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Henrique_BR

Israel, Palestina e Jordânia - Out/2017 (com fotos e valores)

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Continuando.. Na Jordânia, (quase) tudo é festa. Primeiramente, para deixar Israel por via terrestre (fizemos a emigração em Eilat), tem que pagar NIS 100 na imigração israelense. Para entrar na Jordânia, teoricamente, se vc ficar até 3 noites tem que pagar a taxa rídicula de JOD60 pelo visto (caso fique mais de três noites, é dispensado o pagamento pelo visto) e todos (teoricamente) tem que pagar JOD10 para sair do país. Como iriamos ficar exatamente três noites na Jordânia, ninguém em Israel sabia falar com certeza se precisávamos pagar a taxa de JOD60 ou não. Na dúvida, trocamos o dinheiro que dava pra pagar a taxa, só que não precisou, acho que eles foram com a nossa cara e falaram que não precisava pagar. Quando descobriram que eramos brasileiros, ficaram perguntando de futebol e Neymar e rindo, aquela beleza (até fingi que gosto do Neymar só pra ser legal com eles :D). Então, é bom confirmar no consulado aqui no BR se precisa pagar ou não pra não ter que contar com a boa vontade dos agentes da imigração. Eles nos deram uma cópia de uma folha com nossos nomes e números de passaporte com um carimbo "3" que deveria ser apresentada na saída da Jordânia (só descobri quando estávamos saindo, abri a mochila e a mala e não consegui achar o papel de jeito nenhum, mas mais uma vez o agente da imigração foi legal e falou que não precisava mostrar). No lado israelense da fronteira, tem casa de câmbio onde é possível comprar dinares para pagar a taxa de imigração da Jordânia, mas o câmbio é muito ruim, então sugiro comprar dinares para pagar a taxa (se for necessário) e o táxi para Petra ou Wadi Rum em Tel Aviv ou Jerusalém, pq não consegui achar câmbio para dinares na cidade de Eilat. Para entrar na Jordânia, é exigido certificado de vacinação de febre amarela, mas ninguém pediu para mostrar. A lista atualizada dos países que exigem certificado está nesse link: http://www.who.int/ith/en/ . Tem versão em inglês e espanhol. Também não poderia entrar na Jordânia com água e alimentos, mas também liberaram (já gostei da Jordânia logo de cara :-)). Na volta para Israel, (TEORICAMENTE) todos tem que  pagar JOD10 de taxa de saída, mas, depois da confusão do papel, eu perguntei "And the tax?", eles responderam "it´s ok, you may go" e não precisamos pagar. Ok, peguei minhas coisas e voltei para Israel antes que  alguém mudasse de ideia :-D). 

Voltando para Israel, deu para perceber que o tratamento é bem diferente de quando chegamos pelo aeroporto: muitas perguntas, o que fomos fazer na Jordânia, se conhecemos ou temos parentes lá, se alguém pediu para trazer alguma coisa para Israel, etc. Me pediram para abrir a mala e ela foi revistada, só a minha, eu estava com uns livros de direito e a moça pegou e levou pra dentro para conferir o que era, quase que eu falei que ela podia ficar :D. Mesmo procedimento do aeroporto, sem carimbo no passaporte, tíquete à parte.

Segurança: Tanto Israel quanto a Jordânia são muito seguros, tanto em questão de terrorismo quanto de violência urbana. Cansei de escutar que ia morrer, que era louco, que ia ter um atentado, mas nada aconteceu. Os caixas eletrônicos ficam na rua, muita gente anda a pé de madrugada e não ouvimos relatos de problemas nem recomendações especiais quanto à segurança. Nas praias, deixávamos as coisas na areia e íamos nadar sem problema algum. Só achei bom ficar mais atento no shabbat, pq as ruas ficam mais vazias e no entorno da rodoviária de Tel Aviv. Fomos lá no shabbat e tinha umas pessoas mal encaradas e uns caras brigando numa praça próxima.

Temperaturas aproximadas : Tel Aviv 20-27º, Eilat 19-32º, Jerusalém 14-26º, Petra/Wadi Rum máximo 27º. Fez bastante frio no deserto à noite, não sei precisar a temperatura.

Dia 1 (11/10)  - chegamos no Aeroporto Ben Gurion à noite, o aeroporto é bem novo, moderno e bonito. Tem wifi de graça, rápido, sem precisar fazer cadastro e sem limite de tempo. No saguão de entrada, tem uma casa de câmbio, que, como em todo aeroporto, é horrível, mas só trocar dinheiro do tx/trem dá pra encarar. Detalhe: eles fazem câmbio para real, então acredito que seja mais vantajoso levar real e trocar diretamente por shekel só pro dinheiro do transporte pra cidade que, assim, só uma conversão.

A minha sugestão para evitar a primeira das várias facadas que Israel vai te dar é pegar um vôo que chegue não chegue muito tarde no Ben Gurion, pois o último trem para Tel Aviv sai às perto de 23:30, leva menos de 15 minutos pro centro de Tel Aviv e custa módicos NIS 13,50. informações nesse link: https://www.rail.co.il/en . O táxi é no esquema de preço fechado e custa a bagatela de NIS 148 para Tel Aviv :-o. Os trens são novos, confortáveis e rápidos, então é melhor olhar qual a estação de trem mais próxima do seu destino e completar o resto do trajeto de tx, vai economizar uma boa grana. A estação de trem fica à esquerda da saída principal do aeroporto. Tem máquinas para comprar a passagem na estação e só passar o cartão de crédito que compra direto, sem digitar senha nem nada. As estações tem catraca.

Dia 2 (12/10) - tentamos ir free walking tour do hostel, mas o cansaço e o jet lag bateram forte e perdemos o horário. Fomos dar uma volta em Jaffa (antigo porto árabe localizado no fim da orla de Tel Aviv), almoçamos por lá (olha a facada NIS 65 almoço e cerveja) e depois fomos para a praia ali perto mesmo. Ir à praia em Tel Aviv é como ir no Rio, inclusive Tel Aviv me lembrou bastante o Rio, sem a violência é claro, tem muita gente de sunga e de biquíni bem pequeno, então é possível usar as mesmas roupas que usamos no BR sem parecer um alien. Aí começam as cenas-que-só-se-vê-em-Israel, em Jaffa tem uma mesquita e perto de 17hs eles chamam os muçulmanos para rezar, enquanto isso o pessoal ta na praia ali do lado, nadando, brincando com cachorro (o fim da praia próximo à Jaffa é a parte da praia indicada pros cachorros), etc., é engraçado ver isso tudo junto.

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Dia 3 (13/10) - ainda assimilando o cansaço e o jet lag, fomos novamente para a praia, dessa vez em Gordon Beach (ônibus 4, 104 ou 204) saindo de próximo ao Abraham. A praia é em Tel Aviv é muito boa, bonita, orla bacana e o mar tem uma temperatura agradável (no Rio é mais frio normalmente, para servir de referência). Na volta da praia, almoçamos no Shakshukia, que é lá perto e, apesar de estar na categoria popular do tripadvisor, não tem nada de popular. Almoço e cerveja custaram cerca de NIS 70.  À noite, compramos o combo do hostel (shabbat dinner + pub crawl por NIS100), só o pub crawl  é NIS80. Aí vem a maior tristeza da viagem: cervejas e bebidas alcoólicas em geral SÃO MUITO CARAS. Nunca vi nada parecido. Uma cerveja, long neck ou de 500ml, varia entre NIS 25-30 nos bares:-o:-o Em Tel Aviv, tudo é um pouco mais caro, mas o resto do país não foge muito disso não.

Esse dia era uma sexta-feira e o shabbat começa no fim da tarde e vai até o por do sol do sábado. Os ônibus e trens rodam até Às 15hs da sexta e só voltam Às 19hs do sábado, então é bom se programar pra não perder tempo à toa nem ir pra algum lugar e não ter como voltar ::lol3::. Dentro de Tel Aviv, tem umas vans (sheruts) que fazem o mesmo trajeto e tem os mesmos números dos ônibus, então é mais tranquilo. O ônibus custa NIS6 e a van NIS8.

Dia 4 (14/10) - acordamos cedo destruídos do pub crawl e fomos à pé até rodoviária, pois a ideia era fazer uma day trip para Haifa e Acre (Akko), no norte de Israel. Mesmo não tendo ônibus, tem van para as principais cidades saindo da rodoviária. Fomos no jardins da fé Ba´hai em Haifa, os jardins são bonitos, tem um templo imponente no meio e uma vista legal da cidade de Haifa e do mar. Depois rachamos um tx pro Acre (sim, ele existe ::lol3::) por NIS120 (30 pra cada - juntamos com um polonês e um guatemalteco que estavam no nosso hostel em TLV). O Acre foi uma dica de última hora e foi uma boa surpresa, é uma cidade pequena de maioria árabe, no litoral, quase no Líbano. Ela existe desde a idade média e já houve diversas tentativas de invasão, tem muralhas, canhões, um árabes loucos pulando da muralha no mar, mesquitas, mercado árabe, cavernas da época dos cavaleiros templários, achei bem legal. No fim da tarde, fomos para a estação de trem do Acre pegar o trem para TLV (NIS 35).

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Dia 5 - trânsito para Eilat - a viagem de ônibs dura 4h30 e custa NIS70 (não tem opção de trem). site da empresa de ônibus Egged: http://www.egged.co.il/HomePage.aspx . O ônibus tem wifi, entrada USB e ar condicionado, mas não tem banheiro, então é bom fazer um planejamento ::lol3::

Dia 6 - Passamos o dia na praia, na Coral Beach Reserve, tem que pagar NIS 35 para entrar e o snorkel é alugado por NIS23. Tem uma barreira de corais e dá pra ver muitos peixes, é bem bonito, mas nada de muito diferente do que temos no BR. Fomos de ônibus (passa em frente ao shopping) e voltamos de carona (depois de tentar por 30 segundos) hahaha carona mais rápida da vida toda.

Dia 7 (17/10) - Rumo à Jordânia - Tx para fronteira Eilat-Aqaba NIS35-40 - cruzamos a fronteira - assim que sai da imigração, tem vários táxis esperando e o valor aproximado é JOD45 para Wadi Musa e JOD25 para Wadi Rum. Tem que barganhar, pq eles sempre jogam o preço para cima. Tenho contato de taxistas de lá que eu andei e são bons motoristas, daí dá pra combinar horário e preço. Jantamos e tomamos um refrigerante por JOD5 (que diferença pra Israel ::mmm:)

Dia 8 (18/10) - Petra! Esse dia foi dedicado para conhecer Petra e lá realmente impressionante, as "construções" são muito bonitas e imponentes, é muito louco pensar que tudo foi esculpido em pedra cerca de 2000 anos atrás. Para variar, falhamos miseravelmente em acordar cedo e quando chegamos lá já estava bem cheio. A entrada para um dia para quem fica pelo menos uma noite na Jordânia custa JOD50. informações aqui: http://visitpetra.jo/Pages/viewpage.aspx?pageID=138 . Do centro de Wadi Musa até a entrada de Petra, é uma descida de 1,5km aproximadamente. O tx sai entre JOD1,50-2 o trecho (tem que barganhar tb). Petra é uma "trilha" de 4km ida e 4 volta, as construções ficam espalhadas durantes este caminho e há trilhas secundárias (de níveis fácil a difícil) que levam a outras construções. O Treasury (o templo da foto clássica de Petra) fica no meio desse caminho, o Monastério fica no topo de um morro de 800 degraus que começam no fim da trilha principal de 4km. É possível alugar burros para subir a escadaria do monastério.

Apesar de nos terem alertado para não comprarmos souvenirs dentro de Petra pq iria ser muito caro, eu achei os preços bem razoáveis e não achei quase nada para comprar em Wadi Musa. Então, caso queria uma lembrança de Petra, melhor comprar lá dentro mesmo (nas barracas que existem na trilha e não próximo ao centro de visitantes).

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Dia 9 (19/10) - Tomamos café, fizemos check-out no hotel e partimos pro deserto do Wadi Rum (tx JOD 35). Para entrar na reservar do Wadi Rum, tem que pagar uma taxa de JOD5. Já tínhamos reservado o jeep tour + noite no acampamento com a agência Wadi Rum Nomads por email. info: https://www.wadirumnomads.com/ . Achei a agência muito boa, o passeio é simplesmente imperdível, os guias e funcionários são educados  e prestativos. O tour sai por JOD50 (inclui jeep tour, noite no acampamento, almoço, jantar e café da manhã). Andar de camelo é opcional e custa JOD20 (na manhã seguinte, vc salta do jeep um pouco antes do vilarejo e completa o trajeto de camelo). Quando chegamos no vilarejo do Wadi Rum, deixamos as malas com o pessoal da agência e só levamos uma mochila com o que íamos precisar pro passeio e pra passar a noite. No jipe, cabem 6 pessoas, então não dá pra levar mala grande. No dia seguinte, pegamos as malas de volta.

Para mim, o passeio no Wadi Rum foi uma das melhores coisas da viagem, o deserto é muito bonito, tem variações de cor: vermelho, amarelado, tem dunas, há vários lugares para escalar com vistas fantásticas do deserto (o filme "Perdido em Marte" foi filmado no Wadi Rum). No fim do passeio, voltamos ao acampamento para jantar e dormir. No acampamento, tem banheiro e chuveiro (água fria), uma tenda grande de convivência (onde são servidas as refeições), tendas para famílias (4 ou 5 pessoas) e tendas para duas pessoas. A cama é normal e tem cobertores, pq fez muito frio à noite. No manhã seguinte, após o café, retornamos pra vila do Wadi Rum pra pegar o tx pra fronteira Aqaba-Eilat (JOD25). Todas as refeições estavam boas e fartas. Considero o passeio de jipe e a noite no acampamento imperdíveis para quem vai na Jordânia. 

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Dia 10 (20/10) - após o café, voltamos para o vilarejo, pegamos o tx para fronteira (JOD25) e, depois de entrarmos novamente em Israel, pegamos um tx para a rodoviária (Nis35-40). Existem muitos horários de ônibus de Eilat para Tel Aviv, mas não há tantos para Jerusalém, então minha sugestão é comprar a passagem antes de ir para a Jordânia, especialmente se a viagem para Jerusalém for na sexta-feira igual a nossa (último ônibus sai por volta de 14h30 e só volta às 19hs do sábado). A viagem dura cerca de 4 horas e custa NIS70. Chegando em Jerusalém, shabbat, muitos judeus ortodoxos na rua, sem transporte público. Caminhamos por cerca de 15 minutos até o hostel (3 estações do tram). Há uma estação do Tram (central bus station - CBS) bem em frente à rodoviária.

Dia 11 (21/10) - Após o café, saímos para fazer o free walking tour do hostel que começa em frente o Jaffa Gate (um dos portões de acesso à cidade antiga) às 11hs. O tour passa pelos 4 quarteirões da cidade antiga (cristão, muçulmano, judaico e armênio) e dura cerca de duas horas e é tip-based (há uma sugestão de NIS 50 de gorjeta, mas isso é muito dinheiro. Pode dar menos sem problema nenhum). É bem completo e tem bastante informação, mas com a quantidade absurda de história que há em Jerusalém, nós só passamos pelos lugares. Não dá tempo de entrar. Sugiro fazer o tour em um dia e reservar mais um ou meio dia para entrar e ver os lugares com calma, fizemos assim e achei que ficou bom.

Depois do almoço, pegamos o ônibus 231 em frente ao Damascus Gate e fomos para Belém, que fica na Palestina (eles também chamam de West Bank [A Palestina e Israel ficam à esquerda do Rio Jordão, daí o nome]). Os ônibus que vão para a Palestina funcionam normalmente durante o shabbat, então é bem recomendável deixar para conhecer a Palestina no sábado, já que muitas coisas fecham em Jerusalém. Descemos no ponto final e achamos que seria perto da Igreja da Natividade, mas descobrimos que teria que andar uns 2km. Como estávamos sem mapa de Belém e sem muita noção da distância, barganhamos com um taxista que nos abordou para nos levar na igreja, num prédio com vista da região toda e no muro da Palestina por NIS100. 

Belém é uma cidade com população metade cristã e metade muçulmana e se parece com uma cidade do interior do Brasil, não é feia, bagunçada nem aparenta pobreza. Nos falaram que é uma das melhores cidades da Palestina, é uma cidade "normal", até toparmos com o muro, que é uma coisa grotesca de uns 9/10 metros de altura. É mais impactante que o Muro de Berlim, por ser construído recentemente e ser muito mais alto. Na parte do muro que fica Belém, há vários grafites e mensagens pela independência da Palestina.

A Igreja da Natividade, como esperado, tinha uma fila enorme para visitar o local onde esteve a manjedoura de Cristo e também estava em obras, com uns andaimes por dentro, o que atrapalhou um pouco a visitação.

Há muitas lojas de souvenirs nas proximidades da igreja da Natividade e os preços são muito bons. Vale a pena comprar as lembranças por lá. Terminado o passeio, voltamos pro ponto final (que também é o inicial) do ônibus 231 e voltamos para Jerusalém.

Na volta para Jerusalém, um momento daqueles em que você é lembrado que está em Israel. O ônibus é parado na estrada e militares pedem para mostrarmos os passaportes e os palestinos todos desceram do ônibus para serem "checados" no lado de fora.

À noite, fomos no pub crawl do hostel (NIS50). O Pub crawl passa por lugares mais alternativos que em Tel Aviv, um mercado de frutas  que é uma mistura de bares/baladas à noite, um bar russo underground com vodca artesanal, e por aí vai.

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Dia 12 (22/10) - Neste dia, fomos novamente à cidade antiga para visitar e ver os lugares pelos quais passamos no walking tour com mais calma. Fomos à via dolorosa, igreja do santo sepulcro, muro das lamentações e no monte das oliveiras, que fica fora e atrás da cidade antiga.

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Dia 13 (23/10) Reservamos o tour Masada Sunrise com a Abraham Tours (empresa da rede Abraham de hostels) por NIS252. O tour sai às 4hs da manhã de Jerusalém com destino ao Masada, montanha onde havia uma fortaleza e foi cenário de uma batalha entre judeus e romanos cerca de 2000 anos atrás. O local é um dos símbolos do nacionalismo judaico (o juramento de quem entra no exército israelense é "Masada não cairá nunca mais", em referência ao povo e ao Estado de Israel. 

Para entrar em Masada, paga-se uma taxa de NIS28 e a trilha dura cerca de 1hora de subida. A trilha é pesada, com muitos degraus, mas como é rápida, não precisa ter um condicionamento físico muito bom para chegar no topo. Há a opção do teleférico para subir ao topo, mas ele só abre às 8 horas. A reserva natural de Masada abre entre 5h30 e 6hs, dá tempo tranquilo de chegar no topo antes do nascer do sol. A vista lá de cima é muito bonita e o cansaço é recompensado. No topo, ainda existem ruínas das construções da época da fortaleza de Masada.

Depois de Masada, o tour segue para a reserva natural de Ein Gedi (NIS 28 para entrar) e depois pro Mar morto. Ficamos um tempo num dos resorts que existem à beira do mar morto e uma estrutura completa, com piscina, bar, etc. mas pelo tempo que podemos ficar só lá pelo tour só dá pra aproveitar o mar morto. Realmente, a experiência de flutuar no mar morto é única.

O Mar Morto é a mais profunda depressão da Terra e tem uma altitude de aproximadamente -400 metros e possui um grau de salinidade cerca de 10 vezes maior que a dos demais mares e oceanos. Os peixes que chegam do Rio Jordão morrem imediatamente ao cair no Mar Morto :(

Depois do Mar morto, voltamos para Jerusalém e chegamos na cidade por volta de 14hs da tarde.

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Olá Henrique!

Vou para Israel  em Março/2018 e farei Jerusalém (8 dias) - Haifa, Akko, Cesarea, Rosh Hanikra (6 dias) - Tel Aviv (6 dias). Também pretendo fazer esse tour do Abraham Hostel pra Massada, Ein Gedi e Mar Morto.

Gostei das dicas de transporte. Essa era a informação que mais me preocupava haha

Realmente, Israel é cara para comer :'(  Pretendo comprar comida de rua e nos supermercados, já que vou ficar em Airbnb. Vamos ver se dá pra economizar um pouquinho.

Muito legal seu relato. Realmente, não tem muitas informações sobre Israel por aqui. Obrigada por compartilhar!

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    • Por TMRocha
      Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

      Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.
       
      Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:
      1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Minhas Considerações. Após isso o Índice dos posts dessa viagem; E por fim o relato propriamente dito! 1) Alguns dados interessantes do Uruguai
      O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.

      Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.

      Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

      Mate uruguaio.
      O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai
      2) Por que estudo Espanhol?

      Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.

      Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

      Touradas, na Espanha.

      Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

      Festa dos Mortos, no México.
      Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.
      3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai
      Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.

      Montevideo, capital do Uruguai.
      Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].

      Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

      Praça Independência, Montevideo.

      Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

      Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.



      Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.
      Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.
       
      E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.

      Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

      "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.

      Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.
      O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...
      "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."
      Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.

      Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto
      4) Minhas considerações:

      Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.
       
      Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!
       
      A seguir:
      - Índice do Relato dessa viagem;
      - Relato propriamente dito.
    • Por peresosk
      Esta viagem foi a última parte da viagem que fiz pela Ásia, então claro não tem preços dos voos do Brasil, isto vai depender de cada um.
      Vamos aos números que muita gente gosta de saber.
      O Roteiro
      TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA
      A Rota dentro da Rússia
      Vladivostok – Khabarovsk (13h48 de viagem – R$ 84,68)
      Khabarovsk  – Chita (42h10 de viagem – R$ 211,76)
      Chita – Ulan-Ude (10h27 de viagem – R$ 50,66)
      Ulan-Ude – Irkutsk (06h43 de viagem – R$ 46,14)
      Irkutsk – Novosibirsk (32h11 de viagem – R$ 103,81)
      Novosibirsk  – Omsk (08h36 de viagem – R$ 52,94)
      Omsk – Tyumen (07h48 de viagem – R$ 49,78)
      Tyumen  – Yekaterinburg (05h27 de viagem – R$ 36,31)
      Yekaterinburg – Vladimir (25h31 de viagem – R$ 94,65)
      Vladimir – Moscou (01h42 de viagem – R$ 12,91)
      Moscou – St. Petersburgo (11h35 de viagem – R$ 52,04)
      St. Petersburgo – Kaliningrado (01h35 de viagem (avião) – R$ 180,77)
      Quando: Março e Abril de 2018
      Dias: 58
      Noites em Hostel: 1
      Viagens Noturnas: 6
      Couchsurfing: 51
      Valor Gasto em Real: R$2162,94 ($675,92)
      Média Diária em Real: R$37,29 ($11,65)
      Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/JtTho9
      Meus Vídeos no Youtube: LINK AQUI
      O Trailer

      VLADIVOSTOK (3 DIAS)
      Como eu cheguei até a Rússia é outro assunto, hoje você vai assistir um relato de como foi viagem durante 58 dias no maior do país do mundo.
      Voo da Coreia do Sul direto para Vladivostok, pousei em um dia com sol e temperatura por volta de 1 grau, inesperado para 4 de março. Para sair do aeroporto nada de táxi pois isto é coisa para turista, um mini bus me levou direto para a estação de trem onde meu primeiro anfitrião estava me esperando, Vladivostok fiquei 3 noites e foi o suficiente para ver o que a cidade tinha para oferecer e claro conhecer pessoas, a Rússia ficou marcada por isto, dúvida?
      Meu anfitrião não é a pessoa mais simpática do mundo, mas logo no primeiro dia conheci Ana que falava espanhol, japonês e russo é claro, nada de inglês. Ela trabalha em uma multinacional japonesa e dá aulas de espanhol, a explicação é meio lógica, Vladivostok fica do lado do Japão e existem muitas empresas e carros japoneses circulando em toda a Sibéria inclusive até Irkutsk, falo isso pois a direção dos carros fica na direita. Ana me levou a uma fortaleza antiga que defendia a cidade até 1991, não tenho imagens pois praticamente congelei naquela noite com temperaturas próximas dos -20 e um vento assustador.
      No outro dia começou muito bem com Elena, uma pessoa divertida demais que fomos andar sobre o mar congelado, lembrando que fui viajar no final do inverno, o que não significa calor na Rússia.
      Foi um dia muito especial praticamente me avisando do que seria esta viagem, teve comida mexicana, restaurante fino, chocolate com sal e claro mais uma amizade do mundo.

      Uma das novas pontes da cidade, Vladivostok estava fechada ao turismo até 1991

      Elena foi uma das novas amigas da Rússia, mais uma que ama o Brasil

      O mar congelado junto com o inverno Russo
      A estação de trem de Vladivostok tem a icônica placa com o número 9288, significa a distância de trem até Moscou, mas eu não segui exatamente a rota da transiberiana, antes do momento do embarque fui com o Leo ver o farol do mar congelado e aquele local parece cena de filme.

      A placa com 9288 km até Moscou

      O farol que serve para guiar embarcações
      Primeiro destino definido, Khabarovsk fica a 14h48 de Vladivostok e as por volta das 5 da tarde embarquei com neve para a minha primeira jornada na Rússia, foi curta se comparar com o que vinha pela frente. Logo do inicio da viagem presenciei uma das cenas mais bonitas da minha vida, uma senhora de dentro do trem despedindo-se de seus parentes e assim começou a vida nos trens russos. Vagão novo e foi bem vazio, mas esta maravilha não seria frequente depois de algumas viagens.

      Submarino S-56 utilizado em guerra, hoje é um museu

      O vagão da terceira classe, a platzkart

      Ainda na estação uma das placas mais esperadas da minha vida, hora de embarcar

      Na praça central tem o Monumento aos combatentes pelo poder soviético
    • Por Lljj
      Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho.
      Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas.
      O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo.
      Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões.
      Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né?
      Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas.
      O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares.
      Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul.
      A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros.
      O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser.
       
      Post original em https://www.lljj.com.br/
      Imagem em Pixabay
    • Por BrunaKC
      Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia!
      Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.
      Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem.
      A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena.
      Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo.
      Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. 
      Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. 
      Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias.
      Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito!
      Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa.
      Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. 
      O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. 
      Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos.
      Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia.
      O melhor ainda está por vir!
      Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo.
      Até logo, aventureiro!








    • Por emanuelle.ec
      01/05 a 01/06 – EURO = R$ 4,41
      Oii galera ! 
       Minha primeira postagem aqui ! Resolvi compartilhar com vocês a minha primeira eurotrip ! Fiz a viagem em Maio/2018 .
      Vou deixar bem curtinho os posts com os valores e um pouco de cada cidade e algumas fotos , mas antes um resumo porque sempre tem os zé preguiça kkkkkk 
       
      Quem quiser acompanhar essa e outras viagens : @emanuelle_ec
       
      GASTOS :
      Passagem aérea :
      - Joinville – São Paulo : 5.770 milhas – GOL
      - São Paulo – Dubrovnik : R$ 1.478,47 – Turkish Air (Promo 123 milhas)
      - Bruxelas – São Paulo : R$ 1443,72 - TAP
      - São Paulo – Joinville: 4.000 milhas + R$ 31,27 – GOL
      Total : R$ 2953,46
      - Transporte (ônibus, blablacar,tram,etc) : € 269,44
      - Hospedagem :  € 475,41
      - Alimentação e extras : € 651,21
      Total : € 1396,06    Total em reais : R$ 6156,62
      TOTAL DA VIAGEM : R$ 2953,46 + R$ 6156,62 = R$ 9110,08 
       
      Como essa iria ser a minha primeira viagem pra Europa eu não estava muito afim de fazer o clichê Paris, Roma, Barcelona e tudo mais, então resolvi ir para o Leste Europeu . Eu não tinha nada planejado, tinha pesquisado claro algumas cidades que queria ver, mas não comprei NADA antecipado (fora as passagens de ida e volta claro kkk) , ia reservando ao longo do caminho os hostels e comprando as passagens de ônibus via FLIXBUS pelo app deles mesmo e as passagens de barco na Croácia foi tudo direto no local.
      Consegui uma promoção de passagem pra Croácia na 123 milhas, fiquei com receio de comprar por milhas e pelo site ser novo e tudo mais, mas olha ! Deu tudo certo !!! Como a passagem era pela Turkish eu tinha um stopover em Istambul de 21 horas, não me perguntem se eu tinha direito a hotel ou qualquer outra coisa porque nem perguntei ( mals ai), mas é que eu tenho um amigo que mora lá então ficou combinado que eu ficaria na casa dele e ele me mostraria a cidade no dia seguinte. Cheguei em Istambul as 22hrs e meu voo pra Dubrovnik só sairia as 19hrs do dia seguinte então deu tempo pra ver os principais pontos da cidade.  Não gastei quase nada em Istambul porque o maluco resolveu pagar tudo e ainda conseguimos umas pizzas free logo na noite que cheguei porque tinha sobrado e o cara da pizzaria não queria jogar fora, muita sorte !! 
       
      ISTAMBUL (01/05 a 02/05):
      Troca : 30 euros  = 141.30 liras
      Ônibus p/ aeroporto : 12 Liras
      Chocolate aeroporto : 8 Liras
      Lembrancinha: 3.50 liras
      Troca : 118 Liras = 22 euros
      Total Istanbul:  23,50 Liras - 8 euros
       
       


       
       Segui pra Croácia no dia seguinte.
      Cheguei em Dubrovnik as 21 hrs e peguei o busão do aeroporto pra cidade velha. Apesar de ser tarde já a cidade ainda tava lotada de turistas, coisa de doido mesmo, nunca vi tanta gente por m². Fiquei pouco tempo em Dubrovnik, porque pra mim foi a cidade mais cara da croácia. Passeia pela cidade, subi na muralha, tentei não enlouquecer com a senhora do mercado que não queria me vender as coisas porque eu não tinha dinheiro trocado.   O hostel que eu fiquei é super simples mas o dono é mega gente boa e já chegava recepcionando a galera com Rakia, uma bebida tradicional deles, forte do c* hahahha
       
      DUBROVNIK (02/05 a 04/05):
      Hostel (The City Place Guesthouse – 2 diárias 😞 31,44 euros ( cartão de crédito)
      Troca : 20 euros = 140 kunas
      Ônibus aero: 40 kunas
      Taxa turista : 2 euros
      Mercado – 26.81 kunas
      Almoço- 57 kunas
      Troca : 60 euros - 432 kunas
      Ônibus p/ Porto: 27 kunas
      Janta (Foccacia+Croissant): 20 kunas
      Ticket Muralha: 150 kunas
      Almoço:24 kunas
      Ônibus p/ Porto: 15 kunas
      Barco p/ Hvar: 210 kunas
      Troca : 10 euros - 72 kunas
      Mercado: 27 kunas
      Sorvete: 20 kunas
      Total Dubrovnik : 616,81 kunas = 90 euros dinheiro e 31,44 euros cartão = 121,44 euros

       


       
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