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filiperocha

Atacama 7 dias - Out 2016: Passeios, dicas e toda informação que voce precisa saber! Fotos!

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Fala galera!

 

Eu acabei de chegar do lugar mais incrível do mundo, mais conhecido como San Pedro de Atacama e, como aprendei muita coisa aqui, nada mais justo que repassar pra vocês toda a viagem num relato cheio de informações atualizadas. Estive lá de 14 até 20 de outubro de 2016.

 

As fotos (muitas) não postadas aqui estão no meu instagram: @ofiliperocha

Então, vamos lá! Acho que dividindo por tópicos fica mais organizado:

 

:arrow: Passagens aéreas

 

Primeiramente, devo alertar que você NÃO DEVE COMPRAR o trecho Brasil - Calama antes de pesquisar bem outras alternativas. Óbvio que tem seus benefícios, como a obrigatoriedade de a cia área te alocar em outro voo caso perca a conexão por atraso no primeiro voo e etc, mas nem sempre compensa. No meu caso, o trecho Rio - Calama pela LATAM sairia cerca de 600 reais mais caro do que comprar os trechos separados.

 

Comprei as passagens em agosto e o trecho Rio-Santiago e Santiago - Rio saíram por mil reais em voos diretos!

 

Sobre o trecho Santiago - Calama, comparei os preços e decidi comprar no site chileno da SKY AIRLINES

 

ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 1: Em todos os lugares que pesquisei, havia lido que para comprar as passagens no site da sky seria preciso enviar um e-mail mandando dados, uma burocracia só..Informo que comigo não foi preciso nada disso.

 

Bastou entrar no site chileno da companhia (para isso entre no site da companhia: http://www.skyairline.cl/verChange.aspx e selecione o país como CHILE e o idioma espanhol. Caso não apareça a opção, entre no site da empresa, no canto esquerdo superior da tela clique no país que aparece, que a tela pra você mudar de país vai aparecer). Escolhidos os trechos, basta inserir o numero de um cartão internacional que a compra será feita na hora, sem e-mails e demais burocracias. Como documento coloquei meu passaporte. Interessante é que no e-mail eles não aceitaram um endereço brasileiro (.br), porém o hotmail fornece e-mail apenas ".com", o qual utilizamos sem maiores dificuldades.

 

O trecho Santiago - Calama ida e volta saiu por 55 dólares já com as taxas ! 300 reais mais barato do que comprando no site chileno da Latam.

 

ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 2: Os principais sites avaliadores de cias aéreas estão desatualizados quando falam da SKY. A companhia se tornou uma low cost e não possui serviço de bordo, apenas venda de alimentos e bebidas. Como o voo dura só 2 horas, não foi nada que me atrapalhasse.

 

No que diz respeito à qualidade do serviço, os aviões são ótimos! 

 

Parti do Rio às 6:40 do dia 14/10 e cheguei em Santiago pouco antes das 11:30. Meu voo para Calama partia apenas às 15:25. Achei importante deixar essa folga de tempo para passar pela imigração e se caso nosso voo tivesse atraso.

 

Nesse meio tempo, aproveitei para:

 

:arrow:comprar um chip de internet no chile: No terceiro andar do aeroporto de Santiago, saindo do elevador basta ir na direção esquerda até uma loja chamada FOTOKINKA. Lá, adquiri um chip pré-pago da Movistar que vinha com 150mb de internet e 2.000 pesos de crédito. Ainda na loja, a moça me orientou a discar um número e gastar esse saldo em mais 200mb de internet. Por fim, pagamos 9 mil pesos pelo chip e ficamos com 350mb de internet móvel para a viagem toda. Essa quantidade eu diria que foi razoável (acabou no último dia, no aeroporto de Santiago). Comntrolei o uso do 3G (não deixei ligado o tempo todo). Vale dizer que a cobertura da Movistar é ótima em San Pedro e em quase todos os passeios.

 

Chegada a hora, embarquei rumo a Calama, num voo onde o visual é alucinante, parece que não vai ter aeroporto pra pousar e você se dá conta de que está no meio do NADA.

 

Vista na viagem para Calama:

 

aZOdZdL.jpg

 

 

:arrow: Transfer do aeroporto El Loa (Calama) até San Pedro

 

Chegando em Calama após 2h de voo, você se depara com o modesto e bonito aeroporto de El Loa. Bagagens retiradas, é chegada a hora de ir pra San Pedro do Atacama, cidade base para conhecer o deserto! Para tanto, será necessário contratar um serviço de transfer ou ir de ônibus. Pela comodidade, fiquei com a primeira opção.

 

Muito se fala na Licancabur, mas é bom deixar claro que ela não é a única empresa que faz o serviço. No primeiro andar do aeroporto de Calama, há diversos stands de empresas que fazem esse transporte, mas atenção: Na volta, chegamos a Calama perto das 7h e estavam todas fechadas, então se você vai chegar cedo, é bom reservar antes.

 

Reservei meu transfer diretamente com o Hostel (assunto para o próximo tópico) e quando cheguei já estavam  esperando no desembarque com uma placa. Seguimos viagem numa confortável minivan da Hyundai com ar condicionado e bancos de couro até a porta do Hostel. Digo isso não por ser fútil, mas por custo benefício mesmo: A Licancabur te cobra 20 mil pesos, te leva de ônibus e, pelo que sei, te deixa no centro de SPA cheio de malas. Esse transfer que peguei te leva de carro, com no máximo mais umas 6 pessoas e te deixa na porta do hostel pelos mesmos 20 mil pesos por pessoa (ida e volta), já com horário marcado pra te pegarem na volta. Prometo que vou procurar o recibo que tem o nome da empresa e posto aqui.

 

O melhor: o motorista Rodolfo ainda deu uma paradinha pra tirarmos uma fotos antes mesmo de chegar na vila! (prepare-se para o vento, às 18h30 o vento começa a pegar)

 

Cheguei no deserto!

fBoj5lT.jpg

 

Paradinha para fotos logo na chegada:

bWVzmBd.jpg

 

:arrow: Hostel:

 

Pra mim, foi uma das escolhas mais difíceis. Como era minha primeira viagem pra fora, passei meses pesquisando onde ficar. Por fim, acabei escolhendo o Hostel Mamatierra, número 1 de avaliações no TripAdvisor. Daria pra ficar num mais barato? Daria, mas não sei se compensaria, sinceramente.

 

O hostel é sensacional ! A começar pela simpatia do cara que nos atendeu quando chegamos. Nos deu mapa de SPA, senha do Wifi, informações sobre a cidade e sobre os passeios. Os demais funcionários também são super simpáticos, em especial um boliviano que vem pro Rio ano que vem passar o carnaval!

 

Dentre os pontos relevantes do Hostel estão:

 

1) Café da manhã: Salada de frutas, sucos, chá de coca (e outros), pão, presunto, queijo, sucrilhos, leite, café, chocolate, iogurte..dentre outras coisas que não me lembro. É bem completo para um hostel, não tenho do que reclamar. E se em SPA você sai quase todo dia antes do horário do café, aí está: Você avisa eles no dia anterior e eles deixam um saquinho de lanche com o seu nome e quarto na cozinha pra você levar pro passeio! O lanchinho inclui pão, suco de caixinha, iogurte ou bote com pêssego e barra de cereal!

 

2) Água quente: Pegamos um quarto com banheiro privado e não nos faltou água quente, todos os dias, toda hora que precisávamos.

 

3) Bebedouro na cozinha: Nosso gasto com água em pelo deserto foi de 2 mil pesos em 2 garrafas de 1,5L quando chegamos. Isto porque o Hostel possui um bebedouro na cozinha onde você pode encher suas garrafas a hora que quiser, o que te faz economizar uma boa grana no deserto, tendo em vista o consumo intenso de água!

 

4) Mercadinho do lado: com água, vinhos, lanches, congelados, legumes, frutas e conservados em geral. Do lado mesmo, não não dá nem três passos.

 

5) Wi-fi: ponto negativo. Não pegava no quarto de jeito nenhum (talvez pq fiquei afastadoa da recepção). Na área comum pegava ok, nada demais o sinal. Poderia ser melhor, mas quem vai pra SPA não pode exigir uma "modernidade" dessas no meio do deserto e de fato não fará falta, o que não falta é coisa pra fazer.

 

6) Paredes de Adobe: que isolam a temperatura (e o wifi também hehe). Não passei frio em momento algum. O quarto era quentinho demais, durante o dia fazia até calor dentro dele.

 

Entrada do Hostel:

ryAXqxb.jpg

 

Área comum:

7h8PfZn.jpg

 

Cozinha:

Ak1HSfd.jpg

 

 

Ja já eu volto pra continuar contando!

  • kkkkkkk 1

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Dando continuidade do relato:

 

Ainda sobre o Hostel: importante dizer que ele nao fica na Caracoles, entao voce tem que caminhar uns 10 minutos pra chegar. A distancia é pequena, nao me atrapalhou em momento algum. O caminho é iluminado a noite e movimentado, voce ainda passa pela escola de San Pedro e conhece mais da vida local!

 

Escolinha de San Pedro, no caminho para o Hostel:

ZlbHm9U.jpg

 

 

:arrow: Agência:

 

Bom, esse assunto é pessoal e complicado. O que deu certo pra mim pode nao dar pra voce, entao é a dica é pesquisar muito, até se sentir seguro.

 

A dica que dou é: NÃO FECHE SEUS PASSEIOS COM ANTECEDÊNCIA. Deixei pra fechar em San Pedro, negocie, chore desconto. consegui economizar cerca de 400 reais e ainda fazer um passeio que nao estava nos planos!

 

Depois de muito ler no trip, fechei tudo com a Andes123 (ou 123Andes, nao sei ate agora hehe). Agencia de brasileiros e basicamente feita pra brasileiros. Todos os nossos tours fomos somente com brazucas. Passeios em Van Sprinter com grupos de no maaximo 17 pessoas, o que aumenta MUITO sua intimidade com o guia e com os outros. Van com ar condicionado, coisa que é importante no deserto.

 

Enfim, fechei os seguintes passeios com eles: Vale da Lua, Termas de Puritama, Piedras Rojas + Lagunas Altiplanicas, Geysers del Tatio e Laguna Cejar. Tudo isso, sem entradas, saiu por 150 mil pesos.

 

Tem mais barato ? Tem, mas talvez nao compensa, isso nao tenho cndições de avaliar. Gostei muito da empresa, muito mesmo. Os guias Paulina e Jorge dão show! O unico incoveniente foi que no primeiro passeio a moça da agencia esqueceu de passar nossos nomes pro chefe, entao deu a hora do passeio e, surpresa, não tinhamos lugar na van! hahahaha. O Junior prontamente ligou pra uma agencia parceira e nos alocou no tour. Ficamos meio receosos, mas nos outros dias tudo transcorreu da melhor forma possível, foi realmente um equívoco, nada que mude nossa avaliação da agencia.

 

 

O cronograma ficou assim:

4tJOryG.jpg

 

Nos passeios que saem a tarde, o ponto de encontro é na agência. Nos que saem cedo, te buscam no Hostel. Dizem que a chegada é sempre na agencia, mas fomos deixados na porta do Hostel sempre que pedimos

 

Enfim galera, amanha passo aqui pra começar a falar dos Tours, um a um pra voces! Grande abraço!

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Voltei do Atacama agora tbm show de bola o lugar né

O transfer que vc pegou não foi com a Transvip? Peguei esse é era esse valor, van com ar condicionado deixam na porta do hostel e depois pegam vc tbm na porta do hostel.

Esse problema que vc teve do passeio eu vi várias pessoas falando de outras agências que tbm fizeram isso de não colocar o nome.

Eu fiz pela agência Likan Antay e tbm vi alguns brasileiros passarem por isso. Comigo graças a Deus deu tudo certo não aconteceu nenhum imprevisto.

Se a galera aí tiver algum dúvida podem me perguntar tbm.

Parabéns pelo relato abraços

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Voltei do Atacama agora tbm show de bola o lugar né

O transfer que vc pegou não foi com a Transvip? Peguei esse é era esse valor, van com ar condicionado deixam na porta do hostel e depois pegam vc tbm na porta do hostel.

Esse problema que vc teve do passeio eu vi várias pessoas falando de outras agências que tbm fizeram isso de não colocar o nome.

Eu fiz pela agência Likan Antay e tbm vi alguns brasileiros passarem por isso. Comigo graças a Deus deu tudo certo não aconteceu nenhum imprevisto.

Se a galera aí tiver algum dúvida podem me perguntar tbm.

Parabéns pelo relato abraços

 

Eu cheguei a entrar na Lican Antay pra ver os preços! hehehe

Como foi com eles, deu tudo certo ?

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Fala galera, dando continuidade:

 

:arrow: Câmbio

 

Depois de fazer muuuitas contas, decidi trocar todos os nossos reais e levar tudo em dólares !

 

Primeiro, que se voce paga seu Hostel em dolar e apresenta o passaporte e cartao de entrada no país, fica isento dos 19% de IVA, o que ja é uma grande economia.

 

Segundo que, pelas contas e pelas cotações que li na semana, ganharia mais fazendo cambio duas vezes: Reais para dolares no Brasil e Dolares para Pesos no Chile. Levei apenas 50 mil pesos do Brasil para o transfer e para o chip, que ja sabia que teria que comprar.

 

Seguem as cotações na semana entre 14/10 e 20/10 nas casas de cambio da Calle Toconao:

 

1 Real = 185 pesos

1 Dolar = 662 pesos

 

Essas foram as melhores cotações que eu consegui.

 

Confira seu cambio quando trocar! Troquei mil dolares em pesos e ficou faltando 30 mil pesos, sorte que conferi na hora!

 

 

:arrow: Dia 1: 14/10

 

Cheguei ao Atacama morto, por volta das 20h da noite. Saí apenas para comer e pedi uma pizza no Delicias de Carmen

 

:arrow: Dia 2: 15/10 - Vale de la Luna

 

Acordei beem cedinho, tomei café e fui pra rua fechar os passeios e fazer cambio. Pra minha surpresa, a grande maioria das coisas (casas de cambio, agencias) so abrem a partir das 9 ou 10h, entao fiquei com cara de taxo esperando abrir hahaha. Nesse meio tempo, aproveitei pra conhecer a igrejinha de San Pedro.

 

Dq8wWaU.jpg

BvEey4H.jpg

 

 

 

Depois do almoço, parti pro Vale da Lua!

 

Fica pertinho de San Pedro. Dá pra fazer de bike ? Dá, mas quem eu vi fazendo, tava sofrendo pq o vento tava mortal.

 

Não vou contar tuuudo do passeio porque senao estraga as surpresas. Mas é um clássico, quem vai ao Atacama tem que fazer. Não sei porque, mas parece que nao vai mais no Valle de la Muerte, nao sei se era assim antes já ou mudou. A unica coisa no Vale da Morte é o por do sol na Pedra do Coyote.

 

Uma das primeiras paradas foram as Tres Marias, formação rochosa que lembra 3 mulheres rezando. Depois, passamos pela Duna Maior, Anfiteatro e paramos nas Cavernas de Sal. Lá, uma surpresa: realmente entramos nas cavernas e percorremos todas elas, havendo momentos em que a luz do sol nao pode ser vista e escaladas leves. Foi bem legal, me senti um verdadeiro explorador! hahaha

 

A unica coisa ruim foi que a Pedra do Coyote estava fechada por causa do vento e nao conseguimos ver o pol do sol lá, mas a guia improvisou um outro lugar bem legal pra ficarmos. Na volta, a lua cheia nascia ao lado do Vulcao Licancabur, numa das cenas mais bonitas que ja vi na vida. Fiquei surpreso com o fato de a guia, que trabalhava la ha mais de 20 anos segundo ela, tirar o celular pra tirar fotos e estar flagrantemente deslumbrada com aquela cena. Uma pena nao ter camera profissional.

Tres Marias:

yr4aYrr.jpg

 

 

Dia 2: 16/10 - Pukara de Quitor e Termas de Puritama

 

Como o tour era so a tarde, resolvi passear por contra propria de manha.

 

Aluguei uma bike na Caracoles ( 3 mil pesos por pessoa) e pedalei mais ou menos 3km até as Ruinas da Pukara de Quitor. No momento do aluguel eles fornecem um mapa e um kit pra troca de pneus para emergencias.

 

Chegando na Pukara, existem 2 opções: subir até as ruínas ou até o mirante. Como estava com pouco tempo porque ainda precisava almoçar, decidi pela segundo opção.

 

Acredite: é BASTANTE subida e bastante alto! Nao consegui ir até o fim devido ao tempo. A subida nao é dificil, mas cansa bem por conta da altitude. Achei bem legal, a vista do ponto onde fomos é maravilhosa, vale muito a pena! Do mirante da pra ver as ruinas no morro ao lado. Pegue a bike e vá! Mas se quiser ver tudo, vá com tempo!

 

 

M6Jun22.jpg

 

 

TERMAS DE PURITAMA

 

Esse era um passeio que nao estava no roteiro. Mas já que consegui um desconto na agencia, nao resisti e fiz! hahaha

 

Fica proximo a San Pedro tambem. São cerca de 8 piscinas com agua quentiinha pra voce relaxar!

 

Acabei ficando com uma so pra mim. A água é quente e muito cristalina, cheguei a ver peixinhos numa das piscinas que parei!

 

O unico problema é sair da agua quente e enfrentar o vento frio que batia naquela tarde! Dizem que é melhor fazer pela manhã justamente por isso, porque faz mais calor do lado de fora. Não posso confirmar, mas fica a dica!

 

Como disse, nao considero um passeio grandioso nem de tirar o folego, apenas relaxante. De todos os tours no deserto, esse pra mim é o mais (talvez o unico) dispensável em caso de poucos dias/pouca grana.

 

Lá vi o primeiro animal selvagem da viagem, uma especie de camundongo do deserto. 

 

Termas de Puritama:

 

OIs8Yc8.jpg

 

 

 

Segura ai que ainda falta escrever muuuuita coisa! hahaha

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    • Por Ian Gon
      Saudações mochileiros, principalmente aqueles que querem viajar de carro.
      Não tive tempo de relatar minha viagem de carro de Belo Horizonte ao Atacama realizada em setembro de 2017, mas aqui vai minha contribuição.
      Após várias pesquisas aqui no site e com a ajuda de várias pessoas para o planejamento como o grande viajante de carro HLIRAJUNIOR e sua companheira (muito conhecimento e experiência), ao Alexandre  e Rosângela do blog VIAJANDO DE CARRO (no qual baseie meu roteiro e pelas dicas providenciais por email), o João Carlos Truppel (Facebook), grande viajante de carro da América do Sul, ao Guilherme Pegoraro (que me enviou uma planilha bacana de roteiro e gastos – descobri um relato dele no blog VIAJANDO DE CARRO), ao blog www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br onde peguei várias dicas e mapas dos passeios. Também à Marisa Belle Bertoldo (relato no blog FELIPEOPEQUENOVIAJANTE) pelas dicas e ao blog MOCHILA CRÔNICA pelas informações.
      No relato não vou me a ter a pequenos detalhes. Caso alguém tem interesse, pode entrar em contato ([email protected]).
      Agradeço a todos pela disponibilidade e me coloco também a disposição para ajudar a quem pretende realizar esta viagem espetacular.
      Para quem vai se aventurar de carro pelo NOA ARG e CHI em direção ao Atacama é sempre bom estar com as informações claras e atualizadas. Nesta viagem fomos eu e meu irmão de república da época da faculdade Rômulo. Para quem pretende, é melhor preparar o psicológico, pois a cada dia você está mais longe de casa – mas é muito longe mesmo.
      Todos os hotéis da ida foram reservados antecipadamente via Booking e a volta íamos escolhendo a cada destino (mas com algumas opções já pesquisadas).
      Qual carro nós fomos? Punto Essence 1.6 2013/14. Mas dá para ir? Tranquilamente.
      A viagem foi feita em 17 dias.
       
      DOCUMENTOS NECESSÁRIOS (ARG e CHI) – Dica: organizar pasta com documentos.
      •         Passaporte (agiliza o trâmite nas fronteiras) ou Identidade (com o RG o seu comprovante de entrada e saída dos países será um ticket estilo supermercado, logo se rasgar ou perder vai ter muita dor de cabeça. Com isso recomendo o passaporte).
      •         CNH e muito recomendado Permissão Internacional para dirigir (PID). Não me pediram mas preferi evitar problemas.
      •         CRLV do veículo.
      •         Seguro Carta Verde (Pedi via internet no site Luma Seguros - foi mais em conta do que na minha corretora).
      •         Seguro SOAPEX (comprei no site da HDI Seguros via cartão de crédito – para preencher os dados é necessário o número do motor do carro. Caso tenha dúvida, veja algum vídeo no youtube de como achar o número do motor do modelo do seu carro – lembrando: NÃO é número do Chassi)
      •         Extensão de perímetro do seguro do automóvel (Eu fiz com o corretor do meu seguro. Como o meu seguro cobria o Mercosul, estava tranquilo quanto à ARG, mas os 4 dias no CHI preferir pagar quase 400 reais, pois estaria no meio do deserto e sabe-se lá o que poderia acontecer – melhor prevenir).
       
      Dia 1 Belo Horizonte-MG a Marília-SP.
      Distância média: 880 Km
      Tempo (com paradas): 11h
      Saímos cedo de BH e fomos tranquilos até Marília – SP. O dia estava ensolarado, a pista era duplicada e em bom estado. Paramos para lanchar e almoçar no caminho.
      *No roteiro, defini que os primeiros dias da viagem seriam os mais extensos para poder curtir melhor na ARG e CHI. Com o ânimo de início de viagem e tendo alguém para conversar, ajuda a deixar o cansaço de lado.
      *Pedágios: Foram 13 pedágios entre BH e Marília com média de R$ 5 (total de R$ 65,70).
      Hotel em Marília: Almaru Flat Hotel (Muito confortável). Média R$ 150,00 a diária.
       

      Já na estrada ainda em Minas Gerais.

      Final de tarde chegando em Marília-SP.
       
      Dia 2: Marília-SP a Puerto Iguazu-ARG
      Distância média: 710 Km
      Tempo (com paradas): 11h
      Saímos cedo. O dia estava ensolarado e a estrada era pedagiada e em bom estado. Fomos para Foz do Iguaçu, onde trocamos reais/dólares por pesos argentinos em um shopping. Abastecemos e depois cruzamos a fronteira no mesmo dia para Puerto Iguazu.
      Na travessia, geralmente tem uma pequena fila de carros (depende da época e horário que você estiver atravessando). Já separe os documentos (passaportes e do veículo, abaixe os vidros e acenda as luzes internas (se for noite) pois geralmente eles dão uma olhada geral nos passageiros para ver quantos são e se condizem com os documentos. Nossa travessia foi bem tranquila e rápida.
      Puerto Iguazu é muito legal de conhecer. Preferimos deixar o carro no hotel e sair para conhecer a pé.
      A cotação estava R$ 1 = PA$ 5. (A cotação que consegui em BH foi 1 dólar = R$ 3,28).
      *Pedágios: Foram 8 pedágios entre Marília e Foz do Iguaçú com média de R$ 12 (total de R$ 97,40).
      Hotel em Puerto Iguazu: Hotel Oxum (Simples mas limpo e confortável). Média PA$ 900,00. 

      Na estrada no Paraná.

      Ainda no Paraná sentido Puerto Iguazu.

      Atravessando a fronteira em Foz para ARG
       
      Dia 3: Puerto Iguazu – ARG a Corrientes - ARG
      Distância média: 625 Km
      Tempo (com paradas): 10h
      Saímos de Puerto Iguazu e o dia estava chuvoso. Seguimos com calma por causa da pista molhada.
      Na saída, ficamos um pouco perdidos com o GPS que estava indicando a rota pelo Paraguai (estava configurado para menor distância. Mudamos para menor tempo e colocamos a cidade de Posadas como destino).
      *Dica: De preferência, no GPS coloque sempre uma cidade próxima ao invés de colocar seu destino final do dia. Com isso, você diminui a chance de ficar perdido!
      Havia algumas barreiras policiais mas apenas uma nos parou (Gerdameria) e perguntou aonde iríamos *Dica: Mesmo indo para o Atacama, sempre falávamos que iríamos para a próxima cidade do nosso destino, pois evitava a suspeita de que estávamos com muito dinheiro e bagagem. Isto funcionou durante toda a viagem sem problemas. As vezes que fomos parados na ARG era apenas para perguntar onde iríamos ou conversar por sermos brasileiros. A maioria era bem receptivo.
      Não tivemos problemas com a corrupção. Independente disso, levamos o formulário de multa anti-corrupção do governo da ARG. Neste caso, deve ser o último recurso.
      Passamos por San Ignácio Mini para almoçar e acabou que não fomos às ruínas (vai ficar para uma próxima oportunidade).
      Nosso destino neste dia foi Corrientes. É uma boa cidade para pernoite. Vale a pena visitar o cassino e a região beira-rio.
      *Pedágios: Foram 3 pedágios entre Puerto Iguazu e Corrientes: Eldorado PA$ 20,00, Santa Ana PA$ 20,00 e Ituazingo PA$ 20,00 (total de 12 reais).
      Hotel em Corrientes: Hotel Orly (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 980,00. Hotel central com estacionamento a uma quadra).
      Em Corrientes abasteça e compre lanche reforçado e água: próximo dia de trecho sem muito atrativo para refeições.
      Observação: Nas cidades das províncias de Missiones, Chaco e Salta durante a tarde, mais ou menos a partir das 14h as cidades ficam vazias depois do almoço até às 17h, parecendo que é feriado (siesta). Após as 17h, tudo volta ao normal e o comércio (principalmente bares e restaurantes) fica aberto até tarde. Ir se acostumando com a rotina das siestas.
       
       
      Na estrada depois da saída de Puerto Iguazu.
       
      Na estrada sentido Corrientes.
         
      Na estrada sentido Corrientes.
       
      Passando por Ita Ibate sentido Corrientes.
       
       Fim de tarde sentido Corrientes.
       
      Chegando em Corrientes.
       
      Corrientes a noite.
       Dia 4: Corrientes – ARG  a Salta - ARG
      Distância média: 820 Km
      Tempo (com paradas): 11h
      Foi um dos percursos mais cansativos. Possui muitas retas e é monótono (pode dar sono). O dia estava nublado, o que ajudou por ser uma região que faz muito calor. Fique atento a animais como cabras atravessando a pista em alguns pontos próximos de cidades. A pista é simples mas boa (não possui acostamento asfaltado). Possui muitos insetos chocando contra o para-brisas (não esqueça de colocar solução de limpeza no reservatório do para-brisas para facilitar o uso).
      Apesar de ser quase tudo reto durante boa parte do trajeto, não abuse da velocidade. Vá curtindo a viagem e além disso não dê sorte para o azar (nem para a polícia).
      Saímos de Corrientes sentido Salta passando logo no início por Resistência. Andamos cerca de 700km pela RN 16 (cerca de 8h). É uma região com pouca estrutura e possui cidades pequenas na beira de estrada sem muitos atrativos para lanche (tente levar da cidade de origem).
      *Muito importante abastecer sempre que o tanque passar de ¾ cheio se seu carro tiver pouca autonomia ou metade se tiver uma boa autonomia (o meu tanque de 60L dava uma média de 750 km). Neste dia paramos em um posto YPF e tivemos que esperar cerca de 40 minutos até o caminhão abastecer o tanque. Os postos ficam mais nas proximidades de cidades, vilarejos (pueblos) e trevo de acesso ao último trecho de 45km para Salta.
      Quando chega próximo de Monte Quemado (Província de Santiago del Estero) o asfalto fica cheio de buracos e deve-se reduzir bem a velocidade. Tomar cuidado com os veículos contrários que invadem a contramão tentando desviar dos mesmos (você também terá que ir para a contramão, então cuidado ao atravessar para a outra pista e não foque apenas nos buracos).
      Antes de chegar no cruzamento com a Ruta 9 começa a ter mais curvas e no horizonte começa-se a ver as primeiras montanhas da Cordilheira dos Andes.
      Após entrar na ruta 9, a viagem já estava bem cansativa, logo redobre a atenção e tente parar um pouco mais para curtir esta região que é muito bonita. Neste momento estava próximo do pôr do sol e a paisagem ficou bem marcante.
      A chegada de Salta é bem bonita com uma descida espetacular. Chegamos cerca de 19:30.
      Durante o percurso passamos por alguns postos e blitz da polícia Caminera e Gerdameria. Não tivemos problemas em nenhum, inclusive no posto mais comentado e famoso de Pampa de Los Guanacos.
      *Pedágios: Foram 2 pedágios entre Corrientes e Salta: Resistência PA$ 15,00 e Makalle PA$ 30,00  (total 9 reais). Na chegada de Salta não havia pedágios (havia lido relatos de que tinha). Havia alguns trechos em obras, logo, no futuro podem haver outros pedágios ou pode ser algum pedágio que existia que estava em reforma.
      Salta: a cidade possui ótima estrutura turística, com diversos hotéis e restaurantes. A temperatura estava agradável. Achei a cidade tranquila e segura.
      A noite vale a pena conhecer as famosas peñas (por mais que seja pega-turista, como gosto da cultura, achei muito interessante).
      Compre folhas de coca seca para mascar ou fazer chá para tolerar melhor a altitude.
      Próximo dia: começa a melhor parte da viagem.
      Hotel: Hotel Samka (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 920,00. Hotel central com estacionamento.
        
      Saindo de Corrientes para cruzar a ponte sentido Resistência.
       
      Saindo de Corrientes para cruzar a Ponte sentido Resistência.
                                                      
              Reta do Chaco sentido Salta. Esquece, é só reta.
       
      Reta do Chaco.
       
      Reta do Chaco. 

      Animais na pista próximo a entrada de alguma cidadezinha no norte da ARG.
       
      Começam os buracos próximo a Monte Quemado.
       
      Primeiras montanhas da Cordilheira próximo ao cruzamento com a ruta 9 sentido Salta.
         

                                                                                 Na ruta 9 sentido Salta.
       
      Fim de tarde sentido Salta.

      Em Salta.
       Dia 5: Passeio Salta Cachi Cafayate
      Distância média: 360 Km (boa parte em rípio)
      Tempo (com paradas): 8 h
      Saímos tarde de Salta (em torno de 11:30) em direção à Cafayate (rutas 68, 33 e 40), passando pela Cuesta del Obispo e Parque Nacional Los Cardones. O dia estava ensolarado e seco. A Cuesta del Obispo é muito linda, com paisagens bem diferentes das nossas (vale muito a pena). A estrada é de rípio e estava boa, com muitas subidas e curvas. Indo devagar, curtindo a paisagem e ouvindo uma boa música fica tudo tranquilo. Pegamos muitos ventos fortes que levantava muita poeira.
      Ao final do trecho de rípio pegamos um trecho de subida  asfaltado em bom estado (a esquerda tinha uma placa do Parque Los Cardones e uma estradinha mas deve-se seguir direto no asfalto (entramos a esquerda e saímos em um lugar que parecia ser de piquenique, muito legal e bonito mas acabou nos atrasando – se sair cedo de Salta vale a pena).
      Depois tem uma descida íngreme e sinuosa (nessa hora ficamos meio confusos com o GPS pois mandava sair do asfalto - pode continuar no asfalto que não tem erro) até chegar na reta del Tin Tin, onde paramos para tirar fotos dos cactos gigantes. A região também é muito bonita e diferente.
      Depois seguimos para Cachi e achamos tudo fechado por causa da siesta. Só conseguimos o restaurante de um clube que fez uns sanduiches de presunto e mussarela.  A cidade é muito tranquila.
      Seguimos para Cafayate (RN40) em estrada de rípio em estado regular. É uma região pouco habitada. Pegamos muito vento e poeira (parecia o fim do mundo, muito diferente). Atentar sempre para a direção que está seguindo no GPS pois as vezes tem alguma bifurcação e não tem placa indicando. Como saímos tarde de Salta, chegamos tarde em Quebrada las Flechas e já estava escuro e não aproveitamos (logo saia cedo de Salta e aproveite).
      Chegando em San Carlos, a estrada já é asfaltada. Log depois chega em Cafayate.
      Chegamos cansados no hostel e depois do descanso saímos para conhecer a cidade. É pequena mas muito boa e tranquila. Conhecida como a terra do bom vinho de altitude, onde as principais atrações são suas bodegas.
      Dicas
      Levar muita água, roupa corta vento, protetor solar e lanche muito reforçado. É uma região bem inóspita e a falta de água ou alimentação pode levar a uma desidratação ou hipoglicemia e o resgate pode ser muito demorado por ser uma região pouco habitada. Além disso, tem a siesta e caso chegue nestes horários, vai achar a cidade vazia e comércio em geral fechado. Parece cidade fantasma.
      Entre Cachi e Cafayate, dirija devagar.
      Não deixe de tomar o vinho Quara uva Torrontés em Cafayate.
      Ficar atento ao GPS se está configurado como menor distância, menor tempo ou fora de estrada. Quando íamos pegar estrada de rípio muitas vezes mudávamos para menor distância ou fora de estrada. Depende muito da hora, logo é importante estudar e conhecer muito bem todo o roteiro para evitar seguir o GPS e ir por um caminho não programado.
      Na saída de Salta, configure o GPS para menor distância e cidade: Cachi. Quando saímos configuramos para Cafayate e o GPS nos direcionou para a RN 68 (asfaltada e que não passaria por Cachi). Como já havia estudado o roteiro, ficou mais fácil perceber e corrigir.
      Vale a pena ficar 2 dias em Cafayate. Quando for embora, saia mais cedo para aproveitar as paisagens da Quebrada de Cafayate.
      Hotel: Hostel Andino (parece hotel mas é hostel, bem limpo e confortável). Média PA$ 900,00.
        
      Saída de Salta sentido Cuesta del Obispo. Por enquanto asfalto.
        
      Início da Cuesta del Obispo ainda asfalto.
      Ainda asfalto. 
      Início para a Cuesta del Obispo. Ainda asfalto mas depois começa o rípio.
        
      Início da Cuesta del Obispo já com rípio.
        
      Paisagem no início da Cuesta del Obispo.
       
       
      Rípio na Cuesta del Obispo.  
       
      Cuesta del Obispo. A estrada clara ao fundo é de onde viemos. 
       
      Cuesta del ObispoPercorre-se todo a estrada de rípio até em cima. Imensidão.
       
         
      Depois do rípio da Cuesta del Obispo nesta placa deve-se seguir direto no asfalto para chegar ao Parque Nacional Los Cardones. Na placa a esquerda tem uma estrada de rípio que dá em um lugar bem bonito no meio do nada chamado Valle Encantado - mas não é sentido Los Cardones – se sair cedo de Salta vale a pena conhecer). 
       
      Se virar a esquerda na placa vai conhecer o Valle Encantado (do asfalto, dá média 7 Km ida e volta). Ao final da estrada tem umas mesas para piquenique. 
       
      Seguindo no asfalto após a placa sentido Los Cardones.
       
       
      Seguindo no asfalto após a placa vai começar algumas curvas e depois uma descida sinuosa (onde foi tirada a foto). A fina faixa reta na foto é a reta del Tin Tin já em Los Cardones. O embaçado é poeira levantada pela ventania.

      Los Cardones. Aqui tem um local para estacionar o carro e curtir. Cuidado com outros carros ao atravessar o asfalto. Por mais que seja uma região pouco habitada as vezes passa algum carro. 
       
      Após Los Cardones, Payogasta sentido Cachi.
       
       
       Em Cachi. Parecia cidade fantasma por causa da siesta. 

      Vilarejo após Cachi sentido Cafayate. 

      Após Cachi pegamos estrada de rípio sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora, parecia o fim do mundo (veja ao fundo da imagem). 

      Sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora.
       

       Quebrada las Flechas a noite. Uma pena não ter saído mais cedo de Salta.
       
      Dia 6: Cafayate – ARG a Tilcara
      Distância média:  200 Km (até Salta) e 173 Km (até Tilcara passando por La Cornisa)
       Tempo (com paradas e engarrafamento de acidente): 10 h
      Cerca de 09:00 seguimos em direção a Salta pela Ruta 68 - asfaltada e em ótima condição. No início tem-se as formações rochosas da Quebrada de Cafayate (Los Castillos, El Obelisco, El Fraile, El Sapo, El Anfiteatro e Garganta del Diablo - todas identificadas). Vale a pena fazer este percurso com calma e apreciar as paisagens e as diferentes formações rochosas.
      Paramos no restaurante Posta de Las Cabras (ruta 68 - Km 88) para almoçar. É um lugar gostoso para descansar e curtir a calmaria. Cuidado ao pegar o volante após o almoço por causa do sono que pode vir.
      Seguimos em direção à Salta e de lá pegamos a estreita Estrada de La Cornisa sentido San Salvador de Jujuy para chegar em Tilcara.
      Em Salta, agarramos um pouco e saímos depois de 14hs. A estrada de La Cornisa é muito bonita e diferente, mas aviso que é muito estreita, logo tem que haver muito cuidado, uma certa perícia do motorista e cautela nas curvas. Tem uns mirantes que valem a pena parar. Pegamos a parte final já escuro. Recomendo sair de Salta no máximo entre 11-12h. Vá com calma para curtir cada detalhe.
      Depois de Jujuy houve um acidente na estrada e ficamos mais de 1 hora parados com isso chegamos a noite em Tilcara.
      Tilcara é muito legal de conhecer, um lugar alternativo no norte da ARG.
      Hotel em Tilcara: Villa del Cielo (muito bom, só fica um pouco distante do centro, mas vale a muito a pena). Média PA$ 950,00.
      Bônus: O hotel já havia sido eleito um dos melhores que ficamos, mas algo nos deixou ainda mais confiantes. Meu amigo esqueceu uma bolsa com dinheiro no hotel e só constatou no meio do caminho indo para o Atacama. Como conversei muito com a gerente Marisel por email antes da viagem não preocupei muito e fiquei de mandar um email para ela quando chegássemos ao deserto uma vez que iríamos passar por Tilcara na volta. Então, quando chegamos no hotel em SPA, ela já havia enviado um email informando do ocorrido e que a bolsa estava no cofre do hotel à disposição. Combinei que na volta pegaríamos e foi isso mesmo que aconteceu. O atendimento da Marisel é muito claro e honesto. Inclusive no primeiro dia, ao pagar, o meu cartão de crédito não estava passando, então o funcionário ligou para ela (que estava em Buenos Aires) e conversamos a melhor forma de resolver o problema e foi muito tranquilo. (Dica: tente manter um contato mais próximo com os hotéis que irá ficar para facilitar numa situação como esta).
       
      Vinícola em Cafayate

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Quebrada de Cafayate e formações rochosas. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      El Fraile. Quebrada de Cafayate.
       

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual.

      Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual.
       

      Dique - La Cornisa

      Paisagem na Estrada de La Cornisa

      Parador Posta de las Cabras sentido Salta

      Praça em Tilcara
       Dia 7: Tilcara (ARG) a San Pedro de Atacama (SPA) - CHI
      Distância média:  436 Km
      Tempo (com paradas): 8 h (considere o tempo que pode ficar na aduana, ficamos quase 1:30. Melhor é estimar em 10 horas para ir com calma.
      Esta parte é um dos lugares mais bonitos da viagem (coisa que quem só vai de avião nunca vai conhecer).
      De Tilcara até SPA:  asfalto em bom estado e não há pedágio (apenas algumas curvas da Cuesta de Lipán que estão sem asfalto).
      Tomamos café da manhã e saímos cerca de 8h. Reservamos o dia para a travessia da Cordilheira dos Andes via Paso Jama. Enchemos o tanque um dia antes no posto YPF na saída de Tilcara.
      Saímos de Tilcara e seguimos sentido Purmamarca. Subimos a Cuesta de Lipán com uma visão sem igual. Depois da subida começa uma descida também sinuosa.
      Embora o trecho do dia não seja tão longo, reserve o dia todo pois possui muitos atrativos com lugares bonitos, além disso, possui grande altitude (logo o carro perde potência e vai mais lentamente) além de trechos de subidas e descidas sinuosos. Todo o trajeto é tranquilo mas deve-se tomar cuidado (curvas, subidas, descidas e altitude).
      Quase ao chegar no topo da Cuesta de Lipán (depois de Abra de Porterillos) começa-se a descer uma região bem bonita (todas são).
      Quando acabam as descidas mais ingrímes começa-se uma parte mais reta e chega-se ao salar Salinas Grandes (não tem como não parar e ver a beleza). A RN52 corta o salar e fica bem interessante. Seguindo adiante, passa-se pelo Salar de Olaroz e de Jama, que também são magníficos (ainda na ARG).
      Depois vem Susques (um vilarejo bem diferente; na entrada tem um centro de informação ao turista com muitos mapas e catálogos de turismo grátis). Abastecemos para garantir e seguimos em direção à aduana ARG/CHI.
      Já na aduana, primeiro paramos no posto para completar o tanque e depois loja de conveniência. Depois fomos aos guichês com a documentação, onde faz-se a burocracia de saída da ARG/entrada no CHI (migração).
      Depois você continua os trâmites em várias cabines ao lado (sanitário onde declara que não leva itens proibidos como vegetais e etc. e para verificar a documentação do carro).
      Depois um agente vai vistoriar o carro. O nosso apenas pediu para abrir o porta-malas, deu uma olhada e nos liberou (mas vimos carros que tiveram que tirar a bagagem – aí demora bem mais).
      Depois que você é liberado e recebe o recibo validado, vai com o carro até uma cancela na estrada onde um agente vistoria os recibos de migração e abre a cancela para poder continuar sentido CHI. Aí é uma paisagem mais diferente e impressionante atrás da outra. Sem explicação.
      Após ver paisagens que mais parece outro planeta por um longo tempo começa-se a descida já próximo a SPA (de 4200m para 2200m em 42Km). Tem que ir com o carro sempre engrenado e não deixar embalar muito (ir freando aos poucos para os discos de freio não esquentarem e perderem o atrito). Por segurança mantenha baixa velocidade durante a descida. NÃO UTILIZE O FREIO CONSTANTEMENTE EVITANDO O SUPERAQUECIMENTO.
      Observação: *Com as altas altitudes você vai perceber o carro perdendo potência, mas é normal.  Fique atento também quanto aos sintomas da altitude.
      *Agasalhe bem pois nos pontos mais altos do percurso a temperatura pode chegar a temperaturas negativas.
      *Nos lanches que são levados, se tiver frutas e vegetais terá que jogar fora antes da fronteira; inclusive você consegue ver várias coisas jogadas antes da fronteira. Água e refrigerante fechado não tivemos problema.
      *Na parte de documentação pegamos agentes educados e prestativos mas também pegamos um sem paciência. Então sempre esteja com a sua documentação e a do carro em mãos para agilizar.
      Seguimos sentido SPA pois tínhamos que chegar antes das 16h para pagar o Tour astronômico da Space Orbs. Chegamos um pouco antes e fomos direto acertar e depois procurar o hotel. (É necessário fazer o pagamento até as 15h00 do dia para confirmar o tour, porém combinei antes por email a necessidade de um prazo um pouco maior justificando a travessia da fronteira neste dia e a agência aceitou).
       
      SPA é uma cidadezinha diferente, parecendo o velho oeste moderno em outro planeta. Não vou me ater aos detalhes pois aqui nos mochileiros já tem muitos relatos e informações sobre a cidade. Acho importante dizer que no início você fica meio perdido sem saber como funciona o trânsito. Então, antes de entrar em alguma rua, veja se já tem carros e qual o sentido que eles estão para evitar maiores problemas com os Carabineros do Chile. Sempre via carros da polícia na cidade e região.
      Depois achamos o hotel que havia reservado (Geisers del Tatio). Arranjamos as coisas para cerca de 20h encontrar a van da agência para irmos ao Tour. Vale muito a pena. O céu é muito diferente lá no Atacama. Experiência única estar lá no meio do nada e ver o firmamento. (Fizemos a opção em espanhol).
      Hotel em SPA: Geisers del Tatio (muito bom, cerca de 8 minutos andando do centro de SPA. Boa estrutura. Valeu a pena, embora queria ter reservado o Pueblo de Tierra - melhor custo benefício). Média R$ 1500 as 4 diárias.
      Tour Astronômico: Agência PC$ 20000 (cerca de R$ 105,00 cada).
      Dicas
      *Para o dia da travessia do Passo Jama saia com o tanque cheio pois o consumo de combustível aumenta devido a altitude. De preferência abasteça em Susques e complete o tanque na fronteira.
      *Conselho: NÃO LEVAR NADA REFERENTE A ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL OU VEGETAL pois pode atrasar e muito! Além disso podem revistar o carro todo ou multar.
      *Pesquise ao menos 3 lugares de câmbio na Calle Toconao e faça o câmbio de pesos chilenos (calcule a  necessidade média para alimentação, passeios e gasolina de acordo com os dias que vai ficar em SPA).
      *Importante atentar que o pagamento do hotel em moeda forte (dólar ou euro) pois isenta os turistas estrangeiros (menos de 60 dias no país) do pagamento do imposto IVA, que tem alíquota de 19% no CHI. Paguei no cartão de crédito e obtive o desconto.(Apesar do IOF, é muito mais tranquilo e seguro do que ficar viajando com uma grande quantidade de dinheiro em espécie, uma vez que o hotel tende a ser o seu maior gasto em SPA).
      Para a isenção tem que apresentar o passaporte ou cartão de entrada no CHI (tarjeta migratória). Veja no site do hotel ou confirme se ele está registrado ano Serviço de Impuestos Internos (SII).
      *Antes dos passeios em altas altitudes: bastante líquido, refeição leve e evitar excesso de bebida alcoólica.
      *Pagamento da entrada dos passeios deve ser em pesos chilenos. De preferência, o de restaurantes também, pois com a conversão que eles aplicam  você pode ficar em desvantagem.
      *Recuse troco de notas de dólares velhas ou rasgadas.
      Tente reservar hotéis ou hostels que possuam estacionamento (algumas ruas não é permitido estacionar).
      Leve no mínimo 2 L de água por pessoa a cada passeio.
      *Restaurantes: por volta das 22h00 já começam a fechar as portas. Adição de 10% de propina (gorjeta).
      *Leve lanche para café da manhã/tarde para os passeios independentes  e para os mais longos levar um lanche mais reforçado ou programe um almoço em algum ponto de apoio (Toconao ou Socaire por exemplo).
      O nosso cronograma básico foi este (a parte de descanso ficou entre descanso e conhecer a cidade):
      Cronograma Atacama
      Manhã
      Tarde
      Noite
      Tilcara
      SPA
      Tour astronômico
      Descanso
      Laguna Chaxa/Ojos del Salar/ Laguna Tebinquiche
      Descanso
      Geisers del Tatio
      Almoço/ Vale de la Luna
      Descanso
      Piedras Rojas/Lagunas Altiplânicas
      Altiplânicas/Socaire
      Descanso
      SPA
      Tilcara
      Descanso
       

      Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán.

      Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán.

      Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán.

       Cuesta del Lipán.

      No alto da Cuesta del Lipán em Abra de Porterillos.

      Após Abra de Porterillos. Este local também é muito bonito.

      Sentido Paso Jama.

      Faixa branca ao fundo - Salinas Grandes

      Susques

      Susques

      Atravessando a Cordilheira dos Andes

      Atravessando a Cordilheira dos Andes

      Fronteira ARG/CHI Paso Jama.

      Atravessando a Cordilheira dos Andes

      Gelo na beira da estrada.

      Vulcão Licancabur. Quando avistar está próximo de SPA.

      Descida de 42 Km sentido SPA

      SPA

      SPA

      Hotel Geisers del Tatio
      Dia 8: SPA (CHI)
      A cotação em SPA estava US$ 1 = PC$ 620 (Como comprei o dólar a R$3,28, R$ 1 = PC$ 189).
      De manhã resolvemos descansar, conhecer a cidade, fazer o câmbio (Calle Toconao), almoçar e fechar o passeio de Geisers del Tatio para a manhã do próximo dia.
      À tarde pegamos o carro e fomos para Toconao, Laguna Chaxa, Ojos de Salar e por último ver o pôr do sol na Laguna Tebinquiche. É tranquilo de ir seguindo as orientações (www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br) e placas indicativas. Não fomos à Laguna Cejar pois achei que não justificava o preço absurdo que estão cobrando.
      Para chegar na Laguna Chaxa é bem tranquilo (cerca de 30 min de SPA). Passa se por Toconao e depois tem a placa indicativa para virar à direita numa estrada de rípio e sal em bom estado.
      Da Chaxa, também é simples ir aos Ojos del Salar que já é caminho para Tebinquiche, onde o pôr do sol é um espetáculo.
      De Tebinquiche, volta-se já escurecendo mas fica fácil ao seguir os carros das agências.
      Os passeios valeram muito a pena e é inesquecível o pôr do sol na Laguna Tebinquiche.
      A noite descasamos para o outro dia de manhã (para os Geisers tem que acordar bem cedo, a van passou no hotel cerca de 05:00).
      Ingresso Laguna Chaxa: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00). Ingresso Laguna Tebinquiche: $4000,00 (cerca R$ 21,00).  Em nenhuma da lagunas pode entrar na água.
       

      Toconao

      Rípio sentido Laguna Chaxa

      Placa indicativa. Muito bem sinalizado.
       
      Laguna Chaxa

      Laguna Chaxa

      Placa indicativa. Muito bem sinalizado.

      Ojos del Salar

      Laguna Tebinquiche

      Mudança das cores na Laguna Tebinquiche com o pôr do Sol
       
      Dia 9: SPA Geisers del Tatio e Valle de la Luna
      Resumo do dia: a manhã toda: passeio Geisers del Tatio/povoado Machuca. Almoço em SPA. A tarde: descanso e saída cerca de 15:00 para Valle de la Luna.
      O horário que a agência agendou para a van nos pegar foi próximo de 05:00.
      No dia anterior avisamos no hotel que precisaríamos do café com antecedência e eles deixaram tudo pronto e um funcionário inclusive levantou para nos atender no que pedíssemos. Tomamos pouco café no hotel e levamos um lanche (não deixe de levar água também - ao longo do dia vai fazendo muito calor).
      Estava bem frio e o deslocamento foi um pouco mais de 1 hora até o parque. Leve muita roupa de frio inclusive luvas boas pois as mãos quase congelam e é muito ruim (fui com calça térmica e outra calça por cima além de blusa térmica, uma normal e uma corta vento, duas meias para trilha e luvas - mesmo assim sente um pouco de frio. O pior mesmo foram as mãos). De qualquer forma você faz um sacrifício mas vale muito a pena.
      O lugar é diferente do que estamos acostumados e te faz lembrar os desenhos animados de infância. Foi muito bom conhecer este lugar.
      O frio incomoda mesmo só até o sol aparecer (naquele dia foi cerca de 06:40). Depois ficou muito tranquilo (depende da época que você vai).
      Tomamos um café da agência quando chegamos lá cerca de 06:10 e a temperatura era cerca de 7 graus negativos.
      Na volta, passamos pelo povoado de Machuca que tinha muitos turistas.
      *Cuidados: Os poços são demarcados mas evite chegar muito perto. Nunca coloque a mão diretamente nos poços e nem chegue muito perto. Segundo informações do guia já aconteceram acidentes fatais.  A temperatura da água pode chegar a 85°C.
      Geisers del tatio: Agência PC$ 19000 (cerca de R$ 100,00 cada) e ingresso para entrada: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00 cada).
      Chegamos cerca de 12:00 em SPA e fomos almoçar em algum restaurante. Depois descansamos um pouco no hotel e pegamos o carro e fomos ao Valle de la Luna.
      .
      Valle de la Luna
      É bem perto de SPA. Cerca de 15-20 minutos de carro.
      Para este passeio leve boné, passe protetor solar, óculos de sol, algo para comer, muita água, roupa leve, bota de trilha ou tênis.
      Antes passamos na entrada do Valle de la Muerte mas não entramos pois este dia foi cansativo e não daria para fazer os 3 passeios.
      Seguindo pelo GPS e as placas é bem fácil. O acesso é muito próximo de SPA - cerca de 3km. Depois pega-se uma estrada de rípio.
      Chega-se na entrada do parque e paga-se o ingresso. Eles dão um mapa e explicam o tempo médio entre cada ponto. Depois de pagar a entrada, com o carro, anda-se uma parte de rípio até ter a parada para as Cuevas de sal.
      Estacionamos o carro e seguimos um grupo de turistas com guia nas cavernas. É bem legal mas quem não gosta de lugar fechado não vale muito a pena. Eu não tenho problema com isso, mas como tem gente na frente e atrás, você fica um pouco apreensivo.
      Depois de visitar as Cuevas , pegamos o carro e seguimos até as Tres Marias (cerca de 8 minutos), mas é bem bonito o caminho então paramos muito. Antes de chegar às Tres Marias, do lado direito tem o Anfiteatro. Depois voltamos e paramos em um estacionamento e subimos a pé para a Grande Duna. É uma caminhada de cerca de 10 minutos. Lá em cima cuidado ao ficar nas beiradas dos paredões. Subimos antes do pôr do sol para aproveitar bem a paisagem. Vale muito a pena este passeio. Retornamos para o Hotel antes do escurecer e a cor do ceu é indescritível.
      Valle de la Luna: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa).
       
       
      Geisers del Tatio

      Geisers del Tatio

      Geisers del Tatio

      Geisers del Tatio

      SentidoMachuca

      Povoado de Machuca

      Entrada do Valle de la Muerte

      Valle de la Luna

      Cuevas de sal

      Anfiteatro

      Três Marias

      Valle de la Luna no topo da Grande Duna - a esquerda o Anfiteatro sentido Três Marias

      Pôr do sol no Valle de la Luna

      Retorno do passeio do Valle de la Luna
      Dia 10: Piedras Rojas (PR) / Lagunas Altiplânicas (Lagunas Miscanti y Miñiques) e Socaire (nesta ordem).
       Distância média: 300 Km ida e volta
      Tempo (com paradas): 9h.
       Piedras Rojas (PR): Acordamos cerca de 05:00, tomamos café no hotel (avisamos um dia antes o horário) e pegamos estrada. Ainda escuro e frio fomos tranquilo sentido Toconao, Socaire. Após Socaire seguimos sentido Lagunas Altiplânicas. Passamos pela entrada das Aliplânicas (bem sinalizado) e seguimos a estrada direto, sentido Paso Sico. Após a entrada das Lagunas, a estrada de asfalto, após um tempo,  vira uma estrada de rípio. Toda a paisagem da região é também indescritível.
      Não tinha nenhum carro ou van de agência então ficou um pouco estranho, mas uma hora passou uma van de agência e vimos que estávamos no caminho certo. A estrada de rípio estava transitável e não era ruim. Apenas vá com calma e aprecie.
      Após a entrada das Altiplânicas foi cerca de 35 Km até chegar em Piedras Rojas (GPS -23.91180, -67.69249).
      Antes da entrada das PR havia umas curvas sinuosas e até passei direto (não vi nenhuma placa, apesar de falarem que tem uma placa a direita com o dizer Salar de Águas Calientes). Então fiquei sem saber onde era, mas como uma van havia nos passado, com o zoom da câmera ficamos procurando e a vimos bem de longe (da entrada até o local é cerca de 1,5Km). O caminho até lá é um pouco ruim mas nada demais, só ir devagar. Não conseguimos parar onde a van estava, então paramos antes e fomos andando até o local.
      Obs: A entrada para as PR é gratuita. Não tem banheiros.
      O local estava tão frio que o computador do carro acusou “9 graus negativos. Possível gelo na estrada”!
       
      Após curtir e comtemplar muito aquele local magnífico (não faça como muitos que vi por lá, chegam, tiram fotos e saem – sente e curta por muito tempo aquele local inesquecível).
      Antes de sair, conversei com um guia para saber se as Lagunas Altiplânicas estavam abertas (por causa do gelo, no dia que chegamos houve relatos que estava fechado – logo o local que mais queria conhecer), mas aí o guia falou que estava liberado o acesso.
       Dica: se for em época de muito frio tem grande chance de não conhecer as Altiplânicas por causa da neve, pois o acesso é de subida até chegar no guarda parque e descida mais íngreme para chegar às lagunas).
      Lagunas Altiplânicas
      Voltamos das PR pelo mesmo caminho e viramos à direita no acesso às  Altiplânicas.
      Depois de sair da estrada principal, a estrada de acesso até o guarda parque é muito tranquila (cerca de 8 minutos). Chegando lá, pagamos a entrada e recebemos as instruções. Depois descemos até as lagunas (lá tem estacionamentos e banheiros).
      A descida estava um pouco molhada e com barro por causa do derretimento do gelo, com isso tinha que ir com mais cuidado.
      O local é magnífico. Se Deus quiser eu vou voltar (de carro).
      Depois de parar na Miscanti e contemplar, seguimos para Miñiques (parece um quadro)!
      Acabei perdendo algumas fotos, mas na minha memória ainda estão as paisagens.
      Saímos cerca de 13:00 e fomos em direção a Socaire para almoçar. Não me lembro muito bem o nome do restaurante mas fica na estrada que corta a cidade.
      Lagunas Altiplânicas: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa).
      Dica: este dia você vai para um lugar que não tem estrutura, então leve muita água, protetor solar, protetor labial, casaco corta vento, luvas, gorro, chapéu, óculos de sol e muito lanche. Faz bastante frio (e venta muito).
      Saia cedo para aproveitar melhor o local pois a medida que o tempo vai passando vai chegando mais turistas e fica difícil de aproveitar (como fomos bem cedo teve momentos bem tranquilos sem turistas).
      Como saí bem cedo ainda está escuro, então tome cuidado na estrada pois acaba sendo mais perigoso.
      De preferência, leve folhas de coca para mastigar pois o passeio está a quase 5000 metros de altitude.
      Não ultrapasse as demarcações das trilhas. Respeite a cultura e a preservação do local.
       
      Socaire: cidadezinha interessante, povoado pré-colombiano. Paramos na volta para almoçar uma comida típica atacamenha.
      Depois voltamos para SPA (mais uns 45 minutos). É um dia cansativo mas que vale muito a pena.
      Piedras Rojas: recomendo colocar as coordenadas no GPS antes de sair para garantir que vai achar.
      Sobre os Carabineros de Chile
      Os Carabineros de Chile são muito honestos. Relato duas experiências com eles.
      Uma foi no dia da volta da Laguna Chaxa, já a noite e na chegada, já dentro da cidade encostei o carro para verificar o GPS para ver qual caminho seguir. Como estávamos vindo da estrada, o farol estava alto e esqueci de abaixar o farol. Logo, vem um carro no sentido contrário e quando fui ver uma caminhonete verde dos Carabineros e o policial já foi logo falando em tom forte: Baja la luz! Baja la luz! Um pequeno detalhe, mas que para eles pode influenciar na segurança dos demais motoristas. Só fiquei com certo medo de querer multar, mas abaixei a luz e disse que tinha abaixado e eles foram embora.
      Em outro episódio, voltando das Lagunas Altiplânicas, iria parar em Socaire para almoçar e havia uma blitz na estrada principal que corta a cidadela. O policial veio e solicitou a documentação do veículo e motorista. Entreguei logo a PID (Permissão Internacional para Dirigir) para não ter problema e o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo). Ele verificou e começou a anotar algumas coisas num caderninho dele (aí eu fiquei pensando: será que ele vai me multar?). Já fui perguntando: ¿Que eres esto? Aí ele falou que era apenas para controle deles (me pareceu mais alguma coisa sobre estatística - talvez sobre veículos estrangeiros - ou evitar parar um carro mais de uma vez, pois quando fui embora ele já acenou para passar direto). Nesta abordagem, pedi para tirar uma foto do carro dos Carabineros e ele autorizou (é bem diferente), mas acabei perdendo a foto mas não a memória. Se tiver interesse veja no google como são.
       
       Estrada asfaltada para Piedras Rojas/Altiplânicas

      Estrada de rípio após a entrada das Altiplânicas sentido Piedras Rojas

      Piedras Rojas. Lá na frente fica a estrada de rípio sentido Paso Sico

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Lagunas Altiplânicas

      Lagunas Altiplânicas (perdi muitas fotos da Lagunas)
       
      Retorno das Lagunas Altiplânicas sentido Socaire
      Dia 11: SPA (CHI) a Maimará (ARG)
      Aqui termina nossa estadia no deserto, mas não a aventura.
      Retornamos de SPA para Maimará apreciando as paisagens. Foram muitas paisagens diferentes .
      No caminho demos carona para um casal de mochileiros argentinos. Foi muito legal a troca de experiência e poder treinar um pouco o espanhol.
      Paramos muito pois na ida paramos menos por causa que tínhamos que chegar em SPA a tempo de pagar o Tour Astronômico.
      Na fronteira foi bem tranquilo. Inclusive meu amigo foi atendido e tomou oxigênio no centro médico. Atendimento bem rápido e prestativo.
      Chegamos em Maimará e fomos ao hospital da cidade pois meu amigo estava sentindo um pouco de mal por causa da altitude. Embora tínhamos o seguro viagem, resolvemos ir no hospital da cidade (público). O atendimento também foi bem prestativo e mediram a oxigenação dele que estava um pouco baixa.
      A noite fomos a Tilcara para distrair pois Maimará não tem opção a noite.
      Hotel em Maimará: Posta de Gherard (simples mas o quarto que ficamos estava com um pouco de cheiro de mofo, o que para mim é muito ruim por causa de rinite).
      No mais atendimento muito atencioso. Sem café da manhã. Média PA$ 600,00. Estacionamento na frente do hotel.

      Retorno de SPA para ARG

      Retorno de SPA para ARG

      Retorno de SPA para ARG
       
      Paletas del Pintor – Maimará

      Cierro Siete Colores - Pumamarca

      Pumamarca

      Tilcara
      Dia 12: Maimará (ARG) a Joaquín Victor Gonzales (ARG) 490 km 08h-17h
      Distância média:  490 Km
      Tempo (com paradas): 8 h
      Saímos cedo de Maimará para conhecer as Paletas del Pintor e depois fomos para Pumamarca conhecer o Cierro Siete Colores e passamos a manhã por lá e almoçamos. Possui muitas feiras de artesanato e é bem diferente.
      Havia decidido que não iríamos em Humahuaca e Iruya desta vez por falta de tempo (vai ficar apara a proxima). Em Humahuaca tem o Cierro Cuatorze Colores que parece valer muito a pena.
      Depois do almoço seguimos sentido joaquín Vicotr Gonzales (JVG) onde havíamos decidido que seria nossa pernoite. Na volta da viagem não reservamos nenhumlocal para ficar e achamos uma pousada de um português na beira da estrada principal que corta a cidade.
      JVG não tem muito atrativo, acho que vale mais como ponto de apoio para pernoite.
       Sem fotos. 
      Dia 13: Joaquín Victor Gonzales a Resistência
      Continuação do retorno da viagem. Reta do Chaco sem muito atrativo. Manter autonomia de gasolina e comprar lanche.
      Resistência é uma cidade melhor estruturada do que Corrientes. Gostei muito de conhecer. Lá vale a pena tomar um chope na Choperia Mosto e tomar café da manhã na lanchonete Cascanueces.
        Sem fotos. 
      Dia 14: Resistência a Foz do Iguaçu
      Retorno ao BRA por Foz do Iguaçu.
      Dia também cansativo mas tudo tranquilo. Demos carona para um venezuelano mochileiro que mora em Bariloche e estava indo para o Rio de Janeiro e nos ensinou muito o espanhol.
      Antes da travessia da fronteira passamos em Puerto Iguazu para comprar uns vinhos pode vale a pena.
      Jogar fora qualquer vestígio de folhas de coca antes de atravessar a fronteira pois é proibido no Brasil. A travessia da fronteira foi tranquila.
      A noite no Brasil te traz uma certa tranquilidade de saber que está em casa. A noite o venezuelano saiu para tomar uma cerveja gelada conosco.
      Hotel em Foz: Hotel Coroados (simples e preço justo). Média de 135,00 a diária.
        Sem fotos. 
      Dia 15: Foz do Iguaçu (Cataratas do Iguaçu)
      Resolvi deixar mais um dia em Foz no roteiro devido a previsão do cansaço acumulado da viagem. É uma boa opção tendo em vista que você pode conhecer as Cataratas do Iguaçú. Já conhecia mas vale muito a pena o passeio.
      Neste dia também fomos no Free Shop na ARG pois vale a pena para muitos produtos (tente ter uma noção dos preços no BRA mas as promoções de bebidas estavam com preço bom).
      Ingressos Cataratas: R$ 37,00 mais R$ 20,00 de estacionamento.
      Próximo dia preparar para pegar estrada.

      Cataratas do iguaçú. Por mais que seja apenas uma foto vale muito a pena conhecer.
      Dia 16: Foz do Iguaçu a Marília
      Neste dia na saída de Foz a Polícia Rodoviária Federal nos parou e deu uma revistada básica no carro, inclusive pedindo para abrir bagagem. Como há um grande contrabando de mercadorias do Paraguai para o Brasil é normal eles pararem neste posto. Não é proibido levar bebida só não vá levar todo o bagageiro de bebidas.
      O retorno fica mais cansativo com o passar dos dias da viagem. Logo tem que descansar bem e distrair relembrando cada detalhe de uma aventura e experiência que você vai poder contar para as pessoas mais próximas e se Deus quiser para os filhos e netos!
        Sem fotos. 
      Dia 17: Marília a BH
      Este percurso foi bem longo e cansativo mas chegamos bem em BH, quase 22:00. Fica aqui o nosso relato e que possa ajudar muito mochileiros que desejam fazer uma aventura dessas.
      Abraço a todos.

      Último registro da viagem
       
      Dicas gerais  da viagem
      *A média do preço da gasolina na  ARG e CHI não estavam muito diferentes do Brasil, porém a gasolina lá é mais pura e rendia mais, logo acho que estava valendo o preço.
      *De preferência  para roupas fáceis de lavar, pois uma viagem longa requer que você constantemente lave algumas peças de roupa para economizar espaço no carro.
      *Conhça bem o carro que vai e mantenha sempre revisado.
      *Na nossa saída de Belo Horizonte levamos 2 fardos de 12 garrafas de 500 mL e 1 fardo de 6 garrafas de 1L. Vale muito mais a pena você comprar antes da viagem e levar. Durante toda a viagem no carro há um grande consumo de água. Se for comprar toda essa água no caminho fica no mínimo 4 vezes mais caro. Essa água deu até o segundo dia em SPA sendo que em alguns hotéis a gente reabastecia. Se coubesse tinha levado no mínimo mais um fardo de 6 de 1 L. Logo, tente levar mais.
      *Segundo a legislação não pode levar bagagem no banco de trás do carro, então tente se programar com um carro que caiba toda a bagagem no porta malas de acordo com o número de pessoas. Algumas coisas levávamos embaixo e atrás dos bancos (motorista e passageiro – cuidado para não rolar para os pés do motorista podendo causar acidentes). Evitávamos colocar mochilas no banco de trás para não ter problemas com a polícia.
      *Tente prever uma média de gastos em cada país com alimentação, hospedagem e combustível para facilitar a média de dinheiro que será convertido em outra moeda. Caso tenha maior interesse entre em contato.
      *O carro fica todo empoeirado se for na época de seca, então tem que parar um dia para tentar passar uma pano úmido por dentro para facilitar a viagem (lavar não adianta muito).
      *Viajei de carro próprio então se for de veículo financiado procure maiores informações.
      *Na ARG, veículo não pode ter engate traseiro.
      *De preferência todos os passageiros adultos devem ter uma noção do roteiro e outros detalhes importantes da viagem.
      *Ande sempre com um galão de água no carro.
      *Tente reduzir o custo da viagem pegando promoção em sites de reserva de hoteís, levando água e lanches já da sua cidade de origem ou comprando em supermercados.
      *O preço médio das refeições não estavam muito diferentes do Brasil (embora a maioria dos lugares que comemos você pedia um prato e dava para duas pessoas.
      *Agende e/ou pague as contas/compromissos (Cemig, Condomínio, Net e outros) do período antes da viagem.
       
      Site pesquisados:
      www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br
      http://mydestinationanywhere.com/
      http://www.fragatasurprise.com/2016/03/San-Ignacio-Mini.html
      http://www.meumapamundi.com.br
      https://www.viagemdigital.com.br
      http://www.phototravel360.com/
      http://www.estrangeira.com.br/
      http://www.maiorviagem.net/
      http://www.portao02.comi
      http://viajarintenso.com.br
      http://estradaseuvou.com.br/
      http://queimandoasfalto.com.br/
      http://www.abrainternacional.com.br/servicos/paises-signatarios/
      https://weather.comHYPERLINK "https://weather.com/"/
      https://weatherspark.com/
      http://maladeaventuras.com/
      www.viaggiando.com.br
      http://apureguria.com/tag/atacama/
      https://viajento.com/
      https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-qHYPERLINK "https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-que-voce-precisa-saber/"ue-voce-precisa-saber/
      http://www.ruta0.com/
      http://www.guiaviagem.org/argentina-clima/
      https://www.welcomeargentina.com/purmamarca/caminata_cerroscolorados.html
      http://viajandodecarro.com.br/
      http://www.360meridianos.com/2015/02/purmamarca-e-o-cerro-de-los-siete-colores.html
      http://mundosemfim.com
      http://HYPERLINK "http://www.cabostral.com/clima-argentina.php"www.cabostral.com/clima-argentina.php#
      http://www.pasosfronterizos.gov.cl/complejos_pais.html
      http://chile.travel/donde-ir/norte-desierto-atacama/san-pedro-atacama/
      http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagHYPERLINK "http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagem/"em/
      http://aurelio.net/viagem/atacama/
      http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atHYPERLINK "http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atacama/"acama/
      http://www.terraadentro.com/2015/02/21/deserto-do-atacama-de-carro/
      https://atacamadecarro.wordpress.com/2015/06/14/trajeto-de-san-pedro-de-atacama-as-lagunas-antiplanicas-e-laguna-chaxa/
      Tem muitos mais sites que pesquisei não salvei.
      http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/sete-motivos-para-voce-conhecer-o-deserto-no-atacama/
      http://www.vidavivida.com.br/2010/12/24/deserto-do-atacama-cidades-e-passeios/comment-page-1/ (Cidades norte ARG)
      http://viajandodeHYPERLINK "http://viajandodecarro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/"carro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/ COMBUSTÍVEL
      http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoesHYPERLINK "http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoes-de-assistencia"-de-assistencia CENTROS DE AJUDA AO TURISTA EM CASO DE NECESSIDADE
      MAPAS DE COMO CHEGAR EM ALGUNS LUGARES NO ATACAMA
      http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/2013/08/deserto-do-atacama-mapas-e-gps-viajando.html
      http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicHYPERLINK "http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicas"as
      http://www.rbbv.com.br/americas/america-do-sul/chile/
      Postos YPF
      http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicioHYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"&HYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"filtro=ProvinciaES
      COTAÇÕES
      http://brl.pt.fxexchangerate.com/ars/
      http://www.oanda.com/lang/pt/currency/HYPERLINK "http://www.oanda.com/lang/pt/currency/historical-rates/"historical-rates/
      http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=HYPERLINK "http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=mundodeviajante"mundodeviajante
      http://www.cambiosantiago.cl/?page_id=17
      http://g1.globo.com/economia/mercados/cotacoes/moedas/index.html
      http://blogdescalada.com/saiba-quais-sao-as-vacinas-necessarias-para-viajar-pela-america-do-sul/ (VACINAS)
      Pesquisa de notas falsas: Blog Viajeibonito e Descortinando horizontes
       













    • Por Mel e João
      Antes tarde do que nunca!!!!
      Foi o que pensei ao começar esse relato, mas quer saber, mesmo se passando mais de 2 anos acho que será útil de alguma forma 😉
      Sou a Melissa e fiz esse mochilão com meu marido, o João, em setembro de 2017. Durante toda a fase de planejamento utilizamos os relatos daqui como base, isso nos ajudou demais, portanto muitooooo obrigada a todos que dispõe do seu tempo para dividir experiências por aqui, vocês são foda!!!  💓
      Como já passou algum tempinho não vou me lembrar de muitos detalhes, mas prometo me esforçar 🙂

       
      Leiam isso!!!
      Queríamos muito fazer um mochilão e após pesquisarmos aqui no site vimos que essa trip caberia no nosso orçamento, então juntamos esse fator com a imensa vontade de conhecer as terras hermanas e começamos a programação.
      Partimos somente com a passagem de ida e volta e nosso roteiro bem definido, não fizemos nenhuma reserva de hospedagem ou passagem de ônibus. Deixamos para negociar pessoalmente e assim fizemos até a metade da viagem, porém torna-se cansativo “bater perna” atrás do melhor preço e optamos por utilizar o Booking e reservar as hospedagens uma cidade antes.
      As passagens de ônibus e passeios podem ser facilmente compradas com pouca antecedência, não se esqueçam de sempre pechinchar!!!!
      Em relação à segurança não tivemos problemas, tem regiões muito pobres, alguns pedintes, mas nada além disso. Lógico que não marcamos bobeira né, sempre com a grana no moneybelt, não mexíamos no celular ou GoPro em locais ermos, atenção redobrada com nossas bagagens nas viagens de ônibus, etc.
      Só senti um pouco de receio quando desembarcamos na rodoviária de Nasca a meia noite e saímos caçando um hostel barato na cidade vazia, com poucas “almas penadas” nas ruas kkkk e em Ica quando tivemos que abandonar o Hotel na madrugada devido barulhos insuportáveis no quarto ao lado (parecia uma briga). Tudo isso pode ser evitado com reservas de hospedagem, fica a dica 😉
      Alimentação geralmente é muito barata se você opta por uma refeição simples em locais populares. Não frequentei restaurantes requintados ou de comidas típicas para indicar, ia mais nos PF da vida kkkk. Na Bolívia o negócio é mais roots sabe, mas da pra se virar tranquilo, afinal tem sempre um mercadinho e a batata Pringles lá era bem barata kkkk. Já no Peru comemos muito bem com pouca grana, eles tem costume de tomar uma sopinha de entrada nas refeições, a de quinoa é muito boa!! Tem uma marca de cookies nos mercados que é barata e muito boa, chama Chips Ahoy se não me engano, quebra um galho uma dessas na mochila de ataque.
       
      Cotação da moeda na época (Set 2017)
      R$ 1,00:       2,23 bolivianos
      R$ 1,00:      1,03 soles
      R$ 1,00:       200 pesos chilenos
      Mesmo com as oscilações cambiais, esses destinos têm valores bem atrativos.
       
      Passagens aéreas:
      Pesquisamos muito e fechamos ida e volta (era mais barato assim) com a GOL, porém aconselho a pesquisar com maior antecedência pois existem opções mais baratas.
      Santa Cruz de La Sierra é um destino comum em promoções relâmpago de companhias aéreas e programas de pontos, fiquem de olho. Recomendo também o app “melhores destinos” para busca de passagens em promoção.
      01.09.17: São Paulo (Guarulhos) X Santa Cruz de La Sierra (Bolívia)
      26.09.17: Santa Cruz de La Sierra X São Paulo (Guarulhos)
      Valor: não lembro com precisão, mas era em torno de R$800,00 ida e volta.
      ATENÇÃO: Se você possui aqueles cartões de crédito Platinum se informe sobre seus benefícios, pois se você compra suas passagens aéreas nele tem direito ao Seguro Viagem na faixa, incluso um dependente. Pena que só descobri isso após comprar as passagens em outro cartão e tive que fazer o seguro particular, custou uns R$150,00 por pessoa na AssistCard.
       
      Nosso roteiro:
      Sta Cruz de La Sierra – Sucre
      Sucre – Potosi
      Potosi – Uyuni
      Salar de Uyuni – Deserto do Atacama
      Atacama – Arica
      Arica – Tacna
      Tacna – Arequipa
      Arequipa – Nasca
      Nasca – Ica
      Ica – Cusco
      Cusco – Aguas Calientes
      Cusco – Puno
      Puno – Copacabana
      Copacabana – Isla Del Sol
      Copacabana – La Paz
      La Paz – Sta Cruz de La Sierra
      Sta Cruz de La Sierra – São Paulo
       
      O que levar
      Primeiro passo é saber qual será a estação do ano, quantos dias ficará e o limite de proporções da bagagem pela companhia aérea, tendo isso o resto é bem simples, prometo 🙏
      Lembre-se que quanto menos levar, menor será o peso que carregará, esse é o mantra!!
      Durante a viagem, conseguimos facilmente lavar nossas roupas por baixo custo, utilizamos pausas estratégicas de alguns dias em determinado destino para isso, pois geralmente o serviço entrega em 24h.
      Levem peças em tonalidades mais escuras (roupa branca é furada, pois suja muito rápido), versáteis, confortáveis, de preferência que sequem rápido e que possam ser vestidas em camadas (era normal eu vestir uma calça sobre a outra a noite pois o frio é tenso demais).
      Vou tentar montar uma lista aqui com o que levei e o que achei que faltou, espero que ajude:
      ·         Mochila 77L Trilhas e Rumos. Não tinha, então pesquisei muito e comprei no site da marca que estava com um preço excelente (abaixo de R$400,00) e é de ótima qualidade. Se curte esse estilo de viagem, invista em uma de boa qualidade, pois dura muito.
      ·         Saco de dormir. Usei muito! Sério mesmo! À noite o frio é tenso, os cobertores dos Hostels eram insuficientes. Meu marido é calorento e mesmo assim usava o dele. Alguns locais, como no Salar de Uyuni, o pessoal aluga, não lembro os valores, mas não acho muito higiênico.
      ·         Go Pro, acessórios
      ·         Calças: levei 01 jeans, 01 legging normal e 01 com forro bem quentinho, 01 calça bailarina.
      ·         07 camisetas e 03 manga longa (estilo segunda pele da Decathlon)
      ·         01 par de luvas
      ·         01 gorro (comprei mais um por lá)
      ·         10 calcinhas e 02 sutiãs (cores neutras e confortáveis)
      ·         01 bermuda jeans (usei no último dia, portanto retiraria da lista)
      ·         02 jaquetas (01 com forro de pena que consegue ser guardada em um pequeno saco e 01 com tecido semi-impermeável e forro de soft, ambas da Decathlon)
      ·         07 meias (escuras de preferência). Levei 02 bem grossas, daquelas de vó mesmo kkkkk e foram super úteis
      ·         02 blusas de frio (01 moletom forrado e 01 polar)
      ·         01 toalha de secagem rápida
      ·         01 headlamp + pilhas (não conte somente com a lanterna do celular e sim usamos bastante)
      ·         Mochila de ataque 20L (será sua parceira inseparável!!)
      ·         01 travesseiro, daqueles de pescoço, inflável (comprei na Daiso por R$7,90) item imprescindível para as longas viagens de busão
      ·         01 óculos de sol
      ·         01 moneybelt ou doleira ou como quiser chamar
      ·         Celular e carregador
      ·         01 caderno de anotações (graças a ele que estou fazendo esse relato 2 anos depois kkkk)
      ·         01 pasta para colocar documentos (seguro viagem, comprovantes que foram surgindo no decorrer da viagem, etc)
      ·         01 par de chinelo
      ·         01 bota de trekking ( a minha é da Nord, não é impermeável e deu conta do recado)
      Comprei por lá um gorro e uma blusa de lã que usei muitooooo tb
      Itens de nécessaire indispensáveis:
      ·         Protetor solar (corpo e rosto)
      ·         Itens de higiene pessoal
      ·         Lenço umedecido (salvação nos dias em que tomar banho é impossível)
      ·         Medicamentos (minha lista foi: Buscopan, Profenid, Dipirona, Dramin, Omeprazol, Luftal, Neosaldina, Floratil
      ·         Pinça e cortador de unha
      ·         01 batom (único item de maquiagem que levei e foi suficiente)
       
      O que faltou
      ·         Álcool em gel
      ·         Garrafa de água (improvisei com uma de Gatorade)
      ·         Protetor labial (fez muita falta!!! Nos primeiros dias nossos lábios já estavam totalmente ferrados)
      ·         Hidratante de rosto
      ·         01 boné
      ·         01 legging a mais
       
      Espero que essas informações ajudem bastante 😀
      Agora para atiçar a galera, segue o link de um vídeo que meu marido batalhou para editar, mas ficou show! Pegamos essa ideia de um dos relatos daqui, o @Tanaguchi, muito obrigado pela ideia e relato maravilhoso.
       
       
       
       
      Gastos!!!!!!
      Somando todos os gastos da viagem, desde passagem aérea a lembrancinhas (que por sinal são lindas e baratas), tivemos um gasto de R$5.000,00 por pessoa. Achei um excelente valor para uma viagem de 26 dias. Claro que esse valor depende de muita pechincha e pesquisa, pois quase tudo lá tem um preço acessível, porém da para baixar mais kkkk.
      Os valores detalhados no relato são geralmente por pessoa, porém algumas coisas como refeições, hospedagens e taxi são compartilhados (vou tentar pontuar no relato).
       
      Bom chega de conversa e vamos aos fatos 😜
      Dia 01
      Chegamos em Sta Cruz de La Sierra, aproveitamos um Wi-fii no aeroporto para uma breve comunicação com a família. Saindo do aeroporto e pedindo informações, conseguimos localizar o terminal bimodal (transporte público que nos levaria até a rodoviária), gasto total de 8 bols.
      A rodoviária de Sta Cruz é tumultuada e suja como quase todas que já passei na vida kkkk, lá compramos a passagem para Sucre por 80 bols (empresa Guadalupe), cambiamos uma grana ($1 – 6,85 bols). Como tínhamos umas horas até o embarque fomos procurar algum lugar pra comer, dividimos um combo de frango frito com batatas que estava bem ruim, quase não comi (26 bols) e compramos umas bolachas para enganar a fome na estrada (10 bols).

       
       
      Dia 02
      Chegamos mega cedo na rodoviária de Sucre, o local não estava bem estranho e não sentimos muita segurança para rodar atrás de busão com as mochilas, optamos por um táxi, negociamos muito o preço e fechamos por 10 bols para nos deixar no centro da cidade (o Uber não era tão popular naquela época, talvez hoje em dia seja uma opção).
      O centro da cidade é bem legal, paramos na Plaza de Armas e não tinha praticamente nenhum comércio aberto, entramos em um café que não lembro o nome, que apesar de um caro era bem bacana e tinha Wi-fii rsrs (café 40 bols).

       
      Fomos até um hostel aleatório e pedimos para guardar nossas mochilas (15 bols) pois íamos rodar muito pela cidade. Visitamos o Museu de La Libertad (15 bols) muito legal.
      Saímos desbravando a cidade, subimos até o Mirador onde rolava uma feira de rua com lembrancinhas muito lindas e baratas, paramos para almoçar em um comedouro público (o nome é feio mas vc irá se deparar com vários assim no decorrer da trip) onde pagamos 11 bols em um almoço que conseguimos dividir 😄 , a comida era simples e boa, um arroz com frango e salada, porém a questão sanitária não é o forte por lá, as comidas eram armazenadas em uns baldes e a mulher que montava o prato pegou o frango com a mão e pôs no meu prato (sem luva, talher, nada disso 😅).
       
      Aproveitamos e cambiamos mais grana por lá antes de pegar o bus até o terminal Sucre (1,50 bols). Pagamos 20 bols na passagem até Potosi pela empresa Emperador.
      Chegamos de noite em Potosi e sem sinais de Soroche ( mal de altitude) até o momento, graças a Deus!!!!
      Na rodoviária pegamos um busão até a Plaza 10 de novienbre (1,50 bols) e de lá começamos a caçar hospedagens. A cidade estava bem movimentada, rolando umas barraquinhas de comidas e bebidas, tranquilo para andar. Fechamos a hospedagem no Koala Hostel, indicação dos relatos daqui J (quarto compartilhado 60 bols), local simples porém com ducha quente e café da manhã, indico.
      Saímos a pé para jantar e paramos em uma pizzaria (28 bols), depois voltamos para o Hostel para descansar um pouco, estávamos pregados.
      Dia 03
      Tomamos um café da manhã no Hostel e experimentamos o famoso chá de coca (meu marido odiou, mas eu não achei ruim não).
       

       
      Visitamos a Casa de La Moneda (40 bols), super recomendo!!! Local excelente para descobrir um pouco mais sobre a História, que apesar de pontos muito tristes é muito interessante.
      Passamos um bom tempo passeando pelo centro da “cidade branca”, estava rolando uma apresentação na rua de várias escolas, como um desfile, cada grupo de crianças com roupas e danças típicas, coisa linda de se ver!! 🥰
      Paramos para almoçar, não lembro o nome do local (23,50 bols), pegamos nossas mochilas no Hostel e caminhamos até a rodoviária. Era uma boa caminhada, mas foi bem tranquila.
      Compramos nossa passagem com destino a Uyuni por 30 bols com a empresa 11 de Julio. Lá na rodoviária ficam várias pessoas gritando “Uyuni” oferecendo os serviços das empresas de ônibus, lembre-se de negociar sempre!! Como tínhamos um bom tempo até nossa partida, aproveitamos para comprar uns snacks em um mercadinho em frente (18 bols). Dica: sempre leve snacks na mochila, principalmente nas viagens de busão, pois são longas e muitas vezes as paradas não tem quase nada de opção.
       
      Dia 04
       
      As viagens de ônibus pela Bolívia vão ficar pra memória 🤣, foram todos os tipos de perrengue, desde veículos em condições precárias, sem cinto de segurança e banheiro, foras as estradas ruins com curvas alucinantes que cortam uns lugares completamente isolados.
      Outra coisa que sempre me deixou assustada são aquelas cruzes na beira da estrada com flores e imagens religiosas que sinalizam que alguém morreu por ali, cara isso é o que mais tem por lá!!!!! Chega a ser surreal, ao fim da viagem já tinha costumado kkkkk.
      Fora que alguns ônibus possuem TV e DVD, que na maioria das vezes são deixados em volumes altíssimos. Em uma das viagens passou toda a sequência do Karate Kid (nem sabia que tinham tantos 😂) em um volume estrondoso e não dormi a viagem toda, e sim foram algumas pessoas reclamar para o motorista, mas não resolveu nada.
      Enfim chegamos em Uyuni umas 23h e por incrível que pareça a cidadezinha estava com várias pessoas oferecendo os passeios pelo Salar. Dá pra perceber que é o turismo que movimenta a região. Na própria parada de ônibus ficavam pessoas te abordando.
      Nossa ideia era fechar o passeio, comer algo e procurar um Hostel, já tínhamos umas indicações de empresas que vi aqui nos relatos e assim saímos buscando o melhor preço. Pesquisamos bastante, mas não fechamos para poder negociar descontos (negociem tudo!!!!!) e pq percebemos que podíamos fechar no dia seguinte, cedo, sem problemas.
      Como estava um frio de lascar e a fome estava apertando, saímos caçando um lugar pra comer e já estava quase todos fechados (pelo menos os que cabiam no orçamento né rsrs), paramos então no Café Uyuni e pedimos pão com queijo e chocolate quente. Pessoal é sério, essa dica vale ouro! Não peçam chocolate quente na Bolívia!!! A receita consiste em água quente com Nescau e nada mais, é muito ruim!!!!! Terminei minha refeição mega decepcionada e voltamos para rua principal para caçar um Hostel.
      Tinhamos indicação do Hostel El Viajero e acabamos fechando lá pois os outros estavam cheios e mais caros, pagamos 60 bols no quarto duplo com banheiro privado e ducha caliente.
      Após uma boa noite de sono, acordamos cedo, tomamos banho e saímos, fechamos o passeio com a Thiago Tours por 600 bols por pessoa (2 noites e 3 dias) incluso hospedagem e refeições. Essa empresa é de um brasileiro e super recomendo pois não tivemos problemas e fomos bem atendidos. É claro que se vc dispõe de mais grana e quer algo mais requintado tem outras empresas no mercado, nós vimos a diferença nas paradas para alimentação pois a quantidade, variedade e qualidade dos alimentos era bem maior que a nossa.
      Os carros sairiam ás 10h30, portanto tínhamos um tempo livre, então fomos comer no Nonis Café que tinha sido bastante indicado nos relatos, pedimos um café continental e, como todos os outros, não matou nossa fome de dragão, tivemos que pedir mais alguma coisa L, gastamos 50 bols (achei caro mas vale a visita).
      Na volta fui acometida por uma crise de enxaqueca surreal (acredito que era a altitude mostrando suas garras! 😵) e parei no hostel para tomar remédio e descansar um pouco, o João foi atrás de snacks para a viagem (gastou 27 bols).
      Melhorei e seguimos para o ponto de encontro, dividimos nosso 4x4 com mais 2 casais da República Tcheca, bem simpáticos. Lembre-se que esse carros levam uma média de 6 turistas por veículo.
      O passeio é um caso a parte, vale muito a pena e foi o ponto alto da viagem para mim, empatando com Machu Picchu. Não vou ficar descrevendo em detalhes pois só vendo para saber do que estou falando 😍😍
      Nesse dia gastamos o seguinte:
      60 bols (blusa de lã linda! para mim) + 55 bols (blusa de lã João)
      20 bols lembrancinhas
      10 bols (ducha caliente). Custo para usar por 5 minutos (deu para nós dois tomarmos banho, acredite se quiser kkkkkk o frio faz milagres)
      10 bols snacks
      12 bols cervejas
      15 bols Imigração
       

       
      05 dia
       
      Não tenho anotação de gastos, pelo que me lembro não tivemos nenhum pois tínhamos snacks suficientes.
      Tivemos um dia excelente, paisagens deslumbrantes, porém à noite o “Soroche” bateu forte, foi um misto de náuseas, dor de cabeça, tontura e febre 🤒. Tomei um monte de remédios que tinha levado, me enfiei no saco de dormir e tentei descansar. Nesse dia ficamos sem banho devido frio intenso e um chuveiro precário que pingava água gelada, portanto recorremos ao lencinho umedecido.

       
      06 dia
      Acordamos muito cedo para visitar os Gêiseres, foi a manhã mais fria da viagem, dica: levem touca, luvas e cachecol na mochila de ataque.
      Depois de visitar alguns locais, finalizamos atravessando a fronteira com o Chile e foi tranquilo. Chegamos no Atacama umas 12h.
      Atacama me impressionou pela estrutura turística com seus restaurantes refinados, lojas elegantes e coleção de agências de turismo no meio do deserto, um contraste interessante.
      Saímos à procura de hostels com bom preço e acabamos escolhendo o La Casa Del Sol Nascente, fechamos beliche em quarto compartilhado por 7.000 pesos (2 noites), o local atendeu as expectativas, nada demais.
      Conseguimos almoçar por 3.500 pesos cada, comida bem simples e caseira servida em uma barraca na rua, não tem nome pra indicar, mas elas ficam próximas ao hostel.
      Aproveitamos para comprar os passeios do dia, fechamos Valle de La Luna por 10.000 pesos (incluso os 3.000 da entrada) e Laguna Lican Atay por 13.000 pesos, não tenho o nome da empresa. Fomos no Valle de La Luna e foi demais, lugar lindo, curtimos o fim de tarde nessa vista incrível.

       
      Dica importante: a temperatura do Atacama oscila muito, durante o dia o tempo é quente e seco, quando anoitece a temperatura despenca e muito, portanto não subestime o deserto, leve blusa nos seus passeios. 🥵🥶
      Compramos também a passagem para Arica para o dia seguinte (21.200 pesos). Jantamos uma pizza e cervejas no Barros Restaurante, lugar ótimo com música ao vivo (14.200 pesos).
       Dia 07
      Compramos nossos itens para o café da manhã em um mercadinho (3.250 pesos), saímos para conhecer a região a pé (se vc curte bike dá pra alugar uma) e voltamos para almoçar no Barros, comemos uma massa bem servida e boa (13.250) e partimos para nosso próximo passeio, a Laguna Lican Atay, que já tínhamos fechado no dia anterior com a mesma agência.
      O dono da agência tinha um jeitão de gangstêr 😎, ele explicou que a região em que é realizado o passeio possui algumas lagoas, uma é própria para banho, e que ele era dono delas (pasmem!!).
      Chegamos no local de micro-ônibus, pagamos uma taxa de entrada de 5.000 pesos, as lagunas são lindas, a cor impressionante, eu não quis entrar na água pois estava frio, mas se vc não tem problemas com isso sugiro que entre, pois devido o alto teor de sal na água, as pessoas não afundam!!! Sim, ficam boiando naquela lagoa no meio do deserto! Muito show!
      Super recomendo que vc leve uma toalha na mochila de ataque, pois será necessário uma ducha para tirar o sal que fica impregnado na pele.
      Chegamos no Atacama, tomamos um banho no Hostel (já tinha feito check-out mas eles autorizaram J), forramos o bucho com nossos lanchinhos baratos do mercadinho (2.800 pesos) e partimos para rodoviária. A caminhada é boa, mas dá pra ir tranquilo.

       
      Dia 08
      Esse dia foi bem cansativo, pois consistia em diversas viagens de ônibus seguidas, mas coragem que o destino final, Arequipa, vale o esforço!!
      Chegamos em Arica, compramos pão com ovo e café por 4.000 pesos, pagamos 700 pesos de taxa de embarque. O ônibus de Arica para Tacna custou 7.000 pesos pela TurBus.
      Chegamos em solo peruano!!!! Em Tacna compramos a passagem para Arequipa por 25 soles, 4 soles de taxa de embarque.
      Chegamos no fim de tarde em Arequipa, caçamos um Hostel para ficar e achamos um por 65 soles o quarto com banheiro privado e café da manhã, mas infelizmente não lembro o nome, fica em uma galeria.
      Saímos para conhecer a região, Arequipa é incrível, eu fiquei apaixonada por essa cidade e pretendo voltar um dia para subir o vulcão Misty. A Plaza de Armas é linda, ao redor tem diversas agências de turismo e lojas de “regalos”.
      Aproveitamos e fechamos o passeio do dia seguinte com a Kusi Travel, pagamos 40 soles para Valle Del Colca e 40 soles para o bilhete Del park. Se vc se afastar do centro da cidade vai encontrar diversos restaurantes pequenos com ótimos preços, jantamos por 7 soles e a comida era muito boa, uma sopa de quinoa de entrada, prato principal: arroz, filé de frango, fritas e salada, incluso um suco de cortesia e uma gelatina de sobremesa!!!!
       
       
      Dia 09
      Acordamos mega cedo para o passeio do Valle Del Colca, a van da agência passou no hostel para nos buscar. A viagem é longa, a paisagem maravilhosa e a altitude é foda, vi algumas pessoas passando mal. A van vai realizando paradas em locais estratégicos para fotos, sempre tem ambulantes com artesanatos lindos e volto a lembrar: pechinchem!!!!!!! Aproveitamos e compramos uma réplica de um “tumi de oro” por 10 soles (vi um casal pagando 50 soles em uma peça semelhante).
      Na hora do almoço, o guia levou os turistas para um restaurante que cobrava uns 40 soles com comida “á vontade”, mas desconfiamos do golpe e entramos para ver o Buffet, que realmente deixava a desejar. Saímos para caçar outro lugar mais em conta, foi nítida a insatisfação do guia 😂🤣, mas to nem aí!!!
      Não tinha muita opção, vila bem pequena e quase todos os estabelecimentos fechados. Almoçamos em um restaurante super simples, bem caseiro, por 17 soles (João) e 8 soles o meu prato. Ainda achamos sorvete por 1,50 e empanadas por 2,50 soles 😋
      O Valle é lindo, dá para ver os condores voando bem próximos de nós, simplesmente imperdível.
      Voltamos para Arequipa no fim de tarde, jantamos no Mc’Donalds (ninguém é de ferro né kkk) por 18 soles o combo Big Mac, passeamos bastante no centro e voltamos para descansar.
      Aproveitamos essa parada em Arequipa para lavar nossas roupas, o próprio Hostel indicou um serviço de lavanderia que retirava as peças lá e trazia limpas por 6 soles o kg, gastei 12 soles.

       
      10 dia
       
      Tomamos café no Hostel, o famoso café continental 😒, já adianto que se vc for uma pessoa com uma fome bruta igual a nossa, não vai ser suficiente, pois é bem pouca coisa 😔
      Tiramos o dia para passear por Arequipa, pois partiríamos para Nazca naquela noite. Começamos pelo Mosteiro de Santa Catalina (entrada 40 soles) e garanto: vale cada centavo! Que lugar lindo, cheio de história, chega a ser meio sinistro em alguns momentos, rende fotos incríveis e merece ser visitado sem pressa. Se quiser fazer com um guia, custa 5 soles a mais e vale a pena pagar.
      Saímos de lá na hora do almoço, comemos bem por 9 soles (sim, a comida é muito barata!! 🤩) e partimos para o Museu Andino (20 soles entrada + 2 soles de gorjeta para guia), local super interessante, é onde esta exposta a múmia mais bem conservada dos Andes, a Juanita.
      Tomamos um sorvete no Burger King (8 soles), buscamos nossas mochilas no Hostel e fomos para rodoviária, passagem para Nazca foi 50 soles pela empresa Cetur.
      Chegamos em Nazca bem tarde, quase meia noite e caminhamos pela cidade em busca de hostel. A cidade estava praticamente deserta, bem sinistro mesmo, esse foi um dos poucos momentos da viagem em que senti certa insegurança, mas felizmente arrumamos um quarto (40 soles casal).
       
      11 dia
       
      A cidade em si não tem muitos atrativos, a Plaza de Armas é simples, mas nosso interesse eram os passeios pelo deserto. Tomamos um café da manhã em lanchonete por 17,50 soles (bem servido), fechamos passeio com a Peru Desert por 50 soles, incluindo a pirâmide de Cahuachi e o sandboard, achei o preço alto, porém as empresas de turismo foram irredutíveis e você depende delas para chegar lá.
      Como sairíamos somente à tarde, aproveitamos para almoçar um PF por 10,50 soles com direito a Inca Kola ❤️ (sim, a esse ponto já estava viciada nela), não tenho o nome do restaurante, mas era próximo da Plaza.
      O passeio é bacana, feito em um carro doido que parece um buggy “a La MadMax” 😆🤣. Passamos por um antigo aqueduto que ainda possui peixes, bem legal. Vi em alguns relatos daqui que as pessoas entravam neles para tirar foto, no nosso caso não rolou, sinceramente não sei se são locais diferentes ou se as regras mudaram.
      Passamos por um cemitério profanado, que apesar de bastante interessante, me pareceu ser um cenário um pouco montado para turistas, mas vale a visita.
      O passeio pelo deserto é uma aventura, o guia pegava umas descidas bem fudidas, dava um frio na barriga, dá uma animada no passeio. Eu não fiz o sandboard, mas o João fez e gostou.
      Cahuachi é bem bacana, trata-se de um sítio arqueológico, antigamente servia como centro de peregrinação da cultura Nazca, vale bem a visita. Só sei que nesse momento o frio já estava tenso demais e o vento do deserto só piora a situação, tudo isso somado a um buggy todo aberto em movimento, já viu né, é areia no olho e vento gelado cortando a pele. Posso dizer que foi um dos momentos mais gelados da viagem 🥶.
      Não fizemos o voo pelas linhas de Nazca, pois achamos caro e também não teríamos tempo suficiente para tentar avistar das outras formas possíveis. Se você vai pra lá com mais tempo livre, acho que vale muito a pena pesquisar as maneiras de fazer esse rolê de forma econômica.
      Chegamos na cidade era fim de tarde, pegamos nossas mochilas na Peru Desert, jantamos em uma lanchonete uns lanches gostosos por 9,50 soles e fomos para rodoviária. Partiu Ica, passagem custou 12 soles pela empresa Soyuz.

       
      Chegamos a noite em Ica, não lembro bem o horário mas já passava das 22h, a região ao redor da rodoviária não é muito agradável, achei mais perigoso com “ares de cidade grande” sabe... Enfim, fomos atrás de um local para dormir.
      Uma dica: se você estiver em uma cidade dessas em que não conhece a região, não tem hospedagem reservada e já esta tarde, pegue um transporte (táxi, Uber, Tuk Tuk, etc) até a Plaza de Armas, pois geralmente nessas regiões é maior a possibilidade de ter comércio aberto, mais movimento nas ruas e hostel perto.
      Outra dica: se sua intenção é fazer o passeio das Islas Ballestas, programe-se para chegar cedo em Ica para comprar o passeio, pois as agências funcionam em horário comercial. Como só tínhamos um dia disponível para Ica e chegamos tarde, não conseguimos fazer esse passeio, infelizmente 😥
      Encontramos um Hotel com quarto disponível e mesmo achando a região bem suspeita (tinha um estabelecimento em frente ao Hotel, parecia ser um bordel, com meninas adolescentes na porta, muito triste e preocupante 😭), já era tarde e decidimos ficar.
      Nosso pesadelo começava aqui...
      O quarto era bem simples com banheiro privativo e ducha quente. Acomodamos-nos, desesperados por um banho quente e uma noite de sono, tinha sido um dia agitado com passeio no deserto, viagem de ônibus e muito frio. Eis que ligo a maldita ducha e a água estava gelada, tentamos aquecer de toda forma e nada!
      Ligamos na recepção e muito a contra gosto nos trocaram de quarto quando constataram que o chuveiro estava queimado. E lá vamos nós...
      Cara eu já estava puta da vida, cansada e com frio, chego ao outro quarto e a situação segue ainda pior... Uma confusão no quarto ao lado, primeiro uma música bem alta, depois uma briga com gritaria. Aquilo foi à gota d’água!!! Fiquei bem assustada!😱
      Nem ligamos na recepção, já descemos direto, pedindo nosso dinheiro de volta, pois não tinha condições de se hospedar ali. O mesmo recepcionista não questionou muito e liberou nosso dinheiro.
      Já era quase 2h da manhã e lá estávamos nós na rua novamente e justamente na cidade em que mais fiquei cismada com a questão de segurança.😫
      Em uma situação dessas não da pra ficar pensando muito em economia, já que não conseguiríamos fazer o passeio para Islas Ballestas, optamos pegar um táxi para Huacachina e tentar se hospedar por lá.
      O percurso é mais rápido do que se imagina, aquele Oásis no meio do deserto é bem perto de Ica, cerca de 5km, não tenho o valor do táxi, mas foi barato. Chegamos lá e conseguimos um Hostel por 60 soles (quarto casal com banheiro compartilhado) depois de muita procura, a maioria das hospedagens são caras ou estão lotadas. Enfim, banho e cama. Desculpem a falta de informação $$ dessa parte, mas imagina cabeça desse casal como estava 🤯🤬
       
      12 dia
       
       Obviamente acordamos mais tarde que o normal e tiramos o dia para passear por Huacachina. Tomamos um café da manhã saboroso em uma espécie de food truck 🤔 (13,50 soles).
      A história do Oásis impressiona, o local antigamente frequentado pela elite era cenário de festas e luxo, com o passar dos anos foi sofrendo com falências, falta de clientes, poluição da lagoa artificial (sim ela é artificial e isso é decepcionante 😐) e algumas lendas sinistras (pare para ouvir os locais contando, é bem legal 🥰).
      Sinceramente esse misto de estabelecimentos chiques, construções antigas e hotéis abandonados dá um ar decadente muito charmoso.
      Passeamos bastante, almoçamos em um pequeno restaurante bem caseiro por 23,50 soles e foi o melhor rango da viagem toda 😋!!! Um spaghetti com molho pesto e filé de frango empanado, bem servido e saboroso. Para acompanhar, uma cerveza Cusqueña por 6 soles e fechamos com sorvete por 2 soles.
      De bucho cheio, subimos as dunas para curtir o visual, da pra fazer fotos incríveis e não senti a necessidade de pagar passeios por lá pois já tínhamos passeado de bug pelo deserto em Nazca. Dica importante: não faça como meu marido, que devido o calor da tarde decidiu subir as dunas de chinelo e passou um perrengue da peste 😂 kkkkk a areia parece brasa e queima mesmo!! Eu subi de bota e foi sucesso kkkk 😘
      À tardinha voltamos para Ica, pegamos um Tuk Tuk até a rodoviária, são super baratinhos, não lembro o valor, mas sei que usava somente umas moedas para pagar, porém sempre acerte o preço antes de embarcar. Para quem tem muita neura com segurança prepara o coração, pois são motos com uma adaptação para carregar 2 pessoas atrás e a maioria tem uma estrutura bem improvisada, andamos em um que as “paredes” eram feitas de papelão kkkkkkkkk.
      Compramos a passagem para Cusco por 160 soles pela Empresa Cruz Del Sur, guardem esse nome!!!! Cruz Del Sur ❤️!!!!! Que ônibus meus amigos, me senti na primeira classe dos busões kkkkkk. Se a viagem é longa, como a maioria é, vale cada centavo que se paga a mais que algumas outras empresas. Eles têm serviço de bordo (pasmem!!!), refeições inclusas (boas), cobertor e travesseiros, tela em cada assento com fone de ouvido e vários filmes bacanas, revezamento dos motoristas, resumindo foi bom demais.
      Ahhh cambiamos grana antes de partir.

       
      13 dia
       
      Chegamos na maravilhosa Cusco!!! Que emoção, era um sonho se tornando realidade 😍
      Saímos pelas ruas estreitas caçando um hostel, batemos muita perna, os hostels mais populares esgotam rápido, porém demos uma sorte danada e conseguimos uma cama em quarto misto no Milhouse (40 soles) com café da manhã incluso. Super indico o local, especialmente se estiver viajando sozinho, lá é bem animado, tem bar com festas à noite e passeios, fora que o local é gigante.
      Hospedagem ok, mochilas guardadas, lá fomos nós organizar nosso roteiro para os próximos dias. Pedimos informação do local que vendia a entrada para Machu Picchu, encontramos fácil, estava com uma pequena fila, mas foi tranquilo (152 soles). Se tua intenção é subir a Huayna Picchu, compre pela internet com antecedência.
      Para entrar nos pontos turísticos de Cusco, você vai precisar comprar o Boleto Turístico, custa 130 soles (tem desconto pra estudante que tem aquela carteira internacional). Segue foto modelo (internet)

      A Plaza de Armas é linda, tem muitas opções de comércio ao redor, passamos por várias agências tentando fechar o melhor preço para nossos próximos passeios, vale a pena (como sempre) pechinchar, tenha em mente todos os lugares que quer conhecer para fechar um pacotão, sai bem mais barato.
      Infelizmente não tenho o nome da agência que fechamos, mas tenho os valores para servir de base: City Tour Cusco 10 soles, Valle Sagrado com almoço incluso 50 soles (o desconto compensou pegar com refeição) e van para Aguas Calientes + Hospedagem 1 noite (quarto privado) 80 soles.
      Jantamos por 23,75 soles e voltamos para o Hostel.
       
      14 dia
      O café da manhã no Milhouse é ótimo!!! Depois de comer como se não houvesse amanhã 😋, partimos para o tour pelo Valle Sagrado. Sério, que incrível!! A dica de ouro aqui é fazer esse roteiro antes de Machu Picchu, pois da um gostinho de entrada para o prato principal sabe¿! A verdade é que depois de Machu Picchu, qualquer outra ruína Inca parece ser simples.
      Primeira parada foi Pisac, muito interessante esse primeiro contato com as ruínas dessa intrigante civilização.
      Durante o tour, eles param em pontos específicos para fotos e comércio de regallos, já aviso que a tentação é gigante. As clássicas fotos ao lado de lhamas bebê e mulheres com os trajes típicos podem ser facilmente tiradas 😉
      O almoço é no povoado de Urubamba, muito bem servido e as bebidas cobradas separadamente, cerveja 8 soles.
      Ollantaytambo é um caso a parte, simplesmente linda! Demos sorte de pegar um guia sensacional, muito empolgado e com ótimas informações sobre os lugares que passamos, que nos deixou ainda mais encantados pelas histórias do lugar. Se vc tiver tempo disponível no seu roteiro, eu encaixaria uma noite em Ollantaytambo, me arrependi de não ter ficado mais lá.
      Seguimos para Pisac, visitamos uma igreja linda e cheia de imagens marcantes, nos encontramos com as artesãs locais que produzem peças lindas com a lã da Alpaca, elas explicam todo o processo de coloração das peças e nos recebem com chá quente e muita educação. Comprei uma touca por 22 soles.
      Retornamos para Cusco no fim de tarde, jantamos um hambúrguer com fritas e sucos por 17 soles (em alguma lanchonete do centro).
       

       
      15 dia
       
      Acordamos muito cedo para nossa viagem até a Hidrelétrica. A viagem dura em média 7 horas, fizemos em uma van, são realizadas poucas paradas para banheiro e alimentação (bem poucas mesmo), portanto leve snacks e água (lanches na estrada 10 soles).
      Se você é daquelas pessoas que passam mal em ônibus 🤢, já tome e leve remédio, pois sendo sincera é tenso!!
      Não tive problemas com enjoo, nem meu marido, mas vi pessoas passando mal. Agora se eu falar que consegui dormir estarei mentindo, o medo não deixava kkkkk sério que caminho é aquele!!!! São montanhas lindas, muito altas, com estradas estreitíssimas e precipícios, eu ainda fiz a bobeira de ficar na janela e não recomendo 😅😂.
      Se você não tem medo de altura... e da morte kkkkk vai ser sossegado 🙏🤣
      Conhecemos na van uma família de brasileiros, pernambucanos (Nordeste é foda!!!!! ❤️), que faziam exatamente o mesmo roteiro que nós, inclusive usavam o mesmo relato daqui como base para o planejamento, salve @Tanaguchi mais uma vez!!! Hahahaha!!!! Eles se tornaram companhia em outros momentos dessa viagem e da vida, pois nos encontramos em Olinda dois anos depois para uma cerveja gelada. Deixo aqui nosso abraço para Cássia, Márcio e seus filhos Camila e Marcio Jr.
      Finalmente chegamos na Hidrelétrica e tínhamos uma caminhada pela frente, seguimos o fluxo de turistas e acredite, é muita gente optando pelo modo mais econômico, portanto vai sem medo porque o caminho é tranquilo, a maior parte em linha reta beirando os trilhos do trem, com uma das vistas mais sensacionais dessa trip.
      Achamos o trajeto muito agradável, com aquele barulho gostoso de água corrente devido um lindo riacho que beira a estrada, ar puro e paz. Mesmo que você não tenha um bom preparo físico, seja sedentário, permita-se fazer essa trilha, vai no seu ritmo e curta cada passo, vale a pena!
      Avistamos as luzes de Águas Calientes e vem um alívio de missão cumprida. A cidade é um charme, ruas estreitas, restaurantes decorados tipicamente, vários doguinhos andando pelas ruas, aquela vista surreal das montanhas, tudo muito foda!
      Encontramos nossa hospedagem, chama Denis House, deixamos nossas mochilas e saímos para conhecer um pouco mais.
      Em relação a valores, Águas Calientes é uma cidade turística e tem preços altos, porém nada surreal como ouvi falar. O que mais me incomodou foi o tamanho das porções de comida dos restaurantes, simplesmente ridícula de tão pequena. E isso pareceu ser uma estratégia de todos os restaurantes, eles põem preços atrativos nas placas, mas diminuem na quantidade de comida.
      Paramos em um restaurante para comer uma pizza (29 soles a de 8 pedaços), porém a massa era extremamente fina e o recheio bem pouco, conclusão: não matou nossa fome 😒
      Compramos em um mercadinho uns itens para comer na trilha do dia seguinte (12 soles) e voltamos para descansar.
       
      Dia 16
       
      Esqueci de comentar que no momento em que comprar o ticket para Machu Picchu, vc deverá escolher o horário em que irá visitar, sendo as opções: manhã ou tarde. Isso permite limitar a quantidade de turistas circulando e preserva esse patrimônio da Humanidade 😍
      Outra coisa importantíssima que me esqueci de mencionar é que não fomos para Águas Calientes com nossa mochila cargueira por motivos óbvios (peso extra para as caminhadas), portanto colocamos uma troca de roupa e itens de higiene pessoal indispensáveis na mochila de ataque. Conseguimos deixar nossas cargueiras no Milhouse (hostel que ficamos em Cusco) sem dificuldades, eles têm um cômodo para armazená-las. Independente da onde esteja hospedado, acredito que não haverá problemas, pois é uma prática bem comum entre os viajantes.
      Nossa programação tinha sido a seguinte: iniciar nossa subida beeeem cedo, umas 4:00 AM, passar a manhã toda conhecendo as ruínas, retornar na hora do almoço para Águas Calientes, almoçar, pegar nossas mochilas e retornar para a Hidrelétrica, afinal nossa van sairia no final da tarde. Os horários seriam apertados, mas já estávamos acostumados (sabe de nada inocente kkkk).
      E lá estávamos nós ás 3:40AM de pé, mortos de sono mas extremamente ansiosos. Compramos na noite anterior em um mercadinho alguns itens que seriam nosso café da manhã e snacks da trilha, então comemos a caminho da ponte onde parte a subida para Machu Picchu.
      A quantidade de pessoas é gigante, já tinha uma espécie de fila antes da ponte, alguns guardas bloqueavam o acesso, seria liberada a subida somente ás 05h. Não tinha lido nada a respeito desses horários em relatos, então não sei informar se são novas regras ou se sempre foi assim. Só sei que ficar uma hora em pé naquele frio só aumentou minha ansiedade. Ahhhhh leve roupa de frio galera, é sério!!
      Enfim liberaram a subida, a trilha é estreita, portanto esse formato de fila acaba sendo mantido em boa parte do trajeto. A maior parte é subida, quase que 90%; vai estar escuro mas tem muitas lanternas ajudando, mesmo assim leve a sua pq vai precisar; não recordo quantos Km ela tem mas fizemos em 40min; é basicamente uma escada com degraus irregulares; vista roupas em camadas que fiquem fáceis de retirar caso o calor aperte devido o esforço físico e posso dizer que o esforço compensa.
      Não vou mentir e falar que a subida é pra qualquer um, pq não é! Se você está sedentário há anos, tem idade avançada, problemas articulares (joelho, quadril, etc) ou alguma doença que te cause limitações, aconselho ir da forma mais prática, porém menos econômica que é o micro-ônibus.  Não sei informar quanto custa, mas não deve ser difícil de descobrir por aqui.
      GENTE não quero ser radical, não sei se demos azar ou o quê, mas o povo que fez a subida no mesmo horário que nós pareciam ser maratonistas, kkkk sério, eles subiam em um ritmo bem acelerado e não tinha como você parar pois era tipo uma fila, o ritmo tinha que ser constante. Cara, não somos sedentários, faço treino de alta intensidade regularmente e não foi fácil.
      Se tu és jovem e saudável, se arrisque e suba, vale a pena.
      Chegamos ao topo vivos e começamos a explorar a região, surreal!! Tem muito lugar pra conhecer e muitas fotos pra tirar, se preparem para andar bastante. Tinha bastante turista, mas não a ponto de atrapalhar, não contratamos guia e não me arrependi. Foi uma manhã bem chuvosa e nublada, uma capa de chuva cairia bem, recomendo levar.
      Agradeci por não ter comprado o ticket para Huayna Picchu, devido o tempo fechado nem dava pra enxerga-lá, quem subiu comentou que não deu pra avistar quase nada.
      Achei a descida tranquila, fomos em um ritmo bem mais de boas, sem tumulto, só apreciando a vista. Chegamos em Aguas Calientes bem cansados e a última coisa que queríamos era enfrentar a trilha da Hidrelétrica. Como tínhamos planejado um dia off em Cusco, pensamos em usá-lo por aqui mesmo.
      Graças a Deus conseguimos contato com a empresa e trocamos a van para o dia seguinte, ás 13h. Conversamos no Denis House e conseguimos fechar mais uma noite (50 soles casal), almoçamos por 24 soles, compramos papel higiênico por 4 soles, passamos a tarde descansando e jantamos uma pizza por 29,90 soles.
      Obs: Quem optou por subir a tarde pegou o tempo aberto e sem chuva, confirmamos com nossos amigos pernambucanos, que inclusive relataram que a subida foi tranquila, sem tumulto. Fica a dica.
       
       

       
       
      Dia 17
       
      Íamos partir na van das 13h, portanto aproveitamos para dar uma volta pela manhã e almoçar (20 soles) antes de iniciar a nossa caminhada em direção a Hidrelétrica.
      Como disse antes, a caminhada é tranquila e belíssima, leve água e papel higiênico...eu mesma tive um imprevisto e aproveite um dos poucos estabelecimentos que tem nesse trajeto para usar o banheiro, senão ia no mato mesmo kkkkkk.
      Bom, a volta na van foi menos tensa pois coloquei meu marido na janela kkkk avistar por várias horas aquela distância mínima entre o pneu e os precipícios não ia me deixar dormir novamente.
      Chegamos a noite em Cusco, jantamos empanadas e sorvete (11 soles), pegamos nossas mochilas no hostel, como não tinha mais vagas por lá, arrumamos por uma noite no The point (42 soles). Sinceramente não lembro da minha passagem por esse hostel para opinar, já faz um tempão né.
       
      Dia 18
       
      Acordamos e para aproveitar o tempo ao máximo já pegamos um táxi até a rodoviária (9 soles ida e volta), compramos nossas passagens para Puno (61 soles pela Cruz Del Sur, a MELHOR!!!!!) pois partiríamos a noite. Sei que existem empresas de busão mais em conta, mas sinceramente eu preferi pagar um pouco a mais e saber que iria dormir bem e ter refeição boa inclusa, então realmente compensa.
      Lavamos nossas roupas por 4 soles/kg (deu 5 soles) e almoçamos por 15 soles, mais 2,50 soles de um chocolate, não pode faltar rsrs
      Vou ser bem sincera, me deu um certo apagão dos detalhes desse dia, mas vou tentar relatar o mais detalhado possível...
      Lembro que aproveitamos à tarde para fazer o tal City Tour, tínhamos comprado ele por 10 soles naquele pacotão que fechamos no primeiro dia em Cusco. Nos reunimos na Plaza de Armas conforme combinado e seguimos em uma turma a pé por vários pontos, com um guia explicando. Achei o passeio interessante, esse custo inclui o guia e o ônibus para os pontos mais afastados, não esta incluso o valor de entrada em Qoricancha (15 soles), que foi o templo mais importante durante o império Inca.
      Como sempre, não deixe-se levar pelo solzinho gostoso da tarde, pois é só questão de tempo para o frio aparecer, portanto leve agasalho para esse passeio. E o frio veio com força no final do passeio, que foi todo em área aberta.
       
       

      “Momento fofo em Qoricancha”
       
      Voltamos, jantamos por 10 soles e fomos para a Rodoviária (acho que fomos a pé dessa vez, mas não tenho certeza).
       
       
      Dia 19
       
      Desembarcamos na rodoviária em Puno beeem cedo, por coincidência pura encontramos nossos amigos pernambucanos e tivemos companhia, pois eles tinham a mesma programação.
      Compramos as passagens para Copacabana (20 soles), fechamos o passeio para o Lago Titicaca por 25 soles + 10 soles do barco em Uros. Nosso desayuno foi na rodoviária mesmo, no andar de cima tem uma lanchonete, paguei 9 soles por um misto-quente com suco de laranja.
      Outras gastos foram: 1,50 de taxa rodoviária, 1,00 banheiro.
      O lago Titicaca é lindo, enorme e o povo que vive nas Islas Flotantes de Uros são muito simpáticos, te explicam como fizeram aquela “vila” no meio do lago, mostram suas casas, seus artesanatos e suas dificuldades também, pois a realidade lá não é fácil, vida simples com pouco recurso, muita idosos e crianças.
       
       

       
       
      Ahhh, pra quem adora botar mais um carimbo no passaporte (quem não gosta né gente 🤣), eles tem um específico da ilha e carimbam seu passaporte por um valor simbólico.
      Não sei vocês, mas se tem um lance que eu e meu marido não curtimos são atividades muito comerciais sabe, como excursões ou conhecer locais voltados para turistas, deixando CLARO que não tenho nada contra quem curte esse tipo de viagem ok!!!! Mas teve uns momentos desse passeio que me senti assim sabe, pois eles contam muito com a grana de quem vai lá visitar, ai se você não compra nada de artesanato, fica um climão. Ao final do passeio, um casal cantou uma canção para nós, contribuímos com uma grana e agradecemos. Sei lá, pode ser nóia minha, mas fico me sentindo um pouco mal sabe.
      Almoçamos por 16,50 soles ( não lembro onde e o que kkkkk), 3,50 de snacks e partimos Copacabana.
      Viagem foi de boas, passagem pela fronteira também, uma fila rápida e sem enrolação. E lá estávamos nós de volta a Bolívia, sua linda!!!!
      Ahhhh teve uma situação sim, quando estávamos chegando o motorista do ônibus começou a fazer propaganda do Hotel El Mirador, falando que quem não tinha hospedagem reservada eles tinham vagas, com vista para o lago, o preço estava bem melhor do que o local que tínhamos reservado pelo Booking (40 bols) e inclusive ele ia deixar a galera na porta!!!! Ai gente, assim fica difícil ser justa, até consultamos no mapa a distância da nossa reserva e... era uma puta de uma subida!!!!! Tentei fazer cancelamento sem sucesso, internet tava uma bosta.
      Acabamos arriscando e ficamos por lá mesmo e foi uma ótima escolha, o Hotel era simples, mas a vista era simplesmente incrível, aquele anoitecer com o Titicaca de fundo, pqp!!!! Acabou que o Booking não descontou valor nenhum nosso, ainda bem!!
      Nossa passagem por Copacabana seria super breve, afinal o foco era a Isla Del Sol, portanto, depois de um banho, saímos para conhecer melhor o local. Compramos nossa passagem para La Paz (empresa Titicaca 35 bols), compramos alguns snacks para levar no dia seguinte (15 bols) e pizza e vinho por 37,5 (bols). O local da hospedagem era bem estratégico, muito próximo do porto, a região tem vários pequenos comércios, tipo uns mercadinhos, restaurantes e locais para cambiar grana. Andamos a noite e não tive sensação de insegurança por lá.
       
       
      Dia 20
      Acordamos bem cedo, tomamos café e partimos para o porto, o barco até a Isla Del Sol custa 15 bols, o trajeto é tranquilo, não lembro quanto tempo de duração. Ao chegar à ilha você paga uma taxa de 10 bols para entrar.
      Não tínhamos hospedagem reservada, então saímos pechinchando e subindo aquela ladeira, pois a área com mais estabelecimentos fica em uma subida.
      A ilha é linda, vista incrível, trilhas para fazer e tudo muito simples. Não espere luxo por lá, as hospedagens são simples e os restaurantes também, obvio que tem alguns locais que se destacam, mas não estávamos dispostos a pagar o preço (orçamento seguido à risca kkkk).
      Não encontrei Hostel por lá, optamos por um quarto privado com banheiro externo compartilhado em um local chamado Las Cabanas (40 bols), veja que a média de preço da Ilha é acima da média, pois esse local era realmente beeeeeeeem rústico.
      Aproveitamos nossas andanças para comprar água (2 litros, 07 bols), almoçamos um PF (não tenho o valor desse, foi mal) e andamos muito.
      Como teríamos apenas um dia para conhecer a ilha, caprichamos na disposição, andamos bastante, tem vários pontos para descansar e apreciar a paisagem, tirar muitas fotos e simplesmente contemplar.
      Na época que fomos, estava rolando uma treta entre o povo que mora do lado norte com o lado sul da ilha, não me lembro em que parte ficamos, mas sei que a outra face estava fechada para visitantes, triste né! Mas nem julgo, pois só ouvimos a versão de um dos lados, mas de fato essa briga atrapalha o turismo e comércio da região.
      A noite a temperatura caiu bastante e juro que se tivéssemos mais snacks eu não teria saído do quarto pra jantar, estava simplesmente exausta das trilhas feitas o dia todo, mas a fome venceu...
      A iluminação na Ilha é escassa, somente nas casas e comércios, que na maioria estão fechados a noite, sendo assim a escuridão predomina. Nessas horas a lanterna salva o role viu, pq era tanta bosta de cavalo e cabra na estrada que se eu não desviasse ia ficar atolada no caminho kkkkk
      Achamos uma pizzaria bem simples, era quase dentro da casa do rapaz, não lembro o valor da pizza, mas resolveu nosso problema. Finalmente o merecido descanso.
       
       

       
      Dia 21
       
      Descemos a ladeira em direção aos barcos, compramos um suco e bolacha (6 bols), passei alguns bons momentos interagindo com uma adorável moradora da ilha
       
       
       

       
      Lembrando que a passagem de volta é mais cara se você comprar separado, pagamos 25 bols.
      Retornando a Copacabana, foi o tempo de almoçar (não tenho valores) e pegar o busão rumo a La Paz.
      La Paz é cidade grande mesmo, trânsito, gente pra todo canto, comércios e isso aumenta também o risco de furto e roubo, por isso todo cuidado é pouco, mas ainda assim achei bem de boas viu, a única situação que nos ocorreu foi uma noite um cara nos abordou pedindo dinheiro, mas estava visivelmente bêbado e não insistiu muito. Para quem vive em SP então kkkk La Paz é seguro até demais kkkk.
      Não tínhamos reservado nada pelo Booking, mas queríamos ficar próximos das ruas mais movimentadas (Calle Sagarnaga, mercado de las brujas, etc), então saímos da rodoviária e partimos a pé para o centro.
      A caminhada é tranquila, deve-se ficar esperto por conta das mochilas cargueiras, porém você verá muitos mochileiros nessa região, vai na fé!! Se estiver sozinho ou estiver à noite, acho que um Uber é uma boa opção.
      Chegamos até a praça que tem a bela igreja de São Francisco, as ruas estavam lotadas, parecia a região do Brás, com muitos ambulantes e muvuca rsrsr deu até saudades de casa rsrsrs. Começamos a subir essa rua principal, se não me engano é a Sagarnaga, mas sei que é uma cheia de restaurantes, agências de turismo e hospedagens. Aconselho fechar a hospedagem com antecedência nessa região, pois fica cheio de mochileros buscando as mesmas coisas: preço baixo e boa localização.
      Paramos em um hostel, tinha preço atrativo, mas não sei pq pedimos para olhar o banheiro compartilhado antes de fechar os 3 dias de hospedagem, eis a surpresa...as portas dos chuveiros não davam privacidade nenhuma,eram curtas e com detalhes em um tipo de vidro temperado que daria para ver a silueta completamente, sendo uma área em que outras pessoas estariam usando as pias. Cara, juro, não é frescura, mas porra custava colocar um porta simples de madeira ou sei lá o que!!! Se tiver algum dono ou aspirante a dono de hostel lendo esse relato, fica a dica, não é pq nós optamos por dividir o quarto e outras áreas com desconhecidos que não me importo que me vejam pelada tomando banho né!!!
      Enfim, já estava tarde e acabamos ficando em um “hotel” chamado Salas, por 210 bols os 3 dias de hospedagem, não achei barato pela qualidade que era bem baixa e a localização, pois era no final dessa rua movimentada.
      Passamos por várias agências no intuito de fechar Chacaltaya e quem sabe a Carretera de La Muerte para meu marido, porém acabamos desistindo da segunda opção pelo curto tempo que teríamos. Fechamos então com a Barro Biking , Chacaltaya por 100 bols e Tiwanaku por 200 bols.
      Jantei uma lasanha com suco e levei uma omelete recheada para viagem (ia comer no passeio) no Italian Pizza! por 65 bols, compramos snacks para o dia seguinte por 7 bols.
       
      Dia 22
       
      Acordamos super cedo para fazer o passeio até Chacaltaya e garanto, vale muito a pena!!! Trata-se de um pico da cordilheira dos Andes, a 5421m de altitude, no qual subimos com uma van por uma estrada bem estreita e íngreme e depois seguimos a pé por aproximadamente 200m.
      Foi uma experiência foda!!! Só aumentou a vontade de voltar mais vezes para fazer outras montanhas da região, obviamente com preparo para isso né
       
       

       
       
      De lá, fizemos o passeio pelo Valle de La Luna, que rende belas fotos, com uma paisagem bem diferente, vale a pena.
      Como tínhamos encontrado nossos amigos pernambucanos na montanha, combinamos uma cervejada em um pub próximo da onde estávamos hospedados, bem legal o lugar, pena que não lembro o nome (40 bols muito bem bebidos diga-se de passagem kkk), mais tarde jantamos pizza por 25,50 bols, não lembro onde kkkk
       
      Dia 23
      Acordamos super cedo para fazer o passeio para Tiwanaku, já tínhamos fechado com a agência Barro Biking no primeiro dia e o único azar que demos foi o tempo chuvoso, mas de resto foi ótimo.
      Se você curte história, culturas antigas e mistérios, esse lugar merece ser visitado. Lá eles possuem um enorme monólito, vários artefatos antigos e uns rostos lapidados na pedra que se assemelham a extra-terrestres, muito foda!!
      No passeio estava incluso o almoço, meu marido experimentou carne de lhama nesse dia, aff...eu fui de peixe frito mesmo.
      Gastamos somente 21 bols com snacks e bebida.
       
      Dia 24
       
      Tiramos o dia para circular por La Paz. Andamos de teleférico (6 bols) e optamos por não ir naquela feira que tem no final dele pois não era nosso foco ir as compras, afinal assemelha-se muito a comércios populares como Brás e 25 de Março e tem uns oportunistas nesses locais, deu para sentir por uns sujeitos bem estranhos no próprio teleférico.
      Andei muito pelo Mercado de Las Brujas e realmente é o melhor lugar pra comprar os regallos, que por sinal são muito baratos!!! É realmente difícil lembrar que esta somente com uma mochila e não sair levando de tudo um pouco, menos os filhotes de lhama empalhados obviamente...
      Almoçamos uma massa no restaurante Mozarela (38 bols), comprei snacks para a viagem de busão da madrugada (31 bols).
      Como a viagem estava chegando ao fim e estávamos dentro do nosso orçamento, acabamos afrouxando um pouco nos gastos com comida e nos deixamos levar pelo pecado da gula kkkk.
      Nesse dia jantamos no “Café Del Mundo” e super recomendo, lugar lindo com uma decoração fofíssima e deliciosos pratos, gastei 50 bols em uma refeição deliciosa e de quebra comi um brownie sensacional por 12 bols. Só vão!!!
      De bucho cheio e cansados de bater perna o dia todo, fomos para rodoviária de táxi (7,50 bols), pagamos uma taxa no terminal de 2,50 bols e a passagem para Santa Cruz de La Sierra foi 130 bols pela empresa El Dorado.
       
       
      Dia 25
      Chegamos em Santa Cruz de La Sierra e nos hospedamos no Hostel Coco Jamboo (141,50 bols), não tinham muitos locais mais em conta na localização que queríamos. Achei bom ficar longe da rodoviária, pois me fez conhecer uma Sta Cruz totalmente diferente, com uma Plaza de armas simples e bela, com restaurantes e sorveterias ao redor. Por ser um feriado por lá, estava aquele clima de cidade do interior sabe, famílias passeando na praça, cachorro correndo e um calorzinho gostoso...
      Justamente por ser feriado, os pequenos restaurantes estavam fechados e as opções abertas eram mais caras, ai já viu né, juntou o fato de ser o penúltimo dia de viagem, com a fome e as poucas opções...chutamos o pau da barraca kkkkk, foi almoço no Burger King (53 bols), jantar em uma hamburgueria (57,50 bols), sorvete artesanal (20 bols) e mais gastos com água e cerveja (32 bols).
      Tiramos o dia para comer e descansar literalmente, mas foi ótimo.
       
      Dia 26
       
      Tomamos café no hostel, cambiamos o restante do dinheiro por real, fechamos um taxi até o aeroporto por 60 bols.
       
      E chegou ao fim essa viagem sensacional e inesquecível que fiz com meu esposo (na época namorado) em setembro de 2017. Espero ter ajudado de alguma forma ou pelo menos facilitado vocês a montarem seu roteiro para essa aventura. O relato demorou mas saiu!!!!
    • Por Gerhard Jahn
      Fala raça!
      Tô felizasso em poder compartilhar essa experiência com vocês. Fiz o mochilão na companhia do meu irmão Kevin Jahn e minha cunhada Carol Jahn em janeiro/fevereiro de 2020, dormindo em barraca, hostels, AirBnB e até no chão do aeroporto (pra dar aquela emoção a mais).
      Apesar de ter sido uma das melhores experiências que já vivi, foi bem difícil planejar essa viagem, então espero que essas poucas informações iluminem quem está cogitando conhecer essa região. De início vou focar apenas nas questões mais relevantes (roteiro, custos e o que levei na mochila), e aos poucos vou relatando os acontecimentos da viagem, principalmente o trekking em Torres del Paine e El Chaltén.

       
      ROTEIRO
      Dia 1: 23/01/20 - Floripa > Santiago > Punta Arenas
      Dia 2: 24/01/20 - Punta Arenas > Puerto Natales - Conhecemos o Estreito de Magalhães pela manhã e em seguida pegamos o ônibus para Puerto Natales. Final da tarde compramos as comidas para TdP
      Dia 3: 25/01/20 - Puerto Natales > Torres del Paine - Ataque ao Mirador Base de las Torres, acampamento no Camping Central
      Dia 4: 26/01/20 - Torres del Paine - Travessia até o Valle del Francés, acampamento no Camping Italiano
      Dia 5: 27/01/20 - Torres del Paine - Ataque ao Mirador Fracés e travessia até o Camping Paine Grande, onde acampamos
      Dia 6: 28/01/20 - Torres del Paine > Puerto Natales - Acabamos ficando de molho no Camping Paine Grande até a chegada do catamarã
      Dia 7: 29/01/20 - Puerto Natales > El Calafate - Ficamos mais de duas horas na aduana Chile/Argentina, foram mais de 8 horas de viagem ao total
      Dia 8: 30/01/20 - El Calafate - Dia de conhecer o Glaciar Perito Moreno, não fizemos o Mini Trekking mas foi ótimo pra tirar um dia pra descansar
      Dia 9: 31/01/20 - El Calafate > El Chaltén - Chegando em Chaltén já fomos direto para a Laguna Capri montar acampamento, final da tarde fizemos um ataque ao Fitz Roy
      Dia 10: 01/02/20 - El Chaltén - Descanso na cidade
      Dia 11: 02/02/20 - El Chaltén > El Calafate - Chorrillo del Salto pela manhã e viagem de volta a Calafate após o almoço
      Dia 12: 03/02/20 - El Calafate > Puerto Natales > Punta Arenas - Chá de ônibus nesse dia
      Dia 13: 04/02/20 - Punta Arenas > Santiago > Floripa

      TOTAL GASTO: R$ 4700,00 (joguei o valor um pouco pra cima porque posso ter esquecido de algo)
      Os valores estão por pessoa e na moeda utilizada no momento da compra.
      DESLOCAMENTOS: R$ 3.526,00.
      Passagem aérea ida/volta + seguro viagem + bagagem de mão + cargueira despachada + assento reservado + taxa de embarque: R$ 2760,00 pela LATAM, de Floripa à Punta Arenas com conexão em Santiago.* Ônibus Punta Arenas-Puerto Natales ida/volta: CLP $ 15.000,00 Ônibus Puerto Natales-Torres del Paine ida/volta: CLP $ 16.000,00. Transfer Guarita-Camping Central: CLP $ 3.000,00. Catamarã Camping Paine Grande-Guarita: CLP $ 23.000,00. Ônibus Puerto Natales-El Calafate ida/volta: CLP $ 34.000,00. Ônibus El Calafate-El Chaltén ida/volta: ARS $ 2400,00.  Van El Calafate-Perito Moreno ida/volta: ARS $ 1200,00. *Pelo meu monitoramento só o valor da passagem variou na época entre R$ 1900,00 a R$ 2400,00. Comprei com três meses de antecedência e confesso que há uma semana antes da viagem o preço ainda estava na mesma faixa.
      HOSPEDAGENS: R$ 506,00.
      Puerto Natales 
      Hostel Bella Vista: R$ 55,00 c/ café da manhã e aluguel de equipamentos de trekking, inclusive ganhamos de presente um gás da host Ni Torres del Paine (vou detalhar melhor no tópico exclusivo de TdP) Camping Central: USD $ 21,00. Camping Italiano: Free, grátis, na faixa. ~não recomendo Camping Paine Grande: USD $ 11,00. El Calafate
      Airbnb Groovy Dooby Doo: R$ 59,00. ~não recomendo El Chaltén
      Camping Laguna Capri: Free, grátis, na faixa. Hostel Rancho Apart: ARS $ 1250,00, quarto compartilhado. *valores por noite
      **foram 10 noites, na primeira passamos no avião e na última no chão do aeropoto.
      ENTRADAS: R$ 200,00.
      Entrada do parque Torres del Paine: CLP $ 25.000,00. Entrada do parque Los Glaciares - Perito Moreno: ARS $ 800,00. ALIMENTAÇÃO: R$ 350,00.
      Restaurante no Chile: em torno de CLP $ 3.500,00. Restaurante na Argentina: em torno de ARS $ 600,00. Mercado para Torres del Paine: CLP $ 6.600,00. Mercado para Fitz Roy: ARS $: 660,00. Compras nos aeroportos, rodoviárias, snacks, frutas e etc. COTAÇÕES
      R$ 1,00 = CLP $ 190,00 (Aeroporto de Santiago) R$ 1,00 = CLP $ 170,00 (Punta Arenas) R$ 1,00 = CLP $ 165,00 (Puerto Natales) R$ 1,00 = ARS $ 16,50 (Restaurante Casimiro em El Calafate, apesar de ter a melhor cotação de Dólar, Euro e Real, aqui é clandestino devido aos problemas políticos-econômico da Argentina)  
      VESTUÁRIO E EQUIPAMENTOS
      O segredo é focar em roupas e equipamentos apropriados para a região. A fama da Patagônia ter uma instabilidade climática não é um exagero, tu literalmente vai viver as quatro estações e todos os tipos de condições em um único dia.
      O que eu levei na minha mochila Forclaz Trek 900 50L + 10L:
      1x Calça modular - Tecido de secagem rápida e que não propagada corte 1x Fleece (0 a 7 ºC) - Uso um com zíper pra ser prático e ajudar a regular a temperatura corporal 1x Jaqueta impermeável (2000 mm) corta vento - Conhecida também como anorak, acabou passando a água em uma das tempestades em TdP 1x Calça segunda pele técnica - Usei a viagem toda, até por baixo dá bermuda 2x Blusas segunda pele - Uma técnica pra caminhada e uma mais quente pra dormir 1x Calça impermeável (2000 mm) - Precisei usar em vários momentos 3x Camisetas curtas Dry Fit - Acabei usando só duas 4x Cuecas de Microfibra  - Secagem muito rápida, foi excelente 2x Meias técnicas de trekking - Nunca tinha usado e fez muita diferença, deveria ter levado pelo menos 4 1x Meia térmica - Usei apenas pra dormir e foi muito bom para deixar as outras respirando 1x Bota de trekking impermeável - Confesso que a minha segurou a água mas a palmilha e solado eram fracos, sugiro comprar uma palmilha boa 1x Havaianas - Usei pra tomar banho, no avião e nas cidades (BRASIIIIIL) 1x Bermuda de banho - Usei bastante nos hostel, todos lugares tem calefação então sugiro levar algo curto pra dormir 1x Luva de fleece para trekking - Usei poucas vezes, somente quando chovia nos lugares mais frios de TdP 1x Protetor de orelha de fleece - Baita acessório, ajuda até pra dormir quando ainda tem luz 1x Cachecol - Acabei usando só pra dormir em virtude do meu saco de dormir ser patético 1x Touca de lã - Usei uma vez, protetor de orelha já resolve 1x Toalha de Microfibra - É item obrigatório, já uso há anos 1x Mochila de ataque 30L - Usei muito pra fazer compras, lá não tem sacola plástica 1x Bastão de trekking - Recomendo dois, a grande maioria das pessoas utilizava um par 1x Shoulder Bag - Ideal pra levar documentos e dinheiro, já tinha costume de usar nos acampamentos em Floripa, pra não deixar nada na barraca dando sopa 1x Barraca de trekking - Uso a Quechua Quick Hiker 2, tenho um vídeo falando sobre ela 1x Saco de dormir para 15 ºC - Não morri mas não passei bem haha sugiro um para 0 ºC 1x Isolante térmico - Uso um egg crate Nature Hike, é importante que o isolante seja bom, foi o que me salvou 1x Kit cozinha - Não pode levar o gás no avião 1x Lanterna de cabeça - Quase não usei porque escurece tarde (22:00) e amanhece cedo (05:00) 1x Kit Primeiro Socorros - Aconselho a levar medicamentos específicos, como antibióticos dose única, antitérmico, anti-histamínico, relaxante muscular 1x Silver Tape - Não usei, mas aconselho levar porque dá pra usar até pra tapar rasgos em roupas. 1x GoPro Hero 7 Black + Bateria extra + Carregador Duplo externo + Micro SD Card extra - Sou fã de GoPro, acho muito útil num lugar como esse que chove toda hora 1x Power Bank 20.000 mAh - Usei muito, apesar de ter entrada USB nos ônibus e tomada em alguns campings
      RESERVAS EM TORRES DEL PAINE
      http://www.conaf.cl/parques/parque-nacional-torres-del-paine/ (camping gratuito)
      https://www.verticepatagonia.cl/home (lado esquerdo do W)
      https://www.fantasticosur.com/en (lado direito do W)
      PASSAGENS DE ÔNIBUS
      https://www.bussur.com/
      https://www.recorrido.cl/ 
      http://www.busesfernandez.com/ 
       
      Espero que a leitura tenha sido útil, logo menos continuo o relato.
      Abraço a todos,
      Gerhard Jahn.
       
    • Por appriim
      Olá, viajantes!
      Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance!
      Meu insta é https://www.instagram.com/primporai/, se tiverem alguma dúvida e quiserem trocar alguma ideia, podem me chamar lá. 😊
      Espero que gostem!
      Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui:
      - O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza.
      - Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂
      - A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. 
      - Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio.
      - Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa.
      - Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças.
      - Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento.
      - Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir.
      - Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar).
      - Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online.
      - Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito.
      - Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados.
      - Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons.
       
       Meu cronograma foi o seguinte:
      20/12 – Florianópolis – Buenos Aires
      21/12 – Buenos Aires - Ushuaia
      22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda
      23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial
      24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião)
      25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike
      26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking
      27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus)
      28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine
      29/12 – Puerto Natales – Trekking até  Base deTorres del Paine
      30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chaltén (ônibus)
      31/12 – El Chaltén – Cerro Torre
      01/01 – El Chaltén – Chorrilo Del Salto
      02/01 – El Chaltén – Fitz Roy
      03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica
      04/01 – El Chaltén – Loma Del Pliegue Tumbabo
      05/01 – El Chaltén – El Calafate (ônibus)
      06/01- Chegada em Florianópolis
       
      Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂
      21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA
      Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto.
      O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos.
      Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300.
      No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo.
      Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa.
      Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando.

      Vista do avião

      Foto clássica na placa "fin del mundo"

      Canal Beagle

      22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA
      Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta.
      A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes.
      Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para vê-la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta.
      Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk

      Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho.
       

       

      Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda
       
      23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL
      Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179.
      No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos.
      Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço.
      Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos.
      Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele.



      Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas.
      Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados.
      Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia).


      Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover, olhamos para trás, o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas.
      Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO.

      Patagônia e suas surpresas 😍



      Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!
       
       
    • Por Trip-se!
      Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru.
      Roteiro - 24 dias
      São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima.
       
      Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo:
       
       
      No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo.
      Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização.
      Ao chegarmos na rodoviária internacional, que mais parecia o ponto final de uma linha de ônibus bem acabada em uma cidade quase fora do mapa, uma mulher sentada numa mesa nos informou que o ônibus para Tacna só sairia a partir das 8:30 da manhã. Eram 4:30 da madrugada. A outra opção, como ela sugeriu, era atravessar a fronteira com um dos muitos motoristas de carro que faziam ofertas de assentos pelo mesmo valor dos ônibus. Não, só se fôssemos loucas de aceitar. Assistimos demais "Presos no Estrangeiro" para arriscarmos uma prisão por tráfico de drogas com um estranho que diria que era tudo nosso, das gringas. Nunca. Resolvemos dar uma volta na rodoviária para despistar a mulher que nos alucinava com essa ideia, quando ouvimos sem muita certeza, o motorista de um ônibus gritar "Tacnabus, Tacnabus" e corremos para confirmar a informação. O ônibus ia para a Bolívia, mas primeiro pararia no Peru, em Tacna, para onde estávamos indo. Com o dinheiro guardado na calcinha, entramos no ônibus e seguimos para o nosso próximo destino.
      Na fronteira: sai do ônibus, carimba passaporte de entrada no Peru, passa as mochilas no raio X, tira o vinho da mochila, mostra que é vinho, guarda a garrafa, volta as mochilas para o bagageiro, sobe no ônibus. E em 40 minutos, chegávamos em Tacna.
      *ATENÇÃO! Ao desembarcar no aeroporto em Santiago do Chile, na entrada no país, além do passaporte carimbado, também entregam um papelzinho, aparentemente sem nenhum valor e sem nenhuma explicação. GUARDE-O DENTRO DO PASSAPORTE! Na travessia da fronteira, esse papel é exigido.
       
      TACNA
      Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. 
      O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. 
      As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. 
      Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade.
      Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade.
      Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. 
      Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa.
       







       
       
      - Onde ficamos:
      Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. 
      Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos:
      Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos:
      Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru  
       Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. 
      https://www.instagram.com/trip_se_/


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