Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

BOLÍVIA E PERU (SETEMBRO/OUTUBRO 2014) - Meu primeiro mochilão: histórias, gastos, fotos e vídeos.

Postado
  • Membros

E aí pessoal, beleza? Acabo de realizar meu primeiro mochilão, e escolhi Bolívia e Peru como primeiro destino, juntamente com meus amigos / casal Renan e Marina e vou contar pra vocês como foi minha primeira experiência de mochileiro.

Como era meu primeiro mochilão, não sabia nem por onde começar, então primeiramente veio a fase de decidir por onde passar e o que conhecer, e montar o roteiro não foi fácil, pois a única coisa que sabíamos era o dia que começaríamos e quando terminaríamos (leia-se começo e fim das férias do trampo), o difícil era saber quanto tempo em cada cidade, como se deslocar, onde dormir, quanto gastar com isso e aquilo, e um grande problema é que tanto a Bolívia quanto o Peru (mais até a Bolívia) são difíceis de conseguir alguma informação pela Internet sobre empresas de ônibus, horários e preços de atrações turísticas, locais para comer e até as informações de hospedagem são contraditórias, então comecei a pesquisar muito na Internet, e o Mochileiros foi a minha maior fonte de consulta para poder fazer essa trip. Li vários relatos, como o do Nogy, o dos mendigos machos, o da Tia Poly (uma parte perdi pois viajei dia 18/09), o do Ruy Ibarra, da Laís Barbalho, fora vários tópicos sobre assuntos específicos, fiz um milhão de perguntas (e todas sempre respondidas, obrigado a todos que colaboraram, não vou citar nomes para não cometer injustiças), anotei todas as dicas possíveis, e nada mais justo que dividir minhas experiências com as pessoas, dar dicas, informações, afinal tem muita gente que pretende fazer essa viagem e quem sabe eu possa ajudar alguém que tenha dúvidas assim como eu tive. ::otemo::

 

 

Resolvi fazer um pequeno vídeo com uma espécie de resumo do meu mochilão

 

 

 

A ideia surgiu antes da viagem e esse vídeo foi o que me inspirou, lógico que dá pra perceber que o meu é bem mais amador, mas o que vale é a intenção hehe

 

 

Nosso roteiro, após várias mudanças, cortes e acréscimos, inicialmente seria esse:

 

1º dia - São Paulo - Santa Cruz de La Sierra (vôo com escala em Assunção e chegando de madruga em SC)

2º dia - Santa Cruz - Cochabamba (conhecer a cidade e viajar de busão à noite chegando de manhã)

3º dia - Cochabamba - Sucre (conhecer a cidade e viajar de busão à noite chegando de manhã)

4º dia – Sucre (conhecer a cidade e dormir nela)

5º dia - Sucre - Potosí (viajar logo cedo, provavelmente de táxi ou busão de madrugada) e Potosí - Uyuni (conhecer a cidade, fazer Cerro Rico e viajar de busão à noite ou no final da tarde)

6º dia - Salar do Uyuni (chegar na noite anterior ou de madrugada e procurar passeio para 3 dias no Salar, contando com esse dia já)

7º dia - Salar do Uyuni

8º dia - Salar do Uyuni e depois La Paz (viajar para La Paz de noite)

9º dia - La Paz (conhecer a cidade e visitar Tiwanaki)

10º dia - La Paz (Chacaltaya e Vale de La Luna)

11º dia – La Paz – Copacabana (ir para a Ilha do Sol e dormir lá).

12º dia – Ilha do Sol - Copacabana - Puno - Arequipa (voltar para Copa, partir para Puno e já vazar direto para Arequipa)

13º dia – Arequipa (conhecer a cidade)

14º dia - Arequipa (Colca Canyon, tour de 1 dia)

15º dia - Arequipa - Cusco (conhece a cidade e viaja à noite para Cusco)

16º dia - Cusco

17º dia – Cusco – Águas Calientes

18º dia – Machu Picchu – Cusco

19º dia – Cusco

20º dia - Cusco - Lima (Vôo pela LAN)

21º dia - Lima (conhecer a cidade)

22º dia - Lima - Paracas (Islas Ballestas pela manhã) e depois Paracas – Lima

23º dia - Lima - São Paulo (Vôo pela LAN)

 

É claro que roteiro de mochileiros sempre sofre mudança e o nosso não é exceção.

 

PREPARAÇÃO E GASTOS PRÉ VIAGEM

 

Livro

 

Minhas pesquisas na Internet iam de vento em popa, mas faltava um livro ou algo do tipo para completar, até que um dia fui ao cinema num shopping em Santos, cidade onde trabalho, e na saída resolvi entrar numa Saraiva, pois queria fuçar se havia algo que me ajudasse com a viagem, e, jogado no meio de alguns guias e mapas, achei o livro que procurava (aliás, era filho único de mãe solteira), chamava “O Guia do Mochileiro: Um roteiro pela Bolívia e Peru”, da Alice Watson, o livro é muito bom, tem muitas dicas úteis, é bem escrito e a leitura é agradável, além disso o roteiro dela era bem parecido com o nosso (pelo menos, na parte da Bolívia), paguei 40 dilmas nele, ele é fácil de achar na Internet e quem tiver interesse pode comprar que é bom mesmo. Achei esse link aqui só pra vocês saberem qual é:

 

http://www.extra.com.br/livros/ViagensTurismo/ViagemAventura/O-Guia-do-Mochileiro-um-Roteiro-pela-Bolivia-e-Peru-Alice-Watson-1736563.html

 

Planilha de gastos

 

Para ajudar a calcular os gastos, peguei alguns modelos de planilhas aqui e fui adaptando, projetando valores, usando a técnica do “chuta pra mais” pra ter uma margem de manobra, afinal, pelo que li por aqui perrengue e imprevisto nunca falta. E vou dizer, ainda sim fizemos algumas cagadas financeiras que nos causaram um certo aperto durante a viagem, mas isso será contado mais adiante.

Não vou postar a planilha que fiz porque não a conclui com os valores finais, então com o passar dos dias, vou colocando os gastos que tive pra mais ou menos orientar vocês (digo mais ou menos que uma coisa ou outra posso ter esquecido de anotar).

 

Depois de um tempo, consegui finalizar a planilha e agora vou postar o link, pode não estar uma maravilha mas acho que dá pra ter uma ideia. Tem duas abas, na primeira uma planilha mais ampla e outra com os gastos mais detalhados, incluindo a média diária em cada moeda (a primeira ficou um pouco grande e tem que ficar rolando a barra, desculpem mas não deu pra fazer menor ::hãã2::). Tentei colocar o que lembrei de anotar, vocês podem estranhar alguns dias não ter gasto com alimentação, mas é que comprávamos muitas coisas nos mercados que duravam pra outros dia, e muitas vezes ou rachávamos a conta ou de nós pagava sozinho pra depois o outro pagar algo, então coloquei apenas o que eu gastei do meu dinheiro.

Se alguém tiver problema em visualizar, dá um toque que eu conserto a burrada. ::hahaha::

 

https://www.dropbox.com/s/arqhp7ax4wjsoz5/Roteiro_Bol%C3%ADvia_e_Peru_2.xls?dl=0

 

Hospedagens

 

A única hospedagem que garantimos com antecedência foi o Hostel Jodanga, em Santa Cruz, o resto fomos vendo na hora mesmo.

 

Machu Picchu

 

Outra coisa que garantimos com antecedência foram as entradas para Machu Picchu. Entramos no site do Governo Peruano e efetuamos a compra de MP e também de Waynapicchu, deu S/150,00 + uma taxa de S/6,50, que depois virou US$ 56,00 na fatura do cartão (mais US$ 3,60 de IOF :x )

O site é esse aqui:

 

http://www.machupicchu.gob.pe/

 

Equipamentos

 

Eu e meus amigos começamos a investir na compra de itens necessários para a viagem, comecei a ir muitas vezes na Decathlon que tem aqui na Praia Grande para pesquisar preços e avaliar os itens. O principal deles era a mochila. Após pesquisar muito na Internet sobre melhores marcas versus preços, inclusive aqui no Mochileiros, e acabei optando pela marca Quechua, que vende na Decathlon, e comprei uma mochila Forclaz 70l, igual essa do link:

 

http://www.decathlon.com.br/montanha---aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-70-quechua_164112?chosen=cinza

 

Posso dizer que ela foi jogada (sim, eu vi isso) :o em bagageiro de busão, de avião, foi pra cima e pra baixo, andou lotada de coisas e aguentou bem o tranco, eu recomendo. Fora que vem com 10 anos de garantia. Paguei R$299,00.

Compramos também meias de trekking, de frio, 2 blusas de frio (uma acabei nem usando), uma doleira e uma capa de chuva estilo poncho, que aliás foi muito útil em Machu Picchu.

Ia comprar uma blusa corta vento, mas acabei “herdando” do meu pai (que faleceu no final de agosto agora) uma jaqueta, que caiu como uma luva e realmente ela fez a diferença na viagem.

Outra coisa que ia comprar, mas acabei não comprando, por pura questão de economia (já havia gasto uma certa grana e preferi segurar um pouco), era uma bota boa. Eu me interessei, depois de muito pesquisar, na Forclaz 500 da Quechua, ela tava (e ainda está) custando R$ 299,00 na Decathlon. Acabei indo de tênis mesmo, mas confesso que teve situações nas quais me arrependi de não ter comprado a bota, principalmente em Machu Picchu, pois choveu muito e passei um puta perrengue pra descer Waynapicchu, mas isso relatarei mais adiante.

Além disso, comprei também foi uma câmera nova, pois a minha tinha ido pro saco. Mesma coisa, pesquisei vários modelos, e pelo custo benefício acabei comprando a Samsung WB350F, ela em média cuta uns 500 mangos, mas achei uma promoção na Ricardo Eletro por 360 reais em 3 vezes :D

 

http://www.samsung.com/br/consumer/cameras-camcorder/cameras/smart-compactas/EC-WB350FVMWBR

 

A câmera é excelente, não tenho do que reclamar, tem bastante recurso. Ah, e comprei também um bastão de selfie, achei no Mercado Livre por 40 pilas.

 

Passagens

 

Durante meses, ficamos monitorando os sites das empresas aéreas, da Decolar e do Melhores Destinos a fim de tentar obter um preço bom por elas, pois seriam três trechos de aéreo. Os preços eram bem salgados, fazíamos cálculos e analisávamos combinar voos de empresas diferentes, mas o mais em conta que achávamos girava em torno de 1500, 1600 reais. Mas resolvemos esperar mais, inclusive deixamos passar a Copa para ver se caia e funcionou. Um dia, entrei no site da TAM e pesquisei os três trechos e PARA A NOOOOOOOOSSAAAA ALEGRIIIIAAAA naquele dia estava saindo tudo, já com taxas e impostos, por míseros R$ 888,77. Compramos na hora e ainda deu pra dividir no cartão. Fuck Yeah!!!!!! :D:D:D

 

Seguro

 

Uma boa dica é sempre fazer um seguro de viagem, afinal a gente nunca sabe o que pode acontecer. Eu pesquisei bastante e no final acabei fazendo o da empresa Intermac, pois minha ex sogra trabalha em agência de turismo e quando fui para o Chile ela fez esse seguro pra mim, e como o preço estava bom, fiz ele mesmo. O do Renan e o da Marina foi o mais básico, de 140, eu fiz o intermediário, gastei 230 pilas, os valores de cobertura eram bem maiores, preferi não economizar nesse quesito.

 

Vacina

 

Outra providência foi tomar o raio da vacina de febre amarela, em Santos tinha um posto que emitia a carteirinha da ANVISA, foi só tomar a vacina e pegar a dita cuja.

Importante: é recomendável fazer o cadastro antecipado no site da ANVISA, isso agiliza e facilita o atendimento, pois caso não tenha o cadastro, seus dados pessoais terão que ser colhidos na hora para fazer o cadastro. E sim, conforme muitos disseram, também não fui cobrado pela carteirinha em parte alguma, nem nos aeroportos, mas é melhor tomar, vai que...

O link é esse aqui (precisa criar um cadastro no site)

 

http://www.anvisa.gov.br/viajante/

 

Dinheiro

 

O nosso maior problema era a grana. Conforme todos relatavam, era mais vantajoso levar dólar que real, e então resolvemos ir atrás das verdinhas, só que deixamos pra ver isso muito em cima da hora, e devido a corrida eleitoral, pegamos o pior momento pra comprar dólar. Na primeira vez que fui no meu banco me informar, estava 2.36, mais a caralhada de taxas que rolam. Isso foi numa sexta, na segunda já tava 2.41, e daí só subiu. No dia do embarque, ele chegou a 2.58 (sem contar as taxas) ::grr:: , e então decidimos levar real mesmo e seja o que Deus quiser. E, segundo minhas contas, no final até que valeu a pena, pois pelo preço que pagaríamos no dólar acabaria saindo mais caro ou pelo menos pau a pau.

Levei ao todo R$ 2600,00 (que virou R$ 2500,00, depois explico) e precisei fazer dois saques, um de 200 soles e outro de 100 soles (esse último, desnecessário).

Editado por Visitante

  • Respostas 161
  • Visualizações 37.8k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros
Boa tarde, o seu relato esta excelente, irei em junho de 2015, mas irei fazer atacama tb, c alguem quiser ir!

 

 

Boa tarde, quer dizer, boa noite Luciano! Obrigado pelo elogio! Pois é, também queria ter feito o Atacama, tenho mó vontade, mas pra essa viagem era inviável, já foi corrido só os dois países, e pode ter certeza que companhia não faltará, todo mundo faz esse tipo de roteiro.

Postado
  • Autor
  • Membros
Termina o ralato ate dezembro pq quero ler o seu antes de ir, please!!!!

 

kkk

 

Abraços!

 

 

Calma Luiz, tô indo, devagarinho, mas tô indo hehehe

Desde que voltei de viagem, minha vida tá pura correria, mas dentro do possível vou postando o que consigo. Espero ter tempo de terminar tudo antes da tua viagem, ou pelo chegar próximo disso.

Abraços e boa viagem!

Postado
  • Autor
  • Membros

27 DE SETEMBRO – 10º Dia

La Paz - Copacabana - Isla del Sol - Copacabana - Puno

 

 

Como de costume, acordamos cedo, tomamos café, nos arrumamos, pegamos nossas coisas e bora pra recepção fazer check out e esperar o ônibus que nos levaria a Copacabana, ficou acertado que ele nos buscaria no hostel. Pedimos pra fechar a conta, mandando que somassem o valor total de nós três juntos e dividisse, tirando a média, afinal consumimos algumas coisas e ora um marcava na sua conta, ora o outro marcava (cada vez que você consome algo, ele anotam o número da sua pulseira e depois é cobrado na hora do check out). No final, deu 900 bolivianos, 300 pra cada um redondo (só em diárias daria 222 de cada, totalizando 666 :evil: ). O problema é que achávamos que dava pra pagar com cartão, mas o hostel não aceitava (aliás, nenhum aceita, pelo menos em nenhum que nós ficamos) ::putz:: . Eu tinha o dinheiro, mas o Renan não tinha o suficiente, faltou um pouco, então ele e a Marina saíram pra sacar dinheiro, próximo dali tinha um caixa que dava pra fazer saque, ficava na própria Calle Comércio. Nessa hora torci para o ônibus atrasar, pois já eram 7h e ele estava pra chegar, mas deu certo, os dois voltaram logo, pagamos a conta e pouco depois vieram nos buscar.

Tratava-se de um micro-ônibus meio fuleiro, estranhamos mas entramos, tinha pouca gente e seguimos, achando que aquele seria o nosso transporte até Copacabana. No caminho, ele fez mais umas paradas e aí sim o micro encheu, e então continuamos, até que chegamos na rodoviária e descobrimos que na verdade o ônibus era outro, o da Titicaca Tour, esse sim grande e mais confortável.

 

15738208566_bc04ba3dfa_c.jpg

Busão da Titicaca Tours

 

 

Após despachar as mochilas e nos acomodarmos, nos despedimos da simpática La Paz e seguimos viagem, passando por El Alto. Uma coisa que esqueci de mencionar sobre La Paz é a grande quantidade de casas que não tem acabamento, são todas em tijolo mesmo, aquele vermelho, e isso também acontece em El Alto. A explicação é que o governo só tributa casas que já estão acabadas, e o fato delas não terem reboco ou pintura as classifica como casas em construção. E vou dizer, tem uns baita casarões que dá até pena ver sem acabamento, mas fazer o que.

 

 

15760035981_98111faf96_c.jpg

 

 

15576488378_b31e4477a3_c.jpg

 

 

A viagem seguia e depois de algum tempo começávamos a avistar o Lago Titicaca. A estrada seguia margeando o lago, e como o dia estava muito bonito, o azul do lago era algo que impressionava, era tão intenso quanto o vermelho da Laguna Colorada, era quase um Caprichoso e Garantido essa disputa pra ver qual tinha a cor mais viva.

 

 

DICA DO PORTUGA: Quando pegar o ônibus na rodoviária, tente ficar do lado esquerdo, é o lado onde fica o lago. Isso indo de La Paz pra lá, se estiver fazendo o trajeto contrário (de Copacabana a La Paz), óbvio, venha do lado direito.

 

 

15576485478_64edf8f02d_c.jpg

 

 

15763458212_ec2845f372_c.jpg

 

 

Próximos a San Pedro de Tiquina

 

 

Mais um pouco e chegamos a San Pedro de Tiquina, uma pequena cidade que fica às margens do lago, onde nós descemos do ônibus e pegamos um barco para atravessar o lago. Compramos os tickets (custava 2 evos) e fomos para o barco, muito parecido (pra quem é da Baixada Santista ou conhece aqui) com as barquinhas que fazem a travessia de Santos para o Guarujá. Enquanto isso, os ônibus vão numa espécie de balsa, sem passageiros e apenas com os motoristas, e do outro lado todos sobem de novo e seguem viagem. A travessia é rápida, deve durar de uns 5 a 10 minutos, não lembro bem, mas é rápido (até nisso é bem parecido com a travessia de Santos para o Guarujá, mas com um cenário melhor).

 

 

15576729517_2828523b73_c.jpg

 

 

15763450722_3fd28824b8_c.jpg

 

 

15761887645_ab06be2638_c.jpg

 

 

15142471263_92a0f3ccaf_c.jpg

 

 

15141912824_e25d63f244_c.jpg

 

 

15141907924_decb77e7e8_c.jpg

 

 

15761842885_2d512f9b0a_c.jpg

Monumento a Pachamama

 

 

15576419838_5eec95a689_c.jpg

 

 

15763392472_0f0c834f5e_c.jpg

 

 

Balsa levando os ônibus

 

 

Já do outro lado, embarcamos e seguimos por uma estrada que era coisa de cinema, sem dúvida é a estrada mais bonita que eu vi, e olha que quase todas eram lindas, mas essa era demais, você via o lago que ora sumia e ora reaparecia, intercalando com um visual de montanhas encantador, até as nuvens eram mais bonitas que o normal.

Logo começamos a avistar Copacabana, estávamos mais altos que a cidade e fomos descendo até ela, serpenteando por uma estrada cheias de curvas, e logo adentramos a pequena e bonita cidade que inspirou o famoso bairro carioca.

 

 

15759954971_7c862e01dc_c.jpg

 

 

15576408448_e70a904b54_c.jpg

Visual muito feio

 

 

15141853314_1f70392dcf_c.jpg

Cenário de filme de terror, não acham?

 

 

15576649537_707dc4193c_c.jpg

 

 

15142385473_da1afedcd8_c.jpg

 

 

15738079466_ce4f12b34d_c.jpg

 

 

15759909531_133195051f_c.jpg

 

 

15761780615_b8f143481e_c.jpg

 

 

15576967650_6b9fa86b11_c.jpg

 

 

 

 

Antes de descermos, o ônibus parou em frente a um hotel, e uma moça subiu oferecendo um desconto pra quem estava naquele ônibus caso se hospedasse nele, não lembro qual era agora, mas tinha cara de bom, lembro que com o desconto saia 50 bolivianos. Ninguém topou (a moça ficou com mó cara de bunda, deu até dó), muito menos nós que não dormiríamos na cidade, ao contrário do roteiro original, e logo ele parou na frente da agência, pegamos nossas mochilas e saímos com duas missões: comer e fechar o barco para a Isla del Sol. Antes, deixamos as mochilas no locker da agência e saímos apenas com as de ataque.

Estávamos com fome e pouca grana, o que o Renan sacou era suficiente para pagar o hostel e comer algo, eu estava na mesma, contando até as moedas. Seguimos a avenida principal e logo saímos no lago, tinha várias embarcações paradas nos piers, vimos alguns homens sentados e descobrimos que eles eram dos barcos, fomos falar com eles e ver quanto era, estava em média 40 bolivianos a viagem de ida e volta e sairia às 13h30, eram umas 12h15. Resolvemos ir comer algo e pensar bem, vimos que “à beira mar” tinha vários restaurantes, um colado no outro, mas por experiência adquirida resolvemos não procurá-los por imaginar que fossem mais caros, pela localização, por isso voltamos pela avenida principal para achar algo. Podemos dizer que essa avenida se divide em duas partes: a primeira (indo do lago pra dentro) é só com restaurantes, hotéis, casas de câmbio (na verdade, são banquinhas que ficam na calçada com alguém trocando dinheiro); e a segunda parte são empresas de ônibus e agências de turismo. Acabamos entrando em um restaurante que ficava logo no começo, tinha uma cara simpática e era todo decorado, estava vazio. Uma senhora nos atendeu, e depois de olharmos o cardápio escolhemos um menu com sopa de entrada, prato principal e sobremesa, custava 25 bolivianos. Pedi um creme de champignon (muito boa), a famosa trucha que estava afim de experimentar e a sobremesa só tinha uma opção: banana com chocolate. Apesar de estar vazio, demorou para chegar a comida e estávamos quase desistindo, pois não daria tempo se demorasse mais um pouco. Enquanto o rango não chegava, o Renan pediu pra eu trocar pra ele os últimos 50 reais que ele tinha por um pouco de bolivianos e um pouco de soles para podermos pegar algum táxi no Peru. E lá fui, pra resumir a desgraceira, passei em duas banquinhas e o câmbio era o pior possível: o boliviano tava 2,50 e o nuevo sol, pasmem, 90 centavos pra um real. VTNC! ::vapapu:: Resolvi só trocar por bolivianos e depois se sobrasse trocaríamos os pesos por soles, voltei com 125 bolivianos. Expliquei ao Renan, ele ficou aziado, não comigo, lógico, mas com o câmbio. O rango ainda não tinha chego e ele decidiu dar um pulo no cais pra fechar logo o barco, pois estava próximo da hora e até comermos nos atrasaríamos. Ele voltou e disse que havia conseguido um esquema, conversou com um cara e ele indicou o barco de um outro cara chamado Efraim (o mesmo nome do Primo, do tour do Salar, coincidência não!), e ele faria a 30 bolivianos para nós. Boooooaaaa garoto!

Junto com o Renan, chegou o rango, sinceramente a trucha até é boa, mas não é nada daquilo que falavam, achei bem pequeno e pelo preço não compensou muito não, mas a fome era grande então mandamos bala, comemos a banana (que estava uma delícia, era pequenininha, mas muito saborosa, o chocolate era até desnecessário), pagamos e partimos pro píer pra pegar o barco. Eram mais ou menos 13h10.

 

 

15761770465_b5cf933a3d_c.jpg

O restaurante

 

 

15142349053_0d3b9fef13_c.jpg

A tal da trucha

 

 

15576340688_826c383f63_c.jpg

 

 

15576588527_49ba343b1f_c.jpg

 

 

15763309632_951274c857_c.jpg

 

 

Chegando lá, procuramos o tal Efraim, ele era sobrinho do cara que o indicou, seguimos ele até o barco e entramos, estava quase vazio, fomos em cima junto com duas mulheres e um engradado de Paceña (ah se não estivessem quentes... :lol: ) e mais umas trangalhadas. Notamos que nos outros barcos a lotação era total e o povo usava coletes salva-vidas, enquanto no nosso nem tinha isso, e no nosso só entrava população local, conclui que na verdade fomos numa espécie de barco local, tipo ônibus circular, aqueles em que só a população local anda, por isso era mais barato. Na moral, chegando na ilha tá ótimo, podia ser até um pneu jogado na água com remo, tipo cubano indo pros E.U.A. hahahaha.

O motor ligou e o barco partiu rumo a ilha, o percurso levaria cerca de 1h30, o sol estava bem forte e ventava bastante, era um vento bem gelado, eu estava de agasalho e gorro. A imensidão do lago era de espantar, parecia que estávamos em alto mar, não tinha fim a vista. E o azul de uma intensidade incrível!

 

 

 

 

 

15759866761_82a0f0767d_c.jpg

 

 

15761739095_57c4be8294_c.jpg

 

 

15761725565_e90e3b54b7_c.jpg

 

 

15576298538_93609aec01_c.jpg

Chegando à ilha

 

 

15141745774_e3bed204b5_c.jpg

 

 

Chegamos na ilha eram umas 15h mais ou menos, descemos no píer e o Efriam avisou que na volta viríamos com o tio dele no outro barco, tínhamos a opção de pegar o barco ali mesmo às 16h ou subir o morro, fazer a trilha pelo alto e pegar o barco no outro píer às 16h30.

O lugar era incrível, fomos recepcionados por muitas lhamas e burros, tinha um grande morro e bastante casas e hospedagens, admiramos a paisagens e começamos a subir as escadarias até o alto. Como o horário era meio apertado, preferimos não fazer a trilha com medo de perdermos a hora, preferimos só subir, ver a ilha do alto, e descer ali mesmo. A vista de cima é incrível! Tinha uma parte que não podia passar pois era só pra população local. No caminho, ainda encontramos uma senhora vendendo uns artesanatos locais, paramos para dar uma olhada, o Renan estava na saga de comprar um lhama para a Marina desde La Paz (lá estava caro pra burro) e ele de comprar um condor, mas não tinha lá.

Paramos num lugar pra descansar, tinha uma boa sombra e uma fonte de água que tava trincando de gelada, enchi minha garrafa e mandei bala.

Próximos do horário, descemos o morro e fomos aguardar o barco no píer, às 16h em ponto ele estava lá e embarcamos, pois ele ainda iria buscar o restante do povo no outro pier. Lá chegando, ele ainda nos deu 10 minutos para conhecermos o Templo do Sol, tinha uma pequena subida e fomos eu e o Renan, a Marina ficou no barco. Era uma pequena construção, não tinha nada demais, mas não deixa de ser interessante! Tinha uma doida lá que tava brisando numas paradas estranhas, parecia que ela tava fazendo um ritual sei lá pra quem, e ela tocava num sininho e mentalizava, tipo energizando, enfim, sai andando que vai que baixa uma entidade doida nela e já viu né ::sos:: (nada contra macumba)!

Tiramos umas fotos e voltamos ao barco para de vez retornar a Copacabana. Estava muito sol e calor, mas estava cansado, e dessa vez viemos na parte de baixo, e deu um puta sono, só me lembro do barco sair e de repente olhei e já estávamos atracando em Copacabana, dormi quase 1h30.

 

 

15761711535_95ef9499c3_c.jpg

 

 

15576902910_773f648d43_c.jpg

Lhamas e burros

 

 

15763260922_e27492e199_c.jpg

Mais lhamas e um burro... ::hahaha::

 

 

15763257312_5db11b3ff4_c.jpg

 

 

15761692595_8f8ffa2894_c.jpg

 

 

15737971446_e0c4ff471a_c.jpg

 

 

15763231632_7be4b55701_c.jpg

Renan, sempre um lorde!

 

 

15576866370_23463cb094_c.jpg

 

 

15576494387_af3e11c260_c.jpg

Templo do Sol

 

15576487617_7b77719686_c.jpg

 

 

15576484457_72d3d30c21_c.jpg

Tiazona brisada!

 

Como ainda tínhamos um bom tempinho até sair até sair, demos uma volta pela orla do lago, a tarde começava a cair e o cenário é paradisíaco. Resolvemos procurar algo pra comprar, pois seriam umas 6 ou 7h de viagem, sentiríamos fome, além do almoço não ter sido aquele almoço ideal. Na orla só havia restaurantes, então seguimos a avenida principal e achamos um lugar que vendia empanadas e saltenãs. Compramos tudo o que ela tinha lá e a Marina ainda foi contemplada com um pacotão de Lays, cujas lombrigas clamavam desde os tempo mais primórdios por isso.

 

 

15576223938_aa4c600f01_c.jpg

Deus me livre, que coisa horrível esse visual!

 

 

Dali já seguimos pra agência da Titicaca Tour, pegamos nossas mochilas, trocamos o voucher que o cara da agência em La Paz havia nos dado pelas passagens e ficamos esperando o cata-osso pra Puno, que sairia 18h30, e quando ele chegou, um certo tumulto misturando quem ia despachar as bagagens com quem iria entrar no busão. Antes de entrar, eles perguntavam quem iria descer em Puno e quem seguiria pra Cusco, destino final do ônibus. Entramos e fomos pro andar de cima, ele era mega confortável, bem espaçoso e tinha até aquele treco onde você encaixa sua perna. Aí sim hein!

Saímos por volta de 18h30, como previsto, já começava a escurecer e em mais ou menos meia hora chegamos à fronteira. Nessa hora, todo mundo desce do ônibus (as malas ficam) e vai até a imigração encarar uma mega fila, pois só havia dois funcionários atendendo, enquanto os ônibus saem vazios para nos aguardar em solo peruano. Era de noite e tomamos uma bela canseira, formamos uma fila do lado de fora. Vimos que tinha duas banquinhas de câmbio ao lado da imigração e o Renan aproveitou para ver o que dava pra fazer. Ele voltou rindo, falou que fui na primeira e o senhor mandou ir na do lado, era uma mulher e ela queria dar 0,70 por real. No final, ele trocou o que tinha sobrado dos pesos (acho que uns 50) por 15 soles. Acho que dava pra pegar um táxi na rodoviária de Arequipa pelo menos.

Finalmente fomos atendidos, carimbamos os passaportes, devolvemos as tarjetas verdes e bora pro segundo tempo. Seguimos a rua andando, logo avistamos uma espécie de portal, estava bem escuro, mas dava pra ver ao lado dela a placa de bem vindo do lado bolivianos e atravessando o portal vimos aquele símbolo grande com a palavra Peru escrito com aquele “p” estilizado. Ao todo andamos uns 100 ou 200 metros e chegamos à imigração peruana, o ônibus estava parado bem na frente e lá pelo menos aguardamos do lado de dentro para sermos atendidos. Mesma coisa, só duas pessoas atendendo, mas nesse foi mais rápido, um guarda ainda na fila nos dava o papel para preencher. Eu, cabaço como sempre, errei e tive que preencher outro, mas tudo bem, foi rápido até. Passaporte carimbado, tarjeta na mão e bora pro busão! Assim que saímos, eles fecharam o local.

Já eram mais de 19h30 e nosso ônibus em Puno sairia às 21h30, então bora seguir viagem. Nessa hora, vimos os primeiros relâmpagos, logo começaram os trovoes e quando demos conta, estava um puta temporal, mas um temporal daqueles de filme de terror.

 

 

15576833820_c080e41cd6_c.jpg

Imigração boliviana

 

 

15761635525_513e0852d7_c.jpg

Perto da fronteira

 

 

15737920396_b458b1f621_c.jpg

Lado boliviano da fronteira

 

 

15759746211_426e596127_c.jpg

Fronteira

 

 

15737910296_462f62c03d_c.jpg

Imigração peruana

 

 

O tempo passava e começávamos a nos preocupar com o horário, pois o ônibus sairia às 21h30 (detalhe, o fuso no peru era 1h a menos em relação à Bolívia), já era quase isso quando estávamos entrando na cidade. Resultado: chegou na rodoviária às 21h50 e o ônibus já havia saído. Mas não ficamos desamparados, um funcionário da empresa acompanhou o grupo que ia pra Arequipa até o guichê e lá nos entregaram passagens de outra empresa, a Transzela, que tinha um ônibus partindo às 22h30 (no final, atrasaria uma meia hora a saída). A chuva havia diminuído, mas estava muito frio, o ônibus estava parado na plataforma, mas nos abrigávamos no coberto até o motorista chegar. Nisso notamos uma família que estava com um botijão de gás, um saco de farinha (daqueles que se carrega no porto), um velotrón estilo Tico Tico da Bandeirantes e um Pula Pula do Gugu. Eu e o Renan olhamos aquilo e já imaginamos que iriam no nosso busão. E estávamos certos!

O motorista chegou e já abriu o compartimento de bagagens, fomos os primeiros a despachar as mochilas, e em seguida chegou a família Dó Ré Mi e seus “apetrechos”. Tinha um cara que ficava dentro do bagageiro organizando as bagagens e etiquetando, entregando uma via com o número para os passageiros. Galera, vocês precisavam ver a cara dele na hora que subiram o botijão de gás, era de total incredulidade, foi cômico ver o botijão rolando pro fundo do bagageiro, e o golpe de misericórdia foi o saco de farinha, que na hora que bateu levantou aquela poeira branca. ::hahaha::::lol4::::otemo:: Eu e o Renan tivemos uma crise de riso que durou muito tempo, no outro dia ainda lembrávamos e riamos daquilo.

Entramos e nos acomodamos, o ônibus era excelente, acho que até mais confortável que o da Titicaca, valeu até a pena perder o ônibus anterior, e ainda, assim que o busão saiu, serviram um chá de camomila, pra mim foi ótimo por duas razões: além de estar frio, minha garganta começava a doer, sinal de que ficaria gripado. Ai ai, viu! E borá que tínhamos umas 6 ou 7h pela frente!

 

 

 

 

Gastos do dia

 

Barco p/ ilha: 30,00

Almoço: 25,00

Conta do Hostel: 300,00 (diárias e coisas consumidas, minha parte na divisão)

Salteñas e empanadas: 24,00

Isla del Sol: 5,00

Banheiro na Ilha: 2,00

Taxa de Puno: 2,00

 

 

 

Continua...

Postado
  • Membros

Cara, que lástima, a truta a beira mar é inteira e custa 20/25 bol. A que vc comeu era meia truta ou até menos que isso. É na beira do lago que ficam as melhores trutas. Ow saudade!

Postado
  • Membros

Fala Alexandre,

 

Passando aqui para deixar um alô, muito bom seu relato cara, continue que está ficando show! ::cool:::'>

 

PS: A Miriam está acompanhando e se divertindo com seus perrengues e lembrando dos nossos HAHAHhahhahaha...

 

Abraços.

Postado
  • Autor
  • Membros
Cara, que lástima, a truta a beira mar é inteira e custa 20/25 bol. A que vc comeu era meia truta ou até menos que isso. É na beira do lago que ficam as melhores trutas. Ow saudade!

 

 

Pois é xará, depois, já em Arequipa descobri que a truta pode ser maior que aquilo e fiquei puto, mas é o que falei, usei aquela regra de "evitar pontos turísticos" e me dei mal, mas é importante ficar relatado pra ninguém cometer o mesmo erro, inclusive a sua postagem ajuda.

E saudade é pouco, espero voltar com mais calma e curtir bem mais aquele lugar, e claro, comer a truta certa!

Postado
  • Autor
  • Membros
Fala Alexandre,

 

Passando aqui para deixar um alô, muito bom seu relato cara, continue que está ficando show! ::cool:::'>

 

PS: A Miriam está acompanhando e se divertindo com seus perrengues e lembrando dos nossos HAHAHhahhahaha...

 

Abraços.

 

 

Salve Nogy! Valeu por estar acompanhando, tô tentando passar minhas impressões da melhor maneira possível, assim como fez no seu! O meu tempo tá meio corrido, mas ainda essa semana já começo a postar a parte peruana do rolê!

E apesar de ter passado alguns perrengues, eles nem se comparam aos que vocês dois passaram, ali foi realmente um rolê dos campeões!

 

Abraços!

Postado
  • Membros

Ficou bacana o relato, olhando as fotos do Wild Rover me fez lembrar de varios Free Shots que tomei.

 

As fotos ficaram otimas, e o seu senso de humor tambem foi otimo. E da-lhe os perrengues hhehehe

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.