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Olá viajante!

Bora viajar?

Viajando de carro por 5 meses por toda Nova Zelândia (com custos e mapas!)

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Olá mochileiros de plantão,

 

Estarei dando início aqui ao meu primeiro relato no Mochileiros.com. Este relato, uma viagem de carro (roadtrip) de 5 meses pela Nova Zelândia, é o primeiro de uma série de viagens que estou fazendo em minha volta ao mundo.

Um pouco sobre mim e minha volta ao mundo: Aos 28 anos eu resolvi vender tudo que tinha no Brasil e partir numa viagem de volta ao mundo como nômade: sem destino certo, sem roteiro, sem planos, sem data para voltar, morando e trabalhando em alguns países por onde passo.

Tenho uma página no Facebook(https://www.facebook.com/theworlduponmyshoulders), e um blog, o The World Upon my Shoulders (http://worlduponmyshoulders.com/), onde escrevo sobre os destinos que visito e dou dicas de como viajar barato e ser um nômade ao redor do mundo. Lá você vai encontrar muito mais informações complementares às que estão relatadas aqui. Curte lá, vai!

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Chega de falar de mim e vamos ao que interessa, mas primeiro algumas considerações sobre a viagem devem ser feitas:

 

- A viagem que será aqui relatada foi realizada de Abril a Agosto de 2014;

- Como não tinha planos de fazer um relato, alguns custos (com comida, na maior parte dos casos) serão omitidos;

- Todos os custos mencionados são em NZ $ (Dólar Neozelandês), cujo câmbio era aproximadamente 1$ = 2 R$ na época;

- Kiwi é uma palavra muito usada na Nova Zelândia, e pode significar três coisas:

* A frutra kiwi, também muito encontrada no Brasil;

* Um pássaro nativo do país;

* Como os neozelandeses são carinhosamente chamados;

- Como utilizei de Couchsurfing e hospedagem na casa de amigos e pessoas que eu conheci na estrada além de ter passado a maior parte das noites dormindo no carro, o relato não inclui muitas informações de acomodação;

- Durante os 5 meses visitei praticamente todas as maiores cidades do país, com exceção de Gisborne.

- Como já tenho muitas informações publicadas no meu blog (http://worlduponmyshoulders.com/), o relato será focado na primeira pessoa do singular (EU!), com observações e comentários mais pessoais sobre os lugares que passei;

- Desde Setembro de 2014 tenho vivido na Nova Zelândia, mais especificamente em Queenstown, trabalhando e juntando uma grana para continuar viajando. Se você estiver em busca de alguma dica específica, dê uma olhada no meu blog (http://worlduponmyshoulders.com/) ou faça uma pergunta nos comentários que terei o maior prazer em responder;

 

Para facilitar a visualização vou atualizando o índice a seguir com os posts publicados:

Parte 1 - Preparativos, chegada à Nova Zelândia, Auckland e arredores: http://www.mochileiros.com/post1097422.html#p1097422

Parte 2 - Northland (Whangarei, Russell, Paihia, Waitangi, Whangaroa, Cape Reinga e Ninety Mile Beach): http://www.mochileiros.com/post1099796.html#p1099796

Parte 3 - Coromandel Peninsula (Cathedral Cove e Hot Water Beach), Bay of Plenty (Tauranga e Whangarei) e Waikaremoana Track: http://www.mochileiros.com/post1101829.html#p1101829

Parte 4 - Hawke’s Bay (Napier e Hastings), Taupo, Tongariro Alpine Crossing, Taihape, Rotorua e Hobbiton: http://www.mochileiros.com/post1106116.html#p1106116

Parte 5 - Hamilton, Waitomo, New Plymouth, Mount Taranaki, Whanganui, Palmerston North, Wellington e região:

http://www.mochileiros.com/post1107733.html#p1107733

Parte 6 - Picton, Abel Tasman National Park, Westport, Punakaiki Blowholes, Lake Brunner, Franz Josef/Fox Glacier e Wanaka: http://www.mochileiros.com/post1115679.html#p1115679

Parte 7 - Glenorchy, Paradise, Queenstown, Invercargill, Bluff e Catlins: http://www.mochileiros.com/post1141883.html#p1141883

Parte 8 e final - Dunedin, Elephant Rocks, Clay Cliffs, Mount Cook, Lake Tekapo , Kaikoura e Christchurch: http://www.mochileiros.com/post1148050.html#p1148050

Espero que aproveitem!

 

[t3]Preparativos:[/t3]

 

Brasileiros não necessitam de visto para entrar na Nova Zelândia, mas alguns requerimentos precisam ser atendidos para se obter o visto de turista, válido por 3 meses, na chegada, como ter uma passagem de saída do país dentro dos 3 meses e o equivalente a NZ $ 1000 dólares por mês para se manter durante sua estadia.

 

Pesquisando bem, consegui uma passagem de Santiago a Auckland por R$2400 reais, e, como eu não queria voltar ao Brasil, uma passagem de saída para Singapura por R$1000 reais, que eu poderia trocar no futuro. Com o uso de algumas milhas que eu tinha guardadas, ainda conseguiria fazer uma viagem de alguns dias por Buenos Aires e Santiago antes de pegar o vôo para Auckland. Nada mal!

 

Com a situação da passagem resolvida, agora eu precisava resolver a grana. Eu precisaria de comprovar pelo menos $3900 no aeroporto, caso contrário correria o risco de ter meu visto negado e ser mandado de volta pro Brasil. Devido a problemas na minha antiga conta bancária empresarial, fiquei sem cartão de crédito e débito internacional na véspera da viagem, e o jeito foi sacar a grana e levar em cash. Usando um fator de cagaço, levei US$ 5000 devidamente em espécie. O dinheiro também estava resolvido!

 

Com passagem e dinheiro garantido, só me restava esperar a minha saída do Brasil, que seria no dia 6 de Abril, com destino à Buenos Aires. Mas antes eu tinha a terrível tarefa de arrumar as mochilas pela frente.

Não houveram grandes preparativos em termos de equipamento e/ou roupas, uma vez que eu já tinha tudo comprado para mochilões passados. A grande dificuldade nesse caso foi gerenciar o que seria levado, já que eu sabia que essa seria uma viagem longa e sem data para voltar.

 

Tive que selecionar muito bem tudo o que seria levado, afinal minhas únicas bagagens seriam minha mochila cargueira de 95L e uma outra menor, de 35L apenas. No final das contas foram colocados nas mochilas 2 calças jeans, 2 calças mais leves, 1 conjunto primeira pele calça+camisa, 1 jaqueta goretex com revestimento interno fleece, 2 blusas de frio, 2 pares de tênis, 1 par de chinelos, 6 camisetas, 3 camisas polo, 3 camisas xadrez, 5 bermudas, 2 cintos, 1 par de luvas de frio, gorro, uma dúzia de cuecas e uns 10 pares de meia. Além das roupas tive que deixar espaço para o notebook, câmera fotográfica, máquina de cortar cabelo, pilhas recarregáveis, remédios, produtos de higiene, protetor solar, repelente e outras pequenas coisas. As mochilas estavam prontas!

 

A ansiedade crescia, mas o dia da partida finalmente chegou! Após um ônibus noturno de Vitória para o Rio de Janeiro, dois vôos e alguns dias pelas capitais argentina e chilena (não longo o suficiente para se criar um relato), finalmente embarquei no avião que me levaria até o tão aguardado destino: A Nova Zelândia!

 

[t1]Parte 1 - Chegada à Nova Zelândia: Auckland e arredores[/t1]

 

[t3]Chegando na Nova Zelândia: Auckland[/t3]

 

Após 13h de vôo à partir de Santiago, finalmente cheguei à Auckland. Como a Nova Zelândia está no “futuro”, com 15h na frente do Brasil, eu praticamente perdi um dia, já que eu saí do Chile no dia 8 de abril por volta das 11 da noite e cheguei na Nova Zelândia às 4 da manhã do dia 10!

 

Nós brasileiros necessitamos basicamente de duas coisas para conseguir o visto de turista na chegada à Nova Zelândia:

- Ter uma passagem de saída do país dentro do período de 3 meses;

- Comprovar que tem $1000 por mês que for ficar no país (pode ser cash, extrato bancário ou cartão de crédito válido com faturas recentes mostrando que você tem limite suficiente.

 

Desembarcando do avião, a primeira parada foi no balcão da imigração. Seria ali que eu teria mostrar todos os documentos necessários e tirar meu visto de turista que seria válido por 3 meses. Estava tudo em mãos: $5000 dolares em cash, passagem de saída para Singapura antes de 3 meses e uma reserva de um dia no hostel só para ter uma referência de um lugar que eu ficaria caso me perguntassem.

 

Para minha surpresa, chegando a minha vez o atendente elogiou minha tatuagem, perguntou se eu estava vindo pra estudar ou trabalhar, pegou meu passaporte e carimbou e sequer me pediu algum documento. Nunca achei que seria tão fácil entrar na Nova Zelândia!

 

Uma vez oficialmente em terras Neozelandesas eu precisava chegar ao centro da cidade, que fica longe do aeroporto. Como ainda eram 5 da manhã eu só tinha duas opções para se chegar na city (como as pessoas se referem ao centro por aqui): pegar um taxi, que custaria facilmente mais de $60, ou o ônibus 24h que circula entre o aeroporto e a city a cada 15 min, e custa $16. Apesar de caro, peguei o ônibus.

 

O ônibus parou exatamente em frente ao Base Backpackers, o hostel que eu tinha uma reserva feita por uma noite por $24. Como ainda eram 5h da manhã eu ainda teria que esperar até as 13h para fazer o check-in, ou fazer um upgrade para um quarto single por mais $26. $24 já era muito por uma noite, e decidi aguardar até o início da tarde. Enquanto o tempo não passava, decidi explorar a cidade com um inglês e uma chilena que estavam no hostel na mesma situação que eu.

 

Como o hostel fica na Queen St, bem no centrão de Auckland, não demoramos muito a conhecer a principal avenida da cidade. Praticamente andamos do hostel ao Harbour e voltamos, num total de 30min de caminhada mais algumas paradas. Apesar de curto já deu pra sentir a vibe da cidade: muita gente de diferentes etnias andando (correndo) de um lado para o outro, como uma típica cidade grande. Muitos indianos, asiáticos, bastante caucasianos e alguns poucos latinos.

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No Harbour foi possível conferir um visual melhor da cidade: bastante moderna, cheia de prédios novos no centro, a Skytower (símbolo da cidade e figura onipresente em todas as fotos urbanas tiradas por aqui) e centenas de pequenos e médios barcos ancorados, fazendo jus ao apelido de “Cidade das Velas” atribuído à Auckland. Como o cansaço, sono e jetlag ainda batiam, fizemos uma parada rápida no Burger King e voltamos pro hostel.

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Ainda faltavam umas 2 horas antes do check-in, então resolvi entrar em contato com família e amigos no Brasil e dar sinal de vida. Na hora de conectar o laptop à internet veio a surpresa: a internet era paga! Perguntei ao cara da recepção e ele me disse que raramente eu encontraria hostels com internet gratuita na Nova Zelândia, e se eu quisesse me conectar seriam $4 por um dia inteiro. Dadas às circunstâncias, resolvi pagar.

 

Após alguns minutos conversando com a família pelo Facebook, uma amiga veio puxar papo. Ela me perguntou se eu tinha lugar para ficar e eu respondi que só por uma noite, e não tinha planos para depois. Após alguns minutos ela me retornou dizendo que tinha um amigo em Auckland e que ele poderia me hospedar se eu quisesse. Fiquei meio confuso, e 5 min depois um cara me adicionou no Facebook. Aceitei, e começamos um papo que foi mais ou menos assim:

 

Ele: E ai? Ta em Auckland?

Eu: Sim, cheguei hoje cedo.

Ele: A Mainá me disse que você está precisando de um lugar pra ficar.

Eu: Bom, acabei de chegar e preciso resolver o que vou fazer da minha vida por aqui. Por enquanto só tenho uma noite aqui no Base.

Ele: Você pode ficar aqui em casa se quiser.

Eu: Sério mesmo? Muito obrigado! Prometo não ficar muito tempo.

Ele: Relaxa, você pode ficar quanto tempo quiser. Posso te buscar agora?

Eu: Obrigado novamente! Já paguei pela próxima noite, mas posso ir amanhã se não tiver problemas.

Ele: Sem problemas, nos vemos amanhã então!

 

Fechei a conversa e pensei comigo: Parece ser bom demais pra ser verdade!

 

Eram por volta das 13h e eu sabia que dormir a esse horário só atrapalharia minha adaptação ao horário na Nova Zelândia, por isso fiz o check-in, deixei as mochilas no quarto e fui me encontrar com a Luisa, uma amiga da minha irmã que mora em Auckland e precisava pegar algumas coisas que eu tinha trazido pra ela. Encontramos-nos na entrada do Base e caminhamos ao longo da Queen St em direção ao Harbour (de novo) onde batemos papo por um tempo e vimos o pôr do sol antes de eu voltar ao hostel. Mais um pouco de internet e finalmente cama!

 

Acordei cedo e ansioso no dia seguinte, arrumei minhas mochilas e fui me encontrar com Simon, o cara que iria me hospedar em Auckland. 15 minutos depois ele me buscou no Base e me levou até sua casa, que fica em Grafton, um bairro próximo ao centro de Auckland. Chegando lá ele tinha um quarto com cama de casal só para mim, e após algumas horas de conversa sobre viagens, dirigir na Nova Zelândia e Brasil, ele me disse que naquele dia seria o aniversário de 21 anos de uma amiga dele e que eu estava convidado. O único “inconveniente” seria que precisávamos estar lá antes do horário para ajudar na preparação da festa.

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De Grafton fomos para Titirangi, um subúrbio em West Auckland, onde conheci a aniversariante e toda família além de ajudar nos preparativos da festa, incluindo os Jelly Shots, copinhos de gelatina com vodka. O aniversário de 21 anos é considerado muito importante na Nova Zelândia pois simboliza a maturidade do filho, e é comum que o aniversariante receba uma chave dos pais, reconhecendo a livre inda e vinda do filho à casa. Após muita comida boa, alguns drinking games, jelly shots e cervejas locais somados ao jetlag que eu ainda estava sentindo, não consegui resistir ao sono e capotei no sofá em plena festa. Um novo país com direito à uma boa receptividade, um lugar para ficar e novos amigos: meu início na Nova Zelândia não poderia ser melhor!

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A semana seguinte eu aproveitei para conhecer melhor a cidade e algumas atrações turísticas. Um dos pontos mais visitados na cidade é o Mount Eden, que é um vulcão adormecido que fica a 40 min de caminhada do centro da cidade, com vista panorâmica de Auckland e seus subúrbios.

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Auckland tem muitos parques espalhados por toda a cidade, como o Albert Park e o Auckland Domain. O primeiro está bem no coração da cidade, enquanto o segundo, além e ser o maior parque da cidade, contém também o Auckland Memorial Museum, que é um dos museus mais completos do país.

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Como eu só tinha dólares americanos, a melhor opção que eu tinha era trocá-los por dólares neozelandeses. Diferentemente de países sul americanos, não existem barraquinhas de câmbio pelas ruas por aqui, mas existem muitas casas de câmbio oficiais, bancos e algumas lojas (a melhor opção dentre as três mencionadas) que fazem a troca. A melhor forma de achar o câmbio mais barato é caminhar a Queen St sempre que for trocar, e observar qual loja faz o melhor preço, uma vez que eles mudam praticamente todos os dias.

 

Outra coisa que percebi de cara é que as pessoas raramente carregam dinheiro (cash) consigo na Nova Zelândia. Máquinas de cartão de crédito/débito são encontradas em todos os lugares, e como eu ficaria um bom tempo no país, resolvi abrir uma conta num banco local, o ASB, assim eu poderia depositar meu dinheiro lá e só usar o cartão.

 

Passados alguns dias em Auckland eu percebi que seria difícil conseguir um emprego sem possuir um visto de trabalho de antemão, e já estava fazendo planos para viajar o país enquanto Setembro, mês que abre as inscrições para o Working Holiday Visa, não chegava.

 

Numa quarta-feira resolvi participar do Couchsurfing Weekly Meeting em Auckland, e minha inclinação para viajar logo pelo país só aumentou. No encontro eu conheci Jegor, um cara da Estônia que tinha acabado de chegar ao país e estava pensando em viajar de carro. Ele me mostrou alguns custos sobre uma roadtrip pela Nova Zelândia, e eu fiquei muito tentado a fazer uma. Trocamos telefone e combinamos de ver alguns carros durante a semana e decidir se iríamos viajar juntos ou não.

 

Para aqueles que não sabem, a Nova Zelândia é um país muito fácil para se viajar de carro devido à facilidade em se comprar uma van de outros viajantes e fazer a tão sonhada roadtrip pelo país. Além disso é uma ótima forma de conhecer o país, pois você pode parar onde quiser e economizar uma grana com acomodação, umas vez que pode dormir no carro.

 

Com isso em mente, Jegor e eu passamos a olhar diariamente os anúncios em sites de venda como Trademe e Gumtree, e também checamos feiras e lojas de carros usados em busca daquela que seria a campervan ideal para a viagem. Enquanto não achávamos o carro ideal, exploramos um pouco mais o que Auckland tinha a oferecer.

Junto com Sophia, uma kiwi que conheci na festa de aniversário de 21 anos na minha segunda noite na Nova Zelândia, Jegor e eu fomos à Rangitoto Island, que é uma ilha vulcânica situada na baía de Auckland. Existe uma trilha passando por cavernas de lava e solos pedregosos que leva até o topo do vulcão, que é completamente coberto de mata, e oferece vistas espetaculares de toda região de Auckland. O ferry saindo do porto de Auckland custou $28 ida e volta.

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Outro lugar que também explorei junto com Sophia foi North Shore, ao norte de Auckland. Lá existem algumas caminhadas em Mount Victoria (mais um vulcão adormecido), alguns bunkers desativados da Segunda Guerra Mundial, vista de Rangitoto Island e alguns cogumelos artificiais pra fãs de Super Mario Bros nenhum botar defeito.

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A semana foi passando e após alguns contatos com vendedores de carros, finalmente achamos o carro ideal. Jegor e eu compramos um Mazda MPV ano 98 de um casal de israelenses que estavam loucos para deixar o país por um preço abaixo do mercado. O carro tinha 185.000 km rodados, uma rodagem normal para a Nova Zelândia, e nos custou $2700, incluindo alguns acessórios de camping.

 

Levamos o carro a um mecânico em Ponsonby antes de fechar o negócio, e o ele chegou o carro sem nos cobrar nada. Seriam necessários alguns poucos ajustes, mas o carro estava em boas condições de viajar naquele momento. Fechado o negócio, fizemos a transferência da titularidade do carro para o meu nome nos correios (sim, aqui se faz essas coisas nos correios), e em menos de 10 minutos o carro era oficialmente meu.

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Com o carro em mãos, fomos às comprar de material de camping como inversor de potência para carregar laptop e celular durante a viagem, saco de dormir, colchão inflável, caixas plásticas, toalhas, latas de gás de cozinha entre outros totalizando $262.

 

Já tínhamos praticamente tudo que precisávamos para viajar, exceto o destino. Resolvemos então fazer uma viagem teste para Northland, que é uma região ao norte de Auckland, e nossa idéia era testar o carro, nossa resiliência em dormir nele, e principalmente, se a parceria entre Jegor e eu daria certo. Nosso plano ideal era viajar por Northland em 2 semanas.

 

Ainda faltava uma coisa: mais companhias. Sem hesitar, comparecemos mais uma vez ao Couchsurfing Weekly Meeting e recrutamos mais 4 pessoas para viajar conosco: Cameron (EUA), Bronnie (NZ), Toli (Russia) e Ivy (Australia), sendo que os últimos dois já estavam viajando juntos e se juntariam a nós em seu próprio carro.

Após duas semana em Auckland, passamos em Mount Eden para ver o pôr do sol e nos despedir da maior cidade do país, e no dia seguinte pegamos a estrada rumo à Northland!

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[t3]Auckland: Impressões e dicas[/t3]

- Auckland é a maior cidade do país, com cerca de 1 milhão e meio de habitantes. Andando pelo centro se pode notar que Auckland é uma cidade internacional, com gente de todo o mundo.

- Os Maoris se orgulham muito da sua cultura e se mesclaram aos imigrantes, fazendo parte da sociedade de igual para igual. A cultura Maori pode ser vista em todos os cantos da cidade, seja museus, arte no meio da rua ou nas tatuagens faciais.

- Como todo o país, Auckland é uma cidade muito cara. Os custos com moradia, alimentação e transporte público são muito altos e este último é bastante ineficiente.

- Apesar de ser a maior cidade do país, Auckland não passa uma sensação de Metrópole quando comparada à cidades brasileiras. Andar na Queen St durante o dia é como caminhar na Avenida Paulista, mas basta sair do centro que a figura muda completamente. Basicamente não há vida noturna fora do centro da cidade ou de Ponsonby e dificilmente você verá pessoas caminhando ou se exercitando em outros bairros após o pôr do sol. É claro que existem pequenas lojas, postos de gasolina e supermercados fora do centro, mas esqueça bares, agito e qualquer outro movimento humano depois do escurecer!

- Existem cerca de 43 vulcões na região de Auckland, mas todos estão praticamente adormecidos. Basicamente, todo e qualquer morro na cidade é ou já foi um vulcão um dia.

- Muitas pessoas não costumam explorar Auckland além do centro urbano, mas a verdade é que os entornos da cidade têm muito a oferecer. Além dos clássicos Skytower, Mount Eden, Auckland Domain e Auckland Museum, há lugares menos visitados e lindíssimos como a praia de areia preta Piha Beach, a ilha de Rangitoto, o Parque Nacional de Waitakere Ranges, Misson Bay e North Shore/Devonport.

- Hostels, aqui chamado de Backpackers, não oferecem café da manhã ou internet inclusos;

- Uma boa forma de se manter conectado à internet no país é comprar um chip da operadora Spark (antiga Telecom). Com $20 mensais você pode assinar um plano que te oferece 100 minutos de ligação local, SMS ilimitado, 500 Mb de internet 3G e 1 GB de Wifi por dia nas proximidades das cabines telefônicas da operadora.

- Carros usados são relativamente baratos por aqui (principalmente se compararmos com o valor que pagamos por veículos no Brasil), mas a maioria dos carros abaixo de $5000 são velhos (lê-se década de 90).

- Na Nova Zelândia se dirige na mão esqueda, assim como na Inglaterra.

- As pessoas, de uma maneira geral, são bem amigáveis e solícitas. Uma simples pergunta de direção na rua pode te render um cafézinho grátis se você tiver sorte o suficiente.

 

Para maiores informações e dicas sobre a Nova Zelândia, visite o meu Blog (http://worlduponmyshoulders.com/ e curta a página no Facebook (https://www.facebook.com/theworlduponmyshoulders)!

 

To be continued...

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[t1]Parte 6: Picton, Abel Tasman National Park, Westport, Punakaiki Blowholes, Lake Brunner, Franz Josef/Fox Glacier, Wanaka[/t1]

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[t3]Picton[/t3]

Com a tão esperada chegada à Ilha Sul bem no meio de julho eu só tinha uma certeza: O inverno está chegando e não vai ser fácil! Para minha surpresa o tempo em Picton estava perfeito, muito melhor do que em Wellington.

Picton é uma agradável pequena cidade muito movimentada devido ao constante fluxo de pessoas chegando e partindo da Ilha Sul pela balsa que faz o trajeto Wellington-Picton, e está localizada em meio à belíssima Marlborough Sounds. A cidade não há muito a oferecer e por isso nem perdemos muito tempo lá. Apenas fizemos uma caminhada preguiçosa pelas docas antes de cair na estrada novamente.

Infelizmente tivemos uma baixa em Picton: Mirko arrumou um trabalho nas vinícolas da região e resolveu partir para Blenheim enquanto continuaríamos a viagem pela costa oeste.

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Na estrada novamente, nosso plano era descer a Ilha Sul pela costa oeste, cujas estradas em meio às montanhas e as distintas belezas naturais no caminho são muito recomendadas por vários viajantes. Dirigimos pela SH6 passando pelas cidades de Nelson (110 km de Picton) e Motueka (48 km de Nelson) até chegarmos ao Parque Nacional de Abel Tasman (mais 24 km pela SH6).

 

[t3]Abel Tasman National Park[/t3]

Em Abel Tasman National Park há uma caminhada de 4 dias ao longo da praia, mas como já estávamos começando a mostrar cansaço de viajar por tanto tempo em um carro, fizemos apenas as primeiras duas horas da caminhada e voltamos. Mesmo assim foi bom o suficiente para ver várias praias dignas de um balneário de verão e perfeitas para a prática de kayaking.

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As primeiras impressões da Ilha Sul é que ela é bem menos povoada que a Ilha Norte, e essa diferença populacional pode ser percebida logo de cara. As cidades são ainda menores que na Ilha Norte, e como de praxe, ninguém nas ruas após as 5 da tarde! Além da diferente ocupação urbana, a vegetação e o relevo são bem distintos por aqui. As estradas, porém, continuam formidáveis, cheias de curvas que sobem e descem o tempo todo, e imersas em uma natureza de tirar o fôlego. Em alguns pontos é ainda possível ver trechos de um possível projeto para a construção de uma ferrovia nesta região que foi abandonado há muito tempo atrás.

Para nossa alegria o tempo continuou estável nos dias seguintes, mas o mesmo não pode ser dito sobre a temperatura. Apesar do tempo aberto e muito sol durante o dia, as noites e manhãs costumam ser bem frias por aqui, formando uma pequena camada de gelo no solo e temperaturas chegando à casa dos 5˚ ou menos. Por ter vivido no Brasil toda minha vida eu nunca imaginei que ficaria feliz por tomar um banho de sol!

 

[t3]Westport[/t3]

A porta de entrada na costa oeste pela SH6 é a pequena cidade de Westport, que não oferece nenhuma atração ou atividade turística, além de ser uma das cidades mais paradas que eu vi no país. Assim, não perdemos muito tempo lá e fomos explorar a costa oeste da Ilha Sule e suas atrações.

Várias atrações podem ser exploradas ao longo rodovia SH6 na costa oeste. Começamos pela desativada mina de carvão de Denniston, 25 km ao norte de Westport pela SH67, de onde se tem uma magnífica vista do Mar de Tasman e ainda é possível fazer um tour guiado.

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Ainda pela SH67 mas dessa vez a oeste de Westport está a colônia de focas em Cape Foulwind, onde várias focas tomam refúgio durante todo o ano. Esses animais são realmente engraçados, dormem e brigam entre si o tempo todo e de vez em quando dão uns mergulhos nas águas geladas para refrescar as idéias.

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[t3]Punakaiki Blowholes[/t3]

Seguindo 58 km rumo ao sul pela SH6 e chegamos a Punakaiki, onde é encontrada uma típica rocha “mole” que devido à erosão das águas ao longo dos anos proporcionou a criação de algumas cavernas e as pancake rocks, rochas que se parecem com várias panquecas empilhadas. Mas o destaque aqui vai para os blowholes, que são crateras criadas à partir da erosão da base das falésias ao redor. Quando as ondas batem nas paredes da cratera a água do mar sobe tão rápido que dá um banho nos desavisados que estão passando no momento.

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[t3]Lake Brunner[/t3]

De Punakaiki dirigimos mais 45 km até Greymouth, que também não tem muito a oferecer mesmo sendo a maior cidade da costa oeste. Aproveitamos a cidade para reorganizar a viagem, que nos levou a um lugar inesperado, mas pessoalmente o lugar mais divertido em toda costa oeste: o Lago Brunner, que fica a 48 km de Greymouth pela SH6 e SH73.

O nome se deve ao surveyor inglês Thomas Brunner que em 1842 veio para Nova Zelândia trabalhar em uma empresa baseada em Nelson, e a partir de lá fez incursões na Ilha Sul a fim de desbravar o território, chegando a ficar mais de 500 dias vivendo entre os Maoris da região. Em homenagem ao primeiro desbravador da região, tudo aqui se chama Brunner: o lago, a mina desativada, o mercado, o hotel, o iate clube e por ai vai. Eu como um Brunner, não faltaram piadas dos amigos fazendo trocadilhos com o sobrenome e que tudo aqui pertence a mim, mas acho que depois dessa descoberta posso afirmar que o espírito explorador está no sangue!

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[t3]Franz Josef e Fox Glacier[/t3]

Do Lake Brunner continuamos mais 195 km ao sul, dessa vez em direção a nada mais nada menos que dois dos cartões postais do país: as geleiras de Franz Josef e Fox Glacier. A vila de Franz Josef foi a nossa base para exploração local, e como dormir no carro foi ficando cada vez mais cansativo, me hospedei no Glow Worm Cottages, que oferece café-da-manhã, janta e wi-fi por $24, uma combinação rara no país por esse preço.

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A grande atração aqui sem dúvida é a geleira de Franz Josef, mas infelizmente o acesso só é feito através de caríssimos tours guiados. Como eu queria fazer muito o tour, tirei o escorpião do bolso e fiz minha reserva por $300 (minha conta bancária chorou junto comigo) para o dia seguinte e fui explorar as redondezas.

Como em todo país, caminhadas em trilhas em meio à natureza é o que não faltam. Basta pegar sua cópia do mapa local no Centro de informações (I-Site) e sair em busca daquelas que te agradam mais. Uma bem popular e de fácil acesso por aqui é a Tatare Tunnels walk, que te leva por uma trilha fechada até o túnel de Tatare, usado na construção de uma hidroelétrica local. Não esqueça sua lanterna e bota impermeável se quiser explorar o túnel!

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Há inúmeras trilhas que levam até a base dos glaciares. Jegor e eu dirigimos cerca de 5 km pela SH6 ao sul da vila de Franz Josef para pegar a estrada que dá acesso ao mirante do glaciar. A caminhada leva cerca de 20 minutos até o primeiro mirante, e outros 40 minutos até a base da montanha, com direito a cachoeiras pelo caminho.

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Infelizmente o acesso aos eles não pode ser feito a pé devido às leis de segurança da Nova Zelândia, e as barreiras de proteção estão bem longe dos mesmos. Em 2009 dois turistas australianos morreram ao cruzar as barreiras de proteção por conta própria, sendo esmagados por um desabamento de gelo repentino

Voltamos à vila de Franz Josef e fomos informados que todos os tours para o dia seguinte foram cancelados devido a uma avalanche ocorrida na geleira, e a companhia não sabia dizer quando as atividades retornariam ao normal. Como não queríamos perder tempo nem a chance de ver um glaciar, pegamos nosso dinheiro de volta e decidimos continuar viagem e tentar a sorte na geleira vizinha: Fox Glacier.

Partimos para Fox Village, 25 km ao sul de Franz Josef Village pela SH6, bem cedo no dia seguinte, e fizemos a reserva do tour para o mesmo dia por $400 ($100 mais caro que em Franz Josef). Esses tours de caminhada sobre os glaciares são caros porque a única forma de se chegar a eles é através de um vôo panorâmico de helicóptero.

O vôo de helicóptero não leva mais do que 10 minutos, e uma vez lá em cima você tem que usar os famosos crampons nas botas para não sair deslizando. Para quem ainda não sabe, glaciares são camadas e mais camadas de gelo compactadas ao longo de milhares de anos, e é tão denso que é possível caminhar no topo delas. A beleza dos glaciares é simplesmente algo indiscritível, e estar de frente a um só aumenta a sensação de que não somos nada diante da natureza.

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O tour inclui várias explicações sobre os glaciares além de caminhadas sobre o gelo e também dentro das cavernas esculpidas pelos rios de gelo derretido (assista o vídeo!) e leva cerca de 5 horas no total. Sem dúvida uma experiência pra vida toda!

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De volta à Fox Village, fomos curtir nossa última atração na costa oeste da ilha sul da Nova Zelândia, o Lake Matheson com sua incrível capacidade de reflexão. O início da trilha fica a 5 km de Fox Village e com 1h de caminhada a partir de lá você se depara com essa obra prima da natureza.

É possível ver o reflexo dos Alpes do Sul e Mount Cook perfeitamente nas águas do lago. Dependendo do ângulo, a imagem refletida é tão nítida que fica difícil saber o que é real e o que é reflexo.

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[t3]Wanaka[/t3]

Despedimos-nos de Fox Village e da Costa Oeste em direção às montanhas neozelandesas, conhecidas por suas belezas e por ser cenário de muitas produções cinematográficas. Nossa primeira longa parada nas montanhas seria na cidade de Wanaka, mas como a SH6 é uma das estradas mais panorâmicas do país e uma atração à parte, resolvemos fazer algumas curtas paradas pelo caminho.

Foram cerca de 215 km dirigidos desde Fox Village até Wanaka, passando por Haast (a “cidade” mais morta e entediante que eu já vi na minha vida!) e belíssimos lugares como as badaladas Blue Pools, que possuem uma água azul tão transparente que é possível ver o fundo, o lago Hawea e várias cachoeiras. Após dirigir cerca de 4 horas numa das estradas mais lindas do país, finalmente chegamos à Wanaka!

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Wanaka é uma dessas cidades dignas de um cartão postal: montanhas cobertas de neve e um lago de águas azul cristalina capaz de refletir os mais incríveis pores do sol. Por não ser tão movimentada quanto à vizinha Queenstown é uma perfeita opção para relaxar e também aproveitar as belezas e atividades locais.

Caminhar ao redor do lago Wanaka e curtir a paisagem foi um dos meus passatempos prediletos por aqui, e pelo jeito não era só o meu. É fácil encontrar várias pessoas caminhando, correndo ou até mesmo aproveitando um belo dia de calor ao redor do lago, seja em um picnic ou apenas um bate-papo.

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Mas um homem não pode viver só de descanso, não é verdade? Os 4 dias que passamos em Wanaka foram bastante especiais pois eu tive a oportunidade de esquiar pela primeira vez!

Se você está vindo para a Nova Zelândia em busca de diversão na montanha, saiba que as estações de esqui da Ilha Sul são as melhores no país! A menos de 20 Km de Wanaka estão as estações de Treble Cone e Cardrona, e a cidade é um paraíso para snowboarders e esquiadores de todo o mundo durante o inverno.

Como este foi meu primeiro contato com este tipo de esporte optei pelo pacote First Timer em Treble Cone, que inclui 2 horas de aula, aluguel de equipamentos e a tarde livre na área de iniciantes por NZ $ 95. Com um gasto de mais $35 para alugar o restante do equipamento, minha primeira experiência esquiando saiu por $130. A brincadeira fica mais barata para quem tem o próprio equipamento ou compra o ticket para vários dias ou até mesmo o ticket para a temporada inteira (este último custando cerca de $1400 se comprado com antecedência).

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Como esquiar é uma atividade cara, uma outra atividade que fiz por essas bandas foi caminhar montanha acima, uma das melhores coisas gratuitas a se fazer na Nova Zelândia.

A montanha escolhida foi o Mt. Iron, que fica bem na saída da cidade. O trekking leva cerca de 1,5 horas por 4,5 Km até o topo da montanha, e de lá é possível ter vistas panorâmicas do lago e das montanhas da região. O acesso é feito pela estrada principal na saída de Wanaka.

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Com Wanaka bem explorada, era hora de seguir viagem para a tão famosa Queenstown!

 

[t3]Picton, Abel Tasman National Park, Westport, Punakaiki Blowholes, Lake Brunner, Franz Josef/Fox Glacier, Wanaka: Impressões e Dicas[/t3]

- Como a costa oeste da Nova Zelândia é uma das regiões menos povoadas do país, grandes supermercados são difíceis de ser encontrados. As melhores cidades para se fazer compras e abastecer o tanque do seu veículo são Nelson e Greymouth.

- O Parque Nacional de Abel Tasman e Golden Bay são considerados os melhores lugares do país por muitos que adoram curtir uma praia. Essa região é incrivelmente uma das regiões mais ensolaradas do país, e a temperatura costuma ser alta o ano todo.

- Na minha opinião as geleiras de Franz Josef e Fox não são nada demais. Como o gelo vem retraindo todo ano, as geleiras não passam de uma massa de gelo espremidas entre as montanhas, e só é possível vê-las de longe ou se pagando um tour.

- Gostei muito do tour na geleira pelo fato de eu ter tido a oportunidade de caminhar sobre a mesma, mas o preço está muito inflacionado. Se você quer ver uma geleira e andar sobre ela, visite o Perito Moreno na Patagônia Argentina, além de a geleira ser mais impressionante, o tour custa menos da metade do preço praticado na Nova Zelândia.

- Esquiar na Nova Zelândia é uma atividade caríssima! Para aqueles que nunca tiveram contato com o esporte, pagar pelo pacote de iniciante por um dia não é uma idéia tão ruim, mas para aqueles que querem praticar por mais tempo é melhor comprar um ticket válido por mais dias.

- A SH6 é uma formidável rodovia para se viajar, independente do seu meio de transporte. Pegue um mapa da região em algum iSite e vá explorando todas as caminhadas, lagos e cachoeiras do local. Te garanto que não vai se arrepender!

 

Para maiores informações e dicas sobre a Nova Zelândia, visite o meu Blog (http://worlduponmyshoulders.com/ e curta a página no Facebook (https://www.facebook.com/theworlduponmyshoulders)!

 

To be continued...

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[t3]Glenorchy e Paradise[/t3]

Mais uma vez na estrada, Jegor e eu pegamos a SH6 em direção à Queenstown. Alguns quilômetros depois, próximo à entrada da estação de esqui em Cardrona, já encontramos algo que fez valer a pena uma parada.

Na beira da estrada tinha calcinhas, sutiãs, meia-calças e cuecas penduradas na cerca de uma fazenda, tudo deixado por viajantes que ali passaram. Aproveitando a parada, deixei minha contribuição no varal também :)

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Finalmente chegamos à Queenstown no final da tarde, mas como o dia escurece cedo no inverno, resolvemos continuar dirigindo e seguir para um lugar que já estava em nossos planos e é pouco frequentado por turistas. Assim, passamos por Queenstown durante a noite e dirigimos em direção à Glenorchy e Paradise.

Paradise é uma região agrícola cercada de montanhas situada no final do Lago Wakatipu. O local foi usado como set de filmagem de alguns filmes de Hollywood e tem uma natureza bem intacta, contando com o verde das montanhas, rios de águas puras e cristalinas e as montanhas, que no inverno ficam cobertas de neve.

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Já Glenorchy, que fica oposta à Queenstown no final do lago e próxima à Paradise, é uma pequena vila cercada de natureza. A vila só tem algumas casas, um posto de gasolina e alguns poucos cafés, mas tem uma vibe muito agradável e uma baita vista das montanhas e do lago Wakatipu.

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[t3]Queenstown[/t3]

Dirigimos de volta à Queenstown durante o dia após a passagem por Paradise e Glenorchy, e nos demos conta do quanto perdemos por ter dirigido durante a noite anterior! A estrada Queenstown-Glenorcy Rd é simplesmente uma das mais belas do país. As montanhas cobertas de neve e o lago de azul cristalino são de tirar o fôlego!

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Chegar em Queenstown em um dia ensolarado em pleno inverno foi tudo que eu poderia pedir! A cidade, conhecida como Capital Mundial dos Esportes Radicais, é vibrante, cheia de pessoas, atrações turísticas e cercada de montanhas e um lago com água azul-turquesa.

Minha primeira impressão foi de deslumbramento por tamanha beleza natural, e também de alívio, por finalmente ter várias opções de lugares para comer (e beber!) até tarde da noite. Ver pessoas na rua depois das 6 da tarde também foi algo surpreendente pra mim!

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Meus 3 primeiros dias em Queenstown foram basicamente relaxando e curtindo o lago Wakatipu e as montanhas da região, além de curtir um momento nostalgia descendo uma de pista inclinada e cheia de curvas numa espécie de carrinho de rolimã, que te dá uma sensação de estar numa fase de Mario Kart (fãs da Nintendo vão me entender). Essa brincadeira, fica no topo da Skyline Gondola (impossível não ver um teleférico indo morro acima na cidade) e custou $48 incluindo 4 voltas na pista e a subida no teleférico.

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Queenstown é uma cidade bem turística, e por isso bem movimentada, resolvi checar os eventos do Couchsurfing acontecendo na cidade naquela semana. Para minha surpresa tinha uma festa na casa de alguém pra acontecer na sexta-feira, e em poucos minutos já tinha minha presença confirmada.

A sexta-feira finalmente chegou e Jegor e eu fomos checar a tal festa. Chegamos até o final da rua indicada e não vimos nenhuma alma viva, apena ouvimos música vindo de algum lugar distante. Após algum tempo lá tentando descobrir onde a festa era, apareceram uns caras que perguntaram se estávamos indo para a festa. Dissemos que sim, e eles disseram que nos levariam lá.

Passamos por uma estrada no meio do mato e a música foi aumentando até chegarmos numa clareira com uma fogueira bem no meio e dezenas de pessoas bebendo, fumando e conversando ao redor dela. Rapidamente nos entrosamos com o povo, e após algum tempo Jegor teve a "brilhante" idéia de buscar sua câmera no hostel para filmar a festa. Após alguns minutos ele retornou com uma notícia: "Estava tentando estacionar o carro e ele acabou caindo no barranco". Como o carro era também a minha casa, eu estava sem ter onde dormir, e minha única vontade era de matar o Jegor!

O restante da noite (digo, até as 5 da manhã) foram repletos de tentativas inúteis de retirar o carro do barranco, até que nos demos por vencidos, e eu ainda precisava de um canto pra cair. A essa hora da manhã a festa já tinha acabado, então resolvi entrar na casa, e pra minha surpresa não tinha ninguém dormindo no sofá. Cansado, nem pensei duas vezes e dormi ali mesmo.

Acordei relativamente cedo no dia seguinte, e todas as pessoas da casa já estavam acordados querendo saber quem era o estranho que tinha invadido a casa durante a noite. Como tudo mundo estava muito louco durante a festa, ninguém lembrava de mim, e tive que explicar tudo o que tinha acontecido, o que foi motivo de muitas risadas, até mesmo minhas! Ao olhar pela janela eu quase chorei: a casa, além de ficar em cima de uma colina, tinha a melhor vista da cidade! Chloe, a "dona" da casa, disse que eu poderia ficar lá por poucos dias até resgatar o carro. Agradeci pela ajuda e fui organizar minha vida (leia-se tirar o carro do barranco).

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A verdade é que não foi tão simples assim tirar o carro do barranco, e foram precisos pelo menos 2 dias para arranjar uma corda e alguém com um 4x4 que pudesse nos ajudar. Nesse meio tempo fiquei tão amigo do povo que morava na casa que, mesmo depois que removemos o carro do barranco, ainda continuei frequentando a casa, dormindo no carro do lado de fora. Foram dias intensos cozinhando e socializando com os moradores, vários amigos que sempre apareciam e o inúmeros couchsurfers que eram hospedados ali, além de passar curtir o Queenstown Gardens e Queenstown Hill.

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Com uma base estabelecida na cidade, ficou mais fácil descansar, programar meu próximo destino e até fazer algo que estava na minha bucket list há muito tempo: saltar de para-quedas!

A sensação de estar em queda livre é simplesmente indescritível: os 45 segundos parecem durar uma eternidade e a adrenalina é tanta que nem da pra apreciar a bela paisagem ao redor. Sem dúvida pular de paraquedas é uma experiência pra se levar pra sempre, e eu não vejo a hora de saltar novamente!

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O salto a 12.000 pés de altura me custou $340, e o vídeo (na íntegra) foi mais $190.

No final foram quase duas semanas ali. Após quase 4 meses na Nova Zelândia, Queenstown se tornou o meu lugar preferido no país. Claro que a beleza do lugar é indiscutível, mas o que mais me impressionou em Queenstown foram as pessoas que conheci e as amizades que deixei.

Momentos antes de partir da casa, descobri que a francesa que morava lá estava indo embora em setembro, justamente quando eu teria meu visto de trabalho e estaria procurando um lugar pra morar. Nem pensei muito e já disse que gostaria de morar ali se pudesse. Assim, tiramos uma foto na varanda e nos despedimos, sabendo que em setembro eu voltaria para morar naquela que foi a melhor casa que eu poderia ter encontrado na Nova Zelândia!

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Ps: De fato voltei à casa em Setembro de 2014 e ali vivi por quase 1 ano antes de continuar a viagem. Viva o acaso!

[t3]Te Anau e a tentativa de chegar a Milford Sound[/t3]

Caindo na estrada novamente, nosso próximo destino era um dos pontos turísticos mais famosos da Nova Zelândia: O fiorde de Milford Sound.

Dirigimos 175km pela SH6 e SH94 de Queenstown até a pequena cidade de Te Anau (nada demais além de um grande lago próximo à cidade) e de lá continuamos pela SH94 em direção a Milford Sound. O tempo estava muito ruim naquela semana em que saímos de Queenstown, e não melhorou nos dias seguintes. Resultado: Névoa todo o tempo, o que nos impossibilitou de curtir o belíssimo visual da SH94, e o que é pior, o túnel que da acesso à Milford Sound estava fechado devido risco de avalanche na área.

Aparentemente o túnel não tinha previsão de abrir, mas mesmo assim acampamos por 2 noite próximo a ele na expectativa de ver o famoso fiorde, mas sem sucesso. Como estávamos com tempo apertado nessa etapa da viagem, desistimos de visitar Milford Sound e seguimos viagem. No registro ficaram algumas poucas fotos da região.

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[t3]Invercargill e Bluff[/t3]

Com o tour em Milford Sound cancelado, descemos cerca de 200km pela SH99 de Te Anau até Invercargill passando por Manapouri e Tuatapere.

Invercargill é a cidade mais austral da Nova Zelândia, e sinceramente, é uma das mais sem graças na minha opinião. O centro é bem morto, com várias lojas fechadas e espaços para alugar, dando a impressão de que a cidade vai de mal a pior. No final só passamos 2 dias em Invercargill, o suficiente para visitar um dos poucos pontos de interesse.

O museu de Southland e o Queens Park é, talvez, o melhor que Invercargill tem a oferecer. Enquanto o parque oferece horas de caminhadas agradáveis e um mini-zoológico, o museu pode te surpreender. Além das galerias de arte, o museu conta com 2 exposições permanente: os lagartos da raça Tuatara, que são nativos da Nova Zelândia e mais primitivos que Iguanas, e também a vida de Burt Munro, nascido em Invercargill, responsável por quebrar recordes de velocidade com sua moto no deserto de sal de Utah. A história foi retratada no filme The World's Fastest Indian, estrelado por Anthony Hopkins.

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Outro ponto interessante nas redondezas é a vila de Bluff, que fica a 29km de Invercargill pela SH1. A vila em si não oferece muito além dos inúmeros barcos de pesca e indústria pesqueira, mas ela é nacionalmente famosa por ser o ponto mais ao sul do país (o que só é verdade se as pequenas ilhas ao sul nao forem consideradas).

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[t3]Catlins[/t3]

Catlins é a região que fica no extremo sul da Nova Zelândia e vai de Invercargill até Dunedin praticamente. Apesar de estar relativamente próxima da região montanhosa e cheia de lagos de Queenstown e dos fiordes de Milford e Doubtful Sounds, Catlins apresenta paisagens totalmente diferentes.

Para explorar esta região, pegamos um mapa com os pontos de interesse no iSite em Invercargill e caímos na estrada.

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O caminho que seguimos foi seguindo pela Gorge Rd em direção à Kaka Point, do outro lado de Catlins. A rodovia é bem calma e quase não se passam carros, mas existem muitas atrações ao longo dela que fazem valer a visita, como nas fotos abaixo:

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De todas as atrações, a mais famosa são os pinguins-do-olho-amarelo em Nugget Point. Esses pinguins são extremamente ariscos e só aparecem na praia no final da tarde. O lugar ideal para vê-los é de dentro de um dos bunkers na praia, mas infelizmente é tão longe que nem foi possível tirar nenhuma foto.

Uma vez terminada a viagem por Catlins, Jegor e eu seguimos norte em direção a Dunedin.

 

[t3]Parte 7: Glenorchy, Paradise, Queenstown, Invercargill, Bluff e Catlins: Impressões e Dicas[/t3]

- Queenstown é um dos lugares mais bonitos que eu já fui na vida! As montanhas, o lago, a neve, as estradas, as diversas atrações, os esportes radicais, os diversos bares e a quantidade de gente doida faz de lá um lugar que deve ser visitado!

- Por ser bem turística, Queenstown é caríssima! Pode não ser o lugar mais barato para fazer os esportes radicais, mas aquela paisagem de fundo no seu vídeo ou fotos saltando de para-quedas vai deixar qualquer amigo com inveja, vai por mim!

- Apesar de próximos a Queenstown, Paradise e Glenorchy não tem nada de agitados. As duas são excelentes opções para quem quer fugir do agito e curtir a verdadeira Nova Zelândia, com várias trilhas (algumas podem levar dias!), opções de camping e muita natureza.

- Não pude visitar Milford Sound dessa vez, mas tive a chance de voltar e fazer o tour alguns meses depois. Se você estiver na região, não deixe de ir. É bonito demais!

- Invercargill e Bluff, na minha humilde opinião, são duas cidades que podem ser facilmente puladas em qualquer roteiro pela Ilha Sul. Catlins ja vale a visita, pois distoa muito de qualquer outra área da Ilha Sul, além der ser um prato cheio para surfistas no verão.

 

Para maiores informações e dicas sobre a Nova Zelândia, visite o meu Blog (http://worlduponmyshoulders.com/ e curta a página no Facebook (https://www.facebook.com/theworlduponmyshoulders)!

 

To be continued...

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meu, essa viagem não tem mais fim!!!!!!

e cada vez melhor kkkkkk cada paisagem, cada aventura mais impressionante que a outra

valeu demais !!

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Infelizmente o próximo post será o último, mas prometo histórias e fotos tão boas quanto as anteriores!

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Hey,

Se vc for pra página 1 e rolar a barrinha até o topo vc chega até o começo do tópico. É assim que os posts são organizados por aqui.

De qualquer forma o link é post1097422.html#p1097422, e logo de cara tem um índice com os posts por localização.

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[t1]Parte 8: Dunedin, Elephant Rocks, Clay Cliffs, Mount Cook, Lake Tekapo , Kaikoura e Christchurch[/t1]

 

[t3]Dunedin[/t3]

 

Após aproximadamente 4 meses na Nova Zelândia, a viagem estava chegando ao fim, mas antes ainda teríamos que passar por outros lugares paradisíacos (só pra variar) no país.

Seguindo a viagem pela SH1 à partir de Catlins, nossa próxima parada foi a cidade de Dunedin.

Dunedin é a segunda maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e onde fica a University of Otago, a maior Universidade do País, o que faz de Dunedin uma cidade universitária com bastante oferta de moradia e vida noturna.

Como de costume, Jegor ficou hospedado em um hostel e eu dormindo no carro. Isso mais uma vez se mostrou uma boa tática pois ele conheceu várias pessoas que quiseram se juntar a nós numa viajem de um dia à Otago Peninsula, anexa à Dunedin. Assim, sem mal termos explorado a cidade, já fomos visitar a península. A península tem várias estradas que levam até as partes mais remotas dela, com várias trilhas e falésias impressionantes.

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O ponto alto da península é sem dúvida a praia de Sandfly Bay. Na praia há inúmeras dunas de areia e vida selvagem abundante como pinguins, focas e leões marinhos. Eles ficam lá na praia de boa, só relaxando e brincando enquanto vários pessoas (nós) vamos lá tirar umas fotos com eles. Os pinguins são meio ariscos e fogem assim que alguém se aproxima, mas as focas e os leões marinhos são curiosos e deixam as pessoas se aproximarem. Um cuidado especial deve ser tomado com estes últimos, pois eles são pesados porém ágeis, e também podem ser agressivos com.

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No outro dia aproveitei para explorar a cidade sozinho a pé. Como Dunedin foi fundada e ocupada por escoceses, a cidade tem uma arquitetura única no país. São muitas igrejas, museus, prédios residenciais e departamentos públicos com a clássica arquitetura escocesa.

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O prédio mais fotografado do país (acredita-se) é a estação de trem da cidade, que pra variar, também tem arquitetura escocesa.

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Com o carro, Jegor e eu fomos dar uma volta no campus da Universidade de Otago e também subir aquela que é considerada a rua mais inclinada do mundo pelo Guinness Book, a Baldwin Street.

O campus é muito organizado e tem uma combinação legal entre prédios antigos e modernos, e não lembra em nada as universidades Federais brasileiras.

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A Baldwin Street é realmente muito inclinada, chegando até a apresentar inclinação negativa (em que não é possível ver o que se tem embaixo) em alguns pontos. A rua se tornou mundialmente famosa após o título do Guinness Book e recebe curiosos diariamente. Em fevereiro há uma competição na qual mais de 1000 atletas sobem e descem Baldwin Street e, acreditem ou não, o recorde é pouco menos do que dois minutos.

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[t3]Elephant Rocks e Clay Cliffs[/t3]

De Dunedin continuamos seguindo norte pela SH1, passando pelas pequenas cidade de Oamaru. Eu gostaria de ter visto o museu Steampunk de Oamaru e os penguins azuis, mas ambas atrações custavam bastante dinheiro e, como a viagem já estava chegando ao fim, resolvemos não fazê-las pois estávamos cada vez mais pobres. Assim, seguimos pela costa (passando pelas Moeraki Boulders) até Pukeuri e pegamos a SH83 em direção à Omarama.

Na SH83 paramos para ver duas atrações naturais ao longo da estrada. Uma delas é Elephant Rocks, que são pedras calcárias esculpidas pela ação do vento no que é hoje uma fazenda de ovelhas. Na outra, já chegando em Omarama, vimos as Clay Cliffs, que são uma espécie de pináculos naturais de argila, numa paisagem digna de Senhor dos Anéis.

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[t3]Mt. Cook[/t3]

Uma vez em Omarama foram cerca de 42 Km pela SH8 até Pukaki e outros 49 Km ao longo do Lago Pukaki até Mount Cook National Park, uma grande surpresa na Nova Zelândia.

Eu não tinha muita expectativas sobre visitar o Parque Nacional Aoraki/Mount Cook além do fato de que ele abriga a maior montanha do país, o Mount Cook, mas sabe como brasileiro é quando vê neve e montanhas, né?

Ir a Mount Cook foi uma das melhores coisas que eu poderia ter feito! O Parque não só leva o nome da montanha mais alta do país, com seus aproximados 3724 metros, como também possui vários lagos, glaciares, montanhas cobertas de neve e várias trilhas ligando tudo isto.

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A temperatura durante o dia era tranquila mas a noite fazia muito frio, e a dificuldade em achar um lugar para o "Freedom Camping" me fez ficar no hostel YHA Mount Cook por $35 a noite.

Minha experiência em Mt. Cook durante os 2 dias que passei lá foram basicamente utilizadas para fazer as trilhas pelo Parque Nacional. Uma delas foi a popular Hooker Valley Track que começa em Mount Cook Village e passa por 3 pontes suspensas até chegar em Hooker Lake. O lago estava completamente congelado (era Agosto, ainda no inverno) mas da base dele dava pra ver muito bem o Mt. Cook e Hooker Glacier, lá no fundo do lago.

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A outra trilha que fiz foi a Ball Hut Track, que combinada com a Tasman Glacier Walk, passa pelo Blue Lake, o mirante com vista panorâmica de Tasman Glacier e continua numa estrada de chão ao longo do glaciar até a famosa cabana de Ball Hut. Não é possível visualizar a geleira de Tasman Glacier durante o trecho na estrada de chão até Ball Hut, mas uma rápida subida no morro que divide a trilha e a geleira logo abaixo oferece vistas sensasionais do vale e de Tasman Glacier!

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Não cheguei a fazer toda a trilha até a Ball Hut, uma cabana vermelha na base do Mt. Cook, mas confesso que quando cheguei no topo do tal morro no caminho fiquei tão boquiaberto com a vista do vale que ali mesmo parei e passei quase 2 horas contemplando tanta beleza natural. Se Queenstown e região é o meu lugar favorito na Nova Zelândia, Mt. Cook chegou perto!

 

[t3]Tekapo[/t3]

 

De Mount Cook seguimos de volta à estrada principal em Pukaki, de onde dirigimos 50 Km pela SH8 até Tekapo. A pequena cidade que fica na beira do lago de mesmo nome não tem nada demais além de ser uma boa parada para comer, mas o Lago Tekapo e a igreja "The Church of the Good Sherpherd" é um dos cartões postais da Nova Zelândia devido à cor da água que muda dependendo da época do ano e hora do dia, indo de azul piscina transparente para azul escuro. Infelizmente as minhas fotos não fazem jus à beleza do lugar!

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O lugar é excelente para tirar fotos noturnas do céu estrelado, mas como eu não tinha uma máquina fotográfica boa na época, não rolou (A foto embaixo não é minha, é só para ilustrar o quanto o local pode ser bom para fotografias).

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[t3]Kaikoura[/t3]

De Tekapo dirigimos longos 425 Km passando por várias cidadezinhas como Fairlie, Geraldine, Mayfield e Windwhistle até chegarmos na pitoresca Kaikoura, que é uma pequena cidade de praia e, assim como boa parte do litoral sul da Nova Zelândia, muita vida selvagem também.

O grande diferencial paisagístico de Kaikoura é o fato você poder estar na beira da praia, olhar para trás e ver uma cadeia de montanhas coberta de neve no fundo e uma floresta densa na base das montanhas (o tempo estava péssimo quando fui e minhas fotos não fazem justiça ao lugar, busque por fotos de Kaikoura no Google que são bem melhores). O outro diferencial são as várias colônias de focas ao longo das praia de Kaikoura, os golfinhos e as baleias que habitam nas proximidades. (Estes últimos só dão o ar da graça se você pagar um tour caríssimo, o que estava fora de cogitação pra mim).

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Os 3 dias passados em Kaikoura foram bem aproveitados para curtir a vida na praia (só o visual, essa época tava frio pra cacete) e dar uma sacada nas focas e foquinhas. Nas praias do lado sul da península de Kaikoura existem várias focas já adultas passando o dia em uma das maiores colônias da região. Elas estão bem ali, pronta para ser fotografadas, mas chegar perto demais pode render alguns sustos ou até mesmo agressões.

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Mas se o que você deseja ver são bebês focas, esqueça a península de Kaikoura e vá um pouco mais ao norte, até a cachoeira de Ohau Waterfalls, que fica a 22 Km do centro de Kaikoura.

Lá os bebês focas saem do mar e passam o dia na cachoeira, facilmente acessível da beira da estrada.

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[t3]Christchurch[/t3]

Uma vez feito Kaikoura, era hora de partir para a última cidade nessa jornada minha pela Nova Zelândia: Christchurch.

Descemos a SH1 por 190 km pelo litoral até a cidade de Christchuch. Como essa era a última parada antes de eu fixar residência na Nova Zelândia, resolvemos fazer o que tinha de bom na cidade antes de começar a resolver burocracias e pendências. Semelhante ao feito em Dunedin, fomos direto para Banks Peninsula.

Banks Peninsula é muito maior que Otago Peninsula em Dunedin, mas não tem tantos atrativos quanto esta. Mesmo assim é um excelente lugar para se dirigir e curtir o bucolismo do interior. Rodamos bastante por lá mas o lugar que mais ficamos foi a pequena vila de Akaroa.

A vila de pescadores foi fundada por Franceses e Ingleses e tem tudo que alguém precisa para fugir de uma cidade grande sem precisar dirigir mais de 1h. Há muitas peixarias, "Fish n' Chips stores" e restaurantes na cidade, mas nem nos importamos muito. Há também um tour para nadar com golfinhos.

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Christchurch é a segunda maior cidade da Nova Zelândia e poderia ser mais uma grande cidade no mundo, caso a natureza não tivesse uma surpresa tão trágica para ela.

Em 4 de Setembro de 2010, um terremoto com uma magnitude de 7.1 com epicentro próximo a Darfield, 10 Km a oeste de Christchurch, atingiu a cidade. Algumas residências e partições públicas foram danificadas, mas não houve nenhuma fatalidade.

Quase 6 meses depois, em 22 de Fevereiro de 2011, outro terremoto abalou as estruturas da cidade, mas dessa vez os impactos foram muito maiores. Com epicentro em Lyttelton, um dos bairros da cidade, numa profundidade de 5 Km e escala de 6.3, o segundo terremoto destruiu significativamente boa parte da cidade, principalmente o centro, e causou a morte de 185 pessoas. Outros terremotos ocorreram mais tarde naquele ano, destruindo ainda mais as construções já abaladas, mas nenhuma vida foi perdida.

Ao se caminhar pela cidade é possível notar os efeitos causados pelos vários terremotos ao longo dos últimos anos. Mais de 1000 prédios no centro da cidade já foram demolidos após serem condenados, e muitos outros ainda aguardam avaliações para que tenham o mesmo destino. A Catedral, símbolo da cidade devido à localização e arquitetura, foi uma das construções mais afetadas e ainda aguarda decisão da justiça para saber se vai ser reconstruída ou reformada.

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Nas duas semanas que passamos em Christchurch, caminhar pelas ruínas da cidade era o melhor tour que poderíamos fazer. Conviver com as ruínas da cidade, num verdadeiro canteiro de obras à céu aberto, passa um sentimento constante de quão pequenos somos e quão frágil nossa existência pode ser.

Procurando um lugar tranquilo para estacionar o carro e dormir, acabei indo parar no bairro de Avondale. Tudo parecia tranquilo até demais, até que a manhã seguinte veio e entendemos o que estava acontecendo. Acontece que Avondale foi um dos bairros mais afetados pelos terremotos, e hoje é praticamente uma cidade fantasmas! Todas as casas foram praticamente condenadas e aguardam ser demolidas. Algumas das casas aparentam estar intactas e aptas a ser habitadas, enquanto outras nem tanto. De qualquer forma, tem-se uma sensação de que se está em uma cidade fantasma ao se caminhar nas ruas do bairro.

Para nós acordar no meio daquele cenário pós-apocalíptico foi algo até assustador eu diria. Não havia ninguém nas ruas, e várias casas aparentemente boas estavam lá abandonadas, algumas com móveis e tudo mais.

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Mas nem só de ruínas e tristeza vive Christchurch. Há um parque/campo de golf bem no centro da cidade, onde muitas pessoas fazem exercícios físicos e esquecem que estão num ambiente em ruínas. O jardim botânico, anexo ao parque, também tem muito verde e locais agradáveis de se caminhar.

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O restante dos dias em Christchurch foram usados para resolver nossas vidas. Jegor precisava voltar para Londres e eu precisava achar um lugar para trabalhar por acomodação enquanto não chegava a data pra aplicar para o Working Holiday Visa. Nesse meio tempo, também precisávamos vender o carro, ou então eu deveria compra-lo completamente.

No final tudo se resolveu muito bem:

1 - Achamos um lugar para deixar o carro que se chama Backpacker's Car Market. Lavamos o carro e A taxa para deixar o carro lá foi de $450, mas tivemos que trocar os pneus dianteiros (que custaram $200, já usados), além de outros $50 pelo no WOF.

Lá deixamos o carro indefinidamente até que ele fosse vendido, o que veio a acontecer 3 meses depois, pelo preço de $3400 ($800 a mais do que pagamos). Considerando tudo que tivemos que pagar pelo carro, basicamente não gastamos muito com manutenção, tornando a viagem em em conta.

2 - Jegor conseguiu comprar uma passagem de volta e logo retornou a Londres, encerrando assim esses quase 5 meses de parceria pela Nova Zelândia.

3 - Eu consegui um trabalho por acomodação em uma fazenda em Springfield, 80 Km de Christchurch. Lá eu ajudava o dono da fazenda por cerca de 5h por dia , alimentando os bezerros, bois e ovelhas além de ter ajudado dar uma arrumada no jardim que eles estavam plantando.

Em troca do trabalho eu recebia comida, algumas cervejas artesanais que o dono a fazenda produzia e tinha um quarto só pra mim, com vista panorâmica das montanhas. As três semanas passadas lá foram fundamentais para que eu pudesse aplicar para o Working Holiday Visa e pudesse ficar no país por 1 ano.

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Com o visto aprovado no dia 15 de Setembro de 2014, retornei à Queenstown e fui morar na casa citada na Parte 7 deste relato, trabalhando na cidade por 11 meses antes de cair na estrada novamente.

No total foram 5 meses viajando e outros 12 morando na Nova Zelândia, e como homenagem compilei esse vídeo-selfie mostrando as diversas paisagens deste país que encantam pessoas do mundo todo!

 

[t3]Parte 8 - Dunedin, Elephant Rocks, Clay Cliffs, Mount Cook, Lake Tekapo , Kaikoura e Christchurch: Impressões e dicas[/t3]

- Dunedin e Otago Peninsula são lugares bem legais pra se visitar na Ilha Sul. Os museus da cidade são todos gratuitos e de qualidade, altamente recomendados! Há uma praia bem famosa em que o acesso é feito por um túnel em algum lugar dessa região, mas acabamos nem visitando.

- Como já mencionado, Mount Cook é um dos meus lugares favoritos na Nova Zelândia. Há outras inúmeras opções de trilha por lá, todas em lugares repletos de natureza e muita neve. Infelizmente os preços lá não são mais baratos, e nem supermercado há. Certifique-se que tenha comida o suficiente antes de ir, senão acabará pagando muito caro na única vendinha da cidade.

- Kaikoura é um must-do na Nova Zelândia! Os tours com golfinhos e baleias são caríssimos, mas as focas estão por lá de bobeira boa parte do ano.

Os locais disseram que muitas pessoas visitam Kaikoura no verão, basicamente por causa da praia, que é um bom spot para relaxar.

- Christchurch pode parecer sem graça e deprê no início, mas um olhar mais apurado revela uma cidade com seus encantos. Realmente a vida noturna é fraca, mas existem várias opções de praia, trilhas e mountain bike na região para aqueles com tempo o suficiente para explorar as redondezas.

- Comprar um carro em Auckland em vender em Christchurch foi a melhor coisa que eu poderia ter feito pois há muita demanda de carros nesta, e os preços são mais altos quando comparados aos praticados em Auckland.

 

Para maiores informações e dicas sobre a Nova Zelândia, visite o meu Blog (http://worlduponmyshoulders.com/ e curta a página no Facebook (https://www.facebook.com/theworlduponmyshoulders)!

 

THAT'S ALL FOLKS!

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Brunner, que relato sensacional, cara!!!

Acompanhei desde a primeira postagem, e deixei salvo como meus favoritos aqui! Sem dúvida, de todos os relatos que já li por aqui, esse se enquadra no meu Top 5.

Rico em detalhes e explicações sobre os locais por onde passou, além de imagens de tirar o fôlego...

Parabéns pela viagem! E que tenha muitas outras!

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Muito obrigado pelo seu comentário, Bruno!

Ás vezes ficava na impressão que ninguém estava lendo, o que é frustrante para um relato tão grande quanto esse, mas fico felizão de saber que vc curtiu bastante. Valeu mesmo!

Tem um relato sobre a Papua Nova Guiné saindo nos próximos meses, e já adianto que ele terá um apelo humano muito maior que este relato da Nova Zelândia.

Um grande abraço e continue acompanhando os relatos aqui do Mochileiros.com!

  • 4 semanas depois...

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