Para nossos dez dias de férias do segundo semestre, tínhamos algumas opções. África do Sul, Equador América Central, Caribe. Ganharia a que aparecesse com desconto primeiro. Eis que em maio a Copa anuncia ótimos preços para Aruba. Vamos para lá! A promoção (menos de 1000 reais ida e volta) era para SP-Aruba. Até simulei saindo do Rio, indo para Curaçao, indo para Aruba e voltando por Curaçao (ou vice-versa), mas o preço dobrava (ou voltava ao “normal”, não sei). Então demos o tiro para SP-Aruba mesmo.
Nunca havíamos feito viagem ao exterior para curtir praia. Chegamos a curtir pontualmente em alguns lugares (Santorini, San Andres, Cairns), no máximo. De alguma forma eu achava estranho, ou desnecessário, viajar para lugar de praia, tendo tantas praias espetaculares pelo Brasil. Mas vale a pena. Muito.
Mais uma vez eu só comecei a pesquisar sobre o(s) destino(s) depois de ter comprado a passagem. E aqui no mochileiros.com há bons relatos desses lugares, geralmente (e muito felizmente!) fugindo do padrão resort-shopping-resort que vi em muitos cantos. Após rápidas leituras decidi quebrar os dias priorizando Curaçao. E praticamente não planejei mais nada até dias antes da viagem.
Foi a viagem menos planejada de todas as últimas que fizemos. Embarquei na ideia de que não precisava planejar muita coisa e fui em frente, desleixadamente. Apenas memorizei as coisas macro (alugar carro em Curaçao, quantos dias em cada lugar, levar bolsa térmica, botas e snorkel para Curaçao, etc.). No fim das contas acho que eu teria feito somente uma ou outra coisa diferente, se tivesse planejado melhor as coisas antes. Saiu tudo bem.
O roteiro era simples:
3 noites em Aruba
6 noites em Curaçao
1 noite em Aruba
E ainda tivemos algumas horas para conhecer alguma coisa do Panamá (no caso, o Casco Viejo).
Quando
De 19/set/15 a 29/set/15
Onde ficamos
[hospedagem – cidade – diária]
Buffam’s – Aruba – 65 USD
Rembrandt Apartments – Curaçao – 53 USD
Arubiana – Aruba – 70 USD
Gostei demais das nossas hospedagens em Aruba. Ficam na área de Eagle Beach, mas ambas requerem uma caminhada até a praia (10 minutos do Buffam’s e 15 minutos do Arubiana), e geralmente em áreas não muito amigáveis ao pedestre (sem calçada). Mas fizemos essas caminhadas numa boa, de dia, de tarde e de noite. São locais mais propensos, embora não limitados a, quem está de carro.
O Buffam’s é como se você estivesse na casa dos tios, ou avós, ou amigos, mas com sua privacidade. O casal americano que cuida da pousada mora no próprio lugar. Há um nítido capricho na decoração, foi o lugar mais aconchegante da viagem. Tem piscina (curtíamos toda noite), cozinha amplamente equipada. Tem pack térmico, cadeiras, tudo o q você precisa para ir à praia. Aluga snorkel, mas levamos o nosso. Café americano incluso, preparado pelo casal, sempre muito saboroso. Simples, suficiente, saboroso. E com uma boa conversa de cada manhã.
O Arubiana já é mais estilo pousada/hotel, com uma bela piscina no meio, funcionários e etc. As instalações são mais novas que as do Buffam’s. Mas não tem café da manhã (10 USD a mais). Também uma ótima opção econômica, em se tratando dos altos preços de Aruba.
O Rembrandt Apartments foi também uma opção econômica, queríamos ficar no (ou perto do) centro para passear a pé por lá de noite. Fica a 10 minutos andando do ferry para Punda. É bem simples, mas nos atendeu muito bem. Usamos muito a cozinha do ap, foi muito bom para o bolso. E tinha estacionamento fechado (em Curaçao é bom ter).
Orçamento
Nosso orçamento era de 100 USD por dia, para cada um. Exclusive passagens aéreas. Ficamos um pouco abaixo disso, graças a algumas medidas de contenção: compramos coisas no mercado e cozinhamos duas noites no quarto em Curaçao, e fizemos nosso próprio café da manhã todos os dias. Em Aruba e Curaçao também é possível comprar coisas no mercado para baratear a viagem. Sobretudo com as incômodas notícias sobre a disparada do dólar que líamos enquanto estávamos lá.
Fora isso, as passagens aéreas:
SP-PTY-AUA-PTY-SP (Copa) = 930 BRL cada
RJ-SP-RJ (TAM) = 250 BRL cada
Aruba-Curaçao-Aruba (InselAir) = 215 USD cada
A Copa vacilou feio conosco na ida. Nosso voo de conexão para Aruba foi cancelado e nos reacomodaram em um voo inexequível, que saia antes da chegada do nosso voo no Panamá. E ninguém me avisou, nem por telefone, nem por e-mail (por e-mail é básico, todas as cias aéreas fazem isso). Só descobri porque fui verificar a reserva uns 10 dias antes. Liguei imediatamente para lá e, num ótimo atendimento, nos reacomodaram num voo mais cedo. Foi até melhor, chegaríamos mais cedo em Aruba. Única coisa que não poderia ocorrer era algum atraso no nosso voo da TAM do RJ para SP (e felizmente não houve!), que havíamos comprado independentemente. Com exceção desse absurdo (imagine eu chegar para o check-in no aeroporto e descobrir que minha reserva tinha mudado, sem terem me avisado!), todas as pessoas da Copa que nos atenderam foram nota 10. Dos melhores atendimentos que já tivemos, com nítido esforço em agradar e sorrir. O avião em si é +- no mesmo padrão de Gol e TAM.
Antes do relato, observações gerais sobre a viagem e os lugares:
Carro, dirigir, trânsito, gasolina
Isso deveria ser comum, mas eu realmente evito dirigir no exterior em férias. A rigor, só fiz isso nos meus 20 e poucos anos e por um motivo nobre: percorrer a Rota 66, nos EUA. Eu me lembro até hoje de como foi tenso o primeiro dia. Eu era novo, o carro era automático (e eu nunca havia dirigido um assim), era um esquema inteiramente diferente do que estávamos habituados no Brasil (muito mais civilizado). Depois do primeiro de dia de tensão, relaxei.
Mas sigo evitando dirigir no exterior, prefiro usar o transporte público, não quero agregar essa responsabilidade, e gosto de tomar uma cerveja no meio do dia. No entanto, em Curaçao alugar carro é mais que recomendado: é imprescindível (para quem quer explorar as praias e não quer torrar uma fortuna com taxi). Dez entre dez recomendações enfatizavam isso. Ok, se tem de ser assim, que seja. O primeiro dia foi meio tenso, mas depois relaxei e foi muito melhor do que eu pensava. Com exceção do dia da chegada, quando levamos um pouco de tempo até encontrar nosso apartamento, não nos perdemos dia algum. Seja via placas, seja apenas via senso de direção, seja via google maps (viva!), deu tudo certo.
Há sinalização boa para Westpunt, onde ficam as melhores praias. E as praias são sinalizadas também. Única exceção é Port-Marie, que você precisa entrar em direção a St. Willibrordus. As praias do leste não (ou ao menos eu não vi), para lá tivemos de usar GPS do google maps mesmo.
Alugamos com o Michel Car Rental. Recomendo. Foi dica de uma amiga, acertei tudo por e-mail, não precisei adiantar nada e nem mesmo apresentar cartão de crédito – embora seja feito um contrato e o valor seja pago adiantadamente. Nos buscaram e levaram no aeroporto. Por 6 dias saiu por 222 USD.
O trajeto de 30-40km desde Otrobanda até as praias a oeste é bem tranquilo. A coisa flui bem, não pegamos transito, chegaríamos em cerca de meia hora, não fossem as paradas constantes no Centrum ou outro mercadinho qualquer no caminho (pra encher a bolsa térmica!). Não precisa nem acelerar, basta fluir no ritmo local.
Um dia que voltamos da praia, era sexta ou sábado, pegamos trânsito na volta. A estrada estava fechada para alguma festa, mas sem sinalização alguma de desvio. Felizmente sabíamos outro caminho e assim fomos. Depois que você pega o jeito, as coisas ficam mais tranquilas na ilha pra dirigir. O trânsito é tranquilo, galera dirige na paz, com eventuais e raras exceções. Para quem está habituado à selvageria do trânsito no Rio, é muita paz. Uma coisa que notei, no entanto, é que na estrada a galera não cai para o acostamento para entrar à esquerda: eles botam a seta e param na estrada mesmo. Atenção para isso!
Colocar gasolina foi ok, já tendo lido relatos anteriores. Conforme já relatado, é importante saber que você paga antes e coloca por conta própria. Importante saber em que lado do carro fica a entrada da gasolina. E também importante saber qual a bomba de gasolina, para não dar mole de colocar diesel. Gastamos 15 USD + 15 ANG em gasolina em toda a viagem.
Botas de borracha
Levamos botas de borracha que compramos em San Andrés. Não me lembro exatamente quanto custaram na época, mas seguramente foi beeeem mais em conta do que vi em Aruba/Curaçao. As botinhas são muito uteis para entrar em algumas praias, que tem muitas pedras. Usei em Kenepa Chika e Cas Abao, Katia usou em mais praias. Geralmente as praias tinha algum ponto mais fácil para entrar (Kalki, por exemplo, tem uma “área de entrada” no canto direito de quem vê o mar).
Mergulhar ou ficar de snorkel?
Eu aprendi a mergulhar em 2013 porque 1) eu queria e 2) eu iria para a Grande Barreira de Corais, na Austrália. Na verdade eu teria aprendido um ano antes, para melhor curtir a viagem para San Andres, mas acabei não fazendo o curso. Aprendi, mergulhei algumas vezes em Arraial e uma vez no Rio, mergulhei na GBC e depois no Abismo Anhumas no Natal de 2013. E, vergonhosamente, nunca mais. Tivesse eu me preparado mais adequadamente para esta viagem, teria feito uns mergulhos de reciclagem e teria marcado ao menos um dia de mergulho em Curaçao, escolhendo com cuidado o lugar. Mas não fiz, e não mergulhei no Caribe. No entanto, não se iluda: o snorkel por lá é qualquer coisa de espetacular.
É muito fácil mergulhar em Curaçao, não precisa de barco. Você chega na praia, se equipa e entra! Vi isso em algumas das praias.
Aliás, sobre o snorkel, levei um que tenho desde que compramos em San Andres. É guerreiro e já está bastante usado. Inclusive arranhado no visor. Ou seja, um inaceitável desleixo de minha parte para um lugar tão espetacular como o Caribe (eu tenho máscara melhor em casa, e não levei!). Ainda assim, mesmo com máscara arranhada, é absolutamente espetacular fazer snorkel por lá. Era o que eu mais fazia em todas as praias em que estivemos, exceto Mambo Beach.
Bolsa térmica
O que muitos no Brasil discriminam como farofada, em Curaçao e Aruba é prática comum: levar um engradado térmico com bebida e comida. É prática comum tanto de locais quanto turistas. Vi vários grupos q me pareceram holandeses fazendo churrasco (nem sempre é permitido), picnic e o escambau nas praias de Curaçao. Habitualmente as pessoas passam no mercado e forram a bolsa térmica com comes e bebes (e gelo!) para levar para a praia. Fizemos isso todos os dias. Vale muito a pena: a cerveja, por exemplo, custava 1 USD no mercado e eventualmente chegava a custar mais de 4 USD na praia.
Levei uma bolsa térmica dessas mais em conta que se compra na Casa e Vídeo. Bem compactada, coube na mochila numa boa.
O povo de Aruba e Curaçao
Uma coisa que reparei nas placas publicitarias em Curaçao é que eles usam modelos negros majoritariamente. Já difere do que estamos habituados a ver no restante da América Latina, onde os modelos adotados na publicidade são sempre padrão mais europeu, com pele mais clara. No Brasil inclusive, ainda que isso esteja mudando recentemente com ascensão da classe C. Palmas para Curaçao!
Em Curaçao vimos mais negros que Aruba, bem ao estilo caribenho. No entanto, as atendentes da praia Jan Thiel, por exemplo, eram todas de feições europeias (holandesas?).
Língua
Acho admirável como o povo local fala 4 línguas (papiamento, inglês, holandês e espanhol). E falam mesmo, sempre mandava espanhol para iniciar conversa, meio que para me dissociar dos americanos (em algumas vezes que fiz isso, me perguntaram se era venezuelano – as ilhas são muito próximas de lá e recebem muitos venezuelanos), e era facilmente compreendido e respondido. Algumas vezes vieram falar conosco em holandês.
As placas informativas variavam entre as línguas, mas geralmente o espanhol era excluso. As outras três línguas me parecem preponderar.
Tempo
Foram dias de sol, eventualmente com algumas nuvens. Havia previsão chuva nos dois primeiros dias em Aruba, mas deu sol. A chegada foi no dia mais nublado, ou menos ensolarado, da viagem. No Panamá havia previsão de chuva e trovoadas. Assim que chegamos, desabou a chuva. Mas parou quando saímos do aeroporto. Muito obrigado, São Pedro! Mais uma vez!
Enquanto isso eu via notícias do Rio, relatando (além da volta dos arrastões) picos de 40 graus em pleno setembro. Embora não tanto assim, lá também fazia muito calor.
Em Curaçao é necessário curtir praia paga?
Não, as públicas já satisfazem e são espetaculares. Kenepas, Kalki, Lagun, Daaiboodaai são ótimas e já dão excelente panorama de Curaçao. Das pagas gostei mais de Port-Marie. Jan Thiel surpreendeu positivamente (esperava uma coisa mais de badalação), mesmo com esquema meio lounge. Mambo Beach não é nossa praia.
Moeda
Usa-se dólar em praticamente todas as transações, tanto em Aruba quanto em Curaçao. Em Curaçao o câmbio nos estabelecimentos é fixo em 1,75 ANG/USD. Eventualmente dão o troco, ou parte dele, em florins. Mas muitas vezes recebi em dólar mesmo. Pelo que li, bancos trocam a 1,77. Achei a diferença muito pequena e relaxei em usar dólares mesmo. Li que é complicado usar notas mais altas de dólar por lá. Levamos notas de 50 e não tivemos qualquer problema.
Água
Tanto em Aruba quanto em Curaçao bebíamos água da bica numa boa. Geralmente havia um frigobar ou geladeira no quarto com uma jarra para encher.
Como eu faria hoje
Em Aruba, teria alugado carro por um dia. Iria na Baby Beach e outros cantos da ilha (teria pesquisado mais e melhor as atrações!). Se eu voltar algum dia, ficaria hospedado ao norte (Noord), perto da Boca Catalina – minha praia preferida na área.
Em Curaçao eu consideraria ficar em Westpunt, tal qual o Marcos Pereira fez. Eu não tenho certeza se ficaria por lá, pois era bem bacana passear de noite por Punda e Otrobanda. No fim das contas, a decisão depende muito do estilo de viagem. E seguramente teria mergulhado ao menos um dia.
Eu e meus óculos de sol
Levei um guerreiro de casa, desses que se ganha de brinde em eventos. Rachou e acabou, desfez-se em 2 dias. Comprei outro em Aruba por USD 10, no centro (em Palm Beach era 15-20). Durou quase uma semana, rachou e quebrou no mesmo lugar, no alto à direita. Comprei outro num fim de uma sexta-feira em Curaçao, por 15 ANG. No dia seguinte começou a rachar e quebrou logo pela manhã! No mesmo lugar dos outros dois. Entendi a mensagem: o Caribe não me quer de óculos escuros. Não insisti no erro.
Música da viagem
Set fire to the rain, da Adele. Eu não escolhi, a música é que nos seguia. Sei que já passou o tempo dela, mas ouvimos em Aruba e Curaçao, em locais públicos, e mais de uma vez em cada lugar. Geralmente isso é sinal de que é a música da viagem.
Para nossos dez dias de férias do segundo semestre, tínhamos algumas opções. África do Sul, Equador América Central, Caribe. Ganharia a que aparecesse com desconto primeiro. Eis que em maio a Copa anuncia ótimos preços para Aruba. Vamos para lá! A promoção (menos de 1000 reais ida e volta) era para SP-Aruba. Até simulei saindo do Rio, indo para Curaçao, indo para Aruba e voltando por Curaçao (ou vice-versa), mas o preço dobrava (ou voltava ao “normal”, não sei). Então demos o tiro para SP-Aruba mesmo.
Nunca havíamos feito viagem ao exterior para curtir praia. Chegamos a curtir pontualmente em alguns lugares (Santorini, San Andres, Cairns), no máximo. De alguma forma eu achava estranho, ou desnecessário, viajar para lugar de praia, tendo tantas praias espetaculares pelo Brasil. Mas vale a pena. Muito.
Mais uma vez eu só comecei a pesquisar sobre o(s) destino(s) depois de ter comprado a passagem. E aqui no mochileiros.com há bons relatos desses lugares, geralmente (e muito felizmente!) fugindo do padrão resort-shopping-resort que vi em muitos cantos. Após rápidas leituras decidi quebrar os dias priorizando Curaçao. E praticamente não planejei mais nada até dias antes da viagem.
Foi a viagem menos planejada de todas as últimas que fizemos. Embarquei na ideia de que não precisava planejar muita coisa e fui em frente, desleixadamente. Apenas memorizei as coisas macro (alugar carro em Curaçao, quantos dias em cada lugar, levar bolsa térmica, botas e snorkel para Curaçao, etc.). No fim das contas acho que eu teria feito somente uma ou outra coisa diferente, se tivesse planejado melhor as coisas antes. Saiu tudo bem.
O roteiro era simples:
3 noites em Aruba
6 noites em Curaçao
1 noite em Aruba
E ainda tivemos algumas horas para conhecer alguma coisa do Panamá (no caso, o Casco Viejo).
Quando
De 19/set/15 a 29/set/15
Onde ficamos
[hospedagem – cidade – diária]
Buffam’s – Aruba – 65 USD
Rembrandt Apartments – Curaçao – 53 USD
Arubiana – Aruba – 70 USD
Gostei demais das nossas hospedagens em Aruba. Ficam na área de Eagle Beach, mas ambas requerem uma caminhada até a praia (10 minutos do Buffam’s e 15 minutos do Arubiana), e geralmente em áreas não muito amigáveis ao pedestre (sem calçada). Mas fizemos essas caminhadas numa boa, de dia, de tarde e de noite. São locais mais propensos, embora não limitados a, quem está de carro.
O Buffam’s é como se você estivesse na casa dos tios, ou avós, ou amigos, mas com sua privacidade. O casal americano que cuida da pousada mora no próprio lugar. Há um nítido capricho na decoração, foi o lugar mais aconchegante da viagem. Tem piscina (curtíamos toda noite), cozinha amplamente equipada. Tem pack térmico, cadeiras, tudo o q você precisa para ir à praia. Aluga snorkel, mas levamos o nosso. Café americano incluso, preparado pelo casal, sempre muito saboroso. Simples, suficiente, saboroso. E com uma boa conversa de cada manhã.
O Arubiana já é mais estilo pousada/hotel, com uma bela piscina no meio, funcionários e etc. As instalações são mais novas que as do Buffam’s. Mas não tem café da manhã (10 USD a mais). Também uma ótima opção econômica, em se tratando dos altos preços de Aruba.
O Rembrandt Apartments foi também uma opção econômica, queríamos ficar no (ou perto do) centro para passear a pé por lá de noite. Fica a 10 minutos andando do ferry para Punda. É bem simples, mas nos atendeu muito bem. Usamos muito a cozinha do ap, foi muito bom para o bolso. E tinha estacionamento fechado (em Curaçao é bom ter).
Orçamento
Nosso orçamento era de 100 USD por dia, para cada um. Exclusive passagens aéreas. Ficamos um pouco abaixo disso, graças a algumas medidas de contenção: compramos coisas no mercado e cozinhamos duas noites no quarto em Curaçao, e fizemos nosso próprio café da manhã todos os dias. Em Aruba e Curaçao também é possível comprar coisas no mercado para baratear a viagem. Sobretudo com as incômodas notícias sobre a disparada do dólar que líamos enquanto estávamos lá.
Fora isso, as passagens aéreas:
SP-PTY-AUA-PTY-SP (Copa) = 930 BRL cada
RJ-SP-RJ (TAM) = 250 BRL cada
Aruba-Curaçao-Aruba (InselAir) = 215 USD cada
A Copa vacilou feio conosco na ida. Nosso voo de conexão para Aruba foi cancelado e nos reacomodaram em um voo inexequível, que saia antes da chegada do nosso voo no Panamá. E ninguém me avisou, nem por telefone, nem por e-mail (por e-mail é básico, todas as cias aéreas fazem isso). Só descobri porque fui verificar a reserva uns 10 dias antes. Liguei imediatamente para lá e, num ótimo atendimento, nos reacomodaram num voo mais cedo. Foi até melhor, chegaríamos mais cedo em Aruba. Única coisa que não poderia ocorrer era algum atraso no nosso voo da TAM do RJ para SP (e felizmente não houve!), que havíamos comprado independentemente. Com exceção desse absurdo (imagine eu chegar para o check-in no aeroporto e descobrir que minha reserva tinha mudado, sem terem me avisado!), todas as pessoas da Copa que nos atenderam foram nota 10. Dos melhores atendimentos que já tivemos, com nítido esforço em agradar e sorrir. O avião em si é +- no mesmo padrão de Gol e TAM.
Antes do relato, observações gerais sobre a viagem e os lugares:
Carro, dirigir, trânsito, gasolina
Isso deveria ser comum, mas eu realmente evito dirigir no exterior em férias. A rigor, só fiz isso nos meus 20 e poucos anos e por um motivo nobre: percorrer a Rota 66, nos EUA. Eu me lembro até hoje de como foi tenso o primeiro dia. Eu era novo, o carro era automático (e eu nunca havia dirigido um assim), era um esquema inteiramente diferente do que estávamos habituados no Brasil (muito mais civilizado). Depois do primeiro de dia de tensão, relaxei.
Mas sigo evitando dirigir no exterior, prefiro usar o transporte público, não quero agregar essa responsabilidade, e gosto de tomar uma cerveja no meio do dia. No entanto, em Curaçao alugar carro é mais que recomendado: é imprescindível (para quem quer explorar as praias e não quer torrar uma fortuna com taxi). Dez entre dez recomendações enfatizavam isso. Ok, se tem de ser assim, que seja. O primeiro dia foi meio tenso, mas depois relaxei e foi muito melhor do que eu pensava. Com exceção do dia da chegada, quando levamos um pouco de tempo até encontrar nosso apartamento, não nos perdemos dia algum. Seja via placas, seja apenas via senso de direção, seja via google maps (viva!), deu tudo certo.
Há sinalização boa para Westpunt, onde ficam as melhores praias. E as praias são sinalizadas também. Única exceção é Port-Marie, que você precisa entrar em direção a St. Willibrordus. As praias do leste não (ou ao menos eu não vi), para lá tivemos de usar GPS do google maps mesmo.
Alugamos com o Michel Car Rental. Recomendo. Foi dica de uma amiga, acertei tudo por e-mail, não precisei adiantar nada e nem mesmo apresentar cartão de crédito – embora seja feito um contrato e o valor seja pago adiantadamente. Nos buscaram e levaram no aeroporto. Por 6 dias saiu por 222 USD.
O trajeto de 30-40km desde Otrobanda até as praias a oeste é bem tranquilo. A coisa flui bem, não pegamos transito, chegaríamos em cerca de meia hora, não fossem as paradas constantes no Centrum ou outro mercadinho qualquer no caminho (pra encher a bolsa térmica!). Não precisa nem acelerar, basta fluir no ritmo local.
Um dia que voltamos da praia, era sexta ou sábado, pegamos trânsito na volta. A estrada estava fechada para alguma festa, mas sem sinalização alguma de desvio. Felizmente sabíamos outro caminho e assim fomos. Depois que você pega o jeito, as coisas ficam mais tranquilas na ilha pra dirigir. O trânsito é tranquilo, galera dirige na paz, com eventuais e raras exceções. Para quem está habituado à selvageria do trânsito no Rio, é muita paz. Uma coisa que notei, no entanto, é que na estrada a galera não cai para o acostamento para entrar à esquerda: eles botam a seta e param na estrada mesmo. Atenção para isso!
Colocar gasolina foi ok, já tendo lido relatos anteriores. Conforme já relatado, é importante saber que você paga antes e coloca por conta própria. Importante saber em que lado do carro fica a entrada da gasolina. E também importante saber qual a bomba de gasolina, para não dar mole de colocar diesel. Gastamos 15 USD + 15 ANG em gasolina em toda a viagem.
Botas de borracha
Levamos botas de borracha que compramos em San Andrés. Não me lembro exatamente quanto custaram na época, mas seguramente foi beeeem mais em conta do que vi em Aruba/Curaçao. As botinhas são muito uteis para entrar em algumas praias, que tem muitas pedras. Usei em Kenepa Chika e Cas Abao, Katia usou em mais praias. Geralmente as praias tinha algum ponto mais fácil para entrar (Kalki, por exemplo, tem uma “área de entrada” no canto direito de quem vê o mar).
Mergulhar ou ficar de snorkel?
Eu aprendi a mergulhar em 2013 porque 1) eu queria e 2) eu iria para a Grande Barreira de Corais, na Austrália. Na verdade eu teria aprendido um ano antes, para melhor curtir a viagem para San Andres, mas acabei não fazendo o curso. Aprendi, mergulhei algumas vezes em Arraial e uma vez no Rio, mergulhei na GBC e depois no Abismo Anhumas no Natal de 2013. E, vergonhosamente, nunca mais. Tivesse eu me preparado mais adequadamente para esta viagem, teria feito uns mergulhos de reciclagem e teria marcado ao menos um dia de mergulho em Curaçao, escolhendo com cuidado o lugar. Mas não fiz, e não mergulhei no Caribe. No entanto, não se iluda: o snorkel por lá é qualquer coisa de espetacular.
É muito fácil mergulhar em Curaçao, não precisa de barco. Você chega na praia, se equipa e entra! Vi isso em algumas das praias.
Aliás, sobre o snorkel, levei um que tenho desde que compramos em San Andres. É guerreiro e já está bastante usado. Inclusive arranhado no visor. Ou seja, um inaceitável desleixo de minha parte para um lugar tão espetacular como o Caribe (eu tenho máscara melhor em casa, e não levei!). Ainda assim, mesmo com máscara arranhada, é absolutamente espetacular fazer snorkel por lá. Era o que eu mais fazia em todas as praias em que estivemos, exceto Mambo Beach.
Bolsa térmica
O que muitos no Brasil discriminam como farofada, em Curaçao e Aruba é prática comum: levar um engradado térmico com bebida e comida. É prática comum tanto de locais quanto turistas. Vi vários grupos q me pareceram holandeses fazendo churrasco (nem sempre é permitido), picnic e o escambau nas praias de Curaçao. Habitualmente as pessoas passam no mercado e forram a bolsa térmica com comes e bebes (e gelo!) para levar para a praia. Fizemos isso todos os dias. Vale muito a pena: a cerveja, por exemplo, custava 1 USD no mercado e eventualmente chegava a custar mais de 4 USD na praia.
Levei uma bolsa térmica dessas mais em conta que se compra na Casa e Vídeo. Bem compactada, coube na mochila numa boa.
O povo de Aruba e Curaçao
Uma coisa que reparei nas placas publicitarias em Curaçao é que eles usam modelos negros majoritariamente. Já difere do que estamos habituados a ver no restante da América Latina, onde os modelos adotados na publicidade são sempre padrão mais europeu, com pele mais clara. No Brasil inclusive, ainda que isso esteja mudando recentemente com ascensão da classe C. Palmas para Curaçao!
Em Curaçao vimos mais negros que Aruba, bem ao estilo caribenho. No entanto, as atendentes da praia Jan Thiel, por exemplo, eram todas de feições europeias (holandesas?).
Língua
Acho admirável como o povo local fala 4 línguas (papiamento, inglês, holandês e espanhol). E falam mesmo, sempre mandava espanhol para iniciar conversa, meio que para me dissociar dos americanos (em algumas vezes que fiz isso, me perguntaram se era venezuelano – as ilhas são muito próximas de lá e recebem muitos venezuelanos), e era facilmente compreendido e respondido. Algumas vezes vieram falar conosco em holandês.
As placas informativas variavam entre as línguas, mas geralmente o espanhol era excluso. As outras três línguas me parecem preponderar.
Tempo
Foram dias de sol, eventualmente com algumas nuvens. Havia previsão chuva nos dois primeiros dias em Aruba, mas deu sol. A chegada foi no dia mais nublado, ou menos ensolarado, da viagem. No Panamá havia previsão de chuva e trovoadas. Assim que chegamos, desabou a chuva. Mas parou quando saímos do aeroporto. Muito obrigado, São Pedro! Mais uma vez!
Enquanto isso eu via notícias do Rio, relatando (além da volta dos arrastões) picos de 40 graus em pleno setembro. Embora não tanto assim, lá também fazia muito calor.
Em Curaçao é necessário curtir praia paga?
Não, as públicas já satisfazem e são espetaculares. Kenepas, Kalki, Lagun, Daaiboodaai são ótimas e já dão excelente panorama de Curaçao. Das pagas gostei mais de Port-Marie. Jan Thiel surpreendeu positivamente (esperava uma coisa mais de badalação), mesmo com esquema meio lounge. Mambo Beach não é nossa praia.
Moeda
Usa-se dólar em praticamente todas as transações, tanto em Aruba quanto em Curaçao. Em Curaçao o câmbio nos estabelecimentos é fixo em 1,75 ANG/USD. Eventualmente dão o troco, ou parte dele, em florins. Mas muitas vezes recebi em dólar mesmo. Pelo que li, bancos trocam a 1,77. Achei a diferença muito pequena e relaxei em usar dólares mesmo. Li que é complicado usar notas mais altas de dólar por lá. Levamos notas de 50 e não tivemos qualquer problema.
Água
Tanto em Aruba quanto em Curaçao bebíamos água da bica numa boa. Geralmente havia um frigobar ou geladeira no quarto com uma jarra para encher.
Como eu faria hoje
Em Aruba, teria alugado carro por um dia. Iria na Baby Beach e outros cantos da ilha (teria pesquisado mais e melhor as atrações!). Se eu voltar algum dia, ficaria hospedado ao norte (Noord), perto da Boca Catalina – minha praia preferida na área.
Em Curaçao eu consideraria ficar em Westpunt, tal qual o Marcos Pereira fez. Eu não tenho certeza se ficaria por lá, pois era bem bacana passear de noite por Punda e Otrobanda. No fim das contas, a decisão depende muito do estilo de viagem. E seguramente teria mergulhado ao menos um dia.
Eu e meus óculos de sol
Levei um guerreiro de casa, desses que se ganha de brinde em eventos. Rachou e acabou, desfez-se em 2 dias. Comprei outro em Aruba por USD 10, no centro (em Palm Beach era 15-20). Durou quase uma semana, rachou e quebrou no mesmo lugar, no alto à direita. Comprei outro num fim de uma sexta-feira em Curaçao, por 15 ANG. No dia seguinte começou a rachar e quebrou logo pela manhã! No mesmo lugar dos outros dois. Entendi a mensagem: o Caribe não me quer de óculos escuros. Não insisti no erro.
Música da viagem
Set fire to the rain, da Adele. Eu não escolhi, a música é que nos seguia. Sei que já passou o tempo dela, mas ouvimos em Aruba e Curaçao, em locais públicos, e mais de uma vez em cada lugar. Geralmente isso é sinal de que é a música da viagem.