÁN. As altitudes variam de 3.000m a até 4.700m no passo Punta Union, altitude máxima atingida nessa travessia.
      O inicio da caminhada se dá pelos povoados de Cashapampa ou Vaqueria. Geralmente a rota mais usada pelas expedições de agencias é Vaqueria –> Cashapampa, mas resolvemos fazer “do contra” , iniciando no “Pueblo” de Cashapampa caminhando pelos vales das montanhas até Vaqueria.
      Seguindo esta rota teríamos os 3 primeiros dias de subida leve e um passo de montanha mais difícil no último dia.
      ITENS  QUE LEVAMOS NA MOCHILA
      Mochilas prontas para partir de Huaraz, rumo a Cashapampa e iniciar o trekking! Já com ideia do que nos esperava, montamos as mochilas com os nossos equipamentos de trekking e partimos ao mercado central de Huaraz em busca de adquirir os mantimentos para esta expedição.

      Gostamos bastante das comidas para acampamentos encontradas em alguns mercados em Huaraz, itens com embalagens pequena e delicias como o queijo fundido, leite em pó em embalagem de 200g, o pão clássico deles, redondo e achatado ( que dura mais de 1 semana e não amassa na mochila) doce de leite, doce de morango… hmmmm e o melhor é que se encontra facilmente e com ótimo preço!
      Nossa alimentação para 5 dias de trekking
      Mas você deve estar pensando que carregamos muito peso e na verdade  NÃO! Quem é montanhista sabe que é muito importante estar leve na montanha carregando apenas o essencial para poder ir mais longe. Equipamentos bons e leves fazem a diferença, tornando a caminhada mais fácil e prazerosa. Além da barraca, saco de dormir, isolante e comidas, levamos um bom peso  com câmeras, baterias extras, drone e alguns outros eletrônicos, o que resultou em 2 mochilas bem cheias! 😮
      O lado bom de fazer este trekking de forma autônoma é que estávamos livres naquele ambiente, acampávamos onde queríamos e fazíamos o ritmo da nossa caminhada sem horários ou  itinerário a seguir. Liberdade!
      Camping: Barraca aztec nepal 2p, 2 sacos de dormir deuter orbit -5c conforto,  isolante inflável forclaz air quechua e 2 travesseiros infláveis. ( este kit nos proporcionou ótimas noites de sono com conforto, porém os sacos de dormir sintéticos pesam um pouco )
      Além disso o kit básico de vestimentas contendo: 2 camisetas dryfit, 1 segunda pele térmica, 1 casaco de pluma, 1 corta vento impermeável, 4 meias, botas da snake andina extreme, bandana,  óculos de sol, bastão de caminhada, lanternas de cabeça, gorro, luva, chapéu, bloqueador solar e repelente.
      Kit higiene compacto
      Kit primeiro socorros
      GPS, baterias, drone, câmera fotográfica, celular, pilhas extras.
      Kit cozinha, com 2 copos, panelas e frigideiras compacta sea to summit, esponja, garrafa térmica pequena, fogareiro e gás.
      Não é necessário nenhum equipamento especifico para neve nesta travessia, as temperaturas são agradáveis, até quente durante o dia ( sol a pino, sem muitos pontos de sombra ) e frio durante a noite, a temperatura miníma que pegamos durante a madrugada foi de -7c°.
      O LUGAR
      Cordilheira Branca, Huaraz, Peru
      Apachetas com vista para o imponente nevado Artesonranju
      O Parque Nacional Huascarán é um paraíso de montanhas nevadas, com 60 cumes acima dos 5 mil metros de altitude, 27  com mais de 6 mil metros de altitude, 663 glaciares, 269 lagos de cor esmeralda e 41 rios. Ainda conta com 33 sítios arqueológicos. Um desafio com muitas opções. O tempo todo os nevados estão ao nosso lado!
      O Nevado Huascarán ( montanha simbolo do parque e da cidade de Huaraz ) é uma montanha da Cordilheira Branca, parte dos Andes peruanos. Com 6.768 m, o mais meridional de seus picos (Huascarán Sur) é o mais alto do Peru  e um dos mais altos da América do Sul após o Aconcágua, e o Ojos del Salado.
      É a montanha mais alta de toda a zona tropical da Terra, além de seu cume ser o segundo ponto da superfície terrestre mais afastado do centro do Planeta (depois do Chimborazo, no Equador) e o ponto terrestre com a menor atração gravitacional. O pico é formado pelos remanescentes erodidos de um estratovulcão ainda mais elevado que a montanha que hoje existe.
      A montanha recebeu o seu nome de Huáscar, um chefe inca do século XVI que era um líder do Império na época.
      O Huascarán está tombado dentro de um parque nacional com o mesmo nome.
      No caminho encontramos diversos picos Nevados e entre eles, o famoso Alpamayo – 5.947m – que foi eleita em um concurso na Alemanha em 1966, a montanha mais bonita do mundo e o Artesonraju – 6.025m que é ícone dos filmes  da Paramount Pictures.
      O nevado Artesonranju é a montanha ícone que vimos nos filmes da Paramount. apesar de não ser a mais alta, é uma das montanhas mais técnicas da Cordilheira Branca.
      Durante o trajeto fizemos um caminho extra de 8km ( ida e volta) para ir acampar a 4,300m na base do nevado Alpamayo, na sua face NW. Sem dúvidas um dos pontos altos da viajem.
      Apacheta e o Nevado Artesonranju, se destaca a direita, montanha ícone dos cinemas
      Junto do Artesonranju,o Alpamayo também é uma montanha muito técnica. Conversamos com uns escaladores que encontramos no campo base, que nos contaram que a parte final antes do cume é uma parede vertical de gelo com 400m para ser escalada.

      O TREKKING
      DIA 1  – Subindo o vale montanhoso
      Segunda feira – 27 de agosto de 2018.
      Acordamos mais tarde nesse dia e saímos do hostel as 10h, caminhamos até o centro para tomar um colectivo que nos levasse do centro de Huaraz até Caraz, uma pequena cidade ao norte, para lá pegar outra van até Cashapampa, um “pueblo” muito pequeno, onde termina ou inicia a trilha.
      Lá, o ponto de inicio da caminhada é a quitanda do Seu Aquiles, local onde eles criam Trutas e Cuís (porquinho da índia)  e  quando chegamos, não havia ninguém em casa. Pensamos em esperar,  já era 13hrs e a intenção de inicio era pernoitar por ali mesmo para começar a trilha no outro dia cedo, o sol estava escaldante e não tinha como tirar a camisa de manga longa e a calça devido a grande quantidade de insetos naquele lugar quente e empoeirado.
      A jornada de transporte saindo de Huaraz até o ponto de inicio da trilha levou em torno de 5 horas e pegamos 2 vans, não foi difícil de se achar, há várias vans saindo durante o dia, é só saber para onde quer ir e perguntar aos motoristas das vans.
      Marco de inicio do Trekking de Santa Cruz
      Havia uma placa de um jovem americano que havia desaparecido por aquela região. Isso nos deixou um pouco apreensivos. Segundo o povo  local, o rapaz se perdeu durante a tentativa de escalada a um cume nevado.
      Esse aviso estava espalhado por vários pontos de Huaraz
      Logo chegou um taxista trazendo a esposa de seu Aquiles, que nos recebeu e confirmou que poderíamos acampar ali. Por volta das 16hrs o clima ficou mais ameno e acabamos por mudar de ideia, ficamos ansiosos para começar a trilha naquela hora mesmo e decidimos nos adiantar para ganhar tempo. Seguir caminhando e acampar no primeiro lugar bom que achássemos antes de escurecer.
      Bar do sr Aquiles, ( estava fechado) ponto de inicio da nossa caminhada. ao fundo o pequeno povoado de Cashapampa
      Sua esposa muito atenciosa nos ofereceu lugar para ficar e nos informou que também preparava comida, poderíamos pescar trutas do seu tanque e limpar na hora! Deu vontade, mas recusamos e as 16h colocamos o pé na trilha!
      As águas geladas que vem das montanhas são ideais para a criação de trutas, peixe que é abundante nesta região.
      De inicio, subidas mais fortes, sempre seguindo ao lado do leito do rio Santa.  Com o final de tarde chegando a temperatura diminuiu e ficou  mais agradável de caminhar. Seguimos por 3 horas até onde terminava o primeiro trecho de subida e começava um descampado mais plano. O vale das montanhas nevadas mais altas já estava visível, de longe no horizonte dali em diante. Logo que começou a escurecer encontramos um local perfeito para acampar, um belo gramado plano e bem reservado ao lado do riacho!
      Era tudo que queríamos naquele final de tarde!

      O Local é perfeito com um visual de montanhas rochosas, pedras que pareciam ser moldadas para sentar e um rio de águas gélidas e cristalinas. Mesmo com toda transparência da água, lembramos das dicas nos relatos lidos e assim não dispensamos o uso de nosso filtro de água, também sempre ferver a água da comida antes, já que por ali havia muito gado e a água poderia estar contaminada.  Caminhamos nesse dia cerca de 7km com as mochilas carregadas e chegamos às 18:30h no ponto onde acampamos. Saímos de 2.980m e chegamos à 3.300m de altitude neste primeiro dia.
      Noite linda, descobrindo um lugar incrível!
      Nessa noite comemoramos a véspera do meu aniversário, conectados apenas com a natureza.
      Um pedaço do paraíso nas inóspitas montanhas do Peru. Para fechar com chave de ouro, a lua cheia se revelou por de trás das montanhas. A janta essa noite foi por conta do Renan, que preparou um delicioso espaguete com creme de cogumelos, acompanhado de um bom vinho.
      DIA 2 – Aniversário da Vanessa, descobrindo montanhas
      28 de agosto de 2018
      Acordei e me dei conta que estava completando os meus 24 anos. Confesso que foi um aniversário bem diferente, mas com certeza  um dos dias mais incríveis e que jamais esquecerei na minha vida!
      Renan cantou Parabéns, assim que acordou às 7h.  Levantou-se fez um delicioso café reforçado enquanto eu descansava um pouco mais. Depois do café, levantamos acampamento para iniciar o nosso segundo dia de caminhada na travessia de Santa Cruz.
      Amanheceu friozinho e um dia lindo e seco. aproveitamos o friozinho da manhã para caminhar, pois no meio do dia o sol era muito forte e preferíamos parar para descansar.
      Aquele café da manha do aniversário na montanha! (Não reparem minha cara, de quem acabou de acordar! rs)
      Esperamos os primeiros raios de sol tocarem a nossa barraca, e colocamos os equipamentos rapidamente para secar e assim guarda-los na mochila e seguir a pernada.
      Acordando com 24 anos e desmontando acampamento de manhãzinha! Assim que eu gosto!
      Pé na trilha, costeando montanhas e o riacho, sempre com uma quase imperceptível subida continua, passamos pelo Acampamento LLamacorral à 3760m por volta das 9:30h.
      Área de Camping Llamacorral
      Este lugar geralmente é o primeiro ( ou ultimo) camping. Este seria nosso local de pernoite caso tivéssemos saído mais cedo no dia anterior, mas confesso que o lugar que achamos na sorte foi muito melhor, acampar ao lado de um riacho tranquilo que nos proporcionou uma ótima noite de sono!
      Conforme íamos subindo a vegetação mudava. Logo abaixo dos 3.000m era muito seco e só havia vegetação onde tinha irrigação, conforme subíamos até os 3.500m a vegetação aumentava, e acima dos 3.700m começava a diminuir novamente. A paisagem não tinha muito verde e sim muita rocha, areia e gelo nos picos mais altos. A altitude e a falta de chuvas na região tornavam a paisagem completamente diferente de tudo que conhecemos no Brasil.
      O sol começava a ficar forte e a temperatura aumentava, já estávamos apressando o passo em busca de um bom local com sombra ( raro por ali ) para descanso e almoçar. Começou a ventar forte após as 11h, o que amenizou a sensação de calor. Conforme subíamos a temperatura ficava mais agradável.
      Parada para lanche abrigados do vento e do sol!
      Encontramos um pinheiro imenso, que nos serviu de sombra e nos protegeu do vento. Ficamos cerca de 1h descansando, fizemos um lanche e seguimos o caminho. A principal dificuldade era o sol forte, muito protetor solar e chapéu grande, após o lanche seguimos a caminhada, pois precisávamos fazer pelo menos 15km neste dia.
      Depois de cerca de 4 km passamos ao lado da impressionante Laguna Jatuncocha de água azul turqueza, estas lagunas são literalmente uma reserva de água importante para os moradores locais.
      Em alguns trechos havia uma espécie de barragem pequena, feita para as lagunas não “estourarem” no período de chuvas evitando estragos montanha abaixo.
      Seguimos caminhando pela sua borda subindo o belo vale de montanhas.
      Laguna Jatuncocha! Surreal!
      Durante quase toda travessia havia trilha demarcada, o rio corria ao lado esquerdo e com duas cordilheiras de montanha uma de um lado e outra de outro que formavam um caminho mágico.
      Conforme subíamos o rio ia ficando mais fraco, até quase sumir, restando apenas os veios de água que em alguns pontos era possível ver eles escorrendo da neve das montanhas. No local não há nascentes de água, toda a água vem direto do degelo das montanhas nevadas escorrendo montanha abaixo.
      Veios de água que correm da montanha
      Seguimos subindo o vale e aos poucos as montanhas nevadas iam ficando mais perto de nós e a vista cada vez mais impressionante!
      Se aproximando das montanhas nevadas
      Em um trecho já acima da laguna, passamos por um terreno com grandes rachaduras, uma antiga lagoa que secou. Parecia que naquela região não chovia a tempo.

      Mais um trecho vale acima e chegamos no acampamento Jatunquisuar, com uma bifurcação, de onde se subia para a base do Alpamayo ou para o Passo Punta Union.
      A travessia de 4 dias não faz esta parte extra que fizemos. Ao ver a topografia das montanhas que estávamos, ficamos fascinados, subir por este vale rodeado quase 360° por montanhas parecia surreal e incrível, não poderíamos deixar de conhecer.
      Já era quase 6 horas e estávamos cansados, tínhamos que decidir se no próximo dia iriamos somente fazer um ataque, bate-volta no mesmo dia até o campo base do Alpamayo, deixando a barraca e pertences escondidos na mata, ou se iriamos subir com tudo e acampar lá em cima. Resolvemos  subir de mochilão e acampar na base do Alpamayo.
      Mapa topográfico com nosso trajeto, estávamos literalmente rodeados de montanhas para todos os lados!
      Decidimos ficar 1 dia a mais na travessia e precisávamos racionar a comida para se manter nesse dia extra. ( sorte que levamos 1kg de tapioca do Brasil )

      2° acampamento, à 4.175m – Jatunquisuar – bifurcação entre o Alpamayo e Passo punto Union.
      Cansada, após um dia inteiro de caminhada, gravei este vídeo no final da tarde:

      Estávamos bem cansados, pois fizemos mais de 17km neste dia, jantamos e logo capotamos na barraca, ansiosos pelo próximo dia que prometia visuais incríveis, cerca de 10 minutos depois da gente entrar na barraca começou a chover, hora água, hora um granizo fino e passou tão rápido quanto chegou.
      Segundo acampamento
      A orientação neste local é cuidar com as vacas, que são curiosas e podem vasculhar sua barraca em busca de comida num momento de distração.
      DIA 3 – Subindo até base do Nevado Alpamayo, 360° de montanhas
      29 de agosto de 2018
      Acordamos as 7:30h para preparar o café da manhã e começar a organizar as tralhas, enquanto isso notamos que estávamos sendo observados…

      Alguns pássaros se aproximavam da gente enquanto comíamos bolachas, ai descobrimos o seu interesse, quando saímos ele atacou as migalhas!

      Pegamos a trilha à esquerda, e subimos mais 500m de altura para acampar aos pés do Alpamayo, Quitaraju e Puscahirca sur,  para no próximo dia retornar ao trajeto da travessia e seguir o caminho rumo ao passo punta Union.
      No caminho:

      No caminho encontramos flores lindas típicas da região: Lupínios azuis que exalam um perfume forte e agradável. No trajeto, nos sentíamos bem com a beleza do lugar. Há mais verde, campos largos com grama, flores e florestas que nos presenteavam com adoráveis sombras!
      Luípios em destaque e ao fundo, Nevado Alpamayo.
      Alguns mochileiros passavam por nós, que estavam bem equipados para alta montanha e tinham intenção de escalar o Alpamayo. ” Buena suerte!”
      Avistamos os nevados Jancarurish, Quitaraju, (6040 m.), Pucahirca, Rinrihirca, e aos poucos foi se revelando uma enooorme barreira de montanhas.
      Conforme nos aproximando dos nevados reparamos que havia pontos pretos na neve, que se moviam de lugar.
      Zoom máximo na câmera e conseguimos observar alpinistas subindo o nevado Alpamayo, na rota Quitaraju Trek.
      Comentamos sobre a dificuldade, a coragem e a determinação de fazer uma aventura dessas. Subir estas montanhas nevadas deve ser incrível, porém não são nada fáceis, exigem muita força e técnica. Descobrimos o quão sofrido é fazer alta montanha, pois na tentativa anterior ao nevado pisco e o Cume do Diablo Mudo em Huayhuash,  que fizemos não foi nada fácil. Sem dúvidas o Alpamayo e as montanhas nevadas desse local é nível hard.
      Alpinistas escalando o nevado Alpamayo! Foi um belo registro.
      Depois da subida havia uma parte plana, onde paramos para contemplar a estonteante paisagem. De um lado se via Artesonraju – e do outro o imponente Alpamayo junto de uma extensa escarpa de montanhas nevadas IMPRESSIONANTES!
      Este local “secreto” sem dúvidas foi o ponto mais emocionante destes dias em Santa Cruz.
      Nevado Artesonranju, a montanha piramide.
      Impressionantes formações rochosas, confesso que ficamos na vontade em tentar subir um destes nevados!
      Porém só de olhar a inclinação das subidas já nos cansava!
      Á direita: Quitaraju e à esquerda Alpamayo.
      Continuamos a caminhada até ponto de acampamento, próximo dali também havia um refúgio, onde geralmente ficam os grupos alpinistas que tentam ascensão a montanha.
      Fomos conhecer e havia um peruano que estava esperando uma equipe de 3 alpinistas contando com 1 guia que tinham subido ao Alpamayo de madrugada, eram os “pontos” que avistamos na neve durante a manhã ( registrado na foto acima) .
      Em baixo de uma árvore, um pequena parada para descanso. Montamos a barraca numa área mais reservada e partimos para outra caminhada, desta vez sem o peso das mochilas até uma laguna que ficava aos 4.420m, próximo dali.
      Nosso acampamento, e o base camp Alpamayo (ao fundo)
      Encontramos uma enorme pedra, onde havia fotos e homenagens dos escaladores que faleceram tentando escalar esse nevado.
      Lembranças dos escaladores que perderam a vista nestas montanhas
      Ficamos imaginando a rica e antiga história de montanhismo deste lugar e a experiência dos tantos aventureiros que  passaram por aqui.
      Nesse dia caminhamos 4 km e tivemos 500m de subida para chegar ao Camping por volta das 12h. Após o lanche, subimos sem mochila a Laguna Arhuaycocha, que levou em torno de 3 horas ida e volta num ritmo bem tranquilo e com bastante tempo para fotos e videos.
      Esta Laguna é de uma beleza extrema com o glaciar vindo do Pucajirca Sur (6040m) e do Ririjirca(5810m) que seguiam a formar a laguna de degelo, onde o gelo realmente tocava a água.
      Valeu a pena chegar aqui!
      Decidimos explorar um pouco mais e antes vimos nos mapas que havia um mirador à direita, seguimos o aclive e contemplamos a melhor vista para as montanhas nevadas e a laguna. Um dos dias mais bonitos da travessia.
      Laguna arhuaycocha e nevado Taulliraju
      Visual impressionante,o vento soprava forte final de tarde.
      No mirador da Laguna Arhuaycocha, locais incríveis!
      Na chegada fizemos um café para espantar o frio que chegava com o pôr do sol! Logo fizemos o jantar e fomos deitar um pouco com o avanço da barraca aberto para desfrutar da bela noite estrelada. A noite foi extremamente fria, chegamos aos -7 graus, mas nossa barraca, isolante e saco de dormir aguentaram bem e nos mantiveram aquecidos e confortáveis.
      Nossa sala de jantar!
      Enquanto jantávamos vimos a lua saindo por trás da montanha, cena mágica que ficou gravada em nossa memória!
      Dia 4 – Rumo ao passo Punta Union
      30 de agosto de 2018
      Saímos da barraca de madrugada para ir ao “baño” e vimos que havia com uma camada de gelo no sobreteto. Ficar fora com pouca roupa era impossível, as mãos e pés doíam de frio sem luvas ou proteção extra ( não queria colocar, luvas, jaquetas e bota para sair rapidinho) , o jeito era ficar na barraca quentinha até o sol sair e “desencarangar” para poder começar a o café da manhã e desmontar acampamento.
      Nossa barraca num amanhecer gelado na cordillera blanca
      Base camp Alpamayo e o brilho do gelo em nossa barraca.Valeu a pena sair cedo só para ver o sol tocando as montanhas!

      Nesse dia por conta do frio, voltamos para barraca e ficamos até pouco mais tarde, tomando um café da manhã, admirando a paisagem, e se preparando para o dia que viria.
      Pucahirca sur, visto de nossa barraca no amanhecer
      Saímos um pouco tarde, por volta das 9h estávamos prontos com a mochila montada para baixar, e depois subir. Nosso objetivo neste dia foi atravessar o passo Punta Union. Descendo de 4.400m aos. 4.000m e depois subir novamente até os 4.700m. Este dia prometia ser o mais difícil da travessia.
      Rota de colisão 😮
      Devido a altitude da montanha o som dos aviões era bastante perceptível.

      Seguimos baixando e pegamos um atalho que nos fez evitar uns 100m de subida, e seguimos pelo ultimo grande platô, descampado, antes do grande passo de montanha.
      Vista para o vale em que viemos subindo nos últimos dias, o passo fica atrás.
      Durante a primeira baixada uma grande butuca nos seguia. Comemos bolachas e doces durante o caminho. Por causa dos restos que ainda colavam levemente entre os dedos da mãos, a espertinha nos incomodou por um longo trajeto com seu zunidos e seus ataques surpresa em volta de nosso chapéu.
      A subida que era quase plana, se tornava mais ingrime. Com quase nenhuma fonte de água ou sombra, já estávamos exaustos por conta do calor e sol forte. Baixamos a cabeça e seguimos devagar e sempre, rumo ao passo Punta Union, o gatorade de 750ml que guardamos para este dia foi realmente muito útil! Nessas condições é importante ter muito liquido a disposição para beber, e só água não saciava a sede, precisávamos de açúcar no sangue.
      No inicio da subida ao Passo Santa Cruz, esta foi a única “sombra” que achamos.
      Seguimos subindo a montanha e aos poucos a paisagem ia mudando, ficando cada vez mais bonita conforme ganhávamos altitude.
      Na metade do caminho era possível avistar a laguna Taullicocha, água azul turquesa do degelo das montanhas nevadas ao redor.
      Parada para descanso admirando a Laguna Taullicocha
      Subindo o Passo Punta Union:

      Depois de uma intensa subida, acima dos 4.500m o soroche começou a aparecer mais forte, a mochila parecia que pesava mais, o único jeito era continuar numa passada bem lenta, um passo de cada vez!
      Subindo…
      Este foi o dia em que encontramos mais pessoas na trilha, os dias anteriores vimos  poucas pessoas, mas no caminho ao punta Union encontramos vários grupos, todos com guias e arrieiros levando suas bagagens.  Encontramos apenas outro casal de mochileiros descendo e também uma senhora de 74 anos, que nos surpreendeu pela sua força e resistência!
      Subindo o passo Punta Union!
      Também encontramos um “guia” estrangeiro, desesperado, que estava procurando 2 pessoas que desapareceram de seu grupo, esperamos que tenham sido encontradas!
      Apesar do caminho ser bem marcado, boa visibilidade e até sinalizado, as pessoas que não estão acostumadas a se orientar na montanha podem se perder facilmente aqui.
      Finalmente! Alcançamos o passo punta Union as 17:04hrs! visual incrível!
      Não pudemos ficar muito tempo no passo, pois já estava tarde e ainda tínhamos que descer, e encontrar um lugar para acampar, e o gps marcava que o prox. acampamento estava a cerca de 7km dali, então começamos a baixar do outro lado do passo, apenas descidas, muito mais fácil agora!
      Baixando, já no outro lado do passo! baixar é só alegria 
      Gostaríamos de ter tido mais tempo para explorar este local, seguindo por esta crista até onde começa o glaciar, quem sabe numa próxima…
      Imagem aérea do caminho que fizemos, viemos da esquerda, subimos e descemos a esquerda
      Na imagem abaixo a passagem para o outro lado do Passo Punta Union.
      Chegada ao Passo Punta Union!
      O caminho ficou cada vez mais longe e já estava ficando noite, descemos o máximo que conseguimos, até o anoitecer.  Descemos 5km, até os 4.000 metros onde finalmente encontramos um gramado plano que serviria de acampamento. Decidimos ficar por ali mesmo próximo à um riacho, dormir com o barulhinho da água e tendo água próxima para nosso uso.

      Quando montamos a barraca começou a aparecer vários mosquitos. Mal deixei a porta da barraca aberta já tinha vários dentro também. Tivemos que fazer um fogo para poder espanta-los e  fazer o jantar ali fora. Fomos dormir defumados.
      À noite, já deitados, vimos uma luz vindo em nossa direção,  ficamos um pouco apreensivos, mas ficamos dentro da barraca camuflada com árvores ao lado da trilha. Mais tarde quando estava mais tranquilo, olhamos em volta e havia algumas vaquinhas que pastavam e mais abaixo uma barraca. A luz eram de outros mochileiros que também resolveram acampar próximos dali.
      Combinamos de acordar cedo no próximo dia, para caminhar até Vaqueria, local onde conseguiríamos o transporte para retornar a civilização!
      Dia 5 – Passo Punta Union – Vaqueria
      31 de agosto de 2018
      No outro dia acordamos super cedo e assim que tomamos café e desmontamos rapidamente o acampamento, continuamos na trilha morro abaixo, sempre descendo, apressando o passo.
      As 9:14h chegamos no ponto de acampamento oficial, onde deveríamos ter chego ontem.
      Chegando no posto de controle tivemos que apresentar os tickets de acesso, que havíamos comprado préviamente em Huaraz, caso não tivesse poderia ser adquirido na hora, pelo valor de 60 soles p/ pessoa.
      As 9:30h chegamos ao posto de controle
      Ai fomos informados que faltavam mais 7km para chegar a Vaqueria, e que teria onibus até as 15Hrs.
      Os primeiros indícios de civilização começaram a aparecer quando chegamos ao pequeno pueblo de Huaripampa, um local bem simples de casas feitas com tijolos de barro.
      Chegada ao Pueblo Huaripampa!
      Algumas crianças que estavam por ali vieram correndo em nossa direção, falando  ”galletas, galletas!” Já estavam acostumados a ganhar um lanchinho dos mochileiros que passavam por ali.
      Logo após um senhor de idade avançada, com o rosto marcado por uma vida sofrida nos pede algo para comer ou beber porque estava com muita” hambre e sede”. A unica coisa que tínhamos na mochila era uma ”marmelada de frutijja” (geleia de morango) e  ”ojas de coca”’e pouca água, doamos toda a comida que tinha sobrada da travessia ao senhor. Era um local precário e com muita pobreza.
      Em muitas regiões do peru as casas são feitas com tijolos artesanais
      Seguimos até uma quitanda,  tomamos uma cerveja quente e comemos bananas.  Conversamos com 2 campesinas que nos informou que poderia chamar um taxi para nos levar até Vaqueria por 60 soles. Valor para ”’gringo”.
      Quitanda, em Huaripampa
      A proposta foi tentadora mas seguimos caminhando debaixo do sol forte.
      Eu Vanesssa já estava com dor no pé, pois havia aparecido bolhas que estavam me incomodando, porém isso não podia me afetar pois tinha que continuar, caso contrário, não iriamos conseguir pegar o colectivo a tempo. No caminho  ainda fomos surpreendidos com uma forte subida, talvez porque estávamos cansados, ela parecia muito maior! Nossa sorte é que tinha bastante arvores e sombras no caminho!
      Depois de uma longa subida, finalmente em Vaqueria, esperávamos um pequeno pueblo, mas na verdade era quase como um ponto de ônibus, a beira da estrada com algumas vendas.
      Pueblo de Yanama – Vaqueria
      Chegando em Vaqueria, paramos em uma tenda simples e uma campesina estava lavando roupa em uma bacia. Parou para nos atender e perguntei se não havia sopa e ela prontamente disse que sim e que iria fazer para mim por 5 soles, pedimos uma cerveja para comemorar a chegada!
      Final da caminhada
      Ótimo, chegamos próximo do meio dia, com muita fome e o primeiro colectivo só chegaria às 14h. Durante o almoço a campesina também se sentou com a gente para almoçar e nos contou sobre a sua pousada que ficava a uns 100 m dali. Conversamos com algumas crianças que estavam ali também esperando o colectivo. Passaram 3 vans lotadas de gente, e não teria condições de irmos junto por falta de espaço para nós e as mochilas, e ficamos por ali matando tempo à espera no ônibus.
      Quando já estávamos ficando preocupados, finalmente por volta das 16hrs apareceu um ônibus grande, que nos levaria diretamente até Huaraz ( 140km) por meros 50 soles para nós 2, valeu a pena esperar por este busão!
      E quando achamos que a aventura acabou, o trajeto que fizemos com esse busão foi sensacional e deu até medo!
      Descendo a montanha
      Passamos pelas estradas ao lado de penhascos e curvas fechadas, só passava um veiculo por vez. Relaxamos na cadeira tendo as melhores vistas pela janela de todas as montanhas nevadas imponentes  na Cordilheira Branca. Subimos um passo de ônibus e descemos do outro lado, passamos em frente ao mesmo local onde entramos para o nevado pisco e laguna 69.
      Vista da Janela do onibus. Huascarán a esquerda e Huandoy a direita
      Pense numa estrada insana! Tudo que queríamos naquele momento era uma mountain bike para descer esta serra!
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      Do alto do passo, o ônibus fez uma parada, estávamos cara a cara com o nevado Huascarán, o mais alto do Peru e o impressionante macico do Huandoy.
      Os 2 picos do Nevado Huascarán, Norte e Sul
      Sensação de desafio completado com sucesso! Saímos estasiados de mais uma espetacular travessia na imersão dos Andes Peruanos. Gratidão a Pachamama!
      Chegamos a Huaraz por volta das 20hrs, fizemos um lanche no primeiro lugar que encontramos  e pegamos um taxi até o hostel para o nosso merecido descanso!

      Confira o post Original no blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/
    • Por Jeanjcfm1
      E aeee Mochileiros.... passagens compradas.... abaixo um rascunho do meu roteiro e as cidades que irei passar. Vou com pouco dinheiro mas com muita disposição... 

      12/03 - Chego em CUSCO. 
      16/03 - Ica ( Huacachina)
      17/03 - Paracas
      20/03 - LIma ( Direto para Huaraz) 
      20/03 - Huaraz
      23/03 - Lima
      26/03 - Brasil

      Aceito dicas de hostels, agências e passeios.... se tiverem algum grupo no Whatzaap, me adicionem  027997203920


       
    • Por Lukasandrigo
      Salve salve galerinha do bem!! 
      De boas???
      entao eu estou planejando uma trip nas minhas férias de maio... e o destino escolhido foi o Peru!
      estou pensando em fazer a trilha de salkantay, rainbow mountain, laguna 69 entre outras coisas que eu conseguir fazer enquanto por lá.
      minha ideia inicial eh começar no dia 6 qndo chego em Cusco.. deixando o dia 6 e 7 para aclimatar,
      dia 8: rainbow mountai
      dia9: iniciaria a trilha de salkantay (5dias)
      dias 10, 11, 12 e 13 dedicados a essa parte
      dia 14: Cusco 
      dia 15: cedo voo para Lima e de lá direto para huaraz
      dias 16, 17, 18 totalmente dedicados a trilhas e oportunidades que Huaraz oferece!
      Dia 19: retorno à Lima,
      dia 20: retorno à Sp!
      então esse eh o meu plano inicial... mas os pcts e trilhas vou acertar tudo lá mesmo qndo chegar no Peru!!
      gostaria de saber se podem me ajudar com algumas dicas e alterações nesse meu planejamento! Mas tbm com algumas dúvidas do tipo: 
      * levar dólares, soles ou reais mesmo!?
      * 3 dias em Huaraz seriam suficientes para poder aproveitar um pouco do que esse lugar tem a oferecer?
      * 4 se alguém aí tem alguma ideia de preços médios atualizados desses lugares q eu citei!!! 
      Valeu galera!!! 
      Obrigado
       
      Lukas Andrigo ...
       
    • Por Tabata FB
      Olá mochileiros e mochileiras ! Tudo bem com vocês ? Como estão os planos para a(s) próxima(s) viagem(s) ?    Estes próximos posts são para quem está almejando uma viagem ao Peru, e para quem ainda não tem isso em vista, após conhecer esse pedacinho de mundo bem do nosso ladinho, vai querer passar na frente na lista de destinos! Estou aqui para compartilhar um pouquinho dessa experiência incrível que tive o prazer de me proporcionar nesse ano de 2017. O intuito é te ajudar! Da mesma forma que sempre recebo muita ajuda por essa galera sensacional desse grupo! Seja bem vindos à minha viagem ao Peru, em 18 dias, por 8 cidades, sozinha, de mochila nas costas, coragem, mente e coração abertos!     Como tudo começou:   Como todo mundo que passa por aqui, sou uma garota que ama viagens e viajar! Fiz algumas viagens fora do país a passeio e a trabalho no ano de 2014. Nos anos seguintes, 2015 e 2016 minha vida foi só trabalho, não tive tempo para planejar viagens internacionais, acabei optando por conhecer cantos do nosso Brasil (AMO!). Porém, é sempre bom esse contato com culturas diferentes, lugares diferentes, pessoas diferentes, então, estava faltando algo em mim, eu precisava "sair por ai". Depois dessas viagens que fiz, dentro de mim tinha que a próxima seria aqui na América do Sul, então no final de 2016 comecei a ler muito sobre isso. Passei por aqui muitas vezes, li muitos relatos. A princípio, estava lendo sobre fazer Peru, Chile e Bolívia na mesma viagem. Porém, como não teria mais que 20 dias, estaria sozinha e por sempre ter mais lugares no Peru que eu desejava visitar, acabei optando por somente Peru.     Dica: Relato do Rodrigo (@rodrigoalcure) ! Muito bom!    Preparativos:   Como eu já sabia que seria uma viagem estilo mochilão, desde final de 2016 já comecei fazendo a lista das coisas que precisava comprar. Veja! Toalha de microfibra (Dechatlon) Bota para trecking (Bota Finisterre Vento) Mochila cargueira (Quechua Escape 50 litros) Mochila de ataque (A mochila Escape já vem com a de ataque) Power Bank (Asus) Óculos de sol polarizado (Speedo Voley) Roupa segunda pele (Dechatlon) Meias para trecking (Dechatlon) Blusa fleece (Dechatlon) Casaco corta vento (Dechatlon) Câmera (Troquei de celular, fiquei com a câmera do Zenfone 3, Asus)  
      Como podem ver, a maioria das coisas adquiri na Dechatlon! Lá tem tudo e com um ótimo custo benefício. Os outros itens fora da Dechatlon foram alvo de muita pesquisa, com isso, após o uso, indico todos!   Abaixo, outros itens importantes que adicionei na minha lista de coisas para levar:   Capa de chuva Kit primeiros socorros (Com remédios essenciais, band-aid) Adaptador de tomadas Zip Lock Lenço umedecido Protetor solar Kit para sono (protetor auricular, tapa olho, suporte para pescoço) Cadeado Doleira Pinça Linha/agulha Álcool em gel Tesoura    
      Fora isso, o básico, que seriam as roupas de frio (seguindo o protocolo de 3 camadas), cachecol, luvas, toucas.      Dicas: Leve repelente! Eu não levei, porém, em Machu Picchu você vai precisar! Leve um relógio, pulseira, algo que te forneça o horário e seja de fácil acesso o tempo todo. Manter a pontualidade é de extrema importância! Eu utilizei a minha smart band o tempo todo "colada" em meu braço. A mochila cargueira da Escape não foi suficiente, pois era muito pequena. Precisei comprar outra mochila durante a viagem. Como fazer caber tudo na mochila? Leve somente o que você vai utilizar! Como por exemplo, não precisa do pote inteiro de shampoo, separe e leve em um recipiente o suficiente para o período que vai passar lá.  Evite itens em vidros, pois pesa muito na mochila. Duas semanas antes da viagem eu já comecei a separar as coisas que iria levar em um canto. Isso te ajuda a não esquecer nada!   Roteiro:   O roteiro foi fruto de muitas pesquisas! É a junção de todos os lugares que me fizeram querer aproveitar para explorar dessa vez somente o Peru! Passarei por 8 cidades peruanas. Olhem só:       Passagens:    Comecei a busca por passagens por volta de 2 meses antes. Acompanhei por um bom tempo o vem e vai de preços.  Com a ajuda do Google Flights, consegui acompanhar as promoções e peguei um bom preço e nas datas que eu precisava.    Dica: No Google Flights é possível você cadastrar as datas, voos e horários que você quer acompanhar e ele te envia e-mails de notificação quando o voo aumenta ou diminui de valor. Muito, muito útil! Depois que conheci, não usei outro buscador.     Acredito que já dei umas boas dicas nessa intro  As próximas, vou passando conforme relato os dias. Bora pro Peru, partiu!      ...Continuação nos próximos posts    Beijos!  Tabata Instagram: @tatablita
    • Por carolina L. cadaval
      Fala galera. Eu e meu marido estamos nos organizando para ir para Huaraz no final de maio, queremos fazer o circuito huayhuash , cordilheira branca, de 8 dias. Para que o grupo saia precisamos de no mínimo 6 e máximo 8 pessoas. Estamos procurando interessados, a saída para cordilheira seria dia 29/05 a princípio , se alguém tiver interesse chama aí!! 
      Ahh estamos vendo para ir com a agência akilpo.


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