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Henrique_BR

Israel, Palestina e Jordânia - Out/2017 (com fotos e valores)

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Então, depois de tirar muitas informações do Mochileiros, achei que era hora de contribuir um pouco. Percebi que há poucas informações sobre Israel/Jordânia aqui e muitas encontram-se desatualizadas. O objetivo do post é passar informações que eu não achei na internet (e descobri lá) e dar um ideia dos valores gastos e mostrar que, apesar de muitas pessoas acharem esta uma viagem complicada de ser feita, na verdade foi tudo bem tranquilo.

Câmbio para outubro/2017 US$1 = NIS 3,50 (shekel) e US$ 1 = 0,70 JOD (dinar jordaniano), sim, a Jordânia usa uma moeda louca que vale mais que libra (não me pergunte como xD)

Passagem aérea: conseguimos emitir o trecho BR-Frankfurt com milhas pela Latam, que eu achei boa para vôos internacionais. O aperto na classe econômica é o de sempre, mas o serviço de um modo geral é bom. Só tem um porém: o vôo GRU-Frankfurt dura 12 horas e só são servidas duas refeições um jantar após uma hora de vôo aproximadamente e o café da manhã umas duas horas antes de chegar ao destino, então se você não consegue dormir no avião (como eu¬¬), é bom se precaver e levar água e lanche ou vai morrer de fome na madrugada. De Frankfurt para Tel Aviv, fomos de Turkish Airlines com escala em Istambul. Aqui tem outro problema: no Aeroporto de Istambul (Ataturk), para acessar o wi-fi, é necessário fazer um cadastro e receber um SMS com um código de autorização que estou esperando até agora. Então, caso aconteça o mesmo e vc não receba o SMS, como aconteceu comigo (normal), é bom ter um plano B para passar um tempo, um livro, músicas baixadas offline, etc. Achei a Turkish muito boa, boas refeições (mesmo em vôos de 2 ou 3 horas), bom espaço para as pernas (peguei um avião com 2, 3 e 2 lugares), sistema de entretenimento em todos os trechos (exceto TLV-IST na volta).

Roteiro e hospedagem: 4 noites em Tel Aviv (Abraham Hostel), 2 noites em Eilat (HI Hostel), 2 noites em Petra (Peace Way Hotel), 1 noite no deserto Wadi Rum e 5 noites em Jerusalém (Abraham Hostel). A hospedagem, como quase tudo em Israel, é bem cara, beira R$ 100/cama/dia em Tel Aviv e Eilat e R$ 90 em Jerusalém, mas todos os hostels são muito bons, quartos espaçosos, camas confortáveis, bom café da manhã e boa localização. Tem uma questão positiva e, de certo modo, surpreendente, em todos tem água de graça. Apesar de ser tranquilo beber água da torneira em Israel, os hostels tinham bebedouro com água filtrada e gelada, o que dá um boa economia depois de alguns dias. Em Petra, duas noites de hospedagem em quarto saíram por JOD44 (JOD11 por pessoa por dia). O hotel era razoável, no centro de Wasi Musa (cidade base de Petra) e tinha bom café da manhã, mas a internet era ruim, fica caindo toda hora, mas, tirando isso, era bem justo pelo preço.

Visto/imigração/certificado de vacinação: Para Israel, não é necessário certificado de vacinação nem visto para brasileiros e a permanência máxima autorizada é de 90 dias. A imigração foi surpreendentemente fácil, não me perguntaram NADA, absolutamente nada. Suspeito que foi pelo fato do último carimbo no passaporte ser de Frankfurt. Foi muito mais difícil entrar na Alemanha do que em Israel, me perguntaram onde eu ia, o que eu ia fazer, e o agente tava com uma cara de poucos amigos pro meu passaporte em branco (renovei no meio do ano para essa viagem). Minha vida só melhorou quando mostrei o passaporte antigo com carimbo de entrada na Europa, então, caso o passaporte seja recente, recomendo levar o antigo (imigração em Lisboa não é referência pro resto da Europa). Em Israel, o passaporte não é carimbado para evitar problemas em viagens futuras para países árabes, eles emitem um tíquete à parte com o nome, número do passaporte e sua foto. Sugiro colocar o tíquete com um clipe dentro do passaporte, ESSE TÍQUETE É SUA VIDA EM ISRAEL .::mmm:. Meu amigo teve que fazer imigração na Turquia e eles fizeram as perguntas de praxe para ele, nada demais. Surpresa boa. O problema é, por incrível que pareça, é sair de Israel. Antes de fazer o check-in no aeroporto, você tem que passar por uma "checagem de segurança" dependendo do destino. Eles perguntam onde vc esteve, o que foi fazer em Israel e na Jordânia, se tem parentes ou conhecidos na Jordânia, quem estava com vc, se era possível confirmar essas informações, nome e dados do meu amigo (falei que estava com ele na viagem)...Aprovado na checagem de segurança, você segue para despachar a bagagem, mas não pode trancar a mala, caso alguém suspeite de alguma coisa e necessite abrir sua mala :o. Ok, aceitar, despachar a mala destrancada e rezar para tudo aparecer intacto no destino. Em seguida, passa-se pelos procedimentos de segurança, onde há mais perguntas, tirar casaco, cinto, sapato, ... abrir mochila, mostrar o que tem lá dentro, etc...::essa:: É tensa a coisa toda, mas é mais cansativo que tenso, pq demora muito para fazer todo o procedimento e, depois de tudo, fui "autorizado" a deixar Israel, momento em que devolvem o passaporte ( o passaporte fica com os agentes enquanto vc, suas roupas e pertences passam pelo procedimento de segurança). 

Continua... 

 

 

 

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Continuando.. Na Jordânia, (quase) tudo é festa. Primeiramente, para deixar Israel por via terrestre (fizemos a emigração em Eilat), tem que pagar NIS 100 na imigração israelense. Para entrar na Jordânia, teoricamente, se vc ficar até 3 noites tem que pagar a taxa rídicula de JOD60 pelo visto (caso fique mais de três noites, é dispensado o pagamento pelo visto) e todos (teoricamente) tem que pagar JOD10 para sair do país. Como iriamos ficar exatamente três noites na Jordânia, ninguém em Israel sabia falar com certeza se precisávamos pagar a taxa de JOD60 ou não. Na dúvida, trocamos o dinheiro que dava pra pagar a taxa, só que não precisou, acho que eles foram com a nossa cara e falaram que não precisava pagar. Quando descobriram que eramos brasileiros, ficaram perguntando de futebol e Neymar e rindo, aquela beleza (até fingi que gosto do Neymar só pra ser legal com eles :D). Então, é bom confirmar no consulado aqui no BR se precisa pagar ou não pra não ter que contar com a boa vontade dos agentes da imigração. Eles nos deram uma cópia de uma folha com nossos nomes e números de passaporte com um carimbo "3" que deveria ser apresentada na saída da Jordânia (só descobri quando estávamos saindo, abri a mochila e a mala e não consegui achar o papel de jeito nenhum, mas mais uma vez o agente da imigração foi legal e falou que não precisava mostrar). No lado israelense da fronteira, tem casa de câmbio onde é possível comprar dinares para pagar a taxa de imigração da Jordânia, mas o câmbio é muito ruim, então sugiro comprar dinares para pagar a taxa (se for necessário) e o táxi para Petra ou Wadi Rum em Tel Aviv ou Jerusalém, pq não consegui achar câmbio para dinares na cidade de Eilat. Para entrar na Jordânia, é exigido certificado de vacinação de febre amarela, mas ninguém pediu para mostrar. A lista atualizada dos países que exigem certificado está nesse link: http://www.who.int/ith/en/ . Tem versão em inglês e espanhol. Também não poderia entrar na Jordânia com água e alimentos, mas também liberaram (já gostei da Jordânia logo de cara :-)). Na volta para Israel, (TEORICAMENTE) todos tem que  pagar JOD10 de taxa de saída, mas, depois da confusão do papel, eu perguntei "And the tax?", eles responderam "it´s ok, you may go" e não precisamos pagar. Ok, peguei minhas coisas e voltei para Israel antes que  alguém mudasse de ideia :-D). 

Voltando para Israel, deu para perceber que o tratamento é bem diferente de quando chegamos pelo aeroporto: muitas perguntas, o que fomos fazer na Jordânia, se conhecemos ou temos parentes lá, se alguém pediu para trazer alguma coisa para Israel, etc. Me pediram para abrir a mala e ela foi revistada, só a minha, eu estava com uns livros de direito e a moça pegou e levou pra dentro para conferir o que era, quase que eu falei que ela podia ficar :D. Mesmo procedimento do aeroporto, sem carimbo no passaporte, tíquete à parte.

Segurança: Tanto Israel quanto a Jordânia são muito seguros, tanto em questão de terrorismo quanto de violência urbana. Cansei de escutar que ia morrer, que era louco, que ia ter um atentado, mas nada aconteceu. Os caixas eletrônicos ficam na rua, muita gente anda a pé de madrugada e não ouvimos relatos de problemas nem recomendações especiais quanto à segurança. Nas praias, deixávamos as coisas na areia e íamos nadar sem problema algum. Só achei bom ficar mais atento no shabbat, pq as ruas ficam mais vazias e no entorno da rodoviária de Tel Aviv. Fomos lá no shabbat e tinha umas pessoas mal encaradas e uns caras brigando numa praça próxima.

Temperaturas aproximadas : Tel Aviv 20-27º, Eilat 19-32º, Jerusalém 14-26º, Petra/Wadi Rum máximo 27º. Fez bastante frio no deserto à noite, não sei precisar a temperatura.

Dia 1 (11/10)  - chegamos no Aeroporto Ben Gurion à noite, o aeroporto é bem novo, moderno e bonito. Tem wifi de graça, rápido, sem precisar fazer cadastro e sem limite de tempo. No saguão de entrada, tem uma casa de câmbio, que, como em todo aeroporto, é horrível, mas só trocar dinheiro do tx/trem dá pra encarar. Detalhe: eles fazem câmbio para real, então acredito que seja mais vantajoso levar real e trocar diretamente por shekel só pro dinheiro do transporte pra cidade que, assim, só uma conversão.

A minha sugestão para evitar a primeira das várias facadas que Israel vai te dar é pegar um vôo que chegue não chegue muito tarde no Ben Gurion, pois o último trem para Tel Aviv sai às perto de 23:30, leva menos de 15 minutos pro centro de Tel Aviv e custa módicos NIS 13,50. informações nesse link: https://www.rail.co.il/en . O táxi é no esquema de preço fechado e custa a bagatela de NIS 148 para Tel Aviv :-o. Os trens são novos, confortáveis e rápidos, então é melhor olhar qual a estação de trem mais próxima do seu destino e completar o resto do trajeto de tx, vai economizar uma boa grana. A estação de trem fica à esquerda da saída principal do aeroporto. Tem máquinas para comprar a passagem na estação e só passar o cartão de crédito que compra direto, sem digitar senha nem nada. As estações tem catraca.

Dia 2 (12/10) - tentamos ir free walking tour do hostel, mas o cansaço e o jet lag bateram forte e perdemos o horário. Fomos dar uma volta em Jaffa (antigo porto árabe localizado no fim da orla de Tel Aviv), almoçamos por lá (olha a facada NIS 65 almoço e cerveja) e depois fomos para a praia ali perto mesmo. Ir à praia em Tel Aviv é como ir no Rio, inclusive Tel Aviv me lembrou bastante o Rio, sem a violência é claro, tem muita gente de sunga e de biquíni bem pequeno, então é possível usar as mesmas roupas que usamos no BR sem parecer um alien. Aí começam as cenas-que-só-se-vê-em-Israel, em Jaffa tem uma mesquita e perto de 17hs eles chamam os muçulmanos para rezar, enquanto isso o pessoal ta na praia ali do lado, nadando, brincando com cachorro (o fim da praia próximo à Jaffa é a parte da praia indicada pros cachorros), etc., é engraçado ver isso tudo junto.

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Dia 3 (13/10) - ainda assimilando o cansaço e o jet lag, fomos novamente para a praia, dessa vez em Gordon Beach (ônibus 4, 104 ou 204) saindo de próximo ao Abraham. A praia é em Tel Aviv é muito boa, bonita, orla bacana e o mar tem uma temperatura agradável (no Rio é mais frio normalmente, para servir de referência). Na volta da praia, almoçamos no Shakshukia, que é lá perto e, apesar de estar na categoria popular do tripadvisor, não tem nada de popular. Almoço e cerveja custaram cerca de NIS 70.  À noite, compramos o combo do hostel (shabbat dinner + pub crawl por NIS100), só o pub crawl  é NIS80. Aí vem a maior tristeza da viagem: cervejas e bebidas alcoólicas em geral SÃO MUITO CARAS. Nunca vi nada parecido. Uma cerveja, long neck ou de 500ml, varia entre NIS 25-30 nos bares:-o:-o Em Tel Aviv, tudo é um pouco mais caro, mas o resto do país não foge muito disso não.

Esse dia era uma sexta-feira e o shabbat começa no fim da tarde e vai até o por do sol do sábado. Os ônibus e trens rodam até Às 15hs da sexta e só voltam Às 19hs do sábado, então é bom se programar pra não perder tempo à toa nem ir pra algum lugar e não ter como voltar ::lol3::. Dentro de Tel Aviv, tem umas vans (sheruts) que fazem o mesmo trajeto e tem os mesmos números dos ônibus, então é mais tranquilo. O ônibus custa NIS6 e a van NIS8.

Dia 4 (14/10) - acordamos cedo destruídos do pub crawl e fomos à pé até rodoviária, pois a ideia era fazer uma day trip para Haifa e Acre (Akko), no norte de Israel. Mesmo não tendo ônibus, tem van para as principais cidades saindo da rodoviária. Fomos no jardins da fé Ba´hai em Haifa, os jardins são bonitos, tem um templo imponente no meio e uma vista legal da cidade de Haifa e do mar. Depois rachamos um tx pro Acre (sim, ele existe ::lol3::) por NIS120 (30 pra cada - juntamos com um polonês e um guatemalteco que estavam no nosso hostel em TLV). O Acre foi uma dica de última hora e foi uma boa surpresa, é uma cidade pequena de maioria árabe, no litoral, quase no Líbano. Ela existe desde a idade média e já houve diversas tentativas de invasão, tem muralhas, canhões, um árabes loucos pulando da muralha no mar, mesquitas, mercado árabe, cavernas da época dos cavaleiros templários, achei bem legal. No fim da tarde, fomos para a estação de trem do Acre pegar o trem para TLV (NIS 35).

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Dia 5 - trânsito para Eilat - a viagem de ônibs dura 4h30 e custa NIS70 (não tem opção de trem). site da empresa de ônibus Egged: http://www.egged.co.il/HomePage.aspx . O ônibus tem wifi, entrada USB e ar condicionado, mas não tem banheiro, então é bom fazer um planejamento ::lol3::

Dia 6 - Passamos o dia na praia, na Coral Beach Reserve, tem que pagar NIS 35 para entrar e o snorkel é alugado por NIS23. Tem uma barreira de corais e dá pra ver muitos peixes, é bem bonito, mas nada de muito diferente do que temos no BR. Fomos de ônibus (passa em frente ao shopping) e voltamos de carona (depois de tentar por 30 segundos) hahaha carona mais rápida da vida toda.

Dia 7 (17/10) - Rumo à Jordânia - Tx para fronteira Eilat-Aqaba NIS35-40 - cruzamos a fronteira - assim que sai da imigração, tem vários táxis esperando e o valor aproximado é JOD45 para Wadi Musa e JOD25 para Wadi Rum. Tem que barganhar, pq eles sempre jogam o preço para cima. Tenho contato de taxistas de lá que eu andei e são bons motoristas, daí dá pra combinar horário e preço. Jantamos e tomamos um refrigerante por JOD5 (que diferença pra Israel ::mmm:)

Dia 8 (18/10) - Petra! Esse dia foi dedicado para conhecer Petra e lá realmente impressionante, as "construções" são muito bonitas e imponentes, é muito louco pensar que tudo foi esculpido em pedra cerca de 2000 anos atrás. Para variar, falhamos miseravelmente em acordar cedo e quando chegamos lá já estava bem cheio. A entrada para um dia para quem fica pelo menos uma noite na Jordânia custa JOD50. informações aqui: http://visitpetra.jo/Pages/viewpage.aspx?pageID=138 . Do centro de Wadi Musa até a entrada de Petra, é uma descida de 1,5km aproximadamente. O tx sai entre JOD1,50-2 o trecho (tem que barganhar tb). Petra é uma "trilha" de 4km ida e 4 volta, as construções ficam espalhadas durantes este caminho e há trilhas secundárias (de níveis fácil a difícil) que levam a outras construções. O Treasury (o templo da foto clássica de Petra) fica no meio desse caminho, o Monastério fica no topo de um morro de 800 degraus que começam no fim da trilha principal de 4km. É possível alugar burros para subir a escadaria do monastério.

Apesar de nos terem alertado para não comprarmos souvenirs dentro de Petra pq iria ser muito caro, eu achei os preços bem razoáveis e não achei quase nada para comprar em Wadi Musa. Então, caso queria uma lembrança de Petra, melhor comprar lá dentro mesmo (nas barracas que existem na trilha e não próximo ao centro de visitantes).

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Dia 9 (19/10) - Tomamos café, fizemos check-out no hotel e partimos pro deserto do Wadi Rum (tx JOD 35). Para entrar na reservar do Wadi Rum, tem que pagar uma taxa de JOD5. Já tínhamos reservado o jeep tour + noite no acampamento com a agência Wadi Rum Nomads por email. info: https://www.wadirumnomads.com/ . Achei a agência muito boa, o passeio é simplesmente imperdível, os guias e funcionários são educados  e prestativos. O tour sai por JOD50 (inclui jeep tour, noite no acampamento, almoço, jantar e café da manhã). Andar de camelo é opcional e custa JOD20 (na manhã seguinte, vc salta do jeep um pouco antes do vilarejo e completa o trajeto de camelo). Quando chegamos no vilarejo do Wadi Rum, deixamos as malas com o pessoal da agência e só levamos uma mochila com o que íamos precisar pro passeio e pra passar a noite. No jipe, cabem 6 pessoas, então não dá pra levar mala grande. No dia seguinte, pegamos as malas de volta.

Para mim, o passeio no Wadi Rum foi uma das melhores coisas da viagem, o deserto é muito bonito, tem variações de cor: vermelho, amarelado, tem dunas, há vários lugares para escalar com vistas fantásticas do deserto (o filme "Perdido em Marte" foi filmado no Wadi Rum). No fim do passeio, voltamos ao acampamento para jantar e dormir. No acampamento, tem banheiro e chuveiro (água fria), uma tenda grande de convivência (onde são servidas as refeições), tendas para famílias (4 ou 5 pessoas) e tendas para duas pessoas. A cama é normal e tem cobertores, pq fez muito frio à noite. No manhã seguinte, após o café, retornamos pra vila do Wadi Rum pra pegar o tx pra fronteira Aqaba-Eilat (JOD25). Todas as refeições estavam boas e fartas. Considero o passeio de jipe e a noite no acampamento imperdíveis para quem vai na Jordânia. 

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Dia 10 (20/10) - após o café, voltamos para o vilarejo, pegamos o tx para fronteira (JOD25) e, depois de entrarmos novamente em Israel, pegamos um tx para a rodoviária (Nis35-40). Existem muitos horários de ônibus de Eilat para Tel Aviv, mas não há tantos para Jerusalém, então minha sugestão é comprar a passagem antes de ir para a Jordânia, especialmente se a viagem para Jerusalém for na sexta-feira igual a nossa (último ônibus sai por volta de 14h30 e só volta às 19hs do sábado). A viagem dura cerca de 4 horas e custa NIS70. Chegando em Jerusalém, shabbat, muitos judeus ortodoxos na rua, sem transporte público. Caminhamos por cerca de 15 minutos até o hostel (3 estações do tram). Há uma estação do Tram (central bus station - CBS) bem em frente à rodoviária.

Dia 11 (21/10) - Após o café, saímos para fazer o free walking tour do hostel que começa em frente o Jaffa Gate (um dos portões de acesso à cidade antiga) às 11hs. O tour passa pelos 4 quarteirões da cidade antiga (cristão, muçulmano, judaico e armênio) e dura cerca de duas horas e é tip-based (há uma sugestão de NIS 50 de gorjeta, mas isso é muito dinheiro. Pode dar menos sem problema nenhum). É bem completo e tem bastante informação, mas com a quantidade absurda de história que há em Jerusalém, nós só passamos pelos lugares. Não dá tempo de entrar. Sugiro fazer o tour em um dia e reservar mais um ou meio dia para entrar e ver os lugares com calma, fizemos assim e achei que ficou bom.

Depois do almoço, pegamos o ônibus 231 em frente ao Damascus Gate e fomos para Belém, que fica na Palestina (eles também chamam de West Bank [A Palestina e Israel ficam à esquerda do Rio Jordão, daí o nome]). Os ônibus que vão para a Palestina funcionam normalmente durante o shabbat, então é bem recomendável deixar para conhecer a Palestina no sábado, já que muitas coisas fecham em Jerusalém. Descemos no ponto final e achamos que seria perto da Igreja da Natividade, mas descobrimos que teria que andar uns 2km. Como estávamos sem mapa de Belém e sem muita noção da distância, barganhamos com um taxista que nos abordou para nos levar na igreja, num prédio com vista da região toda e no muro da Palestina por NIS100. 

Belém é uma cidade com população metade cristã e metade muçulmana e se parece com uma cidade do interior do Brasil, não é feia, bagunçada nem aparenta pobreza. Nos falaram que é uma das melhores cidades da Palestina, é uma cidade "normal", até toparmos com o muro, que é uma coisa grotesca de uns 9/10 metros de altura. É mais impactante que o Muro de Berlim, por ser construído recentemente e ser muito mais alto. Na parte do muro que fica Belém, há vários grafites e mensagens pela independência da Palestina.

A Igreja da Natividade, como esperado, tinha uma fila enorme para visitar o local onde esteve a manjedoura de Cristo e também estava em obras, com uns andaimes por dentro, o que atrapalhou um pouco a visitação.

Há muitas lojas de souvenirs nas proximidades da igreja da Natividade e os preços são muito bons. Vale a pena comprar as lembranças por lá. Terminado o passeio, voltamos pro ponto final (que também é o inicial) do ônibus 231 e voltamos para Jerusalém.

Na volta para Jerusalém, um momento daqueles em que você é lembrado que está em Israel. O ônibus é parado na estrada e militares pedem para mostrarmos os passaportes e os palestinos todos desceram do ônibus para serem "checados" no lado de fora.

À noite, fomos no pub crawl do hostel (NIS50). O Pub crawl passa por lugares mais alternativos que em Tel Aviv, um mercado de frutas  que é uma mistura de bares/baladas à noite, um bar russo underground com vodca artesanal, e por aí vai.

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Dia 12 (22/10) - Neste dia, fomos novamente à cidade antiga para visitar e ver os lugares pelos quais passamos no walking tour com mais calma. Fomos à via dolorosa, igreja do santo sepulcro, muro das lamentações e no monte das oliveiras, que fica fora e atrás da cidade antiga.

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Dia 13 (23/10) Reservamos o tour Masada Sunrise com a Abraham Tours (empresa da rede Abraham de hostels) por NIS252. O tour sai às 4hs da manhã de Jerusalém com destino ao Masada, montanha onde havia uma fortaleza e foi cenário de uma batalha entre judeus e romanos cerca de 2000 anos atrás. O local é um dos símbolos do nacionalismo judaico (o juramento de quem entra no exército israelense é "Masada não cairá nunca mais", em referência ao povo e ao Estado de Israel. 

Para entrar em Masada, paga-se uma taxa de NIS28 e a trilha dura cerca de 1hora de subida. A trilha é pesada, com muitos degraus, mas como é rápida, não precisa ter um condicionamento físico muito bom para chegar no topo. Há a opção do teleférico para subir ao topo, mas ele só abre às 8 horas. A reserva natural de Masada abre entre 5h30 e 6hs, dá tempo tranquilo de chegar no topo antes do nascer do sol. A vista lá de cima é muito bonita e o cansaço é recompensado. No topo, ainda existem ruínas das construções da época da fortaleza de Masada.

Depois de Masada, o tour segue para a reserva natural de Ein Gedi (NIS 28 para entrar) e depois pro Mar morto. Ficamos um tempo num dos resorts que existem à beira do mar morto e uma estrutura completa, com piscina, bar, etc. mas pelo tempo que podemos ficar só lá pelo tour só dá pra aproveitar o mar morto. Realmente, a experiência de flutuar no mar morto é única.

O Mar Morto é a mais profunda depressão da Terra e tem uma altitude de aproximadamente -400 metros e possui um grau de salinidade cerca de 10 vezes maior que a dos demais mares e oceanos. Os peixes que chegam do Rio Jordão morrem imediatamente ao cair no Mar Morto :(

Depois do Mar morto, voltamos para Jerusalém e chegamos na cidade por volta de 14hs da tarde.

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Dia 14 (24/10) Último dia em Jerusalém. A ideia era deixar o dia todo para conhecer a parte "nova" da cidade, mas como não tínhamos conseguido ao Domo da Rocha nos dias anteriores, tínhamos que ir de qualquer jeito nesse dia.

A esplanada onde fica a mesquita Al-Aqsa e o Domo da Rocha é um dos lugares mais sagrados do islamismo e só abre para não-muçulmanos das 07 às 10h30, se não me engano, e durante uma hora na hora do almoço, mas a fila é tão grande que nem vale a pena. Chegamos um pouco antes das 9 e tivemos que ficar na fila por cerca de uma hora, pois há um rigoroso esquema de segurança para se acessar a esplanada como detector de metais e revista de mochilas e pertences. Também há regras quanto às roupas, homens tem que estar de calça e mulheres com roupas "comportadas" pros padrões muçulmanos, nada de roupas curtas e blusas decotadas. (Para acessar o muro das lamentações, também é necessário passar por uma revista de segurança, mas fica aberta durante todo o dia e as regras para roupas são mais flexíveis. É possível ir de bermuda, por exemplo).

O Domo da Rocha é muito impressionante de perto, a cúpula dourada e riqueza de detalhes da parte externa formam um conjunto muito bonito. Achei o lugar mais bonito de Jerusalém.

Depois do Domo, almoçamos e pegamos o tram até o ponto final (Mount Herzl) para irmos no Yad Vashem, o museu do Holocausto de Jerusalém. Do ponto final, tem voltar um pouco e descer por cerca de 10 minutos até a entrada do museu. A entrada é de graça e o aluguel do áudio-guia custa NIS25 (tem em inglês e espanhol). O museu é bem impactante, completo e tem muita informação, mas muita mesmo, principalmente com o áudio-guia. A ideia é mostrar a existência do antissemitismo na Europa desde antes do regime nazista até os campos de concentração e o extermínio dos judeus. Passamos cerca de duas horas no museu, mesmo pulando alguns áudios no áudio-guia, por causa do tempo. O "trajeto" do museu termina com uma bela vista da floresta de Jerusalém. 

Voltamos do museu de tram, fiz meu check-out e fui pegar o ônibus pro aeroporto Ben Gurion. O ônibus é o 485, passa toda hora exata e custa NIS 16. O percurso dura cerca de uma hora até o aeroporto, contando o tempo da revista que é feita nas proximidades do aeroporto. O ponto do ônibus fica quase em frente à estação central de ônibus, na rua em frente. Vindo da cidade antiga, é só saltar na estação central e voltar uns dois minutos. 

É isso, fim de viagem, fim de festa. Minhas impressões tanto de Israel quanto da Jordânia foram muito positivas, lugares incríveis, culturas muito diferentes do que estamos acostumados e fomos muito bem recebidos e tratados em ambos os países. Qualquer pergunta ou dúvida, é só me perguntar, estou à disposição.

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