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ônibus de Foz do Iguaçu para Córdoba


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  • Colaboradores

No site www.centraldepasajes.com.ar pode ver se tem essa rota, mas com certeza a maioria chegan a Puerto Iguazú, na Argentina.

 

O que pode fazer é pegar o ônibus internacional fora do TTU de Foz que vai para Puerto Iguazú, e aí pegar o ônibus para Córdoba. A linha que faz esse trajeto é Expreso Singer

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    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
      Dando seguimento aos relatos de viagens que tenho feito desde 2013, vou relatar os 5 dias que passamos em Foz do Iguaçu, de 03 a 08 de fevereiro de 2015.
       
      Como já tem um tempo que fomos, não lembro de todos os detalhes, mas caso tenham alguma dúvida posso tentar olhar em anotações antigas.
      Meus relatos também são mais sucintos, fiquem a vontade para perguntar qualquer coisa.
      Voamos pela Gol com escala de 10 horas em Curitiba, tempo suficiente para uma esticada até o maravilhoso Jardim Botânico, arredores e também o Mercado Municipal, que fica ao lado da Rodoviária.
      Curitiba é muito linda, arborizada e fácil de locomover. No aeroporto você pega um mapinha da cidade. De lá tem um ônibus executivo (R$12,00) que te leva até a rodoviária dura em torno de 40 min o trajeto e de lá pegamos um taxi até o Jardim Botânico.
      Andamos bastante, tiramos muitas fotos admirando aquele lugar fantástico. Imagino que os jardins na Europa sejam nesse nível para cima!
       

       
      Ao final da tarde voltamos ao aeroporto e pegamos o vôo para Foz. Foi o pior vôo da minha vida, turbulência grave, muitos trancos, estava um tempo muito fechado e com muita chuva. O comandante avisou que talvez teríamos que ir para Maringá mas no final deu tudo certo. Foi a primeira vez que senti medo dentro de um avião (até hoje ainda não voltei 100% ao normal, rs).
      Lá no Aeroporto de Foz tem um ônibus coletivo que leva até o terminal da cidade (não lembro agora os nomes, mas é super tranquilo). Descemos perto do hotel e termimanos de chegar de taxi (agora que não deu nem 10,00).
      Ficamos hospedados no Hotel Blue Star II (reservas pelo booking): é um hotel bem simples, mas tem ar condicionado, bom chuveiro e frigobar. Café da manhã honesto. Pagamos 80,00 reais a diária. Ele fica próximo a um shopping onde fizemos muitas refeições (ruins né, comida de shopping).
       
      Dia 1: Cataratas do Iguaçu (lado brasileiro) e Parque das Aves
      Após o café da manhã, pegamos o ônibus perto do hotel até o terminal e de lá o ônibus que vai até o parque das Cataratas (é o mesmo que vai até o aeroporto);
      No terminal de ônibus tem um quiosque de informações turísticas.
      Ingressos para o parque comprados (24,00 por pessoa para brasileiros) vc pega um ônibus panorâmico e vai até a entrada da trilha. O restante do caminho é feito a pé e em vários pontos há mirantes para apreciar a beleza das cataratas.
      Realmente é algo indescritível, a beleza das quedas d´água, o vapor e o barulho da água é muito relaxante. Uma sensação de contato com a natureza muito intensa e tranquilizante.
      Durante toda a manhã fomos apreciando as cascatas e tirando muitas fotos.

       
      Nos divertimos com os quatis tentando roubar frutas da bolsa de uma francesa e os monitores do parque dando orientações.
      Aliás, a infraestrutura do parque brasileiro é fantástica, tudo muito limpo, organizado e bem sinalizado.
      No meio do caminho tem uma trilha para o Macuco Safari, que é um passeio de barco pelo rio com visita a quedas d´agua. Na época acho que custava 140 reais por pessoa. Não fizemos porque sabíamos que no lado argentino tem o mesmo passeio (mais completo na verdade, pois tem mais cascatas que a lancha te leva) pela metade do preço.
      O gran finale do passeio é chegar até a garganta do diabo por baixo, através daquele mirante. É impossível não se molhar todo, mas é muito gratificante.
      E vale a clássica foto do pica pau, rs
       

      Lanchamos na praça de alimentação (combo sanduba com fritas e refri, 25 reais cada);
      À tarde fomos ao parque das aves, é só atravessar a rua do outro lado do parque e já está na entrada.
      A entrada custa 24 reais por pessoa.
      Eu achei que ia curtir o parque porque vi por outros relatos, mas eu gostei demais! Demais mesmo! É cada pássaro mais lindo que o outro, é incrível ver como a natureza é diversificada.
      E outra coisa, o parque é imenso! Gastamos mais tempo nele do que no parque das Cataratas.
      A parte mais legal é quando você entra num viveiro de araras e elas ficam voando acima de você fazendo um barulho ensurdecedor.
      Uma pena que a bateria da minha câmera e do celular acabaram logo no início do passeio, não deu para tirar muitas fotos.


       
      Ao final do dia voltamos para o hotel e à noite comemos um japa (bem ruim) no shopping que fica perto.
       
      Dia 2 – Cataratas (lado argentino)
      Primeira coisa: se você quer conhecer bem as Cataratas a visita ao parque do lado argentino é indispensável. Primeiro porque o parque é muito maior, segundo porque você tem uma vista diferente (no lado brasileiro você vê bem as cascatas, do lado argentino você fica em cima delas) e porque a visão da garganta do diabo é incrível.
      Tínhamos lido como ir de ônibus até o parque, mas seria demorado e custoso. Ficamos sabendo de um hostel que fazia um transfer ida de volta por cerca d 30,00 reais e lá fomos nós!
      Por esse preço não esperava nenhum luxo, mas fomos numa van toda vandalizada (rs). O carro quase desmontou no meio do caminho. Fomos eu e minha esposa e um casal de franceses só.
      Demoramos demais na imigração argentina porque os funcionários estavam de greve no dia. Uma hora depois seguimos viagem.
      O parque argentino é mais rústico, sua infraestrutura é mais simples, porém nós gostamos muito mais do que o lado brasileiro. Você também tem maior contato com a fauna local. É bem maior e com 3 circuitos: inferios, superior e Garganta do Diabo.
       


       
      Fomos por todos eles, começando pelo Circuito Inferior. A todo momento você se vê acima das cascatas, a sensação de vertigem aumenta muito e vamos saboreando cada um desses momentos incríveis.
      Existem placas informativas (em espanhol e inglês) com a flora e fauna características.
      Prepare-se, é um dia inteiro de caminhada! Muitas, mas muitas trilhas de caminhada!
      Na hora do almoço fizemos o passeio com a Aventura Nautica, similar ao Macuco Safari, porém muito mais barato. Show de bola, você vai até debaixo de uma das cataratas, a sensação de refrescância naquele calor que fazia foi tudibom!
       


       
      O mais legal fica no final, que é a garganta do diabo. Você pega um trenzinho interno e depois tem que andar bastante até chegar na boca da garganta. A sensação é indescritível, parece que ela está nos sugando para baixo. Muita gente fica tonta no local.
      Ao final do passeio ainda passamos por um museu que conta a história da criação do parque e da colonização da região como um todo.
       

       
      Esse dia foi muito cansativo, fomos direto para o hotel dormir, exaustos!
       
      Dia 3 – Itaipu: A pedra que canta!
       
      Tinha grandes expectativas desse dia. Me lembro de ter estudado itaipu quando nas aulas de geografia do ensino médio e queria muito conhecer a estrutura do lugar. Gente, não tem cabimento aquilo, é uma obra gigantesca, própria mesmo de obras do regime militar. A imensidão de concreto a sua frente é difícil até de calcular.
      E o legal de itaipu é que o turismo lá deixou de ser simplesmente uma visita panorâmica à usina. O lugar virou um verdadeiro complexo de atrações.
      Nós fizemos 3 passeios durante o dia: circuito especial (é a visita mais completa na hidrelétrica, te leva até o centro de comando – 61,00), o polo astronômico (tem um planetário, mas achei bem fraquinho – 17,00) e o Ecomuseu (tem um museu contanto um ponto da construção da hidrelétrica e o impacto ambiental causado – 10,00). O site é bem organizado, dá pra comprar direitinho com os horários (http://www.turismoitaipu.com.br)
       


       
      O dia passa muito rápido nesse lugar. Realmente incrível.
       
      À noite fomos comer na churrascaria do Gaúcho (http://www.churrascariadogaucho.com.br), tinha um rodízio de carnes razoável mas com um bom preço (acho que era 25,00 reais por pessoa).
       
      Dia 4 – Ciudad Del Este e Puerto Iguazu
      O dia internacional da viagem. Decidimos ir a Ciudad Del Este ver o que era de tão barato lá. Na época que fomos estava acontecendo uma reforma na Ponte da Amizade de modo que era mais rápido atravessar andando do que de moto ou carro.
      No meio do caminho da ponte fui parando para tirar umas fotos e distraído meu celular caiu no chão. Por muito pouco ele caía no rio. A vantagem é que já estava mesmo indo ao Paraguai, mais fácil de comprar outro, rs.
      É realmente um local totalmente voltado par compras. Mil lojas e shoppings, vendedores ambulantes na rua e que não lhe deixam em paz nenhum minuto. Detestei. Tive a mesma sensação quando passei na Calle Florida em Buenos Aires. Só tinha um pouco de sossego quando entrava em algum shopping.
      Mas de fato é tudo bem mais em conta. Minha esposa comprou um celular pela metade do preço e perfumes com uns 40% de desconto. Ainda conseguimos pechinchar um massageador de “brinde”.
      À volta para o Brasil é aquela tensão, mesmo sabendo que não tínhamos extrapolado o limite de compras (acho que é 300 dólares), os fiscais da receita ficam de olho em qualquer um suspeito. A fiscal parou um cara bem na minha frente que parecia ter acabado de comprar um notebook.
      (Um detalhe que muita gente esquece: a fiscalização no retorno ao Brasil pela ponte é aleatória, porém no aeroporto de Foz é obrigatória para TODOS. Antes do check-in tem um Raio-X da receita e todos devem passar por ele. SE não me engano lá eles apreendem mesmo mercadorias suspeitas. Fiquem atentos).
       

       
      Voltamos ao hotel para descansar um pouco pois à noite iríamos conhecer Puerto Iguazu, cidade argentina fronteiriça.
      Fomos e voltamos com uma van combinada com o cara do hostel (o mesmo que arrumou nosso transporte para o parque das cataratas do lado argentino).
      Lá em Puerto Iguazu o lance é visitar as lojinhas de temperos, vinhos e alfajors e comer em alguns daqueles restaurantes. Ficamos em um e pedimos uma porção de bife de chorizo, que não estava muito boa e fez minha esposa passar mal à noite.
      No entanto, compramos um azeite delicioso que até hoje usamos em casa. Muito bom mesmo!
       
      (Vou ficar devendo fotos de Puerto Iguazu, esquecemos a câmera no hotel!).
       
      Voltamos ao hotel já de madrugada. No dia seguinte pela pegamos o vôo de volta para casa (e vimos muita gente tomando multa na fiscalização da Receita antes do Check-in).
       
      Resumão: um lugar incrível, que até hoje tenho vontade de voltar pelas belezas naturais. Realmente as cataratas são uma das maravilhas do mundo. Itaipu também foi bem surpreendente.
      Não voltaria a Puerto Iguazu nem Ciudad del Este.
      Faltou visitar o templo Budista, que dizem ser bem famoso, e o Marco das 3 Fronteiras.
      Obrigado pessoal. Qualquer dúvida estou a disposição.
    • Por peter tofte
      Aproveitei o final de semana de 11 e 12/02, com previsão de tempo bom, para sair de BsAs e visitar o Parque Nacional Quebrada de Condorito, perto de Córdoba.
       
      A viagem, de 8 horas, fiz num confortável ônibus cama-suíte, onde a poltrona vira cama, permitindo dormir na horizontal. Com janta e café da manhã, custa 330 pesos argentinos (R$ 132). Não entendo porque o transporte rodoviário é muito melhor na Argentina, em relação ao Brasil. E os ônibus são de fabricação brasileira.
       
      Sábado, 11 de fevereiro de 2012.
       
      Cheguei 05:30 em Córdoba e comprei a passagem para Mina Clavero (50 pesos arg.) para as 06:30. O onibus saiu as 06:45 subindo para "la ruta de las altas cumbres" e chegou a La Pampilla, entrada do parque, as 08:25. Ao saltar do ônibus senti o vento frio das Sierras de Córdoba. De lá até o centro de visitantes, 2,5 km, fiz em meia hora caminhando.
       
      No centro preenchi uma ficha dizendo onde pretendia acampar. A Guardaparque Oli me pediu para mostrar o calentador (fogareiro), condição indispensável para acampar, já que não permitem fogueiras no parque. Não cobram ingresso. No Brasil normalmente cobrariam o ingresso e não checariam se o visitante tem fogareiro.
       
      A guardaparque, muito simpática, me passou informações, inclusive horário dos ônibus para a volta no domingo. O pessoal da APN (Administración de Parques Nacionales) trabalha uniformizada, é muito profissional e equipada. Já havia notado isto em el Chaltén y Bariloche.
       
      A trilha é muito bem sinalizada até o balcón Norte, ponto de avistagem de condores no canion do rio Condorito. Este canion, conhecido como Quebrada de Condorito, é um berçario natural para os condores, por reunir as condições ideais para os filhotes aprenderem a voar. É o ponto mais oriental da américa onde existem estas aves. Daí o nome Quebrada del Condorito.
       
      No caminho, olhando para o Norte avistei os Gigantes de Córdoba, formação rochosa bem característica, mas fora do parque nacional.
       
      As duas horas caminhando até o balcón Norte, a partir da sede do parque, são recompensadas pela avistagem dos condores, que passam muito rente ao mirante. Nunca os vi tão de perto. Isto acontece porque ficamos na beira do canion e as aves tem que subir a partir dos seus ninhos no paredão. Aproveitam as correntes de ar ascendentes. Praticamente não batem asas, apenas planam. Fazem a delícia de fotografos e filmadores.
       
      Depois de algum tempo desci para o rio Condorito por uma trilha bem feita. Na descida vi o tabaquillo, árvore que tem uma cortiça alaranjada-amarela formada por umas cascas muito finas, parecendo papel pergaminho. Já havia visto elas antes, no Peru, na Quebrada de Santa Cruz ( vide relato e foto).
       
      Alcancei o rio após descer 30 minutos, onde há uma bela e moderna ponte pênsil. O rio ruge embaixo. Logo depois cai em cascatas seguindo o canion. O medo de trombas dágua e da correnteza fizeram os guarda-parques proibirem o nado no rio. Uma pena. Na Chapada Diamantina nadaríamos tranquilamente num rio com este caudal. Como fazia muito calor entrei numa cacimba formada por um córrego afluente do rio. Assim tomei um banho sem desrespeitar a regra, pois não estava no rio Condorito.
       
      Almocei uns sandubas de salame e segui. Um cartaz avisa que a subida do canion, do outro lado do rio, tem 500 metros de desnível e dura 45 minutos. Consegui fazer em trinta. No caminho um córrego desce a encosta e forma na margem da trilha uma banheira escondida na sombra de tabaquillos. Um pai brincava com o filho nesta banheira.
       
      A vista do balcón Sur é melhor que a do balcón Norte. Mais alto e a vista do canion é mais espetacular. De lá avistei de cima a pileta (piscina) dos condores. Um córrego que desce pela parede do canion forma uma pequena poça em uma estreita plataforma, uns 100 metros abaixo do balcón. Em seguida o filete dágua transborda da poça e escorre pelo paredão vertical.
       
      Nesta poça os condores fazem fila para banharem-se. Entram na água, se agitam e em seguida saem para secar ao sol, com as asas abertas.As três da tarde contei, com a ajuda de um monóculo, cerca de 30 condores ao redor da piscina.
       
      Um casal de namorados, de Cordoba, tirou umas fotos minhas na beira do abismo. A garota reconheceu logo que era brasileiro pois passa os verões em Bombinhas. Para os Cordobeses a distancia entre Cordoba e Mar del Plata ou Bombinhas é a mesma. Adivinha o que eles escolhem? Muitos já tem casa de praia em Santa Catarina.
       
      Depois de mais algumas fotos segui para o refúgio Gimenez, a apenas 20 minutos dali. Passaram uma roçadeira na trilha. Parecia um corredor num campo de trigo. O relevo e a vegetação, de campos de altitude (quase 2.000 metros) lembram muito as serras de Minas e do Rio de Contas, na Bahia. Eles chamam estes campos de pampa. Na Bahia chamaríamos de gerais.
       
      O refúgio fica numa pequena vereda do pampa, onde cresce um grupo de árvores ao redor de um córrego. Parece que foi uma sede de uma fazenda de ovelhas. Em torno das casas de pedra há vários currais feitos de cercas, também de pedra. Até o século passado milhares de ovelhas eram criadas aqui, antes de implantarem o parque nacional.
       
      Encontrei três trekkers, mas logo que cheguei eles sairam. Apenas visitavam o local. Fiquei sozinho naquela zona de acampe. No parque só se acampa nos locais designados pela APN.
       
      A Oli me recomendou não dormir dentro do refúgio pois há muitos ratos e cuys, o que atrai cobras. Há um aviso bem grande dizendo "Precaucion. Yarará Ñata" com uma cobra desenhada. A pronúncia é jarará nhata, o que lembra nossa jararaca. Deve ser a mesma espécie ou aparentada.
       
      Assim foi fácil decidir por dormir na barraca. Armei a tenda e comecei a preparar a janta. Eram cerca de 5 da tarde. Escurece apenas 08:30. Após, lavei a panela e tomei um banho sem sabão no córrego. Peguei o isolante, coloquei-o sobre uma pedra e comecei a ler "Saqueo" de Nadine Gordimer. Uma solidão e silêncio maravilhosos. Ao lado da laje de pedra, onde lia, havia uma macieira carregada. Pena que as maças ainda estavam meio verdes. Só faltava uma Yarará Ñata aparecer e me oferecer uma maça. E a Eva...
       
      Durante a noite fez 13 ºC. Fui obrigado a sair da barraca para urinar, pois não trouxe o penico (uma garrafa de Nalgene de 1 litro e boca grande). Foi ótimo, pois a noite estava bonita, meia lua minguante, mas muito iluminada. Ao longe consegui avistar as luzes de Córdoba bem nítidas. A Villa Carlos Paz estava oculta pela serra.
       
      Domingo, 12 de fevereiro.
       
      Acordei pouco antes das 8 horas. Verifiquei com muito cuidado minhas botas, que deixei no avanço da tenda, antes de calça-las. Café da manhã preguiçoso. Desarmei a tenda e aprontei a mochila. Mas fiquei até 10:30 na sombra de uma árvore, lendo. Se saisse mais cedo ficaria muito tempo esperando o ônibus (do refúgio Gimenez até a sede do parque são cerca de 3,5 horas). Queria pegar o busão de 17 horas para Córdoba.
       
      Cerca de 20 minutos depois estava novamente no balcón Sul. Na verdade fiquei um pouco acima, a direita. Os condores passavam num rasante sobre mim. Se quisessem me bombardear com cáca tenho certeza que teriam me acertado. Eles fazem questão de passar perto para nos observar. São curiosos. Não tirei nenhuma foto decente daqueles condores tão próximos. Minha maquina, uma point and shoot simples e a qualidade técnica do fotografo não permitiram. Ali era um lugar para uma boa camara com grande angular ou lentes de aproximação e tripé para tirar fotos de paisagem ou close ups excelentes.
       
      Também observei falcões e outras aves planando no canion.
       
      Os condores são aves magníficas. Abutres, tem uma importante função no ecosistema. Os nativos, inclusive os incas, a consideravam uma ave sagrada, que retira as impurezas do mundo. Coincidência ou não, no budismo tibetano mais tradicional são também venerados. Inclusive os mortos não são enterrados. São esquartejados e oferecidos aos abutres.
       
      Desci o canion para o rio Condorito e atravessei-o na ponte. Procurei uma sombra na outra margem. Comi sanduíches de salame. Depois de alguns minutos uns passaros me rodearam para comer as migalhas. Um deles tentava comer um pedaço de salame que caiu no chão.
       
      Voltei a subir. Decidi ir por um caminho paralelo a trilha que percorri na ida, passando por Pampa Pajosa, outro local de acampe. Neste local um casal acabava de levantar acampamento. Debaixo de uma pedra um cuy muito tranquilo (família dos hamsters). Pude tirar uma foto bem próximo. Se ele soubesse que comi um cuy num restaurante em Huaraz, Peru, talvez não estivesse tão calmo. Ô carne deliciosa!!!
       
      Tomei um banho de rio perto do Cento de Visitantes, para subir no ônibus limpo. Passei no Centro para devolver a minha via do registro se entrada (exigência para saber que vc voltou) e toquei para a estrada.
       
      Mal cheguei na pista consegui uma carona para Alta Gracia, perto de Córdoba. De lá peguei um ônibus urbano, 9 pesos, e cheguei na rodoviaria pouco antes das 19 hrs. Deixei a mochila num guarda volume e fui para o centro histórico, umas 10 quadras dali. Fazia muito calor, assim resolvi entrar num café com ar condicionado para tomar uma cerveja e comer algo. Sai do café quase 9 hrs e ainda estava fazendo cerca de 30 a 32 ºC. Como faz calor em Córdoba!
       
      O centro histórico de Cordoba é lindo e alguns monumentos dos jesuítas são patrimonio da humanidade. Vale um passeio.
       
      Peguei o ônibus as 22:15 para chegar em BsAs as 06:30 de segunda.
       
      Trekking muito tranquilo e fácil, para iniciantes, e vale muito a pena ver os condores em seu habitat natural, de um ponto privilegiado para admirá-los.
       
      Fica a sugestão se resolverem visitar Córdoba, Argentina. As fotos só conseguirei postar quando chegar no Brasil.
    • Por mixellett
      Olá, pessoal!    Fui para Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú com o meu namorado para conhecer as Cataratas agora em maio e gostei muitoooo! Vim aqui compartilhar meu relato de viagem 😊       Dia 1   Saímos bem cedo de Campinas para pegar o vôo em Guarulhos. Chegamos cedo em Foz do Iguaçu e nosso quarto na pousada não estava pronto ainda. Aproveitamos para tomar um café da manhã na Marias & Maria Confeitaria. Café colonial muito bommmmmm 😋, se não me engano, era R$40/kg, vale a pena dar uma passada lá! Conhecemos também o zoológico, não tem muita coisa não, se você tiver o que fazer, pode deixar pra lá. A entrada é gratuita.   A tarde tiramos um cochilo e acabou passando um pouco da hora, rs, a ideia era conhecer o Templo Budista e a Mesquita, mas deixamos pra outro dia, pois queríamos ir de ônibus (para dar uma economizada), mas um dos funcionários do terminal disse que não daria tempo pra chegar nesses lugares :(, já que eles fechavam às 16hs. Decidimos ir então para o Marco das 3 Fronteiras do lado brasileiro, de ônibus mesmo. A passagem estava R$ 3,55. A gente deu azar que era horário de pico e o ônibus estava super lotadoooooo. Demorou bastante pra chegar até o Marco das 3 Fronteiras 😰, mas chegamos. Na ida, não notamos que a mesma linha de ônibus tinha dois sentidos diferentes e acabamos pegando o sentido errado também, mas o cobrador nos avisou do erro rapidamente, rs! Então, prestem atenção nos sentidos das linhas 😅! Fora isso, andar de ônibus por lá foi bem tranquilo. Aliás, a cidade é bem tranquila, andamos a pé a noite várias vezes e tudo bem iluminado, várias pessoas na rua.    Linhas de ônibus para pontos turísticos:   O Marco das 3 Fronteiras é muito bonito, mas não tem muita coisa pra fazer, o espaço é pequeno. Antes de ir, eu olhei as fotos no TripAdvisor e tive a impressão que era bem maior. Pagamos 22 reais para entrar (pra falar a verdade, achei bem caro pelo o que oferece). Uma dica é entrar no site TicketLoko, eles vendem várias atrações com um bom desconto! Vimos o pôr-do-sol, tomamos um açaí (que não era açaí de verdade não, rs!) e ficamos para ver os shows que acontecem 20hs e 20h30. Lá tem várias barraquinhas de comidas, uma mini exposição na entrada contando a história do lugar, tem uma sessão com um vídeo de 12 min também contando sobre o descobridor das cataratas e um restaurante. Demos azar com o restaurante, era sistema de coma à vontade por R$49,90/pessoa e não tinha muitas opções. Optamos por pedir um hambúrguer com batata frita que era 35 reais, mas um tempo depois o garçom veio nos avisar que aconteceu um problema com a chapa e seria servido apenas o buffet. Pedimos duas caipirinhas e ficamos conversando até o horário do show (a caipirinha foi 12 ou 13 reais, achei o preço bom!)     Minha operadora de celular é a TIM e em nenhum momento consegui sinal lá. Na volta, íamos voltar de Uber, mas nem conseguimos pedir, voltamos de ônibus mesmo (que desta vez estava vazio e foi bem rápido!). O Uber lá é bem recente e não tem muitos motoristas ainda, então, quase não conseguimos usar. Um dos funcionários da pousada nos deu a dica de usar o aplicativo Garupa, ele é a mesma coisa que o Uber, preço bem semelhante, mas com mais motoristas. Na primeira viagem, ganhamos 10 reais de desconto 😄   Depois fomos comer hambúrguer com batata frita no Brasa Burger; gostei muito do lanche e tem um preço bem amigo! Dois hambúrgueres com batata frita, refrigerante e caipirinha + 10% saiu R$75. O espaço é bem bonito e o atendimento muito bom! Super recomendado!       Dia 2   Fomos conhecer as Cataratas do Iguaçu do lado brasileiro no período da manhã! Pagamos R$36,00 para entrar (mais uma taxa de conveniência). De tempos em tempos tem um ônibus (tipo, a cada 5/10min) para levar todo mundo para a parte que está as Cataratas mesmo. A vista é muitooooo linda! Você vai andando pela trilha e vai se aproximando cada vez mais das cachoeiras. A trilha não é muito grande não e não me molhei muito também, tinha umas pessoas vendendo capa de chuva, mas achei desnecessário (eu tinha levado uma minha já, mas nem usei). No final, tem um elevador panorâmico que tem uma vista muito legal!! No local tem várias borboletas e quatis, mas muitos quatis mesmo! E tem que ficar esperto, porque eles atacam e levam suas coisas embora mesmo. Assim que chegamos, estava uma euforia do pessoal pela quantidade de quatis. Todo mundo: "olha os quatis! Olha! Yayyy! Que fofinhos 😍" até que uma senhora deu bobeira lá e um quati agarrou a sacola dela e rasgou tudo, nisso veio vários pra pegar o que tinha saído da sacola (e aí ninguém mais queria os quatis perto, hahaha). Na área de alimentação, tem muitos!! Os funcionários ficam os espantando toda hora. Não tem muitas opções pra comer lá dentro, tem um restaurante, que não lembro se era R$50 ou R$60 por pessoa, à vontade, acho que era R$60; um fast food, que era R$35,00 o combo com refrigerante, batata frita e hambúrguer e umas lanchonetes. Nós pegamos o combo do fast food, mas não estava muito bom não. Do lado de fora do parque fica umas barraquinhas vendendo empanadas e outras coisas, acho que teria valido mais a pena!     Depois de almoçar, fomos ao parque das aves e este foi uma ótima surpresa! Ele é de frente pro parque das Cataratas, é só atravessar a rua. O parque é muito lindo!! Tem aves de todos os tipos e você entra dentro do viveiro deles. Eles ficam voando pra lá e pra cá (uma arara quase bateu na minha cabeça), eu achei legal demais, amei! Na hora que fomos, estava tendo um passeio com umas crianças e tinha uns monitores explicando as coisas pra eles, eu e meu namorado ficamos os acompanhando, rs. Tem umas partes com muitas árvores e você olha pra cima, tem várias aves nela; até fiquei com medo de passar em baixo e algum me acertar lá de cima, hahah. Achei que vale muito a pena conhecer! Nós pagamos R$42 e pouco, com o desconto do TicketLoco.      À noite, fomos jantar numa churrascaria perto da pousada, chamava Churrascaria do Gaúcho e foi R$39,90 por pessoa com rodízio e sobremesas. O buffet até que tinha boas opções e o atendimento muito bom, mas achei a carne um pouco esturricada, não existia ponto mal passado, rs. Se você estiver procurando uma boa carne, não recomendo não!        Dia 3   Fomos conhecer as Cataratas do lado da Argentina. A gente, inicialmente, ia de ônibus mesmo (detalhe que primeiro fomos no ponto de ônibus errado, o que era pro Paraguai, e uma moça nos avisou onde que era o ponto certo, rs, tem as bandeirinhas dos países no ponto, gente, é fácil de acertar, haha, só vi depois!), mas estávamos lá esperando, veio um taxista e disse que fazia 30 reais pra cada um (nós e mais 5 pessoas que estavam esperando o ônibus também). Achei que compensou bem, pois na volta, voltamos de ônibus e pagamos R$20 no ônibus para levar das Cataratas até a rodoviária de Puerto Iguazú e depois mais R$5 para até o ponto no Brasil.   Gente, as Cataratas Argentinas são muito, mas muito lindas!! É muito melhor do que do lado brasileiro!! Na do Brasil, você tem uma vista mais panorâmica das Cataratas e na da Argentina, você vê bem mais de perto. Então, quando vocês forem, vão primeiro nas brasileiras e depois nas argentinas, porque acho que dá pra ficar desapontado no caso inverso, rs. Nós pagamos $480 (pesos argentinos) pra entrar e pagamos R$0,17 no peso (isso já com as taxas), compramos lá em Foz mesmo, na Access Câmbio e Turismo, na avenida Brasil, eu achei o preço bom, pois em na cidade que moro estava R$0,20 quando fui comprar e tinha outras casas de câmbio em Foz que também estava cobrando R$0,20. Lá tem 3 trilhas pra fazer, no mapinha que eles dão na entrada tem a distância em cada uma delas, em torno de 1300m a 1700m cada uma. Mas, assim, é uma bela de uma caminhada, porque é 1300m ida e depois mais 1300m volta, rs! A gente ficou o dia todo lá, meus pés estavam super cansados, é bom ir com um sapato mais confortável!    Nós fomos primeiro ver a Garganta do Diabo, tem uma estação de trem para levar até o lugar desta (sai um trem a cada 30 min) e depois você segue a trilha pra chegar até lá. Esta trilha é menor e você vai andando por uma ponte de metal, por cima do rio e entre árvores. Eu achei legal que o contato com a natureza é bem maior nas trilhas argentinas, você vai andando por estas pontes de metal por dentro da floresta, em cima do rio, aí você fica bem perto das cachoeiras!! Dá pra ver várias aves diferentes, tem várias borboletas que pegam carona em você, rs, tem macaquinhos e quatis (em quantidade bem menor do que do lado brasileiro). Na hora que você chega na Garganta do Diabo é muito inacreditável, é muita água, muita mesmo e é enormeeeeee! E molha muito!! Neste dia usei minha capa de chuva, haha   Depois de ficar admirando a vista, fomos almoçar, lá tinha a mesma rede de fast food do parque do Brasil, um restaurante, que achamos caro, mas não lembro o preço e estava super vazio também, e umas lanchonetes. Resolvemos ir na lanchonete, compramos um combo que vinha 3 empanadas + uma garrafa de 600ml de Coca-Cola por $150 (pesos). Pegamos de carne, frango e presunto com queijo. Gente, a de carne estava deliciosa 😋, muito mesmo! Me arrependi por não ter pegado as 3 de carne, hahaha   À tarde, fomos nas trilhas Inferior e Superior. Foi uma caminhada muito prazerosa! Você vai andando e tem vários pontos com as quedas d'água, várias árvores, os bichinhos, arco-íris pra lá e pra cá, eu amei!! Voltaria com certeza!!     À noite, fomos conhecer Puerto Iguazú, compramos um passeio na própria pousada, foi R$50 por pessoa, aí, fomos conhecer o Marco da Fronteira do lado Argentino, a feirinha e o cassino que fica na entrada da cidade. Nesse passeio, conhecemos um casal do Rio de Janeiro e um moço da minha cidade mesmo, hahaha, achei que foi uma noite muito divertida! Adorei conhecê-los!!   O Marco da Fronteira argentina é menos glamorosa que a do Brasil, tem umas lojinhas simples lá com lembrancinhas e doces, que achei caro, e tem um show de luzes, que achei bem bonito! Mas, oh, se não der tempo de conhecer, pode deixar pra lá! Depois fomos pra feirinha e andamos bem pechinchando os preços. Lá tem bastante queijo, salame, azeitonas, azeites e alfajores. Nós compramos 1 kg de doce de leite por R$15, um azeite de 1L por R$15, uma caixa com 12 alfajores da marca Las Colonias por R$20 e uma caixa com 24 alfajores da marca Recoleta por R$40 (eles são menores). Esse alfajor da Recoleta é muito gostoso e o da Las Colonias é ok. Depois jantamos na feirinha mesmo, tem vários botecos lá, pagamos R$78 em um kg de picanha com uns acompanhamentos, achei que compensou, estava muito boa! E depois fomos pro cassino 🤑. Eu sempre tive vontade de conhecer um, rs, e adorei! Achei muito divertido! Imagino que não seja tão glamoroso quanto o de Las Vegas, mas era bem grande, tinha uma parte só com máquinas, tipo essas de caça-níquel e outra área com carteados e roletas, tinha bastante gente. Nós fomos só pra brincar, comecei apostando 5 reais, só pra ver como que era, hahaha. No começo eu fui ganhando e aí você começa a ficar animado e quer continuar a jogar, mas depois perdi tudo! Dá pra apostar em dólar, pesos e reais, é só escolher a máquina que aceite a moeda que você tem. Nas mesas de carteado e roletas, era apenas dólar, se não me engano.       Dia 4   Fomos conhecer Itaipu no período da manhã! Compramos os ingressos pelo TicketLoko, saiu 73 reais o circuito especial, que faz um passeio com vista panorâmica e conhece o funcionamento da hidrelétrica e como é por dentro. Fomos no primeiro horário do dia e foi ótimooooooo! Foram umas 3 horas de passeio. Os guias de lá são ótimos, explicam tudo, tiram dúvidas... o passeio interno é bem interessante e o de vista panorâmica é lindo, tem vários pontos com mirantes, dá pra ver o Rio Paraná em toda sua extensão, achei lindo! Itaipu é enormeeeee! Quando você está chegando, não parece lá grande coisa, mas você vê os veículos se aproximando e eles viram miniaturas, rs!     Depois de almoçar (almoçamos no restaurante de Itaipu mesmo, tinha uns pratos executivos por 25 reais), fomos ao Paraguai. Pegamos um ônibus em frente a Itaipu, não lembro o número, mas uma das mocinhas da recepção que nos orientou quais ônibus pegar para o Paraguai e foi R$3,55. Você desce na ponte da amizade e anda um pouco (no máximo 10 min de caminhada). Tem bastante gente a pé lá fazendo este trecho até o Paraguai. Eu não gostei muito não, é carro, moto, gente pra tudo quanto é lado, dá pra ser atropelado fácil!! E é bem feio. Esse dia que fomos o dólar estava R$3,70, snif, não comprei muitas coisas, porque não estava precisando, mas tem uns preços bons sim! Só achei as maquiagens caras, estavam saindo o mesmo preço do Brasil.   Depois voltamos pro hotel e decidimos conhecer um dos shopping que ficava perto da nossa pousada. Jantamos no Madero junto com o casal que conhecemos na "night na Argentina". Achei que o lanche de Campinas é melhor, rs, porque o bacon do de Foz estava meio molenga, mas estava gostoso também!        Dia 5   Dia de voltar para casa. O café da manhã da nossa pousada era bem ruinzinho, poucas opções, pão duro, suco de saquinho, aí decidimos conhecer uma padaria que ficava perto da nossa pousada no último dia. Chamava Doce Pão, se não me engano, adorei! Achei o preço muito bom, cappuccino grande com chantilly por R$6,50, pão na chapa por R$2,50, pão de queijo grande por R$2,50. O local é uma graça também!! Vale a pena conhecer!   Depois disso fomos conhecer a Mesquita. Tem entrada gratuita e explicam o que a religião acredita e tudo o mais, achei bem interessante! Demorou cerca de 30 min a visita. As mulheres tem que entrar com um lenço que é disponibilizado gratuitamente também. De frente, tem uma doceria árabe e comprei alguns pra experimentar. Gostei muito! Eles são feitos com mel e castanhas, nozes, amendoim... bem diferentes dos doces que como normalmente (são meio caros também!!).     E depois fomos para o aeroporto! Nós fomos um pouco noobs e não tínhamos pensado que teria que passar pela Polícia Federal e fomos pro aeroporto muito em cima da hora, porque não iríamos despachar malas. Quando chegamos, tinha uma fila gigantesca pra embarcar e uma das atendentes disse que demoraria em torno de 30 min, na melhor das hipóteses. Então, fica a dica! No final deu tudo certo, porque nosso vôo acabou atrasando umas 2 horas, rs.   E foi isso! Eu amei muito a viagem! É um destino que eu voltaria 😍    
       
       
       
    • Por delucarina
      Este é o relato de uma viagem de casal realizada em Outubro de 2015 por Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú e Ciudad del Este. Não vamos colocar o roteiro do modo como fizemos, mas, sim, do modo que teríamos feito se tívessemos as informações necessárias para evitar várias idas e vindas. Apesar de ser um roteiro famoso, é difícil encontrar informações para passeios fora da rota tradicional (por exemplo, Ciudad del Este sem compras e Puerto Iguazú além das Cataratas).
       
      Para mais vídeos, relatos e fotos, curta nossa página no face (https://www.facebook.com/dandoumpulo/) e acompanhe nosso site (http://www.dandoumpulo.com).
       
      Comece por… Paraguai!
      Por que começar o roteiro das cataratas pelo Paraguai? Porque lá está o Salto del Monday, uma cachoeira linda, de fácil acesso e barata! Claro que é muito menor do que as Cataratas… mas é uma ótima opção para perder o medo de fazer turismo no Paraguai, que é sim um país com muita coisa a oferecer. E para quem está em família e sem grana para ver as Cataratas, é uma opção!
       
      Assim que atravessar a Ponte de Amizade (atravessamos sempre a pé, sem problemas,mas com as mochilas para frente do corpo, por precaução), passe na aduana. Lá há um stand de turismo do Paraguai, com vários mapas e com um pessoal muito receptivo, que dará informações detalhadas de como chegar aos destinos.
      Contudo, caso aproveite para carimbar o passaporte, não esqueça que, oficialmente, para entrar no país é preciso a vacina da febre amarela.
       
      Siga reto, depois da aduana, por toda a avenida de comércio (sem se deixar convencer pelos vendedores, porque há sim casos de gato vendido por lebre), até o supermercado Arco-Íris. Na rua deste mercado há um ponto em que passa o ônibus da empresa Matiauda, e na placa da frente está escrito “áreas 1, 2, 3, 4, 5”. O preço é 2500 guaranis (R$ 1,00). É só informar o cobrador/motorista que você descerá em Salto del Monday (pronuncie mondai). O ônibus irá parar próximo a uma escolinha de futebol. De lá até o Salto são uns 300 metros caminhando (é só perguntar que o pessoal na rua vai informando onde é).
       
      A entrada é 12000 guaranis (menos de R$ 10,00). Lá há um circuito de arvorismo pequeno, que talvez interesse às crianças. No parque há uma lanchonete e é um lugar propício para piquenique em família.
       
      Digamos que você tenha feito esse passeio pela manhã. Na volta, desça de novo no mercado Arco-Íris e vá para a pracinha atrás do mercado, onde passa o ônibus para Hernandarias. Na plaquinha do ônibus estará escrito Jacurupucú (na dúvida, pergunte se vai até Itaipu).
       
      O preço do busão é 3000 Gs (pouco mais de R$ 1) e ele te deixa a uma quadra da entrada de Itaipu. O circuito é feito de ônibus dentro da represa e é gratuito, ao contrário do lado brasileiro. Mesmo para quem não curte tanto esse tipo de roteiro, ver como o lugar funciona e suas estruturas gigantes impressiona. Mais uma vez acho um ótimo passeio para fazer com crianças, para que elas entendam de vez muitos dos conceitos das aulas de geografia.
       
      Um outro passeio possível no Paraguai, mas que acabamos não fazendo, são as missões. Há muita gente que trabalha em Ciudad del Este e mora na região das missões; por isso, para evitar trânsito, o ideal é pegar o ônibus (no terminal) lá pelas 8 da manhã. Em 3 ou 4 horas de viagem ele te deixará nas missões jesuíticas. Aí é curtir o dia inteiro e voltar à noite para Ciudad.




    • Por rexxxina
      Olá! Demorei quase 1 ano para postar esse relato, os preços devem estar defasados, desculpem!
       
      Esse relato da viagem que fiz com meu namorado nas férias de julho de 2016, é o mesmo do meu namorado, postado nesse link aqui (e ele teve paciência de postar as fotos da viagem): http://www.mochileiros.com/atacama-e-norte-da-argentina-jujuy-salta-tucuman-e-cordoba-em-15-dias-julho-de-2016-t140550.html
       
      Então, por que estou postando o relato da mesma viagem, não seria redundância?
      Cada mochileiro tem uma impressão diferente dos mesmos lugares e das mesmas viagens, e por isso gostaria de mostrar o meu olhar sobre essa viagem, pois foi muito marcante para nós!
       
      Roteiro logístico
      16/7/16 - voo Congonhas - Galeão - Santiago (Chile)
      17/7/16 - voo Santiago - Calama (Chile)
      20/7/16 - Ônibus San Pedro do Atacama - Purmamarca - Tilcara
      24/7/16 - Ônibus Tilcara - Salta
      26/7/16 - Ônibus Salta - Tucuman
      29/7/16 - Ônibus Tucuman - Córdoba
      31/7/16 - Voo Córdoba - Buenos Aires - Gurarulhos
       
      Custos
      Na nossa planilha de viagem, passagens + diárias + alimentação + presentes aproximadamente R$8.000, estava dentro do nosso orçamento. Porém na realidade nossa viagem custou cerca de R$700 a mais por causa de um problema que tivemos, quem tiver paciência de ler vai saber. Lembrando que somos 2 pessoas, e nos hostels demos preferencia a quartos duplos, e em locais que ficamos mais de 1 dia, compramos comida ao invés de comer em restaurantes. Em viagens longas de ônibus, escolhemos as poltronas leito e nas curtas, as poltronas mais baratas.
       
      Aéreo Total para 2 pessoas: R$3.400
      Deslocamentos de ônibus 2 pessoas e aluguel de carro: R$1.850 + R$700 reais com acidente (já explico)
      Hospedagens total para 2 pessoas: R$2.000
       
      Objetivo
      O foco da nossa viagem foi o Atacama. Porém, devido aos altos preços de TUDO em julho, tivemos que fazer algumas alterações de percurso para baratear o roteiro:
       
      São Paulo - Santiago
      Compramos a passagem pelo Decolar.com com múltiplos destinos, pois o mais barato para ir para o Atacama era ir São Paulo - Santiago - Calama. Porém o voo de Santiago para Calama demoraria cerca de 12 hr para decolar, então pegamos um AirBnB em casa compartilhada, só para tomarmos banho e dormir. O anfitrião oferecia transfer e o apto dele tinha vista pra cordilheira dos Andes, lindo! E foi nosso primeiro desayuno com guacamole na viagem (estava incluso)
       
      Transfer aeroporto - apto e apto - aeroporto: R$100
      AirBnB casa compartilhada 1 diária com café: R$63
       
      Santiago - Atacama
      A melhor vista de todas, é incrível ver de avião, lá de cima, como de picos nevados branquinhos a paisagem torna-se laranja e plana! O aeroporto mais próximo do deserto fica a 1 hora de carro, em Calama, foi onde descemos e alugamos um carro na Europcar. Nosso hostel ficava bem longe da cidade, mas do lado da estrada, super fácil, mas a gente não sabia, e o gps nos confundiu, daí...
       
      FATO 1: ...caímos num buraco. tínhamos pego o carro a 2 horas e estávamos a 5 minutos do hostel. e o carro ficou preso com as 2 rodas direitas em uma vala de 2 metros de profundidade. Praticamente no meio do deserto. No segundo dia de viagem.
       
      Chamamos o guincho, que demorou das 16h às 21h pra encontrar nossa localização, pois nem o gps tava achando a gente. O carro ficou imprestável, pois o guincho teve que detonar com a frente dele pra reboca-lo, e por isso não podíamos ficar com o carro, então o motorista do guincho nos deixou no hostel para no dia seguinte e gente acionar o carro reserva... e nosso primeiro passeio foi pro beleléu.
       
      No dia seguinte, íamos à cidade de San Pedro, a 30 minutos, onde havia uma filial da locadora de carro, para solicitar o carro reserva. quando estávamos saindo do hostel...
       
      FATO 2: ... o Bruno percebeu que tinha esquecido a carteira dele dentro do carro levado pelo guincho. Metade do dinheiro que usaríamos na viagem inteira estava lá, reais, pesos, dólares, CNH. Só o passaporte que se salvou, pois estava no bolso dele.
       
      Daí terceiro dia de viagem, bora lá visitar a delegacia de San Pedro, fazer BO (na verdade tem que ir no tabelião, descobrimos que lá é diferente) e solicitar o carro reserva. A locadora de carros, a Europcar, é a única na cidade, e o funcionário trabalha também na outra unidade e sozinho, ou seja, metade do dia fica em Calama e a outra metade em San Pedro. Acontece que o carro reserva compatível com nosso pacote só tinha lá em Calama, então tivemos que esperar até o dia seguinte para que alguém trouxesse para nós.
       
      Ah, e a carteira? Ah sim, foi entregue pela vistoria e estava no escritório... em Calama. Também trariam para nós.
       
      Passamos o dia em San Pedro e a noite fomos ver as estrelas em um dos céus mais bonitos do mundo, pelo menos isso, né minha gente? Bom, no dia seguinte, pegamos o carro reserva na Europcar, mas a carteira tinha ficado em Calama e teríamos que buscar lá. ok... colocamos a minha CNH com condutora do carro e íamos fazer o passeio de fim de dia, colocamos no GPS e fomos saindo da cidade, e daí...
       
      FATO 3: ... a polícia local parou o carro. Só que quem estava dirigindo era o Bruno, cuja CNH só seria resgatada no dia seguinte em Calama. O Bruno só estava com o passaporte como identificação, dirigindo um carro alugado, em outro país. Isso era nosso quarto dia de viagem.
       
      Bom, depois de uma super escovada o policial deixou a gente sair, e voltamos pro hostel de fininho, pra nada mais acontecer...
       
      No dia seguinte, fomos a Calama e pegamos a bendita carteira e a carteira do Bruno...
       
      FATO 4: ... estava intacta, com todo o dinheiro dentro. (Esse fato foi bom, mas coloquei dessa forma para assustar quem está lendo rs)
       
      Bom. Agora sim: Deserto do Atacama, bora lá! Fomos no Vale de la Luna. É um circuito no deserto com vistas de tirar o fôlego (literalmente, algumas você fica sem ar de verdade). O carro fica na frente de cada "mini passeio", e no primeiro deles...
       
      FATO 5: ... a chave do carro emperrou na ignição. Gente, não ri. Era um Suzuki, e aqui no Brasil nunca vi um desses. Ficamos 1 hora tentando tirar a chave, no sol do meio dia na nossa cabeça.
       
      Daí, descobrimos: a chave só sai se você empurra a ignição.
       
      Resolvido a questão de engenharia mecânica (rs), foram vistas uma mais linda que a outra! Lugares em que é só você e o deserto. Traz uma calma... uma tranquilidade...
       
      Gente, vou ser sincera, não lembro de mais coisa do Atacama, e me entendam, vale a muito a pena, é lindo, é muito diferente dos cenários aqui do Brasil, e tudo mais. Por isso, o resto do meu relato vai ser sucinto.
       
      Locação Europcar de carro por 3 dias - R$ 757
      Franquia usada da locação - R$ 700
      Estadia Hostel em quarto duplo por 3 dias - R$ 587
      Paseos - R$40
      Alimentação - R$ 200 (2 refeições para 2 em restaurante, o restante compramos e fizemos no hostel)
       
      Atacama - Tilcara (Argentina)
      Pegamos um ônibus leito em San Pedro com duração de 10 horas, passamos pela divisa Chile - Argetina, Cordilheira, pelo Salar... o destino do ônibus era Jujuy, mas compramos só até Purmamarca. Lá pegamos um taxi e fomos até a cidade do lado, Tílcara, onde ficamos por 3 dias.
      Em Tilcara, visitamos a Pukará, que eram fortalezas dos povos antigos, também visitamos cachoeiras, fizemos trilhas, visitamos as cidades próximas como Jujuy, Humahuaca e a própria Purmamarca. Comemos muita empanada e ... carne de lhama.
      Como são pueblos, povoados pequenos, foi ótimo comprar lembrancinhas nesses locais, pois eram baratas e eram vendidas pelos próprios artesãos locais.
       
      Ônibus San Pedro - Purmamarca - R$ 487
      AirBnB Tílcara em quarto duplo com banheiro compartilhado por 3 dias - R$ 657
      Paseos - custo de passagens para as cidades visitadas nos 3 dias - R$ 50
       
      Purmamarca - Salta
      Salta é uma cidade grande, urbanizada, bem diferente das outras que visitamos. Os museus são grandes e a comida muito boa, porém cara e nada artesanal...
       
      Ônibus Andesmar Tilcara - Salta - R$90
      Hostel em quarto duplo e banheiro compartilhado por 2 dias - R$ 216
      Paseos - visitamos museus e igrejas, então não lembro, mas não custou caro.
       
      Salta - Tucuman
      Tucuman é uma cidade com infraestrutura, museus, igrejas, parques, além de lanchonetes. Aqui foi o melhor AirBnB que já ficamos! Limpo, organizado, enorme, confortável, banheira, água super quentinha, cozinha confortável, e a dona deixou uma pasta com várias informações de locais de interesse e mapas!
       
      Ônibus Flecha bus Salta - Tucuman - R$ 184
      AirBnB apartamento inteiro por 3 dias - R$ 306
      A alimentação foi muito barata, pois tinham várias mercearias próximas, e tínhamos uma cozinha inteira só pra gente!
       
      Tucuman - Córdoba
      Conhecemos Córdoba de outro rolês, então só paramos aqui para quebrar o trajeto e matar saudades dessa cidade linda! Passeamos de trem para cidades próximas e descansamos, além de comprar as últimas lembrancinhas de viagem.
       
      Ônibus Tucuman - Córdoba - R$ 398
      AirBnB apartamento inteiro por 2 dias - R$ 236
       
      Córdoba - Brasil
      Sobrevivemos! E estamos planejando o próximo rolê!
       
      Conclusão e Dicas valiosas para quem vai fazer o rolê

      Quem planeja roteiros de várias cidades e for incluir o Atacama, sugiro que deixe essa parte por último. Depois que você vê a paisagem do deserto, nada, mas nada mesmo, vai se igualar a essa vista.
      Se for alugar carro, pergunte se não tem nenhum "truque" no carro! Além do Suzuki ter que empurrar a chave da ignição para sair, sei de outros carros que tem macete para ligar também!
      Guardem todos os papeis que derem na entrada e saída dos países! Eu quase tive um "FATO 6" se o Bruno não guardasse todos os papéis, pois no Chile você precisa apresentar o papel da entrada da imigração na saída dela...
      Muita hidratação! - leve água para tomar a cada 30 minutos, além de colírio, soro nasal, hidratante e protetor facial e labial, óculos escuros.
      Muita folha de coca! - Na cordilheira, acabou com meu mal estar e com a falta de ar do Bruno.

       
      Desculpem a falta de descrição na parte do norte da Argentina.... foi a melhor viagem que eu fiz, conheci pessoas muito diferentes e lugares incríveis, além de enfrentar obstáculos inusitados. Tenho tudo anotado aqui em uma planilha se alguém quiser.
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